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ISSN 1982–2057 / Número 50

Ano XIII - Setembro/Dezembro - 2016

ÁGUA E
AGROECOLOGIA:
ESSENCIAIS PARA A
SAÚDE HUMANA E
DO PLANETA.

CONBRAN 2016: CONHECIMENTO E C A PA C I TA Ç Ã O E M E A N : S E M I N Á R I O S


F O R M A Ç Ã O P R O F I S S I O N A L E M PA U TA . R E G I O N A I S AT É A G O S T O .

PÁ G I N A 8 PÁ G I N A 1 2
Publicação do Conselho
Federal de Nutricionistas. EDITORIAL................................................................................3
Periodicidade: Quadrimestral.
AÇÕES DO CFN ........................................................................4
SRTVS Qd. 701, Ed. Assis Chateaubriand, Bloco II,
Sala 301 Brasília-DF
CEP: 70340-906
Site: www.cfn.org.br
CONBRAN 2016.......................................................................8
E-mail: cfn@cfn.org.br
Tel.: (61) 3225.6027
EXECUTIVA DE ESTUDANTES.................................................. 10
Presidente
Élido Bonomo (CRN-9/0230)
  NOVO CÓDIGO DE ÉTICA.........................................................11
Vice–presidente
Albaneide Maria Lima Peixinho (CRN-1/0205)
 
Secretária
SEMINÁRIOS DE EAN E COMPRAS INSTITUCIONAIS..................12
Nina da Costa Corrêa (CRN-3/0055)
 
Tesoureira ENTREVISTA – AGROECOLOGIA COM IRENE MARIA CARDOSO...15
Nelcy Ferreira da Silva (CRN-4/81100373)
 
COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO (CF) NUTRIÇÃO E SUSTENTABILIDADE – ÁGUA................................17
Ana Jeanette Ferreira Lopes de Haro (CRN-10/0761)
Juracema Ana Daltoé (CRN-2/1839)
Maria Adelaide Wanderley Rego (CRN-6/0483)
Nádia Alinne Fernandes Corrêa (CRN-7/1188)
POLÍTICAS PÚBLICAS – PARTICIPAÇÃO SOCIAL........................ 20
Nelcy Ferreira da Silva (CRN-4/81100373)
Nina da Costa Corrêa (CRN-3/0055) Coordenadora
Sandra Regina Melchionna e Silva (CRN-2/1043) CRN EM AÇÃO....................................................................... 22
 
COMISSÃO DE ÉTICA PROFISSIONAL (CEP)
Albaneide Maria Lima Peixinho (CRN-1/0205)
Gilcélio Gonçalves de Almeida (CRN-5/2087)
Maria Adelaide Wanderley Rego (CRN-6/0483) Coordenadora
Rita de Cássia Coelho de Almeida Akutsu (CRN-1/3044) - Licenciada
Rosana Maria Nogueira (CRN-3/2530)
Sandra Regina Melchionna e Silva (CRN-2/1043)

COMISSÃO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL (CFP)


Anete Rissin (CRN-6/0544)
Juracema Ana Daltoé (CRN-2/1839)
Leida Reny Borges Bressane (CRN-7/0397) Coordenadora
Raul von der Heyde (CRN-8/0555)
Rita de Cássia Coelho de Almeida Akutsu (CRN-1/3044) - Licenciada
Rosana Maria Nogueira (CRN-3/2530)
 
COMISSÃO DE COMUNICAÇÃO (CCOM)
Ana Jeanette Ferreira Lopes de Haro (CRN-10/0761)
Anete Rissin (CRN-6/0544)
Leida Reny Borges Bressane (CRN-7/0397)
Raul von der Heyde (CRN-8/0555)
Regina Rodrigues de Oliveira (CRN-9/0901) Coordenadora
Sonia Regina Barbosa (CRN-8/0079)
 
COMISSÃO DE TOMADA DE CONTAS (CTC)
Gilcélio Gonçalves de Almeida (CRN-5/2087)
Liane Quintanilha Simões (CRN-4/85100075) Revista CFN/Conselho Federal de Nutricionistas – Ano XIII, n. 50
Nádia Alinne Fernandes Corrêa (CRN-7/1188)
Raul von der Heyde (CRN-8/0555) (Setembro/Dezembro - 2016) – Brasília: CFN, 2000
Regina Rodrigues de Oliveira (CRN-9/0901)
Sonia Regina Barbosa (CRN-8/0079) Coordenadora
  v.: il. Color.; 30cm.
COMISSÃO DE LICITAÇÃO
Raul von der Heyde (CRN-8/0555)
Rita França da Silva
Débora Pereira dos Santos
Quadrimestral.
Elaine dos Santos Estrela Guedes ISSN 1982–2057
Edição
Socorro Aquino (3956/DF)
1. Nutrição. 2. Alimentação. I. Conselho Federal de Nutricionistas.
Redação II. Título
Socorro Aquino (3956/DF)
Rafael Ortega (1846/GO) CDU 612.3(05)
Poliana Gomes - Estagiária

Fotos
Arquivo CFN, Shutterstock

Diagramação
RBM Comunicação
As opiniões nos artigos assinados são de inteira responsabilidade dos
autores, não refletindo, necessariamente, o posicionamento do CFN.
Os eventos aqui divulgados são de inteira responsabilidade
de seus promotores.

2 REVISTA CFN
EDITORIAL

Um ano de muitas ações e


fortalecimento de parcerias
Agradecemos aos nutricionistas e técnicos em Nu-
trição e Dietética (TND) a colaboração prestada nas di-
versas ações do CFN realizadas em 2016. A campanha
nacional Pacto do Bem pela Alimentação Saudável e
Adequada conquistou vários apoiadores, que replica-
ram a campanha Brasil afora, fazendo e assumindo
desafios para uma alimentação melhor.
Ao longo do ano que passou, o nosso trabalho se
desenvolveu em diversas frentes, em diversas institui- riências, o esclarecimento de dúvidas e o comparti-
ções: Conselho Nacional de Saúde (CNS); Conselho lhamento de críticas e soluções contribuíram para o
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Con- aprimoramento das nossas ações.
sea); Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Em parceria com o Ministério do Desenvolvi-
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); mento Social e Agrário (MDSA), a Universidade Fe-
Congresso Nacional; ministérios da Saúde e da Educa- deral de Ouro Preto (Ufop) e os CRN, organizamos
ção; Comitê de Nutricionistas do Mercosul (Conumer); seminários sobre Educação Alimentar e Nutricional
Associação Brasileira de Nutrição (Asbran); universida- (EAN), bem como sobre Modalidade Compra Insti-
des e institutos de educação superior; entre outras. tucional do Programa de Aquisição de Alimentos da
Fortalecemos a unidade do Fórum Nacional de Agricultura Familiar, que, até agosto deste ano, se-
Entidades de Nutrição (FNEN), que reúne estudan- rão realizados em 15 estados. A proposta é formar
tes, sindicatos, associações e conselhos. Em 2016, cerca de 1.400 multiplicadores sobre este tema,
organizamos o VII Encontro Nacional das Entidades fortalecendo o papel estratégico do nutricionista na
de Nutrição (Enaen), que discutiu o uso estratégico da promoção da saúde e da alimentação saudável dos
comunicação na mobilização por direitos sociais. É fato indivíduos e da coletividade.
que muito precisa ser feito, e as entidades estão abertas Ainda com o apoio do MDSA, foi finalizada a co-
para que os nutricionistas e os TND apresentem suas leta de dados da pesquisa de inserção dos nutricio-
sugestões e críticas, com o objetivo de construir alter- nistas no Brasil. Esse levantamento será analisado
nativas coletivas para a valorização das suas áreas de posteriormente e gerará informações fundamentais
atuação. para a ação dos CRN nos estados.
De fevereiro a dezembro, publicamos recomenda- Concluímos que o sucesso de qualquer ativida-
ções e posicionamentos para melhor embasar a prática de que desenvolvemos tem como premissa a cola-
profissional e a formação dos futuros nutricionistas. boração dos nutricionistas e dos técnicos em Nutri-
Os documentos publicados foram sobre: Sucralose; ção e Dietética. Por isso, mais uma vez, reforçamos
Prescrição de Suplementos Nutricionais; Solicitação de que nossas “portas” estão abertas para todos e que
Exames Laboratoriais; Concursos Públicos e Privados; a efetiva atuação da categoria em suas entidades de
Cirurgia Bariátrica; e Prescrição de Dietas. classe é o único caminho para a garantia de direitos
Durante a edição do XXIV Congresso Brasileiro de e para a valorização profissional.
Nutrição (Conbran 2016), que reuniu cerca de 3.500
profissionais, estudantes e convidados, tivemos a opor- Saudações!!
tunidade de nos aproximar ainda mais da categoria.
Tanto nas ações que promovemos dentro da programa- Élido Bonomo
ção oficial quanto no estande do CFN, a troca de expe- Presidente do CFN

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AÇÕES DO CFN

OUTUBRO

SUS

A
nutricionista da Unidade
Técnica do CFN Luiza Tor-
quato representou o con-
selho no XIV Encontro Nacional da
Rede de Alimentação e Nutrição
do SUS e na reunião do Programa
Bolsa Família na Saúde, promo-
vidos pela Coordenação-Geral de
Alimentação e Nutrição (CGAN)
do Ministério da Saúde. O evento
ocorreu na sede da Organização
Pan-Americana de Saúde (Opas),
em Brasília, de 4 a 6 de outubro, e
reuniu profissionais envolvidos na
implementação de ações do setor
em diferentes níveis de governo. Alimentação Escolar

E
m 11 de outubro, a asses- de Desenvolvimento da Educação
Segurança sora institucional, Rosane (Cosan/FNDE). Foi acordado com o

Alimentar e
Nascimento, e o assessor FNDE que a coordenação do Pnae
parlamentar, Antônio Augusto encaminhará semestralmente ao

Nutricional Garcia, representaram o CFN em


reunião para discutir o cadastro
CFN a relação de nutricionistas
responsáveis técnicos para que os
de nutricionistas atuantes no Pro- Conselhos Regionais de Nutricio-
grama Nacional de Alimentação nistas atestem o cadastramento do

O
II Encontro Nacional de Escolar (Pnae), promovido pela Co- profissional. Também será assina-
Pesquisa em Segurança ordenação de Segurança Alimentar do um acordo de cooperação entre
Alimentar e Nutricional e Nutricional do Fundo Nacional as partes.
(II ENPSAN) contou com a par-
ticipação do presidente do CFN,
Élido Bonomo. O evento foi pro-
movido pelo Fórum Brasileiro de Ciência e Tecnologia
Segurança Alimentar e Nutricional

N
(FBSAN), de 5 a 7 de outubro, e o dia 18 de outubro, a ce- cimento. A iniciativa do Ministério
reuniu pesquisadores para dia- rimônia de abertura da Se- da Ciência, Tecnologia, Inovações
logar e trocar experiências sobre mana Nacional de Ciência e Comunicações (MCTIC) teve
o direito humano à alimentação e Tecnologia 2016 (SNCT) contou como objetivo incentivar a divul-
adequada e à segurança alimentar com a participação da assessora gação científica e a popularização
e nutricional. institucional do CFN, Rosane Nas- da ciência.

4 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


AÇÕES DO CFN

Ensino

E
m 20 de outubro, a nutricio- nião Extraordinária do Fórum dos conselhos federais de profissões
nista da Unidade Técnica Conselhos Federais de Profissões se manifestaram contrários a essa
do CFN Vanessa de Carva- Regulamentadas (Conselhão), modalidade de ensino.
lho e o assessor jurídico Leandro que discutiu o Ensino a Distância
Coelho participaram da 29ª Reu- (EaD). Os representantes dos

NOVEMBRO

Em defesa do SUS
N
o mês de novembro, a as- conselho na reunião que debateu a PEC 55, convocando os Conselhos
sessora institucional do PEC 55. O encontro ocorreu em 3 Regionais de Nutricionistas a mobili-
CFN, Rosane Nascimento, de novembro e foi promovido pelo zarem os profissionais e exigirem dos
e o assessor parlamentar, Antônio Conselho Nacional de Saúde. O seus representantes, no Congresso
Augusto Garcia, representaram o CFN divulgou nota pública contra a Nacional, voto contrário à proposta.

Fitoterapia
N
o XII Congresso Mundial Augusto Garcia, participou, no rapia (ABFIT). A mesa foi uma
de Farmacêuticos de Lín- dia 10 de novembro, da mesa-re- continuidade do diálogo iniciado,
gua Portuguesa, realiza- donda Prescrição Multidisciplinar em julho, na VI Jornada de Fitote-
do em Gramado/RS, o assessor de Fitoterapia, promovida pela rapia do Estado do Rio de Janeiro.
parlamentar do CFN, Antônio Associação Brasileira de Fitote-

Fiscalização

A
conselheira Juracema nais e Ordens das Profissões com mentadas do Rio Grande do Sul
Ana Daltoé representou o entidades Públicas – Foco na (Fórum/RS), realizado dia 11 de
CFN no VI Seminário de gestão pública, promovido pelo novembro.
Fiscalização Profissional Ações Fórum dos Conselhos Regionais
conjuntas entre Conselhos Regio- e Ordens das Profissões Regula-

Ética

O
conselheiro federal Gilcélio Aplicada à Nutrição (I Coanutri), Estadual Vale do Acaraú (UVA), no
Gonçalves participou do I em 4 de novembro, onde proferiu a Ceará, e pelo Instituto Viver de Ensi-
Congresso de Atualização palestra Ética em Nutrição. O evento no Saúde e Performance (Ivesp).
Científica e Inovação Tecnológica foi promovido pela Universidade

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 5


AÇÕES DO CFN

Saúde do Trabalhador

A
conselheira federal Nel-
cy Ferreira participou da
reunião ordinária do Fó-
rum de Entidades Nacionais dos
Trabalhadores da Área da Saúde
(Fentas), dia 9 de novembro, e do
VII Encontro Nacional das Comis-
sões Intersetoriais de Saúde do
Trabalhador e da Trabalhadora,
de 16 a 18 de novembro, promo-
vidos pelo Conselho Nacional de
Saúde (CNS).

DEZEMBRO

Orientações técnicas
P
ara melhor orientar a prática cfn.org.br/index.php/recomen- www.cfn.org.br/index.php/posi-
profissional, o CFN publi- dacoes-para-nutricionistas-cirur- cionamento-prescricao-dietetica/),
cou recomendação sobre gia-bariatrica/) e posicionamento atividade privativa do nutricionista.
Cirurgia Bariátrica (http://www. sobre Prescrição Dietética (http://

Profissional da Nutrição
A
Universidade Federal de conselheira Regina Rodrigues de o Papel dos Conselhos Profissionais.
Viçosa (UFV), Campus do Oliveira para ministrar palestra e mi- A palestra ocorreu no dia 1º de de-
Rio Paranaíba, convidou a nicurso no evento Ética e Sociedade: zembro e o minicurso, no dia 2.

Defesa do SUS

N
o dia 7 de dezembro, o CFN planada dos Ministérios, em Brasí- plenário do Senado Federal e pro-
participou da 3ª Marcha em lia, que reuniu pessoas de diversas mulgada pelo Congresso Nacional,
Defesa da Saúde, da Seguri- partes do Brasil contra a PEC 55. No em 15 de dezembro, limitando em
dade Social e da Democracia, na Es- entanto, a matéria foi aprovada pelo 20 anos os gastos públicos.

6 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


AÇÕES DO CFN

Plano de Saúde

O
assessor parlamentar do dezembro. Na pauta da reunião, dimentos e eventos em saúde, o
CFN, Antônio Augusto o acompanhamento da agenda resultado do 3° trimestre de moni-
Garcia, participou da 88ª regulatória, a comunicação eletrô- toramento da garantia de atendi-
Reunião da Câmara de Saúde Su- nica entre a ANS e as operadoras, mento e os encaminhamentos do
plementar (CAMSS), promovido os resultados do projeto Parto Ade- grupo de trabalho sobre Mecanis-
pela Agência Nacional de Saúde quado, a nova versão do D-TISS, mos Financeiros de Regulação.
Suplementar (ANS), em 8 de as reuniões sobre o rol de proce-

Vigilância Sanitária
A
nutricionista da Unidade toriais, promovida pela Agência nejamento Estratégico da Anvisa
Técnica do CFN, Débora Nacional de Vigilância Sanitária (2016/2019). Espera-se que a AR
Maia, compareceu na reu- (Anvisa), no dia 8 de dezembro. seja um dos instrumentos para a
nião preparatória para participa- O objetivo da AR é aperfeiçoar gestão do estoque regulatório.
ção social Agenda Regulatória o marco regulatório sanitário na
(AR) 2017/2020 – Diálogos Se- esfera federal, alinhando-o ao Pla-

Técnicos em Nutrição

N
o dia 16, o Grupo de Traba- a sua primeira reunião, na sede Flávia Martins, conselheira do
lho para a Revisão das Re- do CFN, em Brasília. Integram CRN-5; e Regina Rodrigues, con-
soluções CFN 312/2008 o grupo as nutricionistas Letícia selheira do CFN e coordenadora
e 227/1999 – sobre a inscrição e Holanda Campelo, conselheira do do grupo.
as atribuições do Técnico em Nu- CRN-7; Lúcia Helena Bertonha,
trição e Dietética (TND) – realizou coordenadora-técnica do CRN-3;

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 7


CONBRAN 2016

Congresso aposta no conhecimento


e na formação dos nutricionistas

A
edição do XXIV Congres- tamente com os representantes premiou as nutricionistas Maíra
so Brasileiro de Nutrição de outras entidades de Nutrição, Fachini Bolduan, do município de
(Conbran 2016), em Porto como a Federação Nacional dos Taió/SC, Flávia Severo Grando, de
Alegre/RS, realizado de 26 a 29 de Nutricionistas, a Associação Bra- Piraquara/PR e Tathiely Moretti, de
outubro, consolidou a parceria do sileira de Educação em Nutrição, Criciúma/SC, que venceram o 1º
CFN com a Associação Brasileira de a Asbran e a Executiva Nacional Concurso Nacional de Experiên-
Nutrição (Asbran) na promoção de dos Estudantes –, o VII Encontro cias Exitosas em Conhecimentos
um grande evento, que priorizou o Nacional das Entidades de Nu- e Estratégias em Alimentação e
conhecimento científico e os interes- trição (Enaen), que discutiu a Nutrição: multiplicando expe-
ses dos nutricionistas. Para o debate comunicação e a mobilização em riências e definindo caminhos
no Conbran, o CFN levou temas defesa de direitos sociais. O en- sustentáveis, realizado durante
como a biofortificação de alimentos, contro, realizado a cada dois anos, as comemorações do Dia do Nu-
fitoterapia, sustentabilidade na pro- define estratégias para a atuação tricionista. Os trabalhos relatam
dução e no consumo dos alimentos, das entidades e dos estudantes, experiências na alimentação es-
formação e ética profissional. visando à qualidade da formação e colar, na educação infantil e em
Parcerias – Na véspera do do exercício profissional. instituição para idosos. “Estou
Conbran, o CFN integrou – jun- Durante o Conbran, o CFN convicta do êxito desse concurso,

No centro, com as placas da premiação, as vencedoras do concurso receberam o apoio de conselheiros do Sistema CFN/CRN.

8 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


CONBRAN 2016

Os participantes do XXIV Conbran prestigiaram o estande do CFN.

pois proporcionou a nós, nutricio- de Ética e de Conduta do Nutri- fissão. Um jogo de perguntas e
nistas, a oportunidade única de cionista foi desenvolvida em duas respostas foi instalado no estande
compartilhar experiências exitosas oficinas. Nutricionistas de todas e quem acer tava as respostas
de atividades que desenvolvemos as regiões do Brasil tiveram a ganhava um brinde com fôlderes
diariamente em nossos locais de oportunidade de apresentar suas sobre as áreas de atuação dos
trabalho e que, muitas vezes, não sugestões para essa importante nutricionistas e a fiscalização da
ganham essa visibilidade para construção coletiva. profissão, além do calendário de
poder servir de exemplo e motivar O estande do CFN no XXIV 2017, com informações sobre os
outros profissionais da área”, reco- Congresso Brasileiro de Nutrição mais diversos alimentos regionais
nheceu Tathiely. também reuniu os nutricionistas, brasileiros.
Ética – Durante o Conbran que tiveram a oportunidade de Sem o patrocínio da indústria
2016, mais uma etapa da con- conhecer um pouco mais sobre de alimentação, o que gera grande
sulta aberta sobre o novo Código a legislação que normatiza a pro- conflito de interesse com a saúde
e a alimentação saudável e ade-
quada, essa edição do Conbran
promoveu maior integração entre
os 3 mil e 500 participantes. Em
2018, o evento será realizado em
Brasília.

Conheça a Carta de Porto Alegre


http://www.asbran.org.br/arquivos/
CARTA_PORTOALEGRE.pdf
Carta da tenda Josué de Castro
http://www.asbran.org.br/arquivos/
Os participantes postaram nas redes sociais a visita ao estande. carta_Tenda_CONBRAN2016.pdf

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 9


ESTUDANTES

Estudantes participam dos


debates sobre a profissão

A
qualidade do ensino e o encontrem soluções para incen- pel. Um exemplo é a aproximação
futuro da profissão são os tivar o exercício profissional ético dos sindicatos de nutricionistas
principais eixos de atuação e responsável, visando sempre a com as representações da Executi-
propostos pela nova gestão da Exe- promoção da saúde dos indivíduos va em cada região.
cutiva Nacional dos Estudantes de e da coletividade. Engajamento – A organização
Nutrição (Enen), que assumiu no O movimento representado de estudantes, bem como dos nu-
último mês de novembro. E para pela Enen integra o Fórum Na- tricionistas, precisa ser fortalecida.
melhor embasar as suas ações, cional de Entidades de Nutrição Dados da Enen informam que o
tem fortalecido a relação com as (Fenen) com proposições e re- grau de envolvimento dos estu-
entidades de Nutrição e participado presentantes estaduais. Para a dantes de Nutrição, enquanto mo-
de importantes frentes, como o VII Executiva, o papel do nutricionista vimento estudantil, varia bastante
Encontro Nacional das Entidades de e da Nutrição na sociedade tem de acordo com a região. No Norte
Nutrição (Enaen), realizado em ou- grande interface com o processo e Nordeste, é mais mobilizado;
tubro de 2016, no XXIV Congresso de formação dos profissionais e, no Sul, a situação exige cautela,
Brasileiro de Nutrição (Conbran). por isso, entende que é fundamen- especialmente no Paraná. No Cen-
No encontro, que discutiu tal iniciar esse debate durante a tro-Oeste e Sudeste, está extrema-
questões de comunicação e mobi- graduação. Dessa forma, o dis- mente fragilizado. Para fortalecer o
lização para a garantia de direitos cente poderia contribuir, aprender movimento em todo o País, a nova
sociais, os participantes reafirma- e levar tal discussão para o meio gestão da Enen está construindo
ram o compromisso de debater as acadêmico. seu plano de trabalho com foco
diretrizes e bases da formação do A Executiva acredita que, para nas articulações e nos direciona-
ensino de Nutrição, assim como alcançar ganhos significativos, é mentos resultantes do Enaen e da
as perspectivas acadêmicas e a necessário que as entidades se última edição do Conbran.
dinâmica do atual mercado de comprometam para que as delibe-
trabalho. O objetivo é que, juntos, rações do VII Enaen saiam do pa-

10 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


ÉTICA

Novo Código de Ética segue


para consulta pública

E
m 2014, com o início do nhos da ética na formação profis- ção coletiva do novo Código de
debate sobre a reformulação sional. Na oportunidade, promo- Ética e de Conduta. Para acessar
do atual Código de Ética e veu ampla reflexão sobre conduta, o livro, busque, na internet, pelo
Conduta do Nutricionista, o CFN conflitos e critérios éticos a serem portal da Pontifícia Universidade
convocou a categoria para partici- apresentados no decorrer da gra- Católica do Paraná: pucpr.br/pu-
par diretamente dessa reforma. A duação dos futuros nutricionistas. cpressbioetica
proposta teve como objetivo incen- Mais participação – Após to-
tivar o respeito aos princípios que das essas etapas desde 2014, o
formam a consciência profissional novo código está sendo finalizado
do nutricionista, levando essa dou- pela Cecet. A previsão é que, já
trina ao ambiente de trabalho, para no primeiro semestre de 2017, o
o dia a dia. Até agora, o processo de conteúdo resultante das contribui-
elaboração do novo código passou ções apresentadas seja submetido
por várias etapas, como por exem- ainda à consulta pública on-line,
plo, escuta direta dos profissionais, última fase para apresentação de
pesquisas no site, fóruns e reuniões sugestões.
regionais. Para enriquecer a temática, a
No último mês de outubro, comissão recomenda a leitura do
mais uma ação foi realizada du- livro Contextos, conflitos e esco-
rante o XXIV Congresso Brasi- lhas em Alimentação e Bioética,
leiro de Nutrição (Conbran). A especialmente do capítulo que
Comissão Especial do Código apresenta o processo de constru-
de Ética e Conduta dos Nutricio-
nistas (Cecet) promoveu oficina
sobre como lidar com os desafios
éticos na contemporaneidade,
dado o contexto de construção do
novo código. Quarenta e quatro
participantes de 13 estados, de
todas as regiões do País, estiveram
presentes para contribuir nessa
discussão. (foto)
Ainda no Conbran, outro mo-
mento de debate foi realizado a
fim de analisar o protagonismo
das entidades de Nutrição em todo
esse processo. A Cecet também
esteve representada em uma das
atividades da programação oficial
do Conbran para discutir os cami- Nutricionistas de 13 estados discutiram a ética na contemporaneidade.

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 11


SEMINÁRIOS

Seminários promovem capacitação


em educação alimentar e nutricional

C
om o objetivo de capacitar de Educação Alimentar e Nutricio- e gestores conheçam e ocupem
profissionais e gestores mu- nal para as Políticas Públicas, bem esses espaços de compras ins-
nicipais das áreas da saúde, como da Compra Institucional titucionais, promovendo a troca
educação, assistência social e pelo Programa de Aquisição de de experiências e multiplicando
agricultura, o Conselho Federal de Alimentos (CI-PAA). Além disso, o saberes”.
Nutricionistas (CFN), o Ministé- projeto visa a incentivar profissio-
rio do Desenvolvimento Social e nais e gestores a desenvolverem, Fôlderes – Durante os seminá-
Agrário (MDSA), e a Universida- de forma integrada, práticas de rios, os representantes dos muni-
de Federal de Ouro Preto (Ufop) EAN e CI-PAA nos municípios cípios recebem quatro exemplares
promovem, até agosto deste ano, onde atuam. informativos sobre EAN e CI-PAA,
o projeto Apoio a Atuação de Pro- O primeiro seminário ocorreu com foco em saúde, educação,
fissionais e Gestores em Agendas em Brasília, nos dias 20 e 21 de assistência social e agricultura.
Intersetoriais: Desenvolvimento outubro, e teve a participação de Em novembro e dezembro, os
de Ações de Educação Alimentar e profissionais do Distrito Federal eventos foram realizados em Belo
Nutricional (EAN) e Realização de e dos estados de Goiás, Acre e Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.
Compras Institucionais. Tocantins. Na mesa de abertura, o A concepção do projeto se iniciou
A parceria, que tem o apoio do presidente do CFN, Élido Bonomo, em 2014, no contexto do Sistema
Ministério da Saúde e do Minis- falou sobre o projeto e a importân- Nacional de Segurança Alimentar
tério da Educação, prevê a reali- cia da parceria pela alimentação e Nutricional (Sisan), ao sensibili-
zação de 15 seminários regionais saudável: “É a oportunidade para zar profissionais e gestores quanto
(veja box) com temática relacio- discutir como podemos fortalecer à promoção de políticas públicas
nada ao fortalecimento de ações a agricultura familiar e de que de valorização ao Direito Humano
para a promoção da alimentação forma ela pode ofertar alimentos à Alimentação Adequada (DHAA).
saudável. O objetivo é apresentar regionais com qualidade e di- Ao todo, após o final dessa etapa
a importância das ações de EAN namismo às comunidades. Um com 15 regiões, é esperada a for-
com base no Marco de Referência incentivo para que profissionais mação de 1.400 profissionais.

O primeiro seminário regional foi realizado em Brasília/DF.

12 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


SEMINÁRIOS

O SEMINÁRIO NA SUA CIDADE


CALENDÁRIO 2017

REGIONAL
DATA HORÁRIO EVENTO RESPONSÁVEL LOCAL

09 e 10/03/2017 8h às 18h 5° Seminário Regional – PA e AP CRN-7 Belém/PA

23 e 24/03/2017 8h às 18h 6° Seminário Regional – MG CRN-9 Juiz de Fora/MG

06 e 07/04/2017 8h às 18h 7° Seminário Regional – SC CRN-10 Florianópolis/SC

27 e 28/04/2017 8h às 18h 8° Seminário Regional – MA, CE e PI CRN-6 Fortaleza/CE

11 e 12/05/2017 8h às 18h 9° Seminário Regional – MS CRN-3 Campo Grande/MS

25 e 26/05/2017 8h às 18h 10° Seminário Reg. – PE, AL, PB e RN CRN-6 Recife/PE

08 e 09/06/2017 8h às 18h 11° Seminário Regional – AM e RR CRN-7 Manaus/AM

21 e 22/06/2017 8h às 18h 12° Seminário Regional – RJ e ES CRN-4 Rio de Janeiro/RJ

06 e 07/07/2017 8h às 18h 13° Seminário Regional – BA e SE CRN-5 Salvador/BA

20 e 21/07/2017 8h às 18h 14° Seminário Regional – SP CRN-3 São Paulo/SP

10 e 11/08/2017 8h às 18h 15° Seminário Regional – MT e RO CRN-1 Cuiabá/MT

OPINIÃO

Agricultor familiar Ricardo Pe- para as pessoas é o alimento saudável. Não basta
reira da Silva, de Ouro Preto/MG. comer a verdura, legumes e fruta. Esses produtos
têm que estar livres de veneno. Por isso, é impor-
CFN - O seminário apresenta tante conscientizar as pessoas sobre o alimento
duas vertentes: EAN e a compra saudável, que não é qualquer alimento.
da agricultura familiar. Como
você vê o desafio de conectar CFN - A compra da agricultura familiar está
essas duas áreas? ligada aos gestores. De um lado temos o interes-
Ricardo Pereira - É um desafio de extrema se da sociedade e, do outro, dos gestores. Como
importância fazer essa comunicação entre a agri- resolver esse desafio?
cultura e o setor de compras. Sem essa conexão, Ricardo Pereira - Os gestores querem mais fa-
não se desenvolve a agricultura familiar, pois é cilidades na administração e nas compras, mas o
essa relação que dá ao agricultor melhores condi- processo de aquisição de produtos da agricultura
ções de vida e renda. Eventos como esse seminá- familiar é meio complexo. Comprar do mercado
rio são importantes para essa conexão. convencional é mais prático, mas a compra da
agricultura familiar vai atingir diretamente a saú-
CFN - Como promover o interesse da socie- de das pessoas, na alimentação. Por isso, é preci-
dade sobre EAN e a agricultura familiar? so conscientizar e motivar as pessoas, mostrando
Ricardo Pereira - Eu creio que a sociedade que o que produzimos é saudável e que pode ser
deveria se interessar mais porque a alimentação consumido em qualquer lugar.
hoje contém muito veneno e o que produzimos

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 13


SEMINÁRIOS

OPINIÃO

Gestor de compras da Rogério Robs – As informações sobre a comida


agricultura familiar Rogério de verdade têm que ser assimiladas pelas pessoas.
Robs, do Instituto Federal A cultura alimentar atual foi produzida pela mí-
de Minas Gerais, campus dia, através dos grandes meios de comunicação,
Ouro Preto. que dominam esse mercado, e isso mudou nossa
cultura alimentar. Hoje as pessoas se alimentam
CFN - O seminário pro- sem saber a origem dos alimentos. Se a criança
põe a conexão entre as não sabe de onde vem o leite, ela acha que vem da
compras da agricultura caixinha do mercado. Portanto, a forma como a in-
familiar e a EAN. Como formação chega às pessoas é o grande gargalo para
analisa essa relação? começar a conscientização, visando à mudança de
Rogério Robs – O pro- hábitos alimentares.
cesso de compras da agricultura familiar é impor-
tantíssimo, e os setores envolvidos – gestão, pro-
dução e nutrição - devem conversar, como fizemos
no seminário. Encontramos gestores, agricultores,
nutricionistas, pessoal da extensão. Isso é muito
importante, pois as ações devem ser conjuntas. As
compras institucionais da agricultura familiar têm
uma multiplicidade de possibilidades que envolve
todos esses setores na questão de saúde, nas pro-
duções orgânica e agroecológica, bem como nas
questões ambientais, econômicas e sociais. Tudo CFN – Tem sugestão para sensibilizar o gestor
isso está envolvido, e se esses atores não se reuni- para essa nova cultura?
rem, não trabalharem juntos, essas ações não se Rogério Robs – Existem várias ações públicas e
desenvolvem. órgãos, como o MDSA, associações, o próprio agri-
CFN - Mas você está falando da conexão des- cultor familiar e as políticas públicas que promo-
ses dois temas ou especificamente da compra da vem essa sensibilização. É possível chamar esse
agricultura familiar? pessoal e mostrar a diferença da alimentação que
Rogério Robs – Dos dois, pois andam juntos. temos hoje, que não nos faz bem, que temos mui-
Quando colocamos nas mesas o produto da agri- tos problemas de saúde, bem como o progressivo
cultura familiar, estamos forçando uma educação aumento de casos de câncer e de outras doenças
para os consumidores, pois são alimentos que es- relacionadas à má alimentação, como a obesida-
tão mais próximos dessas pessoas, que, em alguns de. Tudo isso está relacionado com a alimentação
casos, até conhecem a realidade do produtor, pois, e com os hábitos alimentares. Por isso, é funda-
às vezes, o próprio filho dele está na escola que ad- mental que os gestores dessas políticas aumentem
quiriu tais produtos. Tudo isso produz fatores am- o processo de conscientização. Eventos como esse
bientais, sociais e econômicos, que se interligam. seminário devem ser multiplicados até que tenha-
CFN - Na sua avaliação, como popularizar a mos uma nova consciência de cultura alimentar
EAN, já que o ato de comer é de todas as pesso- e que possamos alcançar a educação alimentar e
as? nutricional.

14 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


ENTREVISTA

“O nutricionista precisa conhecer


a origem dos alimentos”

I
rene Maria Car- desses sistemas. Por isso, a agro- portante também é entender que
doso é p r e s i - ecologia no Brasil, desde o seu comer é um ato político e buscar,
dente da Asso- nascedouro, é entendida como inclusive, conhecer quais são as
ciação Brasileira movimento e prática, porque en- forças políticas existentes no Brasil
de Agroecologia volve a atuação dos agricultores, que levam as pessoas a apoiarem
(ABA), gestão 2013-2017. Atu- dos povos e das comunidades determinado modo de produção,
almente, é professora associada tradicionais - quilombolas, indí- o processamento e a distribuição
da Universidade Federal de Viçosa genas, ribeirinhos, extrativistas, desses alimentos e de qual modo
(UFV), Departamento de Solos, e camponeses, entre outros. É uma privilegia o agronegócio, ou a agro-
tem experiência na área de Agro- busca por transformação dos siste- ecologia e a agricultura familiar.
nomia, com ênfase em Ciências mas atualmente hegemônicos de
dos Solos, atuando principalmen- produção de alimentos. Assim, en- CFN – Essas forças políticas
te na agricultura familiar, agroe- tendemos a agroecologia em três podem conduzir, por exemplo,
cologia, sistemas agroflorestais dimensões: movimento, ciência e ao aumento da obesidade, como
e meio ambiente. Em entrevista prática. ocorre hoje no Brasil?
para a Revista CFN, Irene desta- Irene Cardoso – Com certeza,
cou a importância dos sistemas CFN – Como o nutricionista pois determinam quais as políticas
alimentares saudáveis. Confira! pode contribuir para o desenvol- públicas serão elaboradas para
vimento desses sistemas? incentivar a produção de deter-
CFN – Quais os benefícios da Irene Cardoso – É fundamen- minados alimentos no campo e
agroecologia? tal saber qual é a origem dos o processamento pela indústria.
Irene Cardoso – Tratamos a alimentos, como são produzidos Articulado a isso, é entender que
agroecologia como a ciência que e o que leva à produção e ao pro- a alimentação é um dos aspectos
estuda os sistemas agroalimenta- cessamento de alimentos. Muitas mais importantes da nossa cul-
res, ou seja, todos os aspectos que vezes, o que entendemos como tura. Quando substituímos um
vão da semente à mesa do consu- alimento tem uma vida útil de mui- alimento tradicional por outro
midor, passando pela produção, tos dias na prateleira, e isso é um industrializado, isso impacta na
comercialização e distribuição. alimento morto. O alimento sau- nossa saúde. Atualmente, muitos
Entendemos que os sistemas ali- dável é o alimento vivo. Ter essa acreditam que o alimento precisa
mentares, para que se tornem sus- compreensão é muito importante, ter vários componentes químicos
tentáveis, precisam de um grande bem como compreender que as para ser preservado e ser consi-
movimento no qual todos devem bases da nossa ciência, seja ela derado alimento. Mas, com esse
estar conectados e trabalhando na agronômica ou da nutrição, são processo, ele deixa de ser alimento
busca dessa transformação. construídas a partir de pressu- e passa a ser comida, pois vários
postos nem sempre verdadeiros, componentes químicos são intro-
CFN – E como ter sistemas com princípios que nem sempre duzidos nos alimentos e ninguém
agroalimentares saudáveis? conduzem à sustentabilidade. sabe exatamente quais efeitos
Irene Cardoso – Não basta ter É importante para o nutricionis- terão em nosso organismo. Passa-
conhecimento científico. É preciso ta compreender e dialogar com do o tempo, é certificado que isso
ter a prática dos agricultores para a quem trabalha com agroecologia causa obesidade, câncer, diabetes
construção, o desenho e o manejo e passar a fazer parte dela. Im- e outras doenças.

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 15


ENTREVISTA

CFN – A agroecologia é uma disso, essa prática hegemônica necessariamente estão normati-
prática consolidada no Brasil? começou a ser construída re- zadas. Não tem uma regra, é uma
Irene Cardoso – Há muito centemente. Suas bases são de construção social que depende
tempo. A agroecologia, enquanto aproximadamente 1800, mas muito da sociedade e do grupo
ciência, busca seus princípios em somente depois da Segunda que desenvolve tal prática. Quan-
sistemas tradicionais, que produ- Guerra Mundial ela começou a do você compra uma abobrinha,
zem alimentos há muitos anos. ser largamente praticada. E, no uma fruta ou uma verdura de um
Temos agricultores que resistem e Brasil, após a década de 1960. vizinho, de uma feira ou de uma
plantam alimentos saudáveis em rede de consumidores, você sabe
todos os cantos do mundo. A partir CFN – Qual a diferença entre a origem desses produtos e como
da agricultura praticada por esses os produtos orgânicos e os agro- foram produzidos e não neces-
agricultores é que se sistematizou ecológicos? sariamente esse produto tem um
os princípios da agroecologia, que Irene Cardoso – Um produto selo. Agroecologia também não
passou a ser reconhecida da forma para ser chamado orgânico pre- visa nicho de mercado, embora o
como a entendemos desde a dé- cisa ter selo e seguir uma norma- lucro do agricultor seja importan-
cada de 1970. Hoje a agricultura tização. Os produtos agroecológi- te. Precisamos entender que gas-
é hegemonizada por um modelo cos não têm selo, mas englobam tar dinheiro com comida é melhor
industrial que chamamos de agro- questões sociais, ambientais e do que gastar com farmácia. Na
negócio. Esse sistema incorpora econômicas, bem como o modo agroecologia, a ideia não é produ-
um conjunto de práticas agrícolas de vida do agricultor, a biodiversi- zir alimentos de qualidade apenas
que não permitem a sustentabi- dade, o solo, a água de qualidade para os ricos, mas para todos.
lidade dos agrossistemas. Além e uma série de questões que não

16 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


SAÚDE

Água: fonte
que alimenta
a vida

A
o prescrever uma dieta, o sumo de qualquer alimento, a
nutricionista ressalta: “Não quantidade de água que preci-
deixe de beber água! samos ingerir diariamente varia
De dois a três litros por dia”. de acordo com a necessidade de
Falando assim, a gente até se cada um. Depende de fatores
assusta. É comum não nos como idade, peso, atividade
preocuparmos com essa física, tipo de trabalho que
quantidade no dia a dia nem realiza, clima e tempera-
como parte de um planeja- tura local. Quem pratica
mento alimentar. Quando esportes deve ter ainda mais cui-
simplesmente matamos a digestivo. Ga- dado: de três a quatro litros por
nossa sede e achamos que já rante o equilíbrio dia, ou acima dessa meta, depen-
é suficiente o que bebemos, não das funções orgâni- dendo da modalidade, do treino
damos atenção às possíveis con- cas. Permite ainda o transporte de e do próprio biotipo. As mulheres
sequências da falta dela no orga- nutrientes para as células, bem que amamentam também têm de
nismo. Ao percebermos que deve- como a eliminação de toxinas e seguir essa recomendação. Vale
mos tomar mais água, ensaiamos resíduos metabólicos. Quando ressaltar que o consumo excessivo
uma mudança, mas, vira e mexe, não bebemos água, podemos ter pode trazer efeitos adversos, equi-
é difícil cumprir a promessa, seja sintomas como perda de apetite, valentes a uma intoxicação, como
por causa da rotina corrida, seja tontura, enjoo, dificuldade de a hiponatremia e a rabdomiólise
por elegermos outras prioridades, concentração, baixo desempenho (veja box).
ou mesmo por falta de costume e físico, constipação intestinal, pele
bons hábitos alimentares. ressecada e desidratação. Sem Composição – A água está
Responsável por cerca de 60% contar a sede, claro, que nos in- presente, em grande proporção,
do peso de um adulto e aproxima- comoda bastante. Há quem não na maior parte dos alimentos in
damente 75% do peso de uma sinta esse sinal, não toma água, natura ou minimamente proces-
criança, a água auxilia no ato de agravando os riscos citados. sados, bem como na maneira que
engolir e é essencial ao processo Da mesma forma que o con- são preparados. Veja o quadro a

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 17


SAÚDE

ALIMENTOS (total) – ÁGUA e da água! Garantir a qualidade escolhas alimentares, nem sempre
(em porcentagem ou fração) desses dois componentes é funda- tão saudáveis. Como compromisso
Verduras e legumes mental para a promoção de uma ético-profissional, o nutricionista
(cozidos ou na forma de saladas) alimentação saudável, adequada deve estar atento à responsabili-
e sustentável. Seja em hortas, dade socioambiental dos meios
mais de 90%
quintais ou grandes lavouras, todo de produção, distribuição e oferta
Leite 80% a 90% cuidado é pouco quanto à pureza e de alimentos, colaborando para a
salubridade da água. Agrotóxicos segurança do que é consumido. O
Frutas 80% a 90% e fertilizantes contaminam o solo, profissional também pode orientar
Macarrão, batata e mandioca os lençóis freáticos, rios e lagos, quanto a ações aparentemente
(após o cozimento) comprometendo as fontes usadas simples, mas que contribuem para
pelo agricultor. Mesmo quando im- a degradação dos mananciais e o
cerca de 70%
perceptível, a ingestão desses pro- desperdício de água. Por exemplo,
Prato de feijão com arroz dutos químicos traz sérios riscos à nunca jogue no ralo da pia o óleo
2/3 saúde ao longo dos anos. É sempre utilizado em frituras, pois ele é um
importante informar a população grande agente poluidor. Um litro
seguir, que mostra, grosso modo, sobre as consequências desse uso. de óleo contamina até 10 mil litros
um indicativo da quantidade do É papel do nutricionista! de água! Uma opção sustentável é
líquido em alguns deles. A agricultura familiar e a agro- guardá-lo para ser enviado à reci-
Segundo o Guia Alimentar para ecologia demandam técnicas e clagem.
a População Brasileira, quando a padrões de produção menos inva- Alcançar o acesso universal
dieta é baseada nesses alimentos sivos e prejudiciais ao meio am- à água potável e segura de forma
e preparações, estima-se que eles biente, primando pelo banimento igual para todos é uma das preocu-
contenham aproximadamente de veneno e organismos transgêni- pações apontadas pelos Objetivos
metade da água que precisamos cos dos processos de plantio, ma- de Desenvolvimento Sustentável,
ingerir. Produtos como refrige- nejo, colheita e pós-colheita. Além plano de ação mundial liderado
rantes, sucos, chás artificiais e dos agrotóxicos, em regiões com pela Organização das Nações Uni-
achocolatados também são feitos falta ou deficiência de saneamen- das (ONU). Até 2030, a agenda
com muita água, mas podem ser to básico, a água também pode pactuada entre os países-membros
considerados inapropriados para ficar contaminada por parasitas ressalta ainda a necessidade de
hidratação por conta do uso, na causadores de verminoses, entre melhorar a qualidade da água
maioria das vezes demasiado, de eles a teníase, a cisticercose, a com a redução da poluição e a
açúcar e edulcorantes no processo clonorquíase, a esparganose, a eliminação do despejo desenfre-
industrial. himenolepíase, a toxocaríase (veja ado de produtos químicos nos
Já os alimentos que estão no box). Para assegurar a qualidade mananciais. Outra meta: diminuir
grupo dos ultraprocessados são ge- da alimentação, evitando riscos de pela metade a proporção de águas
ralmente preparados com pouquís- intoxicações e doenças como es- residuais não tratadas e aumentar,
sima quantidade de água: cerca sas, a água que rega os alimentos de maneira considerável, a recicla-
de 5%. É o que faz, por exemplo, deve ser escolhida, conservada e gem e a reutilização desse recurso.
a indústria alimentícia com os manipulada de maneira correta. *Pesquisa:
biscoitos e salgadinhos “de pacote” Sustentabilidade – O ciclo da Guia Alimentar para a População
para que durem, por mais tempo, água na natureza e a cadeia pro- Brasileira – Ministério da Saúde
Revista Coquetel – Água: eu uso, eu
na prateleira dos supermercados. dutiva agropecuária impactam não preservo – Agência Nacional de Águas e
Fundação Parque Tecnológico Itaipu
Segurança alimentar e nutri- somente o desenvolvimento sus- Organização das Nações Unidas (ONU) – onu.org.br
Dietary Reference Intakes: Electrolytes
cional – O alimento é fruto da terra tentável, mas também as nossas and Water – www.nap.edu

18 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


SAÚDE

Água em excesso:

Hiponatremia Transtorno metabólico causado por desequilíbrio hidroeletrolítico, provocando


baixa concentração de sódio no sangue.

Rabdomiólise Lesão do tecido muscular esquelético, que pode levar à insuficiência renal.

Pesquisa:
Dicionário Houaiss online – houaiss.uol.com.br / Wikipédia: a enciclopédia livre – pt.wikipedia.org / Brasil Escola – brasilescola.uol.
com.br / Infoescola – infoescola.com / Dicionário da Saúde – dicionariodasaude.com / Health Tips – healthtipsing.com

Vamos beber
água, gente?!
- Depois do oxigênio, é o segundo elemento vital à nossa sobrevivência.
Desempenha um papel decisivo nos processos metabólicos do organismo.
- Facilita a digestão, protege os órgãos internos, mantém as mucosas úmidas,
controla a temperatura corporal e funciona como acumulador térmico.
- Para beber, tem de ser potável, livre de micro-organismos, parasitas e produtos químicos que
possam pôr em perigo a nossa saúde.
- Quando fornecida pela rede pública de abastecimento, deve ter níveis seguros ou aceitáveis de
salubridade. Exija esse direito! De todo modo, ao ser transportada ou armazenada em reservatórios,
é recomendado filtrá-la e fervê-la antes do consumo.
Orientações: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/agosto/27/Folder-para-as-Fam--lias.pdf
- Uma vez engarrafada, é o responsável pelas minas de água que deve fazer o controle de qualidade.
- Tenha cautela no uso de descartáveis, assim você colabora com a diminuição dos resíduos no ambiente.
- Os minerais que entram na sua composição química determinam tanto o gosto quanto as suas propriedades.
- O “sabor” da água também pode variar conforme a quantidade de substâncias químicas adicionadas nas
estações de tratamento.
- A melhor opção: natural ou “temperada” com rodelas de limão, laranja, canela, gengibre ou folhas de hortelã.
- A quantidade de água a ser tomada varia de acordo com a necessidade de cada pessoa e
depende de fatores individuais. Só o nutricionista pode orientar esse consumo conforme
prescrição dietética.
- Para tomar a quantidade indicada, coloque uma garrafinha cheia na sua mesa de
trabalho, ou bem perto do aparelho de ginástica durante a atividade física. Facilmente,
baterá a meta comum de dois litros a serem ingeridos ao dia.
- Não espere sentir sede, colocando o corpo em estágio de sofrimento.
- Além disso, não se esqueça de aproveitar a água utilizada no preparo dos
alimentos. Ela retém boa parte dos minerais liberados durante o cozimento.
- E quando a urina estiver escura, beba mais água! Fique atento, cuidado
com a desidratação!

Pesquisa:
Guia Alimentar para a População Brasileira – Ministério da Saúde
Saúde e Força – saudeeforca.com
Portal da Saúde – Ministério da Saúde

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 19


SAÚDE
PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Nutricionistas contribuem para


o controle de políticas sociais

V
ocê já ouviu falar em parti-
cipação social? Comumen-
te, conceitos sobre o tema
são encontrados com nomenclatu-
ras diversas – como, por exemplo,
participação popular, comunitária,
democrática, etc., indicando que
é a forma de os cidadãos excluídos
dos processos políticos e econômi-
cos participarem como peças-cha-
ve do planejamento de seu futuro e
da comunidade onde vivem. Com
a promulgação da Constituição
de 1988, foram instituídas várias
formas de participação social,
representadas por conselhos, con-
ferências, ouvidorias, audiências
REVISTA CFN 20
e consultas públicas, orçamento e municipais de Segurança Ali- utiliza práticas alimentares que
participativo em estados e municí- mentar e Nutricional (Consea); os respeitem a diversidade cultural e
pios, mesas de diálogo e negocia- Conselhos de Alimentação Escolar que sejam ambiental, econômica
ção, entre outras. (CAE); os Fóruns de Segurança e socialmente sustentáveis. São
É nesses espaços que os cida- Alimentar e Nutricional; e os Con- ações que transformam a realida-
dãos podem interferir nos rumos selhos Nacional, estaduais e mu- de das comunidades.
da gestão pública, pois discutem e nicipais de Saúde. Atuação – No momento, entre
elaboram mecanismos de controle A prática do nutricionista no os fóruns de controle dos quais
do planejamento e da execução de controle social de políticas públi- o CFN faz parte, estão o Consea
ações governamentais. A fiscali- cas de alimentação e nutrição tem Nacional e o Conselho Nacional
zação e o monitoramento direto e como consequência o respeito, a de Saúde (CNS). Participa ainda
contínuo pela sociedade previnem proteção e a promoção do direito do Fórum Brasileiro de Segurança
atos de corrupção e fortalecem a humano à alimentação saudável, Alimentar e Nutricional (FBSAN),
cidadania. adequada e sustentável. O profis- que não é uma organização inte-
Engajamento – O propósito sional também pode promover a grada à estrutura governamental,
dessas formas de participação é prevenção de doenças relaciona- entretanto atua na formulação de
garantir que a população tenha das à má alimentação e nutrição, políticas públicas e de controle
acesso aos núcleos de decisões buscando estratégias e ações para social.
das políticas públicas. E no campo assegurar o acesso regular e per- Mesmo não participando de
da nutrição e alimentação não é manente a alimentos de qualidade conselhos, qualquer pessoa pode
diferente. Diversos fóruns foram e em quantidade suficiente, sem contribuir para a fiscalização das
criados e estão abertos à partici- comprometer o alcance ao atendi- contas públicas e apresentar de-
pação do nutricionista, como os mento de outras necessidades es- núncia de irregularidades, tais
Conselhos Nacional, estaduais senciais. Para isso, o nutricionista como falta de repasse ou desvio de

20 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


PARTICIPAÇÃO SOCIAL

verbas, problemas com licitações, providências de cunho adminis- cial depende essencialmente da
extravio de alimentos de progra- trativo, civil ou penal para cada capacidade de mobilização dos
mas institucionais. Também pode situação exemplificada. É sempre cidadãos nas comunidades. Pense
verificar junto à entidade investi- cabível ressaltar que a efetividade nisso!
gada se foram tomadas as devidas dos mecanismos de controle so-

Quer ter participação social na sua região? Veja onde o CRN do seu estado atua:

CRN-1
Distrito Federal: Conselho de Alimentação Escolar do Distri- Alimentar e Nutricional (Fosan).
to Federal (CAE); Consea; Conselhos de Saúde do DF de Sa- Espírito Santo: Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutri-
mambaia; e Fórum Permanente de Fiscalização (Decreto nº cional Sustentável de Cariacica; Comsea de Vitória e de Vila Velha; e
36.900/2015 – Cantinas Escolares no DF). Conselho Municipal do Idoso de Vitória (Comid).
Goiás: Conselho Municipal de Saúde de Planaltina de Goiás;
Conselhos Estadual e Municipal de Segurança Alimentar e Nu- CRN-5
tricional; e Fórum dos Conselhos Regionais da Área da Saúde Bahia: Consea; CAE; Comsea e CAE de Salvador.
do Estado de Goiás. Sergipe: Consea
Mato Grosso: Conselhos Estadual e Municipal de Alimentação
Escolar; Conselho Municipal de Saúde (CMS); Consea; e Con- CRN-6
selho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Com- Ceará: Consea Estadual e Municipal do Ceará.
sea). Maranhão: Comsea de São Luís.
Tocantins: Consea; Conselho Municipal de Saúde de Palmas; Piauí: Consea estadual; CES; Comissão Estadual de Infecção Hospi-
e Conselho Estadual de Segurança Alimentar. talar; CAE; e Comsea de Teresina.
Rio Grande do Norte: Conselho Municipal de Saúde de Santo Antô-
CRN-2 nio e Comsea de Natal.
Rio Grande do Sul: Fórum de Segurança Alimentar (Fesan/ Paraíba: Consea Estadual e Municipal de João Pessoa; Comissão de
RS); Consea; e Conselho Municipal de Alimentação Escolar Direito Humano à Alimentação Adequada, CMS; Comissão de Mon-
(CA). itoramento de Instituição de Longa Permanência para Idosos (Ilpi); e
Comissão de Educação Permanente – Todos de João Pessoa.
CRN-3 Alagoas: Consea de Maceió.
São Paulo: Comissão Regional de Segurança Alimentar e Pernambuco: CAE; Consea estadual; e Conselho do Idoso de Recife.
Nutricional Sustentável (CRSANS); Comsea de São Vicente,
Santos, São Carlos, Garça, São Bernardo do Campo e de São CRN-7 (AC, AM, AP, PA, RR e RO)
Paulo; e Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutri- Pará, Amapá e Amazonas: Consea
cional de São Paulo. Pará: CAE e Conseans
Mato Grosso do Sul: Conselho Estadual de Segurança Alimen-
tar e Nutricional Sustentável (Cesans); e Comsea. CRN-8
Paraná: Consea estadual; CAE/PR; Conselho Municipal de Segu-
CRN-4 rança Alimentar e Nutricional (CMSAN) de Curitiba e de Francisco
Rio de Janeiro: Consea; Comsea de Niterói; CMS de Cachoe- Beltrão; e CAE de Curitiba.
iras de Macacu, Barra Mansa, Angra dos Reis, Piraí, Rio das
Ostras, Itatiaia, Pinheiral, Araruama, Macaé, Mangaratiba, CRN-9
Armação de Búzios e Saquarema; CAE/RJ; Conselho Estad- Minas Gerais: CAE; Consea de Montes Claros, Poços de Caldas e
ual de Saúde do Rio de Janeiro; Colegiado dos Conselhos de Pouso Alegre; CMS de Pouso Alegre, Além Paraíba e Uberlândia.
Fiscalização do Exercício Profissional; Grupo Técnico de Ali-
mentação e Nutrição (GTAN/SES-RJ); Grupo Executivo de Nu- CRN-10
tricionistas (GEN); Rede Estadual de Alimentação e Nutrição Santa Catarina: CMSAN de Balneário Camboriú, Criciúma, Flori-
Escolar (Reane); CAE-Rio; e Fórum Fluminense de Segurança anópolis e Itajaí.

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 21


CRN EM AÇÃO

Conselhos reforçam a valorização


profissional nas cidades
Nutricional Individual – Material de Apoio para Profissio-
nais Nutricionistas, promovida pela Coordenação-Geral de
CRN–1 (GO–DF–TO–MT)
Alimentação e Nutrição (CGAN), do Ministério da Saúde.
Essa oficina também ocorreu em Goiânia e, além do minis-
Nova gestão
tério, contou com parcerias da Fanut-UFG e da Secretaria
Estadual de Saúde de Goiás - Vigilância Nutricional. Em de-
Em outubro, tomou posse a nova gestão do CRN-1 para o zembro, foram realizados paralelamente o Encontro Regio-
triênio 2016-2019 e, desde então, diversas atividades já nal de Fiscais do CRN-1 e a I Jornada de Atualização Téc-
foram desenvolvidas pelo conselho. Vale destacar a reali- nica de Nutricionistas, com palestras divididas por temas:
zação, em Brasília, da oficina Orientações para o Cuidado Saúde Coletiva, Alimentação Coletiva e Nutrição Clínica.

CRN–2 (RS) CRN–3 (SP–MS)


Participação e integração Cursos EaD

O CRN-2, com o objetivo de integrar e ampliar o alcance No dia 29 de novembro, o CRN-3 e os demais Conse-
de ações e eventos para os profissionais do interior do Rio lhos Regionais da Saúde, representados pelo Fórum
Grande do Sul, lançou o projeto O Conselho mais perto dos Conselhos Atividade Fim da Saúde do Estado de
de você, com a promoção de seminário temático realiza- São Paulo (FCAFS), participaram de reunião na Co-
do, no dia 5 de novembro, em Passo Fundo. A Comissão missão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado
de Ética lançou a campanha Seja Ético no Facebook com de São Paulo. O objetivo foi debater com a sociedade o
palestras sobre postagens nas redes sociais. Destaca-se ensino a distância nos cursos de graduação. O FCAFS
ainda a parceria do conselho com a Organização das apresentou moção contra a modalidade EaD para a for-
Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mação dos profissionais da saúde, sob a fundamenta-
em apoio ao Ano Internacional das Leguminosas (AIL), ção de que a graduação nessa área necessita de locais
divulgando a iniciativa e incentivando que esse fosse o específicos para a formação de profissionais compe-
tema da Semana da Alimentação no RS. O conselho foi tentes e que a realização de cursos de graduação nessa
elogiado por trazer à pauta o protagonismo do nutricio- modalidade provoca prejuízos indeléveis à formação,
nista como formador de opinião e facilitador para incenti- com graves implicações para a saúde da população.
vo do consumo de alimentos essenciais à saúde.

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22 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016


CRN EM AÇÃO

CRN–4 (RJ–ES)
Denúncia no MPE

O CRN-4, comprometido em otimizar a fiscalização do Saúde, em virtude da precariedade da assistência à saúde


exercício ilegal da profissão e de pessoas jurídicas, entrou nesse município. Ressalta-se também que a Comissão
com representação junto ao Ministério Público do Estado Especial de Acompanhamento de Concursos Públicos do
(MPE) para apurar as denúncias contra a ex-BBB Mayra CRN-4 encaminhou representação ao MPE para adequa-
Cardi em relação ao programa de emagrecimento “Mayra ção ou impugnação do edital da Codesp, por constatar ir-
Cardi seca você”. O CRN-4 realizou ainda uma fiscaliza- regularidades, atuando na garantia à dignidade e respeito
ção conjunta no Hospital Municipal de Angra dos Reis, à profissão.
organizada pelo Colegiado dos Conselhos Profissionais de

CRN–5 (BA–SE)
Profissionais de Feira de Santana e Aracaju

O Conselho Regional de Nutricionistas - 5ª Região (CRN- Para a nutricionista Rita de Cássia Frumento, presidente do
5) reuniu cerca de 200 profissionais e estudantes em CRN-5, os eventos reforçam a aproximação do conselho
dois eventos do Programa de Formação Profissional nos com a categoria. “O nosso interesse é aproximar o nutricio-
meses de novembro e dezembro. Os cursos de atualização nista dos grandes temas em debate na profissão. O órgão é
em Nutrição Clínica, em Feira de Santana, e de Nutrição de fiscalização, mas não vamos deixar de propor debates e
Materno-Infantil, em Aracaju, mobilizaram profissionais avançar buscando a base para discutir a profissão”, afirma.
nas duas cidades, com debates e palestras sobre os temas.

CRN–6 (PE–AL–PB–RN–PI–MA–CE)
Seminário + Ação Solidária

Em 2016, o CRN-6 realizou nas seis capitais (Maceió, cionista nas modalidades olímpicas. Além de promover
Recife, Natal, Fortaleza, Teresina e João Pessoa) e na atualização científica aos profissionais, os seminários
cidade de Imperatriz/MA o Seminário de Atualização foram marcados por ações de solidariedade. No ato da
em Nutrição. O evento teve mais de 900 nutricionistas, inscrição, foram pedidos dois quilos de alimentos não
TND e estudantes de Nutrição inscritos, destacando perecíveis, doados a instituições filantrópicas. Ao todo,
como tema o Nutricionista nos Esportes. Nos encon- cerca de 1.200 quilos de alimentos. Com o fechamento
tros, houve palestras sobre o guia alimentar, exercício do ciclo de palestras, o CRN-6 encerrou as suas ativida-
profissional nas dietas da moda e a atuação do nutri- des de maneira mais próxima dos profissionais.

Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016 REVISTA CFN 23


CRN EM AÇÃO

çoamento Funcional, promoveu o Seminário de Direitos


Humanos nos dias 28, 29 e 30 de novembro. A presidente
do Conselho Regional de Nutricionistas – 8ª Região, Maria
Emília Daudt von der Heyde, participou do evento na mesa-
-redonda Movimentos Sociais, Direitos Humanos e Desa-
CRN–8 (PR)
fios, onde expôs a importância de garantir o direito humano
Direitos humanos
à alimentação adequada por meio da segurança alimentar
e nutricional. A representante do CRN-8 e do Conselho Es-
O Ministério Público do Paraná, com o apoio do Centro de tadual de Segurança Alimentar e Nutricional, Maria Tereza
Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção Gomes Ribas, também participou da mesa com o tema
aos Direitos Humanos e do Centro de Estudos e Aperfei- soberania alimentar.

CRN–9 (MG)
Parcerias e projetos CRN–10 (SC)
Café com parceiros
Um dos pontos fortes das ações do CRN-9 em 2017 será
intensificar a aproximação do Conselho com a categoria e
Uma das ações que se destacaram e promoveram
efetivar a aliança com parceiros importantes para inserir os
relações exitosas em 2016 foi o projeto Café com
nutricionistas e técnicos no mercado de trabalho. Buscan-
Parceiros, em que convidados de entidades regio-
do consolidar o Plano CRN-9, com suas ações estratégicas,
nais se reuniram com membros da diretoria para dis-
a gestão do conselho lança, no início de 2017, os projetos
cutir propostas de cooperação mútua. Participaram
Certificação Escolas Promotoras da Alimentação Saudável
da iniciativa representantes do Ministério Público e
e o Selo de Qualidade para Restaurantes Comerciais. For-
da Promotoria da Cidadania e da Educação, com o
talecendo a interlocução junto aos profissionais mineiros, o
objetivo de pactuar ações sobre a atuação do nutri-
conselho lança também o projeto A Fiscalização do CRN-9
cionista. Também foi feita parceria com a Vigilância
perto de Você. A qualificação e atualização continuam, por
Sanitária de Santa Catarina para debater a respon-
meio do Entre que a Casa é Sua, que será aperfeiçoado
sabilidade técnica do nutricionista em hospitais e
com sua transmissão para o interior. Em seu site, o CRN-9
em instituições de longa permanência para idosos.
implanta o link Encontre Seu Nutricionista e abre espaço
A última reunião do ano foi com o Procon/SC sobre
na rede social para o Nutricionista Talento. Os projetos do
fiscalizações que envolvem o Código de Defesa do
Conselho unem todos no caminho do fortalecimento profis-
Consumidor.
sional.

Atualize seus dados!


É muito importante que os nutricionistas e os técnicos em Nutrição e Dietética atualizem seus dados
nos Conselhos Regionais de Nutricionistas. A atualização permite o recebimento de informações e o
contato direto, sempre que for necessário. Participe! Faça já a atualização de dados como endereço,
telefones e e-mail.

Os textos da coluna CRN em Ação são de inteira


responsabilidade dos Conselhos Regionais de Nutricionistas.

24 REVISTA CFN Conselho Federal de Nutricionistas Nº 50 - 2016