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A MÚSICA NO AMBIENTE ESCOLAR

Deusnise Pereira Correia Brito


Professora Orientadora - Yara de Souza Almeida
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Curso de Licenciatura em Pedagogia (PED 0908) - Trabalho de Graduação
12.06.2017

RESUMO

Neste estudo, destaca-se a alternativa didática pedagógica para o desenvolvimento das


expectativas musicais, preocupei-me em expor o mais claro possível os conceitos de
base sobre a temática da musica na educação, como também a importância da música
no processo de ensino aprendizagem, sua aplicação e seus benefícios no
desenvolvimento do indivíduo. A música com maior ou menor intensidade está na vida do
ser humano, ela desperta emoções e sentimentos de acordo com a capacidade de
percepção que ele possui para assimilar a mesma. O objetivo deste estudo é mostrar que
a música não é somente uma associação de sons e palavras, mas sim, um rico
instrumento que pode fazer a diferença nas instituições de ensino, pois ela desperta o
indivíduo para um mundo prazeroso e satisfatório para a mente e para o corpo que facilita
a aprendizagem e também a socialização do mesmo.

PALAVRAS-CHAVE: Aprendizagem. Musica. Desenvolvimento.

1. INTRODUÇÃO

A música é reconhecida por muitos pesquisadores como uma espécie de


modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um
estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do
raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento filosófico.
Com base em pesquisas, as crianças que desenvolvem um trabalho com a música
apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente
apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar.
A valorização do contato da criança com a música já era existente há tempos,
Platão dizia que “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer
outro”.
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Hoje é perfeitamente compreensível essa visão apresentada por Platão, visto que a
música treina o cérebro para formas relevantes de raciocínio.
Eis então uma reflexão para pais e principalmente educadores, buscando inserir a
música no seu planejamento, bem como criar estratégias voltadas para essa área,
incentivando a criança a estudar música, seja através do canto ou da prática com um
instrumento musical, isso desde a educação infantil.
A educação deve ser vista como um processo global, progressivo e permanente,
que necessita de diversas formas de estudos para seu aperfeiçoamento, pois em
qualquer meio sempre haverá diferenças individuais, diversidade das condições
ambientais que são originários dos alunos e que necessitam de um tratamento
diferenciado. Neste sentido deve-se desencadear atividades que contribuam para o
desenvolvimento da inteligência e pensamento crítico do educando, como exemplo:
práticas ligadas à música e a dança, pois a música torna-se uma fonte para transformar o
ato de aprender em atitude prazerosa no cotidiano do professor e do aluno.
A criança precisa ser sensibilizada para o mundo dos sons, pois, é pelo órgão da
audição que ela possui o contato com os fenômenos sonoros e com o som. Quanto maior
for à sensibilidade da criança para o som, mais ela descobrirá as suas qualidades.
Portanto é muito importante exercitá-la desde muito pequena, pois esse treino irá
desenvolver sua memória e atenção.
Segundo Faria (2001), define que a música é um importante fator na
aprendizagem, pois a criança desde pequena já ouve música, a qual muitas vezes é
cantada pela mãe ao dormir, conhecida como ‘cantiga de ninar. Na aprendizagem a
música é muito importante, pois o aluno convive com ela desde muito pequeno.
A música quando bem trabalhada desenvolve o raciocínio, criatividade e outros
dons e aptidões, por isso, deve-se aproveitar esta tão rica atividade educacional dentro
das salas de aula.
Corrobora Faria (2001, p. 24):

A música como sempre esteve presente na vida dos seres humanos, ela também
sempre está presente na escola para dar vida ao ambiente escolar e favorecer a
socialização dos alunos, além de despertar neles o senso de criação e recreação.

Tão logo a escola, enquanto espaço institucional para transmissão de


conhecimentos socialmente construídos, pode se ocupar em promover a aproximação das
crianças com outras propriedades da música que não aquelas reconhecidas por elas na
sua relação espontânea com a mesma.
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Cabe aos professores criar situações de aprendizagem nas quais as crianças


possam estar em relação com um número variado de produções musicais não apenas
vinculadas ao seu ambiente sonoro, mas se possível também de origens diversas, como,
de outras famílias, de outras comunidades, de outras culturas de diferentes qualidades:
folclore, música popular, música erudita e outros.
As atividades musicais nas escolas devem partir do que as crianças já conhecem
desta forma, se desenvolve dentro das condições e possibilidades de trabalho de cada
professor. A música passa uma mensagem e revela a forma de vida mais nobre, a qual, a
humanidade almeja, ela demonstra emoção, não ocorrendo apenas no inconsciente, mas
toma conta das pessoas, envolvendo-as trazendo lucidez à consciência.
A música como qualquer outra arte acompanha historicamente o desenvolvimento
da humanidade e pode se observar ao analisar as épocas da história, pois em cada uma,
ela está sempre presente.

A música é algo constante na vida da humanidade, pode-se comprovar isto, em


todos os registros da trajetória da história. As crianças sabem que se dança
música, isto é, que a dança está associada à música, e geralmente sentem grande
prazer em dançar. Se os professores levarem isso em conta e considerarem como
ponto de partida o repertorio atual de sua classe (os das crianças e o próprio) e
puderem expandir este repertório comum com o repertório do seu grupo cultural e
de outros grupos, criando situações em que as crianças possam dançar,
certamente estarão contribuindo significativamente para a formação das crianças.
(ESTEVÃO, 2002, p. 33)

A música na vida do ser humano é tão importante como real e concreta, por ser um
elemento que auxilia no bem estar das pessoas. No contexto escolar a música tem a
finalidade de ampliar e facilitar a aprendizagem do educando, pois ensina o indivíduo a
ouvir e a escutar de maneira ativa e refletida.
A escolha do tema se deu porque a música é um forte instrumento utilizado na
socialização e interação no desenvolvimento do ensino- aprendizagem.
Este tema representa para a equipe uma proposta importante na utilização da
musicalização como estratégia de ensino. E o interesse pelo tema se manifestou por
razão educacional e pessoal.
Para a maior parte dos seres humanos a música produz momentos de experiência
tão penetrante quanto possível, a música penetra o corpo, a mente em níveis múltiplos e
simultâneos. Ela pode surgir do sonho, pode surgir da lembrança, pode produzir uma
tensão, pode dar força e firmeza assim como pode levar ao adormecimento, pode excitar
ou acalmar as pessoas, pode levar as lágrimas, ou produzir risos. A música, por si só,
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produz um significado. Visa Incentivar a criança a estudar música, seja por meio do canto
ou da prática com um instrumento musical, isso desde a educação infantil.
Com base em pesquisas, as crianças que desenvolvem um trabalho com a música
apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente
apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar. Este estudo tem por objetivo
explicar como a musicalização pode contribuir com a aprendizagem, bem como verificar a
metodologia usada pelo professor no trabalho musical realizado com as crianças;
observar a dificuldade encontrada na realização de atividades aplicadas pelo professor
em sala de aula; e incentivar o uso da música como instrumento facilitador do processo
de ensino e aprendizagem.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 A MÚSICA EM SALA DE AULA

Existe grande número de teorias sobre o princípio e a presença da música na


cultura humana. A linguagem musical tem sido interpretada, entendida e definida de
diversas maneiras, em cada época e cultura, em sintonia com o modo de pensar, com os
valores e as concepções estéticas vigentes.
Ao falar do papel da música na educação, evidencia que esta é facilitadora do
processo de aprendizagem, como instrumento para tornar a escola um lugar mais alegre
e receptivo, ampliando o conhecimento musical do aluno e não apenas uma experiência
estética. Afinal, se a música é considerada um bem cultural, seu conhecimento não deve
ser privilégio de poucos.
Este trabalho mostra a importância da observação, do estar atento e ouvir o que a
criança pode nos mostrar nas suas diversas formas de expressão. Não há criança tímida,
isolada, hiperativa, especial que, através de um trabalho bem dirigido de educação
musical, não se sinta mais feliz e entusiasmada com suas próprias descobertas em
relação às suas potencialidades e, portanto, mais seguras. A música deve ser tratada
como um agente formador e facilitador do aprendizado.
A música está presente em diversas situações da vida humana. Existe música para
ninar, para dançar, enaltecer a Pátria e fatos históricos, em rituais religiosos, expressar
sentimentos. Presente na vida diária de alguns povos, ainda hoje é tocada e dançada por
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todos, seguindo costumes que respeitam as festividades e os momentos próprios a cada


manifestação musical. Nesses contextos, as crianças entram em contato com a cultura
musical desde muito cedo e assim começam a aprender suas tradições musicais.
Se a música é uma forma de manifestação e expressão do ser humano, passo a
falar da sua influência na vida das pessoas e no processo de ensino aprendizagem. A
música acompanha as pessoas no seu cotidiano, em todas as regiões do mundo. Loureiro
(2010) afirma que:

A música vem desempenhando, ao longo da história, um importante papel no


desenvolvimento do ser humano, seja no aspecto religioso, seja no moral e no
social, contribuindo, para aquisição de hábitos e valores indispensáveis ao
exercício de cidadania. A palavra música vem do grego mousiké e designava,
juntamente com a poesia e a dança, ”a arte das musas”. O ritmo, denominador
comum das três artes, fundia-as numa só. Como nas demais civilizações antigas,
os gregos atribuíam aos deuses sua música, definida como uma criação e
expressão integral do espírito, um meio de alcançar a perfeição. (LOUREIRO,
2010, p.33).

Se a música é considerada tão importante para a formação do homem, faz-se


necessário refletir sobre sua importância na educação. Com a música a criança amplia
seu desenvolvimento, ela adquire novos conhecimentos. A música possui um poder de
estimular e liberar recursos na aprendizagem da criança. Ela apresenta uma importante
fonte de equilíbrio e felicidade.
A escola tem papel fundamental na vida das crianças, contribuindo para que estas
se tornem cidadãos participativos na sociedade. A música no ambiente escolar contribuirá
para o desenvolvimento dessas crianças, pois ela propicia a ampliação de sua percepção,
socialização, desenvolvimento do raciocínio e concentração.
A introdução da música no ambiente escolar deve ser expandida a todos os
envolvidos no processo educacional para que os alunos passem a apreciá-la, pois as
crianças se espelham em seus educadores como e isto fará com que a aprendizagem
ocorra de maneira natural e atraente. Baseado nos Parâmetros Curriculares Nacionais de
Arte, o ensino da música deve ocorrer de forma global envolvendo as manifestações
artísticas da região para que ocorra maior integração entre a escola e a comunidade:

Para que a aprendizagem da música possa ser fundamental na formação de


cidadãos é necessário que todos tenham a oportunidade de participar ativamente
como ouvintes, intérpretes, compositores e improvisadores, dentro e fora da sala
de aula. Envolvendo pessoas de fora no enriquecimento do ensino e promovendo
interação com os grupos musicais e artísticos das localidades, a escola pode
contribuir para que os alunos se tornem ouvintes sensíveis, amadores talentosos
ou músicos profissionais. Incentivando a participação em shows, festivais,
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concertos, eventos da cultura popular e outras manifestações musicais, ela pode


proporcionar condições para uma apreciação rica e ampla onde o aluno aprenda a
valorizar os momentos importantes em que a música se inscreve no tempo e na
história. (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS-ARTE, 1997).

A utilização da música na educação favorece o lúdico e este se torna muito


importante nesta fase, pois através de brincadeiras atinge-se o objetivo planejado, enfim,
a aprendizagem.
O professor não só precisa ser sensível à expressão musical e entender o que está
sendo transmitido para seus alunos como também,

[...] deve compreender a essência da linguagem musical, e, a partir de sua própria


experiência e de seu processo criador, facilitar, o contato da criança com as
diversas linguagens (plástica corporal etc.). Deve propiciar situações em que a
criança pode olhar o mundo e se expressar. Olhar o mundo é apreender e
perceber significados em todas as coisas. Em condições normais, a criança
constrói a partir de seu significante, transformando significados, compreendendo o
mundo e percebendo-o de uma forma peculiar. Constrói assim seu pensamento
através da interação com o ambiente e da compreensão das relações entre todas
as coisas, aí incluindo os sons, as canções, as diferentes manifestações em
linguagem musical (ROSA, 1990, p.18).

Independente da abordagem que cada professor escolhe para seu planejamento, é


importante que não torne a música distante da realidade de vida das crianças. Mesmo
professores que não possuem habilidades com a música podem sim se aventurar
utilizando recursos da música com a sua turma. É muito comum alguns professores se
redimirem e não ensinarem música por acharem que não são capazes, até mesmo pela
sua própria personalidade.
Segundo Brito (2010, p.36) “isso acontece porque ainda é forte a ideia de que é
necessário sempre reproduzir modelos.” Para ela, é preciso deixar claro que a educação
não é uma etapa formativa no que diz respeito a conceitos musicais. “O importante
mesmo é que as crianças possam escutar um bom repertório e os sons oriundos de
diferentes objetos, além de explorar gestos que produzam som.”
Deve-se vigiar porque não estamos formando músicos e cantores nesta etapa
escolar, mas crianças que precisam ser alfabetizadas e instigadas a terem desenvoltura
em seus gestos e atitudes. Com a música a criança pode se expressar melhor nas leituras
e expressões do corpo.
Vale lembrar que o professor precisa sempre buscar informações e cursos
específicos em sua formação. Isso lhe causará maior segurança no trabalho a ser
desenvolvido. O professor durante o processo de desenvolvimento da criança deve
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buscar novos conhecimentos e técnicas a fim de formar elementos que estimulem este
processo e a música pode ser um recurso muito eficaz. A utilização deste elemento deve
ser realizada de maneira consciente, ou seja, o educador necessita estabelecer os
objetivos que pretende atingir e não utilizá-lo de forma desconexa.
A música é um recurso didático capaz de criar elementos novos e dinâmicos no
processo de aprendizagem e solidificar a troca de experiências entre professor e aluno e
proporciona uma relação mais segura entre professor e aluno. Ela consegue passar
confiança, segurança entre as partes citadas, já que confiança e segurança nos anos
iniciais da criança são importantes, principalmente nos primeiros dias de aula. Nenhum
professor precisa necessariamente ser um cantor nato, mas desenvolver junto com a
criança as condições para que a atividade musical seja incluída em suas aulas de forma
natural.
A criança quando está sendo musicalizada amplia sua percepção e socialização
desenvolvendo sua capacidade de concentração e raciocínio, fator importante em todas
as fases de sua vida. Espera-se que deste processo surja o interesse pelo estudo formal
da música, considerando que o objetivo da musicalização não será formar músicos
profissionais, mas desenvolver a apreciação da mesma.
A linguagem musical no processo pedagógico além de apresentar a música de
diferentes estilos, seus instrumentos diversos, tem como foco desenvolver na criança
habilidades capazes de influenciar positivamente seu desenvolvimento social.
A possibilidade de criar aulas atraentes com o uso dos elementos musicais fará
com que a criança compreenda os conteúdos trabalhados em sala, o mundo em que vive,
e os fenômenos ocorridos ao seu redor.
Segundo Rosa (1990, p.19) identifica a música como “uma linguagem expressiva e
as canções são veículos de emoções e sentimentos, e podem fazer com que a criança
reconheça nelas seu próprio sentir”. Também, enfatiza que em espaço escolar:

A linguagem musical deve estar presente nas atividades [...] de expressão física,
através de exercícios ginásticos, rítmicos, jogos, brinquedos e roda cantadas, em
que se desenvolve na criança a linguagem corporal, numa organização temporal,
espacial e energética. A criança comunica-se principalmente através do corpo e,
cantando, ela é ela mesma, ela é seu próprio instrumento. (ROSA 1990, p. 22-23)

Ao acompanhar a música com gestos ou dançar a criança estará trabalhando a


coordenação motora e a atenção; ao cantar ou imitar sons ela estará descobrindo suas
capacidades e estabelecendo relações com o ambiente em que vive.
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Atividades como cantar fazendo gestos, dançar, bater palmas, pés, são
experiências importantes para a criança, pois elas permitem que se desenvolva o senso
rítmico, a coordenação motora, sendo fatores importantes também para o processo de
aquisição da leitura e da escrita.
No ensino da música, essa linguagem musical deve ser um dos meios para
alcançar a educação de pessoas criativa e crítica, e os bons resultados serão obtidos pela
adequação das atividades, pela postura reflexiva e crítica do professor, facilitando a
aprendizagem, propiciando situações enriquecedoras, organizando experiências que
garantam a expressividade.
O ensino da música favorece o desenvolvimento do gosto estético e da expressão
artística, além de promover o gosto e o ensino musical. Formando o ser humano com uma
cultura musical desde criança, estaremos educando adultos capazes de usufruir a música,
de analisá-la e de compreendê-la.
Segundo Rosa (1990), conclui-se que “a aprendizagem está ligada ao ambiente e
se o professor proporcionar um ambiente agradável e favorável para o aprendizado
musical, os alunos terão bons resultados no desenvolvimento".
A musica é uma arte que vem sendo esquecida, mas que deve ser retomada nas
escolas, pois ela propicia ao aluno um aprendizado global, emotivo com o mundo. Na sala
de aula, ela poderá auxiliar de forma significativa na aprendizagem.

2.2 MÚSICA E EDUCAÇÃO

A música tem papel importantíssimo no processo de formação de um individuo. É


muito valioso que crianças tenham contato com esta arte desde pequenas, e que ela seja
inserida no plano de ensino.
Muitos professores usam da música para ensinar outras matérias aos seus alunos,
como por exemplo, no processo de alfabetização, ensinando as letras, brincando com as
palavras em forma de música, o que é também uma forma de prender a atenção daqueles
alunos inquietos na sala de aula.
Mas a música na educação tem muito mais importância do que isso,
cientificamente comprovado, ela estimula diversas áreas do cérebro, e facilita o
aprendizado. A iniciação musical é de extrema importância, e ela deve acontecer o mais
cedo possível.
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A música auxilia também, no desenvolvimento da criatividade e da autoestima do


educando, despertando o desejo de aprender.
Atualmente, a aprendizagem musical deve fazer sentido para o aluno. O ensino
deve se dar a partir do contexto musical e da região na qual a escola está situada, não a
partir de estruturas isoladas. Assim, busca-se compreender o motivo da criação e do
consumo das diferentes expressões musicais.
Esse estudo busca ampliar a discussão sobre a importância da música no processo
de ensino e aprendizagem, abordando os benefícios da mesma na educação, como ela
exerce a sua contribuição para a formação básica do ser humano.
A música se constitui como uma ferramenta modificadora incrível. De acordo com
Shilaro (1990) uma educação musical se adequada e bem trabalhada vai facilitar a
formação do sentimento de cidadania e contribuir para que o aluno crie a consciência da
importância de seu papel na sociedade.
A música usa diversos departamentos do conhecimento ao mesmo tempo, como a
já citada matemática e lógica, a linguagem poética, possivelmente literária, além dos
elementos que remetem à física como acústica, estudos das vibrações e outros.
Também de fatos históricos, geográficos e sociológicos, tendo algumas vezes
embasamento político além de dar margem ao estudo do ser e questões existenciais
como temáticas filosóficas.
O educador pode trabalhar a música em todas as demais áreas da educação:
comunicação e expressão, raciocínio lógico matemático, Estudos Sociais, Ciências e
Saúde, facilitando a aprendizagem, fixando assuntos relevantes, unindo o útil ao
agradável. Para atingir esse objetivo, o professor pode utilizar músicas que envolvem
temas específicos como números, datas comemorativas, poesias, folclore, gramática,
história e geografia.
O estudioso Louis Porcher em seu livro “educação artística luxo ou necessidade?”
fala sobre o impasse que existe para a música ser de fato seriamente inserida na
educação em seu real contexto, visando o desenvolvimento cultural e outros atributos
formadores de consciência nos estudantes.
De acordo com Shilaro (1990, p.21).

O ensino da música favorece o desenvolvimento do gosto estético e da expressão


artística, além de promover o gosto e o senso musical. Formando o ser humano
com uma cultura musical desde criança, estaremos educando adultos capazes de
usufruir a música, de analisá-la e compreendê-la.
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Pais e professores muitas vezes ignoram os valores da educação musical,


desinteressados por esses conhecimentos, tendem a deixar que apenas os mais curiosos
ou predispostos busquem por si esse tipo de envolvimento. O qual defrontando-se com
uma sociedade onde encontrará pouco reconhecimento e compreensão da importância
desse ofício, terá que ter uma força de vontade imensurável e um espírito de luta contra
esses paradigmas.
Pensar em educação musical é necessário vê-la pela ótica da interdisciplinaridade
que vise o desenvolvimento integral dos indivíduos. De acordo com Faria (2001, p. 26) “A
área de música, por ser uma arte, já contém na sua própria natureza, os fundamentos
básicos de integração, interdisciplinaridade e formação de competências”. Deve-se dessa
forma, levar em consideração o potencial da música para desenvolver apacidades
mentais, motoras, afetivas, sociais e culturais dos indivíduos, a qual se caracteriza como
um importante meio para atingir determinadas finalidades educacionais.
Para Mendes e Cunha (2004, p. 84).

O aspecto interdisciplinar é também outro campo importante de ação para a


música. Podemos por exemplo promover a integração com as ciências na forma
de compreensão do fenômeno acústico, ou com o português e a história, na
análise das poesias das canções. Pode também atuar junto com outras formas de
expressão, como a utilização de imagens, palavras ou movimentos como pontos
geradores de experimentação e criação musical.

Na educação que se proponha um envolvimento com a música precisa de um


ponto de ligação entre todas as disciplinas, e uma forma de externar e manifestar de uma
maneira criativa todo conhecimento prático e teórico. Através dessa forma de tão pura e
nobre comunicação, que permite ao aprendiz inserir-se em culturas e em contextos
diversos, que pelo prazer estético se absorve todo tipo de conhecimento e experimentam-
se tantas sensações e sentimentos.
Em se tratando de música enquanto componente curricular percebe-se que há um
grande impasse, pois diante do termo “ensino de artes”, existe uma variedade de
interpretação, ao qual a música não estava sendo devidamente contemplada, sendo
assim elaborado um projeto de lei, propondo a implantação gradativa da obrigatoriedade
do ensino da música na educação básica.

2.3 A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL


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Ao longo dos tempos a música na Educação Infantil foi utilizada a fim de atender a
determinados propósitos onde sua função servia para determinar hábitos, para disciplinar,
entre outras funções.
A música é uma forma de linguagem muito utilizada pelo ser humano, ela está
presente no ambiente que nos rodeia, seja no canto de um pássaro, no barulho da chuva,
entre outros. E as crianças, desde muito pequenas, já convivem com essa linguagem, a
qual contribui de forma significativa para o seu desenvolvimento.
Através da música a criança relaciona-se com o mundo sonoro, o que a torna mais
curiosa e receptiva a participar de experiências musicais. Apreciar melodias, os sons dos
instrumentos, a conhecer diferentes tipos de música.
O ensino de música nas escolas tanto de Educação Infantil, pode contribuir não só
para a formação musical dos alunos, mas principalmente como uma ferramenta eficiente
de transformação social, onde o ambiente de ensino e aprendizagem pode proporcionar o
respeito, a amizade, a cooperação e a reflexão tão importantes e necessárias para a
formação humana. Dessa forma, é interessante que ela esteja presente no ambiente
escolar. Na escola, o ensino musical não tem a intenção de formar o músico profissional,
assim como o ensino das ciências não visa à formação de cientistas.
A música proporciona à criança uma grande satisfação, alegria e envolvimento.
Visto que possui além de tudo, um caráter lúdico, e dessa forma contribui para uma
aprendizagem mais prazerosa. Ela lida diretamente com os sentimentos e emoções e
sendo trabalhada com crianças deve-se desenvolver de forma a parecer com uma
brincadeira, onde possa apreender as estruturas musicais sugerindo coreografias que
previamente dão noções de ritmia, como as marchinhas, cirandas e valsas infantis.
De acordo com Brito (2003, p.35):

A criança é um ser “brincante” e brincando, faz música, pois assim se relaciona


com o mundo que descobre a cada dia. Fazendo música, ela vai metaforicamente,
“transformando-se em sons”, num permanente exercício: receptiva e curiosa, a
criança pesquisa materiais sonoros, “descobre instrumentos”, inventa e imita
motivos melódicos e rítmicos e ouve com prazer a música de todos os povos.

Dessa maneira, o papel do professor na intermediação da criança com o universo


musical é de fundamental importância. O educador precisa incentivar o uso dessa tão rica
linguagem em sala de aula, seja através do canto, dos instrumentos, das cantigas,
cirandas, não de uma forma rígida, e nem apenas para realizar recreações, mas onde o
objetivo seja essencialmente a aproximação da criança com o ambiente musical.
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Ouvindo uma música, participando de brincadeiras rítmicas, as crianças são


estimuladas a desenvolverem o gosto por atividades que utilizam a música. Essas
atividades despertam e propiciam à criança uma vivência com essa linguagem tão
importante na educação infantil. Além de contribuir para que o ambiente esteja sempre
mais alegre e receptivo, quando questionadas a respeito da contribuição da música as
professoras apontaram a opção “deixar o ambiente mais agradável” como um dos
aspectos que a música contribui.
De acordo com Shilaro (1990, p. 17) “A educação musical proporciona a vivência
da linguagem musical como um dos meios de representação do saber construído pela
interação intelectual e afetiva da criança com o meio ambiente”.
A educação infantil possui um documento institucional que são os Referencias
curriculares Nacionais da Educação Infantil, RCNEI, ao qual não podemos nos furtar de
comentá-lo: De acordo com RCNEI (1998, p. 45) “A música é a linguagem que se traduz
em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e
pensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo entre o som e o
silêncio.”.
Para os educadores vários conteúdos podem ser explorados de diferentes formas.
Os conceitos musicais - andamento, intensidade, ritmo, som o canto - as possíveis formas
de trabalhar a sociabilização e os aspectos relacionados à cultura assumem função
importante no aprendizado musical.
O educador deve estar atento para o desenvolvimento de cada criança, não como
alguém que se limita a fazer um simples diagnóstico do mesmo, mas visando contribuir
para o desenvolvimento de sua inteligência musical e construir seu conhecimento.
A música está presente de uma forma muito intensa no cotidiano das crianças, nas
atividades realizadas, tanto no ambiente familiar como no escolar, principalmente na
educação infantil na qual o uso da música acontece de forma constante.
A música possui um papel importante na educação das crianças, pois contribui
para o desenvolvimento psicomotor, sócio afetivo, cognitivo e linguístico, além de ser
facilitadora do processo de aprendizagem.
É notório que a musicalização é um processo de construção do conhecimento,
favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade, do senso rítmico, do
prazer de ouvir música, da imaginação, da memória, da concentração, da atenção, do
respeito ao próximo, da socialização e da afetividade, também contribuindo para uma
efetiva consciência corporal e de movimentação.
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Vale salientar que a musicalização na educação infantil está relacionada a uma


motivação diferente do ensinar, em que é possível favorecer a autoestima, a socialização
e o desenvolvimento do gosto e do senso musical das crianças dessa fase. Cantando ou
dançando, a música de boa qualidade proporciona diversos benefícios para as crianças e
é uma grande aliada no desenvolvimento saudável da criançada (Melo 2009).

5. METODOLOGIA

A metodologia presente no trabalho deu-se com a utilização dos seguintes tipos de


pesquisa: teórica bibliográfica, qualitativa, descritiva, exploratória com sustentação em
pesquisa de campo (estágios). Consequentemente, com uma análise dados obtidos para
a elaboração do trabalho científico, coletados através da aplicação de entrevistas a
professores.
O universo de abrangência foi uma das instituições de ensino do município de
Anguera BA, que oferecem as modalidades de Ensino Infantil e Fundamental. Onde teve
como população/amostra professores que estão atuando na área do saber que envolve o
tema.
A coleta de dados foi feita primeiramente através de pesquisa bibliográfica.
Posteriormente foi feito entrevista e questionário, onde a foi entrevistado os professores e
o questionário foi aplicado aos mesmos, no qual obterá dados para a elaboração do
trabalho cientifico.
O tratamento de dados foi feito através de analise de conteúdos resultantes da
coleta de dados. Tais analises foram organizadas através da construção de categorias,
para que se obtivesse um melhor resultado das respostas, onde se utiliza as seguintes
categorias: prática docente e conhecimento empírico do professor.
Apresentar-se-á uma análise geral dos resultados obtidos nas entrevistas com os
professores e nos questionários feitos, onde se compara as respostas de ambos. De
acordo com os dados levantados, percebem-se algumas concordâncias entre as
respostas, mas também divergências entre aquilo que os professores dizem e apontam.
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Durante o trabalho de campo, a influência mútua do pesquisador com os sujeitos da


averiguação é essencial. Nessa fase, estabelecem-se relações de intersubjetividade, das
quais resulta a comparação da realidade concreta com a implicação teóricos da pesquisa.

A pesquisa é um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo,


que requer um tratamento científico e constitui no caminho para conhecer a
realidade ou para descobrir verdades parciais. (LAKATOS, 1991, p. 64)

Assim, fez-se imprescindível que as informações coletadas fossem devidamente


avaliadas a fim de conhecer todo o contexto. Após essa crítica, as entrevistas foram
divididas por unidades de análise por meio da codificação, estruturadas por uma
aprovação e categorização de elementos construtivos de um conjunto, por diferenciação e
seguidamente, reagrupamento.
Nesse estudo, irar ser apresentado apenas os resultados da pesquisa de campo,
após uma análise minuciosa de todas as unidades de informação coletadas durante as
entrevistas.
A música não precisa ser explicada, ela tem um fim em si mesma. Este estudo tem
por finalidade investigar se a música pode ser um instrumento de auxílio no
desenvolvimento educacional. Procurou-se investigar a forma como o professor vê e
utiliza a musica com crianças de cinco e seis anos.
A metodologia utilizada foi à pesquisa bibliográfica e análise qualitativa dos
questionários aplicados. Concluiu-se até o momento que a música pode ser instrumento
de auxílio no trabalho pedagógico, porém, não deve limitar sua ação apenas como
ferramenta de trabalho de outras áreas de conhecimento, pois ela fala por si só e contribui
para o desenvolvimento integral do ser.
A música é uma linguagem que comunica sensações, sentidos e passa por
organização de som e silêncio. Está presente nas mais diversas situações. A afetividade a
cognição e a estética são partes integrantes dela.

6. ANÁLISE E DISCURSÕES

Apresentar a importância da música para o desenvolvimento da sabedoria e do


convívio social dos alunos de educação infantil e o poder que ela tem de contribuir para a
aprendizagem, se faz cada vez mais necessária levando-se em conta que esse tipo de
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atividade está cada dia mais presente na vida escolar e na necessidade de se ter sua
aplicação de forma correta e prazerosa.
Saber aliar a prática educativa e a música é fazer da escola um lugar alegre e
receptivo. A música na Educação Infantil além de ser facilitadora do processo ensino-
aprendizagem, pode também ampliar o conhecimento musical do aluno, afinal a música é
um bem cultural e seu conhecimento e uso não deve ser privilégio de poucos.

4.1 ESTÁGIO I - EDUCAÇÃO INFANTIL

Em análise a entrevista semi-estrutura, pode salientar que a educação musical na


escola deveria objetivar despertar a sensibilidade musical, o desenvolvimento cognitivo, o
afetivo e as relações interpessoais, tendo em vista que seu caráter cultural diversificado
propicia o respeito pelas diferentes culturas e pode contribuir para o desenvolvimento da
criança, dando a ela oportunidade de conhecimento e valorização da vida e, por
apresentar caráter interdisciplinar, é favorável sua inserção no currículo escolar. Assim,
veremos de tal forma explicita na entrevista.
Qual a importância da musica na educação?
P1. A musica desperta um mundo prazeroso e satisfatório para o corpo e a mente,
facilitando a aprendizagem e socialização do ser.
P2. A musica desenvolve a expressão oral e os movimentos do corpo, contribuindo
para a realização de um trabalho lúdico prazeroso.
Visando uma aprendizagem significativa e de acordo com as necessidades impostas
pela sociedade nos dias de hoje, se torna cada vez mais necessária a ludicidade no
ambiente educacional de nossos alunos, pois ela é capaz de tornar o aprendizado
prazeroso e estimulante. Com isso, pode-se dizer que as crianças estarão bem
preparadas para se tornarem cidadãos críticos e capazes de resolverem situações
problemas.
Compreender o lúdico como um instrumento de superação e inclusão numa escola
castradora e excludente é fundamental que os professores de educação infantil
considerem a cultura lúdica intrínseca das crianças, pois quando elas chegam à escola
elas já trazem consigo uma grande herança da ludicidade, na medida em que quase tudo
que se aprende na infância é decorrente das brincadeiras em seu convívio social.
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Negrine (1997, p. 4), em estudos realizados sobre aprendizagem e desenvolvimento


infantil, afirma que: "quando a criança chega à escola, traz consigo toda uma pré-história,
construída a partir de suas vivências, grande parte delas através da atividade lúdica".
A música pode contribuir, tornando o ambiente escolar mais agradável e alegre,
ajudando na socialização das crianças com seu grupo escolar, podendo ainda ser usada
para relaxar os alunos depois de atividades físicas, acalmando os alunos diante da tensão
de uma prova, por exemplo, além de ser um poderoso recurso didático.
2. A escola trabalha com alguma proposta de incluir músicas nas atividade de sala
de aula?
P1. Sim, não só trabalhamos musicas, mas outros tipos de textos de memória como
parlendas, trava-ligua e a própria musica.
P2. Sim, principalmente nas series iniciais.
A escola, enquanto espaço institucional para transmissão de conhecimentos
socialmente construídos, pode se ocupar em promover a aproximação das crianças com
outras propriedades da música que não aquelas reconhecidas por elas na sua relação
espontânea com a mesma.
Cabe aos professores criar situações de aprendizagem nas quais as crianças
possam estar em relação com um número variado de produções musicais não apenas
vinculadas ao seu ambiente sonoro, mas se possível também de origens diversas, como,
de outras famílias, de outras comunidades, de outras culturas de diferentes qualidades:
folclore, música popular, música erudita e outros.
A música como qualquer outra arte acompanha historicamente o desenvolvimento
da humanidade e pode se observar ao analisar as épocas da história, pois em cada uma,
ela está sempre presente.
3. Você acha que a música ajuda no aprendizado da criança?
P1. Sim, porque os alunos se interagem e com certeza aprende muito mais.
P2. Sim, a musica ajuda no desenvolvimento oral, na organização da fala e na
interação com os outros.
Conforme Mársico (1982, p.148) uma das:

[...] tarefas primordiais da escola é assegurar a igualdade de chances, para que


toda criança possa ter acesso à música e possa educar-se musicalmente,
qualquer que seja o ambiente sociocultural de que provenha.

As aulas em que se utilizam desse recurso devem ser feitas de forma a introduzir a
magia dos sons, permitindo as crianças a criação e a execução de atividades musicais de
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maneira lúdica e prazerosa. Nessas aulas os alunos podem construir instrumentos


musicais com materiais sucateados, desenvolvendo a coordenação motora enquanto se
descontraem cantando e se divertindo, além de ampliarem o vocabulário a música permite
o convívio social.
Na aprendizagem a música é muito importante devido ao fato de o aluno conhecê-la
desde cedo, se for bem trabalhada ela desenvolve o raciocínio, a criatividade e outros
dons e aptidões, por isso se torna um relevante recurso didático, devendo estar presente
cada vez mais nas salas de aula.
Caso a escola utilize a música em sala, qual tipo de musicas é cantada em sala?
P1. Cantigas de roda, e musicas infantis.
P2. Musicas Infantis, cantigas de rodas, e outras de acordo com o calendário
escolar.
Você observa se as crianças gostam de cantar as musicas trabalhadas?
P1. Sim.
P2. Sim, por meio das musicas percebemos o entusiasmo e interesse que envolve a
aprendizagem dos alunos.
A música no cotidiano escolar pode não somente ajudar as crianças no aprendizado,
mas também nos casos de crianças que tenham problemas de relacionamento ou
inibição, para isso é preciso aliar música e movimento, como exemplo, atividades de
dança que podem contribuir para a adaptação dessas crianças em seu meio escolar.
Distintas áreas do conhecimento podem ser estimuladas com a prática da
musicalização. Pois, ela atende diferentes aspectos do desenvolvimento humano: físico,
mental, social, emocional e espiritual, podendo a música ser considerada um agente
facilitador do processo educacional. A escola deve procurar usar desse meio para
sensibilizar as crianças na construção de seus saberes.
Atualmente se faz necessário que os profissionais da educação infantil procurem
fazer um estudo abrangente sobre as necessidades de sua turma e levar em conta a
sociedade na qual está inserida para que possa repensar sua prática pedagógica e se
enxergarem como pessoas capazes de construir conhecimento e passá-lo da melhor
forma possível.

Para que a aprendizagem da música possa ser fundamental na formação de


cidadãos é necessário que todos tenham a oportunidade de participar ativamente
como ouvintes, intérpretes, compositores e improvisadores, dentro e fora da sala
de aula. Envolvendo pessoas de fora no enriquecimento do ensino e promovendo
interação com os grupos musicais e artísticos das localidades, a escola pode
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contribuir para que os alunos se tornem ouvintes sensíveis, amadores talentosos


ou músicos profissionais. (BRASIL, 1997, p. 77).

A música quando trabalhada desde cedo no contexto escolar das crianças ajuda de
maneira lúdica e prazerosa o aprendizado e o trabalho em equipe, pois as crianças
aprendem a ser mais sociáveis. Nesse sentido faz-se necessária a sensibilização dos
educadores para despertar a conscientização quanto às possibilidades de a música
favorecer o bem-estar e o crescimento do saber dos alunos, pois ela fala diretamente ao
corpo, à mente e às emoções.
A inserção do lúdico na educação infantil vai além de estabelecer e implantar
currículos ou aplicá-los para as crianças sem nenhum recurso que chame sua atenção,
isso implica numa renovação da formação continuada do professor e na sua sede por
mudanças e práticas educacionais que facilitem a absolvição e acomodação da
aprendizagem. Para Bréscia (2003, p.81): [...] o aprendizado de musica, além de
favorecer o desenvolvimento afetivo da criança, amplia a atividade cerebral, melhora o
desempenho escolar dos alunos e contribui para integrar socialmente o indivíduo.
Considero afirmar que as aulas de música devem ser feitas de maneira a introduzir o
mundo mágico dos sons, as atividades de criação e execução musical permitem de forma
lúdica a construção de conceitos associados ao saber musical. Nas aulas de música,
cantando, desenvolvendo a coordenação motora, através de gestos e confeccionando
instrumentos musicais, os alunos ampliam seu vocabulário, desenvolvem ritmo através
das diversas formas de expressão musical e desenvolve ainda mais o convívio social de
cada indivíduo.
Percebe-se através deste estudo que as diversas áreas do conhecimento podem ser
estimuladas com a práxis musicalização. Pois, só assim pode-se atender aos diferentes
aspectos do desenvolvimento humano: físico, mental, social, emocional e espiritual,
podendo a música ser considerada um agente facilitador do processo educacional. A
escola deve procurar usar desse recurso para sensibilizar as crianças na construção de
seus saberes.
Diante dos dados obtidos em minhas observações concluímos que a música não é
utilizada de forma significativa para que possa contribuir com o desenvolvimento e
aprendizagem da criança, já que as práticas utilizadas pela professora com relação à
música não seguem um planejamento, nem um objetivo específico, além de não irem ao
encontro de seus discursos sobre o tema.
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Entre outros fatores que contribuíram para chegarmos a essas considerações


podemos citar algumas ausências nas práticas pedagógicas, como por exemplo,
atividades e brincadeiras musicais sem uma meta a alcançar, que muitas vezes começam
e não terminam repetitivas e que se tornavam ações mecânicas realizadas pelos alunos
sem que estes entendessem o sentido de tais atividades. Porém, outro fato que
observamos é que existe um despreparo da educadora.
A música quando trabalhada desde cedo no contexto escolar das crianças ajuda de
maneira lúdica e prazerosa o aprendizado e o trabalho em equipe, pois elas aprendem a
ser mais sociáveis. Nesse sentido faz-se necessária a sensibilização dos educadores
para despertar a conscientização quanto às possibilidades da música para favorecer o
bem-estar e o crescimento do saber dos alunos, pois ela fala diretamente ao corpo, à
mente e às emoções.

4.2 ESTÁGIO II - ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

A música é uma das formas de comunicação mais presente na vida de todos os


seres humanos. É um elemento que sem sombra de dúvidas pode auxilia no
desenvolvimento educacional e social das pessoas, pois a mesma pode tratar de diversos
temas em suas letras, que poderão contribuir para debates e reflexões dentro ou fora das
salas de aula. Daí a sua importância enquanto expressão de comunicação pois oportuniza
uma melhor compreensão a cerca de diversos assuntos.
O ensino da música como disciplina inserida no currículo da escola fundamental
apresenta-se hoje como uma área de conhecimento onde a diversidade de funções e a
variedade de abordagens impede a construção de uma prática educativa democrática,
abrangente e formativa.
Diante da realidade brasileira, a educação musical a nível de ensino fundamental
não apresenta uma característica própria, um direcionamento que lhe dê a identidade de
saber escolar, com possibilidades de acesso irrestrito à prática musical, onde se articulam
experiências adquiridas tanto fora quanto dentro do sistema escolar de ensino. A
educação musical requer novas propostas, novas possibilidades de intervenção
educativa, pois é nessa fase da escolaridade que se dá a formação e o desenvolvimento
de habilidades importantes para o desempenho futuro do indivíduo.
Nas atividades propostas, obtive experiência que irão somar não somente a
formação como professor, mas também como pessoa. Cada dia é uma nova descoberta,
20

a cada atividade que colocávamos em prática, podíamos tentar entender as facilidades e


dificuldades apresentadas pelos alunos.
No início das aulas, seguia a rotina da sala, fazendo oração, cantávamos uma
música, leitura dos cartazes e depois lia um livro, com uma história pequena e sempre
que os alunos traziam outros livros ou gibis, também era lido para que incentivassem a
leitura.
Cantamos várias músicas com eles, destacamos uma “fui à casa de minha tia”.
Em que as crianças cantavam e faziam gestos. No RCN, volume 3, diz: O gesto e o
movimento corporal estão intimamente ligados e conectados ao trabalho musical. A
realização musical implica, tanto em gesto como em movimento, porque o som é também,
gesto e movimento vibratório, e o corpo traduz em movimento os diferentes sons que
percebe. (RCN, vol. 3, 1998, p.61).
A música deixa a criança mais solta, mexe com todos seus movimentos corporais,
através dos gestos que vão fazendo conforme a letra ou o som que a música pede ou faz.
Estimula a socialização entre as crianças e até mesmo a timidez é controlada. Alguns
ficavam constrangidos em fazerem os gestos da música, mas podia perceber em seus
rostos um ar de contentamento em ver os colegas fazerem.
Na leitura, os alunos prestavam atenção se interagindo cada vez que, fazíamos
algum gesto ou mudando a voz e mostrando a gravura do desenho da história. Desta
forma Craidy (1998, p. 43) “[...] mesmo a visualização destes elementos através de livros,
de figuras [...] geralmente despertam e captam a atenção e o interesse das crianças”.
Contar uma história, não e somente abrir o livro e ler, é necessário envolver a
criança na história contada, fazer com que ela viva aquele momento, imagine os
personagens, em seguida você mostra para ela a ilustração contada. Trabalhamos várias
formas de ditados como: ditados mágico em que eram preparadas palavras e colocadas
em uma caixa, para que eles mesmos sorteassem e lessem para os colegas copiarem.
Quando tinham dificuldade na leitura auxiliávamos, ditados com gravura que era sorteado
o desenho para que copiassem a palavra e ditados falando as palavras a serem copiadas.
Ao término desse estágio, podemos perceber que ensinar nos anos iniciais do
ensino fundamental é uma fase muito significativa para a criança e por isso deve ser
trabalhada com seriedade, pois é o começo de sua vida de aprendizagem escolar.
Os professores de alfabetização devem ser qualificados e bem preparados para
desenvolverem um trabalho de qualidade. As crianças são carinhosas, atenciosas e
carentes de afeto, pois seus pais trabalham e o tempo dedicado a elas muitas vezes são
21

poucos, essa realidade vivida na prática é uma experiência única, e também uma
responsabilidade muito grande, mas ao mesmo tempo muito gratificante.
As atividades de musicalização favorecem a inclusão de crianças portadoras de
necessidades especiais. Pelo seu caráter lúdico e de livre expressão, não apresentam
pressões nem cobranças de resultados, são uma forma de aliviar e relaxar a criança,
auxiliando na desinibição, contribuindo para o envolvimento social, despertando noções
de respeito e consideração pelo outro, e abrindo espaço para outras aprendizagens.
A presença da música na educação auxilia a percepção, estimula a memória e a
inteligência, relacionando-se ainda com habilidades lingüísticas e lógico-matemáticas ao
desenvolver procedimentos que ajudam o educando a se reconhecer e a se orientar
melhor no mundo. Além disso, a música também vem sendo utilizada como fator de bem
estar no trabalho e em diversas atividades terapêuticas, como elemento auxiliar na
manutenção e recuperação da saúde.
O estágio foi feito no 2º ano, e isso nos mostrou a grande responsabilidade, que
tem o alfabetizador na vida de um futuro leitor/escritor. As facilidades e dificuldades
identificadas e discutidas com a professora são frutos de processos anteriores.
Podemos afirmar que a inserção da música no universo escolar possibilita uma
educação integral. Além de renovar o processo de ensino aprendizagem a música se
constitui como um elemento de grande importância contribuindo de forma significativa no
desenvolvimento das práticas educativas para o ensino fundamental.

4.3 ESTÁGIO III - GESTÃO ESCOLAR

A busca por uma gestão escolar com princípios democráticos vem levando
gestores a refletirem a respeito de sua prática pedagógica, almejando construir um
ambiente democrático nas escolas e consequentemente uma gestão participativa que
evidencia a responsabilização de cunho eminentemente pedagógico. Pois a gestão
escolar não deve ter como foco apenas dimensão administrativa da escola, mas
principalmente a gestão pedagógica, em que o gestor também deve ser o gestor do
ensino - aprendizagem.
É necessário destacar que um dos grandes desafios postos no gerenciamento das
escolas, refere-se à busca de uma educação de qualidade, em que uma equipe gestora
comprometida e qualificada torna-se fundamental para garantir a qualidade das
aprendizagens.
22

O gestor educacional tem uma árdua tarefa de buscar o equilíbrio entre os


aspectos pedagógicos e administrativos, com a percepção que o primeiro constitui-se com
essencial e deve privilegiar a qualidade, por interferir diretamente no resultado da
formação dos alunos e o segundo deve dar condições necessárias para o
desenvolvimento pedagógico.
O ensino musical nas escolas é uma das áreas de conhecimento que mais precisa
da atenção de toda gestão escolar por possuir uma maneira de ensino mais complexa
que as matérias ditas “normais” como matemática, português entre outras. Para aulas de
música, o quadro branco utilizado para as disciplinas de matemática e português por
exemplo não é adequado para ministrar conteúdos musicais por não possuir
pentagramas, outro ponto a destacar é a sala, deve ser apropriada, possuir isolação
sonora e tomadas que funcionem.
É importante o gestor escolar está ciente do que é preciso quanto à estrutura física
para o ensino musical dentro de uma escola de ensino básico. Por isso a importância do
diálogo entre o professor de música, coordenador e diretor.
Os educadores, infelizmente não são consultados para opinarem quanto aos
aspectos pedagógicos que devem ser observados nas construções escolares (isso é
válido para qualquer disciplina). Dar apoio ao ensino musical não é apenas ir assistir as
apresentações nas datas comemorativas, pois cada recital necessita de uma produção na
qual é necessário apoio dos serviços gerais, como carregar cadeiras, estantes, caixas de
som, em fim, é preciso que toda a escola se programe e também divulgue eventos
musicais incentivando a comunidade ao gosto pela apreciação musical e valorizando de
certa forma o esforço dos alunos que vão a um palco.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que a música está ligada ao ser humano desde muito cedo e que sem
ela o mundo se tornaria vazio e sem espírito.
A musica é uma arte que vem sendo esquecida, mas que deve ser retomada nas
escolas, pois ela propicia ao aluno um aprendizado global, emotivo com o mundo. Na sala
de aula, ela poderá auxiliar de forma significativa na aprendizagem.
É necessário que os professores se reconheçam como sujeitos mediadores de
cultura dentro do processo educativo e que levem em conta a importância do aprendizado
23

das artes no desenvolvimento e formação das crianças como indivíduos produtores e


reprodutores de cultura. Só assim poderão procurar e reconhecer todos os meios que têm
em mãos para criar, à sua maneira, situações de aprendizagem que deem condições às
crianças de construir conhecimento sobre música e dança.
Enfim, a música é um instrumento facilitador do processo de ensino aprendizagem,
portanto deve ser possibilitado e incentivado o seu uso em sala de aula.
Por esse estudo, nota-se que a arte possui um conceito que pode variar de acordo
com a época, o autor, o lugar em que se desenvolve, pois ela faz parte da cultura e, como
tal, é dinâmica e diversificada. Esta esteve sempre presente na história do ser humano
desde a Antiguidade até os tempos modernos e pós-modernos, servindo a finalidades
diversas e se moldando ao longo dos tempos.
Conforme notado neste trabalho, a arte na educação ainda não ocupa uma posição
“privilegiada” enquanto área importante para a formação da criança. Percebe-se que,
apesar das muitas modificações sofridas, ainda continua sendo vista como diversão e não
como uma disciplina “séria”. Porém, vale ressaltar que o ensino de artes contribui com o
desenvolvimento da criatividade, criticidade, integração social, o raciocínio, a linguagem, a
fantasia, dentre outras. E dessa forma, nota-se o quanto é importante e até mesmo
necessária nos currículos da educação básica.
Ao falar em música pode-se perceber que esta se caracteriza como uma linguagem
universal, que faz parte da história da humanidade desde as mais antigas civilizações.
Ligando essa tão rica forma de comunicação à educação, verifica-se um enorme potencial
formador, pois com seu caráter interdisciplinar possibilita trabalhar com diversas áreas do
desenvolvimento humano. Por tal importância, sua inclusão aos currículos de educação
básica como disciplina obrigatória se põe a caminho, a fim de legitimar que essa prática
se faça presente nas escolas do Brasil.
Se tratando de música na educação infantil, nota-se que nesse contexto a mesma
se faz presente em muitos sentidos, mesmo porque, a criança relaciona-se com a música
de forma intensa e constante. Mas também ficou evidente o uso dessa linguagem como
um mero apoio na realização das atividades, em que, a partir de comandos, as crianças
realizam as tarefas cotidianas do ambiente escolar, desviando-se, dessa maneira, do real
objetivo do uso da música com as crianças, que é o de proporcionar uma forma prazerosa
de aprendizagem e contribuir com o seu desenvolvimento.
Portanto, muito embora esses procedimentos venham sendo lentamente
transformados, a linguagem musical ainda encontra muita dificuldade para se firmar no
24

contexto educacional enquanto uma ferramenta pedagógica importante no


desenvolvimento infantil, sendo muitas vezes utilizada como instrumento de reprodução e
não de criação e construção.
Entende-se, por meio desse trabalho, que a música proporciona o desenvolvimento
das habilidades e potencialidades dos alunos, pois trabalha com o corpo e com a mente,
além de também deixar o ambiente mais agradável produzindo um bem estar nas alunos
e no espaço escolar. Dessa maneira, é importante que os professores despertem a
conscientização para as várias possibilidades de se trabalhar a música na educação.
De maneira geral, como decorrência deste estudo, ratifica-se ainda mais a ideia de
que a música desempenha um papel de grande importância na educação Infantil, muito
embora ela ainda encontre dificuldades para se inserir nos currículos de educação básica
como uma disciplina formadora e não como um mero passatempo. Dificuldade essa que
vem sendo lentamente modificada, ao passo que já existe hoje uma lei que determina que
a música, dentro de até três anos, já faça parte da grade curricular das escolas
brasileiras. O que nos põe a caminho para um maior contato dos estudantes com a
linguagem musical, não com o intuito de formar futuros músicos, mas para que a escola
possa ser um espaço vivo, para o trabalho com essa rica linguagem.

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