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O SERVIÇO SOCIAL NAS EMPRESAS PRIVADAS

Valnice Bastos; Jaqueline; Sônia; Regiane Severo

Cibelle Silva
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Serviço Social /Seminário interdisciplinar III

05/12/2018

RESUMO
A história do serviço social no Brasil revela que os assistentes sociais sempre foram
solicitados a atuar no universo empresarial. Essa atuação profissional na empresa
apresentou diferentes formas a medida que se alterava o cenário sócio econômico e
político da sociedade brasileira. A década de 1990 foi marcada por intensas
transformações ocorridas no mundo do trabalho, afetando consideravelmente as relações
sociais de trabalho. As empresas se reestruturaram-se objetivando melhor qualidade e
produtividade, passaram a exigir profissionais mais qualificados, polivalentes e flexíveis,
inclusive as assistentes sócias. Os Assistentes Sociais que permaneceram no universo
empresarial, diante de novas demandas de trabalho, foram obrigados a buscar alternativas
que correspondessem às expectativas das empresas.

Palavra-chave: Responsabilidade Social


INTRODUÇÃO
O presente trabalho busca conhecer a atuação do Assistente Social na empresa privada.
Identificando sua participação na elaboração de projetos socais e seu papel frente á gestão
da responsabilidade Social e Empresarial. É um profissional que possui todos os
requisitos necessários para realizar mediação das tensões entre capital e trabalho,
causados pela divergência de interesses entre as classes. Obtém um papel importante na
empresa privada pois atua na gestão de responsabilidade social, agregando valores por
meio de atendimentos realizados não apenas aos trabalhadores em busca da garantia de
seus direitos. O objetivo principal desse artigo é apresentar os resultados dos estudos
sobre o trabalho de assistente social na gestão de recursos humanos em empresas
privadas. A proposta foi investigar o trabalho profissional do assistente social no
ambiente empresaria, na tentativa de perceber a sua importância e contribuição na gestão
de recursos humanos.

É necessário conhecer para compreender a sua importância e contribuição no âmbito


empresarial e foi fundamental para responder algumas indagações: Até que ponto os
assistentes sociais estão habilitados ao exercício profissional nas empresas? Sentem-se
preparados para a construção de possibilidades do ambiente profissional?

Partindo dessas indagações percebemos que existe uma redução do campo de trabalho
para os assistentes sociais junto as empresas.

Segundo (Mota,1991, p 16) (...) a presença do assistente social numa empresa,


antes de qualquer coisa, vem confirmar que a expansão do capital implica na
criação de novas necessidades sociais. Isto é, a empresa enquanto
representação institucional do capital, passa a requisitar o assistente social para
desenvolver um trabalho de cunho assistencial e educativo junto ao empregado
e sua família.

Portanto, há necessidade, de formação complementar em outras áreas do conhecimento que


melhor informam o serviço social inserido nas empresas, para que possa atender à necessidade
dos colaboradores.

O desenvolvimento sustentável é composto por três dimensões: a econômica, a ambiental e Social (FROES,
2001).

O objetivo é o crescimento econômico, preservando o meio ambiente e respeitando os anseios dos agentes
sociais, a fim de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade (TENÓRIO,2004).
Podemos concluir que essa crescente atuação das empresas, voltadas para a garantia dos
direitos do cidadão, mostra o repasse que foi feito de responsabilidade do Estado para a
sociedade civil com relação ao contexto social existente.
Tudo começa com o surgimento de um clima de maior simpatia para a imagem
da empresa. De repente, a empresa deixa de ser vilã, responsável pela prática
de preços abusivos, dimensões e fonte geradora de lucros exorbitantes e, em
muitos casos, a responsável pela depredação da natureza. Torna-se uma
empresa cidadã, que se traduz numa imagem corporativa de consciência social
comprometida com a busca de soluções para os graves problemas socias que
assolam a comunidade. Muda sua imagem, fruto do seu novo posicionamento
de empresa cidadã (FROES,2001, p.95).

A responsabilidade social empresarial não é uma área de trabalho privativa do Assistente


Social; porém como a matéria-prima do Assistente Social é a questão social, e, na maioria
das vezes é o foco dos projetos de responsabilidade social, é muito mais relevante o
profissional contribuir com a consolidação dessa área, implementando ações de qualidade
e que visem à emancipação. Neste sentido a atuação do Assistente Social se faz
importante instrumentalizando, técnica e politicamente, estas organizações para
concretização de um trabalho de qualidade social; isto é, de real inserção ,proteção
promoção e inclusão social de pessoas carentes em situação de risco, a garantia e a defesa
da criança e do adolescente; formação profissional e inserção no mercado de trabalho ;a
garantia e defesa do direito de idosos; a geração de renda e oportunidade de trabalho; a
recuperação social e a promoção da saúde integral do ser humano. Neste sentido a atuação
do Assistente Social se faz importante instrumentalizando, técnica e politicamente, estas
organizações para concretização de um trabalho de qualidade social; isto é, de real
inserção ,proteção promoção e inclusão social de pessoas carentes em situação de risco,
a garantia e a defesa da criança e do adolescente; formação profissional e inserção no
mercado de trabalho ;a garantia e defesa do direito de idosos; a geração de renda e
oportunidade de trabalho; a recuperação social e a promoção da saúde integral do ser
humano.

MISSÃO
Atuar no mercado de aço de forma sustentável com alta performance dos processos e atendimento
diferenciado, gerando valor para os acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores e sociedade.
VISÃO
Ser reconhecida como a melhor empresa na produção, comercialização e distribuição de
aço no Brasil.

VALORES
• Desenvolvimento sustentável;
• Segurança no trabalho;
• Satisfação dos clientes;
• Competitividade e rentabilidade;
• Equipe talentosa, comprometida e realizada;
• Respeito e transparência;
• Fé em Deus.

A Aço Cearense representa uma empresa


conceituada no nosso mercado de trabalho e de
possibilidades na visão holística do mundo
produtivo e de atuação na responsabilidade
social. A empresa privada, como foco capitalista,
desde as décadas de 80 vem passando um
conjunto de mudanças norteadas no novo
modelo de acumulação capital. Mediante esta realidade é necessária a adaptação de um
novo mercado competitivo e globalizado. A empresa surgiu em meados de 1980,
iniciando nesse processo dinamicidade e novos processos trabalhistas. Foi nesta época
que se iniciou a informatização e implementação de programas de qualidade total e de
outras inovações.
Entre 1990 e 2000 o setor empresarial destaca as competências, qualificações, adaptações
do trabalhador a novas mudanças no mercado de trabalho. Neste contexto o trabalhador
passa a ter envolvimento e participação no objetivo da empresa e começam a ser
chamados de colaboradores, não é uma palavra amplamente usada dentro de empresas
privadas, contudo, percebe-se que há uma resistência do empresário, não tratando o
colaborador como parceiro e sim como um individuo que desempenha atividades
produtivas para obter um acumulo de capital. Diante desta realidade, as empresas
passaram a defender a retórica ideia da responsabilidade social e corporativa, e que
defende o compromisso ético do desenvolvimento sustentável, enfatizando que o Estado
não consegue suprir demandas dos problemas socias que estão cada vez maiores no
Brasil.
Ao longo de sua história, o Grupo Aço
Cearense expandiu e diversificou suas
operações, passando de
pequeno distribuidor a
importador, grande distribuidor,
processador e produtor de aço.
Na região Norte, em Marabá (PA), opera
a
Siderúrgica Norte Brasil S.A. –
SINOBRAS, com capacidade instalada de 380 mil toneladas por ano. Seu mix de produtos
inclui vergalhões, fio-máquina e trefilados e já alcança todo o país com sua distribuição.
Nos municípios de Araguatins e São Bento do Tocantins – TO está localizada a
SINOBRAS Florestal, que conta com 13 fazendas próprias de reflorestamento de
eucalipto e fornece redutor bioenergético para a SINOBRAS.
Em Caucaia (CE), está a Aço Cearense Industrial, voltada para o segmento de aços planos,
que tem duas plantas com capacidade de produção de 620 mil toneladas por ano e se
destaca no mercado do aço por meio da produção de tubos com costura para diversos
segmentos e ainda de perfis, chapas articuladas, bobinas, slitter para indústria e chapas de
aço carbono em diversas espessuras.
Em Fortaleza (CE), fica a Aço Cearense Comercial, primeira empresa do Grupo, criada
em 1979. Sua estrutura e força de vendas posicionam o Grupo como o maior distribuidor
independente de aço e seus derivados no Brasil. Fica também localizado em Fortaleza o
Instituto Aço Cearense, responsável por todas as ações de cunho social, educacional e
esportivo.
Contribui com a melhoria da qualidade de vida, inclusão social e desenvolvimento da
população em sua área de atuação. Um de seus valores é o desenvolvimento sustentável,
por isso todas as atividades são ambientalmente corretas, socialmente justas e
economicamente viáveis.
O uso racional da energia também está no foco. Os processos industriais foram
concebidos para minimizar o consumo e
reaproveitar a energia térmica contida ao longo da
produção e utilização completa dos gases gerados.
A conservação e uso eficiente da água também são
prioridades em todas as atividades do negócio.
Todas as unidades do Grupo contam com Estações
de
Tratamento de Água (ETA) e Estações de Tratamento
de Esgoto (ETE).
Engajada com a missão de atuar no mercado do aço de
forma sustentável, a empresa SINOBRAS Florestal,
fornece redutor bioenergético para a SINOBRAS. A
Aço Cearense criou programas de voluntariado onde os próprios colaboradores e seus
familiares se engajam e assumem ações para contribuir com instituições de apoio a idosos,
crianças em situação de risco e outros.

O SERVIÇO SOCIAL COMO PROFISSÃO INSERIDA NAS EMPRESAS PRIVADAS


O Serviço Social mediante este novo cenário, surge novas oportunidades de trabalho para
o profissional, sendo: projetos e programas participativos, de qualidade de vida, de
educação ambiental, gerenciamento de recurso humanos, e outros. Esses profissionais
estavam inseridos numa organização e representação social e nesta política surgem os
sindicatos, comissões e partidos políticos, numa forma de combater o modo de produção
capitalista. No seu exercício profissional tinha como meta mediar situações de conflitos
entre trabalhadores e patrões, numa forma de manter a força de trabalho produtivo.
CONCLUSÃO
As famosas empresas privadas, os ricos ficarão sempre cada mais vez ricos. O que é
transmitido á maioria da humanidade é de fato uma informação manipulada quem em
lugar de esclarecer,confunde.O princípio e o fim são discurso e a retórica, então o que
fica para o ser comum e o forçado consumo. A busca incansável do crescimento
econômico flexiona a lógica de Maximo para o social a necessidade do trabalhador e a
ganância do empregador. O poder do egoísmo dos empregadores são elementos em
determinados salários.

REFERÊNCIAS

ARAGÃO, P.S.; COSTA, S.F Serviço Social e Terceiro Setor: 1. ed. São Paulo: Pearson
Education do Brasil, 2013
GONÇALVES, A.B.; KERNKAMP, C.L.; Processos de Trabalho e Serviço Social -São Paulo:
Person Education do Brasil ,2013

SILVANA BRAZ WENGRZYNOVSKI.Indaial:O Serviço Social no Capitalismo


UNIASSELVI,2015.

2018- Link>http://www.institutoacocearense.com.br/sustentabilidade (acesso em :15 nov.


2018.