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Superior Tribunal de Justiça

RECURSO ESPECIAL Nº 959.565 - SP (2007/0133636-7)

RELATOR : MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO


RECORRENTE : VILLA DO FORTE PRAIA HOTEL LTDA
ADVOGADO : JOSÉ MARCELO BRAGA NASCIMENTO E OUTRO(S)
RECORRIDO : GLOBALCOM COMÉRCIO E DISTRIBUIDORA LTDA
- MICROEMPRESA
ADVOGADO : CLÁUDIO JOSÉ ABREU DE FIGUEIREDO
EMENTA
RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO
MORAL. PESSOA JURÍDICA. CONDENAÇÃO APENAS À
RETRATAÇÃO PÚBLICA. INSUFICIÊNCIA. INDENIZAÇÃO
PECUNIÁRIA. REPARAÇÃO INTEGRAL DO DANO MORAL.
1. Limitação da reparação por danos morais pelo tribunal de origem
à retratação junto à imprensa.
2. A reparação natural do dano moral, mesmo se tratando de pessoa
jurídica, não se mostra suficiente para a compensação dos prejuízos
sofridos pelo lesado.
3. Concreção do princípio da reparação integral, determinando a
imposição de indenização pecuniária como compensação pelos danos
morais sofridos pela empresa lesada.
4. Sentença restabelecida, mantendo-se o valor da indenização por
ela arbitrado com razoabilidade.
5. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO.

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima


indicadas, acordam os Ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de
Justiça,por unanimidade, dar parcial provimento ao recurso especial, nos
termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a) Relator(a). Os Srs. Ministros Nancy
Andrighi, Massami Uyeda e Sidnei Beneti votaram com o Sr. Ministro Relator.

Brasília (DF), 04 de maio de 2011(Data do Julgamento).

MINISTRO MASSAMI UYEDA


Presidente

MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO


Relator

Documento: 1064472 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 27/06/2011 Página 1 de 11
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RECURSO ESPECIAL Nº 959.565 - SP (2007/0133636-7)

RECORRENTE : VILLA DO FORTE PRAIA HOTEL LTDA


ADVOGADO : JOSÉ MARCELO BRAGA NASCIMENTO E OUTRO(S)
RECORRIDO : GLOBALCOM COMÉRCIO E DISTRIBUIDORA LTDA
- MICROEMPRESA
ADVOGADO : CLÁUDIO JOSÉ ABREU DE FIGUEIREDO

RELATÓRIO

O EXMO. SR. MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO


(Relator):
Trata-se de recurso especial interposto por VILLA DO FORTE PRAIA
HOTEL LTDA. contra o acórdão da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Alçada
Civil do Estado de São Paulo, que, nos autos da ação ordinária de nulidade de
duplicata com obrigação de fazer cumulada com pedido de indenização por
danos morais que movera contra GLOBALCOM COMERCIAL E
DISTRIBUIDORA LTDA-ME, deu parcial provimento ao recurso de apelação
da ré e negou provimento ao seu apelo, assim ementado, verbis :
Responsabilidade Civil - Protesto indevido de duplicata que causa
uma série de constantes e inesperados transtornos e
constrangimentos à pessoa atingida - Indenização pecuniária
substituída pela publicação pretendida pelo hotel autor - Recurso da
requerida parcialmente provido e da autora improvido.

Em suas razões, a recorrente postulou o conhecimento e provimento do


seu recurso especial para o fim de reformar aresto impugnado afastando a
substituição da reparação pecuniária pela retratação, majorando, inclusive, o
valor da reparação. Alegou violação ao artigo 159 do Código Civil de 1916.
Afirmou a ocorrência de interpretação divergente das conferidas pelos demais
Tribunais de Justiça do Brasil. Sustentou, em síntese, que "a indenização
oriunda de danos morais possui caráter dúplice, punitivo e compensatório em
relação à vítima, devendo ser representada no principal por uma quantia em
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dinheiro, sem prejuízo de outras cominações, nas hipóteses de ofensa à honra e
a credibilidade das pessoas, como no caso vertente dos autos" . Seguiu a
requerente defendendo que "a reparação pecuniária, em hipótese alguma, deve
representar óbice a qualquer outra cominação, devendo ser aplicada
cumulativamente, e não alternativamente" (e-STJ Fls. 235/240). Requereu o
provimento.
Não houve contrarrazões.
Pelo Tribunal de origem o recurso foi admitido.
É o relatório.

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RECURSO ESPECIAL Nº 959.565 - SP (2007/0133636-7)

VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO


(Relator):
Eminentes Colegas! A questão controvertida devolvida ao conhecimento
desta Corte situa-se em torno da possibilidade de substituição da indenização
pecuniária por publicação de retratação na imprensa a título de reparação dos
danos morais sofridos por pessoa jurídica.
Na origem, foi movida ação ordinária de nulidade de duplicata cumulada
com obrigação de fazer e pedido de indenização por danos morais.
A alegação central da empresa autora, ora recorrente, foi a ocorrência de
protesto indevido de duplicata mercantil, pois inexistiu negócio jurídico entre o
sacador da cártula, ora recorrida, e o sacado, ora recorrente.
A sentença julgou parcialmente procedentes os pedidos da recorrente
para anular a duplicata e o seu respectivo protesto e condenar a requerida, ora
recorrida, no pagamento de indenização no valor equivalente a dez vezes o
valor do título de crédito anulado, corrigido desde a data do protesto.
(aproximadamente R$ 24.000, na época).
Irresignadas com a sentença, as duas partes interpuseram recurso de
apelação, postulando a autora a elevação do valor da indenização, enquanto a ré
afirmava que deveriam ser julgados improcedentes os pedidos.
No julgamento das duas apelações, o Tribunal de origem deu parcial
provimento ao recurso de apelação da ré e negou provimento à apelação da
autora, substituindo a condenação ao pagamento de indenização em dinheiro
por publicação de retratação, na imprensa, a titulo de reparação por danos
morais à pessoa jurídica.
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Reproduzo o trecho questionado da decisão recorrida que deu ensejo ao
presente recurso especial, verbis :

No caso em tela, a quantia requerida na inicial mostra-se inócua.

Não ameniza a dor, que aliás a pessoa jurídica não sente. E não
corrige os efeitos do dano causado pela requerida. Dinheiro, no caso,
não é lenitivo para a lesão causada.

A única forma de reparação da lesão em casos como o dos autos é a


publicação, na imprensa, inclusive e também nos mesmos canais onde
o ato ofensivo teve publicidade, de retratação do erro pela ofensora, e
às expensas desta.

Por isso, fica substituída a indenização pecuniária dada na sentença


pela publicação pretendida pelo hotel autor. Ainda a título
indenizatório, além da publicação acima determinada, devem ser
feitas outras tantas publicações quantas as dos protestos, e nos
mesmo canais de divulgação.

Ainda, o Tribunal de origem reafirmou tal posição no julgamento dos


embargos declaratórios, verbis :

Mas ficou claro no acórdão que o entendimento da Turma Julgadora


é no sentido de que a indenização por dano moral para pessoa
jurídica há de ser diversa da condenação ao pagamento de quantia
em dinheiro .

Daí a irresignação da empresa recorrente, alegando violação ao art. 159


do Código Civil 1916.
Merece parcial provimento o presente recurso especial.
Não há discussão acerca da possibilidade de a pessoa jurídica sofrer
danos moral, tema, aliás, que se encontra pacificado na jurisprudência desta
Corte (Súmula 227/STJ).
A controvérsia situa-se em torno do modo de reparação dos danos morais
por ela sofridos.
A reparação dos danos extrapatrimoniais, sofridos por pessoa física ou
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por pessoa jurídica, pode ser natural ou pecuniária.
Em sede doutrinária, já tive oportunidade de analisar a distinção entre as
duas modalidades de reparação (SANSEVERINO, Paulo de Tarso Vieira.
Princípio da reparação integral - indenização no Código Civil. São Paulo:
Saraiva, 2010).
Relembre-se que a reparação natural, ou in natura, consiste na tentativa
de se recolocar o lesado no mesmo estado em que se encontrava antes da
ocorrência do evento danoso, restituindo-lhe um bem semelhante ao subtraído,
destruído ou danificado para recomposição do seu patrimônio.
Os prejuízos extrapatrimoniais, em geral, por sua própria natureza, por
não terem conteúdo econômico ou patrimonial, não se coadunam, em regra,
com a reparação in natura , embora, em algumas situações, a doutrina entenda
que ela se mostre viável (CAHALI, 1998, p. 704).
Harm Peter Westermann, na perspectiva do Direito alemão, anota que
“também danos em bens sem valor patrimonial (imateriais) são ressarcíveis,
mediante o restabelecimento (restituição ao natural), que o § 249 (do BGB)
ordena” (WESTERMANN, Harm Peter. Direito das Obrigações. Porto Alegre:
Sérgio Fabris Editor, 1983, p. 136)
Karl Larenz acrescenta que “o dano imaterial pode ser ressarcido
enquanto isso seja possível por meio da restituição in natura : isso tem lugar
sobre tudo em casos de retratação pública de declarações publicamente
manifestadas, idôneas para ofender a honra de outrem ou para prejudicar o seu
crédito (§ 824 do BGB)” .(LARENZ, Karl. Derecho de obligaciones. Madrid:
Editorial Revista de Derecho Privado, 1959, t. 1, § 14, p. 229).
Pontes de Miranda, após anotar que “a reparação natural é, quase sempre,
impossível”, afirma que o dano moral ou se repara pelo ato que o apague
(retratação do caluniador ou do injuriante) ou pela prestação do que foi
considerado reparador. Reconhece como reparação específica as medidas para
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retificação ou reconhecimento da honorabilidade do ofendido e a condenação à
retificação ou à retratação, exemplificando com “a ação para que se retire o
cartaz injurioso é ação de reparação natural” (MIRANDA, Pontes de. Tratado
de direito privado . Rio de Janeiro: Borsói, 1955-1972. v. 54, § 5536, p. 61.).
Araken de Assis, após lembrar a hipótese de casamento do homem com
mulher deflorada, prevista no art. 1548 do CC/16 e não repetida pelo CC/2002,
anota que a reparação in natura normalmente se mostra insuficiente, apenas
influenciando na fixação da indenização, como a retratação espontânea ou a
publicação da resposta ou retificação, previstas pela Lei de Imprensa (art. 29 da
Lei 5250/67). (ASSIS, Araken de. Liquidação do dano. Revista dos Tribunais.
São Paulo, Ano 88, n. 759, p. 11-23, jan., p. 16).
Sérgio Severo aponta a retratação pública ou a publicação da sentença de
procedência da demanda por dano moral como modalidades de reparação
natural do prejuízo extrapatrimonial (SEVERO, Sérgio. Os danos
extrapatrimoniais. São Paulo: Saraiva, 1996, p. 193).
Na legislação brasileira, historicamente têm sido previstas formas de
reparação natural, como, na revogada Lei de Imprensa (Lei 5250/67), a
previsão de retratação do ofensor, o desmentido, a retificação da notícia
injuriosa, a divulgação da resposta e, até mesmo, a publicação da sentença
condenatória (arts. 29, 30 e 68). Pode-se exemplificar, também, com a retirada
do mercado do livro supostamente ofensivo à honra de uma pessoa pública.
Na realidade , essas medidas previstas na nossa legislação ou indicadas
pela doutrina não constituem propriamente casos de reparação natural, pois não
se consegue apagar completamente os prejuízos extrapatrimoniais, sendo
apenas tentativas de minimização dos seus efeitos por não ser possível a
recomposição dos bens jurídicos sem conteúdo econômico atingidos, como
ocorre com os direitos da personalidade.
Assim, insuficiente a reparação in natura , a solução é a indenização
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pecuniária, cuja quantificação se realiza por arbitramento judicial.
A reparação pecuniária, por sua vez, é uma compensação em dinheiro,
mediante o pagamento de uma indenização fixada pelo juiz, pelos danos
sofridos pelo lesado.
Trata-se do sistema mais adotado, atualmente, na prática, de reparação
dos danos, consistindo no pagamento de uma indenização pecuniária
equivalente aos prejuízos sofridos pelo lesado.
Adriano De Cupis explica que, nessa hipótese, “o ressarcimento consiste
na prestação, ao prejudicado, de um equivalente pecuniário”, sendo apenas
“necessário estabelecer em quanto monta, pecuniariamente, o interesse atingido
pelo dano” (DE CUPIS, Adriano. Il danno . Milano: Giuffrè, 1966, p. 297).
Essa opção pela reparação pecuniária não é nova no sistema de
responsabilidade civil, chegando Pontes de Miranda a afirmar categoricamente
que “o direito romano e o Direito francês só conheciam a reparação em
dinheiro” (MIRANDA, 1955-1972, t. 22, § 2.722, nº 1, p. 209).
A tradição no Direito brasileiro, para a reparação dos danos
extrapatrimoniais, é a indenização pecuniária.
As duas formas de reparação (natural e pecuniária) não são excludentes
entre si, pois deve-se respeito ao princípio da reparação integral, que estava
implícito na norma do art. 159 do CC/16 e, atualmente, está expresso no art.
944 do CC/2002.
O princípio da reparação integral ou plena, ou da equivalência entre os
prejuízos e a indenização, busca colocar o lesado, na medida do possível, em
uma situação equivalente a que se encontrava antes de ocorrer o fato danoso
(STIGLITZ, Gabriel A.; ECHEVESTI, Carlos A. El daño resarcible en casos
particulares. In:CARLUCCI, Aida Kemelmajer de (Coord.). Responsabilidad
civil. Buenos Aires: Hammurabi, 1997, p. 298).
Naturalmente, essa tentativa de recolocação da vítima no estado em que
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se encontrava antes do ato danoso é uma ficção, pois, em muitas situações,
como nos casos de danos extrapatrimoniais, isso é operado “de forma apenas
aproximativa ou conjectural” (MARTINS-COSTA, Judith. Comentários ao
novo Código Civil: do inadimplemento das obrigações. Rio de Janeiro: Forense,
2003, p. 322).
De todo modo, como a responsabilidade civil tem como função prioritária
a reparação mais completa do dano, dentro do possível, essa norma constitui a
diretiva fundamental para avaliação dos prejuízos e quantificação da
indenização (VINEY, Geneviève, Les obligations: la responsabilité, effets.
Paris: L.G.D.J, 1988. (Traitè de Droit Civil, v.5, p. 81).
O princípio pode ser invocado tanto na reparação natural como na
indenização pecuniária.
Na reparação natural, não há maiores dificuldades na sua concretização,
bastando que seja restaurada a situação que existiria caso o ato ilícito não
houvesse ocorrido pela recomposição do mesmo bem no patrimônio do lesado
ou por sua substituição por uma coisa similar.
Note-se que, mesmo na reparação natural, a simples devolução ou
substituição da coisa pode não ser suficiente para o ressarcimento pleno dos
danos causados ao prejudicado.
Exemplo dessa situação tem-se no art. 952 do CC/2002, que, ao tratar dos
danos causados pela usurpação ou esbulho de uma coisa, prevê, além da sua
restituição, a reparação das deteriorações e dos lucros cessantes,
correspondendo essa regra a uma concretização do princípio da reparação
integral.
No caso, o entendimento do Tribunal de origem, afirmando a
inadequação da indenização por danos morais à pessoa jurídica, violou a
cláusula geral de responsabilidade civil insculpida na norma do art. 159 do
Código Civil de 1916, que já consagrava implicitamente o princípio da
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reparação integral do dano, agora positivado pelo art. 944 do Código Civil de
2002.
A reparação dos danos morais deve ser a mais completa possível, o que
não ocorreu no julgamento do tribunal de origem.
Nesse sentido, tenho que a substituição aplicada pelo Tribunal de origem,
violando o art. 159 do Código Civil de 1916, determina o provimento do
recurso especial nesse ponto, impondo-se, o restabelecimento da sentença,
adotando-se seu dispositivo na parte relativa à indenização.
Fica mantido o valor da verba indenizatória arbitrada na sentença por se
tratar de um montante razoável para a natureza da lesão sofrida pela empresa
recorrente, somente sendo possível a esta Corte a revisão do valor da
indenização quando exagerado ou ínfimo.
Desacolhe-se, assim, nesse ponto, o pedido de majoração da indenização
formulado no recurso especial.
Finalmente, fica mantida a determinação do tribunal de origem de
publicação de retratação na imprensa local por não ter sido objeto de recurso
especial pela recorrida.
Ante o exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso especial,
restabelecendo-se a indenização arbitrada pela sentença a título de danos
morais.
É o voto.

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CERTIDÃO DE JULGAMENTO
TERCEIRA TURMA

Número Registro: 2007/0133636-7 PROCESSO ELETRÔNICO REsp 959.565 / SP

Números Origem: 35798 862481702


PAUTA: 24/05/2011 JULGADO: 24/05/2011

Relator
Exmo. Sr. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro MASSAMI UYEDA
Subprocurador-Geral da República
Exmo. Sr. Dr. JOÃO PEDRO DE SABOIA BANDEIRA DE MELLO FILHO
Secretária
Bela. MARIA AUXILIADORA RAMALHO DA ROCHA
AUTUAÇÃO
RECORRENTE : VILLA DO FORTE PRAIA HOTEL LTDA
ADVOGADO : JOSÉ MARCELO BRAGA NASCIMENTO E OUTRO(S)
RECORRIDO : GLOBALCOM COMÉRCIO E DISTRIBUIDORA LTDA - MICROEMPRESA
ADVOGADO : CLÁUDIO JOSÉ ABREU DE FIGUEIREDO
ASSUNTO: DIREITO CIVIL - Obrigações - Títulos de Crédito - Sustação de Protesto

CERTIDÃO
Certifico que a egrégia TERCEIRA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão
realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:
A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao recurso especial, nos termos do
voto do(a) Sr(a). Ministro(a) Relator(a). Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Massami Uyeda e
Sidnei Beneti votaram com o Sr. Ministro Relator.

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