LEI 14130 2001

de 19/12/2001

Art. 1º A prevenção e o combate a incêndio e pânico em edificação ou espaço destinado a uso coletivo no Estado serão feitos com a observância do disposto nesta lei. Parágrafo único Consideram-se edificação ou espaço destinado a uso coletivo, para os fins desta lei, os edifícios ou espaços comerciais, industriais ou de prestação de serviços e os prédios de apartamentos residenciais. Art. 2º Para os fins do artigo 1º, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais CBMMG, no exercício da competência que lhe é atribuída no inciso I do art. 3º da Lei Complementar nº 54, de 13 de dezembro de 1999, desenvolverá as seguintes ações: I análise e aprovação do sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico; II planejamento, coordenação e execução das atividades de vistoria de prevenção a incêndio e pânico nos locais de que trata esta lei; III estabelecimento de normas técnicas relativas à segurança das pessoas e seus bens contra incêndio ou qualquer tipo de catástrofe; IV aplicação de sanções administrativas nos casos previstos em lei. Parágrafo único. As normas técnicas previstas no inciso III do “caput” deste artigo incluirão instruções para a instalação de equipamento para detectar e prevenir vazamento de gás. (Parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Lei nº 17.212, de 12/12/2007.) Art. 3º Constituem infrações sujeitas a sanção administrativa: I - deixar de instalar os instrumentos preventivos especificados em norma técnica regulamentar ou instalá-los em desacordo com as especificações do projeto de prevenção contra incêndio e pânico ou com as normas técnicas regulamentares; II - não fazer a manutenção adequada dos instrumentos a que se refere o inciso I, alterar-lhes as características, ocultá-los, removê-los, inutilizá-los, destruí-los ou substituí-los por outros que não atendam às exigências legais e regulamentares. Art. 4º A inobservância do disposto no artigo 3º desta Lei sujeita o infrator às seguintes sanções administrativas: I advertência escrita; II multa; III interdição. § 1º A advertência escrita será aplicada na primeira

vistoria, constatado o descumprimento desta lei ou de norma técnica regulamentar. § 2º Sessenta dias após a formalização da advertência escrita, persistindo a conduta infracional, será aplicada multa de R$100,00 (cem reais) a R$3.000,00 (três mil reais), valores que serão corrigidos monetariamente de acordo com índice oficial. § 3º Persistindo a infração, nova multa será aplicada em dobro e cumulativamente. § 4º A pena de interdição será aplicada quando houver risco iminente de incêndio ou pânico. Art. 5º - Será afixado na parte externa da edificação ou do espaço destinado a uso coletivo referidos no parágrafo único do art. 1º o laudo de vistoria e liberação para seu funcionamento, emitido pelo CBMMG, sob pena de interdição imediata do estabelecimento. Art. 6º - É obrigatória a presença de responsável técnico, na forma estabelecida em regulamento pelo CBMMG, em evento público realizado no Estado. Art. 7º A pessoa física ou jurídica responsável pela comercialização, instalação, manutenção e conservação de aparelhos de prevenção contra incêndio e pânico utilizados em edificação de uso coletivo deverá cadastrar-se no CBMMG para o exercício dessas atividades. Parágrafo único As especificações técnicas do cadastro a que se refere o “caput” deste artigo serão definidas pelo CBMMG. Art. 8º – Fica proibido ao militar da ativa ser proprietário ou consultor de empresa de projeto, comercialização, instalação, manutenção e conservação nas áreas de prevenção e combate a incêndio e pânico. Parágrafo único - Serão aplicadas ao infrator do disposto neste artigo as penalidades previstas em lei. Art. 9º Esta Lei estende-se, no que couber, às edificações e espaços destinados ao uso coletivo já existentes na data de sua publicação. Art. 10 O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de sessenta dias contados da data de sua publicação. Art. 11 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

proporcionar meios de controle e extinção do incêndio e pânico.ampliação: é o aumento da área de risco ou da área construída da edificação. Incumbe ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais . casa de máquinas.270/2006 CAPÍTULO I DAS DISPOSIçõES PRELIMINARES Art. III . reservatórios d'água. sob a projeção do paramento externo da parede da edificação ao piso do último pavimento.altura ascendente ou altura do subsolo da edificação: é a medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível de descarga. possibilitando o abandono seguro e evitando perdas de vida. Art. 2º As exigências das medidas de segurança contra incêndio e pânico das edificações e áreas de risco devem ser cumpridas visando atender aos seguintes objetivos: I . CAPÍTULO II DAS DEFINIçõES Art.CBMMG.proporcionar condições de segurança contra incêndio e pânico aos ocupantes das edificações e áreas de risco. pavimento superior da cobertura (duplex). ao ponto mais baixo do nível do piso do pavimento mais baixo da edificação (subsolo).garantir as intervenções de socorros de urgência. excluindo o ático. IV .minimizar os riscos de eventual propagação do fogo para edificações e áreas adjacentes. e assemelhados. 12 Revogam-se as disposições em contrário. . Parágrafo único. III .dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros Militar. 1º Este Decreto contém o regulamento de segurança contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais. II . reduzindo danos ao meio ambiente e patrimônio. as ações de que trata este Decreto.Art. barriletes.altura da edificação ou altura descendente: é a medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível de descarga. Decreto 44. e V . sob a projeção do paramento externo da parede da edificação. II . 3º Para efeito deste Decreto aplicam-se as definições a seguir descritas: I .

TRRF.edificação térrea: é a edificação de um pavimento.área construída: é a somatória das áreas cobertas de uma edificação. em metros quadrados. impedindo a passagem de calor ou fumaça. analisar.área de risco: área onde haja possibilidade da ocorrência de um sinistro. lagos mesmo os artificiais. movimentação de pessoas e/ou materiais sem parte edificada.compartimentação: é a característica construtiva. sobrelojas e jiraus. XVI . VII . XVII . determinado pela norma correspondente. passeios públicos e áreas impróprias ao uso. avaliar e emitir pareceres relativos aos casos que necessitarem de soluções técnicas complexas ou apresentarem dúvidas quanto às exigências previstas neste Decreto.carga de incêndio: é a soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis em um espaço. ações de carga e descarga. . cujas características básicas são a vedação térmica e a estanqueidade à fumaça.edificação: é a área construída destinada a abrigar atividade humana ou qualquer instalação. na qual se tem a divisão em nível (cômodos) ou vão vertical (pé direito).área protegida: é a área dotada de medidas ativas e passivas para proteção contra incêndio e pânico. estabelecendo um período de revalidação. Excetuam-se destas as áreas destinadas a jardinagem. conferida à edificação em relação às suas divisões internas. XVIII . XIV . no âmbito de segurança contra incêndio e pânico.análise: é o ato formal de verificação das exigências das medidas de segurança contra incêndio e pânico das edificações e áreas de risco no processo de segurança contra incêndio e pânico. IX . riachos e poços. certificando que a edificação possui as condições de segurança contra incêndio e pânico.auto de vistoria do Corpo de Bombeiros . XV . em metros quadrados. XII .área utilizável: é toda aquela que de alguma forma pode ser utilizável para manobra de veículos. VI . previstas na legislação. tendo como objetivos propor normas de segurança contra incêndio e pânico. medidas em megajoule por metro quadrado.área a construir: é a somatória das áreas a serem construídas de uma edificação.IV . divisórias. inclusive o revestimento das paredes. dentre outros.área total da edificação: somatória da área a construir e da área construída de uma edificação.corpo técnico: é um grupo de estudos formado por profissionais qualificados do CBMMG. VIII . em metros quadrados. Exemplificam esta definição os taludes em aclive acentuado.AVCB: documento emitido pelo CBMMG. X . podendo possuir mezaninos. V . barrancos em pedra. XI . em que o elemento construtivo estrutural e de vedação possui resistência mecânica à variação térmica no tempo requerido de resistência ao fogo . concebida pelo arquiteto ou engenheiro. pertencentes ao imóvel. XIII .área imprópria ao uso: são áreas que por sua característica geológica ou topográfica impossibilitam a sua exploração.área edificada: entende-se por área edificada toda a área que possuir piso e teto construídos. equipamento ou material. pisos e tetos.

XXXI .pavimento: espaço compreendido entre o plano de piso e o plano do teto imediatamente acima do piso de referência. XXVII .risco: exposição ao perigo e a probabilidade da ocorrência de um sinistro. XXIII .medidas de segurança contra incêndio e pânico: é o conjunto de ações e dispositivos a serem instalados nas edificações e áreas de risco necessários a evitar o surgimento de incêndio e pânico. XXXVI . concebida pelo arquiteto ou engenheiro. XXI .XIX .mudança de ocupação: consiste na alteração de uso da edificação que motive a mudança de classificação na Tabela 1 do Anexo deste Decreto.nível de descarga: é o nível no qual uma porta externa conduz ao exterior.nível: é a parte da edificação não contida em um mesmo plano.MJ: é a medida de capacidade calorífica dos corpos e materiais.ocupação: é a atividade ou uso da edificação. cuja .responsável técnico: profissional legalmente habilitado perante o órgão de fiscalização profissional. XXXIII .prevenção contra incêndio e pânico: medidas para evitar a eclosão de um incêndio e pânico ou para limitar seus efeitos.piso: superfície superior do elemento construtivo horizontal sobre a qual haja previsão de estocagem de materiais ou onde os usuários da edificação tenham acesso. provoca nas pessoas reação desordenada. XXXIV .Instrução Técnica: é o documento elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar com objetivo de normalizar medidas de segurança contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco e procedimentos administrativos. XXXV .SI. sendo considerado pavimento a estrutura que possuir área superior a metade da área do pavimento subdividido. para elaboração ou execução das atividades relacionadas com a segurança contra incêndio e pânico.ocupação predominante: é a atividade ou uso principal exercido na edificação.PSCIP: é a documentação que contém os elementos formais das medidas de segurança contra incêndio e pânico de uma edificação ou área de risco que deve ser apresentada no CBMMG para avaliação em análise técnica. ao meio ambiente e ao patrimônio. XXXII . XXXVII . XXIV . na qual se tem a separação física de uma edificação em relação às demais circunvizinhas. XXX .ocupação mista: é a edificação que abriga a mais de um tipo de ocupação. XXIX . XXVI . limitar sua propagação.risco isolado: é a característica construtiva.megajoule . XX .processo de segurança contra incêndio e pânico . possibilitar sua extinção e ainda propiciar a proteção à incolumidade das pessoas. XXII . XXV . de propagação rápida. individual ou coletiva.pânico: susto ou pavor que. estabelecida pelo Sistema Internacional de Unidades . repentino. XXVIII .mezanino: é a estrutura que subdivide parcialmente um pavimento em dois pisos.incêndio: é o fogo sem controle.

balcões. rampas ou outros dispositivos de saída ou combinações destes. VII . e IX . XXXIX . por intermédio do Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico: I . CAPÍTULO III DA COMPETÊNCIA DO CBMMG Art. III . devidamente protegido e sinalizado.realizar a vistoria nas edificações e áreas de risco por intermédio de profissionais credenciados. XL . IV . escadas.cassar o AVCB ou o ato de aprovação do processo. V . emanadas de outra atingida por incêndio.planejar ações e operações na área da segurança contra incêndio e pânico. XXXVIII . 4º É de competência do CBMMG.segurança contra incêndio e pânico: é o conjunto de ações e recursos internos e externos à edificação ou área de risco que permitem controlar a situação de incêndio e pânico e remoção das pessoas do local de sinistro em segurança. que conduzam os usuários de qualquer ponto da edificação até atingir a via pública ou espaço aberto. II . e XLII .dispor sobre as medidas de segurança contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco e demais ações previstas neste Decreto. no caso apuração de irregularidade. halls.expedir o respectivo AVCB. VI .serviço de segurança contra incêndio e pânico: compreende todas as unidades do CBMMG que direta ou indiretamente desenvolvem as atividades relacionadas à segurança contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco. passagens externas. . corredores.risco iminente: é a constatação de situação atual e iminente de exposição ao perigo e a probabilidade de ocorrência de um sinistro que deve ser fundamentada pelo Bombeiro Militar durante a realização de vistoria levando-se em consideração a exposição ao perigo potencial e as medidas de proteção adotadas no local. proporcionado por portas. ministrados por profissionais legalmente capacitados.característica básica é a impossibilidade técnica de uma edificação ser atingida pelo calor irradiado.realizar estudos. conduzido ou propagado pela convecção de massas gasosas aquecidas. em comunicação com o logradouro. protegido do incêndio ou pânico. observando-se o cumprimento das exigências estabelecidas neste Decreto. VIII . XLI .saída de emergência: caminho contínuo. a ser percorrido pelos usuários em caso de um incêndio e pânico.credenciar seus oficiais e praças por meio de cursos e treinamentos. pesquisas e perícias na área de segurança contra incêndio e pânico por intermédio de profissionais qualificados.fiscalizar o cumprimento deste Decreto e aplicar sanções administrativas.vistoria: é o ato de certificar o cumprimento das exigências das medidas de proteção contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco por meio de exame no local. vestíbulos.analisar processos de segurança contra incêndio e pânico. para desenvolvimento das atividades de verificação da conformidade das medidas de segurança contra incêndio e pânico.

observada a legislação vigente à época de sua aprovação inicial. deverão atender às mesmas exigências previstas para edificações construídas a partir da vigência deste Decreto. cuja área de ampliação especificada no inciso III ultrapassar cinqüenta por cento da área da edificação.PSCIP. 5º As exigências de medidas de segurança contra incêndio e pânico previstas neste Decreto serão regulamentadas por Instrução Técnica específica e serão aplicadas a todas as edificações e áreas de risco existentes ou construídas a partir de sua publicação e por ocasião: I . inclusive a emissão do AVCB. de tal modo que o efeito do incêndio gerado em uma delas possa atingir as outras.de modificações que comprometam a eficiência das medidas de segurança contra incêndio e pânico. e III . exceto àquelas que compõem um conjunto arquitetônico formado pelo menos por uma edificação tombada pelo patrimônio histórico e edificações vizinhas. que não possuam Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico . CAPÍTULO IV DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Art. § 2º As edificações projetadas ou em construção. que não ultrapassarem os limites previstos nos SS§ 4º e 5º.Parágrafo único. e . § 3º As edificações existentes. sendo aceitas quantas ampliações necessárias. construídas até 1º de julho de 2005. construídas até 1º de julho de 2005. II . até a data da publicação deste Decreto. § 8º Não se aplicam as exigências deste Decreto nos seguintes casos: I . § 6º Às ampliações em edificações existentes. das Instruções Técnicas expedidas pelo Diretor de Atividades Técnicas. § 1º As edificações existentes.das ampliações de área construída. § 5º Para as edificações existentes. aprovado até a data da publicação deste Decreto deverão atender às tabelas específicas previstas em Instrução Técnica. cujos PSCIP foram aprovados e liberados pelo CBMMG. que não possuam Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico . aprovado e liberado pelo CBMMG até a data da publicação deste Decreto. sofrerão vistorias permanentes. construídas até 1º de julho de 2005. aprovado e liberado pelo CBMMG. É da competência do Comandante-Geral do CBMMG a homologação. desde que observados os limites previstos. serão aplicadas tabelas específicas previstas no § 1º. construídas até 1º de julho de 2005. cujo PSCIP tenha sido aprovado pelo CBMMG.da mudança da ocupação ou uso. § 4º Para as edificações existentes. deverão atender às mesmas exigências previstas para edificações construídas a partir da publicação deste Decreto. estas ainda que não tombadas. § 7º Para as edificações com projetos aprovados a partir de 2 de julho de 2005 até a data da publicação deste Decreto.edificações residenciais unifamiliares. por meio de portarias. terão garantidos os direitos de acordo com a legislação anterior. cuja área de ampliação especificada no inciso III ultrapassar cinqüenta por cento da área comprovada da edificação.PSCIP.PSCIP. serão aplicadas as exigências previstas na legislação em vigor da época. que possuam Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico .

II . deverá manter disponível ao proprietário ou responsável técnico interessado as informações sobre o andamento do processo. especificações das medidas de segurança contra incêndio e pânico e demais documentos necessários à demonstração do atendimento das disposições técnicas previstas neste Decreto e respectivas Instruções Técnicas. Nas edificações de ocupações mistas serão observados os seguintes critérios: I . § 2º O proprietário ou o responsável técnico da edificação poderá solicitar informações sobre o andamento do processo ou do pedido de vistoria ao Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico do CBMMG. que deverá se pronunciar no prazo de até dois dias úteis. constantes do PSCIP. § 10. podendo a edificação possuir no máximo dois pavimentos.II . CAPÍTULO V DOS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS Seção I Da Tramitação Art. deverão ser adotados os parâmetros correspondentes às exigências de cada uma das ocupações. deverá ser observado o parâmetro mais rigoroso. devem ser projetadas e executadas por profissionais ou empresas habilitadas pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura . § 9º As medidas de segurança contra incêndio e pânico em edificações que compõem o patrimônio histórico deverão ser especificadas em Instrução Técnica. As edificações e áreas de risco que não tenham sua ocupação ou seu uso definidos na Tabela 1 do Anexo deste Decreto deverão submeter-se às exigências definidas por Corpo Técnico. considerando a área total da edificação. por intermédio do Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico.nas situações previstas nos incisos I e II.existindo compartimentação. 6º A tramitação do processo terá início com o protocolo. . seja superior a dez por cento da área total do pavimento onde se situa. § 11. Não é considerada ocupação mista o conjunto de atividades onde predomina uma atividade principal que possua atividades secundárias fundamentais para a concretização da primeira. é necessário que a área destinada às ocupações principais diversas. § 3º As medidas de segurança contra incêndio e pânico submetidos à aprovação do CBMMG. para fins de exigência de reserva técnica para a edificação. III .CREA-MG. § 1º O CBMMG. devidamente instruído com o projeto contendo plantas. § 12. § 13.não existindo compartimentação. deverão ser adotados os parâmetros correspondentes à ocupação que apresentar exigências mais rigorosas.residências unifamiliares de ocupação mista que tenham acessos independentes. excluindo-se a maior delas. Para que a ocupação se caracterize como mista.

§ 3º O indeferimento do processo deverá ser motivado com base na inobservância das disposições contidas neste Decreto e respectivas Instruções Técnicas. § 4º Após as correções.PSCIP. constatada qualquer irregularidade nas medidas de segurança contra incêndio e pânico. § 3º Após a expedição do AVCB. responsável pelo uso. neste caso. será feita mediante solicitação do proprietário. 8º A vistoria para a emissão do AVCB. sendo substituído. § 5º O processo será aprovado desde que regularizado ou sanadas as notificações apontadas em análise. na forma de notificação. pelo Relatório de Vistoria do CBMMG. com a capitulação que caracterizou as irregularidades.00m2 (setecentos e cinqüenta metros quadrados). Seção III Da Vistoria para fins de Emissão do AVCB Art. § 5º Para edificações de uso coletivo. ainda. . o Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico terá o prazo de quinze dias úteis para a análise do processo. o interessado apresentará o processo para nova análise e o CBMMG terá o prazo de dez dias úteis para pronunciar-se a respeito. poderá ser adotado procedimento administrativo simplificado a ser regulado por Instrução Técnica. o processo será deferido. que foram sanadas as possíveis notificações apontadas em vistoria. § 2º Atendidas as disposições contidas neste Decreto. que deverá indicar as medidas de segurança contra incêndio e pânico a serem implementadas. conforme Instrução Técnica específica. § 6º As medidas de segurança contra incêndio e pânico somente deverão ser executadas após a aprovação do PSCIP. § 1º O processo será objeto de análise por oficial ou praça (Sub Tenente e Sargento) credenciado pelo Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico. nas edificações e áreas de risco. § 1º O prazo para realização da vistoria será de dez dias úteis a contar do protocolo do pedido. o CBMMG providenciará a notificação do responsável para sanar as irregularidades. § 2º O AVCB será expedido após verificado no local o funcionamento e a execução das medidas de segurança contra incêndio e pânico. devendo a documentação ser devolvida ao interessado. poderá ser dispensado o Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico . responsável técnico legalmente habilitado ou representante legal. 7º A partir do protocolo no CBMMG.§ 4º Para edificações de uso coletivo. Seção II Da Análise do Processo Art. de acordo com o processo aprovado em análise e. para as devidas correções. com área de até 750. com área de até 200m2 (duzentos metros quadrados).

interdição.0645 a 2. § 2º Sessenta dias após a formalização da advertência escrita. para a fiscalização de que trata este Decreto. será aplicada na primeira vistoria.advertência escrita. deverá cadastrar-se no CBMMG para o exercício dessas atividades. nas edificações e áreas de risco. A inobservância do disposto neste Decreto sujeita o infrator às seguintes sanções administrativas: I . § 4º As multas previstas no § 2º e § 3º são independentes. o período para a aplicação de nova multa por reincidência deverá ser de no mínimo trinta dias. se for o caso. § 1º A advertência escrita. constatado o descumprimento deste Decreto ou de norma técnica regulamentar. § 5º Após a primeira multa.9216 UFEMG (Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerais). § 3º A multa será dobrada na primeira reincidência e havendo nova reincidência terá inicio o processo para cassação do AVCB. Seção IV Da Vistoria nas Edificações e Áreas de Risco para fins de Fiscalização Art. . Batalhões. II . 10.401. será aplicada multa de 80. CAPÍTULO VI DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS Art. e III . 9o É atribuição da Diretoria de Atividades Técnicas. Companhias e Pelotões do CBMMG realizar vistorias. Seção V Do Cadastro de Pessoas Físicas e Jurídicas Art. § 6º A pena de interdição será aplicada sempre que houver situação de risco iminente devidamente fundamentado. instalação. com exceção das construções provisórias que terão prazo estabelecido em Instrução Técnica. mediante procedimento administrativo definido em Instrução Técnica específica. As especificações técnicas do cadastro.multa. persistindo a conduta infracional. a que se refere este artigo. utilizados em edificação de uso coletivo. serão definidas pelo CBMMG por meio de Instrução Técnica. 11. manutenção e conservação de aparelhos de prevenção contra incêndio e pânico. A pessoa física ou jurídica responsável pela comercialização. em forma de notificação. Parágrafo único.§ 4º O AVCB terá validade de três anos para os locais de reunião de público e cinco anos para as demais ocupações.

quando: I .área até 300m2 .multa de 500 UFEMG. como locais de reunião de público de divisão F2. inutilizá-los. § 10. poderão ser interditadas imediatamente.multa de 200 UFEMG. F5. ocultá-los. de 2001.a edificação não possuir PSCIP aprovado pelo CBMMG ou AVCB. aplicar-se-á pena de interdição nos termos do § 6º. II . caso seja caracterizado risco iminente. § 12. que não possuírem AVCB afixado na parte externa ou espaço destinado a uso coletivo. 5o da Lei nº 14.000m2 .área acima de 5. removê-los.houver o descumprimento de quaisquer das determinações ou providências previstas neste Decreto.. as sanções administrativas previstas neste artigo serão aplicadas individualmente para cada proprietário ou responsável pelo uso.deixar de fazer a manutenção dos instrumentos preventivos específicados em norma técnica.multa de 300 UFEMG. poderá ser interditado mediante procedimento instaurado pelo Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico do CBMMG. § 14.§ 7º As multas deverão seguir uma sequência lógica de aplicação. § 8º A multa deverá ser aplicada ao proprietário ou responsável pelo uso da edificação. IV .área de 301m2 a 750 m2 . As edificações classificadas na Tabela 1 do Anexo deste Decreto. nos termos do art. A edificação ou estabelecimento que após aplicação das multas e cassação do AVCB caso exista. Nos eventos temporários. IV .multa de 100 UFEMG.área de 1. III .130.000 m2 . § 11. as sanções administrativas previstas neste artigo serão aplicadas individualmente para cada proprietário ou responsável pelo uso. II . § 9º A multa será aplicada levando-se em conta a área construída da edificação ou da área de risco do seguinte modo: I . Nas edificações que possuam área irregular em decorrência do descumprimento deste Decreto por parte de um ou mais condomínios. permanecer em situação de irregularidade. F3. F6 e F7. alterar-lhes as características.área de 751m2 a 1. . V . Nas edificações com PSCIP aprovado e que possuam área irregular em decorrência de seu descumprimento por parte de um ou mais condôminos.instalar instrumentos preventivos em desacordo com as especificações do Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico aprovado pelo CBMMG. III .multa de 400 UFEMG.500m2 a 5. § 13.500 m2 . destruí-los ou substiuí-los por outros que não atendam às exigências deste Decreto. e V . Para aplicação dos SS§ 12 e 13 o valor da multa será proporcional à área de responsabilidade do condômino ou condomínio notificado. devendo ser gradual e possuir o caráter instrutivo antes do punitivo. § 15.deixar de instalar os instrumentos preventivos especificados em norma técnica regulamentar.

DOS RECURSOS ADMINISTRATIVOS E REQUERIMENTO DE PRORROGAÇÃO DE PRAZO. 14 a prorrogação de prazo. Art. às autoridades previstas no art. cuja decisão deverá ser proferida no prazo de dez dias úteis. responsável pelo uso ou responsável técnico. Art. Somente serão aceitas solicitações de prorrogação de prazos para correção de irregularidades no projeto e na execução. no caso de indeferimento do recurso previsto no inciso I. Do indeferimento do pedido de reconsideração previsto no art. 12. que a deferindo ou indeferindo. contados do seu recebimento. referente à análise e vistorias para fins de emissão de AVCB. casos fortuitos ou motivos de força maior. a qual poderá reconsiderar sua decisão nos cinco dias úteis subseqüentes. Quando houver discordância de autuação aplicada pelo CBMMG. O pedido de reconsideração será dirigido à autoridade que praticou o ato e protocolizado no órgão a que esta pertencer. 14. o responsável técnico. II . Seção II Do Requerimento de Prorrogação de Prazos Art. no prazo de dez dias a contar do conhecimento. cuja decisão deverá ser proferida dentro do prazo de dez dias úteis. Parágrafo único. 13. o responsável pelo uso ou responsável técnico poderá apresentar pedido de reconsideração do ato. o proprietário ou responsável pelo uso da edificação poderá apresentar recurso dirigido ao Comandante de Pelotão. 16. Seção III Dos Prazos Art.CAPÍTULO VII DA RECONSIDERAÇÃO DE ATO. contados do seu recebimento. Os requerimentos previstos no art. Parágrafo único. 12. mediante petição fundamentada. Os pedidos de reconsideração de ato e recursos previstos nos art. quando houver justificado motivo. 13 e 14 serão interpostos.ao Comandante de Pelotão. Na impossibilidade técnica do cumprimento dos prazos para sanar as irregularidades. o proprietário. indicarão o período necessário para sanar as irregularidades. com comprovação da impossibilidade técnica e cronograma de execução. pelo proprietário. em forma de notificação. 15 deste Decreto poderão ser interpostos. 17. do ato administrativo praticado pelo CBMMG. proprietário ou representante legal poderá requerer. 12 caberá interposição de recurso: I . . 15. que terá o prazo de cinco dias úteis para decisão. Companhia ou Batalhão de Bombeiros Militar. Seção I Da Reconsideração de Atos e Recursos Art. no prazo de sessenta dias a contar da advertência escrita.ao Diretor de Atividades Técnicas do CBMMG. Companhia ou Batalhão do militar que praticou o ato. referente à vistoria de fiscalização. Quando houver discordância do ato administrativo praticado pelo CBMMG. Art.

e II . Art. O proprietário. a qualquer título: I . O proprietário do imóvel ou o responsável pelo uso obrigam-se a manter as medidas de segurança contra incêndio e pânico em condições de utilização e manutenção adequadas. CAPÍTULO X DA CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO Art. como espetáculos. nas de recepção de público e nas demais onde ocorrerem tais eventos.CAPÍTULO VIII DOS EVENTOS PÚBLICOS Art. e ao responsável pela obra. o fiel cumprimento do que foi projetado. devem comprovar a titularidade ou o direito sobre a edificação e área de risco. Para as edificações e áreas de risco a serem construídas caberá aos respectivos autores ou responsáveis técnicos o detalhamento técnico dos projetos e das instalações das medidas de segurança contra incêndio e pânico. sendo aquele profissional o responsável técnico pela segurança e pelas instalações. Para efeito deste Decreto. 24. onde houver alterações que comprometam as medidas de segurança contra incêndio e pânico instaladas. feiras e assemelhados.adotar as providências cabíveis para a adequação da edificação e das áreas de risco às exigências deste Decreto. § 2º As atividades a cargo do profissional nos eventos e os procedimentos serão estabelecidas em Instrução Técnica específica. 23. o interessado deverá apresentar ao CBMMG. 18. Nas edificações destinadas à realização de eventos diversos. o responsável pelo uso ou o seu representante legal podem tratar de seus interesses perante o CBMMG e. quando necessário. 19. mediante documentos comprobatórios. Art. § 1º O disposto no caput aplica-se na realização de eventos em construções provisórias.utilizar a edificação de acordo com o uso para o qual foi projetada. 11. de que trata este Decreto. Art. o PSCIP contendo as adaptações para o evento específico.CREA-MG. as edificações e áreas de risco são assim classificadas: . CAPÍTULO IX DOS DIREITOS E RESPONSABILIDADES DO PROPRIETÁRIO OU RESPONSÁVEL PELO USO Art. independentemente das responsabilidades civis e penais cabíveis. deverão contar com profissional habilitado como responsável pela segurança do evento e dos sistemas preventivos existentes ou projetados. quando necessárias. 21. no prazo definido em Instrução Técnica. objeto da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica perante o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais . Art. Em se tratando de edificações e áreas de risco já construídas é de inteira responsabilidade do proprietário ou do responsável pelo uso. 22. 20. sob pena de incorrer no disposto no art. Os eventos públicos.

VII . VI . IX . de acordo com a Tabela 2 do Anexo. XVIII . X .compartimentação horizontal.espuma. XIV .resfriamento.CO2. XI . II . As medidas de segurança contra incêndio e pânico das edificações e área de risco são as constantes abaixo: I .detecção de incêndio.I .segurança estrutural nas edificações. XX . XII . III . de acordo com a Tabela 3 do Anexo. caracterizando-a como ocupação mista. CAPÍTULO XI DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO Art.chuveiros automáticos.alarme de incêndio.sistema fixo de gases limpos e dióxido de carbono . XXI . de acordo com a Tabela 1 do Anexo.quanto a carga incêndio. XVII .sinalização de emergência. V . 25. VIII .hidrante ou mangotinhos.iluminação de emergência.separação entre edificações (isolamento de risco).gerenciamento de risco de incêndio e pânico. IV .elevador de segurança. podendo conter na mesma edificação um ou mais tipos de ocupação.brigada de incêndio.controle de materiais de acabamento. II .saídas de emergência.acesso de viatura até a edificação.extintores. . XV . e III . XIX . XVI . XIII .controle de fumaça.compartimentação vertical.quanto a altura.quanto à ocupação.

plano de intervenção contra incêndio e pânico. da seguinte forma: I .CCSCIP Art. 26.sistema de proteção contra descargas atmosféricas . § 3º A impossibilidade técnica de execução de uma medida de segurança contra incêndio e pânico não impede a exigência. órgão consultivo do CBMMG. 28 do Decreto nº 44. II . as edificações e áreas de risco devem atender às exigências previstas nas Instruções Técnicas e. evitando ou controlando o pânico. na sua falta. às literaturas internacionais científicas pertinentes consagradas. mais um oficial do EMBM.opinar sobre casos omissos ou de dúvidas na aplicação deste Decreto. determinando as normas e os procedimentos de seu funcionamento.apresentar sugestões quando da elaboração de Instruções Técnicas. IV .outras especificadas em Instrução Técnica.270. evitando ou confinando o incêndio. O Conselho Consultivo de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado .seis representantes como membros natos: a) o Chefe do Estado Maior do CBMMG. às normas técnicas da ABNT e na ausência desta última. de 31 de março de 2006. III . e V . por parte do CBMMG. sob a coordenação do Diretor de Atividades Técnicas.XXII . quando solicitado pelo Comandante Geral do CBMMG. instituído pelo art. XXIII . 27.SPDA.CCPCIP. § 1º Para a execução e implantação das medidas de segurança contra incêndio e pânico. que é seu Presidente. de outras de mesma natureza que possam reduzir a condição de risco. CAPÍTULO XII DO CONSELHO CONSULTIVO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO DO ESTADO . incluindo intervenções e soluções excepcionais.promover a integração entre as várias instituições que compõem o CCSCIP. . e XXIV . suprindo a ação protetora daquela exigida. para a deliberação do Comandante-Geral do CBMMG. § 2º As medidas de segurança contra incêndio e pânico devem ser projetadas e executadas objetivando a preservação da vida humana. quando solicitado pelo Comandante Geral do CBMMG. tem as seguintes atribuições: I . Art.manifestar a respeito de temas e casos relacionados à segurança contra incêndio e pânico. O Conselho Consultivo de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado será composto por treze membros. § 4º As Instruções Técnicas deverão ser elaboradas e modificadas somente mediante análises e propostas realizadas por Corpo Técnico designado pelo Comandante Geral do CBMMG.elaborar o seu regimento interno. objetivando otimizar as ações do CBMMG que propiciem segurança à comunidade.

CREA/MG.COB. f) Sociedade Mineira de Engenheiros . § 3º O mandato dos membros convidados do Conselho é de dois anos.AC-MINAS.FECOMÉRCIO-MG.SINDUSCON-MG.CMI.MINASPETRO. como membros convidados. de que trata o inciso III. utilizados em edificação de uso coletivo e na elaboração de PSCIP. e III .b) o Diretor e mais um oficial do setor técnico da Diretoria de Atividades Técnicas do CBMMG. indicará seu representante titular e o seu suplente no Conselho. h) Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais . c) um Comandante Operacional de Bombeiros . mais um oficial da atividade operacional. convidados pelo CBMMG.dois representantes de estabelecimentos de ensino superior. II . § 2º O dirigente da instituição.cinco representantes. indicados dentre as dez entidades e órgão abaixo relacionados: a) Conselho Regional de Engenharia. e) Associação Comercial de Minas . III . i) Câmara do Mercado Imobiliário .o órgão e as entidades que tenham representantes como suplentes indicarão seus representantes como titulares e assim sucessivamente a cada mandato. II . d) Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais . instalação.decorrido o primeiro mandato o órgão e as entidades que tenham representantes como titulares indicarão seus representantes como suplentes. g) Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos e Lojas de Conveniência do Estado de Minas Gerais . Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais . § 1º Os titulares do órgão e das entidades. relacionados nas alíneas de a a e do inciso II. indicarão seus representantes titulares do Conselho e dos relacionados nas alíneas de f a j os representantes suplentes daqueles.CDL/BH.não poderá fazer parte como membro do Conselho a pessoa física que se beneficie direta ou indiretamente na comercialização. observada a seguinte regra: I . e IV .os representantes titulares indicados no § 1º não poderão ser indicados simultaneamente como suplentes. c) Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte . . j) Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais .SME. manutenção e conservação de aparelhos de prevenção contra incêndio e pânico. Bares e Restaurantes e Similares de Belo Horizonte .FIEMG.SINDHORB. b) Sindicato dos Hotéis.

§ 5º O Presidente do Conselho terá direito. 30. designado para esse fim. Corpo Técnico do CBMMG. Fica revogado o Decreto nº 44. homologará e publicará o regimento interno aprovado pelos membros do Conselho. e será substituído em seus impedimentos eventuais pelo oficial superior mais antigo que compõe o Conselho. § 6º A função de membro do Conselho é considerada de relevante interesse público. 31. para posterior votação. § 4º O parecer emitido pelo CCSCIP deverá ser registrado em ata com a devida fundamentação técnica e legal de cada item discutido.§ 3º Para o cumprimento das atribuições previstas no art.270. as matérias submetidas aos membros do CCSCIP deverão ser instruídas e apresentadas com a devida fundamentação técnica e legal. não lhe cabendo qualquer remuneração. § 7º O Comandante-Geral do CBMMG. assim como os casos especiais. ao de qualidade. admitindo-se adotar literaturas internacionais científicas pertinentes consagradas. Art. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Edifícios de apartamento em geral. Pensionatos. internatos. ANEXO TABELA 1 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO À OCUPAÇÃO Grupo A Ocupação/Uso Residencial Divisão A-1 Descrição Habitação unifamiliar Exemplos Casas térreas ou assobradadas (isoladas e não isoladas) e condomínios horizontais. Na ausência de normas ou omissão de regras gerais e específicas ou quando da impossibilidade técnica do cumprimento das exigências deste Decreto. A-2 A-3 Habitação multifamiliar Habitação coletiva . por meio de ato próprio. O CBMMG dará o apoio logístico para o funcionamento do Conselho. 29. sendo válida a maioria simples de votos. Art. além do voto comum. Art. 26. CAPÍTULO XIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. de 31 de março de 2006. desde que atendam aos objetivos propostos. analisará cada caso e emitirá parecer para decisão do Diretor de Atividades Técnicas. 28.

cursos supletivos e pré-universitários e assemelhados. Hotéis e assemelhados com cozinha própria nos apartamentos (incluem-se aparthotéis. artigos de metal. pintura de letreiros e outros. Legislativo e Judiciário. magazines. Laboratórios de análises clínicas sem internação. de línguas. Agências bancárias e assemelhadas. tribunais. Serviço de B Hospedagem B-1 Hotel e assemelhado Hotéis. Lavanderias. segundo e terceiro graus. pensões. hotéis residenciais) e assemelhados. Escolas de artes e artesanato. hospedarias. artigos hospitalares e incêndio outros. Comércio com baixa carga de louças. C-2 C-3 Shopping's centers D Serviço profissional D-1 Repartições públicas e locais para prestação de serviço profissional ou condução de negócios. cartórios. assistência técnica. Comércio com média e alta carga de incêndio Edifícios de lojas de departamentos. fotográficos e assemelhados. pousadas. B-2 Hotel residencial C Comercial C-1 Armarinhos. cabeleireiros.alojamentos. albergues. D-2 Agência bancária D-3 Serviço de reparação (exceto os classificados em G-4) D-4 Laboratório E Educacional e cultura física E-1 Escola em geral E-2 Escola especial . conventos. casas de cômodos e divisão A3 com mais de 16 leitos. reparação e manutenção de aparelhos eletrodomésticos. laboratórios químicos. de cultura estrangeira. Edificações do Executivo. mosteiros. sem acompanhamento médico. Capacidade máxima de 16 leitos. instituições financeiras (que não estejam incluídas em D-2). escolas religiosas e assemelhados. residências geriátricas. supermercados em geral. chaveiros. escritórios administrativos ou técnicos. Centro de compras em geral (shopping centers). centros profissionais e assemelhados. motéis. de cultura geral. teleatendimento. e assemelhados. Escolas de primeiro. mercados e outros. galerias comerciais.

Restaurantes. capelas.E-3 Espaço para cultura física Locais de ensino e/ou práticas de artes marciais. Edificações permanentes Salões e salas de exposição de F-4 Estação e terminal de passageiro. autódromos. refeitórios. F-6 Clubes sociais e Diversão. estações de transbordo em geral e assemelhados. cantinas e assemelhados. óperas. Creches. mesquitas. dança. ginásticas (artística. F-9 F-10 Recreação pública. Local religioso e velório. F-3 Estádios. templos. rodeios. ginásios e piscinas com arquibancadas. jardins-de-infância. auditórios de estúdios de rádio e televisão e assemelhados. necrotérios. aeroportos. arenas em geral. salas de funerais e assemelhados. sauna. boliche e casa de show. centro de documentos Local onde há objeto de valor históricos. F-7 Construção provisória. metrô. assemelhados. bibliotecas e inestimável. deficientes visuais e auditivos e assemelhados. Exposição de objetos e . parques recreativos e assemelhados. F-8 Local para refeição. jogos e assemelhados. clubes sociais. cemitérios. pista de patinação e assemelhados. Teatros em geral. salões de baile. Centro esportivo e de exibição. portos. lanchonetes. E-4 Centro de treinamento profissional Pré-escola Escola para portadores de deficiências E-5 E-6 Local de Reunião de Público F-2 F F-1 Museus. restaurantes dançantes. bares. Escolas profissionais em geral. cafés. heliponto. Boates. sambódromos. futebol e outros que não estejam incluídos em F-3). feiras em geral e assemelhados. F-5 Arte cênica. Estações rodoferroviárias e lacustre. Igrejas. casas de fisioterapia e assemelhados. cinemas. Escolas para excepcionais. sinagogas. musculação e outros) esportes coletivos (tênis. Jardim zoológico. Circos. escolas maternais. crematórios. bilhares.

retificadoras de motores. . clínicas veterinárias (inclui-se alojamento com ou sem adestramento) G-3 G-4 Serviço de conservação. Todos sem celas. automação. cuidados especiais por tratamento de dependentes de limitações físicas ou mentais. Abrigos para aeronaves com ou sem abastecimento. reformatórios. postos policiais e assemelhados. G-5 Hangares. e assemelhados. objetos e animais. drogas. Garagem sem acesso de público. público e sem abastecimento. Local dotado de abastecimento Postos de abastecimento e de combustível. Local onde a liberdade das pessoas sofre restrições. Garagem sem acesso de Garagens automáticas. postos de saúde e puericultura e assemelhados com internação. prisões em geral (casa de H-3 Hospital e assemelhado. Edificações permanentes. aquários. Centrais de polícia. orfanatos. planetários. hospitais Locais onde pessoas requerem psiquiátricos. Garagem de veículos de carga e coletivos. Auditórios em geral. Oficinas de veículos de carga e coletivos. Hospital veterinário. ambulatórios e postos de atendimento de urgência. casa de saúde. Oficinas de conserto de veículos. abrigos geriátricos.animais. manutenção e reparos. G-6 Serviço de saúde H-1 e institucional H H-2 Asilos. Garagem com acesso de Garagens coletivas sem público e sem abastecimento. álcool. H-4 H-5 Edificações das forças armadas e policiais. galerias de arte. Hospitais. serviço. E assemelhados. prontos-socorros. Hospitais. delegacias e quartéis sem carceragem. show-room. reformatórios. manicômios. com abastecimento. Hospitais psiquiátricos. borracharia (sem recauchutagem). F-11 Serviço automotivo G E Assemelhados G-2 G-1 Auditórios. máquinas agrícolas e rodoviárias. com palcos sem movimentação de cenários. clínicas com internação.

Comércio. elevadores de grãos.200MJ/m2 espuma sintética. fotogravuras. Todos sem internação. armas. suco de frutas. tais como: artigos de vidro. . gesso. I Indústria I-1 Locais onde as atividades exercidas e os materiais utilizados apresentam baixo potencial de incêndio. tintas. Locais com carga de inflamáveis. J-4 L L Explosivos Explosivos L-1 L-2 Todo tipo de Depósito. automóveis. artigos de metal. metais. tais como fábricas em geral. ferramentas. ambulatórios e assemelhados. alimentos marcenarias. presídios. borracha e assemelhados. móveis. relógios. Atividades que manipulam materiais com baixo risco de incêndio. Atividades que manipulam materiais com médio risco de incêndio.200MJ/m2 I-3 Fabricação de explosivos. cadeias públicas. Comércio em geral de fogos de artifício e assemelhados. máquinas). metais e outros materiais incombustíveis. J Depósito J-1 J-2 Todo tipo de Depósito. Edificações sem processo industrial que armazenam tijolos. Locais com carga de incêndio até 300MJ/m2 I-2 Locais onde as atividades exercidas e os materiais utilizados apresentam médio potencial de incêndio. materiais oxidantes. 1. louças. unidades de hemodiálise. pedras. serralheria. fábricas de caixas e assemelhados. delegacias e quartéis com carceragem) e instituições assemelhadas. odontológicas e veterinárias. refinarias. penitenciárias. atividades industriais que Locais onde há alto risco de envolvam líquidos e gases incêndio. jóias. Depósitos com carga de incêndio até 300MJ/m2 Depósitos com carga de incêndio acima de 300 até 1. sabão. Todos com celas. onde os processos não envolvem a utilização intensiva de materiais combustíveis (aço. Clínicas médicas em geral. esculturas de pedra.200MJ/m2. incêndio superior a destilarias. bebidas destiladas. Locais com carga de incêndio acima de 300 até 1. ceras. aparelhos de rádio e som. instrumentos musicais.200MJ/m2 Depósitos onde a carga de incêndio ultrapassa a 1. Indústria de material explosivo. cimentos. Depósitos de material incombustível. H-6 Clínicas médicas.detenção. Indústria. J-3 Todo tipo de Depósito. areias.

armazenamento e distribuição de líquidos ou gases combustíveis e inflamáveis. M-7 Pátio de Containers.L-3 Depósito. M-4 Propriedade em transformação. reciclagem ou armazenamento de material recusado/descartado. Edificação destinada a produção.00 m TABELA 3 CLASSIFICAÇÃO DO RISCO QUANTO À CARGA INCÊNDIO Risco Baixo Médio Carga Incêndio (MJ/ m2) Até 300 Acima de 300 até 1200 .00 m 12. Propriedade destinada ao processamento. centrais de transmissão. M-3 Central de comunicação e energia. M-6 Terra selvagem. Área aberta destinada a armazenamento de containers. Florestas. manipulação. Locais em construção ou demolição. Túnel rodoferroviário e lacustre. reservas ecológicas.00 m < H 54. parques florestais e assemelhados. Depósito de material explosivo. de distribuição de energia e central de Processamentos de dados.00 m 30. M Especial M-1 Túnel.00 m Acima de 54. centros de comunicação. destinados a transporte de passageiros ou cargas diversas. M-5 Processamento de lixo. M-2 Tanques ou Parque de Tanques. Central telefônica.00 m < H 30. TABELA 2 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO À ALTURA Tipo I II III IV Denominação Edificação Baixa Edificação de Média Altura Edificação Mediamente Alta Edificação Alta Altura H 12.

Alto Acima de 1200 .

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