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Características naturais da península ibérica

 Principais formas de relevo:

A península ibérica apresenta várias formas de relevo.


As principais formas de relevo são:

 Montanhas: área de grandes desníveis, descida íngreme e cimos pontiagudos.


Altitudes superiores a 1000 metros. Ex: Pirenéus ou cordilheiras;

 Planaltos: antigas montanhas que se desgastam ao longo dos anos pelos agentes
erosivos (chuva, vento, gelo…) e têm altitudes superiores a 200 metros;

 Planícies: formas de relevo planas com altitudes inferiores a 200 metros.

 Vale : terreno situado entre formas de relevo mais elevadas;

Na Península Ibérica predominam os planaltos. Exemplo de Planalto: Meseta Ibérica.

Cordilheiras da Península Ibérica: cordilheira Central, cordilheira Ibérica (a maior), cordilheira


cantábrica, cordilheira Bética e os Pirenéus.

Relevo de Portugal continental:

a) A sul do rio Tejo localizam-se as principais planícies e a peneplanície alentejana;

b) A norte do rio Tejo localizam-se os maiores planaltos e as serras mais altas.

Podemos então dizer que o relevo a Norte de Portugal é mais acidentado e com altitudes mais
elevadas do que a Sul

Mapa hipsométrico: representa as diferentes altitudes do relevo por cores.

Principais rios:

Os principais rios da Península Ibérica nascem em Espanha e desaguam:

 Douro;
 Tejo;
 Guadiana;
 Guadalquivir; Desaguam no oceano Atlântico.

 Ebro;
 Jucar. Desagua no mar Mediterrâneo
Existem rios mais pequenos que vão desaguar nos rios principais são os afluentes.

Ao rio e a todos os seus afluentes dá-se o nome de rede hidrográfica.

Bacia hidrografia – é a parte da terra que conduz a agua que vem da chuva (precipitação) para a
introduzir nos rios e nos seus afluentes.

Os rios têm início no local mais elevado – a nascente.

Principais rios de Portugal são:

a) Douro, Tejo, Guadiana – nascem em Espanha:


b) Vouga, Mondego e Sado – nascem em Portugal.

A norte do rio Tejo existem mais rios, com maior caudal; a sul do rio Tejo há menos rios, com
menor caudal.
O caudal dos rios depende de:
 O volume de águas da nascente;
 Das águas da chuva, o gelo e a neve das montanhas;
 O número de afluentes.
Clima da Península Ibérica
Os elementos climáticos que influenciam o tempo são:

 A temperatura
 A precipitação
 O vento A este conjunto dá-se o nome de
estado do tempo

A península ibérica está situada na zona temperada do hemisfério norte.

Este é influenciado por factores naturais como:

 Altitude;
 Proximidade do mar;
Zonas
 Predominância dos ventos.
Climáticas
A combinação entre os factores naturais e os elementos naturais permite dividir a península ibérica
em 4 zonas climáticas:

 Clima temperado marítimo:


a) Temperaturas amenas ao logo de todo o
ano;
b) Chuvas regulares durante todo o ano,
mas mais abundante no Inverno;
c) Predomina a floresta de folha caduca
(folha que cai no Outono): salgueiro,
faia, carvalho, castanheiro, e choupo …

 Clima temperado continental:


a) Temperaturas baixas no Inverno e
elevadas no Verão;
b) Fraca precipitação;
a) Predomina a vegetação rasteira e pode ter árvores de folha caduca e persistente.
 Clima temperado Mediterrâneo:
a) Temperaturas amenas no Inverno;
b) Verão seco e quente;
c) Precipitação irregular, com mais força no Outono e Inverno;
d) Predomina a vegetação de folha persistente (folha que se mantêm todo o ano): sobreiro,
azinheira, carrasco, pinheiro-manso, cipreste e cedro …

Os romanos e o seu Império


Os romanos conquistaram muitas terras e povos, a partir de Roma. Formaram um enorme
Império, chefiado por um Imperador.
Império – grande território habitado por vários povos e que era apenas controlado por um
povo. O seu chefe era o Imperador.

Imperador – quem mandava no império.


Roma era a capital do Império. Todas as terras e os povos que rodeavam o mar Mediterrâneo,
pertenciam ao Império Romano, dai que eles afirmavam que o mar mediterrâneo era deles – Mare
Nostrum.
Exercito Romano: ao formar um Império
tão grande, os romanos também tinham
um exército muito poderoso chamado de
legionários.
Os militares eram muito bem
disciplinados, muito bem treinados e
tinham boas armas, como dardos,
armaduras, escudos, capacetes.

Invasão Romana à Península ibérica

O exército Romano, obrigou os Cartagineses a se retirarem da Península Ibérica desde o ano


218 a.C até ao ano 19 a.C, o que originou guerras entre os Romanos e os povos peninsulares.

A Península Ibérica era muito cobiçada pelos Romanos por vários motivos:
 Desejo de dominarem o Mar Mediterrâneo;
 Devido às riquezas do seu solo e subsolo (terras férteis), bem como os metais
preciosos, como o Ouro, a Prata e
o Cobre;

Os lusitanos viviam em Castros, localizados no


alto dos montes.
Os lusitanos eram muito bons a armar
emboscadas. Usavam o escudo como defesa,
utilizavam o punhal ou uma faca e tinham
capacetes de couro.

Um dos chefes mais famosos dos


lusitanos foi o Viriato. Utilizava a táctica da guerrilha, com armadilhas e emboscadas, e assim
conseguiu resistir durante muitos anos ao comando do exército Romano. Viriato foi morto pelo
próprio exército (foi traído)
A romanização
A Romanização é influência exercida pelos Romanos a outros povos dominados, e a expansão dos
seus usos como a língua, a religião, as tradições e costumes.
Antes, os povos peninsulares viviam em Castros e governavam-se da agricultura, e com os
Romanos passaram a viver ao modo destes:

 Desenvolveram o cultivo do trigo, da vinha, da oliveira e das árvores de fruto;


 Surgiram novas indústrias e desenvolveram-se as que já existiam, como a olaria, as oficinas
de ferreiros, as minas e salga;
 Desenvolveu-se a numeração romana.
 A língua passou a ser o Latim;
 Passou se a adoptar o Direito que influenciou as leis que ainda hoje utilizamos
 Construíram novas cidades, com novos monumentos;
 A boa rede de estradas facilitou a comunicação entre Roma e as diversas regiões do Império.
 A telha veio substituir a cobertura de colmo.

A todas estas alterações no modo de vida dos povos dominados pelos Romanos, damos o
nome de Romanização.

Agentes da romanização: soldados, mercadores, colonos e funcionários.

Constituição de um exemplo de uma cidade Romana (Conímbriga)


 Termas: locais onde se podia tomar banho com agua quente e fria e onde as
pessoas podiam conversar,
 Fórum: praça principal onde se situavam o templo;
 Anfiteatro: onde se realizavam espetáculos, como por exemplo lutas entre
homens e feras.;
 Villa: casa de campo rodeada por campos agrícolas;
 Aqueduto: leva a agua para a cidade.

O cristianismo
O cristianismo é uma religião que teve inicio com Jesus Cristo e que surgiu há mais de 2000
anos na Judeia (fazia parte do império Romano). Foi influenciado pelo Judaísmo.
 Religião Monoteísta – os cristãos acreditavam num só deus.
 Religião politeísta – os romanos adoravam vários deuses, incluindo o Imperador.

Os que recusavam o culto ao Imperador e aos deuses romanos eram perseguidos. Jesus Cristo
defendia o amor a um só deus, defendia a paz, o amor ao próximo e a igualdade para todos os
cidadãos. Para Jesus todos eramos irmão e perante Deus todos eramos iguais, não existiam pobres
nem ricos, homens ou mulheres.
Só no ano de 313, o imperador Constantino autorizou os Cristão a praticarem livremente a sua
religião (até então eles eram perseguidos). E só no ano 380, o Imperador Teodósio declarou o
Cristianismo como a religião oficial do Império.

A doutrina ou o ensinamento ficaram nos evangelhos e pregavam o amor ao próximo, a igualdade


de direitos, a caridade e a esperança na vida eterna.
Contagem do tempo

As invasões bárbaras
No século V, muitos povos que vieram da Europa Central invadiram o Império Romano, com
o objectivo de se apoderarem das riquezas do Ocidente e fugir dos Hunos (povo guerreiro da Ásia).
Assim, o Império Romano entrou em declínio, após ter sido invadido por muitos povos.

 Bárbaros: nome que os Romanos davam a todos os povos que


não falavam a língua deles, que tinham outros
costumes e que vivessem fora do império.

A sua forma de governo era a Monarquia.

No séc. V e VI, formaram-se 2 reinos bárbaros na


Península Ibérica:
 O Reino dos Suevos, no noroeste da península, com
capital em Braga;
 O Reino dos Visigodos, com capital em Toledo, que
ocupam o resto do território.
Na segunda metade do séc. VI, os Visigodos vencem os Suevos (convertidos ao cristianismo), e
ficam senhores de toda a Península Ibérica.

Apesar de saírem vencedores, os Visigodos acabam por se converterem ao Cristianismo também e


adoptam as leis e a língua peninsular.
A ocupação Muçulmana
 Os Árabes

No séc. VIII (711), a Península Ibérica foi de novo ocupada. Neste caso, foi ocupada pelos
Muçulmanos (do Norte de África), compostos por Árabes e por naturais do Norte de África.

1. Principal Cidade: Meca (centro religioso e comercial);


2. Profeta: Maomé (foi ele que começou a pregar o Islamismo);
3. Nova religião: Islamismo
4. Local de culto: Mesquita;
5. Livro sagrado: Alcorão;
6. Adoram um deus: Alá
7. Regras: rezam 5 vezes por dia virado para Meca, jejuar no mês do Ramadão, ir a Meca
pelos menos uma vez na vida, e dar esmola aos pobres.

Islamismo -----um único deus – Alá


Grande parte dos árabes converteram-se ao Islamismo, passando a ser conhecidos como
Muçulmanos (ou seja, crente).

 A expansão Muçulmana

Os Muçulmanos expandiram-se do oceano indico até ao oceano Atlântico.


Esta expansão deve-se a duas razões:
1. Espalhar a sua religião (o Islamismo);
2. Procurar novas riquezas e terras (pois na arábia não tinha terras férteis);

Os Muçulmanos, em 711, aproveitaram as lutas internas nos Visigodos, e através do Estreito de


Gibraltar, entraram na Península Ibérica e dominaram-na por inteiro, com excepção das Astúrias e
dos Pirenéus porque eram regiões montanhosas, com difícil acesso e com más condições de vida.

A Herança Muçulmana
Os Muçulmanos, enquanto viveram na Península Ibérica, deixaram uma enorme influência na vida
dos povos peninsulares, em vários níveis:
 Construção: deixaram casas com terraços e chaminés rendilhadas, azulejos, mesquitas,
palácios e bibliotecas;
 Agricultura: introduziram novas árvores de frutos como a Amendoeira e a Laranjeira;

 Artesanato: desenvolveram o fabrico de armas, de objectos de couro e de tapetes;

 Aritmética: divulgaram os algarismos de hoje em dia;

 Medicina: existiram bons médicos e cirurgiões;

 Geografia: desenharam mapas e descreveram as terras que visitaram;

 Astronomia: deixaram importantes conhecimentos que os Portugueses iriam usar mais tarde
no séc. XV nas viagens marítimas, como o astrolábio.

Reconquista Cristã
A Reconquista é o movimento de luta dos Cristãos para recuperar os territórios conquistados pelos
Muçulmanos.
Assim, os Cristãos organizaram-se, eram chefiados por Pelágio, e em 722 tiveram a primeira vitória
na batalha de Covadonga. Avançaram a reconquista e formaram o primeiro reino cristão nas
Astúrias.
A partir dai, formaram-se vários reinos cristãos. A recuperação de todo o território só terminou em
1492 com a reconquista do reino mouro de Granada.

Quando os Muçulmanos foram os vencedores, permitiram que os Cristãos vivessem em paz desde
que cumprissem as condições impostas.

Por isso, quando foram os Cristãos a vencerem e a reconquistarem os territórios aos Muçulmanos,
tomaram as mesmas condições de antes.
Assim, conclui-se que o convívio entre estes dois povos se baseou no respeito pelas leis e costumes
e na tolerância religiosa, desde que pagassem os impostos aos vencedores.
A Acção do conde D. Henrique
Durante a Reconquista Cristã, formaram-se vários reinos no Norte da Península Ibérica. Os reis que
governavam esses territórios foram ajudados pelos cruzados.

Cruzados: eram cavaleiros vindos de outros reinos europeus, que lutavam pela fé cristã.

D. Raimundo e D. Henrique, dois nobres franceses, foram recompensados por Afonso VI, rei de
Leão e Castela, pela sua ajuda. A recompensa passou por casarem com as suas filhas e concedeu um
condado a cada um deles, apesar de lhe continuar a dever obediência.

Filha D. Urraca casa com D. Raimundo (conde da Galiza)


Filha D. Teresa casa com D.Henrique (conde de Portucale)

D.Henrique casou com D. Teresa (filha ilegítima de Afonso VI), e passou a ter a seu cargo o
governo do condado portucalense, a defesa e o alargamento do território, apesar de continuar
dependente do rei de Leão e Castela a quem devia obediência.
D.Henrique tinha o desejo de se libertar da dependência do rei de Leão e Castela, mas não
conseguiu. Quando morreu, foi a sua mulher, D. Teresa que passou a governar o condado.

Deveres de D. Henrique para com Afonso VI:


 Obedecer-lhe;
 Deve-lhe apoio militar;
 Tem de conquistar terras aos Mouros;

Direitos de D. Henrique para com Afonso VI:


 Governar o condado Portucalense;
 Acrescentar ao condado as terras conquistadas aos Mouros.