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Engenharia Civil

Infraestrutura Viária
Prof. José Nonato Saraiva Filho
Profª Ivana Arruda Silveira Saraiva
BENTLEY TOPOGRAPH: Guia de Aulas Práticas

ATIVIDADE 3: Faixa de Estudo

1. Iniciando o Bentley Topograph

 Abrir o Bentley Topograph Project.

2. Criando um novo arquivo de desenho

 No menu superior da janela inicial do Bentley Topograph, clicar em Novo Arquivo.

 Abrirá uma janela de diálogo para o usuário indicar onde deseja salvar o seu arquivo
e definir o nome do mesmo (1ºSem2016). Clicar em Salvar.

 Voltando à janela inicial do Bentley Topograph, selecionar o arquivo que você


acabou de criar (1ºSem2016) e clicar em Abrir.

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3. Configurações Iniciais

 Ao iniciar um projeto, deve-se configurar as preferências do ambiente de trabalho


do usuário (fundo de tela, botões do mouse, caixas de ferramentas que ficarão
disponíveis na sua área de trabalho, linha de comando), bem como do arquivo de
desenho (unidades de trabalho, unidades de leitura de ângulo), dentre outros.

Configurar o fundo de tela

 No menu superior, clicar em Ambiente de Trabalho  Preferências  Opções de


Vista e marcar suas preferências:
- barra de rolagem em janelas de vista;
- fundo de tela: alternar entre o preto e o branco;

Para finalizar, clicar em OK.

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Configurar os botões do mouse

 No menu superior, clicar em Ambiente de Trabalho  Atribuições de Botão. Na


janela de diálogo que se abre, marque a opção Remapear Botões. Na nova janela
que se abre, na coluna Botões marcar a opção Tentative e, na Área de Definição
de Botão, clicar com o botão do meio do mouse  OK  OK, permanecendo com
a seguinte configuração:

- Data Point = Left Button


- Tentative Point = Middle Button
- Reset = Right Button

Configurar as unidades de trabalho

 No menu superior, clicar em Configurações  Arquivo de Desenho  Unidades


de Trabalho. Na janela de diálogo que se abre, preencha os dados:

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- Formato (de leitura): MU:SU


- Unidade Principal: Metros
- Subunidade: Milímetros
- Precisão: 0
Para finalizar, clicar em OK.

Configurar as unidades de leitura de ângulo

 No menu superior, clicar em Configurações  Arquivo de Desenho  Leitura de


Ângulo. Na janela de diálogo que se abre, preencha os dados:
- Formato (de leitura): DD MM SS
- Precisão: 0
- Modo de Direção: Azimute
- Base: Norte
- Ativar opção Horário.
Para finalizar, clicar em OK.

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Configurar sua área de trabalho (caixas de ferramentas)

 No menu superior  Ferramentas, ativar as seguintes opções, para que as


ferramentas fiquem disponíveis na sua área de trabalho:

- Padrão

- Atributos

- Ferramentas Primárias

- Principal

- Ferramentas Comuns
Padrão Atributos Ferramentas Primárias

Ferramentas Comuns

Principal Configurar atributos da vista


 Ativar a opção para que os elementos sólidos sejam visualizados
com preenchimento. Para tal, no menu superior selecione Configurações 
Atributos da Vista. Na janela de diálogo que se abre, ativar a opção Preenchimento
e fechar a janela.

 Para tirar a visualização em tela da orientação Este / Norte (X / Y), nesta mesma
janela desativar a opção Triade do ACS.

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Janela de Comandos
 Deixar a Janela de Comandos disponível na parte inferior da tela. Para tal, no
menu superior clicar em Utilitários  Janela de Comandos. Abrirá uma janela de
diálogo. Clicar na sua barra de título e arrasta-la para a parte inferior da tela, até
que ela se transforme em uma linha de comando.

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Linha de Comando

Salvando suas configurações

 Após configurar sua área de trabalho, deve-se salvar suas configurações. Para
tal, no menu superior clicar em Arquivo  Salvar Configurações.

 Suas configurações iniciais estão prontas e serão mantidas ao longo de toda sua
atividade.

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4. Criando uma Tabela de Coordenadas Topográficas

 Uma das formas de carregar os dados de uma área de estudo, onde será
desenvolvido o projeto, é através das coordenadas dos pontos. A relação dos
pontos pode ser apresentada através de arquivo no formato “xls” (Excel) ou arquivo
texto (“txt”).

 O arquivo a ser carregado tem a seguinte configuração:

 Para iniciar o trabalho, vamos criar uma tabela de


Coordenadas Topográficas. Para tal, duplo clique em
Coordenadas  Topográficas.
Preencher os campos:
- Nome: Pontos Coordenadas
- Autor: nome do aluno
- Descrição: preencher quando julgar necessário.

Clicar em Criar.

 Abrirá a tabela de coordenadas:


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Clicar aqui para selecionar a linha


onde os dados serão inseridos

 Alterar a ordem das colunas, deixando-a com a estrutura igual à do arquivo de


coordenadas. Neste exemplo, uma planilha Excel (Nome; Descrição; Y - Norte; X –
Este; Z - Cota.

 Abrir o Excel e carregar a planilha de coordenadas. Copiar os dados da planilha


Excel.

 Voltando ao Bentley Topograph, selecionar a 1ª linha da tabela de coordenadas


topográficas (ver Figura acima) e colar os dados. Na área gráfica da janela, clicar
em Enquadrar para visualizar os pontos.

 Ao fechar a tabela de coordenadas, o usuário será solicitado para salvar as


alterações. Clique em Sim e verifique no menu de projeto que a tabela Pontos
Coordenadas já foi criada.

5. Criando uma Área de Desenho e Carregando os Pontos de Coordenadas

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 Para carregar os pontos da sua tabela de dados na sua área de desenho, no menu
de Projeto selecionar a tabela de coordenadas topográficas que você criou (Pontos
Coordenadas), arrastar e soltar sobre a opção Desenhos. No menu flutuante que
se abre, marcar a opção Criar Pontos Topograph.

 Na janela de diálogo que se abre - Criar Novo Documento de Desenho - preencher


os dados:

- Nome: Área Estudo

- Autor: nome do aluno

- Descrição: preencher quando julgar necessário.

Clicar em Criar.

 Enquadrar a vista para obter a melhor visualização do desenho.

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6. Gerando um Modelo Digital de Terreno - MDT


 Criar camada Curva de Nivel e ativa-la para gerar o MDT.
 Para gerar o Modelo Digital do Terreno - MDT, selecionar os pontos que compõem
sua área de trabalho, utilizando o comando Seleção de Elemento, disponível no
menu principal.

 No menu superior, selecionar a opção MDT  Triangular e a malha triangular será


gerada.

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OBS: Observe que são gerados triângulos em regiões onde não foi efetuado
levantamento topográfico. Normalmente estes triângulos possuem lados muito
extensos. É necessário definir o comprimento máximo dos lados do triângulo. Esta
escolha deverá levar em consideração a característica da nuvem de pontos
levantada.

 Selecionar a superfície do MDT, clicando no seu limite externo. No menu superior,


marque a opção Informações do Elemento.

Seleção da Zoom
superfície do MDT

 Abrirá uma janela de diálogo com os dados dos elementos selecionados.

 Selecionar a opção Método de Aresta. Na caixinha que se abre, marcar


Comprimento Máximo do Triângulo, digitar 50 (metros), fechar a caixa de diálogo
e dar um clique na tela. As faces dos triângulos serão recalculadas para que
tenham no máximo 50 metros.

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Zoom

OBS: Se ainda houver algum triângulo que não esteja de acordo com a representação da
faixa de estudo, ele poderá ser apagado. Para tal, no menu superior clicar em MDT 
Editar e, na caixa de diálogo que abre, marcar a opção Delete Edge Triangle.

Selecionar o triângulo em questão e, com o botão de dados, confirmar o comando.

7. Visualizando e Configurando as Curvas de Nivel

 Para visualizar as curvas de nível e congelar a visualização dos triângulos, na área


de desenho selecionar novamente a superfície MDT a partir de seu limite externo.
No menu Ferramentas Primárias, selecionar a opção Informações do Elemento. Na
janela de diálogo, clicar na opção Exibição de Recursos Calculados e, na caixinha
que se abre, clicar em Contornos (curvas de nível) e marcar Ativado. E, ainda, clicar
em Triângulos e marcar a opção Desativado.

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 Em Exibição de Recursos de Fonte, ativar a opção Fronteira para exibir os limites


do MDT, facilitando a seleção desta superfície.

 Para alterar o intervalo das curvas de


nível, na mesma caixa de diálogo, duplo
clique no menu Terreno MDT 
Exibição de Recursos Calculados 
Contornos e, na caixa de diálogo
Contornos, clicar na opção Intervalo
Principal e digitar 5 (metros).

 Para alterar as cores das


curvas de nível secundárias,
ainda na mesma caixa de
diálogo, abrir o menu Terreno
MDT  Exibição de Recursos
Calculados  Contornos 
Contornos Secundários e, na
opção Geral definir a cor 52.

 Nas duas caixas de diálogo,


referentes aos Contornos
Principais (curvas mestras) e
aos Contornos Secundários
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(curvas secundárias), na opção Camada selecionar Curva de Nível, para que as


curvas fiquem na camada anteriormente criada.

 As curvas de nível assumirão a nova configuração.

 Para uma melhor visualização, vamos


congelar os pontos de coordenadas. No
Menu de Atributos, clicar na caixinha de
controle de níveis e congelar a camada TG.

 Para colocar label (cotas)


nas curvas de nível, ainda
no menu Terreno MDT 
Exibição de Recursos
Calculados  Contornos 
Contornos Principais, clicar
na opção Labels de
Contorno e marcar:
- Exibir Texto: Sim
- Estilo de Texto: TG-Nome
- Camada: Padrão
- Intervalo do Texto: 100 (metros)

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 Fazer um zoom para visualização das cotas. Com o comando Arrastar Vista
mova a tela e observe que o texto vai se deslocando de forma interativa com
o zoom.

8. Criando um Alinhamento Horizontal

 Para criar um alinhamento horizontal, primeiro deve-se criar uma nova camada.
Para tal, no menu superior clicar em Gerenciador de Níveis.

 Na caixa de diálogo que se abre, clicar em Novo Nível, com as seguintes


características:
- Nome: Eixo
- Cor: azul (1)
- Estilo de linha: 4
- Espessura: 1.
Fechar a caixa de diálogo.

 Para ativar a camada Eixo, no


menu superior clicar na caixa de
Controle de Camadas e
selecionar a camada Eixo.

OBS: Observe que ao ativar uma camada pela primeira vez, os atributos estão
diferentes daqueles definidos quando da criação da mesma. Somente na primeira
vez, o usuário deve selecionar Cor Ativa e, na caixinha de diálogo que se abre,
clicar em Por Nivel (By Level). Repetir o procedimento para o Estilo e Espessura da
Linha Ativa. A partir de então, nos próximos acessos os atributos serão mantidos.

 Para criar o alinhamento horizontal, no menu lateral de Desenho clicar sobre a


opção Inserir Smart Line e segurar para a caixinha se estender. Na caixinha
estendida selecionar o comando Inserir Linha

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 Definir o alinhamento com 6 Pontos de Interseção - PI’s, a partir de coordenadas


dadas, digitando na linha de comando os pontos da tabela abaixo, com a seguinte
sintaxe:

XY=483892.230,7708214.250  Enter

PONTO ESTE (X) NORTE (Y)


PI-0 483892,230 7708214,250
PI-1 484400,170 7709141,980
PI-2 485730,130 7708770,340
PI-3 486141,760 7709123,680
PI-4 486958,230 7708786,290
PI-5 487748,750 7709339,670

 Para sair do comando, dê um clique na tela com o segundo botão do mouse (Reset).
 Ao final você terá o seguinte alinhamento horizontal:
PI-5
PI-1 PI-3

PI-2 PI-4

PI-0
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8.1 Estimando os raios do alinhamento horizontal

 Para estimar os raios nos pontos


de interseção de duas tangentes,
vamos usar o comando Fillet
(chanfro circular). Para tal, no
menu principal clicar na opção 7
– Modify e segurar para que a
caixinha se estenda. Na caixa
estendida selecionar a opção 9 –
Fillets e, em seguida selecionar
opção 1 – Construir Chanfro
Circular. Na caixa de diálogo que
se abre, estimar o raio e, em
Truncar, selecionar a opção
Nenhum, para que as tangentes não sejam cortadas. A partir deste comando, pode-
se chegar aos seguintes valores estimados para os raios:

- Raio 1 = 500m
- Raio 2 = 350m
- Raio 3 = 350m
- Raio 4 = 600m

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8.2 Transformando as diretrizes parciais em alinhamento horizontal

 Para transformar as diretrizes parciais em alinhamento


horizontal, no menu superior clicar em Topograph 
Salvar Alinhamento Horizontal. Na sequência, selecionar
o primeiro elemento, depois o segundo elemento e assim
sucessivamente. Observe que os elementos devem ser
selecionados obedecendo a mesma ordem da criação dos
pontos (do início para o fim). Após selecionar todas as
tangentes, clicar na tela com o botão direito do mouse e
abrirá uma caixa de diálogo para salvar o eixo da via.
Preencher os campos:
- Nome: Trecho 1
- Autor: Nome do aluno
- Tipo de Pista: Pista Simples
- Distância do eixo à linha-base: 0

Clicar em Aplicar.

 Uma área de trabalho será apresentada, contendo uma tabela com as propriedades
dos dados do alinhamento horizontal (lado esquerdo) e respectiva visualização
gráfica (lado direito).

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OBS: - Observe que os dados informados na tabela de propriedades (lado esquerdo)


aparecem também na área gráfica. Ao selecionar um ponto na tabela de propriedades,
este ponto é evidenciado na área gráfica e vice-versa.

- Observe ainda que o alinhamento criado (Trecho 1) encontra-


se disponível na área de Projeto  Vias  Trecho 1.

8.3 Inserindo as curvas horizontais circulares no alinhamento horizontal

Os pontos de interseção entre duas tangentes – PI’s serão editados, pois nestes
pontos serão lançados os elementos de concordância, que são as curvas
horizontais circulares simples ou compostas, cujos raios foram estimados acima.

OBS: - Em um alinhamento horizontal, o primeiro e o último elemento serão


sempre Pontos de Interseção – PI’s.

- A edição de dados (coordenadas dos PI’s, tipo de curva, raio das curvas, etc) só
é permitida a partir da tabela de propriedades.

 Para editar os dados, deve-se primeiro selecionar o ponto na tabela e, nas


informações gerais (à esquerda), clicar em Tipo para abrir a caixinha com as opções
de edição, que serão preenchidas com os seguintes valores de raios estimados
acima e respectivos ramos de suas espirais - Lc’s:

 Curva 1  Ponto 2  PIH1: selecionar o tipo de curva Espiral-Circular-Espiral

Abrirá nova caixinha para preencher os dados desta curva Espiral-Circular-Espiral:

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- Primeira Espiral: 140m


- Raio: 500m
- Segunda Espiral: 140m

OBS: Observe que na área gráfica, no lugar do antigo ponto 2 agora foi lançada uma curva
horizontal circular com transição, com os dados informados acima.

Na sequência, repetir o procedimento para editar os seguintes pontos:

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 Curva 2  Ponto 3  PIH2: selecionar o tipo de curva Espiral-Circular-Espiral

Abrirá nova caixinha para preencher os dados da curva Espiral-Circular-Espiral:

- Primeira Espiral: 110m


- Raio: 350m
- Segunda Espiral: 110m

 Curva 3  Ponto 4  PIH3: selecionar o tipo de curva Espiral-Circular-Espiral

Abrirá nova caixinha para preencher os dados da curva Espiral-Circular-Espiral:

- Primeira Espiral: 110m


- Raio: 350m
- Segunda Espiral: 110m

 Curva 4  Ponto 5  PIH4: selecionar o tipo de curva Espiral-Circular-Espiral

Abrirá nova caixinha para preencher os dados da curva Espiral-Circular-Espiral:

- Primeira Espiral: 150m


- Raio: 600m
- Segunda Espiral: 150m

Ao final, teremos 4 curvas horizontais compostas com transição, com a seguinte


conformação:

 Lembre-se de salvar o alinhamento horizontal Trecho 1.


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9. Gerando Estaqueamento

 Para lançar o estaqueamento, clicar na aba Estaqueamento e abrirá uma caixa de


diálogo. Preencher os dados:

- Nome: Estaqueamento Trecho 1

- Autor: nome do aluno

- Intervalo do Alinhamento:

 Da Progressiva: 0 m
 Até Progressiva: (deixar o valor calculado para seu alinhamento)

- Estaqueamento:

 Estaca Inicial: 0
 Intervalo entre Estacas: 20 m.

Ao final, clicar em Aplicar.

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 Uma área de trabalho será apresentada, contendo uma tabela com as propriedades
dos dados do estaqueamento (lado esquerdo) e respectiva visualização gráfica
(lado direito). Na parte inferior direita desta área de trabalho, tem uma área gráfica
para cálculo do perfil longitudinal.

 Verifique que o estaqueamento criado (Estaqueamento Trecho 1) encontra-se


disponível no menu de Projeto  Vias  Trecho 1  Estaqueamento 
Estaqueamento Trecho 1.

OBS: ao criar o estaqueamento, no menu de Projeto o


Alinhamento Horizontal criado Trecho 1 fica com texto itálico,
com um * no final (Trecho 1*). Isto significa que existem
ações de Projeto que não estão salvas. Neste caso, clicar
com botão direito do mouse sobre Trecho 1 e selecionar
Salvar.

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10. Gerando Perfil Longitudinal

 Para gerar o perfil longitudinal (interpolação), é


necessário que haja um MDT vinculado à sua via. Para
tal, na área de Projeto, selecione o MDT, arraste-o e
solte-o sobre o Trecho 1. Aparecerá uma mensagem
de conexão do Trecho 1 com o MDT da MG-001.

 Estabelecida esta conexão, agora é possível gerar o perfil longitudinal. Para tal,
clique na área gráfica referente ao Perfil e, no menu superior desta área de trabalho,
selecione a opção Interpolar e o perfil será gerado.

OBS: ao gerar o perfil longitudinal, no menu de Projeto o Alinhamento Horizontal


criado Trecho 1 fica com texto itálico, com um * no final (Trecho 1*). Isto significa
que existem ações de Projeto que não estão salvas. Neste caso, clicar com botão
direito do mouse sobre Trecho 1 e selecionar Salvar.

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11. Inserindo o Greide Reto

OBS: o alinhamento vertical contém informações sobre o greide. O Greide de projeto é a


sequência dos elementos verticais, como rampas e parábolas definidas sobre o
alinhamento horizontal ou eixo do projeto. No Bentley TopoGRAPH, o greide final é
representado através da tabela Traçado Vertical.

 Para gerar o alinhamento vertical, na área gráfica da janela de Estaqueamento,


referente ao Perfil, clicar na aba Estudo.

 Para iniciar o lançamento do greide reto, será solicitado o ponto inicial do seu
alinhamento vertical. Clicar no início do perfil e abrirá uma caixa de diálogo para
que os dados do PIV inicial sejam preenchidos.

OBS: Para que haja coincidência dos pontos iniciais do alinhamento horizontal e do
alinhamento vertical, preencher os campos da caixinha que se abre, referentes à
distância e Cota do primeiro ponto do alinhamento vertical (PIV-1), com os mesmos
valores do primeiro ponto do alinhamento horizontal (PIH-1), anteriormente definido.

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 Na caixa de diálogo que se abre, preencher os dados referentes ao primeiro PIV:


- Distância: 0
PIV-0
- Cota: 1055,749

Ao final, clicar em Aplicar.

 Ao movimentar o cursor, observe que na parte inferior da tela são apresentadas


informações referentes à distância horizontal, a cota e a rampa. Clique na tela em
lugar adequado para marcar o seu próximo PIV, prestando atenção para que sua
rampa não ultrapasse 8% de declividade.
PIV-1
 Na caixa de diálogo que se abre, verifique se
a rampa está dentro dos limites de
declividade e faça o arredondamento da
distância horizontal (apresentada na parte
inferior da tela) para um valor múltiplo de 20
metros, conforme janela lateral, para que o seu PIV fique em uma estaca inteira.
Em seguida clicar em Aplicar.

 Repita o procedimento para os 3 próximos PIV’s, lembrando que o comprimento


deve ser múltiplo de 20m. Para tal, faça os arredondamentos necessários.

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PIV-2 PIV-3

 Para finalizar, clicar fora do perfil, próximo ao último ponto do mesmo, que ele te
dará o comprimento máximo. Clicar em OK e abrirá uma caixa de diálogo com os
dados do último PIV. Clicar em Aplicar. PIV-4

 Para finalizar a função, após lançar seu último PIV, clicar no segundo botão do
mouse e, na caixa flutuante que se abre, selecione Finalizar.

 Abrirá uma caixa de diálogo para que o alinhamento vertical seja salvo. Preencher
os dados:
- Nome: Alinhamento Vertical Trecho 1
- Autor: nome do aluno
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Ao final, clicar em Salvar e seu greide reto estará com a seguinte configuração
abaixo.

 Abrirá uma tela gráfica com as propriedades dos PIV’s inseridos. Para inserir as
curvas verticais, nos pontos de interseção do greide reto, basta fazer as edições na
tabela de propriedades.

OBS: ao gerar o greide reto, no menu de Projeto o Trecho 1 fica com texto itálico,
com um * no final (Trecho 1*). Isto significa que existem ações de Projeto que não
estão salvas. Neste caso, clicar com botão direito do mouse sobre Trecho 1 e
selecionar Salvar.
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OBS: Algumas considerações para lançamento do greide:

 PIV deve ser colocado em uma estaca inteira;


 Utilizar curvas simétricas;
 Rampas máximas de 8%;
 Y será múltiplo de 40 m (PCV e PTV cairão em estacas inteiras.

Cálculo de Curvas Verticais:

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12. Inserindo Curvas Verticais

 Para facilitar os cálculos do comprimento das parábolas, pode-se gerar um relatório


contendo os dados dos PIV’s. Para tal, clicar na aba Relatórios e selecionar a opção
PIV + Curvas.

 Para editar os dados, selecionar o ponto na tabela de dados e, nas informações


gerais do ponto (à esquerda), clicar em Tipo para abrir a caixinha com as opções
de edição.

 Assim:

 Ponto 1  PIV1: Ponto de Interseção

 Ponto 2  PIV2: selecionar Parábola (Curva Vertical 1: Convexa  K=48)

Abrirá nova caixinha para preencher os dados da sua parábola:


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- Tipo do Parâmetro: Comprimento Horizontal


Curva Vertical 1
- Valor do Parâmetro: 200 m

Observe que na área gráfica, no lugar do antigo ponto 2 – PIV2 agora foi lançada uma
curva vertical, com o comprimento da parábola informado (200 m).

Na sequência, repetir o procedimento para editar os seguintes pontos:

 Ponto 3  PIV3: selecionar Parábola (Curva Vertical 2: Côncava  K=32)

Abrirá nova caixinha para preencher os dados da sua parábola:

- Tipo do Parâmetro: Comprimento Horizontal Curva Vertical 2

- Valor do Parâmetro: 200 m

 Ponto 4  PIV4: selecionar Parábola (Curva Vertical 3: Convexa  K=48)

Abrirá nova caixinha para preencher os dados da sua parábola:

- Tipo do Parâmetro: Comprimento Horizontal Curva Vertical 3

- Valor do Parâmetro: 480 m

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 Ponto 5  PIV5: Ponto de Interseção

OBS: ao inserir as curvas verticais, no menu de Projeto o Trecho 1 fica com texto
itálico, com um * no final (Trecho 1*). Isto significa que existem ações de Projeto que
não estão salvas. Neste caso, clicar com botão direito do mouse sobre Trecho 1 e
selecionar Salvar.

13. Inserindo Superelevação

OBS: A superelevação de uma curva é a inclinação transversal da pista em


relação ao plano horizontal e tem a função de trazer o equilíbrio do veículo que
trafega sobre a curva, evitando que ele tombe ou deslize para fora da pista.
- Os valores da superelevação devem seguir alguns parâmetros pois uma
superelevação excessivamente alta causa deslizamento do veículo para o interior da
curva, ou mesmo tombamento de veículos que percorram a curva com
velocidades muito baixas, ou parem sobre a curva por qualquer motivo.

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 Valores práticos recomendados para a taxa máxima admissível de superelevação:


(DNIT, 1999, pág. 98)

 A superelevação é expressa pela equação (DNIT, 1999, pág.99):

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 Os valores mínimos dos raios são apresentados no Quadro 5.4.3.2 (DNIT, 1999,
pág. 71)

 Para inserir superelevação, voltar ao menu de projeto e abrir a área referente ao


alinhamento horizontal, denominado Trecho 1, com duplo clique sobre o mesmo.

 Na janela de diálogo que se abre, clicar na aba Superelevação e abrirá uma caixa
de diálogo. Informar a Velocidade Diretriz = 80 km/h. Para inserir os valores de
superelevação, clicar na 1ª curva (R=500 m) e abrirá uma caixa para preencher:
Superelevação  Valor (%) = 5,7.

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 Repetir o procedimento para preencher demais valores:

- Curvas 2 e 3 (350m): Superelevação  Valor (%) = 7


- Curva 4 (600m): Superelevação  Valor (%) = 5

Ao final, clicar em Aplicar.

OBS: Quando tratar-se de curva horizontal circular simples, além da superelevação


será solicitado também o % em trecho tangente. Neste caso preencher:

- % Tangente = 60

- % Circular = 40

14. Inserindo Superlargura

OBS: Geralmente o alargamento da pista em certas curvas é necessário. Estradas


com pistas estreitas e/ou com curvas fechadas precisam de um alargamento de
suas pistas nos trechos em curva, mesmo que a velocidade do veículo seja baixa.

 Para inserir superlargura, no menu de projeto abrir a área referente ao alinhamento


horizontal, denominado Trecho 1, com duplo clique sobre o mesmo.
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 Na janela referente ao Alinhamento Horizontal, denominada Trecho 1, clicar na aba


Superlargura e abrirá uma caixa de diálogo, já com a Velocidade Diretriz = 80 km/h
lançada.

 Preencher demais campos:

- Espaço entre eixos: 6,10 m (Veículo de Projeto: CO)

- Ignorar valor esquerdo <: 0,20 m

- Ignorar valor direito <: 0,20 m

Ao final, clicar em Aplicar.

OBS:
• Espaço entre eixos: Distância entre eixos do veículo de projeto.
• Ignorar valor esquerdo <: Valores mínimos de superIarguras para o lado
esquerdo da pista. Abaixo destes valores a superIargura será considerada nula.
• Ignorar valor direito >: Valores mínimos de superIarguras para o lado direito da
pista. Abaixo destes valores a superIargura será considerada nula.
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1
15. Seção-tipo

 Uma vez definido o alinhamento vertical, bem como a superlargura e


superelevação, o próximo passo é a definição da seção-tipo, que será vinculada ao
alinhamento vertical para gerar as seções de projeto (seções gabaritadas).

 Na seção-tipo serão definidas as características da plataforma, altura e inclinação


de taludes, bancadas de cortes e aterros, elementos de drenagem, etc.

 Trata-se de uma seção transversal constante, empregada repetitivamente em


trechos contínuos de rodovias ou ramos, conforme exemplo abaixo.

1
Fonte: OLIVEIRA, Edmar Rodrigues. TopoGRAPH 98 SE: Manual Prático. INDI Editora. Palmas – TO,
2008.
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 Para gerar uma nova seção-tipo, no menu superior selecionar Topograph  Seção-
Tipo. Na janela que se abre, clicar na aba Nova e na caixa de diálogo preencher:
Nome: Trecho 1  Aplicar.

Uma vez criada uma nova seção-tipo, vamos definir as características dos elementos
que a compõem.

1.1 Plataforma

 Na janela de Seções-tipo, selecionar a aba referente às Plataformas.

 Abrirá uma janela com os campos da plataforma a serem preenchidos, conforme


figura abaixo.

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 Após o preenchimento dos campos, clicar em Aplicar.

OBS: Após fornecer o nome da plataforma (Plataforma 1), os campos para edição são
liberados.

- Largura em Corte: Informe a largura da pista, em metros, nos casos de seções em


corte.

- Largura em Aterro: Informe a largura da pista, em metros, nos casos de seções


em aterro.

- Inclinação: Valor em porcentagem (%) da declividade transversal da pista. Esse


valor deve ser negativo, nos casos em que o bordo deve ficar mais baixo que o eixo,
e positivo quando o bordo deve ficar com a cota maior que a do eixo.

- Distância para Linha Base: A pista de projeto é definida por valores positivos para
o lado direito e esquerdo, onde o eixo de projeto fica localizado no "meio" desta
pista, mas há a opção de deslocamento deste eixo para esquerda ou para a direita,
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ou seja, o traçado horizontal (linha base) permanece no local de origem, mas a pista
projetada não. Se a linha base coincide com o eixo da pista, este valor deve ser
zero, com a pista deslocada para a direita esse valor dever ser positivo, e negativo
se a pista estiver à esquerda.

- Offset para o greide: Esta opção permite que a pista projetada fique abaixo ou
acima da cota do traçado vertical (greide), deve ser informado em metros.

- Caimento: Define o tipo de caimento da pista, que pode ser simples ou duplo. No
caimento simples, a pista fica sem abaulamento, onde o caimento transversal vai
"reto" de um lado para o outro da pista. No caimento duplo, os dois bordos têm
declividades negativas (-) onde o eixo fica com a cota mais alta que os bordos,
formando uma plataforma abaulada.

- Giro: Define em que ponto da seção-tipo, deverá ser aplicada a cota do greide
calculado (traçado vertical). Este ponto pode ser no eixo ou em um dos bordos.

- Números dos Pontos: Esses campos devem ser preenchidos caso você necessite
confeccionar uma nota de serviço diferente da nota de serviço padrão. Neste caso,
você deve informar aqui na seção tipo o número do ponto para que, na hora da
formatação da nota de serviço, esse número seja buscado para preencher um
determinado campo. O TopoGRAPH sugere que se insira os números 30
(esquerda), 31 (centro) e 32 (direito), ou seja nº 30 para cota do bordo esquerdo,
31 para a cota do eixo e 32 para o bordo direito da pista.

- Acostamentos: Informe nestes campos a largura dos acostamentos, esquerdo e


direito.

No campo "Uso", informe que tipo de declividade transversal terá o acostamento.


Essa declividade pode ser a mesma da plataforma, ou ainda usar as configurações
de uma tabela, ou utilizar uma fórmula para definir o caimento.

- Número: O TopoGRAPH sugere que se insira os números 33 para cota do bordo


esquerdo e 34 para o bordo direito do acostamento.

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1.2 Taludes 2

OBS: - Talude é a forma de caracterizar a inclinação da saia do aterro ou a rampa do


corte, expresso pela relação v : h entre os catetos vertical (v) e horizontal (h) de um
retângulo, cuja hipotenusa coincide com a superfície inclinada.

- Matematicamente, o talude expressa a tangente do ângulo que a superfície


inclinada forma com o horizonte. Assim, um talude na proporção 3:2 significa que a
cada 2 m de avanço no plano horizontal teremos 3m no plano vertical.

Inclinação dos taludes


Disponível em:
http://www.topografiageral.com/Curso/capitulo
a) Talude de Corte

A inclinação desses taludes deve ser tal que garanta a estabilidade dos maciços,
evitando o desprendimento de barreiras. A inclinação deste tipo de talude é variável
com a natureza do terreno, sendo que alguns indicativos para projeto de estradas
recomendam o seguinte:

- Terrenos com possibilidade de escorregamento ou desmoronamento:

V/H = 1/1;

- Terrenos com baixa possibilidade de escorregamento ou desmoronamento:

V/H = 3/2;

- Terrenos de rocha viva: Vertical (V/H = 8/1)

b) Talude de Aterro

2
Disponível em: http://www.topografiageral.com/Curso/capitulo%2005.php

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A inclinação deste tipo de talude depende da altura do aterro, sendo que alguns
indicativos recomendam o seguinte:

- Aterros com menos de 3,00 m de altura máxima: V/H = 1/4;

- Aterros com mais de 3,00 m de altura máxima: V/H = 1/2 ou, ainda, V/H = 2/3.

OBS: Para concordar a plataforma de projeto com o terreno existente, é


necessário que se defina a inclinação do talude, onde essa inclinação vai variar de
acordo com o tipo de material a ser trabalhado.

 Voltando à janela de Seções-Tipo, selecionar a aba referente aos taludes.

 Na janela que se abre, clicar em Novo talude e preencher: Nome: Talude Esquerdo
e clicar em Aplicar.

 Na janela que se abre, preencher os campos referentes ao talude esquerdo,


conforme figura abaixo:

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 Após o preenchimento dos campos, clicar em Aplicar.

OBS: Para preenchimento dos campos referentes ao Talude, considerar:

- Interseção: neste campo deve ser informado onde será o final do talude (off-set),
que pode ser terreno, nível ou médio:
• Terreno Natural: a linha do talude parte da plataforma de projeto e vai terminar
no perfil do terreno natural.
• Nível: Neste caso o talude será finalizado ao se deparar com o perfil de um
nível geológico onde mereça a alteração da inclinação do talude, nesta opção
será necessário preencher o campo "Nível:" com o nome do nível geológico.
• Médio: Este talude tem características especiais. Com ele é possível calcular
os off-sets do terreno natural sem ter as informações dos níveis geológicos. Se
for detectado a existência de um nível geológico não conhecido, antes da
terraplenagem, no início do trabalho, não será necessário, então, alterar os
valores encontrados no primeiro cálculo. Deve ser utilizado em combinação com
outro talude.

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Há a opção de criação de um talude com características diferentes para aterro e


corte, para isso marque as opções "Corte" e também "Aterro" e informe as
características de cada um:
• Dx: refere-se a distância da ordenada "x", ou seja, o valor do deslocamento
horizontal.
• Dy: refere-se a distância da ordenada "y" ou seja, o valor do deslocamento vertical.

No TopoGRAPH, a rampa do talude é definida pela relação x/y, como num triângulo
retângulo, onde x e y seriam os catetos e a rampa seria a hipotenusa.
- Altura máxima: seria o limite de um determinado talude. Caso o programa
encontre valores superiores a este, será usado o valor hora digitado.
- Números: (Inicial e Final / Off-Set). Esse campo deve ser preenchido caso você
necessite confeccionar uma nota de serviço diferente da nota de serviço padrão,
neste caso você deve informar aqui na seção-tipo o número do ponto para que na
hora da formatação da nota de serviço esse número seja buscado para preencher
um determinado campo. O topoGRAPH sugere que se insira os números 10
(Número inicial) e 19 (Número final - off-set), ou seja n° 10 para o ponto inicial do
talude e 19 para o ponto final do talude, que seria o off-set.

- Tem Banquetas em Corte? / Tem Banquetas em Aterro?: Marque estas opções


caso seja necessário a utilização de banquetas ou bermas de equilíbrio. Esta
solução deve ser usada quando se depara com cortes ou aterros altos, onde a cada
altura predeterminada na seção-tipo, haverá um deslocamento do talude formando
as banquetas.
- Altura: Refere-se à altura máxima do talude, de onde será projetada a banqueta,
ou seja caso o talude ultrapasse a altura aqui estipulada, será criada uma banqueta
e em seguida o próximo talude, e assim por diante até que se atinja o terreno
natural.
- Largura: Informe neste campo a largura da banqueta, ou seja sua dimensão na
posição horizontal.
- Inclinação: Neste campo deve-se informar a inclinação da banqueta. Esta
inclinação é muito importante, pois tem a função de direcionar as águas pluviais
para o interior da banqueta evitando que a mesma escorra pelo talude e provoque
erosões.
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- Total de Banquetas: Preencha esta opção se você deseja limitar o número de


banquetas da seção, ou deixe em branco para que o programa calcule a quantidade
necessária.
- Último Dx / Ultimo Dy (última rampa): A última rampa seria aquela que entra em
contato com o terreno natural, caso seja necessário que esta tenha uma inclinação
diferente das demais, informe neste quadro os valores Dx e Dy.
- Altura mínima: seria a altura mínima a ser obedecida para a criação de banquetas.
- # da 1ª banqueta: O topoGRAPH sugere que se insira os números 11 para a
primeira banqueta, ou seja, 11 para o ponto da 1ª banqueta, os demais seguirão
automaticamente e será acrescentado + 1 em cada unidade a partir dele,
sendo 19 para o ponto final do talude, que seria o off-set.

 Após preencher os campos do talude esquerdo, clicar na opção Copiar para criar
um novo talude aproveitando os dados já preenchidos.

 Na janela que se abre, preencher os


dados para o novo talude:

Nome: Talude Direito  Aplicar.

 Ao abrir a janela com os dados do Talude Direito, alterar somente os dados


referentes aos números Inicial, Final e Número da primeira banqueta:

- Número Inicial: 20

- Número Final: 29

- Número da 1ª banqueta: 21

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 Após preencher os campos, clicar em Aplicar.

1.3 Elementos

OBS: Elementos são figuras geométricas que representam os contornos de sarjetas,


valetas, canteiros, barreiras, muretas, etc. Deve se usar esta opção quando é
necessário que a seção de projeto venha desenhada com esses elementos
incorporados à plataforma.

 Na sequência, vamos inserir Elementos. No caso, criaremos somente o elemento


sarjeta.

 Na janela de Seções-tipo, clicar no ícone referente a Elementos. Abrirá uma janela


referente a dados do Elemento. Clicar em Novo e, na nova janela, preencher o
campo: Nome: Sarjeta STC-02. Em seguida, clicar em Aplicar.

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 Na janela referente ao elemento sarjeta STC-02, marcar as opções:

- Seguir: Pavimento. Neste caso, o elemento sarjeta será incorporado à última


camada do pavimento.

- Dependência: Corte. Isto significa que este elemento só aparecerá quando houver
corte.
- Preencher os deslocamentos referentes ao desenho da sarjeta, lembrando que os
elementos serão sempre desenhados da esquerda para a direita.
- Para iniciar, clicar sobre a área Dx, Dy, Número, com botão direito do mouse, para
abrir a janela para preenchimento dos dados e marcar a opção Adicionar Ponto.

- Na janela que se abre preencher os dados do primeiro ponto do elemento sarjeta


e clicar em Criar.

 Repetir o procedimento para inserir demais pontos do elemento, observando que à


medida que os pontos vão sendo inseridos, o elemento vai se delineando na área
gráfica da janela. Após lançar todos os pontos do elemento Sarjeta STC-02, os
campos estarão preenchidos com os valores da figura abaixo.

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1. Dx= 0,00 Dy=0,00 Número=90


2. Dx= 0,05 Dy=0,00 Número=91
3. Dx= 0,30 Dy= - 0,30 Número=92
4. Dx= 0,70 Dy=0,30 Número=93

 Ao final, clicar em Aplicar.

1.4 Pavimento

OBS: Pavimentos são grupos de materiais mais nobres aplicados sobre a última camada
de terraplenagem a fim de conferir mais resistência às tensões de trafego além de atribuir
melhores condições de conforto e trafegabilidade.

 Agora vamos definir as camadas do pavimento. Na janela de Seções-tipo, clicar no


ícone referente a Pavimentos. Na caixa de diálogo que se abre, clique no botão
Novo, para criar um novo pavimento e preencher o campo: Nome: Pavimento 1, e
clicar em Aplicar.

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 Na janela Pavimento 1 que se abre, na área referente a camadas, clicar com botão
direito do mouse e marcar a opção Adicionar Camada.

Clicar nesta janela com


botão direito do mouse.

Na janela que se abre,


marcar Adicionar Camada

OBS: Ao clicar em Camadas, aparecerão as seguintes camadas para serem preenchidas:


- Revestimento é a camada superior do pavimento, capa de rolamento.

- Acostamento é a faixa paralela à pista de rolamento, destinada a paradas de


emergência.

- Base é a camada que fica abaixo do revestimento.

- Sub-base é a camada que fica abaixo da camada de base.

- Leito, também chamado de sub-leito, é a última camada de terraplenagem.

 Na janela que se abre – Camada do Pavimento, escolha o tipo Revestimento, que


se refere à camada superior do pavimento e preencha os campos de acordo com
a caixa de diálogo abaixo:

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OBS: Caso as inclinações das seções em corte sejam as mesmas das seções em aterro,
basta informar uma delas (corte) e clicar no botão Copiar Corte → Aterro para preencher o
outro campo (aterro) automaticamente.

 Ao final, clicar em Aplicar.

 Na área referente a camadas clicar com botão direito do mouse e marcar a opção
Adicionar Camada.

 Selecione o Tipo Acostamento e repita o procedimento acima para preencher os


campos conforme figura abaixo:

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 OBS: Caso as
inclinações das seções em
corte sejam as mesmas das
seções em aterro, basta
informar uma delas (corte) e
clicar no botão Copiar Corte →
Aterro para preencher o outro
campo (aterro)
automaticamente.

 Ao final, clicar em
Aplicar.

 Na área referente a camadas clicar com botão direito do mouse e marcar a opção
Adicionar Camada.

 Selecione o Tipo Base e repita o procedimento acima para preencher os campos


conforme figura abaixo:

OBS: Caso as inclinações das


seções em corte sejam as
mesmas das seções em aterro,
basta informar uma delas (corte)
e clicar no botão Copiar Corte →
Aterro para preencher o outro
campo (aterro) automaticamente.

 Ao final, clicar em Aplicar.

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 Na área referente a camadas clicar com botão direito do mouse e marcar a opção
Adicionar Camada.

 Selecione o Tipo Sub-Base e repita o procedimento acima para preencher os


campos conforme figura abaixo:

OBS: Caso as inclinações das


seções em corte sejam as mesmas
das seções em aterro, basta informar
uma delas (corte) e clicar no botão
Copiar Corte → Aterro para
preencher o outro campo (aterro)
automaticamente.

 Ao final, clicar em Aplicar.

 Na área referente a camadas clicar com botão direito do mouse e marcar a opção
Adicionar Camada.

 Selecione o Tipo Leito e repita o procedimento acima para preencher os campos


conforme figura abaixo:

OBS: Caso as inclinações das


seções em corte sejam as mesmas
das seções em aterro, basta informar
uma delas (corte) e clicar no botão
Copiar Corte → Aterro para
preencher o outro campo (aterro)
automaticamente.

 Ao final, clicar em Aplicar.

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 Voltando à caixa de diálogo principal, observe que suas camadas de pavimento já


foram lançadas.

 Verifique se está tudo OK e clique em Aplicar.

OBS: Antes de fazer a montagem da seção-tipo, voltar na opção referente a Plataformas


e, na parte inferior da janela, marcar a opção Pavimento e selecionar o pavimento
que você criou (Pavimento 1), para que o pavimento fique vinculado à sua
plataforma. Ao final, clicar em Aplicar.

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1.5 Montagem da Seção-Tipo

 Com todos os elementos já lançados, a próxima etapa será juntar tudo para
montagem da seção-tipo.

 De volta à caixa Seções-Tipo, clique na área Tipo / Nome com botão direito do
mouse e selecione a opção Adicionar Objeto.

 Ao abrir a lista Tipo selecione Talude. Na coluna Nome, abra a lista com os nomes
dos taludes cadastrados. Selecione Talude Esquerdo.

 Repita as operações para associar os demais elementos, um a um, observando a


ordem dos mesmos, conforme a caixa abaixo.

OBS: Lembre-se que a seção tipo deve ser criada da esquerda para a direita.

 Na área gráfica da janela Seções-tipo aparece o desenho da seção-tipo após


sua montagem.

 Para salvar sua seção-tipo, denominada Trecho 1, na caixa de diálogo clicar em


Biblioteca  Salvar Como. Na caixa de diálogo que se abre, defina o nome de sua
seção-tipo “Trecho 1” e o endereço onde deseja salva-la. Sugere-se que seja salva
junto com o seu projeto (arquivo), denominado “Faixa Estudo”.

 Em seguida, clique em Aplicar.

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Indique o endereço onde a


seção-tipo será salva.

16. Calculando as Seções Transversais

OBS: Seção Transversal do Terreno: é a interseção do terreno natural com o plano


vertical normal ao eixo da rodovia na estaca considerada.

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Seção Transversal de Projeto (Seção Gabaritada): É a complementação da


seção transversal do terreno quando nela se representam os elementos de projeto:
cota vermelha, plataforma e taludes.

Na seção transversal de projeto tem-se a representação geométrica, no plano


vertical, de alguns elementos dispostos transversalmente, em determinado ponto
do eixo longitudinal da estrada.

Podemos ter seção em corte, seção em aterro ou seção mista.

 Seção em Corte: corresponde à situação em que a rodovia resulta abaixo da


superfície do terreno natural.

 Seção em Aterro: corresponde à situação contrária, isto é, com a rodovia resultando


acima do terreno natural.

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 Seção Mista: ocorre quando, na mesma seção, a rodovia resulta de um lado,


abaixo do terreno natural, e do outro, acima do terreno natural.

 Para calcular as seções transversais do terreno natural, no menu superior da janela


de Alinhamento Vertical, clicar em Seções e preencher os campos:
- Nome: Seções Trecho 1
- Autor: nome do aluno.

Ao final, clicar em Aplicar.

Na janela que se abre, clicar na aba Grupo  Novo. Na nova janela, preencher:
- Tipo: selecionar Terreno Natural
- Nome: Terreno Natural
Ao final, clicar em Aplicar.

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 Para gerar as seções, clicar na aba Interpolar. Abrirá nova janela com os dados da
interpolação. Clicar em Próximo e preencher:
Gerar Pontos: Distância: 5 (m)
Largura do Perfil:
- Lado Esquerdo: 50 m
- Lado Direito: 50 m.
Ao final, clicar em Interpolar.

 Na área gráfica da
janela são
apresentadas as
seções transversais
do terreno natural.
Para visualizar
demais seções, na
janela Estaca, clicar
na setinha e
selecionar a estaca
desejada.

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17. Gerando a Seção de Projeto (Seção Gabaritada)

OBS: Para calcular o projeto é necessário juntar todos os elementos para que a seção
tipo seja gabaritada nas seções transversais. Assim, a seção tipo que foi criada
deverá ser vinculada ao traçado vertical para que as seções transversais do
terreno possam receber o gabarito das seções do projeto.

 Uma vez definida a seção-tipo, podemos agora gerar as seções de projeto (seções
gabaritadas). Para tal, voltar à área de seções e clicar na opção Projeto  Calcular.

 Na janela que se abre, clicar em Seção-Tipo e abrirá uma caixinha com as seções-
tipo disponíveis na sua biblioteca.
Selecionar a seção-tipo que você
criou (Seção-Tipo “Trecho 1”) e,
em seguida, informar a primeira
estaca a partir da qual ela será
aplicada (Estaca 0) e a estaca
final. Neste caso, selecionar a
última estaca para que a seção-tipo se aplique a todo seu traçado.

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 Como já definimos os parâmetros da superelevação, para vinculá-la à seção de


projeto e distribui-la por todo trecho, clicar na aba Superelevação, na parte inferior
da caixa de diálogo.
 Na nova caixa de diálogo que se abre, clicar em Parâmetros e somente verificar se
todos os dados estão devidamente lançados, inclusive a Velocidade Diretriz: 80
Km/h. Estando tudo OK, clicar em Aplicar.
 Na sequência, voltando à janela de Definição da Superelevação, clicar em Criar
Tabela  Aplicar  Fechar.

 Da mesma forma, para vincular a superlargura à seção de projeto e distribui-la por


todo trecho, clicar em
Superlargura, na parte inferior da
caixa de diálogo.

 Na nova caixa de diálogo que se


abre, preencher:
- Espaço entre eixos: 6,10 m
- Ignorar valor esquerdo  : 0,20 m
- Ignorar valor esquerdo  : 0,20 m

Estando tudo OK, clicar em


Aplicar.

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 Na sequência, voltando à janela de Definição da Superlargura, para informar onde


a superIargura será colocada, há três opções: bordo interno ou externo da curva ou
metade para cada lado da curva. Preencher:
- Curva com transição: Metade
- Curva com transição: Metade

 Em seguida, clicar em Criar Tabela  Aplicar  Fechar.

 Após lançamento dos dados de Superlargura e Superelevação, voltando à janela


de Seções de Projeto, clicar em Calcular  Fechar.

 As seções de projeto serão apresentadas, conforme exemplo a seguir.

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18. Cálculo de Volumes

OBS: - Para cálculo de volumes, pode-se imaginar as áreas das seções como
sendo superfícies prismáticas imaginárias.

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- Admite-se que o terreno varia de forma linear entre duas seções consecutivas, o
que de certa forma, para distância entre seções de 20m, não gera erros
significativos (2%).

Fórmula da Média das Áreas:

Onde:
- V = Volume de terra entre duas estacas consecutivas;

- A1 e A2 = áreas das seções transversais de duas estacas consecutivas;


- Am = área da seção transversal no ponto médio entre duas estacas consecutivas;
- L/2 = metade da distância entre duas estacas consecutivas (semi-distância, dada em
metros).

 Para cálculo do volume de corte / aterro, na janela de projeto referente às Seções


Trecho 1, clicar na aba Volumes.
 Na janela que se abre, definir:
- Intervalo: Estaca inicial: 0
Estaca final: selecionar a última estaca

- Usar no Cálculo: Perfis  Tipo: Terreno Natural X Projeto

 Clicar em Calcular e os resultados serão apresentados.

 Ative a opção Criar Documento, para que seja gerado um relatório com o cálculo
do volume e defina o Nome: Volume Trecho 1.

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 Observe que no menu de projeto do Bentley Topograph o documento Volume


Trecho 1 já existe.

19. Nota de Serviço

OBS: Segundo Lee (2002)

“Uma vez estabelecida a geometria do eixo de uma rodovia, assim como a


do respectivo greide, e a configuração das seções transversais em cada
estaca, a rodovia estará geometricamente definida no espaço tridimensional,
podendo ter seus elementos demarcados no campo, para fins de
construção”.3

Para o autor, as notas de serviço contêm

“(...) dados necessários à marcação, no campo, dos pontos que balisarão a


construção da rodovia, tais como, por exemplo, os off-sets, o eixo (greide de
terraplenagem) e as bordas da plataforma de terraplenagem, que permitirão
o controle da execução do corpo estradal, com as dimensões previstas no
projeto, observadas as precisões estabelecidas pelas especificações
construtivas dos órgãos rodoviários”.4

O sistema Bentley TopoGRAPH “auxilia o usuário na análise de dados referentes


ao movimento de terras através dos relatórios de notas de serviço de
terraplenagem, que juntamente com os relatórios de offsets e plataforma acabada,
abrangem todas as informações para locação e construção da obra”. (Oliveira,
2008) 5

3
LEE, Shu Han. Introdução ao Projeto Geométrico de Rodovias. Ed. da UFSC. Florianópolis, 2002, p. 339.
4
Idem, p. 342.
5
OLIVEIRA, Edmar Rodrigues. TopoGRAPH 98 SE: Manual Prático. INDI Editora. Palmas – TO, 2008, p.
217.
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 Ainda na janela de Seções, clicar na aba Nota de Serviço e selecionar a opção


Terraplenagem - Pista Simples e a Nota de Serviço será gerada.

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 Para imprimir a Nota de Serviço gerada, verificar se as configurações estão


adequadas e, estando tudo OK, clicar na aba Imprimir Documento.

20. Visualizando e Recalculando o Projeto

20.1 Carregando o Trecho 1 (Eixo)

 Para visualizar o eixo do projeto, no menu de projeto do Bentley Topograph, opção


Vias, clicar sobre Trecho 1 e arrastá-lo, soltando-a sobre a área de Desenho.

20.2 Carregando o Alinhamento Horizontal

 Para visualizar o projeto, no menu de projeto do Topograph clicar sobre as seções


calculadas (Seções Trecho 1) e arrastá-la, soltando-a sobre a área de Desenho.

 Na janela de diálogo que se abre, selecionar a opção Carregar Alinhamento


Horizontal. Na nova janela, preencher o campo Nome: Alinhamento Horizontal 1 e
clicar em Criar. Na janela que se abre, definir o trecho que se pretende carregar e
clicar em Carregar.

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 O alinhamento horizontal será carregado na área de desenho.

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20.3 MDT de Projeto

 Para criar o MDT de projeto, primeiramente devo carregar o terreno. Para tal, na
área de desenho, duplo clique em Área de Estudo.

 Em seguida, no menu de projeto do Topograph clicar sobre as seções calculadas


(Seções Trecho 1) e arrastá-la, soltando-a sobre o desenho Área de Estudo, onde
encontra-se o terreno.

 Na janela de diálogo que se abre, clicar em Criar MDT. Na nova janela que se abre,
na opção Grupo (de seções), selecionar Projeto  Nome: Projeto e clicar em
Aplicar.

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 As curvas de nível serão recalculadas para o projeto e carregadas na área de


desenho, sobre o terreno.

 Agora vamos mesclar as duas superfícies. Para tal,


no menu superior clicar em MDT  Mesclar.
Primeiramente, deve-se selecionar o MDT principal
(Área de Estudo) e, na sequência, o MDT que será
mesclado (Projeto).

 Para modificar a forma de exibição, na área gráfica clicar em Atributos da Vista e,


na janela que se abre, abrir a opção Estilo de Exibição e clicar em Smooth.

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 Para rotacionar a vista, permitindo a visualização 3D, nos comandos de zoom clicar
em Rotação de Vista e, clicando na área gráfica, achar um ponto adequado de
visualização.

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 Para voltar ao modo de exibição da vista gráfica superior, nos


comandos de zoom clicar em Rotação de Vista e, na janela
de diálogo que se abre, na opção Método marcar Superior.

20.4 Carregando o Alinhamento Vertical

 Para visualizar o greide de projeto, no menu de projeto do Topograph clicar sobre


Alinhamento Vertical Trecho 1 e arrastá-lo, soltando-o sobre a área de Desenho.

 Na janela de diálogo que se abre, preencher o campo Nome: Alinhamento Vertical


1 e clicar em Criar. Na janela que se abre, definir o trecho que se pretende carregar
e clicar em Carregar.

 O alinhamento vertical será carregado na área de desenho.

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 Ao final, o menu de Projeto do Bentley Topograph terá os seguintes itens:

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