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1.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Os processos químicos industriais são projetados para produzir, de maneira
econômica, um produto a partir de uma variedade de matérias-primas, a partir de uma
sequência de etapas de processamento. Estas matérias-primas são sujeiras a um
número de etapas de tratamento físico com o objetivo de torná-las aptas a reagir
quimicamente dentro do reator (LEVENSPIEL, 2000).

Reatores são os equipamentos que comandam o processo de produção de um


determinado produto químico. Desta maneira, o projeto e a escolha de outros
equipamentos são influenciados pelo tipo de reator e a eficiência desejada. Em um
processo real, existem desvios de idealidade que fazem com que o reator não siga
exatamente a cinética esperada (FOGLER, 2015).

Existem três tipos de reatores onde acontecem as reações químicas: Reatores


descontínuos ou em batelada, reator contínuo CSTR e PFR.

O reator batelada não possui entrada, nem saída de reagentes ou produtos


enquanto a reação está ocorrendo. Normalmente utilizado em operações de pequena
escala. A principal característica é que, à medida em que o tempo da reação aumenta,
sua conversão também aumenta (MORAIS, 2015).

De acordo com Morais (2015), em um reator PFR, o escoamento laminar é


característica de um reator não ideal. Nele, o perfil de velocidade numa seção
transversal não é uniforme e, consequentemente, o tempo de contato entre as
moléculas é diferente no centro e próximo à parede. Em compensação no turbulento,
a distribuição de velocidade varia na direção axial e radial, sendo mais uniforme na
parte central do tubo do que na região próxima à parede interna, onde há ocorrência
de maiores velocidades.

Nos reatores CSTR, o contato entre as moléculas varia, dentre outros fatores,
com suas formas geométricas. Nesta situação, a agitação do reator tem grande
influência, logo quanto maior a agitação, maior é o contato entre as moléculas e menor
a probabilidade de ocorrerem volumes mortos (MORAIS, 2015).

Estes desvios da idealidade são agravados por fenômenos como zonas de


escoamento preferenciais, zonas mortas e segregações que ocorrem em função de
uma agitação falha do reator.
Com o intuito de verificar estes desvios da idealidade é utilizado o conceito de
Distribuição de Tempos de Residência (DTR), que, de uma maneira resumida, é o
tempo que as moléculas permanecem individualmente no reator.

A DTR é denominada experimentalmente injetando, no interior do reator, uma


substância química inerte, molécula ou átomo, chamada de traçador em um tempo
𝑡 = 0, medindo então a concentração do traçador na corrente efluente, em função do
tempo. O traçador não pode ser uma espécie reagente, deve ter propriedades físicas
similares àquelas da mistura reagente e ser completamente solúvel na mistura. Outro
ponto é que não deve adsorver nas paredes do reator, assim, garantindo sua melhor
aplicação (FOGLER, 2015).

De acordo com Fogler (2015), normalmente os traçadores possuem são


materiais coloridos e radioativos e os dois métodos mais usados de injeção são
perturbação em pulso e perturbação em degrau.

1.1. Perturbação em Pulso


Em uma perturbação em pulso, uma determinada quantidade de traçador é
repentinamente injetada de uma única vez na corrente de alimentação que entra no
reator em um curto espaço de tempo. A concentração de saída é medida em função
do tempo (FOGLER, 2015).
A curva de concentração pelo tempo no efluente é referida como Curva C na
análise do DTR. A única injeção de traçador na entrada do sistema e considerando
uma única saída no qual somente o escoamento carrega o material através do reator.

Figura 1: Esquema de alimentação de traçador.


1.2 Perturbação em Pulso

A introdução de uma perturbação em degrau corresponde, a partir de um dado


instante, passar a introduzir um marcador no sistema com uma concentração
conhecida e constante ao longo do tempo. No caso da função degrau unitário, a
concentração de marcador será igual à unidade. Esta concentração de marcador na
saída do sistema é medida ao longo do tempo para determinar a função E (t).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MORAIS, Guilherme Rondeli de. ESTUDO TEÓRICO SOBRE O AFASTAMENTO DA


IDEALIDADE DE REATORES IDEAIS: REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO DO
ACETATO DE ETILA. 2015. 51 f. Monografia (Especialização) - Curso de Engenharia
Química, Escola de Engenharia de Lorena - Usp, Lorena, 2015. Disponível em:
<http://sistemas.eel.usp.br/bibliotecas/monografias/2015/MEQ15030.pdf>. Acesso
em: 14 out. 2018..
FOGLER, H. Scott. Elementos de Engenharia das Reações Químicas. Rio de
Janeiro: Ltc, 2015. 853 p.