O DESAFIO DA ACESSIBILIDADE NA TUTORIA PRESENCIAL NA DISCIPLINA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO NO CURSO DE PEDAGOGIA À DISTÂNCIA DA UERJ / CEDERJ

COSTA, Alice Maria Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro CECEIRJ / Consórcio CEDERJ alicemaria.costa@yahoo.com.br SANTOS, Edméa

RESUMO Este artigo apresenta práticas de acessibilidade em materiais pedagógicos da disciplina Informática na Educação da graduação em Pedagogia, visando à inclusão de pessoas no contexto Fundação CECIERJ. Palavras-chave: tecnologias assistivas, acessibilidade, informática na educação especial.

este oferece cursos de graduação em oito áreas do conhecimento. desde 1999 no Brasil. Neste há o atendimento presencial a dois alunos portadores de necessidades educacionais especiais (NEEs). em ambos os cursos a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais (PNEEs) tornou-se um desafio para todos os profissionais envolvidos neste processo educacional. INTRODUÇÃO O Ministério da Educação e Cultura (MEC). a formação a distância de professores. uma aluna portadora de deficiência visual que ingressou na graduação em Pedagogia no ano de 2007 e neste ano de 2010 um aluno portador de deficiência visual e baixa audição ingressaram no curso de Tecnologia em Sistemas de Computação. Desta forma. na modalidade à distância. secundário e superior. vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e integrada à Administração Estadual indireta. através da Secretaria de Educação Especial (SEESP) vem desenvolvendo o Programa Nacional de Informática na Educação Especial – PROINESP (SEESP. em informática na Educação Especial em ambientes virtuais vem sendo uma prática que se concretiza com o aumento de pessoas com necessidades especiais alcançando o ensino superior. pessoa jurídica de direito público. jovens e adultos com deficiências no ensino primário. Além de apontar para o princípio de igualdade de oportunidade de crianças. conforme revelam os estudos realizados por Santarosa (2007). com base nas recomendações do documento produzido na Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais (UNESCO. 2007) e através deste trouxe uma série de incentivos que visam fomentar novas possibilidades de inclusão a luz do projeto inicial proposto por Santarosa (1997). 1994) que contempla a formação e capacitação de profissionais da área da educação. assim como as diretrizes do Plano Nacional de Educação que bem destaca a necessidade de mediação tecnológica para impulsionar a flexibilização do processo educativo por meio de ajudas técnicas e de pesquisas regionais e nacionais que devem ser desenvolvidas para a elaboração de tecnologia de apoio apropriado às pessoas com necessidades educacionais especiais (PNEEs).1. tem um dos seus pólos para a realização das atividades presenciais localizado no município de Angra dos Reis / RJ. A proposta deste trabalho se limita a identificar as dificuldades encontradas por estes alunos em seus respectivos cursos de graduação e a pesquisar os avanços . Atualmente a Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro CECEIRJ / Consórcio CEDERJ.

apontar novas possibilidades de adaptação. Neste sentido. presentes em outras áreas de atividade. a qualidade da mesma deve de ser qualificada de acordo com o ponto de vista do usuário. diminuir as chances de erro e saturação para a realização de uma tarefa e conseguintemente aumentarem a satisfação subjetiva do usuário. e efetivamente desencadear o processo de inclusão como afirmam Conforto e Santarosa (2002): Pela mediação das ajudas técnicas.conquistados pela equipe. a interface deve ser desenvolvida de acordo com as necessidades especiais do sujeito permitindo inclusive a incorporação de seus desejos. facilitar a lembrança do caminho para realizar alguma tarefa em curto espaço de tempo. que também considera outros atributos como a consistência e flexibilidade. Entendendo que . programas ou aplicativos utilizados no computador. A interface de um software. A expressão “usabilidade” foi aperfeiçoada por Jakob Nielsen (1993). Significa olhar de outro lugar. usabilidade e acessibilidade para a devida inclusão destes e de outros alunos que virem a ingressar na graduação no que concerne a adaptação física dos recursos pedagógicos e ao acesso no ambiente virtual de aprendizagem desta Fundação CECIERJ. potencialidades de sujeitos anteriormente colocados na exterioridade dos espaços culturais conquistam visibilidade e. tem no campo da Educação Especial e da Tecnologia um importante significado. “tecnologias assistivas”. dito o papa da usabilidade. 2002:532). o processo de inclusão de todos efetivamente passa a ser desencadeado (SANTAROSA. é a porção visível para o usuário através da qual ele irá interagir. estes devem nortear as decisões desde o início do processo de idealização e desenvolvimento do projeto a fim de facilitar o aprendizado. NOVAS TERMINOLOGIAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO Expressões como “usabilidade”. 2. Incentivar que pessoas com necessidades educacionais especiais alcancem o ensino superior significa romper barreiras com os diferentes preconceitos e prélimitações que envolvem a vida dessa pessoa. “acessibilidade”.

que levam a supor que tenham efeitos similares. Como “o esforço necessário para utilizar o software e para o julgamento individual deste uso por determinado conjunto de usuários” ou mesmo “a preocupação com a interação do usuário em um sistema por meio da interface”.Consistência refere-se a tarefas que requerem uma sequência de processos similares. 2001) De acordo com os dados sobre a concepção de páginas para a web. mas a eliminação de barreiras arquitetônicas. O termo „Situação‟ significa que o sistema é acessível e utilizável em diversas situações. de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos. 2005). exterior ou interior (GODINHO apud RODRIGUES. estudos da World Wide Web Consortion . de acesso físico. comunicações ou equipamentos e o termo „Ambiente‟ significa que o acesso não é condicionado pelo ambiente físico envolvente. de comunicação. de equipamentos e programas adequados. à imediatamente anterior.W3C (Consórcio para a WEB) e Web Accessibility Initiative . De acordo com Godinho (2001) a Acessibilidade implica três noções: „Usuários‟. pelo menos. Flexibilidade refere-se à variedade de formas com que um usuário consegue atingir um mesmo objetivo (FERNANDEZ. „Situação‟ e „Ambiente‟: O termo "Usuários" significa que nenhum obstáculo deverá ser imposto ao indivíduo face às suas capacidades sensoriais e funcionais. independentemente do software. assim como entrar numa página de hierarquia inferior me leva a supor que terá uma sequência de links semelhantes à sua “página-mãe” ou. Para a equipe de Acessibilidade Brasil a expressão “acessibilidade” representa mais do que o direito de acessar a rede de informações.WAI (Iniciativa para a Acessibilidade na Rede) apontam situações e características diversas que o usuário pode apresentar: .

3. Incapacidade para usar o teclado ou o mouse. ou por voz ou sistema operacional menos difundido (ACESSIBILIDADE BRASIL. a língua em que o documento foi escrito. 5. Incapacidade de ver. ao volante a caminho do emprego. 4. ou não dispor deles. ou no trabalho em ambiente barulhento. por exemplo. Considerando as habilidades diferenciadas de cada usuário foi percebida a necessidade em disponibilizar recursos como aumento e diminuição da fonte de texto. Observações e análises feitas inicialmente pela tutoria presencial sobre a plataforma CEDERJ e dos documentos nela disponibilizados pelas diferentes disciplinas de um curso de graduação apontam que o conteúdo precisa ser disponibilizado de maneira adaptada. 2005). pelo uso de navegador com versão muito antiga. apresentando apenas texto ou dimensões reduzidas.quando não a impossibilidade . Dificuldade visual para ler ou compreender textos. neste último compreendendo o potencial de aprendizagem em qualquer página a fim de possibilitar a real acessibilidade dos seus usuários. ou uma ligação muito lenta à Internet. Desatualização.1. Como o nosso foco neste trabalho é voltado para o ambiente virtual de aprendizagem da Fundação CECIERJ se infere que todo o ambiente necessita ser reestruturado segundo as indicações da W3C e WAI. 2. arquivos em áudio / vídeo entre outros como os apontados nos pressupostos do conceito de desenho universal: . 6. ouvidos ou mãos. fluentemente. Dificuldade para falar ou compreender. leitor de telas e de conteúdo. ou grande dificuldade . É necessário atentar as respostas simultâneas a vários grupos de incapacidade ou deficiência para diferentes situações e características que precisam ser consideradas por conteudistas de um ambiente virtual de aprendizagem. ouvir ou deslocar-se. Ocupação dos olhos. a fim de viabilizar a efetiva compreensão do conteúdo a ser estudado pelo aluno. Insuficiência de quadros. ou navegador completamente diferente dos habituais. 3.de interpretar certos tipos de informação.

Dimensão e espaço para uso e interação: O design oferece espaços e dimensões apropriados para interação. preferências e habilidades. estratégias. 2005). CORDE/SEDH/PR.1. postura ou mobilidade do usuário (ACESSIBILIDADE BRASIL. 5. metodologias. incapacidades ou mobilidade reduzida.Flexibilidade no uso: O design atende a uma ampla gama de indivíduos. 7. 2007). 6.Uso Simples e intuitivo: O uso do design é de fácil compreensão. 3. alcance.Tolerância ao erro: O design minimiza o risco e as consequências adversas de ações involuntárias ou imprevistas. recursos.Equiparação nas possibilidades de uso: O design é útil e comercializável às pessoas com habilidades diferenciadas. relacionada à atividade e participação. manipulação e uso. Entende-se por Tecnologia Assistiva a deliberação do Comitê de Ajudas Técnicas da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento. nível de formação. independentemente de experiência. conhecimento do idioma ou da capacidade de concentração do usuário. 4. independência.Captação da informação: O design comunica eficazmente ao usuário as informações necessárias. visando sua autonomia. que engloba produtos. de forma eficiente e confortável. de característica interdisciplinar. práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade.Mínimo esforço físico: O design pode ser utilizado com um mínimo de esforço. independentemente de sua capacidade sensorial ou de condições ambientais. 2. . qualidade de vida e inclusão social (Comitê de Ajudas Técnicas. de pessoas com deficiência. independentemente de tamanho.

Sistemas de controle de ambiente. 3. Comunicação Suplementar e/ou Alternativa. Há outras terminologias como as Tecnologias de Apoio e Tecnologia de Suporte podem ser divididas em várias categorias como Auxilio para a vida diária. Ser . NORTE TEÓRICO-METODOLÓGICO Para desenvolver a primeira fase da pesquisa-formação. (1999:224).Considera-se que o papel das tecnologias da informação e comunicação (TICs) na abordagem construcionista de acordo com MORAIS et al. para uma abordagem orientada para os processos comunicacionais reflexivos e de aprendizagem colaborativa que acontecem com e através da tecnologia. mas também aquele que intervém como sujeito de ocorrências. Auxílio para deficientes visuais e auditivos. Paralelamente. Identificar junto a eles as dificuldades encontradas para estudar num curso de graduação à distância. Acessórios para computador. De acordo com Santos (2007): O pesquisador não é aquele quem constata o que ocorre. constatar o material didático adaptado e acessível oferecido até o presente momento aos alunos.. Adaptações para sentar e posicionar (seating). há uma trajetória de avanços na formação de professores tutores presenciais que efetivamente pesquisam a sua própria prática docente co-criando etnométodos em relação ao fazer pedagógico. Adaptações de automóveis.. Órteses e Próteses. a apontar a construção de Tecnologias Assistivas (TA) ou Ajudas Técnicas no que concerne a hardwares e softwares para facilitar e possibilitar a aprendizagem em cursos de graduação à distância. Auxílio para mobilidade. atuando como uma expansão da atividade mental do aluno (MORAIS apud GOMES. se faz necessário o conhecimento dos sujeitos a fim de mapear as suas habilidades e limitações físicas para posterior estudo de suas necessidades no campo da saúde e suas implicações no campo da educação. como foram concebidas as máquinas de ensinar.] desloca-se do paradigma da transmissão da informação. 2002:128). Modificações em casas e ambientes. [.

br) resultado de uma parceria do Grupo de Inclusão Digital do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF)..) A pesquisaformação não dicotomiza a ação de conhecer da ação de atuar. É considerado com baixa visão aquele que apresenta desde a capacidade de perceber luminosidade até o grau em que a deficiência visual interfira ou limite seu desempenho. Neste sentido. É considerado cego aquele que apresenta desde ausência total de visão até a perda da percepção luminosa. (.. no entanto. Sua aprendizagem se dará através dos meios visuais. Rio de Janeiro. O deficiente visual pode ser educacionalmente cego ou com baixa visão. 2007:13 -14).uff. não se limita a aplicar saberes existentes..sujeito de ocorrências no contexto de pesquisa e prática pedagógica implica em conceber a pesquisa. mesmo que sejam necessários recursos especiais. as estratégias de aprendizagem e os saberes emergem da troca e da partilha de sentidos de todos envolvidos (SANTOS. outras ambientes virtuais acessíveis como a plataforma Interagir (www. Estudos realizados por LÁZARO (2005) ajudam a compreender em que consiste a Deficiência Visual. Da mesma forma. os professores tutores investigam a plataforma CEDERJ com o objetivo de identificar as facilidades e dificuldades para a pessoa com necessidades educacionais especiais. Terá como principal meio de leitura e escrita o sistema Braille. (.) O pesquisador é coletivo. localizada no município de Niterói e do Instituto Benjamin Constant (IBC). .interagir. Deverá. Sua aprendizagem se dará através da integração dos sentidos remanescentes preservados. ser incentivado a usar seu resíduo visual nas atividades de vida diária sempre que possível..formação como processo de produção de conhecimentos sobre problemas vividos pelo sujeito em sua ação docente.

A zona de desenvolvimento proximal da criança é a distância entre seu desenvolvimento real. A partir dos estudos de Vygotsky (1998) foram desenvolvidos três conceitos importantes para a compreensão do processo de ensino e aprendizagem. visão periférica e sensibilidade aos contrastes (LÁZARO. sobretudo cria zonas de desenvolvimento proximal sucessivas”. além de um leitor para realização das avaliações presenciais. “A boa aprendizagem é aquela que consolida e.As patologias que levam à deficiência visual incluem. a constante aprendizagem do ser humano. e a partir desta distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial desenvolveu o conceito de zona de desenvolvimento proximal. 2005). que se costuma determinar através da solução independente de problemas e o nível de seu desenvolvimento potencial. ou seja. O nível de desenvolvimento potencial onde estão às coisas que uma pessoa pode fazer com a colaboração e cooperação de outras pessoas. além da tutora presencial que acompanha a aluna em todas as outras disciplinas. sobre estas Góes (1991:20) infere. 1998). para acompanhá-la de perto. determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes (VYGOTSKY. Com os avanços tecnológicos o ser humano se depara com as mediações oriundas não só de seus pares. A sustentabilidade deste trabalho encontra na Teoria Sociointeracionista de Vygotsky (1998) a fundamentação inicial para considerar a aprendizagem e o desenvolvimento do ser humano a partir de suas interações com o meio e com os outros desde a infância. Nestes se encontram o conhecimento que já é de domínio do indivíduo identificado no nível de desenvolvimento real. mas também pelas TICs que nos permitem criar sucessivas zonas de desenvolvimento proximal. . alterações das seguintes funções visuais: visão central. A Fundação CECIERJ disponibilizou duas horas de tutoria semanal com a tutora presencial da disciplina Informática Educativa. principalmente.

o ser humano busca dar sentido ao mundo em que vive. emocional. Se você está envolvido em um projeto de e-learning. muito menos. investir em tecnologia. Operar é uma coisa. 2001). ambos produzem conhecimento. não apenas capazes de operar. de extrema relevância. novas formas de mediações se tornam possíveis e consequentemente novas formas de aquisição e de intercâmbio de conhecimentos vão sendo construídas em nosso cotidiano. mediante uma postura ativa que incentiva a elaboração de estratégias voltadas para a solução de problemas. Requer sua ação transformadora sobre a realidade. como instrumento para a formação de cidadãos que já se organizam nesta sociedade através de ambientes virtuais (GARCIA. Sob a ótica de Azevêdo: Para desenvolver bons projetos em EAD é preciso. sim. Para Garcia (2001): O mundo da educação não pode ignorar esta realidade tecnológica nem como objeto de estudo e. Freire (1987) reconhece a capacidade do ser humano em criar e recriar o conhecimento sobre o cotidiano que o envolve e possibilita a sua transformação social. Conhecimento. em hardware.Desta forma. em pessoas capazes de utilizar essa tecnologia. compare a quantidade de investimento feita em hardware. econômica.... 2001). necessita a presença curiosa de sujeitos confrontados com o mundo. mas ser capaz de utilizar pedagogicamente um ambiente on line é outra coisa. em software. em software. em conectividade. em conectividade e em peopleware (AZEVÊDO. Demanda uma constante busca. No processo . cognitiva a partir de conhecimentos produzidos no coletivo. Mas a quantidade de investimento crítica e decisiva para um projeto de educação on line é em peopleware.. A aprendizagem no ciberespaço implica outra postura daquele que ensina e daquele que aprende.

potencialização e despotencialização da subjetividade em sua dimensão auto-referencial (singularizante. partindo da compreensão espaço-tempo Harvey (1992) e do desencaixe Giddens (1991) faz o homem se repensar e refazer a cada instante. num ritmo de tempo e espaço peculiares uma nova época. Algumas questões inquietaram esta equipe.. . que se entremeia em tantos outros tecendo uma imensa Rede de conhecimento entre meados do século XX e a primeira metade do século XXI. Sobre essa resignificação da tecnologia na vida humana. Representa um salto para o futuro na descoberta diária de novos modos de aprender. processual. construir e se construir nas relações humanas e destes com a tecnologia. Parente (2004) infere: Sobre o fato de que. Foi oferecido o material impresso em Braille. fazer.de aprendizagem a única pessoa que realmente aprende é aquela que. singularização e massificação.. 1987:101). vídeos e sites? Que tipo de jogo educativo poderia ser analisado para uma pessoa portadora de Deficiência Visual? Quais os softwares flexíveis ao Sistema Operacional Linux – utilizados nos computadores dos Laboratórios de Informática da Fundação CECIERJ? Para a questão dos arquivos de textos todo o material didático foi gravado de forma adaptada em mídias de CD-ROW por uma equipe especializada na produção de textos em áudio para PNEEs. 4. 2004:93). desterritorialização e reterritorialização. Como adaptar o material didático que era oferecido aos alunos no formato impresso para uma pessoa com necessidade educacional especial? Quais seriam as reais necessidades dessa pessoa para cursar a disciplina Informática na Educação considerando a existência de muitas imagens. O desenvolvimento de diferentes ambientes virtuais de aprendizagens vai evoluindo de alguns nós. as novas tecnologias resultaram em um processo de estranha mistura de enriquecimento e empobrecimento. MATERIAL DIDÁTICO O ingresso de uma aluna com necessidade educacional especial trouxe para a equipe envolvida no processo de ensino e aprendizagem o desafio da comunicação. aparentemente isolados e pequenos. contudo a preferência foi pelo material didático no formato de áudio. dissensual) (PARENTE. re-inventa o que aprende (FREIRE. até agora.

indica outros avanços em tecnologias assistivas de alto custo para os padrões de vida do brasileiro. A Fundação CECIERJ recomendou o uso do software NonVisual Desktop Access (NVDA) de instalação fácil e rápida e não requer chaves ou senhas de acesso. o espaçamento entre linhas foi maior do que um texto comum. O mapa mundi existente no livro-texto foi adaptado para permitir a acessibilidade totalmente em Braille. a acessibilidade foi possível através do uso do computador e da adaptação de todo o conteúdo da disciplina descrito. contudo. formato. A partir dos pressupostos teóricos apreendidos pelos alunos do curso de graduação em Pedagogia a aluna teve como uma das questões de sua avaliação à distância (AD) a tarefa de conhecer sites criados para crianças e analisar como nossas crianças usam a Internet em suas práticas cotidianas (na escola. Este software em seu tutorial. Após algumas investigações foi identificada a forma mais adequada para se identificar mapas: descrevendo ou confeccionando com materiais táteis (com relevos e figuras diferentes). contudo.nvda- project.doc houve adaptação do formato para . este mapa até o momento não foi possível ser utilizado devido à dificuldade da tutora em ler o mapa junto à aluna. que é um leitor de textos. assim como o nome de cada coluna foi repetido para cada característica conforme o campo do quadro original para facilitar a compreensão da leitura. lê o conteúdo de sites. Alguns outros softwares privados tem significativa relevância na autonomia das pessoas portadoras de necessidades educativas especiais. que além de ler telas. tipo de voz. O Braille também é utilizado para auxiliar a compreensão da legenda e título.txt e a partir deste foi possível a leitura pelo software Speak Aloud. . Há um grande apelo para o uso de programas pirateados. na . a maioria das ofertas ocorre de maneira limitada. reconhece outros formatos instalados no computador entre outros. velocidade.odt ou .Nesta experiência com a disciplina Informática na Educação a aluna recebeu as aulas em formato de áudio. Foi observado que o início e término do quadro teórico foram registrados no texto. em casa. mensagens de e-mails. Há utilização de versões disponibilizadas para experimentação. Para tornar um quadro teórico acessível foi realizada uma descrição adaptada do texto a ser lido pelo software Speak Aloud. permite configurar voz. Para a leitura de arquivos em formato pdf.org/wiki/Download>. a propriedade dos mesmos irá variar de acordo com o poder econômico do cidadão brasileiro. incluindo a descrição de cada imagem. disponível no site <http://www.

txt). . trabalhar com as seções do DOSVOX. Speak Aloud. configurar o DOSVOX. Foram experimentados os softwares DOSVOX. conforme apresentação do Manual Básico do DOSVOX em sua versão 3..2. o sistema possui 23 jogos. Os comentários que se seguem sobre os softwares experimentados até o momento por esta tutoria presencial não pretendem esgotar o potencial de cada um deles.INI. os exercícios de memória são oferecidos em diferentes níveis 1 ao 9. entre outros.txt). indicado para a faixa etária de 6 a 8 anos de idade em processo de alfabetização. incluindo aplicativos multimídia. (a) Sistema Operacional DOSVOX Este sistema foi construído para microcomputadores da linha PC que se comunica com o usuário mediante síntese de voz. SAPI4 e SAPI5 (Microsoft Speech API). pois não permitem a criança criar. atende a faixa etária de 3 a 12 anos em processo de alfabetização. alterar o volume do som. de metodologia de difícil compreensão. As primeiras análises sobre o FORCAVOX foram a percepção de uma leitura muito rápida. editar textos. reler mensagens já ditas.txt) entre outros. Para utilizar estes programas foi necessário instalar um módulo de acoplamento chamado SPCHAPI para usar o sintetizador de voz profissionais do tipo SAPI3. através de uma interface simples. A ordem em que foram apresentados está diretamente relacionada com o conhecimento gradativo de cada um destes programas. já conhecidos pela a aluna e disponibilizados pelo Sistema Operacional DOXVOX. Sobre o MEMOVOX foi observado que o jogo induz ao conhecimento do teclado.rua. inclusive por considerar que todos estes projetos que resultaram na melhoria da qualidade de vida das pessoas com necessidades educacionais especiais encontram-se em permanente desenvolvimento. fechar. nas lanhouses). Neste é possível ler arquivos. acesso a home pages Intervox (Intervox. bate-papo sonoro pela internet (Papovox. Ambos os jogos apresentam baixa possibilidade de interatividade. ler o arquivo. CPqD Leitor de Telas. NVDA. 17 utilitários. a tutora presencial e a aluna optaram por realizar a avaliação de dois jogos FORCAVOX (Jogo da Forca Vox) e MEMOVOX (Jogo de Memória Vox). dentre eles o leitor de telas e 11 aplicativos de acesso a rede e internet como correio eletrônico (Cartavox. Considerando as limitações de recursos pedagógicos. limita-se a seguir as regras e as palavras sugeridas pelo sistema. interagir com outras crianças.

Acesso em: 01 abr.br/index.n]. CENTRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA TELEBRÁS. WMA e OGG em tempo real. cassete ou LP para MP3. Acesso em: 01 abr. Para que todos os telecentros tivessem acesso. Oferece suporte a programação e detecção de atividade de voz. conforme informações obtidas no portal da instituição. a conversão de textos em arquivos de áudio no formato WAV ou MP3 e a gravação de outros tipos de arquivos de áudio disponibilizados em rádio. pdf e a leitura de páginas da internet.html>. que tem sido utilizado nos telecentros do Parapan.php?itemid=45>. permite a leitura automática de telas. DVD. 10.nce. incluindo a legenda. DOSVOX – Uma nova realidade educacional para Deficientes Visuais.br/educacional/artigos/palestra. REFERÊNCIAS ACESSIBILIDADE BRASIL. [online]. José Antonio.com. AZEVÊDO. Disponível em: <http://intervox.doc. Wilson. 5. 2010. desta forma não necessita de instalação. E-Learning como elemento de integração no processo educacional.(b) Software CPqD Leitor de Telas Este software.ufrj. O simples passar do mouse sobre o texto. As figuras. Disponível em: <http://www. a ideia foi desenvolver também uma versão de software livre.br/dosvox>. 2010. (d) Software NonVisual Desktop Access (NVDA) Este software permite a leitura de sites dentre outros documentos em mais de 20 idiomas e capacidade para executar inteiramente a partir de um drive USB.odt. . BORGES. 2001.acessobrasil. (c) Software Speak Aloud Permite a leitura de textos em formato . site em que esteja navegando. Disponível . Rio de Janeiro: [s. Disponível em: <http://www.aquifolium. Acesso em: 22 mar. ícone determina a leitura do programa localizando a pessoa portadora de deficiência visual em qualquer aplicativo. Desde 2007 o Ministério das Comunicações e o CPqD o aplicativo foi lançado com recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) para ser utilizado em computadores de configuração simples. arquivos textos e ações dos usuários.org. fotos são reconhecidas como links gráficos seguido da leitura do texto inicial do site.

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