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Primeira Epístola de

Pedro
Análise
Esta bela carta foi escrita aos crentes da Ásia Menor a fim
Esboço
SAUDAÇÃO DE PEDRO A SEUS LEITORES, 1.1,2
de estimulá-los a uma exultante alegria em face da persegui­
A DOXOLOCIA TRINITÁRIA, 1 .3 -1 2
ção. Sua intenção era que circulasse entre os crentes de heran­
NOSSA RELAÇÃO COM DEUS, 1.13— 2.10
ça predominantemente gentia, em congregações localizadas Sede Santos em Toda vossa Conduta, pois Ele É Santo,
em províncias do império romano onde o jugo imperial linha 1 .1 3 -1 6
a possibilidade de ser mais severo. A perseguição não era algo Conduzi-vos em Temor, pois Fostes Resgatados com
desconhecido para a Igreja. Desde a primeira perseguição con­ Sangue, 1.17-21
tra Estêvão e a dispersão que se seguiu, ate às tribulações cons­ Amai-vos Fervorosamente, Pois Provastes a Bondade do
tantes experimentadas por Paulo por onde quer que ele fosse, ' Senhor, 1.22— 2.3
Chegai-vos à Pedra Viva e Edificai-vos numa Casa
os primitivos cristãos conheciam o desgaste e a tensão do an­
Espiritual, pois Sois Raça Eleita, 2 .4 -1 0
tagonismo. Agora a ira do louco imperador, Nero, estava pres­
NOSSA RELAÇÃO COM .OS HOMENS, 2.1.1— 3.12
tes a explodir em Roma, às expensas da Igreja. Por Crentes, Sujeitai-vos a Toda Instituição Humana,
conseguinte, o apóstolo Pedro procurou preparar a Igreja da 2 .1 1 -1 7
Ásia Menor para o desastre iminente nessas províncias orien­ Servos/Sede Submissos aõs vossos Senhores,
tais, onde a opressão indubitavelmente chegaria, partindo de 2 .1 8 - 25
seu centro de irradiação, de Roma. No espírito de um pastor Esposas, Sede Submissas a vossos Esposos, 3.1 - 6
fiel e de um superintendente de almas, Pedro enviou essa epís­ Maridos, Amai vossas Mulheres com Consideração,
tola pastoral a fim de confirmar o seu rebanho na consolado­ 3.7
Todos vós. Tende Unidade no Espírito, 3 .8 -1 2
ra esperança da vinda do Espírito. Enraizando-se nas paixões
BÊNÇÃOS POR CAUSA DA IUSTIÇA, 3.13— 5.11
de Cristo, cumpria-lhes absterem-se das paixões da carne ain­
Mantende Limpa a Consciência quando Sofrerdes pelo
da que se encontrassem no seio de uma sociedade hostil, seus Erro, 3 .1 3 -1 7
sofrimentos por amor à justiça na realidade se transformariam Assim como Cristo morreu pelo Pecado, assim o
numa bênção. Batismo É Sinal de nossa Morte para o Pecado,
3.18— 4.6
Autor já que o Fim Está Próximo, Mantende um Amor infalível,
4 .7 -1 9
Essa epístola da parte de Pedro, provavelmente, foi envia­
Anciãos, Sede Exemplares; Membros, Sede Humildes sob
da de Roma aos crentes da Ásia Menor, algum tempo entre 62
Deus, 5.1-11
e 69 d.C. Há uma notável afinidade de pensamento entre essa SAUDAÇÃO, 5 .12 -1 4
epístola e a epístola de Paulo aos Romanos (56-57 d.C.), e
aepístola anônima aos Hebreus (60 d.C.?). Provavelmente am­
bas as epístolas eram conhecidas por Pedro em Roma.

Prefácio e saudação 1.1 Olo 7.35; Ação de graças


Tg 1.1
Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos 3 Bendito o D eus e Pai de nosso Senhor

1 eleitos que são forasteiros da Disper­ 1.2 faRm 1.7;

B itín ia,0
2
Ef 1.4; Hb 10.22;
são no Ponto, Galácia, Capadócia, Á sia e1Pe 2.9; |d 1.2

1.3 cJo 3.3;


e le ito s, segun do a presciên cia de
Jesus Cristo, que, segundo a sua muita m iseri­
córdia, nos regenerou para um a viva espe­
rança, m ediante a ressurreição de Jesus Cristo
dentre os m ortos,c
1Co 15.20;
D eus Pai, em santificação do Espírito, para Ef 1.3; Tt 3.5; 4 para uma herança incorruptível, sem
a obediência e a aspersão do sangue de 1Pe 3.21 m ácula, im arcescível, reservada nos céus para
Jesus Cristo, graça e paz v os sejam m ultipli­ 1.4 PCI 1.5; vós outros d
cadas. b 1Pe 5.4 5 que sois guardados pelo poder de Deus,

1.2 Para obediência. Esse é o propósito de nossa eleição, i.e., 1.4 Incorruptível. O termo também descreve: 1) Deus
conformidade com a vontade divina (Rm 8.29; Ef 2.10). (Rm 1.23); 2) a nossa coroa (1 Co 9.25 ); 3) o novo corpo
• N. Hom. O significado da aspersão na Bíblia. 1) Purificação (1 Co 15.52). Sem mácula. Refere-se a Cristo (Hb 7.26) e à
(cf Nm 19.9 e H b 9 .1 3 ); 2) Selo da aliança (cf Êx 2 4 .3 -8 religião genuína (Tg 1.27). Imarcescível. Só aparece aqui e em
com Hb 12.24); 3) Consagração ao serviço de sacerdote 5 .4, falando da coroa de glória que não murcha.
(cf Êx 29.21 com Hb 1 0.1 9 -22 ; 1 Pe 2.5,9 ). 1.5 Guardados (gr phroureõ). Usado no passivo é uma clara
1 PEDRO 1.6 1734
mediante a fé, para a salvação preparada para 1.5 14 Como filhos da obediência, não vos
e]o 10.28-29;
revelar-se no último tempo.e Jd 1.1 amoldeis às paixões que tínheis anteriormente
6 Nisso exultais, embora, no presente, por 1 .6 'Mt 5.12; na vossa ignorância/
breve tempo, se necessário, sejais contrista­ 2Co 4.17;
Tg 1.2 15 pelo contrário, segundo é santo aquele
dos por várias provações/ 1.7 9JÓ 23.10; que vos chamou, tomai-vos santos também
7 para que, uma vez confirmado o valor da Pv 17.3; vós mesmos em todo o vosso procedimento,0
Zc 13.9;
vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro 16 porque escrito está:
1Co 3.13;
perecível, mesmo apurado por fogo, redunde 2Ts 1.7-12; Sede santos, porque eu sou santoP.
em louvor, glória e honra na revelação de lPe4.12
1.8 P|o 20.29; 17 Ora, se invocais como Pai aquele que,
Jesus C risto / Hb 11.1 sem acepção de pessoas, julga segundo as
8 a quem, não havendo visto, amais; no 1.9 'Rm 6.22
I.IO yC n 49.10;
obras de cada um, portai-vos com temor du­
qual, não vendo agora, mas crendo, exultais
Ag 2.7; rante o tempo da vossa peregrinação,«?
com alegria indizível e cheia de g ló ria / Mt 13.17;
9 obtendo o fim da vossa fé: a salvação da 18 sabendo que não foi mediante coisas
2Pe 1.19-21
vossa alma.' 1.11 kS! 22.6; corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes
Dn 9.26; resgatados do vosso fútil procedimento que
10 Foi a respeito desta salvação que os Jo 12.41;
profetas indagaram e inquiriram, os quais IPe 3,19
vossos pais vos legaram /
profetizaram acerca da graça a vós outros des­ 1.12 l h 25,20; 19 mas pelo precioso sangue, como de
At 2.4; Hb 11.13
tinada/’ cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue
1.13 mLc 12.35;
11 investigando, atentamente, qual a oca­ Rm 13.13; de C risto/
sião ou quais as circunstâncias oportunas, in­ IT s 5.6; IP e 4.7 20 conhecido, com efeito, antes da funda­
1.14 "At 17.30;
dicadas pelo Espírito de Cristo, que neles ITs 4.5 ção do mundo, porém manifestado no fim dos
estava, ao dar de antemão testemunho sobre 1.15 tempos, por amor de vós(
os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as « Lc1.74-75;
ITs 4.3-4;
21 que, por meio dele, tendes fé em Deus,
glórias que os seguiriam / 2Pe 3.11 o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe
12 A eles foi revelado que, não para si 1.16 deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança
PLv 11.44-45;
mesmos, mas para vós outros, ministravam as estejam em Deus."
19.2
coisas que, agora, vos foram anunciadas por 1.17 40t 10.17;
aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do Rm 2.11;
céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas Hb 11.13; A santidade no amor
IPe 2.11
que anjos anelam perscrutar/ 1.18 'Ez 20.18; 22 Tendo purificado a vossa alma, pela
7.23 vossa obediência à verdade, tendo em vista o
A santidade na vida 1.19 st* 12.5;
amor fraternal não fingido, amai-vos, de co­
Jo 1.29,36;
13 Por isso, cingindo o vosso entendi­ ICo 5.7; ração, uns aos outros ardentemente,1'
mento, sede sóbrios e esperai inteiramente na Hb9.12
1.20 'Rm 3.25;
graça que vos está sendo trazida na revelação Gl 4.4; Cl 1.26; Ap 13.8 1.21 «Mt 26.18; Ef 1.20; Hb 2.9 1.22 *At 15.9;
de Jesus Cristo.m Tt 1.2-3; ITs 4.9; Hb 13.1; 2Pe 1.7

afirmação do poder de Deus aplicado na preservação dos san­ Deus (cf 2 Co 7 .1), em lugar de indiferença ante Seu julga­
tos. A mesma palavra grega ocorre só mais três vezes: mento (1 7 ); 4) Amor fraternal genuíno, em lugar de afeição
2 Co 11.32; Gl 3.23 e Fp 4.7. hipócrita (22).

1 .6.8 Exultais. Significa alegria e agitação no louvor a Deus 1.18,19 Estes w mostram como o sacrifício infinitamente
(cf SI 51.12; Is 1 2.3,6) e na vinda escatológica do Messias precioso do sangue de Cristo não pode perder seu valor ou
(1 Pe 4 .13 ; |d 24; Ap 19.7). eficácia. A fé, valorizada pelo sofrimento, excede ao ouro e
prata (7 ). Cordeiro. É uma menção ao cordeiro pascal que
1.8 "Teu coração pode possuí-IO ainda que teu olho não
redimiu os primogênitos (Êx 12.13; cf 1 Co 5 .7). O sangue
possa".
imaculado do Cordeiro é capaz de purificar as nossas almas
1.13 Cingindo. Estar atento para agir pela graça concedida quando nelas aspergido (22; cf 2); cumprindo-se assim a in­
e contra as tentações da ignorância da vida antiga tenção divina em sermos "sem mácula e irrepreensíveis"
(cf Rm 12.2). Esperai inteiramente (gr teieiõs: "até ao fim ", (2 Pe 3.14).
"perfeitamente". Não esmorecer até Cristo voltar (cf 1.3).
1.22 Amor Fraternal: 1) Sua fonte - a alma purificada; 2 ) Sua
• N. Hom. 1 .1 4 -2 2 Procedimento característico do cristão: maneira - seguindo a verdade; 3) Sua natureza - genuíno,
1) Obediência a Deus (2 2 ), em lugar da antiga vida de rebe­ de coração e ardente (cf 4.8; gr ektenõs, da raiz ekteinõ, "alar­
lião (1 4 ); 2) Santidade, separado para o Seu serviço (15,16), gar", "estender", cf M 18.3; 12.13, donde significa "intensi­
em vez de fútil procedimento (18; Rm 8.20); 3) Temor de vamente", especialmente em oração, cf Lc 22.44 e At 12.5).
1735 1 PEDRO 2.13
23 pois fostes regenerados não de semente 1.23 »Jo 1.13; será, de modo algum, envergonhado0.
Tg 1.18
corruptível, mas de incorruptível, mediante a 7 Para vós outros, portanto, os que credes,
palavra de Deus, a qual vive e é perma­ 1.24 « S I103.15; é a preciosidade; mas, para os descrentes,
Tg 1.10
nente.»' A pedra que os construtores rejeitaram,
24 Pois* 1.25 y (24-25) essa veio a ser a principal pedra, an­
Is 40.6-9
toda carne é como a erva, e toda a sua gularf
glória, como a flor da erva; seca-se a 2.1 ^Ef 4.22; 8 e:
Cl 3.8; Tg 1.21; Pedra de tropeço e rocha de ofensas. São
erva, e cai a sua flor;
1Pe 4.2
25 a palavra do Senhor, porém, perma­ estes os que tropeçam na palavra,
nece etemamente.)' Ora, esta é a pala­ 2.2 °Mt 18.3; sendo desobedientes, para o que tam­
Rm 6.4;
vra que vos foi evangelizada. Hb 5.12-13 bém foram postos.
9 Vós, porém, sois raça e le ita / sacerdó­
2.3 6 SI 34.8
Os crentes são a casa espiritual cio real, nação santa, povo de propriedade
edificada em Cristo 2.4 cS1118.22; exclusiva de Deus1, a fim de proclamardes as
At 4.11
Despojando-vos, portanto, de toda mal­ virtudes daquele que vos chamou das trevas
2 dade e dolo, de hipocrisias e invejas e de 2.5 4ls 61.6;
toda sorte de maledicências/
Os 14.2;
para a sua maravilhosa luz;
10 vós, sim, que, antes, não éreis povo/,
Rm 12.1;
2 desejai ardentemente, como crianças re­Fp 4.18; mas. agora, sois povo de Deus, que não tí­
cém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para 1Pe 4.11 nheis alcançado misericórdia, mas, agora, al­
que, por ele, vos seja dado crescimento para 2.6 Os 28.16 cançastes misericórdia.
salvação,0
2.7 'S1118.22 A vida exemplar cristã:
3 se é que já tendes a experiência de que
o Senhor é bondosob. 2.891s 8.14-15 deveres para com os não-crentes
4 Chegando-vos para ele, a pedra que2.9 6ÊX 19.5-6 e para com as autoridades
vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para ' Dt 7.6; 14.2 11 Amados, exorto-vos, como peregrinos
com Deus eleita e preciosa/ 2.1010s 2.23 e forasteiros que sois, a vos absterdes das
5 também vós mesmos, como pedras que paixões carnais, que fazem guerra contra a
2.11
vivem, sois edificados casa espiritual para U C r 29.15; alma,*
serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes Rm 13.14; 12 mantendo exemplar o vosso procedi­
sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Hb 11.13; mento no meio dos gentios, para que, naquilo
1Pe 1.17
intermédio de Jesus Cristo.d que falam contra vós outros como de malfei­
6 Pois isso está na Escritura: 2.12 'Mt 5.16; tores, observando-vos em vossas boas obras,
Rm 12.17;
Eis que ponho em Sião uma pedra angular, Fp 2.15; glorifiquem a Deus no dia da visitação.'
eleita e preciosa; e quem nela crer não 1Pe 3.16 13 Sujeitai-vos a toda instituição humana

1.23 Regeneração é a operação de Deus "mediante a ressur­ (cf os termos "forasteiros" em 1.1 e "peregrinação" em
reição de Cristo" (1 .3 ) aplicada pelo Espírito (Jo 3.5; 1.13). 1.17), gozamos das seguintes bênçãos: 1) somos privilegia­
Aqui faz-se menção à semente viva da palavra criadora de dos como povo escolhido (Is 4 3.2 0 ,21 ), 2) somos feitos em
Deus, idêntica à do evangelho (25; Tg 1.18; cf T t 3.5). sacerdócio real partilhando do reinado de Cristo (Ap 5.10)
2 .1 ,2 Despojando-vos. É a ação voluntária que procede da bem como do seu sacerdócio (cf Rm 15.16 e Ef 5 .2); 3) e,
regeneração (cf Ef 4.22 ,2 5; Cl 3 .8; Hb 12.1; Tg 1.21). É tam­ também, nos constituímos em propriedade santa e exclusiva
bém o intenso desejo para o "leite espiritual" que é Cristo de Deus. A finalidade desta nova aliança com Deus é anunciar
(cf 3 e SI 34.8 - "experimentar", i.e., "saborear") ou a pala­ Suas excelências, bem como seguir Seus passos e Seu exem­
vra do Senhor (1.25). plo (2.21).

2.4 Chegando-vos. Chegar-se para permanecer e gozar de 2.11 Paixões carnais (gr sarkikoi). É a palavra que Paulo em­
comunhão íntima com Ele, já que a vossa atitude a respeito prega para descrever os cristãos ainda crianças (1 Co 3 .1 -4 ),
da "Pedra" é idêntica à de Deus. i.e., centralizados em si mesmos em vez de darem a centrali-
dade a Cristo. É o desejo do "eu" contra Cristo e a luta contra
2.5 Nós partilhamos da vida da "Pedra Viva" (Cristo - v 4)
a alma.
pelo Espírito que Cristo nos dá através da ressurreição
(cf jo 7 .3 7 -3 9 ). Sois edificados por Cristo (Ml 16.18) no 2.12 Falam contra vós. Nos primeiros séculos, imoralidade e
Templo que é também o Seu Corpo (|o 2 .1 9 -2 1 ). Sacrifícios crimes foram lançados contra os cristãos. A realidade deve ser
Espirituais. Cf Rm 12.1, "as nossas vidas"; Hb 13.15, "louvor"; ao contrário, para assim emudecer a ignorância pagã (15) e
Hb 13.16, "a prática do bem e mútua cooperação". glorificar a Deus.
2 .9 Aqui está em vista a nova aliança (cf |r 30.21,22; 2.13 O princípio de uma vida exemplar perante o mundo e
3 1 .3 1 -3 7 ). Quando somos remidos da escravidão e exílio a sujeição voluntária por amor a Deus às instituições de or-
1 PEDRO 2.14 1736
por causa do Senhor, quer seja ao rei, como 2.13 dava com ultraje; quando maltratado, não fa­
">Mt 22.21;
soberano,™ Tt 3.1 zia ameaças, mas entregava-se àquele que
14 quer às autoridades, como enviadas por julga retamente,w
2.14
ele, tanto para castigo dos malfeitores como rtRm 13.3-4 24 carregando ele mesmo em seu corpo,
para louvor dos que praticam o bem." sobre o madeiro, os nossos pecados, para que
2.15 oTt 2.8
15 Porque assim é a vontade de Deus, que, nós, mortos para os pecados, vivamos para a
2.16P1C0 7.22
pela prática do bem, façais emudecer a igno­ justiça; por suas chagas, fostes sarados/
rância dos insensatos;0 2.17 <?Pv 24.21; 25 Porque estáveis desgarrados como ove­
Rm 12.10;
16 como livres que sois, não usando, toda­ Fp 2.3; IPe 1.22
lhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor
via, a liberdade por pretexto da malícia, mas e Bispo da vossa alma.v
2 .1 8 '0 6.5;
vivendo como servos de Deus.P 1Tm 6.1
17 Tratai todos com honra, amai os ir­ A vida exemplar cristã: deveres dos casados
2.19*M t 5.10;
mãos, temei a Deus, honrai o rei.'? M ulheres/ sede vós, igualmente, sub­

A vida exemplar cristã:


IPe 3.14

2.20 f IPe 3.14


3 missas a vosso próprio marido, para que,
se ele ainda não obedece à palavra, seja ga­
deveres dos que prestam serviços a outrem 2.21 uMt 16.24;
At 14.22;
nho, sem palavra alguma, por meio do proce­
18 Servos, sede submissos, com todo o te­ ITs 3.3; dimento de sua esposa,
mor ao vosso senhor, não somente se for bom IPe 3.18 2 ao observar o vosso honesto comporta­
e cordato, mas também ao perverso/ 2.22 ris 53.9 mento cheio de temor.“
19 porque isto é grato, que alguém suporte 2.23 »-Is 53.7; 3 Não seja o adorno6 da esposa o que é
tristezas, sofrendo injustamente, por motivo Lc 23.46; exterior, como frisado de cabelos, adereços de
de sua consciência para com Deus.5 Hb 12.3 ouro, aparato de vestuário;
20 Pois que glória há, se, pecando e sendo 2.24 *ls 53.4-6; 4 seja, porém, o homem interior do cora­
esbofeteados por isso, o suportais com pa­ Mt8.17; ção, unido ao incorruptível trajo de um espí­
Hb 9.28
ciência? Se, entretanto, quando praticais o rito manso e tranqüilo, que é de grande valor
2.25 7(24-25) diante de D e u s/
bem, sois igualmente afligidos e o suportais Is 53.5-6
com paciência, isto é grato a D eus/ 5 Pois foi assim também que a si mesmas
3.1 ^Ef 5.22;
21 Porquanto para isto mesmo fostes cha­ se ataviaram, outrora, as santas mulheres que
Cl 3.18
mados, pois que também Cristo sofreu em esperavam em Deus, estando submissas a seu
3.2 °1Pe 2.12
vosso lugar, deixando-vos exemplo para se­ próprio marido,
guirdes os seus passos,“ 3.3 61Tm2.9 6 como fazia Sara, que obedeceu a
22 o qual não cometeu pecado, nem dolo 3.4 <5145.13; Abraão, chamando-lhe senhor6, da qual vós
algum se achou em sua bocav; 2Co 4.16 vos tomastes filhas, praticando o bem e não
23 pois ele, quando ultrajado, não revi- 3.6 “ Gn 18.12 temendo perturbação alguma.

dem social e civil (cf Rm 1 3 .1 -7 ). O cristão é um revolucioná­ 3) Sua posição de Pastor e Bispo das nossas almas (25).
rio, não no sentido subversivo mas construtivamente.
2.25 Conversão significa 0 fim do fútil vaguear (cf 1.18;
2.16 Uvres. "A única liberdade verdadeira, da qual uma cria­ Is 53.6) e submissão ao bom Pastor que reúne as ovelhas des­
tura como o homem é capaz, é o uso livre de suas faculdades garradas ao rebanho de Deus.
no serviço de Deus" (). Brown).
3.1 Não obedece. É rigoroso no original, descrevendo a ati­
2 .19,20 Consciência aqui seria "sentimento" ou "reconheci­
tude dos que se opõem ao evangelho. Como crentes maltra­
mento" de Deus e Sua vontade. G rato (também em v 20 - gr
tados pelos pagãos (2 .1 2 ,1 8 -2 1 ), a esposa crente cumpre o
charis, "graça"). Sofrer injustamente não só glorifica a Deus,
exemplo de Cristo em submissão, mansidão (atitude de coo­
mas também manifesta a Sua graça atuante na vida e cumpre
peração) e tranquilidade (1 ,4 ). A palavra, i.e., 0 evangelho
0 exemplo de Cristo (21 - 2 4 ; cf Lc 6 .3 2 -3 6 ).
(cf 1.25). Sem palavra. Significa sem outro argumento além
2.21 Exemplo. Uma única vez é encontrada a palavra no NT da vida.
(gr hupogrammorí). Significa 0 "caderno de alfabeto" de auto­
ria do mestre do qual os alunos copiavam traçando as linhas 3.3 O adorno.. . exterior. A ênfase não está tanto na conde­
do original. nação dos adornos exteriores, como frisado de cabelos, apa­
rato de vestuário, etc., mas na aparência exterior apreciada
• N. Hom. 2 .2 1 -2 5 A. O exemplo de Cristo. "Devemos se­
pelos homens, em contraste com a santidade interior apre­
guir os Seus passos": 1) Numa vida irrepreensível (22); 2) Evi­
ciada por Deus (1 Sm 16.7).
tando autodefesa e vingança (2 3 ); 3) Confiando na provi­
dência soberana de Deus (Jr 11.20; |o 8 .5 0 ). B. Os méritos 3.4 O homem interior. Como em Rm 7.22, refere-se à perso­
de Cristo. Devemos louvar: 1) Seu sofrimento substitutivo nalidade ou espírito já tocado por Deus e orientado "pelas
(2 1 ); 2 ) Seu pagamento da penalidade da nossa culpa (24); veredas da justiça".
1737 1 PEDRO 3.22
7 Maridos, vós, igualmente, vivei a vida 3.7 ejó 42.8; 14 Mas, ainda que venhais a sofrer por
1Co 7.3; Ef 5.25;
comum do lar, com discernimento; e, tendo ITs 4.4 causa da justiça', bem-aventurados sois. Não
consideração para com a vossa mulher como vos amedronteis, portanto, com as suas amea­
parte mais frágil, tratai-a com dignidade, por­ 3.8 fRm 12.10; ças, nem fiqueis alarmados;
Fp 3.16; Hb 13.1
que sois, juntamente, herdeiros da mesma 15 antes, santificai a Cristo, como Senhor,
graça de vida, para que não se interrompam as 3.9gPv 17.13; em vosso coração, estando sempre preparados
vossas orações.« Mt 5.39; para responder a todo aquele que vos pedir
Rm 12.14;
ITs 5.15 razão da esperança que há em vós,m
A vida exemplar cristã: o amor fraternal
16 fazendo-o, todavia, com mansidão e
8 Finalmente, sede todos de igual ânimo, 3.10 h$l 34.12; temor, com boa consciência, de modo que,
compadecidos, fratemalmente amigos, mise­ 1Pe2.1
naquilo em que falam contra vós outros, fi­
ricordiosos, hum ildes/ 3.11 'SI 37.27, quem envergonhados os que difamam o vosso
9 não pagando mal por mal ou injúria por Rm 12.18;
bom procedimento em Cristo,”
injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, Hb 12.14
17 porque, se for da vontade de Deus, é
pois para isto mesmo fostes chamados, a fim 3.121(10-12) melhor que sofrais por praticardes o que é
de receberdes bênção por herança. 9 SI 34.12-16
bom do que praticando o mal.
10 Pois*
3.13 *Pv 16.7 18 Pois também Cristo morreu, uma única
quem quer amar a vida e ver dias felizes
vez, pelos pecados, o justo pelos injustos,
refreie a língua do mal e evite que os 3 .1 4 'Mt 5.10
seus lábios falem dolosamente; para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na
11 aparte-se do mal, pratique o que é 3.15 m(14-15) carne, mas vivificado no espírito,0
bom, busque a paz e empenhe-se por Is 8.12-13 19 no qual também foi e pregou aos espí­
alcançaria/ ritos em p risã o /
3.16 "Tt 2.8;
12 Porque os olhos do Senhor repousam 1Pe 2.12 20 os quais, noutro tempo, foram desobe­
sobre os justos, e os seus ouvidos estão dientes quando a longanimidade de Deus
3.18 «Rm 1.4; aguardava nos dias de NoéR, enquanto se pre­
abertos às suas súplicas, mas o rosto do 2Co 13.4;
Senhor está contra aqueles que prati­ Hb 9.26 parava a arca, na qual poucos, a saber, oito
cam males./ pessoas, foram salvos, através da água,
3.19 Pis 42.7; 21 a qual, figurando o batismo, agora tam­
1Pe 1.12
A prática do bem. bém vos salva, não sendo a remoção da imun­
A longanimidade segundo o exemplo 3.20 dícia da carne, mas a indagação de uma boa
de Cristo iG n 6.1-7.24 consciência para com Deus, por meio da res­
13 Ora, quem é que vos há de maltratar, se 3.21 sRm 10.10;
surreição de Jesus C risto/
fordes zelosos do que é bom?*1 Tt 3.5 22 o qual, depois de ir para o céu, está à

3 .7 Vivei com discernimento. À luz de 1 Ts 4 .3 - 5 e 3.17 Duas características do sofrimento cristão: 1) imerecido
1 Co 7 .3 -5 , refere-se a direitos sexuais. Interrompam. É um (cf 2 .19 ,2 0) e 2) divinamente ordenado, ambas suprema­
termo militar, "bloquear". Discordância no lar, como a falta mente ilustradas no sofrimento de Cristo.
de "discernir o corpo" (1 Co 11.29), impede a comunhão
3.18 Uma única vez. Não há, nem pode haver, mais sacrifí­
com Deus. É pressuposto que o marido e a mulher orem
juntos. cios pelos pecados (Hb 9.25 ,2 6). É possível que o realce ao
sofrimento de Cristo nesta epístola se explique, em parte,
3 .9 Fostes chamados. É a recompensa ativa do mal com o
pelo choque que o próprio Pedro recebeu quando foi re­
bem (Rm 12.21). Em 2 .21 , a mesma frase apela aos crentes a
preendido por Jesus, porque não tinha compreendido a in­
suportarem pacientemente a perseguição injusta. Em bendi­
tenção de Deus de expiar o pecado através do sofrimento e
zer "os que vos maldizem" (Lc 6 .28; Mt 5 .44 ) gozamos a se­
morte do Seu Filho (M t 1 6 .2 1 -2 3 ).
gurança da bênção divina no fim (cf Mt 5.10 ,1 2).
3.14 Bem aventurados. Não significa "sentir alegria", mas 3.19 Pregou. Cristo anunciou (gr kãrussein, "proclam ar"; não
"gozar de altos privilégios" (Lc 1.48; M t5 .1 - 1 2 ). A reação evanggelizein, "evangelizar") aos anjos caídos (cf 2 Pe 2.4,5 ).
comum no sofrimento é sentir-se não somente triste, mas Sua vitória sobre o inimigo e a maldade (cf Cl 2.15).
desprezado e abandonado por Deus. 3.21 Figurando (lit "antítipo") o batismo. O tipo são os acon­
3.15 Santificai a Cristo. Sede fiéis a Cristo como o soberano tecimentos no tempo de Noé. Compare-se a água do dilúvio
Senhor. Pedro mesmo O tinha negado por falta de com­ (que tanto destruiu os pecadores como sustentou a arca da
preensão com respeito ao propósito de Jesus (Lc 22). Prepara­ salvação) com a água do batismo que testifica o julgamento
dos para responder numa interrogação oficial (veja a carta de de Deus tomado por Cristo e a salvação providenciada nele,
Plínio a Trajano, escrita em 112 d .C ) . nossa arca.
1 PEDRO 4.1 1738
destra de Deus, ficando-lhe subordinados an­ 3.22 r S I110.1; 10 Servi uns aos outros, cada um con­
1Co 15.24;
jos, e potestades, e poderes.s Cl 3.1 forme o dom que recebeu, como bons despen­
4.1 tRm 6.2; seiros da multiforme graça de Deus.c
A morte para o pecado e a pureza de vida Cl 5.24; 11 Se alguém fala, fale de acordo com os
IPe 3.18
Ora, tendo Cristo sofrido na carne, ar­ 4.2 ujo 1.13; oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na
4 mai-vos também vós do mesmo pensa­ 2Co5.15;
mento; pois aquele que sofreu na carne Tg 1.18
força que Deus supre, para que, em todas as
coisas, seja Deus glorificado, por meio de Je­
4.3 /Ez 44.6;
deixou o pecado/ At 17.30; sus Cristo, a quem pertence a glória e o domí­
2 para que, no tempo que vos resta na ITs 4.5; nio pelos séculos dos séculos. Atném!d
IPe 1.14
carne, já não vivais de acordo com as paixões 4.4 ^At 13.45;
dos homens, mas segundo a vontade de IPe 3.16 O sofrermos por Cristo
Deus." 4.5 *At 10.42; é privilégio glorioso
Rm 14.10;
3 Porque basta o tempo decorrido para ter­
2Tm 4.1
12 Amados, não estranheis o fogo ardente
des executado a vontade dos gentios, tendo 4 .6 /IPe 3.19 que surge no meio de vós, destinado a provar-
andado em dissoluções, concupiscências, bor­ 4.7 vos, como se alguma coisa extraordinária vos
racheiras, orgias, bebedices e em detestáveis *Mt 24.13-14;
U 21.34; Fp 4.5;
estivesse acontecendo;e
idolatrias.v Hb 10.25; 13 pelo contrário, alegrai-vos na medida
4 Por isso, difamando-vos, estranham que IPe 1.13; em que sois co-participantes dos sofrimentos
2Pe 3.9
não concorrais com eles ao mesmo excesso de 4.8 oPv 10.12 de Cristo, para que também, na revelação de
devassidão,w 4.9 PRm 12.13; sua glória, vos alegreis exultando/
5 os quais hão de prestar contas àquele Fp 2.14; Hb 13.2 14 Se, pelo nome de Cristo, sois injuria­
4.10 cMt 24.45;
que é competente para julgar vivos e Lc 12.42; dos, bem-aventurados sois, porque sobre vós
mortos;" 1Co 4.1-2; repousa o Espírito da glória e de Deus.s
6 Tt 1.7
pois, para este fim, foi o evangelho pre­ 15 Não sofra, porém, nenhum de vós
4.11 4Jr 23.22;
gado também a mortos, para que, mesmo jul­ ICo 3.10; como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou
gados na carne segundo os homens, vivam no 1Tm 6.16; como quem se intromete em negócios de
espírito segundo Deus. y Ap1.6 outrem;h
4 .12 *1 0)3.1 3
4.13 1At 5.41;
16 mas, se sofrer como cristão, não se en­
Alguns deveres dos crentes 2Co1.7; vergonhe disso; antes, glorifique a Deus com
uns para com os outros Fp 3.10; esse nome.'
2Tm2.12;
7 Ora, o fim de todas as coisas está pró­IPe 1.5-6; 17 Porque a ocasião de começar o juízo
ximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a Ap 1.9 pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro
bem das vossas orações." 4.14 9Mt 5.11; vem por nós, qual será o fim daqueles que não
Tg 1.12
8 Acima de tudo, porém, tende amor in­ 4.15 MTs 4.11; obedecem ao evangelho de Deus?/
tenso uns para com os outros, porque o amor IPe 2.20 18 E, se é com dificuldade que o justo é
4 .1 6 'At 5.41 salvo, onde vai comparecer o ímpio, sim, o
cobre multidão de pecados0.
4 .1 7 /Is 10.12;
9 Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem Ez 9.6; U 10.12 pecadork?
murmuração.b 4.18 M>v 11.31 19 Por isso, também os que sofrem se-

4.1 Deixou. A vitória de Cristo sobre o poder e castigo do pessoal, mas para cumprir Sua vontade no benefício de to­
pecado é compartilhada por todos que pela fé se identificam dos. Os oráculos. Em Rm 3.2 e At 7.38 referem-se às Escritu­
com Cristo e Seu sofrimento (Rm 6 .1 -1 1 ). ras. O sentido aqui seria: "Fale como se as palavras fossem de
4 .5 ,6 Prestar contas. Nenhum vivo ou morto escapará ao de­ Deus". Seja Deus glorificado. Esta é a finalidade de todo ser­
ver de responder pelas próprias ações, pensamentos e pala­ viço cristão.
vras diante do justo Juiz (T g 4 .1 2 ; H b 4 .1 3 ; 9.17 ) Porém, a 4 .1 4 Bem-aventurados sois. Sofrer por Cristo não é desdita
misericórdia de Deus, manifestada no evangelho, dá vida mas privilégio (cf At 5.41). O Espírito que repousou sobre o
eterna no Espírito, mesmo aos que morreram antes do se­ Filho Amado, repousará sobre os filhos de Deus. Clória. Pode
gundo advento (6). referir-se a Cristo (cf 2 C o 4 .6 ; Tg 2.1 n).
• N. Hom . 4 .7,8 A melhor preparação para as provas do fim:
4.16 Cristão. Só aqui e em At 11.26; 26.28. Originou-se
1) Alertas (lit "não intoxicados") porque conhecemos
como alcunha.
o futuro (M t 2 4 .2 5 ,4 2 -4 6 ); 2) Vigilantes em oração para
não cair na tentação de negar a fé sob compulsão 4.17 O julgamento que marcará o fim (a grande tribulação,
(cf Mt 26.41); 3) Tendo amor intenso para dar e receber cf Mc 13.20) terá seu início na perseguição purificadora da
encorajamento mútuo. Igreja e o seu fim na fúria divina contra os rebeldes
4.10,11 Dons. São concedidos por Deus, não para vantagem (Ap 6 .1 5 -1 7 ; cf Is 10.12; Jr 2 5.29; Ez 9.6; Ml 3 .1 -6 ).
1739 1 PEDRO 5.14
gundo a vontade de Deus encomendem a sua 4 .1 9 'SI 31.5; rosa mão de Deus, para que ele, em tempo
ZTm 1.12
alma ao fiel Criador, na prática do bem.' 5.1 " L c 24.48;
oportuno, vos exalte,
Rm 8.17-18; 7 lançando sobre ele toda a vossa ansie­
Os deveres do ministério Ap 1.9 dade, porque ele tem cuidado de vós.5
5.2
Rogo, pois, aos presbíteros que há entre ")o 21.15-17 8 Sede sóbrios e vigilantes. O diabo,
5 vós, eu, presbítero como eles, e teste­ 5.3 ° 3 33.12;
Ez34.4;
munha dos sofrimentos de Cristo, e ainda ICo 3.9;
vosso adversário, anda em derredor, como
leão que ruge procurando alguém para
co-participante da glória que há de ser Fp 3.17; devorar;'
revelada:™ lTm4.12 9 resisti-lhe firmes na fé, certos de que
5.4 A l Co 9-25; sofrimentos iguais aos vossos estão-se cum­
2 pastoreai o rebanho” de Deus que há Tg 1.12 prindo na vossa irmandade espalhada pelo
entre vós, não por constrangimento, mas es­ 5 5 9Pv 3.34
mundo.“
pontaneamente, como Deus quer, nem por 5.6 'Mt 23.12;
L c l4 .ll; 18.14 10 Ora, o Deus de toda a graça, que em
sórdida ganância, mas de boa vontade;
5.7 j SI 37.5; Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois
3 nem como dominadores dos que vos fo­ Mt 6.25; Fp 4.6
de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo
ram confiados, antes, tomando-vos modelos 5.8 'Jo 1.7;
U21.34; vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fun­
do rebanho.0
lPe4.7 damentar.1'
4 Ora, logo que o Supremo Pastor se ma­5.9 M t 14.22; 11 A ele seja o domínio, pelos séculos dos
nifestar, recebereis a imarcescível coroa da lTs 3.3; Tg 4.7
5.10 >-1Co 1.9;
séculos. Amém!w
glória.P
2TS2.17; 12 Por meio de Silvano*, que para vós
ITm 6.12; outros é fiel irmão, como também o consi­
Vários conselhos. Votos, IPe 1.6
dero, vos escrevo resumidamente, exortando
5.11 w1Pe4.ll
saudações finais e bênção e testificando, de novo, que esta é a genuína
5.12 M t 15.22,
5 Rogo igualmente aos jovens: sede sub­40 graça de Deus; nela estai firmes.
missos aos que são mais velhos; outrossim, 5.13 M t 12.12, 13 Aquela que se encontra em Babilônia,
25; 13.13;
no trato de uns com os outros, cingi-vos todos 15.37-39; também eleita, vos saúda, como igualmente
de humildade, porque Deus resiste aos sober­ Cl 4.10; Fm 24 meu filho Marcos y.
bos, contudo, aos humildes concede a sua 5.14 14 Saudai-vos uns aos outros com ósculo
zRm 16.16;
graça <?. 2Co 13.12; de amor.z
6 Humilhai-vosr, portanto, sob a pode- ITs 5.26 Paz a todos vós que vos achais em Cristo.

5.1 Eu, presbítero. Inspirado pelo Espírito, Pedro desmente toalha para lavar os pés dos discípulos.
toda e qualquer honra de ser o primeiro papa. Em humildade 5 .6,7 Poderosa mão de Deus. Refere-se à Sua providência so­
nascida de falhas (cf Mt 16.22; 2 6 .6 9 -7 5 ; Cl 2.14 ) não re­ berana. Podemos lançar toda nossa ansiedade sobre Ele numa
cusa em se ver como um simples pastor entre muitos. entrega decisiva (cf 2.23; 4.19).
• N. Hom . 5 .1 - 4 O pastor predileto de Deus faz sua obra 5 .8 Adversário (gr antidikos). Era o oponente numa ação judi­
com: 1) Espírito justo, não obrigado, mas de boa vontade; cial. Diabo. Lit "caluniador", "difamador", frisando a prática
2 ) Motivação certa, não lucro material, mas q gozo de fazer de acusar Deus perante os homens (C f C n 3), o homem pe­
a obra; 3) Maneira correta, não mandando, mas guiando; rante Deus (Jó 1.9,10) e uns contra os outros.
não como déspota, mas dando bom exemplo; 4 ) Reconhe­ 5 .9 A vitória sobre o diabo é ganha por resistência (no poder
cimento devido ao Supremo Pastor que dará o galardão justo.
de Deus, cf v 10) até à morte (Ap 1 2 .9 -1 1 ). Está em vista a
5.3 D o s.. . confiados (gr kleron, lit "porção", "lote".). Desse negação da fé. (Cartas do segundo século descrevem os cren­
termo vem a palavra "clero". tes que inicialmente negaram a fé mas depois arrependidos se
5 .4 Manifestar. Dá a entender que Cristo será visto por todos. firmaram como "devorados" e "vomitados pela besta").
No intervalo, os pastores devem agir como se já O vissem e 5.12 Meio de Silvano. Judeu, profeta, cidadão romano e com­
como que vistos por Ele. panheiro de Paulo (At 15.32,40; 1 6 .1 9 -2 5 ,3 7 ). Foi também
5.5 Cingi-vos todos de humildade. Seria uma lembrança do amanuense de Pedro. Isto explicaria o grego excelente desta
cenáculo, quando jesus humildemente cingiu-se com uma epístola.

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