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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA CELG GT

Montagem Eletromecânica em Subestações e


Linhas de Transmissão de Transmissão

Especificação

ET-ME
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CELG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO S.A.

SETOR DE ENGENHARIA DA TRANSMISSÃO

ET-ME

Montagem Eletromecânica em Subestações e


Linhas de Transmissão de Transmissão

Especificação

ELABORAÇÃO: Eng.º Carlos Eduardo de Carvalho – DT - SET

APROVAÇÃO:

Eng.º Augusto Francisco da Silva

NOVEMBRO/2014

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ÍNDICE

1. OBJETIVO ....................................................................................................................................4
2. SERVIÇOS....................................................................................................................................5
3. MÉTODOS DE TRABALHOS ....................................................................................................5
4. ASSISTÊNCIA DA CONTRATADA ..........................................................................................5
4.2. FISCALIZAÇÃO ...................................................................................................................7
4.3. ACOMPANHAMENTO DA OBRA .....................................................................................8
4.4. COMISSIONAMENTO .......................................................................................................10
4.5. CANTEIRO DE OBRAS .....................................................................................................10
DAS OBRAS ELETROMECÂNICAS ...............................................................................................11
4.6. ESTRUTURA PARA REDE AÉREA .................................................................................11
4.7. REDES AÉREAS .................................................................................................................12
4.8. EQUIPAMENTOS DO PÁTIO............................................................................................14
4.9. EQUIPAMENTOS DAS EDIFICAÇÕES ...........................................................................15
4.10. BANDEJAS, SUPORTE E ACESSÓRIOS PARA CABOS ...............................................17
4.11. CABLAGEM ........................................................................................................................17
4.12. MALHA DE TERRA, ATERRAMENTO DE EQUIPAMENTOS E ESTRUTURAS ......18
4.13. ILUMINAÇÃO DOS PÁTIOS ............................................................................................19
4.14. AS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DAS EDIFICAÇÕES ..................................................20
4.15. SERVIÇOS ADICIONAIS...................................................................................................20
5. DO ENCERRAMENTO DAS OBRAS ......................................................................................21
5.1. INSPEÇÃO E TESTES PRÉ-OPERACIONAIS .................................................................21
5.2. SERVIÇOS COMPLEMENTARES ....................................................................................22
5.3. ENCERRAMENTO DA OBRA ..........................................................................................23
5.4. CABOS E CONDUTORES..................................................................................................24
5.5. EMBALAGEM PARA DEVOLUÇÃO DE MATERIAS ...................................................25
5.6. CONDIÇÕES DOS MATERIAS .........................................................................................25
5.7. RELAÇÕES DE MATERIAS EM DEVOLUÇÃO .............................................................25

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1. OBJETIVO
O presente volume contém as normas gerais, que fornecem á CONTRATADA, as
informações e orientações, bem como estabelecem as condições normativas, que
disciplinam os métodos a serem empregados na execução das obras eletromecânicas

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2. SERVIÇOS

Todos os serviços objetos desta Especificação encontram-se descritos no memorial


descritivo, detalhado nos projetos, especificados e quantificados nas planilhas de
custos.

Todos os equipamentos principais a serem montados na subestação serão de


fornecimento da CELG GT, exceto aqueles inerentes aos diversos tipos de serviços e
evidenciados nestas especificações, como de fornecimento da CONTRATADA.
Todos os serviços deverão ser realizados com rigorosa observância aos projetos e
normas técnicas, bem como obediência às prescrições constantes na presente
especificação.

3. MÉTODOS DE TRABALHOS

Os métodos e meios empregados para a execução das etapas dos serviços serão de
livre opção da CONTRATADA, estando sujeitos a sugestões e aprovações da CELG
GT, quando se torne necessário salvaguardar as características, o cronograma, e a
qualidade dos mesmos.

Se em qualquer ocasião a CELG GT julgar que os métodos empregados na execução


dos serviços são ineficientes, será exigido da CONTRATADA, a adequação da mão-
de-obra, de sua segurança, e sua eficiência, sem ônus para a CELG GT.

A CONTRATADA não ficará desonerada da obrigação de empregar os meios


adequados ao melhor rendimento dos serviços, mesmo que a CELG GT não lhe faça
tais exigências. Somente a CONTRATADA será e permanecerá responsável pela
segurança, adequabilidade e eficiência dos métodos de trabalho, mão-de-obra e
equipamentos empregados.

Todos os serviços serão feitos no sentido do progresso requerido pelo cronograma da


obra, e com o objetivo específico de ter a Obra ou parte dela, pronta para energização
na data programada pelo cronograma.

4. ASSISTÊNCIA DA CONTRATADA

A CONTRATADA deverá dedicar particular e constante atenção à fiel execução dos


trabalhos, e deverá estar continuamente representada no canteiro da obra, mantendo
um escritório, no qual deverá ter sempre uma cópia do Contrato e seus anexos.

4.1.1. ORGANIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO

A CONTRATADA, na execução dos serviços, deverá apresentar-se com uma


completa organização da obra, fornecendo inclusive toda a supervisão,
administração, segurança, mão-de-obra especializada, apoio logístico, transporte,
ferramentas, veículos, equipamentos e materiais de consumo.

Todos os equipamentos e ferramentas necessários à execução dos serviços deverão


ser fornecidos pela CONTRATADA, e em plenas condições de uso e funcionamento,
correndo por sua conta as despesas com manutenção e operação dos mesmos.

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4.1.2. DIÁRIO DE OBRA

Deverá ser mantido pela CONTRATADA no canteiro, um "DIÁRIO DE OBRA",


onde a fiscalização e a CONTRATADA farão anotações referentes ao andamento dos
serviços, qualidade dos mesmos, mão-de-obra, etc. Deverão ser anotados também,
reclamações, advertências, e problemas de ordem técnica, que requeiram soluções
para continuidade dos serviços.

Será elaborado o diário de obras digital, ou seja, digitado em planilha com formato
.xls e exportado em formato .pdf para o gestor do contrato de forma online.

4.1.3. TRANSPORTE E CONTROLE DE EQUIPAMENTOS E MATERIAIS

A CONTRATADA receberá os equipamentos e materiais a serem fornecidos pela


CELG GT ou terceiro, sem seus almoxarifados, correndo por sua conta a carga,
descarga, guarda, controle, conferência, transporte no canteiro da obra e montagem.

O transporte para os transformadores de força será fornecido pela CELG GT, ficando
a CONTRATADA responsável pela carga e descarga, utilizando-se de ferramentas
próprias, conforme MANUAL DE CADASTRAMENTO PARA FIRMAS
EMPREITEIRAS DE OBRAS E SERVIÇOS.

4.1.4. SERVIÇOS EVENTUAIS

Eventuais furos, cortes, pontos de solda, dobragem de tubos e perfis metálicos,


constituem parte integrante dos serviços contratados. Portando se houver necessidade
de adaptações, como placas de apoio, calços, ferragens de fixação, e etc., para
montagem dos equipamentos e estruturas.

Todo o material necessários à execução desses serviços serão de fornecimento da


CONTRATADA. Todas as peças submetidas a processos de adaptações, que venham
a danificar suas características de tratamentos especiais e pinturas, deverão ser
recondicionadas e repintadas pela CONTRATADA, de tal sorte que fiquem
garantidas no mínimo as mesmas condições anteriores a tais processos.

Todos os serviços eventuais deverão ser realizados pela CONTRATADA e seus


custos já estão diluídos nos itens unitários correspondentes.

4.1.5. MATERIAIS DE CONSUMO

Os materiais de consumo, tais como fitas isolantes e de amarração, terminais pré-


isolados, anilhas de identificação para cabos, zarcão para rosca, composto anti-
óxido, tinta, pincel, estopa, benzina, espuma expansiva e demais materiais de
consumo, deverão ser fornecidos pela CONTRATADA, e terem seus custos e seus
custos já estão diluídos nos itens unitários correspondentes.

Nas obras civis da montagem eletromecânica, os materiais como: cimento, areia,


pedra, brita, madeira, ferro, mão de obra e encargos necessários para a execução das
obras e instalações, são de fornecimento da CONTRATADA, tendo seus custos já
diluídos nos preços unitários de planilha.

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4.1.6. FORNECIMENTO DE MATERIAS

O eventual fornecimento de materiais, não enquadrável em materiais de consumo da


montagem deverão ser fornecidos pela CONTRATADA, após a autorização escrita
da CELG GT e em conformidade com as listas de materiais anexas (LM) e
especificações e normas correspondentes.
O pagamento destes materiais será efetuado de acordo com o custo de sua efetiva
aquisição, acrescido de uma taxa de administração para fornecimento de materiais -
TAM, conforme previsto nas Cláusulas Contratuais.

4.2. FISCALIZAÇÃO

A CELG GT, através de sua equipe de engenheiros, fiscais, ou de terceiros prepostos,


exercerá plena e constante fiscalização da obra, no que se refere às Especificações
Técnicas, qualidade, quantidade e estado dos materiais, ferramentas,
equipamentos, e mão-de-obra, utilizados na execução dos Projetos, tendo amplo
acesso à obra, e aos documentos que lhe dizem respeito.

Cabe à CONTRATADA facilitar sob todos os aspectos dessa fiscalização, atendendo


suas recomendações verbais, quando rotineiras, ou por escrito.
A ação da fiscalização, não eximirá a CONTRATADA da obrigação de examinar o
Projeto Executivo, nem reduzirá a sua responsabilidade por erros ou omissões na
execução dos serviços.

A fiscalização terá em especial, poderes para:

- Aprovar o dimensionamento das diversas equipes de trabalho, bem como os meios


para execução das obras, tais como veículos, equipamentos, ferramentas, e segurança,
alocados no Canteiro da obra;

- Se em alguma ocasião a fiscalização da CELG GT julgar que os métodos


empregados na execução dos serviços, a qualidade da mão-de-obra, e equipamentos
da CONTRATADA, estão inadequados ao ritmo, ou à melhor qualidade dos serviços,
a CONTRATADA estará obrigada a adotar prontamente as medidas necessárias para
corrigir as deficiências e irregularidades detectadas, sem ônus para CELG GT;

- Exigir a permanência na obra, do pessoal previsto pelo MANUAL DE


CADASTRAMENTO, para o fiel cumprimento do Cronograma, bem como do uso
dos materiais de segurança, coletiva e individual, dentro das normas exigidas por lei,
e pela CELG GT;

- Fiscalizar a correta execução das obras, conforme Projetos, Especificações e normas


vigentes, podendo recusar qualquer equipamento ou material, que não corresponda
aos padrões determinados, ficando o ônus por conta da CONTRATADA;

- Alterar qualquer parte do Projeto Executivo ou Especificações Técnicas, sempre


que esta medida for necessária a melhor execução das obras;

- Rejeitar materiais, equipamentos, ferramentas, máquinas, meios de transporte, ou


outros, que por sua qualidade ou estado, não se coadunem com a melhor execução
dos serviços, e ou cronograma da obra, ficando o ônus por conta da CONTRATADA.

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- Exigir a retirada de qualquer empregado direto ou indiretamente subordinado à
CONTRATADA, inclusive empregados de eventuais prepostos que a critério da
Fiscalização, comprometam o bom andamento dos serviços;

- Controlar a efetiva aplicação dos materiais e equipamentos fornecidos pela CELG


GT ou adquiridos em seu nome, devendo vistar todos os Controles, e as Requisições
referentes aos mesmos.

- Onde os projetos e especificações técnicas forem eventualmente omissas, ou na


hipótese de dúvidas quanto à sua interpretação, deverá ser sempre consultada a
fiscalização.

- A fiscalização exercida no canteiro das obras, no sentido de resguardar os interesses


da CELG GT, não exclui nem reduz a responsabilidade da CONTRATADA,
inclusive perante terceiros, por qualquer irregularidade ou má execução. E na
eventual ocorrência de tais fatos, não implicam em corresponsabilidade da CELG GT
ou de seus prepostos, pelos danos ou prejuízos disso decorrentes.

4.3. ACOMPANHAMENTO DA OBRA


4.3.1. PROGRAMA EXECUTIVO GLOBAL

No ato da assinatura da AFS (Autorização de Fornecimento dos Serviços), a


CONTRATADA deverá apresentar um "Programa Executivo Global" para a obra, em
conformidade com o Cronograma Objeto da Licitação, constando de:

- CRONOGRAMA executivo da montagem, com data do início e término;

- CRONOGRAMA de distribuição de equipes, e efetivo por função;

- CRONOGRAMA de utilização de veículos e equipamentos.

4.3.2. PLANEJAMENTOS, CONTROLE E ACOMPANHAMENTO DA OBRA

A CONTRATADA deverá prever na obra, recursos para planejar, acompanhar e


controlar o andamento dos serviços, de modo a possibilitar:

- Revisões no "Programa Executivo Global";

- Cronograma das atividades;

- Cronograma de recursos humanos;

- Programação semanal de serviços;

- Apropriação e medição dos serviços executados;

- Arquivo técnico de documentação do projeto;


- Controle de qualidade dos serviços.

A CONTRATADA deverá manter ainda uma equipe necessária ao controle técnico e


administrativo da OBRA, tais como:

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- Encarregado Administrativo: para controle e funcionamento da obra.

- Almoxarife: para controle de material no canteiro de obra;

- Ferramenteiro: para controlar, guardar e manter em condições permanentes de uso


todo o ferramental demandado pela Obra;

- Vigia: para guardar as dependências do canteiro, e os materiais da obra.

Estes serviços terão seus custos diluídos nos preços cotados para Taxa de Benefícios
e Despesas Indiretas ("BDI").

4.3.3. PROGRAMAÇÃO DA OBRA


Semanalmente, no canteiro de obra, deverá ser realizada, reunião para programação
dos serviços, na qual deverá ser verificado o andamento das atividades programadas
na semana anterior e programadas novas atividades para as próximas semanas.

Na elaboração do cronograma de montagem eletromecânica, a CONTRATADA


deverá levar em conta que as obras civis, estarão em fase de conclusão, e portanto
deverá programar suas atividades, em função das etapas civis já concluídas, e da
presença da empreiteira civil no canteiro. A CONTRATADA deverá também levar
em consideração, as datas previstas para entrega de equipamentos, conforme
fornecida pela CELG GT.

Para garantir o bom andamento dos serviços, em paralelo com a CELG GT a


CONTRATADA, deverá designar um Engenheiro experiente como representante e
coordenador da obra, que entre outras funções terá que: elaborar as (P.S.)
Programações Semanais de serviços com antecedência mínima de 15 (quinze) dias;
controlar o suprimento, solicitando junto com a P.S., ao coordenador da CELG GT,
todos os equipamentos e materiais faltantes e de fornecimento da CELG GT, que
comprometem tal programação.

4.3.4. ATRASO NA EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS


A CONTRATADA deverá encaminhar formalmente e por escrito à CELG GT
sempre que houver previsão de atraso no Cronograma da obra, e acompanhado com o
devido planejamento de execução das tarefas de tal forma que resultem na
recuperação do cronograma, objetivando a sua conclusão, conforme previsto em
contrato. O retardamento na conclusão das obras, em relação ao cronograma físico
apresentado pela CELG GT, e aprovado pela CONTRATADA, implicará em multas
e sanções, conforme contrato.

4.3.5. MEDIÇÃO DE SERVIÇOS


A medição dos serviços executados deverá ser elaborada no canteiro da obra, pela
CELG GT e CONTRATADA no período de 01 a 05 do mês subsequente.

Esta medição consistirá na apresentação de um memorial de cálculo (Boletim de


Medição - BM), elaborado em conformidade com as planilhas de preços unitários
contratuais. Devendo ser encaminhado ao DT-SET Setor de Engenharia da
Transmissão, 02 (duas) vias do BM, e do CRONOGRAMA FÍSICO, contemplando a
programação e o desenvolvimento dos serviços, até a data da medição. Após sua
aprovação final, será devolvida uma cópia à CONTRATADA, com a autorização

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para faturamento. Caso haja fatura de reajuste, esta deverá ser emitida no mesmo
período e processada junto à fatura principal no protocolo da CELG GT

4.4. COMISSIONAMENTO

O cronograma físico de execução da obra deverá programar para o final das


atividades da montagem eletromecânica, o comissionamento e revisões finais,
objetivando o atendimento à operação comercial da mesma.

Á CONTRATADA competirá fornecer mão-de-obra para eventuais revisões e ou


omissões ocorridas durante a montagem.

4.5. CANTEIRO DE OBRAS


O proponente deverá por ocasião da visita ao local da obra, verificar as áreas, galpões
e demais instalações existentes no local, que possam ser aproveitadas.

O "Layout" das instalações do canteiro deverá ser submetido à aprovação da CELG


GT, devendo a CONTRATADA cuidar da manutenção e conservação das
instalações, até o fechamento da obra.

Deverão ser executadas todas as instalações complementares necessárias, tais como:


almoxarifado, oficinas, ferramentarias, depósitos, instalações sanitárias, elétricas e
hidráulicas.

Deverá ser reservado para uso da fiscalização um escritório tipo container com
dimensionamento de 14,4m² de área (6,0x2,4x2,6m); contendo 01 (uma)
escrivaninha, cadeiras, 01 (uma) prancheta para desenho 01 (uma) prateleira, 01
(uma) mapoteca para desenhos, banheiro e ar condicionado.

O fornecimento de água e a sua distribuição, necessária à execução da obra será de


responsabilidade da CONTRATADA.

Caberá à CONTRATADA o fornecimento e a distribuição de toda energia elétrica


necessária à execução dos serviços, tais como: iluminação para os trabalhos noturnos,
e ou mesmo diurno, em interiores de equipamentos, quadro de comando, etc.

Fará parte da distribuição de energia elétrica ao canteiro, a alimentação provisória das


resistências de anti condensação de umidade dos equipamentos, desde o momento em
que os mesmos forem colocados na obra, até as suas energizações definitivas.

Todas as redes de distribuição de energia deverão ser executadas de acordo com as


Normas Técnicas vigente, e com aprovação da fiscalização.

No encerramento da obra, todas as instalações provisórias deverão ser demolidas e


removidas com ônus da CONTRATADA.

CRITTÉRIO DE MEDIÇÃO

Estes serviços terão seus custos diluídos nos preços da Taxa de Benefícios e
Despesas Indiretas (BDI).

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DAS OBRAS ELETROMECÂNICAS

4.6. ESTRUTURA PARA REDE AÉREA

Todas as peças das estruturas deverão ser montadas e assentadas, conforme indicado
nos desenhos.

As estruturas suportes dos barramentos e rede aérea serão montadas em bases e


nenhuma estrutura poderá ser montada nas fundações, nos sete (07) dias seguintes a
concretagem das mesmas. Todas as colunas de concreto deverão ser niveladas, com o
uso de teodolito ou nível e acunhados com madeira, até a colocação dos anéis e vigas.
Após a fixação das vigas, as bases das colunas de concreto deverão ser saturadas com
água e areia, preferencialmente sob pressão. Após a compactação deverá ser dado um
acabamento com argamassa de cimento no traço 1:3, enriquecido com Kemox ou
produto similar.

Os materiais de consumo tais como: Areia, brita e cimento para implantação das
colunas, postes e vigas, deverá estar incluído nos preços unitários.

Toda ferragem galvanizada deverá ser manuseada com cuidado para evitar
dobramento ou dano à galvanização. Peças entortadas durante o manuseio poderão
ser usadas se puderem ser recuperadas sem danos à galvanização ou no caso da
galvanização ser recuperável, a juízo da fiscalização.

Os parafusos deverão ser colocados de maneira a ter as respectivas porcas do lado


externo da estrutura.

Os parafusos de fixação das vigas deverão receber o aperto final de modo a não
colocar em risco a resistência dos mesmos.

Deverão ser utilizadas somente chaves apropriadas adequadas aos tipos de parafuso, e
apertar sem ocasionar deformações da porca, ou retirada da camada de galvanização.

A suspensão das vigas e colunas deverá ser feita por meio de equipamentos
apropriados.

A permissão para utilização de cabos de aço fica a critério da fiscalização, devendo


esta, indicar os pontos da estrutura que deverão ser protegidos por elementos de
madeira, borrachas etc.

A suspensão de partes das estruturas deverá ser feita de tal maneira que as mesmas
não sejam submetidas a esforços maiores que os previstos nos diagramas de carga.
Após a colocação das vigas na posição e apertados os parafusos de fixação, é que se
processará o aperto dos chumbadores de fixação das estruturas às bases.

As vigas de ferro galvanizado não deverão ter contato diretamente com a terra ou
brita, mas sim, apoiadas sobre madeira para evitar danos a sua galvanização. Todos
os danos causados aos perfis metálicos ou a pintura deverão ser reparados sob
responsabilidade e ônus da CONTRATADA.

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Na eventualidade das vigas e suportes de ferro galvanizado apresentar pontos de
oxidação, estes deverão ser lixados e limpos com aplicação de produtos tais como,
freazinc ou tinta de fornecimento da CONTRATADA, devendo os acabamentos
submetidos à aprovação da fiscalização.

Durante a montagem das estruturas metálicas, poderão ser admitidas perdas normais
para parafusos e arruelas até 0,5%, sendo debitados a CONTRATADA os valores
acima deste limite. Todos os alinhamentos, verticalidades, flechas e contrafechos das
estruturas, deverão ser verificados topograficamente por aparelhos de precisão.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Os serviços serão liberados para medição quando estiverem completamente montados


sobre suas bases, verificando os posicionamentos e apertos finais dos parafusos,
chumbadores, devidamente aterrados.

Na unidade a ser cotada para medição, deverão estar incluídos todos os materiais de
consumo, tais como: cimento, areia, brita e serviços gastos na execução dos mesmos.

ESTRUTURAS EM CONCRETO:

Serão medidos por unidade de colunas e viga totalmente montada, nivelada e


aterrada, pronto para receber as redes aéreas.

ESTRUTURAS METÁLICAS:

Serão medidas por quilo (kg) de ferragens montada, incluindo também o peso dos
parafusos, porcas, arruelas, etc., enfim todo material metálico referente às vigas e
suportes.

4.7. REDES AÉREAS

4.7.1. CABO CONDUTORES

A instalação dos barramentos deverá obedecer rigorosamente às indicações de


projeto, sendo a CONTRATADA responsável pela reconstrução de qualquer parte
executada em desacordo com essas indicações.

Para retirada dos cabos das respectivas bobinas, as mesmas deverão ser apoiadas
sobre cavaletes, através de eixos metálicos. Em nenhuma hipótese será permitido
desenrolar o cabo com a bobina apoiada sobre suas faces laterais.

Durante o processo de retirada do cabo da bobina não deverá ser permitido o contato
do cabo com o solo, mas sim apoiado sobre pequenos cavaletes de madeira colocados
a distâncias regulares. Os cavaletes deverão ter suas partes horizontais ligeiramente
arredondadas para não danificar os cabos.

Todos os cabos a serem usados nos barramentos e nas derivações deverão ser pré-
tensionados antes de serem içados para as respectivas cadeias, utilizando-se tensões
indicadas no projeto, durante um período mínimo de 36 horas. Devendo os mesmos
ter comprimento ligeiramente maior que os definitivos, possibilitando que os

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equipamentos de pré-tensionamento, sejam presos em partes que não serão utilizáveis
no barramento definitivo.

Para o pré-tensionamento deverão ser usados dinamômetros, catracas come-long,


tensores, etc., com capacidade suficiente. Os métodos a serem utilizados deverão ser
submetidos à aprovação da fiscalização, a qual poderá aprová-lo ou não, bem como
sugerir modificações que lhes pareçam oportunas.

Quando da retirada dos cabos das bobinas, estes deverão ser inspecionados, não
podendo ser utilizados cabos com defeito.

Quaisquer irregularidades constatadas deverão ser imediatamente levadas ao


conhecimento da fiscalização, a qual deliberará sobre as providências que deverão ser
tomadas. Os cabos deverão ter acabamento perfeito, isentos de fios cortados ou
danificados e texturas firme. Antes de se efetuar o corte de qualquer cabo, deverão
ser colocadas fitas nos dois lados da região a ser cortada, evitando-se dessa maneira
que o encordoamento do cabo seja danificado ou afrouxado.

Os grampos e conectores terminais serão à compressão ou aparafusados. Após o pré-


dimensionamento do cabo, deverá ser observado que a fita usada para fixação das
camadas fique fora da borda externa da luva. Terminada a prensagem das luvas,
deverá ser verificado pela fiscalização se as mesmas estão sem curvaturas ou
rachaduras, ou ainda defeitos de prensagem. Caso isto venha a ocorrer os danos serão
de responsabilidade exclusiva da CONTRATADA.

Terminada a prensagem das luvas, as rebarbas apresentadas deverão ser eliminadas.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Os serviços serão liberados para medição quando estiverem totalmente instalados,


inclusive os acabamentos. As medições serão feitas por (kg) de cabo instalado. Sendo
que a medida do comprimento dos cabos condutores instalados, para conversão, será
feita tomando as distâncias horizontais de cabo, desprezado o comprimento adicional
devido às flechas, e descontados os comprimentos das cadeias.

Para os "Jumpers", serão considerados os comprimentos entre dois pontos de ligação,


conforme executados.

Os condutores de descida serão medidos tomando-se a diferença das cotas entre os


barramentos e ou equipamentos interligados. O preço cotado deverá incluir materiais
de consumo utilizados na execução dos serviços.

4.7.2. TUBOS DE ALUMÍNIO


Os barramentos e as interligações entre equipamentos deverão ter todas as suas
conexões aparafusadas.

Os tubos de alumínio deverão ser cortados e preparados rigorosamente dentro das


indicações do projeto, para que se encaixem perfeitamente nos suportes e conectores.
Após os cortes, os tubos deverão ter suas bordas devidamente aparadas, eliminando-
se as imperfeições e rebarbas.

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Nos vãos maiores que (seis) 6 metros, os tubos deverão ser pré-envergados, para
anular em parte a flecha natural. Para atenuar as vibrações, serão colocadas nos
interiores dos tubos, sobras de cabos conforme indicação dos projetos. Os parafusos
dos conectores deverão ser apertados com torquímetro apropriado, conforme indicado
pelo fabricante. Onde necessário, os tubos devem ser dobrados com máquinas
apropriadas

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Os serviços serão liberados para medição quando estiverem totalmente montados,


conforme projeto, e concluídos todos os acabamentos relacionados à sua instalação.

As medições serão feitas por metro linear de cabo instalado, sendo considerado as
distâncias horizontais de centro das estruturas, desprezado o comprimento adicional
devido às flechas. O preço cotado deverá incluir os serviços e materiais de consumo
necessários à execução dos mesmos.

4.7.3. CADEIAS DE ISOLADORES

As cadeias de isoladores deverão ser montadas no chão, utilizando-se as ferragens,


isoladores e demais componentes, e posteriormente içadas para as respectivas
estruturas suportes.

Após a montagem das cadeias, ainda no chão, as "cupilhas" de cada isolador


componente, deverão ter as pontas ligeiramente abertas, para melhor fixação.

Terminada a montagem dos barramentos, deverão ser verificados os alinhamentos e


verticalidade das estruturas, bem como as flechas e contra flechas.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Os serviços serão liberados para medição quando estiverem completamente montados


e conectados, conforme projeto, as medições serão feitas por unidade instalada.

Sendo que o preço cotado deverá incluir o fornecimento de todos os serviços e


materiais de consumo necessários à montagem destas cadeias.

4.8. EQUIPAMENTOS DO PÁTIO

Serão denominados equipamentos do pátio: disjuntores, transformadores,


cubículos, seccionadoras, capacitores de acoplamento, transformadores de corrente,
transformadores de potencial, para-raios, bobinas de bloqueio e todos os demais
equipamentos instalados no pátio.

A CELG GT fornecerá os equipamentos com seus respectivos acessórios e inclusive


conectores de AT, cabendo a CONTRATADA fornecer todos os materiais
diversos, agregados a instalação e montagem dos equipamentos, tais como:
(ferragens de fixação e adaptação, parafusos, porcas, arruelas, dutos
corrugados, fios, anilhas, terminais pré-isolados, eletrodutos, buchas/arruelas
para eletrodutos, conectores giratórios, curvas, luvas, sub-bases metálicas e
demais acessórios, conectores de aterramento e etc.), conforme detalhe de

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montagem específica dos equipamentos. Estes materiais tem seus custos diluídos no
custo de montagem dos equipamentos.

A CONTRATADA será responsável pelos equipamentos desde o momento que os


receber até o recebimento final pela CELG GT.

Os equipamentos deverão ser montados obedecendo rigorosamente às indicações dos


projetos detalhados para montagem e recomendações dos fabricantes.

No momento da recepção dos equipamentos pela CONTRATADA, esta deverá abrir


as caixas que contenham as partes do mesmo e verificá-los, tendo sempre presente
um representante da fiscalização. Nesta ocasião deverão ser verificadas todas as
partes componentes, quanto ao número e condições que se apresentam. Quaisquer
irregularidades ou danos constatados deverão ser anotados pela fiscalização, sendo
que caberá a CELG GT providenciar as reposições necessárias das peças danificadas
e rejeitadas pela CONTRATADA.

Os danos causados aos equipamentos fornecidos pela CELG GT serão apropriados e


terá todos os custos diretos e indiretos debitados à CONTRATADA. Os serviços de
montagem destes equipamentos deverão ser executados conforme orientação dos
projetos e acompanhados pela fiscalização da CELG GT. Os equipamentos deverão
ser colocados sobre suas bases, utilizando cordas NYLON. A instalação destes
equipamentos deverá ser executada utilizando os materiais e acessórios tais como,
(parafusos, chumbadores, ferragens, tubulações e fios), de maneira a se obter o
perfeito funcionamento dos mesmos.

A montagem dos disjuntores e transformadores será executada sob supervisão do


fabricante, quando contratada esta supervisão. As despesas com o supervisor correrão
por conta da CELG GT, assim como o fornecimento de ferramentas especiais. Depois
de concluída a montagem eletromecânica dos equipamentos, a CONTRATADA
deverá providenciar a limpeza total (resíduos de tinta, graxas, terra, etc.) das
porcelanas, estruturas e bases dos mesmos. A movimentação, e qualquer
movimentação necessária, dos equipamentos de pátio até suas bases é de
responsabilidade da CONTRATADA.

Se a obra incluir a instalação de transformadores, a CONTRATADA deverá executar


os serviços tratamento de óleo pelo processo termo-vácuo, conforme descrito no
memorial descritivo da obra, incluindo secagens, se verificada URSI com valores
piores que os mínimos normatizados.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Os serviços de montagem destes equipamentos estarão liberados para medição


quando estiverem totalmente montados sobre suas bases, nivelados, instalados todos
os seus acessórios (ferragens, caixas, tubulações, fiações, aterramentos, e demais
componentes de montagem), ajustados e regulados para o perfeito funcionamento dos
mesmos. As medições são por unidades instaladas, sendo que todos os serviços e
materiais de consumo necessários para montagem dos mesmos deverão ter seus
custos diluídos nos preços unitários contratados.

4.9. EQUIPAMENTOS DAS EDIFICAÇÕES

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São denominados equipamentos das edificações: painéis, quadros, instrumentos de
comando, controle e medição, baterias e retificadores, transformadores para serviços
auxiliares quando instalados em edificações, grupo gerador, etc.

Todos os instrumentos de proteção, medição, comando e controle, serão instalados


em painéis, no edifício de comando. Os painéis serão fornecidos com fiação interna,
executada pelo fabricante, com a aparelhagem colocada ou eventualmente embalada
em separado, a ser montada pela CONTRATADA.

Os painéis serão fixados sobre o piso através de chumbadores. As ligações dos cabos
externos aos bornes terminais das réguas dos painéis, deverão ser feitas de acordo
com as indicações do projeto. Todos os cabos deverão ser identificados através de
anilhas, com números e ou letras, conforme projeto. Deverá ser deixado internamente
ao painel um segmento de cabo de comprimento adequado, cuja capa externa deverá
ser retirada, liberando-se os condutores. Os condutores deverão ser colocados lado a
lado, retilineamente formando chicote, evitando-se desta forma que sejam trançados
uns aos outros. O chicote deverá ser preso convenientemente, através de fita plástica
de amarração, de fornecimento da CONTRATADA.

As baterias de acumuladores serão instaladas em sala reservada para esta finalidade.


A CONTRATADA deverá efetuar a montagem completa das baterias, conforme
instruções do fabricante. No Edifício de Serviços Auxiliares será instalada uma
subestação abaixadora de 13.800/380-220 V, com transformadores trifásicos e grupos
geradores. Além dos transformadores, deverão ser montadas as chaves seccionadoras
de 15 kV, barramento aéreo, conforme indicado nos projetos. O grupo diesel será
instalado no Edifício de Serviços Auxiliares. Deverá ser considerada a instalação do
grupo completo, incluindo tubulações, tanque de óleo e demais acessórios,
componentes dos mesmos.

No Edifício de Serviços Auxiliares, ou no pátio, serão instalados painéis de


interligação da cablagem, conforme projeto. Todos os equipamentos a serem
instalados nas edificações serão entregues à CONTRATADA. No momento da
recepção dos equipamentos pela CONTRATADA, esta deverá abrir as embalagens
que contenham as partes dos mesmos e verificá-los com cuidado, tendo sempre
presente um representante da fiscalização. Nesta ocasião deverão ser verificadas as
partes componentes quanto à quantidade e condições que se apresentam. Qualquer
irregularidade deverá ser informada à fiscalização, e anotada no "DIÁRIO DE
OBRAS".

A avaliação de danos, como recuperável ou irrecuperável, será julgada pelo


fabricante. As montagens deverão ser executadas com utilização de cordas de nylon
ou sisal e nunca com cabos de aço.

A montagem destes equipamentos deverá ser feita de maneira que o seu correto
posicionamento possa ser verificado topograficamente. Deverão ser verificados o seu
nivelamento, prumo e esquadro das partes a serem interligadas mecanicamente,
assegurando-se dessa forma as condições para uma perfeita regulagem. O aperto dos
parafusos de fixação deverá ser executado de forma criteriosa, evitando-se apertos
desiguais e parafusos frouxos.

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A montagem destes equipamentos inclui a colocação sobre suas bases a instalação de
todos os seus acessórios (relés, chaves, medidores, réguas de bornes, ligações dos
instrumentos, fiações, etc.), aterramentos, ajustes, regulagens e limpeza dos mesmos.

Todos os serviços de ligação da cablagem aos equipamentos, painéis, quadros,


caixas, terão seus custos diluídos nos preços de lançamento dos cabos.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Os serviços de montagem destes equipamentos serão liberados para medição de


faturamento quando estiverem completamente montados, como indicados pelos
projetos. As medições serão feitas por unidades instaladas, e todos os serviços e
materiais de consumo relacionados à montagem dos mesmos, devendo ter seus custos
diluídos nos preços unitários contratados

4.10. BANDEJAS, SUPORTE E ACESSÓRIOS PARA CABOS


Estes serviços envolvem a instalação das ferragens e junções, retoques na
galvanização e aterramentos, conforme projeto.

Os leitos para cabos, bandejas e suportes, serão instalados nas galerias das
edificações, galerias externas e canaletas do pátio da Subestação, conforme
indicações dos projetos.

Por ocasião do recebimento dos materiais, a CONTRATADA deverá proceder a uma


verificação visual nos diversos componentes, verificando a camada de zinco e
selecionando as peças, para aplicação em cada trecho conforme previsto.

Na montagem deverá ser observado o nivelamento dos suportes, tal que após a
fixação fiquem alinhados. A montagem destes acessórios inclui a colocação de todos
os seus componentes tais como: parafusos chumbadores, ferragens e etc, fixados,
ajustados e aterrados, prontos para lançamentos dos cabos.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Os serviços de montagens destes acessórios serão liberados para medição, quando


estiverem completamente montados conforme projetos. Sendo que as medições serão
feitas conforme unidades de planilha e, incluindo todos os serviços e materiais de
consumo, relacionados à instalação dos mesmos. Estes materiais de consumo terão
seus custos diluídos nos preços unitários contratados.

4.11. CABLAGEM

Os cabos serão fornecidos em bobinas de madeira, nos comprimentos padrões do


fabricante. Os cabos ao serem retirados das bobinas, deverão ser desenrolados com as
mesmas apoiadas em cavaletes, as quais deverão girar livremente. Não será permitido
que o cabo seja desenrolado com bobina apoiada sobre suas faces laterais.

Os cabos deverão ser instalados em eletrodutos, bandejas, ou em canaletas, devendo


ainda ser adequadamente fixados em seus percursos. Na passagem dos cabos, nos
painéis, caixas de equipamentos e quadros deverão ser utilizados prensa-cabos.

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No lançamento os cabos deverão ser dispostos em camadas, que abranjam toda a
largura da canaletas. No caso de bandejas, em cada nível, estes deverão ser presos aos
suportes, através de braçadeiras de nylon.

Antes do início do lançamento dos cabos, a CONTRATADA deverá efetuar um


estudo para melhor aproveitamento das bobinas, tomando por base os comprimentos
contidos em cada uma, e os trechos de lançamentos. Não serão permitidas emendas
nos cabos, e as sobras deverão estar dentro dos limites permitidos.

Após o lançamento do cabo, a parte que ficará dentro dos quadros, painéis, e nas
caixas dos equipamentos, deverá ser retirada à capa externa, sem causar dano à
fiação. A parte final da capa externa deverá apresentar acabamento "ponta de lápis", e
receber uma camada de cordonê, que deverá ser iniciada antes do começo do bi
selamento da capa, e receber ainda um banho de verniz isolante. Os materiais
necessários à execução desse acabamento, bem como para amarração dos cabos nas
bandejas, canaletas, e entradas dos quadros e painéis, serão de fornecimento da
CONTRATADA. As extremidades dos condutores serão ligadas às réguas terminais
com bornes.

As extremidades dos condutores tipo telefônico, serão soldadas aos bornes das réguas
terminais. As conexões dos cabos de força deverão ser feitas por meio de conectores
adequados à aplicação, conforme o tipo do equipamento, e cabo correspondente. A
blindagem dos cabos deverá ser ligada à rede de terra, através de uma cordoalha,
sendo de um lado soldada à blindagem, e do outro ligado à malha de terra. Os cabos a
serem lançados em tubulações deverão receber previamente uma camada de talco
industrial, e serem puxados de modo a não danificá-los. Não será permitido o uso de
graxa nos cabos.

Nos quadros com chapa de piso, e onde o acesso dos cabos, forem por meio de eletro
dutos, os cabos serão fixados através de prensa-cabos, com bucha de vedação de
borracha. Imediatamente após a execução das furações feitas na Obra, as chapas
deverão ser repintadas com fundo, e tinta de acabamento. As muflas terminais serão
executadas com esmero por profissionais devidamente capacitados, e em dias secos.
Devendo seguir as instruções dos fabricantes.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Os serviços de cablagem estarão liberados para medição de quando estiverem


totalmente lançados, amarrados em seus suportes, e conectados em seus terminais,
aterrados e com o acabamento de pontas. As medições serão feitas por metro de cabo
instalado, e deverá estar incluídos o fornecimento de todos os materiais miúdos
necessários ao completo acabamento dos serviços, tais como: anéis fixadores, anilhas
de identificação, conectores, terminais, cordonê, vernizes isolantes e fitas de auto
fusão, para acabamento, cordoalhas, soldas e aterramento.

4.12. MALHA DE TERRA, ATERRAMENTO DE EQUIPAMENTOS E


ESTRUTURAS
A rede de terra já se encontra instalada, fornecendo os rabichos necessários para
aterramento dos equipamentos, suportes metálicos e estruturas. Caso haja
necessidade de instalação de novos rabichos de aterramento, estes deverão
compreender desde a retirada dos cabos das respectivas bobinas, cortes nos tamanhos
indicados, fixação e conexão dos mesmos.
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Para execução de qualquer corte, o cabo deverá ser devidamente amarrado, nos dois
lados da área de corte. Esta amarração deverá ser feita através de fios ou fitas
apropriadas, para evitar que o encordoamento do cabo seja desfeito.

Os conectores de fixação tipo cunha, ou paralelo deverão ser instalados, em furos


previamente executados nas estruturas, e equipamentos.

Nos casos dos para-raios não será admitido emendas nos rabichos.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

O custo de execução dos aterramentos de estruturas e equipamentos serão


considerados diluídos nos preços unitários destes itens.

Os serviços de malha de terra, estarão liberados para medição de faturamento, quando


estiverem totalmente concluídos (escavação, lançamentos, soldas e compactação etc).

Os serviços serão medidos para efeito de faturamento, de acordo com os quantitativos


executados.

4.13. ILUMINAÇÃO DOS PÁTIOS

Estes serviços envolvem a instalação de todos os elementos que compõe o projeto


como: postes, luminárias, refletores, tubulações, caixas, tomadas, quadros, fiações, e
etc.

Os materiais que compõe a execução deste projeto serão entregues pela CELG GT, a
CONTRATADA no canteiro da obra. O controle e aplicação destes materiais, serão
de inteira responsabilidade da CONTRATADA.

A execução da tubulação deverá ser feita, conforme descrito no item II.5, deste
memorial. As caixas de passagem em alvenaria, existentes no caminhamento das
tubulações, deverão ter seus custos diluídos nos preços unitários de tubulações.

A instalação das luminárias e refletores deverá ser executada conforme detalhado em


projeto, e normas técnicas de iluminação.

A instalação das caixas de passagens metálicas e tomadas deverão ser executadas,


conforme detalhados no projeto.

A fiação dos circuitos, deverá ser executada, com fio de isolamento para 600 V. Esta
fiação deverá ser feita em conformidade com os esquemas de projeto, e nas
derivações das caixas de passagens serão aplicados bornes tipo "SINDAL", para
atender as ramificações dos circuitos. Não será permitido o lançamento de fios
diretamente em contato com o solo, e nem ramificações aéreas fora das tubulações.
Todos os serviços e materiais de consumo como: fitas de auto fusão e isolantes,
anilhas, cordonês, bornes para derivações, etc., deverão ser fornecidos pela
CONTRATADA, e ter seus custos diluídos nos preços unitários, cotados para estes
serviços.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO
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Estes serviços estarão liberados para medições, quando estiverem totalmente
concluídos (instalações de acessórios, ferragens, fixações, lâmpadas, bornes,
luminárias, escavações, compactações, fiação), e todos os demais componentes do
projeto.

Os serviços serão medidos para efeito de faturamento, de acordo com os quantitativos


estimados em planilha.

4.14. AS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DAS EDIFICAÇÕES

Este item envolve a instalação dos quadros de distribuição, pontos de luz,


interruptores, tomadas, fiação elétrica, telefone e tomadas do Edifício de Comando,
Edifício de Serviços Auxiliares, e Alojamento.

Os quadros de distribuição serão fixados em suportes, ou na parede, conforme


projeto.
Os pontos de luz incluem a instalação completa de todas as luminárias, inclusive
lâmpadas, reatores e demais acessórios. A instalação inclui a montagem, revisão e
teste conforme projeto.

Os interruptores serão simples ou múltiplos, embutidos ou externos, conforme


detalhes de projetos.

As tomadas serão embutidas ou aparentes, de 2, 3 ou 4 polos, conforme detalhes dos


projetos.

A instalação da fiação, inclui o lançamento da fiação, e as conexões aos aparelhos,


interruptores, luminárias reatores, e etc. Todos os serviços e materiais de consumo,
como: fitas de isolação, anilhas, bornes para derivações, cordonês, etc., deverão ter
seus custos diluídos nos preços unitários, cotados para estes serviços.

CRITÉRIO DE MEDIÇAO

Os serviços serão medidos por unidade dos itens relacionados, completamente


montada e ligada, apta para funcionamento do conjunto de iluminação de cada
Edificação.

Os serviços referentes à instalação Elétrica das Edificações acima descrita, não fazem
parte do escopo dos serviços de Montagem Eletromecânica, e sim do escopo dos
serviços das OBRAS CIVIS.

4.15. SERVIÇOS ADICIONAIS

São denominados "Serviços Adicionais", todos aqueles serviços necessários que


surgem no transcurso de uma obra, e não enquadráveis na "Planilha de Preços
Unitários para Montagem", e que se fazem necessário para complementação do
Projeto Executivo.

Estes serviços deverão ser executados obedecendo aos mesmos padrões, as mesmas
especificações técnicas, e cláusulas contratuais referentes aos serviços contratados.
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A responsabilidade da CONTRATADA, no que se refere à qualidade destes serviços,
não será diminuída, mas sim estendida a eles.

Para todos os serviços enquadrados como adicionais, deverá ser adotado o seguinte
procedimento:

- Deliberação com a fiscalização da CELG GT, para aprovação, dimensionamento e


previsão de tempo, pessoal e materiais a serem utilizados no referido serviço.

- Expedição de Ordem de Serviço Adicional (O.S.A), específica para cada serviço,


assinada pela Fiscalização da CELG GT e encarregado de obra pela
CONTRATADA.

- Toda O.S.A, deverá conter, um número de controle de obra, a especificação


resumida do serviço, a equipe solicitada, e previsão de tempo necessário, à realização
do mesmo.

- Registro indispensável no "Diário de Obra", do número e termos das O.S. As que


surgirem, início e andamento detalhado, e término do "Serviço Adicional" realizado.

- Depois de concluído o S.A., deverá ser anotado no "Diário de Obra", um resumo


diário do uso de Mão-de-Obra (Homem/hora), Equipamentos e Máquinas
(Equipamento/Hora), e Materiais consumidos para a execução dos mesmos.

- A caracterização dos serviços como adicionais poderá ainda ser discutida pela
Coordenação, e chefia do setor de construção de Subestações, e mesmo por outros
setores da CELG GT.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Os serviços adicionais, serão medidos através das anotações constantes no "Diário de


Obra", de onde serão retiradas as horas efetivamente utilizadas (mão de obra,
máquinas, equipamentos, e veículos), solicitado na Ordem de Serviço Adicional
( O.S.A.).

Os serviços adicionais serão pagos utilizando-se os preços cotados nas Planilhas de


Preços Unitários para Mão de Obra, Veículos e Equipamentos.

Se na "Planilha de Preços Unitários" para Montagem Eletromecânica houver algum


item no qual o "Serviço Adicional" puder ser enquadrado, deverá ser feita uma
medição normal, (por item de planilha), sendo necessário, o devido registro no
"Diário de Obra".

Na medição, a CONTRATADA deverá comprovar mediante demonstrativo de custo


unitário (hora/dia); o pessoal, máquinas, equipamentos e veículos utilizados na
execução destes serviços.

5. DO ENCERRAMENTO DAS OBRAS

5.1. INSPEÇÃO E TESTES PRÉ-OPERACIONAIS

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O setor de Manutenção, conjuntamente com o setor de Proteção da CELG GT,
executarão todos os testes operacionais, testes de funcionalidade, energização, e
entrada em operação comercial, assim como os devidos ajustes, e aferição dos
instrumentos de controle, proteção e medição.

No decorrer dos serviços de montagem, a CELG GT se reserva o direito de proceder


a testes e verificações, logo após a montagem de cada equipamento, visando
minimizar as tarefas pertinentes aos testes finais, sem que isto venha interferir nos
serviços de montagens, e no cronograma da obra

A CONTRATADA deverá efetuar juntamente com a fiscalização da CELG GT, uma


inspeção geral na subestação, antes da entrega à operação para testes. Esta inspeção
deverá constar de no mínimo:

- Verificação dos aterramentos;

- Verificação visual dos circuitos de controle e auxiliares;

- Verificação da pintura de equipamentos e estruturas, e eventuais retoques;

- Verificação de conexões em geral e reapertos;

- Verificação de distância entre barramentos, entre barramentos e terra;

- Verificação de incrustações nos isoladores dos equipamentos e cadeias;

- Verificação das ferragens das cadeias de isoladores, e cabos para-raios;

- Operação de abertura e fechamento dos disjuntores, e chaves seccionadoras;

- Testes de continuidade da fiação das réguas de bornes;

- Ajustes e regulagens de todos os equipamentos instalados.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Para os serviços objeto deste item, deverá ser apresentado preço da equipe descrita
por hora (Equipe/H), conforme especificado na Planilha de Preços Unitários para
Montagem.

A medição será, em Equipe/hora, e considerada concluída após liberação final pelo


DT-SET, Setor de Engenharia da Transmissão da CELG GT.

No caso de obras de maiores portes, em que o tempo for pequeno, face no volume de
serviços a serem realizados, esta equipe a pedido da fiscalização, poderá ser
aumentada. Deverá ser feita uma composição de custos, tomando por base os preços
e quantitativos para este fim.

5.2. SERVIÇOS COMPLEMENTARES

Serão considerados serviços complementares, todos aqueles serviços de acabamentos


e revisões, necessários para conclusão e entrada em operação comercial da obra:
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- Retoques na pintura interna da sala de comando.

- Limpeza geral na sala de comando, interior de painéis, pátio canaletas, caixas de


ligações, etc.

- Reparos diversos na SE decorrentes da instalação executada (grama, brita, bases de


concreto, canaletas, etc.) e recolocação das tampas nas canaletas, caixas de
passagens, etc.

- Eventual substituições de peças ou componentes em painéis de comando ou


equipamentos.

- Limpeza de equipamentos para execução de testes pela CELG GT, principalmente


em buchas e isoladores.

- Um jogo completo de desenhos, com indicações das eventuais modificações


introduzidas durante a execução da obra.

- Todos os demais serviços necessários à finalização da


montagem eletromecânica da obra.

CRITÉRIO DE MEDIÇÃO

Estes serviços deverão ter seus custos diluídos nos preços de administração da obra
"BDI".

5.3. ENCERRAMENTO DA OBRA

Concluída a obra, vistoriada, testada, julgada de conformidade com os Projetos e


Especificações, e recebidas pelos Departamentos de Engenharia e Transmissão, a
CONTRATADA deverá fazer um levantamento complete dos materiais e
equipamentos fornecidos pela CELG GT, do seguinte modo:

01 - Os materiais fornecidos pela CELG GT, ou os provenientes de desmonte, antes


de serem devolvidos ao almoxarifado em Goiânia, deverão ser previamente
classificados, identificados, embalados pela CONTRATADA, e corretamente
relacionados para Devolução.

02 - As sobras de materiais deverão ser classificadas como segue:

- Materiais em mal estado: São materiais que se recondicionados, poderão ser


reaproveitados.

- Materiais em bom estado: São os materiais em condições de serem reaplicados sem


qualquer recondicionamento.

- Sucatas: Todos os materiais classificados pela fiscalização como sucatas, deverão


ser relacionados à parte, para devolução.

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03 - Os materiais em bom ou mau estado deverão ser separados por tipos, e
cuidadosamente embalados. Sendo que, todas as partes componentes de um mesmo
equipamento, deverão formar um único volume para o transporte.

Quando as peças de um mesmo equipamento tiverem que ser devolvidas em volumes


separados, as mesmas deverão ser identificadas segundo o equipamento de que fazem
parte.

EX: "SE XAVANTES-HASTE DA SECCIONADORA - 138 kV - CÓDIGO 1230-


013.972-6".

As identificações das peças deverão ser feitas com etiquetas de alumínio ou na


madeira, com as letras gravadas, ou pintadas e amarradas à embalagem.

As embalagens dos equipamentos e materiais, também deverão ser identificadas


segundo sua procedência, conteúdo e estado do mesmo.

EX.: "SE XAVANTES - CONTÉM 3 PÓLOS DE SECCIONADORA - 138 kV -


CÓDIGO 1230-013.972.6 - MATERIAL A SER RECONDICIONADO".

Nas embalagens dos materiais em bom estado, além das identificações acima deverá
constar:

"MATERIAL DESTINADO AO ESTOQUE GERAL".

5.4. CABOS E CONDUTORES

Em linhas gerais, serão considerados materiais em bom estado, os seguintes:

- Cabos de controle com lances iguais ou superiores a 50m;

- Cabos de energia de A.T., a critério da fiscalização;

- Tubos ou varras de cobre o alumínio, com comprimentos iguais ou superiores a 2,0


metros;

- Cabos de cobre ou alumínio com lances iguais ou superiores a 30 metros;

Comprimento ou lances inferiores aos constantes acima, poderão ser considerados


materiais em mau estado.

- Cada lance de cabo de controle, energia, cobre ou alumínio nu deveram ser


identificados separadamente, EX.:

"SE PIRINEUS"

CABO DE CONTROLE 6X12 - 50m

CÓD. 1420.016.553.7

"MATERIAL DESTINADO AO ESTOQUE GERAL".

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5.5. EMBALAGEM PARA DEVOLUÇÃO DE MATERIAS

Todas as embalagens deverão ser feitas com madeira, de espessura adequada e


resistente, de forma a dar o máximo de proteção aos seus conteúdos.

As embalagens deverão ser previamente aprovadas pela fiscalização, antes de


liberadas para transporte.

Os danos causados aos equipamentos materiais equipamentos, transportados em


embalagens, ficarão sob inteira responsabilidade e ônus da CONTRATADA.

Equipamentos e instrumentos de medição e proteção ou sinalização, deverão ser


embalados à prova de umidade, e colocados dentro das caixas adequadas com
enchimento de papel ou palha, de tal forma, que fiquem protegidos contra quebra ou
danificações por choques ou trepidações.

5.6. CONDIÇÕES DOS MATERIAS

Sempre que possível, todos os materiais deverão ser devolvidos devidamente


identificados e codificados, com os mesmos códigos que foram fornecidos pela
CELG GT.

Quando a CONTRATADA não conhecer o código de um determinado material, a


mesma deverá solicitá-lo à fiscalização da CELG GT, antes da devolução.

5.7. RELAÇÕES DE MATERIAS EM DEVOLUÇÃO

Os materiais relacionados para devolução deverão estar identificados, quanto a


código, especificação, tipos, fabricante quantidade, e estado de conservação. Ex.:

"CÓD. 1020.006.027.5 - TRANSFORMADOR DE CORRENTE - 34,5 kV -


RELAÇÃO 25-50-100/5-5A - TIPO COK 279 - HITACHI LINE - nº de série
12832/3 / série 12832/3/4, QUANTIDADE: 3, EM BOM ESTADO.

REVISÃO:
Eng.º Hugo Gonçalves Meireles
Mat. G00092-9

Eng.º Carlos Eduardo de Carvalho


Mat. G00104-1

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