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Propedêutica do Direito Ambiental

→ Conceito e objeto do Direito Ambiental: Ramo do Direito que disciplina as atividades cujos
impactos ambientais são causados ou influenciados pela atividade humana.
→ Objetivo: Defender o meio ambiente e a qualidade de vida da coletividade.
→ Nomenclatura: A expressão Direito Ambiental é aceita pela doutrina, legislação e jurisprudência
pelo fato de abarcar o meio ambiente como um todo, e não apenas sua dimensão natural, a exemplo
da nomenclatura (não aceita), Direito Ecológico.
→ Autonomia do Direito Ambiental: A partir da lei nº 6.938/81, passou a ser visto como ramo
autônomo do direito (antes encarado com sub- ramo do Direito Administrativo). Com a publicação
da CF88, que dedicou todo um capítulo ao meio ambiente, passando a tratá-lo como direito
fundamental da pessoa humana, o status de autonomia restou ainda mais consolidado.
→ Codificação: Não existe um código que harmoniza a legislação ambiental brasileira, existem
códigos setorizados como código florestal, código da caça, código da pesca.
→ Evolução Histórica:
Fase individualista: Ausência de preocupação com o meio ambiente – Do descobrimento até 1950
Fase fragmentária: Controle de algumas atividades exploratórias de recursos naturais em razão de
seu valor econômico- De 1950 a 1980 – Só recursos naturais com valor econômico recebiam
proteção, o direito ambiental ainda não era visto como um ramo autônomo (todo integrado e
interdependente), por isso a setorialidade ( velho código florestal; código de caça ou lei de proteção
à fauna, código de pesca; código de mineração; lei de responsabilidade por Danos Nucleares)
Fase Holística: Compreensão do meio ambiente como um todo integrado e independente – De 1981
até o presente. A Lei nº 3.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio ambiente marca
essa fase, pois foi a partir daí que a proteção do meio ambiente passou a ser considerada uma
finalidade em si mesma ( bem jurídico autônomo) – Destaca-se a Constituição de 1988 e demais
legislações próprias, como a Lei da Ação Civil Pública.
Fontes: formais: ordenamento jurídico nacional e internacional/ materiais: movimentos populares,
descobertas científicas, doutrina jurídica…
Natureza Jurídica do Direito Ambiental: CONFLITO → Associado ao Direito Constitucional e
Admonistrativo, a maior parte da doutrina o classifica como público (interesse público)/ Mas
também permeia ramos do direito privado, como direito civil, financeiro, comercial...Dada a
interdisciplinariedade, se classifica como DIREITO COLETIVO EM SENTIDO AMPLO
( transcende a dicotomia entre público e privado). São DIREITOS DIFUSOS → Transindividuais,
de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncas de
fato.
Antropocentrismo e Biocentrismo: Antropocentrismo – ser humano no centro do universo, a
proteção ao meio ambiente ocorre apenas na medida necessária para que os interesses humanos
sejam resguardados./ Biocentrismo: cada recurso natural poussui um valor intrínseco e deve ser
protegido em razão de sua função ecológica, pois os seres vivos e os elementos que propiciam a
vida fazem parte de um sistema integrado de interdependente, sendo o ser humanos apenas uma
parte dessa complexa teia. A CF/88 adota o antropocentrismo clássico ( art. 225) mas um
antropocentrismo alargado ( que não se confunde com o clássico), pois reconhece a intedependência
entre os seres humanos e a natureza.

Conceito de Meio Ambiente: Lugar onde se manifesta a vida, o que inclui tanto os seres vivos
quanto os elementos não vivos que contribuem para que a vida ocorra ( elementos bióticos e
abióticos). Com o tempo esse conceito foi se alargando de modo a abranger também aspectos de
ordem cultural, econômica, política e social.
→ Alguns juristas atestam que a nomenclatura é redundante pois meio e ambiente significam a
mesma coisa, mas, no Brasil, a expressão foi consagrada pelo uso.
→ Conceito Jurídico de Meio Ambiente: A lei nº 6.938/81 que dispõe sobre a Política Nacional de
Meio Ambiente e cria o Sistema Nacional de Meio Ambiente, definiu meio ambiente a partir do
ponto de vista biológico, físico e químico. A CF trouxe o ser humano para o centro da questão
ambiental, ao apontá-lo smultaneamente como destinatário de implementador dessas determnações.
→ Classificação de Meio Ambiente ( meramente metodológica, posto que Direito Ambiental é
indivisível).
Meio ambiente natural: constituído por elementos naturais bióticos e abióticos;
Meio ambiente artificial: ambiente construído ou alterado pelo ser humano: edificios urbanos,
espaços públicos abertos ( ruas, praças, areas verdes).
Meio ambiente cultural: É o patrimônio histórico, artístico, paisagístico, ecológico, científico e
turístico e se constitui tanto de bens de natureza material, a exemplo de construções, lugares, obras
de arte, objetos e documentos de importância para a cultura , quanto imaterial, a exemplo de
idiomas, danças, muitos, cultos relgiosos e costumes de uma maneira geral ( arts 215 e 216 da CF)
- Pode ser meio ambiente artificial, se contar com prédios tombados e etc…
- Pode ser meio ambiente natural: caso de trate de uma paisagem natural a qual se atribuiu valor
cultural.
Meio ambiente do trabalho: considerado também uma extensão do conceito de meio ambiente
artificial, é o conjunto de fatores que se relacionam às conndições do ambiente laboral, como o local
de trabalho, as ferramentas, as máquinas, os agentes químicos, biológicos, físicos, as operações, os
processos e a relação entre o trabalhador e o meio física e psicológico. A Carta Magna reconheceru
nos incisos XXI e XXIII do art. 7 que as condições de trabalho tem uma relação direta com a saude
e , portanto, com a qualidade de vida do trabalhador, inclusive é no trabalho que a maioria dos
seres humanos passa grande parte da existência ( inciso VIII do art. 200) – vai para além da relação
de emprego, abarca autônomos e avulsos.
Patrimônio genético: informações de origem genética oriundas dos seres vivos de todas as espéces,
seja anima, vegetal, microbiano ou fúngico.
Meio ambiente como microbem e macrobem: Enquanto microbem os recursos naturais são
considerados individualmente e valorizados de acordo com a sua importância econômica ou social,
na condição de macrobem, o meio ambiente não pode ser reduzido a nenhum de seus elementos em
virtude da relação de integração e interdependência entre cada um deles. Art. 225, VII da CF.

Princípios
→ A relevância dos princípios jurídicos justifica-se porque: Marcam a autonomia dos ramos do
Direito; Integram e harmonizam as normas de um determinado ramo do direito; servem diretamente
como critério para a resolução de conflitos no caso concreto; servem como referência para
construção e interpretação das demais fontes do direito, notadamente das leis e da jurisprudência.
→ Na prática os princípios do Direito Ambiental acabam sendo mais importantes do que a maioria
dos outros ramos do Direito, pelas seguintes razões: O Direito Ambiental é um ramo novo da
Ciência Jurídica; Houve uma enorme proliferação normativa nos últimos anos; A competência
legislativa é concorrente entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios; Inexistência de código
ou de consolidação da legislação ambiental; A maioria das normas têm caráter técnico; A maioria
dos membros da Magistratura e do MP não estudou a matéria na graduação nem em pós graduação
e/ou não se pauta por boa técnica legislativa.
→ Princípios Gerais do Direito Ambiental:
- Princípio do acesso equitativo (SOLIDARIEDADE): Todo ser humano deve ter acesso aos
recursos naturais e ao meio ambiente em geral, na medida de suas necessidades. Os benefícios e
malefícios oriundos da apropriação desses recursos devem ser distribuídos de forma equânime da
sociedade. Caput 225, ‘ bem de uso comum do povo’. Tal princípio deve ser observado em ãmbito
intergeracional e intrageracional.
- Princípio do direito humano fundamental: Em 1972 a ONU organizou em Estocolmo, na
Suécia, a 2 conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente, aprovando, ao final, a
Declaração Universal do Meio Ambiente que declarou que os recursos naturais, como a água, o ar, o
solo, a flora e a fauna, devem ser conservados em benefício das gerações futuras, cabendo a cada
país regulamentar esse princípio em sua legislação de modo que esses bens sejam devidamente
tutelados. A proteção jurídica ao meio ambiente é uma forma imprescindível de resguarddas a vida e
a qaulidade de vida humana, devendo assim o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado
ser considerado um direito humano fundamental.
- Princípio do desenvolvimento sustentável: É o modelo que procura coadunar os aspectos
ambiental, econômico, e social, buscando um ponto de equilíbrio entre a utilização dos recursos
naturais , o crescimento econômico e a equidade social. CF art. 225 ‘‘ Todos tem direito ao meio
ambiente...’’Meio ambiente foi transformado em princípio da ordem econômica – inciso vi , art. 170
da CF/88. Esse princípio ficou consagradona esfera internacional após a Rio 92, onde foi formulado
o seguinte princípio: ‘‘ O direito ao desenvolvimento deve ser exercido de modo a permitir que
sejam atendidas equitativamente as necessidade de gerações presentes e futuras.’’
- Princípio da função social da propriedade: O direito ao livre exercício da atividade econômica
está condicionado ao cumprimento da função social, de maneira que as atividades econõmicas não
podem ser lesivas ao meio ambiente. A perspectiva ambiental deve incidir sobre a propriedade dos
meios de produção e sobre a atividade empresarial de uma forma geral, contribuindo para que as
gerações presente e futuras gozem de um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Função social
de propriedade urbana – inciso III, art. 170 da CF. Art. 182 da CF trata da função social de
propriedade rural.
*** Lembrar sobre obrigação propter rem, aquela que acompanha a coisa***
- Princípio da informação: Nasce da Rio 92. Também conhecido como princípio da publicidade,
parte do pressuposto de que toda informação em matéria ambiental é de interesse coletivo, e que
no caso de inexistência caberá ao Estado produzi-la tamanha é sua importância para a construção do
Estado de Direito Ambiental. De um lado , é com base em informações atualizadas e concretas que
a Administração Pública tomará decisões, seja no que diz respeito às políticas ambientais
propriamente ditas, seja no que diz respeito ás políticas públicas que fazem interface com a questão
ambiental.
- Princípio da correção da fonte: corrigir na fonte, eliminar as atividades poluidoras ao invés de
adotar solução de fim de linha
- Princípio do limite: Somente são permitidas as práticas e condutas cujos impactos ao meio
ambiente estejam compreendidos dentro de padrões previamente fixados pela legislação ambiental e
pela Administração Pública. Esse controle ambiental se dá pela averiguação e acompanhamento do
potencial de geração de poluentes líquidos, de resíduos sólidos, de emissões atmosféricas, de ruídos
e do potencial de riscos de explosões e de incêndios. Inciso V do § 1º do art. 225 CF.
- Princípio da participação (princípio democrático ou princípio da gestão democrática):
Assegura ao cidadão o direito à informação e a participação na elaboração das políticas públicas
ambientais, de modo que a ele deve ser assegurado os mecanismos judiciais , legislativos e
administrativos que efetivam o princípio. Cput do 2225 CF dever do poder público e da coletividade
defender e preservar o meio ambiente.
*** obrigatoriedade legal da realização de audiência pública no processo de licenciamento
ambiental que demande a realização de EIA/ RIMA.
- Princípio da Prevenção: Princípio que mais está presente na legislação ambiental e em políticas
públicas que versam sobre meio ambiente. Determina a adoção de políticas públicas de defesa dos
recursos ambientais como uma forma de cautela em relação à degradação ambiental. O
princípio da prevenção é aplicado em relação aos impactos ambientais conhecidos ou que se
possa conhecer, e aos quais se possa estabelecer as medidas necessárias para prever e evitar os
danos ambientais.
- Princípio da precaução: Estabelece a vedação de intervenções no meio ambiente, salvo se
houver a certeza que as alterações não causaram reações adversas , já que nem sempre a ciência
pode oferecer à sociedade respostas conclusivas sobre a inocuidade de determinados procedimentos.
DIFERENÇA DE PRECAUÇÃO E PREVENÇÃO
CONTEÚDO COMUM: Evitar dano ambiental ou mitiga-lo ao máximo
PRECAUÇÃO: ausência de certezas científicas – In dubio pro natura
PREVENÇÃO: impedimento de danos cuja ocorrência é ou poderia ser sabida. Risco certo,
conhecido
- Princípio do poluidor-pagador x protetor recebedor: Tem como objetivo fazer com que a
iniciativa privada internalize os curtos ambientais gerados pela produção de pelo consumo na forma
de degradação e de escasseamento dos recursos ambientais.
Foram considerados corretos: O princípio do poluidor pagador impõe ao poluidor a obrigação de
recuperar e ( ou) indenizar os danos causados por sua atividade e, ao consumidor, a obrigação de
contribuir pela utilização dos recursos ambientais. O princípio do poluidor- pagador prescinde da
verificação da ilicitude da conduta.
– cooperação entre os povos: proteção global
- Princípio da transversalidade (umbiquidade) ( consideração da variável ambiental nos
processos decisórios): Deve ser feita a consideração da variável ambiental em qualquer processo
decisório de desenvolvimento, já que praticamente todas as políticas públicas interferem ou podem
interferir na qualidade do meio ambiente.
- Princípio do não retrocesso ambiental: Normas ambientais não devem ser flexibilizadas, sob
pena de comprometer as conquistas até então alcançadas pela legislação ambiental.

→ Proteção Constitucional do Meio Ambiente


→ Diretrizes gerais da tutela jurídica do meio ambiente:
- Meio ambiente ecologicamente equilibrado, direito humano inserido no rol dos direitos
fundamentais de terceira geração (CF/88); Preservação e melhoria ambientais tornam-se deveres
dos Estados e das sociedades;
- Estocolmo 72: compreensão da finitude dos recursos naturais;
→ Meio ambiente na CF/88: Embora as diretrizes da tutela do meio ambiente estejam traçadas no
capítulo VI do título VIII da CF/88, esta não s limita ao art. 225; faz outras referências expressas e
implícitas. Dentre as mais relevantes, encontram-se as disposições do título VII, que reservou os
capítulos I, II, III, respectivamente, aos princípios gerais da atividade econômica ( arts, 170- 181), à
política urbana ( 182 e 183) e à Política Agrícola e Fundiária e à reforma agrária ( arts. 184 a 191).
–> O conteúdo normativo do art. 225: Meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito
fundamental da pessoa humana. É bem comum, geral, difuso, indivisível, indisponível e
impenhorável. É direito difuso, de terceira geração.
→ Instrumentos de garantia da efetividade do direito ao meio ambiente equilibrado:
- Defender e proteger o meio ambiente é dever jurídico do Poder Público. Não há espaço para
discricionariedade. Ademais, como direito e bem de titularidade de todos, há o direito dever de ser
preservar o meio ambiente por parte dos cidadãos.
- O Poder público tem o encargo de rpomover educação ambiental em todos os níveis de ensino.
- Atividade nuclear. Esta atividade está submetida ao licenciamento específico e ambiental.Toda
atividade nuclear em território nacional somente é admitida para fins pacíficos e mediante
aprovação do Congresso Nacional e dependente de lei.
→ Abrangência da tutela ambiental: conquanto a legislação infraconstitucional protetora do meio
ambiente tenha por objeto dimensões setoriais, a Constituição preocupa-se em organizar a proteção
ambiental de maneira global.
- A qualidade do meio ambiente é um bem que o Direito reconhece e protege como patrimônio
ambiental. Não se trata de bem de natureza pública ou privada, mas, sim, de um bem de interesse
público, submetido a um regime jurídico diferenciado, quanto à fruição, gozo e disponibilidade,
assim como a um particular regime de polícia, de intervenção e tutela pública, independentemente
de fazerem parte do patrimônio de entidades públicas ou sujeitos privados.
- NÃO EXISTEM ÁGUAS PARTICULARES – São bens dos Estados – Membros ou da União.
MEIOS DE ATUAÇÃO DA PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DO MEIO AMBIENTE:
CERS
Política Nacional do Meio Ambiente:
Objetivo: Preservação, recuperação e melhoria da qualidade do meio ambiente.
Definição e modalidades (já anotadas)
COMPETÊNCIAS AMBIENTAIS:
Competência administrativa comum : União , Estados, DF e Municípios [ Depende de lei
complementar – LC 140 de 2011]
- Proteção do Patrimônio cultural;
- Proteger todas as dimensões do meio ambiente e combater a poluição ( Fiscalização Ambiental) –
criar órgãos e autarquias de fiscalização.
-Preservar florestas funa e flora
- Direitos de pesquisa exploração de recursos hidricos e minerais em seus territórios.
Competência administrativa exclusiva da União: Atividades Nucleares. Responsabilidade
Objetiva ( não precisa comprovar culpa) por dano integral nesse caso – ( Teoria do Risco
Integral)
Competência Municipal: - ordenar seu território: lei de aprovação do plano diretor (20 mil
habitantes) e parcelamento do solo.
Competência para legislar (concorrente União lança normas gerais) União, Estados e DF e
Municipios? ( stf – sim)
- União lança normas gerais – Estado pode editar norma suplementar.
Competência legislativa privativa (é delegável) da União:
- águas, energia, jazidas , minas e metalurgia e atividades nucleares de qualquer natureza
[ Pode ser delegada ao Estado Mediante Lei complementar]

Direito Difuso coletivo ao meio ambiente equilibrado: toda sociedade é, ao mesmo tempo,
credora e devedora. Como cumprir isso? Obedecendo à legislação ambiental.

POLÍTICA NACIONAL E SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – Lei Específica


SISNAMA: Implementado para criar a política nacional do meio ambiente.
- É formado por órgãos e instituições fundamentais da União, DF, Estados e Municípios.
- Conselho de Governo: Orgão formado pelos ministros de Estado para assessorar o Presidente da
República no que diz respeito à política nacional de meio ambiente.
- Orgão consultivo e deliberativo: CONAMA: colegiado com representantes de todas as esferas
de governo, sociedade civil organizada e etc… Edita resoluções a respeito de licenciamento
ambiental; determinar informações indispensáveis a estudos de impacto ambiental no caso de obras
e atividades que podem degradas; determinar perda ou restrição de benefícios fiscais concedidos
pelo poder publico, estabelecer normas para controle de poluição por veículos automotores e
ESTABELECER NORMAS, CRITERIOS E PADRÕES DE USO CONSCIENTE DE RECURSOS
AMBIENTAIS, SOBRETUDO OS HÍDRICOS.
- Órgão Central: Ministério do Meio Ambiente – supervisiona e controla a implementação da
PNME
- Órgãos Executores: Autarquias: IBAMA ( Poder de Polícia Federal e Licenciamento Ambiental)
federal e Instituto Chico Mendes.
- Órgãos Seccionais ( estados ) e Órgãos locais ( estados) : execução.

Instrumentos da PNMA
-Edição de Padrões de qualidade
- Zoneamento ambiental: se existe um zoneamento ambiental que não permite implantação de
indústria, então não implemento indústrias, não posso emitir licença.
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***Estudos Ambientais (estudos relativos aos impactos relacionados a localização,
funcionamento e etc de atividades industriais e etc)
– Estudo de Impacto Ambiental: Atividade licencianda com significativo potencial de lesão ao
meio ambiente( Rol exemplificativo do CONAMA)
- É um ato público;
- Quem faz o EIA é uma equipe técnica multidisciplinar equipada e paga pelo proponente;
- RIMA: Relatório de Impacto Ambiental: Contem as conclusoes do EIA para acessibilidade
popular.
- A conclusão do EIA NÃO VINCULA O ÓRGÃO LICENCIADOR!
- Audiência Pública co EIA- RIMA – Princípio da informação e participação. Ocerre SE o
órgão licenciador entender necessário, ou o mp requerer ou uma entidade civil requerer, ou
tiver abaixo assinado por pelo menos 50 cidadãos. Não cumprida a formalidade, a licença é
invalidada.
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**** Licenciamento Ambiental: Procedimento administrativo necessário para que as atividades
poluidoras sejam exercidas de forma lícita. Art. 10 Lei da Política Nacional.
- Licença ambiental é um ato administrativo,
- A competencia para licenciar não restringe a competência para fiscalizar. Mas há privilégio
do órgão que licenciou. Exemplo: órgão estadual emitiu a licença, mas o IBAMA, órgão federal
pode fiscalizar ( multar, autuar), da mesma forma que um órgão municipal. Entretanto, se o órgão
que emitiu a licença proceder a autuação também, vale a autuação de órgão que liberou a licença.
- Regime da Licença Ambiental: É trifásico: - Licença Prévia : Aprovação do Projeto, atesta a
viabilidade ambiental e estabelece requisitos para serem atendidos na próxima fase. - Licença da
Instalação: Instalar a atividade poluidora, mas a mesma ainda não pode funcionar. Licença de
operação: operação da atividade.
TODA LICENÇA TEM QUE TER UM PRAZO DE VALIDADE: LP: 5 max anos LI: 6 max anos e
LO: MIN 4, máximo 10. Todos prorrogáveis. Não se incorpora ao patrimônio do outorgado-→ Não
há direito adquirido para poluir.
- Pode ser suspensa, alterada, e cancelada no prazo de validade por ato unilateral e justificado
da Adm Pública mesmo que não seja cometida conduta ilícita. ( Se forem identificados danos
ambientais ou à saúde pública, omissão de informações relevantes, violação ou inaquequação
de condicionantes legais )
- O Proponente da atividade poluidora precisa propor uma modalidade de estudo ambiental
para subsidiar o deferimento da lincença prévia.
- A renovação deve ser requerida com antecedencia de no mínimo 120 de seu término.
-Os licenciamentos são feitos mediante apenas UM ente federativo. Os outros podem se
manifestar.
- Atuação supletiva para licenciamento ambiental: Quando uma esfera de governo não puder
faze-lo, a esfera de governo de maior abrangencia territorial, irá faze-lo – União – Estado-
Município
- Existe ainda a ação subsidiária, um ajuda o outro por meio de requerimento expresso.
-COMPETENCIA PARA LICENCIAMENTO:
- Federais: Feitas pelo IBAMA
- Municipal: Feitas pelo conselho municipal de meio ambiente: atvidade nas circunscrição e espaços
de preservação criados pelo municipio menos a as apas. –> o estado deve habilitar o município.
-Estadual: Competência residual, aquilo que sobra.
- APAs: específico
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- Incentivo à produção de tecnologias menos impactantes ao meio ambiente.
- Banco de dados ambientais – CAR- Cadastro Ambiental Rural ( obrigatório ) - SINIMA
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****Espaços Territoriais Protegidos (Comp comum)
- A alteração, supressão dessas áreas só pode ser feita por LEI, mesmo que tenha sido criado
por decreto.
-Código Florestal- Introdução
- No Brasil ainda existe a propriedade privada de florestas;
- Só é possível desmatar as áreas não protegidas; ( equilíbrio, desenvolvimento sustentável)
- Flexibilização para produtores de pequeno porte;
- Anistia para degradações realizadas antes de 2008;
- Cadastro Ambiental Rural – obrigatório para todos os proprietários e possuidores rurais ( controle,
monitoramento, combate ao desmatamento).
ESPAÇOS PROTEGIDOS PELO NOVO CÓDIGO
- Áreas de Preservação Permanente APPs: Áreas extremamente sensíveis do ponto de vista
ecológico. Margens de Rios, Encostas, Entornos delagos e lagoas naturais, manguezais, restingas.
Por serem sensíveis, precisam ser preservadas. O objetivo da APP é proteger esses microbens.
- Existesm APPs em propriedades urbanas e rurais, áreas públicas e privadas.
- Espécies: Matas ciliares; Entorno de lagos ou lagoas naturais; Entorno de reservatórios d água
artificiais; Entornos de nascentes e olhos d´água; Encostas com grandes inclinações; restingas;
topos de morros; veredas. ROL EXEMPLIFICATIVO – Existe uma cláusula aberta.
Regime de proteção: a vegetação da app deve ser mantida , tendo ocorrido supressão de vegetação,
torna-se obrigatória a RECOMPOSIÇÃO DA VEGETAÇÃO: - OBRIGAÇÃO PROPTER REM.
EXCEÇÃO DA APP – AUTORIZAÇÃO DE SUPRESSÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA:
- Utilidade Pública (nascentes, dunas e restingas)/ de interesse social /de baixo impacto
ambiental.
- Sem autorização: caráter de urgencia, atividades de segurança nacional e obras de interesse da
defesa civil.
- Áreas de Reserva Legal: Ao contrário das apps, só existe em zona rural. Localizada no interior
de uma propriedade ou posse rural. Assegurar o uso econômico de modo sustentável da propriedade
e promover a conservação da biodiversidade.( Amazônia legal – percentual de 80/100 – 35/100 e
20/100.
SITUAÇÕES DE REDUÇÃO DO PERCENTUAL MÍNIMO ( Amazônia Legal)
- Três situações.
SITUAÇÕES DE ELEVAÇÃO DESSE PERCENTUAL
- Aumento em 50% de qualquer bioma – Poder Público Federal
APPs são fixadas por lei, a reserva legal não.
Áreas Rurais que não possuem reserva legal (exceções): Emoreendimentos públicos de
abastecimento de água e esgoto; Áreas adquiridas ou desapropriadas para geração de energia
elétrica; áreas para implementação de rodovias ou ferrovias.
Exploração Permitida : Plano de manejo de exploração sustentável.
-Únidades de conservação da Natureza ( comp comum ):
Dois grupos: proteção integral : proibido o uso direito do recurso ambiental. Só é aceito o uso
indireto, a exemplo de visitação e tal. Parque nacional, reserva biológica, estação ecológica
( domínio público)/ monumento natural e refugio da vida silvestre ( públicas ou particulares)
Uso sustentável: Um monte de reservas
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O Ibama deveria divulgar anualmente um relatório de qualidade ambiental- NUNCA O FEZ
---> Intrumentos Econômicos
- Seguro ambiental
- Servidão Ambiental: Renunciar ao direito de explorar os recursos ambientais na minha
propriedade. Conteúdo Máximo: abrir mão de toda e qualquer exploração. Conteúdo mínimo:
Explorar como se reserva legal fosse. No mínimo da reserva legal e na app, por já serem regiões
protegidas, não cabe a servidão ambiental. Pode ser onerosa ou gratuita, vitalicia ou temporária,
com duração de 15 anos.
RESPONSABILIDADE AMBIENTAL
As instâncias são independentes entre si: civil independe da adm e da penal e a recíproca é
verdadeira, a não ser que exista disposição em contrário.
- Âmbitos: civil, penal e administrativo.
* Responsabilidade Civil
- A RESPONSABILIDADE CIVIL POSSUI NATUREZA OBJETIVA ( independe de culpa)
DANO – NEXO CAUSAL – CONDUTA
- Existe soliedariedade entre poluidores diretos ou indiretos
- Hipótese de desconsideração da personalidade jurídica: quando se fizer obstáculo para o
ressarcimento de prejuízos causados ao meio ambiente.
- Responsabilidade civil ambiental oriunda de obrigação propter rem- compro a propriedade, herdo
os passivos ambientais.( caso em que se ignora o nexo causal);
- Não há prazo prescricional para danos causados ao meio ambiente → Imprescritível
- Nem mesmo caso fortuiuto ou força maior afasta a obrigação de reparar o dano ambiental ( risco
integral( não cabe excludente de resp civil)
- Teoria majoritária: não preciso comprovar nexo causal para ser responsabilizado
* Responsabilidade Administrativa ( Objetiva)
- Ilicito administrativo ambiental
- Fato do príncipe: fato, criado pelo poder público, sem conhecimento dos interessados.
* Responsabilidade Penal (Resp subjetiva: precisa de dolo ou culpa)
- Pessoa Jurídica pode responder por delito ambiental quando: o crime ocorre por decisão do gestor
da empresa e se consuma com o objetivo de trazer proveito para a entidade. As pessoas naturais que
concorreram também serão responsabilizadas (sistema de dupla imputação → deixou de ser
obrigatório, ou seja , se quiser denunciar apenas a pessoa jurídica, pode)
- Competência: justiça dos estados ( regra geral).
Política Nacional de Recursos Hídricos:
Fundamentos:
- Água – bem finito, escasso e dotado de valor econômico (cobrança do uso de recursos hídricos);
- Se não cobro pela água, haverá uma hiperexploração;
- A água é um bem de domínio público (bem difuso, de uso comum do povo). Não existe
propriedade privada da água. Qualquer utilização demanda outorga de uso por parte do poder
público;
- Em situação de escassez,o consumo prioritário da água é para uso humano e para matar a sede de
animais;
- Na gestão dos recursos hídricos, devo proporcionar o uso múltiplo da água: conumo humano, setor
industrial, insumo produtivo, potencial hidreletrico.
- A Bacia Hidrográfica é a unidade terriotorial para a implementação da política nacional de
recursos hídricos e atuação do sistema nacional de gerenciamento dos recursos hídricos.
- A gestão dos recursos hídricos é feita de forma descentralizada: poder público, usuários e as
comunidades.
Objetivos:
- Garantir a atual e futuras gerações a necessária disponibilidade da água (solidariedade
intergeracional)
- Utilização racional e integrada dos recursos hídricos (incluindo transporte aquaviário) - com vistas
ao desenvolvimento sustentável.
- Prevenção e defesa contra os eventos hidrológicos críticos de ordem natural ou pelo uso
inadequado de recursos hídricos.
Diretrizes de ação: Gestão sistemática que leva em consideração recursos quantitativos e
qualitativos dos recursos hídricos.
-Integração da gestão ambiental com a gestão dos recursos hídricos.
- Articular a gestão de recursos hídricos com o uso do solo etc..
- Integrar a gestão de recursos hídricos com a diversidade (física, demográfica, biótica, econômica,
social e cultural) que encontramos em todas as regiões do país.
Instrumentos: Planos de recursos hídricos sobre os quais se baseiam a política nacional. Esses
planos podem ser feitos na bacia hidrografiaca, no estado membro e em todo o país.
- Enquadramento dos corpos de água segundo o uso:
– águas doces
– águas salobras
– águas salgadas
são enquadradas conforme a destinação, os usos mais exigentes das águas e ações permanentes para
combater a poluição
- Outorga de direito de uso de recursos hídricos (autorização administrativa): se utilizo recursos
hídricos de um corpo de água, eu preciso de outorga (controla questões quantitativas, qualitativas e
o uso). Água é um bem inalienável. A outorga dura até 35 anos renováveis.
- Cobrança pelo uso dos recursos hídricos ( racionalização, financiamento de planos);
- Sistema de informações dos recursos hídricos ( recolhe a informação de todos os âmbitos
relacionados)

Política Nacional de Resíduos Sólidos:


- Princípios, Objetivos e Instrumentos.
OBJETO: Resíduos sólidos – toda matéria, objeto, substância descartada no uso em sociedade.
Resíduo não é rejeito. Rejeito é o resíduo para o qual não há tratamento.
ESTRUTURA:- Não geração de resíduos solidos, - Redução; - Reutilização e Reciclagem;
Princípios: Prevenção, Precaução, Desenvolvimento sustentável, Poluidor Pagadro, Protetor
recebedor, visão sistêmica na gestão de resíduos sólidos ( questão econômica, social, ecológica,
cultural e de saúde pública). Ecoeficiente, Cooperação ( pode público, setor empresarial e
seguimentos da sociedade) Responsabilidade compartilhada; Respeito as diversidade, informação;
proporcionalidade e razoabilidade.
OBJETIVO: Proteção da saúde pública e da qualidade ambiental.
INTRUMENTOS: Planos de Resíduos Sólidos: elaborados pelo poder público e pessoas jurídicas
que geram resíduos sólidos. Existe em todos os entes da federação.
Gestão integrada… Município só quando tiver 20 mil habitantes (se não adota o plano
simplificado), exceto quando se encontra em área de interesse turístico, se tem obras de impacto
nacional e reginal.

Polêmica do Código Ambiental:


O que é: Regulamenta a exploração da terrra, de florestas no Brasil
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O que é o Código Florestal? Criado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da


terra no Brasil, baseado no fato de que ela é bem de interesse comum a toda a população.
Ele estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de
compensação que deve ser feito por setores que usem matérias-primas, como reflorestamento, assim
como as penas para responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionado. Sua
elaboração durou mais de dois anos e foi feita por uma equipe de técnicos. Como é a proposta do
novo Código Florestal? Desde que foi apresentado pela primeira vez, o projeto de Rebelo sofreu
diversas modificações e já foram divulgadas várias versões. As principais diferenças entre ele e o
código em vigor dizem respeito à área de terra em que será permitido o desmate, ao reflorestamento
dessa área e à punição para quem já desmatou. Por que ele precisa ser alterado? Ambientalistas,
ruralistas e cientistas concordam que ele precisa ser atualizado, tanto por ter de se adaptar à
realidade brasileira, mas também porque ele foi modificado várias vezes por decreto e medidas
provisórias e seria necessário algo mais sólido.
No entanto, os envolvidos divergiram em relação à urgência de votá-lo. A bancada ruralista queria
aprová-lo rapidamente para pôr fim à “instabilidade jurídica”, que dá margem a diversas
interpretações em alguns pontos polêmicos. Os especialistas defendiam uma modernização, mas
queriam adiar a votação para dar tempo a uma discussão mais ampla do projeto. Já a chamada
bancada verde quer mudanças, porém diferentes das propostas de Rebelo. O que são as APPs, um
dos principais pontos de discórdia? As chamadas Áreas de Preservação Permamente (APPs) são
os terrenos mais vulneráveis em propriedades particulares rurais ou urbanas. Como têm uma maior
probabilidade de serem palco de deslizamento, erosão ou enchente, devem ser protegidas. É o caso
das margens de rios e reservatórios, topos de morros, encostas em declive ou matas localizadas em
leitos de rios e nascentes. A polêmica se dá porque o projeto de Rebelo flexibiliza a extensão e o uso
dessas áreas, especialmente nas margens de rios já ocupadas. Qual a diferença entre APP e
Reserva Legal? A Reserva Legal é o pedaço de terra dentro de cada propriedade rural -
descontando a APP - que deveria manter a vegetação original para garantir a biodiversidade da área,
protegendo sua fauna e flora. Sua extensão varia de acordo com a região do país: 80% do tamanho
da propriedade na Amazônia, 35% no Cerrado nos Estados da Amazônia Legal e 20% no restante
do território. Os ambientalistas criticam a proposta do Novo Código que isentaria a recomposição
da reserva legal para pequenos produtores. Por que ele causa tanta polêmica? Em junho de 2010,
o deputado e relator Aldo Rebelo apresentou uma proposta com uma série de mudanças para alterá-
lo. A aprovação final do novo Código emperrou justamente porque ele sofreu críticas de diversos
setores políticos, de ambientalistas e de muitos acadêmicos. A bancada ruralista, que defende boa
parte das mudanças propostas originalmente, afirma que o Código Florestal em vigor atrapalha o
desenvolvimento do país. Afirmam que ele foi criado em um momento em que a agricultura e a
pecuária tinham baixa produtividade e que a alteração é necessária porque é preciso mais terra para
ampliar a produção. Sem as mudanças, dizem, não conseguirão suprir a crescente demanda de
alimentos e o setor agropecuário brasileiro ficaria em desvantagem no cenário mundial. Já os
ambientalistas rebatem, afirmando que as terras já exploradas são suficientes para dobrar a
produção, basta aprimorar a eficiência nas lavouras e nos pastos por meio de tecnologia e uso
sustentável na agricultura e pecuária. Organizações de defesa do meio ambiente - e boa parte da
academia - afirmam que as mudanças no Código abrem brechas para aumentar o desmatamento e
podem pôr em risco serviços ambientais básicos, como o ciclo das chuvas e dos ventos, a proteção
do solo, a polinização, o controle natural de pragas, a biodiversidade, entre outros. Esse
desequilíbrio prejudicaria até mesmo a produção agropecuária, que está diretamente ligada a tais
fatores ambientais. O que é um módulo fiscal? É uma unidade de medida determinada pelo
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que varia de acordo com o estado. Ele
pode medir de 5 a 110 hectares. Em Brasília, por exemplo, um módulo fiscal equivale a 20 hectares,
por exemplo, e no Acre a 378 hectares. O que deve ocorrer após a votação na Câmara? No passo
seguinte, o projeto aprovado segue para ser votado no Senado e, após aprovado, deve ser
sancionado pela presidente Dilma Rousseff.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou, na
semana passada, uma instrução normativa para regulamentar a anistia de multas por desmatamento
ilegal, um dos pontos mais polêmicos da nova lei florestal (12.651), sancionada em 2012.
A instrução detalha o trâmite necessário para suspender e anular as penalidades aplicadas, antes de
22 de julho de 2008, contra quem desmatou a Reserva Legal (RL), Áreas de Preservação
Permanente (APPs) e de uso restrito