Você está na página 1de 12

OAB/FGV – Como passar na 2ª fase – Penal – 8ª Parte –

Resposta à Acusação

Como passar na 2ª fase do Exame de Ordem - 2ª Parte - IdentiẲ瓐ca...

1. Resposta à acusação e defesa prévia: é preciso ter atenção ao tema
deste tópico, pois a confusão entre defesa prévia e resposta à acusação pode
custar a aprovação. Para a compreensão do assunto, é preciso entender
dois momentos processuais distintos: o oferecimento e o recebimento da
petição inicial. No oferecimento, como a expressão já diz, a petição inicial
(queixa ou denúncia) é oferecida ao juiz por quem detém legitimidade para
fazê­lo – MP ou querelante. Se ausentes as hipóteses do art. 395 do CPP, o
juiz deve receber a petição inicial oferecida, dando início à ação penal.
Antes do recebimento da petição inicial, como ainda não há ação penal, não
é possível falar em absolvição.
Em alguns casos especiais, a lei prevê que o juiz, antes de receber a petição
inicial, deve dar oportunidade para que o acusado se defenda. Dois
exemplos:

 até mesmo. 406. para responder por escrito. mas antes do seu recebimento. O réu é citado para. o juiz.1º Na Lei de Drogas (Lei 11. Nos crimes afiançáveis. dentro do prazo de quinze dias. no prazo de 10 (dez) dias. 514. o juiz mandará autuá­la e ordenará a notificação do acusado. o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia. o MP oferece denúncia por tráfico de drogas contra alguém. tal como disposto no artigo 397 do aludido diploma legal. O seu objetivo na peça é convencer o magistrado a não receber a inicial. para isso. 395 do CPP. alegar tudo o que interesse à defesa – pode. A peça do art.”. 396 do CPP (art. Sobre o tema: “Após a reforma legislativa operada pela Lei 11. Na resposta à acusação. deve demonstrar a presença de pelo menos alguma das hipóteses do art. notifica o denunciado para que se manifeste a respeito.”. pois ainda não há ação penal.” (STJ. Assim como ocorre na defesa prévia da lei de drogas. Prevista no art. 312/326). 55. 514 é denominada “resposta preliminar” pelo STJ (veja a Súmula 330). Como ainda não há ação penal – o juiz ainda não recebeu a petição inicial ­. antes de receber a denúncia. a história é outra. 2º No CPP: “Art. estando a denúncia ou queixa em devida forma. após o oferecimento da denúncia. no rito do júri). por meio de defesa prévia (nomenclatura dada pela própria lei). é a peça cabível após o recebimento da petição inicial. RHC 54363/PE). arts. . após o oferecimento da acusação e antes da apresentação de resposta à acusação. o denunciado não pode pedir absolvição. seguindo­se o juízo de absolvição sumária do acusado. pois já há ação penal em trâmite. deve notificar o acusado para se manifestar a respeito da acusação. no prazo de 10 dias. e o juiz.719/2008. o momento do recebimento da denúncia se dá. Não se pode pedir absolvição. pedir absolvição. Na hipótese de crime funcional (CP. Oferecida a denúncia.343/06): “Art. e. por escrito. Ou seja. o objetivo da peça é dar oportunidade ao acusado para convencer o juiz a não receber a petição inicial. nos termos do artigo 396 do Código de Processo Penal.

 João procura um advogado para defendê­lo. o examinando deve arrolá­las. Fácil. de defesa escrita ou de qualquer outro nome que desejar. O MP o denunciou pela prática do crime de furto. Ademais. nos termos do art. Resposta à acusação: a resposta à acusação é uma das peças mais cobradas na segunda fase. Ademais. Em inquérito policial. Citado. Mas.É importante estar atento à nomenclatura das peças. O fato foi presenciado por Maria e José. apropriando­se do saco de arroz que o pertence. subtrai uma coxinha da padaria “Pão da Manhã”. ao ser ouvido. mas afirmou que. João confessou a prática da conduta. I e III. e imaginou que estava. no dia anterior. Assim como as demais. O fato foi presenciado por Maria e José. qualificação. havia deixado um saco de arroz na casa de sua mãe. disse ter subtraído o feijão porque sua mãe lhe deve a quantia de R$ 10. tese e pedido. 2. para aquela do art. 514 do CPP. O MP o denunciou pela prática do crime de furto. buscando saciar sua fome.00. João procura um advogado para defendê­ lo. Quando estiver advogando. é possível torná­lo mais difícil: João. Utilize a expressão “resposta à acusação” para a peça dos arts. Chame resposta à acusação de defesa prévia. buscando saciar sua fome. 396 e 406 do CPP. para a OAB. em verdade. Contudo. né? Contudo. 397. dirige­se a casa de sua mãe e subtrai um saco de arroz e um de feijão. Citado. . 55 da Lei 11. “defesa prévia”. No exemplo. duas teses estão bem claras: o estado de necessidade e o princípio da insignificância. é fácil elaborá­la – endereçamento. pode ser extremamente trabalhosa. e “resposta preliminar” ou “resposta escrita” (expressão da lei) para a peça do art. fatos. caso o enunciado traga muitas teses de defesa. a inversão do nome das peças pode custar a sua prova. Veja o seguinte problema: João. como o problema menciona duas testemunhas.343/06. adote o nome que quiser. causas de absolvição sumária.

 III. é melhor mencionar ambos. Exemplo: o enunciado descreve um caso em que há legítima defesa e prescrição.1. 155) para o de exercício arbitrário das próprias razões (CP. I e IV. não me surpreenderia se alguém dissesse ter gasto duas ou três horas para a elaboração da peça acima. mas demonstra o quanto a peça pode se tornar complexa: 1ª tese: escusa absolutória. asseguro: o gabarito pedirá mais de um dos incisos. por exemplo.2. Nesta hipótese. 396 do CPP. No entanto. Considerando que o tempo de prova é curto. também devem ser arroladas as testemunhas Maria e José. art. por segurança. do CPP; 6ª tese: desclassificação do crime de furto (CP. art. 396­A. caso caia resposta à acusação. 397.O exemplo é absurdo. 2. 397 faz ressalva em relação ao inimputável. 395. a ponto de não ter . são as seguintes: a) inimputabilidade; b) ausência de consciência da ilicitude; c) inexigibilidade de conduta diversa. art. fundamente a sua resposta nos dois artigos: 396 e 396­A. Teses: as principais teses estão no art. o CPP descreve o que é possível pedir na peça. 21) e a coação moral irresistível (CP. você deverá pedir a absolvição do réu com fundamento no art. Caso caia resposta na segunda fase. a pontuação será parcial. 397. No entanto. mas não a fundamenta. ela está no art. Mas. e não no 396­A – no rito do júri. 397 do CPP. 406. O art. 345). para evitar dor de cabeça. esteja preparado para enfrentar várias teses de defesa. com fundamento no art. ou dirimentes. Caso os dois incisos não sejam mencionados pelo examinando. art. 181. a FGV não costuma pedir tantas teses de defesa ao mesmo tempo. Caso caia resposta. acredito que o gabarito aceitará qualquer dos dispositivos isoladamente. art. No art. do art. Ainda bem. II: as causas de exclusão da culpabilidade. 22). O art. 21); 5ª tese: nulidade no recebimento da inicial. esquizofrênico. art. 24); 3ª tese: incidência do princípio da insignificância; 4ª tese: erro de tipo (CP. que prevê a absolvição sumária do acusado. do CP; 2ª tese: estado de necessidade (CP. São exemplos de exclusão da culpabilidade o erro de proibição (CP. Fundamentação: em minha opinião. I. e a razão é a seguinte: caso o réu seja. 2. a resposta à acusação está prevista no art. Além disso.

 em peça alguma. 107 do CP). O art. com imposição de medida de segurança. e não a absolvição. aprendemos que o corpo humano é composto por a) cabeça; b) corpo e; c) membros. para a teoria tripartida (ou tripartite). 397. deve ser pedida a absolvição sumária do acusado. O crime. por exemplo. 397. 149 do CPP). do CPP demonstra claramente como o legislador não entende de Direito Penal. prescrito o crime. o fato também não constitui crime. para explicar o porquê desta afirmação. Para que se conclua pela inimputabilidade. III. O art. Contudo. Por esse motivo. Dois exemplos rápidos de incidência do inciso III: quando o fato narrado é formalmente atípico (ex. preciso fazer uma rápida revisão de teoria do crime: na época do colégio. deve ser pedida a absolvição do réu por causa de extinção da punibilidade (veja o art. o juiz o absolverá (absolvição imprópria). com fundamento no art. 397. Logo. o inciso III é a fundamentação para a absolver o réu quando atípico o fato. Ora. no inciso III. 397.: adultério) ou na hipótese de incidência do princípio da insignificância (atipicidade material). não é possível absolvê­lo sumariamente. nos incisos I e II. IV. o pedido deve ser o de declaração da extinção da punibilidade pela prescrição. em absolvição quando o fato narrado não constitui crime. Entretanto. é composto por a) fato típico; b) ilicitude e; c) culpabilidade. Embora seja possível a existência do ser humano sem membros. Se. não há crime se ausente qualquer dos elementos que o compõem. pois ausentes elementos de sua composição – a ilicitude e a culpabilidade. . A única exceção: em resposta à acusação. quando será utilizado o inciso III? Como há um inciso para a ilicitude (I) e outro para a culpabilidade (II). No entanto. perceba que. e. com fundamento em inimputabilidade. o CPP fala em absolvição sumária quando existentes causas de exclusão da ilicitude ou da culpabilidade. é necessário o prosseguimento da ação para o julgamento do respectivo incidente (veja o art. NUNCA. Então. nos incisos I e II.discernimento do que fez. não há crime quando presente excludente da ilicitude ou da culpabilidade ou quando atípico o fato. ele será submetido a medida de segurança. IV: o inciso IV é outra mancada do legislador. III: o art.

a petição da exceção. § 1º. tese de litispendência. publicado no informativo de n. as exceções devem ser processadas em apartado. e podem ser alegadas em resposta. como ocorre com a defesa prévia da Lei de Drogas. é possível. que. como proceder caso o problema deixe bem claro que se trata de uma resposta. Desclassificação: o STJ tem aceito que o magistrado altere a classificação do crime no momento do recebimento da denúncia. reconsiderar a anterior decisão e rejeitar a peça acusatória. jamais será pedido para que o examinando elabore as duas peças em uma mesma prova. Portanto. em recurso. Então. a resposta à acusação é a peça cabível após o recebimento da petição inicial. Por esse motivo. Portanto. É errado. 395 do CPP. mas também traga teses de exceção? Elabore a resposta à acusação e. caso o enunciado traga hipótese de não recebimento da petição inicial. Exceções: as exceções estão no art. não seria possível pedir a rejeição da petição inicial. penso que. não há razão para alegar. Ressalto. o leitor não pedirá a absolvição. 395 do CPP. Portanto. tá? Nulidades: as nulidades estão no art. veja o seguinte julgado do STJ. de homicídio para lesão corporal. 564 do CPP. contudo. separadamente. neste caso. pedir a desclassificação de um crime para outro – por exemplo. nos termos do art.Pedido de rejeição da inicial: como vimos lá no começo. faremos dessa forma.”. 396 e 396­A do CPP. seja possível reverter a situação. deve o advogado oferecer a resposta e. 522: “O fato de a denúncia já ter sido recebida não impede o juízo de primeiro grau de. 95 do CPP: a) suspeição; b) incompetência; c) litispendência; d) ilegitimidade da parte; e) coisa julgada. ao constatar a presença de uma das hipóteses elencadas nos incisos do art. prevista nos arts. não deixe de alegá­la em sua resposta à acusação. por exemplo. logo após o oferecimento da resposta do acusado. como não queremos confusão. em resposta. 396­A. no corpo da resposta à acusação. Caso isso ocorra. mas a anulação do ato viciado. suscitada pela defesa. em tese. Portanto. Segundo o art. No entanto. Na OAB. . Mas. em seu corpo. alegue as teses que deveriam ser abordadas na petição da exceção. mas é a melhor solução.

 Julgados selecionados: . se o último dia cair em um feriado ou final de semana. não oferece a resposta e o defensor público a oferece em seu lugar. que assim determina: “Não apresentada a resposta no prazo legal. Ainda sobre o tema. 3. Código de Processo Penal ­ CPP). um interessante julgado do STJ: “Diante da ausência de previsão legal que ampara pedido de defensor público de requisição do acusado preso para entrevista com finalidade de formular a resposta à acusação (Art. é correto o indeferimento do pleito pelo magistrado. 366 do CPP. tendo por fim o dia 30. não constituir defensor. O réu é citado. não devendo o juiz abrir prazo para o oferecimento de resposta à acusação – veja o art. 109 da CF. ele não tem contato com o réu para a elaboração de uma boa defesa – a não ser que o réu o procure. e aos crimes que devem ser julgados pela Justiça Federal – veja o art. 396. Citação por edital: caso o réu seja citado por edital.”. Como se trata de prazo processual. o juiz nomeará defensor para oferecê­la. ao final da peça. deve ser ignorado o primeiro dia. como em qualquer prazo processual. deve ser prorrogado para o primeiro dia útil seguinte. ou se o acusado. Prova disso é o art. pois a fundamentação da peça é diferente – art. o último dia de prazo. pois. 2. Competência: a peça deve ser endereçada ao juiz da causa. em regra.2. a atuação do defensor é bastante limitada. 396­A. concedendo­lhe vista dos autos por 10 (dez) dias. 2. Prazo: o prazo é de 10 dias. Obrigatoriedade: a ausência de resposta à acusação é causa de nulidade do processo. citado.” (RHC 48873/RJ).3. A OAB costuma pedir para que o examinando informe. contado da citação do réu. para que o defensor possa arrolá­las.4. Ademais. 2. e não da juntada do mandado aos autos.5. Em alguns estados. Exemplo: se citado no dia 20. o processo permanecerá suspenso até que ele compareça em juízo ou constitua advogado. os mandados de citação têm exigido que o oficial de justiça questione o réu a respeito de testemunhas. Esta hipótese acontece bastante na prática. 406 do CPP –. Fique atento à competência do júri.6. o prazo deve ser contado a partir do dia 21. § 2º. Evidentemente.

 Vara Criminal da Comarca. Modelo de resposta à acusação: Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da. por cuidar­se de mera irregularidade.719/08) não constitui nulidade processual.. por não possuir conteúdo decisório.. após o oferecimento da resposta do acusado (arts.” (STJ. prescinde da motivação elencada no art. da Constituição da República.” (STJ. 396 do Código de Processo Penal. não tem aplicabilidade o procedimento previsto nos artigos 513 a 518 do Código de Processo Penal. 396 e 396­A do Código de Processo Penal). Rejeição da inicial em resposta à acusação: “O recebimento da denúncia não impede que. o ato judicial que recebe a denúncia. sendo o funcionário público acusado não só da prática de crimes funcionais próprios. IX. RHC 53208/SP). 93. A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça consolidou­se no sentido de que. mas também de infrações penais comuns. 396 do Código de Processo Penal.. o Juízo reconsidere a decisão prolatada e. aquele a que se faz referência no art.º 11. HC 294518/TO)..” (STJ. se for o caso. 4. com redação conferida pela Lei n.” (STJ.Resposta preliminar: “1. Recebimento da inicial: “De acordo com o entendimento jurisprudencial sedimentado nesta Corte de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. nos termos do enunciado 330 da Súmula deste Sodalício. impeça o prosseguimento da ação penal. circunstância que também afasta a necessidade de apresentação da defesa prevista no artigo 514 do Código de Processo Penal. ou seja. 2. RHC 34842/SP). Manifestação do MP: “Conferir ao Ministério Público a oportunidade de manifestar­se acerca da reposta à acusação (art. a ação penal em apreço foi precedida de inquérito policial. . HC 255736/PR). Consoante se extrai da decisão que recebeu a denúncia.

 enderece a peça ao “Juiz Federal da.. não há razão para qualificá­lo novamente.. No entanto. Na delegacia. art. no dia 20 de julho de 2015. Francisco e José. com fundamento no artigo 396 e 396­A do Código de Processo Penal. o Sr. Dos Fatos De acordo com a denúncia. o uso de “Excelentíssimo”. por exemplo). já qualificado nos autos.”. pelas razões a seguir expostas: Observações: não invente informações a respeito do réu.. Por fim. por seu advogado. e por dois caixas. vem. não a invente. Se o processo for de competência do júri.). alguns manuais falam em “defesa preliminar”. . Se o problema disser que ele se chama “João”. o que também não é obrigatório. o denunciado subtraiu 03 (três) linguiças do “Supermercado Araújo”. 109). de “Doutor” e de outras formas de tratamento não são exigidas pela banca.. RÉU. Logo após consumi­las. Ademais. Em relação à nomenclatura. Vara Criminal da Justiça Federal da Seção Judiciária. fique à vontade para incluir expressões de praxe em peças jurídicas (“muito respeitosamente”.. conduta presenciada pelo gerente. não acrescente um sobrenome ou coisa do tipo. não é o termo adotado pela doutrina em geral e pelo STJ – não se espante caso a FGV anule a peça de quem utilizar termo diverso de “resposta à acusação”.Observações: fique atento à competência. o nome da peça está em letra maiúscula.. Vara do Júri”. afirmou que a subtração ocorreu porque estava com “muita fome” (fl... Fica a critério do examinando o estilo de redação a ser adotado.) caso não comesse imediatamente. Como ele já foi qualificado na denúncia. Manoel. enderece a peça ao “Juiz de Direito da. ao ser interrogado.. oferecer RESPOSTA À ACUSAÇÃO. Réu foi preso em flagrante por policiais militares que passavam em frente ao estabelecimento no momento da conduta. Se competente a JF (CF. I.. Ademais. e que “teria morrido” (fl. Se o problema não disser qual é a comarca.

 do Código de Processo Penal. III. Como já exposto. com menção ao que realmente importar para a peça.O Ministério Público. I. 397. a denúncia não poderia ter sido recebida. . ainda que recebida a petição inicial. pois não vale ponto. com fundamento no artigo 395. visto que a subtração se deu como última medida para evitar a morte por inanição. do Código de Processo Penal. devendo o denunciado ser absolvido nos termos do art. pois falta justa causa. é inegável que a conduta se deu nos moldes do instituto da insignificância. então. deve ser absolvido sumariamente o denunciado. Observação: não perca tempo com o tópico “dos fatos”. Limite­se a um resumo do enunciado. Do Direito No entanto. II. conforme exposição a seguir: a) Preliminar Da nulidade do recebimento da petição inicial: como se vê. ofereceu denúncia em seu desfavor. a conduta foi praticada com amparo em causa de exclusão da ilicitude. prevista no artigo 24 do Código Penal ­. do Código de Processo Penal. a acusação não merece prosperar. o acusado praticou o fato amparado por causa de exclusão da ilicitude – estado de necessidade. com fundamento no artigo 155 do Código Penal. com fundamento no artigo 397. causa de atipicidade material da conduta. Ademais. sendo imperiosa a absolvição sumária. Destarte. III. b) Mérito Além disso.

. a respectiva pontuação será descontada. Caso. OAB/. Os pedidos são pontuados individualmente... com fundamento no art. no entanto. .. enquanto o excesso não gera qualquer prejuízo. faça um rascunho do que deve ser pedido. Do Pedido Diante do exposto. III.). Advogado.. bastando mencioná­lo. fica mais fácil para identificar as teses alegadas. 395. Por derradeiro. Além disso. incisos I e III. Observação: o tópico “do pedido” é consequência lógica do tópico anterior. No entanto. n. em virtude do estado de necessidade e do princípio da insignificância.Observações: a FGV não exige a divisão em tópicos (preliminar. Por fim. acho que a estética da peça fica melhor.. tornando mais fácil a vida do examinador – e reduzindo a chance de erro na correção. Antes de elaborar a peça. data. Caso um seja esquecido. pede a intimação das testemunhas ao final arroladas. para que nada seja esquecido. requer a absolvição sumária do réu. Ao discorrer sobre as teses. ainda que pareça absurdo.. Pede deferimento.. o réu requer a rejeição da petição inicial. Omissões em relação ao gabarito causam perda de pontos. do Código de Processo Penal. “do direito”. Comarca. mérito etc. III. Vossa Excelência mantenha o recebimento. 397. com fundamento no art. do Código de Processo Penal. não é preciso transcrever o que diz o dispositivo. caso os pedidos não sejam acolhidos... um alerta já feito em outro “post”: alegue tudo o que for de interesse da defesa.

.Observações: o “pede deferimento” é opcional. 3.: “advogado Fulano”). diga “Comarca. Em relação à data. Fique atento! Por fim.. Rol de Testemunhas: 1. só mencione a comarca se o problema disser onde o processo está tramitando. endereço. Não coloque a sua cidade de prova... a FGV costuma pedir que a peça seja datada no último dia de prazo. Ademais. endereço. sob pena de anulação da prova. Manoel. não invente número de OAB ou nome para o advogado (ex.. Não se esqueça! .. senão. a FGV sempre cobra o rol de testemunhas ao final da peça. em resposta à acusação. José.. 2..”. endereço. Observação: em resposta. Francisco.