Você está na página 1de 4

CAPACIDADE DE CARGA DE FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS

Comportamento de uma sapata sob carga vertical

FASE I: Fase elástica


 Pequenos valores de carga;
 Recalques aproximadamente proporcionais aos valores de carga;
 Os recalques se estabilizam com o tempo;
 Recalques reversíveis.
FASE II: Fase plástica
 Aparece junto as bordas da fundação;
 Cresce o carregamento, cresce a zona plástica;
 Cargas maiores que um valor critico, ocorre um processo de recalque
continuado;
 A velocidade de recalque não diminui mesmo para carga constante;
 Recalques irreversíveis;
 Resistencia ao cisalhamento do solo é, em certas regiões, mobilizada.
FASE III: Terceira fase
 A velocidade de recalque cresce continuamente até que ocorre a ruptura
do solo;
 Para o carregamento correspondente, atingiu-se o limite de resistência da
fundação, ou seja, sua capacidade de carga na ruptura.

Mecanismo de ruptura:
TERZAGHI: Ruptura generalizada
 Ruptura brusca;
 Curva com tangente vertical;
 Ocorre em solos mais rígidos.
TERZAGHI: Ruptura localizada
 Curva mais abatida;
 Curva com tangente inclinada no ponto extremo;
 Ocorre em solos mais deformáveis: areis fofas e argilas médias e moles.

VESIC: Ruptura por puncionamento


 Mecanismo de difícil observação;
 À medida que a carga cresce, o movimento vertical da fundação é
acompanhado pela compressão do solo imediatamente abaixo;
 A penetração da fundação é possibilitada pelo cisalhamento vertical em
torno do perímetro da fundação;
 O equilíbrio da fundação nos sentidos vertical e horizontal é mantido;
 O solo externo à área carregada praticamente não é afetado e não há
movimento do solo da superfície.
VESIC: Ruptura por generalizada
 Mecanismo de ruptura bem definido e constituído por uma superfície de
deslizamento contínua que vai de uma borda da fundação à superfície do
terreno.
 Em condições de tensão controlada: Ruptura brusca e catastrófica.
 Em condições de deformação controlada: Redução da carga necessária
para produzir deslocamentos na fundação após ruptura.
 Observa-se a formação de considerável protuberância na superfície e a
ruptura é acompanhada por tombamento da fundação.
VESIC: Ruptura por localizada
 Mecanismo de ruptura bem definido apenas imediatamente abaixo da
fundação.
 Modelo: Cunha e superfícies de deslizamento que se iniciam junto às
bordas da fundação
 Tendência de empolamento do solo aos lados da fundação
 Entretanto, compressão vertical sob a fundação é significativa, e as
superfícies de deslizamento terminam dentro do maciço, sem atingir a
superfície do terreno.
 Somente após deslocamento vertical apreciável (da ordem da metade da
largura ou diâmetro da fundação) as superfícies de deslizamento poderão
tocar a superfície do terreno.
 Não haverá um colapso ou tombamento catastrófico da fundação que
permanecerá embutida no terreno, mobilizando a resistência de camadas
mais profundas.
 Características dos dois tipos de ruptura.
 O tipo de ruptura que vai ocorrer, em determinada situação de geometria
e carregamento, depende da compressibilidade relativa do solo.
 Solo praticamente incompressível e com resistência ao cisalhamento
finita : Ruptura Generalizada
 Solo com certa resistência ao cisalhamento e muito compressível:
Ruptura por puncionamento.

CAPACIDADE DE CARGA DA SAPATA


1
𝑞0 = 𝑆𝑞 . 𝑞. 𝑁𝑞 + . 𝑆𝛾 . 𝛾´𝑏 . 𝑁𝛾 + 𝑆𝑐 . 𝐶. 𝑁𝑐
2

PARA MECANISMO GERAL

OBS:
2
*Pode utilizar para local desde que reduza a coesão “C” em 3 , além de reduzir o
2
atrito para 3 Tg 𝜑.

Segundo Vesic, sempre que ocorrer 𝐼𝑟 < 𝐼𝑟 𝑐𝑟𝑖𝑡 , a capacidade de carga deve ser
reduzida.