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Direito Administrativo

Autarquias

Professora Taís Flores

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Direito administrativo

AUTARQUIAS

QUANTO AO
ÂMBITO DE
ATUAÇÃO

QUANTO AO
CLASSIFICAÇÃO OBJETO
DAS
AUTARQUIAS QUANTO À
NATUREZA

QUANTO À
CAPACIDADE

Federais

QUANTO AO ÂMBITO
CLASSIFICAÇÃO DAS
DE ATUAÇÃO Estaduais
AUTARQUIAS
(nível federativo)

Municipais

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QUANTO AO OBJETO
A) AUTARQUIAS ASSISTENCIAIS:

Visam a dispensar auxílio a regiões menos desenvolvidas ou a categorias


sociais específicas, para o fim de minorar as desigualdades regionais e
sociais, preceito, aliás, inscrito no art. 3º, III, da CF. Exemplos: a SUDENE -
Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste e a SUDAM -
Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia; o INCRA - Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária;

QUANTO AO OBJETO
B) AUTARQUIAS PREVIDENCIÁRIAS:

Voltadas para a atividade de previdência social oficial. Exemplo: o INSS


(Instituto Nacional do Seguro Social);

C) AUTARQUIAS CULTURAIS:

Dirigidas à educação e ao ensino. Exemplo: a UFRJ (Universidade Federal


do Rio de Janeiro); UFRGS (Universidade Federal do RJ);

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QUANTO AO OBJETO
D) AUTARQUIAS PROFISSIONAIS (OU CORPORATIVAS)

Incumbidas da inscrição de certos profissionais e de fiscalizar sua


atividade. Exemplo: OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); CRM
(Conselho Regional de Medicina); CREA (Conselho Regional de
Engenharia e Arquitetura), e outras do gênero.

OAB - Ordem dos Advogados do Brasil


Não integra a Administração Indireta da União, configurando-se
como entidade independente; assim, não está vinculada a
qualquer órgão administrativo, nem se sujeita ao respectivo
controle ministerial. Além do mais, é entidade que não pode
ser comparada às demais autarquias profissionais, porque,
além de seu objetivo básico - de representação da categoria dos
advogados - tem ainda função institucional de natureza
constitucional. Por outro lado, seu pessoal é regido pela CLT,
mas não se submete ao art. 37, II, da CF, que exige prévia
aprovação em concurso público para a contratação dos
servidores.

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OAB - Ordem dos Advogados do Brasil
Complementando semelhante regime jurídico, restou decidido
que as contribuições pagas pelos inscritos não têm natureza
tributária, sendo que o título executivo extrajudicial previsto no
art. 46, parágrafo único, da Lei nº 8.906/1994 (Estatuto da
Advocacia), se submete ao processo de execução comum,
regulado pelo Código de Processo Civil; não se lhe aplica, por
conseguinte, a Lei nº 6.830/1980, que rege o processo de
execução fiscal. Por outro lado, a entidade não se sujeita às
normas da Lei nº 4.320/1964 (direito financeiro), nem ao controle
contábil, financeiro, orçamentário, operacional e patrimonial
exercido pelo Tribunal de Contas da União. (ADI 3.026-DF)

QUANTO AO OBJETO
E) AUTARQUIAS ADMINISTRATIVAS

Formam a categoria residual, ou seja, daquelas entidades que se


destinam às várias atividades administrativas, inclusive de fiscalização,
quando essa atribuição for da pessoa federativa a que estejam
vinculadas. É o caso do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial); BACEN (Banco Central do Brasil);
IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis);

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QUANTO AO OBJETO
F) AUTARQUIAS DE CONTROLE

Enquadram-se nesta categoria as recém-criadas agências reguladoras,


inseridas no conceito genérico de agências autárquicas, cuja função
primordial consiste em exercer controle sobre as entidades que prestam
serviços públicos ou atuam na área econômica por força de concessões e
permissões de serviços públicos (descentralização por delegação
negocial), como é o caso da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica)
, da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) e da ANP (Agência
Nacional do Petróleo).

QUANTO AO OBJETO
G) AUTARQUIAS ASSOCIATIVAS

São as denominadas "associações públicas ", ou seja, aquelas que


resultam da associação com fins de mútua cooperação entre entidades
públicas, formalizada pela instituição de consórcios públicos, sendo estes
regulados, como já vimos anteriormente no capítulo relativo aos
contratos administrativos, pela Lei nº 11.107/2005.

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autarquias comuns
(ou de regime
QUANTO À comum)
CLASSIFICAÇÃO
NATUREZA
DAS AUTARQUIAS
(REGIME JURÍDICO) autarquias
especiais (ou de
regime especial)

Territorial ou
geográfica
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO À
DAS
CAPACIDADE
AUTARQUIAS Institucional ou
de serviço

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exercício de
pessoas jurídicas pertencentes à
criadas por lei atividades típicas
AUTARQUIAS de direito público Administração
específica da Administração
interno Pública Indireta
Pública

Decreto-lei 200/67 - Art. 5º Para os fins desta lei,


considera-se:
I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com
personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios,
para executar atividades típicas da Administração
Pública, que requeiram, para seu melhor
funcionamento, gestão administrativa e financeira
descentralizada.

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De regime
comum

De regime
especial
PJ DIREITO
Autarquias
PÚBLICO
Fundacionais
ADM PÚBLICA Fundações
INDIRETA Governamentais
Transfederativas
PJ DIREITO
Empresa Pública
PRIVADO

Sociedade de
Economia Mista

Todas as
características Mais autonomia
AUTARQUIAS DE genéricas Investidura
REGIME
especial
ESPECIAL Função
Regras Especiais
regulatória
Mandato Fixo

Dirigentes

Perda do cargo

Quarentena

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Associações formadas por pessoas jurídicas políticas,
com personalidade de direito público ou de direito PJ direito Público
privado, criadas mediante autorização legislativa,
para a gestão associada de serviços públicos.
Associação pública de
entes federativos
AUTARQUIAS
Consórcios públicos
TRANSFEDERATIVAS
Gestão associada de
fins de interesse
comum

integra a
Administração
Indireta de todos os
entes consorciados

vigência das leis de ratificação


do protocolo de intenções

Direito público

prerrogativas e privilégios
próprios de PJ direito público

Lei nº 11.107/05 PJ dos consórcios públicos

atendimento dos requisitos da


legislação civil

Direito privado

algumas normas de direito


público

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promover desapropriações e instituir servidões


(art. 2º, § 1º, inciso II)

possibilidade de ser contratado pelos entes consorciados


com dispensa de licitação (art. 2º, § 1º, inciso III)

Privilégios dos limites mais elevados para fins de escolha da modalidade de


consórcios públicos licitação (§ 8º do artigo 23 da Lei nº 8.666/1993)

poder de dispensar a licitação na celebração de contrato de


programa para a prestação de serviços públicos de forma
associada (art. 24, XXVI, da Lei nº 8.666/93)

valores mais elevados para a dispensa de licitação


(artigo 24, incisos I e II, da Lei nº 8.666/93)

subscrição de protocolo de intenções (art. 3º)

publicação do protocolo de intenções na imprensa oficial


(art. 4º, § 5º)

lei promulgada por cada um dos partícipes, ratificando, total ou


ETAPAS DA CRIAÇÃO DE
parcialmente, o protocolo de intenções (art. 5º) ou disciplinando a
CONSÓRCIO
matéria (art. 5º, § 4º)

celebração de contrato (art. 3º)

atendimento das disposições da legislação civil, quando se tratar de


consórcio com personalidade de direito privado (art. 6º, II)

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