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N O 238

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Ano 20

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julho 2016

canon eos

M3

Teste exclusivo da mirrorless que faz imagens com qualidade profissional

da mirrorless que faz imagens com qualidade profissional Fotojornalismo na Foto em estúdio As respostas para

Fotojornalismo na

Foto em estúdio As respostas para as 10 dúvidas mais frequentes
Foto em
estúdio
As respostas para as 10
dúvidas mais frequentes

Dicas para ganhar dinheiro com fotos de

olimpíada

Comoseráoesquemapara receber 1.600 fotógrafos no Rio

IncluI

As novidades da NAB 2016

As novidades da NAB 2016

Técnica: veja as diferenças entre macro e proxi

Gaúcho inventa um estúdio com luzes computadorizadas

newborn

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Pet newborn

Um novo mercado

entre macro e proxi Gaúcho inventa um estúdio com luzes computadorizadas newborn + Pet newborn Um
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Newton Medeiros

CONTEÚDO

CorreioNewton Medeiros CONTEÚDO Dúvidas e comentários dos leitores 6 Grande Angular Notícias e novidades 8 Revele-se

Dúvidas e comentários dos leitores

6

CONTEÚDO Correio Dúvidas e comentários dos leitores 6 Grande Angular Notícias e novidades 8 Revele-se Fotos
CONTEÚDO Correio Dúvidas e comentários dos leitores 6 Grande Angular Notícias e novidades 8 Revele-se Fotos

Grande AngularCONTEÚDO Correio Dúvidas e comentários dos leitores 6 Notícias e novidades 8 Revele-se Fotos dos leitores

Notícias e novidades

8

dos leitores 6 Grande Angular Notícias e novidades 8 Revele-se Fotos dos leitores em destaque 14
dos leitores 6 Grande Angular Notícias e novidades 8 Revele-se Fotos dos leitores em destaque 14

Revele-sedos leitores 6 Grande Angular Notícias e novidades 8 Fotos dos leitores em destaque 14 Portfólio

Fotos dos leitores em destaque

14

e novidades 8 Revele-se Fotos dos leitores em destaque 14 Portfólio do leitor Os retratos em
e novidades 8 Revele-se Fotos dos leitores em destaque 14 Portfólio do leitor Os retratos em

Portfólio do leitore novidades 8 Revele-se Fotos dos leitores em destaque 14 Os retratos em P&B de Antônio

Os retratos em P&B de Antônio Neto

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do leitor Os retratos em P&B de Antônio Neto 20 Negócios & Fotografia O fotógrafo como
do leitor Os retratos em P&B de Antônio Neto 20 Negócios & Fotografia O fotógrafo como

Negócios & Fotografiado leitor Os retratos em P&B de Antônio Neto 20 O fotógrafo como empreendedor 24 Newborn

O fotógrafo como empreendedor

24

Newborn 28 Dicas para atuar no segmento Laura Alzueta
Newborn
28
Dicas para atuar no segmento
Laura Alzueta

Pet newborn24 Newborn 28 Dicas para atuar no segmento Laura Alzueta Ensaio diferente com filhotes de cachorro

Ensaio diferente com filhotes de cachorro

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Pet newborn Ensaio diferente com filhotes de cachorro 38 44 10 dúvidas sobre estúdio As respostas

44

10 dúvidas sobre estúdio

As respostas dadas por Newton Medeiros

Ano 20 • Edição 238 • Julho de 2016 FFotos de capa: Buda Mendes, Diego
Ano 20 • Edição 238 •
Julho de 2016
FFotos de capa:
Buda Mendes,
Diego Meneghetti,
Murilo Martinez
e Newton Medeiros
TESTE:
CANON EOS M3
A mirrorless da marca
em detalhes
50
Estúdio com luzes computadorizadas
58
Gaúcho inventa sistema revolucionário
Diego Meneghetti
Gaúcho inventa sistema revolucionário Diego Meneghetti Olimpíada Como será a maratona fotográfica no Rio de
Olimpíada Como será a maratona fotográfica no Rio de Janeiro 66 Jonne Roriz/Agência Estado
Olimpíada
Como será a
maratona fotográfica
no Rio de Janeiro
66
Jonne Roriz/Agência Estado
no Rio de Janeiro 66 Jonne Roriz/Agência Estado As compras locais do Museu de Nova York

As compras locais do Museu de Nova York 78

Estado As compras locais do Museu de Nova York 78 German Lorca, 94, chega ao MoMa

German Lorca, 94, chega ao MoMa

do Museu de Nova York 78 German Lorca, 94, chega ao MoMa FilmMaker: feira NAB 2016
do Museu de Nova York 78 German Lorca, 94, chega ao MoMa FilmMaker: feira NAB 2016

FilmMaker: feira NAB 2016do Museu de Nova York 78 German Lorca, 94, chega ao MoMa Conheça as principais novidades

Conheça as principais novidades

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feira NAB 2016 Conheça as principais novidades 86 Raio X As fotos dos leitores comentadas 96
feira NAB 2016 Conheça as principais novidades 86 Raio X As fotos dos leitores comentadas 96

Raio Xfeira NAB 2016 Conheça as principais novidades 86 As fotos dos leitores comentadas 96 Lição de

As fotos dos leitores comentadas

96

novidades 86 Raio X As fotos dos leitores comentadas 96 Lição de casa As diferenças entre
novidades 86 Raio X As fotos dos leitores comentadas 96 Lição de casa As diferenças entre

Lição de casanovidades 86 Raio X As fotos dos leitores comentadas 96 As diferenças entre macro e proxi

As diferenças entre macro e proxi

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96 Lição de casa As diferenças entre macro e proxi 102 Fique por dentro Exposições, concursos
96 Lição de casa As diferenças entre macro e proxi 102 Fique por dentro Exposições, concursos

Fique por dentro96 Lição de casa As diferenças entre macro e proxi 102 Exposições, concursos e cursos 110

Exposições, concursos e cursos

110

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Diretores

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Gráfica e Logística S.A. 4 Somos filiados ao: Instituto Verificador de Circulação • Fotografe Melhor n

Instituto Verificador

de Circulação

• Fotografe Melhor n

o

238

CARTA AO LEITOR

U m

na

pequeno exército de fotógrafos invadirá a cidade do Rio de

Janeiro em agosto próximo armado com o que há de mais moderno em câmeras e objetivas. A primeira disputa de Jogos Olímpicos

América do Sul e a segunda na América Latina (a Cidade do

México foi sede em 1968) será uma pauta diferente para os repórteres fotográficos estrangeiros. Eles passarão praticamente um mês em uma cidade de extrema beleza natural e, ao mesmo tempo, cercada de riqueza e pobreza, de avanço e atraso, de simpatia e violência, enfim, poderão ajustar o foco para um dos melhores retratos do Brasil. Adoro o Rio, tenho bons amigos lá e torço muito para que tudo dê certo durante a Olimpíada. Depois de uma Copa do Mundo relativamente bem organizada – mas que deixou um saldo negativo de maracutaias para o superfaturamento na construção dos estádios – há a esperança de que consigamos passar uma mensagem de civilidade para o resto do mundo. O eterno País do Futuro precisa dar um passo à frente, apesar da corja política que o empurra para trás, e os Jogos Olímpicos surgem como uma oportunidade pontual. É preciso aproveitar. Nesta edição, contamos como a cobertura fotográfica da Olimpíada carioca está sendo planejada e como algumas equipes e fotógrafos estão se preparando. Só a agência internacional Getty Images terá 120 profissionais no Rio e pretende produzir 1,5 milhão de imagens em 17 dias de competições. Na coordenação geral de fotografia do Comitê Organizador dos Jogos do Rio está Ivo Gonzalez, competen- tíssimo fotojornalista que passou 25 anos na equipe de O Globo e

cobriu cinco Olimpíadas. Ele vai trabalhar muito, muito mesmo, e terá quase nenhuma chance de fazer o que mais gosta que é fotografar. Outro monstro da fotografia esportiva, o baiano Jonne Roriz, também estará do outro lado do balcão como coordenador da equipe de fotógrafos do Comitê Olímpico Brasileiro. No currículo, três Olimpíadas cobertas pelo Estadão, jornal onde atuou por quase 14 anos. Será um show de imagens, não tenho dúvida. Que sejam fotos de grandes vitórias ou de doídas derrotas, de alegrias e tristezas somente dentro das competições. O Rio merece uma pausa nas desgraças. Sérgio Branco Diretor de Redação branco@europanet.com.br

Juan Esteves
Juan Esteves

SE FOR O CASO, RECLAME. NOSSO OBJETIVO É A EXCELÊNCIA!

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Alex Mantesso

CORREIO

dúvidas e comentários dos leitores

Alex Mantesso CORREIO dúvidas e comentários dos leitores 55 lentes e Pentax Foi muito útil Fotografe

55 lentes e Pentax

Foi muito útil Fotografe dar uma re- passada nas lentes lançadas recente- mente, pois é bom a gente se atualizar e ver a quantas anda a tecnologia nessa área. Fiquei particularmente feliz por incluírem a Pentax. Sou um antigo ad- mirador da marca, adorava minha K1000, e percebi que, aos poucos, a

Pentax foi sumindo das lojas brasileiras.

É lamentável que nenhuma empresa

represente uma marca tão tradicional

e que faz ótimas câmeras. Comprei re-

centemente, durante uma viagem aos Estados Unidos, uma K-3 II com a lente 18-135 mm e estou gostando muito. Márcio Costa, Brasília (DF)

mm e estou gostando muito. Márcio Costa, Brasília (DF) O fotógrafo Alex Mantesso, personagem da matéria

O fotógrafo Alex Mantesso, personagem da matéria “Saídas para a crise”

Xô crise

Muito oportuna a matéria “Saídas para a crise” na edição 237 e exce- lente a Carta ao Leitor sobre o nosso “asqueroso” sistema, que, aliás, “dá vontade de vomitar”, conforme o de- sabafo do jornalista Ricardo Boechat no dia 6 de junho, no Jornal da Band. Somente uma ressalva: quando o editor escreveu no editorial “Em um momento de pouca valorização do fotojornalismo local”, informo que o Faustão, na TV Globo, vem mos- trando, elogiando e divulgando sis- tematicamente imagens de impor- tantes nomes da fotografia brasileira em seu programa. É surpreendente, mas está acontecendo. Carlos Aliperti, Espírito Santo do Pinhal (SP)

Fotografia de estrelas

Gostei muito do artigo escrito por Príamo Melo na edição 236. Fotografar

6

• Fotografe Melhor n

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Príamo Melo

O fotógrafo Príamo Melo deu dicas de como fotografar um céu estrelado na edição 236

o céu estrelado não é fácil, principal- mente para quem tenta fazer isso sem muito conhecimento técnico. As dicas de Melo foram muito importantes e me incentivaram a fazer as primeiras tentativas. Se conseguir alguma ima- gem boa, vou mandar para a seção “Revele-se”. Só acho que faltou dar informação sobre o autor do artigo. Juvenal Souza, via e-mail

O leitor tem razão. Por uma falha nossa, não fizemos a devida apresen- tação de Príamo Melo. Ele é professor de Engenharia Química da Universi- dade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Fotografia nas escolas Ateliê da Imagem e Casa da Ladeira. Fotógrafo especializado em paisagens, ele pu- blica imagens com frequência no

Instagram: @priamomelo.

Não é o Pão de Açúcar

Ao ler a seção Revele-se da edi- ção 237, de junho, notei um erro na informação sobre a foto do leitor Sérgio Morel. Não é o Pão de Açúcar que aparece ao fundo, e sim o Morro Dois Irmãos e a Pedra da Gávea, que

estão a oeste da Lagoa Rodrigo de Freitas. O Pão de Açúcar fica a leste

e não é visível da lagoa. Luiz Carlos Cau, Pedreira (SP)

FilmMaker

Tenho visto na Fotografe repor- tagens sobre filmagem digital em um espaço novo que vocês chamam de FilmMaker e acho bem interessante, pois estou começando a fazer meus vídeos com DSLR. Mas não entendi bem: é uma propaganda da outra re- vista na Fotografe? Marcos José Silva, via e-mail

Na realidade, a revista FilmMaker, filhote de Fotografe que era publicada bimestralmente, foi descontinuada. Como há muitos leitores que se inte- ressam pelo tema filmagem digital, decidimos manter um espaço em Fotografe com o nome da revista.

manter um espaço em Fotografe com o nome da revista. Imagem enviada pelo leitor Maurício Evangelista

Imagem enviada pelo leitor Maurício Evangelista com a mulher e o filho lendo Fotografe

Maurício Evangelista
Maurício Evangelista

Agradecimento

Sou apaixonado por fotografia e a tinha como hobby. Hoje a tenho co- mo profissão e vejo FFotografe como parceira. Quero agradecer pelas ma- térias, que são ricas em conteúdo.

Segue uma foto da minha família em agradecimento pelo que a revista tem feito por mim e, com certeza, por outros fotógrafos. Maurício Evangelista, via e-mail

a revista tem feito por mim e, com certeza, por outros fotógrafos. Maurício Evangelista, via e-mail

GRANDE ANGULAR

notícias e novidades

Dario de Dominicis
Dario de Dominicis

Imagem do fotógrafo italiano Dario de Dominicis, uma das presenças confirmadas no festival Paraty em Foco 2016

Paraty em Foco 2016

Festival de fotografia volta às origens

8

O 12

14

o Festival Internacional de Fotografia Paraty

em Foco, previsto para ocorrer entre os dias

e 18 de setembro de 2016, propõe voltar às

origens, com a coordenação de seu idealizador Gian- carlo Mecarelli, que retoma a direção geral do festival

ao lado de Carlos Nascimento. O lema será “um festival para todos os olhares”, e a proposta é abrigar as mais diversas categorias de fotografia e privilegiar imagens que emocionem e mexam com o espectador, aliando qualidade técnica e reflexão estética. Entre os convi- dados já confirmados estão Ana Carolina Fernandes, Antônio Guerreiro, Dario de Dominicis, Eustáquio Neves, Gal Oppido, Guy Veloso, José Bassit, Marta Aze- vedo e Milton Montenegro. A organização do evento prevê fechar a programação até o final de julho. Diante da conjuntura econômica nacional, o festival buscará uma relação mais intimista com Paraty, a comunidade local e o meio ambiente. Em lugar da tenda montada na Praça da Matriz, as entrevistas voltam para o auditório da Casa da Cultura, e serão

• Fotografe Melhor n

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238

transmitidas ao vivo para outros locais no centro his-

tórico e pela internet. A ideia é fazer mais com menos

e difundir os eventos de maneira descentralizada,

espalhando projeções pela cidade. Além das entrevistas com fotógrafos, o festival conta com a tradicional convocatória Portfólio em Foco, que selecionará trabalhos em duas categorias:

Ensaio e Imagem Única. Os ganhadores serão con-

vidados a participar do evento, e os dez primeiros co- locados em cada categoria farão parte de uma ex- posição que ocupará espaço de destaque. As inscri- ções para a convocatória permanecem abertas até

o dia 16 de agosto de 2016. A organização prevê ainda um total de 15 work- shops, cujas inscrições já estão abertas. O leilão, que nasceu com o festival em 2005, conta agora com uma nova curadora responsável, a galerista Marcia Mello. Mais detalhes sobre a programação, inscrições e outras informações estão disponíveis no site do evento: www.pefparatyemfoco.com.br.

Kevin Abosch

Márcio Freitas

Marcel Gautherot

Kevin Abosch Márcio Freitas Marcel Gautherot Modelos chegaram a chorar durante a sessão de fotos FOTÓGRAFO
Kevin Abosch Márcio Freitas Marcel Gautherot Modelos chegaram a chorar durante a sessão de fotos FOTÓGRAFO

Modelos

chegaram

a chorar

durante a

sessão de

fotos

FOTÓGRAFO FAZ ENSAIO SOBRE

violência contra mulher

N o dia 6 de junho de 2016 a praia de Copacabana, na

zona sul do Rio de Janeiro, amanheceu com 20 painéis de 4m 2 com retratos de mulheres que sofreram abusos sexuais. A iniciativa foi do fotógrafo ca- rioca Márcio Freitas, que fez as fotos do ensaio Não Me Calarei. Segundo o profissional, a ses- são de fotos foi dolorosa. Ele conta que muitas modelos cho- raram e tiveram momentos emocionantes, e que inclusive

sua própria mãe quis participar, pois foi vítima de uma tentativa de estupro em um táxi. Faziam parte da instalação ainda 420 calcinhas que foram espalhadas pela areia. O projeto fez parte de um ato público or- ganizado pela ONG Rio de Paz com o objetivo de denunciar e repudiar os abusos sexuais so- fridos por mulheres. No dia 10 de junho, o trabalho foi exposto no Vão Livre do Masp, na Ave- nida Paulista, em São Paulo.

MARCEL GAUTHEROT TEM RETROSPECTIVA EM PARIS

em São Paulo. MARCEL GAUTHEROT TEM RETROSPECTIVA EM PARIS Uma batata de um milhão de euros

Uma batata de

um milhão de euros

Uma batata de um milhão de euros Uma fotografia de uma batata, feita pelo irlandês Kevin

Uma fotografia de uma batata, feita pelo irlandês Kevin Abosch em 2010, foi vendida por 1 milhão em 2015 a um empresário. A obra, nomeada Potato #345, estava impressa em 162 x162 cm e exposta na casa de Abosch, em Paris, França, quando

o empresário, que o visitava, a viu. Ele quis

comprá-la independentemente do valor. Além da obra que foi adquirida, existem outras duas cópias da imagem. Uma, Abosch guardou para

si e, a outra foi doada ao Museu Nacional de

Arte Contemporânea da Sérvia. Abosch é um artista visual e retratista. Os retratos feitos por ele são muito conhecidos e procurados pela elite americana dos negócios e do entretenimento. Entre os famosos que fotografou estão o ator Johnny Depp; Malala Yousafzai e Aung Sang Suu Kyi, ganhadoras do

Prêmio Nobel; a compositora e artista Yoko Ono;

a

alta executiva do Facebook Sheryl Sandberg; e

o

cofundador do Twitter Jack Dorsey.

U ma retrospectiva de Marcel Gautherot (1910-1996), fo-

tógrafo francês que morou a maior parte da vida no Brasil, ocorrerá na Maison Européenne de la Photographie, em Paris, até o dia 4 de setembro de 2016. Mar-

celGautherot–Brésil:tradition,

invention é a primeira retros- pectiva do artista fora do País. São cerca de 250 imagens que buscam reintroduzi-lo em seu círculo cultural e intelectual de origem. A exposição tem cu- radoria dos brasileiros Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi, e é acom- panhada do lançamento de um livro sobre a fotografia de Gau- therot, com edições em quatro línguas: português, inglês, ale- mão e francês.

A obra de Gautherot é com-

posta por aproximadamente 25 mil imagens e abrange vários

temas: o folclore brasileiro, as

vários t e m a s : o folclore brasileiro , as arquiteturas moderna e barro-
vários t e m a s : o folclore brasileiro , as arquiteturas moderna e barro-

arquiteturas moderna e barro-

ca, a natureza do país e sua pai- sagem humana; e fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles desde 1999.

O fotógrafo era o favorito

do arquiteto Oscar Niemeyer

e documentou a construção de

Brasília e o paisagismo de Ro-

berto Burle Marx. Outra ver- tente importante de Gautherot

é a fotografia etnográfica: ele

trabalhou com o escritor Edi- son Carneiro na Comissão Na- cional de Folclore. Para mais informações sobre a mostra, acesse http://bit.ly/1r3Pw41.

Zé Paiva

Cristiano Xavier

GRANDE ANGULAR

Imersão em Fotografia de Natureza

na Reserva Passarim no sul do País

N feriado da Independência, de 7 a 11 de setembro de 2016, o fotógrafo Zé

Paiva levará um grupo de interessados em fotografia de natureza para a Reserva Passarim, localizada no Morro da Tigela, em Paulo Lopes (SC). Zé Paiva, que tem 30 anos de expe- riência, instruirá os participantes em ma- crofotografia, light painting, fotografias noturna e de fauna. A Reserva Passarim é uma área particular de 400 hectares de

o

Mata Atlântica, com nascentes e variada

vegetação nativa, que é visitada por mais de 200 espécies de aves, além de diversos outros animais. O valor de R$1.690 por pessoa inclui, além da hospedagem no local e da orientação de Zé Paiva, uma alimentação vegeta-

riana orgânica. Mais informações podem ser encontradas no si- te www.zepaiva.com.

Um dos pontos que serão abordados é a fotografia macro

Um dos pontos que serão abordados é a fotografia macro EXPEDIÇÃO FOTOGRÁFICA LEVA GRUPOS PARA A

EXPEDIÇÃO FOTOGRÁFICA LEVA GRUPOS PARA A EXÓTICA ISLÂNDIA

A OneLapse Expedições Fotográ-

ficaspropõeafotógrafos,inician-

tes ou profissionais, uma viagem à

MoMA de Nova York

oferece curso on-line

MoMA de Nova York oferece curso on-line O Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York

O Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York

disponibilizou na plataforma on-line Coursera o curso grátis Seeing Through Photographs (Enxergando Através de Fotografias). O curso

é ministrado pela curadora do

departamento de fotografia do Museu, Sarah Meister, e dividido em seis sessões de conteúdo variado:

conversas em vídeo, áudio, curtas-

-metragens, visitas a estúdios de artistas etc. Utilizando obras do próprio acervo do MoMA, Sarah ensina ao aluno como preencher o vazio entre o ato de observar uma

fotografia e realmente entender seu significado, analisando as ideias

e os métodos empregados na sua

produção. O material está disponível em inglês no site www.coursera.org.

Islândia para fotografar a natureza,

as paisagens e algumas das principais atrações do país: vulcões, geleiras,

cavalosselvagens,auroraboreal,en-

tre outros. A expedição parte da ca- pital Reykjavík, com a companhia do

fotógrafo mineiro Cristiano Xavier, e segue para visitar áreas mais inte- rioranas do remoto país nórdico. Xavier tem grande experiência em fotografias de natureza, de pai-

sagensenoturna.Aviagemestápro-

gramada para ocorrer de 2 a 11 de novembro de 2016, e o pacote em quarto duplo e com café da manhã custa US$ 4.190 (sem aéreo). Mais informações: www.onelapse.com.br.

n f o r m a ç õ e s : www.onelapse.com.br . Visitar geleiras faz

Visitar geleiras faz parte do roteiro

VIVÊNCIA FOTOGRÁFICA NA CHAPADA DOS VEADEIROS

e

Zig Koch
Zig Koch

Fotógrafo Zig Koch vai instruir os participantes

D 10 a 17 de agosto de 2016, o fotógrafo de natureza e turismo Zig Koch levará um grupo de pessoas para uma vivência fo-

tográfica na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Além de explorar os atrativos do local, os participantes devem acompanhar a Ro- maria Kalunga, ou de Nossa Senhora D'Abadia, que é uma mis- tura de celebração religiosa e festa. Koch orientará os interes- sados em fotos noturnas de estrelas, água em movimento, ma- crofotografia, uso de flash na natureza, uso de filtros especiais,

entre outros assuntos. O programa custa R$ 5.100 sem aéreo e inclui, além da orien- tação de Koch, acomodação dupla em acampamentos e pou- sadas, refeições e lanches, guias, passeios, traslado e contri- buição para a festa dos Kalunga. Mais informações podem ser encontradas em www.gondwanabrasil.com.br.

10

• Fotografe Melhor n

o

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GRANDE ANGULAR

notícias e novidades

GRANDE ANGULAR notícias e novidades Grandes imagens em nova edição de O Melhor do Fotojornalismo apresenta

Grandes imagens em nova edição de

O Melhor do Fotojornalismo

apresenta um resumo fotográfico dos principais fatos e notícias que marcaram o Brasil em 2015,como o escândalo do Petrolão, as polêmi- cas na política em Brasília (DF), o terrível acidente ambiental na região de Mariana (MG), as manifestações feitas pelo País, além de imagens marcantes de esportes, cobertura policial, artes e espetáculos e fatos cotidianos.

C om a participação de 109 repór- teres fotográficos de jornais, re-

vistas e portais de todas as regiões do Brasil, a oitava edição do livro O

Melhor do Fotojornalismo Brasileiro - Edição 2015-2016 já está disponível

em livrarias e no site da Editora Eu- ropa (www.europanet.com.br) por R$ 99,90. Parte da coleção da Bi- blioteca Fotografe, a publicação

Parte da coleção da Bi- blioteca Fotografe, a publicação O l i v r o O

O livro O Melhor do Foto- jornalismo Brasileiro é uma

ação de Fotografe em prol da valorização dos profis- sionais do setor no Brasil. A mais recente edição conta com cerca de 200 fotos, que se transformam em um documento histórico de um período da vida brasileira.

Ao lado, algumas das páginas do livro que reúne fotos de 109 profissionais

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA 3 O SYNGENTA PHOTOGRAPHY AWARD

A s inscrições para a terceira edição do Syngenta Photo-

graphy Award estão abertas para fotógrafos amadores e profissio- nais, até o dia 22 de agosto de 2016.

O prêmio tem o objetivo de chamar

a atenção para os principais desa-

fios globais e criar diálogos por meio da fotografia. O tema deste ano é “Crescer-Conservar”, com foco no desenvolvimento susten- tável. A competição oferece US$ 65 mil em prêmios. O grande ven- cedor leva para casa US$ 15 mil mais um orçamento de US$ 25 mil para desenvolver um projeto. As inscrições podem ser feitas por meio de um formulário disponível em www.syngentaphoto.com, em que também podem ser encontra- das mais informações. A lista com os finalistas será divulgada no dia 4 de outubro de 2016 no site.

Concurso de

Fotolivros RM

Concurso de Fotolivros RM A RM, importante editora de livros de arte da América Latina, abriu

A RM, importante editora de livros de arte da América Latina, abriu as inscrições para seu 6 o RM Photobook Award, concurso que premia um projeto inédito de fotolivro de fotógrafos e estudantes de fotografia da América Latina, Espanha

ou Portugal. O tema do trabalho é livre

e ele pode ser feito coletivamente. O

projeto vencedor será publicado como fotolivro em espanhol e inglês, com distribuição internacional, e seu autor

receberá 50 exemplares. As inscrições para quem não mora no México é de 30 ou US$ 35 e estão abertas até

o dia 15 de agosto de 2016 pelo site www.concurso.editorialrm.com – no qual podem ser encontradas mais informações sobre o edital.

Mustafah Abulaziz
Mustafah Abulaziz

A 2 a edição foi escassez e desperdício

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• Fotografe Melhor n

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REVELE-SE

fotos dos leitores em destaque

:: Autor: Alexandre Suplicy :: Cidade: São Paulo (SP) :: Câmera: Sony Alpha A7 :: Objetiva: 16-35 mm :: Exposição: abertura f/16, velocidade de 30s e ISO 100

:: Exposição: abertura f/16, velocidade de 30s e ISO 100 AUTORRETRATO NAS ALTURAS 14 A convite

AUTORRETRATO NAS ALTURAS

14

A convite de um amigo que estava fazendo uma série de timelapses, o paulista Alexandre Suplicy o acom- panhou em um acampamento na Pedra da Macela, na Serra de Cunha, interior de São Paulo. Às 5h, o fotógrafo vislum- brou o cenário ideal para um autorre-

o fotógrafo vislum- brou o cenário ideal para um autorre- • Fotografe Melhor n o 238

• Fotografe Melhor n

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trato de longa exposição. Com a cidade de Paraty (RJ) coberta de nuvens ao fundo, Alexandre ajustou a câmera em um tripé, sentou numa pedra, iluminou seu rosto com a tela do celular e aguar- dou a câmera fazer o clique, que chegou a registrar o céu estrelado.

::: Autor: André Gustavo de Souza Curityba :: Cidade: Belo Horizonte (MG) :: Câmera: Sony Exmor (DJI Phantom 3/drone) :: Objetiva: equivalente a 35 mm :: Exposição: abertura f/2.8, velocidade de 1/500s e ISO 200

Exposição: abertura f/2.8, velocidade de 1/500s e ISO 200 COM OLHAR DE PÁSSARO O mineiro André

COM OLHAR DE PÁSSARO

O mineiro André Gustavo de Souza Curityba ficou encantado com os cânions da região de Capi- tólio, formados nas montanhas de Minas Gerais pela inundação das águas da Represa de Furnas. Com os pés em solo firme, o fotógrafo

Represa de Furnas. Com os pés em solo firme, o fotógrafo resolveu registrar os lagos verdes-

resolveu registrar os lagos verdes- -esmeralda com visão de pássaro. Para isso, decolou seu drone com a câmera embarcada e conseguiu uma série de imagens do lugar, que fica na porção sul do Parque Na- cional da Serra da Canastra.

REVELE-SE

::: Autor: Lázaro Antônio Neves Pereira

:: Cidade: Goiânia (GO)

:: Câmera: Canon EOS 5D Mark ll

:: Objetiva: 24-105 mm :: Exposição: abertura f/4, velocidade 1/180s e ISO 400

:: Exposição: abertura f/4, velocidade 1/180s e ISO 400 BANHO DE CHUVA O fotojornalista Lázaro Antônio

BANHO DE CHUVA

O fotojornalista Lázaro Antônio Neves Pereira estava em Im- peratriz, no Maranhão, para uma

O fotojornalista Lázaro Antônio Neves Pereira estava em Im- peratriz, no Maranhão, para uma

vida, subiu em uma cerca de ma-

deira e Lázaro aproveitou para fazer

o

clique. Com o diafragma em f/4,

pauta quando caiu um pé d’água.

o

fotógrafo conseguiu um interes-

Impossibilitado de continuar o tra- balho, observou uns meninos brin-

sante desfoque das folhas e das go- tas de água que caíam para a alegria

cando na chuva. Um deles, feliz da

da criançada maranhense.

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::: Autor: Roberto Lemos :: Cidade: São Paulo (SP) :: Câmera: Canon 60D :: Objetiva: 24-70 mm :: Exposição: abertura f/4, velocidade 1/800s e ISO 500

:: Exposição: abertura f/4, velocidade 1/800s e ISO 500 ALEGRIA GENUÍNA Depois de uma saída fotográ-

ALEGRIA GENUÍNA

Depois de uma saída fotográ- fica pouco frutífera no Parque da Luz, no centro de São Paulo, o fotógrafo Roberto Lemos voltava para casa atento a possíveis cli- ques. Em uma praça, um grupo de crianças se divertia em meio a po- ças de águas e flores que a chuva

divertia em meio a po- ças de águas e flores que a chuva tinha deixado para

tinha deixado para trás. Rapidamente, Lemos pegou a câmera e ajustou a velocidade em 1/800s para não perder a espon- taneidade e euforia da criançada, cinco sorrisos de alegria que de- ram cores e brilho para aquele dia cinza que parecia perdido.

REVELE-SE

:: Autor: Delmiro Junior

:: Cidade: Rio de Janeiro (RJ)

:: Câmera: Nikon D7000

:: Objetiva: Sigma 18-50 mm :: Exposição: abertura f/2.8, velocidade 1/80s e ISO 720

:: Exposição: abertura f/2.8, velocidade 1/80s e ISO 720 FIM DE FESTINHA 18 Crianças limpinhas e

FIM DE FESTINHA

18

Crianças limpinhas e compor- tadas existem apenas em co- merciais de televisão. Em qualquer festinha, o que se vê é corre-corre, gritaria e, em poucos minutos, rou- pas sujas e cabelos despenteados. Quanto mais sujas elas estiverem,

e cabelos despenteados. Quanto mais sujas elas estiverem, • Fotografe Melhor n o 238 mais elas

• Fotografe Melhor n

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mais elas se divertiram. Delmiro Junior, consciente disso, aprovei- tou uma pausa dos pequenos e re- gistrou três crianças ao fim de uma festinha. Ao destacar criativamente apenas os pés delas, ele mostou o quanto brincaram.

EDUCAÇÃO POR FUTURO MELHOR O fotógrafo Gabriel Schmidt está um pouco desanimado com a crise

EDUCAÇÃO POR FUTURO MELHOR

O fotógrafo Gabriel Schmidt está um pouco desanimado com a crise política que tem aba- lado o Brasil nos últimos anos. Ao ver a filha Alice, de dois anos, tão concentrada com uma caneta e um papel, sentiu que as coisas pode- riam melhorar se todas as criançasEDUCAÇÃO POR FUTURO MELHOR fossem incentivadas a estudar e ti- vessem uma boa educação. Rapi- damente,

fossem incentivadas a estudar e ti- vessem uma boa educação. Rapi-

damente,

aproximou da filha de forma dis-

creta. Fez os ajustes necessários

imagem que, para

ele, representa a esperança de um futuro melhor para o País.

para captar a

e se

pegou

a câmera

:: Autor: Gabriel Schmidt :: Cidade: Vitória (ES) :: Câmera: Canon 60D :: Objetiva: 50 mm f/1.8 :: Exposição: abertura f/1.8, velocidade 1/160s e ISO 160

Mande fotos e ganhe uma bolsa para equipamento fotográficoOs autores das fotos selecionadas para publicação na revista receberão uma bolsa modelo Fancier, da

Os autores das fotos selecionadas para publicação na revista receberão uma bolsa modelo Fancier, da Greika, para equipamento fotográfico. Para participar do “RRevele-se”, envie até três fotos, no máximo, em arquivo digital (formato JPEG), para: Redação de Fotografe Melhor, Rua MMDC, 121 – Butantã – São ”, envie até três fotos, no máximo , em arquivo digital (formato J P E G

Paulo (SP), CEP: 05510-900, ou para o e- -mail fotografe@europanet.com.br. Especifique no e-mail: nome, endereço, telefone, ficha da foto (equipamento,

dados técnicos

data

mínimo, 13 x 18 cm com resolução de 200 a 300 ppi. Evite arquivos muito pesados.

Os arquivos devem ter, no

e um breve relato (local,

)

).

de 200 a 300 ppi. Evite arquivos muito pesados. Os arquivos devem ter, no e um

PORTFÓLIO DO LEITOR

mostre seu trabalho

Fotos: Antônio Neto
Fotos: Antônio Neto

Antônio Neto visita a cidade de Jataizinho, próximo a Londrina (PR), onde passou a infância, para fazer os retratos

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Dos tempos

de criança

POR KARINA SÉRGIO GOMES

O paranaense Antônio Neto faz marcantes retratos em P&B de pessoas que conhece desde criança. Confira

O fotógrafo paranaense Antônio Neto, 35 anos, gostaria de viajar o mundo fotografando. Mas, en- quanto o dinheiro e o tempo ne- cessários não chegam para rea-

lizar o desejo, é nas proximidades de Londrina (PR), onde ele mora, que encontra as personagens para fazer marcantes retratos em preto e branco. Antônio Neto nasceu e passou a in-

fância em Jataizinho, a 26 km de Londri- na, e agora revisita o lugar para realizar essetrabalhoautoral.Acidadetempouco mais de 11 mil habitantes, e alguns deles viram o fotógrafo, ainda criança, brincar na estrada de terra. E, depois, adulto, nas primeiras experimentações fotográficas. Esses conhecidos que antes obser- vavam o garoto Antônio perambular pela rua agora são observados pelo profissio-

• Fotografe Melhor n

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nal através das lentes das Nikon D7100 e D90. “Procuro retratar a be- leza, e
nal através das lentes das Nikon D7100 e D90. “Procuro retratar a be- leza, e

nal através das lentes das Nikon

D7100 e D90. “Procuro retratar a be- leza, e queria buscá-la dentro do meu próprio universo”, conta. São os idosos, que trazem no rosto a marca do tempo e das vi- vências, as personagens favoritas dele. “Eles trazem experiência de vida e passam muita emoção nos retratos”, explica. A escolha do P&B, segundo ele,

é para ressaltar dramaticidade, expressão e sentimento nos retra- tos. Acredita que, se usasse cor, desviaria a atenção. As principais referências de Antônio Neto são profissionais cujo principal traba- lho é P&B, como os brasileiros Sebastião Salgado e German Lorca

e a americana Vivian Maier.

A maioria dos retratados ele conhece desde criança; são pessoas simples do interior paranaense, a maioria idosas, que passam emoção o olhar

criança; são pessoas simples do interior paranaense, a maioria idosas, que passam emoção o olhar Julho

Fotos: Antônio Neto

Fotos: A n t ô n i o N e t o O fotógrafo paranaense elegeu

O fotógrafo paranaense elegeu o P&B para destacar a expressão e os sentimentos e aumentar a dramaticidade das personagens retratadas

e aumentar a dramaticidade das personagens retratadas UMA PESSOA MELHOR Desde criança, ele gostava de brincar

UMA PESSOA MELHOR

Desde criança, ele gostava de brincar com a câmera amadora do pai. Por muito tempo, relutou em assumirafotografiacomoprofissão. Graduou-se em Biologia, fez mes- trado e doutorado. Mas sempre com uma câmera a tiracolo. Nas horas vagas, aplicava-se à fotografia macro, depois dedicou- -se a imagens noturnas. Quando teve de escolher uma área para viver

do hobby, foi na cobertura de eventos

e fotografia social que encontrou um

negócio rentável. Em 2009, largou

a Biologia para viver da fotografia. Quando não está fotografando um casamento ou uma festa, ele se dedica aos retratos em P&B na re-

gião. Ultimamente tem feito expe- rimentos com fotografia analógica

e voltou a montar um laboratório

em casa. E não passa um dia sem praticar. “A fotografia me faz uma pessoa melhor”, declara.

“A fotografia me faz uma pessoa melhor”, declara. Para participar desta seção, envie no máximo dez

Para participar desta seção, envie no máximo dez fotos do seu portfólio, em baixa resolução, para o e-mail: ffotografe@europanet.com.br. Serão publicados somente os que forem selecionados pela redação, um portfólio a cada edição.

. Serão publicados somente os que forem selecionados pela redação, um portfólio a cada edição. 22

NEGÓCIOS&FOTOGRAFIA

o fotógrafo como empreendedor

NEGÓCIOS & FOTOGRAFIA o fotógrafo como empreendedor Imagem conceitual feita por Diego Costa, que é recém-formado

Imagem conceitual feita por Diego Costa, que é recém-formado em Fotografia e quer registrar uma marca

COMO REGISTRAR UMA

marca de fotografia

POR LIVIA CAPELI

O fotógrafo Diego Costa tem 28 anos e se formou recen- temente em um curso de ca- pacitação profissional em Fotografia. Ele está em pro- cesso de produção do seu

portfólio, montando uma estraté- gia de marketing para o seu novo negócio, e tem intenção de regis- trar uma marca por acreditar que isso o ajudará a conseguir traba- lhos, transmitir uma imagem mais

profissional e passar mais segu- rança ao cliente. Diego considera que ao fazer o

registro da marca ela ficará prote- gida e não poderá ser usada por ou- tros. Porém, como ainda não tem uma empresa aberta, o fotógrafo procurou informações na web sobre a questão e encontrou vários sites que afirmavam que o procedimento de registrar uma marca sem ter em- presa aberta não é recomendável. Ele também descobriu que em caso de venda da empresa não po- derá ficar com a marca. Por isso, busca informações mais precisas sobre o assunto para decidir se realmente registra uma marca.

o assunto para decidir se realmente registra uma marca. É preciso realmente abrir uma empresa para

É preciso

realmente abrir uma empresa para fazer todo

o processo?

Diego Costa

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• Fotografe Melhor n

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Diego gosta de fotografar cenas urbanas Fotos: Diego Costa O ESPECIALISTA RESPONDE A lex Mantesso
Diego gosta de fotografar cenas urbanas Fotos: Diego Costa
Diego gosta
de fotografar
cenas
urbanas
Fotos: Diego Costa

O ESPECIALISTA RESPONDE

A lex Mantesso aponta que a dú- vida enviada por Diego Costa é

bem específica, porém, muito cu- riosa. Em geral, o registro de uma marca, segundo ele, pode ser feito em nome de uma pessoa física ou jurídica, ou seja, não é necessário um CNPJ para realizar o processo.

Entretanto, existem limitações con- ceituais, uma vez que o registro só

é permitido para aquele que exerce

a atividade correlata à marca.

O INPI (Instituto Nacional da Pro- priedade Industrial) entende que produtos são produzidos por em- presas, que têm CNPJ, logo só pode ser registrada por uma empresa constituída. No campo da pessoa fí-

por uma empresa constituída. No campo da pessoa fí- sica também existem limitações no que tange

sica também existem limitações no que tange a profissões regulamen- tadas. Para registrar uma marca relacionada à prática do direito, por exemplo, o requerente precisa pro- var que está devidamente inscrito na OAB, por ser essa a entidade de classequeregulamentaaprofissão. O site do INPI é www.inpi.gov.br.

Analisando a questão do regis-

tro ser feito por uma pessoa física, tratando-se de uma marca rela- cionada à atividade de fotografia, isso é possível, tendo em vista que não é uma atividade regulamen- tada e não tem uma entidade de classe à qual o fotógrafo deva fi- liar-se para exercer a profissão.

o fotógrafo deva fi- liar-se para exercer a profissão. Já a transferência de propriedade também é

Já a transferência de propriedade também é possível. Ela se dá pela cessão de direitos de uso, que con-

siste em um processo realizado junto ao INPI ou de forma eletrônica pelo

sistemae-marcas.ParaDiego,ére-

comendado duas possibilidades: 1) fazer o processo apenas quando es- tiver realmente seguro quanto à marca escolhida, pois é um proce- dimentodemoradoeoneroso(custa cerca de R$ 1.800,00 até o efetivo registro); 2) usar os serviços de uma empresa especializada para cuidar do processo, uma vez que se deve acompanhar eventuais alegações contrárias ao registro e posterior- mente evitar o registro de marcas similares ou opor-se a elas.

evitar o registro de marcas similares ou opor-se a elas. O consultor Alex Mantesso, 41 anos,
evitar o registro de marcas similares ou opor-se a elas. O consultor Alex Mantesso, 41 anos,
evitar o registro de marcas similares ou opor-se a elas. O consultor Alex Mantesso, 41 anos,

O consultor Alex Mantesso, 41 anos, tem especialização na área de gestão de negócios para fotógrafos e ministra cursos. Para saber mais sobre a carreira dele, acesse: wwww.mantesso.com.br.

participe

a carreira dele, acesse: w w ww.mantesso.com.br . participe Mande suas dúvidas para o e-mail

Mande suas dúvidas para o e-mail fotografe@europanet.com.br com o assunto “Negócios&Fotografia”. As perguntas serão selecio- nadas e respondidas pelo consultor com base na relevância e interesse para os demais leitores.

Laura Alzueta

Laura Alzueta DICAS PROFISSIONAIS DICAS PARA GANHAR DINHEIRO COM 28 fotografia newborn Da escolha do cestinho

DICAS PROFISSIONAIS

DICAS PARA GANHAR DINHEIRO COM

28

fotografia

newborn

Da escolha do cestinho à iluminação, confira o passo a passo para realizar uma produção perfeita e conduzir um ensaio com sucesso

• Fotografe Melhor n

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POR LIVIA CAPELI

C om a crescente demanda no Brasil de ensaios newborn, mui- tos fotógrafos passaram a ofere- cer esse serviço aos clientes vis- lumbrando uma alternativa para

vencer o momento atual de crise no País. O tema realmente continua em alta quando se tem como base a procura cada vez maior por acessórios específicos em lojas e feiras de fotografia, assim co- mo workshops e cursos sobre o assunto. Com a preocupação de ajudar quem

deseja ingressar no segmento, FFotografe preparou uma série de dicas recolhidas com cinco fotógrafas especialistas reno- madas: Laura Alzueta, Eileen Parker, Simone Silvério, Cris Hapen e Karim Scharf. Elas falam sobre acessórios, cui- dados com o posicionamento, iluminação e segurança dos bebês. Este último item, aliás, é o mais importante e deve ser res- peitado com rigor por iniciantes na área, já que se trata de um ser recém-nascido. Veja as dicas nas páginas seguintes.

Na fotografia de newborn, é necessário muito cuidado com o material usado no ensaio para garantir a segurança do bebê

DICAS PROFISSIONAISEsta imagem foi feita em um pufe e com uma manta usada como fundo infinito

Esta imagem foi feita em um pufe e com uma manta usada como fundo infinito
Esta imagem foi feita
em um pufe e com
uma manta usada
como fundo infinito
Simone Silvério
SEGURANÇA DO BEBÊ Aquestãomaisimportanteneste tema é a segurança do recém-nas- cido. Como geralmente é recomen-
SEGURANÇA DO BEBÊ
Aquestãomaisimportanteneste
tema é a segurança do recém-nas-
cido. Como geralmente é recomen-
dado que o ensaio seja feito entre o
quinto e o 13 0 dia de vida dos bebês,
momento em que eles estão mais
calmos, dormem mais e sentem
menos cólicas, é fundamental ter
posições e acessórios de cena (cha-
mados de props) bem planejados e
que sejam confortáveis.
Um dos props mais seguros,
principalmente para quem ainda
O pufe permite a fácil
transição de poses
sem incomodar o bebê
Eileen Parker

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• Fotografe Melhor n

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não tem muita habilidade no assun- to,éopufe.AfotógrafaLauraAlzueta

diz que esse acessório é muito ver- sátil, pois pode ser girado durante

a sessão, posicionando a criança no

ângulo desejado e em direção à ilu- minação mais propícia. A fotógrafa Eileen Parker diz que, tanto no pufe quanto em qual- quer outro props, o recém-nascido deve sempre ser posicionado com

a cabeça um pouco mais levantada

em relação ao corpo. Isso deve ser feito com rolinhos próprios para sustentação ou improvisados com pedaços de tecido, que podem ficar escondidos debaixo de mantas usadas para forrar o local. Quemoptarporfotografarobebê em cestinhos ou baldes, deve ter ha- bilidade para isso e acomodar o re- cém-nascido em acessórios com borda a partir de 25 centímetros de diâmetro. Um contrapeso (que pode ser um saco de açúcar ou de feijão) também deve ser colocado no fundo do balde para que ele não tombe.

Scharf Newton MedeirosKarim

Scharf Newton MedeirosKarim Mantas, roupinhas e headbands (acessórios de cabelo) devem ser feitos de materiais
Scharf Newton MedeirosKarim Mantas, roupinhas e headbands (acessórios de cabelo) devem ser feitos de materiais

Mantas, roupinhas e headbands (acessórios de cabelo) devem ser feitos de materiais antialérgicos

CONFORTO E ESTILO

Mantas, xales e até uma blusa de tricô dão um charme especial na produção e deixam os props mais confortáveis para receber o bebê. Eles devem ser colocados em ca- madas, e os que ficam mais aparen- tes e têm contato com a pele da criança devem ser antialérgicos e lavados à mão com sabão neutro a cada nova sessão. Outro artifício bastante usado

neste tipo de ensaio são as roupinhas

e os enfeites de cabeça dos bebês.

A maioria é confeccionada com tricô

de lã importada ou tecido delicado.

A fotógrafa Cris Hapen dá a dica:

“cuidado para não sair comprando

tudo o que vê pela frente. Aprender

a

fazer boas combinações de cores

e

evitar misturar muitos tipos de

material é o pulo do gato. Simpli-

cidade é a máxima. Investir em ade- reços com cores neutras e que sir-

vamtantoparameninosquantopara

meninas é uma boa opção”.

AMBIENTE PROPÍCIO

Colocar os bebês em poses sin- gelas não é tão fácil quanto parece. Primeiro, é necessário muita habi- lidade do fotógrafo. Depois, é im- portante saber como deixar o re- cém-nascido relaxado. Sem contar que o fotógrafo deve entender que nem todos os bebês vão ficar na pose desejada.“Com a prática, dá para perceber qual pose o bebê reprodu- zirá com mais facilidade. As poses 'permitidas' pelo bebê estão asso- ciadas com a posição que ele estava dentro do útero materno”, explica Laura Alzueta. Para oferecer um ambiente aco- lhedor à criança, o fotógrafo pode contar com alguns recursos usados por especialistas. A começar pela chupeta.Elaéinfalívelparaacalmar, e, mesmo que a criança não tenha

Ao lado, o aparelho de ruído branco da Dex; abaixo, a chupeta soothie da Avent,
Ao lado, o aparelho de
ruído branco da Dex;
abaixo, a chupeta
soothie da Avent,
ideal para newborn
DICAS PROFISSIONAIS Eileen Parker o hábito, proponha aos pais o uso apenas no estúdio. Um

DICAS PROFISSIONAIS

Eileen Parker
Eileen Parker

o hábito, proponha aos pais o uso apenas no estúdio. Um aquecedor de ambiente ajustado em tempera- tura entre 26 e 29 graus tornará o trabalho mais fácil. Em seguida, o ruído branco (white noise), ou seja, um som constante como o de um se- cador de cabelos ligado, funcionará como tranquilizante. Já existem apa-

relhos de ruído branco apropriados para bebês, como o modelo da Dex Products, o Sound Sleeper SS-01. Segundo Karim Scharf, para ga- rantir um sono tranquilo é impor- tante que a criança seja acalmada pela amamentação, e seja ninada pelo fotógrafo. Além disso, ela lem- bra que o profissional deverá ficar

Uma vez posicionado para

a foto, o bebê precisa estar

o tempo todo amparado pelas mãos de alguém

atento a alguns reflexos muito co- muns nos primeiros dias de vida do bebê. Entre eles o Reflexo de Moro, em que a criança se assusta durante o sono, e o Galant, no qual ela se curva. Ambos podem ser perigosos quando o bebê estiver em cima do pufe, dentro de um props ou até nos braços dos pais, dependendo da po- se. Diante disso, o fotógrafo jamais deve trabalhar sozinho. Um assis- tente deverá estar sempre ao lado do bebê.

ILUMINAÇÃO CERTA

Fotografia de bebês dormindo tranquilamente combina com luz suave, o que transmite a ideia de conforto. Existem vários tipos de ilu- minação recomendados para foto- grafar recém-nascidos. A luz deve ser escolhida com estudo e testes para, acima de tudo, incomodar mi- nimamente a criança. Muitos fotógrafos usam a boa e gratuita luz do sol, proveniente de uma grande janela. É o caso da fo- tógrafa Laura Alzueta. Para ela a luz deve incidir a 45 graus no rosto do bebê. Para filtrar os raios solares

a 45 graus no rosto do bebê. Para filtrar os raios solares Laura Alzueta Simone Silvério
Laura Alzueta Simone Silvério
Laura Alzueta
Simone Silvério

Laura Alzueta prefere luz natural de janela nos ensaios, já Simone Silvério usa luz contínua halógena como alternativa

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• Fotografe Melhor n

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Pequeno guia de poses

Eileen ParkerFotos:

Laura Alzueta

Eileen Parker

DE LADO

PPor ser uma pose que não exige que

o recém-nascido esteja tão relaxado,

é a mais sugerida para começar o

ensaio de

que permite diversas variações, principalmente das mãos. O bebê fica de lado e levemente de barriga

para baixo. As pernas cobrem o sexo dele. A pose pode ser elaborada sobre um pufe ou um props que ofereça segurança.

newborn. É uma posição

BARRIGA PARA CIMA

Com as pernas cruzadas para esconder o sexo, o bebê fica deitado, dormindo de barriga
Com as pernas cruzadas para
esconder o sexo, o bebê fica deitado,
dormindo de barriga para cima –
esta pose vai bem com a criança
colocada dentro de cestos. É
possível fazer outras imagens
vestindo roupinhas no bebê ou
envolvendo-o em um wrap

CÁLICE

Geralmente é feita usando as mãos do pai, que devem ser posicionadas no formato de um cálice. Um tecido preto usado como fundo irá evidenciar a criança. Em sono profundo, o recém-nascido é colocado sobre as mãos do pai, com

joelho encostado no cotovelo para formar dobrinhas no corpo.

o

KNEELBOW OU TUSHIE

Nessa pose, o joelho encosta no

cotovelo do bebê, formando dobras.

A pose pode ser feita em cima de

pufes, dentro de cestos sem muita profundidade e também em cima de caminhas. Dependendo do bebê e do props usado, a criança pode esticar a

perna durante a pose. É importante que o acessório usado em cena ofereça segurança e que a base do

cenário não seja montada sobre uma superfície áspera ou que exponha a criança a riscos. Essa posição exige que o bebê esteja em sono profundo.

POSE DO QUEIXINHO do bebê embaixo do queixo, sempre
POSE DO QUEIXINHO
do bebê embaixo do queixo, sempre

É importante escolher um props

(cestinho ou balde) que ofereça segurança e esteja preparado para receber o bebê. Lembre-se de que o

bebê não sustenta a cabeça sozinho,

e é importante que alguém apoie a

cabeça dele com as mãos (elas serão retiradas posteriormente na edição da imagem). Ajeite os braços e as mãos

contando com a ajuda de alguém. Um alerta: o sistema circulatório do recém-nascido é delicado, principalmente nas extremidades, e essa é uma posição com o risco de

arroxear os dedos da criança. A pose exige que o bebê esteja em sono profundo e também pode ser realizada em cima de um pufe.

TACO

o bebê) para amparar melhor o

A

pose taco remete à comida típica

corpo dele. É importante lembrar

mexicana, na qual uma tortilha é dobrada. Geralmente, esta pose é realizada em cima do pufe. As pernas do bebê ficam cruzadas e os pés encostam nos braços. Alguns fotógrafos gostam de envolver o recém-nascido em um wrap (tecido macio e elástico próprio para envolver

que, embora os bebês sejam bem flexíveis, nem todas as poses

funcionarão com todos os bebês.

A

pose taco é uma posição que só

alguns bebês permitem que se faça e mesmo assim apenas nas duas primeiras semanas de vida.

Jamais force a criança.

bebês permitem que se faça e mesmo assim apenas nas duas primeiras semanas de vida. Jamais
DICAS PROFISSIONAIS Ousadia com responsabilidade: a imagem gera encantamento, porém, é necessário muito cuidado com

DICAS PROFISSIONAIS

Ousadia com responsabilidade: a imagem gera encantamento, porém, é necessário muito cuidado com o bebê
Ousadia com responsabilidade:
a imagem gera encantamento,
porém, é necessário muito
cuidado com o bebê para
realizar este tipo de foto
Cris Hapen

forte, uma cortina de tecido bem leve

podeserusada.Adesvantagemdes-

se tipo de iluminação é a oscilação, oqueforçaofotógrafoafazerajustes de medição de luz a cada clique. A especialista Eileen Parker é adepta da luz de flash rebatido no

teto ou na parede. O flash é usado em potência mínima e um hazy grande é acoplado a ele para sua- vizar a luz e incomodar minima- mente o recém-nascido. A luz contínua halógena é uma opçãoadotadapelafotógrafaSimone

Karim Scharf
Karim Scharf

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Silvério como alternativa às sessões feitas em dias nublados ou ao en- tardecer,quandonãoépossívelusar a luz natural de janela. À frente do tubo-base ela coloca um softbox grande, que produz bastante suavi- dade, além de dispersar o calor pro- vocado pela iluminação. Outrorecursoéusarluzcontínua fluorescente. O sistema foi adotado no estúdio do fotógrafo Newton Medeiros, que adquiriu os ilumina- dores Seven Light 7x45W e o Four Light 4x45 W. Os iluminadores são usadoscomsoftboxesgrandesesão posicionados um de cada lado da cena, durante a sessão que é feita com a assistente e produtora do fo- tógrafo. Segundo Newton, ele con- segue com essa configuração obter uma iluminação suave e também com volume nos ensaios newborn.

Para prezar a segurança do bebê, um assistente deve segurar a criança durante o ensaio e depois ser apagado da foto na pós-produção

EF 70-200mm f/2.8L IS II USM Lentes Canon Venha fazer uma visita e conhecer nossas

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(11) 3129-8353 / 3129-7687

São Vicente (SP): (13) 3468-2143 / 3466-5185

Porto Alegre (RS): (51) 3022-7885 / 3012-7057

Vitória (ES):

(27) 3222-1702 / 3222-2150

São Paulo (SP):

DICAS PROFISSIONAIS O resultado depois da manipulação Fotos: Eileen Parker na sequência, as fotos com

DICAS PROFISSIONAIS

O resultado depois da manipulação
O resultado depois
da manipulação
DICAS PROFISSIONAIS O resultado depois da manipulação Fotos: Eileen Parker na sequência, as fotos com a
Fotos: Eileen Parker
Fotos: Eileen Parker

na

sequência, as fotos com a mão da assistente segurando o bebê, que depois será retirada no Photoshop

É TRUQUE DE PHOTOSHOP

Fotos de bebês em poses ou- sadas, como as do queixinho e do sapinho, em que o recém-nascido fica debruçado sobre os braços, deixam o ensaio muito mais enri- quecido. Contudo, exigem muita responsabilidade, cuidado e aten- ção. O fato é que os recém-nasci- dos ainda não sustentam a cabeça sozinhos. Portanto, para conseguir essas poses, é importante que du-

rante o ensaio um assistente apoie

a cabeça e os braços do bebê com

as mãos alternadamente. As mãos são retiradas depois de um trata- mento no Photoshop. Para um bom resultado é ne- cessário realizar muitas capturas da mesma pose, alternando a posi-

ção das mãos do assistente. A or- dem: primeiro a mão apoia o rosto

e depois os braços do bebê. Nessas

capturas é importante que o fotó-

grafo respeite sempre o mesmo ân-

gulo e posição para garantir assim um resultado perfeito na hora de fa- zer a fusão de imagens. Quem estiver interessado em trabalhar na área é importante sa- ber que fotografia newborn exige responsabilidade. Também é pre- ciso gostar de crianças e ter cons- ciência de que a segurança do re-

cém-nascido deve estar em pri- meiro lugar sempre.

ciência de que a segurança do re- cém-nascido deve estar em pri- meiro lugar sempre. 36

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• Fotografe Melhor n

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DICAS PROFISSIONAIS Murilo se inspirou nas poses newborn para produzir as fotos com os filhotes,

DICAS PROFISSIONAIS

DICAS PROFISSIONAIS Murilo se inspirou nas poses newborn para produzir as fotos com os filhotes, aqui

Murilo se inspirou nas poses newborn para produzir as fotos com os filhotes, aqui ele usa a pose “barriga para cima”

A DOÇURA E A OUSADIA DO

newborn pet

O fotógrafo paulista Murilo Martinez usa técnicas e poses da fotografia de recém-nascidos para registrar filhotes de cachorro no projeto chamado cão-born

É difícil resistir a tanta fofura, pois fotos de filhotes de ca- chorro estão entre as que mais amolecem corações. O fotógrafo Murilo Martinez, de

41 anos, também não resis- tiu. Especializado em fotografia de casamento, ele se viu forçado pelas clientes grávidas a incluir no portfólio

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POR LIVIA CAPELI

imagens de recém-nascidos. Foi en- tão que, depois de fazer alguns cur- sos sobre o assunto, decidiu colocar tudo o que aprendeu em prática, po- rém, os modelos que ele encontrou eram um pouco mais peludos do que aqueles que idealizou. Apaixonado por animais, Murilo propôs clicar filhotes para o site de

um amigo dono de um canil. Com uma ninhada recém-chegada, o fo- tógrafo aproveitou para treinar po- ses, testar props e roupinhas. Assim nasceu o ensaio “cão-born”.

POSES E TRUQUES

Murilo explica que os cuidados para registrar os filhotes são tão im-

O fotógrafo improvisa acessórios com materiais simples, como uma meia que faz as vezes de
O fotógrafo improvisa acessórios com materiais simples, como uma meia que faz as vezes de

O fotógrafo improvisa acessórios com materiais simples, como uma meia que faz as vezes de gorro ou cachecóis como wraps; ele conta que os filhotes recebem os mesmos cuidados das crianças: gostam de calor e de serem ninados

cuidados das crianças: gostam de calor e de serem ninados Fotos: Murilo Martinez portantes quanto os
Fotos: Murilo Martinez
Fotos: Murilo Martinez

portantes quanto os adotados para clicarbebês.“Oscãezinhosprecisam ser amamentados meia hora antes da sessão para que se acalmem. Também uso um aquecedor próximo ao set para mantê-los aquecidos. Além disso, adoram ser ninados e receber carinho”, diz Murilo. O fotógrafo também usa a ilu- minação natural vinda de uma ja- nela para os ensaios, que são im- provisados no próprio canil, pois os cachorrinhos ainda não estão va- cinados e têm a imunidade muito baixa. Assim, o cenário muitas vezes é montado no chão ou sobre uma mesa, e Murilo procura reproduzir as poses tradicionais da fotografia newborn, como a “barriga para ci-

ma” enrolado em um wrap, “de la- do”, “cálice” e até a do “queixinho”. Isso deixa as fotos ainda mais fofas.

BOM PRA CACHORRO

Diferentemente da conduta de assepsia para os bebês, Murilo aban- donou o uso de álcool gel, pois o pro- duto deixava os filhotes mais agitados e querendo lamber as mãos do fo- tógrafo na hora de niná-los. Ele aprendeu que deve lavar as mãos apenas com sabão neutro ou álcool de uso hospitalar. O fotógrafo explica ainda que não precisou investir uma fortuna em roupinhas como ocorre nos en- saios newborn, pois a maioria dos figurinos ele consegue improvisar

com materiais simples, como ca- checóis, meias e punhos de blusas:

“Não há muita preocupação com material antialérgico. Sem contar que de uma raça para outra existem diferenças de tamanho, assim, não se pode misturar as roupinhas e os props em filhotes de crias diferen- tes, pois às vezes o cheiro pode afas- tar a mãe de continuar amamen- tando o filhote”, explica. Murilo conta que pretende ofe- recer os ensaios para petshops, ca- nis, centros de adoção e para fins publicitários. Ele também planeja dar workshops sobre o assunto, e ainda quer continuar o projeto com gatinhos e patinhos. Para saber mais: wwww.murilomartinez.com.br.

o projeto com gatinhos e patinhos. Para saber m a i s : w w ww.murilomartinez.com.br

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Paisagem fotografada com câmera Canon EOS 5DS, abertura f/4, velocidade 1/1250s e ISO 100

Canon EOS 5DS, abertura f/4, velocidade 1/1250s e ISO 100 EF 35mm f/1.4L II USM Essa

EF 35mm f/1.4L II USM

Essa grande-angular ultra-luminosa atingiu a excelência em qualidade de imagem entre as lentes profissionais da Canon.

S e você é um fotógrafo que preza pela alta qualidade das imagens com certeza

vai adorar a mais nova grande- angular fixa da Canon. A EF 35mm f/1.4L II USM destaca-se pelo grande desempenho ótico, ideal para fotos de paisagens, retratos e eventos sociais, com a vantagem da excelente luminosidade proporcionada pela abertura máxima f/1.4, que permite fotografar com nitidez mesmo

em situações de pouca luz, sem uso de flash ou tripé. A EF 35mm f/1.4L II USM atingiu um padrão de qualidade de imagem sem precedentes entre as lentes Canon, mesmo entre as profissionais da consagrada série L. É capaz de produzir imagens sem distorções, com ótimo nível de contraste e excelente reprodução de cores. A nitidez é incomparável, com alto nível de detalhes do centro

às bordas das fotos e em todas as aberturas, embora com melhor performance quando utilizada com aberturas de diafragma entre f/2.8 e f/5.6. Trata-se da primeira lente Canon a receber o novo elemento “BR” (Blue Spectrum Refractive), produzido com material plástico, cuja função é reduzir drasticamente as aberrações cromáticas e melhorar a nitidez geral das imagens. O conjunto ótico

composto de 14 elementos, divididos em 11 grupos, possui diversos outros cristais nobres, entre eles

composto de 14 elementos, divididos em 11 grupos, possui diversos outros cristais nobres, entre eles dois elementos asféricos e um UD (Ultra Low Dispersion). Incorpora ainda um revestimento SWC (Subwave Structure Coating), de efeito anti-refexo, para reduzir flare; além de revestimentos à base de flúor incorporados aos cristais frontal e traseiro, cuja propriedade anti-aderente à gordura e sujeira facilita a limpeza da lente. Em comparação à versão anterior, a nova EF 35mm f/1.4L II USM também passou por uma reconfiguração do corpo e do sistema mecânico: ganhou vedações mais eficazes contra entrada de água e poeira (na baioneta, anel de foco e chave

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AF/MF); ficou mais resistente para o uso intensivo em fotojornalismo e em condições mais severas de fotografia na natureza.

O número mágico 1.4

A abertura máxima f/1.4 desta grande-angular profi- ssional permite fotografar em ambientes internos ou em situações de pouca lumino- sidade sem a necessidade de usar flash ou tripé e ainda obter imagens nítidas. Com a câmera ajustada em ISO 400, a abertura f/1.4 permite fotografar (com a câmera na mão) cenas ao crepúsculo, casamentos e eventos sociais, interior de museus, arquitetura, gastronomia, entre outras possibilidades. Com uso de flash, essa

Ficha Técnica Distância Focal: 35mm Abertura máxima: f/1.4 Abertura mínima: f/22 Elementos: 14 elementos em
Ficha Técnica
Distância Focal: 35mm
Abertura máxima: f/1.4
Abertura mínima: f/22
Elementos: 14 elementos em 11 grupos
Diâmetro de filtro: 72mm
Peso: 760g

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grande abertura de diafragma, combinada a uma veloci- dade de obturador mais lenta, como 1/15s, capta com facilidade a luz do ambiente, o que dá um efeito mais natural às fotos, sem fundos escuros desinteressantes. Em fotojor- nalismo — coberturas esportivas, manifestações e cenas de ruas em geral — permite usar velocidades de obturador mais altas, impres-

cindíveis para congelar o movimento do assunto e evitar imagens borradas. Já nos retratos, a pouca profundidade de campo proporcionada pela abertura f/1.4 aumenta drasticamente o desfoque do fundo, o que deixa bem atraente os retratos em close. Com a vantagem extra do diafragma circular de nove lâminas que garante pontos de

luzes circulares bem bonitos aos fundos desfocados.

Desenvolvimento do Olhar

Embora as lentes fixas tenham perdido espaço para as versáteis zoom, elas ainda seguem com uma grande legião de adeptos. Não só por causa da qualidade da imagem e grande luminosidade, mas também por desenvolver o

Nova tecnologia ótica melhora nitidez das imagens A EF 35mm f/1.4L II USM é a
Nova tecnologia ótica melhora nitidez das imagens
A EF 35mm f/1.4L II USM é a primeira lente da Canon a receber uma nova tecnologia ótica. Trata-se do elemento “BR”(Blue
Spectrum Refractive), que é produzido com material plástico, cuja característica principal é oferecer maior refração ao espectro de
luz azul. Na prática, isso permite melhorar a nitidez geral e reduzir significativamente as aberrações cromáticas das imagens.
Confira a demonstração prática nos exemplos abaixo:
A nova (EF 35mm f/1.4L USM).
Modelo anterior da EF 35mm f/1.4L USM
No detalhe ampliado é possível constatar a melhora em nitidez e qualidade de
imagem da nova EF 35mm f/1.4L II USM em comparação ao modelo anterior
Lente BR
Sem a lente BR
Com a lente BR
O elemento ótico BR (Blue Spectrum
Refractive), produzido com material
que reduz drasticamente as
aberrações cromáticas nas imagens
Combinando apenas lentes convexas e
côncavas não é possível convergir,
perfeitamente, todas as ondas do espectro
de luz visível para o mesmo ponto focal,
criando as aberrações cromáticas
Já com o uso da lente BR, que oferece
grande refração para o espectro de luz
azul, é possível convergir todas as ondas de
luz (espectro visível) para o mesmo ponto
focal, evitando aberrações cromáticas.

olhar e o senso de composição

do fotógrafo. A lente fixa

elimina a “preguiça” do fotógrafo, obrigando-o a pensar

o enquadramento com mais

cuidado e a movimentar-se em

torno do assunto para compor

a foto ao invés de

simplesmente girar o anel de zoom para encher o quadro. Com o tempo, à medida em que o fotógrafo se acostuma ao campo de visão da lente, adquire habilidade de pré- visualizar as fotografias antes mesmo de apontar a câmera.

Enquadrar assim torna-se rápido e instintivo para o fotógrafo. Como alternativa mais econômica, a Canon dispõe da

EF 35mm f/2 IS USM. Essa lente

não oferece o mesmo padrão de excelência ótica de sua“irmã” profissional da série L, mas
não
oferece o mesmo padrão
de
excelência ótica de sua“irmã”
profissional da série L, mas tem
a
vantagem da leveza (pesa
apenas 335g) e também
apresenta ótimo desempenho
em situações de pouca
luminosidade graças ao
poderoso recurso IS da Canon,
que
garante estabilização de 4
f/stops. Para mais infor-
mações sobre essas e outras
lentes, acesse:
www.canon.com.br/lentes,
www.canon.com.br/lentes-l,
www.canoncollege.com.br

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www.canoncollege.com.br INFORME PUBLICITÁRIO A ilha grega de Santorini, registrada com câmera Canon EOS

A ilha grega de Santorini, registrada com câmera Canon EOS 5Ds, f/5.6, 6 s e ISO 100

Raio-X O design ótico da EF 35mm f/1.4L II USM possui 14 elementos divididos em
Raio-X
O design ótico da EF 35mm f/1.4L II USM possui 14 elementos divididos em 11
grupos. Inclui dois cristais asféricos, um elemento UD (Ultra low Dispersion), um
revestimento SWC (Subwavelength Coating)para evitar flare, e o novo elemento “ BR”
(Blue Spectrum Refractive), para aumentar a nitidez e eliminar aberrações cromáticas.
LENTES BR
LENTE ASFÉRICA
UD
LENTE ASFÉRICA
SWC
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DICAS DO ESPECIALISTA 10 grandes dúvidas SOBRE FOTOGRAFIA DE ESTÚDIO Aprenda a resolver as principais

DICAS DO ESPECIALISTA

10

grandes

dúvidas

SOBRE FOTOGRAFIA DE ESTÚDIO

Aprenda a resolver as principais questões sobre equipamentos para iluminação profissional com as dicas do especialista Newton Medeiros

44

POR LIVIA CAPELI

N ão basta o fotógrafo simplesmente montar a iluminação, conectar um cabo e apertar o botão do disparo da câmera achando que vai, de uma hora para outra, fazer uma bela imagem com equipamento profis-

sional de luz. Fotografar em estúdio exige técnica, tempo de estudo e pesquisa para conseguir dominar o assunto. Para ajudar quem quer trabalhar na área, foi convidado

o especialista Newton Medeiros para res-

ponder às dez principais questões, que envolvem desde qual o melhor flash até como conseguir um fundo 100% branco. Ele é o autor do livro Estúdio na Prática, volumes 1, 2 e 3, da Editora Europa, e con- sultor de Fotografe. Confira as dicas.

1 Como escolher um flash de estúdio? Um bom flash precisa ter um rápido

tempo de recarga e uma potência ideal

média de 200 watts. O especialista sugere um teste: coloque o flash na potência má- xima e faça um disparo. Se o bip sonoro ou a lâmpada de aviso de recarga levar mais de 2 segundos

e meio para dar o avi- so, é sinal de que

o flash é lento e poderá deixar a desejar na hora de fotografar pessoas.

2 Quais as diferenças entre iluminação contínua e flash? Cada tipo de luz tem seus prós e con-

tras. Com a luz contínua, o que se vê é o que realmente será capturado pela câ- mera. Com essa iluminação o fotógrafo não precisa ficar preso à velocidade de sincronismo de flash determinada pelo fabricante (exemplo 1/125s) nem há ne- cessidade de usar cabos de sincronismo ou radiotransmissor para efetuar os dis- paros. Por outro lado, a luz contínua exige sensibilidades ISO maiores,

o que pode gerar ruídos na

• Fotografe Melhor n

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FFotos: Newton Medeiros

Um bom flash deve ter um rápido tempo de recarga para que o fotógrafo consiga capturar todos os movimentos e as expressões dos modelos

DICAS DO ESPECIALISTA imagem, dependendo do modelo da câmera e do tamanho do sensor. Já

DICAS DO ESPECIALISTA

DICAS DO ESPECIALISTA imagem, dependendo do modelo da câmera e do tamanho do sensor. Já o

imagem, dependendo do modelo da câmera e do tamanho do sensor. Já o flash de estúdio, diz Me- deiros, não incomoda as modelos com a intensa luminosidade e ge- ração de calor, como ocorre com a luz contínua. Esse tipo de iluminação proporciona ainda profundidades de campo maiores por permitir o uso de abertura de diafragmas como f/8 e f/11, além de sensibilidades ISO de 100 e 200, gerando menor ruído na imagem. Por outro lado, o flash, mesmo trabalhando com a

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luz de modelagem ligada, não ofe- rece prévia do resultado tão boa co- mo ocorre com a luz contínua.

3 Como sincronizar o disparo da câmera com o flash e qual a ve-

locidade de sincronismo ideal? Paracomeçar,éprecisoverificar se o modelo da câmera tem contato PC para conexão de tocha de flash. Sem isso não há como fazer o sin- cronismo com a iluminação de es- túdio. Para câmeras com contato PC é possível conectar um cabo de

A foto da modelo feita

com um fresnel de luz

contínua: o que se vê é

o que realmente será

capturado pela câmera

sincronismo ligado ao flash. Para as câmeras que não contam com o dis- positivo, é necessário o uso de um

adaptador,queéconectadoàsapata

do flash compacto (hot shoe), para depois fazer a conexão com o cabo. Entretanto, o cabo de sincronis-

mo está caindo em desuso. A maioria

dosfotógrafostemusadorádiotrans-

missores, que são conectados à sa- pata do flash compacto, eliminando

o inconveniente do uso de cabo, que

pode ter curto-circuito ou sair da co- nexão durante o trabalho. É possível encontrar modelos de radiotrans- missor a partir de R$ 90. São bem simples de usar e atendem bem ao trabalho dentro do estúdio. Porém, Newton Medeiros recomenda que

o fotógrafo tenha sempre um cabo

de sincronismo como backup, pois um radiotransmissor também pode parar de funcionar. Em relação à velocidade de sin- cronismo, ele explica que essa ca- racterística é determinada pelo fa- bricante da câmera. Portanto, é im- portante verificar no manual do pro- duto. A velocidade de 1/125s é um bom ponto de partida para quem tem dúvidas a respeito.

4 Qual a objetiva ideal para fo- tografar pessoas em estúdio?

Para fotografar modelos adultos por inteiro sem que existam distor- ções, a objetiva recomendada por Medeiros é a com distância focal de 50 mm para câmera full frame (qua- dro cheio) e 35 mm para câmera com sensor APS-C (menor, com fator de

corte de 1,6x ou 1,5x). Ele alerta que

é necessário no mínimo 3 metros

de distância entre modelo e fotógrafo para que se consiga um registro de corpo inteiro do retratado. Medeiros também sugere as fi- xas 85 mm e 100 mm para fazer re-

tratos e closes. Se a opção for por uma telezoom, a 18-105 mm (Nikon) e
tratos e closes. Se a opção for por uma telezoom, a 18-105 mm (Nikon) e

tratos e closes. Se a opção for por uma telezoom, a 18-105 mm (Nikon)

e a 18-135 mm (Canon) atendem

bem a fotos externas, imagens de pessoas e produtos em estúdio. Como opção, cita a 24-120 mm (Nikon) e a 24-105 mm (Canon).

5 Existe um truque para o fundo ficar 100% branco?

Um fundo fotográfico não ficará 100% branco simplesmente porque foi usado uma parede ou papel

branco. Para obter fundo de recorte,

é necessário que ele tenha dois pon-

tos de luz a mais em relação à ilu- minação da frente. Por exemplo:

se a iluminação na modelo está em

f/8, o fundo deverá estar com f/16 para que se obtenha o resultado ideal de branco. Um fotômetro para medir a luz, nesse caso, é uma fer- ramenta essencial para ajudar a ter o fundo no tom preciso. Também é importante saber co-

Acima, retrato feito com lente 100 mm (à esq.) e foto de corpo inteiro com 50 mm; ao lado, fundo 100% branco feito com dois pontos de luz a mais em relação à medição da frente e, nesse caso, com o flash rebatido

FFotos: Newton Medeiros
FFotos: Newton Medeiros

mo posicionar a luz para iluminar o fundo para conseguir o resultado desejado. Medeiros explica que isso poderá ser feito com uma luz reba- tida por meio de um rebatedor ou de uma sombrinha, o que ajuda a espalhar de maneira uniforme a luz e evita que o fundo fique marcado.

6 QuesensibilidadeISOusarpara fotografar em estúdio?

Segundo Medeiros, ao fotogra- far produtos em estúdio, o ideal é usar sensibilidades ISO mais bai- xas para evitar granulação, como o 100 ou 200. Para fotos de modelos ele recomenda o ISO de 200 ou 400,

Fotos: Newton Medeiros

Fotos: Newton Medeiros DICAS DO ESPECIALISTA O octosoft (acima) é um dos acessórios de estúdio mais

DICAS DO ESPECIALISTA

Fotos: Newton Medeiros DICAS DO ESPECIALISTA O octosoft (acima) é um dos acessórios de estúdio mais
Fotos: Newton Medeiros DICAS DO ESPECIALISTA O octosoft (acima) é um dos acessórios de estúdio mais

O octosoft (acima) é um dos acessórios de estúdio mais usados por Newton Medeiros, pois, ao contrário da sombrinha, concentra melhor a luz

que não exigem flashes com mui- tos watts de potência.

7 Como montar fundos para foto de pessoas?

A primeira opção é investir em um fundo infinito contratando um gesseiro e solicitando que seja feita

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• Fotografe Melhor n

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uma curvatura de 40 cm de raio. Em

seguida, é necessário aplicar tinta epóxi (que tem alto custo, porém maior durabilidade) ou tinta para piso (mais barata, porém exige de- mão a cada três meses).

Outraopçãoétrabalharcomfun-

do de papel branco em rolo, que vem

Ao lado, o painel de compensado com rodízios:

uma ideia para usar de fundo em fotos de pessoas

de fábrica com a temperatura de cor

ideal para fotografia. Por outro lado, suja mais rapidamente, sendo ne- cessário cortá-lo de tempos em tem- pos.Cadacortedeveserconsiderado no orçamento do cliente. Um jeito de evitar o desgaste é colocar uma placa de fórmica bri- lhante ou fosca por cima do papel esticado no chão, formando a cur- vatura. Se a linha deixada pela fór- mica incomodar, basta retirá-la na pós-produção. Também é possível usar um fundo de compensado com rodízios, que pode ser pintado de co- resdiferentesdosdoislados.Porém,

é o que se chama de um fundo seco, sem a referência de infinito.

8 O que é melhor: sombrinha re- fletora ou caixa difusora? A sombrinha é um modificador

de luz muito mais barato do que um softbox, um hazy ou um octosoft. Porém,issonãosignificaqueéruim.

A sombrinha oferece boa qualidade

de luz. A diferença é que esse aces- sório espalha mais a iluminação (principalmente em estúdios peque- nos), fazendo com que o controle de luz seja menor em relação ao que

é oferecido pela caixa difusora.

9 Como medir a luz? bbbbbbbb A melhor forma de medir disparo

de flashes é com um fotômetro de mão, o flashmeter. Já com a luz con- tínua, é possível medir com cartão cinza ou uma folha branca.

10 Épossívelusarflashdedicado para fotografar em estúdio?

Sim, é possível, entretanto, não

é muito vantajoso, pois flashes de-

dicados são alimentados geralmen-

te por quatro pilhas alcalinas cada,

o que acaba sendo dispendioso.

Além disso, é um tipo de flash que não conta com luz de modelagem, dificultando o trabalho.

acaba sendo dispendioso. Além disso, é um tipo de flash que não conta com luz de

TESTE

mirrorless

18 mm, ISO 3.200, 1/20s, f/5.6 Fotos: Diego Meneghetti
18 mm, ISO 3.200, 1/20s, f/5.6
Fotos: Diego Meneghetti

O sensor da EOS M3 (o mesmo usado na T6i) gera imagens com boa qualidade, com ruído aceitável até ISO 3.200

Canon EOS M3

UMA REBEL SEM CAUSA

Esta mirrorless APS-C fotografa em 24 MP, filma em full HD, tem touchscreen e conexão Wi-Fi, mas inova pouco. Veja a avaliação

50

• Fotografe Melhor n

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POR DIEGO MENEGHETTI

D isponível inicialmente só no mer- cado japonês, e aos poucos lançada em outros países, a mirrorless Canon EOS M3 chegou ao Brasil como representante máxima e úni-

ca da família sem espelho da mar- ca. O modelo, com sensor APS-C de 24 MP, ainda não definiu bem seu público:

projetada para o fotógrafo entusiasta, herdou diversos aspectos das DSLRs, mas não oferece grandes vantagens

para quem busca uma mirrorless. A portabilidade, por exemplo, es- barra no porte da objetiva do kit da M3:

uma EF-M 18-55 mm f/3.5-5.6 IS STM. Com um tamanho semelhante ao da EF-S 18-55 mm (para câmeras Rebel), o conjunto fica menor, mas não passa despercebido como uma mirrorless da Fujifilm ou da Sony, que, em geral, são mais compactas, silenciosas e com mais recursos. Mesmo a objetiva EF-M 15-

O monitor touchscreen é inclinável em até 180º para cima e 45º para baixo 45

O monitor

touchscreen é

inclinável em até 180º para cima e 45º para baixo

45 mm f/3.5-6.3, que tem um dos projetos mais compactos da linha, não ajuda muito nesse quesito. Outros deslizes, considerando o público para o qual ela foi projetada, são a pouca oferta de cenas (há ape- nas seis, com a novidade do modo “Comida”, para fotografia de alimen- tos) e ausência de efeitos, como foto panorâmica ou miniatura. O modo

Auxiliar Criativo, inclusive, traz op-

çõesmaisúteisparaofotógrafoavan-

çado, como ajustes individuais de saturação, contraste e brilho pouco amigáveis para o público geral. É claro que a pequena EOS tem pontos positivos. A qualidade de ima- gem é o principal: com o sensor de

24 MP e o processador Digic 6, a ima- gem registrada tem qualidade si- milar à de qualquer outra APS-C atual da Canon, inclusive as mais avançadas, como a EOS 7D Mark II. Em relação a EOS M e a EOS M2 (exclusiva ao mercado japonês), os principais avanços da M3 são no sen- sor, que saltou de 18 MP para 24 MP, e as adições do flash embutido e do disco de modo de operação no topo do corpo, ausentes nos modelos an- tecessores. O foco automático tam- bémestámaiságil,commaispontos AF. Embora não use o sistema Dual Pixel CMOS AF (o mais avançado da Canon), o autofoco híbrido da M3 é rápido no modo de foto e suave no

modo vídeo. Em várias ocasiões du- rante o teste, o sistema acusou foco em objetos desfocados –um proble- ma sério, mas que pode ser corrigido no próximo firmware. Para o foco manual, o sistema da M3 oferece o

útil recurso focus peaking.

Diante disso, parece que a real estratégia da M3 é ser uma opção menor para quem já possui uma DSLR, para usá-la com lentes e acessórios em situações em que a reflex seja grande demais. Mas, co- mo o custo-benefício da M3 é pra- ticamente idêntico ao de uma Rebel

T6i,oinvestimentodeveserpensado.

No Brasil, a M3 tem preço oficial de R$ 4,6 mil (US$ 550, no exterior).

TESTE

mirrorless

MONITOR Sem visor, o monitor

touchscreen inclinável é

o único modo de fazer o enquadramento na M3

inclinável é o único modo de fazer o enquadramento na M3 FLASH O flash embutido tem

FLASH O flash embutido tem pouco alcance (número- -guia 5) e é incompatível com o disparo remoto de flashes Speedlite

é incompatível com o disparo remoto de flashes Speedlite DISCOS FÍSICOS Uma das adições da M3
é incompatível com o disparo remoto de flashes Speedlite DISCOS FÍSICOS Uma das adições da M3
é incompatível com o disparo remoto de flashes Speedlite DISCOS FÍSICOS Uma das adições da M3

DISCOS FÍSICOS Uma das adições da M3 à linha é o disco de modos de operação do topo do corpo, ao lado do disco de compensação de exposição

HDMI, BATERIA E CARTÃO A conexão mini-HDMI fica isolada em uma lateral, próximo do botão
HDMI, BATERIA E CARTÃO
A conexão mini-HDMI fica
isolada em uma lateral,
próximo do botão REC. A
bateria LP-E17 divide espaço
com o cartão SD e tem carga
estimada para 250 disparos –

o alto consumo deve-se

ao uso exclusivo do monitor

52

para fotografar

• Fotografe Melhor n

o

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EMPUNHADURA O corpo tem construção robusta e uma pegada satisfatória. Com a lente 18-55 mm, o kit pesa 576 g

o 238 EMPUNHADURA O corpo tem construção robusta e uma pegada satisfatória. Com a lente 18-55
CONEXÕES Na lateral, há conexões USB 2.0 e P2, para microfone. A M3 também oferece

CONEXÕES Na lateral, há conexões USB 2.0 e P2, para microfone. A M3 também oferece Wi-Fi compatível com NFC

microfone. A M3 também oferece Wi-Fi compatível com NFC A inclinação de 180º torna a câmera

A inclinação de 180º torna a câmera útil para autorretratos ou vídeos gravados em primeira pessoa

Há poucos botões, todos reunidos no lado direito do monitor; ajustes adicionais são acessíveis pelo menu rápido (botão Q/Set)

adicionais são acessíveis pelo menu rápido (botão Q/Set) O mecanismo do flash permite que ele seja

O mecanismo do flash permite que ele seja apontado para o teto a fim de rebater a luz; porém, a baixa potência pode limitar esse uso

Fotos: Diego Meneghetti
Fotos: Diego Meneghetti
potência pode limitar esse uso Fotos: Diego Meneghetti SÉRIE EF-M Sem adaptador, a M3 aceita apenas
potência pode limitar esse uso Fotos: Diego Meneghetti SÉRIE EF-M Sem adaptador, a M3 aceita apenas

SÉRIE EF-M Sem adaptador, a M3 aceita apenas lentes de montagem EF-M. Atualmente, há apenas seis modelos da Canon com esse encaixe

O menu tem design idêntico ao das câmeras DSLR, com a diferença de ter menos
O menu tem design idêntico ao das câmeras DSLR, com a diferença de ter menos
O menu tem design idêntico ao das câmeras DSLR, com a diferença de ter menos

O menu tem design idêntico ao das câmeras DSLR, com a diferença de ter menos opções de ajuste e personalização

Diego Meneghetti

Divulgação

TESTE

mirrorless

Diego Meneghetti Divulgação TESTE mirrorless Foto registrada com ISO 3.200, com a câmera controlada por meio

Foto registrada com ISO 3.200, com a câmera controlada por meio de aplicativo, via Wi-Fi

ESPECIFICAÇÕES

ESPECIFICAÇÕES :: Sensor: APS-C (22,3 x 14,9 mm) de 24 MP :: Resoluções: 6.000 x 4.000

:: Sensor: APS-C (22,3 x 14,9 mm) de 24 MP

:: Resoluções: 6.000 x 4.000 px (24 MP), 4.320 x 2.880 px (12 MP), 2.880 x 1.920 px (6 MP), 2.304 x 1.536 px (4 MP) e 720 x 480 px (0,3 MP)

:: Monitor: touchscreen móvel de 3 polegadas (1,04 MP)

:: Visor: não tem

:: Cartão de memória: SD/SDHXC/SDXC

:: Objetiva: encaixe Canon EF-M

:: Processador: DIGIC 6

:: Arquivos: JPEG, RAW, JPEG + RAW

:: Perfis de cor: sRGB, Adobe RGB

:: Sensibilidade ISO: auto, 100 a 12.800 (expansão até 25.600)

:: Equilíbrio de branco: automático, luz do dia, sombra, nublado, tungstênio, fluorescente, flash ou personalizado

:: Velocidades: 1/4.000s a 30s

:: Flash embutido: número-guia 5 (ISO 100)

:: Sincronismo de flash: 1/200s

:: Autofoco: 49 pontos

:: Medição de luz: matricial, parcial, ponderado central ou pontual

:: Modos de exposição: automático (cena inteligente auto), híbrido automático (foto e um trecho de vídeo), auxiliar criativo, manual, prioridade de abertura, prioridade de velocidade, programa, HDR, personalizado, vídeo automático e cenas (6 tipos)

:: Disparos contínuos: 4.2 ims

:: Alimentação: bateria LP-E17 (250 disparos)

:: Conexões: USB 2.0, mini-HDMI, microfone (P2), Wi-Fi 802.11b/g/n com NFC

:: Dimensões: 111 x 68 x 44 mm

:: Peso: 366 gramas

VÍDEO

:: Resolução máxima: 1.920 x 1.080 px (full HD), 1.280 x 720 px (HD), 640 x 480 px (VGA)

:: Taxa de quadros: 30 ou 24 fps (full HD), 60 fps (HD), 30 fps (VGA)

:: Compactação: sem ajuste

:: Microfone: estéreo

:: Arquivos: MPEG-4, H.264

PREÇO OFICIAL

:: R$ 4,6 mil (com lente EF-M 18-55 mm)

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o

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(com lente EF-M 18-55 mm) 54 • Fotografe Melhor n o 238 INTERFACE WI-FI O aplicativo

INTERFACE WI-FI O aplicativo “Canon Camera Connect" permite controlar a M3 por meio de sistemas iOS ou Android. Ele dá acesso aos ajustes de exposição e ao download de imagens da câmera

Visor eletrônico é acessório útil

C om a ausência do visor no corpo, a única opção para fazer o en-

quadramento é pelo monitor. Tam- bém a seleção do ponto de foco ativo

precisa ser feita tocando na tela. Isso aumenta o gasto da bateria e pode ser dificultado em

cenascommui-

ta luminosi-

dade. Essa

limitaçãopodeserparcialmentesu-

perada pelo visor eletrônico EVF-

-DC1(opcional,US$200),queéaco-

plado na conexão hotshoe. O aces- sório também é útil para filmar, já que exibe no visor a imagem idêntica do monitor, inclusive com as cama- das de informações, histograma e outrosauxíliosvisuais.Masaseleção do ponto AF segue sendo exclusiva via toque na tela do monitor. A EOS M3 é compatível com os flashes Speedlite EX da Canon. Infelizmente a câmera não é compatível nativamente

Ao lado, visor eletrônico EVF-DC1, conectado na

conexãohotshoe

com o disparo remoto de flashes – assim como as câmeras full frame da marca,
com o disparo remoto de flashes –
assim como as câmeras full frame
da marca, é preciso usar um trans-
missor dedicado para isso.
Um recurso interessante da M3
é
o Wi-Fi: por ele é possível controlar
câmera por outros dispositivos,
transmitir fotos, exibir imagens em
TVs via DLNA e enviar arquivos para
impressoras conectadas.
Já a oferta limitada de objetivas
EF-M (apenas seis até o momento
do teste) pode ser contornada por
a
meio de um adaptador para objetivas

EF e EF-S, o que amplia as opções do fotógrafo. Por outro lado, gera um custo adicional (o acessório ori- ginal custa US$ 200, no exterior, mas há modelos genéricos) e aumenta ainda mais o porte do conjunto.

genéricos) e aumenta ainda mais o porte do conjunto. Avaliação final O QUE SE DESTACA Qualidade

Avaliação final

O QUE SE DESTACAe aumenta ainda mais o porte do conjunto. Avaliação final Qualidade de imagem satisfatória; resolução de

Qualidade de imagem satisfatória; resolução de 24 MP, disco de modo de operação no corpo; Wi-Fi embutido

MP, disco de modo de operação no corpo; Wi-Fi embutido PODIA SER MELHOR Não tem visor;
MP, disco de modo de operação no corpo; Wi-Fi embutido PODIA SER MELHOR Não tem visor;

PODIA SER MELHORMP, disco de modo de operação no corpo; Wi-Fi embutido Não tem visor; oferta limitada de

Não tem visor; oferta limitada de lentes EF-M; poucos recursos

ENGENHARIA E DESIGN

 

13/15

RECURSOS

 

22/25

DESEMPENHO

   

16/20

QUALIDADE DE IMAGEM

   

16/20

CUSTO-BENEFÍCIO

   

17/20

TOTAL 84/100

ÓTIMAMÉDIABA

I X A

MÍNIMABAIXAMODERADA

Qualidade da imagem

Em conjunto com a zoom bá- sica EF-M 18-55 mm, a EOS M3 registrou fotos com boa nitidez, bem semelhante ao desempenho da EOS M com a mesma lente. Houve melhora na nitidez das re- giões periféricas e na aberração

cromática lateral. Por outro lado, o alcance dinâmico ficou limitado pela alta contagem de fotodiodos do sensor. Já o ruído digital dimi- nuiu bastante, possibilitando fo- tografar em até ISO 3.200 sem in- terferências na imagem.

NITIDEZ RELATIVA DE IMAGEM - MTF50 - MÁXIMO: 4.000 lw/ph (24 MP)

RELATIVA DE IMAGEM - MTF50 - MÁXIMO: 4.000 lw/ph (24 MP) ABERTURA MAIS NÍTIDA f/4 em
RELATIVA DE IMAGEM - MTF50 - MÁXIMO: 4.000 lw/ph (24 MP) ABERTURA MAIS NÍTIDA f/4 em

ABERTURA

MAIS NÍTIDA

MTF50 - MÁXIMO: 4.000 lw/ph (24 MP) ABERTURA MAIS NÍTIDA f/4 em 18 mm 3.024 lw/ph

f/4

em 18 mm 3.024 lw/ph

75,6% BOA
75,6%
BOA
ABERTURA MAIS NÍTIDA f/4 em 18 mm 3.024 lw/ph 75,6% BOA ABERRAÇÃO CROMÁTICA     0,03

ABERRAÇÃO CROMÁTICA

   

0,03

 

f/4

 

f/5.6

f/8

f/11

f/16

f/22

  0,04 DISTÂNCIA FOCAL EQUIVALENTE   ÁREA DA LENTE
 

0,04

0,04

DISTÂNCIA FOCAL EQUIVALENTE

 

ÁREA DA LENTE

 

0,06

 
18 mm 35 mm 5 5 m m c e n t r o  

18 mm

18 mm 35 mm 5 5 m m c e n t r o   periferia

35 mm

18 mm 35 mm 5 5 m m c e n t r o   periferia

55 mm

centro

 

periferia

 
m m c e n t r o   periferia   OBJETIVA TESTADA EF-M 18-55 mm

OBJETIVA TESTADA EF-M 18-55 mm f/3.5-5.6 IS STM

FIDELIDADE CROMÁTICA

SATURAÇÃO MÉDIA DE

4%

Os maiores desvios cromáticos foram em tons de amarelo e

vermelho, que foram clareados

ALCANCE DINÂMICO

RAW JPEG
RAW
JPEG
11EV 11 FOTO EM RAW, ISO 100 10 Quanto mais EV, mais detalhes a imagem
11EV
11
FOTO EM RAW,
ISO 100
10
Quanto mais EV, mais
detalhes a imagem tem
SENSIBILIDADE ISO
100
200
400
800
1.600
3.200
6.400
12.800
EOS M3
EOS M
RUÍDO DIGITAL
ACEITÁVEL ATÉ
ISO3.200
A partir daqui, as
fotos precisam de
redução de ruído
Quanto mais alta a curva,
mais ruído há na imagem

METODOLOGIA DO TESTE: Fotografe usa o software Imatest em seus testes com câmeras e lentes. Confira os parâmetros adotados nas avaliações em www.fotografemelhor.com.br/metodologiadostestes.

TECNOLOGIA A modelo Emilly Jardim Witter, fotografada no estúdio computadorizado de Martins Fotos: Marcio Martins

TECNOLOGIA

A modelo Emilly Jardim Witter, fotografada no estúdio computadorizado de Martins Fotos: Marcio Martins
A modelo Emilly Jardim
Witter, fotografada no estúdio
computadorizado de Martins
Fotos: Marcio Martins

FOTÓGRAFO GAÚCHO INVENTA

estúdio com luzes

computadorizadas

Uma mesa controladora com 240 esquemas de luz pré-programados comanda um avançado sistema que usa emissores de luz contínua de última geração

U m show na Broadway em 2015 mu- dou a vida de Marcio Martins. Ele teve um insight ao ver como as luzes eram direcionadas no palco e, de- pois, foi aos bastidores para conhe-

cer o equipamento que controlava aquilo. Descobriu que era tudo computa- dorizado, pré-programado, tecnologia que

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não é mais novidade no mundo dos espe- táculos, porém, não há nada parecido para a fotografia. Voltou ao Brasil com uma ideia fixa: criar um sistema semelhante para ser usado no estúdio que mantém em Rio Grande, cidade gaúcha de 210 mil habitantes no extremo litoral sul, quase na fronteira com o Uruguai. Alguns meses se passaram

Visão geral do estúdio em imagem feita com supergrande angular: o sistema se baseia em

Visão geral do estúdio em imagem feita com supergrande angular: o sistema se baseia em luzes de canhões de led e de moving heads; abaixo, a mesa controladora DMX, com teclas, botões de girar e comandos deslizantes

de moving head s; abaixo, a mesa controladora DMX, com teclas, botões de girar e comandos
TECNOLOGIA No exemplo que Marcio Martins produziu com a boneca Barbie, a cor do fundo

TECNOLOGIA

TECNOLOGIA No exemplo que Marcio Martins produziu com a boneca Barbie, a cor do fundo é
TECNOLOGIA No exemplo que Marcio Martins produziu com a boneca Barbie, a cor do fundo é

No exemplo que Marcio Martins produziu com a boneca Barbie, a cor do fundo é mudada a um simples toque de botão, assim como a luz geral; os 240 esquemas de luz pré-programados têm os códigos SN (cena) e BK (banco de dados)

têm os códigos SN (cena) e BK (banco de dados) eeleconseguiu:construiuoprimeiro estúdio com luzes
têm os códigos SN (cena) e BK (banco de dados) eeleconseguiu:construiuoprimeiro estúdio com luzes

eeleconseguiu:construiuoprimeiro estúdio com luzes totalmente con- troladas por computador do Brasil – talvez do mundo, informa ele. MartinshaviaviajadoaNovaYork para fotografar um casamento gra- ças a uma indicação de um velho amigo brasileiro, que trabalha há anos em Manhattan na empresa do noivo, um rico empresário português de ascendência japonesa. O esquema de controle de luzes na Broadway poderia passar des- percebido para outro fotógrafo, mas não para ele, que é um curioso pro- jetista elétrico, sua formação inicial. Na fotografia, Martins tem uma his- tória peculiar: começou a carreira

profissional depois de ser aprovado em um concurso para ser fotógrafo criminalístico do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul, em

2001.Paralelamenteaessetrabalho,

atuavatambémcomfotografiasocial, e, ao lado de Simone Garcia Martins, sua mulher, montou o estúdio 3D Photo Designer em Rio Grande. Para dar continuidade à carreira pública, passou em outro concurso em 2006: virou fotógrafo do Minis- tério Público Federal (MPF) em Rio Grande. Hoje, entre seus afazeres, está o de documentar ações da Polícia Federal na região. Já o lado “Professor Pardal” en- trou em ação para projetar e mon-

tar o inédito sistema de controle de luzes de estúdio via mesa DMX – o DMX-512 é um protocolo criado para possibilitar a comunicação entre dispositivos de iluminação, muito usado em shows musicais, espetáculos e teatro.

RAPIDEZ E PRECISÃO

A mesa (ou console) tem teclas, botões de girar e alavancas desli- zantes para controlar o ajuste de po- tência, de cor e de movimento de lu- zes. São sete montadas em um trilho no teto do estúdio ao fundo, três em um trilho à frente e mais duas nas laterais, em tripés. Martins afirma que um fotógrafo hoje leva de duas

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FFotos: Marcio Martins
FFotos: Marcio Martins

a três horas para fazer trabalho em um estúdio, montando e desmontando aces- sórios de iluminação. No sistema com- putadorizado, assegura ele, faria em se- gundos. “Tenho 240 tipos de esquemas de luz pré-programados em um banco de dados, desde os mais simples até os mais complexos. Deu um trabalho danado mon- tar tudo, mas funciona perfeitamente e estou patenteando o sistema. Já fiz tam- bém contatos com algumas empresas do segmento para propor parcerias”, explica ele, confiante nas possibilidades que sua criação oferece ao mercado.

LED E MOVING HEAD

O sistema de Martins é baseado em emissores de luz contínua de última ge- ração, ou seja, canhões de led e moving heads também com luz de led, e não em modificadores de luz tradicionais (como hazy, octosoft, colmeia, entre outros). E é justamenteissoquetornapossíveloajuste remoto via mesa DMX de 16 canais e com conexão por cabos XLR. O moving head, por exemplo, é um aparelho utilizado por profissionais de iluminação de shows que

tem várias funções, desde alterar a cor da luz até focá-la em um ponto específico. Como tem engrenagens, pode ser movi- mentado lateralmente, para frente e para trás, como ocorre no estúdio computado- rizado de Martins. Os canhões de led podem ser contro- lados por oito canais da mesa e os moving heads, por 13 canais, o que gera uma série

As luzes moving heads podem ser movimentadas para frente, para trás e lateralmente via mesa DMX (abaixo)

moving heads podem ser movimentadas para frente, para trás e lateralmente via mesa DMX (abaixo) Julho
TECNOLOGIA Marcio Martins: fotógrafo do Ministério Público Federal e inventor nas horas vagas Fotos: Marcio

TECNOLOGIA

TECNOLOGIA Marcio Martins: fotógrafo do Ministério Público Federal e inventor nas horas vagas Fotos: Marcio
Marcio Martins: fotógrafo do Ministério Público Federal e inventor nas horas vagas Fotos: Marcio Martins
Marcio Martins:
fotógrafo do
Ministério Público
Federal e inventor
nas horas vagas
Fotos: Marcio Martins

imensa de combinações, além das 240 já pré-programadas pelo fotó- grafo gaúcho. “Além da rapidez, te- nho a precisão da luz a meu favor. Posso ver o resultado na hora pelo monitor do comptador e corrigir o que for necessário pelos controles da mesa. E, se modifico alguma coisa no esquema pré-programado, gravo essa mudança e a acrescento ao ban- co de dados”, explica Martins.

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O fundo do estúdio, por exem- plo, só precisa ser branco. As cores do fundo podem ser trocadas com um apertar de botão e há várias formas de compor um degradê. Martins fez uma série de fotos es- pecialmente para Fotografe usando uma boneca Barbie como modelo para ilustrar essas alterações e chegou a produzir dois vídeos para mostrar como o sistema funciona.

O controle de luz via mesa DMX é total, e o fotógrafo pode pré-ajustar tons de pele, por exemplo

As informações que já existem no banco de dados do sistema é resultado de presets a partir de fo- tos realizadas por Martins com modelos no estúdio. São referên- cias que podem ser usadas por qualquer fotógrafo, diz o inventor, mesmo por aquele que não conhe- ce o sistema. “Ao folhear o banco de dados, basta escolher a refe- rência por meio de um número e acessar pela mesa controladora. As luzes se posicionarão de acordo com o comando”, diz Martins.

NOVO NEGÓCIO

O fotógrafo gaúcho não tem dú- vida de que está revolucionando o mercado com o sistema, que tem nome em inglês: Digital Lighting Photographics Studios, algo como iluminação digital para estúdios fo- tográficos. Não tem ainda uma ideia do custo final de um estúdio para quem se interessar pelo projeto (diz que o dele custou por volta de R$ 30 mil) e faz planos para comercializar franquias do sistema, algo também inédito no mercado brasileiro. No seu projeto de negócio, Mar- tins informa que o futuro cliente de- verá ter uma mesa DMX para con- trole do sistema, cinco movings heads, sete canhões de led, cabos XLR para as conexões e um fundo infinito branco – esta seria a confi- guração mínima para um futuro franqueado.“São acessórios mo- dernos,quenãoesquentam,mesmo sendo luz contínua”, diz ele. E, como tudo ainda está no campo dos pro- jetos, Martins não tem ideia de quan- to custaria uma franquia do seu es- túdio computadorizado. “É um estúdio muito mais avan- çado do que o atual. É uma revolu- ção”, defende o entusiasmado “pai da criança”. Para ver como funciona osistemacriadoporMartins,acesse:

http://migre.me/u4eDw.

o entusiasmado “pai da criança”. Para ver como funciona osistemacriadoporMartins,acesse: http://migre.me/u4eDw .
FOTOGRAFIA DE ESPORTES UMA MARATONA FOTOGRÁFICA NOS Jogos Olímpicos O Brasil receberá cerca de 1.600

FOTOGRAFIA DE ESPORTES

UMA MARATONA FOTOGRÁFICA NOS

Jogos Olímpicos

O Brasil receberá cerca de 1.600 fotógrafos de várias partes do mundo para a Olimpíada do Rio. O fotojornalista carioca Ivo Gonzalez será o responsável por facilitar a vida desses profissionais em 17 dias de competições, quando milhões de imagens serão produzidos

POR KKARINA SÉRGIO GOMES

Ivo Gonzalez

B uda Mendes nunca cobriu Jogos Olímpicos. O brasileiro fará sua estreia na Olimpíada do Rio de Janeiro (RJ) como integrante do imenso time da agência internacional Getty Images. Ivo Gonza- lez já fotografou cinco Jogos Olímpicos pelo

jornal O Globo, mas no Rio será o responsável pordeixartudobemorganizadoparaqueMendes e outros 1.600 fotógrafos de várias partes do mundo possam trabalhar da melhor forma possível. Desde julho de 2015 Gonzalez vem cuidando disso. Só lamenta que não terá tempo para fotografar durante os Jogos, pois serão muitas as demandas. Mendes, por seu lado, não vê a hora de a maior competição polies- portiva do mundo começar. Estará na cidade onde nasceu há 38 anos disparando loucamente quatro câmeras Canon mais uma especial para imagens de 360 0 . Espera terminar a maratona fotográfica de 17 dias não com uma medalha, mas com centenas de fotos distribuídas pelos quatro cantos do mundo. Gonzalez, 53, trabalhou por 25 anos no fotojornalismo de O Globo e esteve nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996), Sydney (2000), Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres ( 2012) – sem contar todas as Copas do Mundo de 1994 a 2014. No ano passado, ele trocou o colete de

Ivo Gonzalez participou de todos os eventos de testes, como as provas de iatismo

FOTOGRAFIA DE ESPORTES Evento-teste de ciclismo na orla do Rio: Gonzalez mapeou os melhores lugares

FOTOGRAFIA DE ESPORTES

Evento-teste de ciclismo na orla do Rio: Gonzalez mapeou os melhores lugares para posicionar fotógrafos na Olimpíada

A judoca brasileira Sarah Menezes luta contra a romena Alina Dumitru; abaixo, Brasil contra Noruega no handebol, ambos em Londres (2012)

Brasil contra Noruega no handebol, ambos em Londres (2012) Fotos: Ivo Gonzalez/Agência O Globo zGonzaleIvo 68
Fotos: Ivo Gonzalez/Agência O Globo zGonzaleIvo
Fotos: Ivo Gonzalez/Agência O Globo
zGonzaleIvo

68

Prova dos 3 mil metros com obstáculos feminino no Estádio Olímpico, em Londres

• Fotografe Melhor n

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imprensa pelo de Gerente de Serviços de Fotografia do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O longo e pomposo cargo é um desafio, masexperiêncianãolhefaltaparaatender bem os colegas de profissão. “Em Jogos Olímpicos tudo vira história. Sei que estou fazendo algo importante e isso me deixa feliz. Vejo esse trabalho como um reco-

nhecimento da minha carreira”, afirma. Gonzalez já concluiu 90% do planeja- mento para que Buda Mendes e outros profissionais,comoJúlioCésarGuimarães, Jonne Roriz e Rodolfo Buhrer, possam se concentrar na produção de grandes ima- gens dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, en- tre os dias 5 e 21 de agosto. A bagagem de fotógrafo e o conheci-

mento da cidade ajudaram o carioca Gonzalez a mapear quais seriam os melhores lugares para

mento da cidade ajudaram o carioca Gonzalez a mapear quais seriam os melhores lugares para que os fotó- grafos possam fazer imagens que privilegiem a cidade e os atletas. Durante os 17 dias do evento, haverá cerca de 1.600 profissionais de di- versas partes do planeta apontando as lentes para os melhores atletas

do mundo. Para acomodar todos os fotógrafos com conforto e garantir bons cliques, foram feitos eventos- testesdosquaisGonzalezparticipou. “Minha experiência no esporte ajudoumuito.Seioqueoprofissional quer fotografar, e consegui pensar em lugares que renderão as melho- res fotos. Para quem quiser fazer

uma imagem incrível do Rio no ci- clismo, por exemplo, vou indicar que fique na Prainha”, recomenda. Para coordenar quase dois milhares de profissionais, Gonzalez conta ainda com uma grande equipe: 92 pessoas e mais 585 voluntários, que já foram treinados para dar total suporte aos fotógrafos credenciados.

Fotos: Buda Mendes/Getty Images

a M e n d e s / G e t t y I m a

E, mesmo com a experiência de

a

aprender. Este ano será a primeira

Em evento desse porte, para ali-

muito planejamento e negociações.

OS OLHOS DO MUNDO

cinco Olimpíadas, sempre há algo

nhar todos os interesses é preciso

Por ser um evento global, os pri- vilégios são das agências interna-

vez que o golfe entra como esporte

O

número de equipamentos de foto

cionais, como Associated Press,

olímpico. Os fotógrafos experientes

e

vídeo que pode ser colocado em

Reuters, France Press e Getty Ima-

na modalidade poderão acompa- nhar os jogadores dentro de um cor- dão de segurança no campo. Os de- mais, só do lado de fora. No golfe,

cada local de competição é definido com a equipe de imagem, a de infra- estrutura e com o comitê de cada modalidade. Para colocar uma câ-

ges. Só a Getty deve trazer ao Brasil uma equipe de 120 profissionais, entre eles apenas um brasileiro, Buda Mendes.

é

necessário silêncio total antes da

mera no teto de um ginásio, por

a

maioria é de agências internacio-

A fim de se preparar para a co-

tacada, e o clique só ocorre depois que o atleta bate na bola. Outra modalidade que requer muito silêncio é o hipismo. Para co- locar uma câmera remota perto de um obstáculo por onde passará um

exemplo, não basta apenas um fo- tógrafo especializado, é preciso de um alpinista para fazer a operação. Por isso, o acesso a locais exclu- sivos é para poucos profissionais e

bertura, Mendes participou dos eventos-testeseprincipalmentedas competições em espaços abertos, que serão sua prioridade. O carioca será responsável, além de registrar

cavalo, é preciso usar uma caixa

nais, que têm material, equipe es-

competições,pormostrarsuacidade natal para o mundo. Para controlar

acústica especial para abafar qual-

pecializadaparaoperarcertosequi-

as quatro câmeras com as quais tra-

quer barulho da câmera para não assustar o animal.

pamentos e condições de cumprir todas as exigências olímpicas.

balhará, ele diz que só há um segre- do: concentração. “É preciso estar

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Imagens de evento-teste no Rio: Buda Mendes é o único fotógrafo brasileiro na equipe de

Imagens de evento-teste no Rio:

Buda Mendes é o único fotógrafo brasileiro na equipe de 120 profissionais da Getty Images

ligado em todos os movimentos do atleta que você está cobrindo para decidir qual equipamento você vai disparar e em qual momento”, en- sina. O resultado final ele verá ape- nas no fim da competição, já no site da Getty para venda mundo afora. Em um projeto que prevê uma foto a cada 120 segundos, as imagens produzidas pelos fotógrafos da Getty

serão enviadas para os editores, que

farãotratamento,escreverãolegen-

dasedisponibilizarãoomterialdireto no site. Cada fotógrafo estará equi- pado com uma mala com 25 kg de equipamento:quatrocâmerasDSLR,

com uma mala com 25 kg de equipamento:quatrocâmerasDSLR, Ginástica rítmica (acima) e esgrima (abaixo, com atletas

Ginástica rítmica (acima) e esgrima (abaixo, com atletas paralímpicos) são duas das modalidades que tiveram eventos-testes no Rio de Janeiro

das modalidades que tiveram eventos-testes no Rio de Janeiro uma 360 o , dois flashes, um

uma 360 o , dois flashes, um laptop e

quatrolentes(16-35mm,24-70mm,

70-200 mm, 300 mm ou teles que variarão de 400 mm a 600 mm). Haverá ainda 20 câmeras robóticas –omaiornúmerousadoatéhojepela agência – para capturar provas de atletismo,natação,ginásticaelutas. Ao todo, a Getty espera produzir 1,5 milhão de fotos durante os 17 dias de evento (cerca de 90 mil por dia).

É DO BRASIL

Embora os privilégios sejam da imprensa internacional, 11 profis- sionais brasileiros terão a chance de

disputar um espaço entre os gringos em busca da melhor foto. Testado nos Jogos Olímpicos de Londres, o pool de fotojornalistas nacionais terá direito de ficar no mesmo lugar pri- vilegiadodasagênciasinternacionais, sendo que as fotos só poderão cir- cular entre os veículos dos profis- sionais cedidos, no caso, fotojorna-

listas de O Globo, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia, Veja, Globoesporte.com e UOL.

Esses lugares especiais são, por exemplo, perto da chegada dos ven- cedores da natação e dentro do cam- po da prova de atletismo – em que

FOTOGRAFIA DE ESPORTES Fotos: Júlio César Guimarães Em Atenas (2004), Flavio Canto acerta golpe e

FOTOGRAFIA DE ESPORTES

Fotos: Júlio César Guimarães
Fotos: Júlio César Guimarães

Em Atenas (2004), Flavio Canto acerta golpe e comemora a conquista da medalha de bronze para o judô brasileiro

geralmente ficam apenas os profis- sionais das agências internacionais. As fotos produzidas por esse pool não podem ser comercializadas ou cedidas para outros veículos, nem mesmo para as publicações da mes- ma empresa. Aprioridadedessesprofissionais é dar atenção aos atletas brasileiros. E, para não haver nenhum tipo de privilégio, todas as principais com-

petições em que o Brasil tiver chance de medalha haverá um sorteio para designar quem vai cobrir. Para conseguir fazer um traba- lho diferenciado, a equipe do pool não vai atuar em favor do envio rá- pido, e sim da qualidade das ima- gens. Dentro desse seleto grupo, está o repórter fotográfico Júlio Cé- sar Guimarães, que já cobriu dois Jogos Olímpicos, o de Sidney (2000)

que já cobriu dois Jogos Olímpicos, o de Sidney (2000) Jogadores dão famoso "peixinho" para comemorar

Jogadores dão famoso "peixinho" para comemorar o ouro no vôlei em Atenas

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e o de Atenas (2004), que ajudou a

organizar o pool. Embora saiba das limitações dos equipamentos dos veículos brasileiros, que não têm câmeras robóticas ou alguém es- pecializado em imagens subaquá- ticas de natação, por exemplo, Gui- marães está confiante no trabalho que será produzido pela equipe. E diz que costuma dar sorte para

os atletas brasileiros: durante a Liga Mundial de Vôlei Masculino, pouco antes dos Jogos de Atenas, em 2004, ele estava com a filha Júlia, 9 anos na época, vendo um jogo do Brasil

e prometeu a ela: “Filha, estou indo

para Atenas e vou fotografar esse time dando o peixinho com a meda- lha de ouro no peito”. O Brasil con- seguiu o ouro e, na hora da foto do famoso peixinho, Guimarães quase perdeu o registro por conta de gente que entrou na sua frente. “Mas con- segui, ufa!”, diz (veja a foto ao lado).

CONCENTRAÇÃO

Outra equipe que estará de olho nos atletas brasileiros será a coor- denada pelo fotógrafo Jonne Roriz,

Fotos: Jonne Roriz

Fotos: J o n n e R o r i z Acima, o salto para o
Fotos: J o n n e R o r i z Acima, o salto para o

Acima, o salto para o ouro da atleta Maurren Maggi em Pequim (2008); abaixo, nadador César Cielo no primeiro treino aberto em Londres (2012)

que tem no currículo a cobertura dos Jogos de Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012). Com ele serão oito fotógrafos con- tratados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para mostrar o melhor dos espor- tistasnacionaisedisponibilizaressasfotos gratuitamente para todos os veículos. Como não vão participar de nenhum pool, Roriz e sua equipe vão ter de chegar bem cedo aos locais de competição para conseguirbonslugares.Masaexperiência

de competição para conseguirbonslugares.Masaexperiência e o conhecimento do fotógrafo contam pontos para o trabalho

e o conhecimento do fotógrafo contam

pontos para o trabalho ser bem realizado. Em Pequim, Roriz cobriu a prova da saltadora brasileira Maurren Maggi. Ele

sabiaparaqueladoaatletaolhavadurante

osaltoeamarcaqueestavabuscandopara

o ouro olímpico. Confiando na atleta, Roriz

conversou com o gerente de imagem da prova e conseguiu colocar uma câmera remota do lado certo e no ponto estratégico. Maurren obteve a medalha de ouro, e o

fotógrafo brasileiro, uma foto histórica. “O estudo e o conhecimento prévio de cada prova e do atleta são fundamentais para fazer boas fotos em eventos assim”, ensina

o baiano radicado em São Paulo (SP).

E, para chegar concentrado o suficiente

nas competições e realizar um bom tra-

balho, ele alerta que é importante se pre- parar fisicamente. “A maior dificuldade é

o cansaço. A gente começa com muito pi-

que e é difícil manter o ritmo até o fim. A cobertura é muito desgastante física e mentalmente. E o grau do estado de aten- ção pode fazer a diferença para clicar na- quela fração de segundo que consagrou um atleta campeão”, explica.

UM LUGAR AO SOL

O fotógrafo independente Rodolfo

Buhrer sentiu o problema do cansaço na Olimpíada de Pequim (2008). O profissional conseguiu a credencial como freelancer,

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