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ANATOMIA

RADIOGRÁFICA

M.V. Antonio Alexandre Speri Alves

Médico Veterinário Radiologista

Importância do conhecimento anatômico
Importância do conhecimento
anatômico

Versalius 1543 : A anatomia deve ser corretamente considerada como a base sólida

de toda a arte da medicina e como a sua

introdução essencial”. ( Sisson Grossman Anatomia dos Animais Domésticos Getty).

Importância do conhecimento anatômico
Importância do conhecimento
anatômico

Schebitz e Wilkens - “Para ser eficiente no

campo do diagnóstico radiológico, deve-se estar familiarizado com a anatomia

radiográfica”

Importância do conhecimento anatômico • Por que conhecer anatomia:
Importância do conhecimento
anatômico
• Por que conhecer anatomia:

Conhecer morfologia normal;

Conhecer nomenclatura (comunicação);

Desenvolvimento, aplicação e avanço das

disciplinas da área médica;

Fundamento para a prática geral, diagnóstico por imagem, cirurgia, clínica;

Anatomia radiográfica: base para avaliação das alterações.

Como a anatomia ajuda na radiologia?
Como a anatomia ajuda na
radiologia?

Para a interpretação radiográfica é necessário

o conhecimento;

Sobre a anatomia da região que foi objeto dos

raios-X;

O conhecimento anatômico tridimensional;

Compreensão da morfologia e suas diferenças.

Como a radiologia ajuda na anatomia?
Como a radiologia ajuda na
anatomia?

Tornar a disciplina de anatomia mais dinâmica

e aplicativa;

Visibilização de outros aspectos das estruturas

anatômicas:

Trabeculação óssea;

Aspecto geral da vascularização.

ANATOMIA RADIOGRÁFICA
ANATOMIA RADIOGRÁFICA

Interpretação: “densidades radiográficas”,

Livros de Anatomia Radiográfica / experiência;

Variações

normais:

espécies,

raças,

sexo,

idade;

Tamanho, forma, posição, opacidade,margem, número.

TAMANHO
TAMANHO
TAMANHO
TAMANHO
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
TOPOGRAFIA
FORMATO
FORMATO
FORMATO
FORMATO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
OPACIDADE
OPACIDADE
POSICIONAMENTO
POSICIONAMENTO
ORIGEM DA LESÃO
ORIGEM DA LESÃO
VARIAÇÕES ESPERADAS
VARIAÇÕES ESPERADAS

Espécie;

Raça;

Sexo;

Idade;

Tamanho.

VARIAÇÕES RAÇIAIS
VARIAÇÕES RAÇIAIS

SEXO

SEXO
SEXO
VARIAÇÕES ANATÔMICAS
VARIAÇÕES ANATÔMICAS
VARIAÇÕES ANATÔMICAS
VARIAÇÕES ANATÔMICAS
VARIAÇÕES ANATÔMICAS
VARIAÇÕES ANATÔMICAS
VARIAÇÕES ANATÔMICAS

NÚCLEOS DE OSSIFICAÇÃO PRIMÁRIA

E SECUNDÁRIA
E SECUNDÁRIA

Neonatos: regiões não calcificadas;

Ossificação incompleta X infecção;

Tempos de fechamento estabelecidos em cães e gatos;

Diáfise: centro primário;

Epífises: centros secundários;

Discos epifisários: crescimento em comprimento.

ARTICULAÇÃO ESCAPULO-UMERAL
ARTICULAÇÃO ESCAPULO-UMERAL
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO
ARTICULAÇÃO RADIO-CÁRPICA
ARTICULAÇÃO RADIO-CÁRPICA
ARTICULAÇÃO RADIO-CÁRPICA
ARTICULAÇÃO RADIO-CÁRPICA
ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL
ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL

Sesamóide do ílio-psoas, junto ao trocânter menor;

Sesamóide do psoas menor, junto à eminência

íliopectínea.

Sesamóide do ílio-psoas, junto ao trocânter menor; • Sesamóide do psoas menor, junto à eminência íliopectínea.
ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL
ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL

Mineralizações para o tendão do glúteo.

ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL • Mineralizações para o tendão do glúteo.
ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL • Mineralizações para o tendão do glúteo.
ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL
ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL
COXAL
COXAL
COXAL

ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO-

PATELAR
PATELAR
ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR
ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR

ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR

ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR
ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR

ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO-

PATELAR
PATELAR
ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR
ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR

ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR

ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR
ARTICULAÇÃO FÊMORO-TIBIO- PATELAR

METACARPO-

FALANGEANA/METATARSO -
FALANGEANA/METATARSO -
FALANGEANA
FALANGEANA

Pares de sesamóides palmares/plantares para os

tendões do músculo interósseo;

Sesamóides dorsais para os tendões extensores.

palmares/plantares para os tendões do músculo interósseo; • Sesamóides dorsais para os tendões extensores.
DEFINIÇÕES • OSTEÓLISE:
DEFINIÇÕES
• OSTEÓLISE:

Diminuição localizada da radiopacidade, por perda de tecido ósseo.

DEFINIÇÕES • OSTEÓLISE: – Diminuição localizada da radiopacidade, por perda de tecido ósseo.
• OSTEOPENIA:
• OSTEOPENIA:

Desmineralização generalizada (um osso inteiro ou

vários).

• OSTEOPENIA: – Desmineralização generalizada (um osso inteiro ou vários).
• OSTEOPETROSE:
• OSTEOPETROSE:

Aumento generalizado da radiopacidade óssea.

• OSTEOPETROSE: – Aumento generalizado da radiopacidade óssea.
• OSTEOPETROSE: – Aumento generalizado da radiopacidade óssea.

ESCLEROSE:
ESCLEROSE:

Aumento localizado da radiopacidade por maior

depósito de matéria mineral.

• ESCLEROSE: Aumento localizado da radiopacidade por maior depósito de matéria mineral.
• ESCLEROSE: Aumento localizado da radiopacidade por maior depósito de matéria mineral.

OSTEÓFITOS :

Resposta a estímulos; Tempo de formação variável;

Periarticulares: margens da cartilagem articular e osso

periarticular.

estímulos; – Tempo de formação variável; – Periarticulares: margens da cartilagem articular e osso periarticular.
•ENTESEÓFITOS:
•ENTESEÓFITOS:

Inserções de tendões,ligamentos e cápsulas

articulares.

•ENTESEÓFITOS: – Inserções de tendões,ligamentos e cápsulas articulares.

ESPONDILOSE:

Anquilose de articulação vertebral; termo geral para

alterações articulares degenerativas.

• ESPONDILOSE : – Anquilose de articulação vertebral; termo geral para alterações articulares degenerativas.
INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA
INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA
• Causas das lesões ósseas:
• Causas das lesões ósseas:

Desenvolvimento;

Metabólica/ Nutricional;

Infecciosa; Traumática;

Neoplásica.

LOCAL DA LESÃO
LOCAL DA LESÃO

Periósteo;

Córtex / osso subcondral;

Epífises/ metáfises/

diáfise;

Articulações;

Focal/ multifocal/ generalizado.

REAÇÕES PERIOSTEAIS
REAÇÕES PERIOSTEAIS

SUAVE : margem definida, lesões crônicas não

agressivas. Ex: Calo ósseo, osteomielite crônica.

PERIOSTEAIS • SUAVE : margem definida, lesões crônicas não agressivas. Ex: Calo ósseo, osteomielite crônica.
REAÇÕES PERIOSTEAIS
REAÇÕES PERIOSTEAIS

LAMINAR/ PELE DE CEBOLA: crescimento lento, não agressivo. Ex: Trauma, tumor benigno.

REAÇÕES PERIOSTEAIS • LAMINAR/ PELE DE CEBOLA : crescimento lento, não agressivo. Ex: Trauma, tumor benigno.
REAÇÕES PERIOSTEAIS
REAÇÕES PERIOSTEAIS

AMORFA/ IRREGULAR: margens irregulares,

lesões ativas agressivas. Ex.: osteomielite

aguda.

REAÇÕES PERIOSTEAIS • AMORFA/ IRREGULAR : margens irregulares, lesões ativas agressivas. Ex.: osteomielite aguda.
REAÇÕES PERIOSTEAIS
REAÇÕES PERIOSTEAIS

RADIADA/ “SUN BURST”: lesão ativa, agressiva, normalmente maligna. Ex: osteossarcoma.

REAÇÕES PERIOSTEAIS • RADIADA/ “SUN BURST ”: lesão ativa, agressiva, normalmente maligna. Ex: osteossarcoma.
REAÇÕES PERIOSTEAIS
REAÇÕES PERIOSTEAIS

Triângulo de Codman.

REAÇÕES PERIOSTEAIS Triângulo de Codman. •
PARTES MOLES
PARTES MOLES

Aumento;

Atrofia;

Corpo estranho.

PARTES MOLES • Aumento; • Atrofia; • Corpo estranho.
INDICAÇÕES
INDICAÇÕES

Confirmar, excluir ou sugerir um diagnóstico clínico;

Diagnosticar afecção não demonstrada clinicamente;

Claudicação aguda ou crônica;

Dor óssea, calor, crepitação;

Aumento de volume de partes moles;

Obter informações para tratamento e prognóstico;

Acompanhar evolução do quadro clínico ou cirúrgico

CLINICA X RAIO-X
CLINICA X RAIO-X

Lesões ósseas levam tempo para manifestarem-se radiograficamente;

RX controle;

Alterações pré-existentes podem mascarar outro processo;

Algumas afecções são semelhantes radiograficamente;

RX + Clínica + História;

Outros exames: laboratório, citologia, biópsia, imagem.