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CPLP

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Constituída a 17 de Julho de 1996, por decisão da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, institucionalizou-se, desta forma, uma Comunidade de quase 200 milhões de falantes de língua Portuguesa. Em 2002, foi a vez de Timor-Leste se juntar a esta Comunidade.

A CPLP foi constituída, inicialmente, pelos seguintes órgãos:

A

Conferência de Chefes de Estado e de Governo

O

Conselho de Ministros

O

Comité de Concertação Permanente

O

Secretariado Executivo dirigido pelo Secretário Executivo

Tendo em vista uma mais efectiva concertação das acções em matéria de cooperação, foi dado um passo importante na Conferência de Chefes de Estado e de Governo em Brasília (Julho 2002) ao consagrar, na revisão dos Estatutos da Organização, os seguintes órgãos:

Reunião dos Pontos Focais de Cooperação Reuniões Ministeriais Sectoriais

Todas as suas decisões são tomadas por consenso.

Para assegurar o financiamento desta entidade, cada Estado membro contribui com uma quota anual, fixada pelo Conselho de Ministros. Para além disso, a CPLP dispõe de um Fundo Especial, alimentado por contribuições voluntárias de entidades públicas e privadas, para apoio a acções concretas.

A CPLP tem por objectivos a concertação político-diplomática entre os seus Membros em matéria

de relações internacionais, a cooperação, particularmente nos domínios económico, social, cultural,

jurídico e técnico-científico e a materialização de projectos de promoção e difusão da língua Portuguesa, nomeadamente a dinamização do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

A estes três grandes objectivos da CPLP pode-se acrescentar, como domínio prioritário e que tem

vindo a assumir grande dinamismo, o da Cidadania e da Circulação de Pessoas.

A cooperação tem vindo a ganhar cada vez mais expressão, sobretudo, após a assinatura do Acordo

Geral de Cooperação em Julho de 1998. O Regimento do Fundo Especial da CPLP e o Manual de Elaboração de projectos só seriam adoptados em Julho de 1999.

O primeiro Plano Indicativo de Utilização do Fundo Especial foi aprovado na Cimeira de Maputo,

em 2000, e passou a servir como instrumento específico das acções de cooperação no quadro da CPLP, sobre o qual o Fundo Especial exerce as suas atribuições.

Em matéria de cooperação, a CPLP tem-se concentrado, sobretudo, em áreas prioritárias, como sejam a educação, saúde, cidadania e formação. Os Estados membros, em conjunto, definem prioridades e, em seguida, com o apoio do Secretariado Executivo, ocupam-se da identificação e da obtenção dos recursos indispensáveis à sua execução. A elaboração de propostas de projectos de cooperação no âmbito da Comunidade deverá obedecer às regras contidas no Manual de Elaboração de Projectos apoiados pelo Fundo Especial, que é uma das fontes de financiamentos dos programas e projectos de cooperação.

O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) é o ponto focal português para a área

da cooperação e, como tal, tem participado nas reuniões de Pontos Focais de Cooperação da CPLP,

que se realizam 2 vezes por ano, em Fevereiro e em Julho, precedendo esta a Reunião do Conselho de Ministros da CPLP.

Em Julho de 2004 coincidindo com a realização da V Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, Cabo Verde assume a Presidência da Organização e Portugal a Vice-Presidência, na figura do Secretário Executivo Adjunto.

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