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Professor (a):Débora Mutter Toscani Disciplina: História

Aluno: ___________________________________________ Turma ___Data: ____ /____ / 2018

1.
Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português

(Oswald de Andrade. "Poesias reunidas". 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972)
Sobre o contexto histórico em que se insere o fenômeno que os versos identificam é correto afirmar
que
a) a descoberta de metais preciosos favoreceu o estabelecimento das primeiras relações econômicas entre
portugueses e indígenas.
b) a agressividade demonstrada pelos nativos despertou o interesse metropolitano pela ocupação efetiva das
novas terras.
c) a conquista da América pelos portugueses contribuiu para o crescimento demográfico da população
indígena no Brasil.
d) no chamado período pré-colonial, o plantio e a exploração do pau-brasil incentivaram o tráfico africano.
e) apesar de ter tomado posse da terra em nome do rei de Portugal, o interesse da monarquia estava voltado
para o Oriente.

2. A descoberta de novas terras por navegadores portugueses e espanhóis alimentou a imaginação dos
europeus e fomentou uma visão paradisíaca do Novo Mundo. Com respeito a essa “visão do paraíso” nos
trópicos, é correto afirmar:
a) Os europeus esperavam encontrar monstros e outras entidades mitológicas, o que se confirmou na
presença de animais pré-históricos e seres humanos estranhos.
b) Os temores com relação ao inesperado levaram muitas vezes os europeus a demonstrar uma violência
desumana contra os nativos do chamado Novo Mundo.
c) As descrições dos novos territórios, com suas florestas exuberantes e seus pássaros exóticos, vinham
confirmar as expectativas de descoberta do Paraíso na Terra.
d) O encontro com seres de uma nova cultura, em um ambiente natural diferente, criou um clima propício ao
entendimento mútuo e ao respeito pela vida humana, como era pregado pelos religiosos europeus.
e) Os primeiros colonizadores europeus ficaram maravilhados com a cultura indígena a ponto de sofrerem
influência direta dos valores nativos.

3. Pero Vaz de Caminha, em sua carta ao rei D. Manoel, ressaltava que a salvação dos índios era a mais
imediata contribuição à terra. Algumas décadas depois, o ensino colonial desenvolvia-se fortemente
influenciado pela cultura religiosa do colonizador. Sobre os primeiros educadores da fase colonial, é correto
afirmar que eles:
a) Conseguiram dissociar a evangelização do processo colonizador luso-brasileiro.
b) Permaneceram alheios ou indiferentes aos abusos praticados pelos senhores de escravos.
c) Presos às idéias etnocêntricas européias, ignoraram as línguas indígenas.
d) Pretenderam espalhar a fé, tomando novos súditos tementes a Deus e obedientes ao rei.
e) Tinham por objetivo promover à Igreja Católica, mantendo intacta a cultura indígena.
4) Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu, com visão de
mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e
missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da população indígena, que se agrava nos
séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado decréscimo foram:
a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata do Potosí.
b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios e brancos.
c) o canibalismo, o sentido mítico das práticas rituais, o espírito sanguinário, cruel e vingativo dos naturais.
d) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do trabalho indígena na extração da borracha.
e) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios.

5. Leia o texto.
“A língua de que [os índios] usam, toda pela costa, é uma: ainda que em certos vocábulos difere em algumas
partes; mas não de maneira que se deixem de entender. (...) Carece de três letras, convém a saber, não se
acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei, e desta
maneira vivem desordenadamente (...)."
(GANDAVO, Pero de Magalhães, História da Província de Santa Cruz, 1578.)
A partir do texto, pode-se afirmar que todas as alternativas expressam a relação dos portugueses com
a cultura indígena, exceto:
a) A busca de compreensão da cultura indígena era uma preocupação do colonizador.
b) A desorganização social dos indígenas se refletia no idioma.
c) A diferença cultural entre nativos e colonos era atribuída à inferioridade do indígena.
d) A língua dos nativos era caracterizada pela limitação vocabular.
e) Os signos e símbolos dos nativos da costa marítima eram homogêneos.

6. A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas
acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e
condição social. (...) as distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de
indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em
potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes
concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O
gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização
de categorias tradicionais.
Contudo, o fato de serem aborígines e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e
fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e
na cor."(Stuart B. Schwartz, Segredos internos.)
A partir do texto pode-se concluir que
a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida
para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira
colonial.
b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a
escravidão, completamente desconhecida da sociedade européia nos séculos XV e XVI.
c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram
nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial.
d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros tendeu a diluir
a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade.
e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não
alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII.

7) Todas as alternativas apresentam fatores que explicam a anterioridade dos portugueses no cenário dos
grandes descobrimentos, exceto
a) a atuação empreendedora da burguesia lusa no desenvolvimento da indústria náutica.
b) a localização geográfica de Portugal, distante do Mediterrâneo oriental e sem ligações comerciais com o
restante do continente, necessitando assim, novas rotas de comércio.
c) a presença da fé e o espírito da cavalaria e das cruzadas que atribuíam aos portugueses a missão de
cristianizar os povos chamados "infiéis".
d) o aparecimento pioneiro da monarquia absolutista em Portugal responsável pela formação do Estado
moderno.

8. "O governo-geral foi instituído por D. João III, em 1548, para coordenar as práticas colonizadoras do
Brasil. Consistiriam estas últimas em dar às capitanias hereditárias uma assistência mais eficiente e
promover a valorização econômica e o povoamento das áreas não ocupadas pelos donatários."(Manoel
Maurício de Albuquerque. Pequena história da formação social brasileira. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p.
180.)
As afirmativas abaixo identificam corretamente algumas das atribuições do governador-geral, à
exceção de:
a) Estimular e realizar expedições desbravadoras de regiões interiores, visando, entre outros aspectos, à
descoberta de metais preciosos.
b) Visitar e fiscalizar as capitanias hereditárias e reais, especialmente aquelas que vivenciavam problemas
quanto ao povoamento e à exploração das terras.
c) Distribuir sesmarias, particularmente para os beneficiários que comprovassem rendas e meios de valorizar
economicamente as terras recebidas.
d) Regular as alianças com tribos indígenas, controlando e limitando a ação das ordens religiosas, em
especial da Companhia de Jesus.
e) Organizar a defesa da costa e promover o desenvolvimento da construção naval e do comércio de
cabotagem.

9.Em 1534, o governo português concluiu que a única forma de ocupação do Brasil seria através da
colonização. Era necessário colonizar, simultaneamente, todo o extenso território brasileiro.
Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da:
a) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil.
b) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais.
c) criação das capitanias hereditárias.
d) montagem do sistema colonial.
e) criação e distribuição das sesmarias.

10. "O senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e
respeitado de muitos." O comentário de Antonil, escrito no século XVIII, pode ser considerado característico
da sociedade colonial brasileira porque:
a) a condição de proprietário de terras e de homens garantia a preponderância dos senhores de engenho na
sociedade colonial.
b) a autoridade dos senhores restringia-se aos seus escravos, não se impondo às comunidades vizinhas e a
outros proprietários menores.
c) as dificuldades de adaptação às áreas coloniais levaram os europeus a organizar uma sociedade com
mínima diferenciação e forte solidariedade entre seus segmentos.
d) as atividades dos senhores de engenho não se limitavam à agroindústria, pois controlavam o comércio de
exportação, o tráfico negreiro e a economia de abastecimento.
e) o poder político dos senhores de engenho era assegurado pela metrópole através da sua designação para os
mais altos cargos da administração colonial.

11. Considerando o processo de expansão da Europa moderna a partir dos séculos XV e XVI, pode-se
afirmar que Portugal e Espanha tiveram um papel predominante. Esse papel, entretanto, dependeu, em larga
medida, de uma rede composta por interesses.
a) políticos, inerentes à continuidade dos interesses feudais em Portugal; intelectuais, associados ao
desenvolvimento da imprensa, do hermetismo e da Astrologia no mundo ibérico; econômicos, vinculados
aos interesses italianos na Espanha, nos quais a presença de Colombo é um exemplo; e sociais, vinculados ao
poder do clero na Espanha.
b) políticos, vinculados ao processo de fragmentação política das monarquias absolutas ibéricas; sociais,
associados ao desenvolvimento de novos setores sociais, como a nobreza; coloniais, decorrentes da política
da Igreja católica que via os habitantes do Novo Mundo como o homem primitivo criado por Deus; e
econômicos, presos aos interesses mouros na Espanha.
c) políticos, vinculados às práticas racistas que envolviam a atuação dos comerciantes ibéricos no Oriente;
científicos, que viam na expansão a negação das teorias heliocêntricas; econômicos, ligados ao processo de
aumento do tráfico de negros para a Europa através de alianças com os Países Baixos; e religiosos, marcados
pela ação ampliada da Inquisição.
d) políticos, associados ao modelo republicano desenvolvido no Renascimento italiano; religiosos,
decorrentes da vitória católica nos processos da Reconquista ibérica; econômicos, ligados ao movimento
geral de desenvolvimento do mercantilismo; e sociais, inerentes à vitória do campo sobre a cidade no mundo
ibérico.
e) políticos, vinculados ao fortalecimento da centralização dos estados ibéricos; econômicos, provenientes do
avanço das atividades comerciais; religiosos, relacionados com a importância do Papado na Península
Ibérica; e intelectuais, decorrentes dos avanços científicos da Renascença e que viram na expansão a
realidade de suas teorias sobre Geografia e Astronomia.

12. Quando a expansão comercial europeia ganhou os oceanos, a partir do século XV, rapidamente o mundo
conheceu um fenômeno até então inédito: populações que jamais tinham tido qualquer contato umas com as
outras passaram a se aproximar, em diferentes graus. Uma das dimensões dramáticas desses novos contatos
foi o choque entre ambientes bacteriológicos estranhos, do qual resultou a “mundialização” de doenças e,
consequentemente, altas taxas de mortalidade em sociedades cujos indivíduos não possuíam anticorpos para
enfrentar tais doenças. Isso ocorreu, primeiro, entre as populações
a) orientais do continente europeu.
b) nativas da Oceania.
c) africanas do Magreb.
d) indígenas da América Central.
e) asiáticas da Indonésia.

13. A DESCOBERTA DA AMÉRICA E A BARBÁRIE DOS CIVILIZADOS


– A conquista da América pelos europeus foi uma tragédia sangrenta. A ferro e fogo! Era a divisa dos
cristianizadores. Mataram à vontade, destruíram tudo e levaram todo ouro que havia.
Outro espanhol, de nome Pizarro, fez no Peru coisa idêntica com os incas, um povo de civilização muito
adiantada que lá existia. Pizarro chegou e disse ao imperador inca que o papa havia dado aquele país aos
espanhóis e ele viera tomar conta. O imperador inca, que não sabia quem era o papa, ficou de boca aberta, e
muito naturalmente não se submeteu. Então Pizarro, bem armado de canhões conquistou e saqueou o Peru.
– Mas que diferença há, vovó, entre estes homens e aquele Átila ou aquele Gengis-Cã que marchou para o
ocidente com os terríveis tártaros, matando, arrasando e saqueando tudo?
– A diferença única é que a história é escrita pelos ocidentais e por isso torcida a nosso favor.
Vem daí considerarmos como feras aos tártaros de Gengis-Cã e como heróis com monumentos em toda
parte, aos célebres “conquistadores” brancos. A verdade, porém, manda dizer que tanto uns como outros
nunca passaram de monstros feitos da mesmíssima massa, na mesmíssima forma. Gengis-Cã construiu
pirâmides enormes com cabeças cortadas aos prisioneiros. Vasco da Gama encontrou na Índia vários navios
árabes carregados de arroz, aprisionou-os, cortou as orelhas e as mãos de oitocentos homens da equipagem e
depois queimou os pobres mutilados dentro dos seus navios.
(Monteiro Lobato, História do mundo para crianças. Capítulo LX)
O texto de Monteiro Lobato expressa a dificuldade de definirmos quem é civilizado e quem é
bárbaro. Mas isso à parte, pensando a atuação europeia nos séculos XVI e XVII nas áreas americanas, um
número razoável dessas visões equivocadas justificou o avanço espanhol e a destruição dos astecas, maias e
incas explicados por:
a) necessidades sociais impostas pelas características culturais do território espanhol e pela presença
muçulmana que limitava as condições de enriquecimento da monarquia, levando à conquista da América e à
constituição de uma base política iluminista.
b) necessidades religiosas decorrentes da perda de poder da Igreja Católica frente ao avanço das reformas
protestantes e das alianças com as potências ibéricas para estabelecer o Império da Cristandade, baseado na
Escolástica.
c) necessidades políticas oriundas das tensões na Península Ibérica que levaram a Espanha a organizar o
processo de conquista do Novo Mundo como única alternativa para sua unidade política, utilizando para isso
o apoio do Papado e da França de Francisco I.
d) necessidades econômicas provenientes da divisão do território espanhol, fruto da diversidade cultural e
étnica, e das disputas pelo poder entre Madri e Barcelona, ampliadas pelas vitórias portuguesas na África e
na Ásia e pelo desenvolvimento da economia do açúcar no Brasil.
e) necessidades econômicas, políticas e religiosas dos recém-centralizados estados modernos, através do
mercantilismo metalista que inundou a Europa de prata e de ouro, levando em seguida a uma revolução nos
preços, que provocou inflação, e ao avanço de novas formas de desenvolvimento da agricultura.

14. O descobrimento da América, no início dos tempos modernos, e posteriormente a conquista e


colonização, considerando-se a mentalidade do homem ibérico, permitem perceber que, EXCETO:
a) A conquista representou a possibilidade de transplante e difusão dos padrões culturais europeus na
América.
b) Colombo se recusava a ver a América, preferindo manter seus sonhos de que estaria próximo ao Oriente;
c) O colonizador, ao se dar conta da perda do paraíso terrestre, do maravilhoso, lançou-se à reprodução da
cenografia européia da América;
d) O colonizador, negando o que pudesse parecer novo, preferiu ver apenas o seu reflexo no espelho da
história;
e) O processo de descrição e observação do novo continente envolvia basicamente a manutenção e respeito
do universo indígena;

15. Os astecas e os incas não foram eliminados nem expulsos pelos conquistadores espanhóis devido
a) ao respeito que os colonizadores tinham pela cultura desses povos.
b) a eles terem se associado aos colonizadores, na exploração dos povos mais fracos.
c) à existência de ouro e prata nas regiões que eles ocupavam e ao interesse dos colonizadores em explorá-
los enquanto mão-de-obra.
d) à existência de excedente de produção agrícola e de força de trabalho organizada nessas civilizações.
e) aos tratados com os criollos, que regulamentavam as formas de convivência.

16. Quais as características dominantes da economia colonial brasileira?


a) propriedade latifundiária, trabalho indígena e produção monocultura;
b) propriedades diversificadas, exportação de matérias-primas e trabalho servil;
c) monopólio comercial, latifúndio e trabalho escravo de índios e negros;
d) pequenas vilas mercantis, monocultura de exportação e trabalho servil;
e) propriedade minifundiária, colônias agrícolas e trabalho escravo.

17.A única forma de ocupação do Brasil por Portugal era através da colonização. Era necessário colonizar
simultaneamente todo o extenso litoral. Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da:
a) criação do sistema de governo geral;
b) criação e distribuição de sesmarias;
c) doação de terras a colonos;
d) criação das capitanias hereditárias;
e) sistema de parceria.

18. O reconhecimento da terra e a garantia de sua posse, foram objetivos principais das:
a) feitorias instaladas no Brasil na fronteira entre o sertão e o litoral;
b) entradas e bandeiras paulistas financiadas por Portugal após 1530;
c) encomendas organizadas pelos navegadores portugueses instalados no Brasil;
d) missões jesuíticas incentivadas por Portugal no Período Colonial.
e) expedições enviadas por Portugal ao Brasil nos primeiros trinta anos;

19. Ao estabelecer o Sistema de Capitanias Hereditárias, D. João III objetivava:


a) povoar o litoral brasileiro em toda sua extensão concomitantemente, impedindo assim novas incursões
estrangeiras;
b) repetir em territórios brasileiros uma experiência bem-sucedida nas ilhas do Oceano Atlântico e no litoral
oriental da África;
c) demonstrar que as sugestões feitas por Cristóvão Jacques, alguns anos antes, eram extraordinárias;
d) incentivar o cultivo da cana-de-açúcar por meio de doação de terras a estrangeiros, modernizando assim a
produção;
e) fortalecer o poder da nobreza portuguesa que se encontrava em declínio, oferecendo-lhe vastas áreas de
terras no Brasil.

20. Durante a maior parte do período colonial a participação nas câmaras das vilas era uma prerrogativa dos
chamados "homens bons", excluindo-se desse privilégio os outros integrantes da sociedade. A expressão
"homem bom" dizia respeito a:
a) homens que recebiam a concessão da Coroa portuguesa para explorar minas de ouro e de diamantes;
b) senhores de engenho e proprietários de escravos;
c) funcionários nomeados pela Coroa portuguesa para exercerem altos cargos administrativos na colônia;
d) homens considerados de bom caráter, independentemente do cargo ou da função que exerciam na colônia.

21. Das alternativas abaixo, uma delas apresenta as bases jurídicas do regime de capitanias hereditárias.
Assinale:
a) Regimento e Lei das Sesmarias b) Carta de Doação e Carta Foral
c) Lei das Sesmarias e Carta de Doação d) Carta de Doação e Regimento
e) Carta Foral e Regimento.

22. Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus, os
senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome.... Estas palavras, do padre Antônio Vieira, descrevem
bem a situação da sociedade colonial à época do apogeu açucareiro. A respeito, considere as afirmativas:
I. Os senhores eram os donos dos engenhos e da riqueza neles gerada; logo, podiam comer bem e vestir-se
luxuosamente.
II. Os escravos eram uma propriedade dos senhores, como qualquer outro objeto de sua lavoura e de seu
engenho, não precisando de roupas e comendo apenas o mínimo necessário.
III. Os senhores de terras e escravos temiam as ações dos jesuítas, em prol da libertação dos escravos dos
engenhos e das plantações.
Assinale:
a) Se somente as alternativas I e II estão corretas.
b) Se somente as alternativas II e III estão corretas.
c) Se somente as alternativas I, II e III estão corretas.
d) Se somente as alternativas II, III e IV estão corretas.
e) Se todas as alternativas estão corretas.

23. À medida que a empresa açucareira se expandia no Brasil, fez-se opção pela mão-de-obra escrava de
origem africana, em substituição ao trabalho indígena. Esta opção pode ser explicada, porque:
a) O uso de escravos africanos alimenta o tráfico negreiro, tornando-o um dos mais lucrativos setores do
comércio colonial.
b) Os indígenas eram selvagens e lutavam contra a escravidão, enquanto os negros eram dóceis e submissos.
c) Os indígenas eram frágeis fisicamente e adoeciam com facilidade, já os negros tinham uma constituição
física forte, propícia ao trabalho braçal.
d) Os negros dominavam as técnicas do cultivo da cana, enquanto os indígenas não conheciam a agricultura,
portanto, seu trabalho não era produtivo.
e) Os africanos resistiram ao escravismo através dos quilombos e das revoltas, mas foram mantidos na
agricultura, porque os índios desconheciam essa atividade.

24. Os donatários recebiam lotes em caráter hereditário, indivisíveis e inalienáveis no todo ou em parte. Vale
dizer que o Estado concedia apenas a posse da terra, reservando para si a propriedade dela. As capitanias
eram:
a) Porções territoriais na Colônia, cujo comércio era monopolizado pelo donatário, criando uma elite
mercantil no Brasil.
b) Regiões doadas pelo rei a seus amigos, porém obrigados a produzir açúcar durante dez anos para
garantirem a propriedade da terra.
c) Territórios coloniais controlados pela Metrópole através de funcionários especiais, os donatários.
d) Reflexo da incapacidade econômica da Coroa em promover diretamente a colonização, transferindo esse
ônus à iniciativa privada.
e) Os elementos que permitiram a consolidação da aliança entre o rei e a burguesia, iniciada com a expansão
marítima.

25. A produção de açúcar, no Brasil colonial:


a) possibilitou o povoamento e a ocupação de todo o território nacional, enriquecendo grande parte da
população.
b) praticada por grandes, médios e pequenos lavradores, permitiu a formação de uma sólida classe média
rural.
c) consolidou no Nordeste uma economia baseada no latifundiário monocultor e escravocrata que atendia aos
interesses do sistema português.
d) desde o início garantiu o enriquecimento da região Sul do país e foi a base econômica de sua hegemonia
na República.
e) não exigindo muitos braços, desencorajou a importação de escravos, liberando capitais para atividades
mais lucrativas.

GABARITO (FAZER EXCLUSIVAMENTE COM CANETA)


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