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IRRIGAÇÃO LOCALIZADA COM TECNOLOGIA AGROJET®

Sendo a irrigação localizada o que há de mais moderno


em fornecimento de água para as plantas, a AGROJET® desenvolveu
equipamentos específicos para as condições brasileiras, adequando-os
ao solo, clima, materiais nacionais, qualidade da água, etc.
Cada produto é fruto de pesquisas em nível de campo,
que comprovam a sua eficiência e robustez. A irrigação localizada
permite economia de água e proporcionam alta eficiência de aplicação.
O segredo deste tipo de irrigação é que a água é aplicada normalmente
à baixa pressão e pequeno volume de forma constante no pé da planta,
fazendo que a água penetre no solo caminhando para os lados e para
baixo, determinando um campo molhado na área das raízes.
Esse molhamento tem que ser uniforme em todo o
universo da cultura, ou seja, a quantidade de água oferecida à primeira
planta devera ser rigorosamente igual ao da última.

O GOTEJAMENTO

O sistema de gotejamento se baseia na distribuição


de água, gota a gota, ao pé da planta, provenientes de tubulações fixas
(secundárias), às quais estão fixados os gotejadores. Estes gotejadores
poderão estar fixos diretamente à linha secundária, onde a mesma é
aparente (não enterrada) ou ligada à linha secundária através de
microtubo e adaptador, sendo que neste caso apenas os gotejadores são
visíveis.
Devido ao pingamento dos gotejadores, se forma
abaixo do gotejador uma zona de solo úmido ao qual se denomina
“bulbo” de umidecimento.

B U L B O Ú M I D O
Dentro deste “bulbo” se formam três zonas com diferentes quantidades
de ar e de água:
a. A zona saturada – em baixo e em torno do gotejador,
forma-se uma zona onde existe um excesso de água e há
deficiência de ar;
b. A zona de equilíbrio – é a zona que existe uma excelente
relação entre o ar e a água;
c. A zona seca – é a zona onde existe um déficit de água e
um máximo de ar.

O Bulbo de Umidecimento – Conforme o tipo de solo, o


movimento da água assume um determinado
comportamento, existindo uma relação entre o raio de
umidecimento (dimensão horizontal) e a profundidade de
umidecimento (dimensão vertical). Essas dimensões
determinam o bulbo úmido.

S o l o a r e n o s o S o l o
D i s t r i b u i ç ã o d e á g u a d e u m
O formato do bulbo úmido depende de quatro fatores:
a. O solo – O raio de umidecimento é favorecido pela
capilaridade do solo, ligado à capacidade de retenção de
água. A profundidade de umidecimento é dominada pela
força da gravidade, ou seja, pela capacidade de
drenagem do solo. Então teremos um bulbo mais
achatado nos solos argilosos e mais alongado nos solos
arenosos;
b. A vazão do gotejador – O raio de umidecimento depende
da regulagem do gotejador. Se regularmos um gotejador
para uma vazão de 1 ou 2 litros de água por hora, ele
produzirá um bulbo mais estreito do que quando
regulamos o mesmo gotejador para 4 ou 6 litros por hora.
Se analisarmos este comportamento em relação ao tipo
de solo, verificaremos que será necessário regularmos o
gotejador para maiores vazões em um solo arenoso e no
segundo diminuirmos a vazão ou aumentarmos o
espaçamento entre gotejadores;

c. O tempo de gotejamento – Quanto mais prolongado for o


período de gotejamento, maior será o raio de
umidecimento, até um determinado limite. Uma vez
atingido este limite, começa-se a perder água por
lixiviação profunda, diminuindo a eficiência de irrigação;
d. A freqüência de irrigação – A medida que ocorre o
secamento do solo, aumenta a capacidade de retenção
de água pelo solo. Tensões elevadas reduzem a
velocidade do movimento da água no solo, portanto a
irrigação por gotejamento em um solo seco, produzirá um
bulbo demasiadamente estreito, deduzindo-se que é
necessário se irrigar com maior freqüência.

O Sistema Radicular pode ser influenciado, nas


irrigações por gotejamento, em três situações:
a. O solo – Nos solos mais argilosos existe uma tendência
natural das plantas em desenvolverem sistemas
radiculares mais superficiais. O gotejamento agrava esta
tendência. Aconselha-se então aumentar a densidade de
semeadura nos cultivos de campo;
b. A planta – Em cultivos de campo, como o milho, algodão
ou mesmo café adensado, é comum colocarmos uma
linha secundária em cada par de linhas de plantio, ou no
caso do café um gotejador para cada duas plantas
alternadamente. Portanto a distribuição de água provém
de um só lado das plantas, e o sistema radicular não é
somente limitado, como também assimétrico. Por isso é
recomendado que na instalação da cultura se faça o
molhamento da forma convencional, ou na
impossibilidade deste, use-se gotejadores
simetricamente distribuídos. No Brasil, com raras
exceções, o sistema de gotejamento é utilizado apenas
nos períodos de estiagem, minimizando os efeitos deste
problema;
c. A sustentação - A extensão restrita e superficial das
raízes conduz à falta de sustentação e de equilíbrio de
algumas culturas como o milho e algumas frutíferas. A
falta de equilíbrio depende da altura da planta e do peso
dos frutos. O resultado é o acamamento ou o
tombamento das plantas. A solução nestes casos é
plantar as culturas susceptíveis ao tombamento em
épocas chuvosas ou utilizando-se inicialmente, a
irrigação por aspersão.

Zonas de salinização – Em algumas regiões brasileiras,


entre elas no Nordeste brasileiro, é comum a presença
maciça de sais no solo que inviabilizam o plantio, mesmo
se utilizando técnicas de irrigação convencional.
Com a irrigação por gotejamento, vão se formar zonas
com diferentes concentrações salinas, que tornam
perfeitamente possíveis boas colheitas.

A concentração dos sais é diferente em cada uma das


três zonas do bulbo úmido conforme apresentado abaixo:
a. A zona saturada – Durante o gotejamento, esta zona se
encontra em estado de lavagem contínua, com o
movimento da água para a segunda zona, à qual leva os
sais dissolvidos;
b. A zona de equilíbrio – Esta zona contém a água em nível
de “Capacidade de campo”, com o movimento da água
para a terceira zona. Existe um perfeito equilíbrio entre ar
e água e é essa a zona mais importante para o
desenvolvimento das raízes. Os sais são lavados para
fora. Esta zona termina no perímetro molhado do bulbo;
c. A zona seca – Aqui se detém o movimento da água. Os
sais lavados das zonas anteriores se concentram aqui.

D i s t r i b u iç ã o d e s a i s e m v o l t a d e u m g o t e j a d o r

G o t e j a d o r

Z o n a o n d e a l a v a g e m d o s s a i s é p e r m a n e n t e

Z o n a d e e q u i l í b r i o e n t r e t o d o s o s c o m p o n e n t e s .

Z o n a d e m a i o r c o n c e n t r a ç ã o .

A eficiência da irrigação por gotejamento é regida por três


fatores principais:
a. O fator operacional – O elevado número de gotejadores
por unidade de área, assegura em princípio, uma ampla e
exata distribuição localizada de água, mesmo quando
ocorram entupimentos parciais.
- Como não existe o turno de rega, a freqüência da
irrigação impede que a água chegue a uma elevada
tensão no solo e se previne a flutuação extrema entre
umidade e seca.
- A baixa precipitação horária assegura 100% de
infiltração, evitando-se o problema do deflúvio superficial,
fator decisivo na eficiência da irrigação.
- Com a adição de fertilizantes à água de irrigação
cada gota vem misturada com os nutrientes,
proporcionando uma perfeita nutrição das plantas;

b. O fator ambiente – No gotejamento a água quase não


entra em contato com o ar, portanto o vento não tem
influência alguma sobre a eficiência da irrigação.
- A umidade relativa do ar influi somente sobre a planta, no
tocante a evapotranspiração, não exercendo qualquer
influência sobre a gota, ao contrário da aspersão
convencional, onde ocorrem grandes perdas por
evaporação.
- A temperatura influi da mesma maneira que a
umidade, porém seu impacto sobre a eficiência de
irrigação é mais pronunciado;

c. O fator dimensional - Ao contrário dos fatores anteriores,


a relação entre o movimento lateral e o movimento
vertical da água no solo, é um fator limitante que influi
negativamente sobre a eficiência da irrigação por
gotejamento. Desde o momento em que a gota sai do
gotejador, esta depende totalmente da força de atração
capilar do solo e da força da gravidade.
- O movimento lateral depende, sobretudo, da
porcentagem de argila no solo. Em solos mais pesados, a
expansão lateral é mais pronunciada e, portanto, há uma
relação mais favorável entre as dimensões do bulbo.

- O movimento vertical depende da porcentagem de areia


no solo. Solos arenosos facilitam a drenagem, a qual
conduz a perdas por lixiviação profunda. O sistema de
irrigação por gotejamento, que tem uma eficiência
próxima a 100% na parte aérea e sobre a superfície do
solo, perde uma elevada porcentagem de sua eficiência
por este motivo. A redução da eficiência depende do tipo
de solo, da distribuição das raízes, da freqüência da
irrigação, da vazão do gotejador, etc. Porém, nenhum
sistema consome menos água por unidade de
superfície, quando se compara a irrigação por
gotejo com a aspersão.

As vantagens do sistema de irrigação por


gotejamento – O gotejamento se pratica essencialmente com
equipamento fixo, o qual garante um perfeito domínio sobre o
cronograma de irrigação e uma enorme economia de mão-de-obra. A
permanência do equipamento depende basicamente do tipo de cultura.
Veja abaixo:
a. Culturas perenes – Equipamento fixo durante toda a vida
da plantação;
b. Culturas anuais – Permanência durante o ciclo vegetativo e
retirada do equipamento antes ou depois da colheita.
c. Distribuição exata da água – A irrigação
por gotejamento emprega uma grande quantidade de
gotejadores por unidade de área, distribuindo a água em
cada ponto do terreno. Cada gotejador trabalha com uma
tolerância máxima de ± 8%, o qual assegura uma
distribuição uniforme da água. Como trabalhamos com
tubulações herméticas, com velocidades da água muito
baixas, praticamente não existe perda de carga na
tubulação dimensionada, raramente ocorrem desconexões
nas tubulações e não ocorrem flutuações de pressão que
possam influenciar na uniformidade da aplicação.
- Flexibilidade de Aplicação – Podemos variar à nossa vontade:
- O intervalo entre as irrigações.
- A duração da irrigação
- A pressão de trabalho.
- E aumentar o número de gotejadores nas linhas
secundárias.
- Fixar os intervalos de irrigação e variar a lâmina de
água aplicada de acordo com déficit diário (ou vice-
versa, fixar a lâmina e variar o intervalo).

A diferença da irrigação por gotejamento e a aspersão com


equipamento móvel, que nos obriga a adotar o turno de
rega, é a possibilidade de basear as decisões em
considerações agronômicas e/ou hidráulicas.
- Adaptação às condições do vento – Uma das
vantagens mais pronunciadas da irrigação por gotejamento é
a sua indiferença á intensidade do vento. A possibilidade de
poder irrigar durante horas, onde o vento é mais forte, vem
revolucionando o planejamento da irrigação nas zonas onde
se irrigava exclusivamente por aspersão. São quatro os
benefícios obtidos:
a. Melhoria significativa no balanço hídrico entre o dia e a
noite;
b. Economia no consumo de energia no bombeamento;
c. Eliminação dos picos de consumo de água.

- Exploração de solos problemáticos – Em função do


molhamento localizado, e devido à sua capacidade de levar
os sais para a periferia do bulbo úmido, solos antes
desprezados por serem salinos, calcários, pedregosos ou
pouco profundos, tornam-se perfeitamente agricultáveis,
com produções altamente rentáveis, como segue a baixo:
a. Solos salinos impróprios para a produção
economicamente viável, se tornam próprios devido à
eliminação dos sais na região das raízes durante todo o
tempo em que se irriga por gotejamento;
b. Solos calcários – As cloroses provocadas pelo excesso de
cálcio são quase imperceptíveis, o crescimento vegetativo
é praticamente normal e o rendimento simplesmente
dobra;
c. Solos pouco profundos – Camadas de 30 centímetros de
solo já se mostram aptas à irrigação por gotejamento,
sempre e quando se aplicarem lâminas de irrigação
pequenas em intervalos curtos;
d. Solos pedregosos – A semelhança com o anterior, tem-se
conseguido resultados surpreendentes com a aplicação
conjunta de fertilizantes;
e. O uso de águas salinas - é possível fazer o uso das águas
salinas em solos comuns, desde que a salinidade não
ultrapasse 2.000 micromho, com grandes benefícios para
o cultivo;
f. Falta de pressão – A pressão da água não cumpre a
mesma função quando comparada com o sistema de
irrigação por aspersão, onde o rendimento do aspersor, o
diâmetro de molhamento, a uniformidade da aplicação
dependem da pressão do sistema. O gotejamento requer
menos energia que a aspersão e., portanto, pode ser a
solução em locais onde a pressão é demasiadamente
baixa para a aspersão.

- Nutrição das plantas – A aplicação freqüente de


fertilizantes dissolvidos na água de irrigação cria
condições ótimas para o desenvolvimento da cultura. A
dosagem controlada da água e dos fertilizantes se
manifesta em rendimentos elevados, aumentando ao
máximo o potencial produtivo da cultura.
- Limitações do volume de água horário – A área irrigada
por meio de gotejamento é muito maior do que a área
molhada por aspersão quando consideramos um volume
definido de água. Tomemos como exemplo uma
disponibilidade de água horária de 10,5 m3/h, e
utilizando-se aspersores com vazão de 1,5 m3/h e
molhamento de 250 m2, então poderemos acionar 7
aspersores de cada vez (10,5 m3/h  1,5 m3/h = 7),
então a área molhada será de 7 x 250 m2 = 1.750 m2.

Com o gotejamento neste mesmo volume de água


poderemos acionar 5.250 gotejadores regulados para
deixar cair 2 litros/hora (10.500 l/h  2 litros). Em uma
cultura de café com espaçamento de 0,5 metro entre
plantas e 2 metro entre linhas, necessitará de 5.000
gotejadores por ha, portanto, poderemos com o mesmo
volume de água molhar 10.500 m2, ou seja, uma área 6
vezes maior que a área ocupada pela aspersão.

- Erro humano – Sempre existe a possibilidade de


esquecimentos, atrasos ou demora justificada,
acarretando tempo de irrigação excessivo. Na
cultura de campo sob aspersão a precipitação
chega a 6 – 8 mm/hora, enquanto que com os
gotejadores a precipitação é de aproximadamente 1
mm/hora. Em uma hora de irrigação a aspersão
coloca no solo de 60 a 80 m3/ha., enquanto o
gotejamento apenas 10 m3/há, portanto a demora
na interrupção da irrigação será bem menos
traumática na irrigação por gotejamento.

- Lotes irregulares – O problema de lotes assimétricos


é geralmente reconhecido e representa um
problema para qualquer tipo de irrigação. A solução
prática é se instalar sistemas de irrigação por
gotejamento, onde cada linha secundária tenha o
comprimento da linha plantada.

- Cultivos altos – Os problemas de transporte de


equipamentos e a sua colocação acima da cultura
são praticamente eliminados com a irrigação por
gotejamento.

- Problemas fitopatológicos – É fato consumado que a


chuva ou irrigação por aspersão umedecem a
folhagem, o que constitui um grave problema para
algumas culturas. Uma solução seria adotar o
sistema de irrigação por sulcos, porém a irrigação
por gotejamento tem levado vantagem pela
possibilidade de se aplicar defensivos e fertilizantes
na água de irrigação, algo quase impossível na
irrigação por sulcos. As principais culturas sensíveis
às doenças das folhas são as Uvas, Tomate, Pepino,
Pimentão e Melão.

- Acesso de maquinários e transporte – Como o


sistema de gotejamento não causa escorrimento
superficial ou drenagem, isso facilita enormemente
a conservação de estradas e carreadores. Além
disso, são perfeitamente viáveis os tratos culturais
durante o período de irrigação, pois grande parte da
superfície se mantém seca e permite a passagem
das máquinas agrícolas durante ou imediatamente
depois da irrigação.

- Cronograma de irrigação equilibrado – É


extremamente fácil manter um regime de irrigação
uniforme. Praticamente, é possível irrigar durante
as 24 horas do dia com fluxos permanentes. Os
benefícios são vários:
a. Bombeamento contínuo com alta eficiência;
b. Irrigação por gravidade;
c. Descargas horárias balanceadas;
d. Operação em turnos diurnos e noturnos;
e. Exatidão na execução do planejamento da irrigação.

- Deflúvio superficial – O deflúvio superficial é em


função dos seguintes fatores:
a. Capacidade de infiltração inferior ao volume
precipitado;
b. Solos com tendência a formar crostas;
c. Solos salinos;
d. Impacto das gotas emitidas pelos aspersores;
e. Lâminas de aplicação excessivas.

A irrigação por gotejamento resolve todos estes


problemas, por que:
- A precipitação é baixa de 1 a 3 mm/hora;
- A ausência de correntes de água e do impacto das
gotas elimina o problema de formação de crostas;
- Adaptado a solos salinos, tanto por sua baixa
descarga, como pela formação do bulbo úmido, livre
de sais;
- A freqüência de irrigação permite aplicar lâminas de
água reduzidas.

- Irrigação seletiva de culturas – Em plantas jovens


deve-se aplicar a água em uma área limitada ao
redor da planta. A medida que a planta se
desenvolve, aumenta-se gradativamente o número
de gotejadores, proporcionando o molhamento de
uma área cada vez maior.

- Colheita seletiva – A aplicação de fertilizantes


misturados na água de irrigação em intervalos
curtos durante a maturação dos frutos, provoca um
aumento no peso e no tamanho dos mesmos.
Colhendo-se seletivamente os frutos grandes,
estimula-se o desenvolvimento dos demais.

- O uso de águas servidas progride em todo o mundo.


A contaminação dos frutos é um obstáculo para o
emprego destas águas por aspersão e, em certo
grau, também a irrigação por sulcos. Com o uso do
gotejamento evita-se o risco de contaminação da
parte vegetativa da planta.

- O uso de águas salinas tem efeitos negativos sobre


a folhagem, sobretudo quando esta seca ao sol. A
irrigação por aspersão limita o uso destas águas,
enquanto a irrigação por sulcos e o gotejamento
facilitam. Sem dúvida, a irrigação por gotejamento
tem vantagem adicional sobre a irrigação por sulco,
dada a sua capacidade de criar uma zona úmida
sem sais na região das raízes.

- Prevenção da erosão - na irrigação por aspersão


convencional, podem ocorrer problemas de erosão
superficial do solo, devido a velocidade com que a
gota atinge a superfície antes da infiltração,
podendo causar a desagregação da mesma. Com o
uso de gotejamento, esse tipo de erosão não ocorre.

A QUALIDADE DA ÁGUA
Todo e qualquer sistema de irrigação localizada requer
uma água livre de partículas, sejam elas minerais ou orgânicas. Para
tanto a água tem que passar pelo menos por uma filtragem antes de
adentrarem ao sistema de gotejamento.
Quando a água for proveniente de locais onde não
existe a contaminação por material orgânico, poços, por exemplo, então
uma simples filtragem, com filtros de tela ou de discos, é suficiente.
Quando existe a presença de material orgânico, como
água proveniente de minas, rios, lago, represas, etc., então se faz
necessário o uso do filtro de areia, que poderá ser construído seguindo-
se a tabela abaixo:

E N T R A D A D A Á G U A

A N T E P A R O

A R E I A L A V A D A

L Ã D E V I D R O
S A Í D A D A Á G U A
P E D R A B R I T A

VAZÃO Ø DO FILTRO PRESSÃO TUBULAÇÀO

Até 10m3/h 40 cm 80 m.c.a. 1.1/2”

Até 18m3/h 50 cm 80 m.c.a. 2”

Até 24m3/h 60 cm 70 m.c.a. 2”

Até 30m3/h 80 cm 70 m.c.a. 2”

Até 50m3/h 100 cm 70 m.c.a. 3”

A limpeza do filtro é feita através de retro lavagem, invertendo-se a


direção do fluxo da água.

Além das impurezas, a água pode conter sais


dissolvidos que precisam ser precipitados antes da filtragem, pois se a
precipitação dos mesmos ocorrer dentro do sistema, o mesmo
fatalmente será comprometido quanto ao funcionamento. Dentre os
mais comuns destacam-se algumas formas em que o ferro (Fé) pode
apresentar:

ENTUPIMENTO DE GOTEJADORES E MICROASPERSORES POR


FERRO

O ferro (Fe) se apresenta na forma:


A) Reduzido (Fe+2), ferroso, solúvel invisível e 100% dissolvido na
água.
B) Oxidado (Fe+3), férrico, insolúvel, visível e precipitado,
A água com ferro solúvel (reduzido) não causa nenhum problema na
irrigação, desde que o ferro solúvel atravesse todo o sistema, da fonte
de água até as raízes das plantas, sem sofrer nenhuma modificação, isto
é, entre na moto bomba na forma solúvel e saia nos gotejadores
também na forma solúvel.
O ferro insolúvel (oxidado) é visível e forma uma massa de cor marrom
escura, que gruda nas paredes das tubulações e dentro dos gotejadores.
O ferro solúvel (invisível) ocorre mais comumente em águas profundas,
de poços.
O ferro solúvel (invisível) em certas condições se transforma em ferro
insolúvel (visível), trazendo vários problemas. E estas condições sempre
acontecem em um sistema de irrigação.
Quando bombeamos a água com ferro solúvel, esta água sofrerá
mudanças de temperatura e pressão, favorecendo a transformação de
ferro invisível em visível.
Em lagoas, represas e rios, o ferro invisível se transforma em visível e se
precipita formando um lodo no fundo.

F e + 2
I n v i s í v e l
F e + 3
V is í v e l
P r o c e s s o q u íI mn si co ol ú v e l
S o l ú v e l
d e o x i d a ç ãO o x i d a d o
R e d u z id o

Este processo é favorecido pelas seguintes condições:


1- Aeração – a agitação da água aumenta o teor de oxigênio (O2).
2- Bactérias – algumas espécies de bactérias, no seu processo
metabólico, conseguem obter energia quando transformam o ferro
reduzido em oxidado.
3- Altas temperaturas.
4- Permanganato de potássio – a adição deste produto na água
também promove esta transformação.
5- Cloração – o cloro livre também acelera esta reação.
6- Uma combinação dos fatores acima.
Obs. Uma alta acidez (pH baixo) ajuda a manter o ferro na forma solúvel.

RESOLUÇÃO DO PROBLEMA
Para que o ferro visível não venha a entupir as tubulações e as
passagens estreitas dos gotejadores (o que é um desastre), podemos
realizar algumas estratégias com base nas informações acima:
A - Manter o ferro sempre na forma solúvel (reduzido, ferroso,
invisível e dissolvido), pois assim não entupirá o sistema;
B - Precipitar (tornar visível) todo o ferro e passar a água por uma
lagoa de decantação para que o ferro precipitado vá para o fundo e
depois bombear o sobrenadante para os filtros;
C - Precipitar (tornar visível) todo o ferro antes dos filtros, para que
fique retido, e não entrem no sistema;
D - Precipitar uma parte e deixar a outra em solução até a saída
dos gotejadores.

De acordo com o teor de ferro e o valor econômico da


cultura, poderemos:
1- Montar uma cascata aeradora (para incorporar oxigênio) antes
de um tanque de decantação, ou;
2- Um sistema de injeção de cloro para precipitar o ferro antes dos
filtros, ou;
3- Injetar ácido para baixar o pH e conservar o ferro em solução,
ou;
4- Uma injeção de cloro para controlar o desenvolvimento de
bactérias (lodo bacteriano). Que precipitam o ferro invisível, ou;
5- Uma combinação dos métodos acima.

TEORES DE FERRO NA ÁGUA

Sempre analisamos o teor de ferro total e não os teores


separados de ferro invisível e visível. Esta informação é mais fácil de ser
obtida e fornece todas as condições para tomarmos uma decisão do que
e como fazer.
F e r r o R i s c o d e P o s s iv e i s
m g /l e n t u p i m e n t o s o l u ç õ e s

0 , 1 5
b a ix o N o r m a l m e n t e
0 , 2 0 u t i l iz a d a s e m
t r a t a m e n t o .
0 , 5 0
m o d e r a d o T r a t a r s e n d o q u
1 , 0 p a r a a s c o n d i ç õ e
b r a s i le ir a s , a a
1 , 5 e o t a n q u e d e d
ç ã o s ã o m a is v
2 , 0
a l t ís s im o
3 , 0 C l o r a ç ã o c o m
q u e 6 ,5 , c o n t r o
ç ã o d e li m o f é r
3 , 5

> 4
M e l h o r e s r e s u l
d o t a n q u e d e d
S o m e n t e o t r a t
c o n ã o t e m s i d

O USO DE CLORO PODE CONTROLAR ECONOMICAMENTE, ALGAS E


LIMBOS, EM SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO.

Podemos controlar o crescimento de algas e limbos,


que se desenvolvem dentro de sistemas de irrigação com duas
estratégias básicas:
1) Injeção contínua de cloro em baixa concentração;
2) Injeção de choque de cloro, de média concentração.
Atenção injetar sempre antes dos filtros.
INDICAÇÕES QUE TEM APRESENTADO O MESMO
SUCESSO COM CLORO EM OUTROS PAÍSES
1) Para algas, injeção contínua de cloro, até que se atinja 1 ppm
de cloro livre, no fim das mangueiras;
2) Para algas, injeção de choque, até que se atinja 20 ppm de
cloro livre por 20 minutos no fim do ciclo de irrigação;
3) Para Sulfeto de Hidrogênio, injetar cloro 3,6 a 8,4 vezes o teor
de Sulfeto de Hidrogênio;
4) Para bactérias ferrosas, usar acima de 1,0 ppm de cloro acima
do teor de ferro presente na água;
5) Para a precipitação de ferro usar 0,64 vez o teor de Fé+2 para
manter 1,0 ppm de cloro residual livre no fim das mangueiras;
6) Para a precipitação do manganês, usar 1,3 vez o teor de Mn;
7) Para limbos, manter 1,0 ppm ou ate 2 ppm de cloro livre no
final das linhas.

INFLUÊNCIA DO pH NA EFICIÊNCIA DA CLORAÇÃO

Quando o pH da água estiver acima de 7,0 teremos que


usar mais fonte de cloro para obtermos o mesmo
resultado (cloro livre), do que se a água estivesse com
pH menor do que 7,0.
É muito importante monitorar o pH da água e se for
necessário, adicionar uma fonte de ácido na água, para que o pH
fique abaixo de 7, 0, melhor é que seja entre 5,5 e 6,5.
É muito comum (nos Estados Unidos) a injeção de Cloro e
ácido ao mesmo tempo num sistema de irrigação por gotejamento.
Em resumo, com pH mais baixo, a mesma quantia de cloro
comercial fornecerá mais cloro livre, que é o agente controlador
dos problemas aqui descritos.
Nunca misturar, num mesmo recipiente, o cloro com um
ácido, pois isto pode provocar risco de vida.
O material a ser utilizado como fonte de cloro é o hipoclorito
de sódio, nas suas diferentes concentrações comerciais.

AR NOS SISTEMAS DE GOTEJAMENTO

Em um sistema de gotejamento, sempre haverá


diferença de nível entre os gotejadores, portanto a pressão exercida
pela ação da gravidade faz com que os gotejadores situados na parte
mais baixa do sistema continuem a gotejar depois que o sistema é
desligado. Para que a água saia é necessário que haja entrada de ar
pelos gotejadores da parte mais alta. Este ar então se acumula dentro
dos encanamentos, e quando o sistema é religado, o sistema fica
“borrachudo”, ou seja, alguns gotejadores começam a funcionar antes
dos outros, gotejadores que não gotejam, enfim um funcionamento
irregular.
AR
AR
AR

O outro problema, é que muitas vezes os gotejadores


estão em contato com o solo molhado por eles mesmos, e quando
ocorre a aspiração do ar, os gotejadores acabam aspirando terra e
impurezas para dentro do sistema, provocando entupimentos.
A solução é a instalação das válvulas de final de linha,
que se abrem quando o sistema é desligado, e só se fecham quando o
sistema for religado e todo o ar do sistema estiver eliminado.
Recomenda-se a instalação de uma ou mais válvulas no início do
sistema, próximo ao ponto mais alto do mesmo.

COMO DIMENSIONAR UM SISTEMA DE IRRIGAÇÃO

Para dimensionarmos um sistema de irrigação, é


necessário que tenhamos as seguintes informações:
a. Cultura a ser irrigada;
b. Espaçamento adotado;
c. Tamanho da área a ser irrigada;
d. Fonte de água;
e. Desnível da fonte até a parte mais alta da área a ser
irrigada;
f. Capacidade de fornecimento de água da fonte.
g. Qualidade da água;
h. Existência de instalações hidráulicas anteriormente
instaladas.
O primeiro passo a ser dado, consiste em
determinarmos que tipo de emissor de água iremos utilizar, e a nossa
escolha se dará em função da quantidade de água disponível e de que
forma esta água está chegando ao sistema. Por exemplo, poderemos
ter a disposição 10.000 litros de água por hora, vindo por gravidade até
o sistema, ou termos essa mesma quantidade proveniente de
bombeamento. No primeiro caso deveremos optar por gotejamento
mais suave, de baixa vazão, pois não estarão ocorrendo gastos com
energia (elétrica, diesel, gasolina, etc.). No segundo caso como existe o
bombeamento, deveremos ministrar a quantidade de água necessária
às plantas no menor período de tempo possível, onde usaremos
gotejadores com maior vazão ou mesmo microaspersores.
Uma vez definido o tipo de emissor de água,
deveremos determinar qual a quantidade de água a ser ministrada à
cultura em questão, e para tanto lançamos mão da fórmula abaixo:
F Ó R M U L A T E Ó R I C A P A R A D E T E R M I N A
I R R I G A Ç Ã O P O R M I C R O A S P E R S Ã O O U
C O M AP R GO DR U O T OJ S E T

E L x E P x E v p r x 0
T I = x K
V z e x N º e x E f i c .

O n d e :
T I = T e m p o d e I r r i g a ç ã o
E L = E s p a ç a m e n t o e n t r e l i n h a s
E P = E s p a ç a m e n t o e n t r e p l a n t a s
E v p r = E v a p o t r a n s p i r a ç ã o d e r e f e r ê n c
V z e = V a z ã o d o e m i s s o r ( m i c r o a s p e r s
N º e = N ú m e r o d e e m i s s o r e s p o r p l a n t
E f i c . = e f i c i ê n c i a 0 , 9 0 p a r a m i c r o s e
K = F a t o r v a r i á v e l c o m o t i p o d o s o l o

Uma maneira prática para se determinar a


quantidade de água necessária de uma planta por dia, é multiplicar o
espaçamento entre linhas pelo espaçamento entre plantas e multiplicar
pela número indicado na tabela abaixo:

NECESSIDADE NECESSIDADE
CULTURA .ANUAL DIÁRIA POR M²
DE ÁGUA PARA GOTEJAMENTO
ABACATE 1300 1,51 litro por m² (*)
ABACAXI 1200 1,39 litro por m² (*)
ACEROLA 1400 1,33 litro por m² (*)
ALCACHOFRA - 5 A 6 litros por planta
ALGODÃO 1000 1,14 litro por m² (*)
BANANA 1500 1,58 litro por m² (*)
BERINJELA - 4 A 5 litros por planta
CACAU 1250 1,43 litro por m² (*)
CAFÉ 1100 1,28 litro por m² (¤)
CAJU 1200 1,39 litro por m² (*)
CAQUI 900 1,03 litro por m² (*)
CITRUS 1300 1,51 litro por m² (*)
COCO-DA-BAHIA 1500 1,00 litro por m² (*)
DAMASCO 900 1,03 litro por m² (*)
FIGO 1200 1,39 litro por m² (*)
GOIABA 1500 1,58 litro por m² (*)
GRAMADOS - 4 litros por m²
GUARANÁ 1300 1,51 litro por m² (*)
HORTALIÇAS - 6 A 7 litros por m²
KIWI 1200 1,39 litro por m² (*)
MAÇÃ 1000 1,14 litro por m² (*)
MAMÃO 1500 1,58 litro por m² (*)
MANGA 1400 1,33 litro por m² (*)
MARACUJÁ 1500 1,58 litro por m² (*)
MELÕES, MELANCIA, ETC. 1400 1,33 litro por m² (*)
MORANGO - 4 A 5 litros por m²
PEPINO - 5 A 6 litros por planta
PERA 1100 1,28 litro por m² (*)
PESSEGO 1000 1,14 litro por m² (*)
PIMENTÃO - 1,58 litro por m² (*)
PUPUNHA 1500 1,58 litro por m² (*)
QUIABO - 3 A 4 litros por planta
SERINGUEIRA 1400 1,33 litro por m² (*)
TOMATE 1300 1,51 litro por m² (*)
URUCUM 1200 1,39 litro por m² (*)
UVA 1300 1,51 litro por m² (*)
(*) A quantidade indicada deverá ser multiplicada pela área determinada
pela multiplicação do espaçamento entre linhas pelo espaçamento entre
plantas, conforme já descrito acima.

Para efeito da irrigação por microaspersão a


maneira prática de se determinar a necessidade diária da planta é
multiplicar o espaçamento entre linhas pelo espaçamento entre plantas
e multiplicar o resultado por 1,68.

Obs: Para sistema bombeado admite-se “J” (perda de carga) de no


máximo 20% da altura manométrica total.
E para sistema não bombeado admite-se “J” de no máximo 10% da
altura manométrica total.
O terceiro passo será determinarmos a
quantidade de água que será consumida pela cultura, multiplicando-se o
número de plantas pela necessidade de água diária de cada planta. Essa
quantidade terá que ser compatível com a quantidade oferecida pela
fonte. Em muitos casos será necessário subdividir a área em setores
compatíveis com a capacidade da fonte. Neste ponto dimensionaremos
também a bomba e as tubulações através da seguinte fórmula:

4
7
2 5 x D x J = V
0 , 0 0 0 1 3 5 X
D
O n d e :
D = D i â m e t r o e m m e t r o s
J = P e r d a d e c a r g a e m m / 1 0 0 m
V = V e l o c i d a d e d a á g u a e m m /s

Para maior agilidade nos cálculos foi elaborada a


tabela abaixo, onde, de acordo com a vazão, procuramos nos diferentes
diâmetros de tubulação a perda de carga mais adequada para cada
caso. Como regra geral não é recomendável perdas de carga superiores
a 2 m.c.a. para toda uma linha.

TABELA PARA A DETERMINAÇÃO DE PERDAS DE CARGA


1/4” 5/16 3/8” 1/2”

Q V J Q V J Q V J Q V J
3.6 0.014 0.050 7.2 0.020 0.050 7.2 0.016 0.030 7.2 0.011 0.020
7.2 0.029 0.110 18.0 0.049 0.120 18.0 0.041 0.080 18.0 0.027 0.040
18.0 0.072 0.270 36.0 0.098 0.240 36.0 0.088 0.170 36.0 0.053 0.070
36.0 0.144 0.530 72.0 0.196 0.758 72.0 0.166 0.470 72.0 0.107 0.200
72.0 0.288 2.090 108.0 0.294 1.700 108.0 0.248 1.070 108.0 0.160 0.400
108.0 0.432 4.250 144.0 0.392 3.030 144.0 0.331 1.910 144.0 0.213 0.640
144.0 0.576 7.030 180.0 0.489 4.730 180.0 0.414 2.980 180.0 0.267 0.930
180.0 0.720 10.380 216.0 0.588 6.810 216.0 0.497 4.290 216.0 0.320 1.350
216.0 0.864 14.280 252.0 0.686 9.270 252.0 0.580 5.840 252.0 0.373 1.760
252.0 1.009 18.740 288.0 0.784 12.110 288.0 0.662 7.630 288.0 0.427 2.240
288.0 1.153 23.670 324.0 0.882 15.330 324.0 0.745 9.650 324.0 0.480 2.740
324.0 1.297 29.080 360.0 0.980 18.930 360.0 0.828 11.920 360.0 0.533 3.300
360.0 1.441 34.960 432.0 1.176 27.260 432.0 0.993 17.160 432.0 0.640 4.540
432.0 1.729 48.100 504.0 1.372 37.090 504.0 1.159 23.360 504.0 0.747 5.950
504.0 2.017 62.980 576.0 1.580 37.090 576.0 1.325 30.510 576.0 0.853 7.500
576.0 2.306 79.610 648.0 1.763 48.460 648.0 1.490 38.620 648.0 0.960 9.230
648.0 2.594 97.820 720.0 1.960 61.330 720.0 1.656 47.680 720.0 1.067 11.100
720.0 2.882 117.60 900.0 2.449 75.720 900.0 2.070 74.500 900.0 1.334 16.420
900.0 3.602 173.80 1080.0 2.940 118.310 1080.0 2.484 107.280 1080.0 1.600 22.560
1260.0 3.428 170.360 1260.0 2.898 146.020 1260.0 1.867 29.560
1440.0 3.918 231.880 1440.0 3.312 190.700 1440.0 2.134 37.350
302.870 1620.0 3.726 241.360 1620.0 2.400 45.880
1800.0 4.140 297.980 1800.0 2.667 55.180
2160.0 3.200 75.900
2520.0 3.734 99.9430

Q: Vazão em litros/hora V: Velocidade em metros/segundo J= Perda de carga em m.c.a/100

3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2”


Q V J Q V J Q V J Q V J
18.0 0.015 0.010 108.0 0.050 0.020 180.0 0.052 0.013 288.0 0.061 0.005
36.0 0.030 0.020 144.0 0.067 0.030 216.0 0.062 0.018 324.0 0.068 0.006
72.0 0.061 0.050 180.0 0.084 .060 252.0 0.073 0.025 360.0 0.076 0.010
108.0 0.091 0.070 216.0 0.100 0.080 288.0 0.083 0.032 720.0 0.151 0.040
144.0 0.122 0.170 252.0 0.117 0.110 324.0 0.094 0.040 1080.0 0.227 0.080
180.0 0.152 0.250 288.0 0.134 0.140 360.0 0.104 0.048 1440.0 0.303 0.130
216.0 0.183 0.340 324.0 0.150 0.160 720.0 0.208 0.173 1800.0 0.379 0.190
252.0 0.213 0.440 360.0 0.167 0.200 1080.0 0.312 0.367 2700.0 0.568 0.390
288.0 0.244 0.550 720.0 0.334 0.650 1440.0 0.416 0.626 3600.0 0.757 0.640
324.0 0.274 0.670 1080.0 0.501 1.340 1800.0 0.520 0.946 5400.0 1.136 1.320
360.0 0.304 0.870 1440.0 0.668 2.180 2700.0 0.780 2.005 7200.0 1.515 2.160
432.0 0.365 1.200 1800.0 0.836 3.230 3600.0 1.039 3.410 9000.0 1.894 3.280
504.0 0.426 1.570 2700.0 1.254 6.370 5400.0 1.560 7.238 10800.0 2.272 4.590
576.0 0.487 1.980 3600.0 1.710 10.840 7200.0 2.079 12.320 12600.0 2.651 6.110
648.0 0.548 2.440 5400.0 2.507 22.990 9000.0 2.598 18.614 14400.0 3.030 7.820
720.0 0.609 2.930 7200.0 3.343 39.180 10800.0 3.118 26.097 16200.0 3.408 9.730
900.0 0.761 4.330 9000.0 4.179 59.230 12600.0 3.638 34.726 18000.0 3.787 11.570
1080.0 0.913 5.950 10800.0 5.014 83.000 14400.0 4.157 44.455 21600.0 4.545 16.580
1260.0 1.066 7.810 16200.0 4.677 55.300 25200.0 5.302 22.060
1440.0 1.218 9.860 18000.0 5.197 67.222 28800.0 6.059 28.240
1620.0 1.370 12.110
1800.0 1.522 14.560
2160.0 1.827 20.050
2520.0 2.131 26.240
2880.0 2.436 33.170
3240.0 2.740 40.750
3600.0 3.044 48.980
4320.0 3.653 67.400

Q = Vazão em litros/hora V = Velocidade em metros/segundo J = Perda de carga em m.c.a


/100 metros

2” 3” 4”
Q V J Q V J Q V J
360.0 0.051 0.006 720.0 0.005 0.010 1800.0 0.069 0.010
720.0 0.102 0.023 1080.0 0.076 0.010 2700.0 0.104 0.020
1080.0 0.153 0.050 1440.0 0.101 0.020 3600.0 0.138 0.030 Q = vazão
1440.0 0.204 0.085 1800.0 0.126 0.040 5400.0 0.207 0.060 litros por hora
1800.0 0.255 0.128 2700.0 0.190 0.070 7200.0 0.276 0.100
2700.0 0.382 0.271 3600.0 0.252 0.120 9000.0 0.345 0.140 V = velocidade
3600.0 0.509 0.461 5400.0 0.379 0.250 10800.0 0.414 0.200 metros por segundo
5400.0 0.764 0.978 7200.0 0.506 0.410 12600.0 0.484 0.260
7200.0 1.018 1.667 9000.0 0.632 0.610 14400.0 0.553 0.330 J = perda de carga
9000.0 1.273 2.521 10800.0 0.758 0.840 16200.0 0.622 0.410 m.c.a. por 100 metros
10800.0 1.528 3.531 12600.0 0.885 1.110 18000.0 0.724 0.490
12600.0 1.782 4.699 14400.0 1.010 1.420 21600.0 0.829 0.690
14400.0 2.037 6.018 16200.0 1.138 1.770 25200.0 0.967 0.900
16200.0 2.292 7.482 18000.0 1.264 2.150 28800.0 1.105 1.180
18000.0 2.516 9.095 21600.0 1.350 3.010 32400.0 1.243 1.460
21600.0 3.056 12.752 25200.0 1.770 4.010 36000.0 1.382 1.780
25200.0 3.565 16.962 28800.0 2.023 5.130 42200.0 1.658 2.500
28800.0 4.074 21.718 32400.0 2.276 6.380 50400.0 1.934 3.320
32400.0 4.584 28.140 36000.0 2.529 7.760 57600.0 2.210 4.250
36000.0 35.700 43200.0 3.034 10.870 64800.0 2.487 5.290
50400.0 3.540 14.470 72000.0 2.763 6.430
57600.0 4.046 18.530 79200.0 3.039 7.660
64800.0 4.552 23.050 86400.0 3.316 9.010
72000.0 5.057 28.010 93600.0 3.592 10.450
100800. 3.868 11.980
108000. 4.145 13.620
Q = Vazão em litros/hora V = Velocidade em metros/segundo J = Perda de carga em m.c.a
/100 metros

Após termos dimensionado o número de setores


em que a área foi dividida, determinaremos o diâmetro da tubulação da
linha principal em função da vazão horária, levando-se em consideração
o comprimento da linha e as conexões nela instaladas. A seguir
dimensionaremos as linhas secundárias da mesma forma anterior,
logicamente considerando a vazão horária das linhas. OBS. As perdas de
carga são pertinentes a cada tubulação, portanto não é acumulativa.

PERDAS DE CARGA LOCALIZADAS


Equivalente em metros de canalização

Ø Joelho Joelho Curva Curva Chula e


tubulação 90º 45º 90º 45º espigão
½” 1,1 0,4 0,4 0,2 0,7
¾” 1,2 0,5 0,5 0,3 -
1” 1,5 0,7 0,6 0,4 -
1.1/4” 2,0 1,0 0,7 0,5 -
1.1/2” 3,2 1,3 1,2 0,6 -
2” 3,4 1,5 1,3 0,7 -
3” 3,9 1,8 1,5 0,9 -
4” 4,3 1,9 1,5 1,0 -
Ø Te 90º Te 90º Válvula Válvula de Válvula de
tubulação Passagem Saída cebola retenção esfera
direta bilateral aberta
½” 0,7 2,3 8,1 2,5 0,1
¾” 0,8 2,4 9,5 2,7 0,2
1” 0,9 3,1 13,3 3,8 0,3
1.1/4” 1,5 4,6 15,5 4,9 0,4
1.1/2” 2,2 7,3 18,3 6,8 0,7
2” 2,3 7,6 23,7 7,1 0,8
3” 2,5 8,0 26,8 9,3 0,9
4” 2,6 8,3 28,6 10,4 1,0

ROTINA DE MANUTENÇÃO

Após a instalação do sistema, antes de


colocarmos os emissores para funcionar, deveremos fazer a lavagem
interna da tubulação para eliminarmos rebarbas originadas durante a
furação das mesmas e materiais estranhos que por ventura tenham
penetrado na tubulação.
Depois de iniciado o funcionamento se faz
necessário uma vistoria periódica para detectar entupimentos,
vazamentos, pressão de entrada e saída dos filtros ou mesmo a
existência de ar no circuito hidráulico.
A limpeza dos filtros de areia é feita através da
retro lavagem, e deverá ocorrer sempre que a diferença entre a entrada
e a saída seja superior a 0,5 m.c.a.
Caso comece a haver entupimentos freqüentes
por material orgânico, possivelmente poderá estar havendo
desenvolvimento de bactérias e algas após o elemento filtrante,
devendo-se fazer uma forte cloração em todo o sistema, elevando-se a
concentração de cloro para 100 ppm, e deixar essa solução retida na
tubulação por 24 horas, quando então procederemos ao seu
esgotamento sempre pelas extremidades da tubulação.
Quando ocorrerem com freqüência entupimento
por precipitados inorgânicos (sais), deveremos acidular a água até um
pH = 5,0 e deixarmos a solução retida na mangueira também por 24
horas, quando então procederemos ao seu esgotamento sempre pelas
extremidades da tubulação.
Conferir sempre a pressão do sistema, pois caso
haja um abaixamento repentino é indicação segura de vazamentos.
Esta apostila foi desenvolvida para facilitar os
cálculos no tocante à irrigação localizada, foram reunidas diversas
informações de várias fontes para que se tenha o domínio de todas as
nossas ações, baseando-nos em grandes mestres da hidráulica. O que
foi visto aqui serve para qualquer tipo de irrigação, sendo que
recomendamos para tubulações com diâmetro acima de 4”, se utilize as
fórmulas de Hazen-Willians para a determinação das tubulações em
função da perda de carga.
Estamos à inteira disposição para qualquer
dúvida que possa surgir, e que esta apostila não conseguiu resolver.

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