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Canibais brasileros e judeus baleares, histriadores See eee Cu eee eee eee a) Kracauer, o estilo de Stendhal e 0 nascimento da fotografi: De ee eT) Pe eee eo a ee ed See eae ee eee veres em tons inesperados. Nada disso, entretanto, por amor 20 vituosismo, pois Ginaburg amarra com forte fio polémico 1s deresseisensaios deste lito: trata-se aqui de defender as Re eee ec eed modo de conhecimento da realidade, contra os ataques do See ee ene ccc) Se Cee oe ee riografia e da literatura, Ginzburg acaba por compor — no rastro do mestre Marc Bloch —uma nova eapaixonante “apo- ry I aC na a Re C) ty i Ne Om OMaTeCere) Os lenores de Cito Ginzburg o- hecem bem opto detevesco que anima a obra do bistoiador italiano Quer se tte do exzsragante melee _uinhentina qu protagonizaOguene crveme gr ete dos mits eros fogs que pashan pel supreenden teem Hive nore, Ginzbarg no r= nunca ficient apres sn tomas, pitas. Num ensaio jt dissin, io hesitou mesmo em e confessed pu, ene outos, de Shelck Hol- meso continuidae ete os sina de couttor ¢ Offor etme que dio ila cetera 4 — que oletorpedoe ac tao — dementar oie sgom Ginzburg usa de mesma ica para imestiga eu proprio per corsointelecual Em pimeiolugarseu cio de hiseorador Por quai cami hos, no séclo XV, coma se fr mae « moderna pesquisa hist? Por uss procedimenco ela desta dos models da Antghidade? Que sues thes ela recalhe de outros gener de- diplinas — da retin dares lisa, os restos de explorager obras de ego — parse sfirarcoma modo ge rina de conecimenta ds wealiade? A reepots vem a forma de a gles Se reatos memories do italiano Ro tontlla a franats Montaigne, de Sig fried Kracaue os joven historadors dquesma déada de 1970, consagrnm sertnte d ieo-itin essa oem de questSes rasta suns sted nsiosem qu Gine= ug examinn mae de pero a nares 0 F10 £ Os RASTROS CARLO GINZBURG O fio e os rastros Verdadeiro, falso, ficticio rata Roa Fered'Aguiare [Eduardo Brandso 86537 opti ate inbore ee earn pdr 8 Prepon Mpeg aeloge cary cH apd igi ine oases Chepete fer Indore di eared ‘near oe Sumario Introdusao |. Deserigioe itagio 2.Acomersio dos deus de Minorca (417-8) 3. Montaigne oscanibaseasgrutas 4, Paris, 1617: um didlogo sobre fegaoehistria«. 5,Oseuropeusdescobren (ou redescobrem) osxamis 6-Toleranciaecomércio— Auerbach Vota es... 7 Anacarseinteroga os ndigenas — Uma nova letra de umvelhobest- sll B.No rasio de Israel Bertuecio 9. Adspera verdade — Um desaio de Stendhal soshistoriadores 10. Representaroinimigo— Sabre pré-histria francesa ‘dos Protocols dai 11, Unus tests — O exterminio dosjudeuse principio derealidade a” 53 ~ co 189 12. Detalhes, primeiros planos,microandlises — ‘Armargem de um livro de Segied Kracauer 1B. Micro-histéria:duas ou tes cosas que ei arespeito 1H. O inguisidor como antropslogo 15. Feitcciras exams, Apéndice—Provas possibildades Notas Indice onoméstico an 249 280 1 4st Introdugao 1. Os gregos conmtam que Teseu recebeu de presente de Ariadne wm fio. Com ese fio Teseu se orientou no labirinto,, «encontrou’¢ Minotauro¢0 matou. Dos rastros que Teseu deiou 0 vagat pelo abirinto,0-nito nd fala (0 que une os capituios dese liv, dedicados a temas muito heterogineos,éarelacio entre o fio —o iodo lato, que ajuda a ‘nos orientarmos no labrinto da realidade —e 05 rastos.' Hi muito tempo trabalho como historiador: procuro coatar, er vindo-me dos rastros, historias verdadeiras (que As vezes tém. como objeto also). Heje nenhum dos termos dessa definigio (contar“tastros “histrias’, "verdadeiras’,“falso”) me parece algo 6bvio. Quando comecei a aprender oofcio, pelo final dos time que prevalecia na academia era completamente ferent. Bscrever,contaraistéria nao eraconsiderado um tema

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