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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO- UEMA

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS-CCT/ Curso de Eng. De Produção


ALUNA: Raissa De Sousa Serra CÓDIGO: 201607837
PROF. Márcio Manga
DISCIPLINA: Engenharia Econômica e Finanças
QUESTÕES – 1º capitulo

1) Rentabilidade: o que é e como analisar a rentabilidade de uma firma?


A rentabilidade classifica-se como o grau de êxito econômico de uma empresa em relação
ao capital nela aplicado. Para uma empresa o lucro total pode ser calculada pela equação:
L = R-C onde:
L=Lucro
R: Receita
C: Custo
Porém, só o cálculo do lucro total pode não se suficiente para determinar se o lucro é bom ou
não. Neste caso, deve ser aplicado o conceito da rentabilidade empresarial pela taxa de retorno
– TR, conforme equação abaixo:
TR=L/I onde:
TR= Taxa de Retorno (% por ano)
L= Lucro no ano
I= Investimento Inicial
Para comparar se a taxa obtida é razoável, uma forma é compará-la com taxas que refletem o
custo de oportunidade de capital (COC).
2) Rentabilidade da firma e microeconomia brasileira: como relacioná-las?
Uma taxa que pode ser considerada como um custo de oportunidade do capital no Brasil, e
tem total relação com as contas nacionais e a macroeconomia brasileira é a taxa básica de
juros, pois numa primeira aproximação um indivíduo pode escolher entre aplicar seu capital
numa empresa ou emprestar ao Estado brasileiro.
Assim, as firmas objetivam maximizar lucros de forma a angariar o maior lucro possível,
com um determinado empenho de capital. Dessa forma, a rentabilidade mínima a ser
comparada com o custo de oportunidade de capital, pode ser a dada pela taxa básica de juros,
que tem ligação direta com a economia nacional, pois faz parte de políticas governamentais
de emprego e de controle da inflação.
3) Mercado: o que é uma economia de mercado?
“No longo prazo, uma economia onde todas as indústrias4 são perfeitamente
competitivas encontra utilização plena e ótima para todos os recursos produtivos
disponíveis. (...). Estas (indústrias) produzem de acordo com a escala de preferência
(valores) manifestada pelos consumidores através do mercado. (...) Mercado é o lugar ou o
contexto onde se encontram compradores e vendedores com a finalidade de estabelecer um
preço comum, e uma quantidade de equilíbrio por unidade de tempo.” (CÔRTES, 1978)
apud CONTADOR et al. (2001; p. 535).
Uma economia de mercado acontece quando os agentes econômicos agem de forma livre,
com pouca ou nenhuma intervenção dos governos. É, portanto, um mercado idealizado, onde
todas as ações econômicas e individuais respeitam a transferência de dinheiro, bens e
serviços voluntariamente.
4) Firma Competitiva: como uma firma compete nos mercados?
Qualquer firma compete no mercado de acordo com a teoria da oferta e demanda, onde,
variando-se o preço de um determinado produto, a função demanda do produto decresce,
enquanto a função oferta cresce.
O ponto de encontro de ambas funções é o Ponto de Equilíbrio (PE), em que a demanda é
igual à oferta.
5) Estrutura de Mercado: o que são imperfeições de mercado e como agir nos mercados
competitivos e não-competitivos?
As imperfeições de mercado são diferenças entre os produtos, que acarretam em dificuldades
na comparação e análise de um mercado.
Assim, podemos afirmar que a demanda por um produto não é apenas função de seu preço,
mas também do estilo do produto, da localização dos concorrentes e dos consumidores, dos
serviços, etc. Essa introdução de outros fatores faz com a diferenças entre osprodutos leve
as firmas a terem seu próprio mercado e algum grau de monopólio na determinação do preço.
Portanto, as imperfeições de mercado fazem nascer as estruturas de mercado para análise de
como agir em cada mercado.
6) Teoria da firma: como se analisa a economia da firma quando se varia o volume de
produção?
Considerando uma estrutura de mercado perfeito onde a concorrência é livre, quem
determina o preço do produto ou serviço é o mercado, cabendo à empresa determinar o
volume de produção. Neste caso, empresa deve produzir no patamar em que sua receita
marginal se iguale ao custo marginal de produção.
7) Econometria: como prever a demanda? Como pesquisar a quantidade demandada de
um produto em função de seus preços?
geralmente estatísticos, como, por exemplo, séries temporais ou modelos causais (cross-
section)-, e métodos qualitativos do tipo pesquisa de mercado, entre outros.
Basicamente, existem dois grupos de métodos de previsão: quantitativo e qualitativo. O
método quantitativo se preocupa basicamente em ajustar um modelo formalizado de previsão
aos dados históricos da empresa de forma a projetar as vendas futuras.
O método qualitativo realiza uma previsão de vendas a partir de julgamentos pessoais e
subjetivos de quem esteja fazendo a previsão.
Muitas empresas podem aumentar as vendas com a redução de seus preços. A estimativa da
função demanda possibilita a construção do gráfico de ponto de equilíbrio. A receita de uma
empresa quando o preço não é dado pelo mercado e sim dado somente pela função demanda
tem a forma da curva uma função não linear. Isto é importante porque na situação em a que
a firma pode vender mais diminuindo seus preços, esta é capaz, em algumas situações, de
aumentar o seu lucro total.

8) Ponto de equilíbrio da firma: quais os “pontos de equilíbrio” da firma (contábil,


econômico e financeiro)?
Contábil: quando as Receitas menos os Custos e Despesas Totais apresentam resultado nulo;
Econômico: quando o resultado engloba o Custo de Oportunidade do Capital Próprio
empregado;
Financeiro: quando produzem, em caixa, inalteração do saldo, independentemente de haver
resultado contábil ou econômico.
A cada 1% de alteração nos Custos e Despesas Fixas, o Ponto de Equilíbrio sofre o mesmo
1% de mudança. No entanto, caso haja mudança
9) Quais são, de forma resumida, as estruturas de mercado e porque representam
também imperfeições?
Concorrência Perfeita: Neste tipo de estrutura de mercado, o produto é considerado
homogêneo, com perfeita substituição entre produtos concorrentes, o que leva à fixação de
um único preço para o produto - o preço de mercado em situação hipotética de equilíbrio de
oferta e demanda. Seriam os casos das conhecidas “commodities”.
Monopólio: neste caso, o produto seria oferecido por apenas um produtor, não haveria
dúvidas quanto à homogeneidade em questão. O que acontece na prática é que os produtos
possuem, em maior ou menor grau, diferenças entre si, o que acarreta dificuldades de
comparação e análise entre produtos.
Oligopólio: Grupos com pequeno número de produtores-vendedores.
Dessa forma, situações de oligopólio ou de concorrência monopolista constituem
imperfeições de mercado, no sentido de que existe concorrência entre as empresas, mas cada
empresa tem seu próprio mercado, ainda que não haja barreiras intransponíveis entre ele e
os de seus concorrentes. O padrão de concorrência existente entre as empresas não se
caracteriza apenas, portanto, pela competição em preços, mas pela competição em produto.
10) Por que a importância de se estudar estruturas de mercado na formação dos preços de
uma firma industrial?
Porque que a demanda por um produto não seria função somente de seu preço, mas também
do estilo do que a demanda por um produto não seria função somente de seu preço, mas
também do estilo do produto, da localização dos concorrentes e dos consumidores, dos
serviços associados à sua oferta e também das atividades de venda dos produtos. Isto,
modernamente, é chamado de “composto mercadológico”.

11) Independentemente das estruturas de mercado em que se encontram inseridas, as


firmas se defrontam com custos semelhantes quanto aos seus conceitos e
comportamento de curto prazo. Explique a lógica dos seguintes custos (Utilize o
diagrama de ponto de equilíbrio para ilustrar os conceitos):
Custo Fixo total: Despesas com fatores fixos de produção. Independe da quantidade
produzida.
Custo Variável Total: Despesas com fatores variáveis de produção. Depende da quantidade
produzida.
Custo Total: Soma dos custos fixos totais e dos custos variáveis totais.
Receita Total: É o resultado da quantidade vendida multiplicada pelo preço de venda.
Lucro Total: É o resultado do lucro bruto descontado o custo de depreciação.