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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Governador do Estado do Rio de Janeiro
Governador do Estado do Rio de Janeiro

Luiz Fernando Pezão

Ministro da Justiça
Ministro da Justiça

José Eduardo Cardozo

Secretário Extraordinário de Grandes Eventos/ MJ
Secretário Extraordinário de Grandes Eventos/ MJ

Andrei Augusto Passos Rodrigues

Secretário de Estado de Segurança
Secretário de Estado de Segurança

José Mariano Benincá Beltrame

de Estado de Segurança José Mariano Benincá Beltrame Comandante-Geral Coronel PM Alberto Pinheiro Neto

Comandante-Geral Coronel PM Alberto Pinheiro Neto

Beltrame Comandante-Geral Coronel PM Alberto Pinheiro Neto Diretor-Geral de Ensino e Instrução Coronel PM Marcio Vaz

Diretor-Geral de Ensino e Instrução Coronel PM Marcio Vaz Lima

Comandante do Centro de Qualificação de Profissionais de Segurança
Comandante do Centro de Qualificação de Profissionais de Segurança

Tenente-Coronel PM Maximiano Boaventura Bresciani

Chefe da Escola Virtual / CQPS Major PM Carlos Eduardo Oliveira da Costa Conteudista Subten
Chefe da Escola Virtual / CQPS
Major PM Carlos Eduardo Oliveira da Costa
Conteudista
Subten PM Alexsandro Fernandes Grola
Diagramadora da Escola Virtual / CQPS
Soldado PM Bianca de Matos Gonçalves
Acompanhamento Pedagógico da Escola Virtual / CQPS
Soldado PM Rafael de Moraes Rangoni Carvalho
Equipe da Escola Virtual / CQPS

CB PM Norma Leite Braga; CB PM Marco Antonio José Ribeiro Junior; SD

PM Luana Pilar Pereira de Pereira; SD PM Tainá Pereira de Pereira; SD PM

Joyce Gaspar de Almeida ; SD PM Fred Paula de Albuquerque Mello;

SD PM Wagner Moraes de Paiva.

Pereira de Pereira; SD PM Joyce Gaspar de Almeida ; SD PM Fred Paula de Albuquerque

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Apresentação do curso
Apresentação do curso

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Muitos são os “Brasis” que habitam nossa grande pátria. Muitos são os povos que colaboraram e ainda colaboram com a formação cultural do Brasil. Neste prisma está a evolução linguística nacional. A complexidade da língua portuguesa em nosso país está baseada numa série de aspectos, mas entre eles, provavelmente, o mais preponderante é a formação de uma

série de características que não são encontradas em outros países que falam “o português”. Isso, indubitavelmente, tem se dado pela diversidade cultural brasileira, que ao mesmo tempo em que Portugal conseguiu unificar nosso idioma do Oiapoque ao Chuí, o que é raro em um país de extensão continental, não conseguiu impedir que uma série de influências e expressões idiomáticas fossem incorporadas ao nosso já complexo “português-brasileiro”, derivadas seja de povos irmãos africanos, europeus e nações fronteiriças, seja dos primeiros ocupantes do território brasileiro: as inúmeras nações indígenas que existiam. Se já não bastassem tais fatores, especificamente o Rio de Janeiro, que já foi sede do império ultramarino português, município neutro da corte, distrito federal e cidade-estado da Guanabara, sempre esteve imerso nesse caldeirão cultural. Neste aspecto e, visando a qualificação dos policiais militares fluminenses, que está sendo lançado este Curso de Técnicas de Expressão e Comunicação em Português, formatado e voltado essencialmente para a rotina e as atividades do policial. O objetivo supremo deste simples projeto, mas ao mesmo tempo audacioso, é deixar nosso policial cada vez mais hábil e preparado para lidar com a sociedade a qual pertence.

tempo audacioso, é deixar nosso policial cada vez mais hábil e preparado para lidar com a
tempo audacioso, é deixar nosso policial cada vez mais hábil e preparado para lidar com a
tempo audacioso, é deixar nosso policial cada vez mais hábil e preparado para lidar com a

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Diante disso e aliando tal necessidade à praticidade e a comodidade dos ambientes virtuais de ensino a distância, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro espera promover uma verdadeira transformação de comportamentos e procedimentos em seus membros, e não vê melhor forma que não seja através da educação; é nesta exata medida que o Centro de Qualificação de Profissionais de Segurança (CQPS), através da Escola Virtual, tem o prazer de tê-lo como aluno e lhe deseja um excelente curso.

CQPS, em 29 de junho de 2015.

MAXIMIANO BOAVENTURA BRESCIANI TEN CEL PM

COMANDANTE DO CENTRO DE QUALIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA

MAXIMIANO BOAVENTURA BRESCIANI – TEN CEL PM COMANDANTE DO CENTRO DE QUALIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA

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AO FINAL DESTE CURSO VOCÊ SERÁ CAPAZ DE:  Compreender a importância de fazer o
AO FINAL DESTE CURSO VOCÊ SERÁ CAPAZ DE:
 Compreender a importância de fazer o uso adequado dos
vocábulos com o intuito de não comprometer o desfecho
da ação policial.
 Estudar a predicação verbal e aprender a fazer o uso
correto das regências verbais.
 Identificar a diferença entre a crase e o termo acento
grave.
 Reconhecer os casos obrigatórios, proibitivos e facultativos
de crase, além de alguns casos especiais.
 Identificar e compreender as variações linguísticas.
 Entender e realizar os diferentes processos de formação de
palavras.
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as variações linguísticas.  Entender e realizar os diferentes processos de formação de palavras. Página5

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SUMÁRIO
SUMÁRIO

1. Palavras que causam dúvidas no cotidiano policial militar

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2. Regência Verbal

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3. Crase

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4. Variações Linguísticas

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5. Processo de Formação de Palavras

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Verbal 10 3. Crase 13 4. Variações Linguísticas 16 5. Processo de Formação de Palavras 18

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EXERCITANDO O PORTUGUÊS
EXERCITANDO O PORTUGUÊS

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1.PALAVRAS QUE CAUSAM DÚVIDAS NO COTIDIANO POLICIAL MILITAR
1.PALAVRAS QUE CAUSAM DÚVIDAS NO COTIDIANO POLICIAL MILITAR

Conteúdo Programático desta aula:

* Reconhecer algumas palavras que causam dúvidas na hora da escrita.

* Identificar, através das narrativas hipotéticas, algumas palavras que são usadas no cotidiano policial militar.

* Compreender que, acerca da escrita, o Policial Militar se expressa através de narrativas.

INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO

Nesta aula, apresentaremos algumas palavras usadas no cotidiano

policial militar, e que causam dúvidas na hora de serem grafadas. A troca de uma palavra na narrativa de uma ocorrência, pode comprometer toda intenção do policial militar.

O Policial Militar para relatar uma ocorrência, e/ou fazer uma

participação, e/ou até mesmo informar algo, necessita expressá-las através da narrativa. Portanto, deve-se ter zelo no ato da escrita para não trocar as palavras que são parecidas em sua grafia, mas que possuem significados totalmente diferentes.

Reproduziremos agora, algumas situações hipotéticas, para exemplificarmos o uso de determinadas palavras:

para exemplificarmos o uso de determinadas palavras: (s) = SOLICITANTE No local, em contato com (S),

(s) = SOLICITANTE

No local, em contato com (S), o mesmo informou que fora roubado por

dois elementos que se aproximaram para lhe pedir informação, e ao

contato com (S), o mesmo informou que fora roubado por dois elementos que se aproximaram para

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COMPRIMENTÁ-LO, anunciaram o assalto. Neste momento, (S) percebeu

que do outro lado da avenida passara uma viatura, porém,

a INFRAÇÃO passou DESAPERCEBIDA pelos policiais, que por estarem distantes, encontravam-se DESAPERCEBIDOS, não tendo condições de efetuarem a prisão dos indivíduos em FLAGRANTE.

de efetuarem a prisão dos indivíduos em FLAGRANTE. (G)=GUARNIÇÃO A (G) conduziu (S) à 00º DP

(G)=GUARNIÇÃO A (G) conduziu (S) à 00º DP para DILATAR o fato e a apresentar DESCRIÇÃO dos indivíduos. Depois de lavrado o auto sob o R.O nº

000/2013, atendeu solicitação de (S) para conduzi-lo até seu trabalho, onde o mesmo procederia até a sua SESSÃO. Após ter deixado (S) em

seu trabalho, (G) procedeu para realização de manutenção na Vtr, pois

a mesma encontrava-se com a embreagem DEGRADADA,

ocasionando assim, o seu MAL funcionamento. Após a manutenção da Vtr, esta (G) procedeu em seu patrulhamento normal. Ofício simulando uma informação prestada ao chefe imediato, geralmente confeccionado por policiais que trabalham na atividade meio: Informo-vos que no dia 01/02/2013, quando procedia do quartel para residência, ao parar no sinal vermelho, teve seu veículo avariado pelo veículo placa www 0001. No local, ao fazer contato com o condutor do referido veículo, constatou que se tratava de um oficial de

justiça que se encontrava de serviço, inclusive de posse de diversos MANDATOS JUDICIAIS para serem entregues naquele mesmo dia. Informo ainda que apenas o meu veículo ABSORVEU todo o impacto, e que também nenhum dos condutores INFRINGIRAM as normas de trânsito e nem sofreram lesões corporais.

Em tempo, informo que não houve por parte daquele condutor,

nenhum tipo de DISCRIMINAÇÃO, por este ser policial militar.

tempo, informo que não houve por parte daquele condutor, nenhum tipo de DISCRIMINAÇÃO, por este ser

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Portanto, ficou acordado entre as partes, o CONCERTO do meu veículo, não havendo a necessidade da confecção do boletim de registro de acidente de trânsito. BRAT.

do boletim de registro de acidente de trânsito. – BRAT. Vejamos as palavras que foram estudadas

Vejamos as palavras que foram estudadas nesta aula:

Absorver (reter, consumir) Absolver (inocentar, perdoar) Comprimento (medida) Cumprimento (saudação) Cessão (verbo ceder) Degredado (exilado) Degradado (depredado, destruído) Despercebido (sem ser percebido) Desapercebido (desprevenido) Descriminar (inocentar) Discriminar (ter preconceito, fazer separação) Delatar (denunciar) Dilatar (aumentar de tamanho) Descrição (descrever algo ou alguém/expor) Discrição (relativo a discreto/reservado) Flagrante (aquilo que está acontecendo no momento) Fragrante (aromático, perfumado) Inflingir (aplicar pena ou castigo) Infringir (transgredir, não respeitar) Mal (advérbio,antônimo de bem) Mau (adjetivo, antônimo de bom) Mandado (ordem judicial) Mandato (gestão por tempo certo) Seção (divisão) Sessão (reunião)

antônimo de bom) Mandado (ordem judicial) Mandato (gestão por tempo certo) Seção (divisão) Sessão (reunião)

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2. REGÊNCIA VERBAL
2. REGÊNCIA VERBAL

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Comunicação em Português 2. REGÊNCIA VERBAL Página 10 Conteúdo Programático desta aula: * Identificar a

Conteúdo Programático desta aula:

* Identificar a relação do verbo com seus complementos;

* Compreender a regência de alguns verbos;

* Verificar alguns casos especiais.

INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO

Nesta aula, demonstraremos o que é predicação verbal, ou seja, a diferença entre o verbo transitivo direto, o transitivo indireto, o transitivo direto e indireto, o intransitivo e o verbo de ligação; Verificaremos a regência de alguns verbos dentro de determinados contextos. REGÊNCIA VERBAL - AULA 2 A PREDICAÇÃO VERBAL:

REGÊNCIA VERBAL - AULA 2 A PREDICAÇÃO VERBAL: -Chamamos de verbo transitivo direto aquele que exige

-Chamamos de verbo transitivo direto aquele que exige complemento que se ligue a ele sem preposição. Ex.: O menino quebrou o copo. -Chamamos de verbo transitivo indireto aquele que exige complemento que se ligue a ele por meio de uma preposição. Ex.: Ela gosta de sorvete.

-Chamamos de verbo transitivo direto e indireto aquele que exige dois complementos, sendo um direto e outro indireto. Ex.: escrevi uma carta ao professor. -Chamamos de verbo intransitivo aquele que não exige complemento algum. Ex.: A criança correu.

carta ao professor. -Chamamos de verbo intransitivo aquele que não exige complemento algum. Ex.: A criança

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-Chamamos verbo de ligação, aquele que atribui ao sujeito um estado, qualidade ou condição. Ex.: A menina está doente.

qualidade ou condição. Ex.: A menina está doente. Verbo Assistir 1. É transitivo direto significando dar

Verbo Assistir

1. É transitivo direto significando dar assistência, prestar auxilio ou

ajudar. Ex.: A enfermeira assistiu o doente./ O advogado assistiu o cliente.

2. É transitivo indireto significando ver, presenciar. (Ser espectador) Ex.:

Ele assistiu ao jogo.

3. É transitivo indireto significando caber, competir, pertencer.

Ex.: Essa missão não assiste ao funcionário. Esse é um direito que assiste

ao diretor.

4 . É intransitivo significando morar, residir, exigindo a preposição em. Ex.: Ele assistia em Brasília. Eu assisto no (em+o) quartel.

Verbo AspirarEle assistia em Brasília. Eu assisto no (em+o) quartel. 1. É transitivo direto com o sentido

1. É transitivo direto com o sentido de cheirar, inspirar, sorver. Ex.: Aspirei

o ar puro da serra.

2. É transitivo indireto significando almejar, pretender. Ex.: O religioso

aspirava ao bem de todos. Aspirávamos a uma vaga no curso.

ao bem de todos. Aspirávamos a uma vaga no curso. Verbo Agradar 1 . É transitivo

Verbo Agradar

1. É transitivo direto significando contentar, fazer carinho,mimar. Ex.: O

pai agradou o filho. A mãe sempre agrada o filho.

2 .É transitivo indireto, com o sentido de satisfazer. Ex.: Isto não agradou ao professor. O cancelamento da prova agradou ao aluno.

com o sentido de satisfazer . Ex.: Isto não agradou ao professor. O cancelamento da prova

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– Técnicas de Expressão e Comunicação em Português Verbo Implicar 1. É transitivo indireto, significando ter

Verbo Implicar

1. É transitivo indireto, significando ter implicância. (implicar com) Ex.: Ele

implicou com o amigo. 2. É transitivo direto significando acarretar, causar. Ex.: Sua atitude implicará sérios problemas. Toda ação implica uma reação.

Verbo Querersérios problemas. Toda ação implica uma reação. 1. É transitivo direto significando desejar. Ex.: O

1. É transitivo direto significando desejar.

Ex.: O menino queria doces.

2. É transitivo indireto com o sentido de gostar, estimar.

Ex.: A menina queria muito ao pai.

de gostar, estimar. Ex.: A menina queria muito ao pai. Verbo Proceder 1. É Intransitivo com

Verbo Proceder

1. É Intransitivo com o sentido de agir,vir. Ex.: Ela não procedeu bem.

O motorista procedia de Belém.

2. É transitivo indireto com o sentido de dar início. Ex.: O juiz procedeu

ao interrogatório.

de dar início . Ex.: O juiz procedeu ao interrogatório. Verbo Visar 1. É transitivo direto

Verbo Visar

1. É transitivo direto significando pôr o visto, mirar. Ex.: Ainda não visei o

cheque. Visei o alvo e disparei.

2. É transitivo indireto com o sentido de almejar. Ex.: No militarismo, todos

visam ao maior posto.

o alvo e disparei. 2. É transitivo indireto com o sentido de almejar. Ex.: No militarismo,

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CASOS ESPECIAIS:
CASOS ESPECIAIS:

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1. Os verbos OBEDECER e DESOBEDECER serão sempre transitivo indireto. Ex.: Os jogadores obedeceram às regras. Os jogadores desobedeceram ao técnico. 2. Cuidado com verbos de regências diferentes na mesma sentença. Ex.: Entrou e saiu de casa. (errado) Entrou em casa e de lá saiu. (correto) 3. Os verbos PAGAR e PERDOAR pedem objeto direto quando se referem à coisa e objeto indireto quando se referem à pessoa. Ex.: Perdoemos o ocorrido. Perdoemos aos inimigos. Pagamos a fiança. Pagamos à funcionária.

3. CRASE
3. CRASE

Conteúdo Programático desta aula:

* Identificar a diferença entre a crase e o termo acento grave;

* Compreender a diferença entre os casos obrigatórios, proibitivos e facultativos;

* Verificar alguns casos especiais.

e facultativos; * Verificar alguns casos especiais. O TERMO CRASE E O ACENTO GRAVE - Ocorre

O TERMO CRASE E O ACENTO GRAVE - Ocorre crase quando há o fenômeno morfológico da junção do artigo (a) com a preposição (a), resultando assim no (à) craseado. Quando ocorrer esta fusão, o (a) precisa ser marcado com o acento grave, indicativo de crase (à). - Crase é o nome dado ao fenômeno ocorrido da junção do (a+a), preposição + artigo, gerador do acento designado grave. Ex.: Vamos (a+a) praia = Vamos à praia. REG

do (a+a), preposição + artigo , gerador do acento designado grave . Ex.: Vamos (a+a) praia

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CASOS OBRIGATÓRIOS
CASOS OBRIGATÓRIOS

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1. Nas locuções adverbiais, prepositivas ou conjuntivas formadas por

palavras femininas. Ex.: Ele apareceu às pressas/ Ele estava à espera de um milagre.

2. Com a palavra HORA, indicando momento exato, podendo estar

expressa ou implícita. Ex.: Ela saiu às três horas./ Ela voltará às duas da

tarde.

3. Com os pronomes demonstrativos AQUELE, AQUELA, AQUILO.

Ex.: Fomos àquele restaurante. (a aquele)/ Diga isso àquela menina.(a aquela)/ Refiro-me àquilo que vi ontem. (a aquilo)

4. Com o pronome demonstrativo (A). Ex.: Dirigiu-se à menina que

chegou depois. (a aquela)/(ao menino)

5. Com o pronome relativo a qual. Ex.: A bicicleta, à qual me referi, é

aquela. (o carro ao qual)

à

moda (de)

Ex.: Gosto de quem joga à Telê Santana. ( à maneira de) Ele escreve à Guimarães Rosa. (à semelhança de) Gosta de vestir-se à 1950. ( à moda de)

6. Em expressões subentendidas que significam à maneira (de)

,

, à semelhança (de)

CASOS FACULTATIVOS
CASOS FACULTATIVOS

1. Antes de pronome possessivo feminino no singular. Ex.: Eu escrevi à/a

sua prima./ Ofereci rosas à/a minha esposa. Obs: Mas se o pronome

estiver no plural, tornar-se-á obrigatória. Ex.: Eu escrevi às nossas primas.

2. Antes de nome próprio feminino. Ex.: Contarei isso à/a Fernanda.

3. Em locuções femininas que indiquem meio ou instrumento. Ex.: Faça a

prova a/à caneta. / Fora morto a/à machadada.

4. Antes das palavras França, África, Inglaterra, Ásia, Europa, Escócia,

Espanha e Holanda. Ex.: Retornarás a/à Inglaterra. / Irei a/à França.

Inglaterra, Ásia, Europa, Escócia, Espanha e Holanda. Ex. : Retornarás a/à Inglaterra. / Irei a/à França.

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CASOS PROIBITIVOS
CASOS PROIBITIVOS

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1. Antes de substantivos masculinos. Ex.: Nós iremos a cavalo. / Ele só

anda a pé.

2. Antes de verbo. Ex.: Passei a dedicar mais tempo aos estudos. O

menino começou a chorar.

3. Quando o A estiver antes de palavra no plural. Ex.: Não me refiro a

mulheres. / Vou a peças teatrais

4. Em expressões formadas por palavras repetidas. Ex.: Estava cara a

cara com o bandido./ Tomei o remédio gota a gota. 5. Antes dos pronomes pessoais, de tratamento e indefinidos. Ex.:

Amanhã estarei aqui e mostrarei a ela. / Direi a Vossa Excelência que está aqui./Dei minha gramática a alguma colega.

6. Antes dos pronomes relativos a cuja, a quem. Ex.: Antônio e Joaquim,

a cuja irmã devo muitas obrigações, são portugueses./ Minha esposa é a única a quem devo satisfações.

7. Antes dos pronomes demonstrativos esta/ essa. Ex.: Retornarás a esta

faculdade./ Darei a essa menina vários presentes.

CASOS ESPECIAIS
CASOS ESPECIAIS

1. Antes de nomes próprios de lugar, troca-se o verbo ir pelo verbo vir,

caso apareça o “DA”, usa-se o acento na frase primitiva. Ex.: Fui à Bahia. (vim da Bahia) Fui a Petrópolis. (vim de Petrópolis)

2. Já vimos que antes de pronomes e expressões de tratamento não

ocorre a crase, contudo há exceções para Senhora, Senhorita e Dona.

Ex.: Entreguei a encomenda à Senhora Passos. Referiu-se à Dona Josefina.

3. Antes de nome próprio feminino a crase é facultativa, porém, quando

tratar-se de pessoa célebre não se usa a crase. Caso venha com

feminino a crase é facultativa , porém, quando tratar-se de pessoa célebre não se usa a

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modificador, o uso torna-se obrigatório. Ex.: Entreguei a

correspondência a/à Renata. Referiu-se a Joana D’ Arc.(nome célebre) Escrevi à famosa Cora Coralina. (com modificador)

4. Quando a locução a distância não estiver determinada, não se usa a

crase. Ex.: Os policiais ficaram a distância. (não determinada) Os

policiais ficaram à distância de cem metros. (determinada)

5. Antes da palavra casa, quando esta estiver determinada, o uso

da crase torna-se obrigatório. Ex.: Fomos à casa da mamãe. (com

modificador) Voltamos a casa. (sem modificador)

6. Haverá crase antes da palavra terra, quando não expressar o sentido

de terra firme (contrário de a bordo). Ex.: Vou à terra do meu pai. (local,

região, pátria). O comandante e o marinheiro voltaram a terra. (contrário de a bordo). 7. Não haverá crase antes das palavras Nossa Senhora e Maria Santíssima, porém, antes da palavra Virgem Maria há crase. Ex.: Fizemos uma prece a Nossa Senhora. Ela rezou à Virgem Maria.

4. VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
4. VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS

Conteúdo Programático desta aula:

* Identificar algumas formas de variações linguísticas; * Compreender a diferença entre língua, fala e linguagem.

INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO

Nesta aula abordaremos a diferença entre língua, fala e linguagem, bem como, alguns casos de variações linguísticas.

*O que é língua? - É um sistema de sons vocais, ou seja, o idioma de uma determinada sociedade.

linguísticas. *O que é língua? - É um sistema de sons vocais, ou seja, o idioma

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O que é fala? - É um tipo de linguagem. Ex.: Linguagem verbal e não-verbal (placas/ linguagem de sinais - libras).RIAÇÕES lINGUÍSTICAS- AULA 4 *O que é linguagem? Forma do homem expressar seus pensamentos através de um sistema de sons vocais chamado língua. *Em que casos uma língua sofre variações? Uma língua nunca é falada de maneira uniforme pelos seus usuários,

pois está sempre sujeita a muitas variações. O modo de falar uma língua pode variar das seguintes formas:

- de época para época: o português de nossos antepassados é

diferente do que falamos hoje; Ex.: Vossa Mercê Você

- de região para região: o carioca, o nordestino, o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas; Ex.: O sotaque do carioca é totalmente diferente do sotaque do nordestino.

- de grupo social para grupo social: pessoas que residem em bairros chamados nobres (fala culta ou norma culta), falam diferente das pessoas que residem em periferias (fala popular).

- de situação para situação: em algumas situações a linguagem pode

ser usada com mais cuidado e vigilância (norma culta, formal), e, em outras, de modo mais espontâneo e menos controlado (a fala informal). Ex.: Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal, e de outro numa reunião de amigos, em casa

e em outras situações informais.

ESTATUTO DOS POLICIAIS MILITARES
ESTATUTO DOS POLICIAIS MILITARES

Seção II Da Ética Policial-Militar Art. 27 - O sentimento do dever, o pundonor policial-militar e o decoro da classe impõem, a cada um dos integrantes da Polícia Militar,

do dever, o pundonor policial-militar e o decoro da classe impõem, a cada um dos integrantes

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conduta moral e profissional irrepreensíveis, com observância dos seguintes preceitos da ética policial-militar:

IX - ser discreto em suas atitudes, maneiras e em sua linguagem escrita e

falada.

5. PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
5. PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS

Conteúdo Programático desta aula:

Compreender a diferença entre prefixo e sufixo; •Identificar os diferentes processos de formação de palavras; Compreender a distinção entre derivação, composição e os demais processos de formação.

INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO

Nesta aula abordaremos a diferença entre os afixos (prefixo e sufixo), entre os principais processos de formação de palavras (derivação e composição), assim como, os demais processos existentes.

Radical:

É a raiz da palavra, ou seja, é o elemento que expressa a base do

significado da mesma. Num grupo de palavras da mesma família, ele é

o elemento comum. Ex.: Casa, casebre, casinha. (radical: cas - elemento comum)

Afixos:

São elementos que se unem ao radical para criar novas palavras. Se colocado antes do radical, será chamado de prefixo. Se colocado após o radical, será chamado de sufixo. Obs.: pode-se mudar a classe gramatical da palavra que foi acrescida de prefixo ou sufixo. Ex.:

Prefixos: reler, bisneto. Sufixos: felizmente, pedrada.

da palavra que foi acrescida de prefixo ou sufixo. Ex.: Prefixos: re ler, bis neto. Sufixos:

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PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS- AULA 05 A derivação e a composição são os principais processos de formação de palavras, vejamos:

- Derivação: A derivação ocorre pelo acréscimo de afixos às palavras. A derivação pode ser prefixal, sufixal, prefixal e sufixal, parassintética, regressiva ou imprópria.

e sufixal, parassintética, regressiva ou imprópria. Prefixal : ocorre pelo acréscimo de um prefixo . Ex.:

Prefixal: ocorre pelo acréscimo de um prefixo. Ex.: Prever, infeliz, desamor. PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS- AULA 05

Sufixal: :

felizmente, jornaleiro.

Ocorre

pelo

acréscimo

de

um

sufixo.

Ex.:

Lealdade,

. Ocorre pelo acréscimo de um sufixo . Ex.: Leal dade , Prefixal e Sufixal :

Prefixal e Sufixal: ocorre pelo acréscimo de um prefixo e um sufixo. Ex.: Desigualdade, deslealdade, infelizmente.

. Ex.: Des igual dade , des leal dade , in feliz mente . Parassintética :

Parassintética: ocorre pelo acréscimo de um prefixo e um sufixo colocados ao mesmo tempo, ou seja, não podem ser retirados. Ex.:

Empobrecer, desalmado, aflorar. PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS- AULA 05

, a flor ar . PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS- AULA 05 uma diminuição da palavra,

uma

diminuição da palavra, geralmente, substantivos derivados de verbos. Ex.: Luta (de lutar), canto (de cantar).

Derivação

Regressiva

ou

Deverbal:

ocorre

quando

Derivação Imprópria (Conversão): ocorre quando se tem a

Derivação

Imprópria

(Conversão):

ocorre

quando

se

tem

a

formação

de

uma

nova

palavra

pela

mudança

de

sua

classe

quando se tem a formação de uma nova palavra pela mudança de sua classe

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gramatical. Ex.: Ele era o cabeça da turma. (de substantivo a adjetivo). Silêncio! Bravo! Viva! (de substantivo, adjetivo e verbo a interjeição). PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS- AULA 05 -Composição: é o processo através do qual se criam palavras novas pela junção de palavras ou de radicais já existentes. Ex.: Arco-íris, pontapé. A composição pode realizar-se por justaposição ou aglutinação.

que

compõe a nova palavra mantém a sua pronúncia, ou seja, não há perda fonética. Ex.: Guarda-chuva, girassol.

Composiçãoseja, não há perda fonética. Ex.: Guarda-chuva, girassol. por justaposição: quando cada elemento dos elementos que

por

justaposição:

quando

cada

elemento

dos

elementos que compõe a nova palavra tem sua pronúncia alterada, ou seja, há alteração fonética em pelo menos um dos elementos. Ex.:

Planalto (plano-alto), pontiagudo (ponta-aguda). Outros Processos de Formação de Palavras: HIBRIDISMO: ocorre quando há a formação de palavras utilizando a mistura dos vocábulos de duas ou mais palavras de origens diferentes. Ex.: Auto/móvel (grego/latim), socio/logia (latim/grego). elementos de línguas diferentes.

Composição(latim/grego). elementos de línguas diferentes. por aglutinação: quando pelo menos um - Abreviação :

por

aglutinação:

quando

pelo

menos

um

-Abreviação: consiste na redução fonética de uma palavra ou expressão. Ex.: Foto (fotografia)/quilo (quilograma) -Onomatopeia: consiste na reprodução de certos sons ou ruídos por meio deLpalavras, geralmente duplicadas. Ex.: Tique-taque / cri-cri. Obs.: Cuidado para não confundir o processo da abreviação vocabular com abreviatura ou sigla. Ex.: Cine (abreviação da palavra “cinema” - redução fonética) Av. (abreviatura da palavra “Avenida”) MEC (sigla que significa “Ministério

“cinema” - redução fonética) Av. (abreviatura da palavra “Avenida” ) MEC (sigla que significa “Ministério

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da Educação e Cultura” – usa-se a letra ou a sílaba inicial de cada um dos elementos)

NESTE CURSO VOCÊ:

Exercitou o emprego correto de alguns vocábulos que causam dúvidas no dia a dia do policial militar.

Aprendeu o conceito de predicação verbal para o uso correto da regência verbal.

Entendeu a diferença entre crase e acento grave.

Estudou os casos obrigatórios, proibitivos e facultativos de crase.

Adquiriu conhecimento para analisar as diversas variações linguísticas.

Tornou-se capaz de identificar e realizar os diferentes processos de formação de palavras.

linguísticas.  Tornou-se capaz de identificar e realizar os diferentes processos de formação de palavras.

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PMERJ Técnicas de Expressão e Comunicação em Português

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Atualização: 29 de junho de 2015.

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