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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – UFRGS

DEPARTAMENTO DE ECONOMIA
CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS
DISCIPLINA: TEORIA MICROECONÔMICA II
Primeiro Semestre/2001
Professor: Sabino da Silva Porto Júnior
Estagio Docência: Rafael Tiecher Cusinato.

NOTAS DE AULA N. 3: CONCORRÊNCIA PERFEITA


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1. Competição perfeita
• Muitos vendedores
• Um vendedor individual não pode afetar o preço de mercado
• Cada firma é um “tomador de preços”
• Produto Homogêneo ou idêntico
• Consumidores compram o bem apenas com base nos preços
• Livre entrada e saída
• Se for para obter lucros, as firmas podem entrar livremente no mercado
• Se firmas incorrem em perdas, elas podem sair da industria livremente
• Perfeita informação
• Todos os consumidores (e firmas) sabem os preços cobrados por cada firma.
2. Preços de Mercado
• Obtido pela interseção das curvas de oferta (da industria) e de demanda
agregada dos consumidores
• A curva de oferta do mercado é a soma das curvas de oferta individuais de todas
as firmas no mercado.
3. Demanda pelo produto individual da firma
• Para uma firma individual a curva de demanda é horizontal
• Qual é a elasticidade da demanda?
• A firma toma o preço de mercado como dado.
4. Objetivo da firma
• Maximizar lucros
• Questão: Qual é o nível ótimo de produto para uma firma individual?
• Resposta: O nível de produto onde P = CM g .
5. Análise Gráfica
5.1 Gráficos necessários
• Demanda pelo produto da firma
• Curva de Demanda (DD); Receita Marginal (RMg) e Receita Média
Gráfico 1: Curva de demanda da firma
individual em mercados Competitivos

P O P

E Pm RMg=RMe=pm

Q* Q Q

RM g = RM e = Pm
p.q
RM e = =p (1)
q
d ( p.q)
RM g = = p = constante (2)
dq
• Funções Custos da firma
• Custo Marginal e Custo médio
Gráfico 2: Equilíbrio competitivo
de curto prazo

CMg CMg

CMe E
P P=RMg=RMe
Área de lucro
Econômico Cme A

Área de CT

0
q* Q
RT = p.q = AREA! = 0 PEq *
CT
CM e = ⇒ CT = CM e .q = AREA! = 0CM e Aq *
q
π = RT − CT = AREA! = CM e PEq *

• Aponte no mesmo gráfico as áreas de custo fixo, custo variável, lucro


unitário.
5.2 Passos envolvidos
• Passo 1: obter o ponto no qual P = CM g .
• Passo 2: Indicar o correspondente nível de produto (q*)
• Passo 3: Qual é o custo médio de produzir q* unidades?
• Passo 4: indicar o nível receita obtida pela firma
• Passo 5: Indicar o custo total incorrido pela firma (CT = CM e .q )
• Passo 6: indicar o lucro total e unitário obtido pela firma.
6. Shut-Down Point
• Questão: Deveria uma firma continuar operando no curto prazo mesmo que ela
incorra em prejuízo?
• CM e > Pvenda → CT > RT ⇒ π < 0
• Condição para que a firma continue operando no curto Prazo:
CT − RT < CF
CT = CV + CF
⇒ (CV + CF ) − RT < CF
⇒ CV < RT
Dividindo tudo por q:
CV RT
⇒ <
q q
CVM e < RMe
∴,
CVM e < p
Ponto de Ruptura:
P= CVM e
• minimo

• Curva de oferta da firma individual é a curva de custo marginal a partir do


ponto onde P=CVMe mínimo.
• Se firma abandona o mercado a perda é igual ao custo fixo
• Se firma continua a operar a perda é igual a CT – RT
• Ponto de ruptura: P=CVMe mínimo
No curto prazo:
(a) se P < CVM e min imo . Firma deveria abandonar a industria (shut down)
(b) se P > CVM e min imo → Firma deveria continuar a produzir usando o critério
P = CM g .
7. A curva de Oferta
• firma individual
• o custo marginal é a curva de oferta (por que?)
• Curva de inclinação positiva
Curva de oferta da industria
• Soma de todas as curvas de oferta individuais
• Inclinação positiva
Equilíbrio de mercado da industria no curto prazo
• Interseção das curvas de oferta e demanda da industria
• (obs: a curva de demanda da industria é negativamente inclinada)
• Preço e quantidade de equilíbrio no mercado
• Firma individual pode obter lucro ou perda no curto prazo
• Equilíbrio de mercado no longo prazo
• Possibilidade de livre entrada e saída
• Lucro econômico zero no longo prazo
• P = CM e min imo.
• Produto de equilíbrio da firma no ponto onde: P = CM g = CM e .