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Curso Basico de Matematica Financeira basica O a i = I B i= Ss So ESTRUTURAGAO DAS CONTAS i £ : Salba o que 6 ativo, passivo, : balanco patrimonial :e contas patrimonials ESCRTURAG AO MN, : ENTENDA OS CONCEITOS DE DEBITO E CREDITO E CONHEGA + OS PRINCIPAIS LIVROS USADOS NA CONTABILIDADE Direcdo Editorial Gabriela Magalhaes ‘Supervisio Administrativa Vanusa G. Batista ‘Suporte Administrative Cristina Quintéo, Eisiane Freitas, Maylene Rocha Midias Digitais Clausiiene Lima [Atendimento 20 Leitor Vanessa Pereira Segunda a sexta-feira das 9h 8s 17h _atendimentoe@caseeditralcom.br Edigées Anteriores uot.caseeditorial.com.br Fale com a Redacto redacao@gamaestudio.com.br CCaira Postal 541 ~ Tabodo ds Serra - SP (CEP 06763-370 EDICASE@ quim Carqueijé- Grane sammate Sees Aare Saperstehtminsrt seers fener htt Se SA aoe he, ina asa cess peeps So nero mes Sonigpscomr Distt om onc Meant ola sa ‘resen one Revista produzida por Diretora de Contetido ‘Ana Vasconcelos Edig&o Vanessa Prata Redacao Cristina Rodrigues (colaboradora) Design e Diagramacao Graziele Tomé (colaboradora) E-mail: eco@ecoeditorial.com.br ‘ECO Soluges em Contetido, CNP) 04,146.546/0001-06, que criou e i 580/001 Des ug cee nee (11) 3078-3840 _atendimento@lemidia.com Editorial Acontabilidade 6essencial para qualquerempresa, seja uma microempresa individual ou mesmo uma multinacional. Por isso mesmo, 0 mercado de trabalho para contadores tende a se manter sempre em alta, j4 que normalmente os empresérios contratam profissionais para fazer a contabilidade de suas empresas para eles. Para se destacar no mercado, 6 fundamental estar bem preparado, conhecer profundamente as leis e, principalmente, estar sempre atualizado com as mudancas na legislacGo. Nesta edigdo, vocé fica por dentro dos conceitos basicos de contabilidade, para dar inicio a seus estudos ou complementar sua formagdo. Este 6 o volume 1 do Curso Basico de Matemética Financeira. Acompanhe as proximas edigdes também e complete sua colecdo. Boa leitura e bons estudos! Aredagdo atendimento@caseeditorial.com.br Sumario 4 Conceitos basicos 8 Conceitos de capital 9 Escrituragdo contabil 14 Receitas e despesas 16|Estruturagdo das contas ou plano de contas 19 Estoque 24 Depreciacao, amortizacao e exaustao 28 Demonstracées contadbeis obrigatorias Foto de caps: sya Production shaterstock ‘CONTABILIDADE * Curso Bésioo de Matemética Finanoeia * 3 J CONCEITOS BASICOS 4 i i I 4. + Curso Basico de Matemétioa Financeira * CONTABILIDADE ®& Contabilidade E uma ferramenta de administragdo e controle do patriménio das empresas, por melo dos registros ccontbels dos fatos gerencials e das respectivas demonstragdes dos resultados gerados pela empresa. ® Empresa ou entidade E qual fotore F pessoa fisica ou Juridica detentora de um patriménio. Resulta da combinagdo de trés fe produgdo: natureza, capital e trabalho. & Patriménio Conjunto de bens, direitos e obrigagdes de uma empresa ou de um Individuo. ‘+ BENS: fodos os objetos que a empresa possul e que estdo em seu poder para uso, froca ou consumo, Bens para us mputado Floro= elie ely He) =| evelCom=ele] + DIREITOS: volores que c empresa fem para reoeber de fercelos, Por exemplo: dupllonios, promissérias e oluguéls, ‘* OBRIGAGOES: valores que a empresa fem para pagar a tercelos (fomeoedores, banoos, governo etc). CONCEITOS BASICOS Opatrimonio esta dividido em duas partes: POSITIVO e NEGATIVO. O positivo 6 conhecido como ATIVO, que retne 08 bens e direltos, e 0 negativo é conhecido como PASSIVO, que retine as obrigagoes. Enfdo, a representagao grética fica assim: PATRIMONIO. rie) LSS he} aa + PATRIMONIO LiQuIDO Diterenga entte 0 Avo (+) @ 0 Passio (). * BALANGO PATRIMONIAL: a demonstragdo que presenta 0 patrimdnio de uma empresa em um determinado momento, mostrando todos os bens, direitos e obrigagdes num certo perfodo, PATRIMONIO. ATIVO PSN Ue} Ea Pier Celera 2.000 2.000 Equilibrio patrimonial ‘© ESCRITURACAO: registro das fatos patrimoniais de forma Continua e metédica, tendo como apoio a documentacao relatva a esses fates. ‘+ DEMONSTRAGAO: prooesso de prestagdo de informagdes els, portunas @ cdequadas, conforme a necessidade do sudo. ‘+ AUDITORIA OU REVISAO: 6 a inspegdo que se realiza sobre a escrituragdo contdbil com a finalidade de veriicar exatiddo dos fatos administratvos. + ANALISE DE BALANCOS: processo de transformagdo 6 + Curso Basico de Matemética Financeira * CONTABILIDADE dos dados em informagdes titels aos diversos usudrios da informagao contabit * ATOS ADMINISTRATIVOS: sto os atos que nao provocam alteragdes nos elementos do pattimonio ou do resultado, portanto nao interessam a Contabilidade, ‘+ FATOS ADMINISTRATIVOS: sao os acontecimentos que de alguma forma alteram o patriménio das entidades, quer sob 0 aspecto qualitativo, quer sob 0 aspecto quantitative. Sd chamados, também, de fatos ontébels.Exemplos: emissdo de cheques, depésitos bancérios, compra de velculos, compra de materials, Pagamento de obrigagdes, recebimentos de direitos, Venda de mercadorias etc. ome ores ee orm cue ae ed Oona Ce eo Mar enn r Rann nCon te Res oa Prk Pence kgm POO enone hace an Cone GO Mee Tacs * Principio da Entidade: reconhece o patriménio como objeto da Contabilidade e estabelece a aufonomia patrimonial, a necessidade da diferenciagdo de um patrim6nio particular no universo dos patriménios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou institui¢do de qualquer natureza ou finalidade, ee eel OW JiiileteMe (Merde (-[- meee en CMR eRe OR Tuy operacdo no futuro e, portanto, a mensuragdo e a apresentagdo dos elementos do patrim6nio levam em conta essa circunstancia * Principio da Oportunidade: tefere-se ao processo de mensuragdo @ apresentacdo dos componentes patrimoniais para produzir informacdes COCR MCU UICC Ce uC CMM MON OMe Me (mL tegistradas as variagdes patrimoniais das empresas. * Principio do Registro pelo Valor Original: determina que os componentes do patrim6nio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transagdes, expressos em moeda nacional * Principio da Competéncia: determina que os efeitos das transagGes e outros eventos sejam reconhecidos nos periodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. Pardgrafo Gnico. COR iio ome Mee cule M Sect wel Meme Lilet (emer meee leoe ened Feld eke Memes rtm oe tL ees Oe flit) CoM Mee il meme lee OMe ML an el elm eel(o} os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente vdlidas para a quantificagdo das variagdes patrimoniais que alterem o patrimGnio liquido. ‘CONTABILIDADE * Curso Bésioo de Matematica Finanoeima * 7 CONCEITOS DE CAPITAL eer Alma do negocio Quando o assunto é dinheiro, ha varios tipos de capital para se conhecer Capital social Ea obrigagdo da empresa para com os s6cios origindria da entrega de recursos para a formagdo do capital da entidade. Representa o patriménio lquido (PL, Capital proprio $0 05 recursos origindrios dos s6cios ou acionistas, da entidade ou decorrentes de suas operagdes socials. Capital realizado Representa o valor das recursos entregue pelos s6clas e @ disposigao da empresa (no calxa, nas bancos, em Imovels) 'B + Curso Basico de Matematica Financeira * CONTABILIDADE Capital a realizar Representa o capital com que a empresa fol registrada, ‘mas que ainda ndo est totalmente d disposigdo. Capital total 4 disposi¢aGo da empresa Representa a soma do capital proprio com o capital de terceiros. E igual ao total de ativo da empresa. ESCRITURACAO CONTABIL « Na ponta do lapis A boa organiza¢ao e o controle de tudo que é recebido e pago sao palavras-chave na Contabilidade E a representagdo grafica, ou seja, 0 registro dos fatos contébels, mediante a exposigio dos efeitos que eles produziram sobre o patriménio. DEBITO E CREDITO Na inguagem comum 0 concetto de débito 6 o que se perde, € cr6dlo & 0 que se ganha. Entrefanto, em Confabildade, 0 dito est relacionado com contas do ative, que representa bens e direitos (dinhelr, casa, carro, valores a receber etc). Crédito esté relaclonado com contas do passive, que Tepresenta suas obrigagdes com terceiros (emprésti- mos, financlamentos, contas a pagar, Impostos a serem agos e por af val Raciocinando como contador, DEBITO tudo aqullo que a empresa deve aos seus s6cios, e CREDITO 6 tudo aqullo que os s6cios e demais entidades t8m a receber da empresa. ‘CONTABILIDADE * Curso Bésioo de Matemética Financeira * ESCRITURACAO CONTABIL DEBITO E CREDITO Portanto: er) Re eo ui Le eRwe iene eReeu eae «(03 fer Te le MOR MR Mer aR RM mCleleeene RU i(e(e(e( a tells fen oe Cee kek eee ete) amet ecee i OF O saldo pode 1. Devedor: soma dos débitos for menor do que a soma dos créditos. 3. Nulo: quando a soma dos débitos for igual @ soma dos créditos. 11.0 + curso Basico de Matemstioa Finanocra * CONTABILIDADE LIVROS DE ESCRITURAGAO CONTABIL E FISCAL Todos 0s fatos que ocorrem diariamente na empresa, orlundos e resultantes de sua gesido, sao registrados em livos proprios, s livros de escrituragdo 18m varias finalidades. Uns server para registrar ds compras, outros para registrar {as vend, controlar os estoques, os lucros ou prejuizos fiscals. Hé livros onde sao registrados os empregados outros em que se registram atas das assembleias, Livros fiscais Sao 0s exigidos pelo fisco Federal, Estadual ou Municl- pal. Os mais comuns sao: Registro de Entradas Registro de Safdas Registro de Impressdo de Documentos Fiscals Registro de Inventérlo Registro de Apuracao de IPI Registro de Apuragdo de ICMS Livro de Apuragdo do Lucro Real - LALUR Livro de Movimentagdo de Combustivels - LMC ‘nds taylor Shttortock Livros contébeis Sao aqueles utilizados pelo setor de Contabilidade. Destinam-se d escrituragdo contdbil dos atos e dos fatos cadministativos que ocorrem na empresa. Segundo 0 Cédigo Comercial Brasileiro, todos os comer- clantes estdo obrigados a seguir uma ordem uniforme de contabllidade e escrituragdo © a manter os livros ecessdrios para esse fim. Deverdo, ainda, conservar ‘em boa guarda toda a escrituragao, correspondancias ‘e demais papéis pertencentes a gestdo do neg6cio/co- mérclo, enquanto ndo prescreverem as agoes da gesto da empresa. 0s principals livros utilizados pela Contabilidade sao: + Livro Diério Livro Razao Registro de Duplicatas Livro Calxa Livro Contas-correntes CCONTABILIDADE + Curso Bésioo de Motemética Financeira «| ESCRITURACAO CONTABIL Livros sociais Sao 05 livros exigidos pela Lel das Sociedades por Ages (Lei n° 6,404/76) ‘A Companhia deve ter 0s seguintes livros, além daque- les obrigatérlos para qualquer comerclante, revestidos das mesmas formalidades legals: 1. Livro de Registro de Agées Nominativas 2. Livro de Registro de Agdes Endossdvels 3, Livro de Transferénclas de Agées Nominativas 4, Livro de Registro de Partes Beneficidrias 8. Livro de Registro de Partes BeneficiériasEndossévels 6. Livro de Atas das Assemblelas Gerals 1 8 9. 1 Livro de Presenga de Acionistas Livro de Atas das Reunides do Consetho de Administragao Livro de Atas das Reunides da Diretoria 0. Livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal 11.2. + curso Basico de Matemstioa Finanocra * CONTABILIDADE SISTEMA ESCRITURAL ELETRONICO ‘AS pessoas jurfdlcas que ulllizarem processamento eletonico de dados para registrar negécios e atividades econémicas ou financelras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contabit U fiscal estdo obrigadas a manter a disposigao da Secretaria da Receita Federal os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislagao tributéria (Art. 72 da Medida Provis6ria n° 2.158-35/2001). Para esse efelto a Secretaria da Recelta Federal expediré os alos necessérios para estabelecer a forma e 0 prazo em que os arquivos digitais e sistemas deverdo ser apresentados. Ficam dispensadas do cumprimento dessa obrigagao ‘as empresas optantes pelo SIMPLES Federal. ‘Aesorituragao contébil deverd ser martida em registros pemmanentes, em idioma e moeda corrente nacionais, fem forma meroantil, devendo ser observados métodos e critérios contébels uniformes no tempo, com obediéncia {3 disposigdes legals pertinentes e aos principios de contablidade geraimerte aceltos _(Principios Fundamentals de Contabilidade). METODOS DE ESCRITURAGAO método universaimente usado para um langamento contdbil 6 0 Método das Partidas Dobradas ou Método Veneziano, criado pelo monge tranciscano Luca Pacioll no ano de 1494. Aeessancla desse método 6 que o registro de qualquer operagao implica que um débito em uma ou mais con- tas deve corresponder um crédito equivalente, em uma (ou mais contas, de forma que a soma dos valores debi- fados seja sempre igual a soma dos valores creditados, ou simplificando: ndo hd débito sem crédito correspondente, ou seja, débito = crédito. Férmulas de langamento 1° Férmula simples - apenas uma conta 6 debifada ¢ uma dnica conta creditada, 2° Formula composta - apenas uma conta 6 debitada e mais de uma conta 6 creditada Registro dos fatos contabeis 1. Identifique as contas envolvidas (pelo menos duas contas). 2. Identifique a que grupo cada conta pertence. Uma conta s6 pode pertencer a um determinado grupo 3. Identifique qual 6 0 efelto do fato so- bre cada conta envolvida, ou seja, qual elemento contabil aumenta ou diminui devido a esse fato. 4. Efetue o Jangamento, segundo o meca- nismo de d&bito e crédito. PROCESSO DE ESCRITURAGAO + Pode ser manual, mecanizado ou por processamento de dados. + Todo langamento deve estar apoiado em documentos hdbels e iddneos e adequados ao tipo de operagao! registro dos fatos no tivo Didrio, transcrigdo dos registros para o live Razdo, elaboragao do Balancete de Veriticagao. + Apuragao do resutado e elaboragao das demonstragses conftibels (Balango Patrimonial_e Demonstragao do Resultado do Exerciclo), transcrevendo-se essas demonstragdes no livro Ditto. 3° Férmula composta - mais de uma conta é debitada e uma Gnica conta é creditada 4° Formula complexa - mais de uma conta 6 debitada e mais de uma conta & creditada, CCONTABILIDADE + Curso Bésioo de Matematica Financeia + | 3 RECEITAS E DESPESAS 14 + Curso Basico de Matemétioa Financaira * CONTABILIDADE Conceitos essenciais Manter o controle sobre despesas e LTT ey Sdo todos os recursos provenientes da Renee errr een Ceca) de servigos, porém nem todos sao oriundos Pere cron ent eteri Poutanen ct i aplicagiio financeira, juros etc. iter e Mell Ctl fel-l-) imc Mae RR Loa Pec Mn CRTs Re ce meen comme Tener Oem Creme ce OM? Pere g Rica esc serra Coe Cree Come Oss og CS emer mn eee pesca Mme kere Re CoC sue um Peterlee eh esse CMa cea EPR aan Recs eae aC eM ne Mtn soc} Ren Despesa E todo gasto que a empresa precisa ter para obter uma receita, como por exemplo Coe reme mt a enemies Cire eoc mae meni Cree Pees eee rene itis CO MR MeCN Cm CesT ae CsI eens enc m Le Te CON eur te mC eset Cen oa Ones Ok essa Perum aCe eam co ndo operacionais. A comparagdo entre receitas 6 fundamental ee One Cees Mole eee ron Menai Cen Cee LOM a eal Cea eeCe cummCL Tid OC ORC es mmc ed eee mee Mm on Sener ie tis Despesa antecipada Ree eset aCe rene Pier er onto despesas nodecorterdoexercicioseguinte, Cone Teen em sca Petrie ents tae ceten on ener eae ira senate Pie eee sete Cee Coen CRC eS me Cmca nite Cmca mum CC a eS CeCe Leese emcee o ea Cen ace ee Re Ce Cee MCC me eee COCR ere non STM mL Ose euie kT Ome nese Se Lm me CERO em Mem tse Cm duek alee Retr Pee et se cum nn ena RCT ‘CONTABILIDADE * Curso Bésioo de Matemética Financeira «1 5 ESTRUTURAGAO DAS CONTAS OU PLANO DE CONTAS 11.6 + Curso Basico de Matemstioa Finanocra * CONTABILIDADE Contas em ordem Conheg¢a os principais tipos de contas Aestrutura da escrituragto contabil ocorte por melo de lum plano de contas, formado por um conjunto de con- tas classificado previamente, que possibilita organizar 1s Informagdes necessGrias d elaboragdo de relatbrios gerenciais e demonstragdes contébels, conforme as ecullaridades gerais da entidade, possibilitando a pa- dronizagao de procedimentos contdbels. "0 plano de contas de uma entidade tem como objetivo atender, de maneira uniforme @ sistematizada, ao registro contdbil dos atos e fatos praticados pela entidade, proporcionando maior flexibilidade no gerenciamento consolidagdo dos dados © alcangando as necessidades de informagées dos usudrios. Sua entrada de informagdes deve ser flexivel de modo a atender 0s normativos, gerar informagées necessérias @ elaboragdo de relatérios © demonstratives @ facilitar a tomada de decisdes © a prestacdo de contas” (Ministério da Fazenda, 2012). BALANGO PATRIMONIAL ATIVO, PASSIVO, coy foere} Maer) Obrigagdes ened pM eects De Pee eretoloe sa Pret oetel oes CURT eee Reservas CLASSIFICAGAO DAS CONTAS Uma forma de classificé-las 6: CONTAS PATRIMONIAIS Representam os bens, os diteltos, as obrigagdes @ 0 Patrimonio liquido. Sao divididas em ativas e passivas, Tepresentando o patrimonio da empresa num determi- nado perfodo, por meio do balango patrimontal CONTAS DE RESULTADO Dividem-se em contas de despesas e contas de recel- fas. Nao fazem parte do balango patrimonial, mas sao elas que indicam se a empresa apresenta lucro ou pre- Julzo no exercicio de suas atividades. + Despesas: Originam-se no consumo de bens e da utllizagao de servigos + Receltas: originam-se da venda de bens e da prestagao de servigos. std ay Cy RECEITAS By crvasccy(o) Dina rte ain) Sr aera} DorGa annals OR etsy Oelser es Sees oases Once eee} OT wa ce elt Saori} Sea as Srzcmonto ceca i) OTs ean AN + ENERGIA ELETRICA Ben) Serato CCONTABILIDADE + Curso Bésioo de Matematica Financelma + | 7 ESTRUTURAGAO DAS CONTAS OU PLANO DE CONTAS RELACAO DE ALGUMAS CONTAS PATRIMONIAIS DE UM PLANO DE CONTAS hotest shatetock Contas de crédito Tietrekereviuloleior) each sslel-18 eee} eect oN steer el ole Ele tl soles Dole emero el ol*[=18 Pele Mel heart oleh oro) lee Re Canc) ore Renee eae Taek tule Despesas com desenvolvimento de eet tiery SN aeto te Obras de arte 11.8 + Curso Bosioo de Matemtioa Financia * CONTABILIDADE ered Corelle) Oe clees Caixa Nee ener Veiculos tee ere Ulery eer aCe Kelicie1g Aplicagdes financelras ne Materlals para escritérlo Breet Eee teenie) Come CMs tittm te tit) Peele eee tel asaioks Cesar nats) Bee efe tonal eeeael ec Contas do ativo diferido Be eee keke = aon ac) Cee ert sete) + Despesas pré-operacionals ESTOQUES Além da armazenagem Ha varios conceitos para definir estoque. Confira cada um deles CONCEITO Segundo a NBCT (Norma Brasileira de Contabilidade - Técnica) 19.20 - Estoques, aprovada pela RESOLUCAO CFC N°, 1.170/09, do CONSELHO FEDERAL DE CONTA- BILIDADE: “Esfoques sao ativos: (@) mantides para venda no curso normal dos negocios: (©) em processo de produgdo para venda: ou (¢) na forma de materials ou suprimentos a se- tem consumidos ou transformadis no processo de produgdo ou na prestagdo de servicos.” Entretanto, 6 neoassério entender Estoques sob o enfoque de outros conceltos, a im de compreender sua importan- cla para uma empresa e a melhor forma de controlé-to, uma vez que sua gestao Impacta legal, fiscal, contabil e financelramente na administragao da empresa, CONCEITO LEGAL Segundo o artigo 183 da Lei 6.404/1976 (Lel das So- cledades Anonimas): "No balango, os elementos do ativo serdo avaliadas segundo os seguintes critérios: CCONTABILIDADE + Curso Bésioo de Motemética Financeira «1 ESTOQUES II ~ 0s direitos que tiverem por objeto mercadorias @ produtos do comércio da companhia, assim como ‘matérias-primas, produtos em fabricagao e bens em almoxaritado, pelo vator de aquisigao ou produgao, de- duzido de proviso para ajusté-lo ao valor de mercado, quando este for inferior. § 1° ~ Para efeito do disposto neste artigo, considera- se valor de mercado: a) das matérias-primas e dos bens do almoxarifado, 0 prego pelo qual possam ser repastos, mediante compra no mercado.” Embora 4 Lel 6.404/1976 seja aplicada as empresas do tipo sooledade anénima, ela é também aplicével ‘aos demals tipos de organizagdes, principalmente pelo pardmetro de boa técnica que apresenta. No caso es- peoftico das sociedades limitadas, 0 Artigo 18° do De- creto 3.708/1919 estabelece que: "Sdo observadas quando as sociedades por quotas de responsabilidade limitada, no que ndo for regulado no estatuto social e, na parte aplicével, as disposi¢des da lei das sociedades anénimas”. CONCEITO FISCAL Quanto ao aspecto fiscal, a Recelta Federal tem reedi- tado os mesmos critérios para a avatiagdo de estoques. esse modo, 0 Regulamento do Imposto de Renda tem estabelecido que, ao final de cada periodo de apura- {gd0 do Imposto, a pessoa Juridica deveré promover 0 levantamento ¢ avaliagdo dos seus estoques, obser- ‘vando que as matérias-primas e os bens em almoxa- rifado sejam avaliados pelo custo de aquisigdo e, os produtos em fabricagdo e acabados, sejam avallados pelo custo de produgao, Mantendo um sistema de contabilidade de custo inte- grado e coordenado com o restante da escrituragdo, (@ empresa poderd utilizar os custos apurados para avallagdo dos estoques de produtos em fabricagao ‘acabados. O Regulamento do Imposto de Renda - RIR considera sistemas de contabilizagdo de custo, inte- grados e coordenados com o restante da escrituragao, ‘aqueles que sejam apolados em valores originados de escrituragao contabil (matéra-prima, mao de obra di- reta, custos gerais de fabricagdo) e que permitam a de- terminagdo contdbil, ao fim de cada més, dos valores 20 + curso Basico de Matemstioa Finanocra * CONTABILIDADE dos estoques de matérias-primas e de outros materiais, produtos em elaboragao e produtos acabados, apoiado em livros auxillares,fichas, folhas confinuas, ou mapas de apropriagdo ou ratelo, tidos em boa guarda e de Tegistros coincidentes com aqueles constantes da es- crituragao principal e, ainda, que permitam avaliar os estoques existentes na data de encerramento do peri- odo de apropriagdo dos resultados, segundo os custos efetivamente Incortidos, © Regulamento estabelece, ainda, que 0 valor dos bens existentes no encerramento do perfodo de apu- Tagdo seja 0 custo médio ou o dos bens adquiridos u produzidos mals recentemente, ou que a avaliagao seja efetuada com base no prego de venda, subtraida @ margem de lucro. Se a escrituragao nao satistizer es- as exigénclas, os estoques deverdo ser avaliados da seguinte forma: @) 0s de materiais em processamento, por uma vez @ meia o maior custo das matérias-primas adquitidas no perfodo de apuragao, ou em 80% do valor dos produtos acabados. b) 0s dos produtos acabados, em 70% do maior prego de venda no perfodo de apuragio. Para aplicagio desse critério, o valor dos produtos acabados deveré ser determinado tomando-se por base o preco de venda, sem exclusio de qualquer parcela a titulo de imposto e ser reco- nhecido na escrituragdo comercial. Jé os esto- ques de produtos agricolas, animais ¢ extrativos poderdo ser avaliados pelos precos correntes de mercado, conforme as priticas usuais em cada tipo de atividade. 0 Fisco nao reconhece como vélidas redugdes globals de valores inventarlados, nem formagao de reservas ou provisoes para fazer face a sua desvalorizagdo, dedu- (g0es de valor por depreciagées estimadas ou median- te provisoes para oscilagdo de pregos, manutengao de estoques bdsioos ou nominals a pregos constantes ou ominais, ber como, despesa com provisto mediante juste para o valor de mercado, se este for menor, do custo de aquisigdo ou produgao dos bens existentes na data do balango. CONCEITO FINANCEIRO Os estoques sito um paradoxo, Jé que se por um lado do necessérlos para a empresa produzir e vender, @ Por outro lado, empenham recursos que poderiam ser liberados para aplicagdes mais rentavels. ‘Assim, 6 fundamental que as empresas dimensionem © nivel das quantidades Gtimas de cada tem de In- sumos @ meroadorlas a serem mantidos estocados, Se nao considerado 0 caso multo especial de espe- culagdo financeira com os estoques - prética rara e desaconselhdvel em épocas de inflagdo desacelerada @ de pouca expresso -, t8m-se duas situagdes nao Tecomenddvels: CCONTABILIDADE + Curso Bésioo de Matematica Financeira + 2] iu ESTOQUES @) a manutencdo de quantidades em estocagem aci- ma do necessdrio acarreta um malor custo e Impossi- bilita uma malor rentabllidade dos capitals utilizados pela empresa. ) estoques abaixo do nivel necessério exigem com- rar ou fabricar pequenos lotes em malor numeto de Yezes, Implicando em mals trabalho para o setor de ‘compras, alteragdo na programagdo da producdo, ajus- tes de méquinds etc. Além disso, a empresa corre 0 risco de ndo dispor do Insumo ou da mercadoria em momentos critics, Impllcando na paralisagdo da pro- ‘dugto ou mesmo das vendas. ‘A questao mals complicada para o setor financelro é de que os estoques precisam ser adquiridos antes da redlizagao das vendas e nao hd garantia da reall- zagao das vendas desses bens, a manos que se trate de produgao ou aquisigao com venda preestabelecida. Esses aspectos foram incertos quaisquer nivels prees- fabelecidos para os itens estocados. A melhor solugdo financelra seria aquela em que as vendas impulsionas- ‘sem a produgao e esta, por sua vez, motivasse as com- pras de Insumos e produtos. Acontece que o movimen- {0 da realidade vai no contrafluxo dessa probabilidade. Daf o porqué de sempre os estoques representarem um Investimento financelfo de realizagdo incerta. Cabe a ‘administragdo financelra proporcionar meios para ga- rantir as operagdes de produgdo e venda, porém, sem desculdar do controle dos nivels dos estoques. CONCEITO CONTABIL 0 tratamento contabil dos estoques leva em conside- ragdo fatores que vdo muito além da simples escriturc- do, do simples registro de entradas, safdas, quantida- des, valores eto. Ha que se considerar a classificagao cd adequagdo dos registros, a constatagdo se os itens devem ou ndo ser considerados como estoques ou ‘como bens de consumo, a propriedade e a posse etc. Segundo consta do Manual de Contabilidade das So- Cledades por Agdes (IUDICIBUS, MARTINS @ GELBCKE, 5a. ed.,Aflas, 2000, p. 101), de forma geral, compaem a rubrica estoques: 4) Itens que existem fisioamente em estoques, excluin- do-se 05 que estdo fisicamente na empresa, mas que so de propriedade de tercelros, sela por terem sido Tecebldos em consignagdo, seja para beneficlamento ‘ou armazenagem por qualquer outro motivo. by Itens adqulridos pela empresa, mas que estdo em ‘ransito, a caminho da socledade, na data do balango, ‘quando sob condigées de compra FOB, ponto de embar- ue (fdbrica ou depésite do vendedor). 2.2. + curso Basico de Matemstioa Finanocira * CONTABILIDADE ¢) Itens da empresa que foram remetidos para ter- celros em consignagdo, normalmente em poder de provavels fregueses ou outros consignatorios, para ‘aprovagdo e possivel venda posterior, mas cujos dl- reltos de propriedade permanecem com a sociedad ) Itens de propriedade da empresa que estado em poder de tercelros para armazenagem, beneficia- mento, embarque etc, Outra questao contabil com relagdo aos estoques re- fere-se a sud valorizagao. 0 estabelecimento do valor de qualquer bem ou direito 6 eminentemente uma questao de julgamento subjetivo. Entretanto, a contabi- lidade nido pode se pautar por decisdes intangivels. 0 inico caminho é seguir as prescrigdes legals, isto 6, 0 da Lel das Sociedades Andnimas, Lel 6.404/76 (aplicé- vels ds socledades de demais tipos) e do Regulamen- to do Imposto de Renda e, ainda, dos procedimentos técnicos que forem recomendavels para se obter uma certeza - a maior possfvel - das quantidades e valores dos itens do almoxarifado, de forma que do haja di- vergéncia entre o estado fisico dos bens e os registros. ‘A questo da avatiagao dos insumos e produtos tam- bém precisa ser considerada. Essa avallagdo pode ser efetuada com base no custo médio ponderado de to- dos os itens da mesma espécle, adquiridos ou produzi- dos durante 0 exercicio, Considere-se, também, a pos- sibilidade de uso dos sistemas FIFO (first-in-first-out), (ou PEPS (primelro a entrar, primelro a sair), hiptese fem que se concebe que os bens relirados dos esto- ques sempre serlam os mais antigos, de forma que os itens registrados no balango seriam os mals novos e, portanto, com valores mais atualizados. E necessdrio também, analisar as despesas que normal- mente so incorporadas aos custos dos estoques @ que nido representam dispéndios com a sua aquisigdo. Nessa categoria estao incluidas as despesas com transporte se- guro, armazenamento, aluguel de prédios e instalagBes, fayas e armazenagem alfandegdrias, além de outras mats ‘Alguns desses dispéndios podem ser considerados como custos administrativas. Isso porque s6 6 reco- mendavel adiclonar despesas gerals e administrativas {0s custos dos itens estocados, quando 0 ato ou fato representado pelas despesas estiver diretamente rela- lonado aos respectivos itens, adicionando-Ines valor u evitando uma perda de valor. RESUMO DOS METODOS DE AVALIAGAO DE ESTOQUE Deena te eRe EE CC Rens ee Ue em © O Método UEPS superavalia o CMV e subavalia o estoque final (nao é aceito pela Perse one ea oe * O Método do Custo Médio Ponderado - CMP mantém o CMV ¢ o estoque final (Ef) Ree Oem ieee eMC OSM OOK Lele Ole ene er erie cree at eu anno eee earn aC Cee CORR og kro Couette Omron ier N ae MC ON-Rcokoerer kan k At Meee Leen TR Chess creek em eet eee Coe Cuca lesen ssmicuN ine Lenton Oo ea orem enue ata) Seen eee acne med en ieessae tt SR aoc A) concluir que o resultado final obtido no PEPS Conca emu ne sc) erences One ueucaeme Ret) Coe MueeemeneC resent cuits ONS are on Re et elses y Tectia erm) Poe umn Cc tC) formula (CMV = Ei + C — Ef), motivo pelo qual conta Mereadorias Mistas é utilizada Gere nee tee orn Teme cee Peuien eeeceuee son cutee) Cuoco ig Emenee cd CON aE ae Tey Bee ces CCONTABILIDADE + Curso Bésioo de Motemética Financeira « 23 DEPRECIACAO, AMORTIZACAO E EXAUSTAO 24 + curso Basico de Matemdti Financeta © CONTABILIDADE Vida util A maioria dos bens de uma empresa perde valor ao longo do tempo. Conhe¢a as principais formas de desgaste Com excegao dos ferrenos e de alguns outros bens, como obras de arte (que aumentam de valor com o tempo) ou prédios ndo alugados nem utlizados pela empresa, 05 elementos do ativo imobilizado possuem um periodo de vida Gtil econdmica limitado. Esses bens e direitos de natureza permanente, que t&m vida til (bens) ou prazo de exercicio (dlreltos) superior a 1 (um) ano, sujeltam-se a depreciagdo, amortizagao ou exausido, conforme suas caracteristicas. Esses procedimentos representam 0 desgaste dos bens ou direltos ao longo de sua vida ati ‘A contabilizagao se dé pelo reconhecimento a débito de uma despesa ou custo em contrapartida com o crédito em uma conta retficadora do ativo imobilizado. Portanto, “desativagao” do bem ou direlio eo Teconhecimento de despesa pelo Seu Uso. Pela legislagdo do imposto de renda poderao, a opgao da empresa, ser debitados diretamente como despesa operacional ou custo, no resultado do exercicio, o valor de aquisigao dos elementos patrimoniais de vida til ou prazo de exercicio Inferior a 1 (um) ano ou cujo valor unitério nao supere o limite fixado na legisiagao fributéria, mesmo que o prazo de vida till seja superior 1 (um) ano. J pelo principio da prudéncia, estes devem ser computados como despesa DEPRECIAGAO Conceito de depreciagio Segundo 0 artigo 305 do RIR999, depreciagto 6 a Importdncla correspondente a diminuigao do valor dos bens do ativo resultante do desgaste pelo uso, pela agdo da natureza e obsolescéncia normal. Os bens corpéreos (angiveis, materials) sao contabilizados por meio de ontas classifiadas no Ativo Nao Circulante, subgrupo Imobillzado, Os mals comuns sao: computadores, imovels (Construgdes),instalagdes, mévels e utensilios e vetculos. 0 inicio do processo ocorre com a aquisigao dos bens para uso proprio, quando a empresa realiza um gasto que 6 considerado Investimento, nao podendo ser contabilizado como despesa no momento da aquuisi¢ao. Esses bens adqulridos pela empresa desgastam-se e perdem valor ao longo do tempo. ‘A depreciagdo entra nesse momento para transferir artes do valor registrado na conta patrimonial que Tepresenta o bem, para uma conta de despesa. Desse modo, gradativamente (mensal ou anuaimente), o valor gasto na aquisigdo de um bem de uso val sendo transferido para 0 resultado do exercicio. € importante destacar que, embora haja essa liberalidade quanto a estimar um tempo de vida ati econdmica e para 0 céiculo da depreciagao dos bens, deve-se atentar para o disposto no § 30, do artigo 183 da Lei 6.404/76: “A companhia deveré efetuar, perlodicamente, ndlise sobre a recuperagdo dos valores registrados, no imobilizado @ no intangivel, a fim de que sejam (Redacao dada pela Lein’ 11,941. de 2009) I~ registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decistio de interromper os ‘empreendimentos ou atividades a que se destinavam ‘ou quando comprovado que ndo podertio produzir resultados suficientes para recuperagdo desse valor; u (Incluido pela Lel n* 11.638, de 2007) Il - revisados e ajustados os critérios utilizados para determinagdo da vida dtl econémica estimada e ara cdloulo da depreciagdo, exaustdo e amortizagdo. (Inclufdo pela Lel n° 11.638, de 2007)” Imposto de renda x depreciagéo Para fins da legislagao fiscal (Imposto de renda), © encargo de depreciagdo somente poderd ser computado no resultado do exercicio a partir do més em que 0 bem for efetivamente instalado, posto em servigo ou em condigdes de produgdo. Porém, para efelto de contabllidade, ele deve ser depreciado a partir do més de aquisigdo, pols, pelo proprio concelto de depreciagao, 6 desde esse momento que comega a obsolescéncia ¢ desvalorizagdo pela agao da natureza, Bens ndo sujeltos & depreciagao Alguns bens ndo estdo sujeltos @ depreciagao. Eis alguns: ferrenos, bens que normalmente aumentam de valor com o tempo, prédios ou consirugées ndo alugados ete. CCONTABILIDADE + Curso Bésioo de Matematica Financeima + 25 DEPRECIACAO, AMORTIZACAO E EXAUSTAO CAUSAS QUE JUSTIFICAM A DEPRECIACAO, UTILIZANDO-SE COMO EXEMPLO. UM VEICULO E UM COMPUTADOR: Desgaste pelo uso Agao do tempo Obsolescéncia Os prazos comumente utilizados e suas respectivas taxas de depreciagao, dos bens mais comuns em quase todo o tipo de empresa sao: Ce Ula y Nears anaes Pees Satyr rey Paw Fonte: onfablidade Fundamental -Osni Moura Ribeiro -pg. 169 -Ed, Saraiva - 2012 26 curso Basico de Mateméti Financeta © CONTABILIDADE AMORTIZAGAO Conceito de amortizagao £ um processo que quita dividas por meio de agamentos periédicos, & a extin¢ao de uma divida pela sua quitagdo. Na amortizagdo, cada prestagao & uma parte do valor total, inciuindo os juros @ 0 saldo devedor restante, Amortizagao 6 um temo muito utlizado em contabilidade, administragdo financelra @ matemética. A amortizagdo traduz-se pela soma do reembolso do capital ou do pagamento dos juros do saldo devedor. ‘A amortizagdo também esté presente na Grea da Contabilidade, que 60 processo que torna inatingivel os ativos classificados na conta do balango patrimonial,¢ ode ser relacionado também com a depreciagao, que 6 a redugdo dos valores dos bens, @ medida que sao utlizados. Dentro da amortizagao, estado inclufdos o prazo, que o tempo necessério para o pagamento de todas as parcelas, as parcelas de amortizagao, que é valor devolvido periodicamente e as prestagoes, que 6 a soma da amortizagdo, com 0 acréscimo de juros Impostos. Os principals sistemas de amortizagao sao: + Sistema de pagamento Gnico: ocorre um Gnico agamento (capital + juros) no final do periodo estipulado. + Sistema de pagamento varldvel: ocorrem vérios Pagamentos diterenciados durante 0 periodo (ds vezes somente juros, outras vezes juros + capital) + Sistema americano: ocorre um Gnico pagamento {0 final do perfodo, porém os juros sao calculados em Varlas fases durante o period. + Sistema de amortizagéo constante (SAC): geralmente o mais utilizado, os juros e 0 capital sao calculados uma Ginica vez e divididos para o pagamento em vGrlas parcelas durante o period. + Sistema price ou francés: geraimente usados em financlamentos de bens de consumo, todas as parcelas 0 Iguais e com os juros J4 embutidos. + Sistema de amortizagio misto: calcula-se o financlamento pelos métodos SAC e price e faz-se uma média aritmética das prestagdes desses dols sistemas, chegando ao valor da prestagao do sistema misto. EXAUSTAO Conceito de exaustao Coresponde a perda de valor, decorrente da exploragdo de recursos minerals ou florestais ou de bens aplicados nessa exploragdo. E 0 reconhecimento do custo dos recursos naturals, durante o perfodo em que fais recursos sao exauridos ou extrafdos Os equipamentos de extragdo mineral ou florestal podem opcionalmente ser depreciados, utilizando-se, ara fal, 0s critérios e taxas de depreciagao. Porém, ormalmente devem ser exaurldos juntamente com o objeto de exploragao, Taxas anuais Serdo determinadas em fungao do: 1. Volume de produgio no perfodo e sua Telagdo com a poupanga (reserva potencial de exploragdo) conhecida. £ o método das unidades produzidas. 2. Prazo de concessdo dado pela autoridade governamental, quando for 0 caso (exploragdo de Tecursos minerals). Ganhos ou perdas de capital Serdo clasificados como ganhos ou perdas de capital 0 resultados na alienagdo e liquidagao de bens do ativo permanente, inclusive por desapropriagao, batxa Por petecimento, extingdo, desgaste, obsolescéncia ou exaustao. Esses ganhos ou perdas serao contabilizados, Tespectivamente, como tecelta ndo operacional e despesa ndo operacional. A determinagao do ganho ou da perda de capital corresponderd a diferenca entre © valor de allenagao dos bens e 0 seu valor contébil, a data da balxa. Ocorreré ganho, se a diferenga for positiva, e perda, se negativa, Entende-se por valor contabil dos bens o que estiver registrado na escrituragdo, corrigido monetariamente, alustado para mals por reavallagdo no valor desses ativos ou para Tenos por contas refficadoras, tals como depreciagao, amortizagao, exaustao, provisdo, Assim: Valor de aquisigdo do bem (+) Corregao monetéria (+) Aluste para reavaliagao (-) Provisdes (-) Depreciagao, amortizagao ou exaustdo acumulada = Valor contabil do bem. CCONTABILIDADE + Curso Bésioo de Matematica Financeima + 27 DEMONSTRACGES CONTABEIS OBRIGATORIAS 2 28 «Curso Basico de Matemética Financeira * CONTABILIDADE Tudo anotado Saiba mais sobre as demonstracées contdbeis exigidas pelas leis ‘A legislagao societéria exige que as sociedades janénimas publiquem suas demonstragdes em jornals de grande circulagao, 4 as socledades consttuidas sob outros tipos socletérios necessitam apenas manter as demonstragdes publicadas no Livto Didrio e, quando sollcltado, enviar cOplas a bancos, fornecedores, outros Parcelros comerciais e invastidores. DEMONSTRAGGES CONTABEIS EXIGIDAS PELA LEI DAS S.A. ‘As socledades por agdes (@ também as demals soctedades fributadas pelo impasio de renda com base no luo real e elas socledades limiladas que tenham opiado por sua Tegencla supltiva determin) sto regidas pelaLel n° 6404/76 (Lol das Sociedades Anonimas) que em seu at. 176, dispde (ue ao fim de coda exercicio social detoria das socledades elaborard,.com base na escrturagdo mercantilda companhia, cs seguintes demonstragoes financelras Balango Patrimontal ‘+ Demonstragdo dos Lucros ou Prejuizos Acumulados (DLPL) ‘* Demonstragao do Resultado do Exerciclo ‘* Demonstragao dos Fluxos de Calxa ‘Al6m das demonstragées relacionadas.os §§ 4° ¢5°do art 176 da Lei n* 6.404/76, dispdem que as demonstragies serdo complementadas por notas explicativas e outros quadros cnaliicos ou demonstragdes —contdbels ecesséilos para esclarecimento da situagao patimonial € dos resultados do exercici. DEMONSTRAGGES CONTABEIS EXIGIDAS PELO RIR/99 O art. 274 do Decreto n° 3.000/99 (RIR/99) determina as ‘empresas tributadas pelo imposto de renda com base no lucto real que, ao fim de cada perfodo de incidncia do Imposto, apurem 0 lucro liquido mediante a elaboragdo, com observancia das disposigdes da lel comercial: + Balango Patrimonial ‘* Demonstragdo do Resultado do Perfodo de Apuragaio sDemonstragdo dos Lucros ow ‘Acumulados (DLPL) Prejuizos DEMONSTRAGOES CONTABEIS EXIGIDAS PELO CODIGO CIVIL 0 att, 1.179 do Novo Cédigo Chil (Lel n° 10.406/02) determina que 0 empresério e a socledade empreséiia, exceto 0 pequeno emprestifo de que trata o art. 970 dessa mesma Lei, sdo obrigados a levantar anualmente: Balango Patrimonial ‘* Balango de Resultado Econémico 0 art. 1.189 do Cédigo Civil determina que o balango de resultado econdmico ou demonstragao da conta de luctos e petdas acompanharé o balango patrimonial e dele constardo crédito e débito, na forma da lel especial Nesse caso, hé uma impropriedade por parte do Cédigo Civil, pols 0 resultado econémico é um termo que nado se concilla com uma demonstragdo confab, uma vez que Imporia em aspectos subjetivos (das cléncias ‘econémicas),como, por exemplo,o custo de oportunidade que a confabilidade nao registra EXIGENCIAS ADICIONAIS DA __ COMISSAO DE VALORES MOBILIARIOS (cv) © tem 8 da Deliberagdo CVM n° 488/05 aprovou o Pronunciamerto do Insitulo dos Auditores Independentes do Brasil (BRACON) NPC 27 - Demonstragdes Contdbels - ‘Apesentagdo e Divulgagd, ao tatar dos Componentes das Demonstracoes Contibels dlspde que um conjurto completo de demonstragdes contibelsinctulos seguintes components: * Balango Patrimonial ‘* Demonstragdo do Resultado ‘* Demonstragdo das Mutagdes do Patrimonio Liquido ‘* Demonstragdo dos Fluxos de Calxa ‘* Demonstragdo do Valor Adicionado, se divulgada pela entidade © Notes Explicativas, Incluindo a descrigdo das praticas contébels CCONTABILIDADE + Curso Bésioo de Motomética Financeira « 2.9) DEMONSTRACGES CONTABEIS OBRIGATORIAS AS DEMONSTRAGOES E SEUS CONCEITOS SEL UU meer One rec Ren MPM un Cee Moun he kama ieee kare es Tice Pn ok oe Cm ee CCC peer ene MUON oi CoE ecko ek Sintec tM mueae esi me see Resi a ac Ce Moscone ees Oe CCC CMC eG) Sa ae Rees Cm Ros) Porc Or umtune c ON rIgue RO ien ese icra ack cane Geter oes tn omen isl ecu slCMeie ateeluie ae Mee meee sintese financeita dos resultados operacionais e ndo operacionais de uma empresa em cerlo Perea snare uke ee Ce CnC Ne eek eee ue rie feitas mensalmente para fins administrativos e trimestralmente para fins fiscais. SS Me aC ee ce Melee elmo} disponibilidades da entidade (Caixa e Bancos Conta Movimento, principalmente).Apesar do nome, a Deere ners uecrO Neu Reena DOR Ounce seoiecte tis reg ise SE Ce eu ORC ke Nea Ron ne Ls) Pet use sh tn iee Sau Cece nes Rute teste ie cues SPs ase OL Cue ONO a pause esc een eerie cheek diols tench cir) Rrra Chee Mr cu PuOk eine tacy OPS ONC aeCisi Oe)/Ne Pert leeeeh racic cs cela custo 1+ aM eatee EOE Coie CCR Ie Bone Conese duets: ees Mae R Remi Ve cere abi Pence cane: canines ie it Leen ore auist sec} SS MEU rar sal, TUR ere Creme eames mC CST ORC CII SUMED el aera ten Cas Operagdo em geral de Uma empresa, que SG — Manual de Contablidade das Socledades Por Ade Eee eee Use e keel oe ae 3.0. * Curso Basico de Matemétioa Financeita * CONTABILIDADE i contira nesta edi¢cao! ced Se Cea Sen ee eee! ee ad