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A FÍSICA

no BRPSIL

198r

A FÍSICA
no BRflSIL

SOCIEDADE BRASILEIRA DE FISICA

1987

SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA

DIRETORIA JULHO-1985 /JULHO-1987

Presidente Remayena Gazzinelli
Vice•Presidente Sergio Machado Rezende
Secretário Geral Humberto Siqueira Brandi
Secretário Gil da Costa Marques
Tesoureiro Artemio Scalebrin
Sec. Assuntos Ensino Luiz Carlos de Menezes
Sec. Adj. Ass. Ensino Arden Zylbersztajn

SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA
Instituto de Física da USP
Departamento de F (sita dos Materials e Mecânica
Caixa Postal 20.553
01000 - Siio Paulo • SP . Fone: (0111 815.5599. Ramal 222

JULHO 1987

RESPONSAVEIS PELO DOCUMENTO

COMISSÃO COORDENADORA

Sergio M. Rezende (Coord.Geral) — UFPE
Silvio R. Salinas — LISP
Gil da Costa Marques — USP
Alejandro S. Toledo — LISP
Paulo Sakanaka — UNICAMP

COMISSÃO TÉCNICA
MATÉRIA CONDENSADA FISICA NUCLEAR
Silvio R. Salinas — USP Alejandro S. Toledo — USP
Afonso G. Gomes • CBPF Giorgio Moscati - USP
Alaor S. Chaves — UFMG
Celso Pinto de Melo — UFPE
Eugenio Lerrter -- UFRJ FISICA NAS EMPRESAS
George Bemski — CBPF Felipe R. Barbosa — TELEBRAS
Humberto S. Brandi — PUC/RJ Frederico Dias Nunes — ELEBRA
Lia Amaral — USP Sergio Celaschi — TELEBRAS
Mário Engelsborg — UFPE
Oraciro R. Nascimento — IFCOSC
Roberto Luzzi — UNICAMP ENSINO DE FISICA
Spero P. Morato — IPEN Luiz Carlos de Menezes — LISP

FISICA DE PARTÍCULAS E
SUBAREAS CORRELATAS PLASMAS
Carlos Ourivio Escobar — LISP Paulo H. Sakanaka ICoord.l — UNICAMP
Erasmo Ferreira — PUC—RJ Darcy Diltenburg — UFRGS
Gil da Costa Marques — USP Iber# L. Caldas — USP
Jos@ Fernando Perez — USP Ricardo M. O. Galeão — USP—INPE
Juan Alberto Mignacn — CBPF
Mario Novell() — CBPF
Ricardo S. Schur — UFMG
Victor de Oliveira Rivelles — UnB

REVISAO E DIAGRAMAÇAO DATILOGRAF IA
Angela T. Weber Solange de Lucena Kreismann
Cilene Vieira
Maria Helena 53 Barre io

COPYR IGHT
by
Sociedade Brasileira de Física

Reservados os direitos da edicéo
Sociedade Brasileira de Física 1987
Printed in Recife, Brasil

Sociedade Brasileira de Física
S678f A física no Brasil. —S5o Paulo:
Sociedade Brasileira de F fsica, Instituto
de Física da USP, 1987.
455p.

ISBN 85-292.0001-2

1. FIr51CA—BRASIL—HISTÓRIA 2. FÍSI-
CA-1NVESTIGAÇIjES 3. FÍSICA—NUCLEAR
4. FISICA BIOLÓGICA I. Título

CDU-53 {81)

PeR—BPE

25 FÍSICA DAS PARTÍCULAS E SUBAREAS CORRELATAS 51 FISICA DA MATERIA CONDENSADA 75 FISICA DE PLASMAS 225 FISICA NUCLEAR 269 ENSINO DE FÍSICA 281 SITUAÇÃO DA FÍSICA NAS EMPRESAS 287 ENDEREÇOS DAS INSTITUIÇOES 293 . Índice APRESENTAÇÃO 9 VISAO GERAL DA FÍSICA 11 BREVE HISTÓRICO E DADOS SOBRE A FÍSICA NO BRASIL .

Infelizmente não foi possível fazer uma análise mais detalhada dos recur- sos financeiros investidos na Física brasileira. Este documento é o . estamos certos de que este documento será valioso pelas informações relevan- tes que contém. tendo sido solicitados aos grupos de pesquisa diretamente pelos coordenadores das comissões e através do Boletim n° 1 de 1986 da SBF. As informações dos grupos foram discutidas nas . Posteriormente as tabelas foram enviadas diretamente aos dirigentes das instituições para serem conferidas. flprefenta çã o . na elaboração das quais utilizamos dados e descrições contidas nos relatórios de • Avaliação e Perspectivas do CNPq de 1978 e 1982. como as Avaliações e Perspectivas do CNPq. Os dados foram obtidos através de correspondência e telefonemas. Também não foi possível promover reuniões para realizar uma avaliação global da Física e fazer projeções. O levantamento da SBF toi iniciado em novembro de 1985 e realizado em duas partes. Esperamos que ele estimule uma análise crítica mais profunda da Física e si rva de instrumento para um planejamento mais coerente de seu cres- cimento no Pais.feito através de comissões relatoras das éreas Mais relevantes da Física no Pais. Entretan- to. Esta pa rte geral está apresentada nas duas primeiras secções deste documento. Uma delas consistiu na obtenção de dados numéricos das insti- tuições para atualização das tabelas publicadas no Avaliação e Perspectivas do CNPq de 1982. coordenadas por físicos experientes. A outra parte constou do levantamento de dados quantitativos e qualitati- vos dos grupos de pesquisa Isto foi.resultado de um estudo quantitativo e qualitativo da Física no País realizado pela Sociedade Brasileira de Física Ao contrário de le- vantamentos anteriores. Este trabalho foi inicialmente realizado pelos secretários regio- nais da SBF. este traba- lho não foi encomendado pelo Governo tendo surgido da própria iniciativa dos físicos.

A CAPES financiou as reuniões das comissões relatoras e pa rt e do trabalho de impressão. O CNPq cobriu as despesas com a impressão final do documento.reuniões tópicas e nas reuniões anuais da SBF de 1986 e 1987. mas cer- tamente não faltaram solicitações públicas de colaboração feitas no Boletim e nas reuniões da SBF. o grau de detalhamento de cada relatório deve ser atribuído ao trabalho da comissão e não ao estágio de desenvolvimento da subárea no País. A partir dos da- dos e das discussões as comissões fizeram análises. aos funcionários da SBF e a todos que de alguma forma colaboraram na realização deste trabalho. 20 de julho de 1987 . os pesquisadores e estudantes destes grupos estão con- tabilizados nas tabelas das instituições. aos membros das comissões relatoras. projeções. Este é o caso das subáreas pequenas que não são objeto de estudo neste docu- mento. aos di- rigentes das instituições. f preciso ressaltar que os relatórios das diversas subáreas não estão com formato uniforme porque não foi possível promover discussões entre as várias comissões relatoras. A comissão coordenadora deste trabalho está ciente de que há grupos de Física no País cujas informações não estão contidas 'no presente documento. Assim sendo. Sergio M. Em todo caso. Esperamos que as falhas detectadas pela comunidade sejam comunicadas SBF visando melhorar futuras versões deste documento. A F INEP apoiou as reuniões tópicas e a reunião anual da SBF nas quais o traba- lho foi discutido. Ë possível também que tenha havido fa- lhas das comissões na identificação de todos pesquisadores das subáreas. Nesta oportunidade agradecemos aos secretários regionais da SBF. Finalmente desejamos agradecer as agências que financiaram este trabalho. Rezende Recife. e elaboraram reco- mendações para cada área.

VISÃO GERAL DA FÍSICA FÍSICA E A SOCIEDADE 13 OBJETO E MÉTODO DA FÍSICA 14 AREAS DA FÍSICA 15 AREAS INTERDISCIPLINARES 22 .

e através dele criar sistemas. no século passado. Como utilizer as descobertas cientificas apenas para o bem é um dos principais desafios da sociedade moderna e nessa discussão os fí- sicos podem desempenhar impo rt ante pape! esclarecedor. Infelizmente a Física tem possibilitado tanto algumas invenções que tornam a vida melhor e mais confortável. como a Química. possibilitou a invenção do transistor em 1947 e dos circuitos integrados no final da década de 50. o da condução eletrônica em semicondutores. numa variedade enorme de aplicações que afetam nossa vida diária. Além de abrir espaço para um grande desenvolvimento da Física e de ou- tros campos da ciência. Um deles. a do la- ser em 1960. utilizados atualmente para gerar energia elétrica e para produzir movi- mento. dispositivos e materiais artificiais que têm contribuído decisivamente para o progresso tecnológico. 13 . que levaram à invenção do gerador e do motor elétricos. Outra invenção. Essas invenções revolu• cionaram a eletrônica e abriram o caminho para a disseminação dos computado- res que estão transformando os costumes da sociedade. Virão Geral da Píica FÍSICA E A SOCIEDADE A F isica é o campo da ciência que investiga os fenômenos e as estruturas mais fundamentais da natureza. propiciou o advento das comunicações ópticas e está produzindo profundas modificações na eletrônica. mas com menor freqüência propi- ciaram a invenção do rádio. a Biofísica e a Astrofísica por exemplo. a mecânica quântica conduziu à descoberta de novos fenômenos. Ondas desta natureza. Essas mesmas investigações levaram à descobe rt a no século passado de que a luz é uma onda eletromagnética. quanto outras que podem destruí-la. Foram as investigações de físicos europeus sobre os fenômenos elétricos e magnéticos. do radar e dos sofisticados meios de telecomunicações que estão incorporados na sociedade moderna A descobe rt a da mecânica quântica na década de 1920 possibilitou a com- preensão detalhada da estrutura atômica e das partículas fundamentais da natu- reza. da televisão. O conhecimento acumulado neste campo tem possibilitado a humanidade compreender aspectos cada vez mais complexos da natureza.

A F ísica investiga des- de partículas subatómicas. A pesquisa experimental na Física Contemporânea exige alto grau de engenhosida- de e equipamentos especializados. que normal- mente recebem recursos diretamente dos órgãos financiadores. sendo as publicações científicas em geral assina- das por vários autores. em nível mais avançado. o método básico científico permanece. Contudo. suas leis e métodos são usados para o estudo da Terra. como elos de uma mesma corrente. A Física se encontra em estágio de grande vitalidade e quase toda a ativida- de atual de pesquisa é feita sobre temas inexistentes há cem anos. O processo cientifico moderno é complexo e dispendioso. e dos fenômenos que se passam em sua atmosfera. Ambos são indispensáveis ao progresso da Física. Apesar disso. e muitas vezes encontram aplicações na indústria e em outros campos da ciência. dos planetas e das galáxias. uma infra-estrutura adequada e acesso rápido aos resultados obtidos por outros pesquisadores. Por isso seu de- senvolvimento e manutenção dependem de decisões políticas do poder público. a complexidade dos equipamentos e da linguagem matemática das teorias tornou inevitável a divisão dos físicos em duas categorias: teóricos e experimentais. Raramente os físicos trabalham isoladamente. construindo e utilizando o equipamento para testar conjeturas geradas pelas próprias experiências ou sugeridas pelos teóricos. essas leis e métodos permitem uma descrição do Universo como um todo. Esses dois aspectos (a dificuldade em produzir e analisar os fenô- menos e o grande número de participantes do processo) do panorama científico contemporâneo estabelecem uma diferença importante entre a Física de nossos dias e a Física Clássica. O pesquisador moderno necessita de equipamento sofisti- cado. bem como a sua compreen- são e descrição em termos de leis as mais gerais possíveis. que. até fenômenos que envolvem grandes aglomerados delas. como a matéria ordinária. Com freqüência estes equipamentos são cria- dos e desenvolvidos pelos próprios físicos. apoio técnico de alto nível. A maioria de- les decorrentes de descobe rt a da estrutura atómica da matéria e sua compreensão por meio da mecânica quântica. planejando. na construção de teorias. Nessa escala. Isto tem levado a espetaculares su- cessos tecnológicos que suscitam grandes investimentos nesta área. por sua vez. Em geral pesquisadores. e com freqüência a colaboração científica extrapola os muros das instituições congregando físicos de vários locais ou até mesmo de paí- ses diferentes. que afetam de muitas maneiras toda a sociedade.OBJETO E MÉTODO DA FÍSICA Uma característica essencial da pesquisa em Física é a procura dos aspectos mais fundamentais das estruturas e dos fenômenos. 14 . Em uma escala maior. estudantes e técnicos de apoio trabalham congregados em grupos de pesquisa. Os experimentais realizando o contato concreto com os fenôme- nos. trabalham preponderantemente na elaboração de modelos abstratos para conjun- tos de fenômenos ou. por exemplo. Na Física de hoje muitos fenômenos estudados não fazem pa rt e de nossa experiência cotidiana. Nesse percurso do microcosmo ao macrocosmo passa-se de dimensões de 10 -15 m (raio do próton) até o tamanho de uma galáxia 11021m) ou do Universo (1025 m). em essência inalterado. átomos e moléculas. com a conse- qüência de que há atualmente um grande número de profissionais dedicados á pesquisa física. sendo necessárias condições muito especiais para produzi-los e analisá-los. e a criação de modelos para a sua Pvolução.

o elé- tron. a eletromagné- tica. Uma divisão frequente- mente utilizada 6 a seguinte: Física das Partículas Elementares Física Nuclear Física de Plasmas Física da Matéria Condensada Física Atómica e Molecular Física Geral e Física Clássica Areas Interdisciplinares A seguir apresentamos uma descrição resumida das principais características e objetivos dessas áreas Física das Partículas Elementares A Física das Partículas Elementares tem por objetivo a descoberta e a compreensão dos constituintes mais simples da matéria e das forças básicas que atuam entre eles. Os quarks são as partículas que compõem os hadrons denominação dada aos mesons (p. atualmente. ex. etc. o próton. Os prótons e neut ro ns foram considerados elementares por ce rca de 50 anos. Os leptons são. Os neutrinos não possuem carga elétrica e busca-se esclarecer se possuem ou não massa. Com tal definição em mente. porém.) e aos bárions (p. durante as duas últimas décadas. o muon. a Física investigada nos dias de hoje 6 subdividida em várias áreas distintas.. sobretudo. As partículas elementares. as leis básicas e princípios unificadores que forneçam um quadro racional dos fenômenos já conhecidos e possam prever fenômenos novos. Busca-se. por outro lado. o neutron. e elétrons. Existem quatro forças básicas na Natureza: a da gravitação.39. os leptons. força gravitacional 10 . Descobriu-se então que os átomos são cons- tituídos de um núcleo. O mediador da força eletromagnética é o fóton. Os elétrons.. os híperons. descobriu-se que os mesmos possuem ulna estrutura in- terna que pode ser descrita em termos de partículas mais simples chamadas quarks. são classificadas em três categorias. A intensidade com que essas forças atuam sob condições típicas é dada pelo valor de sua constante de acoplamento. Um dos objetivos 15 . que em unidades naturais tem os seguintes valores. força eletromagnética 10 -2 e força forte 1. formado por prótons e neutrons. até hoje não apresentaram indícios de pos- suir uma estrutura interna e portanto são considerados como partículas elemen- tares. etc. constatamos facilmen- te que o próprio conjunto das partículas elementares tem variado conforme a época histórica considerada. a interação fraca e força nuclear forte.AREAS DA FÍSICA Sendo um campo extremamente sofisticado da ciência. rho. Podemos caracterizar uma partícula elementar como sendo aquela que não apresenta estrutura interna. o muon e o tau pos- suem carga elétrica e massa. ex. 0 elétron. Os bosons de gauge são partículas mediadoras da interação entre os quarks e os leptons. o teu e seus respectivos neutrinos. os quarks e os bósons de gauge (ou de calibre). Os átomos foram considerados os constituintes mais simples da matéria por longo tempo.). os mesons pi. força fraca 10' 5 .

Na Física das Partículas Elementares as experiências consistem basicamen- te na observação dos resultados das colisões entre partículas. As experiências e as teorias até agora desen- volvidas revelam que o núcleo tem um rico espectro de modos de excitação. elétrons. Pesquisas teóricas em Fenomenologia de Partículas e em Teoria Quinti- ca dos Campos são desenvolvidas por diversos grupos do Pais. está havendo. A Física de Partículas tem quarenta anos de tradição no Brasil. Além disso. Já existe uma teoria unificada das interações eletromagnéticas e fra- cas. Esta coopera- ção é essencial para a atividade de pesquisa em Física de Partículas e Teoria de Campos tanto teórica como experimental. típico da matéria condensada. nas 16 . estudo de interações entre núcleos e núcleons ou outros núcleos. e a interação de nú- cleos ou radiações nucleares com a matéria. Em conseqüência. uma certa emigração de pesquisadores para áreas limítrofes. existem poucos laboratórios no mundo em condições de realizar experiências de vanguarda nessa área. A ausência de uma maior atividade experimental se constitui no grande empecilho a um maior desenvolvimento desta subárea. nem como um sistema de muitos corpos. Por estas razões. a fim de obter in- formações a ce rca de suas interações. Isto faz com que a cooperação científica internacional seja essencial para a pesquisa nesta área. como os elé- trons das camadas atômicas. e deve ser considerada como requisito básico para a manutenção do bom nível científico nessas pesquisas. o estudo das interações entre núcleos e outras particulas. como a Relatividade. Os problemas da Física Nuclear são caracterizados pelo fato de que a inte- ração entre núcleons. Física Nuclear Compreende o estudo da estrutura de núcleos nos estados fundamentais e excitados. Devido à necessidade de um aporte apreciável de recursos financeiros para a construção de grandes aceleradores de partículas. tendo dado relevantes contribuições tanto em problemas teóricos como em descobertas experimentais. A extensão do estudo de interações nuclea- res até energias mais altas e a sistemas mais complexos. responsável por sua agregação em núcleos.básicos da pesquisa nesta área é a obtenção de modelos que unifiquem todas as interações. os quais têm con- seguido manter razoável intensidade de cooperação internacional. mésons. contrastando fortemente neste senti- do com a Física Atômica. Atualmente o País conta com poucos grupos expe ■ irílentais nesta subárea. etc. como à informação sobre a estrutura do núcleo assim obtido. tanto no que diz respeito á natureza da interação envolvida. Quase todas as experiências nessa área são efetuadas utilizando-se aceleradores que produzem feixes de particulas de alta energia que são utilizados para o estudo de colisões com alvos adequados. a estrutura do núcleo e suas interações po dem ser classificadas teoricamente. tais como fótons. por exemplo. Gravitação e Cosmologia. Descobertas recentes na teoria das partículas tem levado a pistas importantes para a compreensão da origem do universo. ainda é conhe- cida somente em termos fenomenolbgicos. como.mas ainda não há um esboço satisfatório de uma teoria de unificação de to- das as forças. O esforço para a compreensão das pa rt iculas elementares tem ex- trapolado para áreas tradicionalmente distantes. a estrutura nuclear não é caracterizada nem como um problema de poucos corpos quase independentes. que ainda desafia as explicações teóricas.

interação de partículas com onda. Por outro lado a Física da Matéria Con- densada tem uma enorme quantidade de aplicações na tecnologia moderna. Uma análise das suas conseqüências para nossa socieda- de. em dispositivos para pesquisa de fusão nu- clear. no espaço interplanetário e intersideral. O estudo desta área no Brasil só foi iniciado na década de 70. os circuitos integrados. 17 . instabilidades. que pro- cura a explicação detalhada de propriedades e fenômenos da matéria condensada a partir dos conceitos e das equações fundamentais da mecânica quântica e da física estatística.interações entre núcleos complexos acima da barreira coulombiana. Atualmente. é a área de Energia Nuclear. revela novos e fascinantes modos de excitação. transcende a este documento. Uma área onde o impacto de Física Nuclear transcende as fronteiras das Ciências Exatas. equilíbrio e sua estabilidade. ou estados de equilíbrio destas partículas. Em particular. elétrons ou ions. aquecimento e propriedades de transporte. turbulência e caos. Física da Matéria Condensada A Física da Matéria Condensada investiga os estados da matéria em que os átomos constituintes estão suficientemente próximos e interagem simulta- neamente com muitos vizinhos. são tratadas questões como confinamento de plasma. as principais ferramentas da Física Nuclear são os acelerado- res: aceleradores eletrostáticos para baixa energia e ciclotrons. os microprocessadores. óp- ticas. foi a pa rt ir de investigações nesta área que surgiram grandes inovações tecnológicas como os transistores. na corona so- lar. mas certa- mente a Energia Nuclear se destaca como uma das principais causas do reconhe- cimento da importância e relevância da ciência para os problemas imediatos da nossa sociedade. anás brancas e pulsares. a Física Nuclear tem tido interações fortes com quase todas as outras subáreas da Física. Durante o seu desenvolvimento. dispositivos de semicondutor e metais e equipamentos de plasmas industriais. e também são produzidos nos labora- tórios. Física de Plasmas Física de Plasmas investiga movimentos coletivos de partículas carregadas. Plasmas são encontrados na natureza. na ionosfera. sujeitas à ação de campos elétricos e magnéticos externos e à ação de seus próprios campos. No Pais são poucos os laborató- rios sem algum tipo de acelerador que atualmente mantém um programa signifi- cativo de pesquisas em Física Nuclear. propagação de ondas. aceleradores linea- res e outros tipos para energias mais altas. magnéticas. tendo imensas implicações sociais econômicas e políticas. São particularmente interessantes as propriedades elétricas. como em descargas elétricas (re- lâmpagos). em lasers a gas. Ela é uma área de investigação básica. mecânicas e térmicas. como em descargas elétricas. Este conjunto de partículas e campos representa um meio fluido chamado Plasma. nas estrelas. mas mos- tra-se em pleno vigor atualmente. tanto positivas quanto negativas. Os reatores ainda oferecem interessan- tes possibilidades para a pesquisa nessa subárea. Por exemplo.

Entretanto. poliaceti- leno.os fios supercondutores e os lasers semicondutores que deram origem às comuni- cações ópticas. estabelecida há pouco mais de vinte anos. depois daquela época. a descoberta de processos de condução por ondas de densidade de carga e mais recentemente. Fisica Atômica e Molecular Esta área estuda a estrutura e os fenômenos eletrônicos em átomos indivi- duais ou em átomos que compõem moléculas isoladas. Nesses sólidos ocorrem fenômenos que não existem em materiais amorfos. os fe- nõmenos podem ser interpretados pelas leis da Física com mais facilidade. a identificação e compreensão de fenômenos críticos e transições de fase em sistemas complexos. passando a ser conhecida c o- mo Física da Matéria Condensada. esta área foi revolucionada com o 18 . De certa maneira. Nos últimos anos. Estas linhas por sua vez abrem o potencial para o desenvolvimen- to de novos dispositivos que encontram aplicações nos mais variados segmentos tecnológicos. deixando os problemas da estrutura de moléculas para os químicos. entretanto. polímeros orgânicos diversos (teflon. impulsionadas pela descoberta de novos fenômenos e de novos mate- riais artificiais. A enorme variedade de fenoinenos que os elétrons e os núcleos apresentam coletivamente em sólidos deu origem a desco- bertas fundamentais e excitantes. Até aquela época as propriedades da física dos sólidos eram objeto de estudo como exemplo de aplicação da mecânica quântica. o interesse dos físicos passou mais para as áreas da Física Nuclear e de Partículas Elementares. as tentativas de entender a estrutura dos átomos constituíram a base da Física Mo- derna. a formulação teórica e a observação experimental de fenômenos de turbulência e caos em uma grande variedade de sistemas.a síntese de materiais superconduto- res a temperaturas mais altas. Como é bem conhecido. Apenas nos últimos dez anos pode-se destacar: a descoberta do efeito Hall quân- tico.). hetero-estru- turas ou poços quânticos. cujos ions formam um arranjo ordenado periódico. etc. o desenvolvimento de materiais semicondutores fabricados pela deposição sucessiva de monocamadas atómicas de modo a formar super-redes. esta área se es- tendeu a materiais como o vidro. contribuindo continuamente para a descoberta de novos fenômenos fundamentais e de novos materiais avançados. Na década de 50 os trabalhos nesta área estavam concentrados nos sólidos cristalinos. Foi a descoberta do transistor naquele ano que deu um enorme impulso à pesquisa em Física de Sólidos. não foi apenas por causa de sua importância tecnológica que a nova área se desenvolveu rapidamente. Além disso. como eles têm estrutura cristalina com propriedades de simetria bem definidas. ligas amorfas e até mesmo aos líquidos. a descoberta de efeitos magnéticos e eletrônicos em sistemas de dimensionalidade menor que 3. Nesta área da Física trabalham atualmente mais de 40% dos físicos em todo o mundo e a cada ano surgem novas linhas de pesquisa. inicialmente sob o nome de Física do Estado Sólido. Com o progresso das técnicas experimentais e teóricas de investigação. Esta área da Física começou a adquirir características próprias apenas a pa rt ir de 1948. desenvolvida nas décadas de 20 e 30. A Física da Matéria Condensada é atualmente uma das áreas mais estimulantes da ciência.

que formaram escolas entre nós (G leb Wataghin. aspectos educacionais. Neste documen- to ela está apresentada como uma subárea de Física da Matéria Condensada. Bernhard Gross. Física Clássica é uma denominação que se contrapõe à Física Ouántica. Guido Beck) cumpre ressaltar os trabalhos e a atuação de Theo- doro Ramos . o Eletromagnetismo lincluindo a Óptica) ea Ter- modinâmica. também. A meta da Física Teórica é reduzir a aparente complexidade dosfenôme- nos naturais a um conjunto de leis básicas simples. construindo o mo- delo mais simples possível. Física Geral e Física Clássica Compreende aspectos da Física Teórica. que estuda a estrutura atómica e suas subestruturas. Os conceitos teóricos com que trabalha são. Por outro lado. Elasticidade). a geração de pulsos de curtíssima duração (10 13 seg). téc- nicas computacionais e numéricas para estes estudos e o cálculo de propriedades especificas de átomos e moléculas. omitir fatores que possam desempe- nhar um papel importante. A a rt e do físico teórico está em abstrair de uma situação física complexa. que têm uma longa tradicão no Brasil. A F isica Clássica compreen- de a Mecânica de Newton e suas aplicações tanto a sistemas discretos (como os planetas em seu movimento ao redor do Sol) quanto continuos (Movimentos de fluidos. que felizmente se mantém. Além da contribuição fundamental dos vários físicos estrangeiros ilustres. Henrique Morile. Acústica. mas. das quais os fenômenos obser- vados possam ser obtidos por dedução. promovendo contribuição tanto da Matemática à F isica quan- to da F isica à Matemática.desenvolvimento dos lasers e das modernas técnicas de Óptica. porém. A teoria das estruturas de átomos e mo- léculas compreende a teoria de estruturas eletrônicas de átomos e moléculas. 19 . etc. Pontes de Miranda e outros. históricos e filosóficos da Física. Instrumen- tação e técnicas de laboratório. conf or- me frisou Einstein. Os lasers têm possibilitado a espectroscopia atómica e mOlecular com alta precisão e resolução. Esta área está relativamente pouco desenvolvida no Brasil. Este caráter dedutivo leva ao emprego da Matemática como ferramenta básica de trabalho. desde o infravermelho distante até a faixa ultravioleta. os aspectos mais relevantes ao fenómeno em estudo. Além disso eles tem permitido a realização de experiências novas. como a obser- vação dos átomos em colisão ou em reações químicas. por- que nela trabalham quase todos os físicos que estudam átomos e moléculas no Pais. A Fisica Matemática examina e aperfeiçoa essa ferramenta de trabaiho e o rigor das deduções. A Física Teórica e a Física Matemática têm uma longa tradição de qualida- de no Brasil. a Gra- vitação e a Cosmologia. a construção de relógios atómicos de precisão e padrões para metrologia. pelos resultados experi- mentais obtidos a partir de novas espectroscopias com lasers a de fotoelétrons.ressurgindo como um dos principais ramos de pesquisa da Física. o surgimento dos grandes computadores tam estimulado bastante os trabalhos teóricos nesta área. Os cálculos teóricos têm sido incentivados não somente pelo seu interesse intrínseco. apenas. evitando. da Física Matemática."livres criações do espirito humano". Nesta subarea também se incluem a Teoria da Relatividade.

nem mesmo a luz pode escapar. que substituiu a gravitação univer- sal de Newton. o nome de Relativi- dade Geral. Gravitação e Cosmologia A teoria da Relatividade de Einstein se constitui. nenhuma subárea da Física Entre as suas conseqüências mais espetaculares estão a demonstração da equivalência entre a massa e energia. ao menos do ponto de vista conceitual. No século XX. ligado ao aperfeiçoamento dos radares. a partir da explosão inicial de um Universo muito quente. da Física Quântica. Ondas gravitacionais se encontram na mesma situação. por Einstein. já que sua existência não foi ainda diretamente confirmada pela experiência.Relatividade. A esta última teoria foi dado. oar suas aplicações. Este é. incompatível com a Teoria da Relatividade { Restrita) de Einstein. existindo publicações de Theodoro Ramos e de Pontes de Miranda na década de 20. vários ramos da F isica Clássica continuam a ser de grande interesse não só por seu valor intrínseco na explicação dos fenômenos naturais. Entre os tópicos mais vibrantes da pesquisa atual nesta subárea estão os bu- racos negros e as ondas gravitacionais. através de uma profunda análise dos conceitos de espaço e tempo. e a nova teoria da gravitação. em parte si- multâneo. Alguns deles estão descritos suscintamente a seguir. tanto por causa do desenvolvimento. quanto pela impossibilidade técnica de testes ex- perimentais da teoria. já que o comportamento dos primeiros mi- nutos do Universo parece ser dominado pela Física daquelas partículas subatômi- cas. lasers e relógios. adicionada aos três testes clássicos propostos por Einstein. em uma revolução que não poupou. A observação experi- mental deste fenômeno é ainda uma questão controvertida. Ela nasceu da necessidade de abolir na teoria da gravitação newtonia- na o conceito de "ação a distância". Um dos resultados mais impo rt antes da Relatividade Geral é o modelo co s- mológico do Universo em expansão. Neles a atração gravitacional se torna tão intensa que. O grande refinamento das técnicas experimentais dos últimos anos. mas. seguida de sua expansão e resfriamento. classicamente. 20 . também. sendo utilizado hoje em dia por vários grupos de boa qualidade. estimularam a retomada dos trabalhos experimentais em Relatividade Geral. A exis tência de buracos negros é uma das conseqüências da Relatividade Geral. A descoberta de uma ra- diação de fundo isotrópica de 3K de temperatura deu um apoio experimental muito importante a este modelo cosmológico "standard. Este estudo nunca foi abandonado." Mais recentemente tem havido uma grande interação entre a Cosmologia e a Física das Partículas Elementares. No Brasil. bem como o uso dos satélites artificiais. o estudo da Relatividade Gera! nasceu antes mesmo da fundação da USP. Durante muitos anos a Relatividade Geral foi campo de trabalho de um número reduzido de físicos. radioastronomia. a Física se desenvolveu principalmente na direção da expli- cação microscópica dos fenómenos Entretanto. aliás um exemplo interessante da necessidade de um desenvolvimento pa- ralelo dos aspectos teóricos e experimentais de uma área da Física para que ela possa florescer.

o Eletromagnetismo trata da interrelação entre campos elétricos e magnéticos variáveis no espaço e no tempo. Seus princípios constituem os fundamentos da Engenharia Mecânica e de Estruturas. que trata do movi- mento de gases e líquidos sob a ação de forças. A pesquisa nestes campos no Brasil é quase inexistente. Óp- tica Não-linear. a Mecâni- ca de Fluidos tem-se tornado especialmente importante para a Física dos Plas- mas.Atualmente. pa rt icularmente no que diz respeito ao domínio de ultras- sons. e há programas ativos em técnicas de aproximação e previsão utilizando computadores. que ao mesmo tempo gerou fontes coerentes. mas é tratada separadamente por sua grande importância outro campo da Física Clássica que ganhou novo impulso recentemente. discutidas em outra seção. Isto se explica talvez pela origem recente da F ísica no Pais. também. As aplicações na geração. que faz inte rf ace com várias áreas impo rt antes da Física Atômica • Molecular. • Eletromagnetismo — antigamente estudado como dois campos distintos. A Óptica no Brasil é muito usada para investigar fenômenos em sólidos. que estudam os corpos deformáveis. Mesmo sem uma descrição mais detalhada das subáreas Clássicas de Feno- menologia. os estudos de Mecâ- nica têm sido revitalizados pelo cálculo de órbitas de satélites. O poder da Termodinâmica está em sua capacidade de analisar os sistemas mais gerais sem considerar sua estrutura microscópica Seus princípios e métodos permeiam toda a Física. também mostrado ser uma área bastante rica em problemas funda- mentais. monocromáti- cas e de alta potência. transporte e utilização de Ener- gia e de Telecomunicações são imensas. e Propagação da Luz em meios Inomogfi- neos. por exempla em fibras ópticas que tem óbvias implicações tecnológicas mas que tem. bem como na Engenharia Nuclear. Entre os assuntos mais importantes. A Mecâ- nica Clássica trata de objetos grandes em comparação com átomos e com veloci- dades pequenas em relação à velocidade da luz. • Mecânica dos Meios Contínuos — compreende a Elasticidade e a Reologia.• Mecânica — é o estudo do movimento dos corpos sob a ação de forças. Química e En- genharia. podemos citar Óptica Coerente. As equações de Maxwell exprimem de forma concisa os fundamentos da teoria eletromagnética. pode-se perceber sua importância para a ciência e a tecnologia. Poderia ser des- crita como parte da Mecânica dos Meios Contínuos. Por isso neste documento ela está analisada como uma subárea da F ísica da Ma- téria Condensada. e é baseada num pequeno número de leis gerais da Natureza. Recentemente. tem evidentes aplicações em Aerodinâmica e Meteorologia. E letri- cidade e Magnetismo. Esta última tem inte rf aces com a área multidisciplinar de dispositivos eletromagnéticos e com a área de microondas em Engenharia. • Acústica — trata da geração e propagação de vibrações mecânicas na matéria e de sua aplicação em vários campos da ciência e da tecnologia. • óptica — a Óptica Física teve um renascimento como área de pesquisa com a descoberta do laser. • Termodinâmica — estuda as relações entre calor e trabalho.A Dinamita de Fluidos. atualmente. A maioria dos físicos foi atraída para os cam- 21 . incluindo Holografia e vários tipos de I nterferometria. e a Mecânica dos Fluidos. bem como de sua propa- gação.

eletromagnéticos e de polí- meros. O uso da Eletrônica Digital e de métodos computacionais no trata- mento ae sinais obtidos pelos mais variados tipos de transdutoresé. e a Física Clássica. como área de pesquisa. como por exempla Raios X. A preparação de dispositivos de semicondutores. As técnicas que mais se tem empregado são as de ultra-som. Os problemas a enfrentar são de natureza complexa e altamente desafiantes. A variedade de técnicas experi- mentais e teóricas modernas e clássicas de alta sofisticação usadas nesse campo. uma área de grande processo. radiações ionizantes no tratamento do câncer.pos abertos recentemente. o que se tem chamado de Física Médica e En- genharia Biomédica. também. como Espectroscopia de Batimento Óptico. etc. têm sido ex- tensivamente utilizadas ao lado de técnicas mais modernas. exigindo pessoal com boa formação em Física e em Biologia. vidros. Raios X em diagnose médica. corrosão e oxidação. mecânicas. Algumas dessas áreas de mais atividade no Pais estão descri- tas a seguir. A principal dificuldade nesse tipo de atividade científica é a necessidade de se somarem competências de mais de um setor de atividade cientifica. que tende a aumentar. nos últimos anos. Pode ser qualificada como uma subarea essencialmente interdisciplinar. a de sinais elétricos das mais diversas origens. por exemplo. e como elemento de formação de pessoal técnico•científico de alto nível. uma delas sendo a F isica. o uso de técnicas largamente utilizadas por fí- sicos e engenheiros na area médica. polimeros. materiais compostos. Sua importância está no desenvolvimento de novos materiais de uso tecnológico. Areas Interdisciplinares São as que reúnem duas ou mais das principais áreas da ciência ou da tec- nologia. bem como o desenvolvimento de n o- vos materiais como. • Biofísica. também se enquadra nesta subarea. estudo de propriedades (térmicas. Física Médica e Engenharia Biomédica O interesse que grande número de físicos vem tendo no estudo dos proces- sos biológicos tem-se acentuado nestes últimos anos. Ressonância Eletroparamagnética. elétricas. metais e suas ligas. magnéticas e ópticas) de cerâmicas. contribui para sua aproximação acentuada à Física do Estado Sólido. onde técnicas clássicas. etc Em paralelo a essas atividades de pesquisa básica. I ncluem-se nesta subarea o crescimento e preparação de cristais. foi relegada a um segundo plano. deposição de filmes. tem-se desenvolvido de forma acelerada. Efeito MSssbauer. em eletrocardiograma) como em análise clínica (medidores contínuos de concentra- ção de ions). tanto em diagnose (por exempla. A Biofísica abrange um vas- to campo de interesses. O desenvolvimento de órgãos artificiais e os mais varia- 22 . na compreensão básica das propriedades de mate- riais. • Ciências dos Materiais A subarea de Ciência dos Materiais está situada na fronteira entre a Física e a Tecnologia de Materiais. capaz de enfrentar futuros desafios tecnológicos. Espectroscopia Raman.

os métodos e aparelhos envolvidos funcionam na base das leis da mecânica clássica e são conhecidos há muito tempo. 23 . ondas. ventos. porém.dos tipos de equipamentos auxiliares. • Fontes Não Convencionais de Energia A importância crescente que os problemas de energia assumiram no desen- volvimento das nações modernas-na última década trouxe aos físicos novas e im- portantes oportunidades e desafios. petróleo e gás). Estes problemas decorrem basicamente da necessidade de desenvolver no- vos métodos de produção de Energia (solar. como criobisturi. Muitos físicos estão participando no estudo dos problemas de energia. baseadas no uso dos combustíveis fósseis convencionais (carvãó. tendo contri- buído significativamente para os progressos do campo. Em geral. é o que mais caracteriza a área de E ngenharia Médica. urbanistas e cientistas sociais. ao lado de engenheiros. gradiente térmico dos ocea- nos. sérios problemas de engenha- ria na sua realização prática. magnetocardiógrafo. etc:1 e de aumentar a eficiência das máquinas comuns. havendo. t o- mógrafo de R MN. economistas.

BREVE HISTÓRICO E DADOS SOBRE A FÍSICA NO BRASIL DESCR 1ÇÃO 27 DADOS NUMERICOS 34 .

Em 1858 a Academia Militar foi transformada em Escola Central. As academias e escolas médicas então cria- das destinavam-se a fornecer os médicos e engenheiros de que o governo portu- guês necessitava para reorganizar o exército e a marinha. As causas deste atraso estão intimamente liga- das à política colonial imposta pela metrópole. ocorreu praticamente nos últimos 50 anos. com a colaboração de um grupo de cientistas franceses. a Escola Central foi transformada em Escola Politécnica do Rio de Janeiro pelo Visconde do Rio Branco. elas ampliaram o campo de ação do ensino superior. fun- dando a Imprensa Régia. João VI produziu importantes modificações na vida da Colô- nia: abrindo os portos à navegação e ao comércio exterior. a Academia de Marinha e a Academia Real Militar. 27 . dando à cultura econômica e técnica a importância que antes era desfrutada apenas pelas atividades literárias. mostrando bem clara- mente que a criação das "escolas profissionais" acabou — em conseqüência de seu próprio desenvolvimento — por dar origem a um núcleo incipiente de ciên- cias. Esta transformação foi apoiada por D.cirúrgicos na Bahia e no Rio de Janeiro. derrogando o alvará de 05 de janeiro de 1785 que ordenara o fechamento de todas as fábricas. que foi um País particu- larmente atrasado em relação ao progresso científico e cultural do resto da Euro- pa. conhecido entusiasta da ciência. O apoio do imperador também foi fundamental para a reorganização do Observatório Nacional em 1870 e a cria- ção da Escola de Minas de Ouro Preto em 1875. Pedro II. Portugal. A vinda de D. Em 1874. perdendo seu caráter militar e dedican- d o. com a introdução de uma seção de ciências físicas e matemáticas. Breve Histórico da Pírica no Braíli DESCRIÇÃO O desenvolvimento cientifico do Brasil. inaugurando a primeira biblioteca pública (que é hoje a Biblioteca Nacio- nail e criando cursos médic o. em particular o da Física. em que se imprimiram as primeiras obras editadas no Pais.se exclusivamente á formação de engenheiros.

o CNPq. A visão e o prestígio do Almirante Alvaro Alberto e de físicos como Leite Lopes. O elevado nível dos pioneiros criou uma tradição de rigor e de qualidade que colo- cou a Física em posição de destaque na ciência brasileira. co qual o Brasil aproveitou-se em pa rt e. Surgiram. Ciências e Letras. Apoiando os programas de formação de pessoal. para este desenvolvimento. pelo menos. que acabara de pa rt icipar da descoberta do méson. de Bernhard Gross. do transporte e das comuni- cações criaram fo rt es pressões sobre o precário sistema de ensino superior exis- tente no País. borbulha a atividade com pioneiros como Gross e Joaquim Costa Ribeiro e os jovens como Leite Lopes (ex•estudante de Luis Freire. No decorrer da década dos anos 40 firmou-se a geração que realmente fun- damentou a construção da Física no Brasil. para o Rio de Janeiro. Eles foram responsáveis pela formação de escolas que se mostraram essenciais para o posterior desenvolvi- mento da Física brasileira. Integrado na comunidade científica atra- vés da utilização de assessoria de cientistas de alto nível. A criação do CNPq foi um ato político de reconhecimento da im- portância da ciência no processo de desenvolvimento. Na parte teórica Mário Schenberg estimula jovens em São Paulo. que implantou o Departa- mento de Física da FFCL-USP e. em Pernambuco). A estas manifestações esporádicas de atividade científica nacional juntou- se o impulso vigoroso das correntes de imigração e o surto industrial decorrente da Primeira Grande Guerra Mundial. Eles propiciam a volta para o Rio de Janeiro de Cesar Lattes. Se a Física teve um início tardio. Outros acontecimentos marcantes para a Física foram a criação em 1893 da Escola Politécnica de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências em 1916. um inicio correto. se bem que modestamente. Elisa Frota Pessoa. o CNPq deu o primeiro grande impulso para o desenvolvimento da Física brasileira. Embora em geral contando com recur- sos limitados. estimulando a descentralização dos recursos para pesquisa e facilitando o intercâmbio com o exterior. As perseguições políticas na Europa na década de 30 provocaram grande fluxo migratório de intelectuais. Faltavam porém ao País condições necessárias ao desenvolvimento da pes- quisa pura no campo das ciências físicas. 28 . A Universidade de São Paulo cresceu e os grupos experimentais em Física Nuclear começaram a mostrar suas iniciati- vas. mas progressiva do País e a extraordinária expansão e diferenciação da vida urbana. No Rio de Janeiro. a vinda para São Paulo de Gleb Wataghin. com a implantação dos primeiros aceleradores de partículas. o CNPq soube desempe- nhar papel muito superior ao que seria previsível em face das modestas somas de que dispunha. A industrialização lenta. teve. não obstante ás condições desfavoráveis de sua época. bem como os progressos tecnológicos no domínio da produção. e fundam o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) em 1949. que vão se nucleando em volta da Faculdade de Filosofia da Uni- versidade do Brasil. Lattes e Tiomno também foram essenciais para a criação em 1951 do Conselho Nacional de Pesquisas. que só se concretizaria mais tarde com a criação das Faculdades de Filosofia. Destaca-se. Jayme Tiomno. com o decisivo apoio do Almirante Alvaro Albe rt o. o CNPq passou a atuar decisivamente no desenvolvimento da ciên- cia brasileira e da Física em particular. que deu início a investigações na área de Física dos Sólidos. professores e cientistas talentosos que acompanharam o desenvolvimento que ocorria em outras pa rt es do mundo e contribuíram também.

Também. que dirigido por José. A Física Nuclear e a Física de Par- tículas Elementares. medido pelo número de artigos publicados em revistas de circulação internacional. as cassações motivadas pelo AI-5 tiraram Leite Lopes e Tiomno do convívio da comunidade científica brasileira. Apesar de sua origem autoritária. introduzindo as contratações de tempo integral nas Universidades Federais. que levaram vários físicos competentes a deixar o Pais. passou de 29 . o governo decre- tou a reforma universitária em 1968.Pelúcio Ferreira. Só mais tarde a Física da Matéria Condensada ganhou im- pulso no Brasil. A década de 1970 foi a mais propícia para o desenvolvimento da Física e de outros campos da ciência no País. Durante anos a ação da CAPES foi muito limitada e tímida. A taxa de aumento do número de mestres também foi dessa ordem. em todas as áreas no Brasil. Por outro lado. mas a partir da década de 70 ela adquiriu grande importância na formação de pessoal pós-graduado no País e no Exterior. Estes programas de pós-graduação multiplicaram o número de físicos em atividade no Brasil. Mais tarde. o crescimento da Física desde 1970 foi formidável. o que corresponde a uma taxa média anual de crescimento de aproximadamente 12%. O volume da produção cientifica. a derrubada do governo João Goulart em 1964 trouxe in- quéritos. que haviam sido instala- dos a partir de 1950. Atualmente a CAPES dispõe de um mecanismo exemplar de avaliação dos cursos de pós-graduação. e surgiram outros grupos em vários pontos do Pais. os laboratórios de Física Nuclear da Universidade de São Paulo passaram por uma fase de expansão. Graças a ele foram reeq'ui- pados os laboratórios de São Paulo e do Rio de Janeiro. Como mostra a Figura 1 o número de doutores passou de 190 em 1971 para quase 1000 atualmente. restrições e até demiss8es que afetaram muito a Física O surto de en- tusiasmo em torno da Universidade de Brasília não persistiu face às pressões po- !iticas do governo militar. Isto deve-se em grande parte à criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico — FNDCT — e da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). quando o transistor já tinha mais de 10 anos de existência e o laser já tinha sido desenvolvido. não havia nem meia dúzia de físicos de Es- tado Sólido no País. reforçando a posição dos grupos de pesquisa básica em institutos e departamen- tos próprios e institucionalizando a pós-graduação. no Ministé- rio da Educação. A partir de 1950. Foi neste ambiente de perseguições que em pa rt e inspirada no modelo da Universidade de Brasília. Apesar de ter sido aquém do necessário. que dirigida por Pelúcio assumiu o papel de maior agência de financiamento no lugar do BNDE a partir de 1971. desenvolvidas na USP e no CBPF. Por outro lado. no inicio dos anos 50 foi criada a Campanha (mais tarde Coorde- nação) de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior — CAPES. do Banco Nacional de Desenvolvimento Eco- nómico. com a instalação de dois aceleradores nucleares: um Betatron e um Van de Graaff. ampliando a ação de fo- mento iniciada pelo Conselho Nacional de Pesquisas. em 1960. foram os campos nos quais se formaram a quase totalidade dos físicos brasileiros na década de 50. passou a subvencionar programas de pós-graduação e atividades de pesquisa fundamental. O fato mais importante para o desenvolvimento da Física no início dos anos 60 foi a criação do FUNTEC. não se ' pode negar que a reforma estimulou o desenvolvimento das ciências naturais no Pals.

formando um número de mestres e doutores que tem au- mentado continuamente desde a década de 60. mostrada na . Esta prioridade está refletida por exemplo. dando a al- gumas áreas da Física brasileira uma posição de destaque no cenário internacio- nal. As Figuras 3 e 4 de- monstram que os programas de pós-graduação em Física responderam aos estí- mulos governamentais.Figura 2.90 em 1971 para mais de 800 em 1986. • •••cta• ahabs atro cbcurmntr• Avdaçlo • Prrsacrva.demonstra claramente o apoio à Física e 'a Astronomia nos anos 70. do CNPg d ► 1000 o o 800 a 600 OS • • 400 • a • • • • • • a • • a 200 • 1971 1976 1981 1986 ■ doutores nas 20 instituições do ASP 78 o doutores nas 37 instituições analisados • mestres nas 20 inetifuiçães do ASP 78 o mestres nas 37 instituições 30 . Mais significativo ainda é o fato de que a qualidade dos artigos publicados tem melhorado substancialmente. Flown. no aumento do número de bolsas concedidas pelo CNPq e pela CAPES para a Física A evolu- ção histórica do número de bolsas do CNPq. Flsirns aOsywbafO* ems hsmeipd•s 0• MAW 19111. raet• da•+wmlanwao. O crescimento da Física na década de 70 resultou da prioridade orçamen- tária dada pelo Governo Federal à Ciência e Tecnologia e do dinamismo e agressividade dos físicos.

Y LEGENDA (---) bolsos no País 1200 • (---)bolsas no exte ri or (•—) total 1000 Y 1952 -1980 c número de bolsas Y 1976-1984 e número de bolsas/ano 800 600 400 / " 1 200 A ^•^^ r► -•a ' á^ ^• r' ' y• i.t.e•• 0 51 55 60 65 70 75 80 84 .gl • á~ . no exte rior e total concedidas à física e astronomia pela CNPq.a 4 .4 .T 6.FlGURA 2 ' Evolução do número de bolsas no piais.

_ tCT{Ra -. . r- \^ - 1 \ ^ " ' .. 1971 1976 1981 1986 . FlGURA 3 Número de teses de mestrado comtuldas no Pals 200 160 TOTAL 120 . ■ 80 _.1 1 V 1/ i '^ ' ^ ^ ► / 40 EXP ERI IA ENTAIS .2. ^' _ -- ^ ri I w^ ^/ ^ 161 .

1971 1976 1981 1986 Dois aspectos importantes do desenvolvimento da Física brasileira na déca- da de 70 foram a descentralização geográfica do eixo Rio-São Paulo e a diversifi- cação de áreas. produzindo resultados científicos relevantes. reuniões e conferências tópicas cujo nível cientifico melhora a cada ano.i:i. . f -•__-. São Lourenço. que era quase inexistente nos anos 50. ' 1\{ \ ` . sendo seu crescimento recente devido ao desenvolvimento tecnológico nacional do qual a Lei da Reserva de In- 33 . ` F \{ \ .s L. Infelizmente. Uma indicação da vitalidade da Física brasileira é a variedade de encontros. além da reunião anual conjunta com a SBPC e o Simpósio Nacional de Ensino de Física.. esta vitalidade da Física é restrita à área académica Quase não existe atividade de pesquisa e desenvolvimento na indústria. „`tEóR CAF.. SO TOTAL i^`. I i o . Também quase não existem laboratórios nacionais voltados para pesquisa e transferência de tecnologia das universidades para as empresas. com um transbordamento natural para a emergente indústria nacional de alta tecnologia. eta não tem interesse em desenvolver projetos em nosso Pafs. pois sendo pre- dominantemente multinacional. . •^^.. Uma medida da descentralização geográfica é o fato da região Nor- deste ter.PERMEA . Física Nuclear e Física de Partículas Elementares nas cidades das águas (Cambuquira. adquiriu uma dimensão considerável. Na verdade a atividade de Física nas empresas era inexistente há alguns anos atrás. A ti- tulo de comparação com o que ocorre nos países industrializados. Poços de Caldas eCaxambu). no Japão e nos Estados Unidos mais de 50% dos físicos com doutorado estão na indústria enquanto que no Brasil eles não chegam a 2%. Há vá- rios anos a Sociedade Brasileira de Física tem patrocinado reuniões anuais de F í- sica da Matéria Condensada. 1 1 1 1 FIGURA 4 Número de teses oe doutorado faonctuldas no Pals. A Física da Matéria Condensada.. Hoje ce rca de 60% dos pesquisa- dores ativos trabalham nesta área.l00 1 ' 1 1 1 1 .hoje cerca de 100 físicos com doutorado e uma produção científica per capita maior do que a média nacional. .

9% do orçamento da União para C & T em 1979. Em conseqüência da contratação e da instabilidade no financia- mento. A crise afeta tanto as insti- tuições mais tradicionais quanto as novas.formática é um importante instrumento. baixou para 5. fundamental para as pes- quisas em baixas temperaturas. As primeiras não tam conseguido mo- dernizar seus laboratórios e vão gradualmente perdendo sua capacidade de com- petir na ciência de fronteira. passando principalmente a custear o funcionamento das ins- tituições existentes. Por outro lado. o mais sacrificado foi o FNDCT que.9% em 1984. CAPES e FINER caiu de 1. este número se aproxima de 1000. A Tabela 1 mostra que o número total de doutores nas 37 instituições é 927.2% em 1979 para 9.0% e 4. os grupos emergentes encontram enormes obstáculos para montar laboratórios e para dar condições de traba- lho á muitos doutores recém-formados em física experimental. os grupos de pesquisa têm tido grande dificuldade em manter sua infra- estrutura e adquirir equipamentos mais sofisticados. Quando somados aos doutores que estão nas empresas. Evidentemente. Entre 1979 e 1984.58% no orça- mento da União e de 54. Os dados referentes ao período 1971-1981 foram obtidos dos documentos Ava- liação Perspectivas do CNPq de 1978 e 1982. DADOS NUMËRICOS A evolução recente e a situação atual da Física no País estão retratadas nu- mericamente nas tabelas desta secção e nos gráficos anteriormente apresentados.4% e 2.6% no total que esta destina à ciência e tec- nologia. A cria- ção do Ministério da Ciência e Tecnologia em 1985 trouxe novas esperanças para a comunidade científica. Todos os dados aqui apresenta- dos foram reconferidos pelas próprias instituições que têm portanto completa responsabilidade por sua veracidade. os grupos experimentais continuam com enormes dificuldades para manter os equipamentos de pesquisa. Mas é importante notar que os dados refe- rentes a 1986 não estão completos. o que representará um im- pulso significativo para o desenvolvimento científico nacional. importar componentes e peças de reposi- ção e algumas matérias primas notadamente gás hélio. O MCT tem conseguido aumentar substancialmente os recursos do CNPq e recuperar em parte o FNDCT. de um valor corres- pondente a 31. CNPq e CAPES foram menos sacrificados mas sua participa- ção no orçamento realizado também caiu de 15. O Ministério promete fazer os recursos federais para C &T alcançarem 2% do PNB.16% para 0. tanto os números relativos quanto os absolutos são peque- nos para fazer face às pretensões de desenvolvimento científico e tecnológico do Pais.5% do orçamento planejado para 1985.9% do orçamento realizado em 1984 e 3. Como resultado a FINER foi gradualmente deixando de investir na expan- são dos laboratórios.Neste processo. a par- ticipação conjunta de CNPq. E preciso realizar um esforço muito maior do que tem sido feito. nas instituições me- nores ou que estão com bolsas de pôs-doutorado sem vínculo empregatício. que é praticamente o mes- 34 . Além da falta de recursos. A ausência de um mercado de trabalho maior e mais atrativo nas empresas é um dos maiores entraves para o desenvolvi- mento da Física no Pais.9% para 12. O desenvolvimento da Física nos últimos anos foi prejudicado pela dimi- nuição dos recursos destinados à ciência e tecnologia. Um fato que chama a atenção nesta Tabela é que os doutores experimentais representam 48% do total.

é possível co mparar alguns números globais da Física no Paí s. Por outro lado o número de formados em cada ano é baixo. Alguns números estão apresentados nas informações sobre os grupos de pesquisa nas secções seguintes. que também es- tão mostrados graficamente nas Figuras 5 e 6. A Tabela 2 contém informações sobre os cursos de graduação em Física. Um dado alentador da Tabela 4 é a aparente tendência de aumento do número de teses de doutorado experi- mentais em relação ás teóricas. diminuindo assim o tempo de formação pós- graduada. Entretanto. Elas mostram que de 1978 a 1986 o número de estudantes no mestrado cresceu 20% e o de doutorado 60%. atraindo maior número de es- tudantes bem qualificados. Esta evolução não é satisfatória considerando que o número de doutores cresceu 88%. Esta distorção decorre em pa rt e das dificulda- des enfrentadas para realizar pesquisa experimental nas nossas universidades. É inegável que a manutenção do número reduzido de experimentais tem sido prejudicial ao de- senvolvimento da Física no País. Finalmente a Tabela 7 mostra a distribuição aproximada dos físicos com doutorado nas grandes áreas de pesquisa. 10 mil trabalham em Física nas indústrias e 10 mil 35 . pois alguns físicos traba- lham em subáreas que não constam do levantamento e outros não estão ativa- mente envolvidos em atividades de pesquisa. os bons alunos sejam estimulados a ingres- sar diretamente no doutorado.9 a rt igos/doutor-ano) em comparação à de países desenvolvidos. Nos países desen- volvidos a proporção de físicos experimentais é muito maior. cujo total de doutores é 849. Por outro lado o número de alu- nos formados tem sido praticamente constante e da ordem de 7% do número to- tal. A Tabela 5 mostra os números de artigos publicados em revistas de circu- lação internacional. tendo o cuidado de não fazer extrapolações simplistas e apressadas. Não foi possível obter dados sobre os recursos investidos nas várias institui- ções. com os co rrespondentes em Pai ses industrializados. mostrada nos últimos anos. Apesar da média nacional de artigos ser ainda baixa 10. segundo a divisão utilizada neste documento. As Tabelas 3 e 4 contém dados relativos a pós-graduação. Nos Esta dosUnihácerad30milfísocDutrad.osqi10mletã atividades em outras áreas.mo per ce ntual de 1981. Por outro lado é desejável que nas instituições com tradição em mestrado e doutorado. A Tabela 6 apresenta as principais subáreas de pesquisa das instituições aval'ndas. Estas baixas taxas de formados indicam não somente uma alta perda mas também uma excessiva duração dos programas de pós-graduação. Isto indica uma enorme perda por evasão ou desistências e sugere que a situa- ção dos cursos de graduação seja examinada em profundidade pela comunidade. uma vez que tanto em 1981 quanto hoje os experimentais representam 56% do total. Para esta tabela foram utilizados os da- dos obtidos no levantamento das comissões relatoras. Espera-se que a recente valorização das bolsas de pós-graduação pelo Governo Federal tra- ga mais estímulos para os programas de formação. Este número é inferior ao total da Tabela 1 (927). mas também é fruto da falta de um esforço maior da comunidade para alterar esta situação. 0 mesmo ocorre co m os mestres. ela tem evoluí- do nos últimos anos. Ela mostra que o número de alunos aumentou em cerca de 20% de 1978 a 1985 (as informações de 1986 não estão completas). sendo em mé- dia 20% para os mestres e 10% para os doutores relativos aos respectivos totais de alunos. que é em geral muito longo no País.

o que dá uma média de US$ 10 milhões/ano. Neste período. custeio e investimento. O orçamento do Ministério da Educação em 1986 foi de US $ 9 bilhões. Isto corresponde a uma quan- tia inferior a US $ 30 mil/doutor-ano para todos os gastos com salários. Este nú- mero é semelhante ao americano se levarmos em conta que ele inclui áreas menos dispendiosas que a Física. á pesquisa em Física não ul- trapassam US$ 2 milhões/ano na média. somada à falta de tradi- ção e às dificuldades para realizar pesquisa no Brasil. 36 . Quando somados aos gastos com salá- rios e bolsas do CNPq e da CAPES. que são mantidas pelos estados ou por recur- sos privados. Lá existem em todas as áreas cerca de 450 mil cientistas. No Brasil. faz com que o esforço que o País realiza para formar recursos humanos não esteja ainda produzindo os be- nefícios que se pode esperar de nossa Física. Por outro lado. essas qua- tro agências dispenderam em média com a Física cerca de US$ 900 milhões/ano (NSF 16%. a NASA. Esta quantia inclui os salários dos pes- quisadores dos laboratórios federais. Isto corresponde a USS 90 mil/doutor-ano em média nas universidades e laboratórios nacionais. mas não os dos professores universitários que são pagos pelas universidades. dos quais 230 mil estão na indústria. que é uma cifra bem menor do que as do Japão e dos Estados Unidos. concedidos pelo CNPq. a National Science Foundation (NSF). por outro lado. os recursos federais para a Física nos anos recentes não ultrapassaram US $ 24 milhões/ano. A pesquisa bá- sica em Física nessas instituições é financiada principalmente por quatro agências federais. Nos últimos anos. no Japão a pesquisa nas universidades é quase totalmente financiada pelo Ministério da Educação. A menor disponibilidade de recursos por doutor. os recursos federais para custeio e investimen- to por doutor são bem menores do que nos países industrializados. NASA 11%. esta última principalmente com os laboratórios nacionais). DOD 12% e DOE 39%. As opera- ções contratadas pela FINEP entre 1980 e 1985 (inclusive) na área da F ísica so- maram cerca de US $ 60 milhões. 180 mil nas universida- des e 40 mil nos laboratórios. os auxílios.estão nas universidades e nos laboratórios nacionais de pesquisa. o Departamento de Energia (DOE) e o Depa rt amento de Defesa (DOD). o que corresponde a US $ 50 mil/cientista-ano.

. DI N V N m V1 V A cD N V w i^ . r.z . óimá)t aá 0i^s^na+ m = ó ON á O 13+[ncn + W NOONON1DCJ OO • mSm+ O W 41 WNOm m+ W+ A VI w N CO IT C W W IV + WW . if.1m acn W ASi %^lcahim + m cn N + W N W O a O DI m m N V O O V O WN V a a m I^ V V mNalP. m co ^ ^ cd ln t cn O O+f.Piá -. O O V W E ^¡c. m cCCC-l CmcCCC ^Z$ íciícimtqlq c í i QíctC 20 m u^vrz m m^m y mmm m ^m C ^^mC cNb ti . ^m ^^li^lf^m ^á^ ^ ^^ lal c 8 ^^ 1a 1 ^ ^.^^ ¡^ mc.= . NZ õá ^v ^mrm' ^ ^ ^gA^ Y t^^ .P O'C ^ --N G^ p ¡^^ ^pp Á cD AN mmW A N m m al O Cn a 47.^^¡.^¡( N m VE N ¡.I m A ÁW OOH.1 0 + 0 0 mm + A 0 W A ma N A V + mrocT.

' Re I a I q a e a a& R N li e e a.11 .^ V° aN° A d ' h ^Rve a a 111 0 a ^ ^ 1 1 liadhi g3ttSS5t 1 ^ ^ ^ i . h N. a 11 ■ e e ne- A R°2mayr. we ' ar . 8 e we^n a ' a ' .p.

São Car los 40 18 44 32 59 33 83 38 123 71 124 82 138 83 140 109 74 76 Sub. Tabela 3 — ESTUDANTES NO CURSO DE PQS-GRADUAÇAO EM FÍSICA 78 79 80 81 82 83 84 85 86 instituição M D M DM DM D M DM DM DM DM D NORTE .SP 130 110 131 70 151 88 156 94 145 102 149 108 161 119 168 120 148 122 USP .NORDESTE OF Bahia • 12 10 9 11 11 13 12 11 10 OF Ceard 32 34 19 10 8 13 18 15 16 — UF Paraiba 13 14 22 5 20 5 20 7 21 8 21 7 18 8 22 5 OF Pernambuco 28 10 25 14 21 11 23 15 20 16 22 15 21 13 22 18 21 12 Sub-total 85 10 83 14 71 16 64 20 59 23 69 23 72 20 64 22 74 17 CENTRO CENTRO.OESTE U Brastia 11 5 11 11 7 10 7 11 14 SUDESTE.RJ 28 16 29 17 29 15 23 18 21 18 26. 125 CBPF 46 49 63 57 84 61 62 81 60 78 58 79 56 82 52 68 39 64 I Fisica Tebrica•IFT 13 5 17 5 19 7 15 10 15 11 17 11 16 13 20 11 19 10 ITA .CTA 16 2 18 2 25 5 19 2 20 2 14 3 20 3 15 2 18 .total 455 294 . 495 266 549 279 561 330 588 381 610 412 646 468 645 513 571 492 SUL UF Pararas 12 15 17 r UF R G Sul 29 30 43 34 55 27 53 39 39 33 36 40 40 40 38 42 43 31 UF Santa Catarina 34 37 31 35 40 40 34 30 32 63 30 80 34 86 27 88 39 79 33 76 40 86 40 83 42 92 31 w Sub-total CD Total 614 334 663 314 717 322 724 389 731 437 775 475 811 528 809 577 751 540 . UNICAMP 80 81 74 70 66 53 74 54 79 49 102 58 129 88 134 107 141. 4 UF Fluminense 21 24 26 31 36 43 36 35 4 35 4 UF Minas Gerais 27 13 35 13 38 10 37 19 36 31 37 27 30 24 31 26 35 24 UF Rio de Janeiro 54 60 • 52 9 61 14 51 19 50 21 33 36 30 38 34 43 PUC . 23 27 22 22 28 28 20 USP .

RJ 7 2 2 2 2 0 5 1 2 2 4 4 2 0 USP .12 4 4 USP — São Carlos 1 9 1 2 1 7 1 3 1 12 2 1 3 4 2 6 Sub-total 38 43 14 13 28 54 18 13 50 55 16 14 • 46 39 14 16 SUL UF Parana UFRGSuI 4 6 1 0 5 2 4 3 6 2 0 1 9 0 1 1 OF Santa Catarina 1 2 2 6 3 3 Sub-total 5 8 1 0 5 2 4 3 8 8 0 1 12 3 1 . E T E T E T E T E T E T E NORTE-NORDESTE UF Bahia 0 1 1 0 1 0 2 0 UF Ceara 0 1 0 3 3 3 1 4 UF Paraba 3 0 1 0 4 0 UF Pernambuco 2 0 6 1 4 0 2 3 3 2 Sub-total 5 2 7 4 9 3 2 10 7 2 CENTRO CENTRO-OESTE U Brasttia 1 0 1 2 3 0 SUDESTE • Unicarnp . Tabela 4a— DISSERTAÇÕES E TESES DEFENDIDAS -197811981 Inst]tulÇão 1978 1979 1880 1981 v M D M D M D M D .5 5 5 3 PUC . 2 16 4 8 4 20 4 5 4 13 'r 7 8 8 1 6 CBPF 6 1 3 1 3 2 1 8 6 1 1 4 4 4 0 I F[s. 1 Total 48 53 15 13 41 60 22 16 68 68 18 15 71 49 17 17 . Teórica-IFT 3 0 1 0 6 0 6 0 2 0 1 0 UF Fluminense 1 1 2 2 UF Minas Gerais 2 2 2 3 1 0 5 4 4 2 UF Rio de Janeiro 5 1 2 5 .SP 12 12 5 2 8 14 8 4 15 13 4 3 14 . TE T .

SP 19 9 3 6 11 4 e 3 18 18 6 8 27 8 7 7 16 17 5 7 8 1 3 9 23 1 4 4 10 2 7 1 9 3 5 4 12 2 6 USP . Taórtea • IFT 8 0 2 0 5 0 0 0 3 0 1 0 2 0 1 0 6 0 4 3 4 0 1 0 ITAICTA UF Fkcninense 1 0 4 2 1 2 2 1 3 0 6 5 1 1 4 5 3 1 6 6 1 5 2 2 3 UF Maras Gerais UF Rb do JarmQo 6 2 2 0 3 5 2 0 11 2 3 0 5 8 1 3 4 1 1 2 1 3 1 0 1 4 8 2 1 3 .198211988 anstItulçAo 1982 1983 1984 1985 1988 M D M • O M D M D M D TE T E T E T 'E T E TE TE TE T E T E NORTE-NORDESTE OF Bahia 1 0 0 2 1 0 • 0 1 1 0 u 0 OF Ceara 2 2 2 1 — 1 1 1 0 0 OF Paraba 5 0 1 0 2 0 1 0 3 0 OF Pernambuco 1 5 1 0 1 4 0 0 2 2 2 0 4 3 2 2 0 2 3: 2 • Sub-total 4 7 1 0 6 8 1 0 • 7 3 3 0 7 5 2 2 8 3 3 2 CENTRO CENTRO-OESTE UF BrasQia 2 1 4 0 0 1 0 1 2 Sub-total 2 1 4 1 1 2 SUDESTE Unirarnp 1 5 3 3 2 7 4 5 6 20 4 2 7 29 2 8 3 2 0 1 9 1 5 0 6 1 8 2 10 0 5 3 12 3 10 4 5 17 2 1 CBPF I FIs.8 3 4 3 5 1 2 1 PUC • RJ USP .Tabefe 46 — DISSERTAÇÕES E TESES DEFENDIDAS .S8o Carlos 4 12 42 50 21 14 64 57 23 21 68 63 28 29 55 52 19 24 Sub-total 55 33 18 SUL OF Parana 1 5 2 2 6 6 1 2 5 3 0 1 5 4 2 2 1 6 1 2 UFRGSul 6 OF Santa Catarina 4 1 3 1 6 4 1 2 5 — Sub-total 8 9 2 2 7 9 1 2 6 9 0 1 9 5 2 2 4 11 1 2 Total 69 50 21 14 59 65 23 18 77 70 28 22 84 74 32 33 69 66 23 28 .

..t.^--^. .^..^.•^..^.. •• • . .^^^...600- 500 400 . . ^--^. . .• ^. ..• • ..^•^-. • ..^-..00 ••• NORDESTE 300 - • SUL SUDESTE TOTAL 200 50 • •... r r r r 1 r r 78 79 80 81 82 83 84 85 .^^..^. ESTUDANTES DE DOUTORADO .^. .^. .

. -• . ... : .y r.. .+.^r-^.r. . . ^- 500 CENTRO-OESTE ^ ' SUL NORDESTE 400 . -f-.—. .^ •. ..• • r. ..6. .—. • j.• •e .. r. •. ...r. •.e• W r r r r ■ ^ • • 78 79 80 81 82 83 84 85 . .. •. • • • • ' • ^ . ^rr-Y ^: . . . 800 - 00VH1S31N30S31NV0f11S3 700 A •■ _ woo soo .^. • .... '~^•^•-^. •. y ^.r . SUDESTE : TOTAL 100 • :^. .

RGS . 5 1 2 3 2 0 UF Esp. . . Santo 5 1 7 6 3 3 6 12 5 I Física Teórica . .Unlcamp 95 . 7 6 9 10 16 10 7 13 UF Para 2 . .IFT 9 8 21 • 9 11 11 8 12 22 ITA .Sao Carlos 20 31 42 33 53 42 48 81 65 UF • Sao Carlos 5 10 13 9 26 14 10 13 5 Sub4otal 317 389 421 448 497 488 538 553 468 SUL UF Londrina 2 4 3 1 4 1 1 UF Maringâ 4 UF Paraná 8 PUC . . 1 2 3 3 4 5 6 USP . 1 1 2 1 3 UF Paraíba 3 4 9 4 12 20 14 16 20 UF Pernambuco 26 18 37 37 42 47 48 31 34 UF R G Norte 4 15 16 11 15 13 14 28 23 UF Sergipe . 106 127 153 142 118 153 128 CBPF 36 58 64 41 44 59 53 74 91 I Enema Nuclear . .Rb Claro . 3 4 5 7 2 IPEN . . 2 .RJ .ARTIGOS PUBLICADOS EM REVISTAS DE CIRCULAÇÃO INTER- NACIONAL 'natimlção 78 79 80 61 82 83 84 85 86 NORTE-NORDESTE UF Amazonas .CENTRO-OESTE U Brastlia 6 7 13 11 13 21 24 31 26 UF Goias 1 4 4 4 7 4 5 6 UF M G rosso do Sul 4 2 0 0 Sub-total 7 11 17 15 20 29 31 37 26 SUDESTE UE Cam lhas .SP 62 70 51 63 79 78 87 75 104 USP .SP UNESP .RJ 26 39 39 32 29 31 45 33 39 UF Viçosa . . Tabela 5 . 1 . 3 3 3 6 14 12 16 15 UF Bahia 1 5 6 4 4 2 •8 4 8 UF Ceara . 2 3 2 3 UFRG Sul 30 59 58 57 46 62 47 59 47 UF Santa Catarina . . 1 . . 2 . . 1 Sub-total 36 52 80 70 94 114 110 104 120 CENTRO . 2 3 6 3 13 13 12 18 Sub-total 32 65 64 63 52 82 63 79 73 Total 392 517 582 596 663 713 742 773 687 44 . 2 2 1 2 1 3 UF Alagoas .CTA 2 2 1 26 30 32 24 30 26 UF Fhaninense 4 14 15 23 17 25 14 12 14 UF Minas Gereis 11 13 20 18 25 35 44 52 34 U EsL Rio de Janeiro UF Rio de Janeiro 42 35 19 27 31 30 33 38 61 PUC .

Relatividade e Gravitação Matéria Condensada (T): Óptica. Semicondutores. Semicondutores. Física Nuclear (T) UF Goiás Matéria Condensada (T e E): Cristalografia. Magnetismo e Mdssbauer UF Sergipe Matéria Condensada (T): Física Estatística e Magnetismo CENTRO-CENTRO-NORTE U_ Brasília Física Atómica e Molecular (E) Partículas Elementares (T). Magnetismo e Ressonância Magnética . Física Estatís tica. Física Estatlstica. Rela tividade e Gravitação Matéria Condensada (T e E): Física Estatís tica. Magnetismo e Ressonância Magnética Física Nuclear (T) UF R G Norte Matéria Condensada (T e E): Física Estatística. Magne tismo e Mõssbauer UF Paraiba Teoria de Campos. Magne tismo Física Nuclear (T) UF Pernambuco Física Atómica e Molecular (T e E) Matéria Condensada (T e E): Óptica. Semicondutores.Semicondutores. Magnetismo. Física Estatística.Tabela 6 — PRINCIPAIS SUBAREAS DE PESQUISA DAS INSTITUIÇÕES INSTITUIÇAO AREAS DE PESQUISA NORTE-NORDESTE U Amazonas Matéria Condensada (E): Semicondutores UF Alagoas Matéria Condensada (T): Física Estatística e Magnetismo UF Bahia Matéria Condensada (T e E): Física Estatística e Cristalografia UF Ceará Matéria Condensada (T e E): Óptica.

Semicondutores e Magneti smo Física de Plasmas (T e E) . Baixas Temperaturas. Física Estatística. Santo Relatividade e Gravitação (T) Matéria Condensada (T e E): Magnetismo IFT Partículas Elementares (T). Física Matemática Matéria Condensada (T): Física Estatística Física Nuclear INPE Física da Matéria Condensada (T e E): Óptica. Cosmologia . Magnetismo e Ressonância Magnética Biofísica (E) Fisica Nuclear (T e E) I Energia Nuclear . Física Estatistica. Cosmologia. Teoria de Campos. Tabela 6 — PRINCIPAIS SUBAREAS DE PESQUISA DAS INSTITUIÇÕES (Continuação) INSTITUIÇÃO AREAS DE PESQUISA SUDESTE UNICAMP Partículas Elementares (E) Matéria Condensada (T e E): Óptica. ITA Física Atômica e Molecular (T e E) Física da Matéria Condensada (T e E): Semicondutores Física de Plasmas (T e E) UF Fluminense Partículas Elementares (T). Baixa Temperatura e Supercondutividade. Cristalografia.RJ Física Nuclear (E) UF Esp. Relatividade e Cosmologia Física Atômica e Molecular (T) Matéria Condensada (T e E): Cristalografia. Magnetismo e Ressonância Magnética Física de Plasmas (T e E) CBPF Partículas Elementares (T e E). Semicondutores. Física Estatís ti ca. Teo ri a de Campos.

Ffsica Matemática e Cosmologia Matéria Condensada (T e E): Óptica. Ffsica Matemática. Ffsica Estatfstica. Baixas Temperaturas.Tabela 6 — PRINCIPAIS SUBAREAS DE PESQUISA DAS INSTITUIÇÕES (Continuação) INSTITUIÇAO ÁREAS DE PESQUISA Matéria Condensada (T e E): Óptica. Magnetismo e Ressonância Magnética Física de Plasmas (T e E) . Teoria de Campos. Baixas Temperaturas. Ffsica Estatística. Óptica e Magnetismo Ffsica Nuclear (E) USP Partículas Elementares (T e E). Ressonância Magnética e Massbauer UF Rio de Janei ro Partículas Elementares (T) Matéria Condensada (T e E): Óptica. Ressonância Magnética e Mõssbauer Ffsica Nuclear (T e E) Ensino PUC-RJ Física Atómica e Molecular (T e E) Partículas Elementares (T). Semicondutores. Magnetismo. Cosmologia Física Atômica e Molecular (T) Matéria Condensada (T e E): Cristalografia e Cristais Líquidos. Magne ti smo Ffsica de Plasmas (T e E) Física Nuclear (T e E) UF Minas Gerais Teoria de Campos e Ffsica Matemática Matéria Condensada (T e E): Óptica. Semicondutores. Magne ti smo e Ressonância Magnética Ffsica Nuclear (T e E) Física Médica (E) IPEN Matéria Condensada (E): Cristalografia. Teoria de Campos. Ffsica Estatística. Ffsica Estatística. Semicondutores. Baixas Temperaturas e Supercondutividade. Magne ti smo.

Semicondutores. . Magne ti smo e Ressonância Magnética Biofísica e Física Médica (T e E) Física Matemática Matéria Condensada (T e E). Magnetismo e MSssbauer Física de Plasmas (T) Física Nuclear (T e E) Ensino US Santa catarina Física Molecular (T) Matéria Condensada (T e E): Óptica. Baixas Temperaturas e Supercondutividade. Semicondutores. Teoria de Campos Física Atómica e Molecular (T e E) Matéria Condensada (T e E): Óptica. Semicondutores UF R G Sul Partículas Elementares (T). Física Estatística. Física Estatística. Física Estatística. C ri stais Liquidos. Tabela 6 — PRINCIPAIS SUBAREAS DE PESQUISA DAS INSTITUIÇÕES (Continuação) co INSTITUIÇÃO AREAS DE PESQUISA Física Nuclear (T e E) Ensino USP Sao Carlo s Partículas Elementares (T). Física Matemática Matéria Condensada (T e E): Óptica.h. Teoria de Campos. Semicondutores. Física Estatística. Cristalografia. Magnetismo e Ressonância Magnética Física Nuclear (E) UE Lond ri na Teoria de Campos Matéria Condensada (T) Física Nuclear (T) UF Paraná Matéria Condensada (T e E): Cristalografia. Física Estatística Física Nuclear (T) UF Santa Maria Física da Matéria Condensada (T): Física Estatística e Magnetismo.

8 Total 849 100.0 49 .7 Física Nuclear 109 12.Tabela 7 — DISTRIBUIÇÃO DE FISICOS COM DOUTORADO NAS GRANDES AREAS DE PESQUISA AREA DOUTORES PORCENTUAL Física de Partículas e 170 20.0 Subéreas Correlatas Física da Matéria Condensada 530 62.5 Física de Plasmas 40 4.

Gravitação e Cosmologia 63 — Física das Energias Intermediárias 63 — Física das Pa rt ículas Elementares e Teoria Quántica dos Campos 64 — Física Matemática 65 DADOS SOBRE GRUPOS DE PESQUISA 66 PERSPECTIVAS. PROJEÇOES E NECESSIDADES 73 .FÍSICA DAS PARTÍCULAS E SUBAREAS CORRELATAS DESCRIÇÃO 53 BREVE HISTÓRICO GERAL 61 — Relatividade.

atualmente. rho. porém. PIfICO da ParI:ícuIa e Subórecir Correlotaí DESCRIÇÃO A Física das Partículas Elementares tem por objetivo a descoberta e com prensãoctiumaspledtériasfoçbácqueatmn- tre eles. as leis básicas e princípios unificadores que forne- çam um quadro racional dos fenômenos já conhecidos e possam prever fenôme- nos novos. etc. etc. o muon e o tau possuem carga elétrica e massa.). os híperons. as duas últimas décadas. Busca-se. até hoje não apresentaram indícios de pos- suir uma estrutura interna e portanto são considerados como partículas elemen- tares. Descobriu-se então que os átomos são cons- tituídos de um núcleo. Os léptons são: o elétron. por outro lado. ex. Os prótons e neutrons foram considerados elementares por cerca de 50 anos. durante. Os elétrons. e elétrons. Os quarks são as partículas que compõem os hadrons denominação dada aos mésons (p.. o tau e seus respectivos neutrinos. Com tal definição em mente. o muon. ex. Os neutrinos não pos- suem carga elétrica e busca-se esclarecer se possuem ou não massa.. o próton. os mésons pi. Os átomos foram considerados os constituintes mais simples da matéria por longo tempo. As partículas elementares. os quarks e os bósons de gauge (ou de calibre): (Veja Tabelas 1 e 2). sobretudo. descobriu-se que os mesmos possuem uma estrutura in- terna que pode ser descrita em termos de partículas mais simples chamadas quarks. o nêutron.) e aos bárions (p. são classificadas em três categorias: os léptons. Um méson é formado por um par quark-antiquark enquanto um bárion é composto por três quarks. O elétron. São conhecidos 5 tipos de 53 . Podemos caracterizar uma partícula elementar como sendo aquela que não apresenta estrutura interna. formado por protons e neutrons. constatamos facilmen- te que o próprio conjunto das partículas elementares tem variado conforme a' época histórica considerada.

13 cm e os bó- levante nas interações hadrbnicas. a primeira geração é constituida pelos quarks u e d. a segunda ge- ração pelos quarks c e s. a força gravitacional. Cogita-se a existência de um sexto tipo de quark designado pela letra t (top). que não possui carga elétrica nem massa. os quarks possuem outra carga ou número quântico chamado cor. O eletromagnetismo está associado ao grupo U 11). Ca- da quark possui três estados de cor e as combinações de quarks que formam os hadrons são incolores (isto é. Existem quatro forças básicas na Natureza: a gravitação. nos quarks e portanto é re- . A descrição teórica do comportamento das partículas elementares é efetua- da no contexto de uma teoria quântica de campos relativisticos. Na eletrodinâmica quântica e na cromodinãmi- ca quântica não há quebra espontânea de simetria e como conseqüência o fóton 54 . a responsável pelo decaimento beta nuclear. No caso de vir a ser quantizada. b (beauty ou bottom). c (charm). c e o hipotético quark t possuem carga 2e/3 e d. o modelo padrão que descreve o comportamento das partículas elementares exige. o grupo das transformações de fase (que leva á conservação da carga elétrica). A for- ça forte atua nas partículas portadoras de cor. o eletromagnetismo.quarks que são designados pelas seguintes letras: u (up). onde e é a carga do elétron. Para a descrição das interações fracas é necessário que a teoria de gauge apresente o tenõmeno da quebra espontânea de simetria. A intensidade com que essas forças atuam sob con- dições típicas é dada pelo valor de sua constante de acoplamento. o muon e seu neutrino. o boson de gauge associado é denominado graviton. a interação fraca e a força nuclear forte. Além disso. sendo. Os bosons de gauge associados â força fraca são os W •! e o 2 0 com massas de 83 GeV e 90 GeV. será considerada mais adiante. que atualmente não admite um tratamento quântico. A força fraca atua- sobre os hadrons e léptons e seu alcance é da ordem de 10 -16 cm. A força eletromagnética atua sobre as partículas portadoras de carga elétri- ca e seu alcance é infinito. respectivamente. força eletromagnética 10'2 e força forte 1. As leis que go- vernam as interações são fornecidas pelo principio da invariância de gauge. torna os bo- sons de gauge W ±e Zo massivos. Os quarks possuem carga elétrica fracionária: u. que são oito em número. os hadrons têm número quântico de cor igual a ze- ro). força fraca 10' 5 . que é responsável pelas interações características dos hadrons. s e b possuem carga -1e. s (strange). por razões de consistência interna. A teoria de gauge associada ao grupo SU (3) é conhecida como cromodi- nàmica quântica. Apesar do quark t ainda não ter sido observado experimentalmente. que com a in- trodução de campos escalares básicos chamados campos de Higgs. entre outras coisas. d (down). enquanto as interações fortes estão associadas ao grupo SU (3). o tau e seu neutrino. poucos físicos duvidam de sue ex is- tência. O boson de gauge ou o portador da força eletromag- nética é o fóton. Seu alcance é da ordem de 10 sons de gauge associados são chamados de gluons. Por fim. gerações completas de dois quarks e dois lépwns As interações entre os quarks e léptons que constituem a matéria são me- diadas pelas forças básicas classificadas na categoria de bosons de gauge. Uma terceira geração seria cons- tituida pelos quarks b e t (top). por exemplo. isto é. Isso se deve ao fato de que. que em unida- des naturais têm os seguintes valores: força gravitacional 10' 39 . Os quarks e léptons também são agrupados em gerações. assim. Apesar de sua intensidade ser pequena ela é extremamente importante. de modo que a cada interação é associado um grupo de gauge. o elétron e seu neutrino.

porém quer do ponto de vista experimental. a descoberta inesperada do lepton teu. resultando nas chamadas teorias gran-unificadas. há propostas recentes de unificação. os anéis de colisão. as chamadas teorias de cordas supersimétricas. possuindo. Na montagem tradicional o feixe de partículas atinge um alvo fixo. no modelo mais simples. a conseqüências experimentais que estão fora do alcance dos experimentos atuais. E mais recentemente. Dessa forma. Dessa maneira as interações fracas e eletromagnéticas são encaradas como dois aspectos de uma mesma interação eletrofraca. a desco- berta do quark b e a descoberta da violação da simetria CP.se aceleradores de partículas que produzem feixes de partf- culas de alta energia. Por fim. não foi descoberta nenhuma par- tícula supersimétrica. os anéis de colisão pró- 55 . Outras teorias propõem que as atuais partículas elementares não sejam fundamentais. Tentativas de unificação mais ambiciosas. é necessário. colocando em xeque a proposta das teorias gran-unificadas. Não existe. que sugerem um esquema mais geral do que a teoria de campos. são alguns exemplos. a descoberta das partículas charmosas. Grande parte do progresso experimental das últimas décadas é pr o- veniente de tais experimentos. Além disso. uma das experiências que descobriu o quark c. quer do ponto de vista teórico. Ate o momento. Na Física das Pa rt ículas Elementares as experiências consistem basicamente na observação dos resultados das colisões entre partículas. A demonstração de que os prótons e neutrons são constituídos por quarks. sio efetuadas dentro do contexto das teorias supersimétri- cas Tais teorias são baseadas numa nova simetria fundamental entre bósons e férmions. Experiências com anéis de colisão elétron-pósitron são responsáveis pela co-descoberta do quark c. para uma descrição consis- tente das interações fracas. Avanços recentes levaram à propostas de teorias que unifiquem as intera- ções eletrofracas com as interações fortes dentro do contexto das teorias de gau- ge.e os gluons têm massa nula. mas compostas de constituintes ainda mais básicos chamados préon s. uma vida média da ordem de 10 31 anos. de forma que os bbsons de gauge W± e Zo são massivos e o fóton permanece sem massa. em que os objetos elementares deixam de ser pontuais e pas- sam a possuir uma extensão finita. envolvendo inclusive a gravitação. Experiências recentes indicam que a vi- da média do próton é maior do que a prevista. Essas novas propostas levam. de forma que elas são elaboradas em cima de dois requisitos básicos: a consistên- cia interna da teoria e sua capacidade de reproduzir a teoria eletrofraca e a cro- modinâmica quântica a baixas energias. que as interações eletromagnéticas sejam incluídas. A principal previsão dessas teorias ê a de que o próton não é estável. onde feixes de partículas de alta energia viajam em direções opostas e colidem fron- talmente. resultando numa teoria em que as forças fraca e eletromagnética são unificadas. quase sempre. Mais recentemente desenvolveu-se um novo esquema. a descobe rt a das estruturas de jatos na produção de partículas e grande parte da evidência da existência dos gluons. a energia disponível para as colisões aumenta drastica- mente quando comparada à dos aceleradores de alvo fixo. Quase todas as experiências nessa área são efe- tuadas utilizand o. a fim de obter infor- mações acerca de suas interações. chamada supersimetria e leva à predição de uma enorme variedade de novas partículas elementares. nenhuma necessidade premente para postularmos um novo nível de elementariedade. A descrição atualmente mais acei- ta das interações eletrofracas é efetuada através de uma teoria de gauge com gru- po SU (2) x U (1) com quebra espontânea de simetria. e ha uma partícula de Higgs massive (ainda não detectada experimentalmente).

hoje. também. quando os raios cósmicos eram a única fonte de partículas de alta energia. Isso pode ser feito através da medida mais precisa da largu- ra de massa do Z° (que fixaria o número máximo de neutrinos passíveis de exis- tência) ou através da descoberta direta de novos quarks. e buscar as pa rt ículas requeridas pelos esquemas supersimétricos. e mais recente- mente. outros tipos de experiências que não envolvem acelera- dores. elucidar o vetor de Higgs da teoria eletrofraca. Existem anéis de colisão em construção nos Estados Unidos. e fornecem dados importantes para a Cosmologia e Astrofísica. Há também. aberta pelas teorias de gran-unificação. Os anéis de colisão que estão atualmente em operação são o Tevatron. com orçamento da ordem de 4 bilhões de dólares. provavelmente fora da nossa galáxia. A possibilidade de que o próton não seja estável. sobre o qual não se dis- põe de nenhum dado experimental direto.000 magnetos supercondutores. e o SppS. O propósito dos aceleradores em construção é investigar mais detalhada- mente as previsões das teorias eletrofracas e da cromodinámica quântica. a proposta dos Estados Unidos construir um super acelerador. uma vida média superior à 10 32 anos. Seis experiências desse tipo estão em andamento na Europa. o SSC. uma vez que o modelo padrão não fixa o número de gerações. explorar alguns aspectos das teorias de grande unificação. Os raios cósmicos forneceram descobertas extremamente importantes: o muon. Na Física de Partículas Elementares há. havendo inclusive um ressurgimento de interesse para a investiga- ção de partículas de altíssimas energias e o estudo de fontes cósmicas localiza- das. experiências utilizando-se reatores atômicos e ex- periências em que se buscam efeitos diminutos em transições nucleares são efe- tuadas com o intuito de se determinar a ma ss a do neutrino. Por exemplo. também. Pretende-se investigar. Tal tipo de experimento teve grande popularidade antes do advento dos grandes a ce leradores. Japão e India e a não observa- ção do decaimento do próton implica. diversas experiências de pequeno po rt e. uma grande quantidade de mésons e bárions. in- vestigar a possibilidade das partículas conhecidas apresentarem estrutura interna. no FERMILAB (EUA). a descoberta de que as seções de choque totais dos hadrons crescem com a energia. Europa. com um anel de 22 km de diãmetro utilizando 10. Hoje. no CERN (Suiça). não havendo ainda 56 . Outra pesquisa de extrema impor- tância será a busca do quark r. Neste caso a colisão se dá entre as partículas constituintes dos raios cósmicos. também. e em pa rt icular. colocado num local de baixa atividade de fundo. ton-antipróton permitiram a descobe rt a dos bósons de gauge W± e Zo. continuam sendo usados. também. A mais conhecida é a que utiliza detectores de raios cósmicos. usualmente uma mina profunda. Procura-se detectar o decaimento do próton utilizand o. (Veja Tabela 3). que podem ser extremamente energéticas. Pretende-se. e a atmosfera superior. que causam os chama- dos chuveiros atmosféricos. e bem antes que os aceleradores. Estados Unidos. Japão e União Soviética. Atualmente a ênfase no estudo dos raios cósmicos tem-se deslocado para a investigação da composição e do espec- tro de energia das partículas primárias dos raios cósmicos.se grandes quantidades (várias toneladas) de algum material escolhido convenientemente para atuar si- multaneamente como fonte e detector de eventos. o méson pi. a possibilidade de novas gerações de léptons e quarks. Tais partículas primárias provém do espaço interes- telar. Existem. deu origem a uma nova linha de experiências de grande po rt e.

Finalmente.14. e que têm sido extremamente estimulantes. Bianchi et elli. Os modelos conhe- cidos genericamente como universos inflacionários tentam explicar. por outro lado. tecnologia de vácuo. onde os aceleradores ficam situados. foram conseguidos graças as necessidades geradas pelos aceleradores. Existe. o CERN. Na física nuclear. Atualmente. Os países europeus optaram pela construção de um laboratório multinacio- nal. como aquelas ex is- tentes no universo primordial. matéria não emissora de radiação. a predominância da matéria sobre a anti-matéria e a abundância da radia- ção em relação à matéria no universo em termos das teorias de gran-unificação. Para fazer frente a essa situação. entre outras coisas. Recentemente. Também. 1984) e chegou à conclusão de que as utilidades geradas pelas en- comendas do CERN ás empresas de alta tecnologia. a área de Física de Partículas é a que recebe maior volume de recursos governamentais. 14 países europeus fazem parte do CERN. nos Estados Unidos. muitos países optaram pela criação de laboratórios nacionais. para a matéria escura. Vários avanços em microeletrô- nica. isto é. no universo. Isso tem levado à aplicação de técnicas matemáticas sofisticadas da geometria diferencial e topolo- gia em diversos problemas. devido. abriu uma área de investigação extremamente produtiva. A interface entre a Física de Partículas e a Cosmologia registrou progressos notáveis nestes últimos anos. tanto na física quanto na matemática. considerações cosmológicas impõem severas restrições a essas teorias. Os Estados Unidos contam com 5 laboratórios nacionais na área. mas tam- bém para a Astrofísica e Cosmologia. à construção e manutenção dos grandes aceleradores. Nos Estados Unidos. por exemplo. Vários avanços têm acontecido na interface da física de partículas com ou- tras áreas.resultados conclusivos. enquanto a construção dos detectores fica a cargo das universidades e institutos de pesqui- sas. situado em Genebra. A obse rvação desse fenô- meno terá relevância não só para a Física de Partículas e Física Nuclear. Diversas teorias de partíw!cs elementares existentes propõem candidatos. A simulação das teorias de gauge na rede tem requerido novas arquiteturas para computadores.. que permite o processamento em paralelo e que trouxe c o- nhecido avanço na área. principalmente. que teve início com a descobe rt a de estruturas geomé- tricas nas teorias de gauge semelhantes às da relatividade geral. superam as vendas ao CERN 57 . acredita-se que'a densidades extremamente altas. etc. a Cosmologia fornece um meio de testar essas idéias. como neutrinos pesados e axions. Economic Utili ty Resulting from CERN Contracts. a possi- bilidade da formação de um plasma de quarks e gluons. sistemas de aquisição de dados de alta velocida- de. a proposta de construção de um acelerador para essa finalidade. Além disso. O retorno dos investimentos tem se dado principalmente através do desenvolvimento de alta tecnologia e do desenvolvimento de aceleradores de pe- queno porte para uso na indústria e na medicina. há evi- dências experimentais para a existência de matéria escura. A Física das Partículas Elementares tem se caracterizado por ser uma área em que são necessários investimentos de alto po rt e. produzindo novos progressos. cabe salientar a crescente "geometrização" das teorias fundamentais. materiais supercondutores. Outras experiências atômicas testam os detalhes da ele- trodinâmica quântica e a violação de simetrias fundamentais. o CERN fez um estudo a respeito do assunto (M. as simetrias fundamentais da natureza seriam res- tauradas. que experimentalmente poderia ser observado na colisão de íons pesados de alta energia. Yellow Repo rt 84.

Ela é baseada no princípio da equivalência. Isto possibi- lita a construção de modelos cosmológicos que permitem estudar. as temperaturas eram tão elevadas que as interações entre as pa rt ículas elementares tornaram-se relevantes e devem ser levadas em conta. evi- dências experimentais indiretas provenientes do pulsar binário PSR 1913-16. A força de gravi- tação manifesta-se como uma curvature do espaço-tempo. porém. Ainda no campo da Relatividade Geral vários resultados teóricos merecem ser mencionados. Nessa época. Por outro lado. Efeitos de massas em movimento. a física de partículas tem prioridade muito alta na política científica. tenta-se obter uma descrição do Universo a partir de 16 3 5 s depois da grande explosão inicial. a Relatividade Geral é formulada naturalmente em termos geométricos. declaram-se a favor da manuten- ção de empreendimentos desse porte na área de física de partículas. Evidências observacionais tais como a expansão de Hubble. aplicam-se à esta época. na hipótese de que localmente não é possível distinguir um campo gravitacional de um campo de acelerações. a chama- da grande explosão ou "big bang" que deu origem ao Universo. isto é. Há. a existência de singularidades. Conseqüentemente. o modelo pa- drão da cosmologia. Em outros países. a evolução do Universo. passando esse último a adquirir um papel dinâmico na teoria. a "evaporação" quântica dos buracos negros e a prova de que distribuições de massa não singulares tem energia positi- va. soluções de buracos negros carregados e em rotação.na relação 4:1. para a retomada da vanguarda expe- rimental construindo o SSC. Note-se. que tais ex- perimentos envolvem apenas aspectos estáticos da teoria. nesse país. 0 Reino Unido já anunciou a decisão de diminuir a sua pa rticipação no CERN. como. um anel de colisões de elétrons e prótons (HERA). onde o modelo padrão não é satisfatório. Nem todos os países. pela primeira vez. não é completamente entendida ou ma- 58 . efeitos causados pela relatividade geral têm sido levado em conta em processos astrofísicos com ótimos resultados. como por exemplo. já discutidos anteriormente. O principio da equivalência tem sido testado em experiências terrestres sem constatar-se nenhuma violação até uma precisão de 1 pa rte em 10 11 . confirmam a teoria da relatividade geral. Todos os testes efetuados até agora. A Teoria Quântica de Campos. A teoria que descreve a gravitação é a Relatividade Geral. que tem sido a linguagem básica dessa descrição. Mas a própria descrição da dinâmica dos objetos conhecidos não é completa. porém. nos Estados Unidos. Japão e China. A Relatividade Geral permite tratar o Universo em larga escala. entretanto. em órbita terrestre. Tais modelos apresentam uma singularidade inicial. O retrato da área apresentada acima está longe de ser acabado. Natural- mente. Atual- mente. como União Soviética. por exemplo. a abundância de He4 e a existência da radiação cósmica de fundo á tem- peratura de 3K dão suporte aos modelos isotrópicos de Friedman. radiação gravitacional ainda não foram observa- dos diretamente apesar dos esforços feitos nas últimas décadas. existem fo rtes pressões. Mais recentemente. na Alema- nha Ocidental existem estudos no mesmo sentido embora esteja em construção. Espera- se chegar à precisão de 1 pa rte em 10 15 em experiências realizadas em satélites. no laboratório ou no sis- tema solar. Do ponto de vista experi- mental a Cosmologia encontra-se num estágio que necessita desesperadamente de dados observacionais. a descoberta de novas partículas ou objetos cósmicos pode corroborar ou exigir a reformulação das teorias vigentes. e fornecem uma descrição do Universo a partir de alguns minutos após a grande explosão. Os modelos inflacionários.

Tabela 1: QUARKS E LEPTONS PRIMEIRA SEGUNDA TERCEIRA GERAÇÃO GERAÇÃO GERAÇÃO QUARKS u. As várias propostas correntes pre- cisam de desenvolvimento para a confirmação de viabilidade.vY . sugere a formulação de uma Teoria Quân- tica da gravitação.c b.1 (?) LEPTONS e. a redução no número de dimensões do espaço-tempo. As idéias e técnicas aqui desenvolvidas tam sido de larga utilização em todas as areas de físi- ca teórica. Nem se pode dizer que se tenha idéia de todos os efeitos dinâmicos possíveis nessa teoria. Tabela 2: BOSONS DE GAUGE FORÇA BOSON DE GAUGE ALCANCE INTENSIDADE PARTÍCULAS NAS (UNIDADES QUAIS ATUAM NATURAIS) GRAVITAÇÃO GRAVITON (?) „ G N x 10-39 TODAS ELETRO. Não existe uma prova clara do confinamento dos quarks e gluons a partir da cromodinâmica quântica. (Dentre essas. Em gravitação. Tal teoria não existe ainda. cita- mos a Teoria das Cordas Supersimétricas que é no momento a esperança de gran- de parte dos pesquisadores da area). Em resumo.a própria linguagem usada na descrição dos proce ssos físicos é uma vasta área de pesquisa. o estudo de situações dinâmicas simpli- ficadas. "e p. -2 MAGNÉTICA FÔTON e2 2z+ 10 PORTADORES DE CARGA ELÉTRICA FORTE GLUONS 10-1 3cm g2 z1 HADRONS FRACA Wt Zo 10-16c m G F z 10 -5 HADRONS E LEPTONS .tematicamente tratável. Vr O quark t (ainda) não loi descoberto. 59 . ou a substituição do contínuo espaço-tempo por um reticulado de pontos discretos. O graviton é o bdson de gauge hipotético da forçe gravitacional.d s. Sua complexidade admite tentativas de desenvolvi- mento pela utilização de métodos aproximativos. a unif i- cação com as outras forças da natureza. Exemplos são a expansão em' potências de algum parâmetro pequeno.

50 1989 HERA DESEY. EUA e+e. China e+e. Alemanha e-p e--30 1990 p -820 UNK' SERPUKHOV. 50 1987 TRISTAN KEK. EUA pp 900 em operação SLC SLAG. 35 1987 BEPC BEIJING. Suiça pp 300 em operação TEVATRON FERMILAB. URSS pp 3000 1995 SSC EUA pp 20000 1996 • Na primeira etapa espera-se construir um acelerador de alvo fixo com um leixe de protons de 3000 GeV até 1990. Japão e+e. . 2.ó- Tabela 3: ANÉIS DE COLISÃO EM OPERAÇÃO PROJETADOS NOME LOCALIZAÇÃO TIPO ENERGIA DO FEIXE INICIO DE (GeV) OPERAÇÕES - SppS CERN.2 1988 LEP CERN. Suiça e+e.

esse período abrange desde as primeiras décadas des- te século até 1940. Luiz Freire teve um importante papel no estimulo de jovens talentosos. as atividades de pesquisa científica se desenvol- viam principalmente em volta dos institutos de ciências da saúde e biológicos. sob a inspiração de Ani- sio Teixeira teve vida efémera. Nessa época. Antes. em que encontramos muitas figuras em comum. Leopoldo Nach- bin e José Leite Lopes. em 1934. desenvolvem-se em algumas insti- tuições. fundamenta a construção da Física no Brasil. Todavia. PÍJ1CQ daí ParI:ícu!aí e Subóreaj Correbtar FÍSICA DAS PARTÍCULAS E SUBAREAS CORRELATAS BREVE HISTORICO É bastante difícil traçar uma história comum para as quatro partes que constituem nossa área neste levantamento. Essas características são em pa rt e comuns com outras áreas da Física. na história. No decorrer da década de 40 firma-se a geração que realmente. A Física de Partículas e Campos teve o papel de ser uma das primeiras. ou. no Rio de Janeiro. Poder-se-ia falar numa etapa pré-histórica. como Mario Schenberg. Cerca do final desse período. com a participação do físico russo-italiano Gleb Wataghin e do matemático italiano Luigi Fantappié. todas elas partilham certas características i:o quadro das institui- ções onde se desenvolvem as atividades de pesquisa. como o Butantã e Manguinhos. ou a passagem de Einstein em 1925. Cronologicamente. realmente a primeira a ser implantada no Bra- sil. em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Universidade de São Paulo cresce 61 . começou a organização de cursos de Física e Matemá- tica na Universidade de São Paulo. os pa- cientes trabalhos de Mourize alternavam-se com momentos de um certo brilho. mais ou menos isoladas. em Recife. Uma tentativa análoga na Universidade do Distrito Federal. No Rio de Janeiro. como os da expedição inglesa à Sobral para medir o deslocamento do perihélio do Mercúrio em 1919. Também não é fácil separá-las nos pri- mórdios. no Observatório Astronômico. no sentido que atividades de pesquisa incipientes.

Em São Paulo funda-se o Instituto de Física Teórica. Fortaleza e Belém iam dar uma expansão nacio- nal nova. os recursos huma- nos em Física experimentaram um crescimento elevado. até hoje. A derrubada do governo de João Goula rt . No meio desse clima desfavorável o governo militar deslanchou a Reforma Universitária em 1968. e esse conjunto era o mais importante na Física brasileira. o que deu um impulso institucional muito grande. No Rio de Janeiro. Infelizmente. uma base forte para o desenvolvimento da Física no País. o da PUC no Rio de Janeiro. as cassações. com investimentos sig- nificativos. representa um percal- ço muito difícil de superar. o BNDE primeiro e a FINEP depois. na época.e os grupos experimentais em Física Nuclear começam a mostrar suas iniciativas. que rapidamente se consolidou. Mais tarde. A comunidade da nossa érea. sob a direção de Gabriel Fialho. restrições e até demissões que afetaram particularmente a área. confundia-se com a da Física Nuclear. motivadas pelo Al-5. a situação económica desfavorável tem tido reflexos deplorá- veis para a manutenção do crescimento. o CLAF teve uma atividade de fomento importante. o recrutamento de jovens parece ir muito devagar. Na esteira do fato. Eles propiciam a volta para o Rio de Janeiro de Cesar Lattes. Jayme Tiomno. tiraram Leite Lopes e Tiom- no do convívio da comunidade científica. g importante notar que nessa época é criado o CNPq. Num termo relativamente curto. pois trouxe inquéritos. e aquelas com emprego padecem de salários insuficientes. com a implantação dos primeiros aceleradores de partículas. que fornece. que encontraram um ter- reno fértil. que começaram) a cair no virar dos anos 80. Pessoas bem preparadas encontram-se desempregadas. tiveram uma contribuição impor- tantíssima. na nossa área. face às pressões políti- cas do governo militar. Elisa Frota Pessoa. 62 .bem como a CNEN. ela trouxe a formalização da pós-graduação no Brasil. foram bem desenvolvidas na década de 1970. A década de 50 apresenta um ritmo de crescimento definido da atividade. enquanto os centros tradicionais da nossa área procuravam supe- rar as conseqüéncias negativas das decisões que lhes alcançaram. com o intuito de fundar o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). em 1964. aquém do que seria desejável. O estabelecimento de novos grupos continuou como. Em São Paulo. a Física afirma-se no interior do estado. por exemplo.-No começo de sua vida. que vão nucleando-se em volta da Facul- dade de Filosofia da Universidade do Brasil. O persistente aumento do número de pesquisadores formados pelas instituições existentes permite preparar uma expansão institucional que acontecerá nas décadas seguintes. João Pessoa. As iniciativas na formação de recursos humanos. No início da década de 60 institucionaliza-se o Centro Latinoamericano de Física (CLAF). em particular para a Física. que acabara de descobrir o méson pi. Esses grupos foram muito importantes na susténtação e no crescimen- to da atividade. que infelizmente não persistiu. Houve um surto de entusiasmo em torno da Universidade de Brasília. borbulha a atividade com pioneiros como Gross e Cos- ta Ribeiro e os jovens como Leite Lopes (ex-estudante de Freire em Pernambu- co). Em particular. Embora criticada com justiça. vários físicos cap az es deixaram o País. Do ponto de vista de fo- mento. Na pa rt e teórica Ma- rio Schenberg reune as gerações jovens. e pouco mais tarde os grupos de Recife.

a cada dois anos. originalmente. Esses gru- pos tinham seoe. a atividade foi-se expandindo e o número de pesqui- sadores crescendo. E importante frisar que diversos pesquisadores tem atuado nessa área de uma forma não sistemática. e a F ísi- ca de Partículas Elementares em baixas energias. em vários países percebeu-se que' vinha se desenvolvendo um domínio particular da Física no qual convergia a Física Nuclear. Relatividade. No que tange a Cosmologia destacaríamos as atividades do grupo de cos- mologia do CBPF. do IFT em São Paulo e de João Pessoa. liderado por Mário Novello. do ponto de vista de suas características próprias na evolução histórica. na UFPE. etc. abrangendo desde níveis e propriedades estrutu- rais (como fatores de forma) de núcleos leves até os níveis do sistema núcleon- antinúcleon e o espalhamento de pions e núcleons em núcleos leves como deu- terons. He. Hoje. o qual vem desenvolvendo diver- sas linhas de pesquisa há quase duas décadas. Ela é bastante eclética. na PUC-RJ. e mantém um encontro es- pecializado realizado a cada dois anos. no CBPF. Vitória e João Pessoa. Tendo caracterizado a evolução global da área. em Brasília. uma Escola de Relatividade e Gravitação. trítio. Os grupos são relativamente novos. deve muito à atividade pioneira de Colber cujo inicio se deu no começo dos anos 60. aos grupos originais somam-se outros do CBPF. e da UFF no Rio. USP e no Rio Grande do Sul. 63 . ON e UFF no Rio de Janeiro. um modelo para explicar alguns aspectos do processo de evolução estelar. a dedicada ao problema com poucos corpos. os grupos trabalhando na área encontram-se no IFT. Hoje. Este último se desenvolveu a oartir da mudança de assunto de Theodor Maris e alguns dos seus colaboradores. na UFRJ. em especial. O campo tem-se desenvolvido razoavelmente. em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ffsica das Energias Intermediárias Por volta da metade da década de 1970. juntamente com Gamow e Chandrasekhar. para ser mais preciso. formaram-se a partir da década de 70. A partir da afirmação dos centros de pesquisa considerada acima. passamos a considerar os diferentes setores nela compreendidos. A área realiza desde 1978. a existência do maior grupo de pesquisas nessa área no Brasil (no CBPF). Em particular. teve lugar o primeiro encontro do pessoal envolvido na área. até 10 GeV de energia. • Em 1977. UFRJ. No Brasil essa afinidade foi reconhecida a pa rt ir dos grupos que estudavam reações com deuterons ou modelos pare núcleos com poucos corpos. na UFRJ. Nesse contexto se incluem algumas contribuições de Mario Schenberg na Universidade de São Paulo. Gravitação e Cosmologia 0 iniciador de um programa sistemático de estudos e pesquisas em Gravi- tação e Relatividade Geral foi Colber de Oliveira. e na USP em São Paulo. cujo interesse por essa área re- monta à década de 40 quando propbs. na USP de São Carlos.

CBPF. participou do descobrimento do méson. aonde demonstra a existência de mais de uma classe de mésons na radiação cósmica. na época visitado por eminentes cientistas de reputação internacional. que c o- mo o Centauro. Leite Lopes. estudou os chuveiros penetrantes na radiação cósmica. No plano experimental. 64 . CTA). liderado por Theodor Maris. IFT. o grupo original de raios cósmicos. Taketani. Em 1947. Bolivia e outros países. previu em 1957 as correntes neutras nas interações fracas. Weinberg e Saíam. os outros grupos compoãm-se de poucos pesqu isadores. UFRJ e UFF). Eles estudaram o grupo de renormalização e a quebra de simetria quiral na eletrodinâmica quán- tica. Por sua vez. Posteriormente. fez o estudo mais sistemático e con- clusivo de modelos de teorias de campo bidimensionais. subárea ainda de grande atividade. partícula muito im- portante na descrição das forças nucleares. Os anos 50 foram marcados também pela fundação do Instituto de Física Teórica. Junto com Ma- rio Schenberg. em Brasilia.Física das Partículas Elementares e Teoria Quântica dos Campos A Física de Partículas Elementares começa no Brasil com a vinda de Gleb Wataghin para a Universidade de São Paulo. Londrina e João Pessoa. e há projetos para manter-se atualizados os procedimentos de medição. à exce- ção dos grupos dos centros tradicionais. A década de 70 foi marcada pelu surgimento da liderança de Jorge André Swieca. Lactes estabeleceu uma colaboração com o Japão para estudar raios cósmicos. tendo sido os precursores do descobrimento de eventos. hoje. Só nos últimos dez anos a atividade retomou alento com colabora- ção de instituições européias e americanas. Ele fez uma experiência pioneira com Paulus A. Jayme Tiomno foi o descobridor da simetria quiral para os férmions relativisticos. como R. Na parte teórica. houve um enfraquecimento da atividade depois do golpe de 64. no Rio de Janeiro (PUC-RJ. são agora encontrados por grupos similares na India. liderado por Lattes. que. junto com seus colaboradores. Os grupos teóricos atuantes. Desde 1949. num trabalho pioneiro. Cesar Lattes. na área encontram-se no Rio Grande do Sul. e fez contribuições importantes nos anos 50 para a compreensão das interações fracas e sua estrutura formal. que começara seus trabalhos científicos com Wa- taghin e Occhialini. em São Paulo (USP. ou seja } a produção múltipla de mésons pela radiação cósmica nas altas camadas da atmos- fera. conti- nua produzindo resultados de interesse no marco da colaboração com Japão. As sedes do grupo encontram-se na UNICAMP e no CBPF. opção mais tarde retomada por Glashow e os outros dois cientistas ligados a formulação do modelo "Standard". E claro que. ele foi um dos Ifde- res do experimento que produziu pela primeira vez o méson em laboratório. Waizackar. UNICAMP. no ciclotron de Berkeley. Os acelera- dos do futuro prevém um estudo da produção desses eventos. Em 1960 foram reconhecidos mundialmente os trabalhos desenvolvidos pelo grupo teórico de Porto Alegre. Bianualmente realiza-se a sessão da Escola Jorge André Swieca de Física de Partículas Elementares e Teoria de Campos. Pompéia e Marcelo Damy de Souza Santos.

Desde sua implantação. na PUC. Coraci Matta. Estados Unidos. Ciências e Letras da USP com Jorge André Swieca. O encontro anual da área (juntamente com Relatividade. o grupo é liderado por José Fernando Perez e Walter Felipe Wrezinski. no Departamento de Física da UFMG. que adotaremos aqui consiste em considerar como pe rt encentes a comunidade de Ffsica•Matemá- tica aqueles grupos que vem produzindo trabalhos em Física Teórica com uma acentuada preocupação na obtenção de resultados matematicamente rigorosos. como se pode constatar no veiculo de divulgação mais significativo da área. Suas principais linhas de pesquisa têm sido: Mecânica Estatística de Equilíbrio. a temática era centrada principalmente no estudo de propriedades de ma Belos em Teoria Quântica de Campos e Mecânica Estatística. e no ternário das conferencias periódicas da "International Association of Mathematical Physics". Mais recentemente. A temática típica. como na formação de pessoas especializadas. Dois grupos maiores podem ser identificados pelo volume e regularidade tanto da produção científica. tendo formado dois mestres. Os dois principais grupos que atuam em depa rt amentos de Física no Brasil tiveram suas origens no então Departamento de Física da Faculdade de Filosofia. do mesmo Departamento. e no Departamento de Física da PUC-RJ com Michael O'Carroll. As atividades deste grupo iniciaram-se em 1979 com o retorno de Schor e a incorpo- 65 . em 1977. no Departamento de Física-Metamática da USP. ambos com douto- rado na ETH. Esta- dos Unidos. ambos no final da década dos sessenta. e por Ricardo Schor. se confunde com o próprio desenvolvimento da Física Teórica em nosso País. que se doutorou no Instituto Courant em Nova York. doutorado na Universidade de Maryland. Em São Paulo. Em Belo Horizonte. Teoria Quântica de Cam- pos. A história da Física-Matemática no Brasil. em 1968 e que Está no Brasil desde 1969. Uma atitude possível. vem desenvolvendo trabalhos na área de Sistemas Dinâmicos. a preocu- pação maior era no estudo de propriedades espectrais de operadores de Schr'd- dinger e espalhamento quântico. Suiça em 1973. nas suas origens. Gravitação e Cos- mologia) realiza-se com a pa rt icipação de cerca de 200 pesquisadores. Operadores de Schrodinger e Sistemas Desordenados. o grupo é li- derado por Michael O'Carroll. longe de ser a única. inclue: (1 ) Métodos Matemáticos com relevância direta Dare a Física (2 ) Mecânica Estatística de equilíbrio e fora do equilíbrio (3 ) Teorias de Campo e Gravitação (4 ) Sistemas Dinâmicos f } Teoria Quântica de Campos (6) Propriedades Espectrais de Operadores de Schrtidinger (7) Sistemas Desordenados. Na USP. Zurique. o "Communications in Mathematical Physics". Estados Unidos. o grupo formou quinze mestres e três doutores e mantém uma colaboração internacional com a Universidade da Califórnia em I rv ine. A F ísica-Matemática A grande dificuldade de se definir no que consiste a Física-Matemática resi- de na impossibilidade de delinear precisamente suas fronteiras com a Física Teó- rica e a Matemática.

A distribui- 66 . Este grupo tem raízes e âmbito de atuação essencialmente no con- texto da Matemática. Neste contexto. Dois grupos principais trabalhando em Institutos de Matemática devem ser mencionados. Paralelamente aos cursos de pós-graduação anuais.lderpAfOzóiodelma. o que nos parece uma média baixa. (2) 0 grupo de Sistemas Dinâmicos do IMPA. Uma das principais dificuldades na formação de mestres e doutores em Física-Matemática no Brasil tem sua origem no nível matemático deficiente dos alunos egressos dos cursos de Física. no Instituto de Física da UNICAMP identificamos o grupo deSistmaDnâco. (Ver Tabela 1). apenas 25 são experimentais. DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA Há cerca de 230 físicos brasileiros trabalhando nessas éreas nas instituições brasileiras. liderado por Antônio Galves. Rutgers e Paris. Desses 230 fí- sicos. São eles: (1) 0 grupo de Mecânica Estatística fora do equilíbrio e Dinâmica Estocástica do Instituto de Matemática e Estatística da USP. está apto a atuar em diversas áreas que vão desde a Fisica Teórica até a Matemática Aplicada. A crescente dependência da moderna Física Teórica com relação aos méto- dos e linguagem da Física-Matemática. dos quais seis se encontram em programa de doutorado (cinco no exterior) e mantém uma colaboração internacional com a Northeastern University em Boston. é importante se obse rv ar que um pesquisador formado em Física-Matemática. O número de estudantes de mestrado e doutorado em nossas instituições é aproximadamente igual ao número de físicos: temos cerca de um estudante de pós-graduação por pesquisador. devido a variedade de conhecimen- tos adquiridos. Decorre daí a necessidade de um investi- mento sistemático na formação de recursos humanos e na estabilização e aprimo- ramento dos grupos existentes. entre os físicos teóricos. Este grupo tem trés doutores e mantém colaboração com pesquisadores da' UFRJ e IMPA. estão tornando a área cada vez mais popular nos países desenvolvi- dos. As principais linhas de pesquisa são Mecânica Estatística e Teoria Quân- tica de Campos. dos quais cerca de 170 são doutores. além de intercâmbios internacionais intensos com grupos das Universidades de Roma. torna-se necessário uma formação suplementar em Matemática. A participação da Física-Matemática dentro da comunidade de Física. 0 grupo formou sete mestres. pe- las próprias características da área. e 60 são mestres. o percentual atual- mente observado no Brasil é extremamente pequeno quando comparado a índi- ces mantidos nos países desenvolvidos. Entretanto. Em Campinas. a maioria dedicando-se a problemas pura- mente teóricos. de grande renome internacional.cujsprni- pais interesses se localizam no estudo da quantização semi-clássica e do caos.ração de O'Carroll dando-se em 1980. Estados Unidos. bem como a versatilidade potencial do pesquisador. liderado atualmente por Jacob Pallis. é reduzida. o que exige do estudante e orientador um esforço redobrado quando comparado a ou- tras áreas da Física. Ë de se notar que ela foi incluída na lista de áreas prioritárias pela "National Science Foundation" dos Estados Unidos. apenas cerca de 40% fazem algum tipo de fenomenologia.

10 15 15 CBPF 29 4 25 8 7 26 11 PUC 11 — 11 — 6 — 2 OBS. - TOTAL 167 58 200 25 85 131 115 . .Tabela 1— RECURSOS HUMANOS EM FÍSICA DE PARTÍCULAS E SUBAREAS CORRELATAS 1NSTIUIÇÓES DOUTORES MESTRES TEÓRICOS EXPERIMENTAIS TÉORICOS ESTUDANTES ESTUDANTES FENOMENOLO. .NACIONAL 3 2 5 — — 1 1 UERJ 1 2 3 — 1 — — UFF 8 7 11 2 4 3 3 UFES 3 — 3 — — — — UFMG 2 — 2 — — 1 2 UNB • 9 2 11 — 2 — 15 UFPB 7 — 6 1 — — 4 UFPE 3 — 3 — 3 1 2 UF Pari 1 — I . Carlos 1 — 1 — — 1 — IAG-USP 18 15 29 4 29 44 27 IFT 9 — 9 — 4 3 8 UNICAMP 10 3 4 9 3 6 10 CTA 6 — 6 — — — — UFRJ 22 18 40 . DOUTORADO MESTRADO GISTAS UFRGS 10 4 14 — 11 3 — UE Londrina 1 1 2 — — — — USP 15 — 14 1 5 27 15 USP-S.

com a formação de doutores no País e nó exterior. ou os baixos valores das bolsas fora do Estado de São Paulo) ou setorial. sem vínculo permanente no País. propriedades de partículas. e em outras instituições há pra- ticamente zero. mostrada na Tabela 3 acentua ainda mais a falta de uniformidade das atividades em Física de Partícu- las no País Formação de Pessoal No Pafs A tabela 4 mostra os números de mestres e doutores formados em nossas instituições desde 1981. mas merece obse rv ação (e talvez preocupações) o fato de que os números relativos a 1986 são os menores dos últimos anos. formando-se nas áreas compreendi- das por este levantamento. Doutores Brasileiros sem vínculo Permanente no País. Estes dados sobre número de estudantes deverão ser comparados com os obtidos em outras áreas de Física. apenas nas áreas da Física que são aqui analisadas. Outra característica marcante das informações relatives ao número de estu- dantes nessas áreas é a redução progressiva do número de mestrandos. f= claro que podemos af ter apenas uma flutuação esta- tística. Deve- ríamos estar preparados para o ingresso de cerca de 40 físicos por ano em nossas instituições. A tabela evidencia nossas notórias deficiëncias•em física experimental e física teórica fenomenoló- gica (modelos específicos para interações. Observamos a acentuada concentração nas áreas de teoria de campos e de astrofísica/ cosmologia (este último caso sendo fo rt e- mente influenciado pelas grandes dimensões do IAG/USP). Distribuição de Pesquisado re s entre as Diversas Linhas de Pesquisa A tabela 2 mostra a distribuição de linhas principais de atividade para 217 físicos em nossas instituições. como mostra a Tabela 5.68 . De acordo com nosso levantamento. já há pelo menos 19 doutores brasilei- ros. o que mos- tra a existência de um esvaziamento ocorrido nos últimos anos. Este número está em crescimento rápido . e ao . No Exterior Há pelo menos 35 bolsistas no exterior. Este número deve ser com- parado e adicionado aos 131 que fazem doutoramento no Pais atualmente. que podem ser de natureza geral (tais como falta de perspectivas de emprego. nessas áreas da Física. a fim de se poder ter idéias de suas causas. estudos de processos). o qual ainda não afetou fortemente o número de estudantes de doutorado. ção desses estudantes entre as instituições é extremamente irregular: no Institu- to de Física da USP há 3 estudantes por doutor. A distribuição dos artigos científicos por subarea.

Corós . . 3 . - IAG-USP . 5 6 1 - UE LOrdana . . - UFRJ 1 2 8 7 5 4 . . 1 . .14 29 91. 5 3 2 - OBS. 1 8 1 1 . . . 33 IFT . - UFPA . 1 1 UFPE . I .Totals 2 . - USP • 1 1 8 3 2 USP . - UFMG . . . 3 . . - CBPF 1 4 4 9 1 8 2 8 PUC 1 .40 9H *Dodos Fisies foal RdotMdedo • Tecate dos Tomb • Promos= M•todss Ralos Astro![olm • Momndtims Cubits • Gr•rgnGBo Campos Model* Esp•cltbos • E:pavmontW Cdanbos Caonobpla IKSTtTtnçAO Ctbsta pots 111preç0ls P111p11sdadp do • borinanordoç8o do Partteutss ' UFRGS . - TOTAL 7 8 28 57 29 Zl 2 14 52 . . . 1 1 2 . 1 4 . . . . . . 3 5 UFES . . . 1 . . . - UFPB . . 3 2 8 CIA . tdm. 2 . 2 . . 3 UNIGAAIP .PESOU SADORES POR SUBAREA DE PESOUISA E POR NISirnUnçAO EM FISICA DE PARTICUL-AS ELEMENTARES E SUBAREAS CORRELATAS lPACS 02 03 04 11 12 13. . 1 . . . - UNO 2 2 .S. 4 UERJ 1 . 1 .ional . 6 . - UFF 1 .

Tabsla 3 — PESQUISADORES E ARTIGOS CIENTIFICOS POR SUBAREA DE PESQUISA PACS 02 03 04 11 12 13 e 14 29 94.1986 .40 98 TOTAL Métodos Fislca Geral Relatividade Teoria dos Teoria o Processos Métodos Ralos Astrofislca Matem ticos Ouintica o e Gravltaçio Campos Modelos para Especificas e Experimentais e Cósmicos o Clássica Interações Propriedades instrumontaçia Cosmologia de Partículas Namoro de Físicos 7 8 26 57 28 23 2 14 52 217 Número do Artigos em 6 45 36 116 9 45 4 2 44 307 1985.

. . - IAG-USP 2 2 10 2 2 4 3 . . . 1 1 . . . 1 USP 7 2 11 2 6 5 8 4 12 3 4 2 . .D M DM DM DM DM D M D . 2 . . . . . 1 1 . 1 1 . . . 3 . . 2 . . . 2 . . 3 . 1 . . 2 . 2 . . . . - UNICAMP 2 1 1 3 1 . NACIONAL . '- PUO 2 1 1 . 1 TOTAL 23 10 43 15 23 12 33 9 36 12 27 7 28 18 10 • 10 . 3 3 . . 2 . 2 1 1 2 1 1 5 2 . . 1 .Tabela 4 . 1 . . . 2 1 . 1 . . . - UFMG . - UFF . 2 1 OBS.RECURSOS HUMANOS FORMADOS EM FÍSICA DE PARTÍCULAS E SUBAREAS CORRELATAS INSTITUIÇÃO 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 M D M . 1 1 1 . . - CBPF 2 1 2 2 1 2 6 1 7 5 3 . 4 2 2 1 8 2 4 . . UFRGS 1 1 3 . . 8 1 6 5 3 4 EFT . 4 1 6 5 4 2 UFRJ 3 . . . 2 1 2 1 1 . . . . . 1 . . 1 7 3 3 . 1 . 1 . - UFPE . . 3 . 2 . . . . . 2 •. . . 1 1 UNB 3 . . 5 .

Tabela 5 — BOLSISTAS EM DOUTORAMENTO NO EXTERIOR EM FÍSICA DE PARTÍCULAS N9 de 1419 de Sem vinculo Fazem Experimentais Bolsistas respostas de emprego Fenomenologla recebidas CNPq 19 13 10 5 1 CAPES 14 12 11 2 — FAPESP -. — — — — OUTROS 2 2 2 — — .

nos quais sejam realizadas expe- riências simples com raios cósmicos do mar. agindo corno polarizadores de novos grupos. Atualmente este é o meio de comunicação mais eficiente. chegamos às seguintes conclusões. do tipo do programa de pesquisadores do CNRS francês. possibilitaria a uti- lização de computadores dos grandes laboratórios. através de estadias (curtas ou longas) destes mesmos pesquisadores. — Fomento ao intercâmbio de pesquisadores entre os vários centros na- cionais. assim como soluções nurnéi iras de equações de Langevin ou métodos de Monte-Carlo. indica as possibilidades e as limitações para a expansão das ativida- des de pesquisa no Brasil. A entrada do Brasil em "networks" tais como Bitnet. introdução a problemas mo- dernos de visão em robótica. para alimentar os grupos de in- formações e métodos renovados. através da criação de posições pós-doutorais renováveis. ocupados por cientistas de larga experiência. — Criação de posições de pesquisadores. medida do fluxo de raios cósmicos a nível do mar. PROJEÇOES E NECESSIDADES Do que foi exposto. ainda no exterior. de modo a completar o quadro de teoria de campos. assim como uma rápida c o- municação com grupos de pesquisas em outros países já integrados no sistema.mesmo tempo que deve constituir uma preocupação para a SBF e instituições g o- vernamentais. — Fortalecimento dos grupos teóricos já existentes no país. que é de uma descrição matemática e precisa dos fenômenos elementares. Há vários gru- pos de destaque em atividades de fronteira. com linguagem de alto nível (tipo LISP para robótica). e com disponibilidade para mudanças de endereço. • Tendo em vista também a existência de pelo menos dues dezenas de dou- tores brasileiros com larga experiência pós-doutoral. Recomenda-se: — A introdução de cu rsos experimentais. • Deficiências na formação de bacharel em Física. — Introdução de cursos mais avançados de computação e robótica. Esta seria uma medida com im- pacto em outras áreas da física. Para isto são necessários fotomultiplicadoras. PERSPECTIVAS. assim como em computação. rápido e barato à dis- posição da comunidade científica internacional. — Apoio aos projetos para desenvolvimento de processadores paralelos. especialmente nas áreas tecnológicas e experimental. possibilitando uma colaboração mais efetiva entre grupos de interesse comum. proprieda- des da radiação Cerenkov. necessitando de elementos em áreas matemáticas. assim como elementos treinados em aspectos mais fenomenológicos. cintila- dores e eletrônica não muito sofisticada (padrão NIM). que também utilizam recursos de computação. como elemento de ligação naquele tipo de pesquisa. tais como determinação da vida média do muon. e mantém colaborações no exterior. De- 73 . e renovação de computadores já existentes. recomen- da-se: — Apoio ao retorno destes pesquisadores aos grupos estabelecidos. pelo levantamento realizado através da análise da si- tuação atual da Física de Partí cu las e Campos no Brasil.

manutenção de grupos teóricos e experimentais. onde novos elementos entram em atividade. na Alemanha (HERA). testes de equipamentos. Japão (KEK) e Estados Unidos (SLC). onde se procu- ra explicar os fenômenos observados nestes aceleradores. Re- comenda-se: — Fortalecer as colaborações no sentido já indicado acima. — Recomenda-se que os órgãos financiadores de pesquisa adotem um pro- cedimento mais Agil na concessão de auxílios e viagem (passaporte e diárias) que visem a possibilitar a saída do país em prazos mais curtos e freqüência necessá- ria para participar de colaborações. assim c o- mo incentivo a doações à pesquisa básica.ve-se possibilitar também intercámbios intermitentes (semanais ou mensais. com a divul- gação dos recursos já existentes em instrumentação e eletrônica. — Fo rt alecimento de grupos teóricos em áreas de fronteira. — Fortalecimento da ligação brasileira com grandes centros no exterior. por exemplo) entre centros próximos. • Dado o crescente número de grupos brasileiros interagindo com pesquisa- dores de outros países. União Soviética (UNK). e enviar pesquisadores aos centros renovados. com o objetivo de se formar um "pool" nacional. como ICTP (Trieste) que mantém o quadro de associados e afiliados. a ss im como o incentivo de aplicação de verbas. CERN — Genebra (LEP). produção de material de pesquisa. diversificar as colaborações na medida do crescimento. tomada de dados ou finalização de trabalhos científicos. assim como a vinda de colaboradores estrangeiros que participem de pesquisas conjuntas. do CERN (Genebra). dos grupos. • A inexistência de instrumentação avançada no Brasil é um fator de limita- ção à pa rt icipação brasileira. recomenda-se: — Participação mais ativa e materialmente mais significativa nas pesquisas onde grupos brasileiros estejam envolvidos. por parte da indústria na formação de mão de obra em pesquisa. participação em con- gressos. em vista do que se recomenda: — A interação com indústrias nacionais interessadas no setor. 74 . cremos que a situação nos é extremamente desfavorável. Termilab (USA) e outros. • Comparando-se os gastos com Física de Partículas entre o Brasil e os paí- ses desenvolvidos. Estes grupos teóricos são responsáveis por um grande contigente de mão de obra teórica altamente es- pecializada e treinada. como Hamburgo. geralmente abe rt os aos nossos pesquisadores. acordo-Paris VI-IFT. — Facilidade para envio de pesquisadores brasileiros aos grandes centros.

FÍSICA DA MATÉRIA CONDENSADA INTRODUÇÃO 79 ANALISE DA SITUAÇÃO NO BRAS I L 81 — Física Atómica e Molecular 84 • Descrição 84 • Breve Histórico 86 • Quadro Resumo da Situação Atual 87 • Análise e Perspectiva $9 — Optica 90 • Descrição 90 • Breve Histórico 92 • Quadro Resumo da Situação Atual 93 • Análise e Perspectiva 93 — Cristalografia 97 Descrição 97 Breve H istórico 98 Quadro Resumo da Situação Atual 101 • Análise e Perspectiva 99 .

— Física Estatística 104 Descrição . 104 Breve Histórico 106 Quadro Resumo da Situação Atual 109 Análise e Perspectiva 110 — Física de Semicondutores 112 • Descrição 112 • Breve Histórico 112 • Quadro Resumo da Situação Atual 114 • Análise e Perspectiva 113 — Física de Baixas Temperaturas e Supercondutividade 117 • Descrição 117 • Quadro Resumo da Situação Atual 120 • Análise e Perspectiva 119 — Magnetismo 122 • Descrição 122 • Breve Histórico 125 Quadro Resumo da Situação Atual 127 Análise e Perspectiva 126 — Ressonáncia Magnética 131 • Descrição 131 • Breve Histórico 133 • Quadro Resumo da Situação Atual 136 • Análise e Perspectiva 135 — Espectroscopia Mtissbauer 147 • Descrição 147 • Breve Histórico 148 • Quadro Resumo da Situação Atual 149 • Análise e Perspectiva 151 .

— Biofísica E Física Médica 154 • Descrição 154 • Breve Histórico 155 • Quadro Resumo da Situação Atual 157 • Análise e Perspectiva 156 DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA 160 — Física Atómica e Molecular 160 — Óptica 164 — Cristalograf ia e Cristais Líquidos 178 — Física Estatística 182 — Física de Semicondutores 188 — Física de Baixas Temperaturas e Supercondutividade 196 — Magnetismo 203 — Ressonância Magnética 208 — Espectroscopia Mõssbauer 215 — Biofísica e Física Médica 220 .

estabelecida há pouco mais de vinte anos. foi a pa rtir de investigações nesta área que surgiram grandes inovações tecnológicas como os transistores. Por exemplo. mecânicas e térmicas. Por outro lado. poliace- tileno. como eles têm es tr utura cristalina com propriedades de simetria bem definidas.). Até aquela época as propriedades da física dos sólidos eram objeto de estudo como exemplo de aplicação da mecânica quântica. a Física da Matéria Con- densada tem uma enorme quantidade de aplicações na tecnologia moderna. esta área se es- tendeu a materiais como o vidro. Pííica do motrio Condeníada INTRODUÇÃO A Física da Matéria Condensada investiga os estados da matéria em que os átomos constituintes estio suficientemente próximos e interagem simultanea- mente com muitos vizinhos. São pa rticularmente interessantes as propriedades elétricas. Nesses sólidos ocorrem fenómenos que não existem em materiais amorfos. Ela é uma área de investigação básica. ópti- cas. polímeros orgânicos diversos (teflon. os microprocessadores. Com o progresso das técnicas experimentais e teóricas de investigação. magnéticas. os fe- nômenos podem ser interpretados pelas leis da Física com mais facilidade. Na década de 50 os trabalhos nesta área estavam concentrados nos sólidos cristalinos. inicialmente sob o nome de Física•do Estado Sólido. Foi a descoberta do transistor naquele ano que deu um enorme impulso à pesquisa da Física de Sólidos. ligas amorfas e até mesmo aos líquidos. Além disso. que procura a explicação detalhada de propriedades e fenômenos da matéria condensada a partir dos conceitos e das equações fundamentais da mecânica quântica e da fí- sica estatística. os circuitos integrados. os fios supercondutores e os lasers semicondutores que deram origem âs comuni- cações ópticas. Esta área da Física começou a adquirir características próprias apenas a partir de 1948. passando a ser conhecida 79 . cujos Tons formam um arranjo ordenado periódico. etc.

de carga e mais recentemente a síntese de materiais supercondutores a temperaturas mais altas. Esaki. como ocorre em Astrofísica ou no domí- nio biológico. Schrieffer (1972 — teoria de supercondutividade). A investigação des- tes sistemas. Do ponto de vista fundamental. Este fato tem atraído para esta área o concurso de físicos teóricos do mais alto calibre.como Física da Matéria Condensada. o desenvolvimento de materiais semicondutores fabricados pela deposição sucessiva de monocama- das atômicas de modo a formar super-redes. Kapitza (1978 — estudos em baixas temperaturas). BO . L. L. impulsionadas pela descoberta de novos fenômenos e de novos mate- riais artificiais. H. Van Vleck (1977 — estudos de sólidos amorfos e propriedades magnéticas da matéria). a formulação teórica e a observação expe- rimental de fenômenos de turbulência e caos em uma grande variedade de siste- mas. Estas linhas por sua vez abrem o potencial para o desenvolvimen- to de novos dispositivos que encontram aplicações nos mais variados segmentos tecnológicos. Binning. constituindo um imenso "labora- tório" para o estudo da Termodinâmica e da Mecânica Estatística. contribuindo continuamente para a descoberta de novos fenô- menos fundamentais e de novos materiais avançados. ou de modelos propostos para descrevê-los. Siegbahn (1981 — espectroscopia com lasers e a fotoelétrons). A interpretação dos novos fenómenos na matéria condensada tem requeri- do a utilização cada vez mais freqüente de técnicas originadas na teoria de cam- pos e no estudo de partículas elementares. Bloembergen. Rohrer e E. N. que encontram aplica- ções nas outras áreas. R. P. A compreen- são de propriedades termodinâmicas de equilíbrio e de não-equilíbrio dos siste- mas mais simples tem fornecido informações valiosas para a descrição de sistemas mais complexos de muitas partículas. Esta é uma das razões para que cerca de 50% dos prêmios Nobel nos últimos 15 anos tenham sido dados a físicos que traba- lham nesta érea. Cooper e J. Josephson ( 1973 — efei- tos de tunelamento em sólidos). Wilson (1982 — teoria de grupo de renormalização e transições de fase). que por sua vez desenvolvem técnicas novas. A. a descoberta de efeitos magnéticos e eletrônicos em sistemas de dimensiona- lidade menor que 3. Apenas nos últimos dez anos pode-se destacar: a descoberta do efeito Hall quântico. P. G. L. Mott e J. hetero-estruturas ou poços quânti- cos. Giaever e B. H. não foi apenas por causa de sua importância tecnológica que a nova área se desenvolveu rapidamente. Entretanto. como a teoria de grupo de renormali- zação. Sha- low e K. encontramos na Física da Matéria Condensada uma variedade muito grande de sistemas de muitas partículas. K. Anderson. Foram eles J. I. a descoberta de processos de condução por ondas de densidade. d rápido progresso nas técnicas de computação eletrônica permitiu ainda o cálculo semiquantitativo de inúmeras propriedades dos sólidos. A enorme variedade de fenômenos que os elétrons e os núcleos apresentam coletivamente em sólidos deu origem a desco- bertas fundamentais e excitantes. M. von Klitzing (1985 — efeito Hall quântico) e G. Nesta área da F fsica trabalham atualmente mais de 40% dos físicos em todo o mundo e a cada ano surgem novas linhas de pesquisa. a identificação e compreensão de fenômenos críticos e tran- sições de fase em sistemas complexos. W. Bardeen. N. N. A Física da Matéria Condensada é atualmente uma das áreas mais estimu- lantes da ciência. K. tem evidenciado aspec- tos fundamentais da Física de Muitos Corpos. F. Ruska 11986 — invenção do microscópio de tunelamento e do microscópio eletrônico).

com a criação de grupos em vá- rias universidades brasileiras. Sérgio Porto. fazendo com que se torne muito propícia para a formação de técnicos e pesquisadores. Para isto foi fundamental a criação da FINEP com a visão de seu primeiro presidente. não havia mais do que meia dúzia de físicos de sólidos no Pais. que entendia que o desenvolvimento tecnológico não poderia existir sem uma ciência básica forte. fenômenos críticos e transições de fase. Ciência de Ma- teriais. Geofísica. A instrumentação típica usada nesta área encontra aplicações em outros campos da ciência. Apesar deste inicio promissor a Física dos Sólidos custou a se es- tabelecer no Brasil. que em 1944. do Rio Grande do Sul e do Ceará. outros mudaram de campo na ciência e vários buscaram ocupações diversas em outros ramos. uma característica importante da Física da Matéria Condensada é seu caráter descentralizador. óptica e crio- genia. nas Federais de Minas Gerais. A MICA DA MATÉRIA CONDENSADA NO BRASIL O precursor da Física da Matéria Condensada no Brasil foi Bernard G ro ss. A partir dos anos 70. turbulência e caos. Ciências Agrárias. no entan- to. Neste período surgiram grupos de pesquisa em várias cidades e os que já existiam se ampliaram consideravelmente. onde montou um laborató- rio para estudar propriedades elétricas de materiais dielétricos. Além disso ela utiliza uma grande variedade de técnicas experimentais baseadas em instrumentação eletrônica. concentrados em dois grupos — o do Rio de Janeiro e o de São Carlos. Gross foi trabalhar no Instituto Nacional de Tecnologia fundado no Rio de Janeiro naquele ano. na PUC e no CBPF do Rio de Janeiro. sistemas de cam- po aleatório. Um dos exem- plos mais notáveis é a tomografia de ressonância magnética nuclear. A Física da Matéria Condensada está em pleno vigor no Brasil atualmente. O crescimento continuou muito lento na década de 60. publicando artigos científicos nos melhores periódicos internacionais em linhas de fronteira. Também foram im- portantes a ambição e a mentalidade ousada trazidas para a UNICAMP pelo gru- po que veio do Laboratório da Bell. Nesta área trabalham cer- ca de 60% dos 950 físicos com doutorado no País. Isto tem se verificado mesmo a despeito da crise econômica que freou a ciência no Pais a partir de 1980 e da perda prematura de seus líderes mais experientes. pois ela possibilita a inves- tigação de um problema físico de fronteira completo. período em que foram cria- dos pequenos grupos nas Universidades de São Paulo. assim como em Engenharia e Medicina. Dez anos após a descoberta do transistor. Do ponto de vista experimental. que está cau- sando um enorme impacto na Medicina. físico alemão que imigrou em 1933. com laboratórios de custos e dimensões pequenos comparados aos das grandes máquinas utilizadas na Física Nuclear e de Partículas Elementares. Um de seus pri- meiros discípulos foi Joaquim Costa Ribeiro. etc. alguns faleceram (Costa Ribeiro e Porto). tais como: super- redes de semicondutores. discípulo de Gross e Costa Ribeiro. descobriu o efeito termo-dielétrico que ocorre no processo de solidificação de dielétricos — o efeito Costa Ribeiro. 81 . como na UNICAMP em Campinas e na Federal de Pernambuco. Rogério Cerqueira Leite e Jo- sé Ripper Filho. efeito Hall quàntico. este último criado por Sergio Mascarenhas. Biofísica. este quadro começou a mudar rapidamente. sob os auspícios do físico teórico Mario Schenberg. quando o laser já estava sendo investigado. como a Química. He superfluido. José Pelúcio Ferreira.

entre outras. lasers. procurando uma maior interação com as universidades. passándo de investimentos em equipamentos de custo inferior a cem mil dólares para máquinas de dezenas de milhões de dólares. não é a melhor forma de aumentar a qualidade e a competi- tividade da Física brasileira. técnicas criogenicas). os físicos da matéria condensada no Pais têm dado significativas contri- buições em areas aplicadas. tem procurado aumentar os recursos para C & T principalmente buscando gran- des projetos para apoiar. to- mografia de RMN). abrangendo grupos de várias instituições. técnicas diversas com lasers. A necessidade de copiar. aprovada em 1984. tais como em biofísica. Uma grande preocupação da comunidade científica no momento é que o Governo Federal. magnetocardiógrafo. outros de porte médio de custo entre cem mil e um mi- lhão de dólares. Este fato está abrindo melhores perspectivas para o papel da Física da Matéria Condensada no País. O apoio a grandes projetos localizados pode e deve ser dado. será de grande im- portância para a Física da Matéria Condensada no País. Por outro lado. Este fe- nômeno tem sido possível em parte á proteção dada à indústria nacional pela Lei da Rese rv a de Informática. Mais recentemente começaram a surgir efeitos concretos desta area de Física na tecnologia avançada. g importante fazer as autoridades governamentais entenderem que os grupos experimentais no Brasil foram instalados na década de 70 com equipamentos de custo inferior a cem mil dólares. pois ela está percebendo que os laboratórios nacionais estão ficando obsoletos e perdendo a capacidade de com- petir em linhas de fronteira. são quase inexistentes no Brasil. este- jam sendo adequadamente financiados. agricultura (instrumentação de análise. desde que os grupos universitarios. que são os centros formadores de recursos humanos. espectrómetros analógicos. Este fato tem preocupado muito a comunidade cientifica nos últimos anos. ópti- ca. materiais magnéticos. Uma mudança brusca na politica de financiamento da pesquisa. principalmente através do Ministério da Ciência e Tecnologia. é importante 82 . O atual quadro favorável da Física da Matéria Condensada no Brasil é re- sultado da política de formação de pessoal empreendida a partir de 1970 e dos investimentos realizados durante a década de 70. entretanto. arqueologia (datação por várias técnicas). genética (melhoramento do milho com ressonância magnética). É preciso ressaltar. a construção de uma grande máquina. materiais supercondutores. Estes equipamentos de porte médio. por exemplo nas subareas de semicon- dutores. além dos equipamentos pequenos. física médica (bis- turis criogênico e a laser. Caso seja bem sucedida. etc. como na microeletrónica e nas comunicações ópticas através de um fenômeno de transbordamento e de conhecimento acumulado nas universidades para as indústrias nacionais. como aparelhos ele- trônicos. sem passar pelo es- tágio intermediário. cristais líquidos.Com a experiência acumulada na construção e utilização de instrumentos cien- tíficos. Entretanto. como a fábrica de fótons do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. adaptar e desenvolver tecnologia avançada tem levado indústrias nacionais a contratarem pesquisadores em física. que os investimentos para montar novos laboratbrios e para expandir e moderni- zar os já existentes praticamente cessaram em 1980. A pesquisa em Física da Matéria Conden- sada no Pafs pode ser revitalizada através de grandes projetos deslocalizados. que são essenciais para pro- duzir e caracterizar inúmeros materiais artificiais usados para pesquisa avançada e para aplicações tecnológicas. etc. os modernos la- boratórios de pesquisa em matéria condensada dispõem atualmente.

O número de pesquisadores atualmente em atividade em Matéria Conden- sada no Pafs é cerca de 60% do número total de físicos. tem uma grande interface com a F fsica da Matéria Condensada. como ressonância magnética e espectroscopia Môssbauer. como é o caso da F fsica Atômica e Molecular e da Biofísica. E preciso ressaltar. Esses temas abrangem tanto técnicas. Isto corresponde a cerca de 530 doutores.enfatizar que a revitalizaçâo da ciência experimental no Brasil não será alcançada sem a estabilização e o financiamento pleno dos bons grupos universitários de pesquisa. entretanto. tem dimensão bem inferior as demais. que este documento não aborda cert as subareas que. quantò tópi- cos de pesquisa como magnetismo e física de semicondutores. A situação de cada subarea da Matéria Condensada no Pals está apresenta- da na continuação desta secção. mesmo tendo identidade própria. cuja distribuição aproximada é a seguinte: Física atômica e molecular 9% Óptica 13% Cristalografia e cristais líquidos 7% Física estatística 13% Física de semicondutores 23% Física de baixas temperaturas e supercondutividade 4% Magnetismo 12% Ressonância magnética 6% Espectroscopia MOssbauer 6% Biofísica e Física médica 7% 83 . Eles incluem tam- bém subareas que embora não pertençam a ela. Cabe esclarecer que a escolha das subareas foi feita com base nos temas discutidos nas reuniões tópicas de Matéria Condensada realizadas anualmente em torno do mês de maio.

moléculas e elétrons. com recomendações especificas de apoio para certos programas durante os próximos anos. 84 .No Brasil a maior pa rt e dos físicos que atuam em FAM tam- bém pesquisam em Matéria Condensada. é grande sua interface com outras áreas da ciência e da tecnologia tais como a astronomia. para efeito deste levantamento. Uma descrição suscinta das áreas de pesquisas consideradas neste trabalho como meritórias de apoio e com perspectivas de desdobramentos importantes é apresentada a seguir. Ao estudar as leis fundamen- tais da física é necessário o desenvolvimento de equipamentos e técnicas de alta precisão. a biofísica. está incluída nesta seção. Na Area de FAM foi elaborado um levantamento detalhado. que sirvam para estabelecer a validade dessas leis. a matéria ao nível atômico e molecular e a intera- ção de átomos e moléculas com campos externos. pois po- derá servir de referencia aos interessados bem como balizar uma analise da situa- ção da FAM no País. a metereologia e programas de energia. A terceira grande linha de pesquisa nesta área da física estuda os processos dinâmicos relacionados com as interações entre átomos. a química. hoje quase que indissociável do estudo•da interação da radiação eletromagnética com átomos e moléculas. Os físicos que trabalham somente em FAM são em número relativamente reduzido e por esta razão esta subárea. Píica da matéria Condenrada FÍSICA ATÔMICA E MOLECULAR DESCRIÇÃO Os objetivos básicos da Física Atômica e Molecular IFAM) são estudar as leis fundamentais da física. Recentemente foi publicada pela "National Academy of Sciences" uma análise das perspectivas da física nos EUA na próxima década. A segunda grande li- nha de pesquisa em FAM está ligada ao estudo da estrutura atômica e molecular. íons. Pela natureza da FAM.

Física Atômica Fundamental

Problemas incluem os limites da eletrodinâmica quântica (medidas extre-
mamente precisas do momento magnético anómalo do elétron, do pósitron e do
deslocamento Lamb do hidrogénio); a natureza das simetrias fundamentais e dos
princípios de invariância (CP violado; po rt anto, existe uma violação de simetria
sobre inversão temporal; busca de momento de dipolo elétrico em nêutrons); in-
terações fracas e violação da paridade (experiências bem sucedidas em várias es-
pécies atômicas); os fundamentos da mecânica quântica (experiências sobre as
desigualdades de Bell mostram que a mecânica quântica é completa); efeitos da
gravidade no tempo (desenvolvimento de "relógios" de grande precisão que po-
derão ser construídos a pa rt ir de íons que são aprisionados em armadilhas forma-
das por campos externos).

Estrutura Atômica

Alguns problemas de interesse são: estados atômicos fracamente ligados
(estados de Rydberg têm uma descrição precisa e uma física extremamente rica,
porém dois elétrons fracamente ligados têm um movimento altamente correlacio-
nado que sugerem modos vibracionais e rotacionais do tipo molecular); átomos
em campos intensos (o compo rt amento de átomos na presença de campos elétri-
cos ou magnéticos tem aberto problemas novos no que diz respeito ao papel da
simetria na estrutura e na dinâmica de sistemas de dois e três corpos, na natureza
do contínuo, na compreensão do movimento regular e caótico) estados atômicos
coletivos (abandonando a descrição monoeletrõnica da estrutura atómica ade-
quada para excitações de uma partícula, novos estados altamente correlaciona-
dos, são necessários para descrever algumas experiências envolvendo absorção
multifotbnica onde dois ou mais elétrons dividem a energia abso rv ida); efeitos
relativisticos em átomos pesados.

Colisões Atômicas

Estrutura do contínuo eletrônico (estudo de ressonâncias complexas e seus
papéis nos processos colisionais, papel dos efeitos de correlação em ressonâncias
do tipo ' Wannier — ridge"); colisões ultra-lentas (movimento adiabático e corre-
lação, ionização per-to do limiar e correlação, movimento adiabático de dois
elétrons próximos de um ( on); colisões com átomos de Rydberg; leis de conser-
vação aproximadas ("promotion model" a estados de Rydberg em p re sença de
campos elétricos); comparação do espalhamento de elétrons e de pósitrons (efei-
tos de polarisação de longo alcance).

Estrutura de Moléculas

Novos tipos de estruturas eletrônicas em moléculas: moléculas de Rydberg
(estados de moléculas altamente excitadas), moléculas de longo alcance (são m o-
léculas em estado vibracionais altamente excitadas para es quais os núcleos estão
quase que separados. Suas propriedades podem ser compreendidas a pa rt ir dos
átomos isolados); cálculos "ab initio". Estrutura vibracional de moléculas polia-
tbmicas (substituição da descrição de modos vibracionais através de modos nor-

85

mais por uma estrutura de modos locais,onde a vibração surge como um movi-
mento de grande amplitude associado a uma única ligação).

FAM com Radiação de Sfncrotron

A possibilidade de gerar luz de alta intensidade em pulsos de pico segundos
abre grandes possibilidades para o estudo do movimento correlacionado dos elé-
trons. O acesso a praticamente qualquer camada atômica de átomos pesados po-
de ser obtido com a produção de raios-X. Testes para a eletrodinâmica quântica
em regimes onde esses efeitos são significativos poderão ser propostos. Junta-
mente com o uso de lasers o uso de radiação de sfncrotron abre acesso à espec-
troscopia fotoeletrônica a um conjunto enorme de níveis atômicos e moleculares
inacessíveis à espectroscopia por outras técnicas.

BREVE HISTÓRICO

As atividades de pesquisa em FAM no Brasil podem ser enquadradas em
um dos seguintes tópicos:
a) Propriedades estruturais de átomos e moléculas
b) Colisões atômicas e moleculares
c) Interação de átomos e moléculas com a radiação
d) Técnicas e instrumentação
e) Interface com outras áreas da ciência e tecnologia.
A história das atividades de pesquisa em FAM é curta pois começou no
início dos anos 70 com atividades teóricas em colisões atômicas na PUC/RJ e na
UNICAMP, e experimentais em espectroscopia de raios-X na PUC/RJ. A concen-
tração no estudo de colisões atômicas e moleculares não foi resultante de qua-
quer planejamento, mas de circunstâncias especificas envolvendo pesquisadores
ou grupos. Hoje nessa subárea da FAM existem em atividade dois grupos experi-
mentais e um grupo teórico.
Por volta de 1972 começaram os estudos teóricos de propriedades estrutu-
rais de átomos e moléculas utilizando-se diferentes abordagens e métodos, desde
métodos semi-empíricos a técnicas adequadas para cálculo de aglomerados. Nesse
sentido foram pioneiros os grupos dos departamentos de física da PUC/RJ. da
UFMG, da UNB e do depa rt amento de química da UFSCar. Houve uma evolução
de interesses acoplando justamente esta subarea (a) com outras áreas da física,
como semicondutores. óptica e com química quântica no Pais. Hoje existem em
atividade doze grupos teóricos e dois grupos experimentais.
Por volta de 1975 na UFPE e na PUC/RJ começava-se alguma atividade no
campo da interação de átomos e moléculas com a radiação que aqui separamos
do grupo de atividades em óptica, uma vez que o estudo de propriedades atômi-
cas e moleculares na presença da radiação intensa era o objetivo básico destas li-
nhas de pesquisas. Existem em atividade no Pafs pelo menos três grupos teóricos
e um experimental.
Algum desenvolvimento em instrumentação tem sido feito por grupos ex-
perimentais.
Hoje são cerca de 60 doutores e 30 mestres em atividade no Pafs nesta sub-
área.

86

QUADRO RESUMO DA SITUAÇAO DA FÍSICA ATÕMICA E MOLECULAR NO BRASIL

GRUPO INICIO DOUTORES MESTRES ESTUDANTES TESES ARTIGOS
DOUTORES MESTRES DOUTORES MESTRES

UFRJ-OUIMICA 1978 4 - 1 1 1 1 -
PUC-RJ (Exp) '1965 8 - 1 2 _ 4 20 60
PUG-RJ (Teor) 1970 5 2 - 2 3 30 100
UFPE-OUIMICA 1979 8 - - - - - -
UFPE-FISICA 1973 5 2 - 3 1 4 40
SBPF - 4 - 4 1 - - -
UFSCARLOS 1972 4 - - 1 - - -
UFSCARLOS 2 - 1 - - - -
UFRGS 1963 3 1 1 5 - - 20
ITA • 1960 5 3 - 3 - - -
UFMG-OUIMICA 1978 2 - - 2 1 3
UFSC 1979 2 - - 6 - - -
UNB 1973 4 3 4 2 3 20
IFUSP 1968 7 - 4' - 6 10 40
IFGO 1984 1 2 - - - - -
UNICAMP-0UIMICA 1978 1 - 1 1 - - -
UFBA 1986 2 - - 2 - -

TOTAL 67 13 17 31 19 98 260

(C) QUADRO RESUMO DA SUBAREA

GRUPO INICIO DOUTORES MESTRES ESTUDANTES TESES ARTIGOS
DOUTORES MESTRES DOUTORES MESTRES

ITA 1960 4 3 3
PUC-RJ (Exp) 1965 8 1 2 4 30 60
UFRJ-OUÍMICA 1978 4 1 1 1 1
PUC-RJ (Teor) 1970 5 2 2
UFPE-QUÍMICA 1986 1
UFPE-FISICA 1984 5 2 3 1 4 40
CBPF -1 4 1
UFSCARLOS-OUÍMICA 1972 4 1
UFSCARLOS 2 1
UFRGS 1963 3 1 1 5 20
UFMG 1978 2 2 1 3
UFSC 1979 2 6
UNS 1973 4 3 4 2
IFUSP 1977 5 4
UFGO 1984 1 2
UNICAMP-QUÍMICA 1978 1 1 1
UFBA 1986 2 2

TOTAL 54 13 16 32 7 38 120

ANALISE E PERSPECTIVAS
Os dados obtidos para a elaboração do presente levantamento indicam que
há muito pouca atividade nos tópicos mencionados anteriormente em física atô-
mica fundamental, no estudo de colisões atômicas e alguma em estrutura de mo-
léculas.e praticamente inexistente aplicações da radiação síncrotron ao estudo
de problemas de FAM. A maior parte das atividades em FAM se concentra em
teoria.de estrutura eletrônica com interface com Química Quântica e aplicações
a semicondutores, sendo dada ênfase a cálculos mono-eletrônicos em pratica-
mente todos os grupos que responderam ao questionário. Os três grupos experi-
mentais (excluindo os de óptica) que responderam ao questionário trabalham em
colisões atômicas, com poucos contatos com os teóricos da área. Têm trabalhado
basicamente em problemas envolvendo também efeitos de uma partícula. Algum
trabalho tem sido desenvolvido a nível teórico em átomos em campos externos e
a nível experimental (por grupos de óptica) em estados de Rydberg em campos
externos.
A área apresenta uma razão superior de dois teóricos para um experimental
(incluindo os dois grupos de óptica que responderam o questionário inicial).
Os grupos da subárea de FAM se ressentem de problemas comuns a toda a
física brasileira: bibliotecas deficientes, intercâmbio deficiente e absolute necessi-
dade de melhores recursos computacionais. A carência de recursos computacio-
nais é pa rt icularmente séria em FAM.
Vários grupos apontam a urgência de definições de política cientifica para
a FAM no Brasil, incluindo a sugestão de elaboração de um plano decenal de de-
senvolvimento.

89

Plílca da matéria
Condeníada

ÓPTICA

DESCRIÇÃO

A Optica não é propriamente uma área da Física da Matéria Condensada.
Ela está incluída nesta seção porque é neste ramo da Física que ela encontra
maior aplicação no País atualmente. As técnicas ópticas têm, historicamente,
ocupado papel impo rt ante em vários campos da ciência. Por exemplo, elas são a
base dos telescópios utilizados desde os primórdios da astronomia, dos micros-
cópios que são essenciais na biologia, dos instrumentos de espectroscopia usados
na química, etc. Na Física, o estudo das propriedades ópticas de átomos, molé•
culas e sólidos também tem historicamente constituído um campo de intensa
atividade.
A construção do laser em 1960 tornou a óptica mais importante ainda em
vários campos da ciência, como também proporcionou o desenvolvimento de
inúmeras aplicações tecnológicas. Hoje ela é um dos campos mais dinâmicos e
inovativos da Física, caracterizado pela contínua descoberta de novas fontes de
luz, novos métodos de espectroscopia e uma enorme variedade de aplicações. Por
conta disso as linhas de pesquisa em óptica moderna tem evoluído rapidamente,
estando grosseiramente compreendidas em três grandes linhas: (I) desenvolvimen-
to de lasers e novas fontes de luz; (II) espectroscopia em lasers e (Ill) óptica
quántica. Um elenco representativo dos principais tópicos de pesquisa está apre-
sentado abaixo. Ele foi ex ttaido do ternário da 60 Conferência em Laser e Eletro-
Óptica e da 10 Conferência Internacional de Eletrônica Quiintica, que reuniram
cerca de 5000 pesquisadores em San Francisco em junho de 1986.
Estados atómicos altamente excitados
Eletrodinâmica quántica de cavidade
Estados comprimidos do campo eletromagnético
Resfriamento de feixes atômicos (pK)
Aprisionamento de átomos e íons

90

Conjugação de fase óptica
Biestabilidade e caos óptico
Lasers de raios-X, raios 'Y. laser de elétrons livres e laser de excfineros
Dinâmica de fenômenos ultra-rápidos em sólidos
Dispositivos e fenômenos de opto-eletrônica ultra-rápida
Fibras ópticas; óptica Não Linear Integrada
Física de Semicondutores. Poços Quânticos
Memórias. Armazenamento de Dados
Novos materiais não lineares
A distribuição geográfica dos grupos de pesquisa em óptica no Pafs está re-
lativamente bem equilibrada, existindo, já há alguns anos, grupos ativos nos esta-
dos do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco
e Ceará; grupos mais novos estão surgindo na Paraíba, Alagoas e Santa Catarina.
Entretanto, o número total de pesquisadores na area é muito pequeno num con-
texto internacional. Por esta razão o número de pesquisadores em cada linha é
pequeno, quando não inexistente.
Uma das características de toda nova area de pesquisa é a ausência de ins-
trumentação apropriada para a realização da pesquisa. Em conseqüência a reali-
zação da pesquisa está intimamente ligada à construção total ou parcial do apare-
lho que é necessário. Não é portanto surpreendente que em quase todos os labo-
ratórios exista bastante atividade em instrumentação. Há trabalhos sobre lasers
de corantes continuos, sintonizáveis no visível, lasers de centro de cor no infra-
vermelho entre 2,4 e 2,8µm, e lasers moleculares no infra-vermelho distante,
bombeados opticamente por CO 2 , lasers de N2 no ultravioleta, e de um laser de
Nd: YLF na região de 1,06urn cujo cristal foi crescido pelo grupo do IPEN em
São Paulo. Claro está que essa atividade é inexistente naquelas áreas que já atin-
giram um grau de amadurecimento tal que já existem aparelhos prontos para essa
pesquisa.
A área de espectroscopia não-linear com lasers ainda está bastante incipien-
te e apenas tem sido explorada em poucos laboratórios. Nestes, a ênfase tem sido
nas aplicações à Matéria Condensada com estudos de processos multifotônicos,
misturas de ondas e outros efeitos paramétricos em materiais isolantes e semi-
condutores. Há trabalhos sobre mistura de ondas e conjugação de fase em cris-
tais, pro ce ssos de absorção de dois fótons por impurezas em sólidos, efeitos de
conversão ascendente e transferência de energia entre impurezas, além de alguns
resultados com corantes orgânicos. Muito pouco está sendo feito com relação
às aplicações à Física Atômica.
Na area de espectroscopia de pulsos ultra•rapidos existe apenas um labo-
ratório no Pafs. Este é um dado preocupante se considerarmos que esta é uma
das fronteiras mais ativas no cenário internacional. Felizmente, cerca de uma de-
zena de estudantes está sendo treinada no País e no exterior.
Alguns temas de grande interesse atual estão sendo abordados pelos grupos
teóricos, tais como: fenómenos de biestabilidade óptica, instabilidade de turbu•
lencias ópticas,estados, comprimidos do campo eletromagnético, entre outros te-
mas. Lamentavelmente apenas na área de biestabilidade óptica existe uma ativi-
dade experimental.
Em áreas mais convencionais, tais como espalhamento de luz, absorção
linear e luminescência, existem alguns grupos em atividade.

91

houve o ingresso do Brasil na Comissão Internacional de Óptica da IUPAP e a publicação de "Optics Brazil". como IEAv no CTA e no IPEN-SP. Porto estimulou outros grupos de pesquisa em óptica no Pais. Nestas áreas o maior interesse será focalizado no estudo das propriedades de simetria de sólidos com vários trabalhos relacionados a transições de fase es- truturais em ce rt as famílias de cristais. em 1973. No CBPF. já ocupa um espaço importante na evolução nacional desta tecnologia de ponta. na UNICAMP. que levou. Em 1974. quando então foram construídos ins- trumentos ópticos. um projeto piloto para o ensino de ciências no curso secundário sendo. Na área educacional foi estabelecido no IBECC {hoje FUNBEC). Em 1979 a USP de São Carlos iniciou. um dos pioneiros mundiais em Espectroscopia Raman com o empre- go de lasers. A época pós-laser no país foi marcada pelo inicio das atividades dos grupos de estado sólido e de dispositivos semicondutores em Campinas em 1971. em profissionais de física. com especialização em óptica e área afins. Paralelamente a estes desenvolvimentos. os primeiros estudos do efeito Raman em São Paulo. Em 1966. Datam do inicio da década de 50. projetados e construídos sistemas ópticos. na UFCE. halogenetos e compostos orgânicos e quando foi desenvol- vida uma lâmpada especial de descarga em He. foi criado o comité de óptica da SBF (hoje Comissão de Óptica da SBF). BREVE HISTORICO O inicio das atividades em óptica no País confunde-se sobremaneira com as atividades em física atómica e molecular. na década de 60. foi seguida de atividades em óptica teórica no CBPF e na USP. por outro. a teoria da difração e as teorias quânticas da coerência e do efei- to Cerenkov. segun- do denominação de Nussenzweig. no an- tigo Departamento de Física da FFCL-USP. lunetas. quando foram observadas novas raias Raman em Br. suas atividades em óptica através da implantação de um grupo e da consolidação das atividades em crescimento de cristais. iniciou-se um grupo de Lasers na UFRGS. foram. naquela época. ou seja. foi fundada em São Paulo a Associação de Amadores em Astronomia. independentemente. Além da UNICAMP. O desenvolvimento de compe- tência nesta área foi fruto da associação favorável entre a necessidade de um mer- cado nascente por um lado e. S. houve a implantação de uma série de grupos com o retorno ao Brasil de Sérgio P. lentes e um telescópio para o ITA. quando foram estudadas a teoria quântica do processo de emis- são espontânea. o mesmo acontecendo. Esta atividade "pré-laser". em 1975. embora formada por um pequeno número de empresas cuja maioria ainda está no inicio de suas atividades. por exemplo. o investimento de recursos humanos. a UFPE recebeu o apoio do CNPq para a implantação de um núcleo de óptica. Estas últimas se valiam da primeira no uso do instrumental adequado e até mesmo no desenvolvimento de instru- mentos conforme a arquitetura experimental exigia. à criação do Grupo LPD com apoio da TELEBRAS. baseada em informações obtidas de dez grupos de pesquisa. Também em 1971. 92 . Porto. desenvolvido um kit de óptica. lentes e interferóme- tros. Em 1962. então. Temos atualmente no Pais cerca de 24 grupos atuantes em óptica e uma in- dústria nascente que. e. em 1984.

93 . também. deixando um vazio científico muito grande em relação aos países desenvolvidos. TECNOLASER — Campinas. Fal- ta. também.. Em Óptica o retorno social do investimento feito em pesquisa básica associado com investimentos em pesquisa aplicada já produziu exemplos notáveis como o caso das comunicações ópticas. UNI LASER — Campinas. suficientemente atrativas para envol- ver pesquisadores e agências financiadoras. cap az de acompanhar de perto o desenvolvimento no exterior. quer por sua agilidade. até o momento. ABC-XTAL — Campinas. áreas como a óptica quántica não se tornaram. Para se atingir este estágio é necessário um aporte de recursos substancial pelas Agên- cias Financiadoras. preocupand o. na pesquisa básica e na formação de pessoal em todos os níveis do Pais. FUNBEC — São Paulo. Apesar de haver um interesse fundamental intrínseco. um maior entrosamento entre a área de Óptica e a área de Física Atómica e Molecular para que esta possa se utilizar dos avanços recentes relativos a lasers e espectroscopia de alta resolução (energia e tempo). ANALISE E PERSPECTIVAS Muito embora a atividade em óptica tenha atingido uma posição de desta- que entre as demais áreas da física no Pafs.P. TELEBRAS — Campinas.QUADRO RESUMO DA SITUAÇÃO ATUAL Os grupos de óptica têm assumido posição de vanguarda na pesquisa brasi- leira. acrescida da escassez de recursos humanos. Esta posição pode ser verificada pelo volume de trabalhos apresentados nas Reu- niões Anuais de Física da Matéria Condensada e pelo número crescente de indús- trias de alta tecnologia instaladas hoje no Pafs. com físicos experimentais oriundos desta área de pesquisa e desenvolvi- mento. LASERTECH — São José dos Campos. Apesar da maior parte dos financia- mentos ter sido carreada para as atividades tecnológicas. até o presente nada de concreto ocorreu. tem dificultado de forma sensível uma pesquisa básica mais moderna em estudos da interação da radiação com átomos e moléculas. Entre elas podemos citar a OPTO — ELETRONICA — São Carlos. estas são ainda insufi- cientes para atingir o desenvolvimento necessário. em seus quadros. a pesquisa fundamental ainda é tími- da quando comparada com o estágio atual do campo em nível internacional. Eles concentram o maior número de físicos ex- perimentais.se constantemente com treinamento em nível técnico e formação de recursos humanos capazes de atuar dentro e fora da universidade. ou mesmo estudos de espectroscopia de alta resolução em materiais biológicos. OPTRON — Campinas e outras nascidas quase sempre de projetos desenvolvidos nos depar- tamentos de física onde os grupos de óptica floresceram e que contam. ELEBRA — S. que acenou com uma solução paliativa através do programa emergencial. Uma das causas do atual estado de coisas é a obsolescência em que se en- contra a maioria dos equipamentos adquiridos há pelo menos uma década. na época do chamado "milagre económico '. Isso se reflete. quer por uma mentalidade voltada para a instrumen- tação e aplicações tecnológicas. Embora esta situação tivesse sido cons- tatada pelo MCT. Esta carência de financiamentos na área fundamental.

4 6 4 3 44 830 000 Laser a ApIrwpbos. 2 1 . 1 .000 (PasmSos 7) Grupo do ProO Sopwldos t 982 2 4 5 3 1 3 7 250. - Propnadados Opucei Motorbus 1967 2 4 4 2 0 10 30 275 000 UFRJ Letroraldno do Propnaddoi Opl. 2 4 1 14 1 133 600. 1 .000 Opuca irão Linear 1975 2 .000 PUC .000 Febras Om 1975 3 .195.000 .000 UFPE Opuca 1972 4 7 3 7 9 30 780. 4 1 70 540. 1975 5 2 3 1 7 9 30 735.000 rum 0a Opara Gru 1983 I 1 . 1976 8 5 6 5 5 5 41 540 000 Grupo do Opuca 1977 3 1 2 2 1 3 17 285.caçso do Laiara.300.QUADRO RESUMO OA SITUAÇÃO ATUAL ESTUDANTES TESES Nsade INVESTIMENTO INSTITUIÇÃO ATIVIDADES INICIO DOUTORES MESTRES DOUTORADO MESTRADO DOUTORADO MESTRADO ARTIGOS GLOBAL (USS) UFCE Leãoretkio do Ee0e91ancrr-0 do 1u.000 UFPR ópfra do Ralos-x 1980 1 . 10 25 505. 4 4 5 . EspmRoscnpra do Moaners hotarr:ee o Unclog dos Matoners Vines 1979 1 2 5 7 7 5 20 465 000 Raaeorlyuaa Mapnóucj.o. 9 175.000 UFMG LabOratdrp do bpnra o Espalharr>artlo do luz 1974 3 2 2 10 . 1974r75 4 2 2 2 2 3 10 795. 1975 4 3 .rra e TrarlsiFBd de lase 1985 2 . 2 9 755 000 UNICAMP Dosernrohn:nrd0 is Apl.000 Grupo EspacuosaoPre F04Sdrrrara 1976 3 . 1972 3 1 2 2 . 2 3 3 50 780 000 Elm FoCS6rr.000 UFF Letloraldna do EspOarawop+a e Laser 1980 1 2 2 3 1 7 0 125. FT^^'rompa e Mepnatecr. .000.000 CNEWSP Oplce Aphasia 1980 5 6 3 2 3 2 30 465.000 Grupo do Espperosmpu 1974 2 . 1 . 4 30 - UFRGS Grupo do Loser 1966 3 3 2 4 1 5 40 322.nse óAapndbcas da Conql)abeMbloaatards. .RJ bptsa tadrrca . Can= bptca 1979 4 4 „ 5 2 5 36 2.000 Proprrodadw evocas da MalAna 1977 6 . 4 10. .000 lJ$PIS.000 ¢J1vCTA Dlveddde Laser 1980 5 10 4 3 3 4 15 1. . 2 4 1 I 10 220. 220 000 UFSC Cloaca Guanaco •Taorla 1980 2 2 1 4 . 7 2 7 20 4 00.

filmes finos e lasers sintonizáveis de centro de cor. necessário um aumento substancial nos valores e no número de bolsas de pós-graduação em nivel de mes- trado. No que diz respeito à pesquisa fundamental. ao in- vés de adquirir simplesmente pacotes tecnológicos no exterior. Cabe a nós da comunidade contribuir para esta conscientização do setor produtivo. Ministério da Ciência e Tecnologia. de física básica e aplicada. a fusão das áreas de mi- cro-eletrônica e óptica (óptica integrada) oferece. das fontes de financiamento. A óptica integrada e também a opto-eletrônica abrem um enorme leque de possibilidades para a compreensão. A óptica inte- grada necessita urgentemente de grandes esforços laboratoriais e teóricos. amadurecida e transferida para o setor produtivo. Além disso. o setor produtivo. e principalmente. biestabilidadeóptica. Os ré- tornos devidos aos investimentos nesta área são de cunho social assegurado tanto pelos resultados científico-tecnológicos em si quanto. de certa forma já desenvolvida. doutoramento e pós-doutoramento. a oportunidade de pesquisa na área de componentes e dispositivos. incrementando o intercâmbio com as universidades e centros de pesquisa. A micro-ele- trônica. tomou-nos de surpresa. treinamento de . também.espalha- mento Raman ressonante em super-redes. tendo nos escapado em parte e necessitando de enormes esforços e apoio governamental no sentido da reserva de mercado pa- ra garantir um desenvolvimento autóctone. que até agora estiveram limitados• ao não menos importante campo da ins- trumentação. por outro lado. Deverá haver uma ampliação e consolidação das áreas de espec- troscopia de resolução temporal em femtosegundo. lasers de vapor metálico na região do visível e de gases nobres Ar e Kr. controle óptico de crescimento de monocristais. cante à formação de pessoal para as áreas que serão relevantes na próxima déca- da. deve facilitar e apoiar o desenvolvimento da óptica no país. e melhoria do intercámbio nacional e internacional. aproveitando.técnicos de nível médio no exterior. e sendo a área de óptica bas- tante ativa. espectroscopia de alta resolução. Isto só será possível através de uma ação integrada da FINEP-CNPq-CAPES. urna oportuni- dade única de desenvolvimento no País. 95 . dessa forma. . Na óptica integrada corremos tam- bém o risco daquele surfista que perdeu uma primeira onda de oportunidades e estaria prestes a perder a segunda para mostrar seu desempenho. um apoio decidido em prazo relativamente curto. Ministério da Indús- tria e Comércio e Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. espera-se que para os próximos anos novas técnicas sejam acrescidas às já instaladas. bem como a automação dos laboratórios já existentes irão exigir. A viabilidade da implantação de novas técnicas.lasers sintonizáveis no infra-% ermelho longínqúo. Faz-se. crescimen- to paralelo de uma tecnologia de automatização e informatização. Como em outras áreas da física. formação acelerada em nível de doutoramento fora do País lem áreas de ponta). a capacidade já instalada e abrindo novos campos para a pesquisa e desenvolvimento. Estes formam um estágio mais aprofundado em termos científicos e tecnológicos e logo exigirão o concurso de teóricos e experimentais para sua ativação. abrindo assim para os f ísi- cos. no to. Ministério da Educação. a fim de fixá- los em suas respectivas instituições. A exemplo do que já acontece internacionalmente. faz-se sentir a necessidade de um sistema diferenciado e justo quanto a cargos e salá- rios dos pesquisadores de Universidades e Institutos de Pesquisa. produção e identificação de novos materiais para componentes ópticos ou eletro-acusto-ópticos. além de unir as áreas de óptica e ciências dos materiais. A área de óptica carece de facilidade e agilidade na importação de novos equipamentos.

além de pesquisa típica de matéria condensada. membranas e partículas em solução. da Matria PffiC0 Condeníada CRISTALOGRAFIA E CRISTAIS LÍQUIDOS DESCRIÇÃO Foram englobados nesta área os Laboratórios de Cristalografia e os grupos que estudam Cristais Líquidos. 97 . mas se diferenciam por abrangerem estudos desses materiais enquanto fluidos anisotrõpicos. Nesses grupos As técnicas de di- fração se somam técnicas ópticas. Sao investigados monocristais (desde monoatbmicos até macromolecula- res). filmes finos. reologia. Nos Laboratórios de Cristalografia desenvolvem-se estudos de matéria condensada utilizando essencialmente técnicas de difração (raio X. físico-química. química e biologia) é característica importante. superfícies e interfaces. defeitos em cristais. medidas de difusão. biofísica e bioquímica. cristais líquidos. transições de fase. Também neste caso a interdisciplinaridade (nas direções de materiais. calorirne- tria. neutrons len- tos. as áreas de ciência dos materiais e também de química. As atividades englobam a cristalografia estrutural (ênfase na determinação de estruturas atômicas) e a cristalografia física (ênfase nas proprie- dades físicas). Freqüentemente as microscopias óptica e eletrônica são técnicas auxiliares nesses laboratórios. etc. elétrons) centrados em aspectos estruturais e na interação da radiação com o meio. mate- riais amorfos. As atividades são frequentemente de caráter interdisciplinar envolvendo. que tradicionalmente empregam técni- cas de difração no estudo de cristais naturais. Existe também in- terligação com mineralogia e geociências. sendo fundamental a interação constante entre físicos e químicos. Os estudos de Cristais Líquidos tem sempre uma componente estrutural. policristais. de medidas elétricas e magnéticas. que os liga à área de Cristalografia.

mas essa linha não tem continuidade. estabe- lece uma colaboração permanente com o Instituto de Química da USP (IQUSP) na linha de cristais líquidos liotrópicos. Paralelamente. Amaral. que alguns novos grupos se insta- lam no País. com ênfase em cristalografia estrutural. com a vinda dos EUA de John D. EUA. quando Elisário Távora. E a partir das atividades desse Laboratório. Pimentel) e em cristais líquidos IL. com a vinda de S. E o caso de Yvonne Mascarenhas que. Caticha-Ellis do exterior. Amaral para estágio na Suécia no estudo de materiais hidrogenados. 98 . Caticha-Ellis para a UNICAMP em 1971 define o início do Laboratório de Cristalografia da UNICAMP. com atividades de pesquisa em defeitos em cristais (C. Ambos os laboratórios davam ênfase ao estudo de cristais na- turais. implanta a linha de Opti- ca de Raios X na UF Paraná. Baran da Polônia. da Universidade de Waterloo. No final da década de 60 foi implantada no lEA tam- bém o grupo de difração de raios X. que passa a investigar defeitos produzidos por irradiação em monocristais. Surgiram então grupos de difração de nêutrons (C. doutoramento no IFQSC-USP e pós-doutoramento em Bristol. Amaral).R. Canadá. dá início em 1961 à instalação do Laboratório de Cristalografia de Sao Carlos. onde inicia trabalhos em espalhamento de raios X em baixo Angulo no inicio da década de 70. por outro lado. Também é a partir das atividades de- senvolvidas no !EA que tem início em 1974 o Laboratório de Cristalografia do IFUSP. A ve rt ente mineralógica. este último com a ida de Lia Q. As pesquisas são retomadas em 1968 quando Leonard W.B. após formação no Rio e em Pi tt sburgh. De forma independente. Essa ve rt ente dá origem. Inglaterra. e dos contatos internacionais efetuados através dele. Gault e Ted Taylor. aos grupos de Física dos Cristais da UF Goiás (Antonio Ghilardi) e ao Laboratório de Cristalografia da UF Bahia. e a colaboração se estende ao IFUSP em 1974 através de projeto de Lia Q. Reeves. Cesar Cusatis. Pesquisas em cristais líquidos no país iniciaram-se em 1939. Q. este com a vinda de Z. de forma independente. Surge então o grupo de RMN do IQUSP. após mestrado nos EUA 11969). Aldo Craievich. o Departamento de Física da UFSC — Florianópolis decide em 1971 optar por uma linha de pesquisa em cristais líquidos termotrópicos.A. no lEA (atual IPEN) a decisão de iniciar ativida- des na área de matéria condensada foi tomada no final de 1963. Parente) e de espalhamento de nêutrons lentos. dá origem no inicio dos anos 70.BREVE HISTORICO Evolução até 1975 A evolução histórica da área se deu a partir de alguns eventos independen- tes e de seus desdobramentos e interligações. A transferência de S. após doutoramento nos EUA com Buerger no MIT. é convidado para se fixar em São Carlos. após doutoramento na França. liderado atualmente por José Atilio Vanin. por um lado à pesquisa de caráter mineralógico e por outro à forma- ção de físicos e químicos que depois se fixaram no IFQSC-USP. retorna á Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro. com a presen- ça de Hans Zõcher no Departamento Nacional de Produção Mineral do Rio de Janeiro. A pesquisa em Cristalografia utilizando difração de raios X tem inicio nos anos 50.

PERSPECTIVAS. o que é característico da área. CAPES. Apesar de ter havido uma duplicação de pessoal qualificado na última década. BID. Em todos os casos a infra-estrutura (oficinas. UNESCO. essencialmente interdisciplinar. traduzindo um desestfmulo dos estudantes em relação à pesqui- sa em física em geral e ao trabalho experimental em particular. Auxílios da FAPESP. Após o "milagre" as possibilidades de aquisição de novos equipa- mentos se tornaram entr etanto. tendo porém porte intermediário. FUNTEC. BNDE e acordo Brasil-RDA foram im- portantes na aquisição de equipamentos de maior po rte. 0 desenvolvimento da área coincide com certas facilidades de obtenção de verbas no período do "milagre brasileiro". 4. elas são bastantes diversificadas. Esses dois laboratórios abordam as li- nhas básicas da Cristalografia (Estrutural e Física) com ênfase também em ma- teriais de interesse biológico. inclusive raios X. em meados da década de 70. MINIPLAN e IAEA são também importantes. A data de início refere-se tipicamente à volta de pessoal do exterior ou à transferência de pessoal para a instituição. Destacam-se estudos de cristalografia estrutural e de cristalografia física em Matéria Condensada. Situação a pa rt ir de 1975 Na tabela anexa estão reunidos os dados fornecidos pelos vários grupos re- lativos a pessoal em 1975/1980 e 1985. 3. PROJEÇÕES E NECESSIDADES Os laboratórios de Cristalografia mais bem equipados são os do IFQSC- USP (o mais antigo e único em condições de fazer estudos estruturais comple- tos) e da UNICAMP (com espectro amplo de recursos). 0 número de estudantes em relação ao número de docentes vem dimi- nuindo. Dessa forma. o número de pesquisadores ainda é extremamente pequeno. Ciên- cia dos Materiais e Ciências Biológicas. após obterem doutoramento fora da Instituição e con- ta com facilidades experimentais razoáveis para estudo de cristais líquidos por várias técnicas. A análise dos questionários revela que as fontes de financiamento básicas são FINEP e CNPq. Quanto às atividades de pesquisa. A análise dessa tabela evidencia os seguintes aspectos: 1. A interação constante entre físicos e quí- micos é também fundamental na área.) apresenta condições mí- nimas compatíveis com os laboratórios e verbas mínimas para a manutenção tam sido obtidas. que são também os que contam com maior número de pessoas. muito reduzidas. inclusive com formação recente de novos grupos. além das próprias instituições (universidades e CNEN). O grupo de Cristais Líquidos da UFS Catarina conseguiu um bom número de docentes qualificados. já se encontravam em plena ati- vidade os principais grupos de pesquisa da érea. O IFUSP atua significativamente tanto em Cristalografia como em Cristais Líquidos. Fi- nanciamentos específicos do BIRD. 99 . A área de cristais líquidos teve particular desenvolvimento na última dé- cada. 2. etc.

4 . 7 . 2 Drfrageo de Raio .A. . Mascaronhas 02 . 1 . 1 2 4 . . 2 1 2 1 3 1 2 1 2 Ddratometria do S. 1 5 4 2 4 6 8 3 1 9 Cristais Líquidos T.R.B. Baran 1 1 .R. . Imakuma (IPEN). 1 . 5 . Cristais Líquidos IFUSP 1985 A. - Óptrca Cristais Líquidos UFSCatarina 1972 J.G. EVOLUÇÃO HISTÓRICA 8 GRUPO INICIO LIDERES NO INICIO 1975 1980 1985 O M ED EM D M ED EM D M ED EM IFOSC-USP 1961 Y. . Q. 4 3 . . Taytor e Cristalografia CBPF 1983 A. Parente UFParaM 1969 C. . A. 2 4 . . . . Ghilardi . . Gau lt 3 . Amara. Figueiredo Noto . Mammena (UNICAMP) o M.J. Almeida UFBahIa 1971 Z.N. 5 Cnstalografia TOTAL+ 16 9 8 24 19 17 16 31 33 15 15 27 +3 • Doutores do Dept9 Fisica e Ciõncia dos Materiais.Herdade Neutrons C. .X IPEN 1965 N. Pvnentsl 2 1 4 2 1 2 6 3 1 3 6 Cristalografia e L. .8. 2 1 . - Ffslca dos Cristais V. . Cusaiis 1 . 3' 1 6 3 Cristalografia UNICAMP 1971 S.D.M.F. No Laborarário de Cristalografia do IFOSC-USP trabalham mais 5 docentes do Dept 9 de Química e Física Mole- cular + Foram acrescentados os doutores quo trabalham na Area mas rufo responderam ao tQ questionário: K. 10 4 3 . - Óptica Raios x UFGoIás 1971 A.P. B. Craviovich . P. . Nerenson 1 . Cancha Eles 6 3 3 12 5 2 2 6 8 0 2 8 Cristalografia IFUSP 1974 C. La- cerda Santos (UFMG). 2 1 .

5 . 1972 8 4 1(USP) 8 3(loro} 30 16 64. . . . =' 2 2 4 7 50 2000. 12 41. . . 26 160. 1 2 . . 1983 1 .000 UNICAMP 1971 B . . 8 8 75 500. .000 UP $81db 1971 4 3 . QUADRO RESUMO DASITUAÇÃO ATUAL SITUAÇÃO ATUAL INTEGRAL DESDE O INICIO NO PAIS INSTITUIÇÃO INICIO DOUTORES MESTRES ESTUDANTES TESES N¢ DE ARTIGOS INVESTIMENTO DOUTORADO MESTRADO DOUTORADO MESTRADO GLOBAL (USS) IFOSC-USP 1981 8 1 .000 IFUSP 1974 4 . . . 9 4 9 25 110 400.000 (Rabe >t) UF Paraná 1969 1 2 .000 UFGoláa 1979 2 4 1(fora) 2(lora) 1(fora) 2(lora) 4 65. 3 110. . 6 300.000 UFSC .000 CBPF .000 (NAutrorte) IPEN 1971 1 1 1 4 •. 3 11 • 7 22 115 950.000 (bWGca) CT1 1985 2 2 2 4 +3UNICAP . 1(IFOSC) . - UFRJ (') 2 1 . - IFUSP 1985 1 1 1 1 . - (') O grupo da 1JFRJ que utlazave eventualmente Monica do dfrooáos passa a so caracterizar agora também aluno grupo de Cristalografia.000 IPEN 1965 2 4 1 . .000 UFMG 1988 1 . 2 7 60 90.

amorfos. UF Goiás. Dessa forma um dos maiores problemas de desenvolvimento da área tem sido a falta de reconhecimento interno da comunidade de física. uma das mais bem orga- nizadas e atuantes das ciências exatas e o grande desenvolvimento da área de Cris- tais Líquidos. Existem alguns grupos novos de Cristais Líquidos (IFUSP. Existem vários grupos de Cristalografia de porte intermediário ou pequeno implantados há bastante tempo (IPEN. O maior problema aqui nos parece a falta de pessoal. Quanto aos Laboratórios de Cristalografia. Geradores de anodo rotatório e detetores sen- síveis à posição são indispensáveis aos laboratórios que ainda não os possuem. CTI. um número mínimo de pessoas qualificadas tra- balhando ativamente. sendo ainda consideradas essencialmente como subáreas da Química e da Biologia. após uma década de esforços. Todos os grupos tem necessidades especif i- cas de apoio. basta mencionar a importância da União Internacional de Cristalografia. semi- 102 . ainda não conseguiram espaço suficiente na Física brasileira. A viabilização desse Projeto passa pelo apoio aos grupos ex-istentes. consoli- dação e expansão das linhas atuais. O reconhecimento de pesquisas em ciências dos materiais e matéria con- densada (transições de fase. cristais líquidos. UFMG). UF Bahia) e ape- nas um novo (CBPF) mas originado por transferência de pesgçiisador. apesar da maio- ria dos grupos ter boas e constantes interações com grupos de ótimo nível no exterior. com ótimos contatos internacionais. cristais moleculares. Também está começando a ser aceito como imprescindível o trabalho conjunto de físicos e químicos. Quanto ao estudo de Cristais Líquidos. de interesse direto para o desenvolvimento da área. As linhas de trabalho. Merece consideração o Projeto do Laboratório Nacional de Radiação Sin- crotron. e um inicio de inte- gração maior com a comunidade de física do País. A físico-quí- mica e a biofísica. espera-se que a implantação do Projeto Sincrotron possa significar uma aceleração no processo de desenvolvi- mento. Esta área pelas suas características de interdisciplinaridade em pes- quisa básica e potencialidade tecnológica deveria ser efetivamente estimulada no País e a comunidade de física deveria explicitar esse apoio. técnicas e instalações projetadas para os próximos anos pelos vários grupos correspondem essencialmente à continuidade. Equipamentos de maior porte são também claramente necessários para manter a competitividade do trabalho a nível internacional. A situação atual é positiva no sentido da área estar claramente em desen- volvimento ao longo da última década. Isso é devido essencialmente á falta de compreensão local para a im- portância da pesquisa interdisciplinar. apesar de solidamente implantadas. UF Paraná. Só na última década a ciência dos materiais passou a ser vista como parte integrante da F fsi- ca da Matéria Condensada e não apenas como tecnologia aplicada. que é confundida com pesquisa aplicada. praticamente todos os laboratórios teriam condições de abso rv er mais pessoas e em muitos casos é fundamental atingir massa crítica para pleno desenvolvimento. Ressalte-se que a área é relativamente recente no Brasil e que não existe tradição na física brasileira enfatizando áreas interdisciplinares. Nos países desenvolvidos a situação é totalmente diferente. parece ter sido alcançado no pais. C fundamental que esses grupos se desenvolvam e adquiram condições plenas de capacitação para que o Projeto possa se concretizar. A maior dificuldade refere-se á obtenção de recursos.

recursos necessá- rios para aquisição de equipamento competitivo. 2) Apoio a acordos de cooperação entre grupos do Pais e laboratórios no ex- terior. ( 4) Apoiar a realização periódica de Congresso e Escolas de Cristalografia e Cristais Líquidos incluindo. geologia.). etc. Essa é a visão de quem não tem noção do que seja pesquisa interdisciplinar. Nesta direção a cristalografia tem muito a contribuir. biologia. uso de equipamentos. mas ainda falta uma aceitação maior na comunidade de física das pesquisas classificadas como perten- centes à físico-química. pois elas são consideradas como apêndices das áreas tradi- cionais. Cristalografia sequer consta como subárea. devido justamente à falta de apoio a atividades interdisciplinares. reposição e atualização. nos mesmos. ( 3) Adoção de medidas que visem a uma melhor caracterização de áreas inter- disciplinares para possibilitar obtenção de recursos nos órgãos competen- tes. 103 . No momenta a atuação de físicos nessas areas interdisciplinares está encontrando muita dificuldade de financiamento no País. Um equívoco freqüente é a idéia da cristalografia ser apenas uma técnica física aplicada em várias áreas (física. Isto poderia ser feito através da presença de pesquisadores da área nos comités assessores de Física ou mesmo da estruturação de comités interdis- ciplinares. Medidas para melhoria: (1 ) Garantir aos laboratórios em funcionamento os re cu rsos mínimos de ma- nutenção. concedendo inclusive.. defeitos cristalinos. etc. já é bastante razoável.condutores. química. No momento a Sociedade Brasileira de Cristalografia não está conseguindo recursos para isso. biofísica e bioquímica. sem detrimento da prioridade a manutenção dos grupos atuais. Atualmente Físico-Química e Biof ísica são vistas como subáreas da Química e da Biologia. A cooperação entre grupos locais deveria ser incrementada bastante no intercâmbio de alunos. etc). tec- nológico e industrial. . A formação sólida em física é imprescindível ao estudo de difração em sistemas complexos para obtenção de informações básicas sobre os mesmos.assuntos de interesse básico. (5) Apoio ao Projeto do Laboratório Nacional de Radiação Sfncrotron e à for- mação de pessoal na área de Cristalografia.

governadas pelas leis da mecânica clássica. re- presenta uma tendéncia complementar. calores específicos. da matéria na presença de agentes externos. a partir de seus componentes mais simples. por outro lado. No final do século XIX. capaz de explicar o comportamento térmico. A segunda lei da termodinâmi- ca que define um sentido temporal inequívoco representa um exempla do comportamento característico da matéria macroscópica (pois as leis da mecânica. PffiCO do Matria Condeníada FÍSICA ESTATÍSTICA DESCRIÇÃO A Física Estatística fornece os elementos para o estudo dos sistemas com- plexos. A F (sita do sé- culo XX se desenvolveu prioritariamente no sentido de descobrir os componen- tes últimos ou elementares da matéria. "visí- vel". que constitui o protótipo dos métodos cinéticos modernos. A equação de Boltzmann. no início do século. representa uma tentativa de cons- truir a função entropia da termodinâmica com base nas leis da mecânica. A moderna mecânica estatística de equilíbrio foi formulada por Gibbs. e praticamente não sofreu qualquer transformação com a necessidade de reco- nhecer que o mundo microscópico é na realidade governado pelas leis da mecâni- 104 . nunca distinguem entre o passado e o futuro). que se aplicam às partículas que constituem a matéria. organizados. A Física Estatística. S = k log W. que reconhece a necessidade da introdu- ção de novas leis e regularidades para explicar o comportamento dos sistemas complexos. Foi o próprio Boltzmann quem percebeu a importância da introdução de conceitos probabilísticos e propós a famosa definição estatística de entropia. proposta em 1872. A mecânica estatística tem sua origem na formulação da chamada teoria cinética dos gases. a termodinâmica já se havia estabelecido como a grande teoria macroscópica. coeficientes de transporte) através de um modelo constituido por partículas em movimento. onde W é o número de estados microscópicos igualmente prováveis. que procura explicar as propriedades térmicas dos gases Ilei de Boyle.

Desde o inicio do século são conhecidas teorias fenomenológicas para as transições em fluidos (Van der Weals). propos- to inicialmente por Lenz para explicar o ferromagnetismo. tem des- pertado o interesse de uma parcela considerável de pesquisadores na érea da físi- ca estatística nos últimos trinta anos. tem levado a um notável avanço na compreensão de transições de fases e fenômenos críticos em magnetis- m o.conforme desenvolvidas inicial- mente no âmbito da teoria de campos. em diversas versões. que tem tido uma enorme repercussão na área. Em- bora a solução exata do modelo de Ising em três dimensões continue represen- tando um grande desafio. Cumpre à mecânica estatística estabelecer modelos microscópicos em termos dos quais seja possível explicar transições desta natureza. a utilização de modelos clássicos de spins. Recentemente se percebeu. constitui o melhor exemplo não trivial de um empreendimento nesta direção. sistemas de baixa dimensionalidade. condutividade elétrica.ca quântica. a técnica moderna de grupo de renormalização no espaço real. abandonando quaisquer regras de comutação. a importância de certas idéias de invariância. apesar da natureza quântica das interações a que estão sujeitos os componentes elementares da matéria. Além de soluções exatas em uma ou duas dimensões. tem sido utilizada. As grandes teorias modernas sobre o comportamento térmico da matéria condensada entre as quais se sobressaem as teorias do paramagnetismo e do diamagnetismo e a teoria da supercondutividade tem sido formuladas no âm- bito. O estabelecimento das estatísticas quânticas (Fermi-Dirac e Bose-Einstein) possibilitou uma enorme gama de aplicações desde o estudo de propriedades térmicas de metais e de se- micondutores até a proposta de uma explicação para a transição superfluida no hélio líquido. nos EUA. viscosidade) também foram am- plamente estudados com o auxilio de técnicas cinéticas. O estudo das proprie- dades físico-matemáticas do modelo de Ising principalmente na medida em Que se constatou o caráter universal do comportamento critico da matéria. Um dos primeiros triunfos práticos da física estatística foi a utiliza- ção de dados espectroscópicos para calcular a entropia e o calor específico de um grande número de substâncias. A formulação de uma termodinâmica ou de uma mecânica estatísti- ca para processos fora do equilíbrio. em agosto de 1986): 1. representa um dos grandes triunfos da física teórica contemporânea. na área teó- rica. o estudo de suas conexões corn a teoria de campos re- sultou na chamada teoria do grupo de renormalização. ainda é objeto de pesquisa e continua sujeita a pontos de vista diferentes. publicada por Onsager em 1944. proposta por Wilson no inicio da década de setenta. Fenômenos de transporte em meios materiais (condutividade térmica. Vamos relacionar alguns tópicos que despertaram maior interesse durante a última Conferência Internacional de Termodinâmica e F ísica Estatística (reali- zada em Boston. materiais magnéticos (Curie-Weiss). Continuam despertando grande atenção o efeito Hall quântico e os sistemas eletrônicos bidimensionais. que têm sido amplamente estuda- dos tanto teórica quanto experimentalmente. ligas metálicas (Bragg-Williams) etc. Em particular. Deve- se assinalar que. no entanto. a solução exata do modelo de Ising bidimensional na ausência de um campo. O estudo moderno das transições de fases constitui um exemplo do tipo característico de abordagem da física estatística.da mecânica estatística quântica. 105 . O modelo de Ising. Não há fronteiras distintas entre a física estatística e a física da matéria condensada.

geometria dos fractais) e recursos computacionais moderníssimos. ou Roberto Lobo em São Carlos. 7. que têm sido submetidos a extensas investigações. ferro e antifer- romagnetos. tam- bém utilizaram técnicas de mecânica estatística para tratar problemas de muitos corpos em matéria condensada. Técnicas experimentais mais sofisticadas haviam possibilita- do medidas detalhadas de grandezas termodinãmicas associadas à "matéria criti- ca". modelos de crescimento. Novamente. ligas metálicas. Por outro lado. Ao lado das técnicas mais co- nhecidas de equações diferenciais a derivadas parciais. processos de equilíbrio e de agregação cinética. sistemas de férmions pe- sados. houve trabalhos isola- dos de pesquisadores como Mario Schenberg. neste tópico é difícil distinguir entre física estatística e física da matéria condensada. sistemas que exibem pontos multicríticos e diagramas de fases mais complexos. há um grande interesse em sistemas com intera- ções ou períodos competitivos. ficava cada vez mais patente que as teo- 106 . Em pa rt icular. Substâncias aparentemente muito diferentes. 3. desordem e transporte em sistemas eletrônicos. No passado. 5. microemulsões e diversos tipos de cristais líquidos. a própria formulação geral da mecânica estatística de pro- cessos fora do equilíbrio constitui um tópico aberto. Em meados da década de sessenta surge um grande interesse no estudo das transições de fases e do comportamento da matéria nas vizinhanças dos chama- dos pontos críticos. que podem exibir transições do tipo comensurá- vel-incomensurável. pareciam se comportar de maneira idêntica nas vizi- nhanças da criticalidade. cinética química e fenómenos de transporte em fluidos densos. Fenôme- nos ligeiramente fora do equilíbrio ou propriedades de transporte em fluidos su- ficientemente diluidos ainda podem ser tratados pelos métodos cinéticos conven- cionais. BREVE HISTÓRICO A pesquisa sistemática em problemas de física estatística no Brasil somente tomou impulso a partir da década de setenta. 6. aplicações de métodos computacionais (Monte Carlo. Continua em aberto a solução de um modelo realista para um vidro de spin ja própria teo- ria de campo médio para o vidro de spin de Ising constitui um problema que. beneficiando-se dos investimentos federais no ensino em nível de pós-graduação. colóides. sistemas com diversos tipos de desordem ou aleatoriedade (nas intera- ções de troca. sujeito a diferentes aborda- gens. turbulência e caos. incluindo polímeros. dinâmica molecu- lar e suas variações) para estimar propriedades de modelos estatísticos. nas anisotropias. formação de moldes e padrões. apesar de todo o esforço. na abordagem destes fe- nómenos utilizam-se técnicas matemáticas recentes (equações de recorrência. Físicos de estado sólido. No entanto. na presença ou ausência de elementos ativos. como Newton Bernardes em São Paulo. nos campos aplicados). que foi pioneiro na aplicação de técnicas de teoria de campos á mecânica estatística. ainda não foi colocado em bases teóricas pe rf eitamente sólidas). 2. Neste campo há tentativas de contacto com métodos mate- máticos utilizados na teoria dos sistemas dinâmicos. 4. Há tam- bém grande interesse em autômatos celulares e na aplicação de técnicas da física estatística para o estudo de modelos de inteligência artificial. como fluidos.

até recentemente apenas se destacavam os trabalhos sobre semicondutores do grupo da Unicamp. Pro- cura-se analisar dados experimentais. no entanto. Curie-Weiss para materiais magnéticos) produziam resultados incorretos na região crítica. iniciando uma linha de pesquisa sobre fenômenos de percolação e mag- netismo aleatório. Salinas e Mário J. proposta no início da década de setenta. visita o Brasil e dá vários seminários sobre o grupo de renormaliza- ção. Fittipaldi em Temple e Marco A. O pessoal teórico do grupo de Recife. Coutinho Filho trabalhou em Cornell. Gonçalves retorna para o Ceará em 1977 após completar o doutoramento em Oxford. Swieca que havia se transferido para a Universidade Federal de São Carlos). também trabalha com modelos magnéticos. as técnicas de muitos corpos aplicadas aos líquidos quânticos é que in- fluenciam os primeiros trabalhos na área de mecânica estatística (Sylvio G. trabalhando com modelos magnéticos e estruturais. vem para Brasflia em 1975. constituindo um grande triunfo da moderna mecânica estatística. Os primeiros trabalhos sobre transições de fases realizados no Brasil são fortemente influenciados pelas pesquisas mais tradicionais em magnetismo. contando com o apoio de Jorge A. doutorado no Brasil. produz resultados quantitativos. Gomes e Carlos Maurício Chaves trabalham com Lederer). 107 . no exterior. G. passíveis de verificação experimental e justifica a universalidade e as leis de escala. Pascal Lederer. que também tem vários con- tactos no exterior. sob a lide- rança de Roberto Luzzi. se estabelecem em Porto Alegre.. por progressos menos espetaculares durante os últimos anos. As áreas mais tradicionais da mecânica estatística. mas depois se transferiu para o CBPF. Em Belo Horizonte há um grande empenho no estudo. A. que se ca- racterizaram.rias clássicas (Van der Waals para fluidos. originário da área de partículas e campos). é influenciado por medidas magnéticas realizadas no Labora- tório de Baixas Temperaturas do IFUSP (Silvio R. diversas vezes. F finalmen- te. trabalhando com modelos magnéticos. obtidos no País ou no exterior. Posteriormente se estabelece em São Carlos uma linha de trabalho utilizando técnicas de grupo de renormalização para estudar o comportamento de modelos de mecânica estatística e de teoria de campos (sob a liderança de Roland Kiiber- le. em Pittsburgh). Em Porto Alegre. doutorado na França. tanto experimental quanto teórico. Constantino Tsallis. influenciando o trabalho de físicos do CBPF e da PUC-RJ )Alfonso A. Cláudio Scherer. especialista em magnetismo. Lindberg L. Walter e Alba Theumann. utilizando técnicas de grupo de renormalização e teoria de campos. que tinha realizado um estágio de pós-douto- ramento em Santa Bárbara. a teoria do grupo de renormalização. colabora com Roberto Lobo e Oscar Hipóli- to). Apesar de esforços iso- lados no estudo de fenômenos fora do equilíbrio. Em São Carlos. doutorado nos Estados Unidos. doutorados nos Estados Unidos. Também se reconhece a grande relevância de resultados e cálculos rigorosos para modelos estatísticos simplificados. Rosa Jr. Mais tarde. de Moura na Universidade da Pensilvânia). lideram o grupo minei- ro. Logo se formulam as hipó- teses de universalidade e de escala. realizou estágios de pós-doutoramento no exterior e comparece a quase todas as conferências internacionais de magnetismo (Mauricio D. O grupo de São Paulo. !von P. sobre tran- sições de fases magnéticas. de Olivei- ra completaram o doutoramento na Carnegie-Mellon University. G. de Sã Barreto e Alaor Chaves. Blind). de fenômenos de transição de caráter ferroelétrico (Francisco C. que também contou. formados em Nova York. permanecem muito pouco desenvolvidas no Brasil. com a colaboração do físico iugoslavo R.

Andrade. doutorado em Boston). que têm dado uma contribuição significativa a esta área (J. embora. O seu vigor pode ser atestado pelo êxito de reuniões locais (em Sao Carlos. João Pessoa (onde A.N. Nite- rói (onde Paulo Murilo Oliveira e Múcio Continentino se estabeleceram na Uni- versidade Federal Fluminense) e Florianópolis (onde Wagner Figueiredo. Chaba. douto- rado em São Paulo. 108 . Armando Paduan Filho e colaboradores) e da UFRJ (sob a liderança de Eugênio Lerner). Salvador (onde Roberto F.. trabalha há vários anos em regras de soma na rede). Carlos C. Vários alunos dos grupos mais antigos foram absorvidos nas suas próprias instituições de origem. Moreira). com ênfase em fenômenos de transição de fases. onde se estudam transi- ções de fase estruturais em cristais ibnicos moleculares. Evangelista C. no 1FUSP. certa- mente devem ser mencionados). e do Recife (sob a lide- rança de Sergio M. Oliveira Jr. doutorado em Regensburg. com interes- ses em resultados rigorosos em mecânica estatística e teoria de campos. trabalha também com modelos matemáticos de turbulência). por exemplo) e pela con- cordância da IUPAP em escolher o Rio de Janeiro para sediar a XVII Conferén• cia Internacional de Termodinâmica e Física Estatística. com esforço recente na investigação de transições de fases em antiferromagnéticos diluídos na presen- ça de um campo magnético. Há também alguns físicos matemáticos. Na área experimental ainda devem ser lembrados os grupos de Fortaleza (Josué Mendes Filho. Wreszinski. Os Encontros Nacionais de Física da Matéria Condensada contribuiram pa- ra a difusão da física estatística por todo o Brasil e para o estabelecimento de vínculos de cooperação entre os diversos grupos de pesquisa. e Ricardo Schor e Michael O'Carroll. Talvez esta seja uma das áreas onde há maior integração dentro do País. Atualmente a física estatística aplicada a problemas da matéria condensa- da. estando praticamente limitados aos laboratórios de baixas temperaturas de São Paulo (Nei F. S. trabalha com modelos magnéticos). Rezende. na UFMG. especialista em magnetismo). Fernando Perez e Walter F. Os grupos experimentais têm se desenvolvido com grande dificuldade. físico indiano radicado no Brasil. Surgiram grupos teóricos em Natal (Liacir Lucena. ou se fixaram em locais mais recentes. Becerra. as posições em física teórica estejam cada vez mais escassas. é praticada em quase todas as universidades do País.

- UFPE 1975 7 0 7 6 6 10 87 UFAL 1978 5 7 ' • ' * • 40 UFBA 1981 1 0 . . O número de artigos publicados muitas vezes é uma estimativa que pode não corresponder ã produção cientifica do grupo desde o seu inicio. - IFUSP 1974 4 1 5 2 4 13 50 UNICAMP 1970 9 0 5 0 8 10 70 IFOSCarfos 1960 7 1 6 3 10 17 - UFSCarlos 1977 3 0 ' • ' • - INPE 1986 1 0 • • - IEAWCTA 1985 1 0 • • UFPR 1985 1 0 2 . . a nível de mestrado ou de doutorado. - UFSC 1979 3 8 7 0 - UFRGS 1982 4 0 3 4 0 1 TOTAL 77 31 47 40 41 72 545 'Não há programa de pós-graduação. principalmente no núme ro de doutores. . QUADRO RESUMO DA SITUAÇÃO ATUAL Instituição Inicio Doutores Mestres Estudantes Teses de Dlssertaçâo Artigos das atividades Doutorado Mestrado Doutoramento de Mestrado Publicados UFCE 1977 2 0 1 • 2 30 UFRN 1979 3 1 1 ' 0 - UFPB 1975 4 4 1 5 . . Nota: Os números deste quadro se referem ao segundo semestre de 1986 (explicações detalhadas podem ser encontradas nos dados sob re os grupos de pesquisa). - CBPF 1977 3 0 7 0 6 5 100 PUC-RJ 1974 5 0 2 0 3 4 35 UFF 1981 5 1 3 0 0 2 33 UFMG 1971 7 6 8 7 4 8 100 UNB 1982 2 2 2 ' . Obviamente há superposições com outras áreas. . Um asterisco indica a inexistôncia de programas de pós-graduação. Um traço indica a falta de informações. a nível de mestrado ou doutoramento.

para a física dos processos de agregação e cres- cimento. tanto teórica quanto experimentalmente. Por decisão do comitê de física estatística da IUPAP.PERSPECTIVAS. as dificuldades impostas pelo financiamento à pesquisa no Brasil. Aproximadamente metade destes doutores foram formados pelos próprios grupos nacionais. A médio pr az o. Em janeiro de 87 foi realizada uma Escola de Mecânica Estatística. As nossas linhas de pesquisa também permanecem concentradas em poucos temas. Atualmente há pouco mais de setenta doutores ativos na área. trabalhando principalmente em proble- mas teóricos. Os grupos experimentais e os pequenos grupos teóricos. que foi dinamizado nos últi- mos anos pela realização das reuniões nacionais. embora já existam condições para uma abertura maior. Qualquer crise maior no sistema federal poderá afetar seriamente todo o trabalho nesta área. Statphys. em que o computador tem desempenhado um papel central em muitas desenvol- 110 . distribuídos geograficamente por quase todo o Pafs. a XVII Conferência Internacional de Termodinâmica e Física Esta- tística. não têm estimulado o sur- gimento de novos grupos experimentais. vidros. na cidade de São Carlos. de caráter anual. cuja pró- pria relevância pode ser questionada. com uma produção cientifica profissionalmente aceita em nível internacio- nal. tanto convidando pesquisadores estrangeiros quanto enviando fortes de- legações às principais conferências internacionais. Quase todos os grupos da área têm sofrido com a falta crônica de recursos para material bibliográfico. Há uma boa dose de intercâmbio entre os diversos grupos nacionais. como políme- ros. Os pesquisadores da área têm tido uma participação ativa nos Encontros Nacionais de Física da Matéria Condensada e têm até mesmo conseguido realizar reuniões especificas. Este fato é particularmente grave na área de física estatística. No estágio atual de desenvolvi- mento da área. aliadas à nossa tradição acadêmica. com a participação de pes- quisadores estrangeiros de prestígio. Todos os grupos teóricos se ressentem de uma carência crônica de recursos computacionais. PROJEÇÕES E NECESSIDADES A área de mecânica estatística teve um crescimento rápido nos últimos dez anos. intercâmbio e aquisição de equipamentos. Na realidade. será realizada em 1989 no Rio de Janeiro. deveriam ser muito mais fortemente apoiados. para o estudo mecânico-estatístico de novos materiais. o fortalecimento da área no Brasil passa necessariamente por uma independência maior na geração de problemas e questões que possam ser estudados no País. Ce rt amente isto poderia ser evitado se hou- vesse uma dedicação maior a problemas relevantes sob o ponto de vista experi- mental. em São Carlos. em particular. 0 fortalecimento e a própria sobrevivência dos grupos pequenos de- pendem também da valorização da carreira de pesquisador no sistema universi- tário. Estas circunstâncias obrigam muitas ve- zes os grupos teóricos a se dedicarem ao estudo de problemas abstratos. pode-se apontar diversos proble- mas. fluidos anisotrópicos. Há muito pouca atenção no Pafs pa- ra fenômenos fora do equilíbrio. Há vários anos a atuação do CNPq vem sendo criticada. é importante assegurar um nível mínimo de intercâmbio com o exterior. E absolutamente necessário melhorar a nossa capacidade computacional e realizar um ce rt o esforço no desenvolvimento dos diversos tipos de simulação numérica. Apesar do progresso da Area no Pafs. Continuam muito fracos os contactos entre os grupos experimentais e os grupos teóricos.

as teses de doutoramen- to e os a rt igos publicados. incluindo as dissertações de mestrado.vimentos recentes. 111 . No futuro seria impo rt ante analisar em detalhe a qualidade da produção científica da área. certamente o desenvolvimento de pes- quisas e o treinamento de pessoal nas novas técnicas computacionais estão sendo seriamente prejudicados. Dentro deste quadro. talvez houvesse condições para iniciar um trabalho sistemático de ava- liação da área no Pafs. Tomando como base as repercussões desta produção cientifica.

a pesquisa em FS naquele instituto s6 adquiriu dimensão significativa após 1978 e é desde en- tão muito predominantemente teórica. foi incluída toda a atividade de pesquisa em produção e ca- racterização de materiais semicondutores e desenvolvimento de dispositivos utili- zando tais materiais. Iica da matéria Condeníada MICA DE SEMICONDUTORES DESCRIÇÃO As pesquisas básicas e aplicadas nos materiais semicondutores têm sido in- timamente interligadas nos últimos quarenta anos. Em pa rt icular. no Departamento de Engenharia de Eletricidade da Escola Politéc- nica da USP ( POLI-USP) dois grandes laboratórios exercem atividade em física dos semicondutores (FS) na visão abrangente deste relatório: o laboratório de Microeletrbnica (LME) e o Laboratório de Sub-Sistemas Integráveis (LSI). No levantamento atual muito da atividade que melhor se- ria definida como Engenharia ou Ciência dos Materiais foi incluída na área da F í- sica. Devido a isto esta é uma área onde as linhas divisórias entre Física. - BREVE HISTORICO A primeira atividade em FS no Pais ocorreu no 1 F USP em 1963. A FS adquiriu um bom impulso em 1970-1971 quando se criou na UNI- CAMP um grande grupo de pesquisa na área. Por exemplo. Ciência dos Materiais e Engenharia são espe- cialmente indefinidas. No LME essencialmente toda a atividade foi enquadrada em FS. Nes- se caso foi tomado um cuidado especial para se separar a pesquisa em materiais e dispositivos da pesquisa em projetos de circuitos eletrônicos e equipamentos. No LSI foram en- quadrados os trabalhos em transistores tipo FET e nos silicetos de titénio e co- balto. Entretanto. A pesquisa em indústria foi incluída no levantamento. com traba- lhos experimentais em efeitos magneto-oscilatórios. constituído de brasileiros recém- 112 .

Além do mais. Tal investimento é relativamente alto e se concentra singularmente em Campinas (Unicamp. por exemplo células fotovoltáicas e estrutura eletrônica de defeitos puntuais em semicondutores. so- mente o LME-POLI necessita segundo estimativas do próprio LME. ninguém no País cresce cristais volumétricos do grupo Ill-V. Deve-se ressaltar. tais como a SID — Microeletrônica. Apesar de nosso esforço. ao passo que areas fundamentais como transporte elétrico e produção de cristais volumétricos são pouquíssimo desen- volvidas. essa área sofreu notáveis mudanças na presente década que resultaram na obso- lescência de grande parte da capacidade de pesquisa instalada. de cinco mi- lhões de dólares para um programa muito modesto de modernização. Alguns tópicos são forte- mente investigados.chegados do exterior e de estrangeiros. Aparentemente. por exemplo em São Carlos (USP e Fedeial). entretanto. ainda existe lá intensa atividade de pesquisa em dispositivos opto-eletrônicos. o Projeto Laser para comunicações ópti- cas. UnB e UFMG. o maior grupo de pessoas tra- balhando em FS do País ainda se encontra naquela Universidade. está fora de condições de operação. Apesar de a UNICAMP ter diminuído a ênfase original em FS e ser hoje mais diversificada. A pesquisa básica em FS na Unicamp se enfraqueceu nos últimos anos. 113 . Recentemente foi realizado um investimento relativamente grande na UFMG com a compra de um sistema de produção de hetero-estruturas pela técnica de Epitaxia de Feixe Molecular (MBE) no valor de quinhentos mil dólares. talvez a mais dispendiosa dentro da matéria condensada. nossos la- boratórios se deterioraram devido à falta de recursos. Neste período houve também uma grande expansão no grupo do IFUSP. que a expansão da pesquisa básica em FS no País tem se baseado es- sencialmente em trabalhos teóricos. Tal fato se deve. os grupos ex- perimentais deram uma ênfase crescente à atividade aplicada. A pesquisa experimental em FS é relativamente dis- pendiosa. da pesquisa em dispositivos na Unicamp resultou. o que agravou ain• da mais a situação da F isica básica. PERSPECTIVAS. Para se ter uma idéia do investimento necessário para se recuperar os laboratórios existentes. Nos últimos cinco anos. Na presente década surgiram vários grupos de FS no País. 1NPE. UFF. Além disto. CPqD — Telebrás e CTI) e na POLI-USP. PUC-RJ. Algumas distorções são também clara- mente visíveis nos dados sobre os Grupos de Pesquisa. no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) da Telebrás. constatou-se que os laboratórios estão precariamente equipa- dos. não foi possível conseguir-se uma estimativa con- fiável do investimento realizado na FS no País. á dimi- nuição de recursos disponíveis para investimento e custeio em laboratórios ocor- rida nos últimos seis anos. enquanto os laboratórios dos centros mais avança- dos no exterior passaram por um intenso processo de modernização. PROJEÇOES E NECESSIDADES Apesar da FS ter sido uma das áreas da F isica que recebeu maiores inves- timentos no Brasil. O País tem apresentado uma produção cien- tífica muito baixa em FS experimental. Entretanto. Nos setores de enge- nharia e indústria houve grande expansão dos laboratórios LME-POLI e LSI-PO- LI e o surgimento de algumas indústrias com laboratórios de pesquisa em disposi- tivos. em grande parte. Na Uni- camp além de obsoleto. a Elebra e a Itaucom. Além disto.

. . . . .CPqD . 1 . 2 INPE 5 1 . 1 . 2 . . 3 2 PUC-RJ 2 1 . . . . 1 - UFRGS 2 UFAM . . 3 2 NELIODINAMICA . . . . 5 POLI -USP (LME) . 3 . 18 8 SID Microeletrbnica . . 9 1 . . 2 UFRPR . 1 . QUADRO RESUMO DA SITUAÇAO ATUAL INSTITUIÇÃO DOUTOR MESTRES BACHAREL T E D T E D IFUSP 8 2 . - TELEBRAS . 2 . 2 . . 1 . - UFPE 2 . . 5 . . . - UnB 5 1 . 4 . . 9 7 UNESP-Guaratinguetã . 1 . 4 UFMG 4 8 . . . - UFRN 2 . . . 3 7 UNICAMP-IFGW 5 18 8 35 USP-SC 3 2 - UFSCARLOS 5 4 . . . . 4 . . 1 13 ELEBRA . 4 TOTAL 47 44 34 24 3 62 106 T (Teoria) E (Experiência) D (Dispositivo) 114 . . 1 1 . 26 12 POLI -USP (LSI) . 4 UFU 1 . . . - IME . 2 CTI . - UFRJ-COPPE . 1 . 1 UFF 5 . . . . . . . . 12 . .

em termos econômicos. além da barreira de recursos financeiros. E nosso ponto de vista que um programa nacional arrojado de pesquisa básica em semiconduto- res é essencial para o sucesso da indústria de informática no País e tal programa deveria antecipar as necessidades futuras de tal indústria. Nosso ponto de vista é de que devido a importância crescente das hetero-estruturas se- micondutoras e levando-se em conta que os equipamentos de MBE devem ser de- dicados á produção de um único tipo de composto. Cinco sistemas de MBE no País podem dar uma idéia de exagero. Pouco se tem progredido na área de desenvolvimento de componentes. Tal programa deveria incluir o envio de grande número de pes- soas para doutoramento e pós-doutoramento no exterior. e ainda falta bom tempo antes que os dispositivos baseados em GaAs-AIGaAs suplantem os Si-MOS em importância econômica. Tal programa merece amplo apoio. na sua caracteriza- ção e no desenvolvimento de dispositivos eletrônicos e opto-eletrônicos baseados em tais materiais. E necessário estar-se atento às pretensões da SID Microeletrónica. grande parte das pretensões se referem a es- tudos de hetero-estruturas produzidas por MBE. No instituto de Física da USP estão sendo feitas as avaliações prévias para a possível implantação de um sistema de MBE dedicada a GaAs-AIGaAs e de laboratórios de caracterização com inves- timentos globais de cerca de dois milhões de dólares. Os circuitos MOS de silício ainda são o que há de mais importante em microeletrônica. Os inventários contidos nos dados sobre os Grupos de Pesquisa e no qua- dro resumo dão uma visão demasiadamente otimista da área: várias linhas de pes- quisa enumeradas são na verdade atividades esporádicas dos grupos e vários pes- quisadores dividem suas atividades com outras áreas. na escassez de pessoal especializado. Julgamos que as intenções de se iniciar pesquisa em novos materiais semi- condutores esbarrarão. Novas formas de epitaxia em que reações químicas prometem revolucio- 115 . sem entretanto ignorar suas necessidades atuais pelo mero fato de envolver pesquisa básica que já deixou de ser moda nos centros mais avançados. o atendimento das preten- saes mencionadas seria altamente apropriado e interessante. E urgente iniciar-se um programa de formação de pessoal especializado na produção de novos materiais semicondutores. O I FGW da Unicamp en- trou na FINEP com um projeto de seis milhões de dólares para a compra de um sistema de MBE dedicado a Compostas II-IV e de uma variada linha de equipa- mentos de análise. E imperativo que se preencha o vazio que há no País em pesquisa básica de sistemas Si-MOS. da Elebra e da ltaucom de produzir circuitos integrados MOS de silício e procurar apoiar o esforço de tais empresas. Em conversas com o pessoal da SID constatamos que tal empresa se ressente for• temente da incipiência da pesquisa em materiais e dispositivos Si-MOS no País e da inexistência de profissionais qualificados para recrutamento. O País tem pretensões de desenvolver uma indústria nacional de produtos de informática com alto nível de autonomia. O LSI da POLI-USP tem um programa nascente de Circuitos Integrados de GaAs-AIGaAs. Constatamos vários planos de investimento em diversas instituições. Cabe mencionar que o sistema Bell (AT & T Bell Laboratórios e Bell Communications Research) con- ta com cerca de vinte e cinco equipamentos de MBE. E preciso estar atento a novos e importantes avanços na FS e iniciar (no exterior) a formação de pessoal capaz de trazer eficazmente tais novidades para o País. Nos grupos de pesquisa em Universidade. E provavel que o País venha a ter em breve uns cinco sistemas de MBE.

A FS se enquadra em duas áreas prioritárias do Ministério da Ciência e Tec- nologia: Informática e Novos Materiais. 116 . É importante utilizar-se tal privilégio pa- ra um programa arrojado de desenvolvimento da FS no Pafs. Além disto litografias gravadas por feixe eletrônico ou raios-x estão se tornando rotina nos centros avançados e resoluções da ordem de 50A já sio obtidas.nar a microeletrônica.

No entanto. suas misturas. nitro- génio e hélio líquidos. que denominamos de magnetometria. são considerados basica- mente fenômenos de baixas temperaturas. ou refrigeradores apropriados. é também uma característica tecnológica de baixas tempe- raturas. 4 He (bosons). são também apresentadas. assim como. Dentro do contexto desta tecnologia está o desenvolvimento de técnicas da obtenção de ultra baixas temperaturas. para a obtenção de temperaturas na região dos milikelvin. 4 Os fenômenos de super -fluidez que ocorrem com os gases quânticos. 117 . por exemplo. pois se considerarmos os líquidos criogénicos mais utilizados. envolve propriedades dos lí- 4 quidos quânticos. e suas misturas. por exemplo). técnica da produção de baixas temperaturas. a supercondutividade. o de supercondutividade. através de líqui- dos criogénicos. propriedades de transporte e desenvolvimento de dispo- sitivos que utilizam especificamente fenômenos de baixas temperaturas (trans- formadores de fluxos. Ou- tras linhas de pesquisa que se utilizam de baixas temperaturas. A criogenia. e temperaturas na região dos milikelvin são consideradas ultra baixas temperaturas. A definição de baixa temperatu- re é relativa. Neste levantamento ficaram caracterizados como linhas de pesquisa per- tencentes à área de baixas temperaturas as pesquisas realizadas com 3 He (fér- mions). se considera que abaixo de 20K se têm baixas temperaturas. poderíamos estabelecer que temperaturas abaixo de 77K (ponto de ebulição do nitrogênio) seriam consideradas baixas. Pífica do mario Corideníodo FÍSICA DE BAIXAS TEMPERATURAS E SUPERCONDUTIVIDADE DESCRIçÃo A área de Baixas Temperaturas e Supercondutividade se caracteriza princi- palmente por sua interdisciplinaridade pois os mais variados fenômenos de diver- sas outras áreas ocorrem a temperaturas baixas. O refrigerador de diluição. 3 He e He. transiçôes de fase de gases nobres absorvidos. que em si só pode ser con- siderado um tema de pesquisa. de- monstrando-se a interdisciplinaridade e a importância do desenvolvimento da instrumentação e técnicas criogênicas. misturas de 3 He e He. utilizada em praticamente todas as áreas que estão sendo consideradas neste levantamento. de um modo geral.

UFSCar) e transi- ções do fase em gases nobres adsorvidos IPUC-RJ). solicitando que ele apresentasse a relação de equipamentos básicos que deveriam ser adquiridos para se iniciar algumas expe- riências a baixas temperaturas e sugestões sobre os tipos possíveis de pesquisas. podemos destacar a investigação das pro- priedades de muitas partículas de sistemas bosbnicos com aplicações ao 4 He su- perfluido (IFOSC — USP.5 dando inicio a um programa de pesquisas em colaboração com o Instituto de Física da 118 . nos dias de hoje. O mecanismo responsável pela supercondutividade nestes materiais é ainda pouco entendido e motivo de intensa atividade de pesquisa. UFMG e UFPE. Daunt como consultor do projeto. e o primeiro liquefator de hélio estava justamente sendo montado na Universidade de Sao Paulo pela firma que fabricou o liquefator e que é a mesma de todos os liquefatores em uso no Brasil. No último ano o crescimento foi vertiginoso tendo sido alcançado uma tem- peratura de transição na vizinhança de 100 K. Em julho de 1961 Daunt veio ao Brasil. em fevereiro de 1987. na Cidade de Poços de Caldas. CBPF. Convidaram J. UFSCar. Apesar do aparecimento de novos materiais com temperaturas criticas cada vez mais elevadas o progresso era relativamente lento. Vinte e cinco anos se passaram desde que Mario Schenberg. Nesta época Mario Schenberg era o Diretor do Departamento de Física da Faculdade de Filosofia. IFQSCarlos IUSP). são cerâmicas baseadas no óxi- do de cobre. IFUSP. No Brasil o interesse pelo enorme potencial de aplicações práticastem leva- do vários grupos de pesquisa a acompanhar de perto o desenvolvimento destes novos materiais. sistemas eletrônicos bidimensionais sobre 4 He líquido e outros sólidos criogênicos (IFQSC-USP. Existe um total de nove liquefatores de hélio com seus respec- tivos sistemas de recuperação nos Institutos e Departamentos de Física na U F R GS.3 K a 23. um grupo no IPEN anunciou a síntese do composto básico YBa 2 Cu 3 O 6 . UNICAMP. e quem desejasse realizar experiências a baixas temperaturas poderia ir ao Instituto de Física e ter o seu recipiente apropriado cheio de hélio líquido. em 1961. Supercondutividade em Temperaturas Acima de 9OK No mês de fevereiro de 1987 foi possível presenciar o anúncio de uma des- coberta que promete ter repercusões extraordinárias. sendo que a PUC/RJ e a UFCE possuem sistemas de recuperação e purificação de hélio. A idéia da implantação de um Laboratório de Baixas Temperaturas surgiu logo após o retorno dos Estados Unidos em 1960 de Newton Bernardes. G. e os dois professores tomaram a iniciativa de implan- tar o primeiro Laboratório de Baixas Temperaturas do Pals. No começo do presente levantamento o fenômeno de supercondutividade tinha sido justamente conside- rado como inerente à área de baixas temperaturas. Os no- vos materiais que apresentam supercondutividade em temperaturas acima de ni- trogênio liquido. durante a reu- nião anual da SBPC. Daunt em The Ohio State University. UFRJ. Ciências e Letras da USP. anunciava que es- tava instalado no Instituto de Física da USP o primeiro liquefator de hélio do Pars. IFUSP).3 K desde a descoberta do fenômeno em 1911 até o início de 1986. que se doutorou pele Washington University e estagiou algum tempo no laboratório di- rigido por John G. Na pesquisa teórica desta área. Apenas dois meses após a descoberta de fevereiro de 1987. uma meta almejada por décadas. As temperaturas de transição apenas tinham crescido de 4.

sendo que os dados relativos às linhas de pesquisas. a alto custo. a não ser as dificuldades de se obter o gás hélio ( 4 He) importado e a demanda do nitrogênio líquido ser maior do que em geral a facili- dade de produzi-lo nos laboratórios. Pouco mais tarde. dos fornecedores industriais locais. que se utilizam de baixas tempera- turas. grupos da UFPE e da UF RJ anunciaram que também tinham conseguido sintetizar as cerâmicas su- percondutoras. os fenómenos de tran- sição de fase de sistemas absorvidos e propriedades de transporte. ou então um refrigerador de diluição (outras técnicas podem ser utilizadas mas no momento não o são no Brasil). e fenômenos 4 eletrônicos de sistemas bidimensionais sobre He é executada por um número pequeno de grupos como se pode verificar pelo quadro resumo. O primeiro tem limitação de temperatu- ra no que diz respeito à temperaturas de milikelvins. tendo sido montados há alguns anos. ou se utiliza um refrigerador de 3 He. As pesquisas que se desenvolvem no momento no Brasil na área de Baixas 119 . O refrigerador de diluição só existe nos Institutos de Física da USP e da UFRJ. estes aconteci- mentos parecem assinalar uma patente revitalização da área de supercondutivida- de.USP. QUADRO RESUMO DA SITUAÇÃO ATUAL O quadro abaixo diz respeito somente ao que foi considerado direta- mente pertinente à Area de Baixas Temperaturas e Supercondutividade. com perspectivas bastante alentadoras no âmbito nacional. no mês de maio. PROJEÇÕES E NECESSIDADES Baixas Temperaturas é uma área à qual pertence a Criogenia que é a produ- ção de frio. com acesso grátis aos usuários é recomendável e merece a atenção das agências financiadoras. devido a proble- mas de termometria e vazamento. A pesquisa dos fenómenos tipicamente de baixas temperaturas como a supercondutividade. obrigando os pesquisadores a obter o liqui- do criogênico. Atualmente além dos grupos já mencionados vários outros como os do CBPF. a superfluidez de 4 He e 3 He. Apesar de serem muito recentes. UF São Carlos. mas até hoje não estão em funcionamento normal. grupos do Instituto de Física e Química de São Carlos (USP} e da UNICAMP também apresentaram resultados positivos de suas pesqui- sas com os novos materiais. UFGRS e PUC estão dando seus primeiros pas- sos nas atividades de pesquisa que visam uma melhor caracterização dos materiais e compreensão do fenômeno. PERSPECTIVAS. por intermédio de refrigeradores ou através de líquidos criogênicos. Deste modo a Criogenia é utilizada pela maioria dos grupos de pesquisa em Maté- ria Condensada. para se tomar um inte rv alo de referência não oferece nenhum problema grave. A obtenção de temperaturas de 1 a 100K. Para temperaturas abaixo de 1K. que ainda estão sendo resolvidos. Instalação de cen- trais criogênicas em sítios estratégicos. são melhor classificados em outras áreas e podem ser encontrados nos res- pectivos levantamentos conforme indicado no texto. No X Encontro de Física da Matéria Condensada realizado em Caxambu em 5-8 de maio de 1987. Estes equi- pamentos serão utilizados em pesquisas que só podem ser realizadas a ultra Bai- xas Temperaturas. financiados pelos órgãos governamentais.

USP CBPF UFRGS UFRJ PUC FT? UNICAMP IFQSC UFSCar LNCC USP Transições da Fase 5D.RJ ' Não inclui supercondutividade em atlas Temperaturas. 1 AD 3D 10 085.Teoria 2D. 3AD. 2AD. IM 2D. 5AM 10 Propriedades de Transporte 10. pois não á yossivol precisar o nrimera de pesquisadores recenremente envolvidos nesta Area.Lorena SP LNCC .Laboratdrb Nacional de Computação Cieneãce . E-Engenheiras. 3AD. 2AM 3D. 1M Líquidos au/ntícos . 1AM 10. 6AD. 1AM 2D Sistemas Adsorvidos Supercondutividade• 1D. 6E 5D. 2AM 1D. M-Mestre. AM-Aluno Mestrado. . AD-Akrro D utoredo.MIC .Fundação de Tecnologia Industrial . 2ALi Magnet:moi a 1D. 2A13.: O-Doutor. Fll . 1M 6D.CnPrt .

principalmente em Nióbio. estão sendo aplicados no desenvolvi- mento de bobinas supercondutoras pelo Instituto de Física da USP e pelo De- partamento de Materiais Refratários da FTI. Outro fator que amortece o desenvolvimento das pesquisas nesta área é a falta de um maior número de físicos teóricos que se in- teressem pelos assuntos pesquisados experimentalmente. Outro fator que deve ser levado em conta no desenvolvimento da área é a formação de pessoal técnico. Deve haver um apoio substancial que possibilite a formação de pessoal de apoio no desenvolvimento do técnico em criogenia. O aproveitamento de especialistas em baixas temperaturas na área de Ciências dos Materiais deve ser incentivado por todos os meios. Deve-se também men- cionar que um maior relacionamento entre as Instituições envolvidas nesta área. Os trabalhos em super- condutividade.Temperaturas e Supercondutividade sio em geral muito demoradas devido à falta de automatização na obtenção dos dados. a CRYOMETAL. Na medida do possível está se aproveitando a competência dos poucos técnicos existentes na formação de outros e na manutenção dos liquefatores de hélio e nitrogênio em todo o País. assim como relacionamentos entre pesquisadores desta área com as outras afins é mais do que recomendável e seria um fator de p rogresso e desenvolvimento téc- nico e científico apreciável. Treinamento apropriado e salários condizentes de- vem ser implementados e merecem atenção das instituições e das agências finan- ciadoras. Deve-se acrescentar que os desenvolvimentos em baixas temperaturas na UNICAMP foram aplicados nas implantações de centrais criogênicas de nitro- génio Iíquidn do Programa Nacional de Inseminação Artificial e criação da pri- meira empresa nacional em criogenia. falta esta que está sendo reparada na maioria dos laboratórios. 121 .

estes notadamente da área de mecânica estatística. Alguns compostos intermetálicos de terras raras (por exemplo. o momento magnético por átomo resulta de um balanço detalhado entre energia cinética e interação cou- lombiana entre pares de elétrons itinerantes. apresentam os dois tipos de momento magnético: de origem itinerante na subrede do Fe e localizado no caso da sub-rede da terra rara. efeitos de campo cristalino e as regras de Hund fornecem a origem dos momentos magné- ticos. Isolan- tes e metais. sulfetos etc. caracterizam os ferromagnetos itinerantes. que atrai atualmente grande atenção de físicos experimentais e teóricos. Nos sistemas itinerantes. Por oposição. 0 estudo da origem do Magnetismo em isolantes e metais envolve diversos aspectos. Considerações de estrutura eletrônica estabelecem também o mecanismo de interação entre estes momentos magnéticos: interações de "super -e xchange" ou 122 . bem como o desenvolvimento de novas aplicações tecnológicas. Gd) e me- tais de transição como o Fe. o estudo das propriedades termodinâmicas e das excitações dinâmicas dos sistemas magnéticos. assim como alguns compostos intermetálicos de transição. apresentam origens distintas para o momento magnético por átomo. Os principais objetivos da pesquisa neste campo são a compreensão das origens microscópicas das propriedades magnéticas dos materiais. dadas as suas características. a descoberta de novos materiais e fenômenos.) de terras raras ou de metais de transição e os fluoretos de metais de transição. No caso de isolantes. A existência de momentos magnéticos imediatamente levanta a ques- tão da sua conexão com a estrutura eletrônica dos materiais em questão. PffiC0 da Matria Condenrada MAGNETISMO DESCRIÇÃO O Magnetismo é um dos campos mais férteis e mais ativos da F fsica da Ma- téria Condensada. Exemplos clássicos do primeiro caso são os cal- cogenetos (óxidos. sistemas metálicos como o Fe pu- ro.

a inúmeros componen- tes sofisticados utilizados na indústria eletro-eletrônica. magnetostricção.de Bloembergen-Rowland no caso de sistemas isolantes. As propriedades e os fenômenos magnéticos são investigados experimental- mente por uma grande variedade de técnicas. pois encontram um grande número de aplicações em pr o- dutos e processos industriais dos mais viriados setores. tais como transições de fase e fenômenos críti- cos. Por esta razão o magnetismo é também uma excelente área para a formação de pesquisadores e técnicos experi- mentais para atuarem em diversos campos da ciência e da tecnologia.c. alguns dos quais eram anteriormente considera- dos objetos de mera especulação. etc. cujas interações podem ser descritas por modelos matemáticos simples. mas em termos econômicos eles têm uma importância quase tão grande quanto estes. e a Conferência Internacional de Mag- netismo (ICM) realizada a cada três anos em países diferentes. dos Estados Unidos. resso- nância magnética eletrônica e nuclear. As interações entre os momentos magnéticos. 123 . Muitas das aplicações atuais dos materiais magnéticos resultaram de avanços tecnológicos obtidos nos últimos 20 anos nos laboratórios industriais e nos centros de pesquisa do Japão. absorção e luminescência óptica. de móveis e utensílios. Neste setor os materiais magnéticos somente são suplantados em volume de aplicação pelos semicondu- tores. espalhamento de nêu trons. Esta é uma das razões que faz com que o Magnetismo seja o campo de maior aplicação das poderosas ferra- mentas da Mecânica Estatística. como os pequenos ímãs permanentes usados para fechaduras de portas. e a. no senti- do de se engajar em novos problemas e de procurar contactos com indústrias ins- taladas no País. Por ostro lado. No Brasil a indústria de materiais e dispositivos magnéticos é predomi- nantemente multinacional. realizada nos Estados Unidos. tais como medidas de magnetização susceptibilidade d. os materiais magnéticos desempenham um importante papel na tecnologia moderna. espalha- mento de luz. da Europa e da União Soviética. As linhas de pes- quisa em Magnetismo na atualidade estão espelhadas na distribuição de a rt igos apresentados nas conferências ICM de 1976 a 1985 mostrada na figura a seguir. interações mediadas pe- los elétrons de condução para sistemas exibindo momentos magnéticos localiza- dos como é o caso de intermetálicos de terras raras. calor específico. Suas aplicações vão desde os simples sistemas ordenados unidimensionais aos complexos vidros de spin e sistemas de campo aleatório. que são usadas para estudar os fenômenos coleti- vos dos momentos magnéticos.c. As aplicações vão desde dispositivos com funções muito simples. será fundamental realizar pesquisa básica e desenvolver tecnologia em materiais magnéticos de importância tecnológica.. dependem fundamentalmente de sua estrutura eletrônica. não se desenvolvendo nem os materiais nem os pro- cessos de produzi-los. Com a tendência "nacionalizante" da indústria eletrônica em decorrência da Lei da Informática. A intensa atividade de pesquisa básica em Magnetismo é refletida nas con- ferências internacionais periódicas que atraem cada uma cerca de 1000 pesquisa- dores. Finalmente. que são determinantes das propriedades macroscópicas dos materiais. resistividade. Nos últimos 15 anos foram descobertas diversas classes de materiais sintetizados artificialmente. a pesquisa em Magnetismo nas universi- dades é predominantemente teórica e em geral desligada do mundo real dos ma- teriais magnéticos. Isto vai requerer um certo esforço da "comunidade magnética" acadêmica. Este é o caso dos sistemas cujas interações mag- néticas ocorrem em uma ou duas dimensões apenas. As mais importantes são a Conferência Anual de Magnetismo e Materiais Magnéticos.

ICM/82 E ICM/85. n nr f ÓXIDOS ISOLANTES _ SEMICONDUTORES MAGNÉTICOS MOMENTO LOCAL fl n I i p^ ^/^ TRANSPORTE nn^ mot 124 .DISTRIBUICAO DOS ARTIGOS PUBLICADOS NOS ANAIS DAS ICMC76. IDOMINIOS EFEITOS MAGNETO-ÓPTICOS nn EXCITAÇÕES. '76 '79 '82 '85 SISTEMAS SPSNRDENADOS % VIDROS DE MATERIAIS AMORFOS ro o I % TRANSIÇOES DE FASE FENÔMENOS CRÍTICOS BAIXAS DIMENSÕES l LIGAS METÁLICAS-3d MAGNETISMO ITINERANTE n n N 1 I I l ^//^ ANISOTROPIA MAGNÉTICA SUPERFICIES. ICM/79. RESSONANCIA MAGNETISMO NUCLEAR • n n M LIGAS 4f a 51 VALÊNCIA MIXTA FERMIONS PESADOS TÓPICOS INTERDISCIPLINARES '• n .

no que diz respeito a estudos em sistemas metá- licos. trabalhando na área de fenômenos dinâmi- cos em magnetismo. tendo como objetivo inicial estudos em Física Nuclear. de por seu intermédio.para poder efetuar uma análise das dificuldades que tiveram de ser superadas na implantação. Nascia desta forma o ponto de partida do que hoje em dia constitui uma técnica fundamental não apenas para estudos de Magnetismo.ondas (mais sofisticação do que foi iniciado nos 60). novamente pa rt indo de um pesquisador de formação e atuação teórica. Deve-se notar que do ponto de vista experimental podemos caracterizar por décadas o estabelecimento de técnicas novas além de desenvolvimento e con- solidação das descritas acima. 3 — No Rio de Janeiro a contribuição de físico-químico de formação. Maris na UFRGS ao incentivar a implantação da Cor- relação Angular no instituto de Física. A técnica experimental em questão. alguns de natureza metálica. Estes grupos se originaram principalmente do grupo im- plantado a pa rt ir de 1971 na UFPE. técni- cas experimentais assim como a liderança de algumas pessoas tiveram um papel preponderante. Observa-se af o reencontro de atividades iniciadas na UFRGS. foi o enca- minhamento natural. implantar os equipamentos de baixas temperaturas (nitrogênio e hélio). assim como al- tos campos magnéticos e baixas temperaturas. Quadros e Salinger para auxiliar na im- plantação dos equipamentos e planejamento inicial de experiências a baixas tem- peraturas. Posteriormente.E. mas também para a maioria dos campos em Física da Matéria Condensada. consistiu em trazer para o estudo de problemas na área de comple- xos moleculares técnicas como o efeito Mi. Em cada caso. micr o. Trata-se. examinar pelo menos rapidamente a re- lação de facilidades experimentais disponíveis. Por outro lado. o qual utilizou a Correlação Angular para estudos em Matéria Condensada. estes núcleos tive- ram pouca influência na criação. graças a iniciativa decisiva de J. sob a liderança de Sergio Rezen- de. Rogers.P. Partindo-se destes três núcleos pode-se tentar acompanhar a evolução dos grupos de pesquisa em Magnetismo no Brasil. Convém. pesquisador formado no exterior. Danon.BREVE HISTÓRICO A evolução histórica do Magnetismo no Brasil está vinculada no nosso en- tender a quatro momentos e quatro regiões distintas do País. Levando-se em conta a verba en- volvida (e as gestões para obtê-la) assim como as dificuldades de importação. o esforço empregado foi muito grande devido as condições brasileiras. Gostaríamos de citar em pa rt icular os principais focos de propa- gação no inicio da década de sessenta: 1 — A atuação de T. foi possí- vel a formação científica de vários pesquisadores. entra em contraste com outras introduzidas em outro polo de difusão. 2 — O papel de Mário Schenberg na USP foi um dos exemplos mais mar- cantes de visão científica com implicações experimentais. o implantador de tons da 125 . A década de 70 poderia ser caracterizada pela implantação de métodos óp- ticos. em Recife. de vários grupos de mag- netismo atualmente existentes no Nordeste (ver também o levantamento da área de mecânica estatística). co- mo J. Na década de 80 podemos assina- lar a implantação de ultra baixas temperaturas (mK). A expansão para outros sistemas. assim co- mo convidar especialistas como Daunt. sendo de natureza microscópica.ssbauer e também métodos tipo R. na década de setenta. em São Paulo e no Rio.

Existem casos de uma estreita interação entre experimentais e teóricos e isoladamente estas interações começam a aparecer entre grupos de pesquisa. abriu novos caminhos em estudos de magnetismo. No que diz respeito ao estudo teórico de Magnetismo. no material contido neste relatório. representando um dos primeiros temas de interesse. Baltensperger. foi adquirindo grau crescente de abstração. Roberto Luzzi. PROJEÇOES E NECESSIDADES Dentro da Física de Matéria Condensada. Teses de conteúdo experimental-teórico começam a ser preparadas e algu- mas já defendidas. de Graaf passou a colaborar com dois alu- nos da USP. Tais encontros não entram em conflito com as reuniões científicas nor- mais. seguidor de Sir N. pois teriam mais o caráter de planejamento de atividades em comum. Chegando a São Paulo.M. de Graaf. Ao mesmo tempo devemos notar uma "transição de fase" na Mecânica Es- tatística. Gomes e Roberto Luzzi. sendo composto apenas de teóricos. Encontros regulares en tr e experimentais e teóricos. Podemos constatar. outros teóricos de formação americana. G. Após um ano de trabalho sugeriu a um deles que fosse preparar seu doutoramento em Paris. Desta forma e através dessa iniciativa de Graaf )apoiado por Mario Schenberg) foi possível tra- zer de volta ao País influencias da escola de J. Friedel. Mott. dos relatórios obtidos apenas um grupo foge à regra. 126 .cristalinos e amorfos). UF RGS. a passagem para estudos sugeridos pelos avanços da Mecânica Estatística e da teoria das transições de fase. como Guimarães Ferreira. Trazido à USP por iniciativa de Mario Schenberg. Coexistindo com estes temas assistimos na década dos 80 o interesse cres- cente na Ciência dos Materiais e a pesquisa de Materiais Magnéticos . tiveram um papel decisivo nos primeiros anos de atividades experimentais em termos de uma frutuosa cola- boração. PERSPECTIVAS. com a finalidade espe- cífica de aumentar a interação estreita e daí definir linhas de trabalho comum. No nosso entender este tipo de colaboração deveria ser forte- mente encorajada. é importante lem- brar o nome de A. em oposição com os temas modificados pelos vários estudos experimentais. Do ponto de vista da temática de estudos experimentais obse rv a-se além do desenvolvimento dos estudos de interações hiperfinas e medidas magnéticas (na origem dos primeiros grupos). 8s vezes até bem separados geograficamente. terminando seu doutoramento sob a direção de Graaf no CBPF. Esta observação levanta a questão da interação entre experimentais e teó- ricos. de Graaf tinha recentemente concluído seu doutoramento sob a direção de W. a área de magnetismo é uma das mais clássicas e no Brasil é uma daquelas mais tradicionais. Na USP. a técnica de SQUID e a disseminação em vários centros de altos campos magnéticos obtidos com bobinas supercondutoras. Nos grupos de magnetismo a grande maioria é composta por físicos expe- rimentais. seriam altamente recomendáveis. a diversidade dos temas estudados nas diversas instituições brasileiras. que com algumas exceções. Affonso A.

) UFMG 3 2 . . . . . Exp. . 2 9 25 (1980-1986) (Trab. - (1978 . .1985) 40 Trab. . - UFS. . E e T UFF 6 4 . . . QUADRO RESUMO . .1986) UFRJ 4 3 .CARLOS 1 1 . . - UFES 2 2 . 1 9 22 (Treb. 11 16 (1980. 7 6 8 5 (1980-1986) UFS.PERÍODO 80185 INSTlrulçdo DOUTORES MESTRES ESTUDANTES TESES DE DISSERTAÇÕES ARTIGOS DOUTORADO MESTRADO DOUTORAMENTO DE PUBLICADOS MESTRADO UFRGS 16 20 11 3 e 20 62 USP 12 6 4 8 8 18 40 (5 exp) (oxp) UNICAMP 10 . Exp. - UFPE 7 2 . . . - TOTAL 74 44 22 17 38 77 . CARLOS (USP) 1 1 . .) CBPF 12 3 .

EUA. ain- da nos parece pequena e. incentivando pesquisadores. Na área de mag- netismo em particular. dado um perfil atual de desempenho. X CBPF X X X UFMG . - UFRJ . Vai aí uma sugestão aos comitês de deci- são. e não apenas aqueles atualmente com bom desempenho. A comparação com a Conferência de Magnetismo. mais grave ainda. Naturalmente. com picos em certas éreas restritas e com forte componente "modista". existem no Brasil trabalhos publicados nestes assuntos. A escassez de material humano continua a ser um dos "calcanhares de Aquiles" mais comuns na atividade científica brasileira em geral. QUADRO SOBRE INTERAÇÃO TEÓRICO/EXPERIMENTAL INSTITUIÇÃO TEÓRICOS INTERAÇÃO TEÓRICO EXPERIMENTAL INTRA-GRUPO INTER-GRUPO UFRGS X .. - Uma constatação interessante foi obtida examinando-se o programa da úl- tima Conferência de Magnetismo e Materiais Magnéticos realizada em Baltimore. o nível de competitividade internacional fica aquém do correspondente a países mais avançados. Uma possível causa para as dificuldades existentes seria a seguinte série de fatores: 1) Um número ainda relativamente pequeno de grupos de pesquisa e den- tro destes grupos uma certa penúria de pesquisadores e estudantes. Seria muito importante se houvesse um apoio à nível nacional. seria uma atribuição importante e de grande respon- sabilidade à ser desenvolvida pelos comités de decisão. X USP X X X UNICAMP X X X UFSCARLOS (USP) X . trabalhos estes ima- ginados e realizados no Brasil. . X UFPE X X X UFF X . . para localizar e incentivar os setores com carências mas com clara potencia- lidade. indica e existência de maturi- dade e atualidade nos temas de pesquisa em magnetismo desenvolvidos no Bra- sil. de participação em eventos internacionais. uma avaliação de mérito das áreas em questão. etc. a nivel internacional. Estas pessoas e eventos seriam escolhidos de tal forma que pudessem apresentar rapida- mente um retorno maior do que a nível puramente individual. 2) A participação em Conferências. através de um projeto coerente e bem estabelecido. trazendo portanto incentivo e desenvolvimento de áreas. 128 . em fins de 1986. Escolas. mas no nosso avaliar não estamos em nenhuma situação crítica. por pesquisadores brasileiros. Constata-se que para a grande maioria dos temas discuti- dos.

Ão siOsseAuER LIACINETOKETTPA EPR Mal CORRELAÇÃO &TEA ÓPTICA RESTSTMOADE LASER RA40-X RESSONÂNCIA ANGULAR ESPECTROSCOPIA RAMAN MAGNETICA BRILLOWN LIFRO . . LINHAS DE RESOLRSA EAREFmLERTAL Rorrour. EgeArinompisprAvi . - UFES . - . . . : . :. . - mar-Amp uFSCARLOS - UFRJ CEPF - UFFAG . . - UFPE ". - : _ . - usR . .

além de incentivar onde não existisse a informatização da atividade experimental. para investir em alguns grupos. Clara- mente alguns equipamentos tais como SQUIDS. '130 . no sentido da produção e competitividade. de maneira uniforme nos diversos grupos de pesquisa. lembra- ríamos que sistemas de temperaturas extremamente baixas (já em desenvolvi- mento em pelo menos duas instituições). 3) Do ponto de vista experimental (vide quadros anexos). obtenção por epitaxia de siste- mas magnéticos. Não fica claro entretanto se. quanto à existência de equipamentos. seriam muito importantes para determi- nados tópicos em magnetismo. com pessoal ou aperfeiçoamento de equipamento já existentes. etc.. Novamente caberia aí uma avaliação feita com a necessária isenção. as técnicas estão bastante bem disseminadas. a atividade é suficientemente intensa. ainda não existem no Brasil nos lugares onde seriam indica- dos. embora fugindo um pouco da especificidade da área de magnetismo.

en- tre os níveis de energia de dipolos magnéticos que interagem com um campo magnético estático. Por outro lado a Ressonância Quadrupolar Nuclear. induzidas por um campo magnético dependente do tempo. Quando os dipolos magnéticos são de origem eletrônica. 0 interesse básico é a observe- ção de transições. é também usual estabelecer uma divisão adicional entre sistemas paramagnéticos e sistemas magneticamente ordenados (ferromagnetos ou antiferromagnetos). 131 . reunindo um conjunto de técni- cas espectroscópicas que operam numa faixa definida do espectro eletromagné- tico que vai da região de rádio-freqüências até a região de microondas. RAFM) Ressonância Magnética Nuclear (RMN) Ressonância Dupla Eletrônica — Nuclear (ENDOR) Ressonância Quadrupolar Nuclear (RAN ) Esta subdivisão é basicamente operacional. A origem dos dipolos pode ser eletrônica ou nuclear enquan- to que os campos magnéticos podem ser aplicados externamente ou gerados in- ternamente. A exclu- são de técnicas como a deteção óptica de ressonância magnética é motivada por este critério. Historicamente o fenômeno de Ressonância Magnética teve sua origem nos experimentos de Rabi e colaboradores com feixes atômicos e moleculares (1937). Podemos resumir as diferentes técnicas experimentais que normalmente compõem a subárea da seguinte maneira: Ressonância Paremagnética Eletrônica (RPE) Ressonância Ferro e Antiferromagnética (RFM. da Matria PffiC0 Condenfada RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DESCRIÇÃO Ressonância magnética no sentido usual denota ao mesmo tempo um fe- nbmeno e um grupo de técnicas espectroscópicas. é normalmente incluída no grupo pelas suas seme- lhanças operacionais. que envolve transições entre níveis de energia resultantes de uma interação eletrostática e não propriamente magnética.

a Ressonância Mag- nética tem conseguido manter um grau bastante acentuado de renovação. Bloch e colaboradores obse rv aram o fenômeno de RMN nos núcleos de hidrogénio da água e. seria a região do espectro eletromagné- tico em que ela opera. Pode- se afirmar que a versatilidade das modernas técnicas de Ressonância Magnética que existem na atualidade não têm sido ainda explorada em sua total potencia- lidade. destes conceitos (estados quânticos e precessão coerente) foi verificada em relação a outros fenômenos em diversas faixas do espectro eletromagnético. temperatura. A primeira vista. baseada em idéias clássicas como precessão e torques. Biologia e outras ciências. E. A simples enumeração de todas as áreas de atuação nos levaria a uma listagem bas- tante extensa. tratamento térmico. rafina. Citaremos alguns exemplos: a) Transições Quânticas Múltiplas Este método está baseado na Ressonância Magnética Nuclear Pulsada. pressão.A técnica cresceu enormemente em importância após a deteção do fenómeno na matéria em seu estado normal. a única diferença que existiria entre a Ressonância Mag- nética e outras técnicas espectroscôpicas. para f az er justiça no aspecto histórico. tempos de relaxação e deslocamentos da freqüência de ressonância. teve lugar em 1945 em Harvard pelo grupo de E. Purcell e colaboradores. Nos últimos quarenta anos a Ressonância Magnética tem se convertido nu- ma técnica com aplicações em diversas áreas do conhecimento produzindo resul- tados impo rt antes na Física. Entretanto. Zavoisky. Em aplicações na Física da Matéria Condensada uma parte dos resultados experimentais envolve de alguma forma a análise de formas de linha. químico etc. A primeira observação do fenômeno de Ressonân- cia Magnética Nuclear. na URSS realizou a primeira observação do fenômeno de Ressonância Paramag- nética Eletrônica. não foi muito generalizado. F. A abordagem espectroscópica do grupo de Purcell e a abordagem do grupo de Bloch. As coerências quânticas múltiplas são sensíveis à ressonância de núcleos acoplados 132 . Esta importância no con- texto da física decorreu de fato de que os experimentos de Bloch e Purcell ilus- traram pela primeira vez a relação entre estados quânticos e precessão coerente. No mesmo ano em Stanford. Quimica. produzido pelos núcleos de hidrogénio num bloco de pa. pareciam inicial- mente tão diferentes que o reconhecimento de que se tratava em ambos os casos do mesmo fenômeno. As aplicações são as mais diversas e vão desde o estudo da estrutura e das funções da hemoglo- bina até a pesquisa das propriedades de líquidos quânticos como o Hélio 3 e da tomografia computadorizada até o estudo da física e química de superfícies. Apesar do grande número de aplicações já existentes. Técnicas modernas que permitem atingir maior especificidade ou maior resolu- ção têm sido pouco exploradas. é necessário apon- tar uma outra diferença que colocou a Ressonância Magnética numa posição de especial importância sob o ponto de vista conceitual. A maioria dos trabalhos de pesquisa realizados atualmente no Brasil e em muitos outros países envolve medições de alguns destes parâmetros em sistemas físicos sujeitos a condições diversas de freqüência. Sem dúvida esta diferença tem importantes conseqüências no que diz respeito ao tipo de processos físicos que podem ser estudados usando a técnica. Posteriormente. pouco antes (1944). a generalida- de.

é possível atualmente obter espectros de RPE pelo método de pulsos com maior sensitividade que com o método de onda contínua. O crescente número de aplicações e a própria evolução desta técnica tem gerado uma grande atividade na área de instrumentação. O mé- todo parece ser potencialmente importante no estudo de diversos fenômenos re- lacionados com sistemas desordenados. A Ressonância Magnética tem ganho um merecido espaço como ferramen- ta de pesquisa importante na Física da Matéria Condensada. 2) RMN em Campo Nulo. Neste ano foi instalado no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas um espectrômetro de Ressonância Para- magnética Eletrônica (RPE). sua área de atuação está se tornan- do cada vez mais interdisciplinar com o aparecimento de aplicações em proble- mas muito diversos. Trata- se da Geração de Imagens Tomográficas por RMN que por este motivo merece ser especialmente destacada. Com o aparecimento de conversores analógico/digital e acumuladores de sinal suficientemente rápidos. Ao mesmo tempo o método de Fourier permite adquirir uma maior variedade e quantidade de parâmetros físicos que refletem diversos fenômenos de relaxação ou processos coerentes. com o apa• recimento de técnicas sofisticadas de processamento de sinais para atender as ne- cessidades criadas pelos variados objetivos. dando origem a um grupo de pesquisa nesta insti- tuição e contribuindo na formação de vários pesquisadores. A técnica permite estudar o tamanho médio de agregados de spins e tem sido utilizada recentemente para determinar o número médio de prótons em agregados de hidrogénio em silício amo rf o. que foi utiliza- do nas primeiras pesquisas experimentais e na formação dos primeiros pesquisa- dores na área. como técnica de pesquisa em Física da Matéria Condensada. c) Espectroscopia Fourier em Ressonância Paramagaética Eletrônica Os métodos de espectroscopia Fourier. cujos primeiros con- tatos com a física experimental foram estabelecidos através da ressonância mag- nética. 133 .dipolarmente com um ou mais vizinhos. tipo V-4502 fabricado pela Varian. Apesar de que o grande impacto causado por esta técnica ocorreu principalmente na medicina. BREVE HISTORICO A Ressonância Magnética. prometem ter uma expansão semelhante no caso da RPE. foi implantada no Brasil em torno de 1962. Nos últimos anos tem surgido também uma outra aplicação que pela sua importância prática tem conseguido transcender os laboratórios de pesquisa para atingir o público. Um segundo espectrômetro de RPE foi adquirido pela PUC do Rio de Janeiro. Além das diversas seqüências de pulsos que foram desenvolvidas para este fim existem duas outras técnicas que merecem ser destacadas pelo crescente interesse criado em torno delas: 1) Rota- ção Rápida no "Angulo Mágico". b) Espectroscopia de Alta Resolução em Sólidos Nos últimos anos foram desenvolvidos vários métodos de RMN pulsada que permitem eliminar em boa parte o efeito da interação dipolar permitindo assim obter espectros de alta resolução em sólidos. amplamente difundidos em RMN. em torno de 1966.

Esta modalidade foi mudando gradualmente na medida em que algumas instituições foram equipando seus laboratórios com equipamentos eletrônicos de uso geral. Em 1979 foi adqui- rido pelo Departamento de Física da UFRJ um moderno espectrômetro de RPE fabricado pela Bruker (Mod. notand o. e no Departamento de Física da UFPE (1972) foi montado. mas também. sistemas amorfos.420) e no DF do Instituto de Física e Química de São Carlos foi criado um grupo de pesquisa em RMN pulsada concluindo-se a montagem de um espectrômetro de características modulares. por pesquisadores das universidades que ainda não tinha conseguido os recursos para equipar seus laboratórios. Estes equipamentos não só foram utilizados pelas instituições que os adquiriram. Em 1975 foi criado na UNICAMP um grupo de pesquisa em RPE que utili• zou um espectrômetro Varian já existente na instituição e em 1976.se uma maior preocupação no desenvolvimento paralelo de aplicações de interesse tecnológico mais diretamente ligadas às ativi- 134 . As atividades de pesquisa em Ressonância Magnética nos vários laboratórios existentes no Pais começaram com uma concentração quase que exclusiva em problemas básicos de interesse principalmente científico. (USP) um espectrômetro de RPE (banda X ) utilizando componentes comprados individualmente. Assim. As drásticas restrições nas importações impostas a partir de 1980 aparente- mente restrigiram a criação de novos laboratórios e a expansão dos existentes. ER. Os módulos eram adquiridos individualmente usan- do um critério de versatilidade que permitisse uma grande facilidade para f azer modificações e melhorias sugeridas pelas necessidades dos próprios experimen- tos ou por futuros avanços tecnológicos. condutores superiónicos. pesquisadores da UFRJ. A partir de 1980 o quadro começou a mudar gradualmente. com um espectró- metro de RPE/ENDOR superheterodino montado na própria instituição. por exemplo. um espectrômetro de Res- sonância Ferromagnética (RFM) também em banda X. materiais ferroelétri- cos. foi monta- do no Departamento de Física da UFPE um espectrômetro de ressonância mag- nética nuclear pulsada utilizando uma abordagem modular. tiveram acesso aos equipamentos de RPE instalados na PUC e no IME e pesquisadores do IFUSP utilizaram e ain- da utilizam os espectrômetros do IPEN e IPT. Foram desenvolvidos trabalhos de relevância nas áreas de materiais magnéticos. no Instituto de Física e Química de São Carlos. Como aconteceu em algumas outras áreas da Física. Em torno de 1970 foram iniciadas as atividades de pesquisa no Depa rtamento de Física da UFMG. e na medida em que seus pesquisadores adquiriam maior experiência e familiaridade com a instrumentação eletrônica e com a técnica de Ressonância Magnética. 1971). metais e ligas. Paralelamente também foram realizados na época investimentos adicionais para a aquisição de novos espectrômetros con- vencionais fabricados comercialmente. Instituto de Pesquisas Ener- géticas e Nucleares (1972). Apenas o grupo de ressonância magnética da Universidade Federal de São Carlos foi implantado recentemente (1983). Estes exemplos consti- tuiram as primeiras montagens experimentais na área de Ressonância Magnética com característica modular. estes primeiros equi- pamentos foram adquiridos na forma de espectrômetros completos o que faci- litou o inicio das atividades de pesquisa apesar da modesta infra -e strutura de apoio técnico existentes na época. transições de fase. sistemas de interesse biológico e outras. Instituto de Pesquisas Tecnológicas (1972) e Univer- sidade de Brasilia (ca. Apro- ximadamente na mesma época (1971 ) foi construído. Assim foram instalados equipamentos de RPE no Instituto Militar de Engenharia (1971). usando o mesmo critério. com recursos modestos e com equipamen- tos em grande parte construídos pelos membros do grupo. Em 1980 foi ad- quirido pelo DF da UNICAMP um espectrómetro de RMN pulsada de fabricação iugoslava e pelo CBPF um espectrômetro de RMN pulsada Bruker ISXP) dando- se início a atividades de pesquisa nesta área em ambas as instituições.

Criogenia. RON). Valend o. técnicos e profissionais da área médica. levando em consideração que se trata apenas de indicadores relativos que podem refletir ou não a situação global da área. 1 mostra- 135 . foi possível demonstrar a viabilidade de desenvolver esta tecnologia e aglutinar em torno de um projeto de ressonân- cia magnética. como por exemplo. Levando em consideração o número de pessoas envolvidas na subárea e que o investimento foi realizado ao longo de um período de 25 anos.).se inicialmente da versatilidade dos equipamentos de pesquisa existentes nestes laboratórios. por exemplo. e claro que esta afirmativa merece uma análise mais critica. Infelizmente neste último caso os dados são de difícil acesso. RMN. Na UNICAMP. mas em todos os casos os resultados de- verão ser examinados com cautela. dar uma resposta objetiva a todas elas não é tarefa fácil. foi enfrentado simultaneamente pelos grupos de RMN do IFQSC e da UFPE. foi elaborado um projeto de me- lhoramento genético de sementes utilizando a RMN para a determinação não destrutiva do teor de óleo e na UFRJ foi implantado um programa de estudos sistemáticos por RPE de matéria orgânica sedimentar com ênfase nos carvões. Uma aplicação de Ressonância Magnética que despe rt ou grande interesse no Brasil a pa rt ir de 1983. a ênfase dada no Brasil â Ressonância Magnética é compatível com a ênfase dada em outros paí- ses? b) Em relação às diferentes técnicas experimentais (RPE. foi a geração de imagens tomográficas por RMN.estimamos que os recursos investidos não ultrapassam a casa de 3.dades produtivas. pode-se afirmar que o custo foi relativamente modesto. como também um esforço bastante coisiderável na área de "software". O desafio tecnológico da implantação da técnica. Química etc. já que a implementação da técnica de geração de imagens tomográficas requereu o desenvolvimento completo de novos instrumentos bas- tante específicos. Instrumentos de Teste. Um indicador de acesso relativamente fácil é a freqüência de trabalhos de pesquisa publicados em revistas de circulação internacional e em congressos científicos. como se compare a ênfase relativa dada a cada uma delas no Brasil e em outros países? cl Como se compara a produtividade e a qualidade dos trabalhos de pesquisa realizados no Brasil com o desempenho de outros paí- ses na área de Ressonância Magnética? Apesar destas perguntas serem muito con- cretas e de óbvio interesse para uma análise crítica. utilizando em grande pa rt e re- cursos nacionais.5 milhões de dólares atuais. Este acon- tecimento marcou uma nova fase no desenvolvimento de instrumentação para a ressonância magnética. o inves- timento realizado pelos diversos países na área de Ressonância Magnética relativo ao investimento global na área de Física da Matéria Condensada. Outros parâmetros podem ser até mais reveladores. ANALISE E PERSPECTIVAS Os dados apresentados anteriormente permitem fazer uma estimativa apro- ximada do investimento global na subárea de Ressonância Magnética no Brasil desde o começo das atividades de pesquisa. Computação. sem incluir investimentos em infra-estrutura de caráter geral (Oficinas. RAF M. turfas. Para uma análise crítica detalhada da área de Ressonância Magnética no Brasil seria de grande interesse poder dar resposta a perguntas como as seguintes: a) Em relação ao conjunto da Física da Matéria Condensada. Existem diversos parâmetros que podem ser escolhi- dos para uma comparação quantitativa. Se levarmos em consioeração apenas os equipamentos específicos. xistos betuminosos e arenitos betuminosos brasileiros. ENDOR. Na Fig. RFM. Apresentaremos aqui alguns resultados obtidos num levantamento que rea- lizamos recentemente utilizando o primeiro destes indicadores. Bibliote- ca. engenheiros.

MIIit. EPR meados/87 3 — UFMG Transições de fase estruturais (principalmente ferroelétricos) EPR Transições de fase incomensuráveis (EPR) 1966 4 2 6 — UFSCaAos Propriedades magnéticas elétricas e ópticas de alumínio silicatos e .aboratOrio em fase de implantação. de Engenharia Cristalização de vidros metálicos (EPA) 1971 1 1 1 2 Centros de v2+ em MgO (EPR) Estudos da lixiviação de ortolosiatos de La e Cc IFCSCarlos Geração de imagens espectrõscopica "in vivo" (MMR) Condutores iõmcos (NMR) 1971 5 3 6 Isolantes magnéticos (NMR) (EPR) UFGolás t. QUADRO RESUMO DA SITUAÇÃO ATUAL INSTITUIÇÃO LINHAS DE PESQUISA INÍCIO DAS DOUTORES MESTRES ESTUDANTES (Atual) ATIVIDADES CONTRATADOS CONTRATADOS DOUTORADO MESTRADO CBPF Biofísica (EPR) 1962 6 2 3 7 Defeitos em Sólidos (EPR) Datação Geofísica (EPR) Interações hiortinas o quadrupolares em sistemas metálicos contendo terras (NMR) Aplicações da Ressonância Magnética na FMC Inst. Previsto NMR.

QUADRO RESUMO DA SITUAÇAO ATUAL (Continuação) ESTUDANTES (Atiml) INSTITUIÇÃO UNHAS DE PESQUISA (NILO DAS DOUTORES MESTRES ATIVIDADES CONTRATADOS CONTRATADOS DOUTORADO MESTRADO fosfates do terras raras (MMR. NMR) 1975 4 4 7 USP(DepI Física Exp. Slide amorfo (EPR) UNICAUP Grafites intercalados Hidrates mal9Aoos Ligas meagcas Defeitos em semicondutores MaCoramento genético de sementes oleaginosas (EPR. Sistemas amorfos (RMM) Garaçeo de Imagens por RMN Pofsmeros e condutores orgérdcos.Defeitos em vidros óxidos (isolantes) i tros de cor) e catooperwtas (se ricondutores) Centros de cor em gemas naturais do Brasil 1980 2 — 2 7 Cinética do centros parmragnéticos induzidos por radiaç*o em natertais (EPR) .) (Grupos Cor.) (grupo RPE) Sais hidratados do Níquel e Manganés concentradas o dailufdas com Zinco (EPR) 1979 2 1 2 2 USP(DepF Ffslca Exp. fotoacfishca) 1982 2 UFRJ Complexos de metals de trenSiÇeo em redes do halogonetos alcahnos (EPR) 1978 2 3 5 2 Matéria orgfinlea sediments: (EPR) UFPE FenBmorros magnéticos nfio fswares em terrpsagnetos (FMR) Excitações ofanantares e magnetismo do sendonndutores magnátkos (FMR) 1971 8 5 4 Percolaçâo.

Em relação ao número absoluto de trabalhos apresentados em ambos os encontros. a ênfase na subárea não apresen- ta grandes distorções. pelo bom padrão de qualidade dos trabalhos nela publicados. Nas discussões que acompanham nosso relatório escolhemos diversos pa- drões de referência para efetuar comparações. do que no encontro da APS em Les Vegas (4. No âmbito nacional. Tendo em vista o objetivo esboçado nesta análise crítica tentamos investi- gar mais profundamente utilizando outros padrões de comparação. a escolha foi moti- vada pelos seguintes fatores: a) o programa deste encontro é muito semelhante ao de Poços de Caldas. As razões para ceda escolha mere- cem um breve esclarecimento. Na figura 2 mostramos o peso relativo das diferentes técnicas que com- põem a subárea de Ressonância Magnética. 3 mostramos a porcentagem de trabalhos publicados no Physical Review B. a ênfase dada à RPE é consideravelmente maior do que a concedida à RMN.4%). em abril de 1986. Notamos também. Este encontro é o maior que se realiza anualmente na área de Fí- sica da Matéria Condensada nos Estados Unidos. No caso do encontro da APS. c) A área de Física nos Estados Unidos costuma responder com bastante rapidez 'as mudanças provocadas pelas tendências científicas mais mo- dernas. a ausên- cia de algumas técnicas experimentais no âmbito nacional. Esta publicação foi escolhida não apenas pela sua popularidade a nivel internacional. Tendo em vista que aproximadamente a metade dos trabalhos publicados no Physical Review B. Neste gráfico já aparecem diferenças bastante notáveis em relação ao peso relativo da RMN comparado com o da RPE. em relação ao indicador utilizado. Na mesma figura também mos- tramos uma comparação semelhante para os trabalhos apresentados no "March Meeting" da American Physical Society realizado em Las Vegas. de Poços de Caldas de 1986. como também. Physical Review B. estes encontros são geralmente muito mais especializados. teressante. publicada pela American Physical Society. na área de Ressonância 138 . Escolhemos assim. com relativamente pouco atraso.8%). outras escolhas poderiam ter sido igualmente aceitáveis como indicadores. Biofísica. A diferença no entanto não parece muito significativa e pode-se concluir que. Encontramos no Physical Review B porcentagem quase idêntica à obtida no encontro da APS (figura 1). Para uma comparação com o panorama nacional. não seria prudente tirar maiores conclusões já que estes números dependem bastante da própria organização destes eventos. b) Os resu- mos dos trabalhos apresentados são facilmente acessíveis. a revista de maior circulação internacional na área de Física da Matéria Condensada. também é mostrada a porcen- tagem de trabalhos na área de Ressonância Magnética no IX ENFMC. Da figura 1 concluímos que a porcentagem de trabalhos na Area de Ressonância Magnética no encontro de Poços de Caldas é um pouco maior (7. Nevada. frequentemente antecipando a evolução futura das diferentes técnicas ex- perimentais. Não obstante estes fatores. incluindo áreas como Física Médica. No quadro da Fig. enquanto que a situação é a inversa no encontro de referência. Físico- Ouímica e outras que nem sempre fazem parte de encontros de FMC. comparando o encontro da APS com o da SBF.mos o número total de trabalhos apresentados no IX Encontro Nacional de FMC realizado em Poços de Caldas em abril de 1986 e comparamos com o número de trabalhos na subárea de Ressonância Magnética. Apesar de que um congresso internacional seria um padrão de comparação talvez mais in. na área de Ressonância Magnética relativamente ao total de trabalhos em Física da Matéria Condensada no período de Junho 85 — Maio 86.

4% 0 r Ressonancia r Magnética %% 1 7.986 Magnética 4. FlGLiRA 1 2.996 %///i 139 .500 Encontro da American Physical Society Las Vegas Março 1986 2000 1.500 1000 / Encontro FMC SBF Poços de Caldas 500 / Ressonando Abril 1.

Principalmente rotaçáo do spin de muons IL . Encontro da Encontro FMC American Physical Society Pocos de Calda Las Vegas - Março 1.986 RPE 58% RMN 60% RMN 36% RPE 344°4 RFM RFM OUTROS • 6% RAFM 4% 4% ENDOR 1.6% 4.986 Abril 1.

Uma análise do quadro de pesquisadores contratados pelas diversas institui- ções que vêm realizando trabalhos na subárea de Ressonância Magnética permite concluir q•_a a qualificação dos pesquisadores é boa. No terreno das aplicações da Res- sonância Magnética. como tam- bém com engenheiros e técnicos. estão encontrando dificuldades muito mais sérias do que seus predecessores para de- senvolver trabalhos de pesquisa de forma independente já que não tem havido um aumento gradual na disponibilidade de equipamentos. se bem que um pouco elevado. Acreditamos que o programa para a forma• ção de doutores em física nesta área não pode mais se limitar a obter e analisar alguns espectros num equipamento comercial. pode produzir resultados altamente estimulan- tes. eletrônica analógica e digital.8% no âmbito nacional. deve dar como resultado um profissional alta- mente qualificado e versátil. a interação com pesquisadores de outras áreas. e verdade que muitas vezes este pode ser o caminho mais frutífero sob o ponto de vista prático. Em ambos os casos. processamento de sinais.e que os membros mais ex- perientes de vários grupos têm atingido urna reputação científica bastante res- peitável a nível internacional. Os membros mais jovens.. Em algu- mas instituições esta interação já está acontecendo e vem dando resultados bas- tante satisfatórios para ambas as partes. No entanto a formação de pessoal no exterior não deve ser desestimulada quando a qualidade ou excelência do programa em relação aos das instituições brasileiras for clara. técnicas de rádio-freqüência e de microondas. Também deve ser estimulada a interação entre os doutorandos que estão desenvolvendo suas teses no país e pesquisadores com li- derança internacional na área. Uma participação ativa do doutorando em áreas co- mo técnicas de pulsos. tendo como conseqüência um certo grau de isolamento. Os grupos já bem estabelecidos apontam a iminente obsolescência dos equipamentos e a dificuldade de obter peças de re- posição como os pontos mais criticos. o ponto de estrangulamento parece decorrer da drástica restrição às im- 141 .Magnética são oriundos de laboratórios localizados fora dos Estados Unidos. téc- nicas de vácuo e criogenia etc. Os grupos mais novos assinalaram a falta de recursos para equipar os laboratórios como o principal problema. mas não sob o ponto de vista formativo. No entanto. Um problema da maior importância é o referente a equipamentos e recur- sos para o desenvolvimento da pesquisa. Vários grupos de pesquisa atualmente existentes no Brasil possuem suficiente maturidade para formar mestres e doutores com as ca- racterisitcas desejadas e satisfazer uma boa parte das necessidades de recursos humanos na subárea. o peso de 7. Err outros grupos de pesquisa isto está ainda um pouco longe de acontecer pelos motivos mais diversos. capaz de se adaptar a situações bastante diversas. orientação de estudantes envolvendo fisicos teóricos e experimentais. acreditamos que o peso de aproximadamente 5% correspondente à Ressonância Magnética representa de alguma forma uma média ponderada bastante realista. desenvolvimento de "software". O trabalho em equipe e a colaboração científica multi-pessoal parece ser a solução mais viável a curto prazo. por outro lado. não pode ser considerado como uma distorção significativa tendo em vista que esta subárea é das mais antigas entre as existentes no Brasil e que o crescimento de novas áreas de pesquisa vem sendo bastante lento. A área de Ressonância Magnética é bastante interessante na formação de pessoal com um perfil bem definido. dentro ou fora da subárea. principalmente na fase final do programa.

Abstracts Total FMC Poços de Caldas (exceto medicina) Junho 85-Maio 86 1. Ress. 10 AVIIIIVAI 0 . Rev. Ressonando c 70 ENDOR Magnética v^ RQN 60 Outros 50 40 30 Pocos de Publicados no Caldos 86 Phys.986 1. Rev.985 Total Total 100 RMN 90 RPE m 80 RFM RAFM . B Ress. Ress. Mag. Rev B Encontro FMC Phys. Phys. Mag. Mag. B 20 Phys.

deve ser. houve um efeito muito negativo que pode se tornar catastrófico a longo prazo se a situação persistir. não estão atualmente presentes no âmbito nacional. indicando o número de trabalhos na área de Ressonância Magnética publicados no Physical Review no período de Junho 85 — Maio 86. os pesos relativos da RMN e da RPE são quase idênticos. Com relação ao volume da produção científica nacional na área de Resso- nância Magnética e sua qualidade. Entendemos que a evolução da subarea de Ressonância Magnética deve ser orientada no sentido de dar prioridade à mo- dernização. seja no que diz respeito à implantação de novos métodos como no estudo de novos problemas físicos relevantes sob o ponto de vista básico ou apli- cado. as conclusões que podem ser extraídas do le- vantamento realizado são bastante especulativas. a Ressonância Magnética é prin- cipalmente uma técnica de pesquisa interdisciplinar cujos resultados são divulga- dos principalmente nas diversas publicações mais especializadas. na média. fora da área de Física da Matéria Condensada. (por exemplo. O resultado do levantamento mostra que no ano de 1985 apenas uma fração pequena dos trabalhos publicados na área de Ressonância Magnética apareceram no Physical Review. Por outro lado. B. Ciência dos Materiais e outras. muitos autores têm preferência por outras revistas pelos motivos mais diversos. Nesta publicação são incluídos resumos de trabalhos que apa- recem em quase todas as revistas de circulação significativa em áreas como Quí- mica. No levantamento do Physical Review observamos que. Física. Em quase todos os laboratórios de pesquisa encontramos equipamentos e infra-estrutura funcionando precariamente por falta de peças de reposição. sugerem um desempenho muito bom do Brasil em relação a outros países nesta área de pesquisa. Notamos também que algumas técnicas como RON e EN- DOR. po rt anto. geral- mente impo rt adas. O crescimento da subarea. 3 mostramos um levantamento realizado no Physics Abstracts. Os dados mostrados. bastante moderado e principalmente direcionado a corri- gir algumas das distorções apontadas. Entretanto. a nível internacional. Ainda existe uma dis- crepância acentuada em relação ao panorama nacional onde o peso relativo da RPE é bastante maior. biologia. dentro de um bom padrão de qualida- de. Isto sugere que. ao contrário do que mostram os dados da figura 2 levantados no encontro da APS. 5 não devem gerar um otimismo exagerado. entendido como criação de novos grupos. No entanto. a ênfase excessiva na técni- ca de RPE).portações imposta a partir de 1980. Os dados foram obtidos do Physical Review B. Esta preferência não é uniforme nos diversos países e. A esperança de substituição por peças encontradas nacional- Na terceira coluna da Fig. Os trabalhos publicados no Physical Review se enquadram. as conclusões tiradas dos dados da Fig. entre junho de 1985 e maio de 1986 e dos Resumos do I X Encontro Nacional de F ísica da Matéria Condensada de Po- ços de Caldas (1986). 143 . Os dados apresentados permitem tirar algumas conclusões em relação às perspectivas e fazer algumas projeções. Na figura 4 mostramos as porcentagens de trabalhos de pesquisa nos quais são usadas técnicas de Ressonância Magnética em relação ao total da subarea. de pequeno peso no Physical Review. Cristalografia. em relação à pesquisa em geral. em nossa opinião. Ë inegável que esta política teve efeitos posi- tivos em varias áreas da atividade produtiva e até em alguns aspectos da atividade científica. os pesos correspondentes à RFM e RAFM são praticamente os mesmos em ambos levantamentos.

Phys. Poços de Caldos 1.1^lo^ia RFM 144 . Rev. F %/^% s■■ArAn.986 60%- 50%.Maio 86 RPE RMN ^ • RFM ENDOR RQN OUTROS . B Junho 85 . FIGURA 4 I00% - 80%- Encontro FMC 70%.

BR 5 HOLSUÇA rrii i ISR. Mag. POL. ARG. 145 . HUN. B Ress. 15 Junho 85 . ESP. CAN. Rev. IND. BELAUST.45 40 35 USA 30 25 20 Phys.Maio 86 10 JAR ALEM. ITAL. FR.

através de seminários conjuntos ou de mente deve ser freqüentemente abandonada. A interação pode ser estimulada de diversas maneiras.uma aproximação entre os pesquisadores da subárea e seus colegas com sólida formação teórica na área de Física da Matéria Condensada. especialmente quando se trata dos equipamentos mais sofisticados. entre outras iniciativas. apenas uma renovação de instrumental. A modernização e manutenção dos equipamentos é certamente da maior urgência mas deve ser acompanhada por uma modernização no terreno das idéias. essenciais para a pesquisa. em nossa opinião. A modernização da subárea não significa. o desempenho nem sempre atinge as características ideais com a conseqüente degradação no funcionamento ou na qualidade dos resultados. Neste sentido pode ser útil. sente um profundo mal-estar por esta situação e pela lentidão e indiferença com que estes problemas são tratados pelos órgãos competentes. A comunidade científica que. Mesmo nos casos em que a substituição é possível em princípio. como poucas outras. 146 . va- loriza a qualidade do seu trabalho. estímu- lo para .

Para se ter uma idéia do inte- resse despertado pelo fenômeno e pela técnica. e imediatamente transformou-se numa potente técnica de aná- lise. extremamente difícil de ocorrer. A descoberta de Móssbauer causou enorme impacto na comunidade cientí- fica internacional. Também já haviam se realizado duas conferências internacionais (Illinois. Entretanto. Para isso é conveniente que a energia de transição seja inferior a 100 KeV e que o núcleo esteja preso a uma estrutura cristalina. os quais serão ressonantemente absorvidos por núcleos idénticos contidos na amostra (absorvedor): A detecção dos fótons emergentes do absorvedor permitirá a investigação das interações hiperfinas (des- locamento isomerico. sofrem um recuo ao emitir (ou absorver) um fóton. 147 . Mõssbauer descobriu que para alguns núcleos. Sn. Sm. Em poucas palavras. A realização prática da técnica consiste essencialmente numa fonte com núcleos excitados emitindo raios-7. Nd. Rudolf Mïissbauer desco- briu. basta lembrar que já em 1961 ha- viam sido publicados 17 artigos de revisão. em 1957. Pífica do fliat&io Condníado ESPECTROSCOPIA MÕSSBAUER DESCRIÇÃO Sabe-se que tanto o átomo quanto o núcleo. hoje denominada espectroscopia Mõssbauer. via de regra. existe uma probabilidade de emissão sem recuo. estrutura cristalográfica e ordenamento magnético de amostras contendo isóto- pos Mdssbauer (Fe. 1961). que em certos casos especiais ela é facilmente obse rv ada. Tal fato implica que a absorção ressonante nuclear é. Nesses casos o fáton será emitido com a energia de transição do estado nuclear. Gd. e a absorção ressonante nuclear ocorrerá facilmente. 130 artigos de pesquisa e 1 livro (Frauenfelder). as quais poderão fornecer informações sobre a natureza química. entre outros). 1960 e Paris. desdobramento quadrupolar e desdobramento magnético) ali existentes. En.

E importante destacar aqui as enormes e naturais difi- culdades técnicas daquele empreendimento. outra anotava as medidas do monocanal. Um aspecto relevante na implantação e consolidação dos laboratórios de espectroscopia Mõssbauer no Brasil. este grupo inicia a construção de um transdutor de aceleração constante. oxidação. como resultado da eAperiência acumu- lada pelo grupo de correlação angular do qual emergiram os primeiros compo- 148 . sendo possível analisar superfícies de metais ferrosos submetidos a di- versos processos de corrosão. o grupo da UFAGS tem início por volta de 1965 já com forte ten- dência ao desenvolvimento instrumental. determina- ção da relação Fe+ 2 / Fe+ 3 . desgaste. Finalmente. iniciava-se no CBPF a instalação do primeiro laboratório brasileiro de es- pectroscopia Mõssbauer. Apresentaremos tão somente uma visão geral e superficial. tais como hemoglobina e mioglobina. BREVE HISTÓRICO Três anos após a publicação do artigo de Mõssbauer. a partir do acoplamento de dois alto-falantes. pode imaginar o que representa obter espectros com um analisador monocanal e um transdutor de velocidade consistindo de um pistão que se movi- mentava pela pressão de um fluxo de óleo vindo de uma jarra colocada a uma certa altura. estrutura eletrônica. ligações quí- micas. o deslocamento isomérico e o desdobramento quadru- polar tam sido bastante usados para se estudar estados de oxidação. Quem hoje trabalha na área. concepção até hoje adotada nos transdutores comerciais. tais iniciativas têm contribuído significativamente para a formação de pessoal técnico qualificado. Na área de Biofísica os estudos têm se concentra- do nas proteínas que contém ferro. Isso é muito claro não apenas no caso do CBPF. estudos de granulação. e a terceira media a veloci• dade da fonte. refere-se ao esforço de desenvolvimento instrumental. Na área de Química. Metalurgia Física é outra área de inúmeras aplicações da E. etc. etc. Com o uso da espectroscopia Mõssbauer de elétrons de conversão. como também nos grupos que se seguiram. relatando sua desco- berta. as aplicações á Metalurgia Física tornaram-se mais nu- merosas. Além da economia de recursos financeiros. com analisador multicanal e transdutor comercial. transformações martensíticas. etc. Assim. tais como análise química. evolução térmica do sistema solar. Com essa técnica também tor- nou-se possível analisar amostras implantadas com diversos tipos de ions. Na área do Magnetismo é possível o estudo da temperatura e tipo de orde- namento magnético. Já por volta de 1963.M. etc. difusão e defeitos cristalinos. vários compostos de ferro foram estudados e o grupo do CBPF adquiriu respeito internacional. destacam-se as aplicações á Mineralogia. propriedades magnéticas de rochas. efeitos de diversos tipos de tratamentos térmicos. As possibilidades de aplicação da espectroscopia Mõssbauer são tão nume- rosas que seria impossível detalhá-las aqui. São encon- trados na literatura trabalhos sobre distribuição atômica em soluções sólidas. fadiga. transições de fase. determinação da distribuição de sítios. A despeito da precariedade experimental. Eram necessárias Crés pessoas para operar o espectrômetro: uma abria o óleo. enfim superadas com engenhosidade e perspicácia.

Ni o Pd3Fe Hidrotes do ligas ordenadas e 1966 7 3 4 — 8 11 amimes IrHpiaHtaç8o de C+ om aços Sistema X2Fo14B (X: Torra rara) Minôrios. QUADRO RESUMO DA SfTUAÇ do ATUAL ti . Fe.trons) Min reis de ferro Fíõenos finos semicondutores com irnpurezas de Fe o Sn Procosso do dogradaçtio do lindas utilizadas em manuscritos antigos. • CBPF Ligas binetáLcas envolvendo Sn. Eu Molecuules isoladas as em matrizes de gás congelados a 5K Meteoritos 1961 4 1 1 2 12 10 Ordenamento de ligas Fo-Ni (condonsaç to do vapor o irradlaçáo com et. UFMG Bolhas do Ho em motals o aços Oxldaçeo Inte rn a do metals e ligas Ordem-desordem em ligas Fo. estruturais e magnóbcas do ligas metálicas M. meteordas. ESTUDANTES TESES DEFENDIDAS INST1TUIÇAO UNHAS DE PESQUISA INICIO DOUTORES MESTRES DOUTORADO MESTRADO DOUTORADO MESTRADO . UFMG Propriedades eletrônicas.noraks o sobs 1968 3 3 2 2 2 12 P ro priedades de aços boretados .

.xAx O8 (A:AI.QUADRO RESUMO DA SITUAÇAO ATUAL (Continuação) ESTUDANTES TESES DEFENDIDAS INSTITUIÇÃO UNHAS DE PESQUISA INICIO DOUTORES MESTRES DOUTORADO MESTRADO DOUTORADO MESTRADO UNB Propriedades magnéticas de de sistemas de pequenas partículas 1970 2 1 . . UFCE Complexos pentacianoforratos Ferri. 3 Transições de lase UFES Dinâmica de re de em compostos de ferro Minerais 1981 2 UFRN Minorais Metais e Ligas nilretadas Tantalita-Columbita (na tu ral e sintética) 1987 1 1 . S. Ga) Magnetismo am ortoferritas AFe1. 10 UFRJ Magnetismo em espinéis UFe5. K e B:AI.tas Oxidação do lane o a evolução do sistema solar 1977 5 1 2 . Ga) 1972 4 1 1 2 8 Fosfatos com substituições de Mn Sistemas Ba.xBxO2 (A:U. Na. Fe. 6 USP Partículas ultrafinas de óxidos de ferro Ligas Fe-Ni Mate ri ais amorfos 1979 2 1 . .

desenvolveram.00. realizada em Leuven (Bélgica). nu IX e X Encontro Nacional de Física da Matéria Condensada (ENFMC) e na "International Conference on the Applications of the Miissbauer Effect" (ICAME). Na Figura 1 são apresentados valores percentuais relativos aos trabalhos apresentados nos cinco Encontros Nacionais de Espectroscopia Miissbauer (ENEM). UF RJ (1972). os diversos grupos implantados no país iniciaram suas atividades dando prioridade aos estudos de compostos or- gânicos e inorgânicos. e um sistema de aquisição de dados a partir de um pequeno computador PDP-11/05. em 1985. técnica esta introduzida no pais pelo grupo da UF RGS. O sentimento geral da comunidade é de que já é possível construir um espectrbmetro com tecnologia nacional. esses dados permitem-nos estimar o envolvimento dos pesquisadores na- cionais nas várias áreas de aplicação. com um investimento estimado. Em particular. Essa definição não é trivial. na seção Metais e Ligas foram incluinós os trabalhos de Ciência dos Materiais do 151 . destaca-se nesse grupo a iniciativa de construir um detetor de elétrons para realização da espectroscopia Mbssbauer de elétrons de conversão. é construido na UFRGS um transdutor eletromecânico de velocidade. Ao la- do desses equipamentos. quer em pesquisa aplicada.nentes do laboratório Miissbauer. o investimento é sensivelmente inferior às outras técnicas de análise. algum tipo de equipa- mento. Assim. e às amplas possibilidades de aplicação. No inicio dos anos 70. ANALISE E PERSPECTIVAS De acordo com os dados apresentados na Seção 3. a equipe técnica da UFRGS tem construído pré-ampli- ficadores e fontes de alta tensão. enquanto no ENEM há uma seção para estudos de miné- rios. A escolha das áreas de aplicação foi inspirada no ENFMC. ligas metálicas e minerais ferrosos. Metais e Ligas e Ciências dos Materiais. A seguir serão apresentadas as linhas de pesquisa atuais. em maior ou menor grau. quanta a outra. bem como estabelecer uma comparação com a comunidade internacional. e adquirido experiência na manutenção de equi- pamentos comerciais. Ao lado desse aspecto financeiro. é interessante questionar o tipo de utilização desses equipamentos e analisar as perspectivas para o futuro próximo. há vários trabalhos que tanto podem pertencer a uma área. incluindo-se aqui os meteoritos. da ordem de US$ 500. quer em estudos básicos. da USP (1979) e da UFRN (1987). instalado por volta de 1968. Embora superficial- mente. de um modo geral. Além de um transdutor de velocidade e de um sistema de aquisição de dados. A pa rt ir de 1980 tem início ali a construção de analisadores multicanal baseados em micro-processadores. existem no país 22 es- pectrômetros Mdssbauer. Relativamente às dimensões físicas da base instalada. Além disso. no ENFMC esses trabalhos podem ser apresentados em Magnetismo. No que se refere à evolução histórica das linhas de pesquisa. Enfim. a fim de compatibilizar as estruturas dos eventos considerados.000. Foi feito um esforço para separar esses traba- lhos. ex ce tuando-se os grupos da UF ES (1981). relativos aos preços atuais. podemos dizer que os pesquisadores da área têm investido nas mais diversas possibilidades de aplicação da técnica. todos os outros UNB (1970). Outro grupo que tem investido no desenvolvimento instrumental é o da UF MG. UFC (1977) e os já mencionados.

• ENEM ENFMC !CAME 40 r 20 10 MAGNETISMO INSTRUMENT METAIS a LIGAS I V l3 f1D u .

bem como para o desenvolvimento instrumental. em principio. e os Anais do IX e X ENFMC confirmam. Finalmente.M.M. Não apenas isso. Aproximadamente 30% dos trabalhos apresentados nos ENEM pe rt encem a essa érea. bastante ativos nessa Area. 0 primeiro é a absoluta falta de traba- lhos dos pesquisadores nacionais na área de Biofísica. a técnica poderá também ser usada com grande proveito na iniciação científica de estudantes de graduação. que o pessoal de Espectroscopia Müssbauer poderia aumentar consideravelmente sua pa rt icipação nas áreas de materiais amorfos e magnetismo. Com o provável au- mento das aplicações da E. conseqüência talvez do incipiente mercado con- sumidor. Apesar de que a experiência acumulada nos nossos laboratórios permite. Outra diferença entre a participação da comunidade nacional no ENEM e no ENFMC e a comunidade internacional. Por exemplo. 153 . Um fato que necessita maior reflexão refere-se aos trabalhos sobre Instru- mentação. o tipo de participação da comunidade nos encontros nacionais é diferenciado. A figura também sugere. o desenvolvimento de tecnologia nacional será de fundamental importância. Dois fatos destacam-se na figura 1. Po rt anto. Criogenia. refere-se aos trabalhos com minérios. Também deve ficar claro que a natureza desses trabalhos no Pars deve necessariamente ser diferente daqueles desenvolvidos no exterior. contrastando com a comu- nidade internacional (aproximadamente 7% dos trabalhos apresentados no ICA- ME estão nessa área). Talvez isso possa ser explicado a partir do fato de que no ENFMC não há uma seção sobre minérios. em cada evento. mas também que essa diferença venha a aumentar. Nesse sentido. instrumentação eletrônica. A figure sugere perspectivas de estudos. a figura reflete a distribuição de trabalhos por área e por evento. desen- volver um espectrômetro nacional. Esse fato aponta para a necessidade de expansão da base ins- talada. talvez uma parcela considerável dos trabalhos sobre Ins- trumentação deva ser simples transferência de tecnologia. etc.M. Nesse sentido. por exemplo. Ë difícil de entender. esses trabalhos são reservados para o ENEM. O envolvimento num laboratório Miissbauer permite o aperfeiçoa- mento de pessoal em técnicas de vácuo. a inexistência deles nos ENFMC (IX e X). Por causa disso. uma área completa- mente em aberto é a de Biofísica. cabe destacar o importante papel formativo que poderá ser de- sempenhado pela E. ENFMC. enquanto essa proporção cai para aproximadamente 10% nos ENFMC e ICAME. técnicas nucleares. Os percentuais são relativos ao total de trabalho das seis áreas conside- radas. proteção radiológica. Aparentemente. já discutido. Pelo seu relativo baixo custo e simplicidade operacional.. 0 segundo destaque refere-se à ausência de trabalhos sobre instrumentação nos dois últimos ENFMC. Claramente. a transferência desse conhecimento para a indústria ainda não foi possível. onde existem estudos teóricos e experimentais (com outras técnicas) em diversos sistemas adequados à E. poderia ser proveitoso um inter- câmbio com pesquisadores de Ressonância Magnética. tratamento numérico de dados (progra- mas de ajuste). bem como na formação de pessoal qualificado ao nível de mestrado. é possível justificas que a participa- ção relativa dos trabalhos de Instrumentação nos ENEM seja o dobro do ICAME.

por exemplo. etc. etc. Biofísica de hemoprotefnas e conformação de proteínas 3. Microorganismos magnetotácticos 4. Sons e. aspectos mais gerais da Física como Mecânica. desenvolvidas por físicos. Transferência de elétrons em biomoléculas 154 . A Biofísica envolve a Física da Matéria Condensada. enzi- mas e membranas. Óptica. a Biologia Molecular e aspectos da Físico-Química. moderna- mente. As atividades da Biofísica no Brasil. investigan- do. como órgãos e pa rtes orgãnicas. efeitos de radiação e seu uso terapêutico e diagnóstico em sis- temas vivos. Aqui vale mencionar as conquistas recentes da técnica de imagem por RMN que tem aberto caminho 8 investigação em processos fisiológicos não invasivos nos sistemas vivos. a Bioquímica. Biomagne- tismo. investigan- do problemas do tipo estrutura e função de biomoléculas como proteínas. Bio-Inorgâni- ca. Física de complexos metálicos como modelos em sistemas biológicos 7. Enquanto a Biofísica se caracteriza mais como ciência básica. Biofísica de pigmentação celular 2. Teoria de Imagens. Química de Coordenação. ultra-som. a Física Médica tem características mais aplicadas. Biofísica de membranes artificiais e naturais 6. Cálculos moleculares em sistemas biológicos 5. Instrumentação física e espectrosc6pica aplicada á biofísica molecular 9. Marcadores de spin em sistemas biomoleculares S. A Física Médica envolve a Física das Radia- çôes. Ressonância Magnética Nuclear Pulsada. Ação de Lasers em sistemas vivos. PÍfiC0 da mat&ia Condensada BIOFÍSICA E FÍSICA MEDICA DESCRIÇÃO A área de Biofísica e Física Médica se caracteriza especialmente como área interdisciplinar da ciência. dentro de departamentos de Física com tradição em pesquisas nas Universidades e Centros. se concentram nas seguintes linhas de pesquisas: 1.

1986) no volume "Scientific Inte rf aces and Technological Applications- Summary and Recomendations pg. Danos de radiação em biomeléculas e em pequenas moléculas de interesse biológico As atividades da Física Médica no Brasil também desenvolvidas por Físi- cos. havendo hoje dez gru- pos. da Biofísi- ca Clássica desenvolvida por médicos e que hoje se identifica muito mais com a fisiologia do que com a Biofísica Molecular. se concen tr am nas seguintes linhas de pesquisas: 11. Dosimetria de radiação por termoluminescância e câmaras de ionização. No inicio foram formados estudantes nos três centros. 17. mas a fertilização cruzada en- tre a Física moderna e a Biologia não parece estar adequadamente considerada. na USP em São Paulo. com Shigueo Watanabe. o Departamento de Física da PUC — Rio de Janeiro. 6 parágrafo 3: "Pode-se dizer que a Física avançou a um nível no qual pode começar a investir na tentativa de solucionar a complexidade dos fundamentos da ciência biológica em dois níveis: o molecular e o supra-molecular. algumas vezes parecem im- pedir o progresso nesta interface tão frutífera. 19. Datação de fósseis por métodos de ressonância paramagnética eletrônica. inicialmente. como ocorreu em ciências dos materiais há 20 anos atrás". com Sergio Mascarenhas e na PUC do Rio de Janeiro com George Bemski. Como conseqüência recomenda-se "a criação de um fundo especial para intera- ção interdisciplinar efetiva. cabe aqui esclarecer que estaremos relatando sobre a Biofísica desenvolvida por físicos utilizando-se os conceitos e técnicas da física moderna. A Biofísica Molecular começa no Brasil nos anos 1968. Aplicação de laser à medicina Dentro do contexto da Ciência é interessante "transcrever" aqui o comen- tário feito no Physics Through The 1990's (National Academy Press Whashing- ton D. como professor visitante apoiado por Sergio C. na USP em São Carlos. Poucos depa rt amentos de Física em Universidades acomodam Biofísica. "Organizações institucionais. portanto.71. novos grupos ligados aos departa- mentos de Física iniciaram suas atividades em Biofísica. Processamento de imagens com aplicações biomédicas 15.L. onde o primeiro douto- ramento foi conseguido em março de 1976. Costa Ribeiro. 155 . Datação de fósseis por métodos de termoluminescéncia 18. A Biofísica é mais incorporada em mui- tos programas de pesquisa em ciências biológicas.10. Dosimetria de radiação por elétrons. com um total de 34 doutores e 11 mestres contratados.C. BREVE HISTÓRICO Antes de iniciarmos o histórico da Biofísica no Brasil. diferenciando-se. sendo mais profícuo. 0 crescimento dos grupos foi lento e concentrado na utilização da técnica de Ressonância Paramagnética Eletrônica (APE) em hemoprotefnas. nos EUA. na formação de físicos em Biofísi- ca. 16. fotoacústica e piezoeletricidade. Instrumentação em magneto-cardiografia 12. Geração de imagens por Ressonância Magnética Nuclear e Aplicações Bio- médicas 14. A partir de 1980. Efeitos físicos de biomateriais 13. tanto educacionais como de re- cursos para a Física em Biologia (Biofísica moderna).

Ao mesmo tempo existe um progres- so razoável em contatos entre grupos como São Carlos-Ribeirão Preto. indispensável para um desenvol- vimento cada vez mais sofisticado. — as linhas antigas continuam novas. exige a existência de bioquímicos em labora- tórios onde trabalham biofísicos. como ocorreu em outras áreas da Física. a cristalografia com seus estudos de estrutura de micelas ou membranas com téc- nicas de espalhamento de raios-x. já que faltam fundos e pessoas contratadas com este fim. Trabalham no desenvolvimento de detetores de radiação o grupo Shigueo Watanabe. Não existe ainda um entrosamento suficiente entre os físicos da Biofísica e os bioquímicos.cardiografia o de Paulo Costa Ribeiro (PUC-RJ) e em apli- cação de Lasers em medicina o de Jorge Nicola (UNICAMP). que é o grupo mais antigo na área. os espectrômetros de RPE (PUC. Sente-se que há uma grande necessidade de formação e absorção de pessoal 156 . CBPF. como. implicando uma limitação na criação de novas linhas de pesquisa na área. O progresso neste sentido é lento. Os grupos de Biofísica molecular tiveram grandes dificuldades iniciais de aceitação nos Departamentos de F fsica. Falia uma maior movimentação de pessoal experimental. São Car- los — São José do Rio Preto. É necessário inves- tir em intercâmbio mais eficaz e mais durável com programas conjuntos de traba- lho. indivíduos que trabalham isoladamente (por exemplo. e as novas levam muito tempo para se iniciarem. nos departamentos de Química). Em geral. Idealmente esta cooperação. Por exemplo. ANALISE E PERSPECTIVAS Devido a dificuldades experimentais e. Nestes últimos anos já começam a aparecer trabalhos em sistemas bio-molecu lares mais diversos utilizando-se outras técnicas. São Paulo — CBPF. Como conseqüência. as linhas de trabalhos se concentraram basicamente no uso da técnica de RPE em Hemoproteinas e ainda hoje a maioria dos traba- lhos utilizam esta técnica. em magnet o. em imagens por Ressonância Magnética Nuclear pul- sada os grupos de H. isso traz um maior distanciamento entre as linhas de pesquisas experimentais fora e dentro do País e uma possibilidade sempre latente de um desenvolvimento des- proporcionado de áreas teóricas comparado com as experimentais. USP) foram comprados para Física de Sólidos. a Dosime- tria e Raio-Proteção representam um fo rt e mercado de trabalho (fora das Uni- versidades) no Brasil. com cerca de 250 físicos empregados. A falta de recursos e as dificuldades experimentais no Brasil têm como efeito o congelamento das linhas experimentais. por exemplo. Pelo ano de 1980 começam atividades de físicos ligados aos departamen- tos de Física no campo da Medicina e em Instrumentação moderna. Também não inclui o 1 nstituto de Radio-Proteção e Dosimetria (I RD) ligado a CNEN que representa um capítulo a pa rt e pelo seu tamanho e número de físicos envolvidos. Este levantamento não está catalogando grupos de físicos que mantêm al- guma linha da Biofísica dentro dos seus inúmeros trabalhos. Os investimentos e gastos dos grupos existentes são ainda bem pequenos. como conseqüência da origem dos grupos de Biofísica no Brasil. já que em grande parte os grupos ainda usam equipamentos comprados para ou- tros fins. treinado aqui pa- ra a realização de pós-doutorado fora. CBPF-PUC. Panepucci (USP — São Carlos) e Mario Engelsberg (UFPE- Recife).

!). Comp. 7 5 3 2 23 . 111c Ne TESES NT TESES N4 ARTIGOS INVESTIMENTO PESOU44A ATIVIDADES DR. . 1978 5 3 . 100 000 I 9. 2 -15 000 aMSqrma Fe -Sio Joe6 do Rb Preto UFPE•ReaEe 12.14.15.Imasallortloa rQ aquPerltlrbf adtllfrdo pera BtesiCd .13.5. Cobs 2. 2 7 -100 000 Un.5.13 1951 3 .11. Carlos 12.10 000 USP•Rbrlróo 2. .n wrirn nor w. 1968 4 1 10 5 4 9 24 .. . mirwn• rriMir. 5 .F.18 USP•S. Aid de 2 1982 2 4 .0. 15.5.8.9 1979 2 2 2 1 4 -0 IRO-Ro da prolm 15. OUADRO RESUMO DA SITUAÇAO ATOU 1989.7. MSc Corne.rWivwiw no n.18 1978 7 . ar MSc ESTUD. DR.3.wa„ /n • Y^ .13 1971 2 .10. 7 7 Prelo 15.18 USP•S.N39 padded 2 obi Cr5 + USS 130 CO2 + • . 3 5 . 2. GLOBAL CUSS) MtGrbde Fsca•USP trratdvlo de 1. . 13.13 1882 3 1 1 .7.10000' UNICAMP 8.10 1010 8 40 4 73 A .. 10 000 3 13 11 20 9 -100 000 FfsiGp•USP PUC-R. 17 1952 1968 3 5 1 1 3 7 _ .14 13.5.8. 1 2 3 7 10 -30000 C B P. LIMAS D8 + 1800 DE Ne DR.1 2.4.1056 ORUPOIINST.8.7. ESTUD.4.10.

Na USP — Ribeirão Preto está sendo iniciado um programa de pós-gradua- ção em nível de mestrado em Física Aplicada à Medicina e Biologia. Corno o progresso dos grupos de Biofísica e Física Médica têm sido lento por falta de recursos e por dificuldades na absorção do pessoal formado a pers- pectiva de crescimento e estabelecimento com a massa crítica nece'saria para uma produção científica e continuidade dos grupos não é das melhores. Todos os grupos precisam de recursos para aquisição de equipamentos. Como a área está em fase ainda de abertura de espaço dentro da Física. vê-se que até ago- ra o investimento global na área de Biofísica e Física Médica nestes 16 anos de história foi de US$ 375 000. Há. da USP — São Paulo e da USP — São Carlos (são os grupos com menor número de doutores). na coluna investimento. dois na EMBRAPA. Devem ser fortalecidos com pessoal os grupos da PUC-RJ. E importante dizer ainda que linhas de pesquisa de problemas em Biofísica existem na área de Cristalografia e também como trabalhos de pesquisadores iso- lados em depa rt amentos de Química ou Bioquímica. intercâmbio nacional e internacional para a consolidação da área. pelo menos até nano-segundos. flash•fotó• Use. especialmente no desenvolvimento da linha de Imagens por RMN. com treinamento no exterior para o fortalecimento da área nos grupos já existen- tes. Para que a área possa se desenvolver e consolidar-se no Brasil é necessário que pelo menos o mesmo valor possa ser aplicado em equipamentos por ano durante pelo menos os Crés primei- ros anos 158 . a não existência destes re- cursos não permitiu até agora aqui no Brasil a investigação de processos rápidos que ocorrem a nível molecular no fenômeno de fotossíntese. o que é realmente pouco. que precisa ser apoiado. trans- ferência de elétrons e de energia em processos rápidos de grande importância nos sistemas moleculares vitais. e dois estão em atividades acadèmicas em Uri- versidades e pesquisando na área. No quadro resumo apresentado. espalhamento correlacionado de luz para medidas de tamanho e forma de agregados bio-moleculares como liposomos. na USP — São Carlos e na USP — São Paulo que são os grupos com menor número de pesquisadores. Por exemplo. Só para dar um exemplo. neste momento. 0 crescimento mais acentuado nos investimentos está ocorrendo. Há uma grande necessidade de investimentos de maior vulto. especialmente na PUC-RJ. portanto. esta dispersão de pesquisadores formados impede uma expansão mais rápida. Também é necessário que cada grupo tenha a possibilidade de contratar um pes- quisador em nível de doutor na área de Bioquímica. uma necessidade urgente de contratação de pesquisadores junto aos grupos existentes e investimento especialmente voltado para a implan- tação de novas linhas de pesquisa. um está na Indústria. DNA e RNA e agregados proteicos. para estudos de dinâmica de bio•moléculas. como sistema de fluorescência para pesquisas em membranas e proteínas. na área de Física em Medicina. para pesquisas em processos biológicos rá- pidos. dos doutores que tam sido formados por Sao Carlos na área. na aquisição de equipamentos sofisticados. pois é o primeiro no Brasil com as características voltadas à visão moderna interdisciplinar e que está inserido dentro de um campus com caracte- rísticas bio-médicas.

seria necessário que fossem formados a nível de doutor e absorvidos nos diferentes grupos pelo menos 4 doutores por ano durante os 5 primeiros anos. o que nos parece o mínimo necessá- rio facilmente realizável. Isto implicaria um aumento médio de 2 pesqui- sadores por grupo nos cinco primeiros anos. Com relação a recursos humanos. 159 . excluindo um doutor em bioquímica por grupo.

Óptica quântica e não linear — início em 1971 Universidade Federal de Pernambuco — Departamento de Química Fundamen- tal AlfredoSi mas Ouímica quântica computacional 160 . 4 doutores (2 teóricos e 2 experimentais) Propriedades eletrônicas de átomos e moléculas (teoria). PffiC0 da Matria Condervada DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA FÍSICA ATÕMICA E MOLECULAR instituto Tecnológico de Aeronáutica — Departamento de F ísica Abel Rosato. Fernando Ornellas. Orville Day Jr. Marco Aurélio Lima. Espectroscopia Raman (experimental).início em 1985 Pontificia Universidade Católica — RJ (teoria) — Departamento de Física Humberto Brandi 4 doutores Átomos em campos eletromagnéticos externos. Pinho Filho 8 doutores Colisões atômicas e moleculares (experimental). Carlos Speller. estrutura eletrônica de políme- ros e sistemas unidimensionais. Espectroscopia de massa (experimental) Pontificia Universidade Católica — RJ (experimental) — Departamento de Física Alceu G.

Saul Tachieri 2 doutores 161 . Moza rt N. Universidade Federal de Pernambuco — Departamento de Física Celso P. de Melo. José Carlos Nogueira. Cheer Nascimento Estrutura Eletrônica de Moléculas Universidade Federal de Minas Gerais — Instituto de Química Heloisa Schor. F. Luis Carlos Gomide. Ricardo Ferreira. Myriam S. Antônio C. Ramos. Diana Guinzburguer. Fulvia Itamata. Pavão.Inicio em 1986 Oscar Malta. Alberto Senna- peschi. moléculas e sólidos (teoria) Universidade Federal de São Carlos — Departamento de Química Elson Longo. Lee Mu-tao. Gilberto Sá. Gomes Estrutura eletrônica (teoria) Inicio em 1980 Silvio Canuto Estados Excitados Moleculares Teoria de Muitos Corpos Inicio em 1980 José Roberto Rios Leite Espectroscopia molecular (óptica) lnfcio em 1977 Centro Brasileiro de Pesquisas F fsicas Carlton Taft. espectroscopia UVV e Raios-X (experimental) Início em 1978 Marco A. Arnóbio Gama. lasers (experimental) Início em 1973 Universidade Federal do Rio de Janeiro — Instituto de Química G. Ione I ga 4 doutores (3 teóricos e 1 experimental) Química teórica aplicada Início 1972 Universidade Federal do Rio Grande do Sul — Instituto de Fisica Flavio Horovitz 3 doutores (2 experimentais e 1 teórico) Óptica de filmes finos. Mario Giambiegi. Gerson de Souza 3 doutores Impacto de elétrons. Marcelo A. Benfcio Ramos. Giambiegi Estrutura eletrônica de átomos.

162 . fotoionização de moléculas. Vianna. ionização de átomos por im- pacto eletrônico. reações catolfticas Início em 1986 Unive rs idade Federal de Sao Carlos — Departamento de Física Luiz Eugênio Machado.Química quântica teórica Início em 1978 Universidade Federal de Santa Cata ri na — Departamento da Física Jason Gallas 2 doutores teóricos Átomos e moléculas em campos intensos Óptica quântica Inicio em 1979 Universidade de Brasilia — Departamento de Física J. David M. Antônio Carlos Pedrosa 4 douto res teóricos Física atômica e molecular teórica Inicio em 1973 Universidade de Sao Paulo — Instituto de Física José Roberto Leite 5 doutores teóricos Estrutura eletrônica de moléculas Inicio em 1977 Universidade Federal de Goiás — Departamento de F fsica Orlando Amaral Estrutura eletrônica de moléculas Início em 1984 Unive rs idade Estadual de Campinas — instituto de Química Yuji Takahata Química quântica teórica Início em 1978 • Universidade Federal da Bahia — Departamento de F fsica Luiz Malbouisson 1 doutor teórico e 1 experimental Estrutura eletrônica . Nestor Correia. Emerson Pires Leal Espalhamento de elétrons por átomos e moléculas.

163 .Universidade de Campina — Instituto de Física Gilda Menezes. Fe rn ando Paix3o Espalhamento de elétrons (teoria) N.

INFRA ESTRUTURA: Oficina mecânica. Departamento de Física. Ponte de capacitiincia Gen Rad. Fotocorrelador. plotters eletrômetros. Computador. Raio -x Rigaku. Birefringéncia. José Evangelista de Carvalho Moreira. microcomputadores. Laboratório eletrônico. Pinica do moria Corideníodo DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA ÓPTICA UFCE. Laboratório de síntese. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Laser de Ar Spectra Physics modelo 170. Dye Laser Spectra Physics modelo 365. Total investido US$ 86. PERIFÉRICOS: Lock-in. Biblioteca. Valor total estimado US$ 314.000. Francisco Alcides Germano. Francisco Erivan de Alves Melo. choppers. PESQUISADORES SENIORS: Josué Mendes Filho. Laboratório de Espalhamento de Luz LINHAS DE PESQUISA: Raman. Liquefator de N2. criostatos. Crios- tato circuito fechado. crescimento e preparo de cristais. Crescimento de Cristais. Fotocorrelaç3o. dewars e sistemas de vácuo. Espectrômetro duplo Spex modelo 1402. 164 . Laser HeNe Spectra Phy- sics modelo 125. Constante Dielétrica e Instrumentação Eletrônica. containers. fot o- contadores. Luminescência. impressoras.. Sistema de recuperação de Ha.000.

espectrõmetro Duplo Spex. Vianna. . Valor total esti- mado US$ 480. PESUISADORES SENIORS: Geraldo Alexandre Barbosa. Sandra S. 02 Lasers de Ar Coherent CR 2. Criostato circuito fechado. mesas antivibratórias. Biblioteca. UFMG. Fabry Perot de 6 passagens. Valor total estimado US$ 300.). INFRA-ESTRUTURA: Oficina Mecânica. fontes. fotocontadores.000. 02 fotocorrela- dores. interferômetro Brillouin Burleigh. estações de vácuo. 02 espectriimetros duplos Spex. Departamento de Física. de Araújo. Dinâmica de crescimento de cristais.000. José Robe rto Rios Leite.000. eletrônica. Liquefator de He. Espalhamento Raman e Brillouin em Materiais Magnéticos. Dete- tores piroelétricos. Laser N2 fabrica- cão própria.UFPE. registradores. Brillouin (em impl. EQUIPAMENTO DE PORTE: Laser Nd: YAG Quanta Ray. EQUIPAMENTO DE PORTE: Lasers de argônio. Espectroscopia em Átomos de Rydberg utilizando Feixes Atômicos PESQUISADORES SENIORS: Sergio M. Raio-X. Marcus Bastos Lacerda Santos. lock-in. laser HeNe. Evaporadora. Espectroscopia Rayleigh. fotocontadores. Total investido US$ 100. Liquefator de N 2 .Raio X. Valor total estimado US$ 405. Imã Supercondutor 70k0e. Estatística de fótons. Raman. Oscar Nassif de Mesquita.000. Laser CO2 fabricação própria. criostatos para He Ifquido. Cristais líquidos. 165 . De- senvolvimento de Medidores de Onda para Lasers CW e Pulsados. registradores. containers para LHe LN2 e criostato. PERIFÉRICOS: Multicanal. Rezende. Oficina eletrónica. Fluorescência em fluorperovskitas. Óptica LINHAS DE PESQUISA: Processos ópticos não lineares envolvendo efeitos cooperativos entre Ions em só- lidos. Espectroscopia de Absorção saturada e Mistura de Ondas em Sólidos e ga- ses Moleculares. Kriptônio e HeNe. PERIFÉRICOS: Moduladores eletro-bpticos. Cid B. Laboratório de Óptica de Espalhamento de Luz LINHAS DE PESQUISA: Difusão molecular em líquidos viscosos. Departamento de Física. fontes de tensão. de- tectores. Efeitos Magne- to — 6ticos. lock-in e box-car. eletrômetros.

Liquefator de hélio.000. Propriedades Ópticas de Materiais isolantes LINHAS DE PESQUISA: Estrutura e aplicação de filmes finos de materiais isolantes. Momento Angular Complexo e Espalhamento Semi- clássico. Estado comprimido de campo Eletromagnético. sistema de vácuo. Luis Davidovich. PERIFÉRICOS: Detetores. EQUIPAMENTOS DE PORTE E PERIFÉRICOS: Grupo Teórico INFRA-ESTRUTURA: Biblioteca. Laboratório de Espectroscopia e Laser LINHAS DE PESQUISA: Lasers gasosos N2 e CO2 PESQUISADOR SENIOR: Carlos Massone EQUIPAMENTO DE PORTE: Osciloscópio Tektronix 7904. Computadores e Terminais PUC-RJ. INFRA-ESTRUTURA: Biblioteca. Liquefator de N2. Oficina eletrônica. lasers HeNe. 166 .INFRA-ESTRUTURA: Oficina mecânica. Biblioteca. Bifurcação e Caos Óptico. Valor estimado US$ 75. Departamento de Física. Módulos para Osciloscópio. Dispersão cromática em fibras ópticas. Absorção Multifotônica em sólidos. oficina mecânica.000. Computador. Instituto de Física. Laboratório de crescimento de cristais. Óptica Teórica LINHAS DE PESQUISA: Ionização Atômica por Campos de Lasers Intensos. La- boratório de preparação de amostras. supo rt es ópticos e torno. Oficina eletrô- nica PUC-RJ — Departamento de Física. PESQUISADORES SENIOR: Moisés Nussenzweig. Aplicações de fibras ópticas em sensores. Valor esti- mado US$ 50. Biestabilidade Óptica. UFF. Humbe rt o Brandi. Nicim Zagury. Sis- tema de re cuperação de He. Microcomputadores.

registrado- res. Valor total estimado US$ 195. Propriedades Magnéticas de Materiais Cerâmicos al Efeitos de diluição com impurezas diamagnéticas. UFRJ. Biblioteca. Liquefatores de H e de N2. Biblioteca. Teócrito Abrita. Microcom- putadores.fontes. Laser de Ar Coherent CR 3. Oficina eletrônica. INFRA-ESTRUTURA: Oficina mecânica. fontes. LINHAS DE PESQUISA: 167 . PERIFÉRICOS: Microcomputadores. Propriedades ópticas e Magnéticas de Compostos Moleculares. criostatos. PERIFÉRICOS: Monocromadores. EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Espectrômetro óptico Spex 1702. LINHAS DE PESQUISA Centros Luminescentes em Materiais Cerâmicos a) Propriedades ópticas de centros de elementos de primeira série de transição atômica. Júlio Mário Neto. componentes ópticos. c) Propriedades estrutureis de matrizes cerâmicas na presença de impurezas. sistema de vácuo. b) Propriedades de aglomerados magnéticos em matrizes cerâmicas diamagnéti- cas. lock-ins. lock-in. forno. registradores e sistemas de vácuo. Valor estimado US$ 80. Sistema de recuperação de He. computador central. PESQUISADORES SENIORS: Fernando Souza Barros. b) Fenômenos de transferência de energia de excitação dos centros.000. computadores.000. Valor total estimado US$ 495. Espectrofotbmetro Beckman.000. CNEN/SP. Valor total estimado US$ 300. Espectrômetro IR Beckman I R-10. Paulo H. Espectrofotbmetro PE 180. Institute de Pesquisas Energéticas e Nucleares. Domingues. Laser de N2 e corante. Instituto de Física. INFRA-ESTRUTURA: Oficina mecânica. Microssonda. Oficina eletrônica. Raio-X Sintex. lâmpadas. box-car e osciloscópio. Departamento de Física dos Sólidos. Jean Pierre Von der Veid EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Espectrofotbmetro Cary 17 D.PESQUISADORES SENIORS: Luiz Carlos Scavarda do Carmo. Raio-X Siemens tipo F com difratbmetro Laue e Debye Scher- rer.000. Sistema de re- cuperação de hélio. detetores. óptica Aplicada.

Dye Laser Molectron. Sergio G. sistemas de vácuo. terminais gráficos. Martha Marques Ferreira Vieira. Laser Nd YAG Quantronix 116. Valor to- tal estimado US$ 300. registradores. PESQUISADORES SENIORS: Spero Penha Morato. lâmpadas. PERI FËRICOS: Criostatos. Instrumentação eletrônica para óptica. Desenvolvimento de chaveado- res para lasers. Laser Nd YAG.000. Construção de lasers CO2 . fontes. Valor total estimado US$ 1. Desenvolvimento de filmes finos. fontes. Espec- troscopia de defeitos produzidos por irradiação e de impurezas em sólidos. Laércio Gomes. lock-in. Nilson Dias Vieira Junior. fotomultiplicadoras. cortadoras. centro de cor. Óptica LINHAS DE PESQUISA: Óptica não linear. Ar. De- senvolvimento de lâmpadas de catodo oco e sem eletrodo. Valor total estimado US$ 365. etc. Laser N2 Molectron. sistemas de vácua. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Espectrofotómetro Cary 17 D. Espectrofotõme- tro Cary 17 D. dewars de LHe. Biestabilidade óptica. Motogerador. Máquinas de corte e polimento de lentes. registradores. Maximo Siu Li. USP. Zflio. Laser de argõnio Coherent CR 8. Laboratório de crescimento de cristais. Espectroscopia laser de emissão e absorção de elementos de interesse nuclear. lock-in. Marly Bueno de Camargo. Evaporadora Salzers. Síntese. Oficina eletrônica. Instituto de Física e Química de São Carlos. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Laser CW Ar Spectra Physics 171.895. 168 . Laser de corante Spectra Physics. Espectrómetro FFT.000. Espectroscopia de emissão vibracional. Espectrofotâmetro PE 180. choppers. Valor estimado US$ 100. Laser CO2.Desenvolvimento de Lasers de estado sólido de neodfmio e de centros de cor. HeNe. monocromadores 25 cm. eletrèmetros.000 PERIFÉRICOS: Microcomputadores. criosta- tos. crescimentos e caracterização de cristais para lasers. Espectroscopia de átomos de Rydberg. anel. PESQUISADORES SENIORS: Jarbas Caiado Castro Neto. Evaporadora Varian 3117. purificação. Laboratório de preparação de amos- tras e bastões. Óp- tica de Raio-X. Desenvolvimento de componentes ópticos. António Ricardo Droher Rodrigues.000. Laser de argónio Spectra 165. LN 2 . Espectrâmetro Simples Spex. Espectroscopia por absorção de dois fótons. politrizes e detetores IR. Espectroscopia laser optogalvânica. INFRA-ESTRUTURA: Oficina mecânica local.

Espectroscopia. PESQUISADORES SENIORS: Michel A. Grupo de Ressonância Mag- nética.'Li- quefatores de N2 e He. Oficina eletrbnica. transferência de excitações. supo rtes ópticos. Rem) Ayres Ca rv alho. PESQUISADORES SENIORS: Horácio Carlos Panepucci. PERIFÉRICOS: Fontes e lâmpadas de W. Controles com campo magnético até 65. fontes. fonte. amostras e cristais. Bobina dewar e fonte. Instituto de Física e Ou (mica da Sao Carlos. filmes finos e pós ultra-finos pelo processo sol gel. serras de diamante. USP.000. Siste- ma de ímã supercondutor. Pontes dielétri- cas. controladores. Espectroscopia e Magnetismo. Luminesc@n- cia e Ciãncia de Materiais Vítreos LINHAS DE PESQUISA: Defeitos em . fluorescência. Sistema de recuperação de He. total estimado US$ 555. Maria Cristina Terrile. 169 . Cadinhos de Platina.000. modulador fotoelástico de polarização.materiais. Estudo e preparação de vidros cerâmi- cos. etc. monocromador Jarrell Ash (f=1/2 ml. registradores. USP. filtros. biblioteca. Aegerter EQUIPAMENTO PRINCIPAL: 02 microscópios Zeiss. espelhos.000. Laser de corante (Spectra Physics 375). Valor total estimado US$ 200. etc. fotomultiplicádores. Espectrõmetro de RPE banda X super heterodino ou homodino operando até temperatura de -1. Interferer metro. INFRA-ESTRUTURA: A mesma disponível no Instituto de F Fsica e Química de São Carlos-USP. Valor. Laser Korad Nd pulsado. dicroismo circular magnético de absorção. elipsometria de reflexão. LINHAS DE PESQUISA: Propriedades ópticas e magnéticas de centros de cor em halogenetos alcalinos e em isolantes magnéticos puros e dopados.INFRA—ESTRUTURA: Laboratório de crescimento de cristais. PERIFÉRICOS: Fornos.8 k (montado no laboratório). Hg. laser micro analyser. Valor total estimado US$ 265. Oficina mecânica. Valor estimado US$ 200. Refratômetro de ABBE.000. Alberto Tannús. lentes. microscópios. Xe. Criostato Janis supervaritemp. autoclaves. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Laser de ar (Spectra Physics 166). Eletroimã VARIAN 12". IGG. Instituto de Física e Química de São Carlos. Medidas ópticas da relaxação spin-rede e ressonância eletrônica do estado excitado.

disco Winchester sistema de baixa temperatura. Es- ther M.000. registradores. 170 . Laser de HeNe de baixa potência. Espectroscopia Õptica Efeitos não térmicos no laser sobre tecido vivo. multicanal. oficina eletrônica. Estudo da estrutura e conformação de polímeros por espalhamento Raman. Zoraide Z. Rosa M. Departamento de Eletrônica Quântica. Hugo Franco. Departamento de Física do Estado Sólido e Ciência dos Materiais. oficina de vidro. liquefator de He e N2. motores de passo. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Laser Nd: YAG. Laser de CO 2 excitado por RF. microcomputador. interação do laser de CO 2 em processos metalúrgicos. Va- lor total estimado US$ 535. Laser corante. biblioteca e circuito fechado de recuperação de He. criostato He. Couto. Instituto de Ffsica. Laser Ar-166-Spectra. Propriedades ópticas da hemato- porfirina. Espectrômetro simples Spex. computação. UNICAMP — IFGW. laser He-Ne. Evaporadora Edwards. Medidor de potência para infravermelho. Nicola. Foto CVD. Laser de CO 2 250 W. raio-X. LINHAS DE PESQUISA: Desenvolvimento de Lasers Laser de CO2 contínuo de até 250 watts. UNICAMP. Espectrômetro duplo Spex. Desenvolvimento e Aplicações de Lase rs. Fibres Ópticas. Aplicação de Lasers Laser "annealing" de semicondutores. Valor estimado US$ 200. Arguello. La- ser de argônio pulsado. Espelhos para laser. PERIFÉRICOS: F6ton contador. Gleb Wataghin. PESQUISADORES SENIORS: Jorge Humberto Nicola.INFRA-ESTRUTURA: A mesma disponível no Instituto de Física e Química de São Carlos — USP. Mesa para medidas de espalhamento em baixo angulo. oficina de vácuo. impressora. INFRA-ESTRUTURA: Oficina mecânica. Desenvolvimento de Equipamentos Mesa coordenadora x-y controlada por computador.000. politrizes. gráfica. Estudo de co rtes com laser. Laser de Ar Coherent CR-8. Laser Ar-52 R Coherent. Laser de CO2 600 W. fontes. Sistema de recuperação de gases para laser de CO2 . Laser de Kr Coherent CR -8. D.

30 Kw. INFRA-ESTRUTURA: A mesma disponível no Instituto de Física — UNICAMP. osciloscópio. Laser de argônio modelo CR -4 —CoherntRadi. Compressão de Pulsos e Retletometria Óptica em Domínio de Tempo. Brito Cruz. box -car. multica- nal. UNICAMP. Equipamento completo de óptica pa- ra fibras ópticas. fotodiodos. H. INFRA-ESTRUTURA: A mesma disponível para o IFGW—UNICAMP 171 . medidor de freqüência. microscópios defletores. Valor total estimado US$ 50. Caracterização de Fibras Monomodo. Laser de nitrogênio (Construído no laboratório). Espectrômetro. 30 Kw.000. Detetores Ultra-rápidos. Departamento de Eletrônica Quôntica. Valor total estimado US$ 200. Valor total estimado US$ 425. C. Geração e Detecção de pulsos de Picosegundos. Caracterização mecânica de Fibras Ópticas.000. micro-posicionadores. Caracterização Óptica. Puxamento de Fibras CVD.LINHAS DE PESQUISA: CVD — Chemical Vapour Deposition. Valor total estimado US$ 200. Power supply. Osciloscópio Tek- tronix 7904. tubos fotomulti- plicadores integradores.LseCorntavidmel(ConstruíLa- boratório). 01 forno de RF da 5 MHz.000. Marcos António Scarpero. Estágios de Transição Motorizados. Estudo de Fenômenos Ultra-rápidos em Semicondutores e Corantes Di- luidos PESQUISADORES SENIORS: Carlos Henrique Brito Cruz. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Laser de argônio modelo 170 — Spectra Physics. Picosegundo. I FGW. Materiais Vítreos para Fibres Ópticas. PERIFÉRICOS: Lock-in. Hugo Fragnito. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: 01 laser de HeNe. 01 forno de indução 10 MHz. Produção de Acopladores de bras Ópticas. Efeitos de P ropagação em Fibras Ópticas Multimodo e Monomodo. 01 laser Nd: YAG Quantronix. PESQUISADORES SENIORS: Luis Carlos Barbosa.000. LINHAS DE PESQUISA: Geração e Aplicação de Pulsos Laser com Duração de Fentosegundos e Picose- gundos. supo rtes. Registrador HP. Sistema Óptico e infra-estru- tura completa. PERIFÉRICOS: Lock-in Amplifier.

Espec- troscopia dinâmica de picosegundos. pré-amplificador diferencial. controladores de temperatura. PESQUISADORES SENIORES: Fernando Cerdeira. de Cast ro . S. Eliermes Arraes Meneses. Carlos A. Brito Cruz. Lima. 4 Osciloscópio Tektronix. 1 Laser Ar 166 Spectra.110 Air Products. 2 Laser N2 C 5000 — C 9660 Everett. Depa rt amento de Eletrônica Quântica. 1 Circulador de hélio LT 3 . Espectroscopia de Im- purezas em Semicondutores. Miriná B. 3 Espectrômetro duplo Spex 1401. Da- niel Pereira. PESQUISADORES SENIORS: Antônio G. Aplica- ções. Paulo Motisuke.000. Carlos H. B. criostato HeNe. C.UNICAMP — IFGW. Valor total estimado US$ 780. LINHAS DE PESQUISA: Estudo de lasers no infravermelho e no infravermelho longfncuo. LINHAS DE PESQUISA: Refletividade Modulada em Super-redes Semicondutores. Espectroscopia optogalvânica. Gilbe rt o de Matos Gualberto. Estudo de Ions moleculares e radicais livres por lasers que operam na região IV e IVL. Espalhamento Brillouin em Líquidos sob gradientes térmicos. Valor total estimado US$ 200. fóton contador. Espectroscopia sintonizável no infravermelho long f ncuo utilizando diodos de contactos de ponta. Instituto de Física. multicanal fontes. Balbin Villaverde.000. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: 1 Laser Ar CR8 Coherent. V6lia Lemos Crivelenti. 1 Osciloscópio D 44Tektronix. Propriedades Ópticas da Matéria. Lima. Elza C. Rotação magneto. 1 Laser corante 490 Coherent. Carlos A. INFRA-ESTRUTURA: A mesma disponível para o IFGW — UNICAMP. multfinetro digital. Departamento de Física. Efeitos de lasers intensos sobre a matéria condensada. Laserargbnio Spectra modelo 171-182. 2 Espec- trômetro simples Spex.óptica em sólidos. Artemio Scalabrin. Caracterização de Filmes Policristalinos de Semi- condutores li—VI. 2 Laser Ar 528 Coherent. J.S. geradores de função. 2 Laser Nd: YAG Quan- tronix. Espectrômetro duplo 172 . EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Laser argônio CR8. Vasconcellos. Interação de lasers potentes com gases atô- micos e moleculares. Ferrari. UNICAMP.do Estado Sólido e Ciéncias dos Materiais. Espalhamento Raman de Moléculas Adsorvidas. PERIFÉRICOS: Amplificador lock-in. amplificador discriminador. Antônio R. Instrumenta- ção Raman.

INFRA-ESTRUTURA: Além da disponível para o IFGW-UNICAMP. monocromador Jarrel Ash. Células solares. holografia. Osciloscópio Tektronix modelo 7844. Laser da Ruby-Molobeam Modelo 600.000. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Laser de Ar CR-8. PERIFERICOS: Choppers. o grupo dispõe de oficina eletrbni- ca e oficina mecânica própria. Lunazzi. Efeito miragem e piezoelétrico. Hewlet Packard Recorder 710.000. Deteção em sistemas de dues camadas. Laser de CO2 CR42. Aplicações a sistemas bio- lógicos.000. Laser de HeNe 35 mW. José J. Mendes. Espec- troscopia Fototérmica LINHAS DE PESQUISA: P ro priedades Ópticas e Térmicas dos Materiais (polímeros. Óptica. Estudo de aditivos em cabos elétricos. Estudo de impurezas em sistemas orgânicos. semicondutores. Osciloscópio WGB modelo 05-20. Departamento de Eletrônica Quântica. Valor estimado US$ 438. Sistema alto vácuo Varian. Suportes Ópticos. Filtros Espaciais. Geraldo F.000. fotomultiplicadores. Valor total estimado US$ 85. Sistema Piezoelétrico com Fontes. UNICAMP. PERIFERICOS: Detetores. componentes ópticos. Usos do efeito fotoacústico em transições de fase. Valor total estimado US$ 100. etc. Departamento de Física do Estado Sólido. metrologia óptica. linhas de vidro. Mesas e Bancos Ópticos. Fonte de Hg 1000 W. 173 . sis- temas biológicos). Laser nitrogénio Arco. Optical engineering CO 2 Spectrum Analyser. Valor total estimado US$ 200. Laser Inte- grator 160. medidores de vácuo. efeito fotoacústico na região de microondas. processamento de imagens. fontes. fotolitografia. bombas de vácuo. Materiais catalíticos. La- ser de Nd: YAG — Molobeam modelo 2550. LINHAS DE PESQUISA: Materiais fotossensfveis. PESQUISADORES SENIORES Jaime Frejlich. Osciloscópio Tektronix 7904.Spex. Instituto de Física. Sistema alto vá- cuo Pfeifer. Dye laser. Lentes e Espelhos. Determinação e estudo da difusividade térmica em semicondutores. câmara escura e laboratório químico. Capela. Instituto de Física. INFRA-ESTRUTURA: A mesma disponível para o IFGW—UNICAMP UNICAMP. etc.

células. PERIFÉRICOS: Choppers. Valor total estimado US$ 630. 01 osciloscópio Tektronix modelo 7623 A. INFRA-ESTRUTURA: A mesma disponível no IFGW-UNICAMP. Hugo Fragnito 174 .000. Célula Fotoacústica. Eletro Emissão de Materiais Amorfos. Eletrômetro. Mult(metro Digital. lock-ins. linha de vácuo. UNICAMP — IFGW. choppers. Lasers de N2 e de Corantes. 20 MHz.000. Compressão de Pulsos e Mode-Lock de Lasers Pulsados. Curt Egon Hennies. UNICAMP — IFGW. Fontes. LINHAS DE PESQUISA: Propriedades Ópticas e Térmicas em função da temperatura medidas com técni- cas fototérmicas (fotoacústica e deflecção de feixe). Física Médica PESQUISADORES SENIORS: Dimitrios George Bonzinis. 01 espectrômetro duplo 1 m Spex modelo 14018. PERIFÉRICOS: Lâmpadas. inte rf ace regis- tradores. microcomputador. 02 canais.5 mW. Detetores de Posição de Feixe. PESQUISADORES SENIORS: Alvim Kiel. P ro priedades de Iniciação de Oscilações de Lasers. Osciloscópio. Espectrbmetro Miragem Piezoelétrico. Valor total estimado US$ 145. Espectrômetro EPR. Efeito Fotoffirmico e Transições de Fase. Laser HeNe 0. Dinâmica de Absorvedores Saturéveis. Sistema de Vácuo. Biestabilidade. Carlos Lens Cesar. Edson Corréa da Silva. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Espectrbmetro Fotoacústico Comercial. Geradores de Pulso. Oscilador de Microondas. Valor total estimado US$ 150. Departamento de Eletrônica Quântica. fontes. Departamento de Eletrônica Quântica. Fotomultiplicadora. Valor total estimado US$ 30. Controladores de Temperatura. Caos e Propriedades Óp- ticas de Fractais. etc.000. 01 laser de HeNe Spectra Physics modelo 125.000. Antônio Fernando dos Santos Penna. Óptica não Linear LINHAS DE PESQUISA: Auto Difração em Grade de População. Fotocontador. Contadores de Pulso. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: 01 laser de Ar Coherent modelo CRS.PESQUISADORES SENIORS: Helion Vargas.

Sistema de Deteção Molectron. 03 osciloscópios Tek- tronix. Registrador X-Y H. Espectrômetro — 1 metro Cromatix. eletrômetros. 175 . Espectrofotômetro de infraver- melho de transformada de Fourier. Valor total estimado US$ 100. Sistema Photon Coun- ting ORTEC. PESQUISADORES SENIORS: Ram Ihavam Katyar. de YAG. Nd Holobeam.000.. óptica de Raios-X e Instrumentação LINHAS DE PESQUISA: Dispositivos ópticos. Nanopulser de Xenon xenon Corp. Departamento de Eletrônica Quántiea. Laser de argônio Spec- tra Physics modelo 166.000.P. Oscilos- cópio + Plug-in Tektronix 5000. Sistema de controle de temperatura Artronix. Topografia de Raios-X e instrumentação óptica para Raios-X. detetores. Valor total estimado US$ 50. José Antônio Sanjurjo. INFRA-ESTRUTURA: A mesma disponível no IFGW — UNICAMP. Espectrômetro de visível MC . Laser e Amp. Sistemas de Vácuo.EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Laser de N2 Molectron UV 1000. fontes. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Espectrofotõmetro de infravermelho Perkin 180. Oscilos- cópio 7904 .Pherson. Interferômetros Polarizadores e Monocromadores. Politec-FIR 30.000. Espectroscopia. controlador de temperatura. microcompu- tador. UNICAMP — IFGW. Raman e Infravermelho em Semicondutores Amorfos. Espectrômetro de Raman duplo Spex 1401. corantes.Plug-ins Tektronix.000. PERIFËRICOS: Multimetro. sistema de co rt e e crescimento de cristais. Valor total estimado US$ 440. registrador. OMA (optical multicanal) Princetom. Monocromador triplo pa- ra Spex 1401. Laser de Argônio CR -8 Coherent radiation.. Medidas da pa rt e real e imaginária do índice de refração na região de Raios-X. fotomultiplicadores. Valor total esti- mado US$ 170. PERIFERICOS: Criostatos. LINHAS DE PESQUISA: Espalhamento Raman e Espectroscopia infravermelho de Materiais Ferroelétri- cos e Superiônicos. Laser de HeNe Spectra Physics. Analisador Multicanal. fontes. 02 registradores X-T H. INFRA-ESTRUTURA: A mesma disponível no IFGW-UNICAMP UFPR — Departamento de Física.P. bombas de vácuo. Estu- do de Impurezas de Hidrogênio em Espalhamento Raman Ressonante em Ligas Semicondutoras III-V.

PESQUISADORES SENIORS: Ricardo Franke.000. lasers de corante de alta resolução.C. 02 integradores chaveados par modelo 162. Flávio Horovitz EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Lasers de nitrogênio duplos.. Pirani. Biblioteca. 01 espectrômetro Spex de 1 m. Valor total estimado US$ 180. Fernando Cabral EQUIPAMENTO PRINCIPAL E PERIFÉRICOS: Microcomputadores PC e periféricos. 7633 e 7904. Mesa Divisória.000. Óptica Qualtica. 01 laser de nitrogénio de 300 KW. Equipamentos de apoio (ar condicionado). 02 integradores chaveados C. UFSC. UFRGS — instituto de Física. 176 . Valor total estimado US$ 35. Detetor GE. Computador Central. LINHAS DE PESQUISA: Caos em Lasers. Biblioteca. 01 câ- mara de alto vácuo para deposição de filmes finos.PESQUISADOR SENIOR: Cesar Cusatis EQUIPAMENTOS DE PORTE: Gerador RX Rigaku. 03 osciloscópios Tektronix modelo 596. Descargas elétricas em gases: efeito optogalvá- nico e caos. Filmes finos: produção e caracterização de filmes finos. INFRA-ESTRUTURA: Oficina Mecânica. Laser de nitrogé- nio.000. 400 KW. Instrumenta- ção: desenvolvimento da infra-estruture do próprio laboratório. INFRA-ESTRUTURA: Computador Central IBM 4341 de Universidade. Oficina Eletrônica. Microcomputadores. 04 laser de corante sintoni- záveis. translado- res e outros. Valor total estimado US$ 272. Grupo de Laser LINHAS DE PESQUISA: Transferência de energia rotacional em estados eletrônicos excitados de molécu- las. Terminal de video gráfico. Biestabilidade Óptica. Câmeras. Óptica não linear. Tubos RX. Máquina de Corte. Silvio Cunha. Gerador Phillips.000. PERIFÉRICOS: Registradores. Departamento de F isica. Espectroscopia de dupla ressonância usando laser de corante sintonizáveis de alta resolução. Valor estimado US$ 40. Impressoras. PESQUISADORES SENIORS: Jason Gallas. deslocadores de feixe.

Lock-in. Excimer e He . Elipsõmetro Gaertner L-117. própria). Sistemas (3) de lasers CO2-TEA (fab. própria). Laser Ar CR -3 Coherent. Sistemas de Vá- cuo. filtros. 177 .000. Laser Nd: YAG (lab. Eletro-óptica. espelhos. própria). própria). Lasers He -Ne. Computador CDC 170/750. Evaporadora Varian 3117. Laser de vapor de cobre 10W (fab. Espectrofotbmetro Perkin-Elmer Vis -UV. Instituto de Estudos Avançados. Microcomputador. Oficina de Óptica. Choppers. registradores. Vladimir J. Má- quinas de co rt e e polimento de lentes. Biblioteca. vapores metálicos e Nd. INFRA-ESTRUTURA: Oficina Mecânica. Valor estimado em US$ 500. INFRA-ESTRUTURA: Oficina mecânica. José Nivaldo Hinkel. Equipamentos Eletrônicos va- riados.Ne). Laser Ar CR -18 Coherent. PERIFÉRICOS: Osciloscópios. própria). lentes. corante. Bi- blioteca. Interferb- metro Zygo MKII. Marcos Tadeu T. Detetores. EQUIPAMENTO PRINCIPAL: Espectrofotômetro Perkin-Elmer IV. Box-cars. Projeto e desenvolvimento de sistemas ópticos.000. Monocromadores. Centro Técnico Aeroespacial.PERIFÉRICOS: Mesas ópticas. vácuo. Oficina Eletrônica. própria). Pacheco. LINHAS DE PESQUISA: Desenvolvimento de Lasers gasosos (CO 2 . Espectroscopia molecular. Espectrômetro a diodo -laser IV — médio SP 5000 (Spectra-Physics). suportes ópticos. Divisáo de Lase rs . Laser de vapor de cobre 40W (fab. Trove Airoldi. Processamento de materiais com lasers. Computação. Oficina de Vidraria. Laser CO2-CW 200W (Fab.000. La- sers CO 2 -CW 30W (fab. Alberto Monteiro dos Santos. PESQUISADORES SENIORS: Carlos Schwab. Oficina Eletrônica. Valor total estimado USS 500. Valor estimado US$ 50. Interação laser-plasma.

York (inglaterra) e U. A. S. Mascarenhas (1D). Bilac (1M). L. Mascarenhas (4D) e E. K. U. membranas e macromoléculas): 1. — Soluções de Macromoléculas: Y. 2 SAXS. Berkeley Colle- ge. Suzuky (2M). Farah (1M) e S. — Ciência dos Materiais: A. Intercâmbios: 178 . UNICAMP — Defeitos. P. UFMG. Campos e L. Equipamentos: 1 difratõmetro automático. — SAXS (amorfos. Equipamentos: 1 gerador de anodo rotatório. Craievich (atualmente no CBPF) (2D). — Topografia: C. Caticha Ellis (1M). 5 geradores. Castellano (1D e 3M) (+ 1 mestre em D. no exterior e 5 docentes químicos). Chang (1M). Microssonda Eletrônica. várias câmaras. Intercâmbios: UNESP — Presidente Prudente. Pittsbsurgh (USA). — Superf ície e interfaces: E. Cardoso. Torriani (2D e 1M). Microssonda lônica. I. várias câmaras. C.E. P. U. P. Teoria Dinâmica: S. de La Plata (Argentina). microdensi- tômetro. Torriani (1M). 4 geradores. Filmes Finos. difratômetros de alto e baixo ângu- lo. Pffica da Matria Condensada DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA CRISTALOGRAFIA E CRISTAIS LÍQUIDOS USP — Instituto de Física e Química de Sio Carlos — Cristalografia estrutural: Y.

— Reologia: L. U. refratbmetro. 2 microscópios. Franç. gerador de raios X. E. — Cristais Líquidos Liotrópicos: J. Microeletrõnica). IF USP. UNICAMP. — Apoio Químico: M. T. UFSCatarina — Síntese de Cristais Líquidos: H. Brookhaven Nat Lab. M. Für Physikalishe Chemie (Alemanha). Bittencourt — Amorfos: L. S. Helene Equipamentos: 4 geradores. Amaral e D. Division de Microinutbculas (INIFTA. LURE e Laboratoire des Verres (França). Columbia (USA). A. algumas câma- ras. R. Stojanoff (2M). Helene. difratômetros de cristal duplo e de baixo ângulo. Q. medidas elétricas calorimetria. laboratório de Química do Departamento de Física Experimental. Müller (2M). e microscópios ópticos. Intercâmbios: I FOSC-USP. Equipamentos: Laboratório de Química. Argentina). M. — Estruturas: I. — Transições de fase e dosimetria: S. Vencato. -. UFBA. Amaral (1D) e V. 179 . Jayaraman. Pinto (2M). M. Craievich (2M).R. Liquid Crystal Institute (USA). V. várias câmaras. conoscopia laser. I ntercâmbios: Siltec Silicon Division (USA). colaboração com proje- to Sincrotron /CNPq. medidas de difusão. difratõmetro de policristais. A. I0-UNESP — Araraquara. T. Laboratoire de Physique des Solides-Orsay — EPUSP (Lab. Gallardo (3M). medidas ópticas.Cristais Líquidos Termotrópicos: H. (USA). Intercâmbios: I. La Plata. CBPF — Amorfos. (IFLYSIB. Q. Equipamentos: 2 geradores. J. Figueiredo Neto 11D e 1 M) — Síntese e preparaçáo de Cristais Líquidos: M. IQUSP.' IFUSP — Difraçdo em Cristais Líquidos: L. La Plata. Argentina). Gault (1M). UFSCatarina. CTA — São José dos Campos. Amaral (10) e Aldo Craievich — Óptica de Cristais Líquidos: A. — Semicondutores: L. D. Q. S. reologia. Siedler. IFQSC-USP e UFParaná. Inst de Física de Líquidos eSis. E. Taylor (1M). Fractais e Transições de Fase: A. Biol.

fornos. U FParaná — Óptica de Raios X e Instrumentação: C. José Alberto Portela Bonapae. D. H. M. Hélio Salim de Amorim. Ratajczsk.. 6 estudantes de M). Amorim e M. Hart (Inglaterra).IPEN — Difratometria de neutrons: C. B. — Cristalografia Estrutural: R. U FGoiás — Caracterização de Cristais Naturais: W. F. E. Okuda (+ 4 mes- tres contratados e 1 fazendo doutoramento em São Carlos). Baran. Intercâmbios: H. — Estudo de materiais cerâmicos por análise de perfil de linha: Hélio Salim de Amorim e Manoel Rothier do Amaral. IFQSC-USP e IFUSP. — Teoria Dinâmica: W. Rodrigues (atualmente no IFQSC—USP). UFBahia Transições de fase em halogenetos metálicos: M. Equipamentos: 2 geradores. difratõmetro de pó.S. 2 difratâmetros. Machado e M. UFRJ — Refinamento de estruturas de material cerâmico policristalino: Manoel Rothier do Amaral e Hélio Salim de Amorim. Neto — Topografia de cristais naturais: Z. R. R. 180 . — Estruturas de materiais superiõnicos: Julio Maria Neto. Parente (1D e 2M + 1 mestre contrata- do). Cusatis (+ i Mestre contratado) e A. — Instrumentação de Raios X: M. microscópios. espectrofotõmetro. várias câmaras. do Amaral. R. Equipamentos: 1 gerador de raios X com câmaras. Equipamentos: 1 gerador de anodo rotatório. Y. J. A. (Outras áreas da Física do Estado Sólido: 6 doutores e 11 mestres contrata- dos. Brunye — Clausthal Universitãt (Alemanha). d'Aguiar . difratômetro de duplo cristal (construido no local). G. Becker (do Departamento de Química). I ntercámbios: M. câmaras. W. 2 geradores. Keller (1M). Equipamentos: Difratbmetro de Neutrons com criostato e sistema de controle de temperatu- ra.

Veissemberg e Guinier 1 Câmara de hidrogenação Programas de Análise e tratamento de dados de mocristais e policristais. Nora: D e M = número de estudantes de Dr. Câmaras de processão. INTERCÂMBIOS: Apoio a diversos estudantes e pesquisadores ad UFRJ e outras instituições -- colaboração com profs. 181 . e MSc envolvidos no projeto.EQUIPAMENTOS: 1 difrat$metro de policristais Siemens 1 autodifratametro de mocristais de quatro círculos. Emerico Mattievich e Ney Vermon Vugman.

Mariz. Imperial College.. — início em 1977. 1985 -. IFQSCarlos — USP. da Silva. Ph. —regras de soma na rede cristalina Natanael R. Luciano R. Universidade Federal do Rio Grande do Norte — Departamento de Física. Vidros de spin. 1980 João Medeiros da Silva. CBPF. Oxford. Waterloo. Dr.. Christiano.IFQSCarlos — USP.. 1972. 1985 — transições de fases e fenômenos críticos. Lírica do matéria Condeníado DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA FiSICA ESTATÍSTICA Universidade Federal do Ceará — Departamento de Física Lindberg L.transições de fases e fenômenos críticos. Gonçalves.. Dr. Percolação. Soluções exatas. Ph. Chaba. 1980 Ananias M. N. D. D. CBPF. 1981. Universidade Federal da Paraíba — Departamento de Física A. da Silva.Dr. Boston Univ. 1980 Pedro L. Sistemas desordenados. de Oliveira. Ph. —comportamento crítico (propriedades estáticas e dinâmicas) de sistemas mag- néticos de baixa dimensionalidade. Aplicações de técnicas de grupo de renormalização no espaço real. Dr. Lucena. D. 1977 Newton T. D. IFQSCarlos — USP.. Modelos magnéticos. 1985... Dr. Ph. 182 . — início em 1979.. Liacir S.

—infcio em 1975
— há um pesquisador na área de física matemática, Cesar A. Bonato, com inte-
resse em resultados rigorosos em mecânica estatística.

Universidade Federal de Pernambuco — Departamento de Física

Ivan P. Fittipaidi, Dr., IFUSP, 1973
Marco A. G. de Moura, Dr., IFUSP, 1973
Maurício D. Coutinho Filho, Dr., IFUSP, 1973
Sergio G. Coutinho, Dr., UFPE, 1977
Francisco G. Brady Moreira, Dr., UFPE, 1979
Jairo R. de Almeida, Ph. D. , Birmingham, 1979
Oriel F. de A. Bonfim, Ph. D., Oxford, 1980.
— transições de fases e fenômenos críticos. Vidros de spin e sistemas desordena-
dos. Efeitos não lineares em materiais magnéticos. Semicondutores e metais
magnéticos. Caos em sistemas magnéticos.
—infcio em 1975.
— o grupo experimental, liderado por Sergio M. Rezende, está descrito na sub-
área de magnetismo.

Universidade Federal de Alagoas — Departamento de Física

Enaldo S. de Albuquerque, Ph. D., Essex, 1978
Solange B. Cavalcanti, Ph. D., Queen Elizabeth College, 1984
Uriel M. S. Costa, Dr., CBPF, 1985
Antonio F. Siqueira, Dr., UFPE, 1986.
Robe rto J. V. dos Santos, Dr., UFPE, 1986
—transições de fases e fenômenos críticos. Modelos magnéticos.
— início em 1978.

Universidade Federal da Bahia — Departamento de Física

Roberto F. S. Andrade, Dr. Rer. Nat, Regensburg, 1981
—transições em modelos 'magnéticos. Fenômenos não lineares. Fenômenos fora
do equilíbrio.
—inicio em 1981
—em Salvador também há diversos teóricos na área de magnetismo.

Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas

Constantino Tsallis, Dr., Paris, 1974
Aglaé C. N. Magalhães, Dr., CBPF, 1982
Evaldo M. F. Curado, Dr., CBPF, 1983
— transições de fases e fenômenos críticos. Magnetismo de superfície. Sistemas
caóticos. Fractais. Autómatos celulares. Aplicações à biofísica. Aplicações de
técnicas de grupo de renormalização, Monte Carlo, campo efetivo, expansões dia-
gramáticas e teoria de grafos.
—infcio em 1977
—o grupo conta cám um técnico em computação e vários físicos que colaboram

183

em tempo parcial.
— no CBPF, Affonso A. G. Comes e vários teóricos desenvolvem uma atividade
intensa na érea de magnetismo.
— o trabalho de Paulo M. Bisch, formado em Bruxelas e trabalhando com pr o-
cessos fora do equilíbrio, está sendo descrito na subérea de Biofísica.

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro — Departamento de F ísica

Carlos M. G. F. Chaves, Dr., PUC-RJ, 1973
Raimundo R. dos Santos, Ph. D., Oxford, 1981
Sergio L. A. de Queiroz, Dr., PUC-RJ, 1981
Rosane Riera Freire, Dr., PUC-RJ, 1985
— transições de fases e fenômenos críticos. Sistemas diluídos. Percolação e dilui-
ção correlacionada. Dinâmica crítica. Fractais e modelos de crescimento. Aplica-
ções de métodos de teoria de campos.
Gilson M. Carneiro, Ph. D., Illinois, 1973
—modelos para transições em gases adsorvidos
—inicio em 1974

Universidade Federal Fluminense — Departamento de Física

MGcio Continentino, Ph. D., Imperial, College, 1978
Paulo Murilo C. de Oliveira, Dr., PUC-RJ, 1980
Evandro L. de Mello, Ph. D., Sea tt le, 1983
Claudete E. Cordeiro, Dr. Rer. Nat., Ruhr Univ., 1984
Rita M. Z. dos Santos, Dr., PUC-RJ, 1986
—transições de fases e fenômenos críticos. Vidros de spin. Percolação. Aplicação
de técnicas de grupo de renormelização no espaço real. Modelos para transições
em gases adsorvidos.
— inicio em 1981.

Universidade Federal de Minas Gerais — Departamento de Física

Francisco C. de Si Barreto, Ph. D., Pi tt sburgh, 1971
Nilton P. da Silva, Ph. D., Michigan, 1974
Antonio S. T. Pires, Ph. D., Santa Barbara, 1976
Alencastro V. de Carvalho, Ph. D., Pittsburgh, 1976
Jogo A. Placak, Dr., UFMG, 1984
José R. F. Ferreira, Dr., UFMG, 1986
Maria E. G. Aburachid, Dr., UFMG, 1986
— grupo de renormalização, teorias de campo efetivo e princípios variacionais
aplicados a sistemas de spins. Sistemas diluídos. Dinâmica de sistemas de spins e
excitações não lineares.
—início em 1971
—na UFMG há um grupo de Física Matemática (Ricardo Schor e Michael O'Car-
roll) com interesse em mecânica estatística.

Universidade de Brasilia — Departamento de Física

José D. M. Vienna, Dr., Genebra, 1973

184

— métodos formais da mecânica estatística.
Robe rto Osório, Ph. D., Berkeley, 1982
—transições de fases em ligas e materiais magnéticos.
— início em 1982
— o grupo teórico da UNB agrega outros pesquisadores que estão melhor enqua-
drados nas éreas de Magnetismo, Semicondutores e Física Matemática.

Universidade de São Paulo — Instituto de Física

Silvio R. A. Salinas, Ph. D., Carnegie-Mellon, 1973
Mário J. de Oliveira, Ph. D., Carnegie-Mellon, 1979
Carlos S.O. Yokoi, Dr., IFUSP, 1982
Júrgen F. Stilck, Dr., IFUSP, 1983
— transições de fase em equilíbrio. Modelos magnéticos. Fenômenos críticos e
multicrfticos. Interações competitivas. Sistemas desordenados.
— início em 1974
— o grupo experimental do IFUSP está descrito nos relatórios das subáreas de
Magnetismo e de Baixas Temperaturas. Os pesquisadores que trabalham com re-
sultados rigorosos em mecânica estatística e teoria de campos, .1. F. Perez e W.F.
Wreszinski, estão relacionados na área de Física Matemática.

Universidade Estadual de Campinas — Instituto de Física "Glob Wataghin"

Roberto Luzzi, Dr., Bariloche, 1966
José Gaivão P. Ramos, Dr., IFUSP, 1970
Aurea R. Vasconcellos, Dr., UNICAMP, 1976
Antonio C. Algarte, Dr., UNICAMP, 1983
—mecânica estatística de processos dinâmicos em semicondutores.
Amir Caldeira, Ph. D.. Essex, 1980
Kioko Furuya, Dr., IFUSP, 1981
— dinâmica quântica de subsistemas. Efeitos dissipativos em teorias quânticas.
Modelos exatamente solúveis.
Paulo R. P. Silva, Ph. D., Pi ttsburgh, 1967
Armando F. S. Moreira, Dr., UNICAMP, 1977
José A. Roversi, Dr., UNICAMP, 1985
—transições de fases em modelos de cristais ferroelétricos.
Transições bidimensionais.
— início em 1970

Unive rsidade de São Paulo — Instituto de Física e Química de São Carlos

Roberto L. Lobo e Silva Filho, Ph. D., Purdue, 1967
Oscar Hipólito, Dr., IFQSCarlos—USP, 1973
— sistemas eletrônicos bidimensionais. Simulações numéricas.
Valério Kurak, Dr., PUC-RJ, 1979
Robe rto N. Onody, Dr., IFQSCarlos — USP, 1985
—sistemas exatamente solúveis em redes bidimensionais.
Roland K$berle, Ph. D., Chicago, 1967
José R. Drugovich de Felicio, Dr., IFQSCarlos — USP, 1982

185

— grupo de renormalização fenomenológico. Métodos de escala em sistemas de
tamanho finito. Aplicações da invariância conforme. Cinética das separações de
fases.
Sylvio G. Rosa Jr., Ph. D., Wyoming, 1972
— sistemas clássicos com interações aleatórias. Vidros de spin.
— infcio em 1960
— o grupo teórico de São Carlos inclui também vários pesquisadores cujo traba-
lho está sendo descrito nas áreas de Magnetismo (Luiz N. de Oliveira — metais e
ligas), Semicondutores ou Física Matemática. Em São Carlos há vários físicos
experimentais que realizam trabalhos de interesse para a área de Mecânica Esta-
tística.
Universidade Federal de São Carlos — Depa rtamento de Física

Nelson Studart, Dr., IFOSCarlos-USP, 1979
José P. Rino, Dr., IFQSCarlos-USP, 1983
—sistemas eletrônicos bidimensionais. Dinâmica molecular.
Francisco C. Alcaraz, Dr., IFOSCarlos-USP, 1980
— grupo de renormalização fenomenológico. Métodos de escala em sistemas fini-
tos. Aplicações de invariância conforme fenômenos críticos.

Instituto de Pesquisas Espaciais

Enzo Granato, Ph. D., Brown, 1986
— crescimento epitaxial e super-redes. Modelos frustrados. Redes de junções Jo-
sephson.
— infcio em 1986

Instituto de Estudos Avançados do Centro Técnico Aeroespacial

Carlos E. I. Carneiro, Dr., IFUSP, 1982
—fenômenos multicríticos. Simulações numéricas
—início em 1985

Universidade Federal do Paraná — Departamento de Física

Gilberto M. Kremer, Dr. Rer. Nat., Berlin, 1985
—teoria cinética de fluidos densos.
—início em 1985

Universidade Federal de Senta Catarina — Departamento de Física

Virendra K. Saxena, Ph. D., Banaras Univ.. 1968
Subramania Jayaraman, Ph. D., Maryland. 1972
Vitor H. F. dos Santos, Dr., UFRGS, 1979
Wagner Figueiredo, Dr., I FUSP, 1980
— transições de fases em modelos de cristais líquidos e de materiais antiferro-
magnéticos. Fenômenos de superfície. Aplicações de técnicas de grupo de renor-
malização.
— infcio em 1979

186

— na UFSC há um grupo experimental na área de cristais líquidos.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul — Instituto de Física

Walter K. Theumann, Ph. D., Yeshiva, 1967
Miguel A. Gusmão, Dr., UFRGS, 1982
— transições de fases e fenômenos críticos em matéria condensada. Aplicações de
técnicas de grupo de renormalização e de teoria de campos.
Alba Theumann, Ph. D., New York Univ., 1968
— transições de fases em sistemas desordenados. Localização de Anderson.
Claudio Scherer, Dr., UFRGS, 1971
— fenômenos de não equilíbrio em mecânica estatística.
— início em 1982

Universidade Federal do Rio de Janei ro — Instituto de Física

— a UFRJ possui um grupo experimental ativo na área de Baixas Temperaturas
que tem se dedicado ao estudo do comportamento termodinâmico de gases n o-
bres adsorvidos em substratos de grafite.

187

Tal multiplicida- de não é explicitada nas informações que se seguem. início das atividades: 1985 EQUIPAMENTOS DISPONÍVEIS: Pequenos (tens para Óptica.Gupoemilantçã. Além do mais. Devido a isto ficou difícil decidir quem seriam os principais pesquisa- dores. Gasedlétronmpçsquáticoemndrs. criogenia e medidas elétricas. equipamentos e/ou linhas de pesquisa equivalentes podem existir em mais de um grupo de pesquisa definido na forma convencional. são departamentos. uma vex que tal definição deveria ser feita a nível de departamento. as unidades definidas como grupos com exceção do LME-POLI e LSI-POLI. estruturas semiconduto- res Inicio das atividades: 1983 188 . Pííico do maria Condenrada DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA FÌSICA DE SEMICONDUTORES Para maior concisão. Unidade Federal do Amazonas — Departamento de F fsica LINHAS DE PESQUISA: Fotocondutividade e fotoluminescéncia em GaAs e outros semicondutores ill-V. Universidade Federal do Rio Grande do Norte — Depa rt amento de Física LINHAS DE PESQUISA: Teoria de propriedades eletrônicas de hetero-estruturas. PESQUISADORES COM DOUTORADO: 1 experimental. vácuo. quando se trata de instituições uni- versitárias.

espectrômetros de RPE. Fotoluninescéncia. Inicio das atividades: 1985 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 2 teóricos Universidade de Brasilia — Departamento de F fsica LINHAS DE PESQUISA: Propriedades ópticas de semicondutores III-V e de heteroestruturas GaAs- AIGaAs (experiência e teoria). Universidade Federal de Uberlândia — Departamento de Física LINHAS DE PESQUISA: Estrutura eletrônica de defeitos puntuais em semicondutores (teoria) Início das atividades: 1985 Universidade Federal do Rio de Janei ro — P ro grama de Engenha ri a Metalúrgica e de Materiais (COPPE) 189 . 8 experimentais EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS DISPONIVEIS: Sistema de MBE. espectofotômetro e montagem para fotoacústica. Ressonância parama- gnética eletrônica em semicondutores. Gás de elétrons con- finado em poços quânticos semicondutores (teoria).PESQUISADORES COM DOUTORADO: 2 teóricos Univers idade Federal de Pernambuco — Departamento de F fsica LINHAS DE PESQUISA: Estrutura de defeitos puntuais em semicondutores (teoria). Universidade Federal de Minas Gerais — Departamento de Física LINHAS DE PESQUISA: Produção de jeteroestruturas de GaAs-AIGaAs por MBE. Gás de elétrons confinado em poços quânticos semicondutotes (teoria). I nfcio das atividades: 1984 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 4 teóricos. Estrutura eletrônica de semicondutores (teoria) Inicio das atividades: 1980 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 5 teóricos e 1 experimental EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Laser. Raman ressonante e efeito Hall quantizado em heteroestruturas de GaAs-AIGaAs I laboratórios em fa- se de aquisição) Defeitos puntuais em semicondutores (teoria).

espectrofotômetro.)atividade teórica) Início das atividades: 1976 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 5 teóricos Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro — Departamento de Física LINHAS DE PESQUISA: Caracterização de monocristais e heteroestruturas semicondutoras I II-V por foto- luminescência. 1 experimental EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Laser. sistemas de vácup e criogenia. estrutura eletrônica de amorfos e de sis- temas de baixa dimensionalidade.LINHAS DE PESQUISA: Contactos metal-semicondutor. difusão nesses filmes. Início das atividades: 1975 PESQUISADORES EM DOUTORADO: 190 . Universidade Federal Fluminense — Departamento de F fsica LINHAS DE PESQUISA: Bandas de impurezas e semicondutores.Física Aplicada EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Eséctrõmetros Auger e SIMS. Estrutura de ban- das em smicondutores. Gás de elétrons confinados em poços quânticos. sistema de "sputtering" e de deposição por decomposição em descarga lumines- cente (glow-discharge). super-redes semicondutores. Universidade de São Paulo — Instituto de F bica 1 — Departamento de Materiais e Mecânica LINHAS DE PESQUISA: Estrutura eletrônica de defeitos puntuais em semicondutores. equipamentos para caracterização elétrica de dispositivos. células solares e outros dispositivos de silício amo rfo hidrogenado. Proprie- dades eletrônicas de ligas semicondutoras ternárias (teórica) Início das atividades: 1984 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 2 téoricos. propriedades dielétricas de semicondutores. (ativida- de teórica). se- micondutores magnéticos. In fcio das atividades: 1978 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 1 . catodoluminescência e absorção óptica (experimental). sistemas de deposição de películas por evaporação. filmes semicondutores amorfos.

Ta l s . equipamentos para caracterização de materiais e disposi- tivos. difusão térmica de dopantes. metalização. etc... ali- nhados de fotomáscaras. estudos de silicetos de titânio e cobalto e de suas aplicações em dispositivos. implantação iõni- ca. difratometria de raios-x Inicio das atividades: 1980 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 2 experimentais EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Espectrbmetro de RPE. tiristo- res. po- licristalino e amorfo). filmes diversos (Si3 N a. dispositivos EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Sistema computacional. Laboratório de Microeletrônica LINHAS DE PESQUISA: Materiais — cristais de silício. Dispositivos — MESFEST de GaAs. equipamentos para deposição de filmes. diodos retificadores. fotolitografia. Inicio das atividades: 1967 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 191 . equipamentos para decapagem. Universidade de São Paulo — Departamento de Engenharia de Eletricidade da Es- cola Politécnica. LSI) LINHAS DE PESQUISA: Componentes doscretos e circuitos integrados de MOS (Silício e GaAs). difratômetros de raios-x. reatores para CVD. T iO2 . Início das atividades: 1967 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 12. Universidade de São Paulo — Departamento de Engenharia de Eletricidade da Es- cola Politécnica Laboratório de Sub-Sistemas Integráveis (POLI-USP. Eletrônica em semicondutores. memórias ROM e RAM. fornos para difusão.) O Processos — Oxidação do silício. ligas de silício amo rf o hidrogenado. sensores de posição latitude). equipamentos para fazer fotomáscaras. epitaxia do silício por deposição de fase de vapor iCVD).8 teóricos 2 — Departamento de Física Experimental LINHAS DE PESQUISA: Ressonância Paramagnética. células solares de silício (monocristalino.

equipamentos de criogenia. defeitos em semicondutores. LINHAS DE PESQUISA EXPERIMENTAL: Cristalografia de filmes dinos semiconcudotes. alinhadores para fotolitografia. produção LPE e MOCVD e caracterização (óptica e elétrica) de heteroestruturas semicondutores de GaAs-AIGaAs. reator de MOCVD. su- per-redes semi-magnéticas. equipamentos para testes de células fotovoltáicas e de lasers. produção e caracterização de filmes de semiconduto- res II-VI. alinhadores de foto- mécaras. Inicio das atividades: 1971 EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Equipamentos para produção e caracterização de silicio amorfo hidrogenado. equipamen- tos para decapagem. espectroscopia de impu- rezas em semiconduotes. reatores de LPE. 2 — Departamento de F fsica Aplicada LINHAS DE PESQUISA: Células fotovoltaicas de silicio amorfo hidrogenado (produção de materiais e construção das células) estudos ópticos de filmes semicondutores. 192 . estrutura eletrõnica de heteroestruturas/super-redes. espectrõmetro SIMS. equipamentos para caracterização de materiais e dispositivos. dispositivos EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Sistema computacional.3. fornos para difusão equipamentos para produção de sili- cetos. luminescência em semiconduto- res. Inicio das atividades: 1971 EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Lasers. equi- pamentos para produção de filmes finos. sistemas de decapagem. eletrodeposita- dos (CdSe e outros). fotolitografia micron e sub-micron. desenvolvimento de lasers usando essas estruturas. propriedades dielétricas de semicondutores. InP—InGaAs e InP — InGa ASP. equipamentos para deposição de filmes. espectrofotõmetros. refletividade óptica em super-redes semicondutoras. espectrofotõmetros. lasers de gás. alinhado- res de máscara para fotolitografia. difratõmetros de raios-x. rela- xação ultra-rápida em semicondutores. Equipamento para efeito Hall. sistemas de deposição de filmes e de decapa- gem. semicondutores altamente excitados. Universidade Estadual de Campinas — Instituto de Física 1 — Departamento de F fsica do Estado Sólido e Ciência dos Materiais LINHAS DE PESQUISA TEÓRICA: Tunelaménto ressonante de elétrons em heteroestruturas de GaAs•AIGaAs.

propriedades ele- trônicas de IQWWj "quantum well wires" LINHAS DE PESQUISA EXPERIMENTAL: Crescimento de silício monocristalino. Início das atividades: 1973 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 3 teóricos. interação elétron-fonon superficiais. 2 experimentais EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: fornos para crescimento de cristais. espectrômetros de visível e de infravermelho distan- te. equipamento para efeito Hall. estudo de defeitos em semicondutores e de grafite intercalado por RPE e fotoluminescência. semiconduotres magnéticos. Início das atividades: 1975 EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Lasers de gás e de corante. PESQUISADORES COM DOUTORADO NA UNICAMP: 3 teóricos. espalhamento Raman ressonante em filmes de AIGaAs e heteroestruturas GaAs-AIGaAs. estrutura de bandas em heteroestruturas semicondutoras. Interações elétron-fonons in- terfaciais. espalhamento Raman em nitreto de silício e nitreto de germânio amor- fos. éxitons em poços quânticos bi e unidiemencionais. estrutu- ra eletrônica de semicondutores magnéticos (pesquisa teórica). crescimento de GaAs-AlGaAs por MBE. estudo vibracionais de defeitos de dopagem em semicondutores amorfos. efeito Hall quantizado. Universidade Federal de São Carlos — Departamento de Física LINHAS DE PESQUISA: Gás de elétrons confinados em poços quânticos.3 — Departamento de Eletrônica Quântica LINHAS DE PESQUISA: Caracterização de carbono e oxigénio em silício cristalino por espectroscopia in- fravermelha. In ício das atividades: 1979 193 . caracterização de semicondutores por fotoluminescência e efeito Hall. espectrofotômetro. lasers. sistema de MBE. Universidade de São Paulo — São Carlos — Depa rtamento de Fisica LINHAS DE PESQUISA TEÓRICA: Gás de elétrons em poços quânticos. B dispositivos. Fabricação e ca- racterização de contatos ôhmicos em semicondutores compostos dos grupos I V- I V-V. espectrômetros de RPE e sistemas de criogenia. propriedades dielétricas de heteroestrutu- ras semiconduotras. 18 experimentais. tunela- mento eletrônico em heteroestruturas semicondutores.

interação elétron-fo- non. defeitos profundos.PESQUISADORES COM DOUTORADO: 5 teóricos. desenvol- vimento de células solares de Simono-cristalino para uso espacial. raios-x. difratómetro de duplo eixo. câmaras de Weisemberg e Debge-Scherer. características IxV e CxV. caracterização de cristais (microscopia óptica. característica lxV. 4 experimentais EQUIPAMENTOS: Evaporador. difusão iônica em superfícies. Início das atividades: 1978 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 5 teóricos. Universidade Federal do Rio Grande do Sul -. Universidade Federal do Paraná — Departamento de F fsica LINHAS DE PESQUISA: Estudo de semicondutores por raios•x Inicio das atividades: 1975 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 2 experimentais EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Difratõmetro de pó. 1 experimental EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Sistemas de crescimento de crisais volumétricos Ibridgman Czochralski fase va- por) e epitaxiais (HWE e LPE). propriedades eletrônicas: bandas de impurezas. efeito Hall e densimetria) e de dispositivoslradiometria IV.Instituto de Física LINHAS DE PESQUISA: Implantação de ions em semicondutores Inicio de atividades: 1981 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 2 experimentais EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Implantador de ions 194 . sistemas bidimensionais. Instituto de Pesquisas Espaciais LINHAS DE PESQUISA: Fabricação e caracterização de detetores e lasers de compostos IV-IV. tempo de resposta).

deposição de dielétricos (Si 3 N 4 . laboratório de fotolitografia.Telebrés — Cent ro de Pesquisa e Desenvolvimento LINHAS DE PESQUISA: Materiais — crescimento de heteroestruturas GaAs-AIGaAS. Início de atividades: 1976 PESQUISADORES COM DOUTORADO: 1. e teste de dispositivos. Esta empresa está muito bem equipada. difratõmetro de raios-x. microscópio eletrônico de varredura com catodo- luminescénciá e EBIC. catodolu- minescëncia. Dispositivos — construção de LEDs e lasers. dispositivos EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS: Reatores de LPE e MOCVD. "sputtering" e feixe eletrônico. AI 2 0 2 ) por técnicas de plasma CVD. Itaucom. lasers de gás. com excessão da SID. Difu- são em compostos II I-V. microscópios de IV.CND) 195 . contactos bhmicos. Caracterização de materiais por fotuluminescancia. equipamentos de solda. Heliodinãmica S/A. tem um ótimo corpo técnico e de manutenção (30 técnicos de nível superior só na manutenção) e pretende investir oitenta milhões de dólares nos próximos três anos. Indústrias de Microeletrônica: SID Microeletrânica. efeitos Hall. montage. construção de células solares. difração de raios-x. Elebra. InP-In GaAs e InP- InGeAsP por LPE. fotolitogra- fia úmida e seca. crescimento epitaxial de compostos 111-V por MOCVD. microscopia de trans- missão de IV. Não obtivemos informações detalhadas dessas empresas. espectrofotômetro. caracterização e testes acelerados de vidas. microscopia eletrônica de varredura e EBIC. As três estabeleceram metas de produzir (cada uma) cem milhões de circui- tos integrados MOS de silício a partir de 1990. Essas indústrias surgiram nos últimos três anos e estão empreendendo importan- tes esforços na produção de dispositivos eletrônicos discretos e circuitos integra- dos. LINHAS DE PESQUISA: Produção e caracterização de silício poli e mocristalino. Projeto Laser (Telebrás -.

que com dois técnicos e a colaboração Gerhard Salinger. Ligas e Isolantes. Missel José Manuel de V. que utilizam baixas temperaturas são: a) Transições de fase magnéticas e fenômenos críticos Nei F. Os principais equipamentos existentes são: Liquefatores de nitrogénio (2) 196 . Oliveira Jr. com a montagem e coloca- ção em funcionamento de dois liquefatores de nitrogénio e um de hélio. Rechemberg Angelo Piccini c) Propriedades de Materiais Amorfos (magnéticos e supercondutores) Frank P. Bezerra Armando Paduan Filho b) Espectroscopia Miissbauer Hercilio R.construiu o primeiro criostato que foi utilizado pa- ra medidas de suscetibilidades magnéticas de sais paramagnéticos de terras raras. O pri- meiro responsável pelo laboratório foi Carlos Ouadros. As linhas de pesquisas existentes com os principais pesquisadores envolvi- dos. Carlos C. Martins Hercilio R. Informações adicionais dessas linhas podem ser encontradas no levanta- mento da Area de Magnetismo de Metais. Píica do maria Condenoda DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA BAIXAS TEMPERATURAS E SUPERCONDUTIVIDADE Universidade de São Paulo — Instituto de Física — Laboratório de Estado Sólido A implantação do laboratório se deu em 1961. Rechemberg d) Magnetometria (dispositivos magnetométricos a partir de filmes finos} Nei F. Oliveira Jr.

por Sergio Mascarenhas. B. Rossi b) Ressonância Magnética Nuclear Alberto Passos Guimarães c) Espectroscopia Miissbauer Jacques Da non Rosa B. que utilizam baixas temperaturas. Ligas e Isolantes respectivamente. As linhas e) e f) são características da subárea de Baixas Temperatures Os principais equipamentos são: Liquefatores de nitrogênio (2) Liquefatores de hélio (2) Sistema de recuperação de hélio Bobinas Supercondutoras (2) Universidade de São Paulo — Instituto de Física e Química de São Carlos — Departamento de Física e Ciência dos Materiais Em São Carlos trabalhos com líquidos criogénicos foram iniciados por vol- ta de 1968. com o objetivo da utilização dos líquidos criogê- nicos em experiências de Espectroscopia Mõssbauare Ressonância Paramagnética Eletrônica. As linhas de pesquisas existentes com os principais pesquisadores envolvi- dos. são: a) Ressonância Paramagnética Eletrônica George Bemski Eliane Waynberg Alexandre M. b) e d) podem ser encontradas nos levantamentos das Areas de Ressonância Magnética e Magnetismo de Metais. utilizados em técnicas de medidas de corren- 197 . Saitovich 1) Propriedades de Transporte e Magnetometria Ro ia Franco da Cunha Informações adicionais sobre as linhas a). Scorzelli Isabel de Souza Azevedo d) Correlações Angulares Pertubadas Henrique Saitovitch e) Espectroscopia Mõssbauer de Sistemas Amo rfos — SIMGI (Sistemas isolados em matrizes de gás inerte) Elisa M. O liquefator de hélio foi adquirido somente em 1967. Liquefatores de hélio (2) Sistema de recuperação de hélio Refrigerador de diluição ( 3 He + 4 He) Bobinas supercondutoras (7) Eletrofmas de ferro (2) "Melt Spinners" (2) Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas -.Laboratório de Criogenia A criação do Laboratório de Criogenia do CBPF foi iniciada em 1964 con' a instalação de um liquefator de nitrogênio e foi realizada por Jacques Danon e Ramiro de Porto Alegre Muniz.

são: a) Ressonância Magnética e Magneto Optica Horácio Carlos Panepucci Rene Ayres Carvalho Maria Cristina Terrile José Pedro Donoso Gonzales Cláudio José Magon Nicolau Beckman b) Optica Jarbas Caiado de Castro Neto Sergio Carlos Zilio Antonio Ricardo Drõher Rodrigues Vanderlei Salvador Bagnato Máximo Sui-Li Tomaz Catunda Luiz Antonio de Oliveira Nunes c) Espectroscopia Optica Michel Andre Aegerter Heitor Cury Basso Informações adicionais sobre essas linhas a). As linhas de pesquisas existentes com os principais pesquisadores envolvi- dos. Outro lique- fator foi adquirido em 1985. quando foi instalado e entrou em operação o liquefator de nitrogênio ad- quirido com recursos da Fundação Rockefeller. que foi desativado em 1980.te de despolarização termoestimulada e espectroscopia. que utilizam baixas temperaturas. Universidade Fim . O liquefator de hélio adquirido em 1971 com recursos do BID só foi instalado em 1976. As linhas de pesquisa que utilizam baixas temperaturas são: a) Ressonância Magnética (7 pesquisadores) b) Espectroscopia Mi ssbauer (4 pesquisadores) c} Optics (4 pesquisadores) d) Física de Metais (1 pesquisador) e) Correlação Angular 198 . Em 1972 foi instalado o primeiro liquefator de hélio (Phillips). b) e c} podem ser encontra- das nos levantamentos das Areas de Ressonância Magnética e Optica respecti- vamente. semelhante aos demais do país e instalado em 1986.-al de Minas Gerais — Departamento de Física As atividades de pesquisa utilizando nitrogénio líquido foram iniciadas em 1967. Os"principais equipamentos existentes são: Liquefatores de nitrogênio (2) diquefatores de hélio Sistema de recuperação de hélio Purificação de hélio.

que utilizam baixas temperaturas. único doutor na época. Araújo Informações adicionais soare as linhas a) e b) podem ser'encontradas no le- vantamento da Area de Magnetismo de Metais. sob a liderança de Sergio M. visando maximi- zar as chances de sucesso do projeto em local sem qualquer tradição científica. Mauricio D. Ferreira c} Ressonância Magnética Nuclear em Isolantes Magnéticos Mario Engelsberg José Albino Aguiar d) Óptica Não-Linear em Sólidos Cid B. Os principais equipamentos existentes são: Liquefator de nitrogénio Liquefator de hélio Sistema de recuperação de hélio Bobina supercondutora Universidade Federal do Rio Grande do Sul — Instituto de Física O inicio das atividades em Baixas temperaturas. As linhas de pesquisas existentes com os principais pesquisadores envolvi- dos. que utilizam baixas temperaturas. Ligas Isolantes e as c) e d} nas Areas de Ressonância Magnética e Óptica respectivamente. concentraram esforços na area de Magnetismo. Cid B. Rezende b) Magnetismo em Semicondutores Magnéticos Sergio M. são: a) Espectroscopia Mõ'ssbauer Adalbe rt o Vasquez João Batista Marimon da Cunha 199 . são: a) Excitações Elementares e Fenômenos Físicos em Isolantes Magnéticos Sergio M. As linhas de pesquisas existentes com os principais pesquisadores envolvi- dos. G. Rezende. (3 pesquisadores} Os principais equipamentos existentes são: Liquefator de nitrogénio Liquefator de hélio Sistema de recuperação de hélio Universidade Federal de Pernambuco — Departamento de Física Em 1971 foram iniciados os trabalhos de pesquisa dentro de um programa organizado para implantar atividades de pesquisa no recém-criado Departamento de Física. Marco A. Em 1973 foi instalado e colocado em operação um liquefator de hélio. Zawis- lak. Rios Leite que. foi em 1972 por John Rogers e Fernando C. utilizadas na unidade de refrigeração a hélio gasoso. Fittipaldi. A criação do grupo resultou da iniciativa de cinco pesquisadores. de Araújo e José R. Coutinho Filho. de Moura. Ivon P. Rezende ' Mauricio Coutinho Filho José Marcilio C.

da Costa Jr. Domingues 200 . Livio Amaral José irineu Kunrath Moacir I. Ligas e Isolantes. b) Propriedades de Transporte (resistividadel Mario Norberto Baibich Delmar Estevam Brandão Julio Vitor Kunzler Paulo Schaf Wido Herwig Schreiner Informações adicionais sobre a linha a) podem ser encontradas no levanta- mento da Area de Magnetismo de Metais. instalan- do-se em 1974 os liquefatores de nitrogénio e hélio com a participação ativa de Erich Meyer.) Erich Meyer e) Magnetismo em Ferritas Fernando de S.hélio Sistema de recuperação de hélio Bobina supercondutora Universidade Federal do Riá de Janei ro — Instituto de Física As atividades em Baixas Temperaturas toram iniciadas em 1973 por Euge- nio Lerner. Novak Fortine Hanono b) Sistemas Magnéticos Desordenados e de Baixa Dimensionalidade Miguel A. Novak Raul E. Rapp Eugenio Lerner c) Propriedades Magnéticas de Sistemas de Terras Raras (Teórico) Laercio Cabral Lopes d) Metaestabilidade Estrutural e Supercondutividade (Exp. As linhas de pesquisas existentes com os principais pesquisadores envolvi- dos. Os principais equipamentos existentes são: Liquefator de nitrogénio Liquefator de. Domingues f) Sistemas com Baixa Dimensional idade Magnética Paulo Henrique P. Domingues Julio Maria Neto g) Magnetismo de Materiais Amorfos Isolantes Paulo Henrique P. com a implantação do Laboratório de Baixas Temperaturas. Chaves Miguel A. são: a) Transições de Fase de Sistemas Abso rv idos Eugenio Lerner Raul E. Rapp Francisco Artur B. que utilizam baixas temperaturas. e 1 eor. Barros Julio Maria Neto Paulo Henrique P.

Os principais equipamentos existentes são: Sistema de recuperação e purificação de hélio Magnetômetro Supercondutor Magnetocardiógrafo 201 . por Paulo Costa Ribeiro. com a colaboração do Instituto de Física da UFRJ. Ligas e Isolantes respectivamente. Louro d) Desenvolvimento de Transformadores de F luxo Paulo Costa Ribeiro Jean Pierre V. Julio Maria Neto h) Espectroscopia Óptica Fernando de S. As linhas de pesquisas com os principais pesquisadores envolvidos são: dos são: a) Propriedades Ópticas e Elásticas de Cristais e Filmes de Materiais Ibnicos — Moleculares Luiz Carlos Scavarda Jean Pierre V. Wanderley Louro cl Biomagnetismo Paulo Costa Ribeiro Sônia R. Ligas e Isolantes e os das linhas h) e i) nas areas de Optica e Ressonância Magnética respectivamente. W. f) e g) podem ser encon- tradas no levantamento da área de Magnetismo de Metais. Pinhal Informações adicionais sobre as linhas b). c). der Weid b) Biofísica Molecular Sônia R. Barros Teocrito Abritta i} Ressonância Paramagnética Eletrônica Ney Vernon Vugman Nelson M. e). com a instalação de um sistema de recuperação de hélio e a orga- nização de uma infra-estrutura de apoio para a obtenção de hélio líquido. der Weid Informações adicionais sobre a linha a) podem ser obtidas no levantamento da Area de Óptica e sobre as linhas b) e cl no das Areas de Biofísica e Magnetis- mo de Metais. Os principais equipamentos existentes são: Liquefatores de nitrogénio 12) Liquefator de hélio Sistema de recuperação de hélio Aparelho de Raio X Bobina supercondutora "Melt Spinner" Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro — Departamento de Física As atividades em Baixas Temperatures foram iniciadas em 1973.

por via terrestre. cujo grupo já vem trabalhando nesta área desde 1974. por Daltro G.Universidade Feral do Ceará — Instituto de Física As atividades de pesquisa em Baixas Temperaturas foram iniciadas no inicio da década de 80. Pinatti. é liquefeito na UFPE e transpor- tado em botijões de 100 litros para Fo rt aleza. Fundação de Tecnologia Industrial — Divisão de Materiais Refratários No momento está se implantando um laboratório de Baixas Temperaturas e Supercondutividade. 0 gás hélio é transportado em cilindros para Recife. com pesquisas desenvolvidas na UNICAMP. As principais linhas de pesquisa são: a) Cabos Supercondutores de NbTi e Nb3Sn b) Magnetos Supercondutores Os principais equipamentos que estão sendo implantados: Central Criogénica com capacidade para 240 I/h Estação de altos campos magnéticos composta de dois magnetos de Nb 3 Sn dosados com Ti. Foi instalado um sistema de recuperação de hélio que está liga- do aos laboratórios de espalhamento de luz e espectroscopia Miissbauer. 202 .

Transições de Fase. Piccini Magnetismo — J. Bezerra. . Martins Materiais Magnéticos — Estudantes: 4 de doutoramento e 10 de mestrado. Sis- tem as Desordenados Ver também Mecânica Estatística — Estudantes: 1 de doutorado e 1 de mestrado 203 . Armando Paduan Filho e Carlos H. M. Whestphal Magnetismo. Fenômenos Críticos. Pírica da matria Condenfada • DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA MAGNETISMO Universidade de São Paulo — Instituto de Física Laboratório de Baixas Temperaturas e Altos Campos Magnéticos Experimentais: — Nei F. Carlos Yokoi e Mario J. V. de Oliveira Jr. Fenômenos Críticos e Multicriticos. Fenômenos Críticos. Transições de Fase. Filmes Magnéticos — Franck Missal Materiais Magnéticos Cristalinos e Amo rf os — Carlos C. Teóricos: — Sonia F rota Pessoa Estrutura Eletrônica — Silvio R. de Oliveira Transições de Fase em Equilíbrio. Hercilio R. Rechenberg Magnetismo em Ligas Metálicas — A. Salinas.

Instituto de Física e Química de São Carlos . P. Alves e A. ReikoTurtelli Materiais Ferro-Magnéticos Amo rfos Ver também Baixas Temperaturas . Barata NMR em Sistemas com Terras Raras (em colaboração com A. Luiz Nunes de Oliveira Ligas Magnéticas Diluídas .Universidade Estadual de Campinas . C. Mario Foglio Valência Intermediária (propriedades magnéticas) . ENDOR) RPE em Metais e Ligas Ver também ressonância magnética . Nuclear e Magnetização em Compos- tos Metálicos (análise de sementes e compostos intercalados) Ver também ressonância magnética . Guilherme Cabrera Magnetismo de Metais e Ligas .Instituto de Física "Gleb Wataghin" . Carlos Rettori Ressonância Paramagnética Eletrônica. Universidade de São Paulo . Carlos Larica Mossbauer em Solos . 2 doutorandos Universidade Federal de Santa Catarina . Guimarães CBPF) .Wagner Figueiredo Magnons em Superfícies Ver também Mecânica Estatística Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas Experimentais: 204 . Edson Zacarias da Silva Estrutura Eletrônica de Compostos Metálicos e Ligas Magnéticas Universidade Federal do Espírito Santo . José Suassuna Filho Hidretos Metálicos Ver também ressonância magnética . Evaristo Nunes Filho Medidas de Susceptibilidade em Sistemas de Terras Raras e Solos. Klinger M. Gaston Barberis Defeitos Pontuais em Semicondutores (RPE.

Actinldeos e Metais de Transição. E. B.— A. B. Silvia Selzer Propriedades Magnéticas de Superfícies Efeitos de Potenciais Supe rf iciais Arbitrários sobre as Excitações Localizadas e de Volume Magnetização Superficial em Metais Ferromagnéticos Magnetismo de Superfície em Sistemas com Spins Localizados Propriedades Magnéticas de Interfaces Universidade Federal do Rio de Janeiro — Instituto de Física 205 . A. de Menezes. M. Supercondutividade. D. J. de Souza Ligas de Heusler Estudadas por Correlação Angular Universidade Federal Fluminense — Mucio A. Continentino Resistividade Elétrica de Metais com Mataestabilidade Magnética e Estrutu- ral Metaestabilidade em Antiferromagnetos Desordenados Relaxação Estrutural e Magnética em Vidros Magnéticos — Enrique Anda Estudo da inter-relação da Correlação Eletrônica Local e da Desordem em Sistemas Unidimensionais Transição Metal-Isolante e Propriedades Magnéticas de Sistemas com Corre- lação Eletrônica Local Transição de Valência em Sólidos — Roberto Bechara Muniz. José d'Albuquerque e Castro Ondas de Spin em Ligas Binárias Metálicas Ondas de Spin no Ferro Propriedades Magnéticas de Intermetálicos de Metais de Transição e Acti- nídeos — Norberto Majlis. A. L. S. A. da Silva. Universidade Federal de São Carlos — Maristela O. J. X. Sylvio D. de Souza. O. Propriedades Magnéticas e Estrutura Eletrônica de Sistemas Metálicos e In- termetálicos de Terra Rara. Saito- vitch. Valência Inter- mediária. F. Saitovitch. Passos Guimarães. H. Azevedo. Iro- per. Danon NMR em Sistemas Intermetálicos de Terras Raras Ver também ressonãncia magnética Propriedades de Transporte e Magnetometria em Sistemas Fases de Laves Correlação Angular Efeito Mdssbauer em Ligas Fe Ni Sistemas Amorfos Mn Sn: Estudos por Efeito Mdssbauer Teóricos: • — A. R. Cunha. Heiman. I. Taft. T. C. Scorzelli. Gomes.

Mansur. Paulo Domingues. Diagrama de fase e estruturas triangulares. Maurício D. Rezende. 1. Galvão da Silva. Helio Salim de Amorim e Manoel Rothier de Amaral Jr. A. Alcazar Propriedades eletrônicas e estruturais de ligas metálicas — E. M. Bonfim. Ferritas a) Estudo de ordem magnética de curto alcance nas faces cristalográficas de ordem e desordem b) Continuação dos estudos das propriedades magnéticas de ferritas de fltio diluídaspor gálio. Eugenio Lerner: estudos de sistemas magnéticos desor- denados e de baixa dimensionalidade (2 dimensôes) Universidade Federal de Minas Gerais — E. Ver também Baixas Temperaturas Origens do magnetismo intinerante e propriedades magnéticas de metais — Mário Engelsberg. já iniciado. 3. José Albino de Aguiar Ressonância Magnética Ver também Ressonância 206 . Ferreira Ver também Mecânica Estatística Fenômenos dinâmicos não lineares em ferromagnetos Espalhamento de luz em isolantes magnéticos — Experimental Propriedades magnéticas.Rapp. Novak. fenômenos críticos e transições de fase em siste- mas magnéticos — Experimental e teórico — Excitação elementares e magnetismo de semicondutores magnéticos-Experi- mental e teórico. cl Continuação do estudo de aglomerados magnéticos de ferro em aluminatos e gaiatos de lítio. Propriedades Magnéticas de Sistemas de Terra Rara com valência interme- diária Laércio Cabral Lopes 5. Coutinho Filho. P. Sistemas com baixa dimensionalidade magnética Trata-se de proposta para estudo de sulfeto de bário e ferro. G. O primeiro es- tágio. determinação dos diagramas de fase para formação dos compostos Ba Fe2S4 e Ba Fe2 S 3 . A. Julio Maria Neto. Osiel de A.— Fernando de Souza Barros. José Marcílio C. Galvão da Silva Propriedades físicas de minerais e solos — E. Gplvão da Silva Aplicação de elétrons de conversão MUssbauer ao estudo de películas delga- das — Estudantes: 3 Universidade Federal de Pernambuco — Sergio M. R. Caracterização da ordem local por Raios-X — Paulo Domingues e Julio Maria Neto 2. R. Magnetismo de materiais amorfos isolantes A proposta inicial consiste no exame dos compostos Mg 3 Fez 06 e Zn3 Fe2 06 4.

Oxidação interna. L. Kunzler. J. P. R. Livi Ligas de Heusler. Behar. FeSi e FeC I. Baibich. M. Kunrath e F. M. 2) Propriedades de Transporte D. Ligas de Heusler. H.Universidade Federal do Rio Grande do Sul 1) Estudos através de Espectroscopia Mbssbauer A. J. vidros de spin e desordem por implan- tação 3) Implantação em metais. Behar M. mecanismos de magnetização F. Pureur. Baumvol. Zawislak Hidretos. Zawislak. 4) Magnetização de ligas FeSi F. B. ligas de Fe. M. P. filmes finos observados por Espectros- copia Mossbauer. Amorfos (FeNi)B 20 . Cunha. W. J. P. Schreiner. Dionfsio e F. Costa. NiFe. J. Sn. Livi e J. Brandão. amo rf os (FeNi1B20. Intermetálicos Leves. Schmidt 5) Ruídos magnéticos. ligas e aços. Vasquez. Ordem-desordem em Pd 3 Fe. Livi 207 . Minerais. N. M. P. Schaf. I. Amaral.

Muniz. 1971) Eliane Wajnberg (Experimental. Alberto P. Doutor. 1973) LINHAS DE PESQUISAS: Interações Hiperfinas e Ouadrupolares em Sistemas Metálicos Contendo Ter- ras Raras. Mestre. Universidade da Califórnia (apo- sentado). Doutor. Guimarães) Biofísica. principalmente estudo de Proteínas de Heme (RPE) (George Bemski. 1966). Alexandre Rossi) Defeitos em Sólidos (RPE) (Ramiro P. 1984) Gerard Poupeau (Experimental. Mestre. A. 1975). da Silva (Teórico. Ingla- terra. Guimarães (Experimental. Universidade de Manchester. Ximenes A. Muniz (Experimental. Universidade de Córdoba. Universidade da Califórnia Berkeley. Alexandre Rossi (Experimental. 1974). Doutor. Doutor. Doutor. Pfrica do Motria Condeníada DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas Inicio das Atividades: (1962) PRINCIPAIS PESQUISADORES: George Bemski (Experimental. 1953). PUC-RJ. Estrutura Magnética de Compostos Intermetálicos. George Bemski) Datação Geofísica (RPE) (Gerard Poupeau) 208 . CBPF. Universidade de Paris. A. Ramiro P. CBPF. Argentina. Ligas de Heusler (RMN) (Alberto P. Jorge Heiman (Teórico. Eliane Wajnberg. Doutor.

Ribeiro Fernandes) (RPE) EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: Espectrômetro RPE Varian E 112 (1971). Universidade de Cuyo. Doutor. Universidade de São Paulo — Instituto de Física e Química de São Carlos Departamento de Física e Ciência dos Ma te riais Inicio das Atividades: 1971 PRINCIPAIS PESQUISADORES: Horácio Carlos Panepucci (Experimental. Magon. Mestre. 1985). Doutor. Carvalho. 1971) Antonio Alberto Ribeiro Fernandes (Experimental. LINHAS DE PESQUISAS: Imagens e Espectroscopia "in vivo" (Horácio Carlos Panepucci)' Isolantes Magnéticos (Claudio J. Horácio Carlos Panepucci) 209 . Oficinas de Apoio (quase inexistentes). Biblioteca com acervo bem atualizado.9 11970) Espectrômetro RMN Bruker SXP 15-100 MHz) (1980) Hélio líquido e Nitrogênio liquido. 1982) LINHAS DE PESQUISAS: Estudo da Cristalização de Vidros Metálicos (RPE) (Ronaldo Sergio de Biasi. Argentina. UNICAMP. Maria Cristina Ter- rile) Condutores lônicos (José P. 1977) José Pedro Donoso Gonzalez (Experimental. EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: Espectrômetro RPE Varian V . Ximenes A. Antonio Alberto Ribeiro Fernandes) Estudo da Lixiviação dos Ortofosfatos de Lantânio e Cério (Ronaldo Sergio de Biasi) Investigação de Centros de V 2+ em MgO produzidos por Radiação lonizante (Ronaldo Sergio de Biasi e Antonio A. 1976).IME. Doutor. Universi ty of Washington. Nitrogênio Líquido. Doutor. IFQSC/USP. Doutor.4502 (1962) Espectrômetro RPE Varian E . Biblioteca razoável. mas com acervo desatualizado. Renê A. Doutor. CBPF. 1982) Claudio José Magon (Experimental. IFQSC/USP. Donoso Gorzalez. Oficina Mecânica e Eletrônica. da Silva). Instituto Militar de Engenharia Início das Atividades: 1971 PRINCIPAIS PESQUISADORES: Ronaldo Sergio de Biasi (Experimental. 1971) Maria Cristina Terrile (Experimental.Ressonância Magnética e Relaxação na Física da Matéria Condensada (Teoria) (Jorge Heiman. Rend Ayres Carvalho (Experimental.

LINHAS DE PESQUISAS: Transições de Fase Estruturais (principalmente materiais ferroelétricos) (R. USP.) Ressonância Paramagnética Eletrônica (Ricardo F. Sampaio (Experimental. Centro de Computação em fase de organização. Gaz- 210 . Oficina Mecânica. Doutor — Universidade de She ff ield.Universidade de Sheffield. 1986) Maria S. Biblioteca com acervo atualizado. Doutor — Universidade de Southern Cali- fórnia USA. Bufáiçal) Ressonância Ferromagnética (Fernando Pelegrini). Doutor-Universidade de Columbina USA. 1984) LINHAS DE PESQUISAS: Ressonância Magnética Nuclear (Waldemar Wolney Fo. 1977). A instalação de um laboratório de RMN e RPE está prevista para 1987. Dantas (Experimental. Inglaterra. Mestre. UFMG.EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: Magneto Varian 12" Magneto Varian 9" Magneto Supercondutor (0-60 Kgauss) Magneto Supercondutor (0-20 Kgauss) para espectroscopia "in vivo" Espectrâmetros RPE (Banda X e Q) Espectrimetro de RMN pulsado e CW Hélio líquido e Nitrogénio líquido. 1980) Ricardo Freua Bufáiçal (Experimental. Oficinas eletrônica e mecânica parcialmente equipadas. Ingla- terra. Doutor -. 1964) Geraido Mathias Ribeiro (Experimental. UFMG. Inglaterra. 1982) Fernando Pelegrini (Experimental. Universidade Federal de Goiás Início das Atividades: (0 inicio das atividades de pesquisa está p revisto para 1987) PRINCIPAIS PESQUISADORES: Waldemar Wolney Filho (Experimental. Central de Computação. 1972) Alaor Silveira Chaves (Experimental. Doutor. 1973) Jose F. Doutor. Biblioteca em fase de organização. Unive rs idade Federal de Minas Gerais Início das Atividades: 1966 PRINCIPAIS PESQUISADORES: Ramayana Gazzinelli (Experimental. Doutor — Universidade de She ff ield. EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: As características do grupo são bastante insólitas já que conta com três doutores em Física Experimental sem nenhum equipamento. Oficina de óptica. Oficina Eletrônica.

zinelli. EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: Eletrofma de 7" (construção própria) Eletrofma de 9" (sem fonte) (Doação) Equipamento Eletrônico para RMN CW Oficina de Criogenia com sistema de recuperação de gás Hélio a ser liquefeito no IFQSC/USP. Sergio ''Pizani). Rezende (Experimental. Universidade Federal de Pernambuco Início das Atividades: 1971 PRINCIPAIS PESQUISADORES: Sergio M. Universidade Federal de São Carlos Início das Atividades: 1982 PRINCIPAIS PESQUISADORES: Pauto Sergio Pizani (Experimental. 1986) Fernando Sampaio Moraes (Experimental. G. Ribeiro. A. Transições de Fase Incomensuráveis (R. Oficina Mecânica. Biblioteca com a ce rvo atualizado. Doutor-USP. Oficina Eletrônica precariamente equipada. Bi- blioteca com acervo insuficiente. ou desatualizado. Dantas) EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: Espectrômetro RPE 9 GHz Espectrômetro RPE 35 GHz Espectrômetro RPE/ENDOR 9 GHz Hélio líquido e Nitrogênio Ifquido. Coutinho Fo. 1985) 211 . J. Ribeiro. Elétricas e Opticas em Aluminosilicatos (Centros de Cor) e em família de Fosfatos de Terras Raras (Aderbal C. 1971) Mauricio D. Sistema para medidas de constante Dielétrica. de Oliveira. LIN HAS DE PESQUISAS: Propriedades Magnéticas. 1983) Aderbal Carlos de Oliveira (Experimental. M. (Teórico. M. S. Chaves. Ferreira (Experimental. Fonte de Raios X (90 KV. Oficina Eletrônica. 1973) Marcilio C. S. M. USA 1967) Mario Engelsberg (Experimental. F. 1982). Raios X. Oficina de Vidro. Doutor_Universidade da Califórnia. Sistema de Ilu- minação de Alta-Potência. Santa Barbara. Albino O. porém as fontes dos eletrofmas estio em forma precária. 15mA). Doutor-MIT. Todo o equipamento está em funcionamento. Oficina Mecânica. C. A. Gazzinelli. Doutor. de Aguiar (Experimental. G. Machado da Silva). Doutor-UFPE. Doutor-Washington University USA. microcomputadores (dois). Duutor•UFPE. Chaves. I-FOSC/USP. Sampaio. J. S. USA. Doutor-Oxford University Inglaterra. 1985) J.

Silício Amorfo (RPE). computador. Vugman) Interação de ions metálicos (V = '. e Sergio Rezende) Sistemas magnéticos desordenados. EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: Espectrómetro RPE Bruker Mod. Ney V. Mn'`'. Mangrich (Experimental. ER-420 (1979) com acessórios para controle de temperatura. Mestre-IF•UF RJ. Vidros (RMN) (Mario Engelsberg) Geração de Imagens por RMN (Mario Engelsberg) Polímeros e Condutores Orgânicos.80 Kgauss) Magnetos 4" (dois) Espectrômetros RMN pulsados (dois) Espectrômetros RMN onda continua Equipamentos e dispositivos de Microondas (várias freqüências) Hélio líquido e Nitrogênio líquido. Suely Reis Nogueira) (RPE) Matéria Orgânica Sedimentar. Vugman). Nitrogénio líquido. Biblioteca com acervo atualiza- do. (Fernando Sampaio Moraes) EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: Magneto Varian 12" Magneto Varian 9" Magneto Supercondutor (0. propriedades de arenitos e xistos betuminosos (RPE) (João José F. 212 . Hélio liquido. Ferreira. Mauricio D. da Silva (Teoria. Mario Engelsberg) Sistemas amo rf os. cavidade de transmissão óptica. Pinhal (Experimental. de Souza (Experimental. Raios-X. Pinhal. Vugman. Universidade Federal do Rio de Janeiro Início das Atividades: 1978 PRINCIPAIS PESQUISADORES: Ney Vernon Vugman (Experimental. F. Mestre-IF-UFRJ. célula eletrolitica para RPE. Fe 3 *. Cu"I com ácidos húmicos de turfas e ca rv ões brasileiros e com zeolitos utilizados como catalizadores de cra- queamento de óleos pesados (Antonio S. Ney V. Oficinas Mecânica e Eletrônica. 1983) Suely Reis N. 1977) João J. Excitações elementares e Magnetismo de Semicondutores Magnéticos (RFM) (Marc'lio C. Mangrich. Oficinas de apoio. Centro de Computação. Raios-X e Preparação de amostras.LINHAS DE PESQUISAS: Fenômenos Magnéticos não lineares em Ferromagnetos (RFM) (Sergio Rezende). Ney V. Mestre-IF-UFRJ. Doutor-CBPF. Percolação (RMN) (J. 1983) LINHAS DE PESQUISAS: Novos complexos de metais de transição em redes de halogenetos alcalinos submetidos a danos de radiação (Nelson M. 1973) Antonio S. 1976) Nelson M. Albino O. Coutinho Fo. de Aguiar. de Souza. Doutor-10•UFRJ.

fluorbo- ratos. USP. EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: Espectrômetro de RPE Espectrômetro de RMN Susceptibilidade SQUID (com defeito) Analisador por RMN Laboratório de Química. Doutor. Doutor — Universidade de Buenos Aires. Sadao Isotani) Centros de cor em gemas naturais do Brasil (Walter Pontuschka. Sartorelli (Experimental. USP. Oficinas elétrica e mecânica. percloratos. Gandra (Experimental. Estudos dos Isomorfos de Zinco dos sais acima citados. Universidade Estadual de Campinas — Instituto de Física "Gleb Wataghin" Início das Atividades11975) PRINCIPAIS PESQUISADORES: Carlos Rettori (Experimental. Unicamp. Estudos de sais hidratados de Níquel e Manganês como ferrosilicatos. Doutor. José C.Universidade de Buenos Aires. Hélio líquido e Nitrogénio líquido. 1971) Gaston Barberis (Experimental. Hidretos Metálicos. 1971) LINHAS DE PESQUISAS: Estudo de estados de defeitos em vidros óxidos (isolantes) e calcogenetos (semi- condutores) (Walter Pontuschka. Doutor.Espectrômetro Mdssbauer. Pontuschka (Experimental. Isotani) Cinética de crescimento e decaimento de centros paramagnéticos induzidos por radiação (Walter Pontuschka.-. José A. Argen- tina. 1981) LINHAS DE PESQUISAS: RPE e Susceptibilidade Magnefice em Grafites Intercalados. Doutor. Ochi). Unicamp. Reatores para preparação de amostras. S. Sartorelli. G. Ligas Metálicas. Doutor. Mestre -USP. 1975) José Suassuna Filho (Experimental. S. melhoramento Genéti- co de Sementes Oleaginosas. Defeitos Pontuais em Semicondutores. 19791 Sadao Isotani (Experimental. Isotani). cloretos etc. Universidade de São Paulo. com diluição de níquel 213 . Argen- tina. 1975) José C. 1982) José Alberto Ochi (Experimental. Departamento de Física Experimental In ício das Atividades: 1979 PRINCIPAIS PESQUISADORES: Walter Sano (Experimental. USP. Oficinas de apoio técnico (pre- cárias) Biblioteca (relativamente Hesatualizada). 1977) Walter M. Doutor. Doutor -USP. 1979) Flavio C. (Walter Sano.

José C. José A. Está sendo concluído um espectrbmetro RQN pulsado (Walter Pontuschka) Outras técnicas utilizadas (principalmente em outros laboratórios): Abosrção óptica. 214 .e manganês (Walter Sano. mas atual- mente seu acervo está sendo atualizado. Infravermelho. A biblioteca ficou dois anos sem receber nenhuma revista. As Unhas de pesquisa já iniciadas ou previstas são: em sólidos magnéticos e RFM em materiais de baixa anisotropia magnética.500 Gauss. Mestre) José Leonardo Demetrio de Souza (Experimental. Universidade Federal Fluminense Inicio das atividades: 1974 no Núcleo de Pesquisas Cientificas do Rio de Janeiro (NEPEC). equipamentos diver- sos de uso geral no laboratório. mas o pessoal é com- petente. Fluorescência de Raios-X. Condutividade elé- trica. Mestre. Mestre) LINHAS DE PESQUISAS: O grupo está na atualidade em condições de realizar as primeiras medições utilizando técnicas de Ressonância Magnética numa faixa de freqüências geral- mente considerada como pouco acessível (80 MHz até 700 MHz). EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: O grupo montou um espectrómetro super-regenerativo. Livre Docente) José Manoel Seixos (Tempo parcial) (Experimental. A oficina mecânica é modesta. sistema de vácuo completo e criostato para utili- zar com nitrogênio líquido. Sartorelli. Ochi) EQUIPAMENTOS PRINCIPAIS E INFRA-ESTRUTURA: 0 grupo utiliza o espectrómetro de RPE do IPT através de um convênio especial. Não possue um espectrômetro próprio. Possue também um magneto VA- RIAN de 9 polegadas com campo máximo de 9. PRINCIPAIS PESQUISADORES: João Carlos Fernandes (Experimental. modulado em fre- qüência que pode operar entre 80 e 700 MHz. Outras técnicas previstas ou já funcionando: Calor específico.

S. — Filmes finos semicondutores com impurezas de 5 7 Fe e 1 1 9 Sn (E.Ordenamento de ligas Fe Ni obtidas pela condensação de vapor. Scorzelli. Danon. 5 7 Fe e 1 is Eu. Saitovitch) — Moléculas isoladas em matrizes de gás congelados a 5K. S. — Minerais naturais contendo ferro (J. envolvendo isótopos M6ssbauer de 1 14 Sn. —Ordenamento de ligas FeNi induzido por irradiação com elétrons. envolvendo isóto- 11 9'• 57 Sn. Danon. Scorzelli. — Meteoritos (J. Saitovitch). S. — Processo de degradação de tintas Utilizadas em manuscritos antigos IJ. R. Araújo). Fe e 1 de Eu. Da- non. I. Azevedo). (E. (E. R. I. I. Azevedo). PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS: 215 . Saito- vitch). PffiCO da Matria Condeníada DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA ESPECTROSCOPIA MZSSBAUER Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas Inicio das Atividades: 1961 DOUTORES: — Elisa Saitovitch — Isabel de Souza Azevedo — Jacques Danon — Rosa Scorzelli LINHAS DE PESQUISAS: — Ligas bimetálicas amorfas preparadas pelo método de condensação do va- por. -.

I. M. J. Vasquez. Oliveira. S. Amaral. C. Silva. P. Ramos. L. S.1 magneto supercondutor até 6T — 1 implantador de Ions. T. P. — sistema Fe-C: Implantação de C t e evolução térmica dos carboetos. Silva. X. M. da Cunha —José Irineu Kunrath —Lfvio Amaral — Moacir Indio da Costa Jr. Behar. PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS: — 5 espectrômetros —2 criostatos para nitrogênio líquido —2 criostatos para He líquido p/ imersão (1 vertical. M. H. M. Baumvol —João Batista M. L. J. P. —Imãs X= Fe 14 B (X: Terra rara) (A. M. X. Corrêa). Zawislak). H. L. Zawislak. C. Vasquez). Oliveira). Kunrath. — Minérios. Mansur 216 . Amaral) — Ordem-desordem em ligas Fe. — 1 criostato para He líquido com evaporador e magneto supercondutor). T. R. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Início das Atividades: 1966 DOUTORES: — Adalberto Vasquez — Israel J. Universidade Federal de Minas Gerais Inicio das Atividades: 1968 DOUTORES: — Anuar Abras —Eustáguio Galvão da Silva — Ronaldo A. Silva). — Paulo Henrique Dionísio LINHAS DE PESQUISAS: — Bolhas de Hélio em metais e aços (A. Jornada. outro horizontal). —Oxidação interna de metais e ligas (A. A. X. Vasquez. meteoritos (A. Zawislak). —2 criostatos de fluxo -. M. L. Corrêa. 1 com magneto supercondutor). — Hidretos de Ligas ordenadas e amorfas (A Vasquez. Vasquez. T. Ni e Pd 3 Fe (A. I. —3 espectrâmetros — 2 criostatos para nitrogênio liquido — 3 criostatos para He líquido 11 com temperatura variável. M. M. H. Vasquez. efei- tos de alta pressão (J. L. F. I. A. Vasquez.

5). Skeff Ne- to. estruturais e magnéticas de ligas metálicas. — Minerais e solos — Propriedades de aços boretados PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS: — 4 espectrõmetros — 1 criostato para He líquido — 1 criostato com magneto supercondutor até 6T — 1 criostato para nitrogénio líquido Fundação Universidade de Brasilia Início das Atividades: 1970 DOUTORES: — Kalil Skeff Neto — Yao Sun Lin LINHAS DE PESQUISAS: — Propriedades magnéticas de sistemas de pequenas partículas {K. Fe. PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS: 217 . Ga. A x Os. x Bx O2 .LINHAS DE PESQUISAS: — Propriedades eletrônicas. P. — Estudo do magnetismo em ortoferritas do tipo AFel. x . C. KeB= Al. — Estudo do sistema (Be. — Identificação. caracterização e estudo de distribuição de fostatos com subs- tituições de Mn. A = Li. A = AI. Ga. PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS: — 3 espectrómetros —Criostato para nitrogénio — Sistema de refrigeração Displex CS — 202 • Universidade Federal do Rio de Janeiro Início das Atividades: 1972 DOUTORES: — Enrico Mattievich — Fernando de Souza Barros — Júlio Maria Neto — Paulo Henrique Dómingues LINHAS DE PESQUISAS: — Estudo do magnetismo em espinéis do tipo Li Fe s . Na. Morais).

Magnetismo em materiais amorfos — Transições de fase em compostos de ferro PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS: — 1 espectrômetro — 1 criostato para nitrogênio líquido 218 . Vieira. V.A. Viei- ra. V. de Araújo.B. H. T. de Lima) — 0 estado de oxidação do ferro e a evolução do sistema solar (V. W. A. Rechenberg LINHAS DE PESQUISAS: — Particulas ultra-finas de óxidos de ferro — Ligas Fe — Ni -. — 2 espectrõmetros — 1 criostato para nitrogênio líquido — 1 criostato para He líquido Universidade Federal do Ceará Início das Atividades: 1977 DOUTORES: — Francisco Flávio Torres de Araújo — Heliomar Abrasão Maia — Miguel Antonio Borges de Araújo — Tereza Veronica Vieira Costa — Vicente Walmick Almeida Vieira LINHAS DE PESQUISAS: — Estudo de complexos pentacianoferratos (M. F. Maia). Maia. V. de Araújo) — Espectroscopia Móssbauer de ferritas (H. Universidade de São Paulo Inicio das Atividades: 1979 DOUTORES: — Angelo Piccini — Hercílio R. F. A. de Araújo. J. C. M. F. W. Costa. de Araújo. A. T. H. T. F. A. PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS: — 2 espectrômetros (em estado precário) — 1 criostato para nitrogênio líquido — 1 criostato de He liquido (até 15 K) — 1 forno para medidas ate 1250 K. A.

C.Unive rs idade Federal de Espirito Santo Inicio das Atividades: 1981 DOUTORES: — Carlos Larica — V.) .Interações hiperfinas e propriedades magnéticas de minerais (C. dos Santos. Alves Jr. dos Santos) — Interações hiperfinas em metais e ligas nitretadas (C. K. Al- ves Jr. dos Santos.A. UNB.A. 219 . C. CBPF. UF RJ e USP} — 1 câmara de nitretação (construção própria). Garg LINHAS DE PESQUISAS: — Dinâmica de rede em compostos de ferio — Interações hiperfinas em minerais PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS: — 1 espectrómetro — 1 criostato para nitrogénio liquido Unive rs idade Federal do Rio Grande do Norte Início das Atividades: 1987 DOUTOR ES: — Carlos Alberto dos Santos LINHAS DE PESQUISAS: .Interações hiperfinas em tantalita•columbita natural e sintética (C.A.) PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS: — 1 espectrómetro (diversos componentes emprestados pelos laboratórios da UFRGS.

à Proteção Radiológica e à Arqueologia (Shigueo Watanabe) LINHAS DE PESQUISAS: Efeitos dos tratamentos térmicos no LiF Propriedades ópticas. L. PLrica da fYlc^téria Condeníada DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA BIOFÍSICA E FISICA MEDICA Universidade de São Paulo — Instituto de Física Grupo de Biofísica e Física Médica (Armando Ito) LINHAS DE PESQUISAS: Processamento de imagens planares para fins diagnósticos Processamento de imagens fotográficas Desenvolvimento de sistemas microcomputadorizados para imagem médica em geral Instrumentação em sistemas de sondas de cintilação Propriedades Biofísicas de pigmentação celular Espectroscopia de fluorescência em Sistemas Biológicos Desenvolvimento de espectroscbpio de fluorescência com resolução temporal Equipamentos: espectrômetro de absorção óptica. Freund Universidade de São Paulo — Instituto de Física Física Aplicada à Medicina. espectroscópio de fluorescên- cia com resolução temporal (em construção) DOUTORES: Cecil Chow Robilotta Amanda Siuiti Ito José Hiromi Hirata Maria Tereza M. elétricas e termoluminescentes de calcit: Dosimetria de nêutrons 220 .

Elmer) Magnetómetro Supercondutor Calorímetro (4. DOUTORES: • Shigueo Watanabe Emico Okuno Marilia Teixeira da Cruz Ana Regina Blak Masao Matsuoka • Gita Kukavka Guinsburg Pontif ícia Universidade Católica. Gaussimetro 221 . Espectrómetro Cary 17 (Beckman). Câmaras para medidas de correntes de despolarização Microcomputadores Apple. Dano de radiação detectadas pela termoluminescência Imagens em Medicina Nuclear pela Dosimetria TL Efeitos de pulverização do cristal no TL Modelo fendmenológico do TL foto-transferida Efeito da imogeneidade na dose radioterapéutica Datação de fósseis de peixes de Araripe. Ceará pelo método do TL Dosimetria TL em radiodiagnóstico 'EQUIPAMENTOS: Leitores termoluminescente. Espectrofotômetro Zeiss. banda X e banda Q. Espectrómetro de infravermelho (Perkin . Fontes radioativas.Termoluminescência de KCI Descrição microscópica de supralinealidade em termoluminescência.2K a 300K) Magnetocardiãgrafo supercondutor DOUTORES: Paulo Costa Ribeiro Sonia Wanderley Louro Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas LINHAS DE PESQUISAS: Microorganismos Magnetotácticos Metaloproteínas em particular hemoproteínas Cálculos moleculares em sistemas de interesse biológico Estrutura e dinâmica de f ilmes e membranas Equipamentos: 2 espectrómetros de Ressonância Paramagnética Varian (6K a 400K). Rio de Janeiro — Instituto de Física LINHAS DE PESQUISAS: Magnetocardiografia Estudo conformacional de proteínas EQUIPAMENTOS: Espectrómetro de RPE Varian V4502. Fornos.

Fonseca Adelaide de Almeida M. magnetbmetro e sistema de video DOUTORES: Darci M. Ribeirão Preto — Setor de Física LINHAS DE PESQUISAS: Dosimetria de Radiação lonizante Efeitos Físicos em Biomateriais: Materiais Odontológicos. espectrômetro fotoacústico PAR Microscopia óptica. Biomoléculas EQUIPAMENTOS: Laboratório de dosimetria (equipado) Laboratório de qualidade de imagens médicas Laboratório de espectroscopia. Influencia de umidade em amostras de heprotefnas no efeito cooperativo de oxi- genação 222 . Concepta P. da Silva Universidade de São Paulo. F isica Médica e Dosimetria) LINHAS DE PESQUISAS: Estudo comparativo entre algumas moléculas de mioglobina de diferentes espécies Mudanças de simetria do ion de ferro em mioglobinas e hemoglobinas em função da hidratação Marcadores de spin como sondas no estudo de mudanças conformacionais em mioglobina e hemoglobinas de diferentes espécies e estados físicos. S. São Carlos — instituto de Física e Química de São Carlos (Grupo de Biofísica. Esquivei.Espectrametro Cary 17. Beckman DU-7 F otoacústica DOUTORES: Thomaz Ghilardi Netto Oswaldo Baffa Filho Robert Lee Zimmerman Carlos Alberto Pela José Rodas Duran Antonio Jilio Ghilardi Rolando F. Eliane Wajnberg George Bemski Henrique Lins de Barros Lea Jaccoud El Jaick Mario G iambiagi Myriam Segré Giambiagi Paulo Bisch Universidade de São Paulo.

Medicina e Biologia. terminal de vídeo DOUTORES: Otaciro Rangel Nascimento Sergio Mascarenhas Rosemary Sanches José Nelson Onuchic Marcel Tabak Universidade de São Paulo. CO. NO em hemoprotefnas Biofísica. Estudo da ação de drogas vaso-dilatadoras em hemoglobinas humanas Estudo de complexos metálicos de coordenação de íons de Cu 2 + com ligantes de interesse biológico. em cristais moleculares de interesse biológico ' Estudo de marcador de spin tempnl como impureza de tempo) precursor Construção de um sistema para flashfotólise para medidas de constante de asso- ciação de ligantes 0=. tais como aminoácidos dipeptídeos e peptideos pequenos Formação e caracterização de radicals livres formados por radiação X e outras. dosimetria de radiação Minitomografia computarizada de raios X e gama Datação de fósseis por ESR Dosimetria fotoacústica e piezoelétrica Dosimetria de eletretos para radioterapia Novo método para carregamento de eletretos cóm radiação alfa EQUIPAMENTOS: Laboratório de preparação de amostras (equipado) Espectrômetro de RPE Varian E-109 Espectrômetro de RPE band S (em construção) Espectrômetro Beckman DK2 Espéctrómetro Shimadzu (UV-Vis.) Espectrômetro para medir poder rotativo e dicroismo circular Laboratório de dosimetria e física médica (equipado) Microcomputadores. N3. Física Aplicada. São Carlos — Instituto de Física e Química de São Carlos -- (Grupo de Ressonância Magnética. Espectroscopia e Magnetismo) LINHAS DE PESQUISAS: Geração de Imagens por Ressonância Magnética Nuclear DOUTORES: Horacio Panepucci Alberto Taunus Claudio Magon Nicolau Beckmann Tito Bonagamba EQUIPAMENTOS: Espectrõmetro de RMN (Varian 12 Magneto supercondutor (2 tecla) Equipamento de eletrónica 223 .

Albino O. DOUTORES: Jorge Humberto Nicola Ifísico) Rosa Maria Couto Ifísico) Ester Maria Danieli Nicola (médica) Paulo Henrique Fachina Nunez (médico) Francisco Pessini (quimico). Laser de argonio (4W). 1 espectrôme- tro de RMN onda continua Eletroimã Varian de 12" Magneto supercondutor (80 Koe) Equipamentos para processamento de dados Minicomputador Criostato super-Varitempo Osciloscópios. etc. de Aguiar Universidade de Campinas — Instituto de Física Gleb Wataghin LINHAS DE PESQUISAS: Aplicação de Laser á medicina Equipamentos: Laser de CO2 (30W). 224 . São José do Rio Preto Depart amento de Física Iniciando a pesquisa Equipamentos: Um espectrômetro I R-Sarl-Zeiss Laboratório de preparação de amostras (em montagem) Equipamentos para medidas elétricas DOUTORES: José Ruggiero Neto Roberto Ruggiero Marcio Francisco Colombo Olivieri Rizzieri Luis Carlos Teixeira do Prado Jorge Chahine Universidade Federal de Pe rnambuco — Departamento de Física LINHAS DE PESQUISAS: Geração de imagens por RMN e aplicações biomédicas Equipamentos: 2 espectrómetros de RMN pulsada (10-100MHz). Laser de Corante.Universidade Estadual Paulista. DOUTORES: Mario Engelsberg Stefan Nadolski (visitante até 1986) J.

Confinamento Magnético Não-Toroidais 249 • Espelho Magnético 249 • Toró ides Compactos 250 PLASMAS ESPACIAIS E ASTROFISICOS 251 BREVE HISTÓRICO 252 DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA 255 ANALISE E PERSPECTIVAS 263 QUADRO RESUMO DA SITUAÇÃO DA AREA 267 . FÍSICA DE PLASMAS DESCR I ÇAO 227 EMERGÊNCIA DA FISICA DE PLASMAS 231 PLASMA DE FUSÃO TERMONUCLEAR 235 — Conceito Básico 235 — 0 Processo de Fusão 236 . — Confinamento Magnético 239 — Confinamento Inercial 242 — Confinamento Magnético Toroidal 243 • To koma ks 243 • Stellarators 246 • Constrição de Campo Reverso (RFP) 248 -.

ou seja. são tratadas questões como confi- nemento de plasma. A Física de Plasmas é a ciência que estuda o estado e o movimento deste fluido. Para entender a figura 1. na ionosfera. em dispositivos pare pesquisa de fusão nuclear. clássico ou quânti- co. Dada a vasta amplitude de parâmetros de plasmas estudados é instrutivo coto- car num único "display" esta diversidade de tipos de plasmas em termos de tem- peratura T (kelvins) e densidade n (partículas por centrfinetro cúbico) como na figura 1. encontrado em anãs brancas. turbulência e caos. elétrons ou Ions. quântico. co- mo em descargas elétricas. Por outro lado pode ser extremamente denso. a energia 227 .1 note-se que a energia de interação coulombiana média entre duas partículas vizinhas é da ordem de < ¢ > = e l n u 3 e a energia cinética média por partícula é (3/2)k4T. clássico e tênue como o encontrado nas magnetosferes de pulsar. Pirica de Plamar DESCRIÇÃO Física de Plasmas é uma disciplina que lide com movimentos coletivos de partículas carregadas. relativfstico. degenerado e frio. Este conjunto de partículas e campos representa um meio flui- do chamado PLASMA. propagação de ondas. anãs brancas e pulsares. Por um lado ele pode ser extremamente quente. interação de partículas com onda. na corona solar. em la- sers a gás. Po rt anto. Eles podem ser classificados como ténue ou denso. nas estrelas. e também são produzidos nos laboratórios. instabili- dades. como em descargas elétricas (relâm- pagos). equilíbrio e sua estabilidade. dispositivos de semicondutor e metais e equipamentos de plasmas in- dustrieis. ou estados de equilíbrio destas partfcu- las. sujeitas à ação de campos elétricos e magnéticos externos e à ação de seus próprios campos. a reta n Áp = 1 representa a condição K8T = 4ir < m >. no espaço interplanetário e intersideral. O plasma pode variar entre dois extremos opostos. Em particular. Plasmas são encontrados na natureza. aquecimento e propriedades de transporte.

Figu re 1 — CLASSIFICAÇÃO DE PLASMAS POR REGIÃO DE ESPAÇO TEMPERATURA x DENSIDADE.10 DEGENERADO c Vento solar Descargas KBT 0 E elétricas I — 1 -. X0 = KBT/4 n ne 2 . Magnetosfera de pulsar 10 PLASMA RELATIVÍSTICO 4rm Fusão. (2n/n 2 / 1 a energia de Fermi. 228 . Magnetics Fusão inerclal v Corona PLASMA solar = 3SICO i— IDEAL PLASMA ^e QUANTICO p l. - ^ ^ TRAÇO DE IONIZAÇA Gás de E létrons Anis Brancas / em Metals 0 1030 1010 102 Densidade Ti (crr 3 ) Ei é a energia de ioniza1ão. EF = (h 2 /8m&. o comprimento de Dabye.

cinética da ordem de grandeza da energia de interação entre partículas vizinhas. plasmas naturais como corona solar e plasmas interplanetários. Em plasmas muito mais densas a energia de Fermi pode ser maior que a energia cinética média e a energia de interação coulombiana. 229 . No caso de kBT < EF < <0 > o plasma é QUANTICO NAO-IDEAL coma no caso de plasmas de elétrons em metais. As correlações devido a interações coulombianas são fortes e o estudo de tais sistemas sõ pode se{ conduzido por simulação numérica usando computa- dores ultra-rápidos. Neste relatório só serão tratados plasmas clássicos ideais e fracamente não ideais (isto é. como tam- bém plasmas de laboratório. quando nitP é pequeno. porém ainda muito maior que a unidade). encontram-se plasmas CLÁSSICOS FORTEMENTE ACO- PLADOS. São plasmas encontrados em anãs bran- cas. Pe rt encem a esta categoria. O plasma com temperatura alta tal que kBT» < > é CLÁSSICO e IDEAL. Na região limitada pelas retas n = Ãp = 1 EF kBT e kBT = Ei. Quando isto acon- tece o plasma é QUANTICO IDEAL e DEGENERADO. com uma variação enorme de densidades e tempera- turas. descargas gasosas e plasmas termonuclea- res. e modelos de interação fraca podem ser usados para descrevê-los. tais como.

do espaço terrestre/so- far e da astrofísica. A pesquisa da fusão termonuclear controlada. A pesquisa espacial. Os primeiros indícios de experimentos com plasma se datam dos anos de 1830 quando M. mecânica estatística e física atómica no inicio do sécu- lo XX. Nos anos de 1920. Faraday criou descargas elétricas para estudar transformações químicas induzidas por correntes elétricas. Entre 1930 e 1950 os fundamentos da física de plasmas foram estabeleci- dos. desconhecidos até então. que se desenvolveu com lançamentos de sa- télites artificiais e sondas interplanetárias. porém a sua matura- ção só foi atingida após 1960 quando duas motivações poderosas estimularam o crescimento da F fsica de Plasmas. e G. I. que eram manifestações de um novo estado da matéria. descargas exibiam brilhos estrutu- rados. pa- ra entender como se propagam ondas eletromagnéticas na ionosfera. como produtos da pesquisa conjugada da ionosfera. mecânica de fluidos. em paralelo. Langmuir descobriu oscilações coletivas de plasma no laboratório. tornou acessível a medição de cara- cterísticas da natureza que envolve a Terra e o espaço mais além. exige uma compreensão profunda da Física de Plasmas ae altas temperaturas. por exemplo. Píica d¢ Plafmaf EMERGÊNCIA DA FÍSICA DE PLASMAS A F ísica de Plasmas é um dos ramos mais jovens da F fsica. Os seus funda- mentos foram estabelecidos nos anos entre 1930 e 1950. Porém a percepção clara de que o plasma é o quarto estado da matéria só foi atingida após ocorrer desenvolvimento mais acentuado de eletromagnetis- mo. motivados por preocupações diversas como. como é que as atividades solares causam o aparecimento de auroras boreais e tempestades 231 . Tuve descobriram a reflexão de ondas de rádio pela ionosf era. no decorrer do século XX. Breit e M. no espaço e na atmosfera ocorreram. Lá. que procura tornar acessível para humanidade uma fonte praticamente inesgo- tável de energia. Avanços em entendimentos de plasmas no laboratório.

foram desenvolvi- das. S. Estas estimularam o desenvolvimento teórico da Física de Plasmas. stella- rator. A revelação através da liberação de arquivos confi- denciais pelos Estados Unidos e União Soviética sobre a pesquisa secreta para do- minar a tonte de energia do Sol — FUSÃO TERMONUCLEAR CONTROLADA -. Cowling. A simula- ção numérica de plasmas tornou-se um dos instrumentos mais importantes na pesquisa de fusão. entre muitos outros. Alfvén. T. o papel do campo magnético no compo rt amento de estre- las. galaxias e meio interestelar. magnéticas na terra. 232 . H. intratáveis por meios analíticos. tais como. Nos anos 50 houve dois eventos importantes que desencadearam urn desen- volvimento rápido da Física de Plasmas. Em 1958 realizou-se o I Con- gresso Internacional de Física de Plasmas e Fusão Nuclear Controlada. técnica de alto vácuo e de superfícies limpas. E. Experimentos de descargas gasosas em laboratórios multiplica- ram-se neste período. já estava claro que a natureza não colisional de plasmas quentes era uma propriedade essencial que evidenciava as interações coletivas. densidade e tempo de confinamento necessárias para a obtenção de energia útil eram exigidos melhoramentos significativos na compreensão de plasmas confinados por campos magnéticos ou por confinamen- to inercial (estes conceitos serão explicados mais adiante). tokamak. quando se iniciou uma nova era. Os cientistas de ambas as partes concluiram que os obstá- culos para a conquista da fusão termonuclear controlada não estava na ignorân- cia da Física Nuclear. Chandrasekhar. Appleton. De- senvolveram-se também / intensamente as técnicas numéricas para a resolução das equações que descrevem um plasma. fontes de al- ta potência para ondas eletromagnéticas (de quilowatts a megawatts com fre- qüências de dezenas de megahertz até dezenas de gigahertz). melhorando significativamente a precisão e a resolução de medidas como também a variedade de grandeza físicas medidas. Em 1946. Contribuiram para esta pesquisa. M. abrindo um horizonte imenso e ilimitado para a cu- riosidade humana. Landau desenvolveu a primeira teoria da inte- ração entre ondas e partículas ressonantes. As técnicas de diagnóstico de plasmas de fusão desenvolveram-se aos saltos. O estorço internacional para atingir e fusão termonuclear controlada esti- mulou o desenvolvimento da F ísica de Plasma de laboratório. L. evidenciando a necessidade de compreender aspectos novos de natureza até então desconhecidos e criando situações que exigem maior en- tendimento da física espacial. espelho magnético. porém. Spitzer. O lançamento de um satélite artificial iniciou a ERA ESPACIAL. descargas pulsadas de de- zenas de megajoules de energia. zpinch. Foram desenvolvidos vários esquemas diferentes de confinamento magnético. magnetos supercondutores de grande volume. A tecnologia necessária para criar condições de plasma de f u- são no laboratório. em um plasma sem colisões. alto campo magnético. mas da Física de Plasmas. Em 1950. uma era de intensa colaboração inter- nacional sobre a pesquisa desta fonte nobre de energia. Desenvolveram-se também esquemas de confinamento inercial com lasers de alta poténcia. tais como. etc. Saha e L.para usos pacíficos. lasers de alta potência. Para atin- gir condições de temperatura. Chapman. em Genebra. o tempo de confinamento era de algumas ordens de mag- nitude menores que aquele requerido para a produção de energia liquida. interações estas fundamentais para plasmas. S. A configuração de theta-pinch (constrição azimutal) produziu plasmas de temperaturas e densidades termonucleares.

levou a um crescimento enorme do programa de fusão na década dos anos 70. resolveram os problemas por técnicas até então existentes. no espaço e 233 . encontraram técnicas novas para resoluções analíticas e numéricas. A emergência de tokamaks nos fins da década dos anos 60 como um siste- ma de confinamento magnético considerado como um fo rt e candidato para rea- tor de fusão. que a torna pesquisa classificada — vedada para estrangeiros. indústria e medicina. agricultura e microeletrônica. siderurgia. um conjunto unificado de técnicas experimentais e teóri- cas poderosas e uma diversidade de aplicações. Dados experimentais e fe- nômenos novos vieram turbilhonando em volumes nunca antes vistos. Mesmo assim. aplicações militares. o laser de CO e o de Nd-vidro. A fusão inercial carrega em si um inconveniente sério. — acelerador de onda de batimento. e o Toróide Compacto. Os pesquisadores nesta área encontraram um grande desafio para com- preender a natureza deste ramo emergente da Física. o Tokamak continua sendo o mais fo rt e candida- to para reator de fusão. Disciplinas cientificas bem desenvolvidas são caracterizadas por motivações filosóficas profundas. Onde po- diam. Todas estas aplica- ções surgiram nas últimas décadas ou são projeções futuras. O sistema do espelho magnético sempre ocupou o segundo lugar entre os candidatos . cerâmica. Além dos Estados Unidos e da União Soviética. A separação de isótopos estáveis e instáveis de uma substéncia por técnicas de plasma é uma aplicação atraente para usos diversos. tem outras apli- cações impo rt antes. exigindo deles o limite de seu desempenho. Estas configurações operam em alto beta (razão da pressão cinética pela pressão magnética). Mas. pa ss ando pelo visí- vel e chegando até o raio-X). Onde não po- diam. principalmente dc tipo c o- nhecido como Configuração de Campo Reverso. dois tipos de impulso- res. Programas de pesquisa para sistemas alternativos de confinamento magné- tico continuaram tendo apoio substancial em todos estes países. por apresentar um tempo de confinamento mais longo. sobre fusão. cada qual estabelecendo programas de pesquisa de centenas de milhões de dólares anuais. Mode- lamentos numéricos de plasmas em situações mais diversas foram desenvolvidos usando computadores ultra-rápidos. FRC ('Field-Reversed Configu- ration'). a Comunidade Eu- ropéia e o Japão entraram na competição da pesquisa sobre fusão nuclear. A Física de Plasmas. podem-se citar o girotron (um gerador de ondas milimétricas com potências de centenas de quilowatts) e lasers de elétron livre (que pode gerar radiações coerentes a partir de microondas. A Constrição de Campo Reverso. uma limi- tação intrínseca. A Física de Plasmas tendo um de- senvolvimento integrado de pesquisas no laboratório.a fusão por confinamento magnético. muitos fenõmenos físicos ainda ficaram sem explicações. já tem demonstrado aplicações industriais variadas em talurgia. característica esta. competem pa ss o a pa ss o. Entre elas. Nos fins da década de 70 e no início de 80 surgiram dois conceitos de con- finemento magnético bastante promissores. No confinamento inercial. Ë possível também usar os efeitos coletivos de plasma para acelerar partículas a altíssimas energias nunca antes imaginadas. RFP ('Reversed-Field Pinch'). como ciência e técnica experimental. Estes geradores têm potencial para muitas aplica- ções em muitos ramos de ciência. como combustível nuclear. muito impo rt ante para um reator de f u- são e que é justamente a limitação mais séria dos tokamaks baixo beta. medicina e agricultura. sem soluções. O maçarico de plasma.

está se tornando uma disciplina bem desenvolvida. . E quando uma disciplina cientifica amadurece inevitavelmente surgem inovações tecnológi- cas.sobre astrofísica.

235 . a fusão nuclear é uma forma de energia pura muito mais se- gura do que um reator regenerativo. por mais de vinte anos. 0 deutério é encontrado em quantidades enormes na água (o deutério corresponde a 0. No Japão o governo decla- rou que o programa de fusão é uma meta nacional. ela oferece muitas vantagens sobre as outras alternativas energéticas propostas para o futuro distan- te: a energia solar e a fissão nuclear (como reator regenerativa). com intensa colaboração técnico/científica entre eles. enquanto que o trítio é produzido pela reação de um neutron com o titio. tais como. Os países da Europa Ocidental se uniram e estabeleceram um programa comum de grande escala.015% do número de átomos de hidrogénio na- tural). Os Estados Unidos e a União Soviética mantém os seus programas desde o início da década dos 50. segurança e baixa radioatividade) têm sido reconhecidas pelos governos dos países mais desenvolvi- dos que.como do ciclo de combustíveis. Estas vantagens da energia de fusão (fonte inesgotável. também encontrado em grandes quantidades. Esta radioatividade e o seu tempo de vida podem ser minimizados escolhend o-se cri- teriosamente o material da parede. A origem da energia é a reação de fusão nuclear de dois elementos leves para for- mar um elemento mais pesado. Física de PIamaí FUSÃO TERMOMOLECULAR CONCEITO BASICO A fusão termonuclear controlada é uma das póucas fontes de energia dis- poníveis para suprir a necessidade energética da humanidade a longo prazo. pois núcleos pesados fissionáveis não são en- volvidos. Do ponto de vis- ta de meio ambiente. tanto do ponto de vista de segurança da usi- na. sob o controle da Euratom. A radioatividade associada com a operação de um reator de fusão pr o- vém da reação dos neutrons energéticos. têm mantido programas extensos de pesquisa. Além disso. com a parede. f' praticamente inesgotável a reser- va de combustível para a energia de fusão nuclear. produtos da fusão. reações de D-T (deutério + trítio) ou D•D (deutério + deutério).

42% de 6 Li.5 MeV) +n (14. permanece no plasma e por colisões com- partilha a sua energia com o resto das partículas aquecendo-as.zir mais de um tritio. D+ D -► T+p 4. do ponto de vista de tritio. com as seguintes reações: D+D -► 3He + n 3. de acordo com a equação: D+T> ` He (3.5 MeV de energia cinética.03 MeV. cada reação D-T produz um nêutron que em média pode produ- . o que ao reagirem produzem uma partícula (núcleo de hélio-4) energética e um nêutron ultra-energético.8MeV (2) ^ Li +n>T+n-2. 0 neutron. A compo- siçio destes isótopos pode ser mudada para otimizar a produção do tritio. No cômputo geral.6 MeV. Um exemplo desta possibilidade seria o ciclo: 236 .5 MeV da energia. 6D -0 2n + 2p + 24 He 43. (3) A reação (2) é exotérmica e produz 4. A secção de choque desta reação é maior para nêutrons lentos de modo que é melhor traba- lhar com nêutrons mais lentos.O PROCESSO DE FUSAO A reação mais provável para ser usada num reator de fusão de primeira ge- ração é a do deutério com o tritio. O Rio natural tem 92.1 MeV de energia cinética. O neutron produzido nesta reação é lento e pode reagir com 6 Li e produ- zir um outro tritio. D + 3He ^ 4He + p 18. D+T -► 4He + n 17. pela reação deste. segunda geração. capacidade para produzir fissão nuclear quando encontrar átomos apropriados. sem carga elétrica.58% de 7 Li e 6.27 MeV.5 Mev. tornando viável um reator de fusão aut o-suficiente.8 MeV de energia adicional. O tritio é produzido pelo neutron. A reação (3) é endotérmica e absorve 2. Ela não escapa do con- finemento magnético por ter carga. pode-se eliminar o ciclo do tritio e ope- rar o reator só com o deutério. escapa do confinemento carregando consigo 14.2 M e V Este ciclo só é possível com uma temperatura e uma ordem de grandeza maior que aquela do ciclo D-T. Numa geração futura. tendo assim. Há também possibilidade de produzir ciclos de combustível sem a geração de nêutrons tornando assim o reator livre de radioatividade e perfeitamente acei- tável do ponto de vista de meio ambiente.3 Me. O deutério existe na natureza.com lítio nas duas reações abaixo: 6 Li+n> `He +T+4.(1) A partícula a carrega 3.1 MeV). Existe um limiar de 3 MeV de energia do nêutron para que esta reação ocorra.

•• 10 ^ 6 -24 10 -25 l0 6f 14 i ` ' 10° 10 102 103 T C k eV ) 237 ..9 Mev. requerem temperaturas bem maiores do que das gerações anteriores e. Figura 2 — RAZÃO DE REAÇÃO DE FUSÃO 1020 10 21 r► -22 in lo E -23 . H + 6U 3He + 4He • 4. aumentam a razão de perda de energia por "bremsstrahlung" e radia- ção de sfncrotron. 3He + 3He 2P + 4 He 12. Entretanto as vantagens oferecidas são muito atrativas. Estes ciclos livres de néutrons. onde o é a secção de choque e v a velocidade relativa das parti• culas em colisão.8 MeV.0 MeV. po rtanto. á temperatura Ti. mostra a quantidade Ga v> que é uma medida da razão média de reação de fusão. Na fusão de primeira geração. 3He + 6U P + 22He 16. o deutério e o tritio se combinam: para que isto aconteça os dois tons devem se aproximar o suficiente. considerados como a terceira geração de reatores de fusão. A figura 2. vencendo a força de repulsão coulombiana.. para uma distribuição maxwelliana de ions.

0 valor 0 =1 é a situação de balanço energético zero. depende da temperatura Ti. densidade n e do tempo de confinamento de energia TE como mostra a figura 3. porém a energia das partículas a produto da fusão. Esta condição. Figura 3—CURVAS DO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO DE ENERGIA O NO ESPAÇO 117 E x Ti V) Z 10 2 . Esta razão. para 0 = 1. Esta é a meta para a qual a pesquisa de fusão está dirigida.o v> atinge valores próximos ao máximo em uma faixa ampla de 20 a 100 keV para a temperatura dos íons. chamada de fator de multiplicação de energia é normalmente designada O.10 14 cm. começa a repor a energia de aquecimento externo. O valor de 0 aumenta rapidamente nas re- giões de maiores densidades e temperaturas. Obter a condição de Lawson é conhecida como demonstrar a "viabilidade científica" da fusão termo- nuclear controlada. No ponto onde 0 é infinito. O plasma deve ser aquecido acima desta temperatura e sua energia contida por um tempo suficien- temente longo para que as reações (infreqüentes) de fusão ocorram. o valor de n1 E requerido é de 3. mostrado na figura 3.-. A temperatura de 10 keV (108 K) o seu valor cai para um décimo do valor de máximo. o aquecimento externo é integralmente substituido pelo aquecimento por partículas a Este é o chamado ponto de ignição. Uma figura de mérito importante para um reator de fusão experimental é e razão da potência obtida das reações de fusão pela potência requerida para aquecer o plasma externamente. é a meta atual de todo esforço internacional para fusão. . neste momento. N rlá ) z J cs TONS ^w ó á^ Q Cr . normalmente conhecida como con- dição de viabilidade cientifica da fusão. 1 cri `^ O co BALANÇO POR O FEIXE DE 0. A razão de reação <. chamada CONDIÇÃO DE LAWSON. t 1 1000 1012 1013 IÓa PARÂMETRO DE CONFINAMENTO TIM E (cm3s) Para a temperatura média dos +ons de 10 keV. 1 (E=200 keV) m ta Cr W I.

com temperaturas de 10 keV e densidades da ordem de 3. O livre caminho médio fica. que as contém. 0 raio de giro. se houver algum mecanismo para barrar a saída do plasma ao longo das linhas de campo. além de redirecionar o movimento das partículas. porém. O campo magnético. O campo magnético pode confinar partículas carregadas na direção trans- versal. CONFINAMENTO MAGNÉTICO O chamado confinamento magnético. O plasma confinado se difunde através das linhas de campo magnético quando ocorrem colisões entre partículas. ambas pe rf eitamente possíveis de serem confinadas pelo campo se o reator. Há. levando em consideração a eficiência de conversão da energia de fusão para energia elétrica e também a eficiência de aquecimento do plasma. enquanto que a partícula po de 3. isto é. Esta pressão cinética descomprime as linhas do campo magnético causando uma depressão na pressão magnética.104/ cm-3 (condição de Lawson) tem uma pressão da ordem de 10 atmosferas. no máximo. na faixa dos 10 a 20 no esquema de confinamento magnético e acima de 100 no confinamento inercial (neste caso é necessário compensar as ineficiências do impulsor e da interação feixe-partículas). B 2 /8rrn. tem o seu raio de giro de 2. uma barreira eletrostática ou térmica. Um plasma termonuclear. tiver dimensões bem superiores'a essas dimen- sões. co- 239 . Com esta argumentação pode se chegar a um valor estima- do do coeficiente de difusão do campo magnético (que equivale a difusão do plasma para fora). de um raio de Lar- mor durante a colisão. pois uma colisão significa mudança de direção do movimento do Ion. Um paràmetro de mérito — chamado de BETA. O confinamento é possível. se a configuração do plasma for fechada. de acordo com a força de Lorentz. onde D é o coeficiente de difusão. chamado raio de Larmor. reduzido a um raio de Larmor. K B a constante de Boltzman . que é o esquema mais promissor para confinamento de plasmas à temperatura de fusão.5 MeV. Isto implica na translação. T a temperatu- ra dos Tons. muito importante para o confinamento magné- tico é a razão da pressão cinética para a pressão magnética. uma pressão razoavel- mente alta. c e velocidade da luz. pois menos energia magnética é necessária para confinar o mesmo plasma. de- ve também supo rt ar a pressão cinética do plasma. A pressão magnética deve ser maior que a pressão cinética do plasma para poder confiná-lo. e a carga fanica e B o campo magnético). Um valor maior de beta significa maior eficiência. de um fon de deutério 'a tempraud10kVemcapognétide50quloasément1 milímetro.6 cm. produto da fusão. porém. em princípio. girando em hélices fechadas ao longo da linha de campo. um reator de fusão pode produzir energia elétrica líquida útil se o va- lor do C estiver. possibilidades pare confinamento sem que o plasma seja topologicamente fechado. se baseia no fato das par- tículas carregadas em movimento estarem presas ás linhas de campo magnético.. Esta barreira pode ser um espelho magnético. Topologicamente esta configuração pode ser uma esfera. se existir uma es- trutura em que as linhas de campo magnético estão totalmente embebidas den- tro de uma região topologicamente fechada. Do ponto de vista prático. proporcional ao inverso do campo magnético (O --K a Tc/(eB)). pelo menos. um coróide leste tem um furo no meio) ou figuras mais complicadas (mais de um furo). mas não as confinam na direção longitudinal.

Das configurações esféricas tem-se os toróides compactos que englobam os esferomaks e as configurações de campo reverso. o tokamak. configuração de campo re- verso. a fusão nuclear controlada talvez já tivesse sido atingida. É o experimento mais bem sucedido e tem produzido plasmas em condições próximas das condições de um reator de fusão:n rE 10 14 cm-3 s e temperaturas acima de 10 keV. F RC ('field-reversed configurations'). isto é. reorganização da configuração de plasma na direção de atingir o estado de mínima energia. Se a difusão fosse clássica. A configuração toroidal mais simples. Entre as configurações lineares citam-se os theta-pinches e os espelhos magnéticos. sem enlaçamento do sole- nóide com o plasma. que causam migrações de partículas através do campo magnético. Duas alternativas de confinamento magnético ressurgiram no final da déca- da de 70 e já estão ocupando posições importantes nos programas de fusão nu- clear: e RFP. Com esta configuração os maiores valores de nrE obtidos chegam a 10 1 2 cm -3 s. na prática o coeficiente de difusão está mais perto daquele de Bohm. a F RC. (2) instabilidades de plasma de amplitude pequena. da ordem de 30% (em comparação. como no caso de Bohm. é a mais importante de todas as configurações. (3) 240 . O primeiro tem configuração toroidal de plasma e produz um alto valor de beta. de origem macros• cópica ou microscópica. crescimento de deformações do campo magnético que permitem o plasma escapar abrupta- mente para tora do confinamento — são instabilidades do tipo magnetohidrodi- nâmico. listados na ordem decrescente de sua seve- ridade: (1) instabilidades de plasma de amplitude grande. por tampões eletrostáticos ou por uma barreira térmica. constrição de campo reverso. É uma máquina linear (linhas de campo magnético abe rtas) com o plasma barra- do nas extremidades. A principal alternativa ao tokamak é o espelho magnético do tipo tandem. A figura de mérito nrE Ti est. e a FRC. RFP ('reversed-field pinches') e héliotrons. stellarators. toroidais e esféricas. o seu beta pode chegar a um limite teóri- co próximo dos 100% (experimentalmente já se conseguiram betas maiores que 80%) Na sua luta para obter parâmetros de um reator de fusão. os experimen- tos de confinamento magnético têm encontrado quatro processos principais de perda de energia e/ou partículas. porém. dependendo da figura topológica do plasma. os mais conhecidos são os tokamaks.nhecido como DIFUSÃO DE BOHM. Além deste fato notável. Qualquer tuburlência causada pelas de- formações da configuração tendem a restaurar a configuração original. e para freqüência de colisão da ordem da freqüência de ciclotron dos t ons o coeficiente varia com 118. devido principalmente às instabilidades que dão origem a uma freqüência de colisão efetiva bem maior que a freqüência de colisão binária. constrição de campo reverso. Estas po- dem ser classificadas em três categorias globais: configurações lineares. A segun- da configuração. Das configurações toroidais. Além disso esta configuração é comprovadamente um estado de minima energia. Um cálculo mais elaborado mostra que pa- ra uma freqüência de colisão baixa (como no caso do plasma de fusão) o coefi- ciente de difusão varia com 1/8 2 . ruptura e reconexões de linhas de campo magnético. o limite máximo teórico dos toka- maks é 6%). tem uma topologia esférica. conhecida como DIFUSÃO CLÁSSICA.i so- mente uma ordem de grandeza abaixo das condições de Lawson. intrinsecamente estável. característica esta de grande valor para um projeto de rea- tor de fusão. Várias configurações magnéticas têm sido propostas e estudadas.

Um entendimento mais completo e fundamental destes fenômenos ainda está longe de ser alcançado. que destroem as órbitas das partículas confinadas e produzem uma difusão de partículas e. Para um tokamak de tamanho típico para os primeiros reatores de fusão. em configurações de constrição azimutal ('pinches') toroidal. o aquecimento ôhmico é suficiente para elevar a temperatura do plasmaá fusão. talvez) elevaria a temperatura do plasma de cinco ve=es — de 2 keV para 10 keV. os problemas são tratados separadamente. tais como os de Alf- vén. chamada de NBI (neutral beam injection).5 MW/m 3 . 241 . whistler e híbrida superior. Embora a estabilidade e transporte do plasma confinado magneticamente seja muito sensível a forma do campo confinante. para ondas de Alfvén. várias técnicas que foram de- senvolvidas para aquecer plasmas confinados podem ser aplicadas a uma grande variedade de configurações magnéticas. Tentativas de unificação de resultados até agora se mostraram frustradas. Uma das técnicas mais bem estabelecidas é a técnica de injeção de partículas energéticas neutras de hidrogénio ou de deutério. o volume do plasma seria da ordem de 100m 3 e a potência necessária para o aque- cimento seria da ordem de 0. P o- rém.resfriamento radiativo do plasma. por efeito Joule. considerando-se as dificuldades de depositar esta energia no plasma. As ressonâncias mais utilizadas até hoje são as ressonâncias ciclotrônica dos ions e dos elétrons e a híbrida inferior. Por causa da queda rápida da resistividade dos plasmas com o aumento da temperatura dos elétrons. atravessam o campo magnético livremente até a sua ionização por colisão ou por troca de cargas com os ions do plasma. dando um total de 50 MW para a potên- cia de aquecimento. embora outras ressonâncias também sejam seriamente consideradas. passando pelas barreiras que o confinam. O aquecimento por dissipação resistiva da corrente elétrica. É uma potência respeitável. "bremsstrahlung" e radiação síncrotron dos elétrons para plasmas termonucleares. de alta densi- dade de corrente. Sistemas auxiliares de aquecimento têm sido desenvolvidos para suplemen- tar o aquecimento ôhmico em tokamaks. Estes variados processos de perda de energia tomam formas diferentes para as diversas configurações magneticas usadas nos experimentos de confinamento. este tipo de aquecimento é inadequado em tokamaks para aquecer o plasma à temperaturas de fusão. Estas partículas. Uma compresão de fator dez (viável. A te rc eira alternativa para o aquecimento auxiliar é a compressão adiabática do plasma. Uma alternativa a esta técnica e o aquecimento por ondas eletromagnéticas de rádio-freqüência baseado na absorção ressonante. do tipo RFP. notadamente em tokamaks. principalmente na forma de radiação ultravio- leta de tons de impurezas. produzindo 1000 MW de energia elétrica. po rt anto. Há várias freqüências de resso- nância em plasmas magnetizados. sendo neutras. de energia. 14) colisões binárias. A freqüência varia amplamente entre uma resso- nância e outra: começa com alguns megahertz. é uma técnica eficiente e bem compreen- dida. até 200 gigahertz. O transpo rt e de energia em plasmas magnetizados tem si- do um dos problemas mais difíceis encontrados pelos físicos de plasmas e cons- titue um desafio para a mente humane. mas. em geral. Volumes enormes de trabalhos são apresentados e avanços visíveis na teoria são notados. para harmônicas superiores da ressonância ciclotrônica eletrônica.

estabilidade e aquecimento inicial. Já foi amplamente compravado que a ressonância híbrida inferior é eficiente para a geração da corrente capaz de sustentar uma operação contínua de toka- mak. Finalmente. Segundo. indispensável para o equilíbrio. A pesquisa em fusão inercial é dirigida para: —elucidar a Física que domina o comportamento da interação impulsor- pelota. em ressonância. Todos estes mecanismos devem satisfazer requisitos físicos muito severos para se obter compressões ultra-altas e temperaturas termonucleares. g a chamada geração de corrente por rádio-freqüência que é feita utilizando ondas lançadas numa direção preferencial. a pelota.6 . a energia do feixe incidente deve ser absorvida eficientemente pela superfície da pelota. Como conseqüência a densidade do centro da pelota sobe a valores al- 5 26 tíssimos. Primeiro. queimando o combustível em um período de dezenas de picossegundos antes que a esfera comece a se expandir com a velocidade térmica I dos ions (10 micrometros em 101 segundos). porém. O combustível se aquece por compressão e por ondas de choque hidrodinãmico e condições de fusão são produzidas. isto é conseguido pela construção da pelota com camadas diferenciadas (a pelota tem um diâmetro de dezenas de micrometros}. A maior limitação.u m. A tabela 1 mostra os principais experimentos de fusão inercial existentes no mundo. por feixes intensos de laser ou de partículas aceleradas. como reator de fusão. são necessários meios satisfatõrios de iniciar a ignição no momento certo. e a temperatura do interior da esfera deve permanecer baixa até o instante de ignição. Existem técnicas que geram cor- rentes em plasmas e que podem substituir a corrente induzida tornando a opera- ção do tokamak continua. é o baixo limiar do corte da densidade . transferem o seu momento para os elétrons gerando assim a corren- te. — desenvolvimento de impulsores potentes: la) lasers de neodimio-vidro com comprimento de onda de 1.101 3 cm' 3 para a sustentação da corrente. mas não dentro dela.05 N m e la- sers de CO 2 com comprimento de onda de 10. Uma das limitações do tokamak. da ordem de 10 2 a 10 partículas por centímetro cúbico (mil a dez mil vezes a densidade de sólido). ambos com energia de até 100 kJ e uma potência de 100 TW (10 1 ` W): lb) feixes de ions leves com energia de até 4 MJ e uma potência de 100 TW. é a sua operação pulsada. A pelota implode porque a de- posição de energia do feixe causa a vaporização quase instantânea da superfície da pelota produzindo uma reação do tipo foguete que a comprime com uma for- ça brutal. uma ordem de grandeza menor que o neces- sário para fusão. CONFINAMENTO INERCIAL O esquema de confinamento inercial se baseia na irradiação uniforme de uma minúscula esfera sólida de combustível. a simetria de implosão deve ser excelente. para atingir a alta compressão da pelota. corrente está. A fusão termonuclear ocorre. 242 . Estas ondas. os ditos impulsores. necessária para a indução de corrente.

com simetria axial. Os maiores experimentos de tokamak. os principais estão relacionados na tabela 2. Estes três tokamaks podem produzir plasmas com parâmetros de fusão em um futuro próximo. por efeito Joule. EUA. A ordem da lista não representa nenhuma classificação. Figure 4 — ESQUEMA DE TOKAMAK FERRO ENROLAMENTO PRIMÁRIO ^ - -^Airsok II v An CAMPO POLOIDAL W . com campos produzidos por solenóides enrolados sobre o toróide (campo toroidal) e por corrente do próprio plasma na direção toroidal (campo poloidal). por aquecimento adicional. Dentre estes.1 1) CAMPO E CORRENTE TOROIDAL PLASMA 243 . ('Joint European Tokamak') de Culham. os raios malar e menor são os respectivos raios do toróide. Existem atualmente mais de 200 tokomaks de vários tamanhos distribuí- dos pelo mundo inteiro. inicialmente. Japão.CONFINAMENTO MAGNÉTICO TOROIDAL Tokamaks Tokamak é uma sistema de confinamento magnético toroidal de plasmas. 0 plasma é aquecido. são: TFTR (Tokamak Fusion Test Reactor') do Princeton. Na tabela. pela própria cor- rente. figura 4. •9 ii ^- . atualmente em operação. GB. JET. o campo é a intensidade do campo toroidal e o pulso é a duração da corrente de plasma. e posteriormente. Experi- mentos de tokamak têm produzido parâmetros de plasma próximos àqueles re- queridos para um reator. e JT•60 ('Japanese Tokamak') do Tokai.

10 10-20 LAM LANL KrF (10-70) RAPIER B LLNL KrF 0.5 0.5 REIDEN IV Japão Ion Leve 50 1 KALIF RFA Ion Leve 75 2 A ordem de grandeza dos investimentos na área de fusdo inercia! 6 acima de 500 milhões de dólares anuais.8 PBFA-II Sandia Ion Leve (4000) 100 PBFA-I Sandia Ion Leve 1000 20 GAMBLE-II NRL Ion Leve 100 2 PHEBUS França Nd-vid ro (30) (25) OCTAL França Nd-vid ro 4 4 GEKKO XII Japão Nd-vidro (20) (40) GEKKO IV Japão Nd-vid ro 2 4 HELEN GB Nd-vid ro 1 3 VULCAN GB Nd-vid ro 1 2 DEL'FIN USSR Nd-vid ro 5 2-7 UMI-35 USSR Nd-vid ro 8-10 4-6 LEKKO III Japão CO2 10 10 LEKKO II Japão CO2 0.1 0. 244 .Tabela 1.5 CHROMA-1 KMSF Nd-vid ro 1 2 ANTARES LANL CO2 (30-40) (30-40) HELIOS LANL CO2 5. PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS DE FUSÃO INERCIAL IMPULSOR ENERGIA POTÊNCIA EQUIPAMENTO LOCALIDADE TIPO (kJ) (TW) NOVA LLNL Nd-vid ro (100) (125) NOVETTE LLNL Nd-vid ro 30 25 PHAROS-III NRL Nd-vid ro (2) (4) PHAROS-II NRL Nd-vid ro 1 2 OMEGA Rochester Nd-vidro 4 12 GDL Rochester Nd-vid ro 0.

1973 1968 1971 TEMPERATURA DE ION (K) 245 .Figura 5 — EVOLUÇÃO DE PERFORMANCE DOS TOKAMAKS (JAP) (EUA) (C E ) ATUAL (URSS) 1981 1982 1984 1977 COND OO DE 1975 BALANÇO ENER- 1980 GETICO.

2 31 24 0.U. A tabela 3 mostra os stellarators mais representativos e suas dimensões.0 6 Tore-Supra França 2.9 160 35 4.0 100 45 2.3 45 15 0. 0 plasma é totalmente aquecido por injecão de partículas neutras ou por rádio freqüência.5 10 TFTR EUA 2.5 1 JFT-2M Japão 1.3 (b) Stellarators Stellarator é um sistema de confinemento magnético "toroidal" de plas- mas.9 37 18 0.Tabela 2.2 28 27 0.0 1 TFR-600 França 1. TOKAMAKS REPRESENTATIVOS RAIO RAIO CAMPO CORRENTE PULSO MAIOR MENOR TOROIDAL PLASMA APARELHO LOCAL (m) (cm) (KG) (MA) (a) DIII-D EUA 1.3 45 35 0.5 1 TEXT EUA 1.5 3 JIPP T-11 Japão 0.5 10 T-10 USSR 1.4 0.6 50 39 2.0 28 30 0.5 1 TEXTOR RFA 1.9 40 4 0.0 1 ASDEX-U RFA 1.1 JET EEC 2. figura 6.4 58 40 2. 246 .6 17 140 1.6 40 28 0.1 70 45 1.7 82 22 3.2 1 JFT-2 Japão 0.5 85 52 2.3 0.7 30 FT Itálla 0. com campo magnético produzido por enrolamento helicoidal em volta do tor6ide.8 19 100 1.3 Macrotor EUA 0.3 0.5 1 ALCATOR C EUA 0. com simetria helicoidal.4 70 45 2.5 T-7 USSR 1.0 20 60 0.3 0.5 37 30 0.9 16 20 0.6 3 PDX EUA 1.3 DITE R.8 20 JT-60 Japão 3.6 1 ASDEX RFA 1.3 0.9 25 20 0.5 ISX-B EUA 0.7 50 26 0.4 45 24 0. 1.5 2 DIIi EUA 1.1 0.0 1 PLT EUA 1. sem a corrente de plasma.7 10 T-15 USSR 2.

4 HLMolron Jap3o 22 20 2.7 0.0 10 0.7 0.3 W VII-A RFA 2.0 20 0.5 L-2 USSR 1.1 30 0.2 1 247 .1 1 Uragan-3 USSR 1.1 W VII-AS RFA 2.0 12 0. PULSO FORMADA MAIOR MENOR ROTACIONAL APARELHO LOCAL (m) (an) (KG) (II) ATF-1 EUA M8888m 23 2. STELLARATORS REPRESENTATIVOS RAIO RAIO CAMPO TRANS.0 16 0.95 5 IMS EUA 0.Figure 6 — STELLARATOR Taãola 3.4 5 0.6 0.

(4) opera com valores altos de beta.65 12. (2) o campo poloidal (e não o toroidal.13 REPUTE Jap8o 0.50 ZT-40 EUA 1.0.50 TPE-1R (M) JAPÃO 0.80 26 0. (c) Constrição de Campo Reverso (RFP) RFP é um sistema de confinemento magnético toroidal de plasmas com si- metria axial.06-024 ETA BETA 11 11611a 0. O que difere o RFP do tokamak são: (1) o seu campo toroidal inverte de sinal na região próxima da parede do vaso de plasma.4 STP-3M Japtio 0. 13) o aquecimento bhmico é suficiente para alcançar tempe- raturas termonucleares. e (5) a configuração é um estado de minima energia.20 HBTX 1-A G. Devido à alta densidade de corrente e de não necessitar de aquecimento au- xiliar. esta configuração permite projetar reatores com dimensões compactas.50 9 0.50 9 0. exata- mente como em tokamaks. como nos tokamaks) é responsável pelo confi- namento do plasma.05. 0.B. com o campo magnético produzido pelos solenóidescolocadossobre o torbide (campo toroidal) e pela corrente de plasma (campo poloidal).10-0.24 19 025-0. A tabela 4 mostra os principais experimentos com RFP existentes no mun- do: Ta bele 4 — PRINCIPAIS EXPERIMENTOS COM RFP RAIO RAIO CORRENTE MAJOR MENOR DE PLASMA APARELHO LOCAL (m) (cm) (MA) OHTE EUA 1.80 20 0.5 0.14 20 0. qualidade esta muito apreciada.3 248 .

( 1 0 13) sim TMX-U EUA 1982. (10 11 ) sim TMX EUA 1978-1981 1011 não Phaedrus EUA 1978. 10 1 0 não Gamma-10 Japão 1983. A figure 5 mostra a evoluçáo do performance dos tokomaks ao longo do . com o campo magnético produzido por solenóides colocados sobre um tubo linear em cujas extremidades são colocados espelhos magnéticos. (1012) sim TARA EUA 1984. ' PARÂMETRO DE BARREIRA PERÍODO CONFINAMENTO TÉRMICA APARELHO LOCAL OPERAÇÃO (cm3 a) MFTF-B EUA 1986.CONFINAMENTOS MAGNÉTICOS NAO TOROIDAIS (a) Espelho Magnético Espelho magnético é um sistema de confinamento magnético linear de plasmas. barreiras eletrostáticas ou barreiras térmicas para coibir a evasão do plasma. (1012) sim Ambal USSR 1984. Tabela 5 — ESPELHOS TANDEM REPRESENTATIVOS. A principal vantagem deste sistema é a facilidade de construçao de reator. (10 11 ) não Gamma-6 Japão 1978-1981 10 1 0 não 249 . A tabela 5 mostra os principais experimentos com espelhos magnéticos. por ser uma es- trutura linear. todos do tipo tandem que tem dado melhores resultados até hoje. . tempo.

045 2 0. configura- ção de campo reverso.4 COP EUA 0. TC.026 1 0. Os TC's estão ainda em um estágio comparativamente primitivo de desen- volvimento. FRC FRX-C EUA 0.5 0. O plasma permanece livre de qualquer ligadura.07 3 1.10 Proto S-1C EUA 0. Os esferomaks têm os dois campos. A tabela 6 mostra os principais experimentos existentes de esferomaks e F R C's.5 TOR USSR 0.01 PS-2 EUA 0.6 OCT Japão 0. Usam-se solenóides externos para formação dos toróides ou para a produ- ção de campos de apoio. e são estados de mínima energia.5 PLACE Japão 0.04 2 0.12 8 0.045) (2) (0.02 1 0. podendo ser transladado sem afetar o seu equilíbrio interno. Uma superfície magnética chamada separatriz divide as linhas de campo abe rt as da região fora do plasma e das linhas fechadas dentro do torói- de compacto.09 9 0.05 2.75) 13N-1 USSR 0. mas estes solenóides não enlaçam o plasma.07 3 1. mas poderão ter desdobramentos interessantes no futuro devido ao seu alto valor de beta e sua transladabilidade. Há dois tipos de toróides compactos: o ESFEROMAK e a FRC.028 12 1.3 NUCTE-2 Japão 0.26 14 0.01 1 1.04 4 0. Os campos magnéticos fora do toróide são gerados pelas correntes em solenóides.5 CTTX-1 EUA 0.1 TL USSR 0.06 S-1 EUA 0. sem a necessidade intrínseca de solenóides exter- nos. com campos magnéticos criados pela própria cor- rente que circula no plasma.25 15 0.I]b} Toróides Compactos Os toróides compactos.035 2 0.6 STP-L Japão 0. Tabela 6 — PRINCIPAIS TOROIDES COMPACTOS RAIO RAIO CORRENTE MAIOR MENOR DE PLASMA APARELHO LOCAL (m) (MA) Esperomaks CTX EUA 0.50 27 02 CTCC-1 Japão 0.75 TRX-2 EUA (0. também estados de minima energia. toroidal e paloidal.2 Configuração de Campo Reverso.2 250 . As F RC's s6 possuem campos poloidais e são. formam uma classe de configurações magné- ticas com topologia esférica.14 TRX-1 EUA 0. possivelmente.

Píica cie PIaímar

PLASMAS ESPACIAIS E ASTROFISICAS

A descoberta dos cinturões de Van Allen e ventos solares nos fins da déca-
da de 50 demonstrou que o ambiente espacial em que a terra e o sol se movem
deve ser expresso em termos de Física de Plasmas. A compreensão dos pro ce ssos
da natureza na escala do sistema solar é importante e útil, pois fenômenos atmos-
féricos e climatológicos dependem do ambiente espacial em que a terra se move,
como por exempla, das atividades solares.
A Física de Plasmas Espaciais e Astrofísicos abrange muitos assuntos com
origens históricas distintas. A Física de Plasmas Espaciais inclui a Física do sol e
dos ventos solares, a Física da ionosfera e magnetosfera planetária,a Física do co-
meta e o estudo da aceleração e transpo rt e dos raios cósmicos no sistema solar.
A pesquisa solar é a interface entre a Física Espacial e Astrofísica. A proximidade
do sol torna possível fazer medidas da estrutura interns do sol e dos fenômenos
de plasma nas camadas superficiais do mesmo, medidas estas impossíveis de se-
rem feitas em outras estrelas. A Física de Plasmas Astrofísicos inclui a geração de
campos magnéticos em planetas, estrelas e galáxias; os fenômenos de plasmas que
ocorrem nas atmosferas estelares, no meio interestelar e intergalático e magne-
tosferas de estrelas de nêutrons, em galáxias de rádio astros e em quasars; e a ace-
leração e transporte dos raios cósmicos. Questões astrofísicas motivaram o estu-
do de plasmas relativisticos. Cada um destes assuntos depende de, e também con-
tribui para, a Física de Plasma de laboratório. O estudo dos plasmas de laborató-
rio, espaciais e astrofísicas têm tradicionalmente progredido independentemente.
Só recentemente tem havido tendência de encará-la como uma disciplina unifica-
da- Existe um conjunto comum de problemas físicos de importância intelectual
significativa que unem estes três ramos de atividades sobre o plasma:
( 1 ) a reconexão de campo-magnético;
(2) a interação de turbulência com campos magnéticos;

251

(3 1 o comportamento de fluxos de plasmas de grandes dimensões e suas
interações com campos magnéticos e gravitacionais;
( 4) a aceleração de partículas energéticas;
(5) o transporte e confinamento de partículas;
(6) choques não-colisionais;
( 7) interações de feixe de plasmas e a geração de radiação eletromagné-
tica; e
(8) interações coletivas entre gases neutros e plasmas.
O fato de tais problemas emergirem de uma diversidade de contextos de-
monstra o seu significado geral e sugere que sua solução irá encontrar aplicações
em situações que ainda não se pode imaginar. A existência de tais problemas ge-
rais constitui uma base sobre a qual uma rede de interesses comuns, cooperações
pessoais e, acima de tudo, uma disciplina comum está sendo constituída.

Texto baseado no Physics Through the 1990s. Plasmas and Fluids. Panel
on the physics of Plasmas and Fluids. National Academy Press, 1986.

BREVE HISTÓRICO

A Física de Plasmas no Brasil iniciou-se nos anos 50. Os trabalhos teóricos
pioneiros foram realizados na Universidade de São Paulo por D. Bohm e W.
Schützer.
Bohm produziu um importante trabalho sobre oscilações em plasmas e
Schützer trabalhou na formulação quántica de fenômenos coletivos em plasmas.
Os primeiros experimentos foram realizados por B. Gross no Centro Brasileiro de
Pesquisas F ísicas e L. O. Orsini da Universidade de São Paulo.
Já nos anos 60, G. Freire iniciou suas pesquisas sobre a propagação de on-
das eletromagnéticas em plasmas no Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Tam-
bém nos anos 60 e inicio dos anos 70 foram realizados na USP trabalhos teóricos
sobre alargamento de linhas expectrais e condutividade térmica, destacando-se a
participação de J. Osada, M. S. D. Cattani, N. C. Fernandes. entre outros. A par-
tir dessa época, investigações sobre espectros de plasmas foram desenvolvidas por
M. S. D. Cattani e N. C. Fernandes.
Pode-se dizer que as atividades mais sistematizadas em F fsica de Plasmas
iniciaram-se em 1974 quando se formaram os primeiros grupos com interesses
voltados a plasmas termonucleares. Em 1974 surgiram os grupos da Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP), com o seu theta-pinch, da Universidade Fe-
deral do Rio Grande do Sul (UFRGS), um grupo essencialmente teórico e o gru-
po do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA/CTA), também iniciando em
teoria. Outros grupos se sucederam rapidamente. Em 1977 apareceram os grupos
da Universidade de São Paulo IUSP), com o seu tokamak, e da Universidade Fe-
deral Fluminense CUFF), primeiro aplicados na teoria e mais tarde a uma máqui-
na de espelho magnético. Em 1978 surgiu o grupo do Instituto de Pesquisas Es-
paciais (INPE), com a sua máquina de plasma duplo. Em 1982 apareceu agrupo
do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), também do Centro Técnico Aeroes-
pacial, voltado para o estudo de plasmas produzidos por laser.

252

Nos anos 80 surgiram grupos com interesses voltados 'a plasmas espaciais:
em 1982 iniciaram-se o grupo do Instituto de Astronomia e Geociancias (IAGI
da Universidade de São Paulo, com interesse na Física de Plasmas Astrofísicos, e
um outro grupo do INPE, o grupo de Plasmas Espaciais (INPE-PE); e, em 1985,
nasceu o grupo da Universidade de Brasilia, também com interesse em plasmas es-
paciais.
A primeira iniciativa de coordenar as atividades de pesquisa na área de plas-
ma, que surgiram espontaneamente, ocorreu em 1975, quando a FINEP se dis-
pôs a criar um programa nacional de plasmas e fusão nuclear com uma dotação
de recursos para a pesquisa. O programa não foi levado adiante na forma propos-
ta, porém, os projetos existentes tiveram prioridade e passaram a ser examinados
individualmente. Os primeiros financiamentos sairam em 1976 para o grupo da
UNICAMP e em 1977 para o grupo da USP. Desde então, a FINEP tem continua-
mente aumentado o financiamento nesta área de pesquisa, tornando-se o princi-
pal agente de desenvolvimento da Física de Plasmas no Brasil.
Em 1978, durante a realização da Escola de Verão sobre a Física de Plas-
mas na UFF, os participantes se conscientizaram da necessidade de formular um
programa nacional para compatibilizar as atividades de pesquisa desenvolvidas
por vários grupos de plasmas. O documento toi lançado no final de 1978 tornan-
do-se um marco importante para a Física de Plasmas no Brasil.
Em 1981, o Ministério das Minas e Energia, através da Comissão Nacional
de Energia Nuclear (CNEN), criou um Grupo de Trabalho com o objetivo de
elaborar um Programa Nacional de F isica de Plasmas e Fusão Termonuclear Con-
trolada, produzir um projeto de um tokamak para o Centro Nacional de Plasmas
a ser criado pelo Ministério e incentivar o desenvolvimento de tecnologia de plas-
mas. Este Grupo de Trabalho produziu um documento final em 1982. A CNEN
dotou recursos, de porte semelhante aos recursos dados pela FINEP, para o pro-
grama, dando assim um impulso importante para a Física de Plasmas no Brasil. A
CNEN iniciou também,um grupo de pesquisa na área de tecnologia de fusão nu-
clear, principalmente com relação a tratamento de trítio e "blankets", que, em-
bora não possa ser enquadrada como Física de Plasmas, é uma área importante
para a pesquisa de fusão termonuclear controlada. Contudo, o Centro não che-
gou a ser criado e o financiamento da CNEN, que foi substancial em 1982 e
1983, foi se deteriorando rapidamente com a inflação. 0 programa, porém, teve
um impacto grande em todas as atividades de pesquisa de plasmas. A CNEN man-
teve o financiamento de bolsas de estudos para mestrado em número relativa-
mente alto, apesar de suas dificuldades internas, colaborando, assim, no aumento
do pessoal científico nesta área.
A época da formulação do programa de 1982 trabalhavam em Física de
Plasmas 28 pesquisadores com nivel de doutor, sendo 18 físicos teóricos e 10 ex-
perimentais, além de 15 físicos com mestrado, 22 estudantes de doutoramento e
30 de mestrado, perfazendo um total de 85 físicos.
Outro marco importante para o desenvolvimento das atividades de Física
de Plasmas no Brasil foi a realização do I Encontro Latino-Americano de Física
de Plasmas e Fusão Termonuclear Controlada em Cambuquira, em fevereiro de
1982. Este encontro demonstrou a existência da Física de Plasmas emergente no
Brasil. E importante também notar a realização da Sessão de Fusão Nuclear du-
rante o Simpósio Nipo-Brasileiro de Ciência e Tecnologia, em 1984.

253

Em 1986, o Ministério da Ciência e Tecnologia criou um primeiro Grupo
de Trabalho para a instalação de um Laboratório Nacional de Plasmas. Porém es-
te Grupo de Trabalho não chegou a tomar posse, por motivos técnicos. Entre-
tanto o interesse do MCT em criar um Laboratório Nacional de Plasmas foi rea-
firmado pelo Ministro Renato Archer, que convidou, através de A. Raupp, dire-
tor do INPE, os grupos de plasmas a elaborarem uma proposta. Por iniciativa do
MCT, organizaram-se dois seminários em Campinas, junto à UNICAMP, com o
objetivo de acessar o estado de desenvolvimento da pesquisa de plasmas no Bra-
sil. 0 primeiro seminário toi sobre o maçarico de plasmas, com o objetivo de le-
vantar o estado da arte no desenvolvimento deste equipamento e a potencialida-
de de sua t.tilizaçíio na indústria brasileira, principalmente em metalurgia. 0 se-
gundo foi sobre a pesquisa de Física de Plasmasem geral, junto com a pesquisa de
física nuclear para formular uma politica de pesquisa nestas áreas pelo MCT. O
desdobramento subseqüente foi a criação do Grupo de Trabalho pelo MCI, em
fevereiro de 1987, com o objetivo de elaborar o Programa Nacional de Plasmas e
Fusão Termonuclear Controlada e um anteprojeto para a criação do Laboratório
Nacional de Plasmas.

254

Pííica de Pia ímar

DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA

A seguir são apresentados breves históricos de cada grupo de plasmas, as
linhas de pesquisa adotadas por estes grupos e a situação atual do grupo (feverei-
ro de 1987).

l a ) UFRGS

Cl Grupo de Fisica de Plasmas do Instituto de Física da UFRGS teve seu
início em 1974. através de um seminário com vários meses de duração do qual
participaram vários físicos teóricos de diferentes áreas. O Grupo foi criado com
os objetivos de ampliar a formação acadêmica em áreas de física que possuem
grande potencial de aplicações práticas (como teoria eletromagnética, mecânica
estatística, termodinâmica e dinâmica de fluidos) e formar pesquisadores em Ff-
sica de Plasmas Teórica, tanto básica como aplicada. Contou inicialmente com a
colaboração de professores visitantes (Pitter Graeff, John D. Gaffey, J. P. Mondt)
e formou seus três primeiros doutores em 1979.
São três as principais linhas de pesquisa do Grupo: (I) Emissão e Absorção
de Radiação por Plasmas: Os trabalhos nessa linha abrangem emissão de radiação
por plasmas confinados magneticamente, por lasers de elétrons livres e por plas-
mas espaciais; e absorção de radiação por plasmas termonucleares para fins de
aquecimento e de geração não indutiva de corrente. (II) Ondas e Instabilidades
em Plasmas: Os trabalhos nessa linha consideram efeitos gerados por injeção de
feixes de ions, por anisotropie em plasmas de alto beta, por gradientes e corren-
tes em constritores de campo inverso. No momento essa linha está passando a in-
corporar a propagação de ondas não-lineares e/ou relativfsticas em plasmas, não
só de elétrons e. ions, mas também elétrons e pásitrons. (Ill) Teoria de Grupos na
Análise de Fenomenos Não-Lineares: Os trabalhos nessa linha são de caráter físi-

255

— Luiz F. O pessoal cientifico. Atualmente estão sendo investigados invariantes exatos algébri- cos para o Sis?ema de Lorenz. — Ruth S. O Laboratório iniciou também. com ênfase aos sistemas pulsados de alto beta. 1979). Galvão e a adesão de Aruy Marotta. Biickelmann. Professor Adjunto. implantando um programa de pesquisa teórico e experimental tanto na área de plasmas básicos como na área de plasmas de interesse á fusão nuclear.i.1 e Theta•Pinch II de 6 k. formaram-se três dou- tores e em 1983. As linhas principais de pesquisa deste grupo são plasmas pulsados de alto beta. para o estudo da formação de plasma. para estudo de ondas íon-acústicas não lineares. como também para estudos de in- teração plasma-radio freqüência. Professor Adjunto. — Máquina de Plasma Produzido por Laser. Sakanaka que iniciou a formação de pessoal. da Jornada (Doutor/UF RGS. Professor Titular. foram construídas as máquinas listadas abaixo: — Theta-Pinch I de 2 k. —Eda H. Ziebel (Doutor/UFRGS. Em 1979. Além oestes pertencem ao Grupo dois alunos de doutoramento e um de mestrado. O. retor- no de Ricardo M. Professor Adjunto. a nivel de • doutor. Schneider (Doutor/UF RGS. o Laboratório desenvolveu várias máquinas pequenas de plasmas para que os estudantes tanto de pós-graduação. Como estratégia. foi crescendo rapidamente com a adesão de Helmut K. — Darcy Dillenburg (Doutor/UFGGS. como de iniciação cientifica. três alunos de doutoramento e doze de mestrado. Desde a sua criação o Grupo formou 5 mestres e 4 doutores e produziu 28 trabalhos publicados em revistas especializadas e anais de congressos. 1979).pinches e toróides compactos. 19791. 256 . já contava com sete professores doutores. no início. interação laser-plasma. como theta. espectroscopia. além dos professores visitantes. Masanobu Niimura e Shuko Aihara. Em 1978. Darcy Dillenburg e Bernardo Liber- man. Assim. teoria magnetohidrodinãmica e aquecimento de plasmas por rádio-freqüência. mais recentemente. 19831. Professor Adjunto. 1960). Professor Adjunto. o desenvolvimento do maçarico de plasmas para aplicação in- dustrial. 1971). totalizando presentemente 6 professores doutores: — Bernardo Liberman (Doutor/UFRGS. O Grupo contou com dois doutores. como sólitons e similares. ambas para o estudo da dinâmica de implosão magnética de plasmas. mais um. Foram desenvolvidos nestes equipa- mentos dispositivos de plasma com sondas eletromagnéticas e interferometria com feixe de laser.co-matemático. — Vários pequenos espelhos magnéticos para desenvolvimento de diagnós- ticos como sondas eletrostáticas e magnéticas. — Máquina de Plasma Quiescente. usando um laser de rubi de 2J. tivessem a oportunidade de desenvolver sua competência experimen- tal. Estas máquinas se rv iram também para um desenvolvimento controlado de técnicas de diagnósticos de plasmas. contratações de José Busnardo Neto. (b) UNICAMP O Laboratório de Plasmas do Instituto de F isica da UNICAMP teve seu ini- cio em 1974 com a contratação de Paulo H. —João Goedert (Doutor/UF RGS.

A espera do término da construção do prédio para a instalação do equipamento e dificuldades técnicas e financeiras causaram um atraso consi- derável na operação deste sistema. Alfvén e ion-ciclo- trônico. O pessoal científico da UNICAMP é atualmente constituído de seis profes- sores doutores. Professor Livre-Docente. e 83 trabalhos publicados em revistas e anais de congressos. O sistema entrou em ope- ração em fins de 1983. Este possui um campo de polarização inverso que permite. sonda de pressão. com um solenóide de 100 cm de compri- mento por 17 cm de diâmetro. operado a 100 kV. analisador eletrostático de energia dos ions. um sistema de the- ta-pinch de 55 kV. 12 dos quais experimentais e 10 teóricos. desenvolvidas na UNICAMP são: equilí- brio e estabilidade magnetohidrodinámica. aquecimento de plasmas por rádio- freqüência nas freqüências de ressonância híbrida inferior. Professor Titular. por reconexão de linhas de campo. simulação de theta-pinches e toróides compactos. etc. 1977). Estes maçari- cos tem vantagens sobre maçaricos convencionais por possuir uma atmosfera controlada e atingir temperaturas altas. Professor Assistente-Dou- tor. —Paulo H. com um sole- nóide de 65 cm de comprimento por 17 cm de diâmetro. Foi completada a construção. — Aruy Marotta (Doutor/UNICAMP. 1972). compõem o Grupo 9 alunos de doutoramento e 5 alunos de mestrado. 22 mestres. Professor Assistente- Doutor. — Antônio G. 1983). — José Busnardo Neto (Doutor/Michigan. EUA. Neste sistema serão es- tudadas a fase de formação da configuração de campo reverso e a estabilização da instabilidade rotacional por um octopolo e/ou um diversor. — Munemasa Machida (Doutor/Columbia. F RC. a formação de configuração de cam- po reverso. tais como. em 1987. um toróide compacto sem o campo toroidal. — Helmut K. Em 1983. em teoria. foi importado da Maxwell Laboratory. As linhas de pesquisa. 1973). (c) ITA/IEAv O Grupo de Plasmas do Instituto Tecnológico da Aeronáutica do Centro Técnico Aeroespacial foi iniciado em 1974 por José Pantuso Sudano. que retor- 257 . A evolução natural de theta-pinch de campo reverso é a Configuração de Campo Reverso. Professor adjunto. denominado TUPA. Professor Livre-Docente. foram também desenvolvidos. espectros- copia. O Laboratório formou nos 12 anos de sua existência. Fo- ram desenvolvidos um maçarico de plasma para corte de aço inoxidável e maçari• cos de aquecimento para possíveis aplicações a fornos industriais. Bõckelmann (Doutor/Southern Illinois. um experimental e um teórico. 1970). 1985). a saber. além dos já citados. Sakanaka (Doutor/Columbia. Torus C-I. copo de Faraday. de um sistema de toróide compacto. Trigueiros (Doutor/Lund. Em 1978. geração de corrente não induzida por rádio-freqüência. iniciou-se Uma outra linha de atividade: aplicação industrial. — vários sistemas de diagnósticos. 2 doutores. com base em um theta-pinch de campo reverso de 20 kJ de energia a 10 kV. Além desses.

Os projetos de pesquisa desenvolvidos.para estudo da coluna de arco de baixa pressão onde se podem produzir camadas du- plas e turbulência. Burgoyne do Insti- tuto Astronômico e Geofisico.nou da França nesta época. Desde a sua criação. 1985). iniciar um projeto experimental com a construção de uma máquina de confinamento de plasmas do tipo Toka- mak. Foram experimentos de desenvolvimento de descargas de baixa taxa de ionização relevantes à construção de lasers a gás de alta Potência. Em 1983 foram iniciados os trabalhos no IEAv. W. Inicialmente constituiu-se um grupo de estudos com estudantes de pós-graduação. Goes (Doutor/Wisconsin. e 3 mestres (contratados) e 6 alunos de mestrado. recentemente. Tubo de Descarga de Longo-arco -. Neste laboratório foram desenvolvidas descargas luminosas e descargas do tipo arco. de um lado. Dispositivo Orbitron — um dispositivo para confinamento de partículas carregadas. decidiu-se. e de outro lado. os programas do ITA e IEAv foram integrados com os pes- quisadores do IEAv participando no programa de pós-graduação no ITA. S. atualmente. Descargas de Plasmas por Rádio-F re- qüência — para estudo da física de descarga rádio-freqüência e desenvolvimento de diagnósticos. Id) USP 0 atual grupo de Física de Plasmas da USP foi formado em 1974 por inicia- tiva de Ivan C. e. Dois professores do Departamento de Física completaram o doutora- mento no exterior em Física de Plasma Experimental. atualmente. 1986). da UNICAMP. Traba- lhos experimentais foram iniciados em 1978 com a construção de tubos de des- carga. No IEAv foram construídos laseres de CO 2 de até 5 Joules de energia com pulsos de 80 nseg de duração. no grupo do CTA são: Câmara para experimentos de laser-plasma — para estudo da interação laser-plas- mas em gases e em alvos sólidos planos. Os trabalhos iniciais no ITA foram teóricos. envol- vendo. sistemas de armazenamento de energia e fontes intensas de feixes de partículas. 0 Grupo ITA/IEAv é. O. volante. Maciel (Doutor/Oxford. Em 1978. o Grupo formou 7 mestres e produziu 16 trabalhos publicados em revistas e anais de congressos. cálculos em magnetohidrodinámica tendo em vista confina- mento magnético. em meados de 1976. Em 1985. heteropolar. 258 . estudo de efeitos não-lineares em plasmas des- critos pelas equações de Korteweg-de-Vries e de Schrdedinger não-linear. e diagnóstico de plasmas. Espectrõmetro de massa — para estudo físico-químico de plasmas de rádio-freqüência. Foram também desenvolvidos um dete- tor de partículas e um sistema de medida de temperatura do plasma por emissão de raios-X. 1972) e — Luis Carlos S. Simpson. — Homero S. — José Pantuso Sudano (Doutor/Paris. e vieram a reforçar o seu grupo de plasma. constituído de três professores douto- res. Estes lasers foram utilizados para produzir descargas no ar. Com a colaboração de Ricardo M. da Austrália passou a colaborar com o grupo. No ITA foi criado um laboratório experimental de Fisica de Plasmas em 1980. pulsado e síncrono como desenvolvimento industrial. Galvão. Gerador Marx. Nascimento do Instituto de Física e Calvin M.

1982). Produziu também. Na área de diagnósti- cos o grupo desenvolveu sondas eletrostáticas múltiplas com varredura para in- vestigação de turbulência. — Maria Vittoria A. A sua operação em regime tokamak iniciou-se em ju- nho de 1980. no estudo do equilí- brio e estabilidade num tokamak. 8 alunos de doutoramento e 8 alunos de mestrado. K. Têm sido investigadas as características das descargas no tokamak. as atividades experimentais têm consistido na pesquisa de plasmas confinados por campos magnéticos. 1983) e — Vilma S.Sussex.041) e outros equipamentos. ao traçarem a política de pesquisa colocando a Física de Plasmas e Fusão Termonuclear Controlada como uma área prioritária. 12 dos quais experimetais. além de modificações no projeto original do tokamak para melhorar o seu de- sempenho. Caldas (Livre-Docente/USP. 6 mestres contratados. Nos últimos anos. M. Abraham L. analisador eletrostático. O TBR•1 é um tokamak de raio menor de 8 cm. C. com um campo magnético máximo de 5 quilogauss. equilíbrio e estabilidade da coluna de plasmas e lim- peza da câmara toroidal por descarga e usando microondas. O. raio maior de 30 cm. na implantação de diagnósticos e sistemas de aquisição de dados. 1985). quando o seu diretor. Possui um sistema CAMAC para aquisição de dados. principalmente. TBR-2. já se realizava a primeira Escola de Verão de Físi• ca de Plasma na UFF. 1983). — Ricardo M. 1984). 3 bacharéis. —José H. a saber: — Iberé L. contrataram quatro doutores na área. King-Hay Tsui e Asaharu Tomimura. Nota: ( *) Tempo Integral no INPE. A equipe da USP é constituída de 10 professores doutores. Em 1978. O TBR-1 (Tokamak Brasileiro 1) foi projetado em 1977 e teve sua cons- trução iniciada em 1978. Nascimento (Titular/USP. R. 1974). — Hugo Franco (Doutor/USMG-Grenoble. 1983). integrado a um microcomputador PCXT com 24 canais. Romeo e o chefe do departa- mento. Vuolo (Doutor/USP. o primeiro em 1978. A próxima etapa de desenvolvimento do grupo da USP é a construção de um tokamak de porte médio. J. — Nelson Fieldler-Ferrari DDoutor/USP. Walder Vuolo (Doutor/USP. P. Cattani (Titular/USP. — Mauro S. estudos teóricos e métodos de diagnósticos num plasma por polarimetria FIR. 48 trabalhos publicados em revistas e anais de congressos. 1985). Desde a sua criação o Laboratório da USP formou 3 doutores teóricos e 14 mestres. 1983). A. Michael F. Chian. Heller (Doutor/USP. — Ivan C. (e) UFF A pesquisa na área de Física de Plasma no Instituto de Física da UFF foi iniciada em 1977. As atividades teóricas têm consistido. O primeiro 259 . — Mutsuko Y. espectrõmetro óptico de alta resolução (0. 1985). D. sonda eletrostática para íons. Reusch. Galvão (•) (Livre-Docente/USP. tempo turno completo na USP. espectroscopia e emissão de radiação ciclotró- nica e alargamento e deslocamento de linhas espectrais. Kucinski (Doutor/U. Fánzeres. Jayaram e Igor Alexeff da Universidade de Tennessee (este por um curto tempo). Posteriormente juntaram-se ao grupo.

As bobinas são alimentadas por um grupo gerador de corrente contínua de 1000 amperes com 360quilowatts de potência a 360 volts. foram de grande utilidade para os seus trabalhos iniciais. ressonância plasma . RFA. a saber: — Assaharu Tomimura (Doutor/Imperial College. são as seguintes as áreas de atuação do Laboratório Associado de Plasmas. fontes. instabilidades paramétricas. coma pro- posta de criação de um grupo de pesquisa e de um laboratório de plasma. a LISA possui um tubo de plasma com 255 cm de com- primento e 17 cm de diâmetro e um campo magnético máximo de 10 quilogauss na região central e 13 quilogauss nas extremidades. Ainda em 1980. as linhas principais são as instabilidades magnetohidrodinâmicas resistivas em to- kamaks e theta-pinches. Rapozo. Assim foram construídos um ma- çarico de plasma para corte e um conversor de corrente de plasma. foi possível colocar em funcionamento pleno todo o sistema LISA. 260 . do INPE: Pesquisa Básica — Realização de pesquisas experimentais e teóricas em F ísi• ca de Plasma e simulação em laboratório de processos em plasmas espaciais. pois periféricos como sistema de vácuo. doada pelo Max-Planck-Ins- titut. a montagem de uma máquina linear de plasma. professor adjunto. 55 cm de raio maior e campo magnético máximo de 10 quilogauss. 1977). com quem a UFF mantém convénio.. e especialmente com o apoio de Shuko Aihara. 1982). no inicio. as dimensões são 10 cm de raio menor. também doada pela Max-Planck na mesma ocasião da doação da LISA. Garching. Santiago (Doutor/UNICAMP. LAP. etc. Para fornecer a energia necessária foi montada uma subestação de 600 KVA. As linhas de pesquisa experimental da UFF são todas baseadas rid máquina LISA: aquecimento de plasmas por rádio-freqüência através da ressonância ciclo• trõnica dos elétrons. formado em 1980. —Cândido C. Em teoria. há bastante tempo abando- nados. medidores. O Grupo da UFF formou 7 mestres. sob a liderança de Cândido. 1975). permitindo assim á UF F participação no programa nacional de plasmas e fusão controlada. Como plano futuro. em grande parte. que é uma máquina toroidal. LISA máquina esta. dos quais dois experimentais e produ- ziu 30 trabalhos publicados em revistas e anais de congressos. Tsui (Doutor/Texas. De uma maneira geral. acoplamento de modos de guia de plasma e geração de corrente por rádio-freqüência. — King H. O grupo da UFF é constitu ido de 4 professores doutores."sheath" e ressonância magneto-acústica. mestre contratado foi Cândido C. planeja-se utilizar uma outra máquina. Com o apoio do Laboratório de Plasmas da UNICAMP. If) INPE O programa de Física de Plasma do INPE teve início em 1978. foi iniciada. 1985). professor adjunto. —Marcos A. M. com peso. sem a indução de corrente de plasma. professor adjunto. professor adjunto. Rapozo (Doutor/UNICAMP. 9 mestres e 2 bacharéis contratados e 6 alunos de mestrado. nos equipa- mentos e acessórios do sincro-ciclotron do Instituto. a DINAMARE. Hoje o Instituto atua intensamente no desenvolvimento desta linha de pesquisa através da execução de diversas atividades de caráter fundamental e aplicado. fenómenos de batimento de ondas ciclotron-ele- trônica e geração de corrente não indutiva por onda híbrida inferior. um experimental. A parte experimental se apoiou. ressonância híbrida inferior.

O. ao desenvolvimento da tecnologia de fontes de plasma para processos de corrosão e deposição de filmes finos. Aplicações Tecnológicas — Aplicações avançadas de plasmas e desenvolvi- mento de tecnologias espaciais. a equipe conta com três alunos bolsistas e um engenheiro de carreira. A. também. O LAP formou três mestres. A centrífuga de plasma desenvolvida no INPE entrou em operação. Pesquisador Auxiliar. tendo os testes em laboratório com o protótipo sido iniciados no final de 1985. um doutor experimental e produziu 42 tra- balhos publicados em revistas e anais de congressos. os quais estão descritos resumidamente no texto a seguir: O projeto Plasma Quiescent° visa. no final de 1984. 1975). Além destes. onze mestres e dois bacharéis. o estudo de pro- pagação de ondas em plasmas e da evolução de instabilidades. São os seguintes os pesqui- sadores doutores: —Antônio C. sen- do oito doutores. A equipe científica do LAP é constituída de vinte e um pesquisadores. 1986). Pesquisador Adjunto. Pesquisador Adjunto. que é uma fonte coerente de microondas de alta potência. 261 . — Gerson O. de uma maneira geral. A primeira fase deste projeto consiste na construção de um girotron. O proje- to conceitual deste dispositivo vem sendo realizado a partir de modelos teóricos e computacionais desenvolvidos pelo LAP. Este dispositivo foi totalmente construido no INPE e se presta. Pesquisador Adjunto. Fusão Termonuclear Controlada — Pesquisa em sistemas visando a produ- ção de energia a partir de reações de fusão nuclear sob condições controladas. O projeto Centrífuga de Plasma visa o estudo de plasmas em rotação e sua aplicação na separação de isótopos. 1986). Ferreira (Doutor/MIT. entre outras. Pesquisador Auxiliar. —José A. Além das aplicações em máquinas de fusão. Bittencourt (Doutor/Texas. Pesquisador Senior e — Yoshiyuki Aso (Doutor/Nagoya. conforme proposto no Programa Nacional de Física de Plasmas e Fusão Termonuclear Controlada. — José Leonardo Ferreira (DoutorfiNPE. Para viabilizar a construção do giro- tron estão sendo desenvolvidas várias tecnologias relevantes à confecção de dis- positivos eletrônicos a vácuo em geral. Pesquisador Senior. Concomitantemente. — António Montes Filho (Doutor/Oxford. O projeto Propulsão lpnica se insere no programa de desenvolvimento de plataformas espaciais e visa a construção de um micropropulsor eletrostático des- tinado ao controle de altitude e correção de órbita de satélites geostacionários. Ludwig (Doutor/Cornell. 1975). com a produção de plasmas metálicos. a centrífuga de plasma poderá se tornar um dispositivo competi- tivo na separação de isótopos estáveis para aplicações em Física e Medicina Nu- clear. 1975). o girotron tem aplicações em sistemas avança- dos de telecomunicações e de radar. 1981). Destarte. 1980). estão sendo executa- dos estudos teóricos e de simulação numérica visando a utilização do girotron no aquecimento de plasmas termonucleares. — Ricardo M. O projeto Plasma e Radiação trata essencialmente de estudos dos mecanis- mos de geração de radiação eletromagnética e da interação desta radiação com plasmas termonucleares. Pesquisador Senior. Galvão (Doutor/MIT. A fonte de plasma do propulsor iónico opera com argõnio ou xenànio. 1984). — Mario Ueda (Doutor/Cornell. A execução de atividades experimentais e teóricas está distribuída em cinco projetos.

Rogério F. (3) espalhamento Raman estimulado num sistema feixe-plasma. 1983). supernovas e nuvens moleculares. aqueci- mento de plasma por rádio-freqüência e rádio-emissão espontânea em tokamaks. O Grupo é constituído por Abraham C. um dos quais com contrato provisório e já possue 6 tra- balhos publicados em revistas científicas. Chian (Doutor/Cambridge. jatos extragalácticos. Na área de Plasmas Espaciais e Astrofisicos o Grupo está interessado em processos de geração de rádio-emissão coerente em plasmas planetários e es- telares: radiação kilométrica terrestre. interação laser-plasma. quanto em plasmas de la- boratório. Ara- gão (Doutor/Bochum. física de plasma na formação das primeiras estrelas. 0 Grupo dirige atenção aos processos não-lineares de interação onda-onda e in- teração onda•partícula em plasmas. supernovas e rádiofon- tes extragaláticas. instabilidade térmica em radio fontes extragalácticas. constituído de um só físico. (h) INPE/PE O Grupo de Física de Plasmas Espaciais e Astrofisicos do iNPE foi criado em 1984. geração de correntes em "F lares" solares. O Grupo é constituído por Reuven Opher (DoutorlHarvard. por Abraham Chian-Long Chian. Na área de plasmas de laboratório o Grupo está interessado em la- ser de elétrons livres. A linha principal de pesquisa éa Física de Plasma Espacial. As linhas principais de pesquisa deste grupo são: perda de massa estelar pelas ondas Alfvén turbulentas. O Grupo tem mantido um estreito contato com o Grupo de Plasmas Espaciais do I NPE. (II UnB O Grupo de Plasmas do Departamento de Física da Fundação Universidade de Brasília teve início em 1985. (2) conversão não-linear de ondas eletrostáticas de plasma em radiação eletro- magnética. 262 . 1958) e seis alunos de doutoramento. rádio-emissão solar e rádio-emis- são de pulsar. L. Atualmente o grupo está trabalhando em três linhas de pesquisa: (1) instabilidades paramétricase turbulência de Langmuir. acelerador coletivo de ions. para desenvolver pesquisas teóricas de Física de Plasmas dando-se ênfase ao relacionamento entre os processos físicos que ocorrem tanto em plasmas espaciais e astrofísicos.(g) IAG O Grupo de Plasma Astrofísico do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo foi iniciado essencialmente quando Reuven Opher foi contratado em 1982. 1977) e três mestres contratados. F. radiação decamétrica joviana. me- canismos de aceleração das partículas em "flares" solares. e. rádio-emis- são na região dos arcos de choque planetários. radiação girocictotrónica nas colunas de acreção de anãs brancas. O Grupo é por enquanto.

dando. Embora este valor tenha a tendência a aumentar. Entretanto este avanço em número de pesquisadores não esta ocor- rendo numa proporção satisfatória. de acordo com a tabela 8. tal- vez até incentivos materiais de alguma forma. 40 doutores e 65 alunos de pós-graduação trabalhando nesta área. as alternativas oferecidas pelos projetos experimentais no Brasil são muito precá- rias. alunos de doutoramento experimental em maior número. como também verbas pa- ra pesquisa. técnico/administrativa e de pessoal. como se pode ver nas razões 13/24 para doutores. com "referee" 1114). longe do valor mencionado. o seu avanço foi considerável. o desempenho foi regular. e também necessário que se envie para o exterior. Em parte. o que dá uma média anual da or- 263 . a razão entre os números de físicos experimentais por físicos teóricos deveria ser em torno de 2/1. pois. Com relação a publicações de trabalhos (o número de publicações é uma das medidas da produtividade científical. Há. a tendência de maior número de teóricos pode ser explicada pelas imensas dificuldades encon- tradas em desenvolver pesquisa experimental no Brasil. como podem ser vistos na tabela 7. 118 em anais de congressos na- cionais e internacionais. Por exemplo. e necessário estabelecer uma po- lítica de incentivar mais trabalhos experimentais. 11/25 para doutorandos e 17/12 para mestrandos. que têm diminuído rapidamente. Píica de Plarmaí ANALISE E PERSPECTIVAS Em 12 anos de existência da Física de Plasmas no Brasil. Neste período formaram-se 10 doutores e 59 mestres. devido a falta de infra- estrutura material. 40/61 —2/3. São 232 trabalhos publicados em revistas especializadas. esta tendên- cia é demasiadamente lenta. Este valor é. atualmente. na área de Física de Plasmas. tanto do ponto de vista do pessoal como produtividade científica. aumentando o número de alu- nos experimentais mais rapidamente do que o número dos teóricos.

Na Física de Plasma Experimental Básica. para os quais a estrutura das universidades não é adequa- da. o desenvolvimento de maçarico de plasma chegou a maturidade. no Brasil. Os laboratórios de pesquisa existentes nas Universidades devem ser ampliados para dar continuidade ao trabalho iniciado. do que daqueles que existem atualmen- te nas universidades. Pode-se dizer que. geração de corrente não indu- tiva em plasma por rádio-freqüência e Física de Confinamento Magnético. Na tecnologia. Há também competência demonstrada nas pesquisas de tokamaks pequenos e sistemas pulsados de alto beta. houve um grande avanço no desenvolvi- mento de técnicas de diagnóstico. podendo-se já prever a sua introdução na indústria brasilei- ra em um espaço de tempo relativamente pequeno. há necessidade de re- cursos especiais.dem de dois artigos por cada pesquisador/doutor. ainda se nota muitas dificuldades em desenvolver certas técnicas importantes. já foi alcançada uma massa critica de pesqui- sadores com uma certa maturidade e competência científica que permitem a rea- lização de experimentos de maior porte. que a produção cientifica na área experimental deixa ainda a desejar. Há demonstrada competência. como. e o único modo de desenvolvê-la é construir experimentos competitivos de nível interna- cional. verbas apropriadas e disponibilidade de tempo. es- tabilidade magnetohidrodinâmica ideal e resitiva. há também a necessidade de realização de experimentos maiores. interação de radiação eletromagnética com plasmas. de nível internacional nas pesquisas teóricas em certas linhas. porém. Es- tes experimentos só serão viáveis em um Laboratório Nacional. Uma verificação mais aprofun- dada mostra. é necessário desenvolver a capacitação nacional nesta área. para a elaboração de um Programa Nacional de F ísica de Plasmas e Fusão Termonuclear Controlada c a implantação do Labora- tório Nacional de Plasmas. Para tais experimentos. aumentar a experiência nacional nessa área e garantir a formação dos novos es• pecialistas necessários Todos os dados sobre a situação da área aparecem na tabela 9. Ë também de reconhecimen- to internacional o projeto de girotron. Um projeto deste porte é necessário no sentido de que o Brasil não deve deixar de participar da pesquisa da possível grande fonte de energia do futuro. tanto para a pesquisa em fusão termonuclear controlada. potencial de plasmas na presença de rádio-freqüência e interação de rádio-freqüência com plasmas magnetizados. Dentro deste cenário. a fusão termonuclear controlada e para isso. CNPq. Por outro lado. porém. devido ao seu caráter mais diversificado e ênfase em formação de pessoal. impor- tantes trabalhos foram feitos com ondas Ion-acústicas não-lineares. acima da capacidade atual das agências financiadoras (FINEP. como para aplicações tecnológicas. os físicos de plasmas estão trabalhando junto ao Mi- nistério da Ciência e Tecnologia. como também a falta de material. 264 . etc). FAPESP. Em se tratando de trabalhos experimentais. devido á falta de pessoal especializado. dentro de um programa coordenado com os grupos universitários.

T) 2 8 27 32 TOTAL GERAL 10 59 118" 114" E Experimental - T . 3 12 2 22 26 UFF . 2 6 16 14 INPE 1 . 1 6 5 10 USP .Tabela 7 .FORMAÇÃO DE PESSOAL E PUBLICAÇÕES FORMANDOS PUBLICAÇÕES GRUPOS DOUTORES MESTRES REVISTAS ANAIS DE ESPECIALIZADAS CONGRESSO E T E T UFRGS .Teórico (') . . 3 27 15 OUTROS 9 TOTAL (E.As somas dos números de publicaçôes dos grupos totalizam valores maiores do que os números indicados na Linha Total Geral. As diferenças se referem a trabalhos de colabo- ração entre grupos que foram contados duplamente. . 5 24 4 UNICAMP 1 1 12 10 23 61 ITAIIEAv . 4 . 265 . .

IAESTRES ESTUDANTES • PESES rio DE INVESTIMENTO Dr.000 1 4 2 6 2 3 3 2 t 3 2 28 10 6 2 22 84 500.000 10. Msc.000 300.000 9 6 8 30 800. Dr.000 50.000 200. Msc.000 5.000 80. Msc.000 11 7 1 1 3 42 50.000 5.000 .000 10.000 '5 8 e 3 14 48 400.000 50.000 10. Mac. Dr. Dr.000 10. ARTIGO GLOBAL (USS) 4 2 5 — 7 15 5.

M.Tabela 8—PESQUISADORES DOS GRUPOS DE PLASMAS INSTITUIÇÃO INICIO CONTRATADOS ALUNO DE PÓS-GRADUAÇÃO DOUTORES MESTRES BACHARÉIS DOUTORAMENTO MESTRADO E T E T E T E T UFRGS 1974 — 6 — — — — 2 — 1 UNICAMP 1974 5 1 — — — 4 6 4 2 1TA/IEAv 1974 3 1 — 2 — — 2 3 2 USP 1977 4 6+ 5 — 2 5 3 6 2 UFF 1977 1 3 2 7 2 — — 3 3 INPE 1978 3 5+ 6 5 1 2 5 1 — IAG' 1982 — 1 — 1 — — 4 — 2 INPEIPE' 1983 — 1 — 1 — — 3 — — UNB' 1985 — 1 — — — — — — — TOTAL (T. Galvão. portanto subtrai um do total. . contratado pela USP e 1NPE. E) 16 24 13 16 11 25 17 12 TOTAL GERAL 40 29 5 36 29 TOTAL EFETIVO = 105 E — Experimenta! T — Teórico (') —Só Teóricos (+) — Relere-se a R.O.

PROJEÇÕES E NECESSIDADES 276 .MICA NUCLEAR DESCRIÇÃO 271 BREVE HISTORICO 274 DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA 278 PERSPECTIVAS.

sua estrutura. constituindo-se no melhor laboratório imaginável para a investigação das interações fundamentais do universo desde sua origem no "big bang". até questões fundamentais como a síntese elementar. conseqüentemen- te. A Física Nuclear é uma ciência relativamente nova. forças dinâmicas de longo alcance estão presentes de uma forma inequívoca caracteri- zando a estrutura da matéria. 271 . interações fortes como a eletomagnética e nuclear e as interações fracas). PACO nUdeOr DESCRIÇÃO Nosso mundo cotidiano é composto basicamente de matéria nuclear e as características fundamentais de nosso universo tais como as propriedades quími- cas e biológicas básicas. uma evolução fantástica. O estudo do núcleo é. são determinadas pelas interações fundamentais da natureza.. um espectro muito amplo que vão desde aspectos de muitos corpos das interações fortes. Podemos dizer. a síntese elementar. o elo mais importante entre o mundo infinitesimal e o astronómico. A Física Nuclear tem por objetivo o conhecimento das propriedadhsdo nú- cleo atómico. sem duvida. fusão nuclear e também questões energéticas. e. As questões básicas da Física Nuclear cobrem. Nosso conhecimento sobre as propriedades nucleares teve. sua forma de interação. tes- te das simetrias fundamentais da natureza. A descoberta da existên- cia do núcleo atómico tem trës quartos de século. praticamente uma vida huma- na. Apesar das interações no núcleo terem suas origens na interação entre partículas elementares (quarks e gluons que compõem a matéria nuclear). estrutura da matéria nuclear e seu comportamento coletivo. principalmente na primeira metade deste século. a determi- nação das leis que governam as forças entre os constituintes da matéria nuclear. atualmente. também. que a quase totalidade des- sas interações se manifestam na interação entre núcleos (i. ou simplesmente.

pelo alinhamento individual do movimento orbital de poucos núcleons com o eixo de rotação do núcleo ou.provém de experiências em um número muito reduzido de núcleos em condições muito restritas de temperatura (baixas) e den- sidade (normal). dos mésons presentes no núcleo. podemos destacar alguns tópicos de interesse atual. a um dos problemas de fronteira mais in- teressantes da F ísica Nuclear. Entretanto. oferecem informações importantes sobre o papel dos prótons e néutrons nas vibrações nucleares. utilizando feixes de pions. pelo movimento rotacional coletivo do mesmo. denominados ressonâncias deltas. As simetrias investigadas em sistemas nuclea- res. são formados núcleos com esquemas de de- caimento regulares ou aleatório. Uma. A física de ions pesados tornou-se uma ponta de prova sem igual para o es- tudo da dinâmica da colisão entre núcleos. assim como os estados excitados de núcleons. momento angular. Os limites nos quais as si- metrias são afetadas ou até quebradas merecem também uma atenção por causa da possibilidade de esclarecimentos que podem trazer ao entendimento do nú- cleo e também. as vibrações gigantes monopolares desperta- ram um interesse particular pela sua relação com a compressibilidade da matéria nuclear. deram lugar às simetrias de tempo e espaço. sem dúvida. Este assunto corresponde. de forma sem precedente. quando o núcleo é deformado. a Física Nuclear tenta responder a algumas perguntas básicas: "Como é que o núcleo rearranja sua forma e simetria scb o efeito de rotações muito rápidas?" "O que acontece aos núcleos perto do limite da estabilidade?" A presença crescente de forças centrifugas e de Coriolis é responsável por mudanças no emparelhamento dos núcleons e grandes deformações podem ocor- rer. O núcleo assimila o momento angular de duas formas possíveis. Um fato importante a ser ressaltado é que quase todo o conhecimento acu- mulado em F isica Nuclear até hoje. O recente desenvolvimento de aceleradores de grande porte permitiu o uso de feixes pesados. das excitações simples e movimentos dos núcleons na matéria nuclear não está esgotada ainda. Por outro lado. formando núcleos exóticos em situações extremas de energia. Por exemplo. abrindo novas possibilidades para a investigação em Física Nu- clear. a fim de incluir as formas mais complexas. originalmente geométricas. os conceitos de simetrias estão sendo estendidos. como uma das ferramentas mais poderosas para observar. Estes estudos representam uma das fronteiras da Física Nuclear. populando novos modos de excita- ção. pela aplicabilidade de novas técnicas matemáticas aos problemas de muitos corpos. dando origem a efeitos tipo "backbending" ou estados isoméricos. Fi- 272 . 0 domínio de altas temperaturas e densidades nucleares só co- meçou a ser explorado recentemente com o uso de ions pesados relativísticos. A caracterização das simetrias. utilizando a técnica do espalhamento inelástico de partículas carregadas. vários modos de comportamento coletivo do núcleo foram descobertos. Desta forma. A seguir. Observa-se um compromisso entre o alinhamento de núcleons que tendem a desestabilizar a rotação coletiva e as deformações centrifugas que tendem á estabilização. Na área de es- trutura nuclear. de- talhes sobre a estrutura nuclear em termos não somente dos núcleons envolvidos mas também. atualmente. Estudos semelhantes. 0 espalhamento de elétrons de alta energia é utilizado. permitindo a ocorrência de novos processos de reação. temperatura e den- sidade. na segunda metade.

O modelo de camadas. finalmente. sem fundo. A evolução da determinação do campo médio. com estrutura simples e momentos angu- lares de 40 a 50 h. que pretendem explicar os fenómenos de onda de choque nas coli- sões de ions pesados relativisticos e explosões de supernovas. num campo médio criado pela média de sua interação com todos os outros núcleons. a partir de uma teoria fun- damental. A caracterização desta correlação corresponde ainda a um proble- ma em aberto na Física Quântica de muitos corpos. em termos de quarks e gluons na cromodinámica quântica. Sistemasnucleares seapresen- tam. . As super-simetrias se apli- cam a sistemas nucleares relacionando os graus coletivos de liberdade bosônicos e graus de liberdade fermiónicos de partícula independente. Experimentos recentes. O estudo dos fenómenos macroscópicos teve um impulso considerável com o desenvolvimento de feixes de ions pesados. que descrevem as propriedades da interação entre constituintes de sistemas de muitos corpos. baseado na descrição do campo médio. As ressonâncias moleculares de'ions permitem identificar estados estreitos.273 . intensidade. teve basicamente três estágios: o primeiro em termos dos núcleons. normalmente. confirmando as previsões do modelo de camadas. per- mitiram determinar. per- mitem determinar a estrutura quadrupolar do núcleo. Com boa aproximação. as simetrias de caráter dinâmico. de forma independente. Finalmente. assim corno a correlação entre as propriedades estatisticas e aquelas associadas a poucos graus de liberdade.nalmente. foram estendidas re- centemente para incluirem as formas mais complexas. pergunta- mo-nos qual é a origem microscópica dessas supersimetrias no núcleo e que pro- priedade da interação básica elas representam? As simetrias podem também afetar as características estatísticas dos siste- mas físicos. A nova geração de aceleradores de elétrons de onda continua permitirá certamente a elaboração de experiências de reações de "knock•out". a diferença de densidades de carga entre o 2°5T e 20ó Pb. macroscópicos baseados nas propriedades globais do núcleo e descrições microscópicas com base no modelo de camadas. o segundo em termos de uma teoria relativis- tica envolvendo explicitamente mésons e. Um problema de grande interesse atualmente na Física Nuclear cor- responde á transição entre o comportamento ordenado e caótico. Novas técnicas experimentais. a localização. a variação Q com energia das ressonâncias gigantes fornecem uma grande oportunidade para testar os mo- delos. prótons e neutrons unicamente. vários pontos ainda estão em aberto. largura. permitindo o estudo das correlações de curto alcance entre núcleons. Informações sobre a compressi- bilidade da matéria nuclear abrem perspectivas claras para testar os cálculos so- bre a mesma. por exemplo. Os modelos coletivos são. como um excelente laboratório para estudar este problema. baseados no espalhamento de elétrons energéticos. Talvez o movimento de uma partícula independente no núcleo seja constituinte na forma mais fundamental e conceitualmente simples das excitações elementa- res. Na área das excitações elementares. envolvendo excitações coulombianas e íons pesados. pode-se descrever o núcleo como conseqüência do movimento de cada núcieon. permite cálculos detalhados de estados levemente excitados de núcleos quase-esféricos. com vantagens. Atualmente. utilizados na descrição de fenóme- nos nos quais um número relevante de núcleons se movem coerentemente.

reações de fissão rápida ou simétrica assim como processos de fusão incompleta podem também se manifes- tar de maneira significante. pode ser formado um plasma de quarks-gluons. O estudo da estrutura de superfícies e dinâmica de materiais conta com as técnicas sensíveis das correlações angulares perturbadas c implantação de ions pesados. Já foi citada a necessidade do conhecimento de secções de choque para fusão de sistemas leves para entender melhor a síntese elementar e formação das supernovas. espera-se a transi- ção para uma fase denominada "condensação de pions". testando apenas seu equilíbrio e propriedades dinâmicas. atualmente. Atualmente. po- de ser aplicada em Geologia e Arqueologia com a possibilidade de datação de ma- teriais. no qual os quarks deixam de ficar confinados e se movem inde- pendentemente. indicações de que processos periféricos. A magnitude das interações de campos magnéticos e elétricos podem ser determinados com precisão. tanto pela importância do assunto como pelo sucesso obtido pelo grupo de fisicos de São 274 . Cl uso de ions pesados reiativísticos parece corresponder ao procedimento mais adequado para provocar a manifestação de uma mudança de fase liquida — gás da matéria nuclear. dos valores dos momentos angulares envolvidos e energia de ligação dos participantes. Finalmente convém relembrar as importantes aplicações da Fisica Nuclear e suas técnicas em outras áreas. ainda não foi investigada experimentalmente. Cl uso de técnicas de Fisica Nuclear em Física Atômica (estudo de moléculas. BREVE HISTORICO A F ísica moderna no Brasil teve sua origem com a criação da Universidade de São Paulo e do Departamento de Física da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras. densidade nuclear e temperatura. ativando a superfície nu- clear com transferência apreciável de energia e de núcleons. similar ao campo eletromagné- tico num laser. efeitos de tunelamcnto e "blocking" em cristais são utilizados normalmente na F icica Atômica do estado sólido. em 1934. Talvez seja este assunto o que recebe maiores atenções atual- mente e detenha as maiores expectativas na Física Nuclear moderna. em Medicina Nuclear com diagnósticos e tratamento radioterapêuticos. A área de pesquisa que se destacou imediatamente. numa região muito li- mitada de sistemas. Esta correlação pode ser esclarecida com o estudo cuidadoso dos processos quase- elásticos. podem ter conse- qüências sensíveis na evolução de sistemas dinucleares e conseqüentemente de- vem ter uma correlação estreita com a estrutura nuclear dos participantes. energia. Colisões amortecidas ou dissipativas constituem-se numa etapa intermediá- ria entre as reações diretas e a formação de um núcleo composto. A uma densidade ainda superior. que competem com a fusão completa. A natureza da matéria nuclear em condições ex'remas de compressão. até recentemente. Existem. perfil de H em materiais). Dependendo da assimetria do canal de entrada. den- sidade e temperatura. A uma densidade duas vezes superior à da saturação. A matéria nuclear foi investigada. a Física Nuclear vem dando sem dúvida uma contribuição impor- tante na busca de formas alternativas de energia. na qual o sistema desen- volve um campo macroscópico coerente de pions. processos muito inelásticos. Finalmente. secções de choque para formação de ions exóticos. Dentre os me- canismos identificados claramente podemos citar a fusão completa.

Paulo. o acelerador Betatron da USP apresentou defeitos irrecu- peráveis encerrando suas atividades. 275 . não foi utilizado. graças a auxílios da Fundação Rockefeller. foi a da radiação cósmica. o Departamento de Física decidiu que seria opor- tuno e importante dar início às atividades de pesquisa em Finca Nuclear. Esta máquina ini- ciou suas operações no início da década de 50 com um programa de pesquisa em reações foto-nucleares. a Universidade de Stanford doou um acelerador linear de elétrons à USP.5 MV foi obtido. A partir de então. o recém criado Centro Brasileiro de Pesquisas F isicas tam- bém decide que uma das áreas de pesquisa a serem desenvolvidas na instituição seria a da Física Nuclear. Em 1954. Gleb Wataghin e Marcelo Damy de Souza Santos foram aos Estados Unidos da América do Norte e decidi- ram pela aquisição de um acelerador de partículas. Em- tretanto. que poderia ace- lerar elétrons ou ions. este acelerador foi intensamente utlizado até 1972. Na década de 60. contribuindo na formação de um número apreciável de físicos nucleares e publicações de trabalhos em periódicos internacionais. comprar um acelerador Cockroft-Waltron para 750 kV. José Goldemberg. Em 1967.48. estando Oscar Sala estagiando nos Estados Unidos foi a ele solicitado um estudo de possibilidades de construção de um acelerador. um outro para 30 MeV. construiu-se um acelerador linear de elétrons para 2 MeV e. as atividades de pesquisa nesta área foram diminuídas. pela primeira vez. no CBPF. Com esta máquina de 3. No fim da década de 60. sob a orientação do Gral Argus. Em 1947. Infelizmente este projeto também não teve prosseguimento e foi posteriormente cancelado. o CBPF decide pela operação de um sincrocfclo- tron idêntico ao recém construido na Universidade de Chicago. que possuía para a época boas características. com apoio da Fundação Rockefeller. Na década de 60. esta máqui- na está sendo utilizada exclusivamente para a aceleração de ions num programa de Física Atômica e Física Nuclear Aplicada. O protótipo do acelerador foi enviado ao Brasil e instalado em Niterói. eletro e foto-desintegração. e que foi adquirido com re- cursos fornecidos pelo governo e pela Fundação Rockefeller. tipo Van de Graaff. Ainda na década de 50. Após um longo período para a sua instalação. foi concluída a construção do acelerador Van de Graaff da Uni- versidade de São Paulo. que foi adquirido da Philips e que aqui chegou no início da década de 1950. Por esta ocasião. Em 1946. Infelizmente este acelerador. Este empreendimento. O acelerador escolhido foi um betatron de 22 MeV. O projeto foi desenvolvido e a construção iniciada em 1951. foi pouco utilizado. Infelizmente este último. fabricado pela Allis-Chalmers. este acelerador só passou a ser utili- zado regularmente em fins da década de 1950. praticamente. começou a produzir os primeiros trabalhos no início da década de 70. coordenado pelo Prof. um feixe pulsado para o desenvolvimento da Física de Neutrons. Após o conflito mundial. face às atividades do Departamento de F fsica de São Pauto no desenvolvimento e construção de sonares para a marinha de guerra brasileira. Durante o período da segunda guerra mundial. em 1955. Decide. face a dificuldades orçamentárias. mas não interrompidas. a PUC do Rio de Janeiro adquire da firma High Voltage Engeneering um acelerador Van de Graaff para 4 MeV. em seguida. fissão com medidas de ativi- dade residual. então.

bem como uma série de publicações. no IPEN foi instalado um acelerador "divance- tron" de 3 MV e posteriormente um ciclotron de energia variável da 'Cyclotron Corp" de 12 Kv. Em 1969. isto é. teses de doutorado. Estas máquinas destinam-se a estudos de danos de materiais e produção de isótopos de meias vidas curtas. que estão em desenvolvimento no Paraná. o que de- manda o estudo de um novo projeto. ela não canaliza uma fração apreciável dos recursos dotados á pesquisa nacional. 276 . CTA (São José dos Campos. O outro acelerador da USP. que se iniciou basicamente com atividades ex- perimentais. apesar de ser uma máquina projetada nos anos 50. podemos afirmar que essencialmente dois aceleradores estão dedicados integralmente á pesquisa básica em Física Nuclear no pals. Podemos citar vários outros novos grupos. para a produção de isótopos de vidas curtas. ANALISE E PERSPECTIVAS A Fisica Nuclear brasileira. na UF RJ os vários grupos se con- solidaram. aumentando sua eficiência para valores altamente satisfatórios. pela Universidade de São Paulo com recursos do BNDE. foi instalado um ciclotron de energia variável. pode ser considerada como a primeira área de pesquisa. Atualmente. o grupo da UFPE. no Brasil. permanece ativo apesar de estar reduzido atualmente. radioquimica e estudo de problemas de fissão. Nos vários centros que possibilitaram a formação de núcleos experimen- tais germinaram grupos de pesquisa na área teórica.3MV. dificuldades na manutenção do La- boratório do Acelerador Linear limitam sua energia e tempo de uso. que operam quase a nível indi- vidual. que entrou em opera- ção em 1972. Como avaliar este fato? Não há dúvidas de que o nivel da pesquisa realizada é bom no padrão inter- nacional apesar de se encontrarem dificuldades óbvias para a contribuição em problemas de fronteira. Além destes aceleradores. opera continua- mente com tensões de até 8. No INEN do Rio de Janeiro. UNESP. mais recentemente. ambos loca- lizados no campus da Universidade de São Paulo. a UFRGS apoiou a formação de um sólido grupo de Física Nuclear que acabou desviando sua linha principal para outras atividades de pesquisa correlatas. A Fisica Nuclear Experimental depende fortemente de equipamentos dis- pendiosos devido ao grande porte dos aceleradores. Na região sul. que se desenvolveu a partir da década de 1970. SP) e Paraiba. da ordem de 70%. o Acelerador Linear de Elétrons e o Acelerador Pelletron de íons Pesados. o Acelerador Pelletron BUD. Entretanto. modelo BUD. Tanto no Instituto de Física da USP como no CBPF e. possibili- tou a elaboração de inúmeras dissertações de mestrado. o acelerador tandem tipo Pelletron. Entretanto. A substituição do sistema de aquisição de da- dos agilizou a performance do sistema. foi adquirido. idêntico ao do IPEN. Atualmente. organizada com programas de pesquisa de fronteira. Numa análise critica da situação da área não podemos ignorar a tendência da Física Nuclear Experimental de se con ce ntrar em São Paulo. Esta máquina é também operada pela grupo de Física Nuclear da UF RJ. 0 Linear (Laboratório do Acelerador Linear).

apesar da importância da área. Numa época em que a comunidade de físicos resolve "discutir" a implanta- ção de laboratórios nacionais de grande po rt e (orçados em várias dezenas de mi- lhares de dólares). detalhes do projeto foram propostos por Oscar Sala em várias reuniões da comunidade na SBPC (SBF). ficou clara a existência de projetos concretos para a expan- são de grupos de pesquisa estabelecidos. com um Microton de onda continua. A comunidade de física nuclear brasileira tem-se reunido anualmente nos Encontros Nacionais. da USP. Entretanto. a SBF. não podemos dizer que haja uma política científica definida nem que exista a infra-estrutura necessária para um desenvolvimento adequado. rádio freqüência. acreditamos ser fundamental o aproveitamento da vivência e experiência acumulada dos laboratórios brasileiros de Física Nuclear. computação. Pelletron. f_ fundamental um posicionamento menos apático da comunidade a esse respeito. ciência dos materiais e instrumentação em geral. de forma ainda menos definida. o que parece insensato. Não existindo recursos mínimos para a manutenção de infra-estruturas sa- tisfatórias em vários centros no país. Até recentemente. pelo fato de ser a atividade científica que mais contribuiu na formação de recursos humanos por requerer atividades multidisciplinares. Apesar de não resultar nenhuma definição de política cientifica. também do IFUSP. uma capacidade estabelecida no País que não pode desaparecer. sistemas de controle. que corres- pondem à situação mais próxima a um laboratório nacional como os que se pre- tende implantar. no míni- mo. tecnologia de vácuo. Várias vezes foram colocados em discussão projetos futuros e perspectivas futuras para a área. Isto evitaria.do Acelerador Linear de Elétrons.como sua própria sobrevivência 277 . IFUSP. A proposta de expansão do Laboratório Pelletron foi lançada na pri- meira reunião anual de Cambuquira. Podemos destacar os projetos de expan- são do Laboratório Pelletron com um pós-acelerador linear supercondutores e. CBPF. CNPq. Ao longo dos anos. Se a implantação dos laboratórios ocorreu em função do esforço de grupos de pes- soas. Recebeu sim. O mesmo ocorre. com respeito á necessi- dade de expansão (ou renovação) de um acelerador de elétrons. a Física Nuclear teve um apoio importante em suas atividades básicas. teria que ser de fundamental importância promover e patrocinar o intercâmbio entre universidades. O programa central baseia-se unicamente em tor- no das máquinas existentes (isto é. declarações de "intenção de apoio" de algumas agências financiadoras. Exis- te. em todos os países do primeiro mundo. não existe nenhum programa nacional coordenado para manutenção desses laboratórios e menos ainda para a implementação de periféricos indispensáveis para um melhor aproveitamento dos equipamentos. Desde então. nos quais têm tido uma participação ativa pelo fato des- sas reuniões proporcionarem o único fôro para intercâmbio entre os diversos gru- pos de pesquisa. Acelerador Linear da USP). em 1978. pois dele depende não s6 a qualidade da produção científica da comu- nidade brasileira de Física Nuclear. Não se pode negar a importância dos laborató- rios existentes também na função de formar pesquisadores com treinamento e experiência suficiente para propor e realizar experiências nos vários laboratórios internacionais. sem dúvida. estado sólido. podemos citar o conhecimento que se desenvolve em eletrônica analógica e digital. não houve manifestação explíci- ta da comunidade através da sua entidade representativa. técnicas em al- ta tensão. Entre outras. um "inbreeding" prejudicial.

Espectroscopia nuclear com raios gama prontos de captura radioativa de neutrons térm icos: — Estudo de fotodesintegração e detetores de traços. Este problema é crucial para os grupos de pesquisa em desenvolvimento do Nordeste. Universidade Federal de São Carlos (São Paulo) Quadro: 2 doutores. — Dinâmica de colisões entre ions pesados. — Espalhamento de nêutrons. — Estrutura nuclear. Linha de pesquisa: -.Medidas de correlações angulares (em implantação) 3. 6 mestres. Os grupos teóricos. — Correlações angulares gama-gama. — Espalhamento elástico e inelástico de ions pesados. Linhas de pesquisa: . — Espectroscopia nuclear. Laboratório Pelletron (DFN) e Grupo de Física Nuclear Teórica (DFM). — Modelos coletivos nucleares. — Decaimento de ressonâncias gigantes quadrupotares. — Desenvolvimento formal de um tratamento de correlações quânticas em teorias de muitos Férmions interagentes. basicamente. As linhas de pesquisa são centradas na: — Fissão induzida por elétrons em núcleos actinfdeos. três grandes grupos de pesquisa em física experimental e teóri- ca. 2. caracterizados pelo Laboratório do Acelerador Linear (OFE). . DADOS SOBRE OS GRUPOS DE PESQUISA 1. Instituto de Física da USP O I FUSP que conta com um contingente de 43 Doutores e 9 Mestres pos- sui. mesmo dependendo menos de grandes recursos para equipamentos. poderiam beneficiar-se de infra-estrutura bibliográfica e de inter- câmbio. 4. instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (São Paulo) Quadro: 6 doutores. — Processos quase-elásticos entre Cons pesados. — Estudo de forças de três corpos. — Reações fotonucleares e de eletrodesintegração. — Física aplicada.Fusão completa de Cons pesados. — Quantização de sistemas dinâmicos. Universidade Federal do Rio de Janeiro 278 .

Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (Rio de Janeiro) Quadro: 6 doutores. — Radioproteção e dosimetria. 13 mestres. 7. — Astrofísica nuclear. Linhas de pesquisa: — Razões isoméricas de produtos de reações com partículas carregadas. --Espalhamento elástico e inelástico de radiação gama. 9. 5. — Física atômica. — Fotoprodução e fotofissão de núcleos pesados. 8. Linhas de pesquisa: — Reações nucleares com Ions pesados relativísticos. 1 mestre 279 . Universidade Federal de Pernambuco Quadro: 4 doutores. — Vibrações nucleares. Quadro: 14 doutores. — Simulação de efeitos de radiação com partículas carregadas. Universidade Federal Fluminense Quadro: 5 doutores. — Reações fotonucleares. Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (COPPE-UFRJ) Quadro: 5 doutores. 10.Estudo de forças de três corpos. 3 mestres. 3 mestres. — Estrutura nuclear. Linhas de pesquisa: — Interação NN 6. 14 mestres. Linhas de pesquisa: — Reações nucleares com Ions pesados. 1 mestre Linhas de pesquisa: — Reações com Cons pesados. Linhas de pesquisa: — Estrutura nuclear. Instituto de Engenharia Nuclear (Rio de Janeiro) Quadro: 3 doutores. — Produtos de fissão com partículas carregadas. — Descrição estatística de processos nucleares. -. Universidade Federal da Paraiba Quadro: 4 doutores.

Linhas de pesquisa: — Estrutura nuclear. 14. Centro Tecnológico de Aeronáutica (lEAv. — Fotofissão. Linhas de pesquisa: — Estrutura nuclear. — Reações dissipativas com íons pesados. 2 mestres. 12. 1 mestre Linhas de pesquisa: — Modelos de partículas a para núcleos 1 2 C e 16 0. Linhas de pesquisa: — Estrutura nuclear. — Estudo de larguras de ressonâncias gigantes. 13. — Espalhamento inelástico de partículas carregadas. 280 . Linha de pesquisa: — Energias intermediárias.CTA) Quadro: 5 doutores. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Quadro: 4 doutores. — Energias intermediárias: sistemas de dois e trás quarks pesados. Universidade Estadual de Londrina Quadro: 2 doutores. 11. Universidade de Brasilia Quadro: 3 doutores.

ENSINO DE MICA DESCRIÇÃO 283 ORIGENS 283 PÓS-GRADUAÇÃO 283 PESQUISA 284 SIMPOSIOS E ENCONTROS 285 PUB LICAÇOES 285 PROJETOS EDUCACIONAIS 285 CONSTITUIÇÃO DOS GRUPOS 286 .

existe em grande número de países. Esta. A Física e. já que esta espe- cialidade. na Universidade de São Pau- lo desde 1973 (num programa conjunto entre o Instituto de Física e a Faculdade de Educação) e na Universidade Federal Fluminense desde 1984 (no Instituto de Física). ORIGENS A área surgiu e se instituiu em decorrência da necessidade de docentes igualmente qualificados em F fsica e Educação. muitas vezes como modalidade de Educação em Ciência. mas enquanto trabalho de pesquisa educacional. não tendo ainda produzido Mestrados. no Brasil. O programa de pós-graduação da Federal Fluminense é ainda muito recen- te. pioneira neste tipo de iniciativa.cão de projetos educa- cionais ou elaboração de material instrucional. PÓS-GRADUAÇÃO Pós-graduação específica nesta área existe na Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 1968 (no Instituto de Física). há vários anos. não é uma evolução só brasileira. Enfino de P&ica PROJETOS EDUCACIONAIS. para o desenvolvimento adequado do ensino desta ciência. PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO DESCRIÇÃO Na presente avaliação consideram-se atuando em "Ensino de Física" os do- centes universitários dedicados a esta atividade não como função didática regu- lar. conr u. mas há indicações de que outras ciências começam a desenvolver sua pedagogia específica. Além disto as Faculdades de Educação da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas têm promovido Mestres e Doutores espe- ciatizados no ensino de F isica. A Universidade Federal do Rio Grande 283 .

no exterior formaram-se 4 Mestres e noutras faculdades outros 4. Há ainda cerca de 10 doutorandos. Há. Atualmente há cerca de 100 pós-graduandos em Ensino de Física no Brasil. por exemplo. PESQUISA As linhas de pesquisa se refletem diretamente nos temas de dissertação. pelo menos. Os Doutoramentos na área se distribuem da seguinte forma: em Faculdade de Educação 05 em Institutos de Física (excepcionalmente) 02 no Exterior 05 totalizando assim 12 Doutores formados em Ensino de F ísica. Pode-se es- perar assim uma duplicação do número de Mestres em.UFRGS anos número de formandos 71 a 75 05 76 a 80 09 81 a 86 13 TOTAL 27 MESTRADOS — USP anos numero de formandos 75 a 86 16 81 a 86 21 TOTAL 37 Além destes. um número de Doutores bem maior que este trabalhando nesta área. mas originalmente Doutorados noutra especialidade. cinco anos. sendo portanto 75 o total de Mestres na área. sendo que a metade deles está em fase de elaboração de dissertação. com tendências e concentração de tendências e concentração de interesses va- riando com o período e com os centros de pesquisa. o que permite supor o mesmo prazo para a duplicação do número de Doutores. 284 .do Sul e a Universidade de São Paulo tiveram a seguinte distribuição de Mestra- dos por ano. E m São Paulo. desde o inicio dos respectivos programas: MESTRADOS . na realidade.

tendo já publicado centenas de artigos. a 285 . O papel do professor era geralmente minimizado. por grupos de pesquisa. PUBLICAçOES A Revista Brasileira de Ensino de Física há anos substitui a secção de ensi- no da Revista Brasileira de Física.mais do que registrar pesquisa original nesta especialidade. ao lado de revis- tas voltadas para o ensino de Ciências em geral. pode-se observar que inicialmente (principalmente nos anos 70) era grande a concentração na produ- ção de materiais instrucionais e suas análises. por período. formação e re-capacitação de professores. Regionalmente. Quanto às tendências gerais das linhas de pesquisa. Encontros de pesquisa. estão surgindo publicações da área como os "Cadernos Catarinenses de Ensino de Física" que. II) de- senvolvimento de técnicas para o ensino experimental e outros temas (30%). sendo em geral baseadas em teorias do conhecimento e aprendizagem (comportamentalistas ou estruturalistas). servindo também pa- ra reunir professores da escola média. II) estudos analíticos de condições para o aprendizado (30%). os traba- lhos são mais voltados para o ensino de 39 grau e a distribuição de temas é tam- bém diferente: I) aplicação e avaliação de teorias de aprendizado (70%). analisar políticas educacionais e promover cursos. E intensa tam- bém a participação da área nas reuniões anuais da SBF. Também nos últimos anos cresceu o enfoque social e histórico em detrimento do enfoque mais psico-pedagógico dos anos anteriores. A maior pa rt e destes trabalhos está voltada para o ensino de 29 grau. procuram promover um melhor ensino de F isica. PROJETOS EDUCACIONAIS Estes projetos são sem dúvida a principal atividade da área. foram realizados desde o início das ativi- dades da área uma dezena de simpósios ou encontros regionais em quase todas as regiões do País. Atualmente. de seu ensino e outros temas 120%). é mui- to fragmentária para valer a pena explicitá-la neste relatório. já que o interesse social e prático da área é até predominante. aplicação e avaliação de propostas e materiais instrucionais (50%). mas não temos um registro regular destas. Há várias publica- ções no exterior que têm recebido contribuições brasileiras. estão agora programados para ocorrer também a cada 2 anos. SIMPÓSIOS E ENCONTROS Além de 7 simpósios nacionais de Ensino de Física (que eram trienais e passaram recentemente a ser bienais). voltada para o professor que busca sugestões e propostas. Nem todos podem ser classificados como de "pesquisa em ensino" já que há artigos analíticos ou descritivos.se o aprendizado na relação aluno x material instrucional. intercalados. enquanto que no Rio Grande do Sul. com os Simpósios Nacionais. como: I) elaboração. ao lado dos programas regulares. As informações que hoje te- mos sobre o número de publicações. centrand o. específicos. pertinentes a uma publicação desta natureza. no Brasil. Não são simplesmente simpósios ou encontros de pesquisa. Mais recentemente a pesquisa tem conver- gido para compreender o aluno (com seus conceitos intuitivos ou espontâneos) em sua relação com a conceituação científica trazida pelo professor.podem-se distinguir alguns grupos de temas. III) análises históricas ou institucionais da Física.

5 B UFSM . I 3 4 UFAL 1 1 t 3 UFRP . em quase todas as regiões do Pais. . 2 1 . 2 1 1 1 5 UNE SP . 4 5 UFLAG 1 4 1 7 'Seo QOM 67 CENTR O OESTE UFMT 1 2 3 3 NORDESTE UFBA . estão os grupos e/ou docentes por Instituição. 2 UFFU 1 . 2 I 1 4 UNICAIJy 1 1 2 UFRI I . agrupados por região. . Não se tratam todos eles de grupos de "Pesquisa em Ensino" mas também. Agências internacio- nais como a UNESCO. ' 7 UFSC . I . programas de treinamento de professores e atividades afins. 1 3 IFSCM1LSP . CONSTITUIÇÃO DOS GRUPOS (e sua Distribuição Regional) Listados a seguir. 1 3 3 7 UEL . particularmente o "Sub-projeto Educação para a Ciencia" do qual a Física é uma das principais receptoras de recursos. têm tido seus recursos drasticamente reduzidos.principal agencia Einanciadora destes projetos é o PADCT. 2 1 2 5 LIEM . . 3 . 3 2 . 1 . de grupos dedicados a projetos educacionais. 4 7 12 UFF . 1 2 3 30 SUDESTE IFUSP 4 7 4 2 5 22 FEUSP 1 I . 5 PUC-RI . 2 1 3 UFRN 1 4 2 8 UFP8 1 I 2 22 NORTE UFPA 2 4 UFASA 1 3 4 8 286 . Tuts! DOuMm 0oat4Iaa MBiitm Mistral Ba[fih8li Mn am Mn M9 OIl pa poi Elam Flfka Emir* Flake LIwnclidoa hMlIulçio Rollie SUL UFRGS 3 . 2 2 UNCAP .

SITUAÇÃO DA FÍSICA NAS EMPRESAS INTRODUÇÃO 289 DEFINIÇÃO DA QUESTÃO 289 EVOLUÇÃO HISTÓRICA 290 DADOS SOBRE OS FÍSICOS NAS EMPRESAS 291 CONCLUSOES 292 .

Este e o quadro tal como se apresenta. Física de Plasma. envolvidos também em atividades multidisciplinares. de empregar um grupo de físicos. freqüentemente. Os produtos podem ser materiais ou imateriais. independente do tempo. Empresas tam produtos. segundo suas especialidades. Os próprios prof issionaisváem-se. isto é. Situaçõo da Píica na! Empregar INTRODUÇÃO A natureza das atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas nas Empresas. engenheiros para. Centros de Pesquisa à elas dedicadas ou pertencentes. serviços ou ambos. é fundamental- mente diferente daquelas que se tem nas Universidades. nas empresas envolvidas em alta e média tecnologia (não há definição nítida para os termos. Portanto. às quais devem sempre reverter os lucros ou dividendos. deixamos portanto. então. Significa que os investimentos devem ter retor- no a curto e médio prazo. onde. não se criam atividades de pesquisa segundo linhas de conhecimento: Óptica. direcionados em linhas bem definidas. Química Inogárnica. quais as empresas. servi- ços/consultoria. Não se tem conhecimento de 289 . Metalurgia. as atividades de P&D são fortemente multidisciplinares. DEFINIÇÃO DA QUESTÃO 0 que são empresas? Adota-se nesta avaliação a definição (ad hoc) de em• presa como a atividade sócio-econômica produtiva que tem geração própria de recursos financeiros. conforme ilustrado na figura 1. Nesse sentido. quantas. Trata-se. isto é válido tanto para estatais como para empresas privadas. que pre- valeça a noção intuitiva). aumentarem as potencialidades e realizações de suas empresas. e sim segundo problemas especificas a serem resolvidos e novos produtos a serem desen- volvidos (Figura 1). químicos. Objetivo da avaliação? Achar físicos em atividades técnico-científicas den- tro das empresas.

Se o leitor tiver conhecimento de qualquer levantamento recente. ou mesmo por alguma Secretaria Regional da SBF. Um bom exempla dos perigos da regulamentação é o que ocorreu com os bioquímicos. EVOLUÇÃO HISTORICA: Até o presente. que por pressão das associações médicas não podem executar certas funções per- feitamente ao seu alcance. novas alternativas de atuação para físicos em Empresas. realizado por órgão oficial ou não. Entretanto. que já tenha sido feita tal avaliação. o esforço de pesquisa tecnológica ou "ciência operacional" esteve con- centrado quase que exclusivamente nas Universidades e Centros de Estudos pa- trocinados pelo Governo. vi- nha encontrando espaço para seus profissionais apenas nessas entidades. todas situadas não casualmente em São Pau- lo. OU ETAPA DOS ANTERIORES. levou enfim o Pais a buscar desenvolvimento tecnológico. e abre-se a partir dos dias de hoje. ficando assim relegados a uma profissão de categoria inferior. A Física. mas isto só deve ser Leito se for possível assegurar condições não inferiores as do engenheiro. . ou até um passado recente que não se estende por mais de 10 anos. entre em contato com o autor ou colaboradores. a maciça industrialização do Brasil nos últimos 25 anos. NOVO PROCESSO. CTA. A simples regulamentação da profissão não é suficiente para assegurar aos físicos boa participação no mercado. CIÊNCIA ÓPTICA MECÂNICA MATERIAIS • PROBLEMA: NOVO PRODUTO. como ocorre nos países industrializados. pela sua natureza de ciência fundamental. IPT.FIGURA 1— DIAGRAMA ESQUEMÁTICO DA ATIVIDADE DE P & 0 EM EMPRESAS. Começam então empresas nacionais e multinacionais a desenvolver atividades de pesquisa tecnológica. Um aspecto relevante que surge é o trabalhista: agora que se disputa um mercado é importante a regulamentação da profissão de físico. Exem- plos nítidos são o IPEN.

A primeira ainda persiste. mas não foi passivel contactá-las até o presente. b) Como obter respostas das pessoas localizadas.Fóes e rec+oloca- çóes..DADOS SOBRE OS FÍSICOS NAS EMPRESAS O levantamento foi realizado a partir de contatos diretos com pessoas em Empresas e envio de formulários. por omis . As duas dificuldades básicas foram: al Como localizar indivíduos nas Empresas (quem está ondel. Nessa tabela aparecem as Empresas com seu ano de incorporação e o ano da criação da divisão ou diretoria onde se encontram f í- sicos. O mes- mo se aplica a físicos atuando na área Biomédica. A segunda foi resolvida entrando em contato direto com as pessoas. etc. 291 . mas que estejam em atividades comerciais ou outras (por ex. O retorno dos formulários e mais alguns contatos. Carlos (1985) 1 1 1 IPT (1898) Papel (1976) 1 — — Metalurgia (1974) 2 1 — Elebra Micro (1985) — 4 4 ABC-Xtal Micro (197511980) — 3 1 Telebrás CPqD (197211977) 1 20 5 Eletrobrás CEPEL — 2 1 DF Vasconcelos 2 — — Tecnolaser (1983) — — 1 FUNBEC 3 2 — TOTAL 18 39 15 OBS: Os números são corretos numa precisão de 10%. Tabela 1— DISTRIBUIÇÃO DOS FiSICOS EM EMPRESAS NO BRASIL EMPRESAS Bacharéls Mestres Doutores Pirelli Cabos (1929/1975) 7 1 — Kmp (1976) — 1 — Metal Leve (1950/1978) — 1 — Eletrometal — — 1 Embrapa UAPDIA (1973/1984) 1 3 1 Opto S. avisando-as que seguiria um formulário e que fosse respondido rapida- mente. que divulgassem. permitiram obter os da- dos apresentados na Tabela 1. Há informações de que existem físicos em empresas multinacionais como a Basf. Volkswagen. Ford. Informática) não estão sendo considerados. Indivíduos com grau em Física. Ressaltamos que a este levantamento só interessam os físicos que estejam efetivamente atuando em área técnico-científica. e o trabalho de levantamento deve continuar sendo feito pela SBF.

vidros. quartzo) e é de alta tecnologia. Queremos adicionar que se pode observar que o controle acionário das empresas (nacional e multinacional) não é crítico para o desenvolvimento científico e tecnológico do País. A atua- ção nessa área (Matéria Condensada) estende-se por empresas de média tecnolo- gia. e poderá aumentar com gradiente maior. mecânica. seja em componentes eletrônicos. É nossa tarefa e obrigação atuar no sentido de adequar os es- forços ás necessidades locais e nacionais. acústica. pelo simples fato de que estas empresas não desenvolvem conhecimento tecnológico básico. conforme se estabeleça um autêntico mercado de trabalho. finalmente. Lasers. Não existem soluções prontas (veja Fi- gura 1). que há um grave erro no PNI (Plano Nacio- nal Informática) e na Reserva de Mercado: não está sendo fomentada a devida ca- pacitação técnico-científica que permite que o plano suceda a longo prazo. não pela área de conhe- cimento. Física da Matéria Condensada. óptica. a distinção entre alta e média tecnologia é feita pela atividade da empresa. que não temos e que não estamos buscando adequadamente. computadores e afins). a ABC-Xtal atua em vidro Ifibras ópticas. Ë sabido que o Pais s6 pode atingir soberania autêntica pelo acúmulo e aplicação do conhecimento tecnológico e científico. 292 . Pudemos observar a total ausência de físicos em empresas de informática (= fabricantes de microprocessadores. Podemos. Obviamente. Estas correspondem: Semicondutores. concluir que a presença do físico nas empresas vem aumentando gradualmente. por exemplo. Esse quadro esparso significa que não se tem um mercado de trabalho para físicos. Entende-se por autêntico mer- cado de trabalho nessa área. Algumas instituições onde físicos exercem plenamente suas atividades profissionais. cerâmica e vidros. Vemos. Uma conclusão a que se chega é naturalmente que os físicos tendem a se encontrar em empresas de alta tecnologia. Metais e Ligas. seja em metalurgia. a Nadir Figueiredo (copos. apesar de haver uma gama de op- ções de emprego. uma atuação forte de empresas nacionais ou multi- nacionais em tecnologia básica. em suma. atuantes em metalurgia. Óptica. ou qualquer outra área de Ciências Exatas. o que é crítico é a natureza e a forma de atuação da empresa. cerâmicas. portanto. faz com que os resultados obtidos já fossem esperados.CONCLUSÕES O desenvolvimento tecnológico e científico pouco coerente do Brasil. e em geral um quadro esparso com uma tendência apenas incipiente do físico efetivamente fora da Uni- versidade de modo seguro e permanente. etc} atua em vidro e é de média tec- nologia.

1261 Universidade Federal da Bahia — UFBA Instituto de Física Rua Caetano de Moura. 123 — Federação 40.Maceió — AL Fone: 1082) 242.000 — Salvador — BA Fone: (071) 247.000 — Manaus — AM Fone: (C92) 237.000 -.000 — Fortaleza — CE Fone: 1085) 243. Endereço daí Inft±UiÇÕef ENDEREÇOS DAS INSTITUIÇÕES DE FÍSICA NO PAÍS NORTE — NORDESTE Fundação Universidade do Amazonas — FUAM Departamento de F fsica 69.1237 Universidade Federal de Alagoas — UFAL Departamento de F isica Cidade Universitária 57.2516 293 .2714 Universidade Federal do Ceará — UFCE Centro de Ciências Departamento de F fsica Caixa Postal 3004 60.

1233 Universidade Federal de Sergipe — UFSE Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas Departamento de Física Campus Universitário 49.910 — Brasilia — DF Fone: (061) 273.000 — João Pessoa — PB Fone: (083) 224.1331 CENTRO — CENTRO.2088 Universidade Federal da Paraíba — UFPB Departamento de Física Campus I 58.000 — Aracajú — SE Fone: (079) 224.000 — Belém — PA Fone: (091) 228.000 — Natal — RN Fone: 1084) 231.000 — Goiana — GO Fone: (062) 261.OESTE Fundação Universidade de Brasília — UNB Instituto de Ciências Exatas Departamento de F isica Campus Universitário — Asa Norte Agência Postal — 153101 70.7219 Universidade Federal de Pernambuco — UFPE Departamento de Física Cidade Universitária 50.Universidade Federal do Pará — UFPA Departamento rie Física Núcleo Básico do Guamá 66.4292 Universidade Federal de Goiás — UFGO Instituto de Matemática e Física Departamento de F isica Campus II — Samambaia Caixa Postal — 131 74.739 — Recife — PE Fone: (081) 271.7200 — 224.0333 294 .0111 Universidade Federal do Rio Grande do Norte — UFRN Centro de Ciências Exatas Departamento de Física Teórica e Experimental Campus Universitário 59.

001 — Rio de Janeiro — RJ Universidade Federal do Espirito Santo — UFES Departamento de Física Campus Goiabeiras 29.0100 Fundação Instituto de Física Teórica — IFT Rua Pamplona.Universidade Federal do Mato Grosso do Sul — UFMS Departamento de Física Cidade Universitéria Caixa Postal — 649 79. RJ Fone: (021) 295.200 São José dos Campos. Fone: (0123) 22.290 Urca. S.405 — São Paulo — SP Fone: (011) 288.9977 Instituto Tecnológico de Aeronáutica — ITA Centro Técnico Aeroespacial — CTA Departamento de Física 12. P. 145 Bela Vista Caixa Postal — 5956 01. 150 22.100 — Campo Grande — MS SUDESTE Universidade Estadual de Campinas — UNICAMP Instituto de Física Gleb Wataghin Caixa Postal — 6165 13081 — Campinas — SP Fone: (0192) 39 1301 Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas — CBPF Rua Xavier Sigaud.200 — São José dos Campos — SP Fone: (0123) 251711 295 . Rio de Janeiro.9044 Instituto de Engenharia Nuclear — IEN -RJ Cidade Universitária — Fundão Caixa Postal — 2186 20.5643 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais Caixa Postal 515 12.000 — Vitória — ES Fone: (027) 227.

9322 ramal 232 Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro — PUC-RJ Centro Técnico Científico Departamento de Física Rua Marques de São Vicente. 524 20.8370 Universidade Federal de Minas Gerais — UF MG Departamento de Física Caixa Postal — 702 — Pampulha 30.550 — Rio de Janeiro — RJ Universidade Federal do Rio de Janeiro — UFRJ Instituto de Física Centro de Tecnologia Bloco A.910 — Rio de Janeiro . 225 22.IPEN Travessa R. 34 e 49 andar Caixa Postal — 68528 21.Universidade Federal Fluminense — UFF Instituto de Física Morro de São João Batista s/n9 Caixa Postal — 296 24.6011 296 .000 — São Paulo — SP Fone: (011) 211.452 — Rio de Janeiro — RJ Fone: (021) 274.000 — Belo Horizonte — MG Fone: 1031} 441. 400 Cidade Universitária Caixa Postal — 11049 01.570 — Viçosa — MG Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares -.210 — Niterói — RJ Fone: (021) 718.2541 Universidade do Estado do Rio de Janeiro — UERJ Instituto de Física Rua São Francisco Xavier.RJ Fone: (021) 280.9922 ramal 356 Universidade Federal de Viçosa — UF Viçosa Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas Departamento de Física Campus Universitário 36.

Universidade Estadual Paulista — UNESP — Rio Claro Departamento de Física Caixa Postal — 178 13.20516 01.500 — R io Claro — SP Fone: 10195) 34.560 — São Carlos . Carlos Botelho. Km 235 Caixa Postal — 676 13.5599 Universidade de São Paulo Instituto de Física e Química de São Carlos — IFQSC Caixa Postal 369 Av. 56 Campus Universitário Caixa Postal — 331 87.1100 SUL Fundação Universidade Estadual de Londrina — FUEL Centro de Ciências Exatas Departamerto de Física Campus Universitário Caixa Postal — 6001 86.SP Fone: 10162) 72.560 — São Carlos — SP Fone: (0162) 71. 1465 Campus de São Carlos 13.100 — Maringá — PR Fone: 10442) 22. Or.4417 Fundação Universidade Federai de São Carlos — UFSCAR Centro de Ciências e Tecnologia Departamento de Física Via Washington Luiz. Colombo.0122 ramal 46 ou 47 Universidade de São Paulo — USP Instituto de Física Cidade Universitária Caixa Postal -. 3690 — Bloco G.4242 297 .498 — São Pauto — SP Fone: (011) 815.100 — Londrina — PR Fundação Universidade Estadual de Maringá — UM Centro de Cièncias Exatas Departamento de F ísica Av.

000 — Porto Alegre — RS Fone: (0512) 369400 Universidade Federal do Rio Grande do Sul — UF RGS Instituto de Física Av. 1 184 97.000 — Florianópolis — SC Universidade Federal de Santa Maria — UFSM Departamento de Física Campus Universitário Faixa Camobi. 6681 Caixa Postal — 1429 90. Km 9.100 — Santa Maria — RS ` 298 . Bento Gonçalves.000 — Porto Alegre — RS Fone: (0512) 364677 Universidade Federal de Santa Catarina — UFSC Departamento de Física Conjunto Universitário — Trindade 80. Ipiranga. Universidade Federal du Paraná — UFPR Setor de Ciências Exatas Departamento de F fsica Centro Politécnico — Jardim América Caixa Postal — 19081 80.000 — Curitiba — PR Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul — PL'C•RS Instituto de Física Av. 9500 90.

5599 .4428 .553 01000 • São Paulo .SP . 1216 .Ramal 222 LIBER GRÁFICA `^ E EDITORA LTDA.Fone: (0111 815.Editado por: SOCIEDADE BRASILEIRA DE FI'$ICA Instituto de F Icica da USP Departemento de F Icica dos Materiais e Mecãnica Caixa Postal 20.Boa Vista Fone: (081) 231.50. Rua Dom Bosco.PE .070 Recife .