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Art. 1.196.

Considera-se possuidor todo aquele que


tem de fato o exercício, pleno ou não, de
 algum dos poderes inerentes à propriedade.

Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa


em seu poder, temporariamente, em virtude de direito

pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi  defender a sua posse contra o indireto.
havida, podendo o possuidor direto

Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que,


achando-se em relação de dependência para com  conserva a posse em nome deste e em
outro, cumprimento de ordens ou instruções suas.

Parágrafo único. Aquele que começou a comportar-se do

modo como prescreve este artigo, em relação ao bem e à

outra pessoa, presume-se  DETENTOR, até que prove o contrário.


Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem
 ATOS POSSESSÓRIOS, contanto que não
coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela
excluam os dos outros compossuidores.

Art. 1.200. É justa a posse que não for


 violenta, clandestina ou precária.

Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor


 o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição
ignora
da coisa.

Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por


 BOA-FÉ, salvo prova em contrário, ou quando
si a presunção de a lei expressamente não admite esta

presunção.
Art. 1.202. A posse de boa-fé só perde este
caráter no caso e desde o momento em que  as circunstâncias façam presumir que o
possuidor não ignora que possui indevidamente.

Art. 1.203. Salvo prova em contrário, entende-se


manter a posse
 o mesmo caráter com que foi adquirida.

CAPÍTULO I CAPÍTULO II
Da Posse e sua Classificação Da Aquisição da Posse

Art. 1.204. Adquire-se a posse desde o momento em


 de qualquer dos poderes inerentes à
que se torna possível o exercício, em nome próprio
propriedade.
I - pela própria pessoa que a pretende ou por seu
representante;
Art. 1.205. A posse pode ser adquirida:
II - por terceiro sem mandato, dependendo de
ratificação.

Art. 1.206. A posse transmite-se aos herdeiros ou

legatários do possuidor com os mesmos


 CARACTERES.

Art. 1.207. O sucessor universal continua de direito a

posse do seu antecessor; e ao sucessor singular é

facultado unir  sua posse à do antecessor, para os efeitos legais.

Art. 1.208. Não induzem posse os atos de mera

permissão ou tolerância assim como não autorizam a sua


 violentos, ou clandestinos, senão depois de
aquisição os atos
cessar a violência ou a clandestinidade.
 permissão ou tolerância assim como não
Art. 1.208. Não induzem posse os atos de mera autorizam a sua aquisição os atos violentos,

ou clandestinos, senão depois de cessar a

violência ou a clandestinidade.

Art. 1.209. A posse do imóvel faz presumir, até prova


contrária, a das coisas
 móveis que nele estiverem.

CAPÍTULO III CAPÍTULO IV


Dos Efeitos da Posse Da Perda da Posse

Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na


 esbulho, e segurado de violência iminente, se
posse em caso de turbação, restituído no de
tiver justo receio de ser molestado.
 própria força, contanto que o faça logo; os
Art. 1.210 § 1o O possuidor turbado, ou
atos de defesa, ou de desforço, não podem ir
esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua
além do indispensável à manutenção, ou

restituição da posse.

Art. 1.210 § 2o Não obsta à manutenção ou


 propriedade, ou de outro direito
reintegração na posse a alegação de
sobre a coisa.

Art. 1.211. Quando mais de uma pessoa se disser  tiver a coisa, se não estiver manifesto que
possuidora, manter-se-á provisoriamente a que a obteve de alguma das outras por modo

vicioso.

Art. 1.212. O possuidor pode intentar a ação de esbulho,


 terceiro, que recebeu a coisa esbulhada
ou a de indenização, contra o
sabendo que o era.
 servidões não aparentes, salvo quando
Art. 1.213. O disposto nos artigos antecedentes não se
os respectivos títulos provierem do
aplica às
possuidor do prédio serviente, ou daqueles

de quem este o houve.

Art. 1.214. O possuidor de boa-fé tem direito,


enquanto ela durar, aos
 frutos percebidos.

 restituídos, depois de deduzidas as


Art. 1.214 Parágrafo único. Os frutos pendentes ao
despesas da produção e custeio; devem ser
tempo em que cessar a boa-fé devem ser
também restituídos os frutos colhidos com

antecipação.

Art. 1.215. Os frutos naturais e industriais


reputam-se colhidos e percebidos, logo que são
separados; os civis reputam-se percebidos  dia por dia.
 colhidos e percebidos, bem como pelos que,
Art. 1.216. O possuidor de má-fé responde por
por culpa sua, deixou de perceber, desde o
todos os frutos
momento em que se constituiu de má-fé; tem

direito às despesas da produção e custeio.

Art. 1.217. O possuidor de boa-fé não responde


 perda ou deterioração da coisa, a que não
pela.
der causa

 perda, ou deterioração da coisa, ainda que


Art. 1.218. O possuidor de má-fé responde pela acidentais, salvo se provar que de igual

modo se teriam dado, estando ela na posse

do reivindicante.

 necessárias e úteis, bem como, quanto às


voluptuárias, se não lhe forem pagas, a
Art. 1.219. O possuidor de boa-fé tem direito à
levantá-las, quando o puder sem
indenização das benfeitorias
detrimento da coisa, e poderá exercer o

DIREITO DE RETENÇÃO pelo valor das

benfeitorias necessárias e úteis.


Art. 1.220. Ao possuidor de má-fé serão  necessárias; não lhe assiste o direito de
ressarcidas somente as benfeitorias retenção pela importância destas, nem o de

levantar as voluptuárias.

Art. 1.221. As benfeitorias compensam-se com os  danos, e só obrigam ao ressarcimento se ao


tempo da evicção ainda existirem.

Art. 1.222. O reivindicante, obrigado a indenizar as


benfeitorias ao possuidor de má-fé, tem o direito de  custo; ao possuidor de boa-fé indenizará pelo
optar entre o seu valor atual e o seu valor atual.

 poder sobre o bem, ao qual se refere o art.


1.196.
Art. 1.223. Perde-se a posse quando cessa, embora
contra a vontade do possuidor, o
Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem

de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes

inerentes à propriedade.
Art. 1.224. Só se considera perdida a posse para quem  esbulho, quando, tendo notícia dele, se
não presenciou o abstém de retornar a coisa, ou, tentando

recuperá-la, é violentamente repelido.