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Faculdades de Ciências Exatas e Tecnológicas Santo Agostinho

9º Período do Curso de Engenharia Elétrica


Disciplina: Proteção de Sistema Elétrico de Potência
Professor: Prof. Celso Luiz Gonçalves

MEMORIAL DESCRITIVO E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS


DAS INSTALAÇÕES DO SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA
DESCARGAS ATMOSFÉRICAS (SPDA)

Elias de Souza
Fábio Marques
Leonardo Ribeiro
Pedro Henrique O. Azevedo
Wiliam Guimarães

MONTES CLAROS - MG
Novembro, 2018
1. GENERALIDADES

Este memorial refere-se à elaboração de Projeto de Sistema de Proteção Contra


Descargas Atmosféricas(SPDA) e tem por objetivo estabelecer condições e
características técnicas para execução dos serviços relativos, ao prédio das Faculdades
Santo Agostinho. Instalação de Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas
(SPDA), de acordo com a norma NBR 5419/2005.

2. CONDIÇÕES GERAIS

A fim de se evitar falsas expectativas sobre o sistema de proteção, gostaríamos


de fazer os seguintes esclarecimentos:
• A descarga elétrica atmosférica (raio) é um fenômeno da natureza absolutamente
imprevisível e aleatório, tanto em relação às suas características elétricas
(intensidade de corrente, tempo de duração, etc), como em relação aos efeitos
destruidores decorrentes de sua incidência sobre as edificações.
• Nada em termos práticos pode ser feito para se impedir a "queda" de uma
descarga em determinada região. Não existe "atração" a longas distâncias, sendo
os sistemas prioritariamente receptores. Assim sendo, as soluções
internacionalmente aplicadas buscam tão somente minimizar os efeitos
destruidores a partir da colocação de pontos preferenciais de captação e
condução segura da descarga para a terra.
• A implantação e manutenção de sistemas de proteção (para-raios) é normalizada
internacionalmente pela IEC (International Eletrotecnical Comission) e em cada
país por entidades próprias como a ABNT (Brasil), NFPA (Estados Unidos) e
BSI (Inglaterra).
• Somente os projetos elaborados com base em disposições destas normas podem
assegurar uma instalação dita eficiente e confiável. Entretanto, esta eficiência
nunca atingirá os 100 % estando, mesmo estas instalações, sujeitas a falhas de
proteção. As mais comuns são a destruição de pequenos trechos do revestimento
das fachadas de edifícios ou de quinas da edificação ou ainda de trechos de
telhados.
• Não é função do sistema de para-raios proteger equipamentos eletroeletrônicos
(comando de elevadores, interfones, portões eletrônicos, centrais telefônicas,
subestações, etc), pois mesmo uma descarga captada e conduzida a terra com
segurança, produz forte interferência eletromagnética, capaz de danificar estes
equipamentos. Para sua proteção, deverão serinstalados supressores de surto
individuais (protetores de linha), conforme indicado no projeto elétrico.
• Os sistemas implantados de acordo com a Norma visam à proteção da estrutura
das edificações contra as descargas que a atinjam de forma direta, tendo a NBR-
5419 da ABNT como norma básica.
• É de fundamental importância que após a instalação haja uma manutenção
periódica anual a fim de se garantir a confiabilidade do sistema. São também
recomendadas vistorias preventivas após reformas que possam alterar o sistema
e toda vez que a edificação for atingida por descarga direta.
• A execução deste projeto devera ser feito por pessoal especializado.

3. METODOLOGIA

Será adotado o método de proteção tipo “Gaiola de Faraday”, por ser aquele
que permite a distribuição da proteção por toda a estrutura, aumentando a eficiência do
SPDA, quando comparado aos outros métodos de proteção.
O sistema de proteção por Gaiola de Faraday é nomeado como um dos mais
altos níveis de proteção contra descargas atmosférica e isso se deve à estrutura montada
em toda a edificação, porém, tudo exige muita perícia, pois para se implementar uma
proteção elétrica por modo de gaiola de Faraday é preciso que o projeto seja realizado
com alto grau de conhecimento para que após implementado compense o custo
investido no sistema.

NÍVEL DE PROTEÇÃO

O nível de proteção a ser adotado segundo a NBR 5419 irá considerar as


características das estruturas em função do tipo da estrutura, tipo de ocupação da
estrutura, tipo de construção da estrutura, conteúdo da estrutura e efeitos das
descargas atmosféricas, localidade da estrutura, e ainda considerar a topografia da
região e o índice será único da região. Por isso foi escolhido o nível de proteção II.
VERIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DA PROTEÇÃO

Parâmetros da edificação
C = Comprimento = 78,55 metros
L = Largura = 28,45 metros
H = Altura = 16,10 metros
TD = 120 (número de dias de Trovoadas por ano).

Avaliação do risco de exposição


Ae = Área de exposição
Ae = CL + 2CH + 2LH + 3,14x(HxH)
Ae = 4177,95 m2

Densidade de descargas para a terra


Ng: É a densidade de descargas atmosféricas para a terra, que representa o
número de raios para a terra por km² por ano;
Consultando o grupo de eletricidade atmosférica na página do instituto
nacional de pesquisas espaciais – INPE, o valor de Ng para a cidade de Montes
Claros é 4,024 descagas/(ano.km²). Ng = 4,60 Km ²/ano
Calculado Ng e Ae, será então calculada a frequência média anual previsível
(N) em cada estrutura, que é estimada através da equação listada anteriormente.

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXPOSIÇÃO

A probabilidade de uma estrutura ser atingida por um raio em um ano é o


produto da densidade de descargas atmosféricas pela área de exposição equivalente da
estrutura. A densidade de descargas atmosféricas para a terra (Ng) é o número de raios
para a terra por km² por ano. O valor de Ng para uma dada região pode ser estimado
pela equação:

Onde:
Ng: É a densidade de descargas atmosféricas para a terra, que representa o número de
raios para a terra por km² por ano;
Ae: É a área de exposição equivalente da edificação.

Frequência média anual previsível de descargas


N = Ng x Ae x 10-6
N = 4,024 x 4177,95 x 10-6
N = 16,81 x 10-3
Avaliação geral de risco
Po=AxBxCxDxExNpr
Po=1,7x1,7x1,7x0,4x0,3x16,81
Po= 9,91x10-3

Necessidade de se adotar ao prédio um SPDA

Po>= 10-4 = Obrigatório

Instalação obrigatória de um SPDA

Aterramento

a) Número de Hastes: 01 por descida e mais haste de aterramento da subestação – o que


equivale a um total de 15hastes.
b) Tipo de Haste: Copperweld, Ø16mmx3000mm, 254 micras.
c) Caixa de inspeção tipo solo de PVC com tampa de ferro fundido reforçada boca
Ø300mm conforme o projeto.
d) Resistência ôhmica máxima esperada: 10 OHMS

3.2.6. Área de abrangência: Abrange todas as edificações ou elevados da edificação.