Você está na página 1de 9

1

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E NATURAIS

DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA

ESTÁGIO BÁSICO II

Algumas vivências do Estágio Básico em Saúde

Anallú Guimarães Firme Lorenzon

Professor Fábio Hebert da Silva

Março/2015 – Junho/2015
2

Sumário

Apresentação ................................................................................................................................ 3
Revisão teórica .............................................................................................................................. 3
Descrição e análise das atividades ................................................................................................ 5
Conclusão ...................................................................................................................................... 9
Bibliografia .................................................................................................................................... 9

O controle da sociedade sobre os indivíduos não se opera simplesmente pela


consciência ou pela ideologia, mas começa no corpo, com o corpo. Foi no biológico,
no somático, no corporal que, antes de tudo, investiu a sociedade capitalista. O corpo
é uma realidade bio-política. A medicina é uma estratégia bio-política.

(FOCAULT, O nascimento da medicina social)


3

Apresentação

O Estágio Básico em Saúde é um espaço de formação que ambiciona capacitar o


estudante de psicologia para a atuação na Rede de Atenção a Saúde presente no Sistema
Único de Saúde. Desde a constituição do SUS, na década de 80, o psicólogo está
inserido no campo da saúde pública. No entanto, é comum ouvirmos que a formação
acadêmica, muitas vezes centrada na abordagem clínica, não prepara o profissional para
este campo de atuação. A disciplina de Estágio Básico em Saúde pretende se inserir
nesta lacuna, objetivando:

 Apresentar aos alunos os serviços de saúde do município que contam com o


trabalho do psicólogo em seu cotidiano;
 Instrumentalizar alunos de Psicologia para atuação no campo da Saúde Pública;
 Contribuir para a construção de um conhecimento em Psicologia no sentido de
uma re-significação dos conceitos de saúde física e mental.

Tendo em vista estes objetivos, o estágio se propôs a realizar algumas vivências na


Unidade Básica de Saúde de Consolação, com a aposta de que esta experiência em
saúde coletiva me concederia uma melhor apropriação dos conteúdos estudados, bem
como uma melhor instrumentalização acerca das estratégias possíveis a atuação do
psicólogo no campo da saúde coletiva.

O que estou nomeando de “vivências” foram a participação em algumas atividades da


Unidade detalhadas abaixo. A participação se resumiu em estar junto com os usuários e
profissionais da UBS, buscando se inserir e participar das atividades promovidas,
interagir com eles e tentar compreender a realidade do serviço.

Revisão teórica

A saúde passou a ser reconhecida como um direito de todos os cidadãos brasileiros na


Constituição da República de 1988. O poder público tem a obrigação de garanti-lo. Esta
conquista foi resultado de inúmeras lutas sociais pela redemocratização, que ocorreram
em meio a movimentos de resistência a ditadura militar. A definição de saúde da VIII
Conferência Nacional de Saúde propõe um conceito ampliado: Em seu sentido mais
abrangente, a saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação,
renda, meio ambiente, acesso e posse de terra e acesso a serviço de saúde. É, assim,
antes de tudo, resultado das formas de organização social da produção, as quais podem
gerar grandes desigualdades nos níveis de vida. (Brasil, 1986) A saúde, nesta
perspectiva, deixa de se pautar pelo modelo biomédico, hospitalar, que a compreende
como a ausência de doença, e passa a entendê-la como resultante de uma boa condição
de vida, que implica na conjugação da série de fatores descritos acima.
4

O Sistema Único de Saúde, enquanto estratégia para efetivação do direito a saúde,


compreendida desde seu conceito ampliado, possui três princípios: a universalidade, a
integralidade e a igualdade.

O princípio da universalidade garante a todo cidadão o atendimento no SUS sem


nenhum tipo de privilégio ou preconceito. Todo cidadão é igual perante a lei, desse
modo deve ser garantido o atendimento para todas as pessoas, a partir de suas
necessidades singulares. O princípio da integralidade determina que a população tenha
acesso a todo recurso que necessita em seu tratamento de saúde. O serviço deve se
organizar como um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e
curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada um, em todos os níveis de
especialidades. O princípio da igualdade garante o tratamento igual para todos os
usuários. Tendo em vista a desigualdade social do Brasil, se faz necessário pensar a
igualdade conjugada com a equidade, que afirma a necessidade do Estado compensar a
desigualdade social, oferecendo mais recursos aos que mais necessitam.

Além dos princípios, o SUS possui algumas diretrizes, que constituem orientações de
organização. São elas: a descentralização, a regionalização, a hierarquização e a
participação popular.

A descentralização garante a democratização do processo decisório da saúde. Ela é uma


estratégia para enfrentar as diferentes realidades do extenso território brasileiro. Propõe
uma transferência de poder do governo federal para as esferas estaduais e municipais,
mais próximas aos problemas de saúde da população a quem se destina o serviço. A
regionalização implica em conhecer a realidade sócio-econômica da localidade e
consequentemente os problemas de saúde a ela vinculados. É necessário que a política
de saúde seja condizente com a realidade da população a que ela se destina. A
hierarquização propõe que os serviços se organizem em diferentes níveis de
complexidade: primário, secundário e terceário, funcionando como um sistema de
referência e contra-referência, sendo sempre a Unidade Básica de Saúde a principal
porta de entrada no serviço. A participação popular garante a participação da população
na formulação das políticas de saúde e no controle de sua execução.

O Estado tem do dever de promover saúde para todos. Mas a construção da saúde
pública não deve ser pensada como uma proposta do Estado para o cidadão, onde os
usuários se posicionam como “pacientes” das práticas de saúde, e os trabalhadores
meros reprodutores de protocolos de atuação. A discussão sobre a humanização da
saúde pública propõe que os usuários sejam protagonistas e autônomos: Falar em saúde
como processo de produção é falar de uma experiência que não se reduz ao binômio
queixa-conduta já que aponta para a multiplicidade de determinantes da saúde e, mais
especificamente, para a complexidade das relações entre os sujeitos trabalhadores,
gestores e usuários dos serviços de saúde. O que se produz nesse processo é a um só
tempo a saúde e os sujeitos aí implicados. Por isso, falamos da humanização do SUS
como processo de subjetivação que se efetiva com a alteração dos modelos de atenção
e de gestão em saúde, isto é, novos sujeitos implicados em novas práticas de saúde.
5

Pensar a saúde como experiência de criação de si e de modos de viver é tomar a vida


em seu movimento de produção de normas e não de assujeitamento a elas.
(BENEVIDES, PASSOS, 2005) A proposta da Humanização do SUS traz a necessidade
de construir práticas saúde que levam em conta todos os indivíduos, mas sem perder de
vista a dimensão singular de cada um. Humanizar a saúde é destituir o homem deste
lugar ideal e pensá-lo a partir das dimensões práticas que o constituem.

Descrição e análise das atividades

Durante o período de estágio, participei das seguintes vivências na área da saúde:

 Dois encontros do grupo de homens da Unidade Básica de Saúde de


Consolação;
 Reunião com a Equipe de Saúde da Família e a gestora da Unidade Básica de
Saúde de Consolação;
 Conversa com a psicóloga atuante na mesma unidade de saúde, na atenção
básica.
 Reunião, no Hospital das Clínicas, orientada pelo Professor da disciplina, para
funcionários da área da saúde sobre acolhimento com classificação de risco.

A Unidade Básica de Saúde de Consolação se localiza na Rua Desembargador Otávio


de Carvalho Lengruber, s/n, Consolação, no município de Vitória. Atende aos bairros de
Horto, Consolação, São Benedito e Gurigica. A unidade realiza ações de promoção à
saúde, prevenção e tratamento de doenças, no nível da Atenção Básica em Saúde; ela
trabalha com a Estratégia de Saúde da Família. Cada equipe de saúde da família é
composta por médico, enfermeiro, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de
saúde, dentista e técnico em saúde bucal. As equipes contam com o suporte de
profissionais que constituem o NASF, Núcleo de Apoio a Saúde da Família, composto
pelos seguintes profissionais: assistente social, psicólogo, fonaudiólogo, farmacêutico,
profissional de educação física, pediatra e ginecologista.

A UBS de Consolação procura atender às demandas de saúde da população do seu


entorno. Suas ações se concentram nas áreas de: planejamento familiar (métodos
contraceptivos e pré-natal); puericultura; testes de triagem neonatal; acompanhamento
de hipertenso e diabético; prevenção e tratamento das doenças sexualmente
transmissíveis; avaliação e atividade física; tratamento para deixar de fumar; vacinas;
medicamentos alopáticos e fitoterápicos; atendimento antirrábico; acompanhamento das
condicionalidades de saúde do Programa Bolsa Família; grupos de promoção a saúde.

A partir das informações colhidas na unidade e das práticas vivenciadas, no período do


estágio, concluímos que a UBS de Consolação está em sintonia com a proposta
governamental de atenção primária à Saúde. Segundo o material Redes de Atenção à
Saúde no Sistema Único de Saúde (2012, Ministério da Saúde, p.10), é papel da atenção
básica à saúde: ser a principal porta de entrada do usuário no sistema de saúde; de ser
6

responsável por coordenar o caminhar dos usuários pelos outros pontos de atenção da
rede, quando suas necessidades de saúde não puderem ser atendidas somente por ações
e serviços da APS; e de manter o vínculo com o usuário, dando continuidade à atenção
(ações de promoção de saúde, prevenção de agravos, entre outros), mesmo que estejam
sendo cuidados também em outros pontos da rede. O trabalho das equipes de saúde da
família de Consolação pareceu eficaz em inserir, acompanhar e manter os usuários do
território na rede de assistência em saúde. Na reunião com os profissionais do PSF, me
chamou atenção a importância do trabalho do agente de saúde para o cumprimento da
diretriz de regionalização. O agente de saúde é o profissional mais próximo da realidade
do território.

A Unidade dispõe de um Conselho Local de Saúde, que se reúne toda terça-feira do


mês, às 16:30 horas, no auditório da UBS. Este conselho garante a diretriz de
participação popular na formulação da política de saúde e no controle de sua execução.

Além do funcionamento da UBS em concordância com a proposta ministerial de


atenção básica, também acredito que a prática de saúde da unidade está pautada pela
humanização. Segundo o texto “A humanização como dimensão pública das políticas da
saúde” de Regina Benevides e Eduardo Passos, a questão central da temática da
humanização é a relação entre o Estado e o plano coletivo, onde a saúde se apresenta
como uma questão pública. O domínio do Estado Moderno, enquanto transcendência,
não é o mesmo do domínio público, de experiência dos coletivos. Neste sentido,
humanizar as práticas de atenção e de gestão é assumir o desafio da construção de uma
política que se faça pública e coletiva. [...] O plano do público é aquele construído a
partir das experiências de cada homem, na imanência de uma humanidade que se
define não a partir do método padrão do homem, mas do que há de singular em
qualquer um. Tal singularidade não se opõe ao coletivo, ao contrário é a sua matéria
constituinte. Humanizar as práticas de atenção e gestão em saúde é, portanto, levar em
conta ao mesmo tempo cada vida e todas as vidas, cada homem e todos os homens, um
homem e a humanidade enquanto força coletiva que impulsiona e direciona o
movimento das políticas públicas. A realidade do serviço de saúde que encontrei na
UBS me pareceu centrada nas demandas coletivas da comunidade. Ouvindo a gestora da
Unidade tive a impressão de que a mesma não perde de vista a singularidade da
comunidade em sua gestão. Também ficou evidente que apesar do trabalho da gestora, a
unidade já possuía algumas características próprias que respondiam a demandas da
própria região ao qual se insere. Percebi que os usuários estabeleceram um tipo de
relação com a unidade que a moldou, de certo modo, para atender algumas de suas
necessidades, como o caso do extenso número de grupos.

A UBS de Consolação é a unidade de Vitória que mais dispõe de grupos de promoção


de saúde para seus usuários. Ela dispõe de grupo de acolhimento, de idosos, de homens,
de mulheres e de saúde mental. Promover saúde significa fomentar, cultivar, estimular,
por intermédio de medidas gerais e inespecíficas a saúde e a qualidade de vida das
pessoas e das comunidades (PAIM, 2009, p.45). A promoção de saúde esta vinculada
aos determinantes socioambientais, pretende cuidar da saúde dos usuários em seu
7

território. Promover saúde implica em proporcionar boas condições de vida, educação,


atividade física, lazer, paz, alimentação, arte, cultura, diversão, etc. Conversando com a
coordenadora do grupo de homens observei que, mesmo com muitas limitações, como a
inexistência de recursos financeiros para a realização dos grupos, os profissionais da
UBS compreendem a amplitude do conceito de saúde e promovem atividades
diversificadas para a promoção de saúde. O sucesso dos grupos foi vinculado, pela
gestora da unidade, a uma deficiência de áreas de lazer no território. Esta vinculação da
saúde ao lazer se faz necessária quando trabalhamos com o conceito ampliado de saúde,
que, como já expomos anteriormente, não se restringe a dimensão biológica da pessoa.

O grupo de homens, da Unidade Básica de Saúde de Consolação, é uma ação de


promoção à saúde, que visa atender a uma demanda de saúde da comunidade, onde
muitas famílias são afetadas pelos problemas decorrentes ao uso abusivo de álcool. O
grupo teve início a mais de quatro anos atrás, como um grupo de apoio a homens com
história de consumo abusivo de álcool e outras drogas, com a finalidade de auxiliar as
pessoas a encontrar um meio de diálogo e inclusão familiar e social. No entanto, perdeu
esta vinculação ao álcool porque, segundo o enfermeiro da equipe, gerava estigma aos
participantes.

Em nossas discussões em sala sobre a temática da promoção de saúde, vimos a


importância das práticas em saúde romperem com o paradigma hospitalocêntrico. O
modelo de atenção a saúde centrado no médico e hospital, hierarquizado, fragmentado e
medicalizadores não atendem a necessidade de saúde da população. Neste sentido, as
UBS não podem funcionar como mine hospitais, precisam romper com modelo
biomédico, que trata a enfermidade a partir do isolamento do doente. É imprescindível
que as práticas de promoção de saúde não tenham o foco na doença, mas sim na saúde.
Não é interessante, desta forma, que o nome do grupo que pretenda promover saúde seja
vinculado à patologia, neste caso específico, ao uso abusivo do álcool.

O grupo de homens é coordenado por uma profissional de educação física. Também são
membros permanentes do grupo um enfermeiro, uma técnica de enfermagem, uma
estagiária de serviço social e uma estagiária do PET saúde. As atividades desenvolvidas
são muito diversificadas; eles praticam esporte, fazem artesanato, recebem visitantes
para palestrar sobre temas que lhes interessam, realizam passeios, etc. Os encontros
acontecem semanalmente, às quintas-feiras, às 8 horas. Na maior parte dos encontros, o
grupo permanece no auditório da UBS, mas os encontros não são restritos a este espaço.
As práticas de esportes, esporadicamente, ocorrem em uma quadra da Escola Municipal
do Bairro, também realizam passeios para visitar espaços de lazer do município de
Vitória.

As reuniões sempre se iniciam com a aferição da pressão e da glicemia de todos os


participantes pela técnica de enfermagem. No primeiro encontro em que participei, a
coordenadora nos ensinou a fazer papel machê. O seu objetivo era construir uma lixeira
de material reciclado para ser comercializada, com o intuito de arrecadar recursos para
os passeios do grupo. Estavam presentes aproximadamente uns 15 homens, entre 45 e
8

60 anos. Os participantes foram divididos em três estações de trabalho: a primeira batia


o papel no liquidificador e o espremia em um pano para retirar o excesso de água; a
segunda misturava o papel a cola, fazendo uma massa; e o terceiro prensava a massa
para moldá-la no formato de grandes folhas. Quando enunciou a tarefa do encontro,
alguns participantes ameaçaram sair da sala, mas, com muito cuidado, a coordenadora
conseguiu convencer a todos a participar do projeto. Depois que começamos, todos se
envolveram muito na tarefa. Fizemos a atividades e conversamos. Todos eles são muito
integrados ao grupo.

No segundo encontro, praticamos alongamento sob a orientação e supervisão da


Anelice. Me impressionou a capacidade de alongamento dos participantes, quase todos
conseguiram realizar as posturas com desenvoltura e elegância. Neste dia não tive a
oportunidade de conversar durante a prática, pois a realizamos em silêncio, ouvindo
música. No final da experiência, Anelice os convidou para construir um grito de guerra
do grupo. Após uns minutos de conversa, chegaram ao consenso de: “atacar!”.
Terminamos em uma roda, todos abraçados, gritando “atacar” para a tristeza, mal-
humor, doença, etc.

Durante a prática de alongamento, chegou um senhor alcoolizado ao grupo e foi


conduzido pela enfermeira a sala de materiais para aguardar o término da atividade.
Após o término a coordenado lhe ofertou atendimento particular. Fui informada pelos
profissionais que eles acolhem os usuários que chegam após consumir álcool e drogas.
A perspectiva de abordagem é de redução de danos, não é necessário estar sem fazer uso
da substância para freqüentar o grupo.

Percebi que apesar de grande participação dos homens da comunidade no grupo, um


limitador é o horário da reunião. O grupo se reúne às 8 horas da manhã, horário em que,
geralmente, se está iniciando a jornada de trabalho. Os participantes não trabalham em
horário comercial, a maior parte é autônomo ou desempregado. Acredito que se
houvesse uma disponibilidade fora do horário comercial, talvez aumentasse ainda mais
a adesão.

Além das vivências descritas, também tive uma breve conversa com a psicóloga da
Unidade. Ela é membro do NASF, além de alguns poucos atendimentos individuais, ela
orienta o grupo de acolhimento e saúde mental, conjuntamente com a assistente social e
faz matriciamento nas equipes de saúde da família da unidade junto com os outros
profissionais de apoio do NASF. Em seu relato, o que mais me chamou atenção foi o
seu cuidado em inserir a Psicologia na Atenção Básica de Saúde. Na Atenção Básica a
psicologia não pode funcionar como uma especialidade. É necessário que o saber do
psicólogo se articule com os outros campos de saber a fim de constituir práticas de
promoção, prevenção e tratamento de doenças. Mesmo que a demanda pelo psicólogo
seja, em sua maioria, por uma prática de clínica individual, é possível traçar estratégias
para atender os usuários na atenção básica sem atender a demanda por clínica. Uma das
estratégias utilizadas pela psicóloga é o grupo de acolhimento, onde ela recebe pela
primeira vez os usuários que procuram por atendimento psicológico na UBS. Segundo
9

ela, algumas vezes apenas o grupo do acolhimento dá conta de atender a necessidade do


usuário em sofrimento.

Conclusão

As experiências adquiridas na UBS foram essenciais para meu entendimento das


questões teóricas sobre saúde pública discutidas em sala. Felizmente percebi que a
saúde pública em Vitória esta organizada, com profissionais qualificados e competentes,
conhecedores dos princípios e diretrizes do SUS. A vivência também foi eficiente em
me instrumentalizar um pouco sobre as possíveis abordagens do psicólogo na atenção
básica.

Bibliografia

BENEVIDES, R. e PASSOS, B. A humanização como dimensão pública das políticas


de saúde. Clinica e Saúde Coletiva, 2005. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/csc/v10n3/a14v10n3.pdf

PAIM, J.S. A criação e a implementação do SUS. O que é SUS? Rio de Janeiro: Editora
Fiocruz, 2009.

Redes de atenção à Saúde no Sistema Único de Saúde. Ministério da Saúde

MATTA, G. C. Princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde. In. Matta, Gustavo


Corrêa; Pontes, Ana Lúcia de Moura. Políticas de saúde: organização e
operacionalização do Sistema Único de Saúde. Rio de Janeiro, Fiocruz; EPSJV, 2007