Você está na página 1de 25
P ESQUISA O PERACIONAL - I NTRODUÇÃO Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc.
P ESQUISA O PERACIONAL - I NTRODUÇÃO Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc.

PESQUISA OPERACIONAL

- INTRODUÇÃO

Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc.

P ESQUISA O PERACIONAL - I NTRODUÇÃO Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc.

ROTEIRO

Introdução

Origem

Conceitos

Objetivos

R OTEIRO  Introdução  Origem  Conceitos  Objetivos

Aplicações da P. O.

R OTEIRO  Introdução  Origem  Conceitos  Objetivos  Aplicações da P. O.
R OTEIRO  Introdução  Origem  Conceitos  Objetivos  Aplicações da P. O.
I NTRODUÇÃO A P. O. e o Processo de Tomada de Decisão Tomar decisões é

INTRODUÇÃO

A P. O. e o Processo de Tomada de Decisão

Tomar decisões é uma tarefa básica da gestão.

Decidir: optar entre alternativas viáveis.

de Tomada de Decisão Tomar decisões é uma tarefa básica da gestão. Decidir : optar entre
de Tomada de Decisão Tomar decisões é uma tarefa básica da gestão. Decidir : optar entre
I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO
I NTRODUÇÃO

Papel do decisor:

Identificar e definir o problema

Formular objetivos

Analisar limitações

Avaliar alternativas escolher a “melhor”

abordagem qualitativa

Processo de DESCISÃO

abordagem quantitativa

Qualitativa: problemas simples, experiência do decisor;

Quantitativa: problemas complexos, ótica científica, métodos quantitativos;

simples, experiência do decisor;  Quantitativa : problemas complexos, ótica científica, métodos quantitativos;
simples, experiência do decisor;  Quantitativa : problemas complexos, ótica científica, métodos quantitativos;

O RIGENS DA P. O.

As primeiras atividades formais de P. O. foram iniciadas na Inglaterra durante a 2ª Guerra Mundial

Cientistas britânicos tomavam decisões com bases científicas sobre a melhor utilização do material de guerra, o abastecimento das tropas e as táticas de defesa e ataque aéreo ou marítimo

tropas e as táticas de defesa e ataque aéreo ou marítimo  Após a guerra, as
tropas e as táticas de defesa e ataque aéreo ou marítimo  Após a guerra, as

Após a guerra, as ideias propostas para as operações militares foram adaptadas para melhorar a eficiência e a produtividade no setor Civil

foram adaptadas para melhorar a eficiência e a produtividade no setor Civil No Brasil foi introduzida

No Brasil foi introduzida na década de 50

foram adaptadas para melhorar a eficiência e a produtividade no setor Civil No Brasil foi introduzida
O RIGENS DA P. O. Revolução industrial: Crescimento das organizações + Complexidade dos problemas 
O RIGENS DA P. O.
Revolução industrial:
Crescimento das organizações
+
Complexidade dos problemas
 Readaptação do parque industrial;
 Desenvolvimento dos recursos computacionais.

Fatores chaves para o crescimento da P. O.:

Dificuldade na alocação

eficaz dos recursos

disponíveis às atividades

Desenvolvimento e aperfeiçoamento de técnicas de P. O.;

alocação eficaz dos recursos disponíveis às atividades  Desenvolvimento e aperfeiçoamento de técnicas de P. O.;
alocação eficaz dos recursos disponíveis às atividades  Desenvolvimento e aperfeiçoamento de técnicas de P. O.;
C ONCEITOS ASSOCIADOS  Em termos científicos, a P .O. é caracterizada por um campo
C ONCEITOS ASSOCIADOS  Em termos científicos, a P .O. é caracterizada por um campo

CONCEITOS ASSOCIADOS

Em termos científicos, a P .O. é caracterizada por um campo de aplicações bastante amplo, o que justifica a existência de várias definições:

algumas tão gerais que podem se aplicar a qualquer ciência;

outras tão particulares que só são válidas em determinadas áreas de aplicação;

se aplicar a qualquer ciência;  outras tão particulares que só são válidas em determinadas áreas
se aplicar a qualquer ciência;  outras tão particulares que só são válidas em determinadas áreas
C ONCEITOS ASSOCIADOS  “É o uso do método científico com o objetivo de prover
C ONCEITOS ASSOCIADOS  “É o uso do método científico com o objetivo de prover

CONCEITOS ASSOCIADOS

“É o uso do método científico com o objetivo de prover departamentos executivos de elementos quantitativos para a tomada de decisões com relação a operações sob seu controle”;

“Propõe uma abordagem científica na solução de problemas: observação, formulação do problema, e construção de modelo científico (matemático ou de simulação)”;

“É a modelagem e tomada de decisão em sistemas reais, determinísticos ou probabilísticos, relativos à necessidade de alocação de recursos escassos”.

(MARINS, 2011)

determinísticos ou probabilísticos, relativos à necessidade de alocação de recursos escassos”. (MARINS, 2011)
determinísticos ou probabilísticos, relativos à necessidade de alocação de recursos escassos”. (MARINS, 2011)
  

CONCEITOS ASSOCIADOS

   C ONCEITOS ASSOCIADOS “É o uso do método científico com o objetivo de

“É o uso do método científico com o objetivo de prover departamentos executivos de elementos quantitativos para a tomada de decisões com relação a operações sob seu controle”;

decisões com relação a operações sob seu controle”; “Propõe uma abordagem científica na solução de
decisões com relação a operações sob seu controle”; “Propõe uma abordagem científica na solução de
decisões com relação a operações sob seu controle”; “Propõe uma abordagem científica na solução de

“Propõe uma abordagem científica na solução de problemas: observação, formulação do problema, e construção de modelo científico (matemático ou de simulação)”;

de modelo científico (matemático ou de simulação)”; “É a modelagem e tomada de decisão em sistemas

“É a modelagem e tomada de decisão em sistemas reais, determinísticos ou probabilísticos, relativos à necessidade de alocação de recursos escassos”.

determinísticos ou probabilísticos, relativos à necessidade de alocação de recursos escassos”. (MARINS, 2011)

(MARINS, 2011)

determinísticos ou probabilísticos, relativos à necessidade de alocação de recursos escassos”. (MARINS, 2011)
determinísticos ou probabilísticos, relativos à necessidade de alocação de recursos escassos”. (MARINS, 2011)
 

CONCEITOS ASSOCIADOS

A P. O. é uma ciência aplicada que ut iliza técnicas científicas conhecidas (ou as desenvolve quando necessário), tendo como ponto de referência a aplicação do método científico;

A P. O. tem a ver, portanto, com a pesquisa científica criativa em aspectos fundamentais das operações de uma organização;

O. tem a ver, portanto, com a pesquisa científica criativa em aspectos fundamentais das operações de
O. tem a ver, portanto, com a pesquisa científica criativa em aspectos fundamentais das operações de
O. tem a ver, portanto, com a pesquisa científica criativa em aspectos fundamentais das operações de
C ONCEITOS ASSOCIADOS  Os principais aspectos da P. O. podem ser resumidos como: 
C ONCEITOS ASSOCIADOS  Os principais aspectos da P. O. podem ser resumidos como: 

CONCEITOS ASSOCIADOS

Os principais aspectos da P. O. podem ser resumidos como:

Possui um amplo espectro de utilização, no governo e suas agências, indústrias e empresas comerciais e de serviço;

É aplicada a problemas associados à condução e a coordenação de operações ou atividades em uma organização;

Adota um enfoque sistêmico para os problemas;

Busca a solução “ótima” para o problema;

Usa uma metodologia de trabalho em equipe (engenharia, computação, economia, estatística, administração, matemática, ciências comportamentais);

em equipe (engenharia, computação, economia, estatística, administração, matemática, ciências comportamentais);
em equipe (engenharia, computação, economia, estatística, administração, matemática, ciências comportamentais);
 Outra definição:

Outra definição:

 Outra definição:
 Outra definição:
 Outra definição:
 Outra definição:
 Outra definição:
 Outra definição:
 Outra definição:

CONCEITOS ASSOCIADOS

É um método científico que fornece instrumentos para a tomada de decisões.

É uma ciência aplicada cujo objetivo é a melhoria da performance em organizações. Trabalha através da formalização de modelos matemáticos a serem resolvidos com auxílio do computador.

Trabalha através da formalização de modelos matemáticos a serem resolvidos com auxílio do computador.
Trabalha através da formalização de modelos matemáticos a serem resolvidos com auxílio do computador.

OBJETIVOS

O BJETIVOS

A P. O. propõe uma abordagem científica:

Observação, formulação do problema e construção de um modelo científico (matemático ou de simulação).

de um modelo científico (matemático ou de simulação ) . A Beautiful Mind An unauthorized biography

A Beautiful Mind

An unauthorized biography of Nobel Prize-winning economist (1994) and mathematician John Forbes Nash Jr.

Beautiful Mind An unauthorized biography of Nobel Prize-winning economist (1994) and mathematician John Forbes Nash Jr.
Beautiful Mind An unauthorized biography of Nobel Prize-winning economist (1994) and mathematician John Forbes Nash Jr.

OBJETIVOS

O BJETIVOS

A P.O. é a aplicação de métodos, técnicas e instrumentos científicos a problemas que envolvem operações de sistemas de modo a proporcionar soluções ótimas para o problema do foco.

O objetivo é capacitar a administração a resolver problemas e tomar decisão, fornecer subsídios racionais para tomada de decisão na organização.

Ela pretende tornar científico, racional e lógico o processo decisório nas organizações.

(PANDOLFI, 2011)

Ela pretende tornar científico, racional e lógico o processo decisório nas organizações. (PANDOLFI, 2011)
Ela pretende tornar científico, racional e lógico o processo decisório nas organizações. (PANDOLFI, 2011)

A PLICAÇÕES DA P. O.

A P.O. possui várias técnicas para solução de problemas, sendo que cada técnica é aplicada a um modelo (tipo) de problema diferente:

Programação Linear

Programação Inteira

Programação Dinâmica

Programação Não Linear

Otimização em Redes (Modelo de Redes)

Modelo de Fila (Teoria de Filas)

Modelo de Simulação

em Redes (Modelo de Redes)  Modelo de Fila (Teoria de Filas)  Modelo de Simulação
em Redes (Modelo de Redes)  Modelo de Fila (Teoria de Filas)  Modelo de Simulação
       

A PLICAÇÕES DA P. O.

A P.O. possui várias técnicas para solução de problemas, sendo que cada técnica é aplicada a um modelo (tipo) de problema diferente:

Programação Linear Programação Linear Programação Inteira Programação Dinâmica Otimização Combinatória
Programação Linear
Programação Linear
Programação Inteira
Programação Dinâmica
Otimização Combinatória
Programação Não Linear
Otimização em Redes (Modelo de Redes)
Simulação

Modelo de Fila (Teoria de Filas)

Modelo de Simulação

Não Linear Otimização em Redes (Modelo de Redes) Simulação Modelo de Fila (Teoria de Filas) Modelo
Não Linear Otimização em Redes (Modelo de Redes) Simulação Modelo de Fila (Teoria de Filas) Modelo
   Exemplos: 
Exemplos:

A PLICAÇÕES DA P. O.

Programação Linear

É aplicada a modelos cujas funções objetivo e restrição são lineares;

Permite encontrar a solução ótima em um tempo razoável;

Mix de produção, mistura de matérias-primas, modelos de equilíbrio econômico, carteiras de investimentos, roteamento de veículos; jogos entre empresas.

modelos de equilíbrio econômico, carteiras de investimentos, roteamento de veículos; jogos entre empresas.
modelos de equilíbrio econômico, carteiras de investimentos, roteamento de veículos; jogos entre empresas.

A PLICAÇÕES DA P. O.

Programação Inteira

É uma subclasse da Programação Linear;

É aplicada a modelos em que

todas as variáveis assumem valores inteiros;

parte das variáveis tem valor inteiro;

variáveis tem apenas os valores 0 ou 1;

Ao contrário da PL, muitos problemas na PI são considerados NP-Difícil;

uma classe de problemas que são, informalmente, "Pelo menos tão difíceis quanto os problemas mais difíceis em NP“;

Exemplos:

Utilização de equipamentos, tamanho de lotes de produtos, decisões sim-ou-não, otimização combinatória (decisão de sequências, programas e itinerários – Caixeiro viajante e Programação de máquinas), cobertura e partição (espaço).

programas e itinerários – Caixeiro viajante e Programação de máquinas), cobertura e partição (espaço).
programas e itinerários – Caixeiro viajante e Programação de máquinas), cobertura e partição (espaço).
programas e itinerários – Caixeiro viajante e Programação de máquinas), cobertura e partição (espaço).
A PLICAÇÕES DA P. O.  Programação Dinâmica  É aplicada nas situações em que
A PLICAÇÕES DA P. O.  Programação Dinâmica  É aplicada nas situações em que

A PLICAÇÕES DA P. O.

Programação Dinâmica

É aplicada nas situações em que o modelo original pode ser decomposto em subproblemas mais fáceis de tratar

Problemas de otimização combinatória;

Problemas nos quais a solução ótima pode ser computada a partir da solução ótima previamente calculada e memorizada - de forma a evitar recálculo - de outros subproblemas que, sobrepostos, compõem o problema original;

Principais características:

subestrutura ótima - quando uma solução ótima para o problema contém em seu interior soluções ótimas para subproblemas;

superposição de subproblemas - acontece quando um algoritmo recursivo reexamina o mesmo problema muitas vezes;

 superposição de subproblemas - acontece quando um algoritmo recursivo reexamina o mesmo problema muitas vezes;
 superposição de subproblemas - acontece quando um algoritmo recursivo reexamina o mesmo problema muitas vezes;
 Exemplos:    
 Exemplos:

A PLICAÇÕES DA P. O.

Programação Dinâmica

Problema do viajante

Problema da produção (contínua ou discreta) / estocagem

Problema da sobrevivência

Substituição de equipamentos (uso e descarte de máquinas)

ou discreta) / estocagem Problema da sobrevivência Substituição de equipamentos (uso e descarte de máquinas)
ou discreta) / estocagem Problema da sobrevivência Substituição de equipamentos (uso e descarte de máquinas)
ou discreta) / estocagem Problema da sobrevivência Substituição de equipamentos (uso e descarte de máquinas)

Exemplos:

 Exemplos: 

A PLICAÇÕES DA P. O.

Programação Não Linear

É uma técnica análoga à PL, porém não há necessidade da linearidade na função objetivo em si e nas suas restrições;

Problemas de rede de distribuição de água;

Problemas de mix de produtos em que o “lucro” obtido por produto varia com a quantidade vendida;

Problemas de transporte com custos variáveis de transporte em relação à quantidade enviada;

Seleção de portfólio com risco.

com custos variáveis de transporte em relação à quantidade enviada;  Seleção de portfólio com risco.
com custos variáveis de transporte em relação à quantidade enviada;  Seleção de portfólio com risco.
  Exemplos: 
Exemplos:

A PLICAÇÕES DA P. O.

Otimização em Redes (Modelos de Redes)

Usada em situações nas quais o problema pode ser modelado como uma rede;

Rotas econômicas de transporte, distribuição e transporte de bens, alocação de pessoal, monitoramento de projetos.

Rotas econômicas de transporte, distribuição e transporte de bens, alocação de pessoal, monitoramento de projetos.
Rotas econômicas de transporte, distribuição e transporte de bens, alocação de pessoal, monitoramento de projetos.

 

A PLICAÇÕES DA P. O.

Modelo de Filas e Modelo de Simulação

Tratam do estudo de filas de espera;

Não são técnicas de otimização, em vez disso, determinam medidas de desempenho de filas de espera, como:

tempo médio de espera na fila, tempo médio para conclusão de um serviço, utilização de instalações de serviços;

Outros exemplos:

Congestionamento de tráfego, operações de hospitais, dimensionamento de equipes de serviço;

 Outros exemplos: Congestionamento de tráfego, operações de hospitais, dimensionamento de equipes de serviço;
 Outros exemplos: Congestionamento de tráfego, operações de hospitais, dimensionamento de equipes de serviço;



A PLICAÇÕES DA P. O.

Modelo de Filas e Modelo de Simulação

Modelos de Filas utilizam probabilidade e modelos estocásticos para analisar filas de espera

São puramente matemáticos e sujeitos a premissas específicas que limitam seu escopo de aplicação;

Modelos de Simulação estimam as medições de desempenho reproduzindo o comportamento do sistema real;

Podem ser considerados a segunda melhor coisa;

A primeira seria a observação do sistema real;

São mais flexíveis e podem ser utilizados para analisar praticamente qualquer situação de enfileiramento.

real;  São mais flexíveis e podem ser utilizados para analisar praticamente qualquer situação de enfileiramento.
real;  São mais flexíveis e podem ser utilizados para analisar praticamente qualquer situação de enfileiramento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MARINS, F. A. S. Introdução à Pesquisa Operacional. São Paulo: Cultura
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MARINS, F. A. S. Introdução à Pesquisa
Operacional. São Paulo: Cultura
Acadêmica/UNESP, 2011.
PANDOLFI, C. Pesquisa Operacional. Notas de
aula. Caxias do Sul: FSG, 2011.
TAHA, H. A. Pesquisa Operacional. 8. ed. São
Paulo: Pearson, 2008.