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MICROHMIMETRO
MOD: MR10

ELETROTESTE IND E COM LTDA


RUA JOSÉ PINTO VILELA, 474
CEP:37540-000 STA RITA DO SAPUCAI, MG
TEL/FAX:(35)3471-2123 /35)3471-4244
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I - I N F O R M A Ç Õ E S G E R A I S ........................................................................................................................... 3
I . 0 ) I N T R O D U Ç Ã O ...................................................................................................................................... 3
I . 1 ) O B J E T I V O S ........................................................................................................................................... 3
I . 2 ) C A R A C T E R Í S T I C A S ............................................................................................................................ 3
I . 3 ) C A R A C T E R Í S T I C A S T É C N I C A S ..................................................................................................... 3
I . 4 ) C A R A C T E R Í S T I C A S O P E R A C I O N A I S .......................................................................................... 4
I I - O P E R A Ç Ã O ................................................................................................................................................. 5
I I . 0 ) D E S C R I Ç Ã O G E R A L ......................................................................................................................... 5
I I . 1 ) C O N T R O L E S , C O N E C T O R E S E I N D I C A D O R E S .................................................................... 5
II.2) FUNÇÕES D O S C O N T R O L E S , C O N E C T O R E S E I N D I C A D O R E S . ................................. 5
II.3) PROCEDIMENTO D E M E D I D A .................................................................................................... 7
M E D I D A S D E R E S I S T Ê N C I A S ................................................................................................................... 7
P R O C E D I M E N T O : ......................................................................................................................................... 8
F i g u r a 2 : ........................................................................................................................................................ 9
I I . 4 - ) C O N S I D E R A Ç Õ E S .......................................................................................................................... 10
I I . 5 ) U M T E S T E R Á P I D O D O M I C R O H M I M E T R O .......................................................................... 10
II.5) AS B A T E R I A S .................................................................................................................................. 10
I I . 6 ) I N F O R M A Ç Õ E S D E S E G U R A N Ç A .............................................................................................. 12
I I . 7 ) M E D I D A S D E R E S I S T E N C I A D E C O N T A T O .......................................................................... 14
R E S I S T E N C I A D E C O N T A T O ................................................................................................................. 14
I I . 8 ) A U M E N T O D A T E M P E R A T U R A N A S C O N E X Õ E S ............................................................... 15
F O R Ç A D E S E P A R A Ç Ã O D O S C O N T A T O S ....................................................................................... 15
D E T E R I O R A Ç Ã O D O S C O N T A T O S ...................................................................................................... 15
V A L O R E S M A X I M O S D E R E S I S T E N C I A D E C O N T A T O S ............................................................. 16
T A B E L A R : .................................................................................................................................................... 16
I I I - F U N C I O N A M E N T O ................................................................................................................................ 18
I I I . 0 ) D E S C R I Ç Ã O G E R A L ...................................................................................................................... 18
I I I . 1 ) F U N C I O N A M E N T O B Á S I C O ....................................................................................................... 18
I I I . 2 ) D I A G R A M A E M B L O C O S ............................................................................................................. 19
F i g u r a 3 . 1 .................................................................................................................................................... 19

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I - INFORMAÇÕES GERAIS

I.0) INTRODUÇÃO
Este manual contém instrução de operação e teste do microhmímetro mod.
MR10, desenvolvido e construído pela ELETROTESTE. Esta seção discute os
objetivos, as aplicações e suas características técnicas.

I.1) OBJETIVOS
O MICROHMIMETRO MOD MR10, foi desenvolvido com o objetivo de atender
as necessidades de medidas de baixas resistências, utilizando técnicas de ponte,
para compensar as resistências dos cabos de teste.

I.2) CARACTERÍSTICAS
As características foram especificadas de acordo com a necessidade,
levantando em consideração os equipamentos a serem testados. Sua construção
robusta e compacta lhe permite trabalhar com máxima eficiência. Os detalhes da
especificação estão escritos a seguir.

I.3) CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS


[] Alimentação do carregador de baterias: 120 / 220Vrms +/- 10% - 60Hz - 10 VA
[] Precisão: 1% + 4 dígito
[] Bateria recarregável NiCa 1: 9 V x 150 mAh
[] Bateria recarregável NiCa 2: 1,2 x 20Ah.
[] Tempo médio de carga: 6 Horas (aprox.)
[] Estabilidade térmica : 50ppm / graus centígrados
[] Resolução: 1 µohms
[] Visor: 3.1/2 dígitos de Cristal Líquido.
[] Temperatura de operação: 0 a 50 graus centígrados.

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[] Escala X Corrente X Resolução


ESCALAS CORRENTES DE TESTE RESOLUÇÃO
19,99 Ω 1 mA 10 mΩ
1,999 Ω 10 mA 1 mΩ
199,9 mΩ 100 mA 100 µΩ
19,99 mΩ 1A 10 µΩ
1,999 mΩ 10 A 1 µΩ

I.4) CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS


[] A variação da corrente não interfere na medição da resistência
[] Medida direta da resistência sob teste
[] Visor de cristal líquido para operação em ambiente de alta claridade
[] Alta imunidade a distúrbios eletromagnéticos
[] Carregador de bateria incorporado
[] Proteção de entradas por fusíveis
[] Caixa metálica com pintura eletrostática
[] Dimensões (h x l x p) ( 400 x 250 x 200) mm
[] Peso: aproximadamente 3 Kg.

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II - OPERAÇÃO

II.0) DESCRIÇÃO GERAL

Esta seção contém o procedimento para a operação do microhmimetro MR10


Todas as funções estão indicadas no painel frontal e seu modo de uso é simples,
bastando apenas se familiarizar com eles.

II.1) CONTROLES, CONECTORES E INDICADORES

As indicações destas funções descrita na tabela 1, estão mostrada na


fig.1.

II.2) FUNÇÕES DOS CONTROLES, CONECTORES E


INDICADORES.

CONECTOR DE ENTRADA

A alimentação é feita através destes bornes para carga das baterias internas
em 120 V ou 220 V +/- 20 % conforme pedido.

FUSÍVEL

Elemento de proteção geral do equipamento. Quando necessário trocar por


outro do mesmo valor. ( 0,50A)

CHAVE LIGA

Esta chave controla a unidade. Quando na posição ligada energisa toda a


unidade e acender o visor e a lâmpada bat.

DISPLAY “LO BAT”

Permite verificar o estado da bateria de 9 V / 150 mAh. Se estiver aceso a


bateria está com carga, se estiver apagada a bateria está descarregada e precisa
ser carregada

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LÂMPADA BAT
Esta lâmpada permite verificar o estado da bateria de 1,2 V / 20 Ah. Se
apagar ao pressionar a chave correspondente é indicação de que a bateria
correspondente está carregada.

CHAVE DE ESCALA
Esta chave seleciona a escala desejada. Devemos escolher primeiramente a
maior e em seguida, ir reduzindo gradativamente se necessário. A tabela abaixo
indica as escalas selecionadas por esta chave e suas correntes de teste
correspondente, se continuar acesa é necessário carregar a bateria.

ESCALAS - correntes de teste


19,99 Ω 1 mA
1,999 Ω 10 mA
199,9 mΩ 100 mA
19,99 mΩ 1A
1,999 mΩ 10 A

BORNE P1
Borne sensor da ponte, com polaridades positivas, próprias para ligação do
medidor com a resistência a ser medida. A ligação deste borne com a resistência a
ser medida deve situar exatamente no inicio da resistência que se deseja saber o
valor. (Posteriormente faremos um explanação mais detalhada deste borne)

BORNE P2
Borne, sensor da ponte, com polaridades negativas, próprias para ligação do
medidor com a resistência a ser medida. A ligação deste borne com a resistência a
ser medida, deve se situar exatamente no final da resistência que se deseja saber o
valor. (posteriormente faremos um explanação mais detalhada deste borne)

BORNE C1
Borne, que fornece a corrente da ponte, com polaridade positiva, para a
ligação do medidor com a resistência a ser medida. A ligação deste borne com a
resistência deve situar antes do ponto de contato do borne P1 com a resistência a
ser medida. (posteriormente faremos um explanação mais detalhada deste borne)

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BORNE C

Borne, que fornece a corrente da ponte, com polaridade negativa, para a


ligação do medidor com a resistência a ser medida. A ligação deste borne com a
resistência deve situar após o ponto de contato do borne P2 com a resistência a ser
medida. (posteriormente faremos uma explanação mais detalhada deste borne)

DISPLAY

Visor de cristal líquido onde se lê a leitura da medida da resistência


efetuada.

II.3) PROCEDIMENTO DE MEDIDA

O MICROHMIMETRO MOD MR10, nos fornece a leitura diretamente ohms ou


miliohms, dependendo da escala selecionada.

MEDIDAS DE RESISTÊNCIAS

Neste item descrevemos algumas considerações para medida de resistências,


principalmente no que se refere as ligações dos bornes P1, P2, C1 e C2 com o
elemento resistivo considerado, com o propósito de que possamos ter o máximo de
segurança quanto a precisão da medida efetuada.

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PROCEDIMENTO:

1 – Posicionar a chave escala na posição de maior valor (20 Ω)

2 – Ligar o equipamento, verificando se “LO BAT” está apagado e a lâmpada bat


acesa e o display indica “1”.

Obs: “1” indica “sobre escala” Qualquer leitura acima de 20 Ω, ou acima do valor
da escala selecionada é indicada por “1”, no caso, como os bornes estão abertos a
resistência a ser medida é infinita e, portanto indicado por “1”

3 – Conectar o cabo verde (mais grosso) com plug vermelho ao borne vermelho
indicado por C1. A outra extremidade deste cabo ligar a extremidade do elemento
de resistência desconhecida conforme figura 1.

4 – Conectar o cabo verde (mais grosso) com plug preto ao borne preto indicado por
C2. A outra extremidade deste cabo ligar a outra extremidade do elemento de
resistência desconhecida. .

5 – Conectar o cabo vermelho (mais fino) com ao borne vermelho indicado por P1.
A outra extremidade deste cabo ligar a ponto do elemento a partir do qual se
deseja conhecer a resistência. Este cabo deverá corresponder ao mesmo lado do
cabo conectado ao borne C1, uma ligação inversa fornecerá uma leitura negativa.

6 – Conectar o cabo preto (mais fino) com ao borne preto indicado por P2. A outra
extremidade deste cabo ligar a ponto do elemento até onde se deseja conhecer a
resistência. Este cabo deverá corresponder ao mesmo lado do cabo conectado ao
borne C2, uma ligação inversa fornecerá uma leitura negativa.

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Figura 1: R?

C1 P1 P2 C2

EXEMPLO:
Medição da resistência de um fio de manganim, de bitola circular, usado na
fabricação de shunt de alta precisão e estabilidade térmica.

1 – Conectar os cabos conforme indicado na figura 2:

Figura 2:

L1

L2

A b c c’ b’
A’

C1 P1 P2 C

A posição da conexão do borne P1 e P2 é que define o valor da resistência


medida. Portanto se:

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Conectarmos o borne P1 ao ponto c e o borne P2 ao ponto c’ a resistência


será menor que da conexão dos bornes P1 e P2 aos pontos b e b’, independente da
posição da conexão dos bornes C1 e C2, pois a resistência de um fio é proporcional
ao seu comprimento L:

R1=ρ.L1/S R2=ρ.L2/S

II.4-) CONSIDERAÇÕES
1 – O cabo C1 e C2 devem estar colocados nos extremos do elemento resistivo
conforme mostra a figura 2, fazendo circular uma corrente entre C1, P1, P2 e C2.
2 – As resistências de contatos e cabos, tanto de C1 e C2 como de P1 e P2 não
influenciarão no resultado das medidas.

II.5) UM TESTE RÁPIDO DO MICROHMIMETRO


O medidor sai da fabrica com as baterias carregadas, portanto não é
necessário ligar o equipamento em uma tomada de alimentação, com o propósito
de carregar as baterias.
• Comutar a chave escala para a posição de maior resistência, ou seja, 20 Ω.
• Comutar a chave liga-desliga para a posição liga.
• Verificar as condições das baterias como descrito acima
• Com a chave de escala na posição 20 Ω conectar uma resistência de 10Ω
entre P1 e P1 e interligar os bornes C1 com P1 e C2 com P2. A leitura deve
ser aproximadamente 10,00 Ω +/- tolerância do resistor. Repetir com
resistor de 1 Ω e a chave de escala na posição de 2,000 Ω
• Desligar o medidor e verificar se o DISPLAY apaga.

II.5) AS BATERIAS
Para a carga das baterias é necessário alimentar o microhmimetro com uma
alimentação de 120 V, por um tempo aproximado de 12 horas, com a chave liga na
posição ‘‘ligado”.

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Baterias: O microhmimetro modelo MR10 possui duas baterias internamente.

1. Bateria tipo NiCa , recarregável, 1,2 V – 20 Ah.


Condição de carregada indicada pela lâmpada “bat” apagado quando
pressionada a chave correspondente.
A chave deve ser pressionada somente com os bornes C1, C2, P1 e P2 sem
conexão e o cabo de alimentação desligado.

2. Bateria de níquel cádmio, recarregável de 9 V – 150 mAh.


Condição de carregada, indicada pelo “lo bat” do mostrador apagado.

Autonomia das baterias:


AUTONOMIA DAS
CORRENTES DE
ESCALAS BATERIAS
TESTE
(VALORES TÍPICOS)
19,99 Ω 1 mA 100 horas
1,999 Ω 10 mA 100 horas
199,9 mΩ 100 mA 100 horas
19,99 mΩ 1A 5 horas
1,999 mΩ 10 A 30 minutos

Na escala de 2,000 miliohms, com os cabos ligados, indicando ao operador,


que está sendo exigido uma corrente de 10A da bateria e que ele deve executar o
teste rapidamente se deseja um tempo prolongado de operação desta bateria.
Quando os cabos estão desligados a corrente é zero mesmo que a chave esteja na
posição de 2,000 mΩ. Uma maneira de exigir menos da bateria é fazer as conexões
do microhmímetro com o elemento resistivo, na escala de 20Ω, e depois, comutar
gradativamente até a escala de 2,000 mΩ, deixando nesta escala somente por um
tempo mínimo e suficiente para a leitura da medida, e em seguida retornar para
uma escala menor (de preferência 20)

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Para o teste da bateria de 1,2 V - 20 Ah, devemos proceder da seguinte maneira:


1) A lâmpada bat deve apagar quando se pressiona a chave bat correspondente. Se
esta continuar acessa bateria está descarregada (tensão menor que 0,9 V). A chave
deve ser pressionada somente com os bornes C1, C2, P1 e P2 sem conexão e o
cabo de alimentação desligado.

2) As condições de carga da bateria de 9V / 150 mAh é indicada pelo “lo bat” do


display em qualquer condição de operação. Se a tensão for menor que 7,5 V o “lo
bat” acende indicando necessidade de ser carregada.

II.6) INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA

Este equipamento possui um sistema especial de conexão para medidas de


resistência Devido à queda de tensão no cabo e conseqüentemente a da corrente
de teste fornecida em sua saída. A conexão do equipamento deve obedecer ao
seguinte critério e seqüência:

1 - Os cabos devem ser ligado primeiramente à resistência a ser medida, a fim


de evitar induções de alta tensão que podem realimentar as entradas do
microhmimetro.

2 - Conectar a garra kelvin1 do cabo a um dos lados da resistência a ser medida


e conectar a garra kelvin2 do cabo ao outro lado da resistência a ser medida.
Fazer uma conexão segura capaz de não permitir uma desconexão acidental e
provocar uma alta indução no microhmimetro.

3 - Com o microhmimetro MR10 desligado, com a posição da chave escala em 20


ohms, (maior escala) conectar os cabos ao microhmimetro na seguinte
seqüência:
a) Conectar o plugue vermelho correspondente ao cabo de maior seção ao borne
C1 (vermelho) e o plugue vermelho do cabo de menor seção ao borne P1
(vermelho).

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b) Conectar o plugue preto correspondente ao cabo de maior seção ao borne C2


(preto) e o plugue préto correspondente ao cabo de menor seção ao borne P2
(preto)

4 - Ligar o microhmimetro. O display deve acender e mostrar no display um valor


entre 0,00 e 19,99 ohms se a resistência sob teste for menor que 20 ohms ou
mostrar o dígito +/- 1 se a resistência sob teste for maior que 20 ohms ou se o
cabo estiver desconectado.

5 – Se o display mostrar um valor igual a 0,00 ou um valor menor que 199


contagens, o operador deve comutar para uma escala imediatamente inferior, e
assim sucessivamente até que a leitura esteja dentro da escala apropriada.
Exemplo: se a medida na escala de 20,00 ohms for 1,00 0hms (igual a 100
contagens) o operador pode mudar para a escala de 2 ohms (imediatamente
inferior). A nova leitura será então 1,000 0hms com maior resolução.

6 – Se o microhmimetro mostrar uma leitura 1 ou –1 o operador deve aumentar a


escala até que a leitura seja possível. Se isso não acontecer, mesmo na maior
escala, é possível que uma ou mais ponta kelvin esteja desconectado da
resistência a ser medida ou a resistência estar fora do alcance do
microhmimetro.

7 – Se a leitura estiver intermitente (variando), considerar o valor lido como a


média aritmética das leituras.

8 – Sempre que desligar o equipamento colocar a chave de escala na posição de


20 ohms (maior escala), desligar a chave liga e desconectar os cabos de testes
(Kelvin)

9 – Os bornes de medidas de resistência denominados por C1, C2, P1 e P2 são


bornes de “LIVRE TENSÃO”. Qualquer tensão colocada ou induzida a estes bornes
provocará queima irreversível do equipamento.

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II.7) MEDIDAS DE RESISTENCIA DE CONTATO

RESISTENCIA DE CONTATO
Foi observado experimentalmente que a resistência de contato em uma
conexão elétrica não depende da superfície de contato dos materiais que o
constitui, como a normalmente pode parecer, e sim da pressão entre as superfícies
dos materiais do mesmo. Análises nesta área mostram que a superfície real de
contato numa conexão é muito pequena se comparada com a superfície de contato
aparente. Quando a pressão entre os contatos é pequena a corrente flui apenas
pelas arestas existentes na superfície. Aumentando a pressão, aumenta a área de
contato devido à elasticidade dos materiais e eliminam materiais como graxas e
óxidos intercalados aos contatos e conclusivamente aumenta a área efetiva de
contado diminuindo a resistência ôhmica.

A resistência de contato e dada pela fórmula:

Rc = K / F n

Onde:
Rc – resistência de contato
K – constante que depende do material o do formato do contato que compõe a
conexão.
n – é uma variável que depende da limpeza e do polimento da superfície e varia
entre 0,5 e 1.

Exemplo:
Se um contato é submetido a uma força de 50 N e apresenta uma resistência
ôhmica de 100µΩ ao diminuirmos esta força para 25 N a resistência ôhmica
aumentará para 200µΩ Isto se o contato tiver uma rugosidade média, o que
equivale a n=1

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II.8) AUMENTO DA TEMPERATURA NAS CONEXÕES

Um aumento resistência ôhmica de contato gera aumento da temperatura


nas conexões. A potência dispersada em forma de calor numa conexão é expressa
por:
Q = 0,24. I2. Rc
Onde:
Q – quantidade de calor em calorias.
I – corrente elétrica nos contatos
Rc – resistência de contato.

A elevação de temperatura é máxima nos pontos pelos quais circula a


corrente, e é aproximadamente proporcional ao quadrado da queda da tensão na
conexão. A prata e o cobre se fundem quando a queda de tensão chega a 370 e 430
mV respectivamente, colando os contatos da conexão.

FORÇA DE SEPARAÇÃO DOS CONTATOS


Outro problema são as forças eletromecânicas que aparecem nas
proximidades da superfície de contato que tendem a separar os contatos e
aumentar a resistência ôhmica e a temperatura do mesmo. Se a força de repulsão
crescer a ponto de anular a pressão dos contatos, formar se um arco que fundira
em poucos segundos os contatos.

DETERIORAÇÃO DOS CONTATOS


O material de contato está exposto a agentes prejudiciais de diversos tipos:
elétricos, mecânicos, químicos e térmicos. O formato do contato deverá ser
adequado para suportar as solicitações que serão impostas.
Quando o contato do disjuntor começar a separar-se, a corrente se concentra em
apenas um ponto formando um fino condutor e a densidade de corrente, no ponto,
aumenta tanto que a temperatura se eleva ao ponto de gaseificar o material; a

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medida que os contatos separam ainda mais, cria-se um arco elétrico formado por
uma coluna de gases metálicos,. Cuja a temperatura pode chegar a 20.000 0C.
O desgaste do material é proporcional tanto ao tempo de duração do arco como ao
valor da corrente interrompida.

VALORES MAXIMOS DE RESISTENCIA DE CONTATOS


A resistência de contato é limitada pela elevação de temperatura no
contato. As determinações VDE 0660 & 50, fixam como limite máximo de
temperatura para o cobre ao ar livre de 80 0C. Para contatos de prata ou envoltura
de prata, não se estabelecem limites de temperatura, ficando restrita a classe de
isolação dos materiais isolantes de peças adjacentes. A tabela R fornece valores
médios de resistência de contato encontrado em diferentes tipos de disjuntores
que funcionam satisfatoriamente. Diferenças em torno de 100% entre contatos de
um mesmo disjuntor deverão ser analisadas e justificadas. Um aumento excessivo
da resistência de contato é um indicativo de deficiência no contato. (500% ou
mais), como desajuste, molas fatigadas ou excesso de rugosidade.

TABELA R:
RESISTENCIAS DE CONTATO MEDIDAS EM DISJUNTORES DE 13,8KV QUE FUNCIONAM
SATIFATORIAMENTE (RESISTENCIA EM MICROHMS)
FABRICANTE CORRENTE NOMINAL FASE R FASE S FASE T
AEG 1250 A 150 120 150
AEG 1250 A 72 60 70
AEG 1250 A 100 85 100
APRECHER SCHUH 800 A 80 75 73
APRECHER SCHUH 800 A 68 70 102
APRECHER SCHUH 800 A 78 120 75

RESISTENCIAS DE CONTATO MEDIDAS EM DISJUNTORES DE 4,16KV QUE FUNCIONAM


SATIFATORIAMENTE (RESISTENCIA EM MICROHMS)
FABRICANTE CORRENTE NOMINAL FASE R FASE S FASE T
GE 2000 A 15 16 16
GE 2000 A 19 17 17
GE 2000 A 18 19 20
SACE 2000 A 15 15 16
SACE 1600 A 15 17 17

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RESISTENCIAS DE CONTATO MEDIDAS EM DISJUNTORES DE 600 KV QUE FUNCIONAM


SATIFATORIAMENTE (RESISTENCIA EM MICROHMS)

FABRICANTE CORRENTE NOMINAL FASE R FASE S FASE T

WESTINGHOUSE 1600 A 15 15 16
WESTINGHOUSE 3200 A 25 15 21
WESTINGHOUSE 3200 A 30 36 21
WESTINGHOUSE 3200 A 10 10 10

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III - FUNCIONAMENTO

III.0) DESCRIÇÃO GERAL


Nesta seção é discutindo o funcionamento do microhmimetro de acordo com
o diagrama em blocos

III.1) FUNCIONAMENTO BÁSICO


O microhmimetro MR10, ELETROTESTE é constituído basicamente por uma
fonte de alimentação e por um circuito de medição eletrônico usando técnicas
radiométricas que eliminam a resistência de contato e dos cabos de interligação.
Analisando o circuito em blocos da fig. 3.1, a saída do circuito de medição possui a
seguinte relação:

Medida = Vin/Vref x 1000 , como

Vin = Rmedido x I e

Vref = Rref x I fica:

Medida= (Rmedido x I / Rref x I) x 1000

Simplificando:
Medida: Rmedido/Rref x 1000

Fazendo Rref=1 Ω temos:

Medida= Rmedido x 1000

N o t a mo s, p o r ta n to q u e a me di da d a r e si st ên ci a p or e st e
p r o ce sso i n de p en de d a c o rr e nt e q ue ci r cu la n a r e si st ê nc ia a se r
me d i da e, p o r ta nt o d a re si st ê nc ia d e c on t at o e do s c a b o s d e
me d iç ã o.

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III.2) DIAGRAMA EM BLOCOS

A f i gu r a 3. 1 mo st ra o d ia gr a ma e m blo c o s:

Figura 3.1

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