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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

CHAVES FUSÍVEIS DE 15 kV, 36 kV E 72,5 KV PARA


SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO E SUBTRANSMISSÃO

ET-ELB-028-2012
Revisão Alterações Data

01 Emissão Inicial 28/08/2012

Inserção Itens: 4.5.1.1j), 5.3.9, 5.4.9, 6.4.12, Tabela 3, Figura 8 e modificação


02 19/03/2013
Item 5.3.4 para adequar norma para chaves religadoras

Elaborado Supervisionado Aprovado

Pedro Henrique de Castro Gomes Humberto Luiz de Oliveira José Lélis de Morais Jota
SUMÁRIO

1 Geral 3
2 Referências 3
3 Meio Ambiente 6
4 Condições gerais 6
5 Condições específicas 12
6 Inspeção 15
7 Planos de amostragem 27

Tabela 1 - Fatores de correção a serem aplicados para utilização de chaves fusíveis em locais
com altitudes acima de 1000 m 29
Tabela 2 - Características elétricas das chaves fusíveis de distribuição 29
Tabela 3 - Características elétricas das chaves fusíveis religadoras 30
Tabela 4 - Características elétricas das chaves fusíveis de subestação 31
Tabela 5 - Limites de tensão para o ensaio de tipo de radio interferência 31
Tabela 6 - Planos de amostragem para os ensaios de rotina 32

Figura 1 - Suporte L para cruzetas 35


Figura 2 - Base de chaves fusíveis para subestações 36
Figura 3 - Isolador para chaves de 13,8 kV 37
Figura 4 - Isolador para chaves de 34,5 kV 38
Figura 5 - Isolador para chaves de 69 kV 39
Figura 6 - Dimensões padronizadas para os elos fusíveis das chaves de 13,8kV 40
Figura 7 - Dimensões da chave fusível de 13,8 kV – Deslocamentos / folgas permitidos para o
porta fusível 41
Figura 8 – Desenho da Chave fusível religadora 42

Anexo A - Dados técnicos e características garantidas ............................................................... 33


Anexo B - Sugestão de montagem para o ensaio de rotina de impacto no suporte de fixação da
chave .......................................................................................................................................... 34
Anexo C - Desvios e exceções ................................................................................................... 43

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1 Geral

1.1 Objetivo

1.1.1 Esta Especificação estabelece os critérios e as exigências técnicas mínimas aplicáveis à


fabricação e ao recebimento de chaves fusíveis e chaves fusíveis religadoras para
instalação externa, tipo expulsão, de abertura automática, de 15 kV, 36 kV e 72,5 kV que
serão utilizados nos sistemas elétricos trifásicos de distribuição e sub-transmissão da
Contratante e das empresas abaixo indicadas, a ela associadas:

• Eletrobrás Distribuição Alagoas - (CEAL)


• Eletrobrás Distribuição Piauí - (CEPISA)
• Eletrobrás Distribuição Rondônia - (CERON)
• Eletrobrás Distribuição Acre - (ELETROACRE)
• Eletrobrás Distribuição Roraima - (BOA VISTA ENERGIA)
• Eletrobrás Amazonas Energia - (AMAZONAS ENERGIA).

1.1.2 Nessa Especificação o termo CONTRATANTE se refere à ELETROBRÁS, às empresas a


ela associadas, ou por ela representadas, ou por ela indicadas.

1.2 Esta Especificação se aplica às chaves fusíveis e a chaves fusíveis religadoras para
corrente alternada, 60 Hz, com as seguintes características:

a) chaves fusíveis de distribuição e chaves fusíveis religadoras para tensões máximas de


operação de 15 kV, 24,2 kV e 36,2 kV, consideradas como classe 2, conforme a ABNT-
NBR 7282;

b) chaves fusíveis de subestação para tensões máximas de operação de 15 kV, 24,2 kV,
36,2 kV e 72,5 kV, consideradas como classe 1, conforme a ABNT-NBR 7282.

1.3 Quantidades de chaves fusíveis por empresa Contratante e principais características


das chaves fusíveis cobertas por essa Especificação

De Acordo com Edital.

1.4 Definições

Para os efeitos desta Especificação são adotadas as definições das ABNT-NBR 7282.

2 Referências

2.1 Legislação Federal sobre o meio ambiente

2.1.1 Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social - Capítulo
VI: Do Meio Ambiente

2.1.2 Lei nº 7.347, de 24.07.85 - Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos
causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético,
histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências;

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2.1.3 Lei nº 9.605, de 12.02.98 - Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas
de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências;

2.1.4 Decreto nº 6.514, de 22.07.08 - Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao


meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas
infrações, e dá outras providências;

2.1.5 Resolução do CONAMA1 nº 1, de 23.01.86 - Dispõe sobre os critérios básicos e


diretrizes gerais para o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA;

2.1.6 Resolução do CONAMA nº 237, de 19.12.97 - Regulamenta os aspectos de


licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente.

2.2 Normas técnicas

2.2.1 ABNT NBR 5032, Isoladores para linhas aéreas com tensões acima de 1000 V-
Isoladores de porcelana ou vidro para sistemas de corrente alternada

2.2.2 ABNT NBR 5310, Materiais plásticos para fins elétricos - Determinação da absorção de
água

2.2.3 ABNT NBR 6155, Determinação da resistência ao dobramento alternado de produtos


metálicos planos com espessura inferior a 3 mm

2.2.4 ABNT NBR 6323, Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido - Especificação

2.2.5 ABNT NBR 6936, Técnicas de ensaios elétricos de alta tensão

2.2.6 ABNT NBR 7034, Materiais isolantes elétricos – Classificação térmica

2.2.7 ABNT NBR 7571, Secionadores- Características técnicas e dimensionais

2.2.8 ABNT NBR 8159:1984, Ferragens eletrotécnicas para redes aéreas, urbanas e rurais de
distribuição de energia - Formatos, dimensões e tolerâncias – Padronização

2.2.9 ABNT NBR 10296, Material isolante elétrico - Avaliação de sua resistência ao trilhamento
elétrico e à erosão sob severas condições ambientais

2.2.10 ABNT NBR 15122, Isoladores-bastão compostos poliméricos para tensões acima de I
000 V

2.2.11 ABNT NBR IEC 60439-1, Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão - parte I:
Conjuntos com ensaios de tipo totalmente testados (TTA) e conjuntos com ensaios de
tipo parcialmente testados (PTTA)

2.2.12 ABNT NBR IEC 62271-102, Equipamentos de alta-tensão - Parte 102: Seccionadores e
chaves de aterramento

2.2.13 ABNT IEC/TR 60815:2005, Guia para seleção de isoladores sob condições de poluição

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CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente
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2.2.14 IEC 60060-1, High voltage test techniques - Part 1: General definitions and test
requirements

2.2.15 IEC 60071-1, Insulation coordination - Part I: Definitions, principles and rules

2.2.16 IEC 60085, Thermal evaluation and classificaiion of electrical insulation

2.2.17 IEC 60282-2, High-voltage fuses – Part 2: Expulsion fuses

2.2.18 IEC 60855, CORR Insulating Foam-Filled Tubes and Solid Rods for Live Working

2.2.19 IEC 60898-1:2002, Electric accessories - Circuit breakers for overcurrent protection for
overcurrent protection for household and similar installations - Part I : (Circuit-breakers for
AC. operation

2.2.20 IEC 61109, Composite insulators for a.c. overhead Iines with a nominal voltage greater
than 1000 V - Definitions, test methods and acceptance criteria

2.2.21 IEC 61952, Insulators for overhead lines - Composite line post insulators for alternative
current with a nominal voltage > 1 000 V

2.2.22 IEC 62217, Polymeric insulators for indoor and outdoor use with a nominal voltage, 1 000
V- General definitions, test methods and acceptance criteria

2.2.23 I EC 62271-1, High voltage switchgear and controlgear - Part 1: Common specifications

2.2.24 ASTM D2240, Standard Test Method for Rubber Property - Durometer Hardness

2.2.25 ASTM E1004-09, Standard Test Method for Determining Electrical Conductivity Using the
Electromagnetic (Eddy-Current) Method

2.2.26 ASTM G155, Standard Practice for Operating Xenon Arc Light Apparalus for Exposure of
hn-Metallic Materials

2.2.27 ASTM F711, Standard Specification for Fiberglass-Reinforced Plastic (FRP) Rod and tube
Used in Live Line Tools

2.2.28 STRI Guide 92/1 - Hydrophobicity Classification Guide

1) Devem ser consideradas aplicáveis as últimas revisões dos documentos listados


anteriormente, na data da abertura da Licitação.

2) É permitida a utilização de normas de outras organizações desde que elas assegurem


qualidade igual ou superior à assegurada pelas normas apresentadas anteriormente e que não
contrariem esta Especificação. Se forem adotadas, elas devem ser citadas nos documentos da
proposta e, caso a CONTRATANTE julgue necessário, o proponente deve fornecer um
exemplar.

3) Todos os documentos técnicos citados como referência devem estar à disposição do inspetor
da CONTRATANTE no local da inspeção.

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2.3 Unidades de Medidas e Idiomas

2.3.1 As unidades de medidas do Sistema Métrico deverão ser usadas para as referências na
Proposta, inclusive descrições Técnicas, especificações, desenhos e quaisquer
documentos ou dados adicionais. Quaisquer medidas deverão também ser expressas em
unidades do Sistema Métrico Decimal.

2.3.2 Todas as instruções técnicas, bem como os desenhos definitivos, folhetos de instruções,
legendas e relatórios de ensaios, emitidos pela Contratada, deverão ser redigidos em
Português.

2.3.3 Serão eventualmente aceitos em Espanhol ou Inglês: folhetos, artigos, publicações e


catálogos.

3 Meio Ambiente

3.1.1 Em todas as etapas da fabricação, do transporte e do recebimento, devem ser


rigorosamente cumpridas as legislações ambientais nas esferas federal, estadual e
municipal aplicáveis.

3.1.2 Fornecedores estrangeiros devem cumprir a legislação ambiental vigente nos seus
países de origem e as normas internacionais relacionadas à produção, ao manuseio e ao
transporte até o seu aporte no Brasil.

3.1.3 O FORNECEDOR é o responsável pelo pagamento de multas e pelas ações decorrentes


de práticas lesivas ao meio ambiente, que possam incidir sobre a CONTRATANTE,
quando derivadas de condutas praticadas por ele ou por seus subfornecedores.

3.1.4 A CONTRATANTE pode verificar, nos órgãos oficiais de controle ambiental, a validade
das licenças de operação e de transporte dos fornecedores e subfornecedores.

4 Condições gerais

4.1 Geral

4.1.1 Nos casos não cobertos por esta Especificação, devem prevalecer as exigências da
ABNT-NBR 7282.

4.1.2 Nos pontos em que as normas citadas em 4.1.1 forem omissas, e somente nesses
pontos, devem ser consideradas as exigências da IEC 60282-2.

4.1.3 Os equipamentos devem:

4.1.3.1 Ser fornecidos completos, com todos os acessórios necessários ao seu perfeito
funcionamento, mesmo os não explicitamente citados nesta ET, no Edital de Licitação
ou no Pedido de Compra.

4.1.3.2 Ter todas as peças correspondentes intercambiáveis quando de mesmas


características nominais e fornecidas pelo mesmo fornecedor, de acordo com esta ET.

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4.1.3.3 Possuir o mesmo projeto e serem essencialmente idênticos, quando pertencerem a um
mesmo item do Pedido de Compra.

4.1.4 A vencedora do processo aquisitivo somente poderá assinar o Contrato de Fornecimento


depois de avaliada tecnicamente quanto à sua capacidade de atender às normas e
códigos exigidos nesta Especificação Técnica através do seu processo de assegurar o
controle da qualidade e a garantia da qualidade, além de avaliar a sua capacidade fabril.
Ainda deverá demonstrar através do histórico de fornecimento o comprometimento com
os prazos de entrega conforme estabelecidos em contrato.

4.1.5 A vencedora deverá demonstrar que audita seus fornecedores em relação aos seus
processos de gerenciamento de controle e garantia da qualidade de uma sistemática
recomendada pela norma ISO 9001 ou equivalente, desde que aprovada pela
CONTRATANTE.

4.2 Dados técnicos

O proponente deve atender às exigências da CONTRATANTE contidas no Edital e no Pedido de


Compra e enviar, junto com a proposta, os dados técnicos requeridos no Anexo A.

4.3 Condições de serviço

As chaves fusíveis e chaves fusíveis religadoras devem ser projetadas para as seguintes
condições normais de serviço:

a) altitude não superior a 1000 m;

b) temperatura máxima do ar ambiente de 40°C, e média, num período de 24 horas, não


superior a 35°C;

c) temperatura mínima do ar ambiente de -5°C;

d) pressão de vento não superior a 700 Pa (70 kgf/m2).

NOTAS:

1) A correção dos valores da tensão máxima e dos níveis de isolamento pode ser dispensada
desde que, no ensaio dielétrico, tais valores sejam multiplicados pelo fator dado na Tabela 1.

2) A correção do valor da corrente nominal pode ser dispensada desde que, no ensaio de
elevação de temperatura, o limite de elevação de temperatura seja multiplicado pelo fator dado
na Tabela 1.

4.4 Características construtivas

4.4.1 As chaves fusíveis devem ser fornecidas com todos os acessórios necessários ao seu
perfeito funcionamento, exceto os elos fusíveis e o suporte L para cruzeta (este último,
quando se tratar de chaves fusíveis de distribuição).

4.4.2 Os porta-fusíveis devem ser intercambiáveis com as bases de mesmas características


nominais de todos os fabricantes.

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4.4.3 As chaves fusíveis devem ser apropriadas para montagem inclinada, indicar sua
operação por deslocamento do porta-fusível para a posição “circuito aberto” e permitir a
instalação e a remoção do porta-fusível utilizando-se vara de manobra.

4.4.4 A base da chave fusível de distribuição deve ser provida de suporte apropriado que
permita sua instalação no suporte L para cruzeta, conforme a Figura 1 dessa
especificação.

4.4.5 As bases das chaves fusíveis de subestação com isoladores de pedestal devem estar de
acordo com a Figura 2 dessa especificação.

4.4.6 Todas as partes metálicas das chaves fusíveis devem ter superfícies lisas, sem saliências
e irregularidades, e formato tal que elimine áreas e pontos de alta intensidade de campo
elétrico.

4.4.7 Os parafusos e porcas devem ter rosca métrica conforme as seguintes normas da ABNT:
NBR ISO 68-1, NBR ISO 261, NBR ISO 262, NBR ISO 724, NBR ISO 965-1, NBR ISO
965-2 e NBR ISO 965-3.

4.5 Identificação

4.5.1 Base

4.5.1.1 A base da chave fusível e chave fusível religadora deve ser identificada, de forma
legível e indelével, com as seguintes informações, gravadas com caracteres de, no
mínimo, 2 mm de altura:
a) nome e/ou marca comercial do fabricante;

b) tipo (distribuição ou subestação);

c) modelo e/ou número de catálogo do fabricante;

d) número de série de fabricação (somente para chaves fusíveis de subestação);

e) mês e ano de fabricação;

f) tensão máxima da chave (Um), em quiloVolts (valor eficaz);

g) corrente nominal (In), em ampères (valor eficaz);

h) classe;

i) tensão suportável nominal de impulso atmosférico fase-terra (Ui), em quiloVolts (valor


de crista).

j) Capacidade de interrupção simétrica nominal da chave religadora, em kA (ver NOTA).

NOTA: A capacidade de interrupção refere-se à chave religadora como um todo,


completamente montada, e não aos porta-fusíveis separadamente. Os 3 porta-fusíveis
a serem fornecidos com a chave devem ter capacidade de interrupção de acordo com o
solicitado pela CONTRATANTE.

4.5.1.2 A identificação da base deve ser feita, preferencialmente, através de placa de aço
inoxidável, alumínio anodizado ou latão niquelado, fixada de modo permanente
(parafusos ou rebites), ou através de gravação no próprio corpo do isolador da base.
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4.5.1.3 As chaves fusíveis de subestação devem ser identificadas obrigatoriamente através de
placa, que deve ter também um espaço em branco com as dimensões de (15 x 40) mm.

4.5.1.4 O isolador da base deve ser identificado de modo legível e permanente com:
a) nome e/ou marca do respectivo fabricante;

b) ano de fabricação.

4.5.2 Porta-fusível

4.5.2.1 O porta-fusível deve ter uma identificação resistente às intempéries e à operação da


chave, contendo as seguintes informações, marcadas de forma legível e indelével:
a) nome e/ou marca comercial do fabricante;

b) modelo e/ou número de catálogo do fabricante;

c) tensão nominal (Un), em quilovolts (valor eficaz);

d) corrente nominal (In), em ampères (valor eficaz);

e) capacidade de interrupção simétrica nominal, em quiloAmpères (valor eficaz);

f) mês e ano de fabricação.

4.5.2.2 Caso seja utilizada etiqueta, esta deve ser de poliéster, com cantos arredondados, e
deve envolver o tubo do porta-fusível ao longo de toda a sua circunferência.

4.6 Informações adicionais prestadas pelo fornecedor

4.6.1 O número de catálogo do fabricante, referente a um determinado modelo de chave


fusível, deve corresponder a um desenho onde sejam mostradas as principias dimensões
e características relativa a esse tipo de chave fusível e também, no mínimo, para o porta-
fusível, o diâmetro interno e a espessura da parede do revestimento interno, com as
respectivas tolerâncias, bem como os materiais utilizados na confecção do tubo e de seu
revestimento interno.

4.6.2 O fabricante deve disponibilizar também ao inspetor, por ocasião da inspeção de


recebimento, relatório técnico com informações detalhadas sobre materiais utilizados na
cimentação e procedimento empregado para a fixação das partes ferrosas ao isolador de
porcelana.

4.6.3 Em caso de quaisquer alterações no projeto e/ou nos materiais utilizados em um modelo
aprovado para fornecimento à CONTRATANTE, o fornecedor deve informar previamente
as razões e a natureza da modificação para que seja avaliada pela CONTRATANTE a
necessidade de alteração da identificação do modelo e de realização de ensaios de tipo.

4.7 Acondicionamento

4.7.1 As chaves fusíveis devem ser acondicionadas em volumes adequados ao transporte


ferroviário e/ou rodoviário, às operações normais de carga e descarga e ao
armazenamento abrigado.

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4.7.2 O proponente deve apresentar, anexo à sua proposta, desenho detalhado da embalagem
com todas as suas dimensões e com a especificação dos materiais empregados, que
devem ser reutilizáveis ou recicláveis.

4.7.3 Cada volume deve trazer, indelével e legivelmente marcadas, as seguintes informações:
a) nome e/ou marca comercial do fabricante;

b) identificação completa do conteúdo;

c) números da Nota Fiscal e do Pedido de Compra;

d) destinatário (empresa CONTRATANTE);

e) massa bruta do volume, em quilogramas;

f) outras informações que o Pedido de Compra exigir

4.8 Garantia

4.8.1 A CONTRATADA deve dar garantia de 24 (vinte e quatro) meses, a partir da data de
entrega no local especificado no Pedido de Compra, ou 18 (dezoito) meses a partir da
data de entrada em operação, prevalecendo o que ocorrer primeiro, contra qualquer
defeito de projeto, material ou fabricação do equipamento ofertado. Se necessário,
deverá substituir os equipamentos sem ônus para a CONTRATANTE;

4.8.2 Em caso de devolução dos equipamentos para reparo ou substituição, dentro do período
de garantia, todos os custos de material e transporte, bem como as despesas para a
retirada das peças com deficiência, para a inspeção, para a entrega e para a instalação
dos equipamentos novos ou reparados, serão de responsabilidade exclusiva do
fornecedor. A placa de identificação do transformador deve ser substituída de forma a
indicar a data de realização do reparo.

4.8.3 Independentemente do prazo de garantia estar ou não vencido, o fabricante deve


promover, sem ônus para a CONTRATANTE, a substituição e correção dos
equipamentos e materiais devido a falhas de projeto verificadas posteriormente ao
recebimento, mesmo que tais problemas tenham se manifestado em ambiente de
operação da CONTRATANTE.

4.8.4 Quando for substituído ou reparado qualquer componente ou acessório dentro do prazo
de garantia, uma das três possibilidades seguintes para a extensão da garantia do
equipamento deverá ser considerada:

4.8.4.1 Se o defeito no componente ou acessório não implicar em indisponibilidade do


equipamento, nem a substituição afetar o funcionamento de outras partes, nem
comprometer a integridade do equipamento, somente a garantia do componente ou
acessório deverá ser renovada por mais 18 meses contados a partir da nova entrada
em operação;

4.8.4.2 Se o defeito no componente ou acessório implicar em indisponibilidade do


equipamento, mas a substituição não afetar o funcionamento de outras partes, nem
comprometer a integridade do equipamento, a garantia do componente ou acessório
deverá ser renovada por mais 18 meses contados a partir da nova entrada em operação

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e a garantia do equipamento deverá ser estendida por um período igual ao da
indisponibilidade verificada;

4.8.4.3 Se o defeito no componente ou acessório implicar em indisponibilidade do


equipamento, e a substituição afetar o funcionamento de outras partes ou, de alguma
forma, comprometer a integridade do equipamento, a garantia deverá ser renovada
para todo o equipamento por mais 18 meses contados a partir da nova entrada em
operação.

NOTA: O tempo decorrido entre as datas de fabricação e de entrega deve ser inferior a 3 meses.

4.8.5 A garantia contra defeitos de projeto, incluindo aqueles que envolvem a cimentação
utilizada na fixação das partes ferrosas ao isolador, deve ser por prazo indeterminado.

4.9 Requisitos da Garantia da Qualidade

4.9.1 Os itens ou item objeto desta especificação devem ser fabricados dentro de um sistema
da qualidade. O proponente deve atender a uma das seguintes situações abaixo:

4.9.1.1 Apresentar documento, comprometendo-se a implementar um sistema da qualidade


específico para a fabricação dos itens deste fornecimento. Esse sistema da qualidade
deverá estar regulamentado em um plano da qualidade a ser avaliado e aceito pela
contratante antes do início da fabricação.

4.9.1.2 Apresentar documento, comprometendo-se a implementar um sistema da qualidade


antes do início da fabricação. Esse sistema da qualidade deve ser baseado na norma
NBR ISO 9001, e deverá ser avaliado e aceito pela contratante antes do início da
fabricação.

4.9.1.3 Apresentar documento declarando já possuir implementado um sistema da qualidade


baseado na norma NBR ISO 9001, o qual deverá ser avaliado e aceito pela contratante
antes do início da fabricação.

4.9.2 A contratada deverá ser avaliada quanto à sua capacidade fabril ou capacidade de
fornecer serviços técnicos de engenharia conforme solicitados no termo de referência,
em conformidade com as especificações técnicas, normas e códigos aplicáveis, devendo
ser aprovada e aceita pela contratante antes do inicio da fabricação.
Notas:
i) no caso de o proponente apresentar cópia de certificado emitido por Órgão
certificador aceito pela contratante, comprovando possuir já implantado, para a
fabricação dos itens deste fornecimento, um sistema da qualidade baseado na norma
NBR ISO 9001, esse sistema, a critério da contratante, poderá ser dispensado de
avaliação pela contratante.
(ii) o fornecimento poderá ser executado por distribuidor ou representante de um
fabricante. Nesse caso, o atendimento às alternativas acima, no que se refere à
implementação de um sistema da qualidade, aplica-se ao fabricante.

4.9.3 Durante todo o período de fornecimento, o fabricante deverá manter válida a aceitação do
seu sistema da qualidade pela contratante.

4.9.4 Caso o fabricante não seja a empresa contratada, cabe a esta garantir que o fabricante
mantenha válida a aceitação do seu sistema da qualidade pela contratante.
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4.9.5 A não obtenção, pelo fabricante, da aceitação do seu sistema da qualidade pela
contratante implicará na rescisão do contrato.

4.9.6 A verificação da continuidade da aplicação do sistema da qualidade pelo fabricante será


efetuada pela contratante através de auditorias de sistema da qualidade.

4.9.7 Os custos inerentes ao processo de aceitação do sistema da qualidade pela


CONTRATANTE serão arcados da seguinte forma:

4.9.7.1 No caso de fabricante nacional:


a) Serão de responsabilidade da contratante os custos do seu próprio pessoal ou
do pessoal por ela delegado;
b) Serão de responsabilidade da contratada, todos os custos referentes ao seu
pessoal e à compra e/ou locação de equipamentos, instalações e serviços
necessários à implantação do sistema da qualidade a ser aceito pela
CONTRATANTE.

4.9.7.2 No caso de fabricante estrangeiro:

a) Serão de responsabilidade da contratada, todos os custos referentes ao seu


pessoal e à compra e/ou locação de equipamentos, instalações e serviços
necessários à implantação do sistema da qualidade a ser aceito pela
contratante, bem como todos os custos do pessoal destas empresas, ou do pessoal
por ela delegado para a realização da avaliação do sistema da qualidade do
fabricante.

5 Condições específicas

5.1 Partes condutoras

5.1.1 Todas as partes condutoras de corrente devem ser em liga de cobre com porcentagem
de zinco menor ou igual a 6%, exceto a tampa do porta-fusível, que pode apresentar
porcentagem máxima de zinco de 35%.

5.2 Características nominais

5.2.1 As características elétricas nominais das chaves fusíveis constam das Tabelas 2, 3 e 4.

5.2.2 As temperaturas máximas de operação e as elevações máximas de temperatura


admissíveis das chaves fusíveis devem estar de acordo com as exigências da ABNT-
NBR 7282.

5.2.3 A freqüência nominal é de 60 Hz.

5.3 Base

5.3.1 Os isoladores das chaves fusíveis de distribuição e religadoras devem:


a) ser de porcelana vitrificada com superfície lisa, isenta de bolhas, inclusões e outras
imperfeições, conforme a ABNT-NBR 5032;

b) ter cor conforme indicado nas respectivas padronizações de chaves fusíveis da


CONTRATANTE;
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c) ter as extremidades vedadas, se forem ocos, e não apresentar aberturas que
possibilitem a entrada e o acúmulo de água em seu interior. A vedação da parte superior
deve ser permanente e a da parte inferior deve ser imperdível;

d) atender às exigências da ABNT-NBR 5032 e da ANSI C29.1, referentes à porosidade e


à tensão aplicada de alta e baixa freqüência;

e) suportar a aplicação de um esforço mecânico conforme especificado em 6.4.6.

5.3.2 Os isoladores do tipo pedestal, utilizados em chaves fusíveis de subestação, devem estar
de acordo com as seguintes padronizações da CONTRATANTE:
a) tensão nominal de 13,8 kV: Figura 3;

b) tensão nominal de 34,5 kV: Figura 4;

c) tensão nominal de 69 kV: Figura 5.

5.3.3 Os conectores terminais das chaves fusíveis de distribuição/religação e das chaves


fusíveis de subestação, devem atender às seguintes exigências:
a) ser do tipo paralelo, de parafuso, em liga de cobre estanhada, com parafusos e
arruelas de pressão manufaturados em bronze-silíco, aço inoxidável ou aço carbono
zincado, e devem estar de acordo com a ABNT-NBR 5370 (preferencialmente), com a
ANSI C119.4 ou com a ANSI/ NEMA CC1

NOTA: Caso parte do terminal inferior da base seja usada na constituição do conector
paralelo, essa parte também deve ser estanhada;

b) acomodar adequadamente condutores com as seguintes seções nominais:

- chaves fusíveis com correntes nominais até 100 A, inclusive: de 25 mm2 a 50 mm2 (4
AWG a 1/0 AWG);

- chaves fusíveis com correntes nominais acima de 100 A e até 200 A, inclusive: 25 mm2
a 120 mm2 (4 AWG a 4/0 AWG).

5.3.4 As chaves fusíveis com capacidade de interrupção nominal igual ou superior a 1,4 kA
eficazes simétricos devem ter as áreas de contato da base prateadas com uma camada
de 8 µm de espessura, no mínimo.

5.3.5 As molas que mantêm a tensão mecânica entre a base e o porta-fusível devem ser de
bronze fosforoso ou aço inoxidável.

5.3.6 Todas as partes ferrosas devem ser de aço carbono e ser zincadas por imersão a quente,
de acordo com a ABNT-NBR 6323 ou a ASTM A153, com exceção daquelas fabricadas
com aço inoxidável.

5.3.7 Todas as superfícies zincadas que ficam em contato com as partes condutoras de liga de
cobre devem ser protegidas da ação galvânica ou eletrolítica através de pintura das
superfícies em contato.

5.3.8 O terminal superior da base (ou os terminais superiores de cada uma das três bases,
para chaves fusíveis religadoras) deve possuir dois ganchos que possibilitem a fixação
da ferramenta de abertura em carga, sendo que os ganchos devem:

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a) ser de material não-ferroso ou, alternativamente, de aço zincado por imersão a quente,
conforme a ABNT-NBR 6323 ou a ASTM A153;

b) possuir seção transversal circular e extremidades isentas de rebarbas e bordas


cortantes;

c) suportar uma tração mecânica de 200 daN;

d) ser posicionados de forma a permitir que, após a operação com a ferramenta de


abertura em carga, esta seja retirada sem que ocorra descarga disruptiva.

5.3.9 Para as chaves religadoras, os discos isolantes protetores do sistema de transferência


devem ser fabricados em polietileno de alta densidade ou outro material polimérico que
atenda aos requisitos desta ET, e que seja resistente à radiação ultravioleta. Devem ser
ensaiados conforme 6.4.12.

5.4 Porta-fusível

5.4.1 O tubo do porta-fusível deve ser de fibra prensada, fenolite ou fibra de vidro impregnada,
com revestimento interno em fibra vulcanizada.
NOTA: O uso de fibra vulcanizada ou material alternativo que não tenha desempenho de campo
e de laboratório comprovado pela experiência da CONTRATANTE deve ser objeto de acordo
prévio entre a CONTRATANTE e o fornecedor.

5.4.2 O tubo do porta-fusível deve ter as seguintes características:


a) rigidez dielétrica transversal em 60 Hz, mínima: 6 kV/mm;

b) tensão suportável longitudinal em 60 Hz, mínima: 1 kV/mm;

c) absorção de água em 24 horas, máxima, verificada em amostras que incluam todas as


partes constituintes do tubo, inclusive a fibra vulcanizada: 7%, em peso.

5.4.3 As áreas de contato dos porta-fusíveis com capacidade de interrupção nominal superior a
1,4 kA eficazes simétricos devem ser prateadas com uma camada de 8 µm de
espessura, no mínimo.

5.4.4 O olhal do porta-fusível deve suportar uma tração mecânica de 200 daN, no mínimo.

5.4.5 A cor externa do tubo do porta-fusível deve estar de acordo com as respectivas
padronizações de porta-fusíveis da CONTRATANTE.

5.4.6 As dimensões internas do tubo do porta-fusível devem permitir uma fácil instalação do elo
fusível apresentado na Figura 6 , para a chave fusível de distribuição. Os elos fusíveis de
todos os tipos de chaves devem atender à Norma ANSI C37.46.

5.4.7 O dispositivo de fixação da cordoalha dos elos fusíveis deve ter dimensões de modo a
permitir a acomodação adequada de todos os elos utilizáveis no porta-fusível e não deve
provocar danos à cordoalha, tais como esgarçamento e remoção do estanhamento,
quando fixada.

5.4.8 É admissível a ocorrência de um deslocamento lateral do porta-fusível, em relação ao


terminal superior da base, quando o porta-fusível estiver na posição imediatamente antes
do fechamento. Esse deslocamento, para cada lado, deve ser limitado aos valores
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indicados nas Figuras dessa especificação e ser o mais simétrico possível em relação ao
terminal superior da base.

5.4.9 Para as chaves religadoras, o porta-fusível não pode conter nenhuma mola ou artifício
que seja aplicado para potencializar a abertura, prejudicando assim o funcional do
produto em campo. Pois, esta mola pode perder sua função ao longo do tempo e
provocar a não abertura da mesma em condições de serviço. Assim, o projeto deve ser
suficiente capaz de assumir este trabalho sem o auxilio desta mola. Dúvida consultar
Figura 8;

6 Inspeção

6.1 Geral

6.1.1 A inspeção compreende a execução dos ensaios de recebimento, ou seja, os de rotina e


os de tipo (estes últimos, quando exigidos pela CONTRATANTE no Pedido de Compra).

6.1.2 Cada lote de chaves fusíveis deve vir acompanhado do respectivo relatório de ensaio dos
isoladores, contendo os resultados dos ensaios elétricos de alta freqüência, executados
conforme a ABNT-NBR 5032 ou a ANSI C29.1.

6.1.3 Se exigidos, os ensaios de tipo devem atender aos seguintes requisitos:


a) ser realizados em laboratório de instituição oficial ou no laboratório do fornecedor
desde que, nesse último caso, tenha sido previamente homologado pela
CONTRATANTE;

b) ser aplicados, em qualquer hipótese, em amostras escolhidas aleatoriamente e


retiradas da linha normal de produção pelo inspetor da CONTRATANTE ou por seu
representante legal;

c) ser acompanhados, em qualquer hipótese, pelo inspetor da CONTRATANTE ou por


seu representante legal.

6.1.4 De comum acordo com a CONTRATANTE, o fornecedor pode substituir a execução de


qualquer ensaio de tipo pelo fornecimento do relatório do mesmo ensaio, desde que
executado em material idêntico ao ofertado, sob as mesmas condições de ensaio, e que
atenda aos requisitos de 6.1.3.

6.1.5 A CONTRATANTE se reserva o direito de efetuar os ensaios de tipo para verificar a


conformidade do material com os relatórios de ensaio exigidos com a proposta.

6.1.6 O fornecedor deve dispor de pessoal e aparelhagem, próprios ou contratados,


necessários à execução dos ensaios (em caso de contratação, deve haver aprovação
prévia da CONTRATANTE).

6.1.7 A CONTRATANTE se reserva o direito de enviar inspetor devidamente credenciado, com


o objetivo de acompanhar qualquer etapa de fabricação e, em especial, presenciar os
ensaios.

6.1.8 O fornecedor deve possibilitar ao inspetor da CONTRATANTE livre acesso a laboratórios


e a locais de fabricação e de acondicionamento.

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6.1.9 O fornecedor deve assegurar ao inspetor da CONTRATANTE o direito de se familiarizar,
em detalhe, com as instalações e os equipamentos a serem utilizados, estudar as
instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar os ensaios, conferir resultados e,
em caso de dúvida, efetuar nova inspeção e exigir a repetição de qualquer ensaio.

6.1.10 O fornecedor deve informar à CONTRATANTE, com antecedência mínima de dez dias
úteis, para fornecimento nacional, e de trinta dias corridos, para fornecimento
internacional, a data em que o material estará pronto para inspeção.

6.1.11 O fornecedor deve apresentar, ao inspetor da CONTRATANTE, certificados de calibração


dos instrumentos de seu laboratório ou do contratado a serem utilizados na inspeção,
medições e ensaios do material ofertado, emitidos por órgão homologado pelo INMETRO
ou por organização oficial similar em outros países. A periodicidade máxima dessa
calibração deve ser de um ano e o não cumprimento dessa exigência pode acarretar a
desqualificação do laboratório. Períodos diferentes do especificado poderão ser aceitos,
mediante acordo entre a CONTRATANTE e o fornecedor.

NOTA: Os certificados de calibração devem conter as seguintes informações:

a) descrição do instrumento calibrado;

b) procedimento adotado para calibração;

c) padrões rastreáveis;

d) resultados da calibração e a incerteza de medição;

e) data da realização da calibração;

f) data prevista para a próxima calibração;

g) identificação do laboratório responsável pela calibração;

h) nome legível e assinatura do executante da calibração;

i) nome legível e assinatura do responsável pelo laboratório de calibração.

6.1.12 Todas as normas, especificações e desenhos citados como referência devem estar à
disposição do inspetor da CONTRATANTE no local da inspeção.

6.1.13 Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este o único
responsável pelo controle daqueles, devendo ser assegurado à CONTRATANTE o
acesso à documentação de avaliação técnica referente a esse cadastro.

6.1.14 A aceitação do lote e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:


a) não eximem o fornecedor da responsabilidade de fornecer o material de acordo com
os requisitos desta Especificação;

b) não invalidam qualquer reclamação posterior da CONTRATANTE a respeito da


qualidade do material e/ou da fabricação.

6.1.14.1 Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser inspecionado e
submetido a ensaios, com prévia notificação ao fornecedor e, eventualmente, em sua
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presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências desta
Especificação, o lote pode ser rejeitado e sua reposição deve ser feita por conta do
fornecedor.

6.1.15 A rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não dispensa o
fornecedor de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na opinião da
CONTRATANTE, a rejeição tornar impraticável a entrega do material nas datas previstas,
ou se tornar evidente que o fornecedor não será capaz de satisfazer as exigências
estabelecidas nesta Especificação, a CONTRATANTE se reserva o direito de rescindir
todas as suas obrigações e de obter o material de outro fornecedor. Em tais casos, o
fornecedor será considerado infrator do contrato e estará sujeito às penalidades
aplicáveis.

6.1.16 Todas as unidades do produto, rejeitadas e pertencentes a um lote aceito, devem ser
substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do fornecedor, sem ônus para a
CONTRATANTE. Tais unidades correspondem aos valores apresentados na coluna “Ac”
da Tabela 6.

6.1.17 O custo dos ensaios de rotina deve ser por conta do fornecedor.

6.1.18 A CONTRATANTE se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já


aprovados. Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade:
a) da CONTRATANTE, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda
inspeção;

b) do fornecedor, em caso contrário.

6.1.19 Os custos da visita do inspetor da CONTRATANTE (locomoção, hospedagem,


alimentação, homem-hora e administrativo) correrão por conta do fornecedor nos
seguintes casos:
a) se o material estiver incompleto na data indicada na solicitação de inspeção;

b) se o laboratório de ensaio não atender às exigências das seções 6.1.6, 6.1.10 e


6.1.11;

c) se o material fornecido necessitar de acompanhamento de fabricação ou inspeção


final em subfornecedor, contratado pelo fornecedor, em localidade diferente da sede do
fornecedor;

d) devido à reinspeção do material por motivo de recusa nos ensaios.

6.1.20 O lote para inspeção compreende todas as unidades de mesmas características


fornecidas de uma só vez.

6.1.20.1 Equipamentos rejeitados pelo critério de amostragem não podem fazer parte de outros
lotes dentro de uma mesma inspeção, podendo, a critério da CONTRATANTE, ser
ensaiados individualmente.

6.1.21 No momento do início da inspeção os equipamentos devem estar completos, incluindo


todos os componentes para instalação em campo como conectores e acessórios. Os
sobressalentes também devem ser apresentados para inspeção.

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6.1.21.1 Caso os equipamentos estejam incompletos todo o lote deverá ser rejeitado ou, a
critério da CONTRATANTE, deverá ser desconsiderado o lote e todos os ensaios
previstos deverão ser realizados individualmente nas unidades que estiverem
completas.

6.1.22 Qualquer dispensa dos ensaios previstos por esta especificação só poderá ser realizada
pela CONTRATANTE oficialmente e por escrito, indicando inclusive os motivos da
dispensa.

6.1.23 O custo de todos os ensaios previstos deve estar incluído no preço final do produto.

6.1.23.1 É proibida a emissão de planos de inspeção que não atendam a todos os ensaios e
requisitos previstos nesta especificação.

6.1.23.2 Qualquer recusa ou dificuldade imposta pelo fornecedor à realização de todos os


ensaios previstos implicará na rejeição dos equipamentos e nas sanções previstas por
não atendimento aos requisitos da licitação.

6.1.23.3 Em casos de subfornecimento não será aceita a emissão de laudos de ensaios sem
que tenha havido a convocação da inspeção da CONTRATANTE.

6.2 Recomendações comuns aos ensaios

6.2.1 Montagem da chave fusível

6.2.1.1 Exceto se especificado em contrário, as chaves fusíveis da amostragem, selecionadas


aleatoriamente do lote sob inspeção, devem ser montadas em uma estrutura rígida e na
posição normal de utilização em serviço.

6.2.1.2 As ferragens devem ser aterradas e as conexões devem ser dispostas de maneira a
não reduzir a distância normal de isolamento.

6.2.2 Condições para a execução dos ensaios dielétricos


A tensão para os ensaios dielétricos deve ser aplicada, sucessivamente, com um terminal de
saída do gerador de impulso ou um ponto da fonte de freqüência industrial conectado à terra:

a) entre um dos terminais e todas as partes metálicas aterráveis da chave fusível


equipada com porta-fusível e elo fusível, completamente montada e fechada;

b) entre terminais:

- no ensaio de impulso, com o porta-fusível na posição aberta e com as partes


metálicas aterráveis isoladas da terra;

- no ensaio de freqüência industrial a seco e sob chuva, com o porta-fusível na posição


aberta com as partes metálicas aterráveis isoladas da terra ou conectadas ao ponto
médio da fonte.

6.3 Ensaios de rotina

6.3.1 Inspeção visual

6.3.1.1 Antes da execução dos demais ensaios de rotina, o inspetor deve realizar uma
inspeção visual para verificar:
a) se a chave fusível contém todos os componentes e acessórios requeridos;
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b) características e acabamento desses componentes e acessórios (inclusive o tubo do
porta-fusível e seu revestimento interno), verificando se estão de acordo com o protótipo
previamente aprovado;

c) análise de relatório técnico a ser apresentado pelo fornecedor com informações


detalhadas sobre os materiais utilizados na cimentação e o procedimento empregado
para a fixação das partes ferrosas ao isolador de porcelana, para fins de comparação
com o protótipo previamente aprovado;

d) análise dos relatórios de ensaios dos isoladores, conforme 5.3.1, alíneas d e e,


realizados em 100% do lote, exceto no caso do ensaio de porosidade;

e) análise dos relatórios de ensaio para verificação das características dielétricas e de


absorção de água pelo tubo do porta-fusível com todas as suas partes constituintes,
conforme 5.4.2;

f) deslocamento lateral (centralização) do porta-fusível em relação ao terminal superior da


base, conforme 5.4.8;

g) identificação, conforme 4.5;

h) tempo decorrido entre as datas de fabricação e de entrega inferior a três meses,


conforme 4.8;

i) acondicionamento, conforme 4.7.

6.3.1.2 A não-conformidade de qualquer chave fusível com qualquer uma das características
de qualidade de 6.3.1.1 determinará a sua rejeição.

6.3.2 Acionamento mecânico

6.3.2.1 Procedimento de ensaio


Inicialmente, o porta-fusível da chave a ser ensaiada deve ser provido de um botão de elo
fusível, ou dispositivo que o simule, com espessura de 4 mm, devendo a articulação inferior do
porta-fusível estar travada mecanicamente. Em seguida, estando a chave fusível montada,
conforme 6.2.1, deve ser aplicada uma tração mecânica no olhal do porta-fusível, no plano do
olhal e na direção perpendicular ao eixo do porta-fusível, de valor igual a:

a) 8 daN, sem que ocorra abertura do porta-fusível;

b) acima de 8 daN até 17 daN, inclusive, devendo abrir o porta-fusível.

6.3.2.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se atender às exigências de 6.3.2.1,
alíneas a e b.

6.3.3 Verificação dimensional

6.3.3.1 Procedimento de ensaio


Para a verificação dimensional da chave fusível, o porta-fusível deve ser provido de um botão de
elo fusível, ou dispositivo que o simule, com espessura de 4 mm, devendo a articulação inferior
do porta-fusível estar travada mecanicamente.

6.3.3.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se as suas dimensões estiverem de
acordo com os desenhos dimensionais aprovados pela CONTRATANTE.

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6.3.4 Tensão suportável de freqüência industrial a seco

6.3.4.1 Procedimento de ensaio


Devem ser consideradas as seguintes exigências:

a) antes da realização do ensaio, as amostras devem ficar submersas em água à


temperatura ambiente durante 30 minutos;

b) o ensaio deve ser efetuado conforme a ABNT-NBR 6936, ou sua equivalente IEC
60060-1, e a ABNT-NBR 7282, devendo a tensão de ensaio estar de acordo com as
Tabelas 2, 3 e 4.

6.3.4.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se não ocorrer descarga disruptiva
durante o ensaio.

6.3.5 Medição da resistência ôhmica dos contatos

6.3.5.1 Procedimento de ensaio


A resistência ôhmica dos contatos da chave fusível deve ser medida entre cada terminal da base
e a parte metálica do porta-fusível acessível mais próxima, após o contato.

6.3.5.2 Critério de aprovação


Os resultados obtidos devem ser considerados como referência para a execução dos ensaios de
operação mecânica e de elevação de temperatura, nesta ordem, segundo a amostragem
definida em 7.2.5.

6.3.6 Verificação da espessura do prateamento

6.3.6.1 Procedimento de ensaio


A verificação deve ser feita por medição da espessura do prateamento com instrumentação
apropriada.

6.3.6.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se atender às exigências de 5.3.4 e
5.4.3.

NOTA: A medição pode ser dispensada se, imediatamente após o ensaio de operação
mecânica, realizado conforme 6.3.7, uma camada de prata permanecer nas áreas de contato da
base e do porta-fusível.

6.3.7 Operação mecânica

6.3.7.1 Procedimento de ensaio


a) Inicialmente, deve-se instalar no porta-fusível da chave a ser ensaiada um botão de
elo fusível, ou dispositivo que o simule, com espessura de 4 mm, e deve-se travar
mecanicamente a articulação inferior do porta-fusível.

b) Após ser instalada de acordo com 6.2.1, e estando o circuito desenergizado, a chave
fusível deve:

- ser operada satisfatoriamente com vara de manobra, quando instalada na condição


mais desfavorável para manobra, ou seja, a operação deve ser em um ângulo de
aproximadamente 45º, tanto para a direita quanto para a esquerda, sucessivamente;

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- suportar 50 ciclos sucessivos de operação mecânica, consistindo cada ciclo na
abertura e fechamento, em seqüência, da chave fusível. Os últimos 25 ciclos devem
ser realizados com ferramenta auxiliar de abertura em carga ("loadbuster").

c) Durante a execução do ensaio não será permitido qualquer ajuste da chave fusível.

6.3.7.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se, ao término deste, não apresentar
falha(s) em qualquer uma de suas partes. Após esse ensaio, deve ser realizado novamente o
ensaio de acionamento mecânico, conforme 6.3.2.

6.3.8 Elevação de temperatura

6.3.8.1 Procedimento de ensaio

O ensaio deve ser realizado de acordo com as recomendações de 6.2.1 e da ABNT-NBR 7282,
devendo ser observadas ainda as seguintes condições:

a) a determinação da temperatura deve ser feita através de termômetros que possuam


erro de, no máximo, ±1°C;

b) caso sejam utilizados termômetros com termopares de contato, os elementos


sensores devem ser localizados e fixados de maneira a se obter a condução de calor
dos pontos mais quentes.

NOTA: Se for utilizado termômetro de vidro, seu bulbo deve ser convenientemente
protegido de resfriamento através de uma cobertura de material isolante térmico. A área
protegida deve ser desprezível em comparação com a superfície de resfriamento da
parte na qual o termômetro é fixado;

c) a temperatura ambiente deve ser a média aritmética de três leituras obtidas através
de termômetros localizados, aproximadamente, como segue:

- um a 500 mm acima da chave fusível;

- um a 500 mm abaixo da chave fusível (à distância mínima de 300 mm do piso e a


100 mm das paredes laterais);

- um entre as duas posições anteriores e 500 mm à frente da chave fusível.

6.3.8.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se os valores de elevação de
temperatura obtidos estiverem de acordo com a ABNT-NBR 7282.

6.3.9 Porosidade do isolador

6.3.9.1 Procedimento de ensaio


O ensaio deve ser executado conforme a ABNT-NBR 5032.

6.3.9.2 Critério de aprovação


A chave fusível ser considerada aprovada no ensaio se não for verificada penetração do corante
nos fragmentos do isolador.

6.3.10 Resistência mecânica dos ganchos para abertura em carga e do olhal do porta-fusível

6.3.10.1 Procedimento de ensaio


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a) Os ganchos para fixação da ferramenta de abertura em carga devem ser
submetidos à tração mecânica de 200 daN, conforme especificado em 5.3.8, alínea c,
aplicada no plano de cada gancho, na direção perpendicular ao eixo do isolador.

b) O olhal do porta-fusível, não necessariamente montado no tubo, deve ser


submetido à tração mecânica de 200 daN, conforme especificado em 5.4.4, aplicada
no plano do olhal, na direção perpendicular ao eixo do tubo do porta-fusível.

6.3.10.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se os ganchos e o olhal não
apresentarem quaisquer indícios de deformação permanente e/ou trinca(s).

6.3.11 Impacto no suporte de fixação da chave

6.3.11.1 Procedimento de ensaio


Deve ser verificada a resistência do suporte de fixação da chave à flexão e ao impacto, por
ocasião do seu fechamento, da seguinte forma:

a) fixar a base da chave em um dispositivo rígido, conforme a montagem sugerida no


Anexo B;

b) fixar um braço de alavanca de 300 mm de comprimento, como extensão do suporte


da chave;

c) aplicar um momento de 20 N.m, perpendicular à extremidade livre do braço da


alavanca.

6.3.11.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio desde que não ocorra ruptura ou
deformação permanente do suporte de fixação da chave.

6.3.12 Zincagem por imersão a quente


A qualidade da camada de zinco obtida por imersão a quente, requerida conforme 5.3.6, deve
ser avaliada através da execução dos seguintes ensaios:

a) aderência, conforme a ABNT-NBR 7398 ou a ASTM B571;

b) espessura, conforme a ABNT-NBR 7399 ou a ASTM E376;

c) uniformidade, conforme a ABNT-NBR 7400 ou a ASTM A239.

6.3.13 Choques térmicos

6.3.13.1 Procedimento de ensaio


A chave fusível deve ser submetida à seguinte seqüência de ensaios:

a) imergir a base, durante 15 minutos, no mínimo, em um tanque contendo água a


uma temperatura de 70°C acima daquela do banho frio utilizado no semiciclo seguinte
deste ensaio;

b) depois de completado o tempo de imersão em água quente, a base deve ser


transferida rapidamente para um tanque contendo água fria, onde deve permanecer
pelo mesmo tempo. Esse ciclo de aquecimento e resfriamento deve ser repetido três
vezes, sucessivamente. O tempo de transferência da base de um tanque para o outro
não deve exceder 30 s;

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c) após completar o 3º ciclo, a chave deve ser instalada a uma altura mínima de 4 m
do solo e operada 15 vezes com vara de manobra;

d) em seguida, a chave fusível deve ser submetida ao ensaio de tensão suportável de


freqüência industrial a seco, conforme 6.3.4.

6.3.13.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se atender às seguintes exigências:

a) não apresentar trincas no isolador;

b) não apresentar quaisquer alterações nas ferragens, parafusos, contatos e molas;

c) não ocorrer descarga disruptiva no ensaio de tensão suportável de freqüência


industrial a seco;

d) a vedação inferior do isolador, caso este seja oco, não apresentar quaisquer danos
e não se soltar após a execução do ensaio.

6.3.14 Abertura automática do porta-fusível

6.3.14.1 Procedimento de ensaio


Deve ser verificada a abertura automática e adequada do porta-fusível da seguinte forma:

a) o ensaio deve ser realizado em amostras selecionadas aleatoriamente do lote sob


inspeção, montadas em uma estrutura rígida e na posição normal de utilização em
serviço;

b) deve ser provocada a fusão do elo fusível instalado na chave por circulação de
corrente.

NOTA: A freqüência da fonte de corrente e a corrente nominal do elo não são


relevantes.

6.3.14.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se, após a ruptura do elo, o porta-
fusível deslocar-se e permanecer na posição de repouso (aberta). Para chaves fusíveis
religadoras, deve ocorrer o adequado fechamento dos contados do sistema de transferência
entre estágios.

6.4 Ensaios de tipo

6.4.1 Geral
Além dos ensaios apresentados a seguir, os ensaios de tipo incluem também os citados em 6.3.

6.4.2 Tensão suportável nominal de impulso atmosférico

6.4.2.1 Procedimento de ensaio


O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT-NBR 6936, ou sua equivalente IEC 60060-1, e a
ABNT-NBR 7282, devendo a tensão de ensaio estar de acordo com as Tabelas 2, 3 e 4.

6.4.2.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se o número de descargas disruptivas
para terra, entre pólos ou entre terminais, não exceder a duas para cada condição de ensaio.

6.4.3 Tensão suportável de freqüência industrial sob chuva


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6.4.3.1 Procedimento de ensaio
O ensaio deve ser efetuado conforme a ABNT-NBR 6936, ou sua equivalente IEC 60060-1, e a
ABNT-NBR 7282, devendo a tensão de ensaio estar de acordo com as Tabelas 2, 3 e 4.

6.4.3.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se não ocorrer descarga disruptiva
durante o ensaio. Caso ocorra uma descarga disruptiva, o ensaio deve ser repetido e não deve
ocorrer nenhuma descarga durante a sua repetição.

6.4.4 Radiointerferência

6.4.4.1 Procedimento de ensaio


O ensaio deve ser executado conforme as prescrições da ABNT-NBR 7876, ou da sua
equivalente NEMA 107, com instrumentação para medição do nível de tensão de
radiointerferência de acordo com a ABNT-NBR 7875, ou sua equivalente ANSI C63.2.

6.4.4.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se o nível de tensão de
radiointerferência, medido em laboratório, não ultrapassar o limite estabelecido na Tabela 5, para
a tensão de ensaio especificada.

6.4.5 Capacidade de interrupção

6.4.5.1 Procedimento de ensaio


O ensaio deve ser realizado conforme as condições e a metodologia da ABNT-NBR 7282, sendo
que, para as chaves fusíveis de distribuição, deve-se observar o seguinte:

a) o elo fusível tipo 2H deve ser utilizado como elo fusível de mínima corrente nominal
na execução dos grupos de ensaios aplicáveis às chaves fusíveis com capacidade de
interrupção nominal de 1,4 kA eficazes simétricos;

b) devem ser atendidas as prescrições da ABNT-NBR 8124.

6.4.5.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se atender os critérios de
desempenho estabelecidos na ABNT-NBR 7282 e na ABNT-NBR 8124. Além disso, após esse
ensaio, deve ser realizado novamente o ensaio de acionamento mecânico, conforme 6.3.2.

6.4.6 Resistência mecânica do isolador

6.4.6.1 Procedimento de ensaio


O isolador deve ser apoiado através de suas extremidades numa bancada apropriada e ser
submetido a uma carga F aplicada em seu ponto médio, calculada pela seguinte fórmula:

130
F=
x
onde: F : carga aplicada no ponto médio do isolador, em decanewtons;

x : distância do ponto médio até uma das extremidades, em metros (ponto de


engastamento da ferragem).

6.4.6.2 Critério de aprovação


O isolador deve ser considerado aprovado no ensaio se suportar a aplicação da carga F sem
apresentar trincas, fissuras ou rompimento.

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6.4.7 Análise química da liga de cobre

6.4.7.1 Procedimento de ensaio


O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT-NBR 6366 ou sua equivalente ASTM E478.

6.4.7.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se os resultados obtidos estiverem de
acordo com 5.1.

6.4.8 Verificação da rigidez dielétrica transversal do revestimento externo do tubo do porta-


fusível

6.4.8.1 Procedimento de ensaio


O ensaio deve ser realizado de acordo com a ABNT-NBR 5405.

6.4.8.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se os resultados obtidos estiverem de
acordo com 5.4.2, alínea a.

6.4.9 Verificação da tensão suportável longitudinal do revestimento externo do tubo do porta-


fusível

6.4.9.1 Procedimento de ensaio


O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT-NBR 5405.

6.4.9.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se os resultados obtidos estiverem de
acordo com 5.4.2, alínea b.

6.4.10 Absorção de água pelo tubo do porta-fusível

6.4.10.1 Procedimento de ensaio


As amostras a serem ensaiadas devem incluir todas as partes constituintes do tubo, inclusive a
fibra vulcanizada. O ensaio deve ser executado conforme a ABNT-NBR 5310, para imersão em
água por 24 h.

6.4.10.2 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se os resultados obtidos estiverem de
acordo com 5.4.2, alínea c.

6.4.11 Poluição artificial

6.4.11.1 Geral
O ensaio deve ser realizado com a finalidade de se obter informações sobre o comportamento
da isolação externa da chave fusível, sob condições representativas da contaminação, quando o
equipamento estiver em operação. Todavia, não representam necessariamente uma condição
particular de serviço.

6.4.11.2 Procedimento de ensaio


Visto que o método que mais se adapta às chaves fusíveis e que o grau máximo de poluição
aceitável, sob condições específicas de serviço, ainda encontram-se em estudos, o grau de
poluição especificado e o método de ensaio estão sujeitos a acordo entre a CONTRATANTE e o
fornecedor. O ensaio de poluição artificial é especificado na ABNT-NBR 6936.

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O ensaio deve ser efetuado com a chave fusível na posição fechada e consiste em quatro
aplicações da tensão Um / 3 , sob o grau de poluição especificado, sendo Um a tensão máxima
da chave fusível.

6.4.11.3 Critério de aprovação


A chave fusível deve ser considerada aprovada no ensaio se não ocorrer mais de uma descarga
disruptiva.

6.4.12 Resistência do Material dos Discos Isolantes ao Intemperismo Artificial

6.4.12.1 Preparação dos Corpos-de-prova


A preparação deve atender aos seguintes requisitos:
a) Devem ser preparados dez corpos-de-prova, a partir de ferramenta apropriada para
moldagem do material utilizado na confecção do disco isolante, com as dimensões padronizadas
na ABNT-NBR 10296 ou ASTM D2303, a partir do mesmo equipamento empregado na injeção
do produto final;
b) Caso os corpos-de-prova sejam produzidos a partir do produto acabado, poderá ser utilizado
o método apresentado no Anexo C ou outro processo acordado entre o fabricante e o
comprador;
c) Deve ser feito o lixamento de cada corpo-de-prova, observando-se as seguintes
recomendações.
- selecionar o lado sem gravação, se esta existir no corpo-de-prova;
- utilizando um borrifador cheio de água destilada ou deionizada, borrifar água sobre a superfície
e inicar o lixamento com lixa de carbeto de silício ou de óxido de alumínio, granulação 400, para
retirar a oleosidade, brilho e repelência à água. Solventes e detergentes químicos devem ser
evitados, pois podem modificar a condição superficial do dielétrico que constituiu os corpos-de-
prova;
- lixar levemente apenas no sentido longitudinal do corpo-de-prova, para que seja removido todo
o brilho da superfície do corpo-de-prova, bem como eventuais resíduos metálicos. Uma mesma
lixa não deve ser utilizada em mais do que três corpos-de-prova.
- secar com papel toalha ou lenço de papel após o lixamento;
- limpar com gaze (ou outro material que não deixe resíduos) umedecida em álcool isopropílico,
para retirar a gordura após o lixamento.

6.4.12.2 Procedimento de Ensaio


Os dez corpos-de-prova devem ser divididos em dois grupos, cada um contendo cinco amostras,
para a verificação de suas características mecânicas antes e após o envelhecimento em câmera
de intemperismo artificial durante 2.000 horas. Os valores individuais de resistência e
alongamento à ruptura das cinco amostras não envelhecidas devem ser registrados.
O outro grupo de cinco amostras deve ser envelhecido em uma das seguintes câmaras de
intemperismo:
a) Quando for utilizada lâmpada de xenônio, ensaiar conforme a ASTM G155, método A;
b) Quando for utilizada lâmpada fluorescente, ensaiar conforme a ABNT-NBR 9512, com
ciclos de 8 horas de exposição à radiação ultravioleta-B a 60ºC e 4 horas de exposição à
condensação de água a 50ºC.

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6.4.12.3 Critério de Aprovação
O disco isolante deve ser considerado aprovado no ensaio se os valores mínimo e máximo
obtidos após o envelhecimento não variarem em mais do que 25 % em relação aos respectivos
valores mínimo e máximo obtidos com os corpos-de-prova ensaiados sem envelhecimento.

6.5 Relatório dos ensaios

6.5.1 O relatório dos ensaios deve ser providenciado pelo fornecedor e conter, no mínimo, as
seguintes informações:
a) número do Pedido de Compra;

b) nome e/ou marca comercial do fabricante e do fornecedor;

c) tipo (modelo) e número de catálogo;

d) mês e ano de fabricação;

e) número de série de fabricação (somente para chaves fusíveis de subestação);

f) tensão e corrente nominais;

g) tensão suportável nominal de impulso atmosférico;

h) capacidade de interrupção simétrica;

i) quantidade de chaves fusíveis do lote, número e identificação das unidades ensaiadas;

j) descrição dos ensaios efetuados, com indicação das normas adotadas, instrumentos e
circuitos de medição utilizados;

l) memória de todos os cálculos efetuados;

m) todos os resultados obtidos;

n) datas de início e término dos ensaios e de emissão do relatório;

o) nome e local do laboratório onde os ensaios foram realizados;

p) nomes legíveis e assinaturas do inspetor da CONTRATANTE e do responsável pelos


ensaios.

6.5.2 As chaves fusíveis somente serão liberadas pelo inspetor da CONTRATANTE após o
recebimento de três vias dos relatórios dos ensaios e de três vias da lista de embarque e
após a verificação da embalagem e sua marcação.

7 Planos de amostragem

7.1 Formação dos lotes para inspeção

7.1.1 Inspeção de lotes isolados


As chaves fusíveis devem ser apresentadas para inspeção por atributos, através de ensaios de
rotina, em partidas consideradas inicialmente como lotes isolados.

7.1.2 Inspeção lote a lote


No controle de recebimento de várias entregas consecutivas de um mesmo fornecedor, deve ser
procedida a inspeção lote a lote (série contínua de lotes).
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7.2 Planos de amostragem para os ensaios de rotina

7.2.1 Os planos de amostragem para os ensaios de rotina devem estar de acordo com a
Tabela 6, elaborada conforme a ABNT-NBR 5426 e a ISO 2859-1, para o regime de
inspeção normal.

7.2.2 A comutação do regime de inspeção deve seguir as recomendações da ABNT-NBR 5426


ou da ISO 2859-1.

7.2.3 A especificação dos planos de amostragem para os ensaios de rotina é apresentada na


Tabela 6.

7.2.4 No ensaio de zincagem deve ser ensaiada uma peça de cada chave fusível da
amostragem da Tabela 6. Para as chaves religadoras, todas as partes integrantes deve
ser ensaiadas.

7.2.5 As três chaves que tenham apresentado os maiores valores no ensaio de medição da
resistência ôhmica devem ser submetidas aos ensaios de rotina de verificação da
espessura do prateamento, de operação mecânica e de elevação de temperatura, nesta
ordem. Essas mesmas chaves devem ser, em seqüência, submetidas ao ensaio de
porosidade do isolador.

7.2.6 Três chaves fusíveis, escolhidas aleatoriamente do lote sob inspeção, devem ser
submetidas ao ensaio de choques térmicos.

7.2.7 Se alguma das chaves submetidas aos ensaios de 7.2.5 e 7.2.6 apresentar resultado
insatisfatório o lote deve ser rejeitado.

7.2.8 Para quaisquer considerações adicionais, devem prevalecer as condições e requisitos da


ABNT-NBR 5426 ou da ISO 2859-1.

7.3 Plano de amostragem para os ensaios de tipo

Os critérios de amostragem, aceitação e rejeição para os ensaios de tipo devem ser


estabelecidos de comum acordo entre a CONTRATANTE e o fornecedor e indicados no Pedido
de Compra.

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Tabela 1 - Fatores de correção a serem aplicados para utilização de chaves fusíveis em
locais com altitudes acima de 1000 m

Fatores de correção
Altitude máxima
Níveis de Corrente Limite de elevação
m
Isolamento nominal de temperatura

Até 1000 1,00 1,00 1,00


Até 1500 1,06 0,99 0,98

NOTA: Valores intermediários podem ser obtidos por interpolação linear

Tabela 2 - Características elétricas das chaves fusíveis de distribuição

Base Porta-fusível Tensão suportável nominal


Capacidade
Tensão Corrente Corrente Impulso Freqüência industrial
mínima de
máxima nominal nominal atmosférico a seco e sob chuva -
interrupção
Item da chave 1 min
fusível kV crista kV eficaz
kA eficaz
assimé- à terra e entre à terra e entre
simétrica trica entre contatos entre contatos
kV eficaz A eficaz A eficaz
(Nota 1) pólos abertos pólos abertos
1 15,0 300 200 7,1 10 95 110 34 38
2 36,2 200 100 3,5 5 150 165 50 55

NOTAS:

1) Os valores assimétricos associados aos valores simétricos são indicados apenas a título de
informação. Prevalecem para os ensaios as condições descritas na ABNT-NBR 7282,
associadas à capacidade de interrupção simétrica e ao fator de potência.

2) Os valores de tensões suportáveis nominais de impulso atmosférico e freqüência industrial


são provenientes da ABNT-NBR 6939.

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Tabela 3 - Características elétricas das chaves fusíveis religadoras

Chave Completa Bases Individuais Tensão Suportável nominal

Frequência
Impulso
industrial a seco e
Capacidad Atmosférico
sob chuva - 1 min.
e Mínima In do Capacidade [kV crista]
[kV - eficaz]
Item UMáx In Base de Porta- Mínima de
[kV [A - interrupçã fusível Interrupção
À
eficaz] eficaz] o simétrica [A - simétrica
terra Entre À terra Entre
[kA - eficaz] [kA - eficaz]
e contatos e entre contatos
eficaz]
entre abertos pólos abertos
pólos

1 15 7,1 95 110
34 38
2 24,2 315 1,4 100 4,5 125 140

3 34,5 2 150 165 50 55

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Tabela 4 - Características elétricas das chaves fusíveis de subestação

Capacidade Tensão suportável nominal


Tensão Corrente mínima de
máxima nominal Impulso Freqüência industrial
interrupção atmosférico a seco e sob chuva -
da chave
fusível 1 min
Item
kA eficaz kV crista kV eficaz
assimé- à terra e entre à terra e entre
kV eficaz A eficaz simétrica trica entre contatos entre contatos
(Nota 1) pólos abertos pólos abertos
3 72,5 200 3,21 4,5 350 385 140 160

NOTAS:

1) Os valores assimétricos associados aos valores simétricos são indicados apenas a título de
informação. Prevalecem, para os ensaios, as condições descritas na ABNT-NBR 7282,
associadas à capacidade de interrupção simétrica e ao fator de potência.

2) Os valores de tensões suportáveis nominais de impulso atmosférico e à freqüência industrial


são provenientes da ABNT-NBR 6939.

Tabela 5 - Limites de tensão para o ensaio de tipo de radio interferência

Tensão máxima da Tensão máxima de


Tensão de ensaio
Tipo de chave fusível radio interferência
chave fusível (para 1000 kHz)
V eficaz
kV eficaz µV
15,0 9 500
Distribuição
36,2 23 000 250
Subestação 72,5 46 000

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Tabela 6 - Planos de amostragem para os ensaios de rotina

- Inspeção visual - Verificação - Resistência mecânica do


- Acionamento mecânico dimensional gancho e do olhal
- Tensão suportável de - Zincagem
freqüência industrial a - Impacto no suporte de
seco fixação da chave fusível
- Medição da resistência
ôhmica de contato
Tamanho do - Abertura automática do
lote porta-fusível
Amostragem Dupla Amostragem Dupla Amostragem Dupla
Nível de Inspeção I Nível de Inspeção I Nível de Inspeção S4
NQA 2,5% NQA 1% NQA 1,5%
Amostra Amostra Amostra
Ac Re Ac Re Ac Re
Seq. Tam. Seq. Tam. Seq. Tam.

Até 150 - 5 0 1
1ª 13 0 2 - 13 0 1 - 8 0 1
151 a 500
2ª 13 1 2
1ª 20 0 3
501 a 1 200
2ª 20 3 4 1ª 32 0 2
1ª 32 1 4 2ª 32 1 2
1ª 20 0 2
1 201 a 3 200
2ª 32 4 5 2ª 20 1 2

1ª 50 2 5 1ª 50 0 3
3 201 a 10 000
2ª 50 6 7 2ª 50 3 4

NOTAS:

1) Especificação dos planos de amostragem conforme a ABNT-NBR 5426 ou a ISO 2859-1.

2) NQA: Nível de Qualidade Aceitável.

Seq.: Seqüência.

Tam.: Tamanho.

Ac - número de aceitação: número máximo de chaves fusíveis defeituosas que permite a aceitação
do lote.

Re - número de rejeição: número mínimo de chaves fusíveis defeituosas que implica rejeição do
lote.

3) Se a amostragem requerida for igual ou maior do que o número de unidades de produto constituintes
do lote, efetuar inspeção cem por cento.

4) Procedimento para a amostragem dupla: ensaiar a primeira amostra. Se o número de unidades


defeituosas estiver entre Ac e Re (excluindo esses dois valores), ensaiar a segunda amostra. O
número total de unidades defeituosas, depois de ensaiadas as duas amostras, deve ser igual ou
inferior ao maior Ac especificado para permitir a aceitação do lote.

5) As amostragens e respectivos critérios de aceitação para os ensaios de operação mecânica,


verificação da espessura do prateamento, elevação de temperatura, porosidade e choques térmicos
devem ser conforme 7.2.4 a 7.2.7 desta Especificação.
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Anexo A - Dados técnicos e características garantidas

Chaves fusíveis ou chave fusíveis religadoras

Nome do fabricante: ...........................................................................................................


Nome do fornecedor: .................................................................. Nº da Proposta:.............
Número do Edital de Licitação: ................................................... Item: ...........................
Número da Concorrência: ..................................................................................................
Número de Unidades: ................................................................. Data: ......./....../........
Características ou
Item Descrição
valores
1 Tipo e/ou modelo da chave fusível ou chave fusível religadora ..................................
2 Base:
a) tensão máxima de operação ou projeto ........................ kV eficaz
b) tensão suportável nominal de impulso atmosférico para terra (NBI) ........................ kV crista
c) corrente nominal
........................ A eficaz
d) Material dos discos isolantes entre estágios (chave religadora)
3 Porta-fusível:
a) corrente nominal ........................ A eficaz
b) capacidade de interrupção simétrica ........................ kA eficaz
c) diâmetro interno do tubo ........................ mm
d) material do revestimento externo do tubo ........................
e) material de revestimento interno do tubo ........................
4 Máxima elevação de temperatura admissível:
a) contatos ........................ °C
b) terminais ........................ °C
c) materiais isolantes ou materiais em contato com componentes
isolantes e discos (chave religadora). ........................ °C
5 Tensão máxima de radiointerferência ........................ µV
Identificação: especificar e anexar à proposta as informações
6 constantes das identificações localizadas na base, no porta-fusível e
no isolador
Acondicionamento: anexar à proposta o desenho detalhado da
7
embalagem, especificando os materiais empregados
O proponente deve anexar à sua proposta cópia do relatório dos
seguintes ensaios de tipo, realizados por órgão ou entidade
8 qualificada e/ou credenciada, aplicados em chaves fusíveis idênticas
às ofertadas e cuja realização tenha sido acompanhada por inspetor
da CONTRATANTE:
a) tensão suportável nominal de impulso atmosférico
b) tensão suportável de freqüência industrial sob chuva
c) radiointerferência
d) capacidade de interrupção
e) resistência mecânica do isolador
f) análise química da liga de cobre
g) rigidez dielétrica transversal do revestimento externo do tubo do
porta-fusível
h) tensão suportável longitudinal do revestimento externo do tubo do
porta-fusível
i) absorção d’água pelo tubo do porta-fusível

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Anexo B - Sugestão de montagem para o ensaio de rotina de impacto no suporte de
fixação da chave

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Figura 1 - Suporte L para cruzetas

Notas

1. As peças devem ser identificadas com o nome ou marca do seu fabricante e a classe de
resistência que deverá ser indicada nos parafusos.

2. Os suportes serão fornecidos completos com parafusos, arruelas e porcas.

3. Os parafusos e porcas deverão atender à ABNT-NBR 6159, NBR 6160 e NBR 6161.

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Figura 2 - Base de chaves fusíveis para subestações

Notas:

1. Furos de Ø 14 mm sobre circunferência de Ø 76 mm.

2. 4 Furos de Ø 17 mm para montagem.

3. Rasgos de 17 x 33 mm apenas nos itens 2,3 e 4.

4. Outras dimensões poderão ser aceitas, a critério da Contratante.

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Figura 3 - Isolador para chaves de 13,8 kV

Notas:

1. As porcelanas e ferragens deverão ser identificadas de forma legível e indelével com pelo
menos a indicação do nome do fabricante e do ano de fabricação da peça.

2. Os eixos dos furos no topo da campânula devem coincidir com os eixos dos furos
correspondentes do flange do pino.

3. A amostragem para os ensaios de tipo e de rotina para esses isoladores deve ser a
indicada na Norma ABNT NBR 11790.

4. A critério da CONTRATANTE poderão ser aceitos outros isoladores desde que possuam
características elétricas e mecânicas superiores às características dos isoladores
mostrados nessa Figura.

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Figura 4 - Isolador para chaves de 34,5 kV

Notas:

1. As porcelanas e ferragens deverão ser identificadas de forma legível e indelével com pelo
menos a indicação do nome do fabricante e do ano de fabricação da peça.

2. Os eixos dos furos no topo da campânula devem coincidir com os eixos dos furos
correspondentes do flange do pino.

3. A amostragem para os ensaios de tipo e de rotina para esses isoladores deve ser a
indicada na Norma ABNT NBR 11790.

4. A critério da CONTRATANTE poderão ser aceitos outros isoladores desde que possuam
características elétricas e mecânicas superiores às características dos isoladores
mostrados nessa Figura.

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Figura 5 - Isolador para chaves de 69 kV

Notas:

1. As porcelanas e ferragens deverão ser identificadas de forma legível e indelével com pelo
menos a indicação do nome do fabricante e do ano de fabricação da peça.

2. Os eixos dos furos no topo da campânula devem coincidir com os eixos dos furos
correspondentes do flange do pino.

3. A amostragem para os ensaios de tipo e de rotina para esses isoladores deve ser a
indicada na Norma ABNT NBR 11790.

4. A critério da CONTRATANTE poderão ser aceitos outros isoladores desde que possuam
características elétricas e mecânicas superiores às características dos isoladores
mostrados nessa Figura.
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Figura 6 - Dimensões padronizadas para os elos fusíveis das chaves de 13,8kV

Notas:

1. Os botões dos elos fusíveis deverão ser identificados de forma legível e indelével, com
pelo menos a indicação do nome e marca do fabricante e da corrente nominal do elo em
Ampéres, seguido das letras H, K ou T.

2. Os elos fusíveis acima de 65 A, inclusive, não necessitarão de arruelas.

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Figura 7 - Dimensões da chave fusível de 13,8 kV – Deslocamentos / folgas permitidos
para o porta fusível

Notas:

1. A cor dos isoladores deverá ser cinza claro.

2. O gancho para abertura em carga deve ter seção transversal circular.

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Figura 8 – Desenho da Chave fusível religadora

Características Elétricas Dimensões [mm]

Capacidade
Tensão Corrente de
NBI Interrupção
Item Nominal Nominal A B C D E F G H, I J
[kV]
[kV] [A] Simétrica/
Assimétrica

1 15 95 50/100 1400/2000 500 390 356 205 510 50 505 203 6,35

2 24,2 125 50/100 1400/2000 568 405 410 205 507 40 505 203 6,35

De acordo com NBR 7282 ou desenho aprovado


3 36,2 150 50/100 1400/2000
pela CONTRATANTE

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Anexo C - Desvios e exceções

Nome do fabricante: ............................................................. Nº da Proposta:...............

Número do Edital de Licitação: ............................................ Item: ............

Número da Concorrência: ....................................................

Número de Unidades: .......................................................... Data: ..../..../....

Seção da
Descrição
especificação

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