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Manual Aeronave Cessna C152 Emissão: 26/01/2017

Aprovado: Carlos Alberto Fernandes Revisão: 00

MANUAL AERONAVE
CESSNA 152
Aeroclube de Jundiaí

Elaborado por Lucas Carramenha 1


Manual Aeronave Cessna C152 Emissão: 26/01/2017
Aprovado: Carlos Alberto Fernandes Revisão: 00

Conteúdo

SEÇÃO 1 - GENERALIDADES ........................................................................................................ 6


1.1 Disposições Gerais ............................................................................................................ 6
1.2 Âmbito .............................................................................................................................. 6
1.3 Dimensões ........................................................................................................................ 6
1.4 Dados Descritivos ............................................................................................................. 7
SEÇÃO 2 - ESTRUTURA ............................................................................................................... 8
2.1 Fuselagem ......................................................................................................................... 8
2.2 Asa .................................................................................................................................... 8
2.3 Empenagem ...................................................................................................................... 8
2.4 Nariz do avião ................................................................................................................... 9
2.5 Trem de pouso e freios ..................................................................................................... 9
2.6 ANTENAS ......................................................................................................................... 10
SEÇÃO 3 - INSTRUMENTOS DO PAINEL .................................................................................... 11
3.1 Velocímetro .................................................................................................................... 11
3.2 Indicador de Sucção........................................................................................................ 12
3.3 Horizonte Artificial .......................................................................................................... 12
3.4 Relógio analógico............................................................................................................ 12
3.5 Altímetro ......................................................................................................................... 12
3.6 VOR (Very High Frequency Omnidirectional Range) ...................................................... 12
3.7 Tacômetro....................................................................................................................... 12
3.8 Amperímetro .................................................................................................................. 13
3.9 Indicador de curva e derrapagem .................................................................................. 13
3.10 Liquidômetros ................................................................................................................. 13
3.11 Giro direcional ................................................................................................................ 13
3.12 Climb (variômetro) ......................................................................................................... 14
3.13 ADF (Automatic Direction Finder) .................................................................................. 14
3.14 Aviônicos (rádios, transponder, DME)............................................................................ 14
3.15 Bussola ............................................................................................................................ 14
3.16 Indicador de Pressão de Óleo ......................................................................................... 14

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3.17 Indicador de Temperatura .............................................................................................. 14


SEÇÃO 4 - LIMITAÇÕES ............................................................................................................. 15
4.1 Velocímetro .................................................................................................................... 15
4.2 Velocidades..................................................................................................................... 15
4.3 Grupo moto propulsor.................................................................................................... 16
4.4 Pesos e fator carga ......................................................................................................... 16
4.5 Combustível .................................................................................................................... 16
4.6 Operação ........................................................................................................................ 16
SEÇÃO 5 - INSPEÇÃO PRÉ-VOO ................................................................................................ 17
5.1 Check interno da cabine ................................................................................................. 17
5.2 Check externo – empenagem ......................................................................................... 17
5.3 Asa direita ....................................................................................................................... 18
5.4 Trem de pouso direito .................................................................................................... 18
5.5 Nariz do avião ................................................................................................................. 18
5.6 Triquilha .......................................................................................................................... 18
5.7 Trem de pouso esquerdo................................................................................................ 18
5.8 Asa esquerda .................................................................................................................. 18
SEÇÃO 6 - PROCEDIMENTOS DE EMERGENCIA ........................................................................ 20
6.1 Fogo no motor durante a partida ................................................................................... 20
6.2 Falha do motor em voo .................................................................................................. 20
6.3 Fogo no motor em voo ................................................................................................... 20
6.4 Perda de pressão / alta temperatura do óleo ................................................................ 20
6.5 Fogo no sistema elétrico ................................................................................................ 20
6.6 Parada do motor após decolagem ................................................................................. 21
6.7 Aterragem sem potência e fora de aeródromo ............................................................. 21
6.8 Pouso de emergência na água ........................................................................................ 21
6.9 Porta aberta .................................................................................................................... 22
6.10 Formação de gelo no carburador ................................................................................... 22
6.11 Perda de pressão / alta temperatura do óleo ................................................................ 22
6.12 Sobrecarga no sistema elétrico ...................................................................................... 22
6.13 Funcionamento áspero do motor................................................................................... 22
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SEÇÃO 7 - PROCEDIMENTOS NORMAIS ................................................................................... 23


7.1 Antes da partida ............................................................................................................. 23
7.2 Partida............................................................................................................................. 23
7.3 Após partida.................................................................................................................... 23
7.4 Ponto de espera.............................................................................................................. 24
7.5 Briefing de decolagem .................................................................................................... 24
7.6 Antes da decolagem ....................................................................................................... 24
7.7 Decolagem ...................................................................................................................... 24
7.8 Após decolagem ............................................................................................................. 25
7.9 Subida (voo ascendente) ................................................................................................ 25
7.10 Cruzeiro (voo reto horizontal) ........................................................................................ 25
7.11 Descida (voo descendente) ............................................................................................ 25
7.12 Antes do pouso ............................................................................................................... 25
SEÇÃO 8 - PERFORMANCE........................................................................................................ 27
8.1 Exemplo .......................................................................................................................... 27
8.1.1 Decolagem ............................................................................................................... 27
8.1.2 Cruzeiro ................................................................................................................... 28
8.1.3 Pouso ....................................................................................................................... 29
8.2 Componente de vento .................................................................................................... 29
SEÇÃO 9 - PESO E BALANCEAMENTO....................................................................................... 31
SEÇÃO 10 - SISTEMAS ................................................................................................................. 35
10.1 Grupo motopropulsor..................................................................................................... 35
10.2 Hélices ............................................................................................................................. 35
10.3 Sistema de ignição .......................................................................................................... 35
10.4 Sistema de partida elétrica ............................................................................................. 35
10.5 Sistema de óleo do motor .............................................................................................. 36
10.6 Sistema de Combustível ................................................................................................. 36
10.7 Sistema de Alimentação ................................................................................................. 37
10.8 Sistema Elétrico .............................................................................................................. 37
10.9 Sistema de frenagem ...................................................................................................... 39
10.10 Sistema de Luzes ......................................................................................................... 40
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10.11 Sistema de Aquecimento e Ventilação ....................................................................... 40


10.12 Sistema de alerta de estol........................................................................................... 40
10.13 Sistema de Vácuo ........................................................................................................ 41
10.14 Equipamentos de rádio ............................................................................................... 42
10.14.1 Transceptor VHF .................................................................................................. 42
10.14.2 ADF....................................................................................................................... 42
10.14.3 VOR ...................................................................................................................... 43
10.14.4 Transponder ........................................................................................................ 43
10.14.5 ACAS - Airborne Collision Avoidance System ...................................................... 43
10.15 Portas e janelas ........................................................................................................... 44

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SEÇÃO 1 - GENERALIDADES
1.1 Disposições Gerais
Este manual de operações do Cessna C152 foi elaborado para servir como guia operacional
para o piloto matriculado nos cursos práticos do Aeroclube de Jundiaí. Contém informações
pertinentes a esta aeronave apenas e teve como base o manual original.

Embora este manual tenha sido disposto de forma a aumentar a sua utilidade em voo, o
mesmo não deve ser usado apenas como referencia ocasional para a operação. O piloto deve
estudá-lo integralmente antes do voo, para familiarização com as limitações, desempenho,
procedimentos e características de pilotagem.

Este manual não se destina a substituir uma instrução de voo adequada e competente.

1.2 Âmbito
O constante neste manual, de observância obrigatória, aplica-se aos alunos, instrutores, que
operam em nosso aeroclube.

Criado pelos instrutores Adauto, Alves, Bruschi e Dias e revisado pelos instrutores Carramenha
e Fernandes.

1.3 Dimensões

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1.4 Dados Descritivos


O C152 é equipado com um motor aeronáutico Lycoming, modelo O-235, aspirado, refrigerado
a ar, alimentação por carburador, com quatro cilindros horizontais opostos.

Esta motorização é capaz de produzir 110HP a 2550 RPM. Algumas aeronaves são equipadas
com o kit de desempenho (pacote 'Sparrow Hawk') que gera um ganho de 15HP, elevando a
potência disponível para 125HP a 2550RPM.

O C152 é equipado com hélice bi pá de passo fixo, fabricante McCauley (ponta redonda) ou
Sensenich (ponta reta) . O seu diâmetro máximo é de 69 polegadas.

As aeronaves equipadas com as hélices McCauley, tem sua faixa de operação máxima estática
de 2280 a 2380 RPM.

As aeronaves equipadas com as hélices Sensenich, tem sua faixa de operação máxima estática
de 2100 a 2275 RPM.

O combustível indicado para sua operação é a Gasolina de Aviação (GAV) 100LL. Os tanques de
combustível tem capacidade total de 100 litros, sendo apenas 96 utilizáveis.

O óleo indicado para sua operação é o “Shell W100”. A capacidade máxima do sistema é de 7
quarts (com filtro). Para realização do voo é recomendado pelo menos 5 quarts de óleo no
sistema.

O peso máximo de decolagem do C152 é de 1670 libras. A capacidade máxima do bagageiro é


de 120 libras.

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SEÇÃO 2 - ESTRUTURA
2.1 Fuselagem
Monomotor de dois lugares, o C152 possui fuselagem de estrutura semi-monocoque revestida
em chapas de alumínio, este tipo de estrutura suporta esforços de tração e compressão.

2.2 Asa
O Cessna C152 caracteriza-se por ser uma aeronave de asa alta, de diedro positivo, fixas por um
par de montantes, as asas são do tipo semi-cantilever. No bordo de ataque da asa, próximo a
raiz, encontra-se a entrada de ar para a cabine.

Os tanques de combustível estão localizados no extradorso das asas. No intradorso está o tubo
de pitot e o respiro do tanque (asa esquerda) e também os pontos de dreno do tanque de
combustível (um em cada lado).

O Sistema Pitot-estático fornece pressão total ao velocímetro e pressão estática ao altímetro e


ao climb. A fim de impedir que insetos e água penetrem nos orifícios do sistema, é
recomendável colocar a capa protetora enquanto a aeronave estiver em solo. Esta capa deverá
ser removida antes do voo.

O bordo de fuga é composto por uma superfície de controle (aileron) e por um dispositivo
hipersustentador (flap) do tipo Fowler com atuação elétrica com deflexão de 10°, 20° e 30°.

Abaixo, esquema de funcionamento do profundor e leme de direção.

2.3 Empenagem
A empenagem é composta pelos estabilizadores vertical e horizontal. Fixo ao estabilizador
vertical, encontra-se o leme e ao estabilizador horizontal, o profundor.

Abaixo, esquema de funcionamento do profundor e leme de direção.

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No bordo de fuga do profundor direito, localiza-se o compensador (trim).

2.4 Nariz do avião


No nariz do avião (seção frontal da aeronave), localizam-se o motor, a hélice de passo fixo, o
dreno do filtro do combustível, localizado abaixo da carenagem do motor, reservatório de óleo
e a triquilha do trem de pouso.

Algumas aeronaves possuem ainda uma tomada de fonte externa instalada na parte esquerda
do nariz do avião.

2.5 Trem de pouso e freios


O C152 possui trem de pouso fixo, do tipo triciclo (duas rodas constituem o trem principal e
uma roda no nariz do avião denominada triquilha).

A roda do nariz e direcional capaz de executar curvas de amplitude de 30 graus através do uso
dos pedais. Um amortecedor de vibrações, também está incorporado ao mecanismo de
comando da roda do nariz. A calibragem dos pneus do trem principal é de 24 psi e da triquilha é
de 30 psi.

No trem principal está instalado o sistema de freios, com disco simples, e acionamento
hidráulico feito pelos pedais (parte superior).
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2.6 ANTENAS
Algumas antenas estão instaladas na aeronave C152, são elas:

 VHF – é a antena transmissora do rádio VHF da aeronave, normalmente está instalada


na parte superior da cabine (tamanho aproximado 30 cm), quando a aeronave dispor de
2 rádios, possuirá duas antenas;
 ELT – é a antena transmissora do ELT, fica instalada na parte superior do cone de calda
(tamanho aproximado 20 cm), próximo à janela traseira.
 Transponder – fica localizada na barriga da aeronave (tamanho aproximado 10 cm com
uma bolinha na ponta)
 ADF – fica localizada na parte de baixo da aeronave (caixa branca)
 VOR/ILS – fica localizada na parte superior da empenagem.

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SEÇÃO 3 - INSTRUMENTOS DO PAINEL


O painel de instrumentos é projetado para facilitar a visualização e leitura dos instrumentos por
parte do piloto em comando. Instrumentos de voo estão localizados na parte superior do painel
e os instrumentos de motor na parte inferior. Os rádios e disjuntores estão localizados do lado
direito do painel de instrumentos, os plugs para headset ficam localizados no console.

3.1 Velocímetro
O Velocímetro indica a velocidade da aeronave passando através do ar. A indicação do
velocímetro é uma indicação diferencial entre as pressões dinâmicas e estáticas, sentidas
respectivamente. À medida que a aeronave aumenta a velocidade, a pressão do ar do pitot
aumenta, provocando a expansão do diafragma e move o ponteiro do instrumento para indicar
a velocidade do momento. O mostrador do instrumento é calibrado em nós, possui faixas
pintadas indicando os limites de operações da aeronave com segurança.

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3.2 Indicador de Sucção


O indicador de sucção está instalado no lado esquerdo do esquerdo do painel de instrumentos
e indica a quantidade de vácuo criado pela bomba de vácuo. O mostrador é calibrado em
polegadas de mercúrio. A sucção desejada varia de 4.6 a 5.4 polegadas.

3.3 Horizonte Artificial


O horizonte artificial e essencialmente um giroscópio acionado a ar, girando em um plano
horizontal e operando pelo mesmo principio do giro direcional.

Devido à inércia giroscópica, o eixo de rotação continua a apontar em direção vertical,


fornecendo uma referência visual constante para a atitude da aeronave, relativamente e
cabragem ou picada e a inclinação lateral. Uma barra na face do indicador representa o
horizonte natural, e alinhando-se a miniatura de avião a barra horizontal, simula-se o
alinhamento da aeronave em relação ao horizonte natural ou real. Qualquer desvio simula o
desvio do avião em relação ao horizonte, verdadeiro. O horizonte artificial é graduado para
diferentes graus de inclinação.

3.4 Relógio analógico


O relógio analógico é instalado no painel do avião, pois o mesmo auxilia o piloto na realização
de curvas cronometradas.

3.5 Altímetro
O Altímetro indica a altitude pressão, em pés, acima do nível médio do mar. O indicador tem
três ponteiros e um mostrador graduado. O ponteiro maior indica centenas de pés, o ponteiro
médio indica milhares de pés e o ponteiro menor indica dezenas de milhares de pés. Uma
janela de pressão barométrica está localizada do lado direito do mostrador e é ajustada pelo
botão localizado no canto esquerdo do instrumento. O altímetro consiste de um diafragma
totalmente fechado conectado através de um sistema de pressão estática, e à medida que a
pressão atmosférica estática diminui, com a subida do avião, o diafragma de expande
provocando o movimento dos ponteiros através de ligações mecânicas.

3.6 VOR (Very High Frequency Omnidirectional Range)


Instrumento utilizado nos treinamento de voo por instrumentos. A partir dele o piloto pode
determinar sua localização (radial) em relação a uma antena VOR.

3.7 Tacômetro
O Tacômetro é ligado ao motor por um cabo flexível. Está localizado na parte superior direita
do painel. O instrumento é calibrado em marcações de 100 RPM e indica a rotação da hélice e

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do motor. Marcas no instrumento indicam a faixa de operação normal (arco verde), que varia
de 1900 a 2500 RPM e a rotação máxima (linha vermelha), 2550 RPM.

3.8 Amperímetro
O Amperímetro indica a corrente, em amperes, do alternador para a bateria ou da bateria para
o sistema elétrico do avião. Quando o motor está ligado o máster switch está ligado (ON) o
amperímetro indica a razão de carga da bateria. Se o alternador não estiver funcionando, o
amperímetro indicará a razão de consumo de bateria.

3.9 Indicador de curva e derrapagem


Esse instrumento pode ser acionado por vácuo ou eletricamente. O indicador de curva é
giroscópio, enquanto o indicador de derrapagem do instrumento consiste em uma bola fechada
em um tubo de vidro curvo, cheio de fluido de amortecimento. Há dois tipos de indicador de
curvas de derrapagem. O primeiro é um tipo antigo com um ponteiro vertical no centro do
mostrador. Este tipo indica apenas a razão da curva, o ponteiro não se moverá, mesmo que
esteja o avião com um ângulo de inclinação. O outro tipo de instrumento é um coordenador de
curva, que indicará a razão de curva, mas, devido a sua espécie de construção, indicará a razão
de inclinação também. O indicador se move indicando uma curva, mas se a aeronave é mantida
inclinada pela aplicação do pedal, o indicador voltará azero indicando nenhuma curva.

3.10 Liquidômetros
Uma unidade transmissora está instalada em cada tanque de combustível. Essa unidade
contém uma resistência progressiva de um braço móvel. O braço e posicionado por uma bóia
no tanque de combustível, e este posicionamento é transmitido eletricamente ao instrumento
do avião para mostrar a quantidade de combustível existente no tanque. Um tanque vazio é
indicado por uma linha vermelha com a letra “E”. O mostrador não se torna confiável em
glissadas ou atitudes anormais.

3.11 Giro direcional


O giro direcional é um instrumento de voo, constituído de um giroscópio, acionado a ar,
estabilizado verticalmente. O giroscópio é acionado em alta velocidade através do abaixamento
da pressão na parte interna da carcaça e simultaneamente permitindo que o ar sob pressão
atmosférica externa entre no instrumento, empurrando o êmbolo do giroscópio. Devido à
inércia giroscópica, o eixo do giroscópio continua a apontar em uma mesma direção mesmo
que o avião seja inclinado para a direita ou para a esquerda. Este movimento relativo entre o
giroscópio e a carcaça do instrumento parece no mostrador de instrumento que é similar a uma
“Rosa dos Ventos”. O mostrador, quando ajustado para coincidir com indicação da bússola
magnética, passa a dar indicações reais e corretas de rumos, sem erros devidos às curvas.
Todavia, o giro direcional não tem sensor de rumo e ao ser ajustado de acordo com a bússola

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magnética, só é acurado para a proa para a qual foi ajustado. O giro só pode ser checado na
proa na qual for inicialmente ajustado. Também devido à fricção interna, imperfeições no eixo,
turbulência do ar e fluxo de ar, o giro deve ser reajustado no mínimo a cada quinze minutos
para uma operação.

3.12 Climb (variômetro)


O Climb mede a razão de mudança na pressão estática quando o avião sobe ou desce. Através
de um ponteiro e de um mostrador, este instrumento indica a razão de descida ou de subida do
avião em pés/minuto. Mas, devido ao retardo nas reações do instrumento, o avião estará
subindo ou descendo antes que o instrumento comece a sentir e dar indicações em um
sentido, de subida, ou descida, até um pouco após o avião ter assumido uma altitude de voo
nivelado.

3.13 ADF (Automatic Direction Finder)


É um indicador automático de direção, ele indica automaticamente a direção das ondas
emitidas por uma estação NDB.

3.14 Aviônicos (rádios, transponder, DME).


São os equipamentos utilizados pelo piloto para auxilio a navegação e/ou comunicação.

3.15 Bussola
A bússola magnética é sujeita a erros devido aos campos magnéticos, instrumentos elétricos,
etc.

3.16 Indicador de Pressão de Óleo


O Indicador de pressão de óleo, localizado na parte inferior do painel, indica a pressão de óleo
existente em uma linha de passagem de óleo pressurizada.

3.17 Indicador de Temperatura


O Indicador de temperatura de óleo, localizado na parte inferior do painel, funciona com uma
resistência elétrica com sensor de temperatura. A faixa de funcionamento normal (verde) varia
entre 38 e 118ºC e a temperatura máxima, 118ºC, é indicada por uma linha vermelha.

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SEÇÃO 4 - LIMITAÇÕES
Nesta seção são apresentadas as limitações operacionais, marcações nos instrumentos, código
de cores e inscrições técnicas básicas que são necessários para a operação da aeronave e seus
sistemas.

4.1 Velocímetro
INDICADOR KIAS DESCRIÇÃO
Arco Branco 35 – 85 Faixa operacional normal para extensão de flap
Arco Verde 40 – 111 Faixa normal de operação
Arco Amarelo 111 – 149 Conduzir a operação com cautela sob condição atmosférica
calma.
Linha Vermelha 149 Velocidade máxima para todas as operações

4.2 Velocidades
A velocidade de manobra diminui com pesos menores, já que os efeitos das forças
aerodinâmicas se tornam mais pronunciadas.

A velocidade de manobra não deve ser excedida quando em operação em ar turbulento.

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4.3 Grupo moto propulsor

4.4 Pesos e fator carga


 Peso máximo de decolagem – 1670 libras
 Máximo vento de traves observado – 12 knot
 Teto de serviço – 14.700 feet

4.5 Combustível
 Capacidade total: 100 litros (26.4 galões US)
 Total utilizável: 94,4 litros (24,93 galões US)
 Não utilizável: 5.6 litros (1,47 galões US)

*Não decolar com combustível inferior a 8 litros (2,1 galões US)

4.6 Operação
A aeronave C152 está homologada para operações VFR diurna / noturna e poderá também ser
homologada para voos IFR simulado, desde que possua os instrumentos mínimos para essa
operação.

*São proibidos voos sob condições de formação de gelo.

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SEÇÃO 5 - INSPEÇÃO PRÉ-VOO

5.1 Check interno da cabine


1. Trava de comando e capas – remover
2. Mistura - cortada
3. Manete potência – toda reduzida
4. Magnetos – checar OFF e retirar a chave
5. Master Switch (BAT) – acionar posição ON
a. Indicadores de combustível – verificar funcionamento
b. Aquecimento Pitot – checar com a mão se a superfície esta morna
c. Beacon - checar funcionamento
d. Luzes de pouso/taxi – checar visualmente
e. Flap - checar funcionamento e simetria
6. Master Switch (BAT) – acionar posição OFF
7. Instrumentos do motor e painel – verificar visualmente
8. Extintor de Incêndio – verificar fixação e validade
9. Seletora – verificar aberta

5.2 Check externo – empenagem


1. Inspecionar a fuselagem, antenas parte esquerda da aeronave.
2. Verificar estado geral.
3. Verificar articulação / compensador.
4. Verificar leme de direção e deriva.
5. Verificar estado geral das lâmpadas e antenas.
6. Inspecionar a fuselagem, antenas parte direita da aeronave.

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5.3 Asa direita


1. Verificar flap, aileron, ponta de asa.
2. Verificar fixação de parafusos, e contra pinos.
3. Verificar lâmpada ponta de asa.
4. Inspecionar bordo de ataque.
5. Verificar nível de combustível com a vareta medidora e fechar o tanque.
6. Drenar o combustível do tanque.
7. Verificar estado geral do intradorso e extradorso.

5.4 Trem de pouso direito


1. Verificar pneu, banda de rodagem, lateral e fixação da polaina.
2. Verificar sistema hidráulico de freio, pastilhas internas e externas.

5.5 Nariz do avião


1. Verificar para-brisa limpo.
2. Inspecionar hélice, spinner e carenagens do motor.
3. Verificar nível do óleo (Min. 5 Qts).
4. Verificar filtro de ar desobstruído.
5. Drenar filtro de linha do combustível.
6. Verificar correia do alternador.
7. Verificar farol de pouso.

5.6 Triquilha
1. Verificar pneu, banda de rodagem, lateral e fixação da polaina.
2. Verificar sistema hidráulico e anti-shimmy
3. Verificar tesoura e telescópio

5.7 Trem de pouso esquerdo


1. Verificar pneu, banda de rodagem, lateral e fixação da polaina.
2. Verificar sistema hidráulico de freio, pastilhas internas e externas.

5.8 Asa esquerda


1. Inspecionar bordo de ataque.
2. Verificar nível de combustível com a vareta medidora e fechar o tanque.
3. Drenar o combustível do tanque.
4. Verificar respiro do tanque desobstruído.
5. Retirar a capa do pitot.
6. Verificar lâmpada ponta de asa.
7. Verificar flap, aileron, ponta de asa.
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8. Verificar fixação de parafusos, e contra pinos.


9. Verificar estado geral do intradorso e extradorso.

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SEÇÃO 6 - PROCEDIMENTOS DE EMERGENCIA


6.1 Fogo no motor durante a partida
1. Motor de Partida........................................ Acione
2. Mistura.......................................................... Corte
3. Manete de Potência.................................. Máxima
4. Seletora........................................................ Feche

OBS: Abandonar o avião se o fogo persistir

6.2 Falha do motor em voo


1. Velocidade...................................................... 70Kt
2. Localize um campo de pouso adequado
3. Seletora....................................................... Aberta
4. Mistura........................................................... Rica
5. Ar quente.................................................... Aberto
6. Motor de Partida......................................... Acione

OBS: Se restaurada a potência, identifique a origem da pane, caso não seja restaurada, proceda
a uma aterragem sem potência.

6.3 Fogo no motor em voo


1. Seletora...................................................... Fechada
2. Mistura....................................................... Cortada
3. Manete de Potência..................................... Mínima
4. Aquecimento da Cabine............................... Fechado
5. Magnetos................................................ Desligados

OBS: Pousar sem potência, abandonar a aeronave assim que possível. Não abrir a janela até a
conclusão do pouso.

6.4 Perda de pressão / alta temperatura do óleo


Aterrisse assim que possível e investigue a causa

OBS: Prepare-se para eventual aterragem sem potência fora de aeródromo

6.5 Fogo no sistema elétrico


1. Master........................................................ Desligue
2. Ventilação Cabine............................................. Abra
3. Aquecimento de Cabine................................... Feche
Elaborado por Lucas Carramenha 20
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OBS: Aterrisse assim que possível.

6.6 Parada do motor após decolagem


Caso haja pista, pousar em frente. Não havendo, pousar em frente ou no máximo 45º para cada
lado, usando curvas de pequena inclinação.

1. Velocidade.............................................................. 70 Kt
2. Mistura............................................................... Cortada
3. Seletora.............................................................. Fechada
4. Portas e Janelas................................................... Abertas
5. Objetos Cortantes............................................. Afastados

6.7 Aterragem sem potência e fora de aeródromo


1. Velocidade.............................................................. 70 Kt
2. Localize local para pouso, contra o vento, morro acima.
3. Seletora.............................................................. Fechada
4. Mistura............................................................... Cortada
5. Magnetos........................................................ Desligados
6. Portas e Janelas................................................... Abertas
7. Objetos Cortantes............................................. Afastados
8. Aviso de May Day, May Day
9. Transponder………………………...........................……..... 7700
10. Pouso Garantido................................................. Full Flap
11. Master.............................................................. Desligue

OBS: Pousar com os flaps totalmente estendidos e com o mínimo de velocidade possível.

6.8 Pouso de emergência na água


1. Velocidade............................................... 70 Kt
2. Localize local para pouso, contra o vento.
3. Seletora............................................... Fechada
4. Mistura................................................ Cortada
5. Magnetos......................................... Desligados
6. Portas e Janelas................................... Abertas
7. Objetos Cortantes............................. Afastados
8. Aviso de May Day
9. Transponder………...…………............………….. 7700
10. Pouso Garantido................................... Full Flap
11. Master................................................ Desligue

Elaborado por Lucas Carramenha 21


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6.9 Porta aberta


1. Velocidade................................................ 70 Kt
2. Ventilação da Cabine................................ Feche
3. Janela....................................................... Abra
4. Efetuar o fechamento da porta

6.10 Formação de gelo no carburador


1. Aquecimento do Carburador...................... Abrir
2. Mistura.............................. Conforme necessário

6.11 Perda de pressão / alta temperatura do óleo


1. Aterrisse assim que possível e investigue a causa

OBS: prepare-se para eventual aterragem sem potência fora de aeródromo

6.12 Sobrecarga no sistema elétrico


Corrente do alternador 20 Ampères acima do consumo usual

1. Consumo de Energia..................................... Reduza

6.13 Funcionamento áspero do motor


1. Aquecimento do Carburador............................. Abrir
2. Mistura.................................... Conforme necessário
3. Seletora......................................................... Aberta
4. Instrumentos do Motor................................ Verifique
5. Magnetos............................................. E - D – Ambos

OBS: Se a operação for satisfatória com qualquer um dos magnetos, continue operando nesse
magneto com potência reduzida e manete de mistura “RICA” até que possa pousar no primeiro
aeródromo disponível. Se a aspereza persistir, prepare-se para uma aterragem sem potência.

Elaborado por Lucas Carramenha 22


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SEÇÃO 7 - PROCEDIMENTOS NORMAIS


7.1 Antes da partida
1. Master Avionics.......................................OFF
2. Disjuntores..................................... Repostos
3. Ar quente (Carburador e cabine)........ Fechado
4. Equipamentos Elétricos.................. Desligados
5. Primer.. ............................ Fechado e Travado
6. Freio....................... Aplicado (Calços na cabine)
7. Seletora............................................. Aberta

7.2 Partida
1. Mistura.................................................. Rica
2. Manete de Potência.................... Avançar 1 cm
3. Bateria................................................ Ligada
4. Área da Hélice / Sopro............................. Livre
5. Start (Contato).................................... Acionar
6. Motor..............................................1000 RPM
7. Pressão do Óleo............................... Acusando
8. Alternador........... Ligar (Observar amperímetro)

7.3 Após partida


1. Master Avionics.................................................. ON
2. Rádios e Transponder............ Ligados conf Necessário
3. Poltronas.................................................. Ajustadas
4. Cintos....................................................... Passados
5. Controle de Voo.................. Livres e correspondentes
6. Flaps........ Verificar simetria e ajustar para decolagem
7. Compensador........................................... ”TAKE OFF”
8. Altímetro............................... Ajuste QNH ou elevação
9. Velocímetro....................... Zero (capa pitot na cabine)
10. Climb.................................................................Zero
11. Horizonte Artificial........................................ Ajustado
12. Giro Direcional.............................................. Ajustado
13. Liquidômetros............................................... Verifique
14. Temperatura do Óleo................................. Faixa Verde
15. Pressão do Óleo......................................... Faixa Verde
16. Portas e Janelas............................................ Travadas
17. Turn &Bank......................................... Verificar no Taxi
Elaborado por Lucas Carramenha 23
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18. Freios.................................................. Verificar no Taxi

7.4 Ponto de espera


1. Motor..................................................... 1700 RPM
2. Mistura.......................... Pico corte rica (lentamente)
3. Magnetos.............. Queda Max 125 RPM, dif. 50 RPM
4. Bomba de Vácuo............................... 4,6 – 5,4 in Hg
5. Ar quente......... Verificar Queda Máxima de 100 RPM
6. Marcha Lenta .................................. 600 à 800 RPM
7. Motor..................................................... 1000 RPM

7.5 Briefing de decolagem


1. Indicador de vento da RWY...................... Ajustar o manche
2. Bússola e Giro...................................................... Verificar
3. Transponder................................................................ ALT
4. Farol de Pouso............................................................. ON
5. Potência...................................... Verificar (min 2400* RPM)
6. Instrumentos do Motor..................................... Faixa verde
7. Decolar.............................................. Velocidade adequada
8. Falha do Motor antes da VR.................... Abortar decolagem
9. Falha do Motor depois da VR.................. .. Pousar em Frente
10. Falha do Motor 500 pés............................... Avaliar retorno
11. Após decolagem................................ Procedimento de saída

OBS: Caso a aeronave esteja equipada com a hélice Sensenich a RPM máxima estática será de
2200 RPM.

7.6 Antes da decolagem


1. Tráfego................................................ Observar
2. Aviso / Autorização..................... Anuncie / Coteje

7.7 Decolagem
1. Bússola.................. Verificar indicação com a pista
2. Transponder................................................. ALT
3. Farol de Pouso.............................................. ON
4. Mistura....................................................... Rica
5. Seletora................................................... Aberta
6. Ar Quente.............................................. Fechado
7. Potência..................................... Min. 2400* RPM
8. Instrumentos do Motor....................... Faixa Verde
Elaborado por Lucas Carramenha 24
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9. Freios...................................................... Liberar
10. Decolar......................................... Vel. Adequada

OBS: Caso a aeronave esteja equipada com a hélice Sensenich a RPM máxima estática será de
2200 RPM.

7.8 Após decolagem


1. Climb....................................................... Positivo
2. Flap Recolhido........................................... 300 pés
3. Farol Apagado........................................... 400 pés
4. Primeira Curva........................................... 500 pés
5. Potência................................................. 2400 RPM

7.9 Subida (voo ascendente)


1. Velocidade.................................................... 70 Kt
2. Potência................................................. 2400 RPM
3. Mistura.......................................................... Rica

7.10 Cruzeiro (voo reto horizontal)


1. Velocidade.................................................... 85 Kt
2. Potência................................................. 2200 RPM
3. Mistura.................................. Conforme necessário

7.11 Descida (voo descendente)


Velocidade............................................................... 80 Kt

1. Potência................................................. 1800 RPM


2. Mistura.................................. Conforme necessário

7.12 Antes do pouso


ALUNO................................................ Cheque Pré pouso

INSTRUTOR.......................................................... Ciente

1. Seletora.................................................... Aberta
2. Mistura........................................................ Rica
3. Ar Quente............................ Conforme Necessário
4. Farol.............................................................. ON
5. Magnetos................................................. Ambos
6. Primer..................................................... Travado
7. Velocidade......................................... Arco branco
Elaborado por Lucas Carramenha 25
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8. Flap ..................................... Conforme necessário


9. Altitude................................................. Adequada

ALUNO................ Cheque para pouso completo e avião configurado

INSTRUTOR.................................................... Completo

Elaborado por Lucas Carramenha 26


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SEÇÃO 8 - PERFORMANCE
Esta secção tem por finalidade apresentar as cartas de performance da aeronave C152 sob
várias condições de utilização para facilitar o planejamento de voo.

8.1 Exemplo
CONFIGURAÇÃO DA AERONAVE
Peso de decolagem 1670 lbs
Combustível utilizado 92,74 lts
Flap 10°
CONDIÇÕES DE DECOLAGEM
Altitude pressão do campo 2000 ft
Temperatura 30°C
Comprimento da pista 3500 ft
CONDIÇÕES EM CRUZEIRO
Distancia total 205 NM
Altitude pressão 6000 ft
Temperatura 20°C
Vento estimado em rota 10kt
CONDIÇÕES DE POUSO
Altitude pressão 2000 ft
Temperatura 25°C
Comprimento da pista 3000 ft

8.1.1 Decolagem
De acordo com a tabela abaixo e os dados apresentados acima, obtemos:

Distância de decolagem: 980 pés (280 metros)

Distância total para superar obstáculos * (50 pés – 15 metros): **1820 pés (554 metros)

* Distancia vertical ** distancia horizontal

Elaborado por Lucas Carramenha 27


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8.1.2 Cruzeiro
Considerando a altitude pressão de 6000 pés (1828 metros), 20ºC acima da Temperatura
padrão e rotação de 2400 RPM encontramos os Valores:

Potência: 64%
Velocidade aerodinâmica: 99 kts (183 Km/h)
Fuel flow: 5.2 g.p.h
Veja no gráfico:

Elaborado por Lucas Carramenha 28


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8.1.3 Pouso
O procedimento é equivalente ao cálculo da distância de decolagem. Inserindo a altitude de
2000 pés (609,6 metros) e temperatura de 30º C, temos:

Distância até a parada: 535 pés (163 metros)

Distância total para superar obstáculo a 50 pés (15 metros): 1300 pés (396 m)

8.2 Componente de vento


Máxima componente o vento do Cessna C152 são 12 Knots

Elaborado por Lucas Carramenha 29


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No exemplo acima a velocidade do vento é de 10 Kt e a direção do mesmo em relação à


aeronave é de 50°. A componente será lida na parte inferior da tabela. Neste caso temos a
componente máxima, devendo o piloto ter a máxima cautela para operação.

Elaborado por Lucas Carramenha 30


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SEÇÃO 9 - PESO E BALANCEAMENTO


A fim de obter o desempenho de voo que foram definidas para o Cessna C152, o mesmo deve
ser operado com o peso e o centro de gravidade (CG) dentro dos limites operacionais
aprovados (envelope). Antes da decolagem, o piloto deve certificar-se de que o avião está
carregado de acordo com o envelope de carregamento.

A má distribuição da carga traz consequências prejudiciais para o avião. Um avião


sobrecarregado não terá desempenho de decolagem, subida e cruzeiro ideal.

O centro de gravidade é um fator decisivo nas características de voo. Se o C.G estiver muito a
frente da sua posição normal, será difícil rodar para decolar ou pousar. Se o C.G estiver atrás de
sua posição normal, o avião poderá rodar prematuramente na decolagem e pode resultar em
estol inesperado.

Conhecendo o peso vazio básico e o respectivo C.G, o piloto pode, facilmente, determinar o
peso e a posição do C.G e verificar se estão dentro dos limites aceitáveis do envelope.

O peso vazio básico e a localização do C.G são registrados na “ficha de pesagem de aviões” do
relatório de peso e balanceamento que está anexo à pasta de documentos do avião.

A finalidade do cálculo de peso e balanceamento é determinar que quantidades de cargas e


combustível possam ser carregadas, de modo a manter o peso e o C.G dentro dos limites
permitidos.

A seguir folha de planejamento de peso e balanceamento do Cessna C152.

Abastecimento Litros

Variáveis Peso (Kg) Peso (Lbs) Momento


Peso Vazio << Ficha da Aeronave
Combustível
Piloto + Passageiro
Bagageiro (max 120 lbs) CG (mom./peso lbs)
TOTAL (max 1670 lbs)
> Para converter Litros para Quilos, multiplique por 0,72 (só para AVGAS)
> Para converter Quilos para Libras, multiplique por 2,2
> Para calcular o CG, dividir o momento total pelo peso total.

Elaborado por Lucas Carramenha 31


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SEÇÃO 10 - SISTEMAS
10.1 Grupo motopropulsor
A aeronave C152 possui um motor Lycoming modelo o-235 com quatro cilindros horizontais
opostos, refrigerado a ar e com alimentação por carburação. A potência desenvolvida a 2.550
RPM é de 110 Hp. Agregado ao motor está localizado a caixa de acessórios, composta dentre
outros por um starter, uma bateria, um alternador um radiador de óleo e uma bomba de
vácuo.

10.2 Hélices
A hélice é de liga de alumínio e possui passo fixo, de acordo com o fabricante (McCauley), o
diâmetro da hélice é de 69 polegadas. Algumas aeronaves podem estar equipadas com hélice
Senseninch. Abaixo está descrito a diferença de faixa máxima de operação estática das hélices.

FABRICANTE MÁXIMA RPM ESTÁTICA


McCauley 2280 a 2380 RPM
Sensenich 2100 a 2275 RPM

10.3 Sistema de ignição


O C152 possui dois magnetos (L e R), localizados na parte traseira do motor. Como os cilindros
estão dispostos na horizontal, às velas ficam na parte inferior e outra na parte superior do
cilindro.

Cada magneto fornece descarga elétrica para uma vela de cada cilindro, sendo duas inferiores e
duas superiores em cilindros opostos, desta forma os cilindros continuam em funcionamento
mesmo em caso de falha de um magneto.

Este sistema é totalmente independente do sistema elétrico da aeronave. Uma vez que o motor
esteja em funcionamento, ele permanece operacional mesmo em caso de perda de alternador
e bateria.

Durante o cheque de motor, ao verificar o funcionamento do magneto, ao selecionar o


magneto esquerdo (para testá-lo) o sistema desliga o magneto direito, e vice versa.

Caso no cheque do motor seja observada variações de RPM maiores que o previsto no manual,
o voo deve ser evitado.

10.4 Sistema de partida elétrica


O C152 vem equipado com sistema de partida elétrica. Trata-se de um motor de arranque,
comandado por uma chave no painel da aeronave.

Elaborado por Lucas Carramenha 35


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A energia necessária para o sistema de partida é fornecida pela bateria da aeronave, e em


alguns casos por fonte externa.

10.5 Sistema de óleo do motor


Na seção de acessórios do motor está localizado o reservatório de óleo do motor, cuja
capacidade máxima é de 6 qts.

A quantidade de óleo do motor pode ser verificada através da leitura da vareta medidora,
localizada sob a janela de inspeção no nariz da aeronave.

O óleo é conduzido ao motor através de uma bomba de óleo do tipo pressão. A principal
função do óleo é de lubrificar as peças do motor, evitando o atrito entre elas. Após o trabalho
de lubrificação do motor, o óleo passa pelo radiador para ser resfriado e pelo filtro antes de
retornar ao reservatório. O óleo utilizado é o W100 SAE 50.

10.6 Sistema de Combustível


O sistema de combustível é composto por dois tanques ventilados (um em cada asa), uma
chave seletora (duas posições, aberta ou fechada localizada no assoalho entre os assentos), um
respiro do tanque (asa esquerda), um filtro de combustível, um primer manual e um
carburador.

Elaborado por Lucas Carramenha 36


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Quando a chave seletora está na posição aberta, o combustível dos dois tanques desce por
gravidade para o filtro do combustível e após segue ao carburador, não necessitando de
bombas elétricas ou mecânicas.

Quando utilizamos o primer manual, este injeta o combustível que sai do filtro, direto no
cilindro.

Cada tanque de combustível possui a capacidade de 50 litros (totalizando 100 litros) e o


consumo horário aproximado considerado para calculo em voos de instrução é de 25
litros/hora, perfazendo uma autonomia máxima de 4 horas.

O tipo de combustível utilizado é a gasolina 100LL (azul).

A quantidade de combustível pode ser medida através dos sensores elétricos instalados dentro
dos tanques, os quais transmitem essa informação aos liquidômetros (localizados na parte
inferior esquerda do painel, ou então manualmente, através da vareta medidora de
combustível).

A verificação de água ou sedimentos no sistema de combustível deverá ser observada durante


a drenagem da gasolina. O sistema possui três pontos de dreno, um sob cada asa e outro sob o
nariz da aeronave (dreno do filtro de combustível).

10.7 Sistema de Alimentação


O motor do C152 é alimentado por carburador, às manetes que o controlam estão posicionadas
na parte central do painel, podendo ser comandadas pelo piloto e/ou instrutor.

São elas: entrada de entrada de ar quente (“CARB HEAT” – preta curta), borboleta para entrada
de ar (“THROTTLE” – preta), e mistura de combustível (“MIXTURE” – vermelha).

O sistema possui ainda um manete chamado “PRIMER”, que tem por função injetar
combustível diretamente no cilindro, esta manete pode ser usada antes de dar partida para
auxiliar no acionamento do motor em dias frios.

Após o seu uso, o piloto deverá verificar se a mesma está fechada e travada.

10.8 Sistema Elétrico


Este sistema utiliza uma bateria de 24 volts de 14 amperes como fonte de energia elétrica. A
bateria localiza-se no lado direito a frente da parede de fogo do motor.

Um alternador de corrente 28 volts e 60 amperes. Instalado na secção frontal do nariz mantém


a carga da bateria.

Elaborado por Lucas Carramenha 37


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O acionamento de ambos (bateria e alternador) é através do Master switch, localizado no canto


inferior esquerdo do painel.

O switch da bateria tem acionamento independente do alternador, o qual só é acionado


quando o switch da bateria está na posição ON.

Um amperímetro, localizado no lado superior direito do painel, indica o total de corrente em


ampéres do alternador para a bateria ou da bateria para o sistema elétrico da aeronave.

Quando o motor está em funcionamento e o Master Switch está na posição ON, o amperímetro
indica a razão de carga aplicada à bateria.

Na eventualidade de mau funcionamento do alternador ou de carga elétrica excessiva, o


amperímetro indicará a razão de descarga da bateria. Considerando uma sobre voltagem no
sistema, uma unidade de controle do alternador o remove automaticamente do sistema e toda
carga elétrica da aeronave deverá ser suprida pela bateria, neste caso, uma luz vermelha (low-
voltage warning light), localizada abaixo do amperímetro acenderá.

Os disjuntores (fusíveis) são do tipo push-to-reset, exceto o disjuntor do alternador (pull-off). A


finalidade dos disjuntores é de proteger o sistema elétrico da aeronave. O painel de
interruptores de luzes de navegação está localizado na parte central do painel de instrumentos.
Um interruptor reostato, localizado ao lado esquerdo do painel de interruptores, é usado para
controlar a intensidade da luz interna e do painel de instrumentos.

Abaixo temos demonstrado o esquema do sistema elétrico.

Elaborado por Lucas Carramenha 38


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10.9 Sistema de frenagem


O sistema de freio possui atuação hidráulica e é composto por um disco, duas pastilhas de freio
(externa e interna) e um reservatório hidráulico.

A frenagem ocorre através da ação dos pedais de dentro da cabine.

Quando pressionado a parte superior do pedal, o óleo percorre toda linha sob pressão até
chegar cilindro atuador que faz as pastilhas comprimirem ao disco, freando a roda
correspondente ao pedal pressionado.

Elaborado por Lucas Carramenha 39


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10.10 Sistema de Luzes


Luzes convencionais de navegação estão instaladas na ponta das asas (verde e vermelha) e no
leme de direção (branca na parte traseira da aeronave).

Um farol de pouso está localizado na parte inferior dianteira do capô do motor.

Um farol anti-colisão está montado na parte superior do estabilizador vertical (beacon –


vermelha).

Estas luzes, assim como a luz branca de cabine e o aquecimento do pitot, podem ser ligadas
em um quadro de interruptores localizado na parte inferior do painel. A luz vermelha do painel,
assim como intensidade das luzes dos rádios, é controlada pro dois reostatos concêntricos
localizados à esquerda do painel de luzes.

10.11 Sistema de Aquecimento e Ventilação


O sistema de ventilação consiste em duas entradas de ar nas extremidades superiores do para-
brisa e uma ventilação atrás do painel com entrada de ar na lateral direita do nariz.

O aquecimento de cabine usa outra entrada de ar, com controle de uso independente. O ar é
aquecido no motor antes de ir para cabine.

10.12 Sistema de alerta de estol


O C152 possui um sistema capaz de produzir alerta sonoro indicando baixa velocidade. O aviso
é emitido de 5 a 10 kts acima da velocidade do stall.

Elaborado por Lucas Carramenha 40


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Para verificar o funcionamento do sistema, o piloto deve inspecionar e sugar a tomada de ar,
localizada na asa esquerda, que irá emitir um alerta sonoro.

10.13 Sistema de Vácuo


O C152 dispõe de uma bomba de vácuo, ligada ao motor da aeronave, ela é responsável por
manter o correto funcionamento do horizonte artificial e do giro direcional.

Um indicador de pressão de sucção está disponível no painel (vacuômetro), a faixa de


segurança de funcionamento é de 4,5 a 5,4 com o motor acionado e RPM próxima a de
cruzeiro.

No C152 a tomada de pressão estática fica localizada no nariz do avião do lado esquerdo, já o
tubo de pitot (pressão dinâmica), fica na asa esquerda.

O piloto deve ficar atento à desobstrução dessas tomadas de pressão, para correto
funcionamento dos instrumentos de voo.

Elaborado por Lucas Carramenha 41


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10.14 Equipamentos de rádio

10.14.1 Transceptor VHF


O equipamento utilizado para comunicação radio entre aeronaves, recebe e transmite sinais
entre 118.000 e135. 975 MHz em intervalos de 25 KHz.

O rádio VHF possui um botão VOL, para ligar ou desligar o aparelho, que tem também a função
de ajustar o volume. Ao ser energizado a janela de frequência mostrará as frequências
armazenadas na memória permanente, que corresponde às mesmas que estavam setadas no
momento em que foi desligado.

OBS.: O rádio, assim como todos os equipamentos elétricos da aeronave, deve estar desligado
no momento da partida.

10.14.2 ADF
O equipamento ADF - Automatic Direction Finder, ou seja, "Detector Automático de Direção" é
utilizado em voos IFR para captar e descodificar o sinal da antena NDB. É o sistema de navegação
mais e comum e mais simples que existem na atualidade.

Recebe sinais de rádio na faixa de 200 KHz a 400 KHz (de antenas NDB) e na faixa de 550 KHz a
1.650KHz (rádio broadcast AM).

Sua operação é bastante simples. O piloto sintoniza uma estação NDB ou rádio broadcast AM e
o ponteiro do equipamento indica a direção que deve ser seguida sobre uma bússola. Um sinal
de áudio também identifica a estação recebida.

Elaborado por Lucas Carramenha 42


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10.14.3 VOR
O equipamento VOR, Omnidirectional Range é utilizado em voos IFR, opera em VHF nas
freqüências de 108.00 até 117.95 Mhz, sendo que de 108 até 112 são apenas utilizadas as
frequências pares, pois naquele intervalo as frequências ímpares são destinados aos
localizadores ILS.

A vantagem deste equipamento é que ele possui 360 radiais, e o equipamento embarcado na
aeronave pode ser ajustado para identificar essas radiais individualmente.

10.14.4 Transponder
O equipamento transponder possui um botão liga-desliga com as seguintes funções (posições):

 OFF – desligado.
 STBY – em stand by, ou em aquecimento.
 ON – ligado, para indicação de rota.
 ALT – ligado, para indicação e rota e altitude.
 TEST – para teste.

Possuem ainda janelas para introdução de código, determinado pelos órgãos ATC, para cada
voo ou fase de voo.

10.14.5 ACAS - Airborne Collision Avoidance System


O ACAS é o Sistema instalado a bordo da aeronave baseado nos sinais dos "transponders" do
radar secundário (SSR), Modo C ou Modo S, que funciona independentemente dos
equipamentos instalados em terra, para proporcionar aviso ao piloto sobre possíveis conflitos
entre aeronaves dotadas de "transpoder" SSR.
Elaborado por Lucas Carramenha 43
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Aprovado: Carlos Alberto Fernandes Revisão: 00

Fornece informações de auxílio às manobras de "ver e evitar", gerando avisos de tráfego (TA),
que apenas informam sobre a localização de um ou mais aviões na mesma área. Porém, não
inclui a capacidade de gerar avisos de resolução (RA).

10.15 Portas e janelas


O C152 possui uma porta de cada lado da aeronave. A sua abertura é simples, com
acionamento de uma fechadura.

A porta possui uma janela que pode ser aberta durante o taxi, mas deve permanecer fechada
durante todo o voo.

Caso a porta abra em voo ou durante a decolagem, continue o seu voo normalmente e após o
nivelamento peça auxílio do instrutor para fechá-la.

Elaborado por Lucas Carramenha 44