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Resumo do Hugo Espinheira (Anuro):

Apoptose e Necrose

OBS: É aconselhável revisar ciclo celular antes de estudar apoptose.

Necrose
- Morte acidental gerada por um dano fisco, mecânico ou químico.

Necrose  Pode interferir em outras células ao extravasar o citoplasma  Em geral a célula


incha  Pode liberar lisossomos (pode degradar a matriz e gerar uma inflamação). DNA pode
ser todo degradado aleatoriamente.

Necrose  Nem sempre o DNA é degradado. Recruta células imunológicas devido à liberação
do citoplasma (inflamação).

Eletroforese  Método físico para separar moléculas de DNA por campo elétrico. Após isso,
DNA na necrose é visualizado em um grau de pequenas moléculas desorganizadas que se
acumulam.

Brometo de etila  Gera necrose  Intercala na fita de DNA  usado em eletroforese.

Apoptose
- Morte celular programada

Onde acontecem?

Maiores mudanças por apoptose  No embrião durante o desenvolvimento


Sistema imunológico  Muita apoptose (Linfócitos T)  Células que reconhecem o que é
próprio precisam morrer  caso o contrário  geram uma doença autoimune.

Ovócito não utilizado  Apoptose.

Células que produzem hormônio que não são mais importantes para o organismo 
Apoptose, como por exemplo, células mamárias.

Metamorfose  sempre passa por processos de apoptose. Apoptose  Regulação


individualizada e específica  Não afeta outras células. Não gera rupturas da membrana 
Gera sacos (corpos apoptóticos) para não liberar o citoplasma.

Eletroforese  Método físico para separar moléculas de DNA por campo elétrico. Na
apoptose, DNA é visualizado em um grau elevado de organização.
Processos apoptóticos
Fosfadilserina  Flippase ou scramblase (enzimas) que coloca esse fosfolipídeo para parte de
cima da membrana  Sinal de que precisa entrar em apoptose  células de defesa vão
reconhecer a célula  célula será fagocitada.

Caspases  Proteínas que estimulam a apoptose  podem ter ação na via intra e\ou
extracelular da apoptose  sempre convergem em uma via comum: caspase 3 ( Caspase
efetora).

Caspase  Cisteinoproteases  Detém resíduos de cisteína (aminoácido). Quebram as


proteínas sempre no mesmo resíduo: ácido aspártico (aminoácido presente em boa parte das
proteínas).

Procaspase  Caspase inativa (região aminoterminal que impede sua ativação).

Existem diferentes tipos de procaspases e , consequentemente diferentes tipos de caspases 


Procaspase 8 ( Caspase 8 ) , procaspase 10 ( Caspase 10 ) , procaspase 3 ( Caspase 3 ) e etc

Caspases estão separadas  Quando existe um estímulo  Interação cooperativa  Caspases


se unem e uma cliva a região aminoterminal da outra  Apoptossomo.

Caspase 3  Conhecida como caspase efetora (gera uma cascata de caspases). Uma vez ativa
 Irreversível  Não tem + jeito... vai entrar em apoptose!

Primeira coisa a ser degrada pela caspase é o citoesqueleto  perda da forma da célula.
Núcleo  Pequenos núcleos (núcleo picnótico)  Fosforilação da lamina nuclear 
Degradação da lamina nuclear.

DNA é picotado a cada 200 bases (DNAase quebra o material genético), isso ocorre devido às
histonas que estão espaçadas a cada 200 nucleotídeos. Enzima degrada os espaços ausentes
de histona. São sempre 200 bases devido à conformação tridimensional das histonas.

Via extrínseca (Apoptose iniciada de fora da célula)

-Iniciada: Célula expõe receptor Fas (Receptor de morte) quando está infectada ou muita
velha.

Fatores de sobrevivência: sinalização extracelular que inibe a apoptose. Ex: Células nervosas
competem por esses fatores  Essa competição controla o número celular nos tecidos.

Receptor Fas (Receptor de morte): é um receptor localizado na membrana plasmática que irá
iniciar uma cascata de sinalização para ocorrer a apoptose.

FAAD (fas-associated death domain; fas associado ao domínio da morte): é uma proteína que
recruta as procaspases 8 ou 10 e permitem a ativação das caspases 8 ou 10 da via extrínseca
da apoptose.
DISC (death-inducing signaling complex; complexo de sinalização indutor de morte): Ocorre
quando as proteínas FAAD geram uma grande proximidade entre as procaspases 8 ou 10 e ,
dessa forma , há uma cascata para as procaspases serem ativadas e clivarem umas as outras.

Processo da via extrínseca:

Há o encontro do receptor Fas da célula com o ligante Fas do linfócito


(sinapse imunológica – Célula + linfócito)  Ativação da FADD começa a aproximar as
procaspases 8 ou 10 ( geralmente 8)  formação do DISC  autoclivagens das procaspases 8
ou 10  as intensas clivagens chegam a procaspase 3  ativação da caspase 3  ativação de
outras caspases  Consequências : Degradação da lamina nuclear , degradação programada
do DNA e formação dos corpos apoptóticos ( pequenos sacos apoptóticos que impedem o
extravasamento do citoplasma  impedindo também uma inflamação)

Linfócito  expõe a célula aos macrófagos  corpos apoptóticos são fagocitados.

Dependendo da agressão sofrida fica inviável iniciar o estímulo apoptótico de dentro da célula.
Por isso  Via extrínseca  Célula demonstra que “tem problemas” (Em geral está infectada
ou muito velha).
Via Intrínseca (Apoptose iniciada de dentro da célula)

Iniciada: Por um sinal apoptótico gerado pela Mitocôndria ou Reticulo Endoplasmático


geralmente quando há uma grande quantidade de erros no DNA, falta de oxigênio ou
nutrientes.

Mitocôndria: gera + radicais livres que podem atacar o DNA. É um Sensor de Apoptose.

Blc2  Família de proteínas que regulam a apoptose. Existem Bcl2 proapoptóticas e Blc2
antiapoptóticas.

BH123 (Blc2 proapoptóticas)  Receptores pró-apoptóticos (receptores proteicos espalhadas


na membrana externa da mitocôndria) que formam um poro liberando o Citocromo C.

Bcl2 antiapoptóticas Proteínas que inibem a formação do poro BH123 impedindo a


apoptose.

Citocromo C  Sinal apoptótico.

O agrupamento de BH123, por um sinal, forma um poro  Liberação do citocromo C


(Que estava dentro da mitocôndria)  Sinal apoptótico.

Bcl2 antiapoptotico  Degradado  Formação do poro BH123  Liberação do Citocromo C


 Sinal de Apoptose  Ativação da via intrínseca.
Apaf1 (Fator 1 de ativação da protease apoptótica )  Se liga ao citocromo C  formando
uma polimerização chamada de apoptossomo . O apoptossomo recruta procaspases 9 
autoclivagens das procaspases  caspase 9  cliva a procaspase 3  caspase 3.

Processo da via intrínseca: Quando o DNA sofre um dano  P53  Ativa P21  Inibe Cdk
(Ciclo celular é parado) e tenta-se reparar o DNA, mas caso não consiga  Ativa o poro BH123
inibindo Bcl2 antiapoptotica  liberação de citocromo C  Apaf1  se liga ao citocromo C 
forma um complexo chamado de Apoptossomo  Ativando Procaspase 9  Ativa procaspase
3 que ativa outras caspases  Apoptose.

Degradação da lamina nuclear  degradação programada do DNA  formação dos corpos


apoptóticos  fosfatidilserina é virada  Macrófagos fagocitam os corpos apopotóticos.
(Esse processo ocorre tanto na via intrínseca quanto na extrínseca.)

Retículo Endoplasmático  Rico em Cálcio  libera cálcio no citoplasma  Sinal apoptótico.

Muitos vírus entram e se replicam dentro do retículo  Isso gera um sinal apoptótico 
liberação de cálcio pelo retículo.

Mitocôndria monitora o citoplasma (liberação de citocromo C) e o Reticulo monitora tudo que


será jogado para fora da célula (liberação de cálcio).

Ao lesionar muito uma musculatura  há liberação de cálcio para induzir apopotose.

As maiorias das células NÃO estão em apoptose  Devido a um fator de sobrevivência que se
liga no receptor Fas (Receptor de morte) e produz Bcl2 antiapoptótico ( Inibidor de apoptose).

Bcl2 antiapoptótico  Indutor de tumor, pois inibe a apoptose


Células da glia (no cérebro)  Produzem hormônios de crescimento. Uma redução nesses
hormônios Induz uma célula a entrar em apoptose.

Como identificar a via apoptótica em laboratório?  Análise de Caspases ou analisar a possível


presença do citocromo C.

Eletroforese para proteínas  identificar a caspase ou citocromo se dá por meio de anticorpos


associados a um material radioativo ou fluorescência por uma técnica chamada de West
Blotting. ( Apenas curiosidade para identificação , não se preocupe muito com isso!)

Via extrínseca + Via intrínseca

- Em algumas células a via extrínseca deve recrutar a via intrínseca para amplificar o sinal
apoptótico para matar a célula  Isso ocorre dependendo do balanço entre as proteínas Bcl2.

Procaspase é inativa, mas quando sofre clivagem  Caspase ( ativa)

Procaspase 9  Via intrínseca.

Procaspase 8 ou 10 ( Geralmente 8)  Via extrínseca.

Via intrínseca e extrínseca  Caspase 3.


Via Intrínseca  Apoptossomo (Apaf1 + Citocromo C)  autoclivagens da procaspase 9 
caspase 9  clivagem da procaspase 3  caspase 3  APOPTOSE

Via extrínseca  DISC (FADD recruta procaspase 8 ou 10 ( geralmente 8 ) autoclivagens da


procaspase 8 ou 10  caspase 8 ou 10  clivagem da procaspase 3  caspase 3  APOPTOSE

Problemas associados a Apoptose:

Algo (proteína ou gene, por exemplo) que estimula a apoptose  supressor de tumor

Algo (proteína ou gene, por exemplo) que inibe a apoptose  oncogênico

Intensa inibição da apoptose  pode gerar  Câncer:

- Não mostra o receptor de morte (Fas)

- Grande quantidade de Bcl2 antiapoptótica

- Proliferação acelerada

- Tem um receptor chamado PD1  Inibe o reconhecimento da célula.

- 50% dos casos há mutação no gene supressor de tumor p53  Nesse caso, além do DNA
mutado não sofrer reparos ou disparo de apoptose muitos fármacos anti-câncer induzem a
apoptose, no entanto, não se tornam eficientes justamente pelo mau funcionamento de p53.

Doenças neurodegenerativas que envolvem apoptose  Afetam principalmente neurônios


motores (muito mais suscetíveis a apoptose) como, por exemplo, ELA.

Algumas doenças autoimunes  reconhecem o receptor Fas  Inibindo a apoptose como, por
exemplo, Lupus . Este detém anticorpos anti-fas e gera atrofia na movimentação.

VAI LÁ E ARRASA MAMÍFERO!

EXCELENTE PROVA! 