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A GRAMÁTICA E SUAS IMPLICATURAS

Flavio Aurélio da Silva Brim


Profa Helena Cristina Lübke
Professora Tutora Externa: Adriana Prá
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Pedagogia (PED 6651) – Metodologia e Conteúdos Básicos de Língua Portuguesa
06/11/09

RESUMO

Nesse documento estaremos tratando sobre a língua portuguesa e suas implicações.


Descobriremos o quanto é importante o papel e postura do professor para que seus
alunos descubram a beleza dessa língua.

Palavras-chave: Gramática; Implicaturas; Língua Portuguesa.

1 INTRODUÇÃO

Temos tomado conhecimento de muitos alunos que desde seus primeiros contatos com a
língua português na sala de aula, ficaram traumatizados com a mesma.

Isso não precisa ser assim. Um bom professor, que tenha conhecimento da língua portuguesa
e que saiba transferir esses conhecimentos de forma apaixonada pra seus alunos, poderá mudar essa
realidade.

O professor da língua português precisa saber qual a distinção básica entre gramática e
gramática normativa.

Vejamos então quais os pontos principais que precisam ser observados pelos professores.

2 A GRAMÁTICA

Precisamos compreender que existem diversos conceitos: gramática, gramática normativa


e gramática descritiva.
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Todo falante de uma língua conhece naturalmente o funcionamento da mesma. Ele sabe
como essa língua se organiza num todo. Luke afirma que a criança desde cedo é,
surpreendentemente, um adulto lingüístico. Chamamos esse conceito de: gramática internalizada.
É o conjunto de regras que os falantes dominam intuitivamente.

Já os defensores da gramática normativa defendem o conceito de que existe apenas uma


forma certa de se utilizar a língua, todas as demais estão erradas.

Lübke (2007, p. 66) mostra a diferença entre a gramática e gramática normativa: “A


gramática normativa é compreendida como um manual de regras para o bom uso da língua, tais
regras devem ser seguidas pelos falantes para que possam escrever e ler corretamente.”

Existe também um outro conceito de gramática: Gramática Descritiva. O profissional


responsável pela gramática descritiva tem a responsabilidade de descrever a estrutura e o
funcionamento da língua mostrando como ela é utilizada pelos falantes.

3 PRINCIPAIS CONCEPÇÕES DE LINGUA

O problema não é o ensino da gramática normativa, mas o “como” essa gramática está sendo
ensinada pela escola, qual a concepção de língua que os professores de língua materna têm. Na
verdade, o purismo gramatical é incompatível com a plasticidade da língua – sempre em mutação.

Lübke (2007, p. 66) nos lembra que o professor precisa ter clareza sobre quais concepções
nortearão seu trabalho. O professor precisará oferecer ao aluno um trabalho de reflexão acerca dos
mecanismos internos que regem nossa língua.

Travaglia (2000) nos como professores a sempre ter em mente a seguinte pergunta: “Para
que se dá aula de uma língua para seus falantes?”

Ao darmos aula precisamos desenvolver a competência comunicativa dos usuários da


língua. Precisamos levar o aluno a dominar a norma culta ou língua padrão e ensinar a variedade
escrita da língua. Precisamos ensinar o aluno a pensar, a raciocinar, a refletir, a pensar
cientificamente.
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Uma vez o professor tendo clareza sobre as diferentes concepções da língua, ele pode
repensar seu trabalho em sala de aula. O professor precisa ver a linguagem como expressão do
pensamento, como instrumento de comunicação e como forma ou processo de interação.
Precisamos fazer com que nossas aulas de português sejam mais produtivas e dinâmicas.

Finalmente vale destacar que a língua não é usada de modo homogêneo por todos os seus
falantes. O uso de uma língua varia de época para época, de região para região, de classe social para
classe social e assim por diante.

4. A DIVERSIDADE LINGUÍSTICA

Como professores da língua precisamos lembrar que dentro do nosso país existe uma
diversidade lingüística. Bagno (2006. P.52) afirma que “em toda língua do mundo existe um
fenômeno chamado variação, isto é, nenhuma língua é falada do mesmo jeito em todos os lugares,
assim como nem todas as pessoas falam a própria língua de modo idêntico”.

Existem fatores regionais, culturais, contextuais e naturais.

Percebendo que a língua não é homogênea ao apresentar numerosas variações e diferentes


registros, Terra (1997) destaca níveis diferentes de fala: coloquial-popular; formal-culto; técnico e
artístico.

Existe também diferença entre a língua falada e a língua escrita.

5 CONCLUSÃO

Quantos alunos foram traumatizados por seus professores eu tentarem derramar sobre eles
regras e mais regras da língua portuguesa.

Para um aluno ter prazer na língua portuguesa dependerá muito do seu professor. Conforme
o aluno for vendo a admira do seu professor pela língua portuguesa, certamente isso irá influenciá-
lo de forma positiva.

O professor da língua portuguesa precisará lembrar que:


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- O aluno quando chega na escola já vem com um conhecimento da língua
portuguesa ensinado por seus pais e contexto social.

- Existem fatores regionais, culturais, contextuais e naturais que influenciaram


esse aprendizado.

- Existem diferentes níveis da fala.

- Existe uma variação da língua em todo território nacional.

Com certeza esse professor dará aulas criativas o que certamente empolgará os alunos
tirando criando uma agradável expectativa em torno de suas aulas.

Os alunos também aprenderão gostar da língua portuguesa à medida que o professor estiver
preocupado em ensinar de forma prática para o dia-a-dia do aluno.

6 REFERÊNCIAS

BAGNO, Marcos. Preconceito Lingüístico. São Paulo: Loyola, 2006.

TERRA, E. Linguagem língua e fala. São Paulo: Scipione, 1997.

TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DE


GRAMÁTICA NO 1º E 2º. GRAUS. São Paulo: Cortez, 2000.