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Apresentação ..........................................................................................................................................

4
Aula 1: Histórico da Informação ....................................................................................................... 5
Introdução........................................................................................................................................... 5
Conteúdo............................................................................................................................................. 6
O significado de informação......................................................................................................... 6
A arquitetura da informação ......................................................................................................... 6
A evolução das formas de transmissão da informação .....................................................7
O sistema mundial World Wide Web (www)..........................................................................7
A sociedade da informação ........................................................................................................... 8
O uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) ........................................ 9
O Brasil e a sociedade da informação ...................................................................................... 9
A arquitetura da informação e suas várias definições..................................................... 10
O arquiteto da informação .......................................................................................................... 12
Atividade proposta........................................................................................................................... 14
Referências ........................................................................................................................................ 15
Exercícios de fixação ...................................................................................................................... 15
Chaves de resposta ...................................................................................................................................................... 19
Aula 2: AI de Websites ....................................................................................................................... 21
Introdução......................................................................................................................................... 21
Conteúdo........................................................................................................................................... 22
A aplicação web e sistemas convencionais ......................................................................... 22
A arquitetura e o arquiteto da informação ........................................................................... 23
Componentes da arquitetura da informação de websites............................................ 24
Sistema de Navegação (Navigation System) ....................................................................... 24
Elementos de navegação ............................................................................................................. 25
Sistema de rotulação (labeling system) ................................................................................. 26
Sistema de busca (search system)............................................................................................ 26
A usabilidade ...................................................................................................................................... 28
Técnicas de avaliação de usabilidade ..................................................................................... 31
A usabilidade no projeto de uma aplicação ........................................................................ 31
IHM – interface homem máquina. ........................................................................................... 32
A importância das interfaces ...................................................................................................... 33
Princípios de projeto....................................................................................................................... 34
Atividade proposta........................................................................................................................... 36
Referências ........................................................................................................................................ 36
Exercícios de fixação ...................................................................................................................... 37

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Chaves de resposta ...................................................................................................................................................... 41
Aula 3: Conteúdo e Estrutura .......................................................................................................... 43
Introdução......................................................................................................................................... 43
Conteúdo........................................................................................................................................... 44
A aplicação web e sistemas convencionais ......................................................................... 44
Definição dos objetivos do site .................................................................................................. 44
A definição formal ou informal .................................................................................................. 45
As perguntas importantes nas definições dos objetivos ................................................ 45
Definir a experiência do usuário................................................................................................ 47
Definir o público-alvo .................................................................................................................... 47
Criar cenários ..................................................................................................................................... 48
Análise competitiva ......................................................................................................................... 48
As etapas do conteúdo .................................................................................................................. 49
As três etapas do conteúdo .........................................................................................................50
Ferramentas ........................................................................................................................................ 51
Softwares ............................................................................................................................................. 51
Documentação e agrupamento e rotulação do conteúdo ........................................... 51
Navegabilidade.................................................................................................................................. 52
Atividade proposta........................................................................................................................... 54
Referências ........................................................................................................................................ 54
Exercícios de fixação ...................................................................................................................... 55
Chaves de resposta ..................................................................................................................................................... 59
Aula 4: Design....................................................................................................................................... 61
Introdução......................................................................................................................................... 61
Conteúdo........................................................................................................................................... 62
O mapeamento do design visual .............................................................................................. 62
A diagramação do site ................................................................................................................... 62
O design visual do site ................................................................................................................... 63
O arquiteto da informação .......................................................................................................... 64
A internet como forma de divulgação ................................................................................... 64
A tendência atual para os sites .................................................................................................. 65
Aspectos de percepção ................................................................................................................. 66
Aspectos semânticos ...................................................................................................................... 66
Modelos de páginas ........................................................................................................................ 67
Processos acerca da criação de páginas ............................................................................... 69
Ferramentas de projeto ................................................................................................................. 70
Ferramentas de arquitetura de informação ......................................................................... 70
A classificação das informações................................................................................................ 71

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Atividade proposta........................................................................................................................... 73
Referências ........................................................................................................................................ 73
Exercícios de fixação ...................................................................................................................... 74
Chaves de resposta ......................................................................................................................................................78
Conteudista ........................................................................................................................................... 79

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Nesta disciplina, explicaremos o conceito de arquitetura da informação. Em
seguida, esclareceremos a metodologia de arquitetura da informação para
websites.

Definiremos como deve ser realizada a organização do conteúdo. Analisaremos


os sistemas de navegação e de rotulagem e busca. Demonstraremos o estudo
de usuários e do ambiente.

Interpretaremos os testes de usabilidade e discutiremos modelagem. Além


disso, discutiremos a conceituação e a visão macroscópica de sites. Por fim,
avaliaremos os sistemas de Representação: sitegrama, wireframes, bem como a
implementação de sites.

Sendo assim, esta disciplina tem como objetivos:

1. Esclarecer a história da informação na vida das pessoas e das organizações;


2. Identificar as semelhanças e diferenças entre a arquitetura convencional e
a usada na construção de sistemas computacionais;
3. Definir conceito e atributos de usabilidade;
4. Examinar a importância da arquitetura da informação, o conhecimento de
seus componentes e o esquema de organização na criação de websites;
5. Explicar a importância de design estrutural de ambientes de informação
compartilhados.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Introdução
A informação representa um bem de extrema importância que deve ser
fornecido de forma segura e eficaz. Com a evolução da tecnologia e o acesso a
ela por parte dos usuários, os sistemas precisam gerar informações rápidas e
completas para que usuários tenham confiança, quando da tomada de uma
decisão.

Ao longo do tempo o processo de desenvolvimento de software sofreu


mudanças que foram determinadas pelo alto grau de compreensão dos usuários
com relação às suas necessidades assim como a adoção de metodologias
específicas que tornaram este processo mais profissional e de qualidade.

Atender às necessidades do usuário e garantir que ele tenha um produto capaz


de resolver os problemas seus e/ou de sua empresa passou a ser o grande
desafio dos desenvolvedores, e nesse sentido a Arquitetura da Informação veio
para garantir organização no conteúdo e consequente eficácia na construção de
softwares.

Objetivo:
1. Definição de Arquitetura da Informação;
2. Importância da informação;
3. Papel da tecnologia na geração da informação, assim como o do Arquiteto
da Informação.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Conteúdo

O significado de informação
Vários autores já definiram informação, como podemos verificar em dicionários
e sites específicos sobre informação. Desde sempre a informação esteve
presente na história da humanidade como elemento de disseminação,
transformação, atualização etc.

Com base em vários significados, informação pode ser sintetizada como “o


resultado do processamento, manipulação e organização de dados, de tal forma
que represente um acréscimo ao conhecimento da pessoa que a recebe”.

A arquitetura da informação
A arquitetura da informação passou a ser uma preocupação no processo de
desenvolvimento de software e introduziu no mercado um profissional chamado
de arquiteto da informação (AI), que passou a acompanhar a evolução e a
forma de gerar informações para que se possa organizar da melhor forma
possível o conteúdo do produto que será oferecido ao mercado. Sobre esse
profissional falaremos mais tarde.

Desde que a humanidade existe, as preocupações em informar e em organizar


as informações estão presentes. Segue um pequeno histórico da preocupação
com a organização da informação:

 Em 660 a.C., um rei assírio organizou tábuas de barro com o


conhecimento da época.
 Em 330 a.C., a biblioteca de Alexandria contava com uma bibliografia de
120 pergaminhos arquivados em estantes.
 Em 1873, Melvil Dewey criou o sistema alfanumérico de Dewey como
ferramenta de busca e acesso para vários títulos de livros numa
biblioteca.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
A evolução das formas de transmissão da informação
O ser humano sempre teve necessidade de transmitir informação, o que
ocorria, nos primórdios, através de sinais, sons e gestos. Posteriormente, a
introdução de caracteres tornou esse processo mais intenso e proporcionou
uma maior quantidade de elementos na informação a ser divulgada,
abrangendo um número maior de pessoas.

Com a evolução das formas de transmitir informação, alterações sociais,


econômicas e até políticas foram incorporadas à vida das pessoas e instituições
em todo o mundo no decorrer dos anos. Nesses casos, temos como exemplos
rádio, televisão, jornal e computador.

Nesse processo, a internet passou a ser a grande responsável pela revolução da


informação. Com o seu surgimento, no final dos anos 60 e início dos anos 70, a
informação passou a ser compartilhada de forma mais intensa, estando
disponível na grande rede de computadores e culminando na era da
globalização, ou da aldeia global. O crescimento foi bastante acentuado e a
rede de computadores passou a ter várias aplicações atreladas a ela.

O sistema mundial World Wide Web (www)


O sistema mundial World Wide Web (www) ampliou todo o potencial da rede
de computadores em níveis de escala global e, em 1993, a Universidade de
Illinois criou o navegador Mosaico, tornando possível o acesso à internet. A
partir de então, o crescimento do número de computadores conectados foi
extraordinário, conforme mostra a tabela abaixo – dados computados de 1989
até 2000.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Atenção
Tal evolução não parou mais e novos elementos foram
incorporados à informação e à forma de divulgação, como
hipertexto, multimídia, arquitetura cliente/servidor,
garantindo uma comunicação segura e dando origem à
“Sociedade da Informação”.

Atualmente temos sistemas de indexação da informação que


têm a finalidade de memorizar a parte pública da rede de
computadores tendo as visitas aos sites como base e criando
um levantamento de procura, o qual resulta em sistemas de
busca.

A sociedade da informação
Sociedade da Informação, Sociedade do Conhecimento e Nova Economia são
termos que surgiram no fim do século XX, atrelados ao termo Globalização.
Essa sociedade tem como principal característica o processo contínuo de
expansão e aprimoramento.

As novas tecnologias incorporadas à Tecnologia da Informação tornaram a


informação o bem mais precioso dessa sociedade. Diante desse cenário, surge
outro termo bastante usado atualmente: Gestão do Conhecimento.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
A Sociedade da Informação e a gestão do conhecimento desempenham papel
fundamental nas ações ligadas a assuntos acadêmicos, negócios, pesquisas
etc., influenciando empresas, instituições de ensino, órgãos governamentais
etc.

O uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)


A Sociedade da Informação está ligada a uma ação multidisciplinar que
influencia várias áreas de pensamento integrando o uso de Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC) no sentido de compartilhar conhecimentos e
competências para todos.

A reboque da Sociedade da Informação vem a “Sociedade em Rede”;


representa uma sociedade estruturada por meio das relações dos setores
produtivos com a educação.

Trata-se de um ambiente cooperativo que integra empresas diferentes em


tamanho, missão e ramo de negócio. Tal integração é conhecida como sistema
científico, tecnológico, industrial e social.

Tendo como base a evolução da informação, a forma de gerá-la e divulgá-la, a


tecnologia da informação e o perfil do profissional de informação passaram a
ter destaque.

Aumentaram de forma considerável empregos nas áreas de informática e


telecomunicações frente a outros tipos de serviços, o que também possibilitou
um ganho em relação à remuneração desse tipo de profissional.

O Brasil e a sociedade da informação


O Brasil elaborou uma proposta de Sociedade da Informação por meio de um
documento denominado “Livro Verde da informação no Brasil”, com objetivos

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
de um projeto ou proposta política. Tal movimento veio sob influência do
desenvolvimento de Sociedade da Informação dos Estados Unidos e Europa.

O Livro Verde apresentava uma proposta de desenvolvimento de informática


própria alavancando o crescimento da internet no Brasil. Foi criada pela Rede
Nacional de Pesquisa (RNP), uma estrutura chamada backbone, que
representava uma rede básica de sustentação envolvendo instituições e
principais centros de pesquisas do país, assim como universidades e
laboratórios para troca de informações via internet. Após esse movimento, o
processo foi expandido também para o setor privado.

Atenção
A iniciativa do Livro Verde trouxe alguns avanços como ações
de governo eletrônico, internet para pesquisadores e
aumento da população com acesso à rede de computadores,
serviços digitais prestados ao cidadão, interligação de
bibliotecas, uso de arquiteturas abertas de software,
tecnologia para pequenas e médias empresas etc.

Muitos outros benefícios e facilidades foram agregados à


rotina das empresas e pessoas, que hoje fazem parte de um
todo, representando a Sociedade da Informação e do
Conhecimento.

A arquitetura da informação e suas várias definições


A arquitetura tradicional é conceituada como a arte ou técnica de projetar e
edificar ambientes habitados. Seu maior objetivo é a organização de espaços
físicos. Para tal são observados fatores como meio ambiente, incidência de
raios solares, umidade, clima etc.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Dentre várias definições sobre arquitetura da informação, uma das que mais se
adequa é que “arquitetura da informação consiste no design de ambientes
informacionais (qualquer sistema que inclua a interação com usuários, com o
objetivo de resgatar ou trocar informações) compartilhados e resistentes à
entropia, que vem a ser o estado de desordem natural de qualquer sistema, na
ausência de uma força organizadora”.

Pela definição podemos perceber que a razão principal é a interação do


software com o usuário e que esse tem a necessidade de obter informações por
intermédio do produto que foi ou será desenvolvido.

Hoje em dia os sistemas de informação são parte integrante das empresas,


assim como seus produtos ou serviços e sua missão. Portanto, tão importante
quanto produção, máquinas e equipamentos, pessoal e demais componentes
desse complexo, o software desenvolvido para a empresa deverá ser seguro e
capaz de gerar as informações necessárias para as tomadas de decisões por
parte dos responsáveis pela empresa.

Tendo todas essas observações como base, o processo de desenvolvimento de


software passou a ser feito de forma a garantir que o usuário possa encontrar
todas as opções de acesso e que o ambiente lhe seja familiar.

Atenção
Arquitetura da informação é a ciência de descobrir o que você
quer que a aplicação faça e então construir um projeto, antes
de iniciar sua construção. O termo Arquitetura da Informação
foi empregado inicialmente por Richard Saul Wurman na
década de 60.

Sua teoria era de que diante da grande massa de dados a


que já estávamos sendo submetidos não teríamos condições

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
de obter ferramentas suficientes capazes de transformar tais
dados em informação. Já Louis Rosenfeld define a Arquitetura
da Informação como “a arte e a ciência de organizar
informações para auxiliar os indivíduos a satisfazerem as suas
necessidades informacionais”.

Os sistemas mais complexos necessitam de detalhamentos


mais explícitos, e para tal torna-se necessária a criação de
modelos no processo de desenvolvimento. Algumas ações são
necessárias como gerenciamento de conteúdo, criar
interações entre usuários, planejamento de sistemas de
banco de dados e projeto de design. A Arquitetura da
Informação trata também da criação de uma estrutura
coerente, que possa ser compreendida pelo usuário.

No projeto do produto a ser desenvolvido, a Arquitetura da


Informação aborda a análise e o design do ambiente, assim
como atributos e relacionamentos.

O arquiteto da informação
Em linhas gerais, o arquiteto da informação é responsável por definir
procedimentos que possam estruturar de que forma as informações serão
criadas, capturadas, armazenadas, recuperadas e descartadas dentro de um
processo.

Na criação da informação, o arquiteto da informação preocupa-se em obter


onde, de que maneira e por quem a informação será gerada. Na captura,
abrange a busca de pastas de usuários, upload de documentos (sistemas web),
recepção e armazenamento de material físico e gerenciamento de caixas de e-
mails.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
E, sobre o descarte, cabe ao arquiteto da informação levantar e aplicar políticas
de retenção e descarte, garantindo que as informações fiquem disponíveis
somente pelo tempo necessário. Esse profissional deve pensar de que forma o
usuário interagirá com o ambiente criado.

Com base em aplicações web é necessária a organização de conteúdo de forma


que o usuário possa ter acesso a todas as funções com facilidade e eficiência. O
AI deve manter o primeiro contato com o cliente ou usuário para que o
planejamento seja feito de forma a atender as suas necessidades.

Conhecer as atividades da empresa e manter contato com os dirigentes é


fundamental para que o AI possa estabelecer de que forma o projeto se
encaminhará e definir os layouts, banco de dados, links, design etc.

O arquiteto da informação se preocupa com questões que determinarão a


qualidade com a qual a informação será gerada e consequentemente tratada
pelos interessados. Tais questões são:

• Criar protótipos baseados em padrões de interação;


• Criar projetos que possam ter colaboração em redes online e offline;
• Mapear modelos conceituais;
• Atender as necessidades do usuário;
• Criar design centrado em usuário web e com interatividade.

Em aplicações web, o arquiteto da informação deve cuidar da estratégica da


estrutura do site, com adoção de práticas de design e programação. Deve
também garantir que o conteúdo tenha relevância para o público-alvo e seja
organizado e apresentado por meio de uma interface simples.

O arquiteto da informação transformará um ambiente de informação não


planejado em um ambiente de informação planejado, preocupando-se com as
características e necessidades dos usuários e também do conteúdo,

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
evidenciando as informações mais importantes e retirando as que não são
necessárias. Cabe também ao arquiteto da informação analisar os problemas
mais comuns nos websites e como eles afetam a navegação e
consequentemente os usuários.

Problemas como:

• Ícones confusos;
• Navegação inconsistente;
• Sites desorganizados;
• Resultados de buscas mal organizados;
• Poluição visual etc.

No processo de desenvolvimento de um software, a equipe é composta por


profissionais que cuidam, cada um na sua área, de aplicar as técnicas devidas
para um bom desempenho do projeto e consequentemente a garantia da
qualidade no produto final.

O arquiteto da informação prepara e molda o ambiente de forma que todo tipo


de informação seja devidamente privilegiada e tenha seu espaço no momento e
lugar devido, independente do tipo de informação, que pode ser texto, imagem,
áudio, filme etc. Dessa forma, todas as pessoas ligadas ao desenvolvimento
têm o suporte desse profissional para determinar a melhor maneira para a
geração e a disponibilização das informações que comporão o projeto.

Atividade proposta
De que forma a informação influencia no seu ritmo de trabalho e quais as
consequências com relação à falta de informação no seu dia-a-dia profissional?

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Referências

Exercícios de fixação
Questão 1
A importância da internet na revolução da informação deve-se a:

a) Grande capacidade de armazenamento dos computadores.


b) Compartilhamento de informações pela rede de computadores.
c) Acesso aos programas de governo por parte da população.
d) Criação de navegadores (browsers).
e) Acesso restrito da população a rede de computadores.

Questão 2
A multidisciplinaridade integrando recursos de tecnologia da informação e
comunicação (TIC) está representada pela:

a) Sociedade em redes
b) Novas tecnologias
c) Sociedade da informação
d) Informação
e) Transmissão da informação

Questão 3
Sobre o Livro Verde podemos afirmar que:

a) Foi uma iniciativa mundial para ações de controle à geração e divulgação


da informação.
b) Foi um movimento para controle de acesso à internet no Brasil.
c) Foi um protocolo de troca de informações entre países.
d) Proposta brasileira para desenvolvimento de informática própria.
e) Proposta internacional para desenvolvimento de informática.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 4
Marque a opção correta sobre World Wide Web.

a) Sistema mundial que ampliou todo o potencial da rede de computadores


em níveis de escala global.
b) Responsável pela criação da Sociedade do Conhecimento.
c) Surgiu com a ampliação nas novas tecnologias.
d) Sistema mundial que proporcionou a criação das TIC.
e) Alavancou a criação da proposta de Sociedade da Informação em nível
mundial.

Questão 5
A era da globalização foi determinada por:

a) Necessidade do ser humano se comunicar e trocar informações.


b) Criação de protocolos de acesso às informações.
c) Massificação do uso da internet no Brasil.
d) Surgimento da internet com o compartilhamento de informações de
forma mais intensa.
e) Desenvolvimento da Sociedade da Informação nos Estados Unidos e
Europa.

Questão 6
O fator principal que motivou a “Arquitetura da Informação” foi:

a) Organização da informação no desenvolvimento.


b) Desenvolvimento de sistemas com segurança.
c) Segurança na transmissão de dados.
d) Carência de linguagens de programação.
e) Ausência de ferramentas para transformar grande massa de dados em
informação.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 7
Com relação ao armazenamento de informações, o arquiteto da informação:

a) Fornece suporte sobre as políticas de segurança, indexação e correlação


das informações.
b) Levanta e aplica políticas de retenção e descarte.
c) Preocupa-se em obter onde, de que maneira e por quem a informação
será gerada.
d) Define procedimentos que possam estruturar de que forma as
informações serão criadas.
e) Garante centralização, unificação, segurança, otimização e eficiência das
informações.

Questão 8
Conhecer as atividades da empresa e suas características representam uma
tarefa do Arquiteto da Informação que se dá:

a) No projeto de design.
b) No contato inicial com o cliente.
c) No projeto de banco de dados.
d) Nos layouts de entrada e saída.
e) Na fase de armazenamento.

Questão 9
Qual das opções abaixo pode representar problemas de navegação em um
projeto de websites?

a) Resultados de buscas mal organizados.


b) Definição de layouts inconsistentes.
c) Programação mal estruturada.
d) Design confuso.
e) Problemas de armazenamento.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 10
Sobre ambientes informacionais podemos afirmar que:

a) Não representam as necessidades do usuário.


b) Abrangem apenas layouts.
c) Caracteriza interação com o usuário.
d) Estão ligados apenas a aplicações web.
e) Representa o espaço de desenvolvimento.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Aula 1
Exercícios de fixação

Questão 1 - B
Justificativa: Com o advento da internet, as informações passaram a ser
compartilhadas pela rede em todo o mundo entre pessoas e instituições.

Questão 2 - C
Justificativa: A Sociedade da Informação está ligada a uma ação multidisciplinar
que influencia várias áreas de pensamento integrando o uso de Tecnologias de
Informação e Comunicação para o compartilhamento de informações.

Questão 3 - D
Justificativa: O Livro Verde (Sociedade da Informação) apresentou uma
proposta de desenvolvimento de informática própria alavancando o crescimento
da internet no Brasil.

Questão 4 - A
Justificativa: Por intermédio desse sistema, toda a rede mundial de
computadores passou a ser integrada pela internet.

Questão 5 - D
Justificativa: O acesso à grande rede de computadores e o compartilhamento
de informações de forma mais intensa determinaram a era da globalização.

Questão 6 - A
Justificativa: O processo de desenvolvimento necessitava de uma organização
com relação à estrutura de informação na aplicação.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 7 - E
Justificativa: O processo de armazenamento de informações se dá melhor
quando elas são tratadas sob os aspectos de garantia que tratam diretamente
de sua qualidade.

Questão 8 - B
Justificativa: Para definição do projeto e de suas características o AI deve
manter contato com o cliente para que possa perceber as características da
empresa, e isso se dá no contato inicial com o cliente.

Questão 9 - A
Justificativa: O sistema de busca, dentre as opções, é o único que aborda
navegação.

Questão 10 - C
Justificativa: O ambiente informacional é o elo entre o usuário e o software.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Introdução
O design estrutural está relacionado ao design de interação, ou seja, criar um
projeto composto de objetos interativos, como websites e mesmo softwares de
aplicação local, onde o foco é a criação de uma interface totalmente interativa,
funcionando também como meio de comunicação interpessoal.

As aplicações em ambiente web têm uma característica completamente


diferente das aplicações locais, a começar pelo número de pessoas que as
acessam. A forma como essas informações serão inseridas e acessadas garante
o sucesso das ações no ambiente e consequentemente a satisfação do usuário.

Objetivo:
1. Definir o design estrutural de ambientes de informação compartilhados;
2. Conceituar e entender usabilidade e seus atributos, a importância do usuário
no desenvolvimento e as noções de interface homem-máquina.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Conteúdo

A aplicação web e sistemas convencionais


As aplicações web e sistemas convencionais apresentam algumas diferenças. A
engenharia de um sistema para web envolve, além dos aspectos definidos na
engenharia de sistemas convencionais, aspectos que são relevantes apenas
para esse tipo de sistema, como o ambiente exploratório baseado em
navegação e navegação personalizada entre usuários, ou seja, o acesso às
informações independente de outras pessoas.

É importante neste contexto diferenciar aplicações web de websites. Uma


aplicação web consiste em websites que possibilitam a interação do usuário
com a aplicação, ou seja, aplicação web seria a composição de websites que
disponibilizam um determinado serviço aos seus usuários. Basicamente, uma
aplicação web cuida das funcionalidades e website cuida da apresentação,
aparência e navegação.

Vários conceitos sobre desenvolvimento são tratados de forma diferente em


aplicações web, pois trata-se de um ambiente distribuído onde cada parte que
compõe o programa pode estar localizada em máquinas diferentes. Ignorar
esse fato pode ser um sério problema no processo de desenvolvimento para
aplicações deste tipo.

Como as aplicações desenvolvidas para web estão se tornando cada vez mais
complexas devido às características de negócio que devem ser levadas em
consideração, vários aspectos específicos devem ser considerados para o
desenvolvimento dessas aplicações.

Em uma aplicação web os elementos de uma página dispostos de forma


desordenada podem levar o usuário a se perder e ter como consequência a sua
saída. Como se trata de um espaço praticamente sem limite, a informação deve

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
ser categorizada em uma estrutura coerente de forma a ser compreendida pela
maioria das pessoas.

A arquitetura e o arquiteto da informação


Em um projeto de sistemas de informação, a Arquitetura da Informação está
relacionada à análise e ao design de dados que serão armazenados e
manipulados, visando através de elementos próprios garantir o
desenvolvimento de ambientes informacionais eficientes.

Torna-se necessário preparar o design estrutural de ambientes de informação


compartilhados e cuidar da combinação dos esquemas de organização, de
rotulação, de busca e de navegação em sites.

Sendo assim, o Arquiteto da Informação precisa estudar o público-alvo para


que possa atingi-lo com eficácia e eficiência, passando pelos caminhos a serem
utilizados, identificando o que pode ser de seu interesse com base em suas
necessidades. Ele pensa a estrutura do site, constrói o mapa de navegação,
desenha os esboços do site, cuida da definição do design e interage com a
equipe de desenvolvimento.

Atenção
No desenvolvimento do projeto o Arquiteto da Informação deve se
preocupar com três elementos fundamentais que são as dimensões
estrutural (ou conceitual), navegacional e de apresentação. A dimensão
estrutural define a organização das informações a serem tratadas pela
aplicação e os seus relacionamentos, a dimensão navegacional define como
as informações serão acessadas através da aplicação e a dimensão de
apresentação define como as informações e o acesso a essas informações
serão apresentados ao usuário da aplicação.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Componentes da arquitetura da informação de websites
Exata
Divide a informação em categorias bem definidas e mutuamente exclusivas com
regras claras para incluir novos itens. Indicado quando o usuário sabe
exatamente o que está procurando.

 Alfabeto: Indicado para grandes conjuntos de Informação e público


muito diversificado.
 Tempo: Indicado para mostrar a ordem cronológica de eventos.
 Localização: Compara informações vindas de diferentes locais.
 Sequência: Organiza itens por ordem de grandeza. Indicado para
conferir valor ou peso a informação.

Ambígua
Divide a informação em categorias subjetivas. Baseia-se na ambiguidade
(capacidade de várias interpretações) inerente da língua e na subjetividade
humana. Não possui regras claras de como incluir novos itens.

 Assunto: Divide a informação em diferentes tipos, diferentes modelos


ou diferentes perguntas a serem respondidas
 Tarefa: Organiza a informação em conjuntos de ações. Usado muito em
softwares transacionais. Raramente utilizado sozinho na Web.
 Público-alvo: Indicado quando se deseja customizar o conteúdo para
cada público-alvo.
 Metáfora: Utilizado para orientar o usuário em algo novo baseado em
algo familiar. Normalmente limita muito a organização.
 Híbrido: Reúne dois ou mais esquemas anteriores.

Sistema de Navegação (Navigation System)


Especifica as maneiras de navegar, de se mover pelo espaço informacional e
hipertextual. Por definição, navegar é alcançar um destino que está fora do

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
alcance do campo de visão do ponto de partida. Para alcançar seu destino, o
navegador se orienta através de instrumentos e pontos de referência que
determinam a sua posição e a direção a seguir.

Navegar na Web
A navegação em hipertextos é diferente da navegação em espaços físicos. Para
se movimentar, o usuário precisa de orientação, caso contrário ele se perde. No
mundo físico normalmente existem pontos de referências que orientam as
pessoas. Em um website, ao contrário, esses pontos de referência não existem.
Assim, ao se projetar um website, é necessário criar um sistema de navegação
para estabelecer pontos de referência e uma sinalização que oriente o usuário.

Atenção
Desta forma, deve-se criar cenários para que o usuário possa
navegar pelo site de forma livre, sem a percepção de que
esteja sendo mantido “preso”.

Existem estudos que mostram que o usuário de Internet em


média, percorre a página começando pelo ângulo superior
esquerdo, até o ângulo inferior direito. É o efeito “zig-zag”.

Elementos de navegação
São instrumentos que norteiam as ações do internauta de forma a mantê-lo
ciente de onde está, retornar e deslocar-se no site. Eis alguns exemplos:

 Fio de Ariane (breadcrumbs trais) – Instrumento de navegação


representado por uma sequência de links em hierarquia que indica o
caminho de navegação permitindo ao usuário localizar-se no site.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
 Navegação por separadores – Instrumentos de navegação que
permitem que o usuário possa identificar os elementos do site e passar
entre eles de forma bem fácil.
 Mapa do site (site map) – É a planta do site. Tem a finalidade de dar
uma demonstração global do site para o usuário.

Sistema de rotulação (labeling system)


Estabelece as formas de representação, de apresentação da informação,
definindo símbolos para cada elemento informativo. Tem por objetivo garantir a
clareza e compreensão do site para os usuários que nele navegarem.

 Rótulos iconográficos – Podem representar a mesma informação que


o texto. Comumente usados em sites infantis;
 Rótulos como links contextuais – Conduzem para informações em
outras páginas ou em outra ligação da mesma página;
 Rótulos como cabeçalhos – Servem para descrever o conteúdo neles
contidos, estabelecendo uma hierarquia dentro do texto;
 Rótulos dentro de um sistema de navegação – Os links de texto
são apresentados de forma mais ampla dando ao usuário uma visão
generalizada das opções;
 Rótulos como termos de indexação - Os termos de indexação são
letras ou palavras-chaves que compõem um cabeçalho que representa
os conteúdos disponíveis para pesquisa.

Sistema de busca (search system)


Determina as perguntas que o usuário pode fazer e o conjunto de respostas
que irá obter.
“Cerca de 1/3 das pessoas que nós testamos normalmente tentam a
busca como suas estratégias iniciais e as outras recorrem a ela
quando não conseguem uma resposta seguindo os links
(navegando)”. ROSENFELD, L; MORVILLE, P.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
O sistema de busca visa facilitar a vida do usuário com base nas possíveis
informações que o site possa lhe fornecer. A decisão de se criar ou não um
sistema de busca depende do objetivo do site.

Deve-se implementar um sistema de busca em sites muito grandes com sistema de


navegação muito complexos, ou em sites com conteúdo muito dinâmico.

Por outro lado, se a realidade for de pouco conteúdo não há a necessidade de


se criar um sistema de busca. Deve-se ficar atento também à condição de
configuração desse sistema, pois não é uma tarefa tão fácil assim e caso não
haja um profissional para cuidar dessa ferramenta, o mecanismo poderá ter
resultados não esperados.

Veremos agora alguns tipos de necessidade de se obter informação:

 Procura por item conhecido – Usuário sabe onde encontrar a


informação;
 Procura por item existente – Usuário sabe o que quer mas não sabe
como descrever, ou não sabe se a resposta será completa;
 Procura exploratória – Usuário sabe formular a questão, mas não tem
certeza do que poderá obter de resposta;
 Procura ampla – Usuário deseja tudo que estiver disponível sobre o
tema que <procura class=" "></procura>

Para o projeto de um sistema de busca deve-se levar em


consideração:

 O nível de conhecimento do usuário;


 O tipo de informação que o usuário deseja;
 O tipo de informação que está sendo indexada;
 A quantidade de informação que está sendo indexada.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Para se desenvolver um sistema de busca é importante levar em consideração a
interface, a ajuda, páginas com resultados e páginas sem resultados.

A usabilidade
Com o intuito de criar uma interface amigável e ter os objetivos da empresa,
instituição ou de uma pessoa bem definidos no site, é importante conhecer as
necessidades dos usuários e dessa forma manter uma relação capaz de tornar a
navegação prazerosa e bem-sucedida por este usuário. Elementos como
navegabilidade e interface homem-máquina estão presentes como fatores
determinantes no sucesso de um projeto web. Existem várias definições para
usabilidade, que têm suas orientações destinadas a abordagens específicas,
segundo alguns autores.

 Definições orientadas ao produto: associadas às características


ergonômicas do produto;
 Definições orientadas ao usuário: relacionadas ao esforço mental ou
atitude do usuário frente ao produto;
 Definições baseadas no desempenho do usuário: associadas à
forma de interação do usuário, com ênfase na facilidade de uso e no
grau de aceitação do produto;
 Definições orientadas ao contexto de uso: relacionadas às tarefas
especiais realizadas por usuários específicos do produto, em determinado
ambiente de trabalho.

Atenção
As normas certificadoras, obedecendo suas características de
avaliação de produto, também têm suas definições, como a
seguir:

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Usabilidade é a medida na qual um produto pode ser usado
por usuários específicos para alcançar objetivos específicos
com efetividade, eficiência e satisfação num contexto
específico de uso.

Norma ISO 94241-11


Usabilidade é a capacidade que um sistema interativo oferece
a seu usuário, em um determinado contexto de operação,
para a realização de tarefas de maneira eficaz, eficiente e
agradável.
Norma ISO 9241
Usabilidade é a facilidade com que um usuário pode aprender
a operar, preparar entradas para e interpretar as saídas de
um sistema ou componente.
Norma ISO 9126
A usabilidade corresponde a uma série de atributos que os
desenvolvedores devem levar em consideração em seus
projetos, principalmente nas aplicações web.
 Facilidade de aprendizagem – Capacidade com que o
usuário começa a interagir rapidamente com o sistema
logo na primeira vez que o utiliza;
 Facilidade de uso – Facilidade com que o usuário lembra
como o sistema deve ser utilizado.
 Eficiência de uso – Representa o grau de produtividade
atingido pelo usuário depois que aprendeu a utilizar o
sistema;
 Produtividade - O usuário consegue fazer o que precisa de
forma rápida e eficaz;
 Flexibilidade – A aplicação prevê todas as utilidades do
sistema;

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
 Facilidade de memorização – Medida do quanto o usuário
pode ser induzido ao erro pelo sistema e o quanto pode se
recuperar do mesmo;
 Satisfação subjetiva – Medida de quanto o usuário se
sente feliz em utilizar o sistema;
 Segurança – Representa o grau de proteção e
recuperação de erros.
Qualquer coisa que possa interferir na habilidade do usuário
em completar suas tarefas pode ser considerada como um
problema de usabilidade. Alguns problemas relacionados à
usabilidade:
 Contexto – Situação típica de uso;
 Efeito sobre o usuário – Sobrecarga cognitiva
 Efeito sobre a tarefa – Trabalho adicional
 Causa – Aspecto do sistema
 Re-design – Alteração no projeto
A usabilidade é predominante no desenvolvimento, na
medida em que está diretamente relacionada à capacidade
do usuário em entender e operar o software de forma
tranquila e amigável. A norma ISSO/IEC FCD 9126-1 aponta
as seguintes características de software, onde poderemos ver
a usabilidade:
 Funcionalidade
 Confiabilidade
 Usabilidade
 Eficiência
 Possibilidade de manutenção Portabilidade

Um sistema onde há a interação com o usuário é considerado eficaz quando


possibilita que o mesmo atinja seus objetivos, e para tal deve ser fácil de usar,
fácil de aprender e ser agradável no seu manuseio.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Em todo projeto de sistemas deve haver a possibilidade de se fazer uma
avaliação de usabilidade, com o intuito de definir a aceitação ou não de
projetos encomendados, propor revisões ou ajustes em produtos acabados,
comparar o desempenho de softwares interativos e propor correções em
projetos em desenvolvimento.

Essa avaliação tem o objetivo de percepção dos sentimentos e opiniões do


usuário com base em questionamentos feitos a eles.

Técnicas de avaliação de usabilidade


Desta forma, pode-se observar e registrar os problemas enfrentados pelo
usuário e definir as formas de resolvê-los ou minimizá-los ao máximo. Algumas
técnicas de avaliação de usabilidade são usadas para detectar o grau de
satisfação do usuário.

 Técnicas prospectivas: São baseadas na opinião do usuário com


relação à interação dele com o sistema;
 Técnicas preditivas: São baseadas em modelos formais e no
conhecimento de quem desenvolveu o sistema;
 Técnicas objetivas: São baseadas na interação do usuário com o
sistema.

A usabilidade no projeto de uma aplicação


A usabilidade no projeto de uma aplicação pode e deve ser avaliada com base
em ações que possam dar retorno à equipe do grau de interatividade do
usuário com o sistema. Essas ações englobam:

 Definir aceitação ou não por parte do usuário;


 Propor revisões em produtos acabados;
 Fazer comparações de softwares;
 Propor correções durante o desenvolvimento.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Para tal existem técnicas que normalmente são utilizadas para avaliar a
usabilidade em um projeto, como:

• Técnicas prospectivas – têm como base a opinião do usuário;


• Técnicas preditivas – têm como base os modelos formais;
• Técnicas objetivas – têm como base a observação da interação.

Atenção
Garantir uma boa usabilidade no projeto é tão importante
quanto a sua própria aplicação e por essa razão a avaliação
da usabilidade detectará problemas de desconformidade e
poderá ter uma resposta quanto ao grau de satisfação do
cliente.

IHM – interface homem máquina.


Existem várias definições sobre IHM e procuramos três delas que abordam o
ser humano, comandos e sistemas.

1 - É o canal de comunicação entre o homem e o computador, através do qual


interagem, visando atingir um objetivo comum.

2 - É o conjunto de comandos de controle do usuário + respostas do


computador, constituídos por sinais (gráficos, acústicos e tácteis).

3 - É parte de um sistema computacional com a qual uma pessoa entra em


contato físico, perceptual e conceitualmente.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
A importância das interfaces
A importância das interfaces está na necessidade de se estabelecer um bom
nível de conversação entre o usuário e o sistema. A qualidade da interface
determina se os usuários aceitam ou recusam um sistema.

Quase sempre a interface esteve presente nos desenvolvimentos, porém


atualmente é fator determinante como elemento de sucesso ou fracasso de um
projeto. Ao acompanharmos o histórico da interface podemos observar a
evolução das aplicações.

• Programas eram em “batch”, ou seja, em lote, sem interface.


• Interfaces do tipo textual com linhas e telas de caracteres.
• Interfaces gráficas, com novos dispositivos e inclusão de som.
• Ambientes virtuais.
• Ambientes colaborativos.

É muito importante que o sistema desenvolvido seja confortável para o usuário.


O conforto está diretamente ligado à tranquilidade que o usuário tem para
operar um sistema. Se todas as ações estão devidamente previstas e se o
usuário consegue acessá-las de forma direta, com certeza a avaliação da
interface utilizada será das melhores possíveis.

O ideal em uma interface é a ideia do usuário se sentir no controle da situação


e para tal na sua criação devemos ter as seguintes preocupações:

 Evitar que o usuário faça ações desnecessárias definindo bem os modos


de interação;
 Criar interações flexíveis para que o usuário possa acessar as funções
disponíveis por mais de um modo;
 Separar as interações em níveis de competência;
 Fazer com que os detalhes técnicos fiquem transparentes para o usuário;
 Sempre que possível associar as ações a objetos;

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
 Criar condições para que as ações possam ser interrompidas ou desfeitas
a qualquer momento.

Princípios de projeto
Com base no projeto de interface de usuários foram pesquisados alguns
princípios de projeto:

 Familiaridade do usuário - As interfaces devem ser definidas em


termos e conceitos cotidianos ao usuário;
 Consistências de interface - Os diversos componentes de uma
interface devem ter a mesma aparência, o mesmo formato e os modos
de funcionamento análogo entre si;
 Guia do usuário - A interface deve ter recursos para ajudar o usuário,
como mensagens e sugestões. Por outro lado esses recursos não devem
sobrecarregar o usuário com informações;
 Diversidade do usuário - Há diversos tipos de usuários, com as mais
diversas habilidades, interesses e limitações. O projetista da interface
deve ter em mente que usuários terão de interagir com a interface e
prepará-la para isso.

Vejamos as interfaces de usuários mais comuns:

 Interface gráfica do usuário - aceita a entrada por meio de


dispositivos de entrada e fornece saída por meio do monitor;
 Interface web do usuário - aceita a entrada e fornece saída ao gerar
páginas web, que são transportadas pela Internet e visualizadas através
de um navegador;
 Interface de linha de comando - aceita a entrada através de
comandos de texto utilizando teclado e fornece saída imprimindo o texto
no monitor;

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
 Interface tátil - interface gráfica do usuário que usa telas de sensíveis
ao toque como forma de entrada, tornando o monitor um dispositivo
tanto de entrada como de saída do sistema.

Normalmente existe uma equipe de desenvolvimento composta por


profissionais com conhecimento específico para as diversas fases do processo.
É importante ter em mente que o usuário, apesar de às vezes não ser da área,
é um elemento fundamental no desenvolvimento. A análise e projeto de
interface deverá ser feita em parceria com ele, que municiará o desenvolvedor
com informações sobre as rotinas do sistema. Desta forma, a opinião do
usuário é muito importante.

Existem alguns modelos de análise de projetos de interface comumente usados,


como:

 Modelo de Usuário: Estabelece o perfil do usuário final em novato,


esporádico, frequente;
 Modelo de Projeto: Incorpora dados, arquitetura, interface e projetos
do sistema inteiro;
 Modelo Mental: Representa a imagem que o usuário tem em sua
mente;
 Modelo de Implementação: Cria a aparência das definições de
interface.

Para a criação de um projeto de interface deve-se levar em consideração os


seguintes itens:

 Identificar os requisitos do usuário;


 Criar os cenários do usuário;
 Criar os layouts de tela;
 Determinar as ferramentas adequadas;
 Fazer testes e implementar o projeto.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
No design de interfaces é importante observar as características do ambiente
onde o usuário trabalha. Desta forma, ao desenvolver o projeto, teremos toda a
sensibilidade desse ambiente para depois transportá-lo para o sistema criando
uma interação amigável.

O intuito é projetar interfaces com controles que possuam operações e efeitos


visíveis para o usuário e com respostas imediatas. O foco é o ser humano,
desta forma o design deve estar centrado no usuário.

Atividade proposta
Faça uma pesquisa em três sites de propostas diferentes e faça uma crítica com
relação à aparência, conteúdo e navegabilidade.

Referências

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Exercícios de fixação
Questão 1
A descrição de conteúdo estabelecendo uma hierarquia dentro do texto está
ligada à:

a) Sistema de busca
b) Sistema de navegação
c) Sistema de rotulação
d) Sistema de organização
e) Design estrutural

Questão 2
Qual das opções abaixo apresenta de forma correta os três elementos
fundamentais para o desenvolvimento de um projeto de software?

a) Dimensões navegacional, estrutural e de controle.


b) Dimensões de controle, estrutural e de apresentação.
c) Dimensões estrutural, de apresentação e de design.
d) Dimensões estrutural, navegacional e de controle.
e) Dimensões estrutural, navegacional e de apresentação.

Questão 3
Marque a opção correta sobre sistema de rotulação:

a) Determina as perguntas que o usuário pode fazer e o conjunto de


respostas que irá obter.
b) Especifica as maneiras de se mover pelo espaço informacional e
hipertextual.
c) Estabelece as formas de representação, de apresentação da informação,
definindo símbolos para cada elemento informativo.
d) Determina o agrupamento e a categorização do conteúdo informacional.
e) Determina o design estrutural do projeto.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 4
Sobre, Tarefa, Público Alvo, Metáfora e Híbrido, podemos afirmar que:

a) São categorias da informação exata.


b) São categorias da informação ambígua.
c) São categorias de sistema de rotulação.
d) São categorias de sistema de busca.
e) Não estão ligados ao sistema de navegação.

Questão 5
Mapa do site ou site map representa um:

a) Elemento de navegação
b) Sistema de busca
c) Esboço de site
d) Instrumento de navegação
e) Descrição de conteúdo

Questão 6
Qual das opções abaixo não representa uma técnica de avaliação de
usabilidade?

a) Técnicas prospectivas
b) Técnicas preditivas
c) Técnicas objetivas
d) Técnicas de padronização
e) Medição de satisfação do usuário

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 7
O que representa familiaridade do usuário?

a) Interfaces definidas em termos e conceitos do cotidiano.


b) Os componentes da interface devem ter o mesmo formato.
c) A interface deve ter recursos para ajudar o usuário.
d) Abordar as diferenças entre habilidades e limitações dos usuários.
e) Interface que guia o usuário no processo de navegação.

Questão 8
Sobre problemas relacionados à usabilidade, o que significa trabalho adicional?

a) Causa
b) Re-design
c) Contexto
d) Retorno
e) Efeitos sobre a tarefa

Questão 9
Qual das opções abaixo está relacionada com facilidade de aprendizagem?

a) O usuário consegue fazer o que precisa de forma rápida e eficaz.


b) Medida de quanto o usuário se sente feliz em utilizar o sistema.
c) Capacidade com que o usuário começa a interagir rapidamente com o
sistema logo na primeira vez que o utiliza.
d) Facilidade com que o usuário lembra como o sistema deve ser utilizado.
e) Facilidade com que o usuário acessa as opções da página.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 10
A definição de que a usabilidade está relacionada às tarefas especiais realizadas
por usuários específicos do produto, em determinado ambiente de trabalho, é
com base em:

a) Orientada ao produto.
b) Orientada ao usuário.
c) Baseada no desempenho do usuário.
d) Orientada à facilidade do usuário.
e) Orientada no contexto de uso.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Aula 2
Exercícios de fixação

Questão 1 - C
Justificativa: A afirmativa refere-se a rótulos como cabeçalho que é uma
característica do sistema de rotulação.

Questão 2 - E
Justificativa: O termo dimensões de controle não está correto e design faz parte
da dimensão de apresentação.

Questão 3 - C
Justificativa: A refere-se à busca, B refere-se à navegação, D refere-se à
organização e E representa a própria estrutura do projeto de desenvolvimento.

Questão 4 - B
Justificativa: São categorias subjetivas da informação ligadas à ambiguidade.

Questão 5 - A
Justificativa: É um dos elementos que norteiam as ações do internauta.

Questão 6 - D
Justificativa: Técnicas de padronização não fazem parte dos modelos de
medição para avaliação.

Questão 7 - A
Justificativa: Conceitos do cotidiano fazem com que o usuário se familiarize com
ícones e aparência conhecida.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 8 - E
Justificativa: O trabalho adicional faz o usuário as vezes repetir uma
determinada tarefa.

Questão 9 - C
Justificativa: Quando no primeiro acesso o usuário consegue interagir com o
sistema significa que houve um aprendizado de forma fácil.

Questão 10 - E
Justificativa: A especificidade e o ambiente de trabalho representam contexto
de uso.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Introdução
É comum vermos vários sites disponíveis por aí sem nenhuma estrutura. Isso é
um exemplo clássico de criação sem a devida preocupação com a distribuição
do conteúdo e com as pessoas que poderão visitá-lo.

O mais importante é determinar quais as metas em relação ao alcance do site,


definindo os objetivos, pondo em prática ideias claras e tudo devidamente
documentado.

Dessa forma, definir os objetivos do site é uma tarefa vital para o sucesso de
conteúdo, navegação e interação desse site.

Objetivo:
1. Definir os objetivos do site;
2. Preparar o conteúdo do site.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Conteúdo

A aplicação web e sistemas convencionais


A arquitetura da informação em aplicações web apresenta uma sequência
clássica que envolve etapas que devidamente obedecidas garantirão o sucesso
do projeto. São elas:

• Definir os objetivos do site;


• Coletar as opiniões dos clientes ou parceiros;
• Organizá-las em uma ordem de importância balanceada e coerente;
• Ter tudo documentado;
• Definir o público-alvo;
• Organizar o site em páginas de conteúdo e funções;
• Escolher os programas gráficos;
• Estabelecer os grids de layouts;
• Desenhar esboços;
• Fazer simulações;
• Preparar-se para a construção do site.

Definição dos objetivos do site


É importante determinar quem estará envolvido na definição dos objetivos do
site levando-se em consideração a sua natureza.

Nas aplicações locais, onde normalmente o público-alvo é constituído ou de


uma pessoa, ou de um grupo de pessoas que trabalhem no mesmo local ou
para a mesma organização, já é fundamental o contato com a(s) pessoa(s) que
acessarão a aplicação.

As rotinas e o modo de operação que esse usuário tem no seu dia a dia
constituem uma gama muito grande de informações que serão úteis para o
arquiteto da informação preparar e distribuir as informações.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Quando se trata de uma aplicação web, o perfil do usuário é completamente
diferente e ainda tem a questão do cliente querer que suas informações sejam
acessadas por um número infinito de pessoas com perfis diferentes e em locais
e horários diferentes, dessa forma cabe ao arquiteto da informação e a equipe
de desenvolvimento como um todo ter preocupações de organização, função e
programas específicos que deverão ser usados para o projeto.

Os levantamentos de requisitos dos usuários determinarão em outra etapa os


levantamentos de requisitos para o desenvolvimento do projeto.

A definição formal ou informal


Há também a necessidade de se estabelecer que tipo de definição dos objetivos
será adotada. A definição formal ou informal.

Definição formal
A definição formal requer uma estrutura bem mais aplicada com preparação de
uma agenda contendo uma série de questões a serem seguidas que
consequentemente levarão mais tempo e com uma boa dose de habilidade para
o gerenciamento do projeto.

Definição informal
A definição informal caracteriza-se pela conversa com as pessoas envolvidas,
fazendo-se a devida anotação de tudo que é conversado. Todo o material
colhido pode ser submetido mais tarde para a opinião dessas pessoas.

As perguntas importantes nas definições dos objetivos


Conheça as perguntas importantes nas definições dos objetivos:

Qual é a missão e o propósito da organização?


• É importante ter acesso ao plano de negócios do cliente e anotar tudo
que for dito na entrevista.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
• As intenções desse cliente em relação ao site também devem ser
anotadas, pois elas determinarão como distribuir melhor as informações
no site. Será de divulgação de produtos ou serviços? Será com intuito de
comercialização? Instituição de ensino ou treinamento?
• Outro fator importante é o tipo de negócio, se familiar, há quanto tempo
está em atividade, pois em alguns casos é necessário manter a tradição,
porém dando ênfase a novas formas de divulgação para que o cliente e
seus produtos sejam divulgados e acessados por todos.

Quais são os objetivos de curto prazo e de longo prazo do site?


• As metas deverão ser bem determinadas com base na expectativa do
cliente em ter seu site pronto o mais rápido possível. A pressa não
poderá fazer com que os objetivos se distanciem.
• É necessário traçar um balanço entre o início da divulgação e o momento
em que a empresa deverá estar consolidada na rede.

Por que as pessoas irão visitar o site?


• Que tipo de produto ou serviço será contemplado no site? Como o
cliente acessará o site pela primeira vez? É primordial que o propósito do
site esteja bem definido para atingir os clientes.
• A “sedução” do usuário começa a partir do momento em que ele se
sentir atraído pelas informações e a forma como essas informações estão
dispostas. Muita coisa já está disponível na Internet, então cabe dar
muita atenção à pergunta desse tópico.

Após a obtenção das respostas deve-se filtrá-las de forma a poder identificá-las


e dar a devida direção no desenvolvimento do projeto. Tal questionamento
funciona como uma peneira que separará as respostas em assuntos diferentes,
capaz de transformá-las em objetivos específicos.

É válido também agrupar as respostas em nível de importância que


determinarão suas categorias.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Definir a experiência do usuário
Agora que o objetivo do site já foi definido (porque ele deve ser construído),
deve-se determinar quem será o público-alvo. É muito importante que o site
seja direcionado para quem vai usá-lo.

Quem serão os usuários? Quais suas metas e objetivos?

Deve-se definir a princípio a experiência que o usuário deve ter para


posteriormente estabelecer como esse usuário reagirá ao site construído. É
necessário fazer a seguinte pergunta:

Como criar um site sem saber quem irá vê-lo?

Definir o público-alvo
É importante pensar no usuário do site: que informação e/ou serviço ele precisa
encontrar. Utilizar perguntas para colocar a informação correta. Definir as
necessidades e metas do usuário com relação ao produto ou serviço que será
disponibilizado no site deve ser a preocupação no direcionamento do projeto.

Como já foi dito anteriormente, saber que tipo de pessoa irá acessar o site é
determinante para tentar abranger esse público-alvo. Com tantos sites a
disposição sobre tantos produtos ou serviços, o diferencial será um
direcionamento para que o usuário possa acessar exatamente o que procura
em meio a tantas opções. Para isso é vital conhecer o perfil desse usuário, pois
o mesmo será atingido de forma direta, pois se achará identificado com as
opções de informações que o site proporciona, assim como a forma de acessá-
las.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Criar cenários
Os cenários devem ser criados tendo como base a visão do usuário. Após a
definição do público-alvo, pode-se ter uma ideia do cenário fazendo uma
seleção de usuários que representem a maioria dos visitantes.

Um cenário estará diretamente ligado a um usuário hipotético. Com as ideias do


que o usuário poderá fazer no site será mais fácil criar a documentação de
design. Neste momento as ações determinadas em usabilidade e interface
homem-máquina são importantes na criação dos cenários.

Como o foco é atender às necessidades do usuário, os cenários devem


privilegiar a visão desse usuário e a forma como ele deverá ter acesso às partes
integrantes do site. É necessário ter em mente que o site está sendo
desenvolvido de forma a divulgar informações que em momento algum possam
se perder estando no mesmo ambiente. Algo parecido com se perder na própria
casa. Outro fator importante é que a identidade do site deve sempre estar bem
clara, independente da ação ou da página que tiver sendo acessada.

Análise competitiva
Para que os objetivos do site sejam alcançados é também fundamental
conhecer um pouco dos competidores e para tal deve-se visitar sites de
corporações rivais para se ter uma noção do que está sendo feito de uma
maneira geral. É válido ter um conjunto de características e critérios para
avaliação dos sites.

Ao visitar esses sites é importante analisar suas funcionalidades, links e


conteúdo, pois com certeza muita coisa poderá ser utilizada no momento da
definição de layouts e até mesmo de conteúdo.

Criar medições para avaliação também é válido. Crie uma tabela de pontuação
e atribua pontos para cada elemento analisado em sites diferentes. Após essa

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
etapa documente as avaliações fazendo as devidas observações sobre os prós e
contras de cada site visitado.

Em suma, tudo que foi feito até o momento precisa ser registrado. Dessa forma
é necessário documentar todas as etapas. É válido criar uma seção denominada
“Experiência do usuário” onde serão incluídos os cenários com a definição do
público-alvo. O resultado da análise competitiva também deve ser registrado de
forma a servir de consulta para todos que estiverem envolvidos no projeto.

As etapas do conteúdo
Neste momento o importante é juntar todas as peças e criar a estrutura e
organização do site, definindo os componentes de conteúdo e os tipos de
funcionalidade. Para tal é necessário ter acesso a lista de tudo que será
conteúdo e dos requisitos funcionais e de como agrupá-los e rotulá-los. É
importante ter em mente que o conteúdo será abrangido por três etapas que
são objetividade, visibilidade e navegabilidade.

Como normalmente a primeira impressão é a que fica, uma boa arquitetura de


design irá causar um impacto positivo no usuário. Em uma aplicação web o
conteúdo deve ser preciso e coerente com a arquitetura da informação.
Algumas dicas são valiosas em relação ao conteúdo:

• A produção dos textos das páginas não pode ter o caráter de autoria,
uma vez que o autor não está escrevendo um livro ou artigo de opinião.

• O produtor de conteúdo deve com eficiência transmitir a mensagem em


uma linguagem simples, porém respeitando todos os conceitos
gramaticais. O processo de produção de conteúdo deve estar de acordo
com a mídia web de comunicação.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
As três etapas do conteúdo
Vejamos agora as etapas abrangidas na construção do conteúdo:

Objetividade
Algumas dicas são muito valiosas para garantir a objetividade em um conteúdo
na aplicação web. Desenvolver resumos, em linguagens simples que possam
contemplar os itens da estrutura, textos completos só devem ser usados
quando forem explícitos para um assunto e quando for necessário, criar a
opção de salvar em arquivos para que possam ser acessados mais tarde fora do
ambiente web, utilizar o recurso de hipertexto de forma moderada quando for
necessário, ou seja, em links que possam comprometer o entendimento e
acesso à informação.

Legibilidade
Devemos ter em mente que ler na web é completamente diferente de uma
leitura em um livro, por exemplo. Fatores como resolução da tela podem
comprometer essa ação. O importante é a criação de textos com sentenças
curtas e de estrutura gramatical simples de forma a facilitar o entendimento
pelo usuário.

Outro fator com relação à legibilidade são os atalhos que devem ser criados de
forma a permitir uma exploração por parte do usuário, desde que apresentem
opções coerentes com as funções do site.

Visibilidade
As informações que são importantes na aplicação devem ter um destaque. É
impossível mostrar tudo que o site pode ter de informação em uma tela, por
essa razão deve-se agrupar as informações em importância e com seus devidos
destaques.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Ferramentas
Para o desenvolvimento de uma aplicação web, como qualquer outro projeto,
existe a necessidade de se encontrar as ferramentas adequadas com vistas a
garantir:

• O gerenciamento de conteúdo;
• O controle de revisão e mapeamento do site;
• Determinar os programas para análise de uso (estatística).

As ferramentas de análise de uso ajudam os desenvolvedores a identificar os


pontos mais visitados do site e a monitorar os padrões de comportamento dos
usuários para atingi-los com mais eficiência.

Softwares
Os softwares têm muita importância para o gerenciamento de websites.
Normalmente são utilizadas ferramentas de criação de conteúdo que interagem
com o ambiente e mostram as relações entre os objetos da aplicação.

Mapear o site faz com que o desenvolvedor faça uma organização capaz de
visualizar todo o conteúdo, mostrando o posicionamento e a relação dos
objetos. Algumas ferramentas de mapeamento incluem recursos de
manutenção de links que permitem que os desenvolvedores localizem e
regularizem problemas, evitando que os usuários fiquem perdidos na
navegação.

Documentação e agrupamento e rotulação do conteúdo


Documentação
Em todo projeto a documentação garante o registro das fases que poderão ser
consultadas a todo o momento.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
A importância da documentação na arquitetura da informação é com relação à
normalização das fases do projeto junto à equipe: descrever cada fase de
desenvolvimento, assim como validar as fases e garantir o processo de
normalização da arquitetura.

Agrupar e rotular o conteúdo


Reunir os objetos que farão parte do site não é tarefa das mais fáceis.
Devemos organizar todo o conteúdo e definir a base para a estrutura do site.
As informações deverão ser agrupadas seguindo critérios preestabelecidos de
forma a não deixá-las soltas no ambiente.

Após a decisão dos agrupamentos e nomes finais, estes devem ser usados para
definir as maiores seções do site e os nomes de cada seção, tendo em mente
que pode ocorrer uma mudança de nome e conteúdo em outras etapas da
arquitetura.

Um resumo de tudo que foi feito deve ser mantido em uma parte devidamente
documentada em conteúdo e requisitos funcionais, incluindo a forma como o
conteúdo está agrupado e nomeado. Esta seção será muito importante para
futuras pesquisas por parte da equipe de desenvolvimento.

Navegabilidade
Para garantir uma boa navegabilidade é necessário um planejamento para
evitar que o usuário se perca no site.

Em alguns casos o usuário se vê em um labirinto, sem saber de onde veio e pra


onde vai. Muitos usuários desistem da navegação por conta da falta de clareza
do setor de navegação. Seguem algumas dicas para evitar esses
“constrangimentos”:

• Evitar que o usuário passe sempre pela página principal para poder
acessar outra página.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
• Estruturar a navegação obedecendo a arquitetura da informação. A
qualquer momento a estrutura da arquitetura da informação deve ser
mantida, mesmo estando em páginas secundárias.
• A todo o momento o visitante deve visualizar com facilidade todo o
conteúdo disponível na aplicação web.
• A arquitetura da informação define para a navegação a estrutura de
comunicação entre as páginas.

Quanto mais rápido o usuário achar o que está procurando, mais rápido ele
sairá da aplicação. Pode-se avaliar o desempenho tendo uma média de quantas
páginas o usuário visita antes de ir embora.

Quando um cliente vai a uma loja real, a forma como é tratado e como tem
acesso aos produtos que procura garante sua satisfação. As aplicações web têm
a finalidade de apresentar as empresas ou instituições para seus usuários em
um ambiente de navegação. Sendo assim, a sua satisfação estará diretamente
ligada às funcionalidades da aplicação.

Existem alguns fatores que contribuem para a satisfação ou insatisfação do


usuário. Quando consegue ter acesso imediato ao que procura mesmo com
grande quantidade de páginas, o usuário sente-se satisfeito. A arquitetura da
informação, sendo sólida e funcionando bem, facilita a navegação.

As funções e desempenho de um sistema estão diretamente ligados aos


requisitos levantados. Esses requisitos são considerados funcionais do sistema
com base no levantamento das necessidades do cliente, traçando um perfil do
usuário e avaliando o tipo de informação que será disponibilizada com sob a
ótica desse usuário.

Uma aplicação web representa praticidade e rapidez para o acesso às


informações desejadas. Essa é a expectativa do cliente e para atingi-la o
Arquiteto da Informação deve preocupar-se com a aplicação, sendo fiel aos

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
requisitos levantados anteriormente, e apresentar técnicas de padronização
capazes de manter uma identidade com relação à informação que o cliente
deseja passar no seu portal.

Para que esses requisitos sejam satisfeitos, há a necessidade do estudo de


recursos de hardware e software para implementação do projeto. A perfeita
união desses elementos garantirão o sucesso do projeto, uma vez que deverá
contemplar as necessidades do usuário com recursos específicos de aplicação e
sustentação.

Atividade proposta
Faça a definição dos objetivos do site e dos usuários para uma empresa com
ramo de negócios de sua escolha.

Referências

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Exercícios de fixação
Questão 1
A descrição de conteúdo estabelecendo uma hierarquia dentro do texto está
ligada ao:

f) Sistema de busca
g) Sistema de navegação
h) Sistema de rotulação
i) Sistema de organização
j) Design estrutural

Questão 2
Qual das opções abaixo apresenta de forma correta os três elementos
fundamentais para o desenvolvimento de um projeto de software?

f) Dimensões navegacional, estrutural e de controle.


g) Dimensões de controle, estrutural e de apresentação.
h) Dimensões estrutural, de apresentação e de design.
i) Dimensões estrutural, navegacional e de controle.
j) Dimensões estrutural, navegacional e de apresentação.

Questão 3
Marque a opção correta sobre sistema de rotulação:

f) Determina as perguntas que o usuário pode fazer e o conjunto de


respostas que irá obter.
g) Especifica as maneiras de se mover pelo espaço informacional e
hipertextual.
h) Estabelece as formas de representação, de apresentação da informação,
definindo símbolos para cada elemento informativo.
i) Determina o agrupamento e a categorização do conteúdo informacional.
j) Determina o design estrutural do projeto.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 4
Sobre, Tarefa, Público Alvo, Metáfora e Híbrido, podemos afirmar que:

f) São categorias da informação exata.


g) São categorias da informação ambígua.
h) São categorias de sistema de rotulação.
i) São categorias de sistema de busca.
j) Não estão ligados ao sistema de navegação.

Questão 5
Mapa do site ou site map representa um:

f) Elemento de navegação
g) Sistema de busca
h) Esboço de site
i) Instrumento de navegação
j) Descrição de conteúdo

Questão 6
Qual das opções abaixo não representa uma técnica de avaliação de
usabilidade?

f) Técnicas prospectivas
g) Técnicas preditivas
h) Técnicas objetivas
i) Técnicas de padronização
j) Medição de satisfação do usuário

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 7
O que representa familiaridade do usuário?

f) Interfaces definidas em termos e conceitos do cotidiano.


g) Os componentes da interface devem ter o mesmo formato.
h) A interface deve ter recursos para ajudar o usuário.
i) Abordar as diferenças entre habilidades e limitações dos usuários.
j) Interface que guia o usuário no processo de navegação.

Questão 8
Sobre problemas relacionados à usabilidade, o que significa trabalho adicional?

f) Causa
g) Re-design
h) Contexto
i) Retorno
j) Efeitos sobre a tarefa

Questão 9
Qual das opções abaixo está relacionada com facilidade de aprendizagem?

f) O usuário consegue fazer o que precisa de forma rápida e eficaz.


g) Medida de quanto o usuário se sente feliz em utilizar o sistema.
h) Capacidade com que o usuário começa a interagir rapidamente com o
sistema logo na primeira vez que o utiliza.
i) Facilidade com que o usuário lembra como o sistema deve ser utilizado.
j) Facilidade com que o usuário acessa as opções da página.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 10
A definição de que a usabilidade está relacionada às tarefas especiais realizadas
por usuários específicos do produto, em determinado ambiente de trabalho, é
com base em:

f) Orientada ao produto.
g) Orientada ao usuário.
h) Baseada no desempenho do usuário.
i) Orientada à facilidade do usuário.
j) Orientada no contexto de uso.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Aula 3
Exercícios de fixação

Questão 1 - C
Justificativa: A afirmativa refere-se a rótulos como cabeçalho que é uma
característica do sistema de rotulação.

Questão 2 - E
Justificativa: O termo dimensões de controle não está correto e design faz parte
da dimensão de apresentação.

Questão 3 - C
Justificativa: A refere-se à busca, B refere-se à navegação, D refere-se à
organização e E representa a própria estrutura do projeto de desenvolvimento.

Questão 4 - B
Justificativa: São categorias subjetivas da informação ligadas à ambiguidade.

Questão 5 - A
Justificativa: É um dos elementos que norteiam as ações do internauta.

Questão 6 - D
Justificativa: Técnicas de padronização não fazem parte dos modelos de
medição para avaliação.

Questão 7 - A
Justificativa: Conceitos do cotidiano fazem com que o usuário se familiarize com
ícones e aparência conhecida.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 8 - E
Justificativa: O trabalho adicional faz o usuário as vezes repetir uma
determinada tarefa.

Questão 9 - C
Justificativa: Quando no primeiro acesso o usuário consegue interagir com o
sistema significa que houve um aprendizado de forma fácil.

Questão 10 - E
Justificativa: A especificidade e o ambiente de trabalho representam contexto
de uso.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Introdução
O design visual representa a criação de um aspecto agradável para o design de
um site de forma a garantir que o usuário sempre tenha noção de sua
localização. Uma boa estrutura e um design visual eficiente representam o
sucesso do mapa do site.

As empresas e instituições têm necessidade de manter sua identidade mesmo


no ambiente virtual. Para tal, é importante determinar layout e modelos que
garantam a manutenção dessa identidade.

O planejamento estratégico da arquitetura da informação visa definir políticas,


diretrizes e procedimentos para melhor compreender o ambiente em uma
empresa ou instituição.

O espaço e o ambiente são fatores fundamentais para a criação de um sistema


quer atenda às necessidades do usuário.

Objetivo:
1. Determinar o contexto e o planejamento estratégico da arquitetura da
informação;
2. Identificar e mapear os problemas do cliente.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Conteúdo

O mapeamento do design visual


Agora que já temos o site devidamente estruturado, cabe a nós mapeá-lo em
um design visual, contando com várias ferramentas disponíveis.

Essa tarefa consiste em criar os modelos de layout que definirão estrutura e


organização do site levando em consideração a sua aparência quando de seu
acesso. Esses modelos serão a combinação dos grids de layout (padrões que
descrevem as páginas web) com esboços de design.

Nessa fase é importante tratar do conteúdo, dando ênfase a cada página,


definir os blocos de espaços para a navegação e também cuidar da integração
de todos os objetos do site. Alguns elementos devem ter destaque como o
logotipo da empresa, espaços destinados à publicidade etc. O conteúdo do site
deve ser organizado de forma consistente em um grid que contemple a
resolução dos navegadores.

A diagramação do site
Na diagramação do site deve-se levar em consideração a estruturação de todos
os elementos que comporão o layout de forma clara, o que garante um fácil
entendimento. Nesse caso é interessante criar uma aparência estética que
cause uma boa impressão logo no acesso à página principal.

Todos os elementos visuais devem ser unidos de forma a transmitir a


informação desejada de acordo com um conjunto de regras adotadas que serão
guias para a distribuição desses elementos. Dessa forma, garantiremos clareza
e eficiência na transmissão da informação que o site deseja oferecer.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
O design visual do site
Eis alguns elementos que são fundamentais no design visual do site:

Margens
Devem ser utilizadas com informações secundárias sem sobrecarregar o layout.

Guia horizontal
Deve ser utilizada para o alinhamento e a orientação de textos.

Colunas
Representam os alinhamentos verticais.

Módulos
São, normalmente, unidades de espaços de tamanho iguais que podem ser
repetidas pela página.

Zonas especiais
São grupos de módulos que são destinados a informações específicas.

Marcadores
São indicadores para textos secundários ou informações adicionais.

Deve-se levar em consideração a criação de uma identidade visual que tem


como objetivo criar um design gráfico que permita ao usuário identificar as
informações que o site quer divulgar.

É preciso ficar bem claro que o webdesigner participa da equipe de


desenvolvimento, mas não é o arquiteto da informação.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
O arquiteto da informação
O arquiteto, após análise dos tipos das informações que comporão os sites,
contará com diversos profissionais no processo, os quais seguirão as suas
orientações com relação à forma de dispor o conteúdo no site.

Os processos de animações, design propriamente dito e codificação ficam a


cargo de profissionais específicos, mas cabe ao arquiteto da informação
determinar e supervisionar esse trabalho, pois sua preocupação refere-se à
informação, com o intuito de não alterar sua característica conforme o projeto e
os requisitos do usuário.

Com relação à programação, o arquiteto também faz uma análise visando


escolher aquela que mais se enquadra para a geração da informação, uma vez
que softwares têm características diferentes e geram arquivos diferentes, sendo
interessante que a estrutura inicial projetada seja mantida.

A internet como forma de divulgação


Embora várias empresas usem a internet como forma de propaganda de seus
produtos ou serviços, é importante frisar que nem sempre os sites serão para
propaganda, e sim uma forma de divulgação de produtos ou serviços de uma
empresa – da mesma forma que seria se o cliente fosse à loja para conhecer
suas dependências.

Os publicitários, de maneira geral, acham que a embalagem vende por si só, ou


seja, dando uma roupagem adequada ao produto, a embalagem passa a ser
mais importante que o próprio produto. Esse é o diferencial de uma
“propaganda”. Nesses casos, cores e modelos são fundamentais para a criação
das embalagens.

Com relação à uma aplicação na web, a embalagem serão as páginas que


deverão ser compostas de formas e cores, obedecendo características de

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
organização, que é dona do site, mas deixando visível tudo que for importante
para que o usuário possa ver, reconhecer e se sentir “convidado a entrar”.

Como a marca de um produto está diretamente associada ao rosto de uma


pessoa, por exemplo, ela acaba se tornando/criando uma primeira impressão
para a pessoa. Esse deve ser o pensamento, ao se preparar o design visual de
um site, de forma a “marcar” no usuário a intenção do dono do site e pensando
seus produtos ou serviços, enfim a proposta do site.

Outro fator importante é a questão de acompanhar certas tendências que, de


certa forma, ditam os estilos de design, tal como uma moda do vestuário.
Manter uma tendência pode ser interessante para que o site seja moderno, mas
exibindo as informações de acordo com a intenção do cliente.

A tendência atual para os sites


Atualmente a tendência aponta para sites mais limpos, com menos espaços
destinados a conteúdo delimitado por enquadramento, que não sejam
carregados com animações e efeitos especiais e utilizam linguagens mais
simples, porém com recursos necessários para a obtenção do efeito desejado.

O uso de menus pode ser interessante, uma vez que mostra as opções do site e
dá ao usuário uma noção do conteúdo que o site apresenta.

Outro fator importante que o arquiteto da informação pode explorar é o uso de


rodapés que contenham informações em um espaço que não comprometa o
conteúdo da página.

Atualmente a tendência aponta para sites mais limpos, com menos espaços
destinados a conteúdo delimitado por enquadramento, que não sejam
carregados com animações e efeitos especiais e utilizam linguagens mais
simples, porém com recursos necessários para a obtenção do efeito desejado.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
O uso de menus pode ser interessante, uma vez que mostra as opções do site e
dá ao usuário uma noção do conteúdo que o site apresenta.

Outro fator importante que o arquiteto da informação pode explorar é o uso de


rodapés que contenham informações em um espaço que não comprometa o
conteúdo da página.

Aspectos de percepção
Alinhamento
Com relação ao alinhamento, não existe uma regra geral que determine uma
forma, mas o ideal é que se mantenha o mesmo tipo de alinhamento nas
páginas (à direita, esquerda, centralizado ou justificado). Normalmente, é
usado o alinhamento à esquerda.

Proximidade
Proximidade representa manter juntos ou próximos elementos de mesmo
conteúdo.

Repetição
Repetição é a forma de criar as páginas parecidas para que o usuário tenha a
percepção de estar no mesmo site.

Contraste
O contraste significa a importância dos objetos dentro da página, obedecendo-
se a uma hierarquia entre as informações.

Aspectos semânticos
Esses aspectos estão relacionados ao design físico de conteúdo e à interação do
usuário com as páginas e envolve texto, janelas e aparência.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Com relação aos textos, os aspectos semânticos tratam do texto propriamente
dito e do espaço que ele ocupa nas áreas delimitadas, como densidade do texto
e densidade da tela. Sendo vários os níveis de usuários, é importante que haja
opções para todos os tipos; o conteúdo deve ser apresentado, portanto,
considerando-se esses tipos. Sobre as janelas, é importante determinar o layout
com base nos diferentes objetos que serão apresentados nas telas, garantindo
a funcionalidade das janelas:

 Navegação – determina a direção para o usuário;


 Organização – organiza as informações em regiões;
 Explicação – orienta por meio de explicações;
 Metáfora – representa as informações por meio de símbolos.

Modelos de páginas
Aplicar um modelo de página significa escolher a melhor forma de distribuir as
informações e também os esquemas de cores das páginas principal e
secundárias.

As navegações também deverão ser contempladas para aplicação do modelo. E


deve-se ter atenção quanto às ferramentas que serão usadas para aplicação do
modelo, ressalta-se.

Algumas ações devem ser levadas em consideração para os modelos:

 Estilo das páginas;


 Estilo de navegação;
 Frames, tabelas, rodapés;
 Imagens, vídeos, texto.

Um dos princípios básicos da arquitetura da informação é desenhar espaços


informacionais que possibilitem o compartilhamento de informações, atendendo

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
as necessidades do usuário, respeitando suas condições de trabalho e
mantendo as características da empresa conforme ilustração.

O planejamento estratégico como gestão do conhecimento se preocupa com a


definição de políticas, cultura, missão, valores e visão da organização, definindo
diretrizes, objetivos e requisitos do sistema e analisando as necessidades de
informação dos clientes.

A arquitetura da informação analisa os objetivos da organização, os requisitos e


a política da informação definidos pelos usuários (no caso, os gestores da
empresa). Para tal, é necessário especificar os requisitos para o projeto do
sistema a ser implantado.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Processos acerca da criação de páginas
CRIAÇÃO E PRODUÇÃO
É importante desenvolver espaços de informação de forma a estimular e
sistematizar a criação, a produção e a especificação de requisitos de conteúdo.

IDENTIFICAÇÃO E MAPEAMENTO
É o momento de analisar as informações mapeadas desenvolvendo métodos e
técnicas para identificar os conhecimentos e as fontes de informação.

COLETA
Devem-se identificar as metodologias definidas utilizando-se ferramentas e
técnicas para capturar e formalizar as informações.

SELEÇÃO E VALIDAÇÃO
Significa definir os instrumentos de análise da qualidade da informação.

TRATAMENTO
É importante definir métodos e técnicas de representação, organização e
armazenamento das informações conforme políticas predefinidas.

COMUNICAÇÃO
Desenvolver sistemas de recuperação da informação e de interfaces de
comunicação com todos que participarem do ambiente.

APLICAÇÃO
Desenvolver e implementar as melhorias idealizadas em processos que
representem garantias de divulgação de informação.

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
AVALIAÇÃO
Armazenar os indicadores de uso, de desempenho e satisfação predefinidos,
desenvolvendo ferramentas de avaliação e extração de indicadores.

A arquitetura da informação como gestão do conhecimento tem a finalidade de:

 Organizar e recuperar informações;


 Padronizar e integrar os dados;
 Racionalizar recursos;
 Melhorar a prestação de serviços;
 Aprimorar a comunicação interna;
 Criar redes de conhecimento.

Ferramentas de projeto
O arquiteto da informação tem a necessidade de gerenciar conteúdos; para isso
existe uma gama de ferramentas que melhorarão a arquitetura de informação
em uma aplicação, abordando o lado técnico desse gerenciamento abrangendo
hospedagem, instalação, upgrades, extensões, ampliação e otimização.

Ao preparar o ambiente de uma aplicação web, o arquiteto, como já foi visto


em outras aulas, deve se preocupar em como as informações serão fornecidas
e em como o usuário poderá manipular as formas de acessar e visualizar o que
procura.

O projeto de design cuida da aparência de forma a facilitar o arranjo das mais


diversas informações que serão visualizadas. Aplicativos permitem a
diagramação e a arrumação do ambiente para o usuário, deve ser lembrado.

Ferramentas de arquitetura de informação


Não podemos esquecer que muitas informações juntas podem levar ao que se
chama “teoria do caos”. Não deve existir o caos no ambiente informacional no

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
momento em que o arquiteto da informação tem a necessidade de categorizar
as informações a fim de evitar o acúmulo delas – em momento algum, a
propósito.

Ferramentas de arquitetura de informação são fundamentais para assegurar o


sucesso de um projeto de uma aplicação web. Selecionando a ferramenta
apropriada e aproveitando ao máximo as suas capacidades, com certeza as
necessidades do cliente serão atendidas.

Arquitetos de informação podem utilizar ferramentas diferentes em vários


processos, mas o importante é a escolha daquelas que mais se adéquem à
aplicação.

A classificação das informações


Existe a necessidade de atualização constante e de uma classificação,
principalmente, com relação à busca e à disponibilização das informações. Para
tal, há softwares específicos que se enquadram nas seguintes categorias:

 Classificação automatizada: são softwares que gerenciam


determinadas regras que podem ser definidas pelos usuários ou por
algoritmos e que permitem a indexação dos documentos de forma
automática;
 Geração automatizada de categoria: são softwares que melhoram
as regras que podem ser definidas pelos usuários ou por algoritmos
gerando categorias e taxonomias de forma automática;
 Ferramentas de busca: são softwares que fornecem indexação
integral de texto e busca no índice;
 Gerenciamento de tesauro: são ferramentas que dão suporte para
desenvolvimento e manutenção de vocabulários e tesauros (uma lista de
palavras com significados semelhantes dentro de um domínio específico
de conhecimento);

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
 Filtragem colaborativa: são ferramentas destinadas às preferências
do usuário que criam modelos e perfis para personalizar o sistema de
organização e navegação;
 Soluções para portais: são ferramentas que fornecem soluções de
portal a empreendimentos integrados;
 Gerenciamento de conteúdo: são softwares que gerenciam o fluxo de
trabalho desde a autoria até a publicação;
 Analíticos: são softwares que analisam fontes de dados do público-alvo
criando interações entre os usuários (mais voltados para campanhas de
marketing, por exemplo);
 Gerenciamento de base de dados: ferramentas para gerenciar e
fornecer acesso a dados estruturados.

O arquiteto da informação tem também a necessidade de estipular a


importância dos elementos e como eles devem ser apresentados ao usuário e
como será a interação. Por essa razão é interessante a criação de filtragem das
informações que serão disponibilizadas utilizando-se wireframes.

Um wireframe é um guia visual básico usado em design de interface para


sugerir a estrutura de um sítio web e relacionamentos entre suas páginas. Um
wireframe web é uma ilustração semelhante do layout de elementos
fundamentais na interface. Normalmente, wireframes são concluídos antes que
qualquer trabalho artístico seja desenvolvido.

Veremos abaixo alguns exemplos de softwares utilizados para AI.

 Microsoft Visio: ferramenta de diagramação que consiste na criação de


Sites de mapas na fase de planejamento;
 OmniGraffle: Ferramenta que cria fluxogramas, organogramas,
diagramas de redes, projetos, layouts etc. que possam ser representados
por símbolos e linhas de diagramação;

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
 PowerMapper: ferramenta adequada para mapear sites online ou
offline com vários estilos de mapeamento disponíveis;
 SmartDraw: ferramenta de criação de mapas de sites com vários
modelos disponíveis ou com opção de criação de um modelo próprio;
 Axure: ferramenta de prototipagem de interfaces que permite total
interação do usuário. Nela são criados wireframes e se consegue por em
prática a experiência que o usuário terá com o produto, antes mesmo da
concepção de layout ou desenvolvimento, minimizando riscos e custos;
 Optimal Sort: ferramenta profissional de apoio a avaliações com
usuários realizadas por meio da técnica de classificação/organização de
cartões. Realiza efetivamente o card sorting (fechado ou aberto) online;
 Ethnio: ferramenta amigável para o recrutamento de pessoas a partir
do site;
 FireShot: o Fireshot é uma extensão do Firefox que cria e edita
screenshots (capturas de tela).

As ferramentas de desenvolvimento estão presentes em todo tipo de aplicação.


Um projeto bem elaborado com recursos de Engenharia de Software, por
exemplo, tem nas ferramentas um aliado para o sucesso da aplicação. Nas
aplicações web o uso dessas ferramentas tende a tornar o site mais enxuto e
com a garantia de manter a integridade do projeto desde sua concepção até a
sua implementação.

Atividade proposta
Escolha duas das ferramentas abordadas nesta aula e dê exemplos de como
estão sendo usadas.

Referências

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Exercícios de fixação
Questão 1
Marque a opção correta sobre elementos visuais:

a) Margens: Devem ser utilizadas com informações secundárias sem sobrecarregar o


layout.
b) Guia horizontal: São grupos de módulos que são destinadas a informações
específicas.
c) Colunas: São indicadores para textos secundários ou informações adicionais.
d) Módulos: Representam os alinhamentos verticais.
e) Zonas espaciais: Devem ser utilizadas para o alinhamento e orientação de textos.

Questão 2
Marque a opção errada com relação aos aspectos semânticos:

a) São relacionados ao design físico de conteúdo.


b) Estes aspectos tratam do texto propriamente dito e do espaço que ele
ocupa nas áreas delimitadas.
c) Com base em janelas é importante determinar o layout para apenas um
tipo de objeto.
d) Metáfora representa as informações através de símbolos.
e) As navegações deverão ser contempladas para aplicação do modelo.

Questão 3
Qual das opções abaixo não está relacionada ao aspecto de percepção?

a) Alinhamento
b) Proximidade
c) Repetição
d) Contraste
e) Metáfora

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 4
A estruturação de todos os elementos que comporão o layout, de forma clara e
que possa garantir um fácil entendimento é obtida na fase de:

a) Diagramação
b) Explicação
c) Metáfora
d) Organização
e) Navegação

Questão 5
A definição de métodos e técnicas de representação, organização e
armazenamento das informações conforme políticas pré-definidas, significa:

a) Tratamento
b) Comunicação
c) Avaliação
d) Aplicação
e) Seleção e validação

Questão 6
O desenvolvimento dos espaços de informação representa:

a) Coleta
b) Seleção
c) Comunicação
d) Criação
e) Validação

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 7
Assinale a afirmativa correta.

a) Aplicação implementa as melhorias idealizadas em processos que


representem garantias de divulgação de informação.
b) Coleta define os métodos e técnicas de representação, organização e
armazenamento das informações conforme políticas pré-definidas.
c) Comunicação armazena os indicadores de uso, de desempenho e
satisfação pré-definidos, desenvolvendo ferramentas de avaliação e
extração de indicadores.
d) Produção desenvolve sistemas de recuperação da informação e de
interfaces de comunicação com todos que participarem do ambiente.
e) Tratamento armazenar os indicadores de uso.

Questão 8
Com relação ao planejamento estratégico como gestão do conhecimento, pode-
se afirmar que:

a) Só define as políticas de uma empresa.


b) Só define os requisitos do sistema.
c) Não se preocupa com a missão de uma empresa.
d) Analisa as necessidades de informação dos clientes.
e) Não sistematiza a criação.

Questão 9
A arquitetura da informação como gestão do conhecimento tem a finalidade de:

a) Racionalizar recursos
b) Definir usuários
c) Garantir sites estáticos
d) Garantir sites elásticos
e) Definir a estrutura do site

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Questão 10
Softwares que gerenciam o fluxo de trabalho desde a autoria até a publicação
são considerados como ferramentas de:

a) Classificação automatizada
b) Busca
c) Gerenciamento de tesauro
d) Gerenciamento de conteúdo
e) Gerenciamento de indicadores

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Aula 4
Exercícios de fixação

Questão 1 - A
Justificativa: A função das margens é não sobrecarregar a página.

Questão 2 - C
Justificativa: Esses aspectos estão relacionados ao design físico de conteúdo e à
interação do usuário com as páginas e envolve texto, janelas e aparência.

Questão 3 - E
Justificativa: A metáfora está ligada à semântica e não à percepção.

Questão 4 - A
Justificativa: Na diagramação o desenho das páginas deve abordar os
elementos que o comporão.

Questão 5 - A
Justificativa: Esses aspectos estão relacionados ao design físico de conteúdo e à
interação do usuário com as páginas e envolve texto, janelas e aparência.

Questão 6 - D
Justificativa: As demais opções estão relacionadas à informação e não ao
espaço.

Questão 7 - A
Questão 8 - D
Questão 9 - A
Questão 10 - D

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO
Rogério Leitão Nogueira é Mestre em Educação Tecnológica, Pós-graduado em
Docência Superior e possui Graduação em Processamento de Dados. É
Professor da área de TI na UNESA há 15 anos e Professor e coordenador do
curso de Sistemas de Informação da FAETERJ Paracambi – FAETEC.

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