Aula 2 Mestre em História Social - UEL

Compreender as mudanças nas avaliações éticas O período Medieval
do medievo; Modernidade
Investigar as concepções éticas da Modernidade; Liberdade
Debater sobre nossa condição determinada ou Determinismo
livre; O valor da ação
Refletir sobre a ética em Kant; Immanuel Kant
Entender o pensamento de Nietzsche como uma Friedrich Nietzsche
profunda crítica aos valores ditos modernos.

Muda o objeto de conhecimento;
Muda o método: Dialógico;
Gregos antigos:
Ética + Vida boa + Felicidade.
Viveu bem ou mal
Medievo:
Avaliação da conduta + Vida boa + Sofrimento
Agiu bem ou mal
Descolamento entre ética e felicidade.

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esperança e o amor. a partir de um processo longo de racionalização da vida.” (SILVA. Desencantamento do mundo. Virtudes teologais: Fé. Projeto iluminista: Aumento da autonomia O que é liberdade? Descolamento da ética Podemos ser realmente Separação e a autonomia entre a ciência. A lei divina revelada. a livres? moral e a arte. Podemos definir a modernidade como um conjunto amplo de modificações nas estruturas sociais do Ocidente.297). O primeiro impulso de nossa liberdade dirigi- nos para o mal e para o pecado. 2009. p. de maneira que se faça o que se fizer eles acontecerão infalivelmente. Doutrina segundo a qual certos acontecimentos são fixados previamente por uma potência exterior e superior à vontade. Ideia da intenção. A certeza e o dubitante. Se somos totalmente determinados (não há liberdade) podemos falar em Ética? 2 . Reinterpretação do dualismo platônico. A ética se centralizou na moral como interpretação dos mandamentos e preceitos religiosos.

Imperativo categórico: Ação necessária por si Capacidade de pensar na contramão do desejo. que exige dele a capacidade de escolha. 3 . de engendramento. Descolamento entre a ética e a natureza. A vontade é moral quando regida sem condicionantes. Enquanto tudo na natureza age segundo leis. O ser humano é determinado e livre. Mundo é finito e organizado. Encontramos a liberdade no poder de Quando uma ação pode transformação sobre a natureza do mundo e ser considerada sobre a própria natureza humana. Somos feitos uns pelos outros. Kant. o consideradas. Pacote da vida. Condutas singularmente apenas o ser humano age segundo princípios. mas de intersubjetividade. Universo infinito e caótico. Utilitarismo: Prega a felicidade do maior Desabrochar das “potências” número. Por ser consciente. Cada um nasce com um papel. Alinhamento entre ética e natureza. mesma.As nossas relações não são de contiguidade. o ser humano é capaz de capaz de conhecer os seus condicionamentos. Imperativo hipotético: Ação como meio de alcançar qualquer outra coisa que se queria. realmente como “boa” Consequencialismo: Pragmatismo: A boa conduta é aquela que Aristóteles permite ao agente alcançar o resultado que queria. Moral é o descolamento da O imperativo: natureza – supremacia da razão.

Ser até agora não se pôs em “Os homens inventaram o ideal para negar o causa o valor dos valores “bem” e “mal”. em si mesmo e não meio para o que quer e sim.” (ARANHA. A moralidade por excelência é a que respeita qualquer ser humano como fim Quem movimenta? Não é o “eu”. p. uma vez questionados. porque se supôs que existiriam desde sempre. razão. ao ser Comum colocada. levanta a pergunta pela criação Nietzscheano dos valores. Quando a vida vai ser boa? Quando for regida por Em 2003. 1980. p. (MARTON. encontrando Transvaloração dos valores legitimidade num mundo suprassensível. constatou que 80% dos brasileiros afirmam ser A boa vontade é fundada exclusivamente na necessário crer em Deus para ser uma pessoa moral. enquanto apenas 13% dos franceses compartilham a A lei moral que a razão descobre é universal. 50). tua vontade de potência. 255) A noção nietzschiana de valor opera uma subversão crítica: ela põe de imediato a Niilismo questão do valor dos valores e esta. A questão da consciência. “Age apenas segundo uma máxima tal que Podemos ligar a opinião da maioria ao conceito de possas ao mesmo tempo querer que ela se torne Imperativo Hipotético ou ao Imperativo Categórico? lei universal” (KANT. 2009. mesma opinião. 1993. demasiado Moral do escravo humanos”. Crítica da moral tradicional revelam-se apenas “humanos. e real”.129) Liberdade é a soberania da competência deliberativa do homem sobre suas próprias inclinações. Kant distingue as coisas que têm preço e as O que vem a nossa cabeça é que têm dignidade. Incompatibilidade dos valores com a vida No entanto. instituídos num além. o instituto de pesquisas Pew Research Center uma boa vontade. que seja.  Culpa 4 . um Subproduto pequeno da nossa pisque.

1882. ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou.youtube. A origem do pensamento em você.com/watch?v=h8kjJUPvOmw Aforismo 341. 5 . poeirinha da poeira!". Genealogia partir da reflexão da vida boa. 5. 4.O Eterno Retorno retornar. “Minha doutrina ensina: viva de tal maneira que Em Nietzsche a interpretação do discurso deva desejar reviver. assim como tu vives agora e como a viveste. Realinhamento entre o corpo e o instante. em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti. Presentificação da existência. para não desejar nada mais do que essa última. Eterno retorno é uma proposta de sabedoria. segundo seu ponto de vista. Vontade de verdade A verdade é um ideal como qualquer outro A Doutrina do Eterno Retorno é um processo A verdade é a busca de solidez num espaço seletivo. existem forças.” é interpretável. E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida. A construção do amor pelo real. O super-homem identifique alguns valores morais que são desprezados e que. e tu com ela. Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal. de Friedrich Nietzsche. e tudo na mesma ordem e sequência . eterna confirmação e chancela?“ Fonte: www. de A Gaia Ciência. Amor Fati não deveriam sê-lo. cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te NIETZSCHE . Justifique seu Amor pelo mundo como ele é. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez. posicionamento. é a desconstrução do amor do ideal. Força de potência A vida é guiada por potência O poder é virtude Observando o mundo em que você vive. terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo. Não existe eu. assim como tu és. Critério de imanência da vida. de fluidez. Dois grandes males para o homem o passado e o futuro. 3.e do mesmo (Quando Nietzsche chorou) modo esta aranha e este luar entre as árvores. então. como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida. As vidas devem ser regidas pelo desejo dos viventes que as vivem. a 6. e do mesmo modo este instante e eu próprio.

13. Filosofando: Introdução à Filosofia. Dicionário de conceitos históricos.ARANHA. 2006. Kalina Vanderlei. Marilena. São Paulo: Moderna.ed. CHAUÍ. 2000. Maria Lúcia de Arruda. Ética: direito. 1993. Nietzsche. 1980. Scarlett. São Paulo: Abril Cultural. São Paulo: Ática. São Paulo: Moderna. MARTON.ed. KANT. 2. a transvaloração dos valores. Fundamentação da metafísica dos costumes. COMPARATO. Immanuel. 6 . – São Paulo : Contexto. Convite à Filosofia. moral e religião no mundo moderno − São Paulo : Companhia das Letras. 2009. SILVA. Fábio Konder. 2ª reimpressão. 2009..