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Introdução à

Osteopatia

Conteúdos:

História e Enquadramento da Osteopatia


Leis de Still
PRINCIPIO BASE DE STILL: “Find it, Fix it and Leave it”
Indicações e Contraindicações da prática Osteopática

Introdução à Osteopatia 1
ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
Se falarmos de Osteopatia integrada num conceito de Medicina
Manual, é necessário recuar bastante no tempo para enquadrar a
história da Osteopatia. O uso das mãos no tratamento de traumatismos
e doenças é praticado desde os antigos egípcios. Hipócrates, pai da
medicina moderna, usou procedimentos de medicina manual,
particularmente técnicas de tração e alavancas, no tratamento de
deformidades da coluna vertebral. Outras figuras históricas notáveis
como Galeno também referem abordagens manipulativas no ato de
cura.

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ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
No século XIX assistiu-se a um período de grande controvérsia e
tumulto na prática médica, devido aos sistemas não- ortodoxos de
cura. E foi neste contexto que surgiu a Osteopatia...

A Osteopatia surgiu em 1874, criada pelo Dr. Andrew Taylor Still,


médico no Missouri, EUA. O Dr. Still desenvolveu-a depois de 4
elementos da sua família terem falecido por meningite sem a medicina
convencional ter conseguido atuar…

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ENQUADRAMENTO HISTÓRICO

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ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
“In his unique way, Still integrated many of these concepts into his new
system and molded it into a distinctive medical school curriculum that
continues to evolve to this day. Dr. Still said: “Form your opinions, select all
facts you can obtain. Compare, decide, then act. Use no man’s opinion;
accept his work only.” He urged his students to study, test, and improve upon
his ideas.”

“À sua própria maneira, Still integrou muitos dos seus conceitos no seu novo
sistema e adaptou-o a um currículo escolar médico distinto que continua a
evoluir até aos nossos dias. O Dr. Still disse: "Formulem as vossas opiniões,
selecionem todos os factos que possam obter. Comparem, decidam, em
seguida, atuem. Não usem a opinião de ninguém; aceitem apenas o seu
trabalho”. O Dr. Still pedia aos seus alunos que estudassem, testassem e
aperfeiçoassem as suas próprias ideias.”
Retirado e traduzido de Foundations for Osteopathic Medicine

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ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
“Whereas Littlejohn interpreted Still’s concepts in light of 19th century physiologic
theories, Burns, Cole, Denslow, and Korr pioneered distinctive osteopathic
approaches to physiologic investigations, making significant scientific
contributions. Korr was particularly influential in interpreting osteopathic concepts
in light of the rapidly developing science of physiology in the 20th century. He has
been referred to as “the second great osteopathic philosopher”.”

“O Dr. Littlejohn interpretou os conceitos do Dr. Still à luz das teorias fisiológicas do
século 19, Bruns, Cole, Denslow e Korr contribuíram significativamente para a
evolução da ciência e das suas abordagens filosóficas com várias investigações
científicas. Korr foi particularmente influente na interpretação dos conceitos da
osteopatia a luz do rápido desenvolvimento da ciência da fisiológica no século 20.
Ele tem sido referido como "o segundo grande filósofo da Osteopatia moderna”
Retirado e traduzido de Foundations for Osteopathic Medicine

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ENQUADRAMENTO HISTÓRICO

A primeira escola de Osteopatia, fundada pelo Dr. Andrew Taylor Still. A turma do 1º curso de Osteopatia ministrado pelo Dr. Still.

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LEIS DE STILL
Uma Ciência, qualquer que seja tem de assentar em bases
devidamente fundamentadas. A Osteopatia não foge a esta regra e de
facto tem 4 Leis que a sustentam na qualidade de Ciência.
As Leis da Osteopatia são:
1. A Estrutura governa a função;
2. O Organismo tem a capacidade inerente de se defender e
equilibrar;
3. O Organismo é maior que a soma das partes - Noção de Holismo
4. Lei da Arteria
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LEIS DE STILL
1. A Estrutura Governa a Função
Este é um dos princípios base da Osteopatia. Inicialmente o Dr. Still descobriu
que a estrutura era soberana em relação à função, ou seja, a estrutura
determinava se a função se mantinha ou não dentro de parâmetros normais.
No entanto, com a evolução natural da ciência e do conhecimento científico de
um modo geral, estabeleceu-se uma inter-relação entre a estrutura e a função.
A manutenção saudável da estrutura é vital para o bom funcionamento
orgânico, mas uma alteração da função orgânica também pode condicionar
disfunções estruturais.
A Osteopatia enquanto abordagem manual, diagnostica e trata com base no
que a estrutura revela.
O objetivo principal da Osteopatia é equilibrar a estrutura de forma a manter
todo o organismo em pleno funcionamento

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LEIS DE STILL
2. O organismo tem a capacidade inerente de se defender e equilibrar
Still afirmou que o organismo procura sempre alcançar o equilíbrio.
O objetivo é estar sempre com a linha visual horizontal.
Na presença de uma alteração estrutural, o organismo vai sofrendo adaptações para
manter o equilíbrio.
À medida que o tempo passa, o organismo vai assumindo cada vez mais compensações
para se manter “direito”.
O trabalho do Osteopata centra-se em fazer o percurso inverso do organismo até
encontrar a primeira causa de desequilíbrio.
Perante um agente externo o organismo desencadeia um sistema de proteção, de
forma a conseguir eliminá-lo e manter o estado de saúde
Desta forma, um organismo em equilíbrio, terá a tendência de se manter saudável.
Uma vez que a estrutura governa a função, se o Osteopata, mantém a estrutura
equilibrada, esta vai permitir que o organismo se mantenha sempre saudável.

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LEIS DE STILL
3. O organismo é maior do que a soma das partes - Noção de Holismo
Este é um conceito fundamental para a construção de um correto diagnóstico em Osteopatia.
Só tendo uma verdadeira perceção da dimensão total do indivíduo se pode perceber onde está a disfunção primária. O
Indivíduo é composto, pela sua estrutura, pelos seus antecedentes pessoais e familiares, pelo seu enquadramento socio-
cultural e por tudo aquilo que o envolve.
É fundamental que se tenha esta consciência sempre que se avalia um paciente em Osteopatia.
Para além do facto do indivíduo ter de ser encarado como um todo, também é necessário que se entenda como funciona essa
totalidade.
Partindo do princípio que a estrutura governa a função, é necessário manter a estrutura equilibrada, no entanto, o desequilíbrio
estrutural pode estar associado a outras situações que não sejam forçosamente estruturais.
Por vezes surgem alterações estruturais devido a questões do foro emocional, ou do contexto em que estamos inseridos.
São disto exemplos, as cervicalgias por acumulação de tensão e stress, as disfunções nas articulações do cotovelo de quem joga
ténis, ou problemas articulares da cervical e membros superiores de quem está horas em frente a um computador.
Por estas questões é que a noção de holismo é tão importante e significativa.
É este parâmetro que permite dizer que esta é uma ciência holística e global.
A Osteopatia avalia o paciente na sua totalidade, corrigindo sempre que possível as disfunções que colocam em risco o
equilíbrio orgânico.

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LEIS DE STILL
4. Lei da Arteria
A Lei da Artéria diz que o organismo está complemente interligado, não
podendo ser avaliado e tratado por segmentos.
O sangue como elemento essencial e vital, leva o oxigénio a todas as células
orgânicas.
Este elemento, está em todo o corpo contactando com todas as nossas células.
Uma vez que o sangue é circulante, a informação que recebe num determinado
ponto do corpo é transmitida a todas as outras estruturas.
Se existir uma patologia num determinado ponto, esta pode ser transmitida a
todo o organismo.
O Osteopata tendo esta situação em consideração, tem de analisar que tipo de
patologias existem e se estas podem ou não ser significativas para o protocolo
diagnóstico e terapêutico.
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PRINCIPIO BASE DE STILL: “Find it, Fix it and Leave it”

“Encontrem-na, Corrijam-na e Deixem-na”, este é um princípio


fundamental na prática osteopática. Temos de encontrar a disfunção
que está a causar os sintomas, corrigi-la e deixá-la. Isto significa que o
trabalho do osteopata é assegurar-se que o organismo fica em
equilíbrio após o tratamento. Segundo a Lei Osteopática que afirma
que o Organismo tem a capacidade inerente de se defender, se o
deixarmos sem a disfunção ele sozinho se reequilibrará.
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Contraindicações ao Tratamento Osteopático
Após uma boa avaliação Osteopática, é importante saber se há alguma
limitação ao trabalho do Osteopata. É função do Osteopata reconhecer
as barreiras ao procedimento do tratamento escolhido. Reconhecem-se
contraindicações às manipulações Osteopáticas, por isso, o Osteopata
terá que avaliar a verdadeira necessidade de manipular determinada
estrutura.

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Contraindicações ao Tratamento Osteopático
Contraindicações Absolutas
Óssea (qualquer patologia que tenho enfraquecido a estrutura óssea)
Neoplásica (ex. Metástases)
Infeciosa (ex. Tuberculose)
Metabólica (ex. Osteomalacia)
Iatrogénica (ex. Medicação Corticosteroide de longo prazo)
Inflamatória (ex. Artrite Reumatoide avançada)
Traumática (ex. Fratura)
Neurológica (ex. Mielopatia cervical, Compressão medular, Compressão nervosa com aumento progressivo do défice neurológico, Compressão
da cauda equina)
Vascular (ex. Insuficiência vertebro basilar, Aneurisma, Défice da coagulação)
Falta de diagnóstico
Não consentimento do paciente
Impossibilidade de colocar o doente na posição correta para a manipulação

Introdução à Osteopatia 15
Contraindicações ao Tratamento Osteopático
Contraindicações relativas

Reações adversas prévias a tratamentos osteopáticos, ou outras terapias manuais

Hérnia ou prolapso discal

Artrite

Gravidez

Espondilose

Osteoporose

Doença articular degenerativa

Alterações ligamentares

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Resumo da Aula
:)

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