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UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA RAMON RAINER DE COSTA BIFF AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE

UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA RAMON RAINER DE COSTA BIFF

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E RISCOS AMBIENTAIS EM UMA OBRA LOCALIZADA NA REGIÃO SUL DE SANTA CATARINA

Tubarão

2017

RAMON RAINER DE COSTA BIFF

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E RISCOS AMBIENTAIS EM UMA

OBRA LOCALIZADA NA REGIÃO SUL DE SANTA CATARINA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia Civil da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial à obtenção do título de Engenheiro Civil.

Orientador: Prof. Daniel Manoel de Souza Junior, Eng. Agrimensor e Civil.

Tubarão

2017

Aos meus familiares e amigos que sempre me apoiaram e estivaram ao meu lado.

AGRADECIMENTOS

Agradeço a todos os meus familiares e amigos, que sempre me apoiaram e que sem eles não conseguiria concluir este curso.

A esta universidade, todos os professores e colegas de curso, e em especial ao professor

Daniel Manoel De Souza Junior.

A Deus.

O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo. (Winston Churchill).

RESUMO

Com o aumento da atividade industrial juntamente com a concorrência entre as empresas, a exigências por parte dos consumidores aumenta gradativamente, assim, as organizações são incentivadas a implementar programas de Higiene e Segurança do Trabalho com objetivo de reduzir os agentes agressivos (químicos, físicos e biológicos) capazes de acarretar doenças profissionais ou qualquer outro prejuízo a saúde do trabalhador. Sabe-se que o trabalhador com melhor qualidade é capaz de interferir diretamente na qualidade do produto e consequentemente na lucratividade da empresa. Esta pesquisa apresenta informações relevantes que podem servir como base para que empresas de construção civil possam utilizar como ferramenta a fim de se atualizar ou até mesmo se adequar, pois estabelece conceitos e discute os principais elementos acerca da Segurança do Trabalho e os principais resultados identificados durante a participação direta desse autor no processo de avaliação de fator de riscos ambientais no setor de construção civil em uma construtora localizada na região Sul de Santa Catarina. Os resultados demonstram que o investimento em Segurança do trabalho traz significativas melhorias nas condições de trabalho e consequentemente na qualidade de vida do trabalhador, principalmente provida de uma empresa que considera a Segurança do Trabalho como essencial no desempenho da empresa e como consequência o bem-estar do funcionário, o aumento da rentabilidade dos serviços e dos lucros.

Palavras-chave: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Higiene e Segurança do Trabalho. Qualidade de vida.

ABSTRACT

With the increasing industrial activity coupled with competition between companies, demands on the part of consumers are gradually increasing, so organizations are encouraged to implement Hygiene and Work Safety programs to reduce aggressive agents (chemical, physical and biological) capable of causing occupational diseases or any other harm to the health of the worker. It is known that the worker with the best quality is able to interfere directly in the quality of the product and consequently in the profitability of the company. This research presents relevant information that can serve as a basis for civil construction companies to use as a tool in order to be updated or even fit, since it establishes concepts and discusses the main elements about Work Safety and the main results identified during the direct participation of this author in the process of evaluation of environmental risk factor in the construction sector in a construction company located in the southern region of Santa Catarina. The results demonstrate that the investment in Work Safety brings significant improvements in working conditions and consequently in the quality of life of the worker, mainly provided by a company that considers Work Safety as essential in the performance of the company and as a consequence the well-being Increase the profitability of services and profits.

Keywords: Prevention of Environmental Risks Program. Hygiene and Work Safety. Quality of life.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Exemplo de ficha de CAT da Previdência Social

20

Figura 2 - Residencial Parizká em sua fase de

24

Figura 3 - Residencial Parizká em sua fase de entrega

24

Figura 4 - Termômetro de Globo utilizado para medição de

25

Figura 5 - Decibelímetro Instrutherm DEC-460

26

Figura 6 - Avaliação dos níveis de pressão sonora

28

Figura 7 - Local do monitoramento (obra Residencial

29

Figura 8 - Falta de identificação tensão de todas as tomadas elétricas

31

Figura 9 - Painel elétrico devidamente isolados, porém não

32

Figura 10 - Equipamentos e materiais em local que oferece risco de

33

Figura 11 - Equipamentos e materiais em local que oferece risco de

33

Figura 12 - Lavatório, vaso sanitário e mictório na proporção

35

Figura 13 - Fornecimento de água potável, filtrada e

35

Figura 14 - Armários individuais e bancos para troca de

36

Figura 15 - Refeitório adequadamente instalado

36

Figura 16 - Empregado fazendo uso correto do protetor auricular tipo

38

Figura 17 - Ambiente exposto à radiação

40

Figura 18 - Matéria-prima:

41

Figura 19 - Respirador T -750 PFF2 CA 14103

42

Figura 20 - Trabalho em

44

Figura 21 - Comissão Interna de Acidentes do Trabalho da Construtora Damiani

45

Figura 22 - Ficha de controle de entrega e devolução de EPI da Construtora Damiani

46

Figura 23 - Utilização de acessórios (brincos e relógio) que podem comprometer a segurança

durante as operações com os maquinários

47

Figura 24 - Placas de advertência quanto ao uso de

48

Figura 25 - Cimentos isolados do contato com o piso e afastados das paredes com altura máxima

de 10 sacos

49

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Número de acidentes do trabalho no Brasil - período 2006 a

Tabela 2 - Acidentes do trabalho por situação do registro e motivo na construção civil período

de 2006 a 2012

Tabela 3 - Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente estabelecido pelo Anexo 1 da

21

21

NR -

27

Tabela 4 - Dados coletados na obra Termômetro

30

Tabela 5 - Dados coletados na obra Decibelímetro

30

Tabela 6 - Cálculo das doses de ruídos na obra

37

Tabela 7 - Equipamentos aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e

saúde no trabalho

47

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AR

CA

CAT

CIPA

EPI

IBUTG

INMETRO

INSS

ISO

MTE

NR

PBQP-H

PCMAT

PCMSO

PIB

PPR

PT

SESMT

SIPAT

SGQ

Análise de Risco Certificado de Aprovação Comunicação de Acidentes do Trabalho Comissão Interna De Prevenção de Acidentes Equipamento de Proteção Individual Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial Instituto Nacional do Seguro Social International Organization for Standardization Ministério do Trabalho e Emprego Norma Regulamentadora Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional Produto Interno Bruto Programa de Proteção Respiratória Permissão de Trabalho Serviços Especializados em Engenharia e Segurança e em Medicina do Trabalho Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Sistema de Gestão de Qualidade

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

13

1.1 JUSTIFICATIVA

14

1.2 OBJETIVOS

14

1.2.1 Objetivo geral

14

1.2.2 Objetivos específicos

14

2

REFERENCIAL TEÓRICO

15

2.1

A SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL

15

2.1.1 Higiene do trabalho ou higiene ocupacional

16

2.1.2 Incidentes no trabalho

17

2.1.3 Acidentes do Trabalho

18

2.1.3.1 Comunicação de Acidentes do Trabalho (CAT)

19

2.3.1.2 Estatística de acidentes do trabalho

20

2.3.1.2.1 Estatística de acidentes do Trabalho na Construção Civil

21

3

MATERIAL E MÉTODOS

23

3.1

AMOSTRAS QUANTITATIVAS

24

3.1.1 Medição

estresse térmico

24

3.1.2 Medição dos níveis de ruído

26

4

RESULTADOS

29

4.1 ESPECIFICAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO

29

4.2 MEDIÇÃO ESTRESSE TÉRMICO NA OBRA

29

 

4.2.1

Dados do monitoramento

29

4.2.2

Mensurações na obra

30

4.3

MEDIÇÃO DE RUÍDO NOS MAQUINÁRIOS DA OBRA

30

4.3.1

Dados do monitoramento

30

4.3.2

Mensurações na obra

30

5

DISCUSSÃO

31

5.1 ELETRICIDADE E MAQUINÁRIOS

31

5.2 ÁREAS DE VIVÊNCIA

34

5.3 RUÍDO

37

5.4 CALOR

38

5.5 POEIRA

40

5.7 RECOMENDAÇÕES GERAIS QUANTO AOS RISCOS DE ACIDENTES

44

6 CONCLUSÃO

50

REFERÊNCIAS

52

13

1 INTRODUÇÃO

Ao longo da história, o homem esteve constantemente exposto a riscos, mas a partir da revolução industrial com a invenção das máquinas a vapor, esses riscos ampliaram-se. O trabalho sempre fez parte da vida e da estória dos seres humanos. Através dele, as civilizações conseguiram se desenvolver e alcançar o nível atual. O trabalho gera conhecimentos, riquezas materiais, satisfação pessoal e desenvolvimento econômico. Por isso, ele é e sempre foi muito valorizado em todas as sociedades. (FERREIRA; PEIXOTO, 2012). Para se ter uma ideia, de janeiro a maio de 2015, o setor industrial contratou 28.794 trabalhadores em todo o Brasil, através da intermediação virtual disponibilizada pelo Portal Mais Emprego, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ainda no mesmo ano, a plataforma ofereceu mais de 700 mil empregos e, em 2014, foram captadas mais de 2,6 milhões de oportunidades de trabalho. (MTE, 2015). O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (SindusCon-MG) divulgou um levantamento em 2014 sobre "o desempenho da construção civil nas duas décadas do plano real e desempenho recente", que reúne dados sobre o desenvolvimento do setor nos últimos 20 anos, considerando a estabilidade econômica conquistada com o Plano Real (SINDUSCON-MG apud AMORIM, 2014). Este levantamento revela que o crescimento do setor da construção civil na última década foi de 52,10%, o que representa um crescimento médio anual de 4,28%. Considerando os últimos 20 anos, o avanço médio anual foi de 2,82%. Entre 1994 e 2013, a construção civil brasileira cresceu 74,25%, sendo que o auge do desenvolvimento neste período foi registrado no ano de 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro da construção civil teve alta de 11,6%. Logo, como razões para o crescimento avançado entre 2004 e 2013, foram apontados o aumento do emprego formal, apesar da redução das atividades da construção civil nos últimos dois anos. Acompanhando o crescimento econômico e as diversificações dos processos produtivos, surgem os agravos à saúde do trabalhador. A dimensão social do processo de trabalho e sua relação com os acidentes e doenças ocupacionais têm sido apontadas como dependentes dessa dinâmica. Essa exposição também vai estar relacionada com cada processo produtivo em que as tecnologias utilizadas podem acrescentar novos riscos e impactar diferentemente no perfil dos acidentes de trabalho. (VASCONCELLOS; PIGNATTI; PIGNATTI, 2009, p. 664). No setor da construção civil, o número excessivo de acidentes e os grandes desastres mundiais divulgados pela mídia levam as empresas a se alertarem que a competitividade e os

14

lucros são insuficientes. Assim, ocorre a necessidade de que estas empresas demonstrem atitudes eticamente corretas e responsáveis quanto à segurança e saúde em seus ambientes de trabalho, além de enfoque em questões ambientais. (BENITE, 2004).

1.1 JUSTIFICATIVA

Atualmente, no Brasil, mesmo com medidas preventivas cada vez mais rígidas, adotadas pelos órgãos de fiscalização, ainda é muito decorrente a detecção de acidentes, de doença ocupacional e de doença do trabalho relacionado aos riscos ocupacionais em que os trabalhadores são expostos durante suas jornadas de trabalho. Segundo Benite (2004) as mudanças que vêm ocorrendo no contexto social, econômico, político e tecnológico no mundo impõem as organizações à necessidade de adotar novas estratégias empresariais que deixam evidente que os modelos de gestão atuais não são suficientes para responder aos novos desafios surgidos, devendo ser reavaliados. Nesse contexto, o suposto trabalho busca apresentar as condições de saúde e segurança do trabalho, avaliando os riscos ambientais, a que os trabalhadores estão expostos em uma obra da construção civil no município de Criciúma/SC.

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 Objetivo geral

Avaliar as condições de saúde e segurança dos trabalhadores em uma obra da construção civil no município de Criciúma/SC.

1.2.2 Objetivos específicos

Determinar, qualificar e quantificar os principais riscos ambientais passíveis de ocasionar danos à saúde e/ou integridade física do trabalhador;

Descrever os principais riscos ambientais existentes;

Fundamentar os riscos ambientais encontrados por meio de embasamentos

legais.

15

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 A SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL

Podemos definir Segurança do Trabalho como uma série de medidas técnicas, administrativas, educacionais, comportamentais e médicas, empregadas a fim de prevenir acidentes e eliminar condições e procedimentos inseguros no ambiente de trabalho. A segurança do trabalho destaca também a importância dos meios de prevenção estabelecidos para proteger

a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. (FERREIRA; PEIXOTO, 2012). Ou

seja, segurança do trabalho pode ser definida como o conjunto de medidas adotadas, visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e

a capacidade de trabalho das pessoas envolvidas. (PEIXOTO, 2011). A primeira lei sobre acidentes de trabalho no Brasil foi aprovada em 15 de janeiro de 1919, através do Decreto Legislativo nº 3.724. Posteriormente, na década de 70, foi regulamentada no Brasil a obrigatoriedade dos serviços de segurança e medicina do trabalho acima de determinado grau de risco. (ROSA, 2009). Nos últimos anos, o Brasil vem se programando cada vez mais com ações que permitiram melhorar o cenário estatístico no que se refere aos acidentes do trabalho e suas consequências danosas que afetam todos os envolvidos no mundo do trabalho. Essas ações envolveram aspectos não só de legislação e fiscalização, mas também da implantação de preceitos e valores prevencionistas, com a colaboração de profissionais capacitados e habilitados da área de Saúde e Segurança Ocupacional. (PEIXOTO, 2011). Segundo Garcia (1996), de modo geral, essa situação tem se limitado à disposição de medidas individuais de controle de riscos (como a implantação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI)), no entanto, os conceitos de segurança e higiene do trabalho dão como prioridade as medidas preventivas e de controle de riscos, abordando as medidas coletivas como primordiais. Atualmente, a preocupação com a saúde e a segurança dos trabalhadores não fica limitada à esfera de ação do trabalhador, mas atinge também os empregadores e o próprio Estado. Isto porque, como visto anteriormente, o acidente do trabalho produz reflexo não só no âmbito da relação empregatícia, mas também para toda a sociedade politicamente organizada. (JUNIOR, 2009).

16

2.1.1 Higiene do trabalho ou higiene ocupacional

Higiene do trabalho ou higiene ocupacional é um conjunto de medidas preventivas relacionadas ao ambiente do trabalho, visando à redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. A higiene do trabalho consiste em combater as doenças profissionais. (EQUIPROIN, 2015). Segundo Ferreira e Peixoto (2012):

A higiene ocupacional, com seu caráter prevencionista, tem como objetivo fundamental atuar nos ambientes de trabalho (e em ambientes afetados), aplicando princípios administrativos, de engenharia e de medicina do trabalho no controle e prevenção das doenças ocupacionais. Objetiva, também, detectar os agentes nocivos, quantificando sua intensidade ou concentração e propondo medidas de controle necessárias para assegurar condições seguras para realização de atividades laborais.

Segundo Tauil (2006) o objetivo da higiene do trabalho ou higiene ocupacional é eliminar ou reduzir os agentes agressivos de natureza química, física ou biológica encontrados no ambiente de trabalho, capazes de acarretar doenças profissionais ou qualquer outro prejuízo à saúde do trabalhador. Há vários fatores de risco, tais como: físicos, químicos, biológicos, de acidentes e ergonômicos, que afetam o trabalhador no desenvolvimento de suas tarefas diárias. Abaixo segue uma breve definição a respeito dos principais fatores de risco encontrados nos ambientes de trabalho. Segundo a Norma Regulamentadora (NR) 9, risco ambiental é a definição genérica da exposição do trabalhador a agentes físicos, químicos e biológicos que em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. Vale destacar que, os riscos mecânicos (acidentes) e ergonômicos apesar de não serem contemplados pela NR-9 devem ser levados em consideração, por se tratarem de riscos ambientais causadores de danos à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Ainda segundo a Norma, os riscos físicos são efeitos gerados por máquinas, equipamentos e condições físicas, características do local de trabalho que podem causar prejuízos à saúde do trabalhador, como por exemplo: ruídos, vibrações, temperaturas extremas, radiações ionizantes ou não ionizantes, dentre outros. Os riscos químicos são representados pelas substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato

17

ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. Quando absorvidas pelo organismo, podem produzir reações tóxicas e danos à saúde. Os riscos biológicos são aqueles causados por micro-organismos, tais como:

bactérias, fungos, vírus, bacilos e outros. São capazes de desencadear doenças devido à contaminação e pela própria natureza do trabalho. (SANTOS, 2015). Segundo a NR-17, os riscos ergonômicos presentes nos ambientes de trabalho estão relacionados à exigência de esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, postura inadequada no exercício das atividades, exigências rigorosas de produtividade, jornadas de trabalho prolongadas ou em turnos, atividades monótonas ou repetitivas, entre outros. (MTE,

2015).

Outros fatores de risco que podem ser encontrados e devem ser eliminados dos ambientes de trabalho são decorrentes de riscos de acidentes, como: falhas de projeto de máquinas, equipamentos, ferramentas, veículos e prédios; deficiências de leiaute; iluminação excessiva ou deficiente; uso inadequado de cores; probabilidade de incêndio ou explosão; armazenamento inadequado de produtos, presença de animais peçonhentos, entre outros. Segunda a NR-9 há a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham existir no ambiente de trabalho, considerando também a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. (MTE,

2015).

2.1.2 Incidentes no trabalho

É quando ocorre um acidente sem danos pessoais. Para os profissionais prevencionistas é tão ou mais importante que o acidente com danos, pois indica uma condição de futuro acidente, devendo ser, portanto, analisado e investigado, bem como devem ser sugeridas algumas medidas para evitar sua repetição. Quando o acidente não produz dano em algum trabalhador, ou seja, quando não há vítimas, prefere-se utilizar a expressão “incidente” para referir-se a esse fenômeno. (JUNIOR, 2009).

18

2.1.3 Acidentes do Trabalho

Segundo Junior (2009), no século XIX, o acidente do trabalho era considerado um acontecimento, traumático, súbito decorrente de obra do acaso e dentro do ambiente de trabalho. Também se denominava como infortúnio, que se traduzia uma ideia de ausência de sorte, infelicidade ou desgraça. Posteriormente, a definição foi dada pela Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991 e pelo Decreto nº 2.172, de 05 de março de 1997, no Regulamento dos Benefícios de Previdência Social, entretanto, foi revogado pelo Decreto n° 3.048 de 06 de maio de 1999, o qual aprova o Regulamento da Previdência Social, e dá outras providências.

A Lei nº 8.213 em seu Art. 19 define:

Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporário.

Complementando, o Art. 20 considera acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades mórbidas:

I - Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo

exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social;

II - Doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função

de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente,

constante da relação mencionada no inciso I.

§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho:

a) a doença degenerativa;

b) a inerente a grupo etário;

c) a que não produza incapacidade laborativa;

d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se

desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. Em resumo, para caracterização do acidente de trabalho é necessário que o evento provoque lesão corporal ou perturbação funcional, ensejando a morte, a perda ou redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho. (JUNIOR, 2009).

19

Demonstrado o que a lei define como acidente do trabalho, cabe agora explicar como deve ser feito o processo de comunicação do acidente e quais são os requisitos para a propositura da ação acidentária.

2.1.3.1 Comunicação de Acidentes do Trabalho (CAT)

Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho,

a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que foi realizado o diagnóstico, valendo para esse efeito

o que ocorrer primeiro. (MEDEIROS, 2010). A preconização e a notificação dos acidentes do trabalho, como conhecemos atualmente no Brasil, ocorreu em 1976, com a edição da Lei nº 6.367. Neste momento, foi instituída a CAT, impresso específico para notificação do acidente do trabalho, que posteriormente foi reformulado (em 24 de julho de 1991) através das Leis nº 82.12 e nº 82.13, regulamentada em 26 de outubro de 1993 e em 1999, através da Portaria nº 5.051. (CORTEZ,

2001).

Ocorrido o acidente, a CAT deve ser preenchida em 24 horas e enviada para o médico responsável para que possa registrar no MTE. É importante que este documento seja acompanhado de laudos médicos, especificando onde foi atendido, se o médico atestou ou não,

e definindo a parte do corpo em que houve lesão, como por exemplo: se mão direita ou

esquerda. Após receber a CAT pronta e a assinada original, caso o funcionário seja encaminhado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após 15 dias, deverá levar a original assinada, por isso é importante que em dois ou três dias o médico receba todas as informações necessárias. Atualmente, segundo o guia trabalhista, havendo acidente de trabalho sem o preenchimento da CAT pela empresa, podem formalizá-lo o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública (inclusive o próprio perito do INSS quando da realização da perícia). (ALENCAR,

2014).

A Figura 1 apresenta um exemplo de ficha de CAT.

20

Figura 1 - Exemplo de ficha de CAT da Previdência Social.

20 Figura 1 - Exemplo de ficha de CAT da Previdência Social. Fonte: Previdência Social (2017).

Fonte: Previdência Social (2017).

2.3.1.2 Estatística de acidentes do trabalho

Segundo Ferreira e Peixoto (2012), todos os anos diversos trabalhadores se acidentam no Brasil, morrem ou sofrem alguma incapacitação permanente no trabalho. Apesar das estatísticas alarmantes, esse fato permanece longe do conhecimento da sociedade brasileira. A Tabela 1 apresenta o número de acidentes do trabalho no Brasil, no período de 2006 a 2012.

21

Tabela 1 - Número de acidentes do trabalho no Brasil - período 2006 a 2012.

Ano

Nº de acidentes no Brasil (A)

2006

512.232

2007

659.523

2008

755.980

2009

733.365

2010

709.474

2011

720.629

2012

705.239

Fonte: Anuário Estatístico Da Previdência Social AEPS (2013).

2.3.1.2.1 Estatística de acidentes do Trabalho na Construção Civil

As obras de infraestrutura e construção imobiliária elevou o número de acidentes

de trabalho que resultam em mutilações ou mortes no Brasil.

A Tabela 2 apresenta o número de acidentes do trabalho por situação do registro e

motivo na construção civil, no período de 2006 a 2012.

Tabela 2 - Acidentes do trabalho por situação do registro e motivo na construção civil período de 2006 a 2012.

Construção Civil

Ano

 

Com CAT

Sem

Total construção

 

Típico

Trajeto

Doença do

trabalho

% (B/A)

CAT

civil (B)

2006

24.592

3.294

1.168

-

29.054

5,67

2007

25.797

3.540

1.025

7.032

37.394

5,67

2008

33.288

4.594

940

14.008

52.830

6,99

2009

35.265

5.042

1.111

14.252

55.670

7,59

2010

36.611

5.660

1.052

12.597

55.920

7,88

2011

39.301

6.281

957

13.269

59.808

8,30

2012

41.111

6.608

740

14.415

62.874

8,92

Fonte: Anuário Estatístico Da Previdência Social AEPS (2013).

Em 2012, ocorreram mais de 700 mil acidentes de trabalho no Brasil, onde 62.874

aconteceram na construção civil, sendo 48.459 acidentes com CAT registrada e 14.415 com

CAT não registrada. Realizando um percentual entre o número de acidentes na construção civil

e o número de acidentes no Brasil, esse valor representa 8,92% dos acidentes.

Vale destacar que o percentual do número de acidentes na construção civil sobre o

número de acidentes no Brasil vem sofrendo um aumento a cada ano, como pode ser visualizado

22

Nas últimas décadas, a crescente competição do mercado, assim como, o aumento das exigências por parte dos clientes públicos e privados levaram as organizações a implementarem um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) baseado nos modelos da Série ISO- 9000, estabelecidos pela International Organization for Standardization (ISO). Esse fator também foi evidenciado no setor da construção civil brasileira, onde evidenciou-se grande número de certificações em empresas construtoras com base na norma ISO 9001 e em normas de gestão da qualidade desenvolvidas especificamente para o setor. (BENITE, 2004). Segundo SINPAIT (2013), o jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de 21 de janeiro de 2012, publicou uma importante reportagem sob o título: “País gasta R$71 bilhões ao ano com acidente de trabalho”. Esse valor é equivalente a quase 9% da folha salarial brasileira, que inclui gastos públicos e privados, que certamente encontra-se subestimado, pois leva em consideração apenas o mercado formal de trabalho. Ou seja, o prejuízo econômico real, ao Estado e à iniciativa privada, causado pelos acidentes de trabalho seria ainda maior. Na realidade, o acidente laboral não passa de um acontecimento determinado, previsível, in abstracto e, que, na maioria das vezes, pode-se prevenir, pois suas causas são perfeitamente identificáveis dentro do meio ambiente de trabalho, podendo ser neutralizadas ou eliminadas. (JUNIOR, 2009).

23

3 MATERIAL E MÉTODOS

Este trabalho foi realizado em uma obra da construção civil, mais precisamente no Residencial Parizká da Construtora Edson Damiani, localizado no município de Criciúma/SC.

A Construtora Edson Damiani ocupa hoje um lugar de destaque no mercado

imobiliário da região sul de Santa Catarina, reconhecida por alcançar padrões diferenciados de

alta qualidade em seus empreendimentos. A empresa é certificada pela norma internacional de qualidade ISO 9001 e também no nível “A” pelo Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H). (EMPRESA, 2017). Para atender o objetivo do estudo foram utilizadas amostras qualitativas (reconhecimento visual) e quantitativas (reconhecimento através de medição por aparelhos) da obra em construção. Vale ressaltar que, nem todos os agentes físicos e químicos foram mensuráveis, estes e outros agentes como os biológicos são avaliados qualitativamente no momento da avaliação ambiental. As avaliações dos riscos ambientais foram realizadas in loco, sempre acompanhadas pelo responsável da empresa ou preposto.

Na metodologia de avaliação dos agentes ambientais foram utilizadas como base as

Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego, podendo ser complementadas com outras legislações e normatizações relacionadas à segurança e saúde no

trabalho.

Na etapa de visitação, o autor teve a oportunidade de conhecer a estória da empresa,

as dependências físicas em sua fase de construção (Figura 2) e o processo até a entrega final da obra (Figura 3).

24

Figura 2 - Residencial Parizká em sua fase de construção.

Figura 2 - Residencial Parizká em sua fase de construção. Fonte: Biff (2015). Figura 3 -

Fonte: Biff (2015).

Figura 3 - Residencial Parizká em sua fase de entrega.

Figura 3 - Residencial Parizká em sua fase de entrega. Fonte: Empresa (2015). 3.1 AMOSTRAS QUANTITATIVAS

Fonte: Empresa (2015).

3.1 AMOSTRAS QUANTITATIVAS

3.1.1 Medição estresse térmico

Para avaliação do estresse térmico, o índice utilizado foi estabelecido de acordo com a NR-15 e a Norma de Higiene Ocupacional (NHO06) da Fundacentro (2009), através do Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) que pode ser calculado pela equação (1) utilizado em ambientes externos com carga solar e pela equação (2) para ambientes internos ou externos sem carga solar.

25

(1)

= 0,7 + 0,1 + 0,2

(2)

= 0,7 + 0,3

Onde:

= temperatura de bulbo úmido natural;

= temperatura de globo e;

= temperatura de bulbo seco.

Para determinação da temperatura do ambiente foi utilizado IBUTG para ambientes internos ou externos com ou sem carga solar; que considera os cinco principais fatores e influentes trocas térmicas entre o indivíduo e o meio, que são: a temperatura do ar, a velocidade do ar, a umidade, o calor radiante e o tipo de atividade (Figura 4). As medições foram realizadas no local de trabalho a altura da região do corpo mais

atingida.

Figura 4 - Termômetro de Globo utilizado para medição de calor.

4 - Termômetro de Globo utilizado para medição de calor. Fonte: Biff (2015). A metodologia utilizada

Fonte: Biff (2015).

A metodologia utilizada para “avaliação de exposição ao calorfoi estabelecida pela NR-15 - Anexo 3 e avaliada por um profissional técnico da empresa Maxipas Saúde ocupacional.

26

3.1.2 Medição dos níveis de ruído

Entende-se por ruído contínuo ou intermitente, para os fins de aplicação de limites de tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto. A metodologia utilizada para “avaliação dos níveis de pressão sonorafoi a estabelecida pela NR-15. Os critérios e procedimentos para a avaliação da exposição ocupacional ao ruído referenciaram-se nas normas ISO 1999, NHO-01 da Fundacentro e NR-15 da Portaria nº 3.214 do MTE.

Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. A exposição dos trabalhadores foi avaliada com base no nível equivalente (Leq). A Figura 5 apresenta o equipamento (Decibelímetro) utilizado para a realização das

medições.

Figura 5 - Decibelímetro Instrutherm DEC-460.

Figura 5 - Decibelímetro – Instrutherm DEC-460. Fonte: Biff (2015). Para os valores encontrados de nível

Fonte: Biff (2015).

Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado.

27

Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de

tolerância fixados no quadro do Anexo 1 da NR-15.

Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB (A) para indivíduos

que não estejam adequadamente protegidos. As atividades ou operações que exponham os

trabalhadores a níveis de ruído, contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB (A), sem proteção

adequada, oferecerão risco grave e iminente.

Se durante a jornada de trabalho ocorrer dois ou mais períodos de exposição a ruído

de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados (3), de forma que, se

a soma das seguintes frações exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância

(Tabela 3).

(3)

Onde:

1

1

+

2

2

+

3

3

… .

= tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico;

= indica a máxima exposição diária permissível a este nível, segundo Anexo

1 da NR-15.

Tabela 3 - Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente estabelecido pelo Anexo 1 da NR - 15.

Nível de ruído dB (A)

Máxima exposição diária permissível

85

8 horas

86

7 horas

87

6 horas

88

5 horas

89

4 horas e 30 minutos

90

4 horas

91

3 horas e 30 minutos

92

3 horas

93

2 horas e 40 minutos

94

2 horas e 15 minutos

95

2 horas

96

1 hora e 45 minutos

98

1 hora e 15 minutos

100

1 hora

102

45 minutos

104

35 minutos

105

30 minutos

106

25 minutos

108

20 minutos

110

15 minutos

112

10 minutos

28

Nível de ruído dB (A)

Máxima exposição diária permissível

114

8 minutos

115

7 minutos

Fonte: Brasil (1978).

Nível de ação é o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições à agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e o controle médico. Foram avaliados por um profissional técnico da empresa Maxipas Saúde ocupacional (Figura 6).

Figura 6 - Avaliação dos níveis de pressão sonora.

Maxipas – Saúde ocupacional (Figura 6). Figura 6 - Avaliação dos níveis de pressão sonora. Fonte:

Fonte: Biff (2015).

29

4 RESULTADOS

4.1 ESPECIFICAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO

Obra Residencial Parizská - Construtora Damiani.

Local do monitoramento - Rua Mario de Andrade esquina com a Avenida Humberto de Campos, Pio Corrêa - Criciúma/SC (Figura 7).

Área Construída - 3.413,89 m².

Unidades - 06 apartamentos tipo e 02 coberturas duplex.

Previsão de entrega 30/06/2016.

Figura 7 - Local do monitoramento (obra Residencial Parizká).

7 - Local do monitoramento (obra Residencial Parizká). Fonte: Google (2016). 4.2 MEDIÇÃO ESTRESSE TÉRMICO NA

Fonte: Google (2016).

4.2 MEDIÇÃO ESTRESSE TÉRMICO NA OBRA

4.2.1 Dados do monitoramento

Equipamento utilizado: Termômetro de estresse térmico Instrutherm TGD-

200.

Responsável pela coleta: Jéssica Alves.

30

4.2.2 Mensurações na obra

Tabela 4 - Dados coletados na obra Termômetro.

Termômetro

Temperatura (°C)

Úmido

22,0

Seco

25,5

Globo

30,4

Fonte: Biff (2016).

4.3 MEDIÇÃO DE RUÍDO NOS MAQUINÁRIOS DA OBRA

4.3.1 Dados do monitoramento

Equipamento utilizado: Decibelímetro Instrutherm DEC-460.

Responsável pela coleta: Jéssica Alves.

Identificação da amostra: 131200387.

4.3.2 Mensurações na obra

Tabela 5 - Dados coletados na obra Decibelímetro.

Equipamento

Nível de ruído (dB (A))

Tempo de

Frequência

exposição

Betoneira 1

85

6 Horas

Todos os dias

Betoneira 2

65

6 Horas

Todos os dias

Furadeira de Impacto

95

4 Horas

1 vez na semana

Maquita

93

2 Horas

Todos os dias

Mareta

80

30 Min

1 vez na semana

Fonte: Biff (2016).

31

5 DISCUSSÃO

5.1 ELETRICIDADE E MAQUINÁRIOS

Como levantamento dos riscos ambientais na obra visitada referente a risco de choque elétrico, têm-se:

A empresa não permite ligações simultâneas de vários aparelhos em uma mesma tomada. Utilizam filtro de linha provido de sistema de segurança através de fusível adequado à rede elétrica, quando necessária a ativação de mais de um aparelho no mesmo ponto elétrico, minimizando riscos de sobrecarga e treinam os funcionários a manterem a atenção ao realizar atividades próximas a tomadas elétricas para evitar riscos de choques. Todos os maquinários possuem instalações aterradas e a limpeza, manutenção, ajustes e inspeções são realizadas apenas com as máquinas e equipamentos devidamente desligados para a segurança do trabalhador, porém, a identificação da tensão de todas as tomadas elétricas (110V/220V) ainda é necessária (Figura 8).

Figura 8 - Falta de identificação tensão de todas as tomadas elétricas (110V/220V).

(Figura 8). Figura 8 - Falta de identificação tensão de todas as tomadas elétricas (110V/220V). Fonte:

Fonte: Biff (2015).

32

Os painéis elétricos (Figura 9) são devidamente isolados, porém, não estão devidamente sinalizados quanto ao risco de choque elétrico e a tampa interna de proteção na cor laranja é inexistente, sendo assim a necessidade de regularização.

Figura 9 - Painel elétrico devidamente isolados, porém não sinalizados.

elétrico devidamente isolados, porém não sinalizados. Fonte: Biff (2015). Avisar imediatamente o supervisor do

Fonte: Biff (2015).

Avisar imediatamente o supervisor do setor quando o trabalhador tenha percebido qualquer problema nos equipamentos utilizados, a fim de que a manutenção do equipamento seja providenciada, é prioridade entre as regras da empresa, pois assim evitam-se possíveis acidentes. Os profissionais são treinados para manterem os equipamentos em local que não ofereça risco de acidentes mesmo enquanto não estiverem em uso podendo assim causar acidentes como tropeços e possíveis cortes, porém apresentou-se uma falha na fiscalização interna quanto a esse quesito (Figura 10).

33

Figura 10 - Equipamentos e materiais em local que oferece risco de acidentes.

e materiais em local que oferece risco de acidentes. Fonte: Biff (2015). As ferramentas precisam ser

Fonte: Biff (2015).

As ferramentas precisam ser devidamente apropriadas e em perfeito estado de uso, devendo ser substituídas pelo empregador ou responsável pela obra quando danificadas. Todas as máquinas devem ter dispositivos de bloqueio para impedir seu acionamento por pessoa não autorizada e devem estar devidamente adequadas segundo a NR-12 (Figura 11).

Figura 11 - Equipamentos e materiais em local que oferece risco de acidentes.

a NR-12 (Figura 11). Figura 11 - Equipamentos e materiais em local que oferece risco de

Fonte: Biff (2015).

34

5.2 ÁREAS DE VIVÊNCIA

Segundo Ramos et al., (2012) as instalações sanitárias devem:

Ser constituídas de lavatório, vaso sanitário e mictório na proporção de 1

conjunto para cada grupo de 20 trabalhadores ou fração, bem como, chuveiro, na proporção de uma unidade para cada 10 trabalhadores ou fração;

Ser mantidas em perfeito estado de conservação e higiene;

Ter parede de materiais resistentes e lavável;

Ter ventilação e iluminação adequadas;

Estar situadas em locais de fácil e seguro acesso, não sendo permitido um

deslocamento superior a 150 (cento e cinquenta) metros do posto de trabalho aos gabinetes

sanitários, mictórios e lavatórios;

É obrigatório no alojamento o fornecimento de água potável, filtrada e fresca

para trabalhadores por meio de bebedouros de jato inclinado ou equipamento similar que

garanta as mesmas condições na proporção de um para cada 25 trabalhadores;

Vestiários com área de 1,5 m² por funcionário, piso e paredes revestidas de

material resistente, liso, impermeável e lavável; contendo chuveiros aterrados, armários individuais e bancos para troca de roupas;

O refeitório deve ser adequadamente instalado com piso, teto, paredes em

material resistente, impermeável e lavável, separados das áreas produtivas e instalações sanitárias com bancos lisos e limpos com área 1,15m² por usuário se abrigando de cada vez 1/3 do total de empregados por turno. As áreas de vivência da obra encontravam-se dentro das normas estabelecidas, conforme apresenta as Figuras 12, 13, 14 e 15.

35

Figura 12 - Lavatório, vaso sanitário e mictório na proporção adequada.

vaso sanitário e mictório na proporção adequada. Fonte: Biff (2015). Figura 13 - Fornecimento de água

Fonte: Biff (2015).

Figura 13 - Fornecimento de água potável, filtrada e fresca.

adequada. Fonte: Biff (2015). Figura 13 - Fornecimento de água potável, filtrada e fresca. Fonte: Biff

Fonte: Biff (2015).

36

Figura 14 - Armários individuais e bancos para troca de roupas.

14 - Armários individuais e bancos para troca de roupas. Fonte: Biff (2015). Figura 15 -

Fonte: Biff (2015).

Figura 15 - Refeitório adequadamente instalado.

e bancos para troca de roupas. Fonte: Biff (2015). Figura 15 - Refeitório adequadamente instalado. Fonte:

Fonte: Biff (2015).

37

5.3 RUÍDO

Segundo a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (2015),

o ruído é um som indesejado, cuja intensidade é medida em decibéis (dB). Nível de ação é o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições ao ruído causem prejuízos à audição do trabalhador e evitar que o limite de exposição seja ultrapassado. A intensidade de um ruído não constitui o único fator que determina a sua periculosidade. A duração da exposição é também muito importante. Para considerar este fator, são empregues níveis médios de som ponderados em função da sua duração. No caso do ruído no trabalho, esta duração é geralmente de um dia de trabalho de oito horas. Pela Norma Reguladora do Ministério do Trabalho, o limite máximo é de 85dB para uma jornada de 8h (art. 2º do Decreto n. 4.882 /2003). Para o cálculo do nível de ruído na obra, realizaram-se medições em duas betoneiras

(betoneira 1 e betoneira 2), uma furadeira de impacto, uma maquita e uma mareta. A betoneira 2 e a mareta foram excluídas do cálculo da dose de ruídos, devido ao nível de ruído ser inferior

a 85dB.

O limite de tolerância para a dose de ruído é 1, onde deve ser considerada a soma da dose de todos os equipamentos envolvidos, apresentando assim, a pior situação em que o trabalhador está exposto ao ruído. Segundo as medições, as doses de ruídos diárias (Tabela 6) estão acima dos limites de tolerância (LT).

Tabela 6 - Cálculo das doses de ruídos na obra.

Equipamento

Cálculo (min.)

Dose de ruído

Exposição

Betoneira 1

360/480

0,75

Abaixo do LT

Betoneira 2

Excluído

Furadeira de Impacto

240/120

2,00

Acima do LT

Maquita

120/160

0,75

Abaixo do LT

Mareta

Excluído

Logo, podemos dizer que o nível de ruído está acima do limite de tolerância descrito na NR-15, havendo, portanto, a necessidade de manter o treinamento e a entrega em arquivo de protetor auditivo (Figura 16) tipo plug ou concha quando as máquinas estiverem ligadas, assim como sua fiscalização de uso e higiene dos protetores auriculares.

38

Figura 16 - Empregado fazendo uso correto do protetor auricular tipo concha.

fazendo uso correto do protetor auricular tipo concha. Fonte: Biff (2015). 5.4 CALOR O calor é

Fonte: Biff (2015).

5.4 CALOR

O calor é um agente presente em vários ambientes de trabalho em empresas como siderúrgicas, forjarias e em atividades desenvolvidas a “céu aberto”, como na construção civil. Ao contrário de outros agentes ambientais, na avaliação do calor, há diversos eventos e fatores envolvidos que devem ser analisados, através de índices de avaliação de calor correlacionados. A exposição ao calor deve ser avaliada através do Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo, índice usado para avaliação da exposição ao calor. (ASHO, 2010). Segundo Tachibana (2009) ambientes próximos a condições de calor como fornos, com intensa incidência dos raios solares ou mesmo ambientes com pouca ou deficiente ventilação podem ser prejudiciais ao trabalhador que exerce suas funções nessas áreas. A situação pode ser pior se não forem tomadas medidas necessárias de controle ou mudanças na rotina de trabalho. Na obra visitada, para o cálculo da exposição ao calor, utilizou-se a fórmula de ambientes externos com carga solar:

39

= 0,7 + 0,1 + 0,2

Logo:

= (0,722) + (0,125,5) + (0,230,4) = 24,03°

O IBUTG leva ainda em consideração o tipo de atividade desenvolvida (leve,

moderada e pesada), que pode ser avaliada por classe ou por tarefa (quantificando a tarefa em kcal/h.).

O regime de trabalho considerado foi: pesado, conforme Quadro 03, Anexo 3 da

NR-15, em que trabalho pesado é o trabalho intermitente de levantar, empurrar ou arrastar pesos. Os Limites de Tolerância para exposição ao calor do IBUTG é até 25,0 o C, conforme Quadro 1, Anexo 3 da NR-15, para o caso da obra, classificado como de trabalho contínuo, atividade pesada. O IBUTG encontrado no ambiente de trabalho da obra foi de 24,03 o C, ficando dentro do nível permitido. A atividade dos empregados como pedreiro e/ou servente de pedreiro ocorria a céu aberto. No dia das medições o tempo estava parcialmente nublado, logo pode haver alterações. Sugere-se que se mantenha registrada a entrega e fiscalização do uso de protetor solar e óculos com proteção solar em tarefas a céu aberto para neutralização do risco físico de intempéries, conforme estabelecido na NR-15. Outra alternativa é a de limitar o tempo de exposição através de revezamento de pessoas ou tarefas, otimizando os ciclos de trabalho na execução de tarefas. Salienta-se, a necessidade de monitorar o trabalhador realizando exames médicos periódicos.

A fim de minimizar os efeitos do calor, o empregado pode disponibilizar ao

trabalhador a hidratação por reposição de sais minerais, garantir ao trabalhador o direito de realizar pausas em respostas as suas limitações físicas, evitando a fadiga e conscientizar os trabalhadores sobre os riscos da exposição ao calor. Abaixo segue a Figura 17 demonstrando um ambiente exposto a radiação solar.

40

Figura 17 - Ambiente exposto à radiação solar.

40 Figura 17 - Ambiente exposto à radiação solar. Fonte: Biff (2015). 5.5 POEIRA Milhões de

Fonte: Biff (2015).

5.5 POEIRA

Milhões de trabalhadores em diversas configurações ocupacionais são expostos a condições e substâncias perigosas. Estas substâncias, incluindo poeiras, fibras, substâncias químicas orgânicas e inorgânicas que são utilizados como matéria-prima, intermediárias, subprodutos ou produtos finais em processos industriais. Estes podem existir na forma de gases, vapores, fumos, névoas ou partículas sendo que a inalação é a principal via de exposição a estas substâncias, no entanto, pode ocorrer por meio de absorção cutânea ou pela ingestão da mesma (ROSA, 2009). O cimento é uma das matérias-primas mais utilizadas na construção civil e, não obstante, uma das grandes fontes de contaminação. É um agente químico que pode ser inalado por via respiratória, contato direto com a pele e mucosas ou, ainda, pela ingestão por via oral. Como agente químico, o cimento é classificado como poeira inerte. Sua coloração é cinza e, quando manuseado (depositado em betoneiras), dispersa uma grande quantidade de poeira no ar. No momento em que ocorre a dispersão, o maior risco está no tamanho da partícula (que pode ser inalado) e em sua composição (em contato com a pele). Basicamente, o material é formado por álcalis, ou seja, uma mistura de argila e calcário rocha de carbonato de cálcio também conhecido como farinha. A utilização do cimento, sem o uso de equipamentos de proteção adequados, poderá acarretar sérios danos à saúde do trabalhador. É classificado como “material irritante”, ou seja,

41

reage em contato com a pele (pode causar dermatoses), com os olhos (irritação) e vias respiratórias (pneumoconioses). (SCHLOTTFELDT, 2013). Na obra em questão, observou-se a presença de grande quantidade de matéria-prima armazenada, como o cimento (Figura 18), no entanto, analisando visualmente não havia grande quantidade de partículas sólidas (poeira) dispersa no ar.

Figura 18 - Matéria-prima: cimento.

dispersa no ar. Figura 18 - Matéria-prima: cimento. Fonte: Biff (2015). Sugere-se manter evidência de uso,

Fonte: Biff (2015).

Sugere-se manter evidência de uso, treinamento e entrega em arquivo de proteção respiratória PFF2 (Figura 19) nas tarefas de corte de madeira operando a maquita, a motosserra, a serra circular, utilização de cimento, assim como o treinamento do seu uso (como utilizar) enfatizando cuidados de manutenção, higienização, inspeção, assim como óculos de proteção e luvas no manuseio do mesmo, e ainda a guarda implantação do Programa de Proteção Respiratória (PPR) com medição de poeira para a melhoria e qualidade do ambiente laboral.

42

Figura 19 - Respirador T -750 PFF2 CA 14103.

42 Figura 19 - Respirador T -750 PFF2 CA – 14103. Fonte: Biff (2015). 5.6 TRABALHO

Fonte: Biff (2015).

5.6 TRABALHO EM ALTURA

Os trabalhos em altura (Figura 20) continuam sendo uma das maiores causas de acidentes no ambiente corporativo. Este tipo de atividade significa trabalhar em qualquer lugar, inclusive abaixo do nível do solo (trabalhos subterrâneos), onde uma pessoa corre o risco de cair de uma altura considerável. A NR-35 estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. Entre elas, cabe ao empregador:

Assegurar a realização da Análise de Risco (AR) e, quando aplicável, a emissão da Permissão de Trabalho (PT);

Desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho

em altura;

Assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho

em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares

de segurança aplicáveis;

43

Adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das

medidas de proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas;

Garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas

de controle;

Garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas nesta Norma;

Assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou

condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;

Estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em

altura;

Assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma

será definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade;

Assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista nesta

Norma.

Na obra visitada há a necessidade de manter o registro e o uso, assim como o treinamento de entrega de cinto de segurança tipo paraquedista dotado de dispositivo trava- quedas e capacete de segurança para trabalhos em altura iguais ou superior a 2,00 metros (dois metros) e promover o registro do programa para capacitação dos trabalhadores à realização de trabalho em altura, submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas, cujo conteúdo programático deve, no mínimo, incluir: a) normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura; b) análise de risco e condições impeditivas; c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle; d) sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva; e) equipamentos de proteção individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso; f) acidentes típicos em trabalhos em altura; g) condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros. (BRASIL, 2014).

44

Figura 20 - Trabalho em altura.

44 Figura 20 - Trabalho em altura. Fonte: Empresa (2015). 5.7 RECOMENDAÇÕES GERAIS QUANTO AOS RISCOS

Fonte: Empresa (2015).

5.7 RECOMENDAÇÕES GERAIS QUANTO AOS RISCOS DE ACIDENTES

Segundo a NR-5, a Comissão Interna De Prevenção de Acidentes (CIPA) deverá ser composta de representantes do empregador e dos empregados, devendo ter pelo menos três representantes titulares e três representantes suplentes por um grupo de até 51 empregados em cada canteiro de obras ou frente de trabalho. Como a obra visitada provia de 51 trabalhadores, há somente a necessidade de designar um funcionário para o cumprimento das obrigações da NR-5 CIPA, sendo que será de responsabilidade da empresa fornecer treinamento anual a este funcionário. Porém, a construtora apresenta a implantação de CIPA (Figura 21).

45

Figura 21 - Comissão Interna de Acidentes do Trabalho da Construtora Damiani.

Interna de Acidentes do Trabalho da Construtora Damiani. Fonte: Empresa (2015). Ainda como medida de proteção,

Fonte: Empresa (2015).

Ainda como medida de proteção, deve a empresa exigir das empresas terceirizadas

e manter no local de trabalho toda documentação obrigatória referente à segurança e medicina

do trabalho, incluindo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) ou Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil (PCMAT) e Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) atualizados. Deve ainda, realizar divulgação das informações contidas no PCMAT a todos os trabalhadores da empresa e avaliar periodicamente as informações contidas no mesmo para sua renovação e atualização. Na obra visitada houve ausência de análise ergonômica, sendo assim a necessidade de providenciar a mesma para avaliar as atividades desenvolvidas pelos trabalhadores da empresa.

Manter em arquivo fichas de EPI (Figura 22) de ordem de serviço sobre segurança

e medicina do trabalho dando ciência a todos os trabalhadores, de forma detalhada quanto aos riscos a que estão expostos, bem como maneiras de prevenção de acidentes, procedimentos corretos e seguros em relação ao trabalho (Segundo NR 6 (Equipamento de Proteção Individual)).

46

Figura 22 - Ficha de controle de entrega e devolução de EPI da Construtora Damiani.

de entrega e devolução de EPI da Construtora Damiani. Fonte: Empresa (2015). Segundo a NR-7 todo

Fonte: Empresa (2015).

Segundo a NR-7 todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação de primeiros socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida mantendo esse material guardado em local adequado, e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. Logo, sugere-se uma pessoa designada e habilitada para a providência desses materiais e caso necessário a utilização do mesmo. Providenciar dimensionamento e instalação de equipamentos de combate a incêndios conforme atividade da empresa e NTC-900300 que trata de instruções para instalações para combate de incêndios, e mantê-los devidamente sinalizados e desobstruídos. E ainda proporcionar a todos os trabalhadores da empresa noções sobre prevenção e combate a incêndios.

O trabalho deve ser realizado com muita atenção e sem a utilização de anéis, correntes ou pulseiras, sandálias tamancos, chinelos ou ainda roupas inadequadas que possam comprometer a segurança durante as operações com os maquinários e evitar brincadeiras que possam causar distração a fim de prevenir acidentes de trabalho (Figura 23).

47

Figura 23 - Utilização de acessórios (brincos e relógio) que podem comprometer a segurança durante as operações com os maquinários.

a segurança durante as operações com os maquinários. Fonte: Biff (2015). O empregador deve proibir que

Fonte: Biff (2015).

O empregador deve proibir que os trabalhadores realizem experiências ou atitudes

inseguras durante a jornada de trabalho ou ainda atitudes a fim de agilizar seu desempenho ou

ganhar tempo durante todas as atividades na obra.

Manter em entrega e registro com o Certificado de Aprovação (CA) assim como o

treinamento de uso e de luvas de raspa de couro ou vaqueta ao manusear ferros ou objetos

cortantes, e capacetes de segurança sob o risco de queda de objetos, calçado de segurança com

solado antiderrapante durante toda jornada de trabalho. Assim como manter o fornecimento ao

trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de

segurança e saúde no trabalho CA (Tabela 7), e substituir os equipamentos com CAs vencidos

ou Condicionados à manutenção da certificação junto ao Instituto Nacional de Metrologia

Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO).

Tabela 7 - Equipamentos aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho CA.

Descrição do equipamento

CA

Situação no TEM

Calçado de Segurança

17137

Válido

Capacete de Segurança classe B

31469

Condicionada à manutenção da certificação junto ao INMETRO

48

Descrição do equipamento

CA

Situação no TEM

Talabarte

27465

Vencido 30-06-2015

Cinturão de Segurança tipo Paraquedista

10253

Condicionada à manutenção da certificação junto ao INMETRO

Luva de Raspa

35087

Válido

Óculos Incolor

10346

Válido

Óculos Escuros

31666

Válido

Sapato de Segurança tipo Bota

3151

Válido

Luva De Proteção Worker - Luva Para Proteção Contra Agentes Mecânicos

31913

Válido

Luva De Proteção Kalipso Amarela - Luva De Segurança, Confeccionada Em Látex Natural

13959

Válido

Luva De Proteção Kalipso Verde (Pvc) - Uva Para Proteção Contra Agentes Mecânicos E Químicos

21420

Válido

Luva De Proteção Chinamex (Poliéster)- Luva Para Proteção Contra Agentes Mecânicos

32887

Válido

Creme Protetor De Segurança Maxi Creme

8265

Válido

Protetor Auricular Tipo Concha

13027

Válido

Respirador Purificador De Ar Tipo Peça Semifacial Filtrante Para Partículas PFF2

14103

Válido

Respirador Purificador De Ar Tipo Peça Semifacial Filtrante Para Partículas PFF1

21336

Válido

Dispositivo Trava Queda Com Cinturão De Segurança

27322

Vencido 26-05-2015

Fonte: Secretaria de Inspeção do Trabalho (2016).

Manter instaladas placas de advertência quanto ao uso de EPI, com a devida sinalização e advertência próximas ao posto de trabalho (Figura 24).

Figura 24 - Placas de advertência quanto ao uso de EPI.

próximas ao posto de trabalho (Figura 24). Figura 24 - Placas de advertência quanto ao uso

Fonte: Biff (2015).

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Manter os sacos de cimentos isolados do contato com o piso e afastados das paredes,

evitando contato desnecessário e o seu empilhamento não devem ultrapassar a altura de 15

sacos para a cal e 10 para cimento (Figura 25).

Figura 25 - Cimentos isolados do contato com o piso e afastados das paredes com altura máxima de 10 sacos.

piso e afastados das paredes com altura máxima de 10 sacos. Fonte: Biff (2015). Quaisquer sobras

Fonte: Biff (2015).

Quaisquer sobras de materiais e os entulhos devem ser regulamente coletados e

removidos. Por ocasião de sua remoção, devem ser tomados cuidados especiais, de forma a

evitar poeira excessiva e eventuais riscos.

Os Serviços Especializados em Engenharia e Segurança e em Medicina do Trabalho

(SESMT) da construtora em estudo é terceirizado pela empresa Sinergia Treinamentos e

Assessoria em Recursos Humanos cujo fornece os seguintes serviços:

Elaboração dos principais documentos exigidos por lei: LTCAT, PPRA,

PCMAT, PCMSO, PPP, PCA, PPR;

Implantação da CIPA;

Assessoria na Gestão de Segurança do Trabalho;

Treinamentos de capacitação profissional Altura, carga manual, Semana

Treinamentos de conscientização sobre prevenção de acidentes.

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6 CONCLUSÃO

Com o objetivo de avaliar as condições de saúde e segurança dos trabalhadores em uma obra da construção civil no município de Criciúma/SC, precisou-se determinar, qualificar, quantificar e descrever os principais riscos ambientais passíveis de ocasionar danos à saúde e/ou a integridade física do trabalhador. Neste sentido, através de medições quantitativas, foi possível avaliar o estresse térmico e o nível de ruído em que os trabalhadores estavam expostos.

Segundo a NR-15, Anexo 3, o IBUTG calculado para avaliar o estresse térmico foi de 24,03°C, valor dentro do limite de tolerância considerado pela Norma para trabalho contínuo

e atividade pesada. Como no dia das medições o tempo estava parcialmente nublado, sugeriu-

se que a empresa mantenha registro da entrega e a fiscalização do uso de protetor solar e óculos.

Além disso, recomendou-se o revezamento de pessoas ou tarefas, otimizando os ciclos de trabalhos, e o monitoramento do trabalhador por meio de exames periódicos. Com relação a exposição ao ruído, foram realizadas medições em duas betoneiras, uma furadeira de impacto, uma maquita e uma mareta. A dose de ruído encontrada apresentou-

se acima do limite de tolerância descrito pela NR-15, Anexo 1, para o período de oito horas trabalhadas, havendo, portanto, a necessidade de manter os treinamentos e entrega do protetor auditivo, bem como a fiscalização da utilização pelos trabalhadores. Por meio de medições qualitativas (reconhecimento visual), foi possível avaliar os riscos ambientais no tocante a eletricidade e maquinários, instalações sanitárias, poeira e trabalho em altura. As máquinas e equipamentos apresentaram suas instalações aterradas e a limpeza, manutenção e ajustes são realizados com os mesmos devidamente desligados, em acordo com

a NR-12. No entanto, observou-se, a ausência de identificação das tomadas elétricas e dos

painéis elétricos, havendo o risco de choque elétrico ao trabalhador. Além disso, percebeu-se máquinas e equipamentos em locais inapropriados. As instalações sanitárias encontravam-se dentro das normas estabelecidas, possuindo lavatório, vaso sanitário e mictório na proporção adequada; fornecimento de água

potável, filtrada e fresca; vestiários com área de 1,5 m² por funcionário, piso e paredes revestidas de material resistente, liso, impermeável e lavável, contendo chuveiros aterrados, armários individuais e bancos para troca de roupas; refeitório com piso, teto, paredes em material resistente, impermeável e lavável, separados das áreas produtivas e instalações sanitárias com bancos lisos e limpos com área de 1,15m² por usuário.

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Com relação a poeira, observou-se a presença de grande quantidade de matéria- prima armazenada, como o cimento, no entanto, analisando qualitativamente não havia grande quantidade de partículas sólidas (poeira) dispersas no ar. Porém, como medida de proteção, sugere-se manter evidência de uso, treinamento e entrega de proteção respiratória, óculos de proteção e luvas, em tarefas especificas, bem como treinamento para o correto uso. A NR-35 estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura. Na obra em questão, há a necessidade de manter o registro e o uso, assim como o treinamento de entrega de cinto de segurança e capacete de segurança para trabalhos em altura iguais ou superior a 2,00 metros (dois metros) e promover o registro do programa para capacitação dos trabalhadores à realização de trabalho em altura. Não foi possível realizar a análise ergonômica dos trabalhadores. Sugere-se, assim, que a empresa providencie a mesma para avaliar as atividades desenvolvidas pelos trabalhadores. Recomenda-se, ainda, que a empresa continue desenvolvendo as ações de saúde e segurança dentro das normas especificas, promova a melhoria dos itens que estavam em desconformidade e implante novas medidas/ações de proteção. Em suma, vale destacar a importância e relevância de se compreender e de se avaliar de forma precisa os aspectos cotidianos do trabalhador, pois dessa forma é possível a elaboração de estratégias e formas para incentivar e explorar a melhoria em ambientes de trabalho, resultando no aumento da saúde mental e física dos trabalhadores.

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