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Comentários

Indicadores do período de 2011 e 2012


Os comentários, a seguir, têm como propósito apresentar,
através dos principais indicadores socioeconômicos e demográficos,
a situação do País em 2012. Para acompanhar a evolução recente,
foram traçados paralelos com os resultados da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios - PNAD 2011, e em alguns casos, para anos
anteriores.

Composição e mobilidade populacional


Em 2012, a população residente estimada no Brasil foi de 196,9
milhões de pessoas, representando um crescimento de 0,8% em relação
ao ano anterior, ou seja, de 1,6 milhão de pessoas. Considerando-se as
Grandes Regiões, os aumentos, em termos percentuais, foram maiores
nas Regiões Norte (1,4%) e Centro-Oeste (1,3%); o menor foi na Região
Sul (0,6%). A região que concentrou maior volume populacional foi a
Região Sudeste, com 82,7 milhões de pessoas e, a menor, a Região
Centro-Oeste com 14,8 milhões de pessoas. De todo o contingente
populacional, as mulheres representavam 51,3%.

Analisando a população por faixa etária, em 2012, 63,2% tinha


até 39 anos de idade e as pessoas com 60 anos ou mais de idade
representavam 12,6% da população (em 2011, correspondia a 12,1%).
A Região Sul foi a que apresentou o maior percentual (14,2%) de idosos
(pessoas com 60 anos ou mais de idade) e a Região Norte, a menor,
8,1%. Observou-se, também, na Região Norte a maior concentração
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

relativa das faixas etárias mais jovens, atingindo 48,8% para pessoas com até 24 anos
de idade. As Regiões Sudeste e Sul foram as que apresentaram maiores percentuais
de pessoas nos grupos de idade de 40 a 59 anos de idade (25,8% e 26,8%,
respectivamente). Essas análises foram análogas aos resultados da PNAD 2011.

Gráfico 1 - População residente e variação percentual da população residente,


segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
1 000 pessoas %
250 000 1,5

1,4
200 000 195 243 196 877 1,3

1,0
150 000
0,8
0,8 0,8
100 000 0,6
82 067 82 687
0,5
54 226 54 643
50 000
27 875 28 053
16 499 16 730 14 576 14 765
0 0,0
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012 Variação percentual (%)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios 2011-2012.

População residente por grupos de idade e sexo


A pirâmide etária a seguir mostra o percentual das pessoas residentes em
relação ao total da população por sexo, segundo as faixas etárias nos anos de 2004 e
2012. Neste intervalo de tempo, observou-se uma mudança no formato da pirâmide,
indicando envelhecimento da população (pessoas com 60 anos ou mais de idade),
predominantemente por mulheres (7,0% em relação ao total da população; os homens,
5,6%). Em 2004, a base da pirâmide era mais larga do que em 2012: 42,8% da
população era representada por pessoas de até 24 anos; oito anos depois, para a mesma
faixa etária, o percentual caiu para 39,6%.

Em 2012, nas faixas etárias dos mais jovens, até 24 anos de idade, havia um
predomínio de homens na população (41,5%), enquanto as mulheres representavam
37,8%. Nas idades acima de 40 anos ou mais, o percentual de mulheres passa a ser
maior do que o dos homens (38,6% e 35,0%, respectivamente), o que se traduz como
uma expectativa de vida maior para as mulheres. Em relação ao ano anterior, houve
pequenas variações percentuais na distribuição da população no Brasil, com 0,7% de
aumento para 60 anos ou mais de idade e, por outro lado, uma redução de 0,3% na
faixa de 10 a 14 anos.
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Gráfico 2 - Distribuição percentual da população residente,


por sexo e grupos de idade - Brasil - 2004/2012
0,5 0,7
80 anos ou mais 0,7 1,0

Homens 0,5 0,7 Mulheres


75 a 79 anos 0,7 0,9
0,8 1,0
70 a 74 anos 1,0 1,3
1,1 1,3
65 a 69 anos 1,4 1,6
1,4 1,6
60 a 64 anos 1,8 2,2
1,7 2,0
55 a 59 anos 2,3 2,6
2,3 2,6
50 a 54 anos 2,7 3,1
2,8 3,0
45 a 49 anos 3,1 3,4
3,3 3,5
40 a 44 anos 3,3 3,6
3,4 3,7
35 a 39 anos 3,5 3,7
3,6 4,0
30 a 34 anos 4,0 4,3
4,0 4,2
25 a 29 anos 4,0 4,1
4,6 4,7
20 a 24 anos 4,0 4,0
5,0 4,8
15 a 19 anos 4,4 4,3
4,8 4,6
10 a 14 anos 4,3 4,2
4,9 4,7
5 a 9 anos 3,9 3,7
4,2 4,0
0 a 4 anos 3,5 3,3 %
5 4 3 2 1 0 1 2 3 4 5

2004 2012

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2004/2012.

Gráfico 3 - Distribuição percentual da população residente, por sexo,


segundo os grupos de idade - Brasil - 2012

60 anos ou mais 13,7


11,5

40 a 59 anos 24,9
23,6

23,6
25 a 39 anos 23,5

7,8
20 a 24 anos 8,3

8,3
15 a 19 anos 9,1

8,1
10 a 14 anos 8,9

7,2
5 a 9 anos 8,1

6,4
0 a 4 anos 7,1
%

Homens Mulheres

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2012.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
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População residente por cor ou raça


Em 2012, com relação à declaração de cor ou raça, a maior parcela observada
(46,2%) da população residente, 91,0 milhões de pessoas, era branca; 45,0% parda
(88,6 milhões) e 7,9% preta (15,6 milhões). O grupo formado pelas outras declarações
(indígena e amarela) representou 0,8% (1,6 milhão). A declaração de cor ou raça apresenta
comportamentos regionais distintos. Por exemplo, a Região Sul era predominantemente
branca (76,8%), enquanto a Norte (70,2%) e a Nordeste (62,5%) tinham maioria parda.
Em relação a 2011, houve, no Brasil, redução da participação da população branca em
1,5 ponto percentual. Por outro lado, houve aumento de 2,0 pontos percentuais na
participação da população parda.

Gráfico 4 - Distribuição percentual da população residente, por cor ou raça,


segundo as Grandes Regiões - 2012
%

0,8 1,5 0,5 0,9 0,7 0,8


18,4

36,3
4,0
45,0
51,2
62,5
70,2
8,9
7,9
7,0
76,8
9,3
6,2 53,9
46,2
41,0
27,7
22,0

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

Branca Preta Parda Outra


Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2012.

Mobilidade populacional
Tratando-se de migração, as estimativas mostraram que, em 2012, as pessoas não
naturais do município de residência representavam 39,4% (77,6 milhões) da população
residente do País e as não naturais da Unidade da Federação representavam 15,7%
(30,8 milhões). Assim como em 2011, a Região Centro-Oeste foi a que apresentou
maior percentual de não naturais do município (52,4%) e a Região Nordeste foi a de
percentual menor (31,3%).

Considerando-se a naturalidade em relação à Unidade da Federação, a Região Centro-


Oeste também apresentou o maior percentual de pessoas residentes não naturais no País,
34,1%. O Distrito Federal continuou sendo a Unidade da Federação com maior percentual
de pessoas residentes não naturais, com 48,5% (uma queda de 1,1 ponto percentual
em relação a 2011). As Unidades da Federação de Rondônia (45,4%) e Roraima (44,3%)
também apresentaram, em 2012, percentuais elevados. A que teve menor participação
de residentes não naturais da Unidade de Federação foi o Rio Grande do Sul (3,7%).
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No que concerne à naturalidade em relação ao município, a Unidade da Federação


de Rondônia foi a que apresentou o maior percentual (60,6%) e, o menor, Piauí (28,6%).
Em 2012, a Região Sudeste foi a única a apresentar um aumento da participação da
população residente não natural do município (0,4 ponto percentual) quando comparado
com 2011. A Região Centro-Oeste apresentou a maior redução da participação da
população residente não natural do município (2,2 pontos percentuais).

Tabela 2 - Distribuição percentual da população residente, por Grandes Regiões,


segundo a naturalidade em relação ao município
e à Unidade da Federação - 2011-2012

Distribuição percentual da população residente (%)


Naturalidade em relação Grandes Regiões
ao município e à
Unidade da Federação Brasil
Centro-
Norte Nordeste Sudeste Sul
Oeste

2011

Naturalidade em relação ao município 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Naturais 59,9 60,0 66,8 59,7 54,5 45,4

Não naturais 40,1 40,0 33,2 40,3 45,5 54,6

Naturalidade em relação à Unidade

da Federação 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Naturais 84,2 79,2 92,4 82,2 87,8 64,3

Não naturais 15,8 20,8 7,6 17,8 12,2 35,7

2012

Naturalidade em relação ao município 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Naturais 60,6 60,8 68,7 59,3 55,3 47,6

Não naturais 39,4 39,2 31,3 40,7 44,7 52,4

Naturalidade em relação à Unidade

da Federação 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Naturais 84,3 79,3 92,6 82,0 87,9 65,9

Não naturais 15,7 20,7 7,4 18,0 12,1 34,1

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios 2011-2012.

Em 2012, as pessoas não naturais da Unidade da Federação representavam


15,7% (30,8 milhões) da população residente do País. Considerando-se a naturalidade
em relação à Unidade da Federação, a Região Centro-Oeste também apresentou o maior
percentual de pessoas residentes não naturais, 34,1%. O Distrito Federal continuou
sendo a Unidade da Federação com maior percentual de pessoas residentes não naturais,
com 48,5% (uma queda de 1,1 ponto percentual em relação a 2011). As Unidades da
Federação de Rondônia (45,4%) e Roraima (44,3%) também apresentaram, em 2012,
percentuais elevados. A que teve menor participação de residentes não naturais da
Unidade de Federação foi o Rio Grande do Sul (3,7%).
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Em 2012, em termos etários, observou-se que as pessoas migram mais na


faixa entre 18 a 39 anos e, também, entre 40 a 59 anos de idade, tanto de município
(34,5% e 33,5%, respectivamente) quanto de Unidade da Federação (34,5% e 34,6%,
respectivamente). O nível de ocupação da população não natural do município é de
59,0%, ou seja, 43,5 milhões de pessoas ocupadas, acima da média brasileira (56,2%).
Do mesmo modo, esse nível para a população não natural da Unidade da Federação é
de 60,1% (17,8 milhões).

Situação educacional

Analfabetismo
Em 2012, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, no
Brasil, foi estimada em 8,7%, o que correspondeu ao contingente de 13,2 milhões de
analfabetos. Em 2011, essa taxa foi de 8,6% e o contingente foi de 12,9 milhões de
pessoas.

Gráfico 5 - Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade,


segundo as Grandes Regiões - 2004/2012
%
22,5

16,9 17,4

13,0
11,5
10,2 10,0
9,2
8,6 8,7
6,6 6,3 6,3 6,7
4,8 4,8 4,9 4,4

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2004 2011 2012

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2004/2012.

Em relação aos dados regionais, em 2012, as Regiões Sul e Sudeste apresentaram


taxas de analfabetismo de 4,4% e 4,8%, respectivamente, tendo a Região Sudeste
mantido a mesma taxa do ano anterior. Na Região Centro-Oeste, a taxa foi de 6,7%. Na
Região Norte, esse indicador foi de 10,0%. Na Região Nordeste, em 2012, historicamente
observa-se a maior taxa de analfabetismo dentre as Grandes Regiões. Esta região
concentrava mais da metade (54,0%) do total de analfabetos de 15 anos ou mais de
idade do Brasil.
Comentários_____________________________________________________________________________________

Analisando a evolução em oito anos, a maior queda da taxa de analfabetismo


foi verificada na Região Nordeste, de 5,1 pontos percentuais (22,5%, em 2004, para
17,4%, em 2012).

Gráfico 6 - Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade,


segundo os grupos de idade - Brasil - 2011-2012
%

24,8 24,4

9,6 9,8

5,2 5,1
2,9 2,8
1,2 1,2 1,8 1,6

15 a 19 anos 20 a 24 anos 25 a 29 anos 30 a 39 anos 40 a 59 anos 60 anos ou mais

2011 2012

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

A taxa de analfabetismo no País tem se mostrado maior nos grupos de idade mais
elevados, comportamento observado em todas as Grandes Regiões. Entre aqueles que
tinham de 15 a 19 anos de idade, essa taxa foi de 1,2%, contra 1,6% dentre aqueles
de 20 a 24 anos, 2,8% no grupo de 25 a 29 anos, 5,1% de 30 a 39 anos, alcançou
9,8% para as pessoas de 40 a 59 anos e foi de 24,4% dentre aqueles de 60 anos ou
mais de idade.

Analfabetismo funcional
A taxa de analfabetismo funcional1, que é representada pela proporção de pessoas
de 15 anos ou mais de idade com menos de 4 anos de estudo completos em relação
ao total de pessoas de 15 anos ou mais de idade, foi estimada em 18,3%, percentual
inferior ao verificado em 2011 (20,4%). Em 2012, foram contabilizados, dentre as
pessoas de 15 anos ou mais de idade, 27,8 milhões de analfabetos funcionais.

As Regiões Norte e Nordeste registraram os maiores percentuais de analfabetos


funcionais, 21,9% e 28,4%, respectivamente. Nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste,
esse indicador foi de 13,2%, 13,7% e 16,5%, nessa ordem. Frente às estimativas de
2011, a Região Norte teve redução de 3,4 pontos percentuais.

1
Segundo a definição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (United Nations Educatio-
nal, Scientific and Cultural Organization - Unesco), funcionalmente alfabetizada é a pessoa que pode participar de todas as
atividades em que a alfabetização é necessária para o funcionamento efetivo do seu grupo e comunidade e também para lhe
permitir continuar a utilizar a leitura, a escrita e o cálculo para seu próprio desenvolvimento e da comunidade.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
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Gráfico 7 - Taxa de analfabetismo funcional das pessoas de 15 anos ou mais de idade,


segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
%

30,8
28,4
25,3
21,9
20,4
18,3 18,2
15,7 16,5
14,9
13,2 13,7

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Nível de instrução
Com a intenção de analisar o crescimento da escolaridade, identificou-se a
distribuição das pessoas de 25 anos ou mais de idade, segundo o nível de instrução,
excluindo assim os grupos etários que ainda poderiam estar predominantemente em
processo de escolarização. Na comparação entre 2011 e 2012, houve aumento do
percentual daqueles que possuíam nível fundamental incompleto ou equivalente, de
31,5% para 33,5%. Por outro lado, diminuiu a proporção das pessoas sem instrução e
com menos de 1 ano de estudo de 15,1% para 11,9% no mesmo período.
O percentual de pessoas com nível superior completo aumentou de 11,4%, em
2011, para 12,0%, em 2012. Assim, em 2012, havia 14,2 milhões de pessoas com
nível superior completo, 6,5% a mais que em 2011.

Gráfico 8 - Distribuição percentual das pessoas de 25 anos ou mais de idade,


segundo o nível de instrução - Brasil - 2011-2012
%

33,5
31,5

24,5 25,2

15,1
11,9 11,4 12,0
10,0 9,8

3,9 4,0 3,4 3,5

Sem instrução Fundamental Fundamental Médio Médio Superior Superior


e menos de incompleto completo ou incompleto ou completo ou incompleto ou completo
1 ano de ou equivalente equivalente equivalente equivalente
estudo equivalente

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
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Frequência a escola2
A taxa de escolarização das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade foi
de 98,2% em 2012, o mesmo percentual verificado em 2011. Para os jovens de 15 a
17 anos de idade, o percentual dos que frequentavam escola foi de 84,2% em 2012,
proporção superior à observada em 2011, quando foi de 83,7%.

Quando se observou as pessoas de 18 a 24 anos de idade, a média nacional foi


de 29,4%, a Região Norte e a Centro-Oeste se destacaram com os maiores percentuais
de pessoas estudando, ambas com 32,0%. Vale ressaltar, para o mesmo grupo etário,
que a Região Norte, em 2004 apresentava a mesma taxa de 2012, contudo, apresentou
pequena elevação em 2008 (32,7%) e depois retornou ao patamar de 32,0%. A Região
Centro-Oeste apresentou crescimento em todo o período e passou de 31,3%, em 2004,
para 31,7% em 2008.

A Região Nordeste, que em 2004 tinha 35,5% das pessoas de 18 a 24 anos de


idade estudando, apresentou queda desse percentual passando a 30,6% em 2008 e,
29,4% em 2012.

Dentre as pessoas de 25 anos ou mais de idade, a Região Norte (6,0%) apresentou


a maior taxa de escolarização e a Sudeste (3,6%) a menor. É importante ressaltar que
as Regiões Sudeste e Sul são aquelas que possuíam uma estrutura populacional mais
envelhecida, o que pode explicar a menor taxa de escolarização nessas regiões.

Gráfico 9 - Taxa de escolarização das pessoas de 4 anos ou mais de idade,


por Grandes Regiões, segundo os grupos de idade - 2012
%
98,2

98,2
98,7
98,3
98,0
96,9

85,8

84,5
84,2
84,1
84,0

83,2
82,0

81,7
78,2

71,0
70,6
63,0

32,0
32,0

29,8
29,4

29,4
28,0

6,0

4,8
4,3
4,1

3,8
3,6

4 ou 5 anos 6 a 14 anos 15 a 17 anos 18 a 24 anos 25 anos ou mais

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2012.

2
A taxa de escolarização é a percentagem dos estudantes (de um grupo etário) em relação ao total de pessoas (do mesmo
grupo etário).
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Situação do mercado de trabalho

Força de trabalho3
O contingente de pessoas de 15 anos ou mais de idade (população em idade
ativa – PIA) foi estimado em 151,9 milhões em 2012. Nesse universo, cerca de 100,1
milhões compunham a força de trabalho (população economicamente ativa – PEA) do
País. A taxa de atividade, indicador que mede a proporção de pessoas em idade ativa
que estavam na força de trabalho, foi de 65,9%. Em 2011, a taxa havia sido de 66,2%.
Se comparada à estimativa de 2004, que era de 68,6%, a queda foi de 2,7 pontos
percentuais em oito anos. A retração da taxa de atividade nesse período deveu-se ao
crescimento da população em idade ativa em percentual superior ao crescimento da
população economicamente ativa, respectivamente, em 13,0% e 10,2%.
A Região Nordeste continuou a apresentar a menor taxa de atividade, de 62,7%;
enquanto o Sul e o Centro-Oeste as maiores: 68,9% e 68,8%, nessa ordem.

Gráfico 10 - Taxa de atividade, na semana de referência, das pessoas de 15 anos ou mais de


idade, segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
%

67,0 69,3 68,9 69,2 68,8


66,2 65,9 66,9 66,5 66,1
62,9 62,7

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

População ocupada
Segundo a PNAD, em 2012, a população ocupada totalizou 93,9 milhões de
trabalhadores, o que, frente aos resultados de 2011, representou um crescimento de
1,6%. Na Região Norte, houve o maior crescimento dessa população: de 2,7%; já a
Região Sul apresentou aumento de 0,7%.
O gráfico a seguir mostra o contingente de ocupados no Brasil e nas Grandes
Regiões nos anos de 2011 e 2012 e ilustra a evolução desses contingentes através dos
percentuais de variação.

3
Conjunto das pessoas ocupadas e não ocupadas que estavam procurando trabalho.
Comentários_____________________________________________________________________________________

Gráfico 11 - Pessoas de 15 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência,


total e respectiva variação percentual, segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
1 000 pessoas %
100 000 10,0
92 466 93 915
90 000 8,0

80 000 6,0

70 000 4,0
2,7
60 000 1,6 1,9 1,8 2,0
1,4
0,7
50 000 0,0
40 097 40 673
40 000 -2,0

30 000 23 246 23 688 -4,0

20 000 14 614 14 723 -6,0

10 000 7 223 7 417 7 286 7 414 -8,0

0 -10,0
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012 Variação percentual (%)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população em idade ativa)


foi de 61,8% e 61,7%, respectivamente, em 2012 e 2011; portanto, sem alterações
significativas nesse período.
A Região Sul apresentou o maior nível da ocupação, de 66,0% em 2012, seguida
pelo Centro-Oeste, com 65,2%. A Região Nordeste teve o menor nível da ocupação,
de 58,0%. No Sudeste, que responde por 43,3% da população ocupada do País, esse
indicador foi de 62,1%, frente a 61,8% registrados em 2011.

Gráfico 12 - Nível da ocupação, na semana de referência, das pessoas de


15 anos ou mais de idade, segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
%

66,4 66,0 65,2 65,2


61,7 61,8 62,3 62,8 61,8 62,1
57,9 58,0

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Em 2012, 25,6% dos ocupados tinham entre 30 a 39 anos de idade, 22,0%


entre 40 e 49 anos de idade e 14,6% entre 50 a 59 anos de idade. Os grupos etários
compreendidos por pessoas de 20 a 29 anos de idade apresentaram tendência de perda
de participação, enquanto aqueles com pessoas acima de 40 anos de idade, elevação. O
gráfico a seguir ilustra a distribuição etária dessa população nos anos de 2011 e 2012.

Gráfico 13 - Distribuição percentual das pessoas de 15 anos ou mais de idade,


ocupadas na semana de referência, segundo os grupos de idade - Brasil - 2011-2012
%

25,7 25,6

21,8 22,0

13,3 14,4 14,6


11,6 11,3 12,9

6,9 7,2

2,8 2,8 3,5 3,6

15 a 17 18 e 19 20 a 24 25 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 60 anos
anos anos anos anos anos anos anos ou mais

2011 2012

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Grupamentos de atividade
Na distribuição da população ocupada pelos diversos grupamentos de atividade
manteve-se o predomínio dos serviços, que responderam por 42,4 milhões de trabalhadores,
ou 45,2% dos ocupados em 2012. Em 2011, esse percentual havia sido de 44,9%,
com 41,5 milhões de pessoas. Portanto, entre esses dois anos, os serviços tiveram seu
contingente acrescido em 909 mil pessoas, o que representou um crescimento da sua
ocupação em 2,2%, enquanto a população ocupada total expandiu em 1,6% no mesmo
período.

O comércio e reparação, com aproximadamente 16,7 milhões de pessoas (ou 17,8%


dos ocupados), era o segundo grupamento de atividade com o maior contingente, cujo
crescimento, frente a 2011, foi de 1,2% (aumento de 199 mil trabalhadores).

Os trabalhadores das atividades agrícolas, em 2012, totalizavam 13,4 milhões de


pessoas, o que representou uma redução de 756 mil trabalhadores em relação a 2011,
isto é, queda de 5,4% no contingente. Essa atividade respondia por 14,2% dos ocupados
em 2012 e 15,3% em 2011.

Com 13,2 milhões de trabalhadores, a indústria registrou recuperação da participação


na população ocupada: de 14,0% em 2012 ante a 13,5% em 2011. Essa elevação de
0,5 ponto percentual resultou no acréscimo de 724 mil trabalhadores no contingente
dessa atividade, ou seja, expansão de 5,8%, a maior entre os grupamentos de atividade.
Comentários_____________________________________________________________________________________

Mantendo trajetória de crescimento, a construção respondia por 8,7% da população


ocupada em 2012, frente a 8,4% no ano anterior. Com 8,2 milhões de trabalhadores
em 2012, essa atividade teve seu contingente elevado em 435 mil pessoas (5,6%) em
relação a 2011.

Em relação a 2004, os grupamentos dos serviços e da agricultura apresentaram


as maiores variações. No primeiro caso, houve crescimento de 4,3 pontos percentuais
(de 40,9% para 45,2%) da população ocupada, enquanto na agricultura a redução foi
de 6,2 pontos percentuais (de 20,4% para 14,2%).

O gráfico, a seguir, mostra a evolução do contingente de ocupados por grupamento


de atividade no Brasil nos anos de 2011 e 2012.

Gráfico 14 - Pessoas de 15 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência,


total e respectiva variação percentual, segundo o grupamento de atividade
Brasil - 2011-2012
1 000 pessoas %
45 000 41 502 42 411 15,0

40 000 12,0

9,0
35 000
5,8 5,6 6,0
30 000
3,0
25 000 2,2
1,2
0,0
20 000 16 489 16 688 -3,0
14 124 13 368
13 161
15 000 -5,4 12 437 -6,0
7 783 8 218
10 000 -9,0

5 000 -12,0

0 -15,0
Serviços Comércio e Agrícola Indústria Construção
reparação

2011 2012 Variação percentual (%)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Forma de inserção no mercado de trabalho


Segundo os dados da PNAD 2012, a população ocupada era composta por
62,1% de empregados (58,3 milhões), 20,8% de trabalhadores por conta própria (19,5
milhões), 6,8% de trabalhadores domésticos (6,4 milhões) e 3,8% de empregadores
(3,6 milhões). Os demais trabalhadores (6,2 milhões) estavam assim distribuídos no
mercado de trabalho: trabalhadores não remunerados (2,7%); trabalhadores na produção
para o próprio consumo (3,8%); e trabalhadores na construção para próprio uso (0,1%).

Frente às estimativas de 2011, houve expansão da participação dos empregados


e empregadores, em 0,8 e 0,4 ponto percentual, respectivamente. Por outro lado, os
trabalhadores domésticos e os trabalhadores por conta própria registraram retração de
0,4 ponto percentual.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Gráfico 15 - Distribuição percentual das pessoas de 15 anos ou mais de idade,


ocupadas na semana de referência, segundo a posição na ocupação no trabalho principal
%
Brasil - 2011-2012

61,3 62,1

21,2 20,8

7,1 6,8
3,9 3,8 3,0 2,7 3,4 3,8
0,1 0,1

Empregados Conta própria Trabalhadores Trabalhadores Não Empregadores Trabalhadores


(1) domésticos na produção remunerados na construção
para o próprio para o próprio
consumo uso

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
(1) Não inclui os trabalhadores domésticos.

Empregados (exclusive trabalhadores domésticos)


Em 2012, os 58,3 milhões de empregados (exclusive trabalhadores domésticos)
inseriam-se, sobretudo, no setor privado - aproximadamente, 80% deles. Dos empregados
no setor privado, 74,6% possuíam carteira de trabalho assinada. No setor público
predominavam os militares e funcionários públicos estatutários (61,1%). Este setor
contava ainda com 19,2% de empregados com carteira de trabalho assinada e 19,7%
sem carteira de trabalho assinada.

Gráfico 16 - Distribuição percentual do total de empregados de 15 anos ou mais de idade,


no trabalho principal da semana de referência, segundo o setor e
% a categoria do emprego no trabalho principal - Brasil - 2011-2012

80,2 80,4
74,6 74,6

59,6 61,1

25,4 25,4
19,8 19,6 20,5 19,2 19,9 19,7

Privado Público Com Sem Militares e Com Sem


Estatutários
Carteira de trabalho assinada Carteira de
trabalho assinada
Total de empregados Empregados no setor privado Empregados no setor público
(100%) (100%) (100%)

2011 2012

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
Nota - Exclusive os trabalhadores domésticos.
Comentários_____________________________________________________________________________________

Carteira de trabalho assinada no setor privado


O contingente de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado
foi estimado em 35,0 milhões, apontando acréscimo de 1,1 milhão de empregos nessa
modalidade em relação a 2011, ou seja, um aumento de 3,2%. Frente a 2004, quando
o contingente era de 23,7 milhões, o crescimento foi de 47,5%.
Ainda que em menor intensidade, permaneceu o aumento do emprego com carteira
de trabalho assinada no setor privado em todas as regiões em 2012, principalmente
na Norte (6,3%) e na Centro-Oeste (6,4%). Em 2012, os empregados com carteira
de trabalho assinada representavam 74,6% dos empregados do setor privado, mesmo
percentual verificado em 2011.
Em 2012, os empregados com carteira de trabalho assinada representavam 74,6%
dos empregados do setor privado, mesmo percentual verificado em 2011.
Nas Regiões Sudeste e Sul, a proporção de trabalhadores com carteira de trabalho
assinada entre os empregados do setor privado ultrapassou 80%. Em relação a 2004,
quando a Região Centro-Oeste registrava 60,4%, o crescimento foi de 15,3 pontos
percentuais.

Gráfico 17 - Pessoas de 15 anos ou mais de idade, ocupadas, com carteira de trabalho


assinada no setor privado, total e respectiva variação percentual,
segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
1 000 pessoas %
40 000 50,0

35 008 45,0
35 000 33 931
40,0
30 000
35,0
25 000
30,0

20 000 18 076 18 545 25,0

20,0
15 000
15,0
10 000
6 329 10,0
5 363 5 575 6 207
5 000 6,3 6,4
2 700 2 874 5,0
3,2 1 585 1 685 3,9
2,6 2,0
0 0,0
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012 Variação percentual (%)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

População desocupada

Contingente de desocupados
Em 2012, o contingente de pessoas que não estavam ocupadas e tomaram
providência efetiva para conseguir trabalho, classificadas como desocupadas, era de
6,2 milhões. A queda em relação a 2011 foi de 7,2%, o que representou uma redução
de 478 mil desocupados. Comparando com a estimativa de 2004, essa retração foi de
22,5%, ou queda de 1,8 milhão neste contingente.
A análise regional mostrou que a queda de 2011 para 2012 foi mais acentuada
nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, respectivamente, 11,1% e 10,1%.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Gráfico 18 - Pessoas de 15 anos ou mais de idade, desocupadas na semana de referência,


total e respectiva variação percentual, segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
1000 pessoas %
7 000 0,0
6 627 -2,2 -2,0
6 149
-5,0
6 000 -7,2 -7,9
-10,1 -10,0
-11,1
5 000 -15,0

-20,0
4 000
2 996 -25,0
2 663
3 000
-30,0
1 996 1 951
2 000 -35,0

-40,0
1 000 537 495 650 637
448 403 -45,0

0 -50,0
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012 Variação percentual (%)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Características da população desocupada


Dentre as características da população desocupada, destacam-se os seguintes
pontos em 2012: mais da metade (57,8%) dos desocupados era de mulheres; 30,5%
nunca tinham trabalhado; 34,6% eram jovens entre 18 e 24 anos de idade; 59,9% eram
pretos ou pardos e 53,1% deles não tinham completado o ensino médio. A variação do
percentual dos desocupados que nunca tinham trabalhado foi significativa, apresentando
queda de 4,6 pontos percentuais em relação a 2011, quando era de 35,1%. Já a
proporção de pretos ou pardos entre os desocupados cresceu 2,3 pontos percentuais,
sendo ela de 59,9% em 2012.

Gráfico 19 - Percentual das pessoas de 15 anos ou mais de idade,


desocupadas na semana de referência, segundo algumas
características selecionadas - Brasil - 2011-2012
%

59,0 57,8 59,9


57,6
53,6 53,1

35,1 33,9 34,6


30,5

Mulheres Não tinham 18 a 24 anos Preta ou parda Não concluíram


trabalhado de idade o ensino médio
anteriormente

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
Comentários_____________________________________________________________________________________

Taxa de desocupação
A taxa de desocupação em 2012 foi de 6,1%, o que representou queda em relação
à taxa de 2011 (6,7%). Frente a 2004, quando essa taxa era de 8,9%, a queda foi de
2,8 pontos percentuais, causada pela redução de 23,5% na população desocupada,
ante ao crescimento de 10,9% da população economicamente ativa.
Na Região Sul foi observada a menor taxa de desocupação, 4,1% e, na Nordeste,
a maior, 7,6%. Em relação a 2004, as quedas mais acentuadas ocorreram nas Regiões
Sudeste e Centro-Oeste, de 4,3 e 2,8 pontos percentuais, respectivamente.
Segundo os grupos etários, houve queda de 1,9 ponto percentual na desocupação
daqueles com 15 a 17 anos de idade, registrando uma taxa de 21,0% em 2012. Entre
as pessoas com mais de 25 anos ou mais de idade, esse indicador atingiu taxa inferior
à média estimada para o total da população (6,1%).

Gráfico 20 - Taxa de desocupação na semana de referência, das pessoas de


% 15 anos ou mais de idade, segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
7,9
7,6
6,9 7,0
6,7
6,1 6,3 6,1
5,8
5,2

4,3 4,1

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Gráfico 21 - Taxa de desocupação na semana de referência,das pessoas de 15 anos


ou mais de idade, segundo os grupos de idade - Brasil - 2011-2012
%
22,9
21,0

13,8 13,2

5,3 4,8
2,4 2,2

15 a 17 18 a 24 25 a 49 50 anos
anos anos anos ou mais

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Trabalho infantil
Em 2012, o País registrava 3,5 milhões de trabalhadores de 5 a 17 anos de idade.
Frente às estimativas de 2011, o contingente de crianças e adolescentes nessa condição
diminuiu em 156 mil pessoas.
A população ocupada de 5 a 17 anos de idade era composta por 81 mil pessoas
de 5 a 9 anos de idade; 473 mil na faixa de 10 a 13 anos de idade; e a maioria, 3,0
milhões, de 14 a 17 anos de idade. Nas três faixas etárias os homens eram maioria
entre as pessoas ocupadas. Em termos percentuais a queda mais relevante ocorreu na
faixa de 10 a 13 anos de idade, cuja retração foi de 23,0%, o que equivale a redução
de 142 mil crianças e adolescentes trabalhadores.

Gráfico 22 - Pessoas de 5 a 17 anos de idade, ocupadas na semana de referência,


por sexo, segundo os grupos de idade - Brasil - 2012
1 000 pessoas
3 518

2 963
2 288

2 089
1 907

1 306
1 230

1 056

875

782
601
554

473

327

274
380

147
174

81

54

28

5 a 17 5 a 13 5a9 10 a 13 14 a 17 14 ou 15 16 ou 17
anos anos anos anos anos anos anos

Total Homens Mulheres


Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2012.

Mantendo a tendência de queda observada em anos anteriores, o nível da ocupação


das pessoas de 5 a 17 anos de idade, no Brasil, queda observada em anos anteriores,
o nível da ocupação das pessoas de 5 a 17 anos de idade queda observada em anos
anteriores, o nível da ocupação das pessoas de 5 a 17 anos de idade foi de 8,3% em
2012, frente a 8,6% em 2011 e 9,8% em 2009. A queda mais relevante desse indicador
ocorreu na Região Norte: 1,2 ponto percentual (de 10,8%, em 2011 para 9,7%, em
2012). Por outro lado, no Centro-Oeste essa estimativa expandiu 1,1 ponto percentual:
de 7,4% para 8,5% naqueles mesmos anos.
Em 2012, o rendimento médio mensal domiciliar per capita real dos trabalhadores
de 5 a 17 anos de idade foi estimado em R$ 512,00, enquanto o daqueles que não
trabalhavam foi de R$ 547,00. Em média, este mesmo contingente de pessoas
trabalhava, habitualmente, 27,5 horas por semana. A população ocupada de 5 a 13
anos de idade estava principalmente concentrada em atividade agrícola (60,2%).
Comentários_____________________________________________________________________________________

Gráfico 23 - Nível da ocupação, na semana de referência, das pessoas


de 5 a 17 anos de idade, segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
%

10,8 10,6 10,4


9,7 9,7
8,6 9,0
8,3 8,5
7,4
6,6 6,7

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Tabela 3 - Indicadores das pessoas de 5 a 17 anos de idade,


por grupos de idade - 2011-2012

Indicadores das pessoas de 5 a 17 anos de idade

Especificação Grupos de idade


Total
5 a 13 anos 14 ou 15 anos 16 ou 17 anos

2011
Percentual de homens na população ocupada na
semana de referência (%) 66,5 70,7 66,1 65,2
Nível da ocupação (%) 8,6 2,5 13,5 28,6
Rendimento médio mensal domiciliar per capita
das pessoas ocupadas (R$) 452,00 329,00 401,00 520,00
Rendimento médio mensal de trabalho (R$) 387,00 178,00 271,00 453,00
Número médio de horas habitualmente trabalha-
das por semana em todos os trabalhos 27,4 17,0 24,5 32,5
Taxa de escolarização das pessoas ocupadas 80,4 96,8 90,1 70,0
Percentual de pessoas em atividade agrícola na
população ocupada (%) 35,6 63,5 38,8 24,3
Percentual de não remunerados na população ocupada (%) 27,2 53,4 30,7 16,4
Percentual de trabalhadores na produção para
o próprio consumo ou na construção para o
ocupada (%) 10,7 21,0 12,3 6,3

2012
Percentual de homens na população ocupada na
semana de referência (%) 65,0 68,6 68,7 62,5
Nível da ocupação (%) 8,3 2,0 12,4 30,0
Rendimento médio mensal domiciliar per capita
das pessoas ocupadas (R$) 511,96 324,17 465,01 582,52
Rendimento médio mensal de trabalho (R$) 442,75 161,19 335,92 500,98
Número médio de horas habitualmente trabalha-
das por semana em todos os trabalhos 27,5 15,7 24,3 31,9
Taxa de escolarização das pessoas ocupadas 79,7 97,0 88,5 71,4
Percentual de pessoas em atividade agrícola na
população ocupada (%) 30,1 60,2 35,8 19,7
Percentual de não remunerados na população ocupada (%) 22,3 46,7 28,7 13,2
Percentual de trabalhadores na produção para
o próprio consumo ou na construção para o
ocupada (%) 9,8 25,0 11,7 5,1

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Rendimento

Rendimento de trabalho
Em 2012, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas de
15 anos ou mais de idade ocupadas e com rendimento foi estimado em R$ 1 507,00,
representando um incremento de 5,8% em relação ao verificado em 2011 (R$ 1 425,00).
Neste período, a elevação do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos
foi observada em todos os décimos da distribuição de rendimentos.
O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas entre os 10%
com rendimentos mais baixos foi de R$ 202,00, em 2011, e subiu para R$ 215,00,
em 2012. Enquanto isso, entre os 1,0% com os rendimentos de todos os trabalhos
mais elevados, o valor médio, em 2011, foi de R$ 17 048,00 e, em 2012, de R$ 18
889,00, ou seja, aproximadamente 84 vezes maior em 2011 e, 87 vezes, em 2012, em
relação aos 10% com rendimentos mais baixos.
Todas as Grandes Regiões apresentaram aumento do rendimento médio mensal real
de trabalho: Norte (2,1%), Nordeste (8,1%), Sudeste (6,0%), Sul (5,8%) e Centro-Oeste
(4,8%). Em 2012, estes valores foram estimados, respectivamente, em R$ 1 192,00,
R$ 1 044,00, R$ 1 707,00, R$ 1 639,00 e R$ 1 803,00.

Gráfico 24 - Rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas de


15 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência,
segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
R$

1 803
1 720
1 707

1 639
1 611

1 549
1 507
1 425

1 192
1 167

1 044
966

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Embora tenha ocorrido crescimento do rendimento médio mensal real de trabalho


em todas as Grandes Regiões, o comportamento nos décimos de rendimento sofreu
variações distintas. Houve queda de 3,4% no último décimo da Região Norte. Na
Região Centro-Oeste houve queda de 1,1% na classe dos 5% com rendimentos mais
altos e de 3,2% na classe dos 1,0% com maior rendimento.

Distribuição do rendimento de trabalho


A distribuição do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, segundo
as classes de percentual de pessoas de 15 anos ou mais de idade, ocupadas, em ordem
crescente destes rendimentos, em 2012, mostrou que, no Brasil, os 10% da população
Comentários_____________________________________________________________________________________

ocupada com os rendimentos mais elevados concentraram 41,2% do total de rendimentos


de trabalho, enquanto os 10% com os rendimentos mais baixos detiveram 1,4% do total
das remunerações. Em 2011, estes valores foram, respectivamente, 41,4% e 1,4%. Ou
seja, houve ligeira redução da concentração de rendimento de trabalho entre os 10%
com rendimentos mais elevados. Este comportamento se repetiu em quase todas as
Grandes Regiões, porém, na Região Nordeste houve aumento (de 43,9% para 44,8%)
e na Sul (de 37,8% para 38,1%) no período.

Rendimento de trabalho por sexo


Em 2012, o rendimento médio mensal real de trabalho dos homens foi de
R$ 1 698,00 e das mulheres foi de R$ 1 238,00. Em termos proporcionais, equivale
a dizer que as mulheres recebiam 72,9% do rendimento de trabalho dos homens,
em 2011, esta proporção era de 73,7%. Outra forma de verificar a diferença entre o
rendimento recebido por homens e por mulheres é através da proporção de pessoas que
recebiam até 1 salário mínimo: 23,7% dos homens ocupados recebiam até 1 salário
mínimo, enquanto para as mulheres este percentual era de 33,3%. Além disso, havia
proporcionalmente mais mulheres ocupadas sem rendimentos ou recebendo somente
em benefícios (9,0%) do que homens (4,9%).

Rendimento por categoria do emprego


Por categorias de emprego, os empregados com carteira de trabalho assinada,
cuja remuneração média mensal real do trabalho principal foi de R$ 1 403,00, em
2012, obtiveram ganho real de 4,6% em relação a 2011. Os militares e estatutários e
os outros empregados sem carteira de trabalho assinada também tiveram acréscimo
no rendimento do trabalho principal (0,9% e 5,7%, respectivamente). Considerando os
trabalhadores domésticos com carteira de trabalho assinada, o aumento no rendimento
médio mensal real foi de 10,8%, enquanto para os sem carteira foi de 8,4%.

Gráfico 25 - Rendimento médio mensal real do trabalho principal dos empregados


e dos trabalhadores domésticos, de 15 anos ou mais de idade, no trabalho
principal da semana de referência, segundo a categoria do emprego
no trabalho principal - Brasil - 2011-2012
Empregado e trabalhador 1 290
doméstico 1 347

Empregado com carteira 1 341


de trabalho assinada 1 403

Militares e estatutários 2 417


2 439

Outro empregado sem carteira 778


de trabalho assinada 822

Trabalhador doméstico com carteira 732


de trabalho assinada 811

Trabalhador doméstico sem carteira 453


de trabalho assinada 491
R$
0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 3 000

2011 2012

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Rendimento de todas as fontes


O rendimento médio mensal real de todas as fontes (das pessoas de 15 anos ou
mais de idade, com rendimento) apresentou, de 2011 para 2012, um ganho de 5,6%,
atingindo o valor de R$ 1 437,00. Assim como verificado para os rendimentos de trabalho,
houve aumento do rendimento médio mensal real de todas as fontes em todas as classes.
No primeiro décimo, o rendimento apresentou crescimento de 5,1%. O aumento mais
expressivo, de 12,8%, foi observado na classe de 1,0% com maiores rendimentos. Houve,
de 2011 para 2012, estabilidade no índice de Gini 0,507.
Em todas as regiões houve aumento do rendimento médio mensal real de todas
as fontes: 2,0% na Região Norte (de R$ 1 088,00 para R$ 1 110,00); 7,3% na Região
Nordeste (de R$ 904,00 para R$ 970,00); 6,2% na Região Sudeste (de R$ 1 569,00
para R$ 1 667,00); 5,2% na Região Sul (de R$ 1 521,00 para R$ 1 600,00) e 5,3% na
Região Centro-Oeste (de R$ 1 666,00 para R$ 1 754,00).
Analisando-se os décimos de rendimento das Grandes Regiões, observou-se aumento
em quase todos, exceto no último décimo da Região Norte, que apresentou queda de
2,9%. A Região Nordeste apresentou estabilidade no primeiro décimo e aumento em
todos os outros. As Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentaram aumento em
todos os décimos.

Rendimento domiciliar
Em 2012, o rendimento médio mensal real dos domicílios particulares
permanentes, com rendimento, foi estimado em R$ 2 721,00. Este valor representou
um ganho real de 6,5% em relação ao valor encontrado em 2011 (R$ 2 554,00).
Houve aumento do rendimento domiciliar em todas as Grandes Regiões, sendo que a
Nordeste foi a que apresentou o maior aumento (9,1%), porém também o menor valor,
R$ 1 851,00. A Região Norte registrou a menor variação (3,1%) em relação a 2011.
A Região Centro-Oeste continuou a apresentar maior valor em 2012, R$ 3 263,00.
Houve crescimento em todas as classes de rendimento médio mensal real domiciliar
nas Regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. A Região Norte apresentou crescimento
nas classes, porém houve queda de 2,8% no último décimo, cujo valor passou de
R$ 8 175,00, em 2011, para R$ 7 944,00, em 2012.

Tabela 4 - Rendimento médio mensal real, total e variação percentual,


segundo o tipo de rendimento - Brasil - 2011-2012

Rendimento médio mensal real (R$) Variação percentual


Tipo de rendimento do rendimento médio
2011 2012 mensal real (%)

Rendimento de trabalho das pessoas de


15 anos ou mais de idade, ocupadas na
semana de referência, com rendimento
de trabalho (1) 1 425 1 507 5,8

Rendimento de todas as fontes das pes-


soas de 15 anos ou mais de idade, com
rendimento (2) 1 361 1 437 5,6

Rendimento dos domicílios particulares


permanentes com rendimento (3) 2 554 2 721 6,5

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
(1) Exclusive as informações das pessoas sem declaração de rendimento de todos os trabalhos. (2) Exclusive as informações
das pessoas sem declaração de rendimento de todas as fontes. (3) Exclusive as informações dos domicílios sem declaração
de rendimento domiciliar.
Comentários_____________________________________________________________________________________

Índice de Gini do rendimento domiciliar


Embora tenha ocorrido aumento em todas as classes de rendimento médio mensal
real domiciliar, os aumentos foram maiores nos primeiros e no último décimo, não
alterando significativamente, assim, o índice de Gini, que passou de 0,501 para 0,500.
Houve queda do índice de Gini nas Regiões Norte (de 0,499 para 0,477) e na
Centro-Oeste (de 0,521 para 0,513). No entanto, houve aumento nas demais: na
Nordeste, de 0,511 para 0,513 e na Sudeste, de 0,478 para 0,480. Na Sul, não houve
alteração significativa, passou de 0,454 para 0,455.
Em 2012, 43,1% dos domicílios brasileiros apresentaram rendimento mensal
domiciliar per capita de menos de um salário mínimo. Este percentual representava
cerca de 27,0 milhões de domicílios. Nas Regiões Norte e Nordeste estes percentuais
eram maiores (59,2% e 63,3%, respectivamente).

Condições de habitação e posse de bens duráveis

Condições de habitação
O número de domicílios particulares permanentes no País, em 2012, foi estimado
em 62,8 milhões, o que representou um acréscimo de 2,5% na comparação com o
ano anterior. As Regiões Norte e Nordeste apresentaram crescimento no número de
domicílios superior à média nacional (3,3% e 2,9%, respectivamente) e a Região Sudeste
apresentou o menor crescimento do número de domicílios (2,2%). De 2011 para 2012,
houve acréscimo de 1,6 milhão no número de unidades domiciliares.

Gráfico 26 - Domicílios particulares permanentes, total e respectiva variação percentual,


segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
1 000 000 domicílios %
100,0 4,5

90,0 4,0

80,0 3,5
3,3
70,0 61,3 62,8
2,9 3,0
60,0 2,6
2,5 2,5 2,5
50,0 2,2
2,0
40,0
1,5
30,0 26,9 27,4

16,4 1,0
20,0 16,0
9,3 9,5
10,0 4,4 4,6 4,7 4,8 0,5

0 0,0
Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012 Variação percentual (%)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Segundo a condição de ocupação dos 62,8 milhões de domicílios investigados


no País em 2012, tem-se que 74,8% eram próprios, mesmo percentual verificado
em 2011, embora com um número de unidades maior nesse período (1,2 milhão).
Aproximadamente, 70% eram quitados (43,9 milhões) e quase 5% em fase de aquisição
(3,1 milhões). Os domicílios alugados representavam 17,7% do total (11,1 milhões) e
os cedidos eram 7,1% (4,5 milhões).

Gráfico 27 - Percentual dos domicílios particulares permanentes, por condição de ocupação


Brasil - 2011-2012
%

7 4 ,8 7 4 ,8
70,1 69,9

17,3 17,7

4,7 7,5 4,9 7,1


0,5 0,4

2011 2012

Próprio Já quitado Em aquisição Alugado Cedido Outra


Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Entre 2011 e 2012, observou-se em todas as regiões a ampliação no número


de domicílios próprios. A Região Sudeste foi a que teve maior aumento no número de
unidades (414 mil), seguida da Nordeste (314 mil). As Regiões Norte e Centro-Oeste
foram as que apresentaram os menores quantitativos nesse período (80 e 76 mil
unidades).

Rede geral de abastecimento de água


Em 2012, dos 62,8 milhões de domicílios particulares permanentes pesquisados
no Brasil, 53,6 milhões eram beneficiados por rede geral de abastecimento de água.
Observou-se a manutenção do ritmo de crescimento e aumento de 0,8 ponto percentual
na participação de domicílios com esse serviço, resultando em 85,4% do total de
domicílios. Em valores absolutos, o crescimento resultou em mais 1,8 milhão de unidades
atendidas. Destaca-se a evolução da Região Norte, com um acréscimo de 2,4 pontos
percentuais na proporção de domicílios com rede geral de água em relação ao ano
anterior (de 55,9% para 58,3%).

Rede coletora de esgoto


A participação dos domicílios que dispunham dos serviços de rede coletora de
esgoto, de 2011 para 2012, cresceu 2,1 pontos percentuais, atingindo 57,1% do
total de domicílios investigados. Regionalmente, podemos citar a Região Sul, onde a
participação passou de 35,7% para 42,3% nesse período e a Norte que se manteve
estável em relação a 2011 (13,0%).
Comentários_____________________________________________________________________________________

Coleta de lixo
O número de domicílios atendidos por coleta de lixo passou de 54,4 milhões para
55,8 milhões de unidades no Brasil, representando, em termos relativos, 88,8% do total
de domicílios pesquisados em 2012, mantida a mesma participação apurada em 2011.

Todas as regiões contribuíram para a expansão, sendo que a Sudeste ampliou o


atendimento a 585 mil novas unidades, o maior aumento verificado entre as regiões,
e o menor ocorreu na Centro-Oeste, com 87 mil unidades. Assim, na Região Sudeste
a coleta de lixo beneficia a 96,0% dos domicílios pesquisados e na Centro-Oeste, a
91,3%. Nas Regiões Norte, Nordeste e Sul, esse serviço é ofertado a 77,3%, 76,6%
e 93,0% dos domicílios, respectivamente.

Iluminação elétrica
De 2011 para 2012, a proporção de domicílios que possuíam iluminação elétrica
passou de 99,3% para 99,5% do total de domicílios investigados no País (62,5 milhões
de unidades domiciliares atendidas). Em 2004, 97,3% dos domicílios entrevistados
dispunham do serviço de iluminação elétrica. Na Região Norte a parcela dos que tinham
esse serviço era de 96,2% em 2011 e, em 2012, passou para 97,3%. Nas Regiões
Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os percentuais de atendimento encontram-se muito
próximos a 100%.

Gráfico 28 - Percentual de domicílios particulares permanentes com acesso a alguns


serviços, no total de domicílios particulares permanentes - Brasil - 2011-2012
%

99,3 99,5
88,8 88,8
84,6 85,4

54,9 57,1

Rede geral de Rede coletora de esgoto Coleta de lixo Iluminação elétrica


abastecimento de água

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Telefone (fixo e/ou móvel celular)


O número de domicílios com algum tipo de telefone seguiu a tendência dos últimos
anos e, de 2011 para 2012, apresentou crescimento de 4,1%, ou seja, 2,2 milhões
de novos domicílios com acesso a esse serviço no País. Após este avanço, a pesquisa
mostrou que 91,2% dos domicílios pesquisados possuíam algum tipo de serviço de
telefonia. O destaque foi a Região Norte, onde a proporção dos que tinham algum tipo
de telefone aumentou 2,5 pontos percentuais em relação a 2011.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Somente telefone fixo


Em 2012, 1,9 milhão de domicílios possuíam somente a telefonia fixa (3,0%
do total de domicílios investigados), número 12,5% inferior ao observado em 2011
(2,1 milhões). Nas Regiões Sudeste (4,3%) e Sul (3,8%), os percentuais de domicílios
nesta situação foram superiores à média nacional.

Somente telefone móvel celular


O número de domicílios com acesso apenas à telefonia móvel celular, ou seja, em
que pelo menos um morador possuía telefone móvel celular para uso pessoal, aumentou
em 1,8 milhão de unidades, de 2011 para 2012.

A Região com maior percentual de crescimento foi a Norte (10%), alcançando


67,8% dos domicílios desta região. Outro destaque foi a Região Nordeste que apresentou
um crescimento de 8,6% no mesmo período, o que representou uma ampliação desse
serviço a 847 mil unidades domiciliares.

Posse de bens duráveis


Em 98,7% dos domicílios particulares permanentes investigados em 2012 havia
fogão. Nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os percentuais dos que tinham esse bem
superou 99%. Nas Regiões Norte e Nordeste essas proporções foram, respectivamente,
de 97,3% e 97,5%. A pesquisa confirmou o avanço na posse de alguns bens duráveis
de 2011 para 2012, tais como: geladeira (de 95,8% para 96,7%); máquina de lavar
roupa (de 51,0% para 55,1%) e televisão (de 96,9% para 97,2%).

A partir de 2008, a pesquisa passou a investigar a existência de aparelho de DVD


nos domicílios e, em 2012, ele estava presente em 76,0% dos domicílios pesquisados,
um aumento de 0,5 ponto percentual em relação a 2011.

Carro ou motocicleta para uso pessoal


Em 2012, os percentuais de domicílios em que ao menos um morador possuía
carro ou motocicleta para uso pessoal foram de 42,4% (26,7 milhões de unidades) e
20,0% (12,6 milhões de unidades), respectivamente. Em 2011, esses percentuais foram
40,9% e 19,1%, nesta ordem. Regionalmente, observou-se que nas Regiões Norte e
Nordeste, as proporções de domicílios que possuíam motocicleta eram maiores que as
dos domicílios que possuíam carro.

A Tabela 5, a seguir, apresenta algumas características dos domicílios particulares


permanentes no Brasil, nos anos de 2011 e 2012, total e distribuição percentual.
Comentários_____________________________________________________________________________________

Tabela 5 - Domicílos particulares permanentes,


segundo algumas características - Brasil - 2011-2012

Domicílios particulares permanentes

2011 2012
Algumas características

Total Percentual (%) Total Percentual (%)

Iluminação elétrica 60 879 99,3 62 546 99,5


Telefone 55 085 89,9 57 327 91,2
Somente móvel celular 30 482 49,7 32 284 51,4
Somente fixo convencional 2 123 3,5 1 857 3,0
Celular e fixo convencional 22 481 36,7 23 186 36,9
Fogão 60 447 98,6 62 063 98,7
Filtro de água 32 617 53,2 33 364 53,1
Geladeira 58 690 95,8 60 744 96,7
Freezer 10 077 16,4 10 469 16,7
Máquina de lavar roupa 31 250 51,0 34 654 55,1
Rádio 51 135 83,4 50 821 80,9
Televisão 59 381 96,9 61 092 97,2
DVD 46 298 75,5 47 784 76,0
Microcomputador 26 307 42,9 29 137 46,4
Microcomputador com acesso à Internet 22 395 36,5 25 325 40,3
Carro 25 096 40,9 26 663 42,4
Motocicleta 11 679 19,1 12 583 20,0

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Acesso à Internet
Em 2012, aproximadamente 83,0 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade
declararam ter acessado à Internet no País nos últimos três meses anteriores à data da
pesquisa, contra 77,7 milhões no ano anterior, assinalando um avanço de 6,8% (5,3
milhões de novos internautas no intervalo de um ano). Os contingentes de internautas
e as respectivas variações percentuais anteriores foram: de 2009 para 2011 (77,7
milhões de pessoas, 14,4%) e de 2008 para 2009 (67,9 milhões de pessoas, 21,5%).

Todas as regiões registraram avanços no percentual de internautas de 2011 para


2012, o maior deles foi observado no Sudeste (4,2 pontos percentuais) que concentrou
quase metade das pessoas que acessaram a rede nesse período. Duas regiões ficaram
abaixo do percentual verificado para a média nacional que foi de 40,3%: a Norte (23,2%)
e a Nordeste (25,3%). Todas as regiões apresentaram crescimento no contingente de
pessoas que acessaram a rede mundial de computadores em relação a 2011. O avanço
do acesso à Internet nas Regiões Norte (12,7%) e Nordeste (8,2%) foi maior que o
da média nacional (6,8%). A Região Centro-Oeste foi a que teve o menor crescimento
no contingente de internautas em 2012 (4,6%). Os avanços verificados no Nordeste e
no Norte corresponderam a, respectivamente, 1,3 milhão e a 600 mil novos usuários.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
_________________________________________________________________________ Síntese de indicadores 2012

Acesso à Internet por grupos de idade


De 2011 para 2012, houve aumento do contingente de pessoas que acessaram
à Internet, em todos os grupos etários. Contudo, nas faixas até 29 anos de idade, o
contingente aumentou 3,4% nesse período e nas faixas acima de 30 anos de idade
esse crescimento foi de 11,2%.

Em 2012, das pessoas de 10 anos ou mais de idade, 49,2%, utilizaram a Internet


no período de referência dos últimos três meses anteriores à pesquisa. Dentre os grupos
etários analisados, observou-se que no de 15 a 17 anos houve maior percentual de
pessoas que acessaram a rede (76,7%) e o grupo que apresentou o menor percentual
de internautas foi o de 50 anos ou mais de idade (20,5%).

Gráfico 29 - Percentual das pessoas que utilizaram a Internet, no período de referência


dos últimos três meses, na população de 10 anos ou mais de idade,
segundo os grupos de idade - Brasil - 2011-2012
%
76,7
74,1

73,8
71,8

69,4
67,7

66,4

63,9
63,6

60,3

55,2
51,3
49,2
46,5

42,6
39,1

20,5
18,4

Total 10 a 14 15 a 17 18 ou 19 20 a 24 25 a 29 30 a 39 40 a 49 50 anos
anos anos anos anos anos anos anos ou mais

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.

Posse de telefone móvel celular para uso pessoal


Em 2012, foram contabilizados, no País, 122,7 milhões de pessoas com 10 anos
ou mais de idade que possuíam telefone móvel celular para uso pessoal. Esse contingente
de usuários cresceu 6,3% em relação a 2011, o equivalente a 7,2 milhões de pessoas.
Em 2011, essa população foi estimada em 115,4 milhões. As Regiões Norte e Nordeste
permaneceram sendo as únicas em que menos de 70% da população de 10 anos ou
mais de idade possuía esse meio de comunicação.
Comentários_____________________________________________________________________________________

Gráfico 30 - Percentual das pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal,
na população de 10 anos ou mais de idade, segundo as Grandes Regiões - 2011-2012
%

81,6
77,1 78,7
72,7 73,8 73,3 77,2
69,1
64,6 63,5
60,5 59,4

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste

2011 2012
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
2011-2012.