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INSTITUIÇÕES

TIPO DESCRIÇÃO EXEMPLOS


Família Primeira experiência socializadora do indivíduo. Filiação
Regula as relações parentais e de adoção, entre Adoção
outras. Casamento

Educação Dá formação e instrução aos indivíduos, Escola


preparando-os para a vida em sociedade. Universidade

Religião Estabelece a relação entre o humano e o Igrejas


transcendente. Associações religiosas

Política Regula o funcionamento geral do Estado. Governo


Parlamento
Polícia

Cultura Promove a manifestação artística, as atividades Museus


lúdicas e o desporto. Teatros
Clubes desportivos
Ética teleológica Ética deontológica

Stuart Mill Immanuel Kant

ÉTICA UTILITARISTA ÉTICA FORMAL

A ação é considerada boa em função do


A ação é considerada boa quando é
seu resultado: quando contribui para o
realizada por dever.
princípio da maior felicidade.

A avaliação das intenções é


Não faz qualquer avaliação das intenções extremamente importante, pois permite
mas apenas dos resultados das ações. aferir se a ação foi praticada por puro
respeito ao dever.
O AGENTE MORAL PODE PRATICAR AÇÕES COM MOTIVAÇÕES DIFERENTES

Por dever Conformes ao dever Contra o dever

Ações que respeitam as


Ações praticadas com boa Ações imorais que não
regras morais ou sociais
intenção, respeitando o cumprem as normas morais
instituídas, mas que são
imperativo categórico, sem nem são praticadas por
praticadas por uma
qualquer outro interesse. dever.
inclinação exterior.

MORALIDADE LEGALIDADE IMORALIDADE/ILEGALIDADE


A ética de Kant é deontológica
Uma ética deontológica define o conjunto de normas ou
princípios que permitem identificar o que é o bem, sem
fazer depender uma ação boa de uma finalidade exterior
à moral.
As ações são boas na medida em que se adequam ao
dever definido pelas leis ou princípios estabelecidos.

A ética de Kant é formal


Os princípios estabelecidos por uma ética formal não
proíbem nem autorizam qualquer ação em concreto. A
ética formal confere autonomia moral ao sujeito, porque
apenas identifica as regras formais gerais que este deve
ter em conta para decidir moralmente.
A boa vontade
• O ser humano sente impulsos e inclinações egoístas que
o levam a querer tudo de acordo com a sua vontade.
• Em boa parte, essas inclinações derivam da
sensibilidade.
> Não podemos derivar a moralidade da sensibilidade.

A razão produz o sentimento de dever, assumindo


um papel central na construção da moral.
As ordens morais
• A moralidade funda-se em ordens que a razão dá ao
sujeito moral.
• As ordens morais devem impor-se de forma absoluta,
não dependendo de qualquer condicionante externa.
• As ordens morais fundam-se em imperativos categóricos.

Imperativo
Ordem; imposição moral.

Categórico
Que se impõe de forma absoluta; não condicional.
Imperativos hipotéticos
• Um imperativo hipotético é uma ordem cuja realização
depende de uma condição.
1 - Se me esforçar na juventude, então
terei uma vida melhor.

2 - Se me emprestares os CD, então


ajudo-te a estudar para teres boa nota.
• Poderão estas ações, fundadas em condições
interesseiras, resultar de ordens com conteúdo moral?
A moralidade não pode depender de qualquer condição interesseira.
Ajudar um colega mediante uma retribuição desvirtua o ato quanto à
sua moralidade.
As ordens morais não podem resultar de imperativos hipotéticos.
Formulações do imperativo categórico
Age de tal forma que desejes que a máxima da tua
ação se devesse tornar, pela tua vontade, em
lei universal da natureza.

Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto


na tua pessoa como na de qualquer outro, sempre e
simultaneamente como um fim e nunca
simplesmente como um meio.

Age de forma que a máxima da tua ação devesse


servir como lei universal para todos os seres
racionais.
Conclusões

Ética de Kant:
• É deontológica, formal e universal;
• Funda-se na autonomia do agente moral;
• Destaca o papel das intenções do agente moral;
• Não faz depender a moral da felicidade ou de
outro resultado da ação moral.
Perguntas:

1 - Como se relacionam dever e autonomia? A autonomia


(liberdade) não é a possibilidade de, entre outras coisas,
afastar o dever? Então como é que Kant justifica que dever e
autonomia se realizam conjuntamente?

2 - Se eu cumpro a lei moral que impus a mim mesmo então,


como somos muitos, quantas leis morais serão necessárias?
Respostas:

1 - Agir por dever é seguir a lei moral que você


(autonomamente, isto é, com liberdade) decide impor a si
mesmo e assim o dever compatibiliza-se com a autonomia
(liberdade).

2 - Eu sigo a lei moral porque a minha razão escolhe a lei


moral e quando o outro escolhe seguir a lei moral é a mesma
razão que escolhe a lei moral, quer comigo quer com o outro
ou os outros a razão é a mesma, todos escolhemos a lei
moral porque quem escolheu foi a mesma razão, foi o
imperativo categórico.
CONSOLIDAR CONHECIMENTOS

Prisioneiros do campo de concentração de Buchenwald (abril de 1945). Na


Segunda Guerra Mundial, durante a ocupação alemã, os pescadores holandeses e
dinamarqueses transportaram clandestinamente nos seus barcos, para países
aliados ou neutrais (como a Inglaterra ou a Suécia), milhares de foragidos judeus.
Por vezes, os barcos de pesca com refugiados a bordo eram intercetados por
barcos-patrulha nazis. Quando isto acontecia, os pescadores mentiam e obtinham
autorização de passagem, seguindo depois viagem com os judeus perseguidos.
Com esta ação evitaram que muitos judeus fossem aprisionados e mortos nos
campos de concentração e extermínio nazis.

Perguntas:

1. Do ponto de vista de Kant, a ação dos pescadores é moralmente


admissível? Fundamente.

2. Se agir moralmente significa agir de acordo com uma lei que imponho a
mim mesmo, o que me garante que todos irão escolher a mesma lei
moral? Se o imperativo categórico é produto da minha vontade, não será
possível que pessoas diferentes escolham imperativos categóricos
diferentes? Justifique.
Cenários de resposta:
1. Não. Kant adota uma posição muito dura contra a mentira. O dever de
dizer a verdade prevalece sempre, independentemente das
circunstâncias particulares e das consequências.
2. Quando determinamos o imperativo moral a seguir – diz Kant -, não
escolhemos enquanto pessoas particulares, mas sim como seres
racionais. A lei moral não depende de cada um de nós enquanto
indivíduos com interesses e desejos. Isto significa que, enquanto seres
racionais, se nos abstrairmos dos nossos interesses e desejos
chegaremos à mesma conclusão, ou seja, a um imperativo categórico
(incondicional), universal e absoluto.
1. No conjunto de itens 1 a 8, selecione apenas as opções que permitem
obter afirmações possíveis de serem subscritas por Immanuel Kant.

1. O João afirma que age moralmente ao recusar-se a copiar nos testes. Fá-lo porque considera que terá
menos prejuízos com esta atitude, já que um zero e a vergonha por que passaria seriam sempre
piores do que um mau resultado conseguido num teste feito sem recorrer à fraude.
2. Um cidadão que ajuda a capturar um assassino em série faz o que é moralmente correto, quer o seu
motivo seja o dever, quer seja a esperança de ser recompensado pelos riscos que correu.
3. Os magnatas que, como Bill Gates, doam em vida (ou em testamento) parte da sua fortuna fazem o
que é correto, mas não agem moralmente se a sua ação visar sentirem-se bem consigo mesmos e
com os outros.
4. Michael Bloomberg, um dos homens mais ricos dos Estados Unidos e presidente da câmara de Nova
Iorque, agiu moralmente ao assumir o compromisso de doar uma boa parte da sua fortuna, uma vez
que pretende ensinar aos seus filhos o valor do dinheiro.
5. Agem moralmente as pessoas que são caritativas quando o fazem sem nenhum outro motivo de
vaidade ou interesse, mas apenas porque reconhecem o dever de ajudar outros seres humanos,
agindo unicamente com base nesse dever.
6. Agem moralmente as pessoas que são caritativas sem nenhum outro motivo de vaidade ou interesse,
mas apenas pelo prazer em espalhar alegria à sua volta e se poderem alegrar com o contentamento
dos outros.
7. É moralmente irrelevante o motivo que leva a Rita a auxiliar os seus colegas na organização do estudo
para os testes, uma vez que os ajuda a conseguir melhores resultados, coisa que não seria possível
sem a sua preciosa colaboração.
8. Um cidadão que ajuda a capturar um assassino em série faz o que é moralmente correto se, e apenas
se, o seu motivo for o dever, mesmo com prejuízo dos seus interesses, entre eles, o risco que corre ao
fazê-lo.
Respostas:

Itens que correspondem a afirmações possíveis de serem subscritas por


Immanuel Kant:

3, 5 e 8
Complete o quadro:

DEONTOLOGIA DE KANT

Definição de ação
moralmente correta

Critério de
moralidade

Virtudes da teoria

Objeções à teoria
Complete o quadro:

DEONTOLOGIA DE KANT

Uma ação é moralmente correta ou valiosa se, e apenas se, for


Definição de ação
única e exclusivamente motivada pelo dever, ou seja, pela
moralmente correta
obediência estrita aos princípios.

Critério de
moralidade Imperativo categórico.

Respeito pelos princípios. Recusa da instrumentalização dos


Virtudes da teoria seres humanos. Trata o ser humano nunca como um meio mas
como um fim em si mesmo
O caráter absoluto da lei moral (poderá haver situações em
que há justificação para a mentira, conflito de valores.)
Objeções à teoria O rigor e nível de exigência na definição da ação moral
(esquecemos completamente que o homem não é só razão
mas é também sentimento e emoção.)
Por que razão, segundo Kant, a lei moral tem a forma de um
imperativo categórico?

A lei moral exige respeito absoluto pelo dever, pelo cumprimento de certas
normas como não matar, não roubar e não mentir. A palavra imperativo
designa dever, ordem, obrigação. A palavra categórico significa absoluto,
incondicional.

Assim, respeitar a lei moral ou o que ela ordena é uma obrigação absoluta.
O que a lei moral ordena – cumprir o dever por puro e simples respeito
pelo dever – é, para Kant, uma exigência que tem a forma de um
imperativo categórico.

Ordena que uma ação boa seja realizada pelo seu valor intrínseco, que
seja querida por ser boa em si e não por causa dos seus efeitos ou
consequências. O cumprimento de deveres como não roubar ou não
mentir é uma obrigação absoluta.
O que são deveres absolutos?

Deveres absolutos, ou perfeitos, são deveres que não


admitem exceções. Os deveres absolutos são deveres
incondicionais (não dependem de condições ou interesses).
Os deveres morais propriamente ditos são deveres absolutos.
A lei moral enquanto imperativo categórico diz-nos que
deveres é obrigatório respeitar de forma absoluta.

O que são deveres relativos?

Deveres relativos são deveres cujo cumprimento depende de


se querer ou desejar algo, isto é, que se devem cumprir
apenas quando se deseja algo.
Fundamentação da moral
Na história da Filosofia surgem duas grandes correntes
que procuram resolver estas questões:

Define o conjunto de normas que nos permitem definir o


Ética que é o bem sem ter em conta um fim específico exterior à
deontológica moral. As ações são boas na medida em que se adequam ao
dever definido pelas leis e princípios estabelecidos.

Define o bem em função do fim a atingir. Se a finalidade da


Ética ética for a felicidade do ser humano, as ações são boas
teleológica sempre que contribuem para que a humanidade atinja esse
bem.
Utilitarismo
A ética utilitarista foi adotada por vários filósofos, tendo
como ideia geral o seguinte princípio:
• Uma ação é boa desde que seja útil para se
atingir a finalidade estabelecida.
Exemplo:
Para John Stuart Mill a finalidade da moral
é a promoção da felicidade.

Felicidade: o máximo prazer e ausência de dor.


Para Stuart Mill, a ação humana é boa na medida
em que promove o melhor bem para o maior
número de pessoas possível.
Utilitarismo
Aquilo que determina se uma ação é moralmente boa é a
forma como esta contribui para a felicidade.
A felicidade deve ser definida como:

Mais do que a simples Cada indivíduo deve dar


procura egoísta da primazia à felicidade do
felicidade do agente. maior número de pessoas.

O agente moral deve ser maximamente


imparcial, deve agir como espectador
desinteressado e benevolente.
Utilitarismo
Para garantir a aplicação prática da ética utilitarista
devem verificar-se duas condições:
• As leis e a organização social devem ter um
papel na criação de uma harmonia entre os
interesses do indivíduo e os de todos os outros.

• A ideia de que a sua própria felicidade e a de


todos estão associadas de forma inseparável
deve ser fomentada pela educação.
Utilitarismo
No exercício do “princípio da maior felicidade”, pode ser
necessário que o sujeito sacrifique a sua própria felicidade
em nome de um ideal que é considerado um bem maior.
Para Stuart Mill, o sacrifício por si só é um desperdício e
só deve ser valorizado nos casos em que contribua para
incrementar a felicidade.
Utilitarismo e hedonismo
Hedonismo

O valor da ação é avaliado


exclusivamente em
função da quantidade de
prazer que provoca.

Os critérios de avaliação
da ação são: intensidade,
duração, certeza,
proximidade e extensão.
Hedonismo – Jeremy Bentham
Intensidade:
O prazer visado deveria ser o mais forte possível.
Duração:
Deveria escolher-se o prazer mais duradouro.
Certeza:
Entre dois prazeres, o escolhido deveria ser aquele que
temos maior probabilidade de conseguir atingir.
Proximidade:
Se podemos escolher entre um prazer muito distante e
outro que está próximo, devemos escolher este último.
Extensão:
Quantas pessoas irão beneficiar da ação.
Utilitarismo e hedonismo
Hedonismo Utilitarismo

O valor da ação é avaliado O valor da ação é avaliado


exclusivamente em em função da quantidade
função da quantidade de e da qualidade de prazer
prazer que provoca. que provoca.

Os critérios de avaliação Há prazeres superiores e


da ação são: intensidade, prazeres inferiores,
duração, certeza, devendo o sujeito dar
proximidade e extensão. primazia aos primeiros.
Utilitarismo
Prazeres superiores e inferiores:
PRAZERES SUPERIORES
Associados ao intelecto, à dignidade, ao amor pela
liberdade e independência pessoais. Resultam do
exercício das capacidades intelectuais do ser humano.

PRAZERES INFERIORES
Associados ao prazer físico e imediato de
natureza animal.

“É melhor ser um ser humano insatisfeito


do que um porco satisfeito.”
PIRÂMIDE DAS NECESSIDADES DE ABRAHAM MASLOW
Críticas ao utilitarismo
O utilitarismo permite justificar a realização de ações
moralmente reprováveis.

Ex. Um ditador pode legitimar o extermínio de uma


minoria argumentando que está a contribuir para o
benefício da maioria.

Moralmente reprovável, pois a vida de cada ser


humano deve ser considerada um valor inalienável
e independente de condicionantes externas.
Críticas ao utilitarismo
Por ser uma ética consequencialista, o utilitarismo não
faz a avaliação das intenções mas apenas do resultado da
ação, pois só as consequências de um ato podem
determinar se este é certo ou errado.

Quando fazemos a avaliação moral de qualquer ação não


consideramos apenas as suas consequências, mas
também a intenção da pessoa que a realizou.
Consolidação conhecimentos ética deontológica

1 - Para Kant, basta cumprir o dever?

2 - O que é uma vontade autónoma?


Consolidação conhecimentos ética deontológica

1 - Não. O que importa é o modo ou a forma como


cumprimos o dever. Por outras palavras, a intenção ou
o motivo que nos leva a fazer a coisa certa – não
matar, não roubar, não mentir – é que conta. É que
podemos fazer a coisa certa por interesse ou
conveniência. Isso, para Kant, retira valor moral à
ação. Quando o propósito do agente é cumprir o dever
pelo dever é que verdadeiramente agimos bem. Para
que uma ação seja correta, não basta cumprimos os
nossos deveres, porque não é o que fazemos mas a
intenção com que o fazemos que determina se a
nossa ação é moralmente valiosa.
Consolidação conhecimentos ética deontológica

2 - É a vontade que age com a intenção de cumprir o


dever pelo dever. Por isso é também dita uma boa vontade
ou uma vontade que respeita a lei moral. A autonomia da
vontade designa a capacidade de a vontade decidir
respeitar uma lei – a lei moral – que exige o respeito
absoluto pela dignidade e autonomia da pessoa humana.
A autonomia da vontade não é fazer o que apetece. O
agente autónomo aceita a lei moral porque essa lei é
criada por ele mesmo, quando faz escolhas morais
imparciais e desinteressadas determinadas pela sua
razão. Uma vontade autónoma é uma vontade puramente
racional, que faz sua uma lei da razão, que diz a si mesma
«Eu quero o que a lei moral exige». Ao agir por dever,
obedeço à voz da minha razão e nada mais.
Consolidação conhecimentos ética utilitarista

1 - Qual é, segundo Stuart Mill, o critério da moralidade de


uma ação?

2 - A felicidade de que fala o utilitarismo de Mill é a


felicidade individual?
Consolidação conhecimentos ética utilitarista

1 - Segundo Mill o que faz com que uma ação tenha valor moral é
a utilidade. O critério da moralidade de um ação é o princípio de
utilidade. Uma ação deve ser realizada se e só se dela resultar a
máxima felicidade possível para o maior número possível de
pessoas que são por ela afetadas. O princípio de utilidade é por
isso também conhecido como o princípio da maior felicidade. Uma
ação boa é a mais útil, ou seja, a que produz mais felicidade global
ou, dadas as circunstâncias, menos infelicidade. Quando não é
possível produzir felicidade ou prazer, devemos tentar reduzir a
infelicidade. É costume resumir-se o princípio de utilidade mediante
a fórmula «A maior felicidade para o maior número».
Consolidação conhecimentos ética utilitarista

2 - Também, mas não só. Prevalece a ideia de felicidade geral,


embora não se despreze a felicidade individual. A felicidade de que
fala o utilitarismo não é simplesmente a felicidade individual. Mas
também não é a felicidade geral à custa da felicidade do agente. A
minha felicidade é tão importante como a dos outros envolvidos,
nem mais nem menos. Dada a tendência humana para o egoísmo,
Mill acentua esta ideia: a minha felicidade não conta mais do que a
felicidade dos outros.
FAÇA CORRESPONDER OS CONCEITOS DA COLUNA DA ESQUERDA COM AS AFIRMAÇÕES DA COLUNA DA DIREITA

Conceito Descrição

A. Ação correta, mas sem valor moral, segundo Kant.


1. Deontológicas
B. Na ética kantiana uma afirmação normativa que descreve uma ação necessária para alcançar um
2. Consequencialistas fim, mas que vale apenas se e enquanto esse fim for desejado pelo agente.
C. Teoria consequencialista que responde a todas as questões acerca do que fazer, o que admirar ou
3. Utilitarismo
como fazer, em termos da maximização da utilidade ou da felicidade.
4. Dever D. A tese de que o prazer é o maior bem: só o prazer tem valor em si e que todo o prazer tem valor
em si.
5. Ação por dever
E. Sinónimo de ação moral, ação por causa da lei moral, na perspetiva kantiana.
6. Ação conforme ao dever F. Segundo Mill, os prazeres que estão associados à satisfação física.
G. Teorias morais segundo as quais o valor moral de uma ação deriva inteiramente do valor das suas
7. Imperativo categórico
consequências e não do caráter da pessoa ou do valor intrínseco da ação.
8. Imperativo hipotético H. Na ética de Kant é o poder de um agente para agir de acordo com regras de conduta
universalmente válidas e objetivas, avalizadas unicamente pela razão.
9. Autonomia
I. Para Mill, prazeres que estão associados às capacidades psicológicas, intelectuais e morais dos
10. Heteronomia seres humanos.
J. Na ética kantiana uma afirmação normativa ou obrigação moral que exige que algo se aplique a
11. Hedonismo
todas as pessoas, independentemente das suas inclinações ou circunstâncias.
12. Prazeres superiores K. O que tem de ser feito ou que estamos obrigados a fazer. É o conceito central das éticas
deontológicas.
13. Prazeres inferiores
L. Teorias morais segundo as quais a correção ou obrigatoriedade das ações morais – o
cumprimento de uma promessa, por exemplo – não dependem das consequências, mas da
obediência aos princípios.
M. É a condição de quem age segundo desejos e não segundo princípios legislados pela razão.
Cenário de resposta:
1. (L);
2. (G);
3. (C);
4. (K);
5. (E);
6. (A);
7. (J);
8. (B);
9. (H);
10. (M);
11. (D);
12. (I);
13. (F)
Ética utilitarista - Aspetos problemáticos

 A identificação entre prazer e felicidade é discutível;


querer quantificar estes domínios é igualmente
problemático

 Admite a relatividade em relação à ação moral –


uma mesma ação poderá ser condenada num caso
e noutro não

 Ao enfatizar as consequências, descura a natureza


e o princípio da própria ação
Ética kantiana versus Ética utilitarista
A lei moral e a moralidade da ação
Ética kantiana versus Ética utilitarista
A lei moral e a moralidade da ação
Ética kantiana versus Ética utilitarista
A lei moral e a moralidade da ação
Ética kantiana versus Ética utilitarista
A lei moral e a moralidade da ação
Ética kantiana e ética utilitarista – conclusão
Algumas questões para reflexão

 Os princípios éticos são o resultado de uma


aquisição/construção cultural dos seres humanos ou são
simplesmente descobertos, consultando a própria razão?

 Os princípios éticos são conhecidos através da razão ou


através da experiência?

 É possível formular juízos éticos objetivos?

 As decisões éticas devem ser tomadas independentemente


do contexto que enquadra a ação?
Ética kantiana e ética utilitarista – conclusão
Algumas questões para reflexão

 A ética deve centrar-se no bem do indivíduo ou no bem da


humanidade?

 Será que a ética kantiana e a ética utilitarista, com as falhas


e limitações que revelam, se podem completar?

 Será que estas duas perspetivas são conciliáveis?