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FASAP – Faculdade Santo Antônio de Pádua

Graduação em Engenharia Civil


Instalações Prediais II
Professor: Júlio César Corrêa de Oliveira

MEMORIAL DE CÁLCULO – ELÉTRICA

9º Período

Aline Jardim

Gabriel Eccard

Santo Antônio de Pádua – RJ


Novembro/2017
Aline Jardim

Gabriel Eccard

MEMORIAL DE CÁLCULO – ELÉTRICA

Memorial Descritivo de Cálculos


Realizados para o Dimensionamento
das Instalações Elétricas no Projeto
para Avaliação da disciplina de
Instalações Prediais II do Curso de
Engenharia Civil, da FASAP –
Faculdade Santo Antônio de Pádua,
ministrado pelo Prof. Júlio César Corrêa
de Oliveira.

Santo Antônio de Pádua – RJ


Novembro/2017

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.................................................................................................. 4
2. PREVISÃO DE CARGA................................................................................... 5
3. DIVISÃO DOS CIRCUITOS..............................................................................9
4. CÁLCULO DAS CORRENTES NOS CIRCUITOS...........................................9
5. DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES..................................................10
5.1 Método da capacidade de corrente........................................................10
5.2 Método da queda de tensão admissível................................................12
6. DIMENSIONAMENTO DOS DISJUNTORES .................................................13
7. DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS .............................................. 14
1. INTRODUÇÃO

Este trabalho visa sistematizar as etapas que compõem o projeto de uma


instalação elétrica residencial, conforme a NBR 5410:2004. Para tanto, será tomada,
como exemplo, uma casa térrea com uma área construída igual a 131,72m², conforme
ilustrado a seguir:

Banheiro
Dormitório 1 Dormitório 2 Área de
Serviço

Sala Copa Cozinha

No desenvolvimento do trabalho serão apresentadas: Determinação da carga


instalada na iluminação e tomadas (de uso geral e específico), divisão dos
circuitos, escolha da seção dos condutores, distribuição das cargas entre as fases,
escolha dos dispositivos de proteção, desenho da instalação elétrica, entre outros
dimensionamentos.
2. PREVISÃO DE CARGA

A previsão de carga deve obedecer às prescrições da NBR 5410, item 4.2.1.2.

Banheiro
Dormitório 1 Dormitório 2 Área de
Serviço

Sala Copa Cozinha

RECOMENDAÇÕES DA NBR 5410 PARA O LEVANTAMENTO


DA CARGA DE ILUMINAÇÃO

1.Condições para se estabelecer a quantidade mínima de pontos de luz.

Prever pelo menos Arandelas no


um ponto de luz no banheiro devem estar
teto, comandado por distantes, no mínimo,
um interruptor de 60 cm do limite do
parede. boxe.

2.Condições para se estabelecer a potência mínima de iluminação.

A carga de iluminação é feita em função da área do cômodo da residência.


2.1 Prevendo a carga de iluminação da planta residencial utilizada para o
exemplo, temos:

RECOMENDAÇÕES DA NBR 5410 PARA O LEVANTAMENTO


DA CARGA DE TOMADAS

1.Condições para se estabelecer a quantidade mínima de tomadas de uso geral


(TUG’s).
2. Condições para se estabelecer a potência mínima de tomadas de uso geral(TUG’s).

3. Condições para se estabelecer a quantidade de tomadas de uso específico (TUE’s).

A quantidade de TUE’s é estabelecida de acordo com o número de aparelhos


de utilização que sabidamente vão estar fixos em uma dada posição no ambiente.

4. Condições para se estabelecer a potência de tomadas de uso específico (TUE’s).

Atribuir a potência nominal do equipamento a ser alimentado.

4.1Prevendo as cargas de tomadas de uso geral e específico


5. Reunidos todos os dados obtidos, tem-se o seguinte quadro:

3 1800

LEVANTAMENTO DA POTÊNCIA TOTAL

Potência de iluminação = 1080 VA


Fator de potência a ser adotado = 1,0
1080 x 1,0 = 1080 W
Potência de tomadas de uso geral (TUG’S) = 7500 VA
Fator de potência a ser adotado = 0,8
7500 VA x 0,8 = 6000 W

Potência ativa de TUE’s: 12100 W

Potência ativa total = 19180 W

Em função da potência ativa total prevista para a residência é que se determina


o tipo de fornecimento, a tensão de alimentação e o padrão de entrada.
Pela norma da ENEL, o ramal de entrada será trifásico.

3. DIVISÃO DOS CIRCUITOS

A instalação elétrica deve ser dividida em circuitos separados conforme a norma


5410/04 – 9.5.3 – Divisão da instalação.

4. CÁLCULO DAS CORRENTES NOS CIRCUITOS

Será utilizado o circuito 12 como exemplo

 Corrente calculada (IC)


IC = Potência do circuito
Tensão nominal

 Corrente de Projeto (IB)

IB = IC_______
Fator de agrupamento
5. DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES

Seção Mínima de condutores

A NBR 5410/04 estabelece as seções mínimas dos condutores de um


circuito em função do uso e determina a unidade da seção em mm2. Para circuitos de
iluminação, a seção mínima de um condutor de cobre é de 1,5mm2 e para circuitos de
tomadas (TUE E TUG) a seção mínima de um condutor de cobre é de 2,5 mm2 .

Nos circuitos trifásicos o condutor neutro e de proteção, poderá ter a bitola de


acordo com as tabelas abaixo:

Para o dimensionamento dos condutores, a NBR 5410/04 estabelece dois métodos:

 Método da capacidade de corrente


 Método da queda de tensão admissível

5.1 Método da capacidade de corrente

A maneira como os condutores são instalados influencia na capacidade de troca


térmica entre os condutores e o ambiente.
A tabela 33 da NBR 5410: 2004 define as Diversas maneiras de instalar (tipos
de linhas elétricas), codificando-as.
O código corresponde ao método de referência a ser utilizado na determinação
da capacidade de condução de corrente.

Após determinar o método de referência, percorre-se na planta com a


instalação desenhada, cada circuito nos eletrodutos e observa-se o número de
condutores carregados.

Condutor carregado é aquele que efetivamente é percorrido pela corrente


elétrica no funcionamento normal do circuito. Os condutores fase e neutro são, neste
caso, considerados condutores carregados. O número de condutores carregados a ser
considerado é aquele indicado na tabela vista a seguir:

Utilizando a corrente de Projeto (IB) e o número de circuitos carregados,


consulta-se a tabela 36 da NBR 5410/2004.

Tomando como referência o circuito 12:

 Método de referência: B1
 Condutores carregados: 2
 Corrente de projeto(IB): 31,81A
5.2 Método da queda de tensão admissível

A queda de tensão produz efeitos que prejudicam o funcionamento adequado e


reduzem a vida útil dos equipamentos ligados à rede. Essa queda é provocada pela
passagem da corrente em todos os elementos do Circuito (interruptores, condutores,
conexões, etc.). Ocorre em função da distância entre a carga e o medidor e a potência
da carga. É utiliza a corrente de projeto do circuito.

Quedas dadas em percentagem da tensão nominal ou de entrada.

A norma NBR:5410/2004 estabelece que a queda de tensão verificada não deve


ser superior aos valores limites, dados em relação ao valor da tensão nominal da
instalação.

No exemplo dado, será adotado 3% para ramais do circuito alimentador e 2%


para os ramais de distribuição.

As tabelas 3.18 (127 volts) e 3.19 (220 volts) fornecem as quedas de tensão
percentuais para os alimentadores e ramais em função das distancias e potências
utilizadas, medidas e watts ou VA.

Tomando como referência o circuito 12, temos:

5600 Queda de tensão = 2%


W

Distancia x potência
3M 5m x 5600w = 28000w.m

2M
QD CP
A seção encontrada na tabela 3.19 foi de 1,5mm². Apesar de estar dentro da
seção mínima exigida pela NBR 5410/04, será adotado um condutor de 4mm².

6. DIMENSIONAMENTO DOS DISJUNTORES

O primeiro passo para dimensionar o disjuntor geral do quadro de distribuição de


uma instalação, é ter as potências instaladas em cada circuito e quais os tipos de
cargas. É importante que as cargas estejam divididas em circuitos, e que as cargas
que possuam uma corrente nominal maior que 10A estejam em circuitos separados,
como solicita a NBR5410 – Instalações elétricas de baixa tensão.

Com os cálculos referentes a corrente de Projeto (IB), será possível dimensionar


os disjuntores.

Utilizando como referência o circuito 12.

 Corrente de projeto (IB) = 31,81A


 Disjuntor = 32A

Deverá ser utilizado disjuntor imediatamente superior ao calculado.


7. DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS

Taxa de ocupação do eletroduto não deve ser superior a:

 53% no caso de 1(um) condutor;


 31% no caso de 2(dois) condutores ou;
 40% no caso de 3(três) ou mais condutores.

Para dimensionar os eletrodutos, deve-se levar em conta o número e a maior


seção de condutores contido nele.

A tabela a seguir apresenta as seções nominais condutores.

Utilizando como referência o circuito 12.

 Número de condutores no eletroduto = 5


 Maior seção = 4mm²

Tamanho nominal encontrado = 20mm² (1/2”)