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MICROBIOLOGIA (BACTERIOLOGIA)

A grande maioria das culturas submetidas a exame, num laboratório clínico, provém de
seis áreas no nosso organismo. Os exames microbiológicos realizados nos materiais provenientes das
6 áreas principais do nosso organismo são:

- Coproculturas (exame de fezes): onde nos preocupamos com a identificação de germes


enteropatogênicos (enteropatogênico = que provoca doenças intestinais).

- Cultura de material geniturinário: tanto pra determinar a etiologia (causa) de doenças de trato
urinário como pra identificar o agente causal de processos infecciosos genitais;

- Cultura de material da garganta e do escarro: para descobrir a etiologia (causa) da faringite,


bronquite e pneumonia;

- Culturas de exsudatos (matéria resultante de processo inflamatório – como o pus) e


transudatos (flúido de baixo conteúdo protéico, resultado de alterações na pressão
hidrostática) : esses termos são usados aqui em seu sentido mais amplo, incluindo os espaços
peritoneal e pleural, bem como lesões que se comunicam com a pele;

- Hemoculturas (exame de sangue): para o diagnóstico de bacteremias e septicemias


(inflamação grave que ocorre em todo o organismo, secundária a invasão da corrente sanguínea por
agentes infecciosos (geralmente bactérias)).;

- Cultura de líquido cefalorraquidiano (LCR -É uma solução salina muito pura, pobre em
proteínas e células, e age como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula
espinhal) : apesar de ser limitado o número de baterias que produzem meningites ou
meningecefalites, elas assumem grande importância, tendo em vista as graves conseqüências e as
seqüelas que podem advir dessas infecções.

Regras para avaliação, cultura e avaliação dos resultados

1. Conheça a flora normal dos vários locais do organismo.


2. Adote técnicas de modo que 95% dos microrganismos que comumente produzem a doença possam
ser cultivados.
3. Nunca determinar a significância clínica ou sugira uma terapêutica, pois geralmente é preciso
detalhes clínicos.
4. Preocupe-se sempre com a colheita e com o transporte ao laboratório, especialmente em
hospitais.

Cultura bacteriana

A Cultura de bactérias é a promoção pelo Homem do crescimento de colônias destes organismos


para facilitar o seu estudo. Na maior parte das vezes, o estudo da morfologia, arranjo e a
interpretação das propriedades de coloração são insuficientes para a identificação do agente
bacteriano. Recorre-se então à cultura, para se conseguir um elevado número de microorganismos,
para estudar as características culturais da bactéria como a capacidade de crescer em meio selectivo
e o aspecto das colônias.

Meios de cultura

Os meios de cultura destinam-se à produção e ao estudo das bactérias de interesse médico. Assim,
além de conterem substâncias essenciais para a reprdução dessas bactérias, são formulados para a
produção de antígenos (toda partícula ou molécula capaz de iniciar uma resposta imune, a qual
começa pelo reconhecimento pelos linfócitos e cumula com a produção de um anticorpo específico)
específicos, para permitir o crescimento seletivo de certos microrganismos ou para demosntrar
atividades biológicas como hemólise, formação de esporos, produção de pigmentos ou de certas
enzimas etc.

Preparação de meios de cultura

Água – Sempre deve ser destilada para o preparo dos meios de cultura. Algumas como cobre ou
cloro, na água da torneira, poe afetar o crescimento bacteriano.
Reagentes químicos – Devem ser usadas drogas da maior pureza.
Ágar – O ágar a ser usado deve ser claro quando em solução e deve apresentar as especificações
propostas pelo Comitê de Técnicas Bacteriologicas da Sociedade Americana de Bacteriologias.
Peptonas bacteriológicas – o termo se refere a um hidrolisado de proteína ou de materiais
proteináceos que contém quantidades variadas de aminoácidos, peptídeos, peptona, proteoses,
vitaminas e carboidratos. A hidrólise pode se ácida, alcalina ou enzimática ou mista. A fonte de
proteína varia: carne, sangue, caseína, soja etc. A enzimática é a que menos destrói os fatores de
crescimento, e quando a peptona for de rigem ácida ou alcalina, devem ser adicionados aminoácidos
e vitaminas ao meio da cultura. A adição indiscriminada de aminácidos a meios de cultura sintéticos
apresenta efeito inibitório ao crescimento.

Quando cultivamos amostras suspeitas de conterem um grande número de bactérias (como fezes,
urina etc.), são mais úteis os meios sólidos, pois torna-se possível a individualização de colônias de
germes diferentes. Se há contudo, da presença de um pequeno número de bactéria num
determinado material, é preferível semeá-lo primeiro em meio líquido, pois assim o isolamento
(obtenção de culturas puras (apresenta só uma estirpe de bactérias) de bactérias a partir de culturas
mistas (apresenta mais do que uma estirpe bacteriana)) será mais facilmente atingido.

Ágar

O ágar é muito usado em meios de cultura sólidos para bactérias e fungos, mas não para
vírus. Alguns vírus podem, no entanto, ser cultivados em bactérias que por sua vez crescem
em ágar. Menos de 1% de todas as bactérias conhecidas podem ser cultivadas neste tipo de
meios, mas a formulação básica do meio de cultura com ágar é adequado para a maioria.

Este tipo de meio de cultura é feito adicionando agar (normalmente 1,5 a 2% (p/v)) e
componentes de meio de cultura específicos para cada tipo de microorganismo a água
destilada. Esta mistura, após esterilizada, é vertida enquanto líquida para placas de Petri ou
tubos. Por vezes é adicionado um suplemento após a esterilização, como por exemplo
antibióticos (o calor da esterilização destrói determinados suplementos, não permitindoa sua
adição anterior). Após solidificação do meio, este encontra-se apto a albergar o crescimento
de microorganismos. Diferentes microorganismos possuem diferentes necessidades
nutricionais, por isso o meio de cultura é adaptado para satisfazer essas necessidades. Por
exemplo, um tipo de meio é o blood agar (literalmente, ágar de sangue), que possui como
suplemento sangue de cavalo, é usado para detectar a presença de organismos hemorrágicos
como a Escherichia coli.