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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

Faculdade de Economia

Informática

Prática de composição de documentos

Fitoterapia
ERVAS QUE DÃO SAÚDE

Maputo, de Março de 2019


Faculdade de Economia Curso de ….

Tabela de Conteúdos

Capitulo I............................................................................................................... 1

1 Breve introdução à história de ervas............................................................... 1

1.1 Ervas são seguras, confiáveis, e sem efeitos colaterais ......................................... 1

1.2 Uso de ervas medicinais na Mesopotâmia ............................................................ 2

1.3 Uso de ervas medicinais no Egipto ....................................................................... 2

1.4 Uso de ervas medicinais na China......................................................................... 3

1.5 Uso de ervas medicinais na India .......................................................................... 3

1.6 Uso de ervas medicinais na Grécia ....................................................................... 4

1.7 Uso de ervas medicinais em Roma ....................................................................... 5

1.8 Uso de ervas medicinais na Europa....................................................................... 6

1.9 Uso de ervas medicinais na América .................................................................... 7

1.10 Uso de ervas medicinais na América do Sul ..................................................... 8

1.11 Uso de ervas medicinais em África, Austrália,e no Pacífico Sul ...................... 9

1.12 Uso de ervas na era moderna ........................................................................... 10

1.13 Uso de ervas por animais ................................................................................. 11

1.14 Exportações e os principais países exportadores ............................................. 12

Capitulo II ........................................................................................................... 15

2 Ervas ou plantas herbáceas ........................................................................... 15

2.1 Critérios de classificação de vegetais .................................................................. 15

2.2 Camomile (chamomili) ....................................................................................... 15

2.2.1 Lendas e Mitos da Camomila ........................................................................ 16

2.3 Mint or Spearmint (menta or diosmos) ............................................................... 16

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2.3.1 Lendas e Mitos da hortelã.............................................................................. 17

2.4 Oregano (rigani) .................................................................................................. 17

2.4.1 Lendas e mitos de orégano ............................................................................ 18

2.5 Sálvia - Sage (faskomilo) .................................................................................... 19

2.5.1 Lendas e Mitos da Sálvia ............................................................................... 19

2.6 Manjericão - Basil (vassiliko) ............................................................................. 20

2.6.1 Lendas e mitos de manjericão ....................................................................... 21

2.7 Tomilho - Thyme (Thimari) ................................................................................ 21

2.7.1 Lendas e mitos de Tomilho ........................................................................... 22

2.8 Alecrim - Rosemary (Dentrolivano) ................................................................... 22

2.8.1 Lendas e mitos de Alecrim ............................................................................ 23

2.9 Endro, Aneto - Dill (Anithos) ............................................................................. 23

2.9.1 Lendas e mitos de Endro ............................................................................... 24

2.10 Anis ou erva doce - Fennel (amaratho): .......................................................... 24

2.10.1 Lendas e mitos de erva-doce ....................................................................... 25

2.11 Celeriac (Selino) .............................................................................................. 25

2.11.1 Lendas e mitos do Aipo ............................................................................... 26

2.12 Salsa - Parsley (Maidanos) .............................................................................. 27

2.12.1 Lendas e mitos de Salsa ............................................................................... 28

2.13 Coentro - Coriander (Coliandro) ..................................................................... 29

2.14 Folhas de louro - Bayleaves (Dafni): ............................................................... 30

2.14.1 Lendas e mitos de folhas de louro ............................................................... 31

Capitulo III .......................................................................................................... 32

3 Aplicações medicinais .................................................................................. 32

3.1 Camomile (hamomili) ......................................................................................... 32

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3.2 Hortelã - Mint or Spearmint (menta or diosmos) ................................................ 32

3.3 Orégano - Oregano (rigani) ................................................................................. 33

3.4 Sálvia - Sage (faskomilo) .................................................................................... 33

3.5 Manjericão - Basil (vassiliko) ............................................................................. 33

3.6 Tomilho - Thyme (Thimari) ................................................................................ 34

3.7 Alecrim - Rosemary (Dentrolivano) ................................................................... 34

3.8 Endro – Aneto -Dill (Anithos) ............................................................................ 34

3.9 Erva doce - Fennel (amaratho) ............................................................................ 35

3.10 Aipo -Celeriac (Selino) .................................................................................... 35

3.11 Salsa - Flat-leaved parsley (Maidanos) ........................................................... 36

3.12 Coentro - Coriander (Coliandro) ..................................................................... 36

3.13 Folhas de louro - Bay leaves (Dafni) ............................................................... 36

Capitulo IV .......................................................................................................... 38

4 Conclusões e Recomendações ...................................................................... 38

4.1 Chá ...................................................................................................................... 38

4.1.1 Dosagem ........................................................................................................ 39

4.1.2 Recomendações ............................................................................................. 39

4.2 Sumos .................................................................................................................. 40

4.2.1 Dosagem ........................................................................................................ 40

4.2.2 Recomendações ............................................................................................. 40

4.3 Saladas e Sopas ................................................................................................... 40

4.3.1 Dosagem ........................................................................................................ 40

4.3.2 Recomendações ............................................................................................. 41

4.4 Xaropes................................................................................................................ 41

4.4.1 Dosagem ........................................................................................................ 41

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4.4.2 Recomendações ............................................................................................. 41

4.5 Banhos ................................................................................................................. 41

4.5.1 Dosagem ........................................................................................................ 42

4.5.2 Recomendações ............................................................................................. 42

4.6 Cataplasmas ......................................................................................................... 42

4.6.1 Dosagem ........................................................................................................ 42

4.6.2 Recomendações ............................................................................................. 42

4.7 Unguentos............................................................................................................ 42

4.7.1 Dosagem ........................................................................................................ 43

4.7.2 Recomendações ............................................................................................. 43

4.8 Azeites ................................................................................................................. 43

4.8.1 Dosagem ........................................................................................................ 43

4.8.2 Recomendações ............................................................................................. 43

Bibliografia ......................................................................................................... 44

Anexos ................................................................................................................ 45

Anexo A .............................................................................................................. 46

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Lista de Figuras de ervas

Erva 1-1 Ervas que produzem semente ............................................................................. 1

Erva 1-2 Ervas medicinais ................................................................................................. 2

Erva 1-3 a) Aloe b) Sementes de cominho c) papoula ................................................... 3

Erva1-4 Ginseng.................................................................................................................. 3

Erva 1-5 Madrake............................................................................................................... 5

Erva 1-6 Echinaceanativa ou flor Cone ............................................................................. 8

Erva 1-7 Unha de Gato ....................................................................................................... 9

Erva 1-8 Melaleucaalternifolia ........................................................................................ 10

Erva 2-1Camomile ........................................................................................................... 16

Erva 2-2 Hortelã ............................................................................................................... 17

Erva 2-3 Orégano ............................................................................................................. 18

Erva 2-4 Sálvia - Sage ..................................................................................................... 19

Erva 2-5 Manjericão ......................................................................................................... 20

Erva 2-6a) Erva de Tomilho –Thyme b) sementes de tomilho ........................................ 21

Erva 2-7 a) Alecrim - Rosemary b) Ruirlanda de alecrim ...................... 22

Erva 2-8Dill ...................................................................................................................... 23

Erva 2-9Fennel- Erva doce ou anis .................................................................................. 25

Erva 2-10Celeriac (Aipo) ................................................................................................. 26

Erva 2-11 Salsa - Parsley ................................................................................................. 28

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Erva 2-12 Coentro Coriander ........................................................................................... 30

Erva 2-13Folhas de louro - Bayleaves ............................................................................. 31

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Lista de Figuras

Figura 1-1Sandalo .............................................................................................................. 4

Figura 1-2 Chá de boldo, de menta, hortelã, camomila, erva-doce, etc ............................. 5

Figura 1-3Doctrina de assinaturas ...................................................................................... 7

Figura 1-4Fitoterapia misturada commagia e superstição ............................................... 10

Figura 1-5 Elefantes a pastar ............................................................................................ 11

Lista de Gráficos

Gráfico 1-1 Principais exportadores de ervas e especiarias ............................................. 12

Lista de Tabelas

Tabela 1-1 Principais produtores e exportadores ............................................................. 13

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Tronco Comum

Capitulo I

1 Breve introdução à história de ervas1

1.1 Ervas são seguras, confiáveis, e sem efeitos colaterais

Ervas têm estado connosco desde o início dos tempos. O homem tem usado ervas para tratar
doenças por milhares de anos. Muitos estudos científicos estão sendo feitos com a pesquisa
moderna seguindo o exemplo do antigo folclore e usos de ervas para ajudar a encontrara nova
medicina ocidental.

A maioria da população mundial continua a usar ervas para o benefício de seus corpos, porque as
ervas são segura se extremamente confiáveis, sem efeitos colaterais. Eles colocaram o corpo em
sintonia com a natureza conforme o plano de Deus.

A Bíblia diz-nos muitas vezes para usar ervas para os benefícios de saúde do corpo. No livro de
Génesis, Gen 1:29, Deus diz-nos: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente,
as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê
semente; ser-vos-ão para mantimento2, ver Erva 1-1.

Erva 1-1 Ervas que produzem semente


Fonte: http://4.bp.blogspot.com/_xp2MIsK98h8/TIe27_EPFbI/AAAAAAAABI0/-ps8JBdNpqI/s1600/herb-gardens%5B1%5D.jpg

1
http://www.huntingtonbotanical.org/Rose/Subrosa/43/herbs.htm
2
Biblia Traduzida Por João Ferreira De Almeida - http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/biblia.pdf

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Em Ezequiel, Eze 47:12, o Senhor diz: E junto do rio, à sua margem, de uma e de outra banda,
nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer. Não murchará a sua folha, nem faltará o
seu fruto. Nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário. O seu
fruto servirá de alimento e a sua folha de remédio, ver Erva 1-2.

Erva 1-2 Ervas medicinais


Fonte: http://www.anh-europe.org/files/images/Herbs%20and%20mortar%20and%20pestle.jpg
http://creativebeautyhealth.com/wp-content/uploads/medicinal-and-culinary-herbs1.jpg

1.2 Uso de ervas medicinais na Mesopotâmia

O Médio Oriente é conhecido como o berço da civilização e muitas plantas que hoje cultivamos
como culturas foram domesticadas nesta região. O primeiro registo escrito de ervas utilizadas
como medicamentos foi feito mais de cinco mil anos atrás pelos sumérios, na Mesopotâmia
antiga (actual Iraque). Prescrições sumérias para a cura com ervas, como cominho(Carumcarvi)e
tomilho (Thymusvulgaris) foram encontradas por arqueólogos em tábuas de barro. Por voltada
mesma época, e talvez um pouco mais cedo, as tradições de ervas estavam sendo desenvolvidas
na China e na Índia. Várias ervas também são registadas na Bíblia, que remonta pelo menos à
1500aC. Assurbanipal, Rei de Nínive, registou 250 ervas em mais de cem quadros de mármore
cuneiformes cerca de668-626 aC.

1.3 Uso de ervas medicinais no Egipto

Os antigos egípcios eram altamente habilitados no uso de ervas. O EbersPapyus, um antigo texto
escrito em1500 aC, contém referências a mais de 700remédios fitoterápicos, incluindo ervas
como alo e, sementes de cominho, papoula, e alho.
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Tronco Comum

Erva 1-3 a) Aloe b) Sementes de cominho c) papoula

Fonte:a)http://www.spicesmedicinalherbs.com/img/aloe-vera.jpg, b)
http://www.boopols.com/Members/100106/caraway_orig.JPG , c) http://www.lastrp.com/wp-
content/uploads/2012/11/poppy.jpg

1.4 Uso de ervas medicinais na China

Os chineses usam ervas há 5000 anos. Há um texto médico chinês, escrito em 2700AC, contendo
13 prescrições de ervas. Os chineses são conhecidos pelo seu conhecimento e uso de ginseng.
Muitos chineses acreditam que o uso regular desta erva prolonga a vida.

Erva1-4 Ginseng
Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-N-QzglauRnA/TdzFkl3RvsI/AAAAAAAAD8w/kl1DQhUo6Og/s1600/ginseng.gif

1.5 Uso de ervas medicinais na India

A cultura e a filosofia da Índia tiveram um impacto profundo no Ocidente nas últimas décadas.
Yoga e a medicina chamada Ayurveda incorporam conceitos de cuidados corpo mente, que
inclui filosofias espirituais que transcendem a ortodoxia religiosa. Ayurveda, que traduzido
significa "ciência da vida", é semelhante a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) na medida em

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que constitui uma aplicação prática de conceitos filosóficos universais baseados em energia da
vida universal, que, no TCM, é chamada de "qi", e em Ayurveda, "prana". Ambos os sistemas
existem há mais de 5000anos, com Ayurveda, de acordo com registo em antigos textos védicos,
sendo praticados antes de 4000B.Ccomo o mais velho. Já em 800 a Cum escritor indiano
conhecia 500 plantas medicinais e outrosabia760, isto é, todas as plantas indígenas da Índia. A
“fitoterapia3” indiano ou Ayurveda ainda hoje é praticado, e muitas autênticas formulações
tradicionais estão disponíveis fora da Índia. Algumas ervas são utilizadas, Sândalo (álbum
Santalum), neem (Azadirachta) e canela (Cinnamomumverum).

Figura 1-1Sandalo
Fonte: http://raxacollective.files.wordpress.com/2012/09/img_1329.jpg

1.6 Uso de ervas medicinais na Grécia

Hipócritas, "o pai da literatura médica", como ele é chamado, foi tão longe como sabemos o
primeiro homem a praticar a medicina como uma arte. Hipócritas acreditava e ensinava que na
natureza havia força para curar doenças. Frequentemente, Hipócritas utilizava dieta e ervas como
a base do tratamento.

3
Fitoterapia (do grego therapeia = tratamento e phyton = vegetal) é o estudo das plantas medicinais e suas
aplicações na cura das doenças. Ela surgiu independentemente na maioria dos povos.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fitoterapiaacessado no dia 2 de Março de 2013

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Figura 1-2 Chá de boldo, de menta, hortelã, camomila, erva-doce, etc

Fonte: http://4.bp.blogspot.com/-
TxKGiiV8qyg/Tu6viCpn6EI/AAAAAAAAB8U/ZyYvQkcpm_A/s1600/Ch%25C3%25A1-3.jpg

1.7 Uso de ervas medicinais em Roma


A herança médica do antigo Egipto passou para a Grécia, depois para Roma. O império romano
usou, extensivamente, remédios à base de plantas. A erva Mandrake foi usada na época romana
como um anestésico.

Erva 1-5 Madrake


Fonte: http://donsmaps.com/images8/mandrake.jpg e http://mybyzantine.files.wordpress.com/2010/05/mandragora.jpg

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1.8 Uso de ervas medicinais na Europa

Durante a Idade Média, o conhecimento de plantas medicinais foi favorecido por monges na
Europa que estudaram e cultivaram plantas medicinais e traduziram as obras árabes sobre
fitoterapia. "A doutrina das assinaturas4" é um conceito encontrado em muitas plantas que deu
dicas para ouso como medicamento, como a seiva vermelha de uma planta é boa para o sangue.
Os boticários ainda usam obras de Hipócrates e Aristóteles. Já em800 dC. As plantas medicinais
eram cultivadas de acordo com normas padronizadas em Mosteiros na Europa central. Ervas
famosas (muitas vezes lindamente ilustradas) que trouxeram o conhecimento de plantas
medicinais para as pessoas comuns eram muito importantes, e a Biblioteca Huntington tem uma
colecção maravilhosa de algumas ervas. Muito do nosso conhecimento deus os culinários e
medicinais vem dessas obras.

4
A Doutrina das Assinaturas afirma que todas as frutas e vegetais tem um certo padrão que se assemelha a um
órgão do corpo, e que este padrão funciona como um sinal ou assinatura do benefício que a fruta ou vegetal tem
para nós. A ciência moderna confirma que a "Doutrina das Assinaturas" é incrivelmente
precisa.http://enaellux.blogspot.com/2012/12/a-doutrina-das-assinaturas-ancient.html

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Figura 1-3 Doctrina de assinaturas


Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-H8IfoxAwDzI/UGgH-r2zz4I/AAAAAAAABAU/LUyXam9aIzo/s640/Doctrine-of-
Food-Signatures_11x17OPT.jpg

1.9 Uso de ervas medicinais na América

Quando os primeiros europeus foram para a América, eles descobriram que índios americanos
tinham amplo conhecimento das ervas que cresceram no seu continente. A tradição de cura dos
nativos americanos, como o de muitas culturas, é baseada em uma crença de um mundo
espiritual invisível. Este tipo de tradição é conhecida como xamanismo. Um sacerdote, ou xamã,
que se acreditava ter uma influência única sobre o mundo espiritual ,usava magia junto com
ervas medicinais para curar os doentes. Os colonizadores europeus tinham um grande respeito
pela sabedoria de ervas dos índios americanos e utilizaram amplamente os seus conhecimentos.
Quando Lewis e Clark fizeram a sua famosa expedição a oeste do rio Mississippi, um de seus
objectivos era aprender o máximo possível dos nativos americanos sobre as suas ervas benéficas.
A Echinaceanativa ou flor Cone (Echinaceapurpurea) pensa-se que é boa para o sistema
imunológico.

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Erva 1-6 Echinaceanativa ou flor Cone


Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-IWNtjrM55d0/UDKHkpTqs-
I/AAAAAAAAK5A/KHlJtK5cEA0/s1600/Echinacea-Extract-Polyphenol-4-0-UV-Chicoric-Acid-4-0-.jpg

1.10 Uso de ervas medicinais na América do Sul

Os nativos de América Central e América do Sul também têm amplo conhecimento das ervas
indígenas das suas áreas. Conhecemos muitas ervas, como resultado de suas tradições, incluindo
casca peruana, (Cinchonapubescens) usada para malária e de unha de Gato ou erva garra do gato
(Uncariatomentosa). Esta ervada Matado Peru tornou-se muito popular nos Estados Unidos como
um imuno-estimulante.

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Erva 1-7 Unha de Gato


Fonte: http://www.lionheartherbs.com/wp-content/uploads/2012/09/herbs-cats-claw.jpg e
http://www.biotherapy-center.com/images/cats_claw.gif

1.11 Uso de ervas medicinais em África, Austrália,e no Pacífico Sul

Em todas as partes do mundo onde os seres humanos viveram, desenvolveram um conjunto de


conhecimentos de ervas. A partir de Africanos nativos descobrimos a erva Aloevera (Aloeferox).

Dos Aborígenes australianos descobrimos óleo da árvore do chá das folhas da árvore de
Melaleuca (Melaleucaalternifolia), que foi utilizado por soldados britânicos durante a Segunda
Guerra Mundial como um anti-séptico para feridas.

Dos nativos do Pacífico Sul descobrimos Noni (Morindacitrifolia), que provou ter muitos
benefícios à saúde, incluindo a estimulação do sistema imunológico (imuno-estimulante) e
kavakava (Pipermethysticum), que ajuda a promover o relaxamento sem entorpecer os sentidos.

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Erva 1-8 Melaleucaalternifolia


Fonte: http://sfrc.ufl.edu/4h/melaleuca/meltree.jpg e

http://4.bp.blogspot.com/-k9PNFftmCYk/TtowVucr-sI/AAAAAAAADjk/1fYO1jHOpp4/s1600/Melaleuca_linariifolia.jpg

1.12 Uso de ervas na era moderna

Naquele tempo, fitoterapia, como a vida em geral,foi misturada commagia e


superstição.Hoje,com os nossosmétodos científicospodemos determinar o queé superstiçãoe o
que éfacto.Muitaservas usadas tradicionalmentetêm sidopostas à provacientíficae muitosjá
provarampossuirnotáveispoderes curativos.Esta éuma das razões parao interesse renovadoem
fitoterapiaque estamosvendo hoje.As ervas sãomuitas vezesprovando seralternativaseficazes e
segurasparadrogas perigosase caras.Hoje, realmente,temos o melhor dosdois mundos.E não
estamos limitadosàs ervasque são encontradasna nossa região, pois agora temos acesso a plantas
de todo o mundo.

Figura 1-4Fitoterapia misturada commagia e superstição


Fonte: http://www.motherofthemoon.co.uk/ekmps/shops/moonraven/images/chronicles-of-magic-
healing-magic-by-cassandra-eason-51-p.jpg

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1.13 Uso de ervas por animais

Animais aprenderam instintivamente muito cedo a usar plantas diferentes para asua própria cura
e fortalecimento. O uso de ervas por seres humanos tem sido documentado em todas as grandes
civilizações antigas. Primeiras ervas foram descobertas por tentativa e erro. Houve experiências
amargas que ensinava mas pessoas que algumas ervas são tóxicas e outras felizes que mostraram
ervas com propriedades terapêuticas e de fortalecimento.

Figura 1-5 Elefantes a pastar


Fonte: a) http://thumbs.dreamstime.com/thumblarge_411/1245483817OL5E95.jpg, b)
http://farm4.staticflickr.com/3441/3708506525_5c7d3e9a25_z.jpg?zz=1

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1.14 Exportações e os principais países exportadores

Uma grande parte de especiarias e ervas colhidas em todo o mundo são processados
e consumidos internamente.

Estatísticas de exportação de especiarias secas e ervas fornecem apenas uma indicação


aproximada do comércio de exportação; o comércio real envolve uma quantidade muito grande
de produtos individuais vendidos em diferentes formas, e classificados ou agregados
diferentemente de país para país.

O valor das exportações mundiais de especiarias e ervas flutua, reflectindo flutuações no


preço unitário dependendo do excesso ou deficit da oferta. De acordo com dados das Nações
Unidas, as exportações a granel de ervas e especiarias aumentaram de 2.44 Biliões de USD em
1998 para 2.77 biliões de USD em 2000, e desceram para 2,45 bilhões de USD em 2002 e
voltaram a subir para 2,67 bilhões de USD em 2003.

A exportação de especiarias e ervas está concentrada: apesar de um grande número de países


estar a exportar pequenas quantidades de especiarias e ervas, depois de retirar o trânsito e re-
exportação, destacam-se oito países responsáveis por 80% das exportações mundiais (ver o
Gráfico 1-1 e
Tabela 1-1). China emergiu como um grande exportador de especiarias menos de 10 anos atrás,
devido ao seu custo competitividade em pimentões, cássia e gengibre.

Principais exportadores de ervas e


India especiarias
13%
Indonesia
Guatemala 13%
7% Madagascar
Brazil 14%
7%
Viet Nam
6% China
Sri Lanka
5% Others 15%
20%

Gráfico 1-1 Principais exportadores de ervas e especiarias

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Fonte: FAOSTAT, UNSO 2005

Tabela 1-1 Principais produtores e exportadores

Artigos Principais países produtores Principais países exportadores


Produção Toneladas % Exportação Ton %
Pimenta Viet Nam – 86633 24.1 Viet Nam – 69833 23.9
Indonesia – 65300 18.2 Indonesia – 56064 19.2
India – 51000 14.2 Brazil – 38059 13.0
Malaysia – 22667 6.3 Malaysia – 22241 7.6
China – 21347 5.9 India – 18675 6.4
Sri Lanka – 17787 4.9 Sri Lanka – 5584 1.9
Thailand – 9467 2.6 EU 15 – 5251 1.8
Outros – 85380 23.8 China – 4177 1.5
Mundo- 359581 100 USA – 3728 1.3
Outros– 68156 23.4
Mundo - 291768 100
China – 11363865 48.9 Mexico – 369877 23.3
Mexico – 1830587 7.9 EU 15 – 136168 8.6
Piri-piri Turkey – 1776667 7.6 USA – 88206 5.6
Spain – 1018795 4.4 Turkey – 44396 2.8
USA – 926217 4.0 Canada – 41388 2.6
Nigeria – 720000 3.1 Outros – 908164 57.2
Indonesia – 605615 2.6 Mundo - 1588199 100
Outros – 4988326 21.5
Mundo - 23230072 100

Vanilla Madagascar – 3332 43.8 Madagascar – 864 20.2


Indonesia – 2630 34.5 Papua New Guinea – 355 8.3
Comoros – 137 1.8 USA – 292 6.8
Uganda – 70 0.9 EU 15 – 282 6.6
Outros – 1446 19 Indonesia – 161 3.8
Mundo - 7615 100 India – 161 3.8
Mexico – 159 3.7
Outros – 2013 47.0
Mundo - 4287 100

Canela Indonesia – 60033 47.2 China – 33261 34.4


China – 46333 36.5 Indonesia – 31002 32.1
Sri Lanka – 12980 10.2 Sri Lanka – 10783 11.2
Madagascar - 1500 1.2 Viet Nam – 4645 4.8
Outros – 6252 4.9 Brazil – 1814 1.9
Mundo – 127098 100 India – 1405 1.5
Outros – 13726 14.6
Mundo - 96636 100

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Disciplina de Informática

Principais países produtores Principais países exportadores


Artigos
Produção Toneladas % Exportação Ton %
Cravos da Indonesia – 89303 71.7 Madagascar – 13044 27.2
India Madagascar – 15500 12.4 Indonesia – 11650 24.3
Tanzania, U.R – 12500 10.0 Tanzania U. Rep. – 3076 6.4
Sri Lanka – 2967 2.4 Brazil – 3073 6.4
Comoros – 2961 2.4 Sri Lanka – 2655 5.5
Outros - 1353 1.1 Comoros – 1008 2.1
Mundo - 124584 100 Outros – 13368 27.9
Mundo - 47874 100

Anis, erva India – 110000 24.8 India – 29846 14.6


doce Syrian Arab Rep – 23.6 Syrian Arab Rep – 29083 14.2
104433 7.1 Bulgaria – 26722 13.1
China – 31667 6.7 Turkey – 19304 9.4
Bulgaria – 29667 6.3 Egypt – 7562 3.7
Iran, Islamic Rep. – 5.0 Canada – 6367 3.1
28000 2.8 China – 6177 3.0
Egypt – 22000 23.7 EU 15 – 3267 1.6
Turkey – 12533 100 Outros – 76140 37.3
Outros – 104874 Mundo - 204468 100
Mundo - 443174
Gengibre China – 257661 26.3 China – 201117 74.2
India – 230000 23.5 Brazil – 6945 2.6
Indonesia - 151000 15.4 Nepal – 2657 1.0
Nigeria – 108667 11.1 Outros – 60388 22.2
Nepal – 89303 9.1 Mundo - 271107 100
Bangladesh – 44667 4.6
Outros – 96707 10.0
Mundo - 978005 100
Noz- Indonesia – 22067 29.1 Guatemala – 20924 36.6
moscada, Guatemala – 19000 25.1 Indonesia – 11806 20.7
macis, India – 13000 17.2 Nepal – 3856 6.7
cardamomos Nepal – 6326 8.4 India – 3109 5.4
Bhutan – 5800 7.7 Grenada – 2476 4.3
Grenada – 2747 3.6 Sri Lanka – 1309 2.4
Laos – 2567 3.4 Others – 13683 23.9
Sri Lanka – 2037 2.7 World - 57163 100
Others – 2206 2.8
World - 75750 100

Fonte: Fonte: FAOSTAT, UNSO 2005

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Tronco Comum

Capitulo II

2 Ervas ou plantas herbáceas


2.1 Critérios de classificação de vegetais

Há muitos critérios de classificação de vegetais quanto ao tipo de caule. As ervas ou plantas


herbáceas são, na maior parte das vezes, definidas de duas formas:

 Plantas de caule macio ou maleável, normalmente rasteiro, sem a presença de lignina


(podendo, geralmente, ser cortado apenas com a unha) - ou seja, sem caule lenhoso.
 Plantas cujo caule não sofre crescimento secundário ao longo de seu desenvolvimento.

Ambas as definições estão correctas e são utilizadas pelos cientistas nas suas obras, embora, ao
considerar alguns casos englobados por elas, o leigo possa ficar confuso. Como exemplo, a
primeira categoria engloba muitos cactos de hábito arbustivo, alguns de porte verdadeiramente
imponente, como os saguaros dos Estados Unidos. A segunda categoria engloba todas as
monocotiledôneas, inclusive palmeiras e yuccas, de caule claramente lenhoso, mas que não
sofrem crescimento secundário ao longo da vida.

Em botânica, utiliza-se a adjectivação herbáceo - por oposição a lenhoso - para descrever uma
planta vascular ou uma das suas partes que não tem crescimento terciário.

2.2 Camomile (chamomili)

Camomila (ou camomila) herda o seu nome das palavras gregas "chão" e "maçã", porque cresce
perto do chão e seu forte aroma é uma reminiscência de maçãs. É um dos chás mais queridos na
Grécia e é regularmente colhido em estado selvagem, lavado, e secado em casa.

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Disciplina de Informática

Erva 2-1Camomile
Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Camomile_1.JPG e
http://www.herbfacts.co.uk/media/herbs/camomile.jpg

2.2.1 Lendas e Mitos da Camomila

Antigas lendas e mitos rezam que, Camomila atrai dinheiro; quando plantada ao redor da casa afasta
o olho Gorgo; simboliza a prosperidade.

2.3 Mint or Spearmint (menta or diosmos)

A Hortelã-verde (Menthaspicata), também conhecida como hortelã-das-hortas, hortelã-comum,


hortelã-das-cozinhas, hortelã-dos-temperos ou simplesmente hortelã, é uma planta herbácea
perene, da família Lamiaceae (Labiadas), atingindo 30–100 cm5. Na bíblia aparece como dízimo.
Os árabes regavam as mesas de banquete com menta antes das festas e limpavam o chão com a
erva para estimular o apetite dos convidados.6

5
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hortel%C3%A3-verde 4/03/2013
6
http://www.cotianet.com.br/eco/herb/hort.htm 04/03/13

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Tronco Comum

Erva 2-2 Hortelã


Fonte: http://loveliveandgarden.com/wp-content/uploads/2012/11/Mint.jpg e
http://www.alimentosricos.com/wp-content/uploads/2012/12/hortela.jpg

2.3.1 Lendas e Mitos da hortelã

Antigas lendas e mitos rezam que, uma das ninfas amadas por Plutão, Minthe foi transformada
em erva para fugir da ira da ciumenta mulher do deus grego. Erva da amizade e do amor,
símbolo da hospitalidade, conta-se que Zeus e Hermes em suas andanças disfarçados pela Terra,
foram acolhidos para comer na casa de um casal de pobres anciões que forraram a mesa com
hortelãs para melhor recebê-los. Os deuses então transformaram o casebre num palácio. Outra
lenda dá conta que Sherazade, a personagem que contou mil e uma noite de estórias ao sultão
para não morrer, desfiava seus contos ao sabor de chazinho de hortelã. O símbolo da virtude,
pelo asseamento e pelas qualidades medicinais.7

2.4 Oregano (rigani)

A origem do nome Orégano vem da antiga Grécia. O nome é constituído por duas palavras
gregas oros (montanha) e Ganos (alegria), "alegria da montanha", ou seja, provavelmente devido
ao facto das raízes de orégano erosão, pela chuva, das encostas da montanha ou apenas pelo seu

7
http://www.cotianet.com.br/eco/herb/hort.htm 04/03/13

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Disciplina de Informática

fantástico cheiro. Em qualquer caso, aqueles que visitarem a Grécia, onde orégano cobre as
encostas e aromas do ar de verão, provavelmente concordariam com este nome.

Erva 2-3 Orégano

Fonte:http://thehealthyhavenblog.com/wp-content/uploads/2011/12/oregano1.jpg e
http://www.greecetravel.com/photos/food/PhotoAlbum1/oregano.jpg

2.4.1 Lendas e mitos de orégano

Na mitologia grega, a deusa Afrodite inventou orégano e que quando dado ao homem tornava-o
feliz. Casais recém-casados eram coroados com grinaldas de orégano. Também era colocado nas
sepulturas para dar paz aos espíritos dos mortos. Na Alemanha, orégano era pendurado nas portas
para proteger contra feitiços malignos.

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Tronco Comum

2.5 Sálvia - Sage (faskomilo)

É de origem Mediterrânea, desde a costa sul da Espanha até Marselha e na Itália.A sálvia é tida
desde tempos imemoriais como a erva da longevidade. Quem tem sálvia em casa nunca
envelhece, já dizia um velho provérbio chinês. Seu nome deriva da palavra latina salvere, que
significa estar de boa saúde, curar. É uma óptima erva culinária também, mas é melhor não
misturar com outras, pois como disse um cozinheiro chefe: "Na grandiosa ópera da culinária, a
sálvia representa a prima donna caprichosa, que se ofende por tudo e por nada, Gosta de ter o palco
8
por sua conta."

Erva 2-4 Sálvia - Sage


Fonte: http://www.sandrineandjo.com/sites/default/files/imagecache/galleryformatter_slide/product_sage.jpg

2.5.1 Lendas e Mitos da Sálvia

Antigas lendas e mitos rezam que, para os romanos era erva sagrada, cuja colheita era cercada de
rituais. A crendice popular dá conta de que é uma das ervas das feiticeiras, já que protege contra
feitiços. É também usada para compor o vaso das sete ervas de proteção. Ainda segundo a crença
popular, toda pessoa deve ter um pé de sálvia plantado em casa, mas nunca pelo próprio dono da
casa, é melhor pedir para alguém de fora.Dormir com folhas de sálvia sob o travesseiro torna os
sonhos realidade.

8
http://www.cotianet.com.br/eco/herb/salvia.htm 04/03/13

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2.6 Manjericão - Basil (vassiliko)

O nome deriva do grego Basileu que significa rei. Originário da Índia.

O manjericão ou basílico é uma planta aromática de origem indiana, cujo nome deriva do
vocábulo grego basilikos (Basileu) que significa "real".

Existem diversas espécies de manjericão, sendo mais comum a de cor verde, ao passo que a
parente de folhas avermelhadas é mais cara e aromática.

O aroma, semelhante a limão e jasmim, faz do basílico uma erva de eleição na cozinha do sul da
Europa, condimentando saladas, recheios, molhos e sopas e aparecendo como ingrediente
principal no pesto italiano e no francês.

Erva 2-5 Manjericão


Fonte: http://2.bp.blogspot.com/_dC4JxlKbv8A/TVGfGFWF61I/AAAAAAAABBM/H-iJyGFfRjk/s1600/manjericao1%255B1%255D.jpg

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Tronco Comum

2.6.1 Lendas e mitos de manjericão

Na Idade Média, acreditava-se que um ramo de alfavaca num recipiente espantava


escorpiões.Oriundo da Índia, o manjericão grande é venerado como planta imbuída de essência
divina (consagrada a Krishna e Vishnu), por isso os indianos o escolheram para fazerem sobre a
erva os juramentos em tribunal; além disso ela é colocada no peito dos mortos para servir de
passaporte para o paraíso. Encontrou-se manjericão grande em volta do túmulo de Cristo depois
da ressurreição, por isso algumas igrejas ortodoxas o usam para preparar a água benta e têm
vasos embaixo dos altares. Em Creta, o manjericão simbolizava o amor banhado com lágrimas e
na Itália é usado como prova de amor.

Plantadas nos túmulos, os hindus acreditavam ser o passaporte para o paraíso. No Haiti
acompanha a deusa pagã do amor, Erzulie, como uma poderosa proteção e as camponesas
mexicanas muitas vezes trazem-no no bolso para atraírem o olhar de algum eventual apaixonado.

2.7 Tomilho - Thyme (Thimari)

O tomilho é originário do Mediterrâneo, e o nome deriva do grego thymus, que significa


"coragem" ou "fumigar, limpar". Suas poderosas propriedades anti-sépticas e de preservação
eram conhecidas dos egípcios que o usavam para embalsamar num preparado com outras ervas.

Erva 2-6a) Erva de Tomilho –Thyme b) sementes de tomilho


Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_1mZSdX0x4V8/TTHSG-2qHiI/AAAAAAAACW8/lxxEuIz4sYI/s1600/thyme.jpg

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2.7.1 Lendas e mitos de Tomilho

Para os gregos o tomilho constituía um símbolo de graça e elegância, Na Roma antiga, era usado
como símbolo de valor e os soldados se banhavam com tomilho para adquirir coragem. Na Idade
Média, as damas europeias bordavam ramos de tomilho que ofereciam aos seus cavaleiros
andantes.

2.8 Alecrim - Rosemary (Dentrolivano)

Sua origem remonta às praias do Mediterrâneo (o nome rosmarinus vem do latino que significa
"o orvalho que vem do mar", devido ao cheiro das flores vegetando à beira mar). Antigamente
queimava-se caules de alecrim para purificar o ar do quarto de doentes em hospitais.

Como qualquer outro nome vernáculo, o nome alecrim é por vezes usado para referir outras
espécies, nomeadamente o rosmaninho, que possui exactamente o étimo rosmarinus. No entanto
estas espécies de plantas, alecrim e rosmaninho, pertencem a dois géneros distintos, Rosmarinus
e Lavandula, respectivamente, e as suas morfologias denotam diferenças entre as duas espécies,
em particular, a forma, coloração e inserção da flor.

Erva 2-7 a) Alecrim - Rosemary b) Ruirlanda de alecrim

Fonte: http://macaroniandglitter.com/yahoo_site_admin/assets/images/herb_rings_rosemary.310162558_large.jpg
e http://2.bp.blogspot.com/-wYIwwQuNiOE/T3-A0c8LJdI/AAAAAAAAAoA/u4Hq_HRUf0g/s1600/alecrim+guirlanda.jpg

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Tronco Comum

2.8.1 Lendas e mitos de Alecrim

Conta-se que numa viagem Nossa Senhora sentou-se à sombra de um alecrim para dar de mamar ao
menino Jesus: por isso acredita-se que a planta nunca atinja altura superior à de Jesus adulto. Outro conto
diz que a Bela Adormecida foi acordada pelo príncipe com um ramo de alecrim. Os gregos usavam coroas
de alecrim em festas, como símbolo da imortalidade. A crendice popular usa o alecrim para afastar olho
gordo, erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver. Erva colocada debaixo do
travesseiro afasta maus sonhos. Tocar com alecrim na pessoa amada faz ter seu amor para sempre.

2.9 Endro, Aneto - Dill (Anithos)

Endro, aneto ou dill são os nomes de uma uma especiaria com folhas de aroma e sabor delicado e
fresco, que lembra a erva-doce, e suas sementes são fortemente aromáticas e picantes.9

Erva 2-8Dill
Fonte: http://newpathwaytohealth.com/wp-content/uploads/2011/05/dill_bouquet.jpg

9
http://correiogourmand.com.br/info_03_dicionarios_gastronomicos_alimentos_ervas_&_temperos_endro.htm

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Disciplina de Informática

2.9.1 Lendas e mitos de Endro

Os egípcios e os gregos a empregavam como planta medicinal por seus poderes digestivos e
calmantes. Para os romanos, simbolizava a vitalidade e eles acreditavam que o endro podia
aumentar a força física, tanto que os próprios gladiadores utilizavam muito desta semente em sua
alimentação.

Também, foi usado na Idade Média para enfrentar as bruxarias. Os hebreus costumavam pagar o
dízimo, sua obrigação religiosa, com o endro; os armênios (que o chamavam de "erva-de-deus")
também o usavam com muita frequência para condimentar seus pratos, sendo característico de
sua culinária.

2.10 Anis ou erva doce - Fennel (amaratho):

O anis ou erva-doce (Pimpinellaanisum) é uma planta da família das Apiaceae, anteriormente


chamadas Umbelliferae. A sua fruta em forma de semente é usada em confeitaria e em licor
(como anisete, zammù, uzo). A fruta consiste em dois pistilos unidos e tem um sabor aromático
forte e um odor poderoso. A semente de anis também é usada em alguns caris e pratos com
frutos do mar, contra mau hálito e como ajudante digestivo.

Todas as partes que ficam acima do solo de uma planta jovem de anis também são comidas como
vegetal. Os caules se parecem com os do aipo na textura e são mais suave no sabor do que os

De acordo com o DicionárioBíblicoEaston de 1897, o termo anis na Bíblia Cristã (Mateus


23:23) refere-se à erva conhecida hoje como salsa (Anethum' ou Peucedanumgraveolens).Na
lingua Inglesa o nome mais conhecido é Anise.

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Tronco Comum

Erva 2-9Fennel- Erva doce ou anis


Fonte: http://www.mountainvalleygrowers.com/images/foevulgareflorenceonswing.jpg

2.10.1 Lendas e mitos de erva-doce

Os romanos faziam com a pimpinela o MUSTACEUS, um bolo que era servido ao final dos
banquetes (foi o precursor dos bolos de noiva condimentados); era tão preciosa na Antiguidade,
que a Inglaterra pagava impostos sobre sua importação.

2.11 Celeriac (Selino)

O aipo é uma planta aromática, muito usada na culinária e


nesta erva quase tudo é aproveitado. As suas folhas usam-se na
culinária,muitas vezes como substituto da salsa. O seu caule é
aproveitado para saladas e a raíz para sopas e deliciosos caldos.
É pobre em calorias, daí que pode ser incluído em qualquer
dieta de emagrecimento, para a confeção de sopas.10

10
http://osporques.com/o-que-e-aipo/ 04 03 13

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Disciplina de Informática

Erva 2-10Celeriac (Aipo)


Fonte: http://www.allbritishfood.com/Celeriac/images/Celeriac.jpg e
http://www.loja.jardicentro.pt/images/horticolas/jardicentro_sementes_aipo_verde_pascal.jpg

2.11.1 Lendas e mitos do Aipo

Na Grécia antiga, o aipo era um símbolo ctónico11, portanto, associado às divindades que
habitavam as profundezas da terra e ao culto dos mortos, talvez em virtude do cheiro e da cor das
suas folhas, com as quais se faziam coroas para os mortos. É provável que o aipo fizesse parte do
ritual dos “mistérios” que se celebravam na cidade de Tebas e nas ilhas da Samotrácia e de
Lemnos em honra das divindades ctónicas chamadas Cabiros.

Os Gregos tinham o aipo em tão alto apreço que as coroas dos vencedores dos Jogos ístmicos
foram inicialmente feitas de folhas de aipo e só mais tarde passaram a ser feitas de pinheiro.
Segundo Plínio o Velho, as grinaldas usadas pelos vencedores do Jogos Nemeus eram também
feitas de folhas de aipo.

11 (português europeu) (português brasileiro)


Em mitologia, e particularmente na grega, o termo ctónico ou ctônico (do
gregoχθονιοςkhthonios, "relativo à terra", "terreno") designa ou refere-se aos deuses ou espíritos do mundo
subterrâneo, por oposição às divindades olímpicas. Por vezes são também denominados "telúricos" (do
latimtellus).- http://pt.wikipedia.org/wiki/Ct%C3%B3nico 04/03/2012

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Tronco Comum

2.12 Salsa - Parsley (Maidanos)

A salsa é originária das


regiões orientais da bacia
mediterrânica e, devido às
suas propriedades medicinais,
a sua utilização remonta a
mais de dois mil anos.Na
antiga Grécia, a salsa era
dedicada a Perséfone, a
esposa de Hades e rainha do
Mundo subterrâneo, e
decoravam-se as sepulturas
com coroas de salsa. Tanto os
vencedores dos jogos Nemeus
como dos Ístmicos - que substituíram os anteriores jogos fúnebres onde se comemorava a morte
de personagens importantes - eram igualmente homenageados com coroas de salsa, conforme
nos canta o poeta grego Anacreon (VI século a.C.). O célebre médico Galeno diz ter copiado do
templo de Asclépio (o deus grego da Medicina), na ilha de Cós, uma fórmula antiga atribuída a
Hipócrates que era composta por salsa, tomilho, funcho e anis, plantas que eram depois
reduzidas a pó e misturadas ao vinho. Quando se referiam a alguém que estava a morrer, os
Gregos costumavam usar a frase "estar a precisar de salsa"12

12
http://www.dulcerodrigues.info/plantas/pt/salsa_pt.html

@2019 UEM – FE Disciplina de Informática – Nome do Estudante Página 27


Disciplina de Informática

Erva 2-11 Salsa - Parsley


Fonte: http://naturalhealthtechniques.com/wp-content/uploads/2011/03/Herb_Parsley-Italian.jpg

2.12.1 Lendas e mitos de Salsa

Na Idade Média, por exemplo, acreditava-se que a erva estava ligada às forças do mal. Algumas
crenças que cercavam o cultivo e uso da salsa são bem interessantes. Uma delas explica que as
sementes da planta demoram a germinar porque precisam antes de tudo “ir até ao diabo e voltar
sete vezes”, antes de começar a crescer. Outra crença está relacionada ao suposto “poder
maléfico” da erva: suas raízes e folhas podiam ser usadas em rituais de magia para destruição de
um inimigo.

Por outro lado, a mitologia greco-romana resgata os valores positivos da salsa: conta-se que
Hércules (Heracles), ao vencer o leão da Numídia, foi coroado com folhas de salsa, como um
tributo à fama e alegria. Para relembrar o feito, nos “jogos numídios” passou-se a premiar os
vencedores com esta erva.

Para os antigos egípcios, a salsa era um santo remédio para a dor de estômago e distúrbios
urinários. Já os romanos - que adoravam regar seus banquetes com litros de vinhos - acreditavam
que a salsa evitava intoxicação e a usavam para desodorizar o ar repleto de álcool.

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Tronco Comum

2.13 Coentro - Coriander (Coliandro)

Embora de origem incerta,


sabe-se que os antigos
egípcios já a utilizavam para
embalsamar os corpos. É
provavelmente originária da
bacia do Mediterrâneo onde
os gregos e os romanos a
utilizavam em pratos e
bebidas. Na Idade Média era
cultivada nos jardins dos mosteiros. É também conhecida por salsa árabe ou chinesa e é hoje
cultivada um pouco por todo o mundo.Muito utilizado na cozinha indiana e árabe, tanto as
sementes como as folhas13.

13
http://www.portaldojardim.com/pdj/2009/02/19/coentros-muito-mais-do-que-aroma/

@2019 UEM – FE Disciplina de Informática – Nome do Estudante Página 29


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Erva 2-12 Coentro Coriander


Fonte: http://www.speedyremedies.com/wp-content/uploads/2012/03/coriander-benefits2.jpg

2.14 Folhas de louro - Bayleaves (Dafni):

Originária do Mediterrâneo, se adaptou bem em regiões de clima temperado:O loureiro era a


árvore consagrada ao deus Apolo, deus grego da profecia, poesia e cura. As sacerdotisas
transmitiam suas profecias após, entre outros rituais, comer uma folha de louro.

Na antiguidade greco-romana era símbolo de glória, com as coroas feitas da erva.

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Tronco Comum

Erva 2-13Folhas de louro - Bayleaves


Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-zDN6T0Lmf6I/T24XCu4ca1I/AAAAAAAABPQ/_NiDntsZP-Y/s1600/Bay+Leaves+%282%29.jpg

2.14.1 Lendas e mitos de folhas de louro

Na Idade Média era usado para afastar demônios, bruxas e raios. Uma superstição diz que
quando morre um loureiro, ocorre um grande desastre.

@2019 UEM – FE Disciplina de Informática – Nome do Estudante Página 31


Disciplina de Informática

Capitulo III

3 Aplicações medicinais

3.1 Camomile (hamomili)14

Os egípcios já usavam a camomila no tratamento da malária. Acção anti-inflamatória, indicado


para má digestão, cólica uterina, sedativa (infusão flores); para queimaduras de sol, conjuntivite
e olhos cansados (compressas com infusão flores). Para criança ajuda combater vermes. Chá
usado intensivamente diminui as dores musculares, tensão menstrual, stress e insónia, diarreia,
inflamações das vias urinárias; misturado ao chá de hortelã com mel combate gripes e resfriados;
banho com sachê de camomila é sedativo e restaurador de forças, e especial para hemorróidas..
Bom em infusos para o fígado, antialérgico, dores de reumatismos, nevralgias; ajuda a purificar o
organismo e aliviar a irritação causada pela poluição. Age como sudorífico.

3.2 Hortelã - Mint or Spearmint (menta or diosmos)

Todas as hortelãs encerram em suas folhas vitaminas A,B e C. minerais (cálcio, fósforo, ferro e
potássio);exercem acção tónica e estimulante sobre o aparelho digestivo, além de propriedades
anti-sépticas e ligeiramente anestésicas. Para picadas de insectos em crianças, colocar
rapidamente muitas folhas amassadas em cima. Bom para dores de cabeça e juntas doloridas.
Para dores abdominais, tomar um copo de leite aquecido com algumas folhas de hortelã.
Ligeiramente vermífugo (lombriga e oxiúros), calmante, é também um bom chá para gripes e
resfriados. Combate cólicas e gases, aumenta produção e circulação da bílis. Favorece expulsão
dos catarros e impede a formação de mais muco. Infusão indicada para gripes e resfriados.

14
http://www.cotianet.com.br/eco/herb/camomil.htm

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Tronco Comum

3.3 Orégano - Oregano (rigani)15

Estimulante das funções gástricas e biliares, funciona como sedativo, diurético e expectorante.
Folhas frescas amassadas podem ser usadas em compressas para aliviar inflamações. Também é
carminativo, emenagogo e diaforético. Bom para dores reumáticas, parasiticida, tem ação
estimulante sobre o sistema nervoso. Chá morno pode ser usado em bochechos para aliviar dor
de dente, inflamação de gengivas e mucosas. Infusão é recomendada para as dores de cabeça
nervosas e a irritabilidade.

3.4 Sálvia - Sage (faskomilo)16

Ajuda a fazer a digestão e é anti-séptica, fungicida e contém estrógeno. Ajuda a combater a


diarreia. O chá é bom para gengivas inflamadas, aftas, dores de garganta e problemas de
mucosas, além de aliviar diabetes e sintomas de menopausa. Diminui suor excessivo e é
restauradora de energia, tendo poder tonificante sobre o fígado. Usada também para dores de
ovário, icterícia, depressão, tremores, vertigens, impotência sexual. O chá das folhas e flores tem
acção anti-séptica, anti sudorífera, fungicida, estimulante da digestão e balsâmica; contém
estrógeno. Não deve ser tomada em grandes doses por períodos muito longos.

3.5 Manjericão - Basil (vassiliko)

As folhas são ricas em vitamina A e C, além de ter vitaminas B (1,2 e 3) e são uma fonte de
minerais (cálcio, fósforo e ferro); são sudoríferas e diuréticas, indicadas para os casos de ardor ao
urinar. Bom para compressas nos bicos doloridos das lactantes. Auxilia na boa circulação, pele,
dores reumáticas, tosse e resfriados. Ajuda fazer a digestão. Afasta fadiga. Bom para aftas. Dá
excelente pomada antibacteriana.

15
http://www.cotianet.com.br/eco/herb/oreg.htm
16
http://www.cotianet.com.br/eco/herb/salvia.htm

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3.6 Tomilho - Thyme (Thimari)

Digestivo, antisséptico, cicatrizante, vermífugo, estimulante, etc. Combate os incômodos da


ressaca. Em caso de tosse violenta, gripe forte ou garganta inflamada, infusão adoçada com mel.
No caso de debilidade infantil: decocção de 100 gs de tomilho em 2 litros de água. Colocar na
banheira.Se o problema for dispepsia, flatulência: infusão. Aplicado em feridas sob forma de
infusão atua como antisséptico e cicatrizante. Bom para tratar infecções por fungos, má
circulação periférica e verminoses. Excitante das funções circulatórias e cerebrais.A infusão é
um tônico digestivo, também usada para tosses catarrais e espasmódicas; muito usada
popularmente também para eliminar lombrigas, oxiúros e outros vermes.(Infuso 3 a 5 gs da erva
em 100 ml de água fervente por 10 minutos.)

3.7 Alecrim - Rosemary (Dentrolivano)17

Bom para os rins e vesícula e equilíbrio da pressão arterial, auxiliando a boa circulação; auxilia
nos estados de depressão, dores reumáticas, digestão, facilita menstruação, combate gota,
icterícia é anti-séptico, sedativo, fortalece a memória. Bochechos de infusão são recomendados
para aliviar aftas, estomatites e gengivites.

 Para asma: fumo de alecrim ( reduzir a pedaços pequenos as folhas secas. Fazer cigarro
e fumar quando ameaçar ataque de asma).
 Para reumatismo, eczemas e contusões: folhas cozidas no vinho usadas externamente.
 Anti-séptico bucal: infusão comum.
 Para sarna: infusão bem forte aplicada externamente.
 Cicatrizante de feridas e tumores: folhas secas reduzidas a pó ou suco.

3.8 Endro – Aneto -Dill (Anithos)

Usado em dietas sem sal pois é rico em sais minerais; combate flatulências, aumenta leite das
mães, é um sonífero natural. aplicado em compressas alivia inflamações oculares. Fervido em
azeite e colocado sobre furúnculos quente, alivia a dor amadurecendo-os. Bom para a digestão e
para o fígado. Combate cólicas intestinais.

17
http://www.cotianet.com.br/eco/herb/alecrim.htm

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Tronco Comum

3.9 Erva doce - Fennel (amaratho)

Digestiva, diurética, carminativa e expectorante. O infuso das sementes facilita a digestão, alivia
flatulência e cólicas intestinais, acalma excitação nervosa e insônia. Age contra a cólica de recém
nascidos. As avós recomendavam que as lactantes tomassem em jejum para aumentar o leite.

3.10 Aipo -Celeriac (Selino)18

Este modesto vegetal é uma verdadeira fábrica de energia fitoquímica. A apigenina, nas
sementes do aipo, relaxa os vasos sanguíneos, facultando o seu alargamento e consequentemente
um fluxo de sangue mais livre. Este é apenas um entre os mais de uma dúzia de químicos
presentes nas sementes do aipo que ajudam o sistema cardiovascular.

Alguns são diuréticos naturais que encorajam gentilmente o seu corpo a expelir o excesso de
líquidos, o qual contribui para uma pressão sanguínea elevada e para uma insuficiência cardíaca
congestiva (assim bem como para a retenção de líquidos mensal associada à pré-menstruação).

Outros químicos actuam c0m0 bloqueadores naturais dos canais de cálcio e estabilizadores do
ritmo cardíaco, tornando-os valiosos contra um bater cardíaco irregular ou dores de peito
resultante da angina. Ainda, outros fitoquímicos, incluindo um composto chamado de 3-n-butil-
ftalida, ajudam a reduzir o colesterol e contribuem para um bom equilíbrio do açúcar no sangue.

Extractos das sementes de aipo proporcionam cerca de 25 substâncias anti-inflamatórias, as quais


podem ajudar as pessoas com artrite. Compostos adicionais abrandam 0s espasmos e combatem
uma variedade de bactérias (em particular n0 tracto urinário). As ftalidas presentes no óleo das
sementes de aipo, têm um ligeiro efeito sedativo. E o sumo das sementes de aipo encoraja a
produção de bílis, a qual melhora a digestão.

18
http://www.developping.com/plantas-medicinais/aipo/

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3.11 Salsa - Flat-leaved parsley (Maidanos)19

Propriedades antiespasmódicas, diuréticas, anti-inflamatórias, anti-sépticas e expectorantes.


Auxiliar no tratamento de úlceras de estômago, bronquites e tosses catarrais, rouquidão, feridas e
furúnculos. Bochecho para inflamações bucais com infuso. Compressas de infusão da raiz
acalmam conjuntivite aguda.

3.12 Coentro - Coriander (Coliandro)20

A medicina popular recomenda o alecrim como um estimulante às pessoas atacadas de


debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide.

Uma tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim, que também se recomendam a todas
as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir.

Também apresenta propriedades carminativas, emenagogas, desinfectantes e aromáticas. É ainda


relaxante muscular, activador da memória e fortalece os músculos do coração. Cientistas dizem
que ramos de alecrim deveriam ser dependurados em oficinas e áreas onde crianças fazem tarefas
escolares para um melhor funcionamento da memória.

Uma infusão de alecrim faz-se com quatro gramas de folhas por uma chávena de água a ferver.
Toma-se depois das refeições.

3.13 Folhas de louro - Bay leaves (Dafni)

As propriedades medicinais do louro são altamente valorizados pelos idosos que utilizam o
louro para aliviar a dor articular da artrite, reumatismo e dores musculares próprias da idade.

Para isso você pode fazer cataplasmas das folhas e também é bom para aliviar a rigidez do
pescoço, lombalgia, entorses de tornozelo e outras dores nos ossos, articulações e músculos.

19
http://www.cotianet.com.br/eco/herb/salsa.htm
20
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alecrim

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Tronco Comum

Outra virtude desta planta medicinal é a de ser um excelente tónico digestivo e aperitivo, muito
útil para estimular o apetite e melhorar a digestão. Beba uma infusão das folhas de louro antes
das refeições e após as refeições. Tem também um leve efeito diurético e carminativo, ou seja,
que elimina o acúmulo de gases no aparelho digestivo.21

21
http://www.outramedicina.com/431/propriedades-medicinais-do-louro

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Capitulo IV

4 Conclusões e Recomendações22

Como qualquer medicamento, as plantas medicinais são extremamente úteis para tratar
determinadas doenças, mas ao mesmo tempo podem também ser contra-indicadas para outras.
Algumas delas deverão também ser alvo de especial precaução, pois apesar de serem benéficas
em pequenas quantidades, podem ser tóxicas ou mesmo mortais se não tomar os devidos
cuidados.

Não se deve assustar e muito menos perder o interesse nas plantas medicinais! Estas precauções
são comuns a qualquer substância: utilizando-as da forma correcta apenas ficará a ganhar!

Assim, sempre que seleccionar uma planta medicinal para uma qualquer doença, confira se
existem casos para os quais não é indicada.

4.1 Chá

O chá é a maneira mais comum de se usar as plantas medicinais. Eles devem ser
ingeridos preferivelmente, de manhã, em jejum, e a noite, antes de deitar. A preparação
de um chá pode ser de várias formas:

a) Infusão: Colocar o material em uma vasilha, despejar sobre elas água fervendo e
deixar repousar por 15 minutos. Para talos, cascas e raízes antes de despejar a água
fervendo deve se picar muito bem o material, deixar repousar por 20 minutos.

b) Decocção: Coloca-se sobre o material água fria e cozinha-se durante 5 a 30


minutos. Esta forma é mais utilizada para talos, raízes e cascas onde se cozinha 15 a
30 minutos. Desligue o fogo, tampe e espere alguns minutos antes de coar. Não se
deve cozinhar partes tenras com partes duras da planta, ou sejam, folhas e flores

22
http://www.lyndha.com/plantas/aplicacao.htm

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Tronco Comum

com raízes e talos por exemplo. Por isso o armazenamento deve ser separado
mesmo que a espécie seja a mesma.

c) Maceração: Colocar-se o material (folhas, flores, sementes, talos, raízes e cascas)


em água fria durante 10 a 24 horas dependendo do material. Quanto mais duro mais
tempo: Flores, folhas e sementes 10 a 12 horas; Talos, raízes e cascas 22 a 24 horas.
Depois é só coar. Este processo conserva vitaminas e sais minerais do material.

d) Tisana: Numa panela de água fervente colocam-se as ervas e tampa-se. Deixar


ferver por mais cinco minutos, tirar do fogo e deixar repousar bem tapado antes de
coar.

4.1.1 Dosagem

A dosagem de chá deve ser de 20 gramas (uma colher de sopa) de erva para um litro de
água. Adultos devem tomar de 4 a 5 xícaras por dia. Em crianças entre menores de 10
anos duas a três xícaras, menores de 5 anos de uma a duas xícaras , menores de 2 anos
uma xícara por dia. Para gargarejos, inalações, lavagens, compressas e outro fins
externos as dosagens podem ser mais fortes.

4.1.2 Recomendações

Recomenda-se utilizar para confecção dos chás utensílios de louça, vidro ou vasilhas
esmaltadas. O melhor e beber os chás ao natural, porem pode se usar mel para este fim.
Não se deve tomar chá por tempo prolongado. De 10 em 10 dias deve-se variar o tipo
de chá. Alguns chás fermentam de um dia para o outro, por isso deve-se fazer a
quantidade exacta de chá para ser tomado durante o dia.

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4.2 Sumos

Os Sumos são muito mais ricos e benéficos que os chás. Porém, deve-se usar ervas
cruas nem sempre disponíveis dependendo de onde moramos ou da estação do ano que
nos encontramos. É facilmente confeccionado pela simples trituração das ervas crus
passando-se em seguida por um coador.

4.2.1 Dosagem

Para adultos cinco gotas de suco em uma colher com água de duas em duas horas;
Crianças menores de 10 anos três gotas; menores de 5 anos duas gotas; menores de 2
anos uma gota.

4.2.2 Recomendações

Assim que o suco é preparado deve ser tomado. Evitar guardar por muito tempo. É
importante manter o intervalo de tomar o suco de duas em duas horas mesmo em
dosagens pequenas como as para crianças.

4.3 Saladas e Sopas

O uso de ervas cruas tenras em saladas e sopas dão bons resultados. Porem, algumas
ervas possuem gosto muito forte e muitas vezes amargo devendo ser misturadas em
quantidades menores que outras.

4.3.1 Dosagem

As ervas de sabor muito forte devem ser utilizadas em pequenas quantidades


misturadas as folhas e legumes utilizados naturalmente (Alface, agrião, hortelã etc.).

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Tronco Comum

4.3.2 Recomendações

Como se usa as ervas cruas é importante que se tenha muito cuidado na coleta das ervas
para não se usar plantas venenosas por engano.

4.4 Xaropes

Contra afecções das vias respiratórias (bronquite, tosse, rouquidão, etc.) podem ser
preparados xaropes, os quais são preparados misturando Sumos, decoctos ou
macerados, meio a meio com mel. Pode-se prepará-lo quente ou frio.

4.4.1 Dosagem

Para adultos cinco colheres por dia; Crianças menores de 10 anos três colheres;
menores de 5 anos duas colheres; menores de 2 anos uma colherada dividida em doses
menores durante o dia.

4.4.2 Recomendações

A elaboração dos xaropes é um pouco complicada e exige mais conhecimentos sobre as


ervas da pessoa que vai prepará-lo.

4.5 Banhos

O uso externo das ervas dão ótimos resultados em forma de banhos de tronco e
complementa o tratamento interno. Prepara-se o decocto na dosagem recomendada e
coloca-se na água do banho (bacia, balde ou banheira).

@2019 UEM – FE Disciplina de Informática – Nome do Estudante Página 41


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4.5.1 Dosagem

Para cada litro de água se usa de 30 a 60 gramas de ervas.

4.5.2 Recomendações

O vapor da água do banho de plantas medicinais como cavalinha e eucalipto entre


outras servem para várias enfermidades.

4.6 Cataplasmas

Usados externamente os cataplasmas tem efeito calmante sobre nevralgias, inchaços,


contusões, reumatismo, gota, supurações, etc. Pode-se utilizar ervas frescas, secas ou
em forma de pasta. Estas são aplicadas directamente sobre o lugar dolorido ente dois
panos bem limpos quente ou frias.

4.6.1 Dosagem

Para cada litro de água coloca-se de 60 a 120 gramas de ervas cozinha-se e aplica em
forma de compressa quente sobre a parte dolorida.

4.6.2 Recomendações

No preparo dos cataplasmas, devem se usar colheres de madeira. As colheres de metal


podem contaminar a massa por permanecerem por muito tempo em contacto com a
mesma.

4.7 Unguentos

Para confecção de unguentos é preciso retirar o suco das ervas frescas (hipericão,
bardana, calêndula, arnica, tanchagem, etc., misturadas à gordura vegetal ou manteiga
fresca sobre fogo até derreter.

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Tronco Comum

4.7.1 Dosagem

As dosagens devem ser bem altas de suco de ervas que podem ser misturadas.

4.7.2 Recomendações

Para dar mais espessura ao unguento pode-se misturar a massa cera de abelha.

4.8 Azeites

Mistura-se o Azeite puro de oliva com ervas como camomila, alfazema, hipericão, etc.
e coloca-se ao sol e côa-se após 15 dias de exposição da mistura.

4.8.1 Dosagem

De acordo com o tipo de tratamento interno ou externo.

4.8.2 Recomendações

A garrafa deve permanecer bem tapada durante o processo de exposição ao sol.

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Bibliografia

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Anexos

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Anexo A

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