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Estudiosos e Atletas

Walter C. Willett médico; pesquisador de nutrição; atualmente professor de Epidemiologia e


Nutrição na Escola de Saúde Pública de Harvard; foi presidente do Depto. de Nutrição de
Harvard de 1991 a 2017; professor de Medicina na Harvard Medical School.

Afirma que os benefícios da dieta vegana foram vastamente subestimados e que 1/3 das
mortes prematuras poderiam ser evitadas pela adoção da dieta.
https://www.telegraph.co.uk/science/2018/04/26/third-early-deaths-could-
preventedeveryone-giving-meat-harvard/

Kim Allan Williams membro da American College of Cardiology e serviu como seu presidente de
2015 a 2016.

Afirma que a dieta vegana serve tanto como cura como prevenção para doenças cardíacas, e
disse claramente “há dois tipos de cardiologistas: veganos e os que não leram os dados.”
https://www.richroll.com/podcast/kim-williams/

Neal Barnard médico focado em medicina preventiva e especializado em diabetes; autor


publicado; pesquisador clínico; presidente/fundador da PCRM (Physicians Commitee for
Responsible Medicine); membro da American College of Cardiology; Certificado pela American
Board of Psychiatry and Neurology; membro vitalício da American Medical Association.

Afirma que não há dieta melhor que a vegana low-fat. Tem uma pesquisa e experiência incrível
com pacientes de diversas doenças circulatórias (diabetes principalmente), livros publicados,
vários vídeos excelentes no YouTube, dentre eles um TED bem legal e a melhor palestra que já
assisti sobre laticínios. https://www.youtube.com/watch?v=Vm5CDfnoIdA

No mais, vários dos maiores atletas do mundo estão se tornado veganos; Serena Williams,
Lewis Hamilton, vários fisiculturistas, jogadores da NFL, da NBA... todos obviamente orientados
por profissionais obvia e altamente qualificados. E se você procurar, vai ver que a maioria deu
depoimentos sobre o quão melhor estão se sentindo. Aqui vai uma lista de uma boa
quantidade de atletas de alta performance, mas se você pesquisar no Google por vegan
athletes, vai achar uma uma quantidade incrivelmente maior e crescente.
https://www.businessinsider.com/elite-athletes-who-are-vegan-and-what-made-them-
switchtheir-diet-2017-10#barny-du-plessis-bodybuilder-6 Avaliações e Estudos

A OMS classificou carne processada como cancerígena no grupo 1 de cancerígenos (mesma


categoria de cigarro e álcool). Comer apenas 50g por dia (duas fatias de bacon) aumentam o
risco de câncer no cólon em 18%. A OMS também classificou carne vermelha no grupo 2ª de
cancerígenos (grupo dos que possivelmente são cancerígenos).
https://www.iarc.fr/wpcontent/uploads/2018/07/pr240_E.pdf

The China Study (2005) – Considerado um dos estudos mais amplos sobre os benefícios do
veganismo para a saúde, examina a relação entre o consumo de produtos de origem animal e
doenças como o câncer da mama, próstata e intestino grosso, diabetes, doença coronária,
obesidade, doenças auto-imunes, osteoporose, doença degenerativa do cérebro, e
degeneração macular. O estudo começou em 1983 e foi descrito pelo The New York Times
como "the Grand Prix of epidemiology". Foi realizado conjuntamente pela Universidade de
Cornell, Universidade de Oxford, e da Academia Chinesa de Medicina Preventiva ao longo de
20 anos.

Uma pesquisa do World Cancer Research Fund onde foram analisados 26.000 homens, indicou
um risco 35% menor de câncer de próstata nos que adotaram uma dieta vegana.
https://www.wcrf-uk.org/uk/media-centre/press-releases/new-research-shows-vegan-
dietscould-lower-prostate-cancer-risk

Um estudo publicado na PNAS (revista, Proceedings of the National Academy of Sciences) por
uma junta de acadêmicos de Oxford que afirma que um movimento global para uma dieta
vegana poderia evitar 8.1 milhões de mortes prematuras por ano.
https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/news/201603_Plant_based_diets Documentários

Forks Over Knives (NETFLIX) O doc. afirma, a partir dos trabalhos do médico Caldwell Esselstyn
e o professor de bioquímica nutricional T. Colin Campbell, que muitas doenças (obesidade,
cardiovasculares e câncer) podem ser prevenidas com uma dieta vegetariana e integral,
evitando comida processada e produtos animais. O doc. também dá um resumo sobre o
projeto de 20 anos China-Cornell-Oxford, que levou o Prof. Campbell a explicar seus achados
em seu livro, The China Study (2005). Aqui eles têm um artigo que eu acho muito bom sobre o
que a proteína animal faz no nosso corpo:
https://www.forksoverknives.com/animalproteindangers/#gs.45c3jc

What The Health? (NETFLIX) O doc. foi escrito, produzido e dirigido pela mesma equipe
responsável por Cowspiracy (que por sua vez foca no horrível impacto ambiental gerado pelo
consumo de produtos animais). Reúne especialistas em saúde que falam sobre os impactos
dos produtos animais na nossa saúde e expõe uma lógica conspirativa da indústria
farmacêutica. Aqui eles disponibilizam uma lista dos fatos apresentados no documentário com
suas respectivas fontes: http://www.whatthehealthfilm.com/facts

The Game Changers doc. em pré-lançamento, dirigido pelo James Cameron. Reúne
depoimentos de atletas e soldados de elite, cientistas e outros sobre os benefícios da dieta
vegana. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=LPwjxX2lwIE

Pra finalizar, queria indicar um artigo (em inglês) cuidadosamente elaborado por um não-
diplomado (mas comprovadamente um ótimo pesquisador) sobre a questão evolutiva do
nosso cérebro, que é bem mais complexa que muitos assumem, tipo “nossos ancestrais
começaram a comer carne, mais calorias e o cérebro teve mais energia”. A maioria dos
acadêmicos atribui o nosso desenvolvimento à ingestão da carne e usa isso como argumento
para dizer que de fato é um alimento natural para nós, porém há uma série de fatores
fundamentais que são convenientemente deixados de lado. Na mesma época que começamos
a consumir carne, começamos a cozinhar também vegetais e ter um consumo muito maior em
calorias destes do que da carne. Se você considerar que milhões de anos atrás nós não éramos
tão sociáveis, portanto não tão bons caçadores naquela época (já que não tínhamos ajuda),
que raspávamos mais a carne de carcaças do que conseguíamos matar nós mesmos e que
tínhamos uma competição absurda por carne com carnívoros reais, portanto muito mais fortes
que nós... fica meio óbvio que não comíamos tanta carne assim. Especialmente se só o nosso
cérebro evoluiu mas nenhuma capacidade física de caça ou resistência, pelo contrário;
fisicamente, ficamos bem menores e mais frágeis que os nossos ancestrais mais próximos.
Outro fato é que o leite materno humano tem a menor taxa proteica de todos mamíferos, e
isso indica muito bem que, ao contrário de qualquer animal de anatomia minimamente
carnívora, não precisamos de tanta proteína assim. A taxa de gordura do nosso leite também é
muito baixa, ao contrário de todos mamíferos onívoros e carnívoros. No mais, se você
considerar que os neurônios obtém muito mais energia a partir de carboidratos do que de
proteínas (especialmente a animal, que é de fato mais difícil pro nosso corpo quebrar e por
isso a necessidade de cozinhar) e que nós sempre fomos muito melhores em coletar do que
em caçar, o aumento do consumo na quantidade dos carboidratos (cozidos, somados aos que
já eram consumidos por vegetais crus) foi muito mais decisivo para o nosso desenvolvimento
como espécie do que da carne.
https://www.theflamingvegan.com/view-post/Vegan-Mythbusting-2-Eating-Meat-Gave-
OurAncestors-Bigger-Brains