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TLC – TREINAMENTO DE LÍDERES DE CÉLULAS e Líderes em potencial Pr. Antonio Francisco da
TLC – TREINAMENTO DE LÍDERES
DE CÉLULAS e Líderes em potencial
Pr. Antonio Francisco da Silva

Igreja Cristã Evangélica Reencontro Av. Dr. Meirelles - 560 Setor 1 - Tijucal Caixa Postal 2101 Porto 78020-970 Cuiabá MT Tel: (65) 3665-6179 www.igrejareencontro.com.br

Trazer pessoas para Jesus através de células que se multiplicam a cada ano, edificar uma igreja de vencedores onde cada membro é um ministro e cada casa uma extensão da igreja”.

é um ministro e cada casa uma extensão da igreja”. “E todos os dias, no templo
é um ministro e cada casa uma extensão da igreja”. “E todos os dias, no templo

“E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar, o Cristo” (At 5.42).

TREINAMENTO DE LÍDERES DE CÉLULAS E LÍDERES EM POTENCIAL

ÍNDICE

INTRODUÇÃO - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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01. BASE BÍBLICA PARA AS CÉLULAS- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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02. QUAL A IMPORTÂNCIA DAS CÉLULAS? - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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03. O QUE É UMA CÉLULA? - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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04. POR QUE CÉLULAS FALHAM? - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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05. QUALIDADES DE UM LÍDER DE CÉLULA - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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06. COMO COMEÇAR UMA CÉLULA? - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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07. O ENCONTRO DA CÉLULA - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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08. ESTÁGIOS DE UMA CÉLULA - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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09. CARACTERÍSTICAS DE UMA CÉLULA FORTE- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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10. ESTRATÉGIAS PARA CRESCIMENTO E MULTIPLICAÇÃO- - - - - - - - - - - - -

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11. A CÉLULA INFANTO-JUVENIL- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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12. COMO GUARDAR A VISÃO DE CÉLULAS?- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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13. DICAS PARA LÍDERES DE CÉLULAS- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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14. BIBLIOGRAFIA - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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15. MODELO DE RELATÓRIO SEMANAL DE CÉLULAS- - - - - - - - - - - - - - - - - - -

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INTRODUÇÃO

Nossa Experiência com Células

1. Comente uma experiência que você já teve com algum tipo de grupo pequeno.

2. O que você acha que foi fundamental, na vida desse grupo, para que isso acontecesse?

Vamos introduzir o tema células, compartilhando algo de nossa experiência. David Kornfield tem tido experiências com células de várias formas por mais de vinte anos. A experiência compartilhada aqui trata de um grupo específico com fins evangelísticos, enquanto que a experiência de Gedimar trata do desenvolvimento de um movimento de células dentro de uma igreja. Esperamos que isto lhe ajude a ter uma visão de alguns dos detalhes de uma célula, como também a perspectiva panorâmica de um movimento geral. Enquanto você lê, anote nas margens, princípios importantes referentes às células.

A. DEUS INVADINDO A VIZINHANÇA

David Kornfield

“Foi baleado!” – gritaram na

latindo loucamente

saindo à toda pressa com os pneus cantando.

Levem-no ao pronto socorro!” - mais gritos. Os cachorros

tumulto. “Atiraram na cabeça dele!” Choro, pedidos de socorro, um carro

“Está morto!”

Era mais ou menos dez horas da noite quando Nilson, meu vizinho do outro lado da rua, foi à padaria, a meia quadra de minha casa, tomar cerveja com uns amigos. Ele envolveu-se numa discussão com um desconhecido e, jogou seu copo nele. Foi seu último argumento. O jovem desconhecido foi até seu carro, pegou uma arma, voltou e atirou na cabeça dele três vezes.

Débora (minha esposa) e eu fomos ao enterro no dia seguinte. Nilson era o único homem entre seis filhos. O desespero marcou o choro das 150 pessoas que assistiram o enterro. Nunca me senti tão sem jeito, sem saber o que fazer ou dizer. Queria dar uma palavra de alento, mas Débora falou que eu não havia sido convidado a falar, e que deveria ficar quieto.

Antes desta tragédia, estávamos orando sobre como estender o amor de Deus para nossos vizinhos. Dois dias depois do enterro, visitei Dona Nadir, a mãe do falecido. Na conversa surgiu o tema da amizade. Perguntei se ela gostaria de marcar um encontro em minha casa com os vizinhos para conversarmos sobre este assunto. Houve um sentimento de que não nos apreciávamos na vizinhança. Perdemos um amigo sem sequer saber o valor dele. Sugeri então que poderíamos nos encontrar durante uma hora para ver o que a Bíblia diz sobre a amizade e para compartilharmos e orarmos juntos. Ela gostou da idéia.

Depois da conversa, perguntei se ela gostaria que eu orasse com ela. Ela chamou a família e os amigos que estavam na rua. Formou-se um círculo com mais de vinte pessoas! Depois da oração, perguntei se gostariam de vir à minha casa na próxima segunda-feira à noite para o nosso encontro. Dona Nadir aceitou com entusiasmo e os demais concordaram.

Trinta pessoas apareceram para a primeira reunião. Tivemos uma mistura de idosos, casais, solteiros e crianças sentadas no tapete. Foi um verdadeiro encontro da vizinhança. O convite inicial foi para somente um encontro.

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Nessa noite, usei um estudo simples sobre a amizade (que depois se desenvolveu no

livrete Desenvolvendo Amizades). Coloquei-o em uma folha juntamente com dois cânticos e versículos. Na primeira noite só conversamos sobre os primeiros dois versículos. Pedi para alguém fazer a leitura e depois os demais comentarem. Às vezes eu acrescentava alguma pergunta, mas geralmente deixava a conversa fluir até o final do tempo marcado, quando fiz um resumo. Perguntei se gostariam de voltar para continuarmos com o tema. Todos gostaram

e voltaram por mais três semanas, até concluirmos a discussão sobre todos os versículos.

Nosso ritmo normal foi: louvor, com um ou dois cânticos relacionados à amizade, estudo, e um período de oração que incluía compartilhar necessidades e pedidos. Expliquei como fazer orações curtas e simples, indicando que alguém poderia orar mais de uma vez, se quisesse. Descobri que quando meus vizinhos ouviram meus filhos pequenos orando, se sentiram mais à vontade para participar. A maioria das vezes nosso encontro durou uma hora e meia.

No final do primeiro encontro tivemos um lanche. Isto ajudou muito o relacionamento, encorajando as pessoas a continuarem conversando um pouco mais e desenvolverem mais a amizade e o tema do estudo. Depois do primeiro encontro, alguns vizinhos se ofereceram para trazer o lanche nos encontros seguintes.

Nos primeiros três estudos, não falamos diretamente de Jesus Cristo. As passagens estudadas eram de Provérbios e Eclesiastes. O quarto estudo foi sobre Jesus, nosso melhor Amigo. Terminado esse encontro, perguntei quantos gostariam de continuar estudando mais a pessoa de Jesus, ajudando-nos a conhecê-lo melhor. Dois terços deram continuidade e mudamos para

a casa da mãe do falecido.

Começamos a estudar as Boas Notícias de São João (Ed. SEPAL). A maioria dos vizinhos comprou sua própria cópia. Usamos exemplares do Evangelho de João, o que permitiu que todos participassem sem ter que comprar o Novo Testamento (apesar de muitos já o terem adquirido). O livro contém oito estudos, mas utilizamos um pouco mais de oito semanas.

Ao terminar o livro, tivemos uma sessão de resumo. Nessa sessão, apresentei as “Duas Perguntas Diagnósticasdo Evangelismo Explosivo. Pedi que cada pessoa respondesse à primeira pergunta e, depois de alguns comentários, à segunda. Distribuí cópias das Quatro Leis Espirituaise as repassamos juntos. Acrescentei algumas ilustrações e fiz perguntas para manter uma participação ativa. Onze pessoas aceitaram a Jesus nessa noite! Aleluia!

Depois disto, demos continuidade estudando a vida de Jesus no evangelho de Lucas. Minha filha Karis, de onze anos, estava nos Estados Unidos passando por uma cirurgia nos intestinos. Ela tem um problema raro e já passou por muitas cirurgias e dificuldades. Nos últimos dois anos ela não tinha crescido, estava ficando mais fraca, perdendo muitos dias de aula. Quando ela conseguia ir à escola, voltava esgotada. Não passava um dia sem que os vizinhos perguntassem por ela, me assegurando de suas orações. O ambiente espiritual e o interesse de uns para com os outros foi uma pequena amostra do céu aqui na terra. Glória a Deus!

Perguntas para Reflexão

1. Deus usou várias circunstâncias especiais para abrir a célula do David. O que seria necessário para isto acontecer também em sua vizinhança?

2. O que motivaria seus vizinhos a participar?

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B. A VISÃO QUE MUDOU MEU MINISTÉRIO

Gedimar de Araújo

As células nasceram em meu coração no final de 1990. Eu sabia que nossa igreja, a Segunda Igreja Presbiteriana de Vitória (ES), precisava crescer e ser mais penetrante no bairro. Já havíamos tentado todos os modelos “tradicionais” de evangelização, como: culto ao ar livre, entrega de folhetos, campanhas evangelísticas, mas nada parecia dar certo em nosso bairro, que tem uma forte tradição católica e espírita. Isto já estava me deixando desesperado.

Comecei a orar mais especificamente pedindo a Deus direção sobre o quê poderíamos fazer para ganhar nosso bairro para Cristo. Sabíamos de igrejas que estavam implantando células e, muitas, haviam fracassado. Mas, alguns exemplos positivos me motivaram a pensar no assunto. Li tudo que existia sobre o tema, o que não era muita coisa, e adaptei para a igreja.

Começaram, então, os problemas! A liderança não entendeu bem a visão. Houve resistência. Acharam que as células trariam problemas para a igreja, criando grupinhos, fazendo as pessoas se afastarem e abrindo a possibilidade de divisão. Mas, com paciência, amor e diálogo, conseguimos vencer esta etapa. Havia barreiras entre os membros que, desacostumados a abrir suas casas para outras pessoas, resistiram à idéia. Foi preciso falar sobre hospitalidade, amizade e muitas outras coisas, para ajudar os irmãos abrirem as portas para as células. Além disso, nossa igreja não tinha liderança para dirigir as células e não achava material adequado.

Os desafios começaram a surgir, a ponto de eu quase desistir da idéia. Era mais fácil continuar tentando mais um pouco com o estilo antigo. Mas eu sabia que, se valia a pena começar as células, valeria a pena correr riscos e enfrentar os desafios dessa iniciativa.

Reuni o material disponível e preparei uma apostila para treinar os líderes. Comecei a publicar no boletim informativo da igreja alguns artigos sobre células. No dia 5 de março de 1991, começamos nossa aventura com oito células funcionando e cerca de 120 pessoas participando.

A cada semana víamos os resultados deste movimento. A igreja acabou abraçando a idéia e já

priorizava as reuniões das células. Começávamos a ficar conhecidos no bairro, e a participação

de visitantes nas demais reuniões da igreja aumentava proporcionalmente.

Em 1992, não multiplicamos as células e sentimos que o ministério se manteve estagnado. Isto nos ensinou que quanto mais este se multiplica, mais cresce o número de células.

Em 1993, passamos para treze células e o crescimento veio logo; de 120, passamos a ter 170 pessoas participando. Agora a visão já estava mais sólida. Podia-se mexer em tudo, menos nas células. A cada semana cerca de 40% dos locais das reuniões eram lares de pessoas não- crentes, havendo uma fila de espera de casas que queriam hospedar as células.

Em 1994, passamos a ter 21 células e uma frequência de 270 pessoas, em média. Em 1995, passamos para 23 células com uma frequência de 280 pessoas. Em 1996, continuamos com o mesmo número de células e participantes. Em 1997 encerramos o ano com 24 células e uma média de 300 pessoas. Nestes três anos sem muito crescimento, eu não me dediquei às células, passando a coordenação delas para outra pessoa. Esta tentativa mostrou que uma chave para o êxito das células é a paixão, visão, habilidade e disponibilidade do coordenador.

Em 1998, após uma reestruturação, iniciamos o ano com 34 células. Eu retornei à coordenação, dando ênfase às células. Tínhamos mais de 100 líderes no discipulado de liderança que liberei para as células. Juntando a minha paixão com a energia de liderança

capacitada, voltamos a ver as células crescerem de forma marcante. No final do ano chegamos

a 41 células; o número de pessoas nos grupos cresceu 50%, chegando a 450 pessoas.

Em 1999, experimentamos um novo ânimo com as células, encerrando o ano com 55. Fizemos uma mudança em nossa coordenação que ajudou o crescimento continuar a todo vapor, acrescentando mais 150 pessoas às células (crescimento de 33%).

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Histórico das Células:

Ano

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

Grupos

08

08

13

21

23

23

24

41

55

Pessoas

118

123

172

270

280

270

300

450

600

A presença da igreja hoje no bairro é muito forte. Ainda não vencemos todos os desafios,

estamos aprendendo com a caminhada, mas sentimos que este movimento tem mudado a

vida da igreja e influenciado grandemente nossos vizinhos.

Como você pode ver, não é fácil iniciar um trabalho novo, mas, o maior desafio é começar! Depois disto, Deus dará a graça necessária para vencer todos os obstáculos que vierem. Você também pode entrar nesta grande aventura espiritual.

1.

2.

Perguntas para Reflexão

Gedimar enfrentou uma série de problemas e dificuldades quando quis começar as células em sua igreja. Cite alguns problemas que têm surgido ou possam surgir em nossa igreja na implantação de células.

Indique alguns passos para prevenir ou resolver os problemas indicados acima.

Conversando com Deus

O

para Ele (se estiver com outras pessoas, dividam-se em grupos de quatro ou em equipes). Se Deus lhe falar algo nesse período, anote-o aqui.

que Deus espera fazer em sua igreja e ministério a partir das células? Eleve essa pergunta

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BASE BÍBLICA PARA AS CÉLULAS

Anote três passagens no Novo Testamento que mostram o lar sendo usado como extensão do Reino de Deus. Para cada passagem, procure anotar uma qualidade positiva de ser uma célula.

Estudando o livro de Atos, descobrimos logo os fatores de crescimento. Esses fatores estão resumidos em Atos 2.42-47, e de forma mais simples no versículo 42: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. Estas atividades aconteceram em dois lugares: no templo e nas casas. Segundo Howard Snyder: “O culto nos grandes grupos e o compartilhar nos pequenos grupos são estruturas básicas e complementares” (citado por Mikel Neumann). Se quisermos repetir o crescimento da igreja primitiva hoje, temos que voltar a uma ênfase no templo e nas casas.

A Igreja Primitiva estava assentada sobre pequenos grupos. Era a Igreja de todos os dias, no templo e nas casas (At 2.46). Seria muito difícil, alguns diriam impossível, crescer como a Igreja Primitiva, sem a dinâmica dupla das reuniões no templo e nas casas. A maioria das igrejas tem reuniões apenas no templo.

Na verdade o templo foi utilizado só até o martírio de Estêvão. A Igreja do Novo Testamento era uma igreja sem templo!

Vejamos mais de perto uma base bíblica do ministério em grupos pequenos desde o Antigo Testamento. Jetro, sogro de Moisés, vendo a luta do genro, aconselhou-o a estabelecer chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez pessoas, para que julgassem o povo (Êx 18.1-27). A primeira base de relacionamento e justiça no povo de Israel eram os grupos pequenos de dez!

Passando para o Novo Testamento, podemos ver a importância dos grupos pequenos na vida e no ministério de Jesus, como também na igreja primitiva.

1. As células na vida e no ministério de Jesus. Jesus foi um líder de grupos pequenos. “O Plano Mestre de Evangelismo” segundo o livro de Robert Coleman com esse mesmo título, foi o discipulado (Mundo Cristão 1964/1969). Jesus começou com um grupo pequeno de doze para ganhar as nações. Grande parte do ministério de Jesus se realizou na sinagoga, bem como ao ar livre; mas uma parte surpreendente de seu trabalho ocorreu nos lares e com pequenos grupos de pessoas. Jesus trabalhou com grupos pequenos: os doze; os três; mandando os doze e os setenta em grupinhos de dois em dois. Além disso, Ele valorizou de uma forma especial o lar. Pesquisando apenas o evangelho mais curto, o de Marcos, vemos o seguinte:

1. Visitou e ministrou nas casas dos discípulos. Curou a sogra de Pedro e depois muitos outros (Mc 1.29-34); jantou com Levi e outros (Mc 2.15).

2. Ele ensinou e fez milagres nas casas (Mc 2.1-12). Ele também ensinava nas casas (3.20- 34), ressuscitava os mortos (5.38-43), ministrava libertação (7.24-30), e foi ungido com bálsamo por uma mulher (14.3-9).

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3. Ele compartilhava instrução especial com os discípulos em casa. Muitas vezes aguardava chegar a casa para fazer isso (Mc 7.17; 9.28; 9.33-37; 10.10-12; 14.17-25; 16.14-18).

4. Ele queria que o Reino começasse em casa e fluísse para fora. Após ter libertado o endemoninhado geraseno, Jesus ordenou: “Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti” (Mc 5.19; 8.26; 14.3).

Jesus não só ministrou nas casas, como também mandou os discípulos fazerem o mesmo, dando instruções para isso.

Fez isto tanto com os doze (Mt 10.12-14) como também com os setenta (Lc 10.1-7). Parece que foi um padrão dele.

2. As células na vida da Igreja Primitiva. A Igreja Primitiva era um movimento fundamentado nos lares. Apesar do ensino e da pregação serem feitos publicamente, no pátio do templo, nas sinagogas e nos campos abertos, a verdadeira vida da Igreja acontecia nas casas. No livro de Atos dos Apóstolos podemos ver o lugar que as casas tinham na vida da igreja. Olhando os primeiros doze capítulos, vemos:

1. A Igreja iniciou num lar, no cenáculo de uma casa em Jerusalém (1.13).

2. O Pentecostes chegou numa casa (2.1-2).

3. Mesmo com três mil pessoas, conservavam as reuniões nos lares (2.46).

4. As casas eram recursos usados para o Reino de Deus (4.34-37; 5.1-11).

5. As reuniões nos lares eram uma estratégia evangelística (5.42; 10.24-48).

6. A perseguição da igreja ocorreu nas casas (8.3).

7. Saulo foi curado e restaurado numa casa (9.17-19).

8. Batismos aconteciam nas casas (9.17-19; 10.47-48; 16.30-33).

9. As casas serviam para curas (9.36-41), visões (10.9-23) e reuniões (12.12).

Repetidas vezes no final de suas cartas, Paulo manda uma saudação à igreja que se reunia em uma casa. Priscila e Áquila tinham uma igreja em casa (Rm 16.5; 1Co 16.19), como também Gaio que hospedava a Igreja de Roma (Rm 16.23), Ninfa (Cl 4.15) e Filemom (Fm 1-2).

As reuniões nos lares continuavam sendo uma estratégia no decorrer da história da igreja, tornando-se uma fonte de fortalecimento dos irmãos. Com as bases bíblicas acima, temos razões suficientes para nos comprometermos com grupos pequenos nos lares.

Reflexão

Você tem base bíblica para não concordar com células na igreja? Quais são suas razões, caso não concorde com essa visão?

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QUAL A IMPORTÂNCIA DAS CÉLULAS?

1. Dê uma nota de 0 a 10 quanto a importância que você dá às células como prioridade para a vida de sua igreja. Explique sua nota.

2. Indique um dos aspetos da vida da igreja que seria muito prejudicado se ela não tiver células e descreva as consequências disso.

Por não responderem a estas perguntas, a grande maioria dos pastores, e das igrejas, não tem uma visão correta da dinâmica da Igreja Primitiva, nem uma convicção clara da prioridade desses grupos em sua igreja. Esperamos que sua visão seja ampliada pela constatação de que as células são o alicerce para o crescimento da igreja, evangelizando novas pessoas, integrando-as, e tornando-as líderes que evangelizam e discipulam a outros.

Algumas pessoas poderiam perguntar: “Se esses grupos são tão importantes, por que, desde a Reforma não se deu ênfase a eles até recentemente?” Boa pergunta! A cultura evangélica se desenvolveu basicamente como uma expressão rural e de cidades pequenas até depois da Segunda Guerra Mundial. Nessa cultura os relacionamentos familiares e o tamanho das igrejas se prestavam à prática de vida comunitária de forma natural. Hoje, especialmente nas grandes cidades de nosso país, não existe mais comunidade. Se a igreja não despertar para essa realidade e instituir a “Segunda Reforma” (quanto à eclesiologia), (sistema e estrutura da igreja), terá dificuldade em ser uma comunidade de amor onde Deus se manifesta.

Uma igreja com células saudáveis cresce como a Igreja Primitiva. Neste capítulo veremos como as células geram crescimento de três formas: Crescimento Qualitativo - aprofundando os relacionamentos, a participação e a maturidade individual e coletiva da igreja. Crescimento Quantitativo - acrescentando o número de membros, congregados, células e equipes de ministério. Crescimento Orgânico - desenvolvendo as estruturas da igreja, os odres, que permitem um maior crescimento qualitativo e quantitativo.

1. As células geram comunhão. Através das células as pessoas se aproximam mais. Há oportunidade para um conhecimento mais íntimo dos irmãos; nascem laços de amizade; a comunhão fica mais forte.

É impossível cumprir os mandamentos recíprocos (os “uns aos outros”) quando os “uns” só se encontram com os “outros” no meio de multidões reunidas para grandes eventos. Com as células, abre-se a possibilidade de levar a sério esses mandamentos. Retoma-se o hábito de ir às casas uns dos outros. Os irmãos e vizinhos passam a se visitar, pelo menos nas reuniões. Nesse ponto as células são quase inigualáveis, se forem comparadas a outros trabalhos normais da igreja. As células possuem alguns elementos fortalecedores e facilitadores de comunhão que não estão presentes em outras reuniões:

A) Maior Intimidade: Numa sociedade urbana é difícil desenvolver amizades. Este é um dos pontos mais fortes das células. Paul Yonggi Cho comenta o seguinte: “Um dos maiores problemas da sociedade hoje em dia é a despersonalização dos seres humanos. Com o aumento da população, as pessoas tornam-se apenas um rosto a mais na multidão” (Grupos Familiares e o Crescimento da Igreja, Ed. Vida, p. 57).

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B)

Maior Flexibilidade: Como o grupo é pequeno, os ajustes são mais fáceis e possibilitam adaptações às diversas realidades. Segundo o contexto e a liderança, células podem ser desenvolvidas de forma bem diferente. Mesmo usando o mesmo material de estudo, as células serão bastante distintas.

C)

Maior Integração Social: As estruturas sociais tradicionais geralmente se desfazem quando as pessoas migram para as cidades ou dentro delas. As células podem preencher esta lacuna, ajudando a desenvolver uma relação familiar dentro de uma sociedade onde a importância e a presença da família estão sumindo.

D)

Maior Mobilidade: As células dão mobilidade à igreja, pois são os “braços” dela estendidos por toda a cidade.

E)

Maior Sensibilidade: Ao mesmo tempo em que as células são extensões da igreja, são também seus olhos e ouvidos na comunidade. Por meio das células a igreja pode saber o que está acontecendo na comunidade e servi-la.

2.

As células geram suprimento das necessidades. As necessidades pessoais podem ser

mais bem assistidas. Nas grandes reuniões há o “Eu te amo em Jesus”. Nas células, há o “Eu te amo e tenho tempo para ouvi-lo”. “Eu te amo e posso levá-lo ao hospital”. “Eu te amo e posso ajudar a sua família enquanto você estiver desempregado”. As células geralmente abrangem pessoas de uma vizinhança ou de um grupo social (atletas, médicos, universitários,

etc.). Assim, existe uma sensibilidade maior com relação aos acontecimentos que preocupam o grupo. Quando pedimos aos participantes que compartilhem pedidos de oração, as necessidades apresentadas muitas vezes são bem específicas. Orando com base nisto, e mantendo um relatório dos pedidos, observaremos grandes mudanças nas vidas dos presentes

e do bairro. Em nossa célula, geralmente começamos o tempo de oração perguntado se houve respostas às orações anteriores.

Quando existem problemas sociais, o grupo tem um potencial maior para ajudar aquele indivíduo ou família necessitada, pois convive com a sua realidade. As células estão afinadas com as necessidades locais e aptas para responder de forma prática.

3. As células geram pastoreio individualizado. As células fortalecem e assistem aos membros da igreja. A célula possibilita um pastoreio mais eficaz. Uma vez multiplicadas e havendo células suficientes, cada pessoa da igreja deve pertencer a uma célula devidamente dirigida por um líder, que se torna o líder pastoral da célula. Muitos problemas do rebanho são resolvidos com desabafos, intercessão e aconselhamento mútuos, troca de experiências ou exortações amorosas, o que pode acontecer muito bem nas células. Por meio delas, a sobrecarga pastoral é tirada, havendo uma melhor distribuição de funções que anteriormente eram somente responsabilidade do pastor titular. Lembre-se do conselho de Jetro para Moisés (Êx 18).

ensinando-os a

guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.19-20). Nas grandes reuniões a Bíblia

é generalizada; nas pequenas, é particularizada. O ensino passa a ser mais eficaz e a prática é

facilitada. Reunir poucas pessoas e colocar a Bíblia em suas mãos gera o ambiente e a ocasião

para que todos contribuam com seus conhecimentos e testemunhos, e compartilhem suas dúvidas. Desta maneira a Palavra de Deus é aplicada a situações específicas.

4. As células geram ensino prático. Jesus ordenou:

.fazei

No desenvolvimento das células, fazemos da Bíblia a pedra fundamental do ministério. Duas coisas são importantes: a Palavra é base do ensinamento, e este ensino é feito de maneira informal. Precisamos trazer estudos simples da Bíblia que se apliquem à realidade das pessoas, estudos que sejam práticos e aumentem o desejo de conhecer e obedecer a Deus. Tais estudos não devem somente chamar-nos à obediência e sim ajudar-nos como obedecê-lo.

5. As células geram evangelização via relacionamentos. As células têm como um de seus

principais objetivos a evangelização. Cada crente torna-se um missionário e cada lar uma agência missionária! A evangelização é mais completa e concreta através de relacionamentos

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pessoais. A grande maioria das pessoas evangelizadas não fica na igreja, a não ser que encontrem amigos.

As células são uma ponte de ligação relacional entre o indivíduo e a igreja e abrem portas para muitas pessoas que não aceitariam um convite para ir à igreja. Uma reunião de célula não exige o mesmo grau de compromisso que um culto na igreja. O lar, por ter um ambiente familiar e mais descontraído, oferece boas condições para se apresentar as Boas Novas de Cristo. A resistência ao evangelho é bem menor. Assim podemos despertar-lhes o interesse e a fé. A igreja precisa “por todos os modos, salvar alguns” (1Co 9.19-22).

6. As células geram visitantes na igreja. Com base nas células pode haver sempre um

crescente número de novas pessoas nos demais trabalhos da igreja. Houve épocas em que ter um visitante no culto era algo raro e comemorado por todos. Hoje em dia, após a criação das células, é comum ter muitos visitantes em todos os trabalhos da igreja.

7. As células geram membros responsáveis. Cada crente torna-se um missionário e cada

lar uma agência missionária. Os cristãos passam a participar de outras atividades de suas comunidades. Com a célula, as pessoas se sentem mais responsáveis com a Igreja e com a Obra do Senhor, pois elas se sentem úteis e valorizadas naquilo que fazem. Depois que

implantamos grupos familiares em nossa igreja, podemos testemunhar que isso é verdade.

8. As células geram integração de novos convertidos. Na célula fica mais fácil integrar e

acompanhar os novos decididos. É preciso que os líderes estejam atentos às pessoas que se decidem na igreja, pois deverão integrá-las o mais rápido possível nas células. Também devem estar atentos para os que chegam para morar nas proximidades, convidando essas pessoas que estão em transição, muitas delas, abertas a novas amizades.

Novos decididos dificilmente se integrarão à igreja, a não ser, através de uma célula. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que para uma pessoa ficar na igreja precisa basicamente de três coisas:

1. Ter pelo menos três amigos.

2. Fazer parte de um grupo pequeno para se relacionar.

3. Sentir-se útil.

As células se prestam a fornecer estes três elementos de forma que o grande culto nunca fará. Numa célula as pessoas sentem apoio, encorajamento pessoal e um amor tangível em seus primeiros passos de vida cristã. As igrejas que dependem do grande culto para manter seus membros integrados, sempre terão uma porta traseira bem ampla.

9. As células geram novos campos e novas igrejas. À medida que novas células vão

surgindo, novas bases são estabelecidas para a evangelização nos bairros. A maioria das denominações estabelece novas igrejas através de pontos de pregação e depois congregações. As células oferecem várias vantagens:

A) O trabalho surge baseado em relacionamentos e amizades.

B) A nova igreja surge naturalmente através da multiplicação de células num bairro.

C) A nova igreja já nasce com bons líderes ligados ao bairro.

10. As células geram envolvimento pessoal. Através da “célula” cada pessoa tem a oportunidade de envolvimento pessoal na obra do Senhor. O membro deixa de ser mero espectador, „veste a camisa‟ e entra no jogo! Grupos grandes despersonalizam as pessoas, tornando-as meros números de estatísticas. Quando as pessoas ficam mais próximas umas das outras, rompem a barreira do anonimato e passam a compartilhar suas riquezas, sejam elas dons espirituais, experiências de vida, recursos financeiros, oportunidades, etc. Muitas necessidades físicas e financeiras nem chegam ao conhecimento de toda a igreja porque são resolvidas nas células.

As células atraem as pessoas justamente por possibilitarem que cada uma, independente de

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sua cultura ou capacidade, possa ter uma participação significativa. Tal participação traz outros benefícios muito importantes:

A)

Maior Mobilização: Diferente de um culto com um dirigente e um público, as oportunidades para o serviço e operação de Deus são abundantemente multiplicadas! Lembra-se da parábola do semeador? A semente semeada de forma certa se multiplica trinta, sessenta, ou até cem vezes. Já pensou que esta parábola pudesse aplicar-se não só a um indivíduo, mas também a uma igreja? Desta possibilidade surgiu o lema da Igreja em Células: “Cada crente um ministro, cada casa uma igreja!” Mais e mais pessoas são integradas, tendo este tipo de visão desde o começo. Acontece um contágio santo.

B)

Maior Responsabilidade: Com a célula as pessoas se sentem mais responsáveis, pois são valorizadas naquilo que fazem. A presença se torna tão importante numa célula como num grande culto.

C)

Maior Uso dos Dons: O uso dos dons cresce em proporção à participação. Quanto maior envolvimento, maiores serão as oportunidades para serem usados os talentos e dons espirituais.

D)

Maior Crescimento Espiritual: As pessoas se desenvolvem em proporção a sua participação. Há um ditado que diz: “Eu ouço e esqueço; eu escrevo e lembro; eu faço e aprendo.”

11.

As células geram novos líderes. As células ajudam a formar e descobrir líderes que,

certamente, não teriam oportunidade num grupo maior. As células possibilitam e requerem o crescimento da liderança com dois aspectos:

A) Interno: desenvolvendo as habilidades de determinado líder em sua célula.

B) Externo: aumentando o número de líderes preparados para assumir outras células que possam surgir.

As reuniões das células têm uma estrutura simples que possibilita à maioria dos crentes, não neófitos, a chance de dirigir uma reunião sem muitos problemas.

12. As células geram mobilização dos membros. São multiplicadas as oportunidades para

serviço e operação de Deus. Cria-se um vínculo de compromisso e ajuda mútua. Ao invés de

uma reunião, um dirigente, um público, você multiplica cada um desses muitas vezes.

13. As células geram sensibilidade aos problemas da vizinhança. A célula ajuda a igreja

a estar atenta para o que está acontecendo à sua volta. A igreja não fica alienada às realidades do seu bairro ou cidade. A habilidade de a igreja entender e responder a essas necessidades cresce através das células.

Perguntas para Reflexão

1. Para obter crescimento qualitativo, em qual das áreas nossa igreja mais precisa crescer: na qualidade da comunhão, no suprimento de necessidades, no pastoreio individualizado, de ensino prático, ou alguma outra área?

2. As células poderiam ajudar no crescimento qualitativo e quantitativo?

3. Qual dos dois tipos de crescimento, você estaria mais disposto a sacrificar: qualitativo ou quantitativo? Por quê?

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4. Volte agora para a primeira pergunta deste capítulo e leia sua resposta. Anote abaixo de que formas sua resposta inicial mudou ou se aprofundou?

Encerrando com Deus

1. O que Deus está falando para você pessoalmente em relação ao seu envolvimento nas células? Escreva sua resposta.

2. Procure alguém com quem orar sobre o que você escreveu. Se estiver num contexto com outros, em grupos de quatro ou em sua equipe, orem baseado no que escreveram.

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O QUE É UMA CÉLULA?

O corpo humano é composto por milhares de pequenas unidades que se juntam para formar o

corpo como um todo. Essas unidades são chamadas células. Um bebê tem seu início em uma pequena célula no útero da mãe, então ela cresce e se multiplica em duas células. Essas duas células transformam-se em quatro, as quatro em oito, as oito em dezesseis e assim por diante.

Uma célula transforma-se em um corpo humano, cheio de vida e maravilhoso!

A

célula é um grupo de oito a quinze pessoas que formam uma comunidade para experimentar

o

amor de Deus, para crescer no relacionamento com os outros e para alcançar os incrédulos.

Compartilhar nossas vidas com outras pessoas na presença de Jesus vai nos unir em uma forte malha que não pode ser rompida. A força de um indivíduo não é o único fator determinante para sua caminhada com Deus. O restante da célula apóia cada membro com oração, encorajamento e visão pelos perdidos para mantê-los crescendo em Cristo. A presença de Jesus no centro da reunião é a força do grupo. Ele é o único que pode oferecer o poder e a visão para caminhar a vida cristã. Quando sua célula se encontra para a edificação, o foco está em experimentar Jesus em cada parte do encontro. Células são tanto para edificação como para evangelismo. Se uma célula não traz visitantes, não cresce e não se multiplica, e se tornará um grupo apenas voltado para o egoísmo, enfadando-se até morrer. Se uma célula não pastorear e edificar as pessoas, não desenvolverá liderança, não formará um caráter aprovado nas pessoas que eventualmente cairão em sua caminhada com o Senhor. O grupo deve focalizar-se tanto em edificar uns aos outros, como investir, orar e alcançar os perdidos.

Diferente do movimento de Igrejas nas casas, as células são parte de um todo. As células não são independentes, mas interdependentes umas das outras. Muitas células se encontram formando uma congregação para terem uma celebração semanal em conjunto. Uma congregação é uma extensão das células e não funciona sem as células. Assim, o pastoreio dos membros é feito pelo líder de célula, que é responsável por apenas 3 a 15 pessoas, e não pelo pastor da igreja, que pode ser o responsável por centenas ou até milhares de pessoas. Os grupos de Moisés eram constituídos de 10 (Êx 18.21) e Jesus liderou 12. O tamanho que consideramos ideal para uma célula são 15. Quando chegar a esse limite, deve se multiplicar.

1. Onde a célula se reúne? Apesar de preferirmos residências, uma célula pode se reunir

também em empresas (na hora do almoço), em escolas, em salões de festas (de condomínios)

e em qualquer lugar onde haja o mínimo de silêncio e privacidade. Só não é recomendado

reuniões em bares ou lugares semelhantes. Quando a célula não se reunir numa casa, não

haverá a figura do anfitrião.

2. Por que a célula não deve ter mais de quinze pessoas? Não há tempo suficiente numa

reunião para mais de 15 pessoas receberem ministração e compartilharem no grupo. É muito difícil para um líder, mesmo com um auxiliar, apascentar mais de 15 pessoas. Também, as casas, normalmente, não comportam mais do que 15 pessoas numa sala, para uma reunião. Limitar o número de pessoas numa reunião de células tem muito a ver com as "linhas de comunicação". Ralph Neighbour explica: “Quando duas pessoas se encontram, existem duas linhas de comunicação. Quando três estão reunidas, existem seis. Se há quatro pessoas reunidas, então temos doze. Se há cinco, o número sobe para vinte, e quando chega a dez, já são noventa linhas de comunicação. Quinze pessoas reunidas resultam em 210 linhas de comunicação, ou seja, a comunicação já não é apropriada”.

3. Cuidado! Isso pode não ser uma célula! Alguns tipos de grupos não são células.

Precisamos também saber o que não é uma célula. O que não é uma célula: Grupo de oração, grupo de estudo bíblico, grupo de discipulado, grupo de cura interior, grupo de apoio, ponto de pregação.

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4. Como é uma célula? A célula não é um grupo de oração, ainda que a oração seja um dos

seus ingredientes básicos. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que a edificação seja forte nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que seja um lugar de restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo básico de cada célula seja a multiplicação. A célula é um pouco de cada grupo.

A célula da igreja pode ser comparada a uma célula do nosso corpo. A célula não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para gerar um corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética.

5. A célula é simplesmente uma miniatura da igreja, reunindo-se nas casas. Não existe

algo tal como um ministério de células; as células são o lugar onde os ministérios fluem. A célula é muito maior que a sua reunião. Se a célula só existe no dia da reunião, então não é uma célula, mas apenas um culto caseiro. A célula acontece a semana toda: no supermercado, no shopping, na caminhada, no lazer, nas casas. Sempre que os irmãos se encontram, a célula acontece. A primeira característica da célula é ser comunidade, e não o fato de existir como uma reunião.

6. Uma célula possui endereço e dia certo de reunião. Existem igrejas onde a reunião da

célula é feita, a cada semana, na casa de um dos membros do grupo. A experiência, porém,

tem demonstrado que um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade, constância e segurança.

7. A célula se reúne regularmente. A chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um lugar de reunião; é preciso que o grupo se reúna numa base regular, semanalmente. Nenhum relacionamento sólido e gratificante pode ser construído sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade e de aceitação.

8. A célula é homogênea. Quando participamos de um grupo que possui as mesmas características gerais peculiares a nós, nos sentimos muito mais à vontade para compartilhar. As células devem ser padronizadas por faixas etárias e não por sexo. Assim, devemos ter redes de células de crianças, adolescentes, jovens e casais (podemos ter também algumas células mistas).

Reflexão

Você ainda tem dúvidas sobre o que é uma célula? Comente.

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POR QUE CÉLULAS FALHAM?

Por que tão poucas igrejas se propõem a ter células se são tão importantes e necessárias? Em parte é por que muitas igrejas já tentaram e falharam! Muitas vezes nem iniciaram, pelo fato de conhecerem outros que falharam. Nossa experiência com células tem nos ajudado a identificar pelo menos oito formas de matá-las! É melhor prevenir

1. A visão precisa fluir do coração do pastor. O Dr. Paul Yonggi Cho, no seu livro “Grupos

Familiares e o Crescimento da Igreja” (Editora Vida) escreve: “O pastor deve ser a pessoa- chave do empreendimento. Sem o pastor o sistema não subsistirá. É um sistema, e todo sistema deve ter um ponto de controle. O fator de controle dos grupos familiares é o pastor”.

As células muitas vezes são novidade. É um novo odre. Traz mudanças. Ameaça as velhas estruturas, tanto psicológicas como sociais e até espirituais. É necessária a mão pessoal do pastor, pelo menos no primeiro ano, para que todo um movimento se desenvolva.

Quando o pastor não lidera e supervisiona as células nos primeiros anos, ele priorizará outras coisas, levando os grupos a falharem.

2. O movimento precisa ser iniciado com um grupo piloto. Este grupo deve ser composto

pelo pastor e de três a cinco líderes chaves. Esses líderes devem reproduzir-se depois de adquirirem uma boa experiência de como uma célula saudável funciona. Às vezes, pessoas com bastante experiência podem liderar células na mesma semana, vendo o pastor liderar numa noite e ele liderando em outra. Normalmente a reprodução demorará um semestre. Permita-nos simplesmente deixar claro que a igreja que procura começar com dez, quinze, vinte ou mais células, de uma vez, provavelmente fracassará. Esta tem sido a experiência negativa de várias igrejas.

3. Os líderes precisam de supervisão eficaz e reciclagem contínua. As células falham

quando deixamos a liderança isolada e sem acompanhamento. Todo líder precisa de cobertura, encorajamento e prestação de contas (incluindo o pastor!). Sem isso, o líder não priorizará sua

célula. Por isso, acompanhamento e gerenciamento são extremamente importantes, bem como uma reciclagem e treinamento periódico. O pastor precisa visitar as células com certa frequência na fase em que ele é o supervisor/discipulador. Para ter êxito, os quatro suportes ou recursos seguintes são indispensáveis para o líder.

A.

Precisa de boa orientação e bom material para seus encontros semanais. Por isso, muitos nem começam. Outros começam, mas falham, por não saber como continuar.

B.

Precisa saber como resolver conflitos. Quando nos conhecemos melhor, como numa célula, acabamos tendo mais conflitos. Os pastores e líderes devem saber como resolver conflitos.

C.

Precisa ter um assessor ou conselheiro ao qual se dirigir quando os problemas surgem. O pastor também precisa de alguém com mais experiência para assessorá-lo.

D.

Precisa ver um modelo ao vivo. Muitos utilizam a visão de um livro ou apostila. Poucos conseguem ter êxito transferindo as idéias do manual teórico para a realidade. Mesmo um livro ou manual, não dispensa a experiência. O pastor aprenderá muitas coisas essenciais, e às vezes inconscientes, por poder visitar ou participar de uma boa célula em outra igreja. Isso pode ser a base para o pastor visualizar como tais grupos funcionarão em sua igreja.

4.

O pastor deve manter um relacionamento estreito com os líderes. Em muitos casos o

pastor não abraça a visão porque tem medo de descentralizar seu poder. Teme que não possa controlar o que acontece nos grupos. Vê a possibilidade de divisão, com uma ou mais células

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tornando-se autônomas e saindo da igreja. Esse medo deve ser superado com o pastor e o coordenador bem próximos dos líderes. O pastor e seus líderes precisam ter um bom relacionamento e um espírito de companheirismo e amizade. Este relacionamento estreito é a chave da prevenção contra a divisão.

5.

As células precisam de um sentido claro de missão. Quando a célula focaliza apenas a

si

mesma, perdendo o sentido de missão, acaba se matando. Algumas pessoas diriam que tal

grupo deve morrer! Cada célula precisa de um sentido claro de sua missão para ser um grupo saudável. O objetivo evangelístico de uma célula já dá tal sentido de missão a um grupo. Nossas células têm o objetivo claro de se multiplicar pelo menos uma vez ao ano. Este sentido de missão dá a ela o que precisa fazer: ganhar novas pessoas para Cristo (membros) e formar novos líderes. Todo o movimento se move com base nesta missão.

As células não têm o mesmo objetivo que, por exemplo, uma classe de escola dominical, que visa estudar a Bíblia com profundidade. O objetivo central das células é estabelecer relacionamentos redentores, com Cristo, uns com os outros, e estendendo-se para os que ainda estão fora do grupo. A amizade se torna uma chave para conquistar a vizinhança, os amigos e outros.

6. Pessoas muito carentes precisam de grupos de apoio ou outra estrutura. As necessidades dessas pessoas podem ultrapassar a capacidade de resposta do grupo. Muitas vezes pessoas feridas emocionalmente se tornam dominadoras e controladoras. Essas pessoas, ou seus problemas, podem dominar a célula. O segredo é criar grupos de apoio que atendam especificamente a estes casos.

7. As células devem ter prioridade em relação a outras atividades da igreja. Nada

pode concorrer com a célula. É preciso desenvolver estruturas para que as células sejam parte central da vida da igreja. Só acrescentar um grupo à vida de um líder, já sobrecarregado de atividades, é uma forma segura de “matar” os componentes do grupo e fazê-lo fracassar.

Muitos pastores não querem começar células por não terem pessoas preparadas para liderá- las. A liderança já está sobrecarregada. Na verdade, precisamos descobrir novos líderes ou ajudar os líderes atuais a passarem algumas de suas responsabilidades para outros. Normalmente será necessário que a igreja pare com alguma reunião no meio da semana para que se abra um espaço para os membros participarem das células.

8. As células falham quando há má seleção dos líderes. Lembro da ocasião em que

compartilhamos os sete princípios acima com um grupo de pastores discipuladores. Paulo Cezar, de Belo Horizonte comentou que ele não falhou em nenhuma dessas áreas, mas suas células ainda assim falharam. Qual a explicação? Este oitavo princípio: ele não selecionou os líderes certos. Selecionou os líderes formais da igreja para liderarem as células. Eles não eram ensináveis, nem estavam prontos para entrar numa nova visão. Paulo Cezar perdeu vários anos com eles antes de começar novamente com uma seleção cuidadosa de novos líderes e ter um grande sucesso.

O pastor precisa selecionar um grupo piloto (grupo base) que vai se reproduzir no final do ano.

Quando esse grupo não está pronto para se reproduzir, quase sempre o pastor descobrirá que não seguiu corretamente os critérios de seleção. Aprende uma dura lição. Perde um ano. Mas, pode voltar aos princípios de seleção, e então ter sucesso no ano seguinte.

Perguntas para Reflexão

1. Já tivemos GF. Onde nossa igreja falhou com base nos 8 princípios acima descritos?

2. Qual destes oito princípios você acha mais importante para que a igreja não volte a falhar no processo de implantação das células?

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QUALIDADES DE UM LÍDER DE CÉLULA

Que qualidades você considera importantes em um líder de célula?

“Pelo menos cinquenta por cento de seu sucesso depende do processo de seleção”.

Normalmente você deve escolher pessoas que conhece bem, pessoas que serão não apenas bons líderes de células, mas, também, bons treinadores de futuros líderes. Estes primeiros líderes serão o alicerce de todo o movimento. Eles precisam ter ou desenvolver as oito qualidades indicadas a seguir:

1. Pastorear. O líder da célula pastoreia sua célula. Ele deve ser um bom ouvinte, conselheiro, apto para ensinar e, de forma geral, ter as qualidades de caráter indicadas em 1 Timóteo 3.1-8. Precisa, especialmente, relacionar-se bem, apoiando outras pessoas, expressando as atitudes de Filipenses 2.1-5. Não pode ser um causador de atritos. Onde surgir conflitos, deve estar sempre pronto para resolvê-los.

Além de fazer o ministério, o líder deve treinar e equipar os membros da célula para o fazerem (Ef 4.12). O líder deve ser uma pessoa que se multiplica e também ajuda outras a se multiplicarem (2Tm 2.2).

2. Evangelizar. O líder de célula precisa ser um exemplo em ganhar pessoas para Cristo. Na

maioria das igrejas os líderes são muito fracos nessa área e, muitas vezes, nem têm pessoas

não-crentes que possam chamar de amigas. Neste caso, os líderes precisam estar dispostos a modificar suas prioridades para investir em pessoas não crentes.

3. Ouvir a Deus. Ouvir a Deus é o alicerce da vida cristã! “O Filho nada pode fazer de si

mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai” (Jo 5.19-20; 8.47; 10.3; 12.49-50; 17.7-8). Todo crente deve procurar “ouvir a Deus” (1Co 14.1, 5, 12, 39). Ouvir a Deus faz toda a

diferença na vida da igreja (At 13.1; 1Co 12.28; Ef 2.20). O líder que ouve a Deus aprende a agir de forma interdependente e também ensina seus seguidores a fazerem o mesmo.

4. Facilitar a participação de outros. O bom líder não fala muito. Não é a “pessoa com

todas as respostas”. Ele deve saber como motivar e encorajar a participação de outros, especialmente na célula. Não deve dominar, mas ajudar as pessoas a se expressarem e se desenvolverem (1Pe 5.3; Ef 4.11-16). Ele deve integrar, estimular, facilitar e provocar reflexão. O líder é um servo, valoriza a participação dos outros, é paciente e confia no Espírito Santo. Ele sabe que todo líder tende a ser dominador ou centralizador. Por isso, ele procura mudar seu estilo de liderar.

5. Disponibilidade. O líder prioriza o ministério. Ele se faz disponível. Mesmo ocupado, ele é

disposto. Ele acredita que foi chamado por Deus para fazer o que faz. Por isso, abre mão de outras coisas para estar disponível para Deus (Lc 9.57-62). Liderar uma célula implica em tempo para o preparo de cada encontro e para o cuidado pastoral do “pequeno rebanho”. O líder precisa de tempo para estar com seu líder (coordenador ou supervisor) que, por sua vez, deve estar investindo sua vida nele, desenvolvendo uma relação comprometida e pessoal.

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6. Fidelidade. O líder sempre cumpre com sua palavra (Sl 15). Devemos procurar líderes fiéis

(1Co 4.2; 2Tm 2.2), comprometidos com o pastor e sua visão, especialmente a visão de células. O líder também precisa estar comprometido com a preservação da unidade da igreja. Ele deve ser comprometido com as reuniões da liderança e apresentar seus relatórios.

7. Liderança. É óbvio que a pessoa que cuida de uma célula deve ser líder. Mas, às vezes,

escolhemos alguém porque é nosso amigo, tem posição de liderança, é maduro, está disposto,

é rico, ou muitas outras razões. Alguém pode preencher todas essas qualidades e ainda não ser líder. A prova para saber se alguém é verdadeiramente líder, é se ela tem seguidores!

8. Ensinável. O líder deve estar disposto a aprender, disposto a ser corrigido. Precisa ser

submisso à Palavra de Deus, tendo a capacidade de ouvi-lo, como também, ouvir à voz da liderança pastoral que Deus coloca sobre ele (Hb 13.17).

Ser ensinável é a principal de todas estas características, pois com base nisso, o líder, pode adquirir ou aprender as demais qualidades. Se alguém não tiver essa qualidade, não deve ser incluído como líder de célula, pois trará muito transtorno e peso para o pastor.

Sobre tudo devemos buscar a vontade de Deus ao escolher líderes. Jesus passou a noite inteira orando antes da seleção dos doze (Lc 6.12-16). Devemos tomar o exemplo dele a sério.

Reflexão

Anote no gráfico a seguir os nomes das pessoas que você acha serem mais indicadas para liderarem células. Dê uma nota de 0 a 10 (com possibilidade de 12) em cada um dos oito critérios de seleção. Some as notas e coloque o total no final. Faça a média de cada pessoa.

A. Pastoreia bem C. Ouve a Deus E. Disponível G. Líder B. Evangeliza D. Integra
A. Pastoreia bem
C. Ouve a Deus
E. Disponível
G. Líder
B. Evangeliza
D. Integra o grupo
F. Fiel
H. Ensinável
Nomes
A
B
C
D
E
F
G
H
Total
Média

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COMO COMEÇAR UMA CÉLULA?

A primeira fase de uma célula é a comunhão. É uma das mais importantes e precisa ser estabelecida apropriadamente. Nesta fase, que dura em torno de um mês, pelo menos quatro passos devem ser dados (cada um deles, numa reunião):

Convergir expectativas. Ao iniciar-se uma célula, logo na primeira reunião, o líder deve explicar aos membros o que é e como funciona uma célula. Cada membro precisa saber qual é

a dinâmica da reunião e o que se espera dele. Além disso, é bom esclarecer o que não é uma célula, para que ninguém tenha expectativas erradas.

Estabelecer o alvo. Na segunda reunião, o líder deve expor, de forma bem clara, os quatro

objetivos da célula: comunhão, edificação, serviço e multiplicação. Também deve ser definida

a data da multiplicação da célula. Quando os membros da célula são previamente informados sobre os objetivos, uma de duas coisas acontece: eles se comprometem e se motivam mais, ou abandonam a célula.

Reafirmar a visão da igreja. Cada membro da célula deve afirmar e reafirmar: Somos uma igreja em células. Tudo o que fazemos, fazemos a partir delas. Além disso, procuramos manter um equilíbrio entre o encontro da célula e o encontro de celebração. Todo membro deve participar desses dois encontros. Tudo isso deve ser explicado na terceira reunião.

Estabelecendo os Pactos da Célula. O nosso crescimento espiritual depende de três coisas:

compromisso, relacionamento e disciplina. Sem compromisso e sem alianças não podemos edificar verdadeiramente a igreja. Sem compromisso mútuo, a célula não pode existir. Mostramos nosso compromisso com Deus quando temos compromisso com os nossos irmãos. Os pactos devem ser firmados na quarta reunião e relembrados, frequentemente, pelo líder nas celebrações da Ceia do Senhor.

1. O pacto do amor incondicional (Cl 3.4-15) - Eu escolho amá-los, edificá-los e aceitá-los, meus irmãos e irmãs, não importa o que digam ou façam. Eu escolho amá-los do jeito que vocês são. Nada do que fizeram ou farão vai me impedir de amá-los. Posso não concordar com suas ações, mas vou amá-los como pessoas e fazer tudo para suportá-los na certeza do amor de Deus que habita em mim.

2. O pacto da honestidade (Ef 4.25-32) Eu não vou esconder como me sinto a respeito de vocês ou o que vem de vocês, bem ou mal, mas vou procurar, no tempo do Espírito, conversar francamente e diretamente com vocês de modo amoroso e perdoador, para que vocês não fiquem desestruturados quando estiverem em dificuldades e para que nossas frustrações mútuas não se transformem em amargura. Vou tentar refletir para vocês aquilo que estou ouvindo e sentindo a respeito de vocês. Se isso significa arriscar-me a sofrer, sabendo que ao falar a verdade em amor é que crescemos em tudo em Cristo que é o cabeça (Ef 4.15), então eu aceito correr o risco. Vou tentar expressar esta honestidade de maneira sincera e controlada de acordo com as percepções que eu tenha das circunstâncias.

3. O pacto da transparência (Rm 7.15-25) - Prometo me empenhar para me tornar uma pessoa mais aberta, contando meus sentimentos, minhas lutas, minhas alegrias e minhas dores para vocês da melhor maneira possível. A intensidade com que vou fazer isso tem como implicação o fato de que não vou conseguir nada sem vocês. Digo isto para afirmar o valor de vocês para mim como pessoas. Em outras palavras, eu preciso de vocês.

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4. O pacto da oração (2Ts 1.11-12) Eu faço um pacto de orar por vocês regularmente, crendo que nosso amado Pai deseja que oremos uns pelos outros e peçamos pelas bênçãos de que todos precisamos. Não serei um ouvinte passivo; escolho ser um participante espiritual, entrando na situação de vocês, e auxiliando-os a levar os fardos em oração.

5. O pacto da sensibilidade (Jo 4.1-29) Assim como desejo ser conhecido e compreendido por vocês, faço o pacto de ser sensível a vocês e às suas necessidades da melhor maneira possível. Vou tentar ouvi-los e sentir o que se passa com vocês, e procurar tirar vocês do abismo do desânimo e isolamento. Vou procurar evitar seriamente dar respostas simplistas para as situações difíceis nas quais vocês se encontrarem.

6. O pacto da disponibilidade (At 2.47) Aqui estou se precisarem de mim. Tudo o que tenho tempo, energia, entendimento, bens está à disposição de vocês, se precisarem, até o limite dos meus recursos. Dou essas coisas a vocês, sem quaisquer outras exigências.

7. O pacto da confidencialidade (Pv 10.19; 11.9-13; 12.23; 15.4; 18.6-8) Prometo manter em segredo tudo o que for compartilhado dentro da célula, de modo a proporcionar uma atmosfera de confiança, necessária à transparência. Entendo, no entanto, que essa confidencialidade não proíbe o meu líder de célula de compartilhar informações adequadas ao meu pastor. Entendo que os líderes e líderes auxiliares trabalham sob a supervisão pastoral. Como resultado disso, devem prestar contas ao pastor desta igreja, o qual, por sua vez, presta contas ao Pastor maior, Jesus Cristo, nosso Senhor (Hb 13.17).

8. O pacto da prestação de contas (Ez 3.16-21; Mt 18.12-20) Dou a vocês o direito de me questionar, confrontar e desafiar em amor, quando eu estiver falhando em relação à minha vida com Deus, família, devocional, crescimento espiritual em geral. Confio que vocês serão guiados pelo Espírito Santo quando assim o fizerem. Preciso de sua correção e repreensão de modo a aperfeiçoar meu ministério dado por Deus no meio de vocês. Faço o pacto de não reagir.

9. O pacto da assiduidade (Lc 9.57-62; Hb 10.25) Não entristecerei o Espírito Santo nem impedirei o seu trabalho na vida dos meus irmãos pela minha ausência às reuniões, exceto em caso de emergência. Somente com a permissão dele, em oração, vou considerar a ausência uma possibilidade. Se estiver impossibilitado de comparecer por qualquer razão, em consideração, comunicarei ao meu líder para que todos os membros da célula saibam por que estou ausente, possam orar por mim e não tenham maiores preocupações comigo.

10.O pacto da multiplicação (Mt 25.31-46) Faço o pacto de encontrar meios de me sacrificar por aqueles que se encontram fora da igreja, da mesma forma como fiz a aliança de me sacrificar por vocês, meus irmãos e irmãs. Darei o máximo para trazer dois ou três incrédulos para a minha célula, durante o seu ciclo de vida. Quero fazê-lo em nome de Jesus para que outras pessoas sejam adicionadas ao Reino de Deus, por amor a ele.

11.O pacto do trabalho em equipe (Mc 10.13-16) Reconheço que as crianças são membros ativos do Corpo Vivo de Cristo e que exercem dons e ministérios na vida comunitária da igreja. Assumo o compromisso de ser exemplo e me envolver no ensino dos meus filhos e dos filhos de meus irmãos. Entendo que a paternidade responsável é dada por Deus aos pais e responsáveis para que as crianças se desenvolvam de forma saudável, crescendo na mente, no corpo e em graça diante de Deus e dos homens como Jesus cresceu (Lc 2.52).

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O ENCONTRO DA CÉLULA

Alguns lembretes para o encontro da célula:

1. Coloque as cadeiras em forma de círculo.

2. Apresente os visitantes.

3. Use uma forma de quebra-gelo.

4. Testemunhe alguns motivos de louvor.

5. Ministre a Palavra para aquele encontro.

6. Facilite a conversa no compartilhamento.

7. Compartilhe a visão da célula.

8. Ore pelas pessoas necessitadas.

9. Faça um apelo para salvação

10. Comece ou termine com um lanche.

O Encontro da Célula acontece em quatro estágios, facilmente lembrados nos quatro “Es”:

ENCONTRO

Quebra-gelo

Bem-vindo

EXALTAÇÃO

Adoração

Adoração

EDIFICAÇÃO

Edificação

Palavra

ENVOLVIMENTO

Compartilhando a visão

Ação/Obras

É muito importante que os participantes se envolvam na vida da célula tanto social quanto espiritualmente. O formato sugerido a seguir é um bom método para se conseguir isso:

ESTÁGIOS DO

DINÂMICA

DINÂMICA

DINÂMICA DA VIDA EM CÉLULA

ENCONTRO

ESPIRITUAL

EMOCIONAL

ENCONTRO

Pessoa para pessoa Você para mim

Construindo

Conhecendo uns aos outros: Contando sua história

(Bem-vindo)

Relacionamentos

EXALTAÇÃO

Pessoa para Deus Nós para Deus

Fortalecendo

Afirmação:

(Adoração)

Relacionamentos

Resolvendo conflitos

EDIFICAÇÃO

Deus para a pessoa Deus para nós

Trabalhando os Relacionamentos

Estabelecendo alvos:

(Palavra)

Comunidade

ENVOLVIMENTO

Pessoa para pessoa Deus por meio de nós

Construindo novos Relacionamentos

Alcançando outros:

(Ação/Obras)

Multiplicação

1º Estágio: O quebra-gelo (Encontro). O quebra-gelo é uma atividade que ajuda a pessoa a tirar a atenção de si mesma para se sentir à vontade com os outros. É importante que todos falem sobre o tópico escolhido antes de passar adiante. Como facilitador, faça a primeira pergunta e responda você mesmo em seguida. A sua resposta dará o tom para todos os outros. Se você é breve, os outros serão breves. Se você responder longamente, outros também o farão. Não gaste mais de um minuto por pessoa com cada pergunta.

As perguntas de apresentação são do tipo: Onde você mora? Quantos irmãos você tem? O que você faz? Quem é a pessoa mais próxima de você? Quando foi que Deus se tornou mais que uma palavra para você? Nenhuma das perguntas expõe a intimidade da pessoa. Cuidado para não parecer triste ou melancólico, faça um rodízio, deixando um irmão responsável pelo quebra-gelo de cada encontro, seja positivo! Tenha uma palavra de fé!

OBJETIVO: Interação você para mim ATIVIDADES: Sucos e perguntas/dinâmicas ATMOSFERA: Não infantil nem ameaçadora DURAÇÃO: Aproximadamente 10 minutos

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2° Estágio: Adoração (Exaltação). O foco agora se move das pessoas para o Senhor. O líder precisa ter intensidade no Senhor. Onde não há instrumentos musicais ou uma grande multidão, as pessoas tendem a ser frias e superficiais. O líder precisa também ser exemplo de espontaneidade, incentivando os irmãos a fazerem o mesmo. Ele deve ser o primeiro a cantar, a dançar, a gritar, a erguer as mãos, a se prostrar, a cantar um novo cântico e tudo o mais. Os mais novos aprendem pela imitação. Se não há músicos na célula, o louvor pode ser feito sem acompanhamento, desde que haja alguém com voz forte e firme. Caso contrário, é melhor usar um CD e acompanhar a reprodução do cântico.

ORIENTAÇÕES PARA O DIRIGENTE

1. Procure dirigir o louvor, e não apenas anunciar os cânticos.

2. Providencie folhas escritas com os cânticos, em cada encontro.

3. No começo da estrofe, antecipe-se uma fração de segundo, para dar segurança aos irmãos.

4. Mantenha o controle do louvor. Não se perca na sua própria adoração; você está liderando.

5. Mantenha os olhos abertos e atentos ao ambiente.

6. Evite exortar o povo para ser mais expressivo.

7. Evite cânticos com movimentos, quando ainda não houver um ambiente no louvor.

8. Estimule e dê liberdade para expressões físicas no louvor.

9. Não pregue sermões entre cada cântico, nem faça comentários sobre cada um deles.

10. Não use o mesmo cântico em demasia.

OBJETIVO: Interação nós para Deus ATIVIDADES: Louvor e adoração ATMOSFERA: Reverência e gratidão DURAÇÃO: Aproximadamente 20 minutos

3° Estágio: Edificação. O foco agora se move para as necessidades das pessoas presentes. No momento do ensino da Palavra, o líder precisa ter clareza sobre a diferença entre uma escola e uma família. A célula é para ser família. O alvo não é fazer um treinamento, mas ministrar vida. Aqui não há lugar para discussões teológicas ou doutrinárias. O alvo da ministração na célula é a prática da Palavra e não o ensino teológico. Tenha bom humor, relate experiências pessoais, motive as pessoas mostrando as vantagens de se obedecer a Palavra de Deus. Seja breve e específico!

OBJETIVO: Interação Deus para nós ATIVIDADES: Encorajamento e compartilhamento ATMOSFERA: Dependência do Espírito Santo e atitude de servo DURAÇÃO: Aproximadamente 40 minutos

O período de compartilhamento é fundamental para a edificação dos membros da célula. O líder deve pedir que cada irmão compartilhe o que Deus falou com ele durante a ministração da Palavra ou algo que tem acontecido em sua vida nesses dias. O alvo é que cada um fale o que ouviu de Deus, e se está ou não praticando o que foi ministrado. Todos devem falar.

DIRETRIZES PARA O COMPARTILHAMENTO DA PALAVRA

a) Não pressione ninguém a orar, falar ou compartilhar. Estimule as pessoas, mas não as pressione. Isso pode afastá-las do grupo.

b) Não deixe que os irmãos aproveitem a oportunidade para falar de assuntos irrelevantes. Cada um deve compartilhar somente o que Deus falou consigo através da Palavra ministrada no dia ou sobre algo que ele está enfrentando em sua vida prática.

c) Estimule o compartilhamento de problemas e lutas pessoais com o grupo. Onde há honestidade os vínculos são firmados. Tenha o bom senso de perceber os limites de detalhes das confidências compartilhadas.

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d) Todo testemunho deve ser para edificar e motivar o grupo. Desestimule toda palavra negativa e pessimista.

e) Nunca permita discussões doutrinárias. O momento não é para debater doutrina, mas para relatar vivências pessoais.

f) Não deixe que uma pessoa monopolize esse tempo falando excessivamente.

g) Não permita que um irmão exponha a falha de outro. Cada um deve falar somente dos seus próprios pecados, suas próprias lutas e fracassos.

h) Não tente ter todas as respostas. Uma vez que alguém faça uma pergunta, não se julgue na obrigação de ter que dar uma resposta. Caso não saiba, diga que vai perguntar ao seu pastor e depois trará a resposta ao grupo.

i) A regra geral para o líder é: esteja sempre alegre e bem humorado nas reuniões. Isto libera a tensão, relaxa o corpo e descansa o nosso espírito. Todo o grupo se ressente de um líder constantemente melancólico ou estressado.

j) Lembre-se sempre de deixar o Espírito Santo dirigir a reunião. Deus pode usar alguém nesse momento de compartilhamento e dar uma virada na reunião. Seja sensível a isso.

A melhor forma de conduzir o compartilhamento é fazendo perguntas. As pessoas estão mais interessadas no que elas têm a dizer do que no que elas têm de ouvir. Por isso, a melhor forma de estimular o compartilhamento na célula é fazendo perguntas. No final de cada Palavra, escreva algumas perguntas para facilitar o compartilhamento do grupo.

Perguntas envolvem as pessoas, edificam relacionamentos, e nos ajudam a descobrir as necessidades da célula. Todo líder de célula precisa ser um especialista na arte de formular perguntas. Boas perguntas são amplas, não inibem a resposta, estimulam a honestidade, e produzem novas perguntas

A honestidade na célula. Um dos objetivos do compartilhamento é que as pessoas possam também abrir eventuais dificuldades pessoais e buscar ajuda no grupo. Somos perdoados quando confessamos nossos pecados a Deus; mas somos curados quando também confessamos aos nossos irmãos.

Sua tarefa como líder de célula é criar um ambiente onde as pessoas possam ser honestas e encontrar ajuda para sua dificuldade. Procure eliminar toda barreira à honestidade em sua célula. Estimule um ambiente adequado, que valorize as pessoas e suas necessidades, ensine as pessoas a serem sensíveis com alguém em dificuldade, compartilhando também algo pessoal. Não permita, na célula, a presença dos “amigos de Jó”, aqueles que só enxergam pecados nas fraquezas dos outros. Sobretudo, não permita inconfidências. Uma das maiores barreiras à honestidade é o medo das fofocas. Se as pessoas perceberem que algum membro da célula não é confiável elas jamais se abrirão ali honestamente.

4º Estágio: Envolvimento. O foco aqui é Deus por meio de nós. Todos devem orar pelas necessidades uns dos outros, a visão da célula deve ser compartilhada, e o evangelismo enfatizado. No primeiro encontro da célula, o líder da célula deve orientar todos os membros a fazerem a lista dos incrédulos. Isso vai incluir membros da família, vizinhos, colegas de trabalho. Essa lista deve ser entregue ao líder e ele fará uma cópia das relações de nomes. No encontro seguinte a lista geral é distribuída a todos. Aqui se conversa sobre a situação dos incrédulos, planejamento, apresentação do diagrama de João 3.16 e As 4 Leis Espirituais.

OBJETIVO: Interação Deus por meio de nós (dentro e fora da célula) ATIVIDADES: Estratégias de evangelização, batalha de oração, intercessões ATMOSFERA: Obediência ao Espírito Santo e atitude de servo DURAÇÃO: Aproximadamente 20 minutos

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ESTÁGIOS DE UMA CÉLULA

Normalmente, uma célula passará por quatro fases: comunhão, edificação, evangelismo, e multiplicação. A duração média de uma célula fica entre seis meses e um ano, quando obrigatoriamente terá de se multiplicar.

Estágio da comunhão (primeiras 4 ou 6 semanas). O alvo neste período é produzir vínculos e relacionamentos de comunhão. Os eventos sociais devem ser mais freqüentes, para que as pessoas se conheçam e criem intimidade entre si. Será necessário dedicar pelo menos um mês inteiro para isso, até que haja afinidade entre os irmãos. O processo pode ser acelerado, se for programado um retiro de final de semana. As pessoas devem se sentir incluídas na célula, expressando seus pensamentos e sentimentos nas decisões e nos momentos de comunhão. O membro deve ter bem claro que tipo de compromisso se espera dele na célula. O membro da célula deve saber que somos uma igreja em células.

Estágio de Edificação (do segundo ao quarto mês). Esse é o estágio de conflito na vida da célula, no qual os relacionamentos terão de passar do nível social para o pessoal. Nesse momento, é natural a ocorrência de conflitos nos relacionamentos. Não pense que, com isso, a célula está decaindo; na verdade, é um grande avanço, pois mostra que já não são indiferentes uns aos outros. Espera-se que nessa fase o grupo esteja razoavelmente vinculado, com pessoas ministrando a Palavra, pois cada crente é um ministro; e haja boa participação em compartilhar. O líder deve levar o líder auxiliar para a reunião mensal de supervisão.

Estágio de Evangelização (depois do quinto mês). Nessa fase os membros da célula se tornam livres para se expressar, se comprometer e falar abertamente. Nesse tempo a célula se torna um verdadeiro purê de batata, o relacionamento sai do nível pessoal para o comunitário. Nesse estágio a célula corre o risco de ficar embriagada consigo mesma. Se não for enfatizada a visão da multiplicação, a célula pode se estagnar. Se acontecer de a célula não sofrer uma crise de multiplicação, é porque a visão não foi assimilada apropriadamente. Projetos de oração e jejuns devem ser comuns nessa fase. Os eventos-ponte precisam ser centralizados na vida da célula! É intolerável uma célula sem um líder em treinamento nesse período. A bênção da multiplicação deve ser enfatizada.

Estágio da Multiplicação (ou finalização). O tempo de vida de uma célula será de seis meses a um ano. Qualquer célula, que não se multiplica depois disso, poderá se estagnar, perder seu dinamismo e, até, morrer. Cada membro deve saber desde o início, que toda célula tem uma finalização. Isso acontece com a multiplicação. As duas células resultantes da multiplicação são duas novas células, e devem passar novamente por todos os estágios.

Princípios enfatizados. Esse é um tempo de celebração. O líder deve ajudar os membros a verem a multiplicação como uma ocasião de alegria para todos os envolvidos. A multiplicação deve ser planejada. Espera-se que o líder auxiliar tenha tido oportunidade de realizar todas as tarefas de um líder, ao lado do líder da célula. Se for necessário, ministre esse treinamento de células para o líder em treinamento para reafirmar a visão.

Atividades constantes em todas as fases de uma célula

Preencha a ficha de avaliação mensal da célula e apresente ao pastor.

Envie todos os novos convertidos ao Encontro.

Novos membros vindos de outras igrejas só serão recebidos depois de oito encontros.

Os eventos-ponte devem acontecer mesmo quando a célula ainda é um bebê. Planeje-os.

Esteja sempre atento a gerar novos líderes.

Cada líder deve estar consciente de sua responsabilidade em indicar ou retirar qualquer membro da sua célula de qualquer dos ministérios da igreja, conforme a qualificação dele.

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CARACTERÍSTICAS DE UMA CÉLULA FORTE

“Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma” (1Ts 1.8).

Existem três princípios espirituais tão básicos e fundamentais que são a chave para o crescimento de qualquer pessoa em qualquer circunstância, seja na célula, na vida espiritual, familiar, ou profissional. Estes três princípios são: compromisso, disciplina e relacionamento.

Compromisso. Todo crescimento começa com compromisso. Nós somos o que nos comprometemos a ser. Nossa igreja será conhecida pelo nível de compromisso que tivermos como membros. O líder de célula e seus membros precisam se comprometer com Deus e com

o seu propósito, se desejam ver a célula se multiplicando. Uma célula comprometida com Deus

e com a igreja, com certeza se multiplicará. Portanto, precisamos ter compromisso com Deus, com a igreja, com os líderes, e com a visão celular.

Disciplina. Alguém já disse que “o futuro pertence ao disciplinado”. A palavra disciplina tem a mesma raiz da palavra discípulo. Crentes maduros e disciplinados são chamados de discípulos. Quanto mais disciplinado eu me torno, mais Deus me usa. Os nossos hábitos são formados por disciplina e repetição durante certo tempo. Depois que os hábitos são formados, eles dificilmente são removidos. A Bíblia diz: “Exercita-te, pessoalmente, na piedade” (1Tm 4.7). Precisamos colocar Deus em primeiro lugar com o nosso tempo (Mc 1.35), dinheiro (1Co 16.2), e relacionamentos (Hb 10.25). Uma célula de pessoas disciplinadas nessas áreas, certamente vai se multiplicar.

Relacionamentos. Nossa personalidade foi formada pelo nosso relacionamento com nossos pais e irmãos. O mesmo acontece na vida espiritual. Crescemos quando nos relacionamos com pais e irmãos espirituais. Leia “O clamor por pais & mães espirituais” de Larry Kreider, Ministério Igreja em Células. Todos nós precisamos de um pai espiritual a quem possamos imitar e prestar contas, mas também de um irmão que possa caminhar conosco. Todavia, o crescimento só se completa quando temos um filho espiritual.

Uma célula saudável é estabelecida com um compromisso firme, que caminha de forma disciplinada e se relaciona entre si e com Deus dinamicamente.

PONTOS CRUCIAIS DE UMA CÉLULA SAUDÁVEL

1. Um líder forte. Líder forte é aquele que ora, jejua, se alimenta da Palavra e se enche do

Espírito Santo. A vida de oração do líder é o fator mais importante para a saúde e a multiplicação da célula. Líder forte é aquele que é determinado, perseverante e intrépido (At 4.13), “porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de

moderação” (2Tm 1.7). Ele deve ser como o rei Ezequias quando falou ao povo: Sede fortes e

corajosos, não temais, nem vos assusteis [

porque um há conosco maior do que o que está

com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras. O povo cobrou ânimo com as palavras de Ezequias, rei de Judá” (2Cr 32.7-8).

]

2. Trabalho em Equipe. O trabalho na célula é um trabalho em equipe. Quando todos

exercitam seus dons, a célula cresce saudável e se multiplica. Numa célula saudável, a pescaria é feita em grupo. Seus membros usam a rede (esforço coletivo), em vez de anzóis (esforço individual). Quanto mais a célula estreitar seus vínculos de amor e amizade, mais forte será!

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3. Alvos claros de multiplicação. Alvos claramente definidos e uma atuação bem-sucedida

da célula formam um elo fortíssimo! A célula forte tem uma data definida para a sua multiplicação. Com isso, todos trabalham e se esforçam para atingi-lo.

4. Pratica a visão de que cada crente é um ministro. Uma célula forte tem um ou mais

líderes em treinamento. Seu líder não recruta novos membros, mas novos líderes. Seu alvo prioritário é treinar outros líderes. Ali, todo líder em treinamento é um líder em potencial.

5. Evangelismo. Uma célula sem visitantes acaba por definhar ou voltar-se para si mesma,

numa comunhão doentia entre os membros. Novos convertidos trazem mudança, desafio e crescimento. Por isso, uma célula forte sempre tem novos filhos na fé.

6. Visitas. Se as pessoas vão à célula e não recebem uma visita dentro das próximas quarenta e oito horas, dificilmente voltarão. A visitação, é vital para a consolidação do novo convertido, mas também é importante para o crescimento e o fortalecimento da célula. Não pense que apenas os novos devem ser visitados, os membros também devem ser visitados pelo líder. Uma célula que visita é uma célula forte!

7. Multiplicação. O maior e mais evidente sinal de saúde de uma célula é o seu crescimento

e, consequentemente, sua multiplicação. Uma célula que não se multiplica revela membros espiritualmente enfermos. Há uma relação direta entre a saúde e a fecundidade da célula.

AMBIENTES DE UMA CÉLULA SAUDÁVEL

Uma célula saudável tem um ambiente diretivo. O líder diz o que se deve fazer, demonstra como se faz e leva cada membro a realizar o que ele fez, estimulando a participação de cada membro, no louvor, na oração, no evangelismo e nos eventos. Numa célula saudável o líder direciona o que fazer. Ao mesmo tempo ele é um facilitador. Ele não faz tudo na célula, mas deixa que os membros funcionem. Uma célula saudável é também um lugar de descontração e risos. Não possui qualquer tipo de formalidade. As pessoas precisam de um ambiente livre para se abrir. Existem dias difíceis, mas em geral o ambiente da célula é festivo. Ocasiões como aniversários, chás-de-berço, chás-de-panela, noivados, casamentos, e qualquer outro tipo de evento são motivos para um churrasco, uma pizza ou um jantar.

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ESTRATÉGIAS PARA CRESCIMENTO E MULTIPLICAÇÃO

Vamos considerar cinco estratégias básicas para o crescimento das células: oração de concordância, evento-ponte, encontro evangelístico, discipulado e visitas de consolidação. As quatro primeiras estratégias são usadas simultaneamente.

ESTRATÉGIAS PARA CRESCIMENTO

Oração de concordância. A oração de concordância acontece quando dois membros da célula se comprometem a orar e jejuar por duas, três ou mais pessoas durante trinta ou quarenta dias. No final desse período, as pessoas que receberam oração serão convidadas

para participar de um “evento-ponte” da célula, ou de uma reunião de celebração e colheita no

prédio da igreja. Jesus disse: “[

se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito

de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus” (Mt 18.19).

]

Evento-ponte. Um evento-ponte é um evento evangelístico. Cada célula deve realizar pelo menos um evento-ponte a cada mês. Esses eventos podem ser de muitos tipos: um jogo de futebol, um passeio no parque, um piquenique ou uma festa. O mais comum é fazer uma festa com comida, brincadeiras e um testemunho com apelo no final.

O planejamento é a chave para o sucesso de um evento-ponte. Deve ser decidido o tipo da festa, comida, onde será e quando irá acontecer. Depois disso, precisamos distribuir responsabilidades. Deixe as pessoas à vontade, criando um ambiente descontraído, conversando com elas. Antes dos comes e bebes, deve haver um testemunho. Deve ser breve e focalizado nas necessidades das pessoas, com apelo ou não, dependendo do ambiente.

Encontro evangelístico. Qualquer pessoa pode participar do “Encontro com Deus”, principalmente visitantes e não-crentes. Cada célula deve enviar duas ou mais pessoas para o Encontro, cada vez que for feito.

Discipulado. Cada novo convertido da célula deve receber um “discipulador” para acompanhá-lo; alguém mais velho na fé, que se responsabilizará por consolidá-lo na vida da célula. Os objetivos principais são a proteção do novo convertido e o estabelecimento de amizade dentro da célula.

Visitas de consolidação. Uma célula que não visita efetivamente, nunca se multiplicará. Os visitantes do culto de celebração no domingo e os visitantes da reunião da célula devem ser visitados durante a semana pelo líder e por todos os membros da célula.

Estabeleça um horário definido para fazer visitas. Esteja limpo e bem arrumado. Leve consigo uma Bíblia pequena. Saia em duplas. Deixe que apenas uma pessoa fale. Tenha uma atitude positiva e seja cheio do Espírito Santo. Seja gentil, cuidado com os clichês religiosos e nunca discuta com as pessoas que estiver visitando. Seja um bom ouvinte. Tenha cautela para entrar na casa. Mantenha o objetivo da visita. Use uma mensagem simples. Faça sempre um apelo no final. Convide-o para o culto de celebração e o encontro da célula. Dê a ele algum material da igreja e mantenha contato.

ESTRATÉGIAS PARA MULTIPLICAÇÃO

Multiplicação é o processo pelo qual uma célula se torna em duas, quando atinge 15 membros.

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Multiplicar-se é o alvo primário de cada célula. Ela começa normalmente com sete ou oito pessoas. E, se a cada dois meses, aproximadamente, ela alcançar uma pessoa, atingirá o alvo de multiplicar-se uma vez por ano. É um alvo perfeitamente alcançável! O líder deve apresentar o alvo para toda a célula e mostrar sua praticidade e simplicidade.

QUANDO A MULTIPLICAÇÃO NÃO É FEITA NO TEMPO CERTO

A célula precisa se multiplicar. Quando isso não acontece, virão as consequências: A reunião já

não é produtiva, os membros tornam turistas, a intimidade diminui, fica difícil encontrar espaço para reunir em uma casa, e pior, a célula pode morrer.

COMO É FEITA A MULTIPLICAÇÃO

Na multiplicação da célula, o líder mais experiente sai com a metade dos membros para formar outra célula. O líder mais novo fica com a outra metade da célula. A distribuição dos membros entre as células é feita pelo líder, com o auxílio do seu supervisor/discipulador, que deve acompanhar todo o processo.

FORMAS DE MULTIPLICAÇÃO

1. A multiplicação por tempo decorrido. Uma célula não deve demorar mais do que um

ano para se multiplicar, ainda que não tenha atingido o número de 15 pessoas.

2. A multiplicação em mais de duas células. Essa situação ocorre quando uma célula

cresce de maneira explosiva. Depois de consolidar os novos convertidos, é possível multiplicar.

CONSIDERAÇÕES PARA SE FAZER A MULTIPLICAÇÃO

1. Relacionamentos. Na distribuição das pessoas entre as duas novas células, os vínculos

pessoais dentro da célula devem ser considerados.

2. Localização geográfica. As pessoas que moram mais próximas umas das outras, devem

ficar na mesma célula.

A FESTA DA MULTIPLICAÇÃO

É o dia marcado para a multiplicação de uma célula. Esse dia não pode ser triste, pois é a celebração de uma vitória alcançada, de um tremendo alvo atingido. É uma ocasião para

comemorar, ouvir testemunhos, lembrar-se de momentos engraçados vividos juntos e receber

a bênção do supervisor.

A FESTA DA COLHEITA

É bom que as células se multipliquem numa mesma época do ano (normalmente no final do

ano). Isso deve ser feito com uma grande celebração, com fogos de artifícios, balões, danças, testemunhos e algum ato simbólico que nos faça lembrar uma grande colheita.

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A CÉLULA INFANTO-JUVENIL

“Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo:

Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava” (Mc 10.13-16).

AS CRIANÇAS ESTÃO SALVAS?

I.

Um precioso rapazinho Um dia ao pai foi falar:

“A Cristo entregar-me eu posso P‟ra minhas culpas lavar?

II.

“Filho meu, tão pequeno é você Espere um pouco, até quando crescer; Gente grande de Cristo precisa; Crianças „stão salvas, já deve saber”.

III.

Disse o pai ao precioso rapaz, Pressentindo um feroz temporal;

“Estarão as ovelhas seguras, Todas salvas em nosso curral?”

IV.

As crescidas, meu pai, sim, pois não! Os cordeiros, porém, deixei-os sair. Que importância haveria na fuga, afinal? Pequeninos, „stão salvos, já podem partir”.

1. O MINISTÉRIO DA PATERNIDADE RESPONSÁVEL

Paternidade responsável é o ministério de ensinar a criança a andar no caminho do Senhor exercida pelos pais ou responsáveis.

“Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” (Dt 6.4-9).

A educação não é instantânea. Não acontece da noite para o dia, mas é uma construção

contínua, para a vida toda. Os pais devem ensinar de Deus aos filhos em todos os momentos e circunstâncias da vida comum, sendo exemplos de vida cristã autêntica.

2. PROFESSOR OU FACILITADOR

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15).

O professor detém o conhecimento e o ensina. Mas seu conteúdo é estático e sem vida. Já o

facilitador, é aquele que facilita algo. Ele não dita conhecimentos. Ele apenas facilita o aprendizado de princípios bíblicos a serem vividos pelas crianças. Ele permite participações.

3. TRABALHO EM CONJUNTO

Os pais são os primeiros responsáveis pela educação da criança. Mas é também de cada pessoa que faz parte do corpo vivo de Cristo. A igreja coopera com os pais nessa missão. Estamos prontos para realizar o que Deus tem para a nossa vida e a vida de nossos pequeninos? Vamos repensar nossa prática educacional na igreja junto às crianças em coerência com os valores da igreja do Novo Testamento.

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COMO GUARDAR A VISÃO DE CÉLULAS?

Cada célula existe para se multiplicar. Então, como uma igreja de vencedores, é preciso que cada líder seja um guardião radical da visão, sendo radicais na prática de alguns valores: cada célula existe para se multiplicar, e todo líder deve fazer o TLC - Treinamento de Líderes de Células, além de defender os valores de uma igreja em células:

VALORES QUE PROTEGEM A VISÃO

1. As células são a base da igreja. A célula não pode ser confundida com dezenas de outras

organizações na igreja. Quando as células existem apropriadamente, todas as outras estruturas tornam-se desnecessárias e inválidas.

2. A célula com 15 pessoas deve se multiplicar. A tendência de uma célula que não passa

pela multiplicação, é cair na estagnação. A reunião torna-se muito parecida com o culto de domingo e os membros ficam acomodados.

3. A célula não deve perder o sentido de missão. A célula que vive voltada para si mesma

fracassa. Sem a intenção de ganhar os perdidos para Cristo, a célula perde a razão de existir.

4. A célula não deve ficar mais de um ano sem se multiplicar. Paulo disse: “Tudo faço

por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele” (1Co 9.23). Devemos

fazer tudo ao nosso alcance para o crescimento da célula.

5. As células não devem ser fechadas. Fechar uma célula é uma derrota. Todas as mudanças necessárias devem ser feitas para que uma célula não seja fechada.

6. A célula deve ter um líder em treinamento. O líder em treinamento é o DNA da célula.

É ele que vai reproduzir exatamente o padrão da célula. Não pode haver multiplicação sem um

líder em treinamento. Caso contrário a nova célula morrerá e errará na visão.

7. Uma única célula não deve se transformar em congregação. Uma congregação será

formada por um grupo de células numa determinada região, nunca por uma única célula que

se recusou a multiplicar. Nenhuma célula deve recusar a multiplicação.

8. Não permitiremos atividades que concorram com as células. No geral, as pessoas preferem os grandes eventos às reuniões da célula. É impossível conciliar atividades paralelas.

9. Não permitiremos células sem supervisão. Todo líder deve ter sobre si uma autoridade.

Alguém que não admite estar debaixo de autoridade também não está qualificado para exercer autoridade. Isso é proteção para o rebanho.

10. Não permitiremos pregadores de fora nas células. Apenas o pastor da igreja está habilitado para convidar pregadores de fora (isso inclui CDs e DVDs). Pessoas estranhas à visão de células costumam ensinar padrões diferentes e contrários ao ensino da igreja local.

VALORES INEGOCIÁVEIS

É necessário que tenhamos a visão de células clara em nossa mente. Quando tentamos edificar sem uma visão clara, negociamos facilmente valores vitais. A Bíblia diz: Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz” (Pv 29.18). Vamos enumerar alguns valores que são vitais para uma igreja em células:

Igreja Cristã Evangélica Reencontro Pr. Antonio Francisco da Silva 15-18/10/2009

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TREINAMENTO DE LÍDERES DE CÉLULAS E LÍDERES EM POTENCIAL

1. As células são a coluna da nossa igreja. Não se trata de uma estratégia, mas de um

novo paradigma. Em nossa igreja, tudo é feito a partir das células:

Só pode se batizar quem estiver firme em uma célula,

A ceia é celebrada mensalmente para os que estão nas células.

Um membro só pode fazer parte de um ministério com a recomendação do seu líder.

Um membro só recebe ajuda social com a recomendação do seu líder.

Só consideramos membros aqueles que estão participando de uma célula.

Para alguém ser recebido como membro da igreja, primeiro deve se integrar na célula.

A função mais destacada em nossa igreja é a função de líder de célula.

2. Nenhuma atividade deve concorrer com as células. Nunca permitiremos que as programações especiais na igreja atrapalhem as reuniões das células. Essas jamais serão canceladas. Agindo assim todos percebem qual é a nossa prioridade.

3. As células se reúnem semanalmente. Nossas células não se reúnem eventualmente. A

cada semana nos encontramos para renovar nosso compromisso, cultuarmos a Deus juntos e sermos supridos pela vida do corpo.

4. Edificamos células, não apenas cultos nos lares. A célula é mais que uma reunião na

sexta-feira, mais que um evento, é um estilo de vida. Quando entendemos isso, ela passa a

acontecer todos os dias da semana. A reunião é apenas um elemento da vida em comunidade.

5. Cada crente é um ministro e deve se tornar um líder. Na igreja em células resgatamos

o sacerdócio universal dos crentes (1Pe 2.9). Cremos que todos podem pregar, ensinar, expulsar demônios, orar com os enfermos, e fazer tudo o que for necessário para a edificação

do Corpo. Faz parte de nossa visão que cada membro seja um líder de célula.

6. Todo membro é equipado e treinado para o serviço. Cada líder de célula deve antes

passar pelo TLC Treinamento de Líderes de Células, para compreender o que é ser líder.

7. Cada célula existe para se multiplicar. Quando a célula funciona de acordo com a visão,

ela se multiplicará espontaneamente. Uma célula que não se multiplica está fora da visão.

8. As células são a própria igreja. Não somos uma igreja na qual as células são apenas

departamentos e programas existentes ou uma dentre as muitas opções dentro da igreja.

Célula não é mais um ministério na igreja. Somos uma igreja em células.

9. Cada nível de liderança possui um discípulo auxiliar. O líder auxiliar não é apenas um

ajudante do líder, ele é um aprendiz, um discípulo. Ninguém será um auxiliar eternamente, seu destino é tornar-se um líder. Esse é o segredo do sucesso na visão de células: todos os líderes estão treinando discípulos!

10. Toda liderança está debaixo de cobertura e supervisão. Não existem líderes independentes em nossa igreja. Todos devem prestar contas a um outro líder, no nível acima de autoridade. Pessoas que não se submetem ao seu nível de liderança estão demonstrando que são desqualificadas para liderar entre nós. O bom líder é um bom liderado.

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TREINAMENTO DE LÍDERES DE CÉLULAS E LÍDERES EM POTENCIAL

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DICAS PARA LÍDERES DE CÉLULA

DICAS DE LIDERANÇA

1. Você trabalhará melhor se planejar. Faça planos para sua célula no começo de cada mês.

2. Faça uma lista de bons livros. Leia-os durante o ano. Peça orientação ao seu líder.

3. Marque a data da multiplicação de sua célula. Divulgue a data para a célula com confiança.

4. Estimule a todos para que participe do TLC Treinamento de Líderes de Células.

5. Seja fiel e coerente com a visão celular da igreja.

6. Tenha uma atitude positiva e confiante em Deus! Pessoas desejam andar com vencedores.

7. Aprenda a suportar as pressões que vêm! Não se deixe intimidar pelo inimigo! Ore e visite.

8. Aprenda com os fracassos. Eles são momentâneos. A vitória permanece.

9. Creia na multiplicação da célula. Fomos criados fecundos para a multiplicação (Gn 1.28).

10. Ame os membros da célula. Trate-os como vencedores, e eles responderão como tais.

11. Nunca despreze seu tempo devocional. É assim que você adquire autoridade espiritual.

12. Valorize sempre o encontro da célula. Reuniões vivas são explosivas e tocantes.

13. Não busque a multiplicação apenas por realização pessoal ou por vaidade.

14. Delegue funções e responsabilidades para cada membro da célula.

15. Não olhe para os seus próprios recursos. Dependa do poder de Deus para a multiplicação.

16. Ter um líder auxiliar é vital para a multiplicação da célula.

17. Treine o novo líder. Depois de cada reunião troque idéias com ele sobre o que aprenderam.

18. Trace todas as estratégias da célula com o novo líder. Permita que ele dê sugestões!

19. Quando achar que o novo líder está pronto, deixe-o dirigir reuniões da célula.

20. Avalie a forma como ele dirigiu a reunião. Elogie-o e realce os seus pontos fortes.

21. Durante o último mês, antes da multiplicação, deixe o novo líder dirigir a célula.

22. Deixe que os membros reconheçam o novo líder.

23. Sempre que for oportuno, deixe que o líder auxiliar veja você aconselhando alguém.

24. Ore com o novo líder. Façam jejuns e vigílias juntos. Deixe que ele o veja orando.

25. O líder de célula que não visita, dificilmente se multiplicará. Faça uma agenda de visitação.

26. O bom líder deve dá atenção a cada pessoa da célula, não se limitando a algumas pessoas.

27. O bom líder não é um mestre, um bom pregador, mas um perito na arte de se relacionar.

28. Não hesite em copiar de outros uma estratégia que funciona.

29. As pessoas aprendem fazendo. Envolva todos os membros da célula nas atividades.

30. Dê várias oportunidades às pessoas da sua célula. Não desista de alguém porque falhou.

31. Não tema o fracasso! Líderes bem-sucedidos aprendem com suas próprias falhas.

32. Admita fracassos diante da célula. Não oculte seus erros, e desculpe-se sinceramente.

33. Líderes de células bem-sucedidos vêem um líder em potencial em cada membro da célula.

34. Marque e divulgue a data da multiplicação de sua célula. Quem trabalha com alvos, vence.

35. Mantenha a visão da célula! Cada membro um ministro; cada casa uma extensão da igreja.

36. Enfatize o companheirismo, o discipulado, a adoração e o evangelismo.

37. Seja criativo, sem comprometer o Evangelho. Os criativos se multiplicarão!

38. Relembre os objetivos da célula com os membros, pelo menos uma vez por mês.

39. A célula conhece a Declaração de Propósitos da Igreja? “Trazer pessoas para Jesus

40. Lembre sempre a trilha do crescimento: Encontro, Batismo, TLC, Auxiliar, Líder de Célula.

41. O líder de célula tem a missão de pastorear sua célula.

42. Nunca isole a sua célula das demais. Ela faz parte de um rebanho maior.

43. O líder deve empregar tempo na célula para que ela cresça e se multiplique.

44. O poder da célula não está numa dinâmica de grupo, mas no poder do Espírito Santo.

45. O serviço do líder não se limita a uma noite por semana. Aperfeiçoe a sua liderança.

46. Jesus disse: “O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Ame doe-se.

47. Ao ministrar na célula, fale de coisas práticas. Fuja de assuntos estéreis.

48. Se você investir tempo para ouvir atentamente os membros da célula, eles o ouvirão.

49. Não permita membros ociosos na célula.

50. Forme nas crianças da célula uma mentalidade de líder vencedor.

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TREINAMENTO DE LÍDERES DE CÉLULAS E LÍDERES EM POTENCIAL

51. Suporte pressão. Um diamante é um pedaço de carvão que se saiu bem sob pressão.

52. Não deixe de fazer os relatórios. Nunca houve um campeão indisciplinado.

53. Distinga o risco que pode e não pode correr. Liderar é correr riscos com Deus!

54. As pessoas olham para você. Depois elas ouvem o que você diz. Cuide da sua aparência.

55. Reconheça os membros da célula, elogie-os e fale da importância deles para a célula.

56. Líderes e membros precisam saber que o compromisso é a base da expansão da célula.

57. A célula precisa olhar para dentro e para fora: edificar os de dentro e ganhar os de fora.

58. Nós nos tornamos o que nos comprometemos a ser. A multiplicação vem do compromisso.

59. Alguém só será membro da igreja depois de frequentar a célula e ser indicado pelo líder.

60. Membros de outras igrejas podem ser recebidos, mas nosso alvo são os não-crentes.

61. Não tenha medo de repetir a visão e o ensino. As pessoas demoram assimilar a verdade.

62. Conte com o apoio de seus líderes, mas não deixe de assumir seu compromisso na célula.

DICAS DE MULTIPLICAÇÃO

1. Classe social, idade, estado civil ou sexo não afetam na multiplicação de uma célula.

2. Seja você mesmo. Tanto os extrovertidos quanto os introvertidos, multiplicam suas células.

3. A multiplicação da célula não depende dos dons do líder.

4. Líderes que oram diariamente por seus membros têm maior probabilidade de multiplicação.

5. Líderes que gastam tempo em preparação para o encontro da célula se multiplicam mais.

6. Líderes que visitam de uma a três pessoas por mês, têm 60% de chances na multiplicação.

7. Líderes que contactam entre cinco a sete novas pessoas por mês, têm 80% de chances.

8. Líderes que visitam oito pessoas ou mais por mês, multiplicam duas vezes mais a célula.

9. Os líderes que preparam novos líderes dobram a capacidade de multiplicação da célula.

10. A relação entre visitar pessoas novas e visitantes na célula, mostra que visitar é melhor.

11. Fatores essenciais da multiplicação: devocionais do líder, evangelismo, trabalho em equipe.

12. Se um líder não visitar, ele terá poucas chances de multiplicar sua célula.

13. Fixar alvos aumenta em 75% a chance de multiplicação de uma célula.

14. Líderes que encorajam os membros a convidar visitantes semanalmente multiplicam mais.

15. Células que têm quatro ou mais encontros sociais por mês, multiplicam duas vezes mais.

16. Treinamento da liderança e encontros sociais são fatores sociais na multiplicação.

DICAS DE EVANGELISMO

1. Prepare um evento evangelístico (evento-ponte) especialmente para um segmento.

2. Use seus dons para evangelizar (ganhar almas).

3. Use o batismo do novo membro para fazer uma festa de testemunho para a família dele.

4. Que tal entrar numa sala de bate-papo na Internet para falar de Jesus?

5. Desenvolva um interesse real pelas pessoas. Assim, elas se abrirão para o Evangelho.

6. Não tenha receio de fazer apelos para que as pessoas creiam em Jesus.

7. Faça pelo menos um evento-ponte a cada dois meses. Planeje com oração e jejum.

8. Torne-se um servo de quem você quer atrair para Jesus. Faça algo por ele.

9. Ensine a célula a usar “As quatro leis espirituais”.

10. Faça um cartão personalizado da célula. Dê uma quantidade para cada membro distribuir.

11. Seja criativo na multiplicação da célula. Use as estratégias que o Espírito Santo mostrar.

12. Deixe uma cadeira vazia em cada reunião da célula e orem para que alguém a ocupe.

13. Não tenha receio de usar um velório como meio de evangelização.

14. Use as datas comemorativas para fazer eventos-ponte.

15. Anuncie constantemente o alvo da multiplicação para a sua célula.

16. Convide os visitantes dos cultos de domingo a noite para visitarem sua célula.

17. De vinte e cinco pessoas convidadas, apenas cinco ou menos se decidirão e permanecerão.

18. Faça jantares e piqueniques evangelísticos e festas. Jesus sempre comia com as pessoas.

19. Uma maneira de atrair a simpatia do bairro é fazer um dia de serviço para a comunidade.

20. Invista naquele tipo de peixe que você é capaz de pescar.

21. Você sempre vai atrair quem você é. Pregue para pessoas parecidas com você.

22. Lei do número máximo: Se você deseja quinze visitantes, convide pelo menos sessenta.

23. Ensine os membros da célula a não ficarem desanimados em ouvirem “não”.

24. Convide um amigo para a célula pelo menos uma vez por mês durante o ano. “Água mole

25. Estimule os membros a darem testemunho na célula. Isso abre o coração dos visitantes.

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TREINAMENTO DE LÍDERES DE CÉLULAS E LÍDERES EM POTENCIAL

DICAS DE CONSOLIDAÇÃO

1. Não é o que você sabe, mas como você se importa. Visite o novo convertido imediatamente

2. Se não puder visitar em 36 horas, dê um telefone ou mande uma mensagem.

3. Busque o novo convertido para o encontro da célula ou determine que alguém faça isso.

4. Valorize o momento do lanche. Ele pode ser a chave para consolidar o visitante.

5. 70% dos crentes que estão fora da igreja alegam que ninguém se importou com eles.

6. Não se esqueça de um visitante e não deixe que ele se esqueça de você.

DICAS DE ORAÇÃO

1. Leve cada membro a orar diariamente por três pessoas, em concordância, por um mês.

2. O tempo devocional do líder faz diferença. Ore diariamente pela célula.

3. Tenha um dia semanal para oração e jejum na célula. A multiplicação requer isso.

4. Faça cadeias de oração onde cada membro ora por uma hora e liga para o próximo da lista.

5. Faça caminhadas de oração com a célula pelas ruas de seu bairro.

6. Forme parceiros de oração na célula de dois em dois.

DICAS DE COMUNHÃO

1. Quanto mais rápido sua célula parecer uma família, mais rapidamente ela se multiplicará.

2. Procure criar um ambiente descontraído e alegre na célula. Evite o formalismo.

3. Aproveite todo evento para fortalecer a célula: chás-de-berço, casamentos, batismos

4. Crie eventos de comunhão pelo menos uma vez por mês.

5. Programe um dia de lazer com a célula em um parque ou outro lugar.

6. Que tal uma noite inteira só de brincadeiras.

7. Programe para que sua célula participe do culto de domingo com camiseta padronizada.

8. Façam especiais na celebração de domingo.

9. Na semana da Ceia repasse os compromissos de aliança na célula.

10. Não deixe que nenhum aniversário da célula passe em branco. Seja uma célula festiva.

11. Faça uma grande festa na data da multiplicação da célula.

12. Designe um discipulador para cada novo convertido da célula.

13. Se necessário, experimente usar um CD no louvor da célula.

BIBLIOGRAFIA

1. Bíblia Sagrada Revista e Atualizada, Sociedade Bíblica do Brasil

2. Manual da Visão de Células Aluízio A. Silva, Vinha Editora

3. Restaurando a Visão de Deus para a sua Igreja Ministério Igreja em Células

4. Implantando Grupos Familiares David Kornfield e Gedimar de Araújo, Editora SEPAL

5. Manual do Líder de Célula Ralph W. Neighbour Jr, Ministério Igreja em Células

6. Manual do Auxiliar de Célula Ministério Igreja em Células

7. Na Casa de Meu Pai Corrie Ten Boom, Editora Vida

8. www.celulas.com.br

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TREINAMENTO DE LÍDERES DE CÉLULAS E LÍDERES EM POTENCIAL

TREINAMENTO DE LÍDERES DE CÉLULAS E LÍDERES EM POTENCIAL Relatório Semanal das Células Célula nº: Auxiliares

Relatório Semanal das Células

Célula nº:

Auxiliares presentes:

Local da Reunião:

Término da Reunião:

Lição estudada hoje (nº e tema):

Líder:

,

Data:

,

Início:

/

/

Supervisor presente:

Membros Presentes à Reunião do Grupo

1.

 

8.

 

2.

9.

3.

 

10.

4.

 

11.

5.

 

12.

6.

 

13.

7.

 

14.

 

Novos Convertidos presentes ao grupo

1.

4.

2.

5.

3.

 

6.

 

Novas Pessoas Alcançadas Pelo Grupo (visitantes/convidados)

1.

4.

2.

5.

3.

6.

1.

Número de crianças presentes na reunião:

 

2.

Que nota de 0 a 10 você daria para cada parte da reunião do grupo? (Coloque “N”

para a parte da reunião não realizada).

A)

Encontro:

B) Exaltação:

C) Edificação:

D)

Evangelismo:

E) Pastoreio:

3. Qual dos seus auxiliares você confirmou em ação nessa reunião?

4. Você sentou-se com sua equipe para os 10 minutos de avaliação após a

reunião?

Avaliou também o casal que trabalhou com as crianças?

5. Dentre os membros do seu grupo quem são as pessoas que precisam de sua atenção pastoral durante a semana?

Como pretende fazer isso? (

) Visita (

) Telefonema (

) Convite para ir à sua casa

(

) Um bate papo após o culto no templo (

) Outro:

6.

Há algum comunicado urgente que precisa chegar ao conhecimento do

Coordenador Geral:

Qual:

7.

Qual foi o ponto alto na reunião do seu grupo essa semana?

8.

Qual foi o ponto baixo na reunião dessa semana?

9.

Quem foi o casal facilitador que trabalhou com as crianças na reunião?

Algum comentário?

10. Quem será o casal que trabalhará com as crianças na próxima reunião?

11. Onde será a próxima reunião:

Assinatura do Líder da Célula

Obs. Procure dar as respostas com um pouco mais de detalhes, explicando, por exemplo, o porque do ponto alto e baixo, etc.

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