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A VIOLÊNCIA NO NAMORO

À semelhança da violência doméstica, a violência no namoro descreve um


conjunto de comportamentos e/ou atitudes violentas, repetidas ou pontuais,
cometido por um dos elementos da relação ou por ambos, e que visa controlar e
estabelecer uma relação de dominância sobre o outro.

Esta violência é também exercida de múltiplas formas, podendo ser física,


psicológica, sexual ou outras formas como aceder a contas eletrónicas, humilhar
a pessoa com quem se namora perante outras pessoas ou ter ciúmes
excessivos.

Em Portugal sabe-se que um cada cinco jovens reconhece ter sido vítima
de comportamentos emocionalmente abusivos numa relação de namoro e de
acordo com vários estudos, os principais motivos que levam um jovem,
independentemente do seu sexo, a manter-se numa relação de namoro em que
existe violência são o medo e a vergonha.

Em relações de namoro ou conjugais entre pessoas do mesmo sexo, este


medo e vergonha podem ser ainda amplificados pela consciência de terem uma
orientação sexual minoritária. Quando existe violência no namoro entre jovens
do mesmo sexo, essa violência é frequentemente silenciada e gera
consequências danosas na saúde mental destes jovens. Alguns dos motivos
possíveis para esse contexto específico são:

Não ter a orientação sexual assumida para terceiros, não estar preparado/a
para a revelar e não ter com quem falar sobre o assunto;
A orientação sexual é conhecida por terceiros, mas o suporte social não é
forte, com família e amigos que não lidam bem com esse facto;
A auto-estima ser baixa, por ter uma orientação sexual minoritária, e
considerar que não merece estar numa relação melhor ou que não irá
encontrar alguém melhor;
Não pedir ajuda ou apresentar queixa por receio de sofrer discriminação da
parte das entidades competentes.

Como tentar resolver a violência?

 Dar tempo - tenta acalmar-te e pensar na situação:


o sai do local onde estás;
o respira fundo;
o conta até 10.
 Reconhecer que há um problema:
o conversa com a outra pessoa, dizendo-lhe que não gostas do que
aconteceu;
o lida com a situação sem fazeres ataques pessoais ou apontar
defeitos à outra pessoa;
o centra-te no problema, no que pensas sobre o que aconteceu e em
tudo o que isso te fez sentir. Explica calmamente o que te
desagradou no que ele/ela disse ou fez e o que sentes em relação
a isso.
o escuta a versão da outra pessoa sobre o que aconteceu.
 Negociar – conversa com a outra pessoa de modo a que quer tu quer ela
concordem com o resultado.
 Pedir desculpas se achas que estavas errado/a – muitas vezes um pedido
de desculpas sincero pode ser suficiente para terminar e resolver um
conflito.
 Pedir ajuda a um adulto se achas que não és capaz de resolver o assunto
sozinho/a.

O que poderia ser feito e ainda não foi….

Nas escolas, deveria existir um grupo de ajuda a jovens, uma vez que
para muitos deles é complicado falar desse assunto com os seus pais, no
entanto, estes casos não sendo denunciados são muito difíceis de serem
detetados.