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Desconstruindo a “Mensagem da Dilma” sobre o ABORTO.

Nos artigos anteriores, demonstramos que o PT, como agremiação partidária, é


um partido que defende, abertamente, valores contra a Vida, contra a Família e contra as
Liberdades Civis Fundamentais – como a liberdade religiosa, de culto, de expressão e de
imprensa. Além disso, demonstramos que a “Mensagem da Dilma” aos cristãos, publicada
neste segundo turno das eleições, é irrealizável política e juridicamente, tratando-se, na
verdade, de mais uma falaciosa e desesperada tentativa de vencer as eleições, custe o que
custar. E, como assentimos, “mesmo que fosse verdade o que ela prometeu na sua Mensagem,
ela não teria condições de assumir sua palavra contra o Partido, porque o mandato, se ela
for eleita, é do PT e não dela. Assim, para que tais promessas eleitoreiras tivessem validade,
seria necessário que primeiro fossem aprovadas no âmbito da Executiva Nacional do PT, coisa
que não foi feito e não o será, porque não interessa a vários segmentos petistas”.

Pois bem. Não bastasse tudo isso que explicamos, desmascarando, assim, a
tentativa eleitoreira da candidata e do seu partido, de enganar o eleitorado cristão, o próprio
Ministério da Saúde, na contramão do que afirmou Dilma na sua Mensagem, no dia 04 do
corrente mês, publicou no Diário Oficial da União, um “TERMO ADITIVO AO TERMO DE
COOPERAÇÃO Nº 137/2009”, celebrado entre ele e a FIOCRUZ, cujo objetivo é realizar
estudos para a despenalização do aborto (confira o documento em:
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=88&data=04/10/2010).
Segundo se vê no ato normativo publicado, tal contrato de cooperação foi prorrogado até
04/02/2011, de modo que, tudo o que está sendo feito, agora, em nível federal, para a
descriminalização irrestrita do aborto, abrindo-se, assim, a possibilidade de abortamento em
qualquer fase da gestação (como prevê o PL 1135/91 de autoria dos ex-deputados petistas
Eduardo Jorge, PT/SP, e Sandra Starling, PT/MG, e o PL 176/1995, do deputado José Genoíno,
PT/SP, sendo que este último obriga que o SUS faça o abortamento até 3 meses de gestação,
independentemente da posição ética do médico) continua em pleno andamento e assim o
será até o próximo governo, se Dilma Rousseff for eleita. Assim, este fato, em si mesmo,
mostra que o PT mente ao dizer, através da sua candidata, que “defendo a manutenção da
legislação atual sobre o assunto” e “Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de
propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto”. Neste sentido, já afirmamos
em artigo publicado no ano passado (“O Logos, o Ethos e o Pathos de DILMA ROUSSEFF: uma
análise metajurídica dos discursos e comportamentos da Ministra”) que, ao que parece,
segundo vemos dos fatos concretos noticiados, a mentira é, realmente, um traço característico
do caráter da candidata petista. Como podemos confiar nela como Presidenta da República
Federativa do Brasil? É impossível!

Neste mesmo sentido, ressalte-se que este convênio de cooperação entre o


Ministério da Saúde e a Fundação Oswald Cruz é apenas a ponta do iceberg no tocante ao
tema do aborto. Na verdade, esses estudos se inserem no contexto da IPAS que é uma
instituição internacional pró-aborto que, junto com a IPPF (International Planned Parenthood
Federation), luta em todo o mundo para que as mulheres possam abortar livremente. Para
isso, usam todo um discurso maquiado do viés “politicamente correto” para enganar a
sociedade. Por exemplo, em vez de falar “aborto”, falam “antecipação terapêutica do parto”,
em vez de falar “proteger a vida do bebê”, falam “direitos reprodutivos das mulheres”, em vez
de falar “Defesa da Vida” como um valor máximo, falam “questão de Saúde Pública” da
mulher, retirando, assim, de todo o discurso oficial a referência aos bebês no ventre materno
como ser humano! Neste sentido, prestem atenção às falas de Dilma sobre esta questão do
aborto. Ela nunca se refere à vida do bebê, principal vítima do abortamento. Não estamos
diante de um simples problema de Saúde Pública! Estamos diante do assassinato de um ser
humano que não tem como se defender!

Mas voltando ao que eu afirmava, este convênio prorrogado agora em outubro


pelo Ministério da Saúde, insere-se no contexto da IPAS que, no Brasil, mantem o GEA – Grupo
de Estudos sobre o Aborto (http://www.ipas.org.br/gea/) – cujo coordenador é o Sr. Thomaz
Gollop. Este GEA, conforme se afirma no seu próprio site institucional, “conta com inestimável
apoio do MINISTÉRIO DA SAÚDE (MS) e (...) seu foco é capilarizar a discussão do tema ABORTO
sob o prisma da Saúde Pública e retirá-lo da esfera do crime” que é o objetivo do PT, do
Ministério da Saúde na gestão Lula e, por assim ser, da candidata Dilma Rousseff. Tanto é
que um dos integrantes principais do GEA é o Sr. Adson França, um dos assessores direto do
atual Ministro da Saúde, Sr. José Gomes Temporão. Tudo está bem claro e límpido. Num
eventual terceiro governo petista, o aborto deixará de ser crime e os médicos do SUS serão
obrigados a realizar a matança indiscriminada de bebês. Como eu afirmei em artigo publicado
em 07/04 deste ano, “é de se esclarecer à sociedade que as propostas abortista do Governo
Lula – pressionado e pactuado com a ONU e organismos internacionais – não lograram êxito
por duas razões: a visita do Papa Joseph Ratinzger ao Brasil e a derrota do Governo e do
movimento abortista feminista na votação da Conferência Nacional de Saúde, ambos os
fatos ocorridos em 2007, exatamente, no ano em que o plano petista era de aprovar o aborto”.

Mais ainda: este ano, mais precisamente de 01 a 05 de dezembro (passadas as


eleições, portanto) vai acontecer no Brasil, em Brasília, a I Conferência Mundial sobre o
Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social. No âmbito desta conferência,
serão discutidos temas sobre Saúde, Previdência e Assistência Social. No que diz respeito aos
temas da Saúde, o aborto estará em pauta, dando seguimento, claro, aos intentos abortistas
do PT e de organizações internacionais como a IPAS e IPPF. Pois bem, nas reuniões
preparatórias para esta conferência mundial (ocorridas em dezembro de 2009), a petista
Arlete Sampaio, Secretária Executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, disse, com
referência aos tais “direitos reprodutivos das mulheres”, isto é, o aborto, in verbis:
“atenção especial deve ser dada em relação aos direitos das mulheres. Que apesar dos
avanços, requer a mobilização e a participação permanente dos movimentos sociais para
avançar ainda mais, sendo, inclusive, necessário radicalizar no processo de democracia”
(Relatório do Sem. Nac. Prep. da ICMDSUSS, p. 24, Cf:
http://conselho.saude.gov.br/web_confmundial/docs/RelSeminarioPreparatorio.pdf). Ou
seja: o objetivo a partir de agora é aprovar a descriminalização e a legalização do aborto
de uma vez por todas, ainda que isso implique um processo de radicalização social, a ser
patrocinado pelo PT a partir de 2011, ainda mais se Dilma for eleita.

Por essas razões, reafirmo, porque ainda tenho o direito constitucional de fazê-
lo: Minha Família é Cristã, defende os Valores inalienáveis da Vida, e, assim, não vota no PT!
Uziel Santana dos Santos
[Professor da UFS, Advogado, Mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e
Doutorando em Direito pela Universidad de Buenos Aires]
http://www.uzielsantana.pro.br - e-mail: ussant@ufs.br

Artigo publicado no Jornal Correio de Sergipe em 24 de outubro de 2010.