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T ESTE DE A VALIAÇÃO DE P ORTUGUÊS 11º A NO -T URMA 5 F EVEREIRO
T ESTE DE A VALIAÇÃO DE P ORTUGUÊS 11º A NO -T URMA 5 F EVEREIRO

TESTE DE AVALIAÇÃO DE PORTUGUÊS

11º ANO-TURMA 5

FEVEREIRO DE 2016

Utiliza apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta. Não é permitido o uso de corretor. Em caso de engano, deves riscar, de forma inequívoca, aquilo que pretendes que não seja classificado. Escreve de forma legível a identificação das atividades e dos itens, bem como as respetivas respostas. As respostas ilegíveis ou que não possam ser identificadas são classificadas com zero pontos. Para cada item, apresente apenas uma resposta. Se escreveres mais do que uma resposta a um mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro lugar. Ao responder às questões apresentadas, tem em conta que, na apreciação da tua prova, além dos aspetos de conteúdo, serão também considerados os aspetos de redação (ortografia, pontuação, correção sintática), organização lógica das ideias, clareza e capacidade de síntese. As cotações dos itens encontram-se no final do teste.

_____________________________________________________________

TEXTO A

GRUPO I

(100 pontos)

Lê o texto que se segue e responde às questões com frases completas:

Teste 1
Teste
1

de Avaliação de Português – 11º Ano

5

10

15

20

25

5 10 15 20 25 30 35 40 45 Teste de Avaliação de Português – 11º
30 35 40 45 Teste de Avaliação de Português – 11º Ano 2
30
35
40
45
Teste de Avaliação de Português – 11º Ano
2

Apresenta de forma completa e bem estruturada, usando vocabulário rico, as respostas aos itens que se seguem.

  • 1. Localiza o excerto na estrutura externa e interna da obra. (10 pontos)

  • 2. Naquele engano d’alma ledo e cego/ Que a fortuna não deixa durar muito…

    • 2.1. Refere-te ao significado simbólico destes versos de Os Lusíadas. (15 pontos)

  • 3. “(…) Oh! Que o não saiba ele ao menos, (…)” (linha 10)

    • 3.1. Identifica o ele da frase e explicita o que Madalena quer dizer. (15 pontos)

    • 3.2. Comenta a expressividade do discurso de Madalena. (10 pontos)

  • 4. “ (…) que não sei latim como meu senhor… quero dizer como o Sr. Manuel de

  • Sousa Coutinho –que, lá isso!

    ..

    acabado escolar é ele. (…)” (linha 32)

    • 4.1. Explica esta hesitação de Telmo. (15 pontos)

    • 5. “Olhai, Telmo; eu não vos quero dar conselhos: bem sabeis que desde o tempo que…que…” (l.42)

      • 5.1. Explicita qual o conselho que Madalena vai dirigir a Telmo na sequência deste extrato. (15 pontos)

    TEXTO B

    «A Incredulidade popular sobre a morte de el-rei D. Sebastião começou logo com as primeiras notícias que chegaram ao reino da derrota de Alcácer Quibir. Querem alguns que as esperanças do povo fossem adrede sustentadas pelos que mais haviam instigado aquela triste jornada, para evitarem a responsabilidade de seus fatais conselhos. O facto é que, no público, nunca se acreditou bem na morte de el-rei. E nenhum, de tantos que escaparam, nenhum disse nunca que o vira morrer. No epitáfio de Belém, pôs-se a ressalva: «si vera est fama». Os vários impostores que em diversas partes aparecem, tomando o nome de D. Sebastião, em vez de destruírem, confirmaram as suspeitas nacionais. O verdadeiro ou falso Sebastião, que foi entregue em Veneza e atormentado em Nápoles, deixou dúvidas profundas nos ânimos mais seguros. Menos bastava para dar cor e crença à multidão de fábulas romanescas e poéticas, de que se encheu logo Portugal e que duraram até os nossos dias. O sebastianismo é outro carácter popular que ainda não foi tratado e que, em hábeis mãos, deve dar riquíssimos quadros de costumes nacionais. 0 romancista e o poeta, o filólogo e o filósofo acharão muito que lavrar neste fertilíssimo veio da grande mina de nossas crenças e superstições antigas». (A. Garrett).

    «Era opinião firme e corrente entre os derradeiros sebastianistas e talvez ainda hoje o seja, porque me dizem que alguns há ainda, que el-rei D. Sebastião havia de vir num dia de névoa muito cerrada. Assim rezavam certas profecias

    Teste 3
    Teste
    3

    de Avaliação de Português – 11º Ano

    populares. Outro tesouro da poesia nacional são estas profecias, que ainda ninguém examinou filologicamente como elas merecem. No meu Romanceiro procurei restituí-las ao lugar e categoria literária, que estou convencido lhes compete». (A. Garrett)

    «O engano popular, se o era, recaía com efeito em muito grandes e fundadas suspeitas. Nunca uma pura falsidade chega a obter crédito geral; é preciso que tenha algum fundamento. A imaginação do povo não é criadora; aumenta, exagera, mas não tira do nada.» (A. Garrett)

    Transcreva do excerto um indício claro da desgraça que está eminente e interprete-o por palavras suas.

    7. Indique os elementos intrínsecos característicos da tragédia clássica, que estão em evidência no excerto lido. Justifique a sua resposta

    Redige um texto, entre 60 e 120 palavras, onde refiras três características próprias da corrente romântica que se concretizam em Frei Luís de Sousa.

    Identificando a época literária na qual se inscreve a peça, apresenta três traços que distinguem essa época.

    GRUPO II

    (50 pontos)

    1. Assinala as respostas certas, tendo por base o texto do grupo I A:

    • 1.1. O

    uso

    das

    reticências

    e

    exclamações,

    no

    monólogo de Madalena,

    adquirem uma expressividade particular, pois constituem uma

    manifestação do seu estado de espírito

     
    • a) calmo

     
    • b) agitado

     
    • c) tranquilo

    • d) entusiástico~

    • 1.2. O recurso expressivo presente em “Que amor, que felicidade… que desgraça a minha!” (ll. 12-13) é

      • a) a metáfora.

      • b) a enumeração.

      • c) a lítotes.

      • d) o paradoxo.

  • 1.3. Na frase “Que o não saiba ele ao menos, que não suspeite o estado em que eu vivo” (ll. 10-11), o constituinte sublinhado desempenha a função sintática de

    • a) complemento direto.

    • b) complemento oblíquo.

    • c) modificador do grupo verbal.

    • d) predicativo do sujeito.

  • Teste 4
    Teste
    4

    de Avaliação de Português – 11º Ano

    1.4.

    O sujeito da frase “Viveu-se… “ (l. 9) é um sujeito

    a)

    simples.

    b)

    nulo indeterminado.

    c)

    composto.

    d)

    nulo subentendido.

    • 1.5. linha 15

    Na frase da

    “E que importa

    que

    o

    não deixe

    durar muito a

    fortuna?” (l.9), o constituinte sublinhado desempenha a função sintática de

    a)

    complemento direto.

    b)

    sujeito.

    c)

    complemento do nome.

    d)

    modificador de frase.

    • 1.6. O antecedente do pronome pessoal “o” (l. 9) é

     

    a)

    “estado”.

    b)

    “desgraça”.

    c)

    “amor”.

    d)

    “felicidade”.

    • 1.7. A palavra sublinhada “… que não sei latim””, na linha 32, é

     

    a)

    uma conjunção subordinativa consecutiva.

     

    b)

    um determinante interrogativo.

    c)

    uma conjunção subordinativa causal.

    d)

    um pronome relativo.

    • 1.8. A palavra sublinhada “Mas eu…”, na linha 10, é

     

    e)

    uma conjunção subordinativa consecutiva.

     

    f)

    uma conjunção coordenativa copulativa.

    g)

    uma conjunção subordinativa causal.

    h)

    um conjunção coordenativa adversativa.

     
    • 2. Identifica o sujeito do predicado “ não deixaram gozar um só momento” (l.11).

    • 3. Classifica a oração “que não sei latim” (l. 32).

    GRUPO III

    pontos)

    (50

    Seleciona apenas uma das hipóteses propostas.

    Tema A- Num texto expositivo argumentativo com cerca de 200 palavras, apresenta a tua perspectiva de leitor da peça Frei Luís de Sousa, em relação a uma das personagens da obra. Tema B – Apesar de Frei Luís de Sousa ser uma obra do século XIX algumas das suas temáticas são contemporâneas. Num texto bem estruturado com cerca de 200 palavras, evoca a temática do adultério na sociedade actual.

    Teste 5
    Teste
    5

    de Avaliação de Português – 11º Ano

    Desenvolve apenas um dos temas propostos sobre a peça estudada, “Frei Luís de Sousa”, num texto expositivo-argumentativo cuidado, constituído por cento e cinquenta a duzentas palavras. (50 pontos)

    A. Mostra como, nesta obra, as referências temporais se revestem de grande intensidade dramática. B. Actualmente, a situação problemática vivida pelas personagens da peça seria perspectivada de modo muito diferente. Procura mostrar como é encarada, pela sociedade dos nossos dias, a problemática que causou a destruição da família de Manuel de Sousa Coutinho

    Opta apenas por um dos temas que te é proposto neste grupo:

    Tema A: Recorda o estudo da obra prima de Almeida Garrett e demonstra a importância do destino e da superstição no desenrolar dos acontecimentos. Desenvolve as tuas opiniões num texto expositivo argumentativo bem estruturado de cento e cinquenta palavras.

    Tema B: Num texto expositivo argumentativo, de cento e cinquenta palavras, comprova a justeza da afirmação de Garrett, pondo em evidência os elementos que aproximam Frei Luís de Sousa da tragédia Clássica.

    “Contento-me para a minha obra com o título modesto de drama; (…) porque se na forma desmerece

    da categoria, pela índole há-de ficar pertencendo sempre ao antigo género trágico.”

    • (A) Imagina que te dirigias a todos os portugueses, pela televisão, e que querias dar dois importantes conselhos, bem fundamentados, que fariam de

    Portugal um país melhor.

    • (B) “A defesa dos direitos humanos, nomeadamente dos índios do Brasil

    escravizados pelos colonos, bem como dos cristãos-novos perseguidos pela Inquisição, é uma preocupação a que Vieira se manteve sempre fiel até ao fim da sua vida.”

    Maria das Graças Moreira de Sá (1999). «Introdução», in PADRE ANTÓNIO VIEIRA, Sermões Escolhidos. Lisboa: Ulisseia

    • (A) Imagina

    que

    serás

    orador

    na

    ONU

    e

    vais

    proferir

    um

    discurso

    subordinado ao tema “As alterações climáticas e os seus efeitos nefastos

    para as gerações futuras”.

     

    Redige um texto expositivo-argumentativo em estruturado, com 200 a 250 palavras, em que dês conta da importância do tema escolhido nos nossos dias.

    Fundamenta a tua escolha/o teu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustra cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo.

    Teste 6
    Teste
    6

    de Avaliação de Português – 11º Ano

    Bom Trabalho!

    Helena Domingues

    PROPOSTA DE COTAÇÃO

     

    A.

    GRUPO I

    • 1. Conteúdo: (5+5+8=18 pontos) + Forma: (3+3+6=12 pontos) ……. 30 pontos

     
    • 2. Conteúdo: (12 pontos) + Forma: (8 pontos)

    …………………. 20 pontos

    • 3. Conteúdo: (12 pontos) + Forma: (8 pontos)

    ….……….……. 20 pontos

     

    B.

    Conteúdo: (12 pontos) + Forma: (8 pontos)

     
    • 4. Conteúdo: (12 pontos) + Forma: (8 pontos)

    …………….…. 15 pontos

    • 5. Conteúdo: (12 pontos) + Forma: (8 pontos)

    ………………

    ...15

    pontos

    100 pontos

    GRUPO II

    1-10

    10 itens x 5 pontos cada

     

    50 pontos

    GRUPO III

    Estruturação temática e discursiva …….…………………………

    ………

    30 pontos

    Correção linguística ……………………….………………………………

    ....

    20 pontos

     
     

    50 pontos

    TOTAL ………

    ................................................................................................

    200

    pontos

    Teste 7
    Teste
    7

    de Avaliação de Português – 11º Ano

    PROPOSTA DE CORREÇÃO

    IA

    Teste 8
    Teste
    8

    de Avaliação de Português – 11º Ano