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RESUMO PATOLOGIA ORAL

EDUARDA ALBUQUERQUE 2017.2

AMELOBLASTOMA

É o tumor odontogênico​ mais comum​, tendo origem no ​epitélio-odontogênico​, podendo


surgir dos restos da lâmina dentária, de um órgão do esmalte em desenvolvimento, do
revestimento epitelial de um cisto odontogênico, ou das células basais da mucosa oral.
Desenvolvimento​ lento​, ​pouco invasivos​, geralmente ​benigno​.
Diferentes apresentações :
1. Sólido convencional ou multicístico ( 75% a 86%)
2. Unicístico (13% a 21%)
3. Periférico (extraósseo) ( 1% a 4%)

SÓLIDO CONVENCIONAL OU MULTICÍSTICO

Ampla variação etária ( raro abaixo de 10 anos e incomum de 10 a 19), com a mesma
prevalência entre a 3 e 7 década de vida. Sem predileção por gênero, podendo ser mais
frequente em negros.
● 80 a 85% ocorre na ​mandíbula​ (​corpo e ramo​)
● 15 a 20% na ​maxila​ ( posterior)
Assintomático​; pequenas lesões detectadas apenas com radiografia.
Clinicamente​: aumento de volume ​indolor​ ou expansão dos ossos gnáticos;Se não for
tratada, a lesão pode atingir proporções grandes ou grotescas.
obs: Dor e parestesia são ​incomuns
Radiográficamente​:lesão ​radiolúcida multilocular; “bolha de sabão” ou “favos de mel”
Expansão vestibular e lingual das corticais;​reabsorção das raízes ​dos dentes adjacentes ao
tumor;comumente um ​terceiro molar inferior não erupcionado​, está associado a lesão
obs:ameloblastomas sólidos também podem se apresentar como defeitos radiolúcidos
uniloculares, assemelhando se a qualquer tipo de cisto.
Histopatológico:
● Padrão folicular:​é o mais comum e reconhecível.Ilhas de epitélio lembram o epitélio
do órgão do esmalte em meio a um estroma maduro de tecido conjuntivo fibroso. Se
uma biopsia incisional for realizada nesta área, um diagnóstico inadequado de
“ameloblastoma unicístico” pode ser feito.
● Padrão Plexiforme: ​cordões longos e anastomosados ou lençóis maiores de epitélio
odontogênico delimitados por células colunares ou cúbicas, semelhantes a
ameloblastos, circundando as células epiteliais.A ​formação de cistos é relativamente
incomum nessa variante.​ Quando ela ocorre, está associada à degeneração do
estroma, em vez de alterações císticas dentro do epitélio
Tratamento e Prognóstico: ​O tratamento varia desde uma simples enucleação seguida por
curetagem até a ​retirada de parte da mandíbula​.a margem verdadeira do tumor
frequentemente se estende além de sua aparente margem radiográfica ou clínica.A recidiva
em geral demora muitos anos para se tornar clinicamente evidente.